O que acontecera com Áureo era uma repetição dos casos do Roberto Figueiredo e Alberto Brizola, eleitos deputados. A Globo não admite, até os dias atuais, que seus contratados sejam políticos. Diretrizes da empresa. Com o afastamento do Áureo, a emissora batia seu próprio recorde. Em 1992, dispensava Adelzon Alves, “o amigo da madrugada”, 26 anos na casa.
No meio, raramente um profissional sai por conta própria. Fatores a provocarem a saída: Ibope ruim, questão salarial e indisciplina. De um modo geral, o ouvinte nunca sabe o motivo. Observadores em particular, sabem alguma coisa depois de patinarem pelo terreno das especulações.
__________
Washington Rodrigues e Luiz de França não chegaram a um acordo sobre a renovação de contratos em dezembro de 1998. Mudavam para a Tupi. França estreava no limiar de fevereiro de 1999 e, o Apolinho um pouco mais tarde. No domingo anterior, porém, ele fazia sua primeira apresentação no esporte ao lado de Luiz Penido. Com isso, era interrompida uma longa e bem-sucedida parceria, que iniciara com o Garotinho, na Rádio Nacional.
Em 2007, Luiz de França se transferia para a Manchete, que montava um estúdio exclusivo na Mantiqueira, para ele fazer direto de Barbacena (bucólica e decantada terra natal), o seu programa diário.O reencontro com o público, ocorreria em 1° de maio, festa dos trabalhadores.
___________
Francisco Barbosa começara na Globo através de sua FM. Efetivara-se na manhãs no AM, após a saída do Paulo Giovanni, com quem atuara algumas vezes. Ele já estava há quinze anos na empresa, quando a emissora decidira dispensá-lo. Era dezembro de 1999, aniversário da emissora e, em contraste, mês fatídico, propenso a demissões de empregados.
Num remanejamento da programação, Barbosa ficara em horário vespertino e, perdia feio para o Pedro Augusto, da Tupi, auto-proclamado “o romeiro de Aparecida”. Ana Flores, sua colaboradora no quadro de arte culinária, era convocada para o lugar dele. Nascia ali o programa “Tarde legal”, anteriormente uma vinheta, que sinalizava as participações de Ana.
____________
Em dezembro de 2001(*) a Globo chamava e Barbosa aceitava. Em agosto de 2005, caía outra vez. Marlene Mattos do “Amigas invisíveis” – coisa inédita no SGR -- arrendava o espaço, com Ana Flores de volta, na companhia das atrizes Lúcia Fregolente e Dedina Bernardelli.
Barbosa fechava com a Tupi em outubro de 2006, depois de cumprir jornada dupla na MEC AM e Tropical Solimões.
(*) Maurício Menezes e Hélio Júnior que atuavam com ele na incursão vespertina, recebiam bilhete azul. Até outubro apresentavam, aos sábados e domingos à noite, a 2ª edição do “Agito geral”.
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quinta-feira, 5 de setembro de 2013
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Era uma vez na Globo I
Durante vinte anos – período de 1985 a 2005 – a Globo deixou escapar de seus quadros nomes de reconhecida importância na radiofonia. Com isso, deixaria também, no decorrer do tempo, de sublinhar o encerramento de programas usando a afirmativa de que, “este foi mais um campeão de audiência”, habitual naquela fase.
__________
Em dezembro de 1984 a emissora da Glória contratava José Carlos Araújo e Washington Rodrigues. Eles tinham ido para a Nacional sete anos antes. Locutor de esportes em início de carreira, o primeiro foi liderar equipe. Já destacado repórter no grupo do Waldir Amaral, o segundo lançava-se na condição de comentarista. A dupla revolucionara as transmissões esportivas no veículo. O sucesso foi tão grande, que superara o que a tradicional emissora alcançava na “época de ouro”.
Um desentendimento do Waldir com o Roberto Marinho estabelecera o fim da lua-de-mel do narrador com a casa. Facilitara as negociações para a volta dos dois -- 'Apolinho', como o Waldir cognominava Washington e, Zé Carlos, a partir de então 'Garotinho', impulsionado com a explosão começada em 1977.
__________
Seis meses depois de trocar a Tupi pelo Sistema Globo, Clóvis Monteiro, coringa até então, era efetivado em dezembro de 1994 no "Parada popular" (diário), e no "A grande parada" (aos sábados). Entrava no lugar do Sílvio Samper, que sibstituíra, de 3h às 6h a “Um novo dia”, em que Haroldo Júnior se revelara comunicador. Haroldinho era, até ali, produtor do programa do pai. Sua dedicação impressionara o diretor Paulo César Ferreira, que lhe dera a oportunidade de comandar um horário.
__________
Cria da Globo, onde aportara aos 19 de idade, Luiz Penido ocupava, quatro anos depois da volta de José Carlos Araújo e Washington Rodrigues, terceira posição na hierarquia. Em outubro de 1988 foi cooptado por Péricles Leal, diretor da Tupi, a uma guinada em sua vida profissional. Insatisfeito com o Ibope de Doalcei Camargo, até então uma figura intocável, Péricles oferecera ao jovem narrador o cargo de chefe. (Doalcei comandava o esporte da emissora há 23 anos.)
Penido levou cinco de seus colegas da Globo para a concorrente. Depois de rápidas passagens pela Nacional e Tropical FM dividiria, entre 1997 e 1998, a liderança com o veterano locutor. Isolaria-se como titular daí pra frente, retornando às origens em maio de 2012. Por ordem e graças dos cardeais oponentes ao Garotinho, viria sucedê-lo no posto. Hoje, com a audiência em baixa, há quem ironize na ‘outra’ com uma frase dele a situação: “É o que resta dessa festa”.
__________
Ao eleger-se vereador do Rio em outubro de 1996, Áureo Ameno assinava uma sentença contra a sua continuidade na emissora dos Marinho. Ele trabalhava na Globo há 42 anos. Ingressara como repórter cobrindo o suicídio de Getúlio Vargas e, se destacaria como produtor dos principais programas da casa.
No ano seguinte à sua eleição, Alfredo Raimundo dera-lhe abrigo na Tupi. Áureo ganhou espaço na “Patrulha da cidade”, com um quadro em defesa do consumidor e voltava a fazer comentários esportivos. Desligara-se em 2005, para participar do projeto de rádio própria do Haroldo de Andrade.
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Em dezembro de 1984 a emissora da Glória contratava José Carlos Araújo e Washington Rodrigues. Eles tinham ido para a Nacional sete anos antes. Locutor de esportes em início de carreira, o primeiro foi liderar equipe. Já destacado repórter no grupo do Waldir Amaral, o segundo lançava-se na condição de comentarista. A dupla revolucionara as transmissões esportivas no veículo. O sucesso foi tão grande, que superara o que a tradicional emissora alcançava na “época de ouro”.
Um desentendimento do Waldir com o Roberto Marinho estabelecera o fim da lua-de-mel do narrador com a casa. Facilitara as negociações para a volta dos dois -- 'Apolinho', como o Waldir cognominava Washington e, Zé Carlos, a partir de então 'Garotinho', impulsionado com a explosão começada em 1977.
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Seis meses depois de trocar a Tupi pelo Sistema Globo, Clóvis Monteiro, coringa até então, era efetivado em dezembro de 1994 no "Parada popular" (diário), e no "A grande parada" (aos sábados). Entrava no lugar do Sílvio Samper, que sibstituíra, de 3h às 6h a “Um novo dia”, em que Haroldo Júnior se revelara comunicador. Haroldinho era, até ali, produtor do programa do pai. Sua dedicação impressionara o diretor Paulo César Ferreira, que lhe dera a oportunidade de comandar um horário.
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Cria da Globo, onde aportara aos 19 de idade, Luiz Penido ocupava, quatro anos depois da volta de José Carlos Araújo e Washington Rodrigues, terceira posição na hierarquia. Em outubro de 1988 foi cooptado por Péricles Leal, diretor da Tupi, a uma guinada em sua vida profissional. Insatisfeito com o Ibope de Doalcei Camargo, até então uma figura intocável, Péricles oferecera ao jovem narrador o cargo de chefe. (Doalcei comandava o esporte da emissora há 23 anos.)
Penido levou cinco de seus colegas da Globo para a concorrente. Depois de rápidas passagens pela Nacional e Tropical FM dividiria, entre 1997 e 1998, a liderança com o veterano locutor. Isolaria-se como titular daí pra frente, retornando às origens em maio de 2012. Por ordem e graças dos cardeais oponentes ao Garotinho, viria sucedê-lo no posto. Hoje, com a audiência em baixa, há quem ironize na ‘outra’ com uma frase dele a situação: “É o que resta dessa festa”.
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Ao eleger-se vereador do Rio em outubro de 1996, Áureo Ameno assinava uma sentença contra a sua continuidade na emissora dos Marinho. Ele trabalhava na Globo há 42 anos. Ingressara como repórter cobrindo o suicídio de Getúlio Vargas e, se destacaria como produtor dos principais programas da casa.
No ano seguinte à sua eleição, Alfredo Raimundo dera-lhe abrigo na Tupi. Áureo ganhou espaço na “Patrulha da cidade”, com um quadro em defesa do consumidor e voltava a fazer comentários esportivos. Desligara-se em 2005, para participar do projeto de rádio própria do Haroldo de Andrade.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Belisário de volta à Tupi
Mário Belisário, dos mais apreciados comunicadores do rádio contemporâneo, está de volta à Tupi. Substituiu Sílvio Samper.*
A estreia, na quarta-feira 14, ocorreu em banho-maria, embora a “pesquisa do dia” explorasse um tema “quente” – o adultério.
Concitando a‘turma do sereno’ e insones que garantem a audiência na madrugada (de 3h a 6h), o apresentador indagava:
“O que você faria ao saber que um amigo seu, ou amiga, estivesse ‘levando bola nas costas’? Contaria pra ele? Contaria pra ela?”
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É a terceira vez que Mário Belisário fecha com a empresa. Na primeira, o ingresso foi no final de 1990, ficando até 1995. Fazia, no começo, o horário há algum tempo ocupado pelo Clóvis Monteiro.
Belisário despontara na FM 105, quando comandava de 4h às 7h, o “Desperta Rio”. Antes de atuar naquela emissora, trabalhou (em início de carreira) na Cidade FM, em São Paulo -- hoje a Bandnews.
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Na sua trajetória figuram duas passagens pela Manchete AM e uma pela FM de igual nome, incluindo a FM O Dia no período de implantação e, ainda, a Roquette Pinto. Afastado desde 2011, o último endereço de Belisário foi a Sucesso (ex- Carioca), onde manteve programa a partir de 2009.
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*Recém-desligado, Sílvio Samper estava na Tupi há 18 anos. Integrava um grupo de profissionais que a Globo descartara na década. Entre outros, mudaram de lado em circunstâncias parecidas, Washington Rodrigues, Francisco Barbosa, Luizinho Campos, Ricardo Alexandre e Pedro Costa.
S I N T O N I A
/o/ “A voz da periferia”, com MV Bill. Roquette Pinto 94,1 FM. – De segunda a sexta, às 13h. /o/ “CBN total”, com Carolina Moran. CBN 860 AM/92.5 FM. – De segunda a sexta, às 14h. /o/ “Yesterday”, com Robson Castro. SulAmérica Paradiso 95,7 FM. – De segunda a sexta, às 22h.
AMOR ANTIGO
Os grandes nomes da televisão tiveram, em maioria, o rádio como sua origem. Sérgio Chapelin é um dos que fazem parte dessa listagem. Apresentador de “Globo repórter” da Rede Globo desde o seu surgimento, em 1973, ainda jovem iniciou na Rádio MEC.
As primeiras experiências foram na difusora de Valença, RJ, cidade onde nascera há 72 anos. A melhor fase do Chapelin no rádio foi como locutor da Jornal do Brasil AM. (Um dos marcos na história do veículo, a RJB fecharia as portas em abril de 1993). Chapelin esteve, por pouco tempo, na Rádio Nacional, antes de migrar para a televisão.
A estreia, na quarta-feira 14, ocorreu em banho-maria, embora a “pesquisa do dia” explorasse um tema “quente” – o adultério.
Concitando a‘turma do sereno’ e insones que garantem a audiência na madrugada (de 3h a 6h), o apresentador indagava:
“O que você faria ao saber que um amigo seu, ou amiga, estivesse ‘levando bola nas costas’? Contaria pra ele? Contaria pra ela?”
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É a terceira vez que Mário Belisário fecha com a empresa. Na primeira, o ingresso foi no final de 1990, ficando até 1995. Fazia, no começo, o horário há algum tempo ocupado pelo Clóvis Monteiro.
Belisário despontara na FM 105, quando comandava de 4h às 7h, o “Desperta Rio”. Antes de atuar naquela emissora, trabalhou (em início de carreira) na Cidade FM, em São Paulo -- hoje a Bandnews.
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Na sua trajetória figuram duas passagens pela Manchete AM e uma pela FM de igual nome, incluindo a FM O Dia no período de implantação e, ainda, a Roquette Pinto. Afastado desde 2011, o último endereço de Belisário foi a Sucesso (ex- Carioca), onde manteve programa a partir de 2009.
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*Recém-desligado, Sílvio Samper estava na Tupi há 18 anos. Integrava um grupo de profissionais que a Globo descartara na década. Entre outros, mudaram de lado em circunstâncias parecidas, Washington Rodrigues, Francisco Barbosa, Luizinho Campos, Ricardo Alexandre e Pedro Costa.
S I N T O N I A
/o/ “A voz da periferia”, com MV Bill. Roquette Pinto 94,1 FM. – De segunda a sexta, às 13h. /o/ “CBN total”, com Carolina Moran. CBN 860 AM/92.5 FM. – De segunda a sexta, às 14h. /o/ “Yesterday”, com Robson Castro. SulAmérica Paradiso 95,7 FM. – De segunda a sexta, às 22h.
AMOR ANTIGO
Os grandes nomes da televisão tiveram, em maioria, o rádio como sua origem. Sérgio Chapelin é um dos que fazem parte dessa listagem. Apresentador de “Globo repórter” da Rede Globo desde o seu surgimento, em 1973, ainda jovem iniciou na Rádio MEC.
As primeiras experiências foram na difusora de Valença, RJ, cidade onde nascera há 72 anos. A melhor fase do Chapelin no rádio foi como locutor da Jornal do Brasil AM. (Um dos marcos na história do veículo, a RJB fecharia as portas em abril de 1993). Chapelin esteve, por pouco tempo, na Rádio Nacional, antes de migrar para a televisão.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Um Rio de ideias comuns
“Acorda Rio”, que a Globo acaba de lançar com o Jorge Luiz, é homônimo de um programa recente da Manchete.
Com outro Jorge – o Bacarin. Retirado da grade em junho de 2012, o espaço ficou para Luiz Vieira, ‘poeta-cantador’.
Embora trabalhasse numa emissora musical entre 1989 e 1990, Mário Belisário já fazia um programa de temática semelhante.
“Desperta Rio”, na FM 105, atual Aleluia.
No campo da tecnologia, ultimamente, o rádio avançou de forma espantosa. No das ideias, criatividade, muito pouco.
Procuram-se os cabeças pensantes do contemporâneo veículo.
É possível que tenham ido fazer reciclagem no Canadá...
Aonde Luiza foi, tempos atrás.
___________
“CBN Rio”, hoje com Octávio Guedes e Lilian Ribeiro, é titulo rodado. Existe desde a fundação da emissora, em outubro de 1991.
Na Rádio MEC, há uns dois meses, a direção remanejou o Amauri Santos para o horário da manhã, entregando-lhe o “Sintonia Rio”.
E, o competente radialista pegou o cacoete do Antônio Carlos – “o despertador do Brasil”. A todo repórter que termina a matéria ele “manda” um: “Obrigado pelas informações!” Sem qualquer constrangimento.
LINHA DIRETA
/o/ Fernando Bonan e Hugo Lago, terceiro e quarto no esporte da Globo, passaram a ter um melhor aproveitamento na equipe.
/o/ Uma “colcha de retalhos”, o programa diário que o David Rangel ganhou, após quatro meses do seu retorno à emissora da Glória.
S I N T O N I A
/o/ “JB do Brasil”, com Sérgio Gianotti. JB FM 99,9 – domingos, às 9h. /o/ “Samba social clube”, com Valéria Marques. MPB FM 90,3 – sábados e domingos, às 12h. /o/ “Tempo de jazz”, com Ana Lúcia Bissinover. Roquette Pinto FM 94,1 – domingos, às 18h.
AMOR ANTIGO
Quadrante”, uma série de crônicas, era cartaz da Rádio MEC nas décadas de 50 e 60, com interpretação de Paulo Autran (1922/2007).
Entre outros autores, focalizava obras dos poetas Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Cecília Meirelles, escritores Fernando Sabino e Dinah Silveira de Queiroz. Em horários flexíveis, as edições.
Com outro Jorge – o Bacarin. Retirado da grade em junho de 2012, o espaço ficou para Luiz Vieira, ‘poeta-cantador’.
Embora trabalhasse numa emissora musical entre 1989 e 1990, Mário Belisário já fazia um programa de temática semelhante.
“Desperta Rio”, na FM 105, atual Aleluia.
No campo da tecnologia, ultimamente, o rádio avançou de forma espantosa. No das ideias, criatividade, muito pouco.
Procuram-se os cabeças pensantes do contemporâneo veículo.
É possível que tenham ido fazer reciclagem no Canadá...
Aonde Luiza foi, tempos atrás.
___________
“CBN Rio”, hoje com Octávio Guedes e Lilian Ribeiro, é titulo rodado. Existe desde a fundação da emissora, em outubro de 1991.
Na Rádio MEC, há uns dois meses, a direção remanejou o Amauri Santos para o horário da manhã, entregando-lhe o “Sintonia Rio”.
E, o competente radialista pegou o cacoete do Antônio Carlos – “o despertador do Brasil”. A todo repórter que termina a matéria ele “manda” um: “Obrigado pelas informações!” Sem qualquer constrangimento.
LINHA DIRETA
/o/ Fernando Bonan e Hugo Lago, terceiro e quarto no esporte da Globo, passaram a ter um melhor aproveitamento na equipe.
/o/ Uma “colcha de retalhos”, o programa diário que o David Rangel ganhou, após quatro meses do seu retorno à emissora da Glória.
S I N T O N I A
/o/ “JB do Brasil”, com Sérgio Gianotti. JB FM 99,9 – domingos, às 9h. /o/ “Samba social clube”, com Valéria Marques. MPB FM 90,3 – sábados e domingos, às 12h. /o/ “Tempo de jazz”, com Ana Lúcia Bissinover. Roquette Pinto FM 94,1 – domingos, às 18h.
AMOR ANTIGO
Quadrante”, uma série de crônicas, era cartaz da Rádio MEC nas décadas de 50 e 60, com interpretação de Paulo Autran (1922/2007).
Entre outros autores, focalizava obras dos poetas Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Cecília Meirelles, escritores Fernando Sabino e Dinah Silveira de Queiroz. Em horários flexíveis, as edições.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
A valorização da culinária
Tema de programas antigos, a culinária está em alta conta. No rádio (e na TV), nunca como antes. No espaço que as emissoras reservam, cabem às donas de casa a iniciativa das receitas.
A interatividade – fruto moderno – as distanciam de uma Sagramor de Scuvero, Helena Sangirardi e Lea Silva, que no passado respondiam pela tarefa na Mayrink, Nacional e Tamoio.
O pacote inclui variedades do tipo “Farofa da Globo”, uma recente criação. A família de melhores conhecimentos, vencedora da competição, recebe da rádio um almoço como prêmio.
Com a valorização do tema, o futebol pegou o seu quinhão. No “Comendo a bola”, na Bradesco, os participantes discutem, aparentemente de boca cheia, jogos e bastidores dos clubes
SAÍDAS DO TÚNEL
Na Copa das Confederações a Globo tirou do arquivo o “Bola de fogo”, que encerrava as jornadas. Na volta do Brasileirão, resgatou o “Tiriri-tiriri”, uma vinheta. Ambas da época do Waldir Amaral, a segunda anunciava, com o Jairo de Souza, os jogos da Loteria esportiva.
As ‘novidades’ provocaram, de uma raposa felpuda e super antenada nos segmentos do rádio, a exclamação: “Direto do túnel do tempo!” – comum nos indefectíveis flashs back...
DERRAPAGEM I
Alessandra Ekstine, do “Estação cultura”, ao meio-dia na Rádio MEC,saiu de férias. Na sua ausência, Elisa de Magalhães (boa entrevistadora, por sinal) apresentou o programa, na quarta-feira, 24.
Ao ler o “MEC notícias” das 14 horas, vacilou diversas vezes. (Teria sido emoção pela visita do Papa?)
DERRAPAGEM II
Felipe Cardoso apresentava na Globo dia 20 último, “A liga dos trepidantes”, que antecede os jogos dos sábados. Logo na abertura, ele disse que o programa “já é tradicional”. (Fala sério!)
A “Liga...” foi lançado em setembro de 20ll. Nada em lugar nenhum é tradicional em curto período.
O que se pode dizer do “Enquanto a bola não rola” ou “Panorama esportivo”, há quase trinta anos nos ar?
AMOR ANTIGO
Criador de “Discos na vitrine”(lançamentos) e “Discos de ouro”(destaques das paradas),Jair Amorim trabalhou na Tamoio, fase do “música, exclusivamente música”, onde era um dos ‘bachareis’— denominação dos programadores da emissora. Letrista de sucesso, Jair (1915/1993), formou diversas parcerias, as principais delas, com José Maria de Abreu e Evaldo Gouveia.
Suas músicas mais conhecidas foram gravadas por, entre outros, Dick Farney, Cauby Peixoto, Altemar Dutra e Anísio Silva. Natural de Leopoldina, ES, colaborador de jornais, iniciou carreira na Rádio Clube do Brasil, atuou em outras rádios do Rio e foi locutor da Agência Nacional.
A interatividade – fruto moderno – as distanciam de uma Sagramor de Scuvero, Helena Sangirardi e Lea Silva, que no passado respondiam pela tarefa na Mayrink, Nacional e Tamoio.
O pacote inclui variedades do tipo “Farofa da Globo”, uma recente criação. A família de melhores conhecimentos, vencedora da competição, recebe da rádio um almoço como prêmio.
Com a valorização do tema, o futebol pegou o seu quinhão. No “Comendo a bola”, na Bradesco, os participantes discutem, aparentemente de boca cheia, jogos e bastidores dos clubes
SAÍDAS DO TÚNEL
Na Copa das Confederações a Globo tirou do arquivo o “Bola de fogo”, que encerrava as jornadas. Na volta do Brasileirão, resgatou o “Tiriri-tiriri”, uma vinheta. Ambas da época do Waldir Amaral, a segunda anunciava, com o Jairo de Souza, os jogos da Loteria esportiva.
As ‘novidades’ provocaram, de uma raposa felpuda e super antenada nos segmentos do rádio, a exclamação: “Direto do túnel do tempo!” – comum nos indefectíveis flashs back...
DERRAPAGEM I
Alessandra Ekstine, do “Estação cultura”, ao meio-dia na Rádio MEC,saiu de férias. Na sua ausência, Elisa de Magalhães (boa entrevistadora, por sinal) apresentou o programa, na quarta-feira, 24.
Ao ler o “MEC notícias” das 14 horas, vacilou diversas vezes. (Teria sido emoção pela visita do Papa?)
DERRAPAGEM II
Felipe Cardoso apresentava na Globo dia 20 último, “A liga dos trepidantes”, que antecede os jogos dos sábados. Logo na abertura, ele disse que o programa “já é tradicional”. (Fala sério!)
A “Liga...” foi lançado em setembro de 20ll. Nada em lugar nenhum é tradicional em curto período.
O que se pode dizer do “Enquanto a bola não rola” ou “Panorama esportivo”, há quase trinta anos nos ar?
AMOR ANTIGO
Criador de “Discos na vitrine”(lançamentos) e “Discos de ouro”(destaques das paradas),Jair Amorim trabalhou na Tamoio, fase do “música, exclusivamente música”, onde era um dos ‘bachareis’— denominação dos programadores da emissora. Letrista de sucesso, Jair (1915/1993), formou diversas parcerias, as principais delas, com José Maria de Abreu e Evaldo Gouveia.
Suas músicas mais conhecidas foram gravadas por, entre outros, Dick Farney, Cauby Peixoto, Altemar Dutra e Anísio Silva. Natural de Leopoldina, ES, colaborador de jornais, iniciou carreira na Rádio Clube do Brasil, atuou em outras rádios do Rio e foi locutor da Agência Nacional.
quinta-feira, 25 de julho de 2013
O reacender de uma chama
O imediatismo do rádio ainda citado por alguns profissionais concentra-se, hoje, nas transmissões esportivas e coberturas de trânsito. Abrange, com regularidade, os problemas comuns de bairros, que emissoras populares focalizam em atendimento às reivindicações de moradores – seus ouvintes fiéis.
Nos grandes eventos, porém, o rádio se revigora. A chegada do Papa Francisco ao Rio, um exemplo disso, como as realizações da Expo-90 e Rock in Rio em outras oportunidades, além da eternamente esperada visita do cantor Frank Sinatra (“The Voice”) a outrora decantada Cidade Maravilhosa.
A Tupi, Globo, Bandnews e CBN se destacaram na mobilização de seus repórteres pelas ruas e postos centrais do Rio. Desenvolveram em qualidade, trabalho comparativo ao de uma Continental e Jornal do Brasil AM em época remota, com a vantagem de se utilizarem de melhores recursos.
UM LUXO
Houve um tempo em que o curinga de rádio era um profissional novato. Atuava na esperança de um dia ser titular. Esse procedimento mudou, agora é luxo só. Que o diga o Haroldo de Andrade (Júnior)¹, há cinco anos na Tupi, em sua segunda passagem pela casa. Ele tem programa aos domingos, mas se firmou como regra três, cobrindo férias de colegas e eventuais faltas.
Fato semelhante está acontecendo com o David Rangel². No começo deste ano, depois de quatro temporadas na Manchete, voltou para a Globo -- igualmente ao Haroldinho, sua segunda passagem pelo endereço. David (outra coincidência) foi escalado para fazer um programa dominical e,também passou a substituir aqueles que se ausentam nas mesmas condições.
¹ “Bom dia, pai”, livro em que HA(J) homenageia o falecido Haroldão, não tem fins lucrativos. A renda é revertida para uma instituição de caridade – disse o radialista no programa do Clóvis Monteiro.
² Em dezembro de 2004 a Globo lançava o “Tarde legal”, com David Rangel. A vinheta do programa foi reaproveitada no “Boa tarde”, com Alexandre Ferreira, que o atual benjamim reviveu há pouco.
S I N T O N I A
/o/ “Painel JB 1ª edição”, com Alexandre Tavares. JB FM 99,9 – de segunda a sexta, às 7h.
/o/ “Hora do blush”, com Juliana Nasciutti. SulAmérica Paradiso FM 95,7 -- de segunda a sexta, às 17h.
/o/ “Choros, chorinhos e chorões”, com Clarice Azevedo. Roquette Pinto FM 94,1 – de segunda a quarta, às 21h, sábados, às 19h.
AMOR ANTIGO
Mais famoso locutor de telejornais de todos os tempos, Cid Moreira (86 anos), que começou no rádio em Taubaté, interior de São Paulo, pertenceu ao elenco da Mayrink Veiga. Foi, entre outras atribuições, narrador de “Noites cariocas”, programa estrelado pelo regional de Canhoto, aos sábados. Nele se projetaria nacionalmente, Jacob Bittencourt – o Jacob do Bandolin.
Nos grandes eventos, porém, o rádio se revigora. A chegada do Papa Francisco ao Rio, um exemplo disso, como as realizações da Expo-90 e Rock in Rio em outras oportunidades, além da eternamente esperada visita do cantor Frank Sinatra (“The Voice”) a outrora decantada Cidade Maravilhosa.
A Tupi, Globo, Bandnews e CBN se destacaram na mobilização de seus repórteres pelas ruas e postos centrais do Rio. Desenvolveram em qualidade, trabalho comparativo ao de uma Continental e Jornal do Brasil AM em época remota, com a vantagem de se utilizarem de melhores recursos.
UM LUXO
Houve um tempo em que o curinga de rádio era um profissional novato. Atuava na esperança de um dia ser titular. Esse procedimento mudou, agora é luxo só. Que o diga o Haroldo de Andrade (Júnior)¹, há cinco anos na Tupi, em sua segunda passagem pela casa. Ele tem programa aos domingos, mas se firmou como regra três, cobrindo férias de colegas e eventuais faltas.
Fato semelhante está acontecendo com o David Rangel². No começo deste ano, depois de quatro temporadas na Manchete, voltou para a Globo -- igualmente ao Haroldinho, sua segunda passagem pelo endereço. David (outra coincidência) foi escalado para fazer um programa dominical e,também passou a substituir aqueles que se ausentam nas mesmas condições.
¹ “Bom dia, pai”, livro em que HA(J) homenageia o falecido Haroldão, não tem fins lucrativos. A renda é revertida para uma instituição de caridade – disse o radialista no programa do Clóvis Monteiro.
² Em dezembro de 2004 a Globo lançava o “Tarde legal”, com David Rangel. A vinheta do programa foi reaproveitada no “Boa tarde”, com Alexandre Ferreira, que o atual benjamim reviveu há pouco.
S I N T O N I A
/o/ “Painel JB 1ª edição”, com Alexandre Tavares. JB FM 99,9 – de segunda a sexta, às 7h.
/o/ “Hora do blush”, com Juliana Nasciutti. SulAmérica Paradiso FM 95,7 -- de segunda a sexta, às 17h.
/o/ “Choros, chorinhos e chorões”, com Clarice Azevedo. Roquette Pinto FM 94,1 – de segunda a quarta, às 21h, sábados, às 19h.
AMOR ANTIGO
Mais famoso locutor de telejornais de todos os tempos, Cid Moreira (86 anos), que começou no rádio em Taubaté, interior de São Paulo, pertenceu ao elenco da Mayrink Veiga. Foi, entre outras atribuições, narrador de “Noites cariocas”, programa estrelado pelo regional de Canhoto, aos sábados. Nele se projetaria nacionalmente, Jacob Bittencourt – o Jacob do Bandolin.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Esse nosso amor antigo
91)Uma das raras cantoras de rádio de São Paulo a se projetar no Brasil, Isaurinha Garcia (1919/1993) tinha uma coisa em comum com o locutor da Tupi, Collid Filho: a longevidade na mesma empresa. Isaurinha --“A Personalíssima” – trabalhou apenas na Rádio Record, ali permanecendo por nada menos que 40 anos.
92) O cognome que a acompanhou em sua longa carreira lhe foi arranjado pelo apresentador Blota Júnior, da linha de frente na radiofonia brasileira. A rádio, criada pelo empresário Paulo Machado de Carvalho, desfrutava na capital paulista, de prestígio semelhante ao da Nacional, no Rio. “Rádio Record, a maior”, seu slogan -- era apregoado pelo Randal Juliano, voz oficial da emissora em certo período.
93) Paulista do Brás, no início Isaurinha se espelhava no estilo da carioca Araci de Almeida. Nos áureos tempos da Nacional com seus programas de auditório, vinha constantemente ao Rio, convidada para apresentações no “César de Alencar”.
94)Das vozes mais expressivas do rádio em todos os tempos, César Ladeira tornou-se conhecido do grande público na Revolução Constitucionalista de 1932. Ele trabalhava na Record e, destacou-se na transmissão do movimento que eclodira em São Paulo.
95) Também participaram da cobertura em 9 de julho os locutores Renato Macedo e Nicolau Tuma. (Este formaria, com Armando Pamplona, da Rádio Cultura, a dupla de pioneiros em narrar futebol no veículo).
96) César Ladeira ficaria marcado como “a voz da revolução”, transferindo-se anos depois para o Rio. Contratado pela Mayrink Veiga, foi diretor-artístico e apresentador dos principais programas. Especializara-se em criar slogans para os artistas da antiga emissora. 97)A Nacional foi outra rádio em que o Cesar Ladeira brilhou, comandando diversas atrações. Na lista os diários “A crônica da cidade”, de Genolino Amado e “Seu criado, obrigado”, com assessoria da atriz Daysi Lúcidi, uma produção de Lourival Marques.
98)No começo de carreira, na Mayrink Veiga, “Garota Grau Dez”. Na maior parte dela, na Rádio Nacional, “Favorita da Marinha”. Em síntese, foi assim a trajetória de Emilinha Borba (1923/2005), a cantora mais popular na história do rádio. Batizada Emília Savanna de Sousa Costa da Silva Borba, ela ganhou seu primeiro prêmio na “Hora Infantil”, da Rádio Cruzeiro do Sul, onde alguns nomes surgiram.
99)Emilinha foi crooner do Cassino da Urca, ingressando na lendária casa de espetáculos, com o apoio de Carmem Miranda, sua madrinha artística. No limiar de década de 40, aportava na rádio que viria a ser uma das mais importantes da América Latina – a Nacional. Maior estrela da emissora já no final daquele período seria, sobretudo, uma recordista em sucessos de carnaval, destacando-se com outros gêneros.
100)De “Chiquita bacana” a “Mulata iê-iê-iê”, uma infinidade deles – sem se contar os boleros e sambas-canções. E, paralelamente ao rádio, discos e shows pelo país, Emilinha brilhou no cinema. Era sempre requisitada para os musicais da Atlãntida -- as chanchadas – que povoaram o imaginário de uma de geração de admiradores.
92) O cognome que a acompanhou em sua longa carreira lhe foi arranjado pelo apresentador Blota Júnior, da linha de frente na radiofonia brasileira. A rádio, criada pelo empresário Paulo Machado de Carvalho, desfrutava na capital paulista, de prestígio semelhante ao da Nacional, no Rio. “Rádio Record, a maior”, seu slogan -- era apregoado pelo Randal Juliano, voz oficial da emissora em certo período.
93) Paulista do Brás, no início Isaurinha se espelhava no estilo da carioca Araci de Almeida. Nos áureos tempos da Nacional com seus programas de auditório, vinha constantemente ao Rio, convidada para apresentações no “César de Alencar”.
94)Das vozes mais expressivas do rádio em todos os tempos, César Ladeira tornou-se conhecido do grande público na Revolução Constitucionalista de 1932. Ele trabalhava na Record e, destacou-se na transmissão do movimento que eclodira em São Paulo.
95) Também participaram da cobertura em 9 de julho os locutores Renato Macedo e Nicolau Tuma. (Este formaria, com Armando Pamplona, da Rádio Cultura, a dupla de pioneiros em narrar futebol no veículo).
96) César Ladeira ficaria marcado como “a voz da revolução”, transferindo-se anos depois para o Rio. Contratado pela Mayrink Veiga, foi diretor-artístico e apresentador dos principais programas. Especializara-se em criar slogans para os artistas da antiga emissora. 97)A Nacional foi outra rádio em que o Cesar Ladeira brilhou, comandando diversas atrações. Na lista os diários “A crônica da cidade”, de Genolino Amado e “Seu criado, obrigado”, com assessoria da atriz Daysi Lúcidi, uma produção de Lourival Marques.
98)No começo de carreira, na Mayrink Veiga, “Garota Grau Dez”. Na maior parte dela, na Rádio Nacional, “Favorita da Marinha”. Em síntese, foi assim a trajetória de Emilinha Borba (1923/2005), a cantora mais popular na história do rádio. Batizada Emília Savanna de Sousa Costa da Silva Borba, ela ganhou seu primeiro prêmio na “Hora Infantil”, da Rádio Cruzeiro do Sul, onde alguns nomes surgiram.
99)Emilinha foi crooner do Cassino da Urca, ingressando na lendária casa de espetáculos, com o apoio de Carmem Miranda, sua madrinha artística. No limiar de década de 40, aportava na rádio que viria a ser uma das mais importantes da América Latina – a Nacional. Maior estrela da emissora já no final daquele período seria, sobretudo, uma recordista em sucessos de carnaval, destacando-se com outros gêneros.
100)De “Chiquita bacana” a “Mulata iê-iê-iê”, uma infinidade deles – sem se contar os boleros e sambas-canções. E, paralelamente ao rádio, discos e shows pelo país, Emilinha brilhou no cinema. Era sempre requisitada para os musicais da Atlãntida -- as chanchadas – que povoaram o imaginário de uma de geração de admiradores.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Trivial com guarnições (13)
Cancelado durante a Copa das Confederações, o “Debates populares” do “Manhã da Globo” com o Roberto Canázio, foi reintegrado no dia 1°, segunda-feira. No dia seguinte ao da volta, Mário Belisário, do primeiro time de comunicadores do rádio, participava do quadro.
Ele atuou em vários prefixos. Numa fase da Manchete, formou com Roberto Canázio e Alexandre Ferreira, o trio de melhor audiência. Foi o único por quem a Globo não se interessou.(Belisário se tornou sócio da Rádio Sucesso. Nela, manteve programa entre 2009 e 2011.)
POPULARES
A astróloga Zora Yonara, 50 anos de rádio é, sem dúvida, a mais popular do país. Em permanência no veículo, ela só perde para Aldenora Santos – a Pudica -- sua companheira no “Show do Antônio Carlos”, que alcançou em setembro de 2011, a marca dos 60 anos.
Produtora do programa, Aldenora também atua como atriz. Zora somente exerceu a função no começo da carreira, numa emissora do Espírito Santo. As duas, e Juçara Carioca (Juju), dividem as preferências do público fiel ao radialista -- “o despertador do Brasil”.
ENCONTROS
Ricardo Brito conduz “Encontros – a música brasileira em bate-papo”, na Roquette FM, às quartas, de 10h às 11h da noite. Entrevistado na primeira semana, o quinteto Mulheres de Hollanda, (Laura, Marcela, Ana, Fernanda e Carla) intérprete das obras de Chico Buarque.
CONCORRIDO
O horário do almoço nos domingos é bastante concorrido em matéria de programas esportivos. Bem mais prolongado que nos dias normais. Uma dessas opções é o “Nacional esporte show”, no comando de Gláucia Araújo, freqüência diária num vespertino da emissora.
LINHA DIRETA
/o/ A um ano do Mundial de 2014, a Globo lançou com Maurício Bastos e Roberta Barroso, o “Jornal da Copa”.
/o/ Narrando um amistoso do Flamengo com o São Paulo, Ricardo Moreira oficializou o seu ingresso na Tupi.
/o/ “Rio de Janeiro em um minuto”, nas meias horas a partir das 10h, substituiu o “Globo, girando com a notícia”.
S I N T O N I A
/o/ “Toque de letra”, com Leandro Lacerda e Alvaro Oliveira Filho. CBN 860 AM/92,5 FM -- de segunda a sexta, às 11h45.
/o/ “Ao vivo, entre amigos”, com Marina Barreto. MEC AM 800 -- quartas, de 17h às 18h
/o/ “Vamos ouvir a banda”, com Zair Cançado. Bandeirantes AM 1360 -- quintas, de 22h às 23h.
Ele atuou em vários prefixos. Numa fase da Manchete, formou com Roberto Canázio e Alexandre Ferreira, o trio de melhor audiência. Foi o único por quem a Globo não se interessou.(Belisário se tornou sócio da Rádio Sucesso. Nela, manteve programa entre 2009 e 2011.)
POPULARES
A astróloga Zora Yonara, 50 anos de rádio é, sem dúvida, a mais popular do país. Em permanência no veículo, ela só perde para Aldenora Santos – a Pudica -- sua companheira no “Show do Antônio Carlos”, que alcançou em setembro de 2011, a marca dos 60 anos.
Produtora do programa, Aldenora também atua como atriz. Zora somente exerceu a função no começo da carreira, numa emissora do Espírito Santo. As duas, e Juçara Carioca (Juju), dividem as preferências do público fiel ao radialista -- “o despertador do Brasil”.
ENCONTROS
Ricardo Brito conduz “Encontros – a música brasileira em bate-papo”, na Roquette FM, às quartas, de 10h às 11h da noite. Entrevistado na primeira semana, o quinteto Mulheres de Hollanda, (Laura, Marcela, Ana, Fernanda e Carla) intérprete das obras de Chico Buarque.
CONCORRIDO
O horário do almoço nos domingos é bastante concorrido em matéria de programas esportivos. Bem mais prolongado que nos dias normais. Uma dessas opções é o “Nacional esporte show”, no comando de Gláucia Araújo, freqüência diária num vespertino da emissora.
LINHA DIRETA
/o/ A um ano do Mundial de 2014, a Globo lançou com Maurício Bastos e Roberta Barroso, o “Jornal da Copa”.
/o/ Narrando um amistoso do Flamengo com o São Paulo, Ricardo Moreira oficializou o seu ingresso na Tupi.
/o/ “Rio de Janeiro em um minuto”, nas meias horas a partir das 10h, substituiu o “Globo, girando com a notícia”.
S I N T O N I A
/o/ “Toque de letra”, com Leandro Lacerda e Alvaro Oliveira Filho. CBN 860 AM/92,5 FM -- de segunda a sexta, às 11h45.
/o/ “Ao vivo, entre amigos”, com Marina Barreto. MEC AM 800 -- quartas, de 17h às 18h
/o/ “Vamos ouvir a banda”, com Zair Cançado. Bandeirantes AM 1360 -- quintas, de 22h às 23h.
terça-feira, 9 de julho de 2013
Luiz Vieira, primeiro ano
O poeta Luiz Vieira, eterno "Menino passarinho", fez um ano na Manchete no dia 4 do mês passado. “Minha terra, nossa gente”, com três décadas de existência, que havia deixado a Sucesso (ex-Carioca), era antes transmitido pelas rádios Rio de Janeiro e Nacional – a maior parte na tradicional emissora da Praça Mauá. No novo endereço, sua denominação passou a ser “Eu show Luiz Vieira”, apresentado de segunda a sexta, de 6h às 8h da manhã.
“Gente que brilha”, em que o apresentador cultua a figura de Paulo Roberto, um dos grandes nomes da ‘época de ouro’ do rádio, é o quadro mais importante. A sua finalidade é destacar cantores e compositores que a mídia esqueceu e, apenas nele, o batismo atual não é utilizado, prevalecendo o original, anunciado pela voz de Kleber Moura, que ao abandonar o veículo (integrava o cast da Nacional) virou pastor evangélico em São Gonçalo.
Uma particularidade observada no programa do Luiz Vieira. Ele não mais se restringe a reviver sucessos de cantores antigos, seu alvo principal. Tem partilhado as audições, com base no calendário (data de nascimento), a valores da música moderna. Destinado à geração que ultrapassou a faixa dos 40 anos, o programa ainda apresenta dois quadros reconhecidamente interessantes: “Histórias que o rádio conta, a gente
toca” e “Quem é o cantor?” -- a sua interatividade com os ouvintes, que concorrem a modestos prêmios semanais.
FILHOS DE PEIXE
Com apenas cinco anos, os gêmeos Luiz José e Jorge Eduardo ilustram as vinhetas do programa do pai. Um ‘barato’, as participações deles. Representam o futuro do veículo – hoje nos primórdios – quando será comum ouvir rádio pela internet, celular, smartphone e outros recursos. Não é à toa que as emissoras mais importantes vêm badalando essas alternativas. A nova era que se descortina está há poucos passos dos bem mais “idosos”, estagiários que circulam pelas emissoras. Filhos de peixe, os que têm exemplos em casa
LINHA DIRETA
/o/ Raridades no rádio, atuantes com mais de 80 anos. Luiz Vieira, Daysi Lúcidi, Gerdal dos Santos e Zair Cançado, uns baluartes da profissão.
/o/ Roteirista do “Alô Daysi” (Nacional), Fátima Bonfim também produz o ‘Repórter Rio’. De 6h às 8h, com o Marco Antônio Monteiro.
/o/ Caiu acentuadamente o número de domicílios com aparelhos de rádio entre os anos 2000 e 2010. Revelou o último levantamento do Ibope.
/o/ Briga boa nas manhãs de notícias. Ricardo Boechat, no “Jornal Bandenews Rio 1ª edição”, Octávio Guedes no renovado “CBN Rio”
/o/ “Bola em jogo”, programa que o Luiz Ribeiro comanda na Rádio Tupi aos domingos, está com nova produtora. A repórter Camila Esteves.
/o A Rádio MEC trocou, no “Almanaque carioca”, o Amauri Santos por Kadu de Freitas, do “Atualidades”. E retardou o programa em uma hora.
.S I N T O N I A
“Show do Heleno Rotay”. Tupi AM 1280/FM 96,5. – De segunda a sexta, de 15h às 17h. /o/ “Nossa área 2ª edição”, com Gilson Ricardo. Bradesco Esportes FM 91,1. – Nas noites sem competições, de 20h às 22h /o/ “Palco MPB”, com Fernando Mansur. MPB FM 90,3. -- Às terças, 21h.
“Gente que brilha”, em que o apresentador cultua a figura de Paulo Roberto, um dos grandes nomes da ‘época de ouro’ do rádio, é o quadro mais importante. A sua finalidade é destacar cantores e compositores que a mídia esqueceu e, apenas nele, o batismo atual não é utilizado, prevalecendo o original, anunciado pela voz de Kleber Moura, que ao abandonar o veículo (integrava o cast da Nacional) virou pastor evangélico em São Gonçalo.
Uma particularidade observada no programa do Luiz Vieira. Ele não mais se restringe a reviver sucessos de cantores antigos, seu alvo principal. Tem partilhado as audições, com base no calendário (data de nascimento), a valores da música moderna. Destinado à geração que ultrapassou a faixa dos 40 anos, o programa ainda apresenta dois quadros reconhecidamente interessantes: “Histórias que o rádio conta, a gente
toca” e “Quem é o cantor?” -- a sua interatividade com os ouvintes, que concorrem a modestos prêmios semanais.
FILHOS DE PEIXE
Com apenas cinco anos, os gêmeos Luiz José e Jorge Eduardo ilustram as vinhetas do programa do pai. Um ‘barato’, as participações deles. Representam o futuro do veículo – hoje nos primórdios – quando será comum ouvir rádio pela internet, celular, smartphone e outros recursos. Não é à toa que as emissoras mais importantes vêm badalando essas alternativas. A nova era que se descortina está há poucos passos dos bem mais “idosos”, estagiários que circulam pelas emissoras. Filhos de peixe, os que têm exemplos em casa
LINHA DIRETA
/o/ Raridades no rádio, atuantes com mais de 80 anos. Luiz Vieira, Daysi Lúcidi, Gerdal dos Santos e Zair Cançado, uns baluartes da profissão.
/o/ Roteirista do “Alô Daysi” (Nacional), Fátima Bonfim também produz o ‘Repórter Rio’. De 6h às 8h, com o Marco Antônio Monteiro.
/o/ Caiu acentuadamente o número de domicílios com aparelhos de rádio entre os anos 2000 e 2010. Revelou o último levantamento do Ibope.
/o/ Briga boa nas manhãs de notícias. Ricardo Boechat, no “Jornal Bandenews Rio 1ª edição”, Octávio Guedes no renovado “CBN Rio”
/o/ “Bola em jogo”, programa que o Luiz Ribeiro comanda na Rádio Tupi aos domingos, está com nova produtora. A repórter Camila Esteves.
/o A Rádio MEC trocou, no “Almanaque carioca”, o Amauri Santos por Kadu de Freitas, do “Atualidades”. E retardou o programa em uma hora.
.S I N T O N I A
“Show do Heleno Rotay”. Tupi AM 1280/FM 96,5. – De segunda a sexta, de 15h às 17h. /o/ “Nossa área 2ª edição”, com Gilson Ricardo. Bradesco Esportes FM 91,1. – Nas noites sem competições, de 20h às 22h /o/ “Palco MPB”, com Fernando Mansur. MPB FM 90,3. -- Às terças, 21h.
segunda-feira, 24 de junho de 2013
“Bola de fogo”, o retorno
Ao ensejo da Copa das Confederações, a Rádio Globo tirou do arquivo o”Bola de fogo”, um quadro de debates que encerrava as jornadas da emissora na década de 70, no tempo que Waldir Amaral liderava a equipe.
No retorno, para comentarem as partidas da seleção brasileira foram convocados os ex-jogadores Dé (o Aranha), Donizette (o Pantera), Gil (Búfalo Bil) e Júlio César (Uri Geller) -- o chamado “Quarteto fantástico”.
Estrelavam a atração na época, os comentaristas Áureo Ameno, Francisco Horta, Affonso Soares e Celso Garcia – os dois últimos já falecidos. Idealização do Kléber Leite, "Bola de fogo" foi um grande sucesso.

‘BOM DIA, PAI’
O quadro de maior audiência do “Programa Haroldo de Andrade” na Rádio Globo foi o “Bom dia”. E, não o “Debates populares”, segundo revelação do Haroldo de Andrade (Júnior), na Tupi, domingo último.
Desde agosto de 2008, o filho do saudoso radialista mantém um cartaz homônimo na emissora concorrente. No início de julho, ele lança o livro “Bom dia, pai”, inspirado em crônicas do antigo programa.
Haroldo de Andrade (Júnior) lembrava ter sido ele o redator da primeira pauta do “Debates populares”, que surgiu em 1984, em plena ditadura militar. Muitos copiaram seu pai, inclusive a Cidinha(*) – disse.
Em tempos gloriosos, a crônica de abertura era produzida por Helio Thys e,em sua versão na Tupi, por Nonato Viegas, um dos responsáveis pelo roteiro, cabendo alguns textos ao próprio apresentador.
(*) Cidinha Campos, que rivalizava com o Haroldo atuando na Tupi, trabalhou na emissora que ele fundou em 2005. Ficou apenas um ano. Ao sair, enaltecera a cavalheirismo do Haroldinho e Wilson, diretores. Queixara-se, porém: “Queriam fazer uma rádio de primeira, com antena de segunda”.
Cidinha está afastada desde então. A possibilidade dela ingressar na Globo, levantada recentemente, não existe. “Mais fácil ocorrer um abalo sísmico no país”, conforme professor de geografia nosso conhecido.
LINHA DIRETA
/o/ Coordenador de produção dos programas da Nacional, Marcos Gomes está ancorando as jornadas durante a Copa das Confederações.
/o/ A Globo montou uma Central para cobrir as últimas manifestações,escalando o David Rangel, comunicador, na função de plantonista.
/o/ Em crise, a Manchete fez mais ajustes na sua grade, mexendo dessa vez no “Fim de tarde” do Juninho Ti-ti-ti, reduzido em uma hora.
S I N T O N I A
/o/ “Planeta Rei”, com Beto Britto. Globo 1220 AM/89,5 FM. -- De segunda a sábado, de zero hora às 3h.
/o/ “Ouvindo música”, com Marcelo Guima. MEC 800 AM. – De segunda a sexta, de 21h30 às 22h.
No retorno, para comentarem as partidas da seleção brasileira foram convocados os ex-jogadores Dé (o Aranha), Donizette (o Pantera), Gil (Búfalo Bil) e Júlio César (Uri Geller) -- o chamado “Quarteto fantástico”.
Estrelavam a atração na época, os comentaristas Áureo Ameno, Francisco Horta, Affonso Soares e Celso Garcia – os dois últimos já falecidos. Idealização do Kléber Leite, "Bola de fogo" foi um grande sucesso.

‘BOM DIA, PAI’
O quadro de maior audiência do “Programa Haroldo de Andrade” na Rádio Globo foi o “Bom dia”. E, não o “Debates populares”, segundo revelação do Haroldo de Andrade (Júnior), na Tupi, domingo último.
Desde agosto de 2008, o filho do saudoso radialista mantém um cartaz homônimo na emissora concorrente. No início de julho, ele lança o livro “Bom dia, pai”, inspirado em crônicas do antigo programa.
Haroldo de Andrade (Júnior) lembrava ter sido ele o redator da primeira pauta do “Debates populares”, que surgiu em 1984, em plena ditadura militar. Muitos copiaram seu pai, inclusive a Cidinha(*) – disse.
Em tempos gloriosos, a crônica de abertura era produzida por Helio Thys e,em sua versão na Tupi, por Nonato Viegas, um dos responsáveis pelo roteiro, cabendo alguns textos ao próprio apresentador.
(*) Cidinha Campos, que rivalizava com o Haroldo atuando na Tupi, trabalhou na emissora que ele fundou em 2005. Ficou apenas um ano. Ao sair, enaltecera a cavalheirismo do Haroldinho e Wilson, diretores. Queixara-se, porém: “Queriam fazer uma rádio de primeira, com antena de segunda”.
Cidinha está afastada desde então. A possibilidade dela ingressar na Globo, levantada recentemente, não existe. “Mais fácil ocorrer um abalo sísmico no país”, conforme professor de geografia nosso conhecido.
LINHA DIRETA
/o/ Coordenador de produção dos programas da Nacional, Marcos Gomes está ancorando as jornadas durante a Copa das Confederações.
/o/ A Globo montou uma Central para cobrir as últimas manifestações,escalando o David Rangel, comunicador, na função de plantonista.
/o/ Em crise, a Manchete fez mais ajustes na sua grade, mexendo dessa vez no “Fim de tarde” do Juninho Ti-ti-ti, reduzido em uma hora.
S I N T O N I A
/o/ “Planeta Rei”, com Beto Britto. Globo 1220 AM/89,5 FM. -- De segunda a sábado, de zero hora às 3h.
/o/ “Ouvindo música”, com Marcelo Guima. MEC 800 AM. – De segunda a sexta, de 21h30 às 22h.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
Na imaginação, a diferença
Repórter da TV que migrara do rádio, Sandro Gama ganhou, recentemente, um programa na Bradesco Esportes FM. “Comendo a bola” é o titulo da atração, apresentada de segunda a sexta, às 12h. O Sandro não cansa de afirmar que se trata de “um programa diferente”, tendo acrescentado numa das edições, que seu colaborador, Bruno Mesquita, só faz “matérias diferentes”. Será? Onde ele descobriu essa genialidade, num gênero que se repete em todos os prefixos?
A hora do almoço no rádio é bem abastecida de programas em que se fala de futebol e, raramente, de outras modalidades. O mais acreditado deles, “Momento esportivo”, conduzido pelo Maurício Moreira, na Brasil AM, uma referência para a classe. Concorrem na faixa de horário, o "Toque de letra", com Leandro Lacerda e Alvaro Oliveira Filho, na CBN (11h45) e o “Bate bola”(12h20), com o Ruy Fernando, na Rádio Nacional. As emissoras menores também têm os seus.
O dia a dia dos clubes, isto é -- movimento de técnicos e jogadores, contratações ou dispensas – fatos comuns. Por melhores que sejam as pautas dos coordenadores de equipes, dificilmente se escapa dessa rotina. E, vem o Sandro com essa de “programa diferente”. A menos que, por ser na hora do almoço, tenha incursionado no ramo da gastronomia. “Comendo a bola”, então, seria uma retórica, licença-poética, como eram as crônicas do Armando Nogueira.
Ou será que a “diferença” que ele alardeia é a participação de ouvintes? “Você faz o programa” -- anuncia o apresentador, concitando a audiência a se manifestar. No rádio moderno, porém, interatividade não passa de um recurso mais do que natural. Um bem-sucedido exemplo em programa especializado, é o “Giro esportivo”, na Tupi. O Vagner Menezes e a turma afinada que lhe dá apoio, não precisam explicar a que vieram. Cumprem a sua missão. Com bom humor, sem firulas.
Incrível. Estão copiando até slogan (veja postagem anterior). Bruno Torelli, mais novo comentarista da Bradesco planou rápido, voando para a função. Slogan adotado: “o que não deixa dúvidas”, o mesmo que o Jorge Ramos, da Nacional, usa há uns dez anos, desde que integrava a equipe do Luiz Carlos Silva, na Rádio Roquette Pinto. A partir de maio do ano passado, ao se incorporar à Globo, Valdir Espinosa ficou sendo “o comentarista realmente técnico”, corruptela do “técnico comentarista”, batismo do José Cunha ao Duque Ferreira, na Tamoio, em tempo remoto.
LINHA DIRETA .
/o/ Manchete, “a rádio de verdade”, limitou o número de repórteres em ação. Hoje, não se compara ao que era na volta ao dial, em 2006.
/o/ Jorge Ferreira, que cobre o CET-Rio, está fazendo tempo integral, igualando-se ao noticiarista Enio Paes. E, também é narrador de futebol.
/o/ Coincidências são coisas que não faltam no rádio atual. Uma delas, a oração do “Pai Nosso”, de manhã, por volta das 8h na Globo e Tupi.
S I N T O N I A
“Sílvio Samper show”. Tupi 1280 AM/96,5 FM. – De 3h às 6h, de segunda a sábado.
“Redação Nacional”, com Neise Marçal. Nacional 1130 AM – De 8h às 10h, de segunda a sexta.
“Amigos do sucesso”, com Kaanda Ananda. Manchete 760 AM. – De 21h às 23h, aos domingos.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
As famílias que não criam
Nem Bethânia nem galo cantor de que fala a música do Caetano. Mas é de manhã. Horário de “Domingo na Globo”, que Jorge Luiz garante ser “o programa da família brasileira”. O “Domingo...” nos dias sem corrida de Fórmula-1, é uma espécie de “horas extras” (¹) para o apresentador, que durante a semana comanda, bem cedo (²), o “Bom dia Globo”.
Uma palavra apenas -- “verdadeiro” -- separa o slogan agora empregado por JL do utilizado por Luiz de França desde os tempos em que trabalhava na emissora dos Marinho. Lá, o França era um legítimo “campeão de audiência”. Na Manchete, onde está há seis anos, o bordão ficou adequado ao ibope da rádio, tornando-o “campeão no coração do povão”.
/o/ O presente quadro nos lembra o saudoso Chacrinha: “No rádio e na TV, nada se cria...” Nos últimos dias de maio começaram, no Rio, exposições para celebrar os 25 anos de morte dele -- ocorrida em junho --, um dos ícones da comunicação no país, consagrado pela televisão.
Abelardo Barbosa, o Chacrinha, pernambucano de Surubim, iniciou carreira na Rádio Clube Fluminense, em Niterói. Mais tarde, o prefixo abrigaria a Continental, uma pioneira. Era, segundo o slogan, “a cem por cento esportiva e informativa”, ou ainda, “a que está em todas”, pois, mobilizava portentosa equipe de repórteres – “Os Comandos” do Carlos Pallut.
/o/ Também nos domingos, de primeira qualidade, o “Estúdio F -- momento musical da Funarte”, nas ondas da Nacional, às 23h. Tem apresentação de Paulo César Soares e explora o gênero biografia, focalizando dois artistas a cada edição. O texto de chamada na voz do Jair Lemos faz referência à “nossa música popular brasileira” (sic). (Inadmissível, a derrapagem.)
/o/ Um dos precursores do “Amarelinho’ da Globo, Pedro Costa desempenhou numa outra etapa, relevante papel no esporte da emissora. Há alguns anos integra o time de profissionais que mudaram daquela para a Tupi. Pedro é repórter especial do “Programa Francisco Barbosa”.
Na manhã de sábado 1°, motorista escapa de arrastão na Rodovia Rio-Manilha,
São Gonçalo. Pedro antecipa a notícia, interrompendo o “Super-debates”. E, anuncia para depois, “maiores detalhes”.
(Oh Pedro, você é ‘fera’, não pode “escorregar” assim. Detalhes, que formam o conteúdo de qualquer matéria, “são coisas tão pequenas”... Sabiamente, o ‘Rei’ Roberto Carlos já dizia isso...cantando.)
LINHA DIRETA
/o/ “Moral da história”, no programa do Roberto Canázio, na Globo, tem a assinatura de Heloísa Paladino.Cotidiano em pequena obra-prima.
/o/ Karla de Luca, da equipe do Antônio Carlos, produz e apresenta nas manhãs de domingos, o “Canal animal”. Para os criadores de cães e gatos.
/o/ O locutor Demétrio Costa, “a voz da avenida”, voltou ao rádio, agora na Manchete. Colaborador do Luiz Vieira, estava há um ano afastado.
(¹) De 7h às 10h
(²) De 3h às 6h
Uma palavra apenas -- “verdadeiro” -- separa o slogan agora empregado por JL do utilizado por Luiz de França desde os tempos em que trabalhava na emissora dos Marinho. Lá, o França era um legítimo “campeão de audiência”. Na Manchete, onde está há seis anos, o bordão ficou adequado ao ibope da rádio, tornando-o “campeão no coração do povão”.
/o/ O presente quadro nos lembra o saudoso Chacrinha: “No rádio e na TV, nada se cria...” Nos últimos dias de maio começaram, no Rio, exposições para celebrar os 25 anos de morte dele -- ocorrida em junho --, um dos ícones da comunicação no país, consagrado pela televisão.
Abelardo Barbosa, o Chacrinha, pernambucano de Surubim, iniciou carreira na Rádio Clube Fluminense, em Niterói. Mais tarde, o prefixo abrigaria a Continental, uma pioneira. Era, segundo o slogan, “a cem por cento esportiva e informativa”, ou ainda, “a que está em todas”, pois, mobilizava portentosa equipe de repórteres – “Os Comandos” do Carlos Pallut.
/o/ Também nos domingos, de primeira qualidade, o “Estúdio F -- momento musical da Funarte”, nas ondas da Nacional, às 23h. Tem apresentação de Paulo César Soares e explora o gênero biografia, focalizando dois artistas a cada edição. O texto de chamada na voz do Jair Lemos faz referência à “nossa música popular brasileira” (sic). (Inadmissível, a derrapagem.)
/o/ Um dos precursores do “Amarelinho’ da Globo, Pedro Costa desempenhou numa outra etapa, relevante papel no esporte da emissora. Há alguns anos integra o time de profissionais que mudaram daquela para a Tupi. Pedro é repórter especial do “Programa Francisco Barbosa”.
Na manhã de sábado 1°, motorista escapa de arrastão na Rodovia Rio-Manilha,
São Gonçalo. Pedro antecipa a notícia, interrompendo o “Super-debates”. E, anuncia para depois, “maiores detalhes”.
(Oh Pedro, você é ‘fera’, não pode “escorregar” assim. Detalhes, que formam o conteúdo de qualquer matéria, “são coisas tão pequenas”... Sabiamente, o ‘Rei’ Roberto Carlos já dizia isso...cantando.)
LINHA DIRETA
/o/ “Moral da história”, no programa do Roberto Canázio, na Globo, tem a assinatura de Heloísa Paladino.Cotidiano em pequena obra-prima.
/o/ Karla de Luca, da equipe do Antônio Carlos, produz e apresenta nas manhãs de domingos, o “Canal animal”. Para os criadores de cães e gatos.
/o/ O locutor Demétrio Costa, “a voz da avenida”, voltou ao rádio, agora na Manchete. Colaborador do Luiz Vieira, estava há um ano afastado.
(¹) De 7h às 10h
(²) De 3h às 6h
domingo, 26 de maio de 2013
Esse nosso amor antigo
80) Era carioca do bairro de São Cristóvão o homem que se tornaria um dos mais famosos sambistas do país. Na vida de anonimato,.José Bispo Clementino dos Santos (1913/2008), investigador de polícia em Niterói. Na vida artística, Jamelão, um expoente da Mangueira, Estação Primeira.
81) À essa figura, original cantor de músicas do “meio de ano”, o “Botequim da Globo”, com Loureiro Neto, dedicou a edição de quinta-feira, 16. Jamelão aniversariava no dia 12, data que marcou este mês, o seu centenário de nascimento.Numa carreira pontilhada de sucessos, ele era presença obrigatória nos musicais da Tupi, ao som das orquestras dos maestros Cipó, Carioca e, principalmente Severino Araújo, da Tabajara, com quem participou de diversas gravações.
82) Loureiro centralizou o especial numa entrevista com Neguinho da Beija-Flor, discípulo do sambista, que lançava um novo disco, utilizando os recursos da internet. Entre as personalidades do ramo que prestaram depoimentos ao programa, o jornalista e escritor Sérgio Cabral, e Nelson Sargento, legendário compositor.
83) Ainda jovem e desconhecido, Jamelão mostrava suas habilidades no tamborim. Passaria depois para o cavaquinho, quando começava suas experiências de cantor nas rádios e boates. A exemplo de muitos artistas de sua época, ele integrou o elenco da Nacional, o maior cast que se formara em toda a história do veículo.
84) Também este mês registra-se o centenário de nascimento de outro cantor de sucesso no rádio – Ciro Monteiro (1913/1973). Descoberto por Sílvio Caldas (“O seresteiro do Brasil”), ele foi levado para a Rádio Phillips, onde substituiu, no “Programa Casé”, Luiz Barbosa, que se acompanhava usando um chapéu de palha como percussão.
85) No carnaval de 1936 Ciro gravaria seu primeiro disco, ainda atuando naquela emissora. Depois, na Mayrink, seria colega de Francisco Alves e Carmem Miranda tendo, inclusive, gravado em dupla com a “Pequena notável”.
86) Além do centenário, em comum aos cantores, duas músicas entre os principais sucessos, obras de Lupicínio Rodrigues e Ary Barroso. Do Ciro, “Se acaso você chegasse e “Os quindins de Yayá”. De Jamelão, “Ela disse-me, assim” e “Folha morta”, respectivamente daqueles autores.
87) Ciro,“Formigão” nos bastidores, era sobrinho do pianista Romualdo Peixoto, que nasceu e viveu em Niterói. “Nonô”, como o tratavam nas rodas boêmias, pertencia a uma família de artistas, também tio de Araken e Moacir, irmãos do Cauby Peixoto, criados na “Cidade sorriso”.
88) Natural de Belém do Pará, Collid Filho (1930/2004) trabalhou na Rádio Tupi durante toda a sua carreira. Ficaria conhecido como “ o dono da noite”. Dos quase 50 anos em que esteve na emissora dos Diários associados, nada menos que 44 foram no horário da madrugada.
89) Antes de ganhar um programa próprio – o “Collid discos”, lançado como vespertino – ele foi apresentador, em etapas distintas, do “Grande jornal falado Tupi” e “Rádio sequência G-3”. Também comandou, por anos sucessivos, as coberturas de carnaval.
90) Paralelamente ao seu programa diário, ele apresentava, nos domingos à noite, o “Salão grená”, um desfile de tangos, boleros e poesia. Collid declamava obras de autores diversos, e outras de sua lavra – algumas, versos de composições musicais.
81) À essa figura, original cantor de músicas do “meio de ano”, o “Botequim da Globo”, com Loureiro Neto, dedicou a edição de quinta-feira, 16. Jamelão aniversariava no dia 12, data que marcou este mês, o seu centenário de nascimento.Numa carreira pontilhada de sucessos, ele era presença obrigatória nos musicais da Tupi, ao som das orquestras dos maestros Cipó, Carioca e, principalmente Severino Araújo, da Tabajara, com quem participou de diversas gravações.
82) Loureiro centralizou o especial numa entrevista com Neguinho da Beija-Flor, discípulo do sambista, que lançava um novo disco, utilizando os recursos da internet. Entre as personalidades do ramo que prestaram depoimentos ao programa, o jornalista e escritor Sérgio Cabral, e Nelson Sargento, legendário compositor.
83) Ainda jovem e desconhecido, Jamelão mostrava suas habilidades no tamborim. Passaria depois para o cavaquinho, quando começava suas experiências de cantor nas rádios e boates. A exemplo de muitos artistas de sua época, ele integrou o elenco da Nacional, o maior cast que se formara em toda a história do veículo.
84) Também este mês registra-se o centenário de nascimento de outro cantor de sucesso no rádio – Ciro Monteiro (1913/1973). Descoberto por Sílvio Caldas (“O seresteiro do Brasil”), ele foi levado para a Rádio Phillips, onde substituiu, no “Programa Casé”, Luiz Barbosa, que se acompanhava usando um chapéu de palha como percussão.
85) No carnaval de 1936 Ciro gravaria seu primeiro disco, ainda atuando naquela emissora. Depois, na Mayrink, seria colega de Francisco Alves e Carmem Miranda tendo, inclusive, gravado em dupla com a “Pequena notável”.
86) Além do centenário, em comum aos cantores, duas músicas entre os principais sucessos, obras de Lupicínio Rodrigues e Ary Barroso. Do Ciro, “Se acaso você chegasse e “Os quindins de Yayá”. De Jamelão, “Ela disse-me, assim” e “Folha morta”, respectivamente daqueles autores.
87) Ciro,“Formigão” nos bastidores, era sobrinho do pianista Romualdo Peixoto, que nasceu e viveu em Niterói. “Nonô”, como o tratavam nas rodas boêmias, pertencia a uma família de artistas, também tio de Araken e Moacir, irmãos do Cauby Peixoto, criados na “Cidade sorriso”.
88) Natural de Belém do Pará, Collid Filho (1930/2004) trabalhou na Rádio Tupi durante toda a sua carreira. Ficaria conhecido como “ o dono da noite”. Dos quase 50 anos em que esteve na emissora dos Diários associados, nada menos que 44 foram no horário da madrugada.
89) Antes de ganhar um programa próprio – o “Collid discos”, lançado como vespertino – ele foi apresentador, em etapas distintas, do “Grande jornal falado Tupi” e “Rádio sequência G-3”. Também comandou, por anos sucessivos, as coberturas de carnaval.
90) Paralelamente ao seu programa diário, ele apresentava, nos domingos à noite, o “Salão grená”, um desfile de tangos, boleros e poesia. Collid declamava obras de autores diversos, e outras de sua lavra – algumas, versos de composições musicais.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Os 25 do Clóvis Monteiro
Um dos melhores comunicadores do Rio, Clóvis Monteiro está celebrando este mês 25 anos de Rádio Tupi, 17 deles com o “Show da manhã”. Sua atuação na rádio se desenvolveu em duas etapas, a primeira em horário vespertino. Antes do “Show da manhã” (de 6h às 9h), estivera dois anos na Globo fazendo o “Parada popular” (de 3h às 6h) de segunda a sexta, e “A grande parada “, aos sábados. Substituíra o Sílvio Samper, mais tarde seu colega na emissora.
No tempo precedente ao seu ingresso na Tupi, onde começou como locutor de notícias, ele foi apresentador da Rádio Capital, posteriormente arrendada por uma seita religiosa.Também estavam naquele prefixo na ocasião,o Cirilo Reis – já integrando os quadros da Nacional, e o Silvio Samper – que depois se transferira para a Globo. Clóvis já tem 35 anos de carreira, iniciada em Alegrete, RS. Conterrâneo do saudoso João Saldanha, igualmente torcedor do Botafogo.
O programa que comanda sofreu, durante sua existência, diversas modificações. Nos últimos três anos, dedica a primeira hora às notícias do trânsito,com a interatividade dos ouvintes, participando de “viva voz”. A mesa de analistas, que reúne Maurício Menezes e Jorge Nunes, teve numa fase, quatro componentes. São destaques Washington Rodrigues, com “Geraldinos & arquibaldos”, Glória Britto (“Horóscopo positivo”) e o humorista Mauricio Manfrini.

SEM EFEITO
Há um ano a Globo trocava o José Carlos Araújo por Luiz Penido. Passava a direcionar seus programas esportivos para os clubes do Rio, com o lema “a rádio da torcida carioca”. A Tupi já seguia essa linha, aproveitando a brecha que a concorrente abrira ao mirar o mercado nacional. Com isso, uma hegemonia de 40 anos se perdeu. Para o desespero de alguns executivos. As alterações feitas em 2012 ainda não deram os frutos que os novos cardeais esperavam.
Na “outra”, a indiscutível liderança do Penido era regional. Ele não a repete na Globo, superado pelo J. Santiago, que então, só ficava com as sobras. Conclui-se que, não era “o mais querido” quem garantia a audiência da rival. Hoje, a soma de ouvintes das emissoras do Rio que cobrem futebol não alcança a conquistada pela Tupi, segundo o Ibope.No confronto, o time da Saúde continua em vantagem sobre o da Glória. Motivo de regozijo para os contratados de lá.
LINHA DIRETA
/o/ O “Programa Haroldo de Andrade” com Jimmy Raw na Tupi distribuiu, no Dia das Mães, kit-churrasco para os ouvintes.
/o/ Uma réplica evidente ao “Jogo das famílias” do David Rangel na Globo, que oferece almoço para os seus participantes.
/o/ A Tupi tem ‘pés de barro’ – disse um leitor. Segundo ele,a Globo perde em horários diversos por bobeira de sua direção.
/o/ Reversão do quadro vai depender, com certeza, dos novos ocupantes dos cargos. Saberiam eles,onde derrotar a adversária?
S I N T O N I A
“Tarde Nacional”, com Hilton Abi-Rihan e Gláucia Araújo. Nacional 1130 AM – de 16h às 19h, de segunda a sexta. /o/ “Bossa moderna”, com Tárik de Souza. MEC 800 AM – de 22h às 23h, às terças-feiras.
No tempo precedente ao seu ingresso na Tupi, onde começou como locutor de notícias, ele foi apresentador da Rádio Capital, posteriormente arrendada por uma seita religiosa.Também estavam naquele prefixo na ocasião,o Cirilo Reis – já integrando os quadros da Nacional, e o Silvio Samper – que depois se transferira para a Globo. Clóvis já tem 35 anos de carreira, iniciada em Alegrete, RS. Conterrâneo do saudoso João Saldanha, igualmente torcedor do Botafogo.
O programa que comanda sofreu, durante sua existência, diversas modificações. Nos últimos três anos, dedica a primeira hora às notícias do trânsito,com a interatividade dos ouvintes, participando de “viva voz”. A mesa de analistas, que reúne Maurício Menezes e Jorge Nunes, teve numa fase, quatro componentes. São destaques Washington Rodrigues, com “Geraldinos & arquibaldos”, Glória Britto (“Horóscopo positivo”) e o humorista Mauricio Manfrini.

SEM EFEITO
Há um ano a Globo trocava o José Carlos Araújo por Luiz Penido. Passava a direcionar seus programas esportivos para os clubes do Rio, com o lema “a rádio da torcida carioca”. A Tupi já seguia essa linha, aproveitando a brecha que a concorrente abrira ao mirar o mercado nacional. Com isso, uma hegemonia de 40 anos se perdeu. Para o desespero de alguns executivos. As alterações feitas em 2012 ainda não deram os frutos que os novos cardeais esperavam.
Na “outra”, a indiscutível liderança do Penido era regional. Ele não a repete na Globo, superado pelo J. Santiago, que então, só ficava com as sobras. Conclui-se que, não era “o mais querido” quem garantia a audiência da rival. Hoje, a soma de ouvintes das emissoras do Rio que cobrem futebol não alcança a conquistada pela Tupi, segundo o Ibope.No confronto, o time da Saúde continua em vantagem sobre o da Glória. Motivo de regozijo para os contratados de lá.
LINHA DIRETA
/o/ O “Programa Haroldo de Andrade” com Jimmy Raw na Tupi distribuiu, no Dia das Mães, kit-churrasco para os ouvintes.
/o/ Uma réplica evidente ao “Jogo das famílias” do David Rangel na Globo, que oferece almoço para os seus participantes.
/o/ A Tupi tem ‘pés de barro’ – disse um leitor. Segundo ele,a Globo perde em horários diversos por bobeira de sua direção.
/o/ Reversão do quadro vai depender, com certeza, dos novos ocupantes dos cargos. Saberiam eles,onde derrotar a adversária?
S I N T O N I A
“Tarde Nacional”, com Hilton Abi-Rihan e Gláucia Araújo. Nacional 1130 AM – de 16h às 19h, de segunda a sexta. /o/ “Bossa moderna”, com Tárik de Souza. MEC 800 AM – de 22h às 23h, às terças-feiras.
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Rio, capital do futebol
Comentarista esportivo em tempos remotos, Benjamim Wright costumava dizer que “o futebol é uma caixinha de surpresas”. Tal afirmativa nos dias atuais não teria o menor sentido em se tratando de Campeonato Carioca, pelo que se observa no modelo ultimamente adotado. Apesar disso, a cobertura das rádios aumentou. A lista das que transmitem os jogos no Rio e arredores foi engrossada este ano pela Transamérica, Bradesco e Mania.
Já prestavam o serviço (em AM/FM), a Tupi, Globo e CBN e, na freqüência padrão, Brasil, Manchete, Nacional, Fluminense (Niterói),Tropical Solimões (Nova Iguaçu) e RDC-Rádio Duque de Caxias. O proclamado anúncio de que o campeonato “é o mais charmoso”, não passa de puro marketing. Um contraste às criticas dirigidas aos cartolas por suas administrações ruins, calendários mal elaborados e, inclusive,a carência de craques.
Paixão de nove em cada grupo de dez apreciadores, o futebol não perde sua magia. Ela impulsiona uma parcela do público e vozes dominantes, convencidas de que todo gol “é um golaço”, qualquer que seja a qualidade dos jogos. Por diversos fatores, no entanto, os estádios ficam mais vazios ao passar dos anos. A televisão afasta o torcedor, mas banca os clubes do Rio, (seriamente endividados). Uma garantia para a sobrevivência deles.
ELA,SOBERANA
A bola, muito mais que o campo, está presente nos títulos de programas de rádio – seja na capital ou cidades interioranas, onde os holofotes não alcançam o futebol. De “No mundo da bola”, na velha Nacional, a “Comendo a bola”, o mais recente na Bradesco, ela reina soberana, absoluta. A bola é onipresente (pudera)! Os jogadores correm atrás dela (ou com ela), que “ilustra” vinhetas de aberturas e de intervalos, bordões e chamadas.
Diuturnamente se ouve um “Bate bola”, um “Show de bola”, “Rolando a bola”, “A bola não para”, “Enquanto a bola não rola”, “Bola em jogo”, “Bola na rede”, “Pisada na bola” e, ainda, “Pop bola” e “Papo de bola”. Diante da enxurrada, só ironizando uma passagem: “A bola está com a Globo”. (Também está com as outras, ora bolas!) Em matéria de programas, a TV não registra coisa parecida. Essa forma obsessiva dos nomes.
LINHA DIRETA
/o/ “Campeonato é que nem viaduto. Num dia se está por cima, no outro se está por baixo”. Definição do Marcus Vinícius, o “Mr Bean”, na Tupi referindo-se a Rafael Marques, autor do gol que deu ao Botafogo o título da Taça Rio.
/o/ Ex-jogador, agora técnico, Marcão foi entrevistado por Diego Magalhães da Rádio Brasil sobre a partida decisiva do campeonato. Disse que “o estadual tem sido de alto nível”. Não viu, certamente, os jogos da Liga dos Campeões.
/o/ O locutor Ricardo Moreira -- "Tigrão" para os mais próximos --, acaba de fechar com a Tupi, sua grande chance no rádio. Ano passado ele ingressara na Transamérica, depois de atuar nas chamadas emissoras alternativas.
S I N T O N I A
“Show do Apolinho”, com Washington Rodrigues. Tupi 1280 AM/96,5 FM – de segunda a sexta, às 17h. /o/ “Globo esportivo”, com Luiz Penido. Globo 1220 AM/89,5 FM – de segunda a sexta, às 17h.
Já prestavam o serviço (em AM/FM), a Tupi, Globo e CBN e, na freqüência padrão, Brasil, Manchete, Nacional, Fluminense (Niterói),Tropical Solimões (Nova Iguaçu) e RDC-Rádio Duque de Caxias. O proclamado anúncio de que o campeonato “é o mais charmoso”, não passa de puro marketing. Um contraste às criticas dirigidas aos cartolas por suas administrações ruins, calendários mal elaborados e, inclusive,a carência de craques.
Paixão de nove em cada grupo de dez apreciadores, o futebol não perde sua magia. Ela impulsiona uma parcela do público e vozes dominantes, convencidas de que todo gol “é um golaço”, qualquer que seja a qualidade dos jogos. Por diversos fatores, no entanto, os estádios ficam mais vazios ao passar dos anos. A televisão afasta o torcedor, mas banca os clubes do Rio, (seriamente endividados). Uma garantia para a sobrevivência deles.
ELA,SOBERANA
A bola, muito mais que o campo, está presente nos títulos de programas de rádio – seja na capital ou cidades interioranas, onde os holofotes não alcançam o futebol. De “No mundo da bola”, na velha Nacional, a “Comendo a bola”, o mais recente na Bradesco, ela reina soberana, absoluta. A bola é onipresente (pudera)! Os jogadores correm atrás dela (ou com ela), que “ilustra” vinhetas de aberturas e de intervalos, bordões e chamadas.
Diuturnamente se ouve um “Bate bola”, um “Show de bola”, “Rolando a bola”, “A bola não para”, “Enquanto a bola não rola”, “Bola em jogo”, “Bola na rede”, “Pisada na bola” e, ainda, “Pop bola” e “Papo de bola”. Diante da enxurrada, só ironizando uma passagem: “A bola está com a Globo”. (Também está com as outras, ora bolas!) Em matéria de programas, a TV não registra coisa parecida. Essa forma obsessiva dos nomes.
LINHA DIRETA
/o/ “Campeonato é que nem viaduto. Num dia se está por cima, no outro se está por baixo”. Definição do Marcus Vinícius, o “Mr Bean”, na Tupi referindo-se a Rafael Marques, autor do gol que deu ao Botafogo o título da Taça Rio.
/o/ Ex-jogador, agora técnico, Marcão foi entrevistado por Diego Magalhães da Rádio Brasil sobre a partida decisiva do campeonato. Disse que “o estadual tem sido de alto nível”. Não viu, certamente, os jogos da Liga dos Campeões.
/o/ O locutor Ricardo Moreira -- "Tigrão" para os mais próximos --, acaba de fechar com a Tupi, sua grande chance no rádio. Ano passado ele ingressara na Transamérica, depois de atuar nas chamadas emissoras alternativas.
S I N T O N I A
“Show do Apolinho”, com Washington Rodrigues. Tupi 1280 AM/96,5 FM – de segunda a sexta, às 17h. /o/ “Globo esportivo”, com Luiz Penido. Globo 1220 AM/89,5 FM – de segunda a sexta, às 17h.
sábado, 27 de abril de 2013
Esse nosso amor antigo
73) O mês de abril que ora está terminando assinala o centenário de nascimento de Carlos Galhardo (1913/1985), cantor da época de ouro do rádio. Na Mayrink Veiga, uma das emissoras por que passou, ele recebeu a denominação de “o cantor que dispensa adjetivos”, dentre os inúmeros que o Cesar Ladeira destinava aos artistas contratados daquela estação.
74) Galhardo, cujo repertório básico se constituía de músicas românticas, era também chamado de “o rei da valsa”. Numa fase de sua carreira, formava respeitável quarteto com Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Filho de italianos, ele nasceu em Buenos Aires, mas veio para o Brasil com apenas dois meses. Seus pais trocaram a capital portenha por São Paulo, radicando-se logo depois no Rio de Janeiro.
75) O cantor -- registrado como Castelo Carlos Gualiardi – tinha, no entender de alguns cronistas, “voz aveludada”. A canção natalina “Boas festas”, de Assis Valente, as valsas “Fascinação” (Marquetti/Armando Louzada) e “Eu sonhei que tu estavas tão linda” (Lamartine Babo/Francisco Mattoso), entre muitas outras por ele interpretadas, encantaram gerações.
76) Nelson Gonçalves (1919/1998), um dos maiores vendedores de discos em toda a história da música no país, morreu em 18 de abril – há 15 anos. Como a maioria dos cantores de seu tempo, apresentou-se em diversos programas de calouros, sendo reprovado, inclusive, no de Ary Barroso.
77) Um fracasso em todas as profissões que tentara, Nelson foi engraxate e até lutador de boxe. Ele não acreditava que o seu defeito na fala (era gago), representasse um empecilho na vida. Na busca do seu ideal acabaria, com persistência e tenacidade vencendo as barreiras.
78) Seus primeiros anos como cantor foram na Mayrink Veiga, décadas de 40/50. O auge, porém, ocorreria na Rádio Nacional, onde figurava entre os mais requisitados para os programas de broadcast, com a participação de orquestras, locutores e atores. Embora tivesse preferência pelo samba-canção, gênero em que obteve os maiores sucessos, Nelson gravou tangos e canções, além de sambas e marchinhas de carnaval.
79) Ironicamente, o seresteiro de “A volta do boêmio”, “Meu vício é você”, “Pensando em ti” e tantas outras paginas, perpetuaria em discos algumas composições do locutor que, depois de acionar o gongo, em anos distantes, o recomendara a seguir uma outra atividade.
74) Galhardo, cujo repertório básico se constituía de músicas românticas, era também chamado de “o rei da valsa”. Numa fase de sua carreira, formava respeitável quarteto com Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Filho de italianos, ele nasceu em Buenos Aires, mas veio para o Brasil com apenas dois meses. Seus pais trocaram a capital portenha por São Paulo, radicando-se logo depois no Rio de Janeiro.
75) O cantor -- registrado como Castelo Carlos Gualiardi – tinha, no entender de alguns cronistas, “voz aveludada”. A canção natalina “Boas festas”, de Assis Valente, as valsas “Fascinação” (Marquetti/Armando Louzada) e “Eu sonhei que tu estavas tão linda” (Lamartine Babo/Francisco Mattoso), entre muitas outras por ele interpretadas, encantaram gerações.
76) Nelson Gonçalves (1919/1998), um dos maiores vendedores de discos em toda a história da música no país, morreu em 18 de abril – há 15 anos. Como a maioria dos cantores de seu tempo, apresentou-se em diversos programas de calouros, sendo reprovado, inclusive, no de Ary Barroso.
77) Um fracasso em todas as profissões que tentara, Nelson foi engraxate e até lutador de boxe. Ele não acreditava que o seu defeito na fala (era gago), representasse um empecilho na vida. Na busca do seu ideal acabaria, com persistência e tenacidade vencendo as barreiras.
78) Seus primeiros anos como cantor foram na Mayrink Veiga, décadas de 40/50. O auge, porém, ocorreria na Rádio Nacional, onde figurava entre os mais requisitados para os programas de broadcast, com a participação de orquestras, locutores e atores. Embora tivesse preferência pelo samba-canção, gênero em que obteve os maiores sucessos, Nelson gravou tangos e canções, além de sambas e marchinhas de carnaval.
79) Ironicamente, o seresteiro de “A volta do boêmio”, “Meu vício é você”, “Pensando em ti” e tantas outras paginas, perpetuaria em discos algumas composições do locutor que, depois de acionar o gongo, em anos distantes, o recomendara a seguir uma outra atividade.
sábado, 20 de abril de 2013
Um trivial com dobradinhas
O slogan “dobradinha forte do esporte” veiculado nas transmissões da Bradesco em cadeia com a Bandnews Fluminense remonta ao utilizado na Rádio Nacional entre os meados de 1977 e dezembro de 1984, quando José Carlos Araújo esteve na casa. Formava a rede, na ocasião, a Ipanema (ex-Mauá).
Foi ali que o ícone do futebol no rádio começou a ser chamado de “o garotinho ligeiro, que transmite o jogo inteiro”. Ideia do Washington Rodrigues, o Apolinho. Em maio de 2009, com o “Zé” na liderança, a Globo unia sua equipe à da CBN, reativando o esquema e o slogan, que seriam abandonados em pouco tempo.
UM E OUTRO
Ciro Neves, que deixou de narrar futebol na Manchete, não se desligou da emissora. Há seis meses na rádio estrelada por José Carlos, “o verdadeiro Garotinho”, colabora com o outro – o Anthony, no seu programa.
VERSÁTIL
Um dos mais versáteis profissionais do rádio esportivo, hoje naquele grupo, Wellington Campos está mais concentrado na função de comentarista. Ele também participa, nos fins de tarde, dos boletins da Bandnews.
SEM ESTILO
Ambientado num segundo plano, Batista Júnior não criou estilo próprio. Deixa-se influenciar por colegas. Narrador da Manchete ultimamente, ainda atua na Tropical Solimões (830 AM), apresentando “Papo de bola”, ao meio-dia.
DUPLA AÇÃO
Títulos parecidos em programas não faltam. O “Pop bola”, que estreou dia 1º de abril na Bradesco não saiu da MPB FM, onde surgira há pouco mais de um ano. Ao entardecer no seu endereço novo e, às 9h da noite no anterior.
LINHA DIRETA
/o/ Na Globo, o benjamim David Rangel aproveitado como “coringa de luxo”. Numa ausência do Roberto Canázio e, nas mini-férias do Tino Júnior.
/o/ Em mais um ajuste em sua grade, a Bradesco Esportes fez estrear, na segunda-feira 15, o “Comendo a bola”. A condução é do Sandro Gama.
/o/ Enquanto Enio Paes descansa, Kleber Sayão assume os informativos da Manchete. A rádio cancelou, no começo do mês, o noticiário das 8h.
S I N T O N I A
“Momento esportivo”, com Maurício Moreira. Brasil 940 AM – de 12h às 14h, de segunda a sexta.
“Quatro em campo”, com André Sanches. CBN 860 AM/92,5 FM -- de 20h às 21h, igual período.
“Bola em jogo”, com Luiz Ribeiro. Tupi 1280 AM/96,5 FM – de 12h às 15h, aos domingos.
Foi ali que o ícone do futebol no rádio começou a ser chamado de “o garotinho ligeiro, que transmite o jogo inteiro”. Ideia do Washington Rodrigues, o Apolinho. Em maio de 2009, com o “Zé” na liderança, a Globo unia sua equipe à da CBN, reativando o esquema e o slogan, que seriam abandonados em pouco tempo.
UM E OUTRO
Ciro Neves, que deixou de narrar futebol na Manchete, não se desligou da emissora. Há seis meses na rádio estrelada por José Carlos, “o verdadeiro Garotinho”, colabora com o outro – o Anthony, no seu programa.
VERSÁTIL
Um dos mais versáteis profissionais do rádio esportivo, hoje naquele grupo, Wellington Campos está mais concentrado na função de comentarista. Ele também participa, nos fins de tarde, dos boletins da Bandnews.
SEM ESTILO
Ambientado num segundo plano, Batista Júnior não criou estilo próprio. Deixa-se influenciar por colegas. Narrador da Manchete ultimamente, ainda atua na Tropical Solimões (830 AM), apresentando “Papo de bola”, ao meio-dia.
DUPLA AÇÃO
Títulos parecidos em programas não faltam. O “Pop bola”, que estreou dia 1º de abril na Bradesco não saiu da MPB FM, onde surgira há pouco mais de um ano. Ao entardecer no seu endereço novo e, às 9h da noite no anterior.
LINHA DIRETA
/o/ Na Globo, o benjamim David Rangel aproveitado como “coringa de luxo”. Numa ausência do Roberto Canázio e, nas mini-férias do Tino Júnior.
/o/ Em mais um ajuste em sua grade, a Bradesco Esportes fez estrear, na segunda-feira 15, o “Comendo a bola”. A condução é do Sandro Gama.
/o/ Enquanto Enio Paes descansa, Kleber Sayão assume os informativos da Manchete. A rádio cancelou, no começo do mês, o noticiário das 8h.
S I N T O N I A
“Momento esportivo”, com Maurício Moreira. Brasil 940 AM – de 12h às 14h, de segunda a sexta.
“Quatro em campo”, com André Sanches. CBN 860 AM/92,5 FM -- de 20h às 21h, igual período.
“Bola em jogo”, com Luiz Ribeiro. Tupi 1280 AM/96,5 FM – de 12h às 15h, aos domingos.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
O debatedor que vira âncora
O novo ancora do “CBN Rio”, Octávio Guedes participava, não faz muito tempo, do “Debates populares”, quando o “Manhã da Globo” ainda era apresentado por Loureiro Neto. É um dos poucos originários daquela atividade, (debatedor) a ser guindado a titular de um programa. Por mais tarimbado que seja, um profissional não rende tudo que sabe numa estreia.
Com um jornalista que está migrando para o rádio, não poderia ser diferente. Alguns deslizes na apresentação inaugural, terça-feira, 9. Nas entrevistas com o Carlinhos de Jesus (reproduzindo a emoção do dançarino, inteirado da prisão dos assassinos de seu filho) e, com a cantora Vanessa da Matta. Nesta, um cacófato digno de certas domésticas: “Sucesso lá, tá!”
Octávio Guedes forma, agora, dupla com Liliane Ribeiro. Substituiu o Maurício Martins, que respondia pelo horário há cerca de um ano, devido ao afastamento da cientista política Lúcia Hipólito. O “CBN Rio” não só mudou de apresentador. Também ganhou um novo formato, assemelhando-se ao da última fase com o Sidney Rezende, que o comandara desde sua criação.
Presenças marcantes em etapas distintas no “Debates populares” (época do Haroldo de Andrade), Agnaldo Timóteo e Luiz Ainbinder viraram apresentadores. Timóteo emprestou seu nome a um programa na Rádio Capital, nos anos 70. A vez do Ainbinder foi na extinta emissora do saudoso radialista e, depois, na Tupi, num curto período pelas manhãs de domingos.
LINHA DIRETA
/o/ Em menos de um mês de sua volta, David Rangel já teve, na Globo, seus primeiros momentos de “coringa de luxo”, atribuição normalmente reservada ao Jorge Luiz. Comandou o “Manhã...” dias 5 e 6, em lugar do Roberto Canázio, que perdeu a mãe, Dona Nina, 97 anos.
/o/ A MEC AM fez algumas alterações na sua grade matinal. No espaço de 7h às 8h, então com um musical corrido, entrou o “Sintonia Rio”, que vai até às 9h, apresentação de Amauri Santos. “Rádio sociedade”, com Denise Viola, retardado, foi reduzido em uma hora.
/o/ “Isaurinha Garcia estaria fazendo 90 anos e será homenageada pela rádio digital do Instituto Cravo Albin” -- saiu na coluna “Gente boa”, de “O Globo”, dia 4. Isaurinha nasceu em fevereiro de 1919, ou seja, teria feito 94 anos. (“Errare humanum est”, dizia-se naquele tempo.)
S I N T O N I A
“Jornal da Bandnews, 1ª Edição”(*), com Ricardo Boechat. Bandnews Fluminense, 94,9 FM – de 7h às 10h30.
“Palco MPB”, com Fernando Mansur. MPB 90,3 FM – de 20h às 21h, às terças.
“Yesterday”(*), com Robson Castro. SulAmérica Paradiso 95,7 FM – de 22h às 02h.
(*) De segunda a sexta.
Com um jornalista que está migrando para o rádio, não poderia ser diferente. Alguns deslizes na apresentação inaugural, terça-feira, 9. Nas entrevistas com o Carlinhos de Jesus (reproduzindo a emoção do dançarino, inteirado da prisão dos assassinos de seu filho) e, com a cantora Vanessa da Matta. Nesta, um cacófato digno de certas domésticas: “Sucesso lá, tá!”
Octávio Guedes forma, agora, dupla com Liliane Ribeiro. Substituiu o Maurício Martins, que respondia pelo horário há cerca de um ano, devido ao afastamento da cientista política Lúcia Hipólito. O “CBN Rio” não só mudou de apresentador. Também ganhou um novo formato, assemelhando-se ao da última fase com o Sidney Rezende, que o comandara desde sua criação.
Presenças marcantes em etapas distintas no “Debates populares” (época do Haroldo de Andrade), Agnaldo Timóteo e Luiz Ainbinder viraram apresentadores. Timóteo emprestou seu nome a um programa na Rádio Capital, nos anos 70. A vez do Ainbinder foi na extinta emissora do saudoso radialista e, depois, na Tupi, num curto período pelas manhãs de domingos.
LINHA DIRETA
/o/ Em menos de um mês de sua volta, David Rangel já teve, na Globo, seus primeiros momentos de “coringa de luxo”, atribuição normalmente reservada ao Jorge Luiz. Comandou o “Manhã...” dias 5 e 6, em lugar do Roberto Canázio, que perdeu a mãe, Dona Nina, 97 anos.
/o/ A MEC AM fez algumas alterações na sua grade matinal. No espaço de 7h às 8h, então com um musical corrido, entrou o “Sintonia Rio”, que vai até às 9h, apresentação de Amauri Santos. “Rádio sociedade”, com Denise Viola, retardado, foi reduzido em uma hora.
/o/ “Isaurinha Garcia estaria fazendo 90 anos e será homenageada pela rádio digital do Instituto Cravo Albin” -- saiu na coluna “Gente boa”, de “O Globo”, dia 4. Isaurinha nasceu em fevereiro de 1919, ou seja, teria feito 94 anos. (“Errare humanum est”, dizia-se naquele tempo.)
S I N T O N I A
“Jornal da Bandnews, 1ª Edição”(*), com Ricardo Boechat. Bandnews Fluminense, 94,9 FM – de 7h às 10h30.
“Palco MPB”, com Fernando Mansur. MPB 90,3 FM – de 20h às 21h, às terças.
“Yesterday”(*), com Robson Castro. SulAmérica Paradiso 95,7 FM – de 22h às 02h.
(*) De segunda a sexta.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Reajustes na FM esportiva
Inaugurada em setembro de 2012 como uma nova proposta do rádio no país, a Bradesco FM começou a reajustar sua programação, reprisando entre meia-noite e 6h da manhã, as principais atrações da grade. Na segunda-feira, 1° deste mês (Dia da Mentira), promoveu a estreia de “Pop bola”, misto de debate esportivo e humorístico, que surgira na MPB FM há pouco mais de um ano.
O programa tem a missão de “brigar” com uma parte dos fortes concorrentes “Show do Apolinho” (na Tupi) e “Globo esportivo” (na outra). O “Nossa área”, do José Carlos Araújo, o Garotinho, foi pro arquivo. Ele se mudou para o horário da manhã (pelas 11), sucedendo o similar com Jorge Eduardo, e ampliou o que vinha fazendo no “Segundo Tempo”, na Bandnews Fluminense.

Enquanto a turma do Toni Platão, Lopes Maravilha etc., dava o recado em sua primeira aparição naquela, ali perto, na MPB, o Maurício Menezes era entrevistado pela Isabella Saes. Ele brindava a apresentadora do “Tá na hora” e os sintonizadores do prefixo, contando uns “causos” hilariantes do seu “Plantão de notícias”, rico acervo que envolve figuras exponenciais do rádio.
A DOMÉSTICA
“O preço da farinha ‘tá’ um absurdo; do óleo de soja, cebola e margarina, também” – reclama doméstica muito atenta. E, observa: “Isso não é nada para a Globo, oferecendo farofa aos ouvintes que se dispõem a medir conhecimentos.” Ela completa: “Querem valorizar o David, ou fritá-lo?”
O RETORNO
Robson Castro, um dos feras na melhor fase do FM, está de volta ao rádio. Estreou nesse 1° de abril na Sulamérica Paradiso, às 10h da noite. Criador do “Good times” na 98, “Yesterday” na Tupi (agora redivivo), conduziu o “Amor sem fim” na 105. Espécie de cigano, acabou optando por uma web.
UM EXEMPLO
O repórter Jorge Ferreira, da Manchete, comandou na quinta, 21, o programa do Luiz Vieira, ausente para atender um compromisso em Brasília. Muito bom o seu desempenho. Robson Aldir, da Globo, precisava ouví-lo. Promovido há cerca de dois anos, ainda não convenceu na função de comunicador.
S I N T O N I A
“Manhã da Globo”, com Roberto Canázio. Globo AM 1220/FM 89,5 – de 10h20 às 13h, de segunda a sábado.
“Alô Daysi”(*), com Daysi Lúcidi. Nacional AM 1130 – de 11h às 12h.
“Ouvindo música”(*), com Marcelo Guima. MEC AM 800 – de 21h30 às 22h.
(*) De segunda a sexta.
O programa tem a missão de “brigar” com uma parte dos fortes concorrentes “Show do Apolinho” (na Tupi) e “Globo esportivo” (na outra). O “Nossa área”, do José Carlos Araújo, o Garotinho, foi pro arquivo. Ele se mudou para o horário da manhã (pelas 11), sucedendo o similar com Jorge Eduardo, e ampliou o que vinha fazendo no “Segundo Tempo”, na Bandnews Fluminense.

Enquanto a turma do Toni Platão, Lopes Maravilha etc., dava o recado em sua primeira aparição naquela, ali perto, na MPB, o Maurício Menezes era entrevistado pela Isabella Saes. Ele brindava a apresentadora do “Tá na hora” e os sintonizadores do prefixo, contando uns “causos” hilariantes do seu “Plantão de notícias”, rico acervo que envolve figuras exponenciais do rádio.
A DOMÉSTICA
“O preço da farinha ‘tá’ um absurdo; do óleo de soja, cebola e margarina, também” – reclama doméstica muito atenta. E, observa: “Isso não é nada para a Globo, oferecendo farofa aos ouvintes que se dispõem a medir conhecimentos.” Ela completa: “Querem valorizar o David, ou fritá-lo?”
O RETORNO
Robson Castro, um dos feras na melhor fase do FM, está de volta ao rádio. Estreou nesse 1° de abril na Sulamérica Paradiso, às 10h da noite. Criador do “Good times” na 98, “Yesterday” na Tupi (agora redivivo), conduziu o “Amor sem fim” na 105. Espécie de cigano, acabou optando por uma web.
UM EXEMPLO
O repórter Jorge Ferreira, da Manchete, comandou na quinta, 21, o programa do Luiz Vieira, ausente para atender um compromisso em Brasília. Muito bom o seu desempenho. Robson Aldir, da Globo, precisava ouví-lo. Promovido há cerca de dois anos, ainda não convenceu na função de comunicador.
S I N T O N I A
“Manhã da Globo”, com Roberto Canázio. Globo AM 1220/FM 89,5 – de 10h20 às 13h, de segunda a sábado.
“Alô Daysi”(*), com Daysi Lúcidi. Nacional AM 1130 – de 11h às 12h.
“Ouvindo música”(*), com Marcelo Guima. MEC AM 800 – de 21h30 às 22h.
(*) De segunda a sexta.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Esse nosso amor antigo
64) Papel carbono”, um dos pioneiros programas na revelação de artistas para o rádio, foi tão importante quanto os similares. Seu produtor e apresentador Renato Murce (1900/1987) era, segundo os que o conheceram, “uma usina de ideias”. Saíram de sua lavra, diversas produções. “Papel...”, “Piadas do Manduca” e “Alma do sertão”, as mais populares.
65) O de calouros e o de humor, sucessos na Rádio Nacional, foram lançados na Clube do Brasil. “Alma do sertão”, que se constituía no preferido dele, era o que dava mais trabalho. Para sua feitura, Renato contava com a colaboração de estudiosos do folclore.
66) Na certidão de nascimento estava escrito: José Marques. Idem alguns anos depois, acrescido de um “doutor”, na plaqueta encimando a porta do seu consultório na capital de então.
67) Natural de Montes Claros, Minas Gerais, Paulo Roberto (1903/1973) foi um dos baluartes do rádio na chamada ‘época de ouro’. Participou do estelar elenco da Nacional, muito contribuindo com o sucesso da emissora.
68) Durante uma fase de sua carreira chegou a produzir e apresentar seis programas semanais, conseguindo se dedicar, ainda, ao exercício da medicina (era clínico geral).
69) Os seus programas ocupavam o horário nobre (à noite). “Nada além de dois minutos”, aos domingos, às 8h e “Gente que brilha”, às segundas, 8h e meia. “Honra ao mérito” (às quartas), “Cantando pelos caminhos” (às quintas), “Obrigado doutor” (às sextas) e “A Lira de Xopotó” (aos sábados) eram apresentados às 9h.
70) Para “Obrigado doutor” – histórias reais baseadas em sua experiência de médico (interpretada pelos radioatores), Paulo Roberto escreveu cerca de trezentos contos.
71) Ele também foi um inspirado compositor popular, tendo músicas gravadas por cantores do cast da Nacional.
72) Após sua morte em fevereiro de 1969, a Prefeitura do Rio prometeu dar o seu nome a uma rua de Vargem Grande. Passados esses longos anos, a homenagem não saiu do papel.
65) O de calouros e o de humor, sucessos na Rádio Nacional, foram lançados na Clube do Brasil. “Alma do sertão”, que se constituía no preferido dele, era o que dava mais trabalho. Para sua feitura, Renato contava com a colaboração de estudiosos do folclore.
66) Na certidão de nascimento estava escrito: José Marques. Idem alguns anos depois, acrescido de um “doutor”, na plaqueta encimando a porta do seu consultório na capital de então.
67) Natural de Montes Claros, Minas Gerais, Paulo Roberto (1903/1973) foi um dos baluartes do rádio na chamada ‘época de ouro’. Participou do estelar elenco da Nacional, muito contribuindo com o sucesso da emissora.
68) Durante uma fase de sua carreira chegou a produzir e apresentar seis programas semanais, conseguindo se dedicar, ainda, ao exercício da medicina (era clínico geral).
69) Os seus programas ocupavam o horário nobre (à noite). “Nada além de dois minutos”, aos domingos, às 8h e “Gente que brilha”, às segundas, 8h e meia. “Honra ao mérito” (às quartas), “Cantando pelos caminhos” (às quintas), “Obrigado doutor” (às sextas) e “A Lira de Xopotó” (aos sábados) eram apresentados às 9h.
70) Para “Obrigado doutor” – histórias reais baseadas em sua experiência de médico (interpretada pelos radioatores), Paulo Roberto escreveu cerca de trezentos contos.
71) Ele também foi um inspirado compositor popular, tendo músicas gravadas por cantores do cast da Nacional.
72) Após sua morte em fevereiro de 1969, a Prefeitura do Rio prometeu dar o seu nome a uma rua de Vargem Grande. Passados esses longos anos, a homenagem não saiu do papel.
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