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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Nossos comunicadores (2)

LUIZ DE FRANÇA
Tão mineiro quanto cinco entre os dez principais comunicadores do rádio na decantada Cidade Maravilhosa, Luiz de França tem seu público, fiel e cativo. Aos 68 anos, completados em 3 de fevereiro -- Dia de São Brás – o seu programa não desfruta na atualidade do mesmo prestígio de anos anteriores, quando, por quase três décadas, trabalhara na Globo.

.o. Na rádio da Glória ele foi, durante bom período, “um campeão de audiência” no horário vespertino. Na Manchete há oito anos, no mesmo horário (de 15h às 17h) ficou sendo classificado como “primeiro lugar no coração do povão”. Em vez do dinamismo, um ritmo lento, arrastado.O programa carece de interação, é desenvolvido num tom de palestra monocórdia.

.o. Utilizando-se das notícias do dia como fio condutor,ele enfileira uma série de “causos” para entreter a plateia atenta. Os “causos", no entanto, podem ser interessantes para uns, não da grande maioria, certamente. Deve-se ressaltar que, a categoria do profissional nada perde. Experiência vale muito na vida de quem se dedica a qualquer ramo de atividade.

.o. De “A Grande Chance”, do Flávio Cavalcanti na TV Tupi, início de sua história, quilômetros de estradas foram percorridos. De noticiarista na rádio do grupo no começo de carreira, uma longa e vitoriosa passagem pela Globo (28 anos), França voltaria à Tupi em 1999. O retorno ocorrera juntamente com o de outro dissidente – Washington Rodrigues.

.o. Dos fiéis e cativos, não há um ouvinte que desconheça a terra natal do comunicador Luiz de França. Cidade bucólica encravada na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, Barbacena é a mais badalada entre os profissionais do meio. Antes um refúgio nas férias, a partir de 2008, localização do estúdio para “o verdadeiro programa da família brasileira”.

.o. “Rádio-bingo”, “O repórter é o show” e “Meu pai salvador” são quadros que remontam à fase da emissora da Rua do Russel. Na Manchete, autodenominada “rádio de verdade”, comunicadores (com raríssimas exceções) não fazem entrevistas, repórteres, menos ainda. Não há o desmembramento da notícia – suíte, no jargão do jornalismo. E, quando isso acontece, é somente nos informativos, que não reproduzem uma “sonora” sequer.


M E M Ó R I A
Luiz de França foi apresentador do “Show da noite”, de 21h às 24h, antes de comandar as tardes. A convite do Alfredo Raimundo, com quem trabalhara na Tupi, passaria uma temporada na Globo paulista.
Na volta, em 1986, entrava do lugar do Eloi De Carlo, que respondia pelo horário, devido à morte do Waldir Vieira, em novembro do ano anterior. A indicação não dera o Ibope que os diretores esperavam.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o Google.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nossos comunicadores (1)

ANTÔNIO CARLOS
Carioca da gema, um dos raros torcedores do América na cidade, Antônio Carlos, 76 anos, ingressou na profissão de radialista devido a muita persistência. Foram necessárias nove tentativas, para ser aprovado num concurso de locutores na Rádio Nacional, na década de 50. O começo, oficialmente, se daria na Continental – a do “Comandos”, do Carlos Pallut.

.o. “Cem por cento esportiva e informativa”, segundo o slogan, a Continental mantinha, além das reportagens (o seu forte), uma programação musical para complementar os horários. Antônio Carlos foi um dos locutores que a rádio utilizava no setor. Fã de Nat King Cole, Louis Armstrong e outros artistas do jazz, ele pretendia fazer um programa do gênero.

.o. O diretor da emissora na época, Dermival Costa Lima não permitiu. Argumentou que jazz não dava audiência. Propôs que se misturasse o ritmo dos ‘States’ com a bossa nova, modelo que emergia no Brasil. Estava, com os acertos, descortinado o cenário para a escalada do radialista, assegurando-se a partida para a sua trajetória no tradicional (e importante) veículo.

.o. Antônio Carlos teve passagem pela TV Tupi, e depois trabalhou na rádio do mesmo grupo, então líder dos Diários Associados, nela ficando não mais que cinco anos. Em 1987 se transferia para a Globo, acompanhado dos produtores Carlos Hamilton (que fim levou?) e Aldenora Santos, também atriz, que viria encarnar a ‘Pudica’, especialista em simpatias.

.o. Sempre atuando nas primeiras horas das manhãs, ele ganhou o cognome de “o despertador do Brasil”. Nos anos iniciais na emissora dos Marinho, seu programa era apresentado de 5h às 7h, intercalando, respectivamente, os do Luciano Alves e do Paulo Giovanni. De estilo conservador, ele mantém, nos 27 anos que se encontra na empresa, quadros lançados na sua chegada.

.o. São alguns exemplos, o “Vamos acordar”, “Receita do dia” , e “As previsões de Zora Yonara”. Dos incorporados mais tarde (lá se vão muitos anos), “As fofocas da Juju”, a respeito de televisão e “celebridades” e, “Para o trono ou buraco”, sobre futebolistas. No trimestre final do ano passado, mais uma mexida na grade. A seu programa, destinado ‘novo’ quadro, o “Historias de cada um”. Originalidade zerada. Têm coisas iguaizinhas nas outras.

M E M Ó R I A
Você decide -- verdade”, era o nome de um programa (o segundo), do Antônio Carlos, que a Globo lançava em 13 de março de 2000. Tinha por objetivo concorrer com a “Patrulha da cidade”.
Durou pouco tempo. A providência seguinte foi estender o “Programa Haroldo de Andrade” até às 13h, colocando o Barbosa no “Debate...” Em agosto de 2002, o “número um” era demitido.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o Google

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A nova casa do Garotinho

.o. José Carlos Araújo, o Garotinho, já está de casa nova – a Transamérica FM. A estreia ocorreu no domingo 2, com a transmissão de Botafogo e Vasco*, pela quinta rodada do Campeonato Carioca, vitória do time da Colina por 1 a 0, sobre os reservas do alvinegro. O primeiro clássico do certame levou ao Maracanã apenas 9 mil e 200 espectadores.

Garotinho, Gilson Ricardo e Gerson Canhotinha estrearam em seu novo endereço dois meses depois de se desligarem da Bradesco Esportes. Em maio de 2012, eles deixavam a Globo para tocarem um projeto inovador, que consistia numa emissora exclusivamente esportiva. Alguns valores nela revelados, integram a equipe agora formada.

O narrador Fernando Bonan, até o ano passado pertencente aos quadros da Globo, é um dos requisitados pelo Garotinho. Também estreou nesse domingo, irradiando a goleada do Flamengo (5 a 2) sobre o Macaé em Volta Redonda. Bonan, que trabalhava na Globo desde a Copa de 2010, na África do Sul, foi dispensado na volta das férias.
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.o. Em mais uma empreitada ao lado de profissionais de sua geração e valores que despontam para o estrelato, o Garotinho está promovendo o retorno do Áureo Ameno. Espécie de ‘faz-tudo’ no rádio, com larga folha de serviços prestados, Áureo, um vascaíno declarado – o “talento em preto-e-branco” – retira do arquivo a “Pensão da Cremilda”.

A fictícia instituição se constituía numa brincadeira entre os participantes do “Bola de fogo”, nos finais das jornadas esportivas da Globo, década de 70. Para a “...Cremilda” eram mandados os jogadores de baixo desempenho. O programa fazia contraponto ao “Enquanto a bola não rola”, criados pelo repórter e apresentador Kléber Leite.

Pouco depois da extinção da “Haroldo de Andrade”, em 2008, Áureo manteve um programa diário nos fins de tarde na Canção Nova. Estava afastado desde então. A partir das 17h desta segunda-feira ele oficializou seu reencontro com o rádio, dividindo com Gilson Ricardo, o “Arena Transamérica”. Um misto de esporte, prestação de serviços e músicas.
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*Jogo da TV paga (ppw), Garotinho teve como concorrentes no seu primeiro dia, entre outros, os narradores Jota Santiago, Luiz Penido, Evaldo José, Batista Júnior e Freitas Neto. Nas rádios Tupi, Globo, CBN, Manchete e Bradesco, respectivamente.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

‘Você (...) a nossa meta!’*

Mais uma alteração nas tardes dos sábados na Globo. Estreou dia 25, o “Galera da bola”, com apresentação de Felipe Cardoso. O programa teve como participantes os colunistas Sérgio Rodrigues, da ‘Veja’, e Arthur Dapieve,de‘O Globo’.Cristóvão Bastos,que ano passado treinou o Bahia, foi um dos entrevistados.

A nova atração da emissora,a partir das 15h, substituiu “A liga dos trepidantes”, que fora lançado em setembro de 2012. Sintomática a saudação do Cláudio Perrot ao titular de “Galera...”, desejando que o programa tenha vida longa. O condutor repetiu que era ao vivo, afirmando: “Gelado aqui, só o ar-condicionado”.

Uma clara alfinetada na concorrente. Na Tupi, no mesmo horário, o “Show da galera” é apresentado há uns 13 anos. Curioso,entra no ar editado. Surgiu na segunda passagem do Luiz Penido pela rádio. Ele comandava o debate sobre coisas do futebol com seus colaboradores Apolinho, Rubem Leão e Eugênio Leal.
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.o. A Transamérica está anunciando para o dia 2, domingo próximo, a estreia de José Carlos Araújo, o Garotinho, com Gilson Ricardo e Gerson Canhotinha. Será, depois do dia 13 de maio de 2012, despedida dele da Globo (jogo do Fluminense e Botafogo, empate sem gol), nova mudança de pouso em tempo curto.Contingências do mercado. O “Mudei, mudei e gostei”, soa outra vez nas chamadas.

Durante o Campeonato Carioca, devido às recentes modificações nas duas emissoras consideradas alternativas, a equipe da Transamérica ficou reduzida a cinco profissionais. Destaques para o Alexandre Chalita, narrador, e Marco Rodrigues, comentarista. Desse, uma pérola no final de Flamengo 2, Duque de Caxias 2. Disse ele: “Na festa dos titulares, quem tocou a música foram os reservas”.
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.o. “Sábado é do Canázio”, atualmente um dos melhores programas do rádio, dedicou a última audição do mês ao principal ritmo do país – o samba. Dele participaram Rodrigo Alzuguir e Tia Surica. O primeiro, cantor e ator, reproduziu obras do musical “Amigo Cyro,muito te admiro”,em que se reveza com três intérpretes no CCBB--Centro Cultural Banco do Brasil, até o início de fevereiro.

A cantora, figura exponencial da Portela, foi recebida pelo Roberto Canázio, a propósito do lançamento de seu novo disco, um CD. Quem sintonizava a rádio e, não pode ouvir na integra, por ter demorado no atendimento de um telefonema, ou convocado para reunião com a síndica, não sabe o que perdeu. De primeiríssima qualidade. O desempenho do comunicador e dos seus convidados.
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.o. O trânsito e o futebol – já dissemos em postagens anteriores – são os temas que simbolizam o imediatismo do rádio contemporâneo. Essa tragédia na Linha Amarela, em Pilares, na manhã desta terça-feira, uma prova disso. Além da Tupi, Globo, CBN e Bandnews, com suas equipes bem estruturadas, algumas, de menor porte, também estiveram na cobertura, justificando aquela máxima.
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* “Você ouvinte, é a nossa meta! Foi pensando em você, que procuramos fazer o melhor”. Era um dos bordões do Waldir Amaral, que reinou no rádio esportivo nas décadas de 1960/70. José Carlos Araújo, que se tornaria seu discípulo fiel, ultrapassou-o na aceitação junto ao público.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

E, o troféu, vai para o...

Lembra você daquele chavão “a Suderj informa”, que uma voz popularizara no outrora Estádio do Maracanã? Os colunistas de notas também se utilizavam dele em seus jornais (não necessariamente)de edições populares...

.o. Tal anúncio nos veio à mente a propósito da mudança de comando na Bradesco Esportes FM. No caso, seria motivo para os colunistas (não amestrados) revelarem: “Sai o José Carlos Araújo; entra o Edilson Silva”

.o. O afastamento de um e a chegada do outro, significa nada mais, nada menos que um troca-troca de endereços. O ‘locutor-energia’ estreou no sábado, 18, abertura do Campeonato Carioca, com o jogo do Vasco e Boa Vista, em São Januário, empatado em 1 a 1. Garotinho deve estrear mês que vem.

.o. Estão com o Edilson componentes do grupo que, durante pouco mais de um ano atuava na Transamérica. E, é justamente para lá, de onde essa turma se desligou há um mês, que o Zé Carlos se transfere. Ícone do rádio esportivo nas últimas décadas, foi breve a sua passagem pelo projeto inovador.

.o. Wellington Campos (bastante rodado) e o Freitas Neto (bem menos), da equipe então liderada pelo ícone, trabalharam com o Edilson na Bandeirantes AM, período de 2008 a 2010. Naquela formação, também estavam o Ronaldo Castro e o Sérgio Guimarães. E, até quando ficarão desta vez?

.o. A resposta, evidentemente, só depende do futuro. Quanto ao Garotinho, ele personifica, no momento, o elefante de um poema de Drummond (Carlos Drummond de Andrade), pronto para um novo recomeço. Na vitalidade dos 73 anos (cuidadoso como ninguém com o material de voz) espera-se que ainda terá, ao lado dos amigos fiéis, fôlego para muitos “golões, golões”...

.o. Nesse episódio tem uma coisa instigante. Transamérica não era uma rádio destinada ao público jovem? Mudou o perfil, ou o Natal? Inquestionáveis, o talento e carisma do Garotinho, categoria do Gilson e experiência do Gerson. Eles terão, pelo que se sabe, o apoio do Áureo Ameno e Denis Menezes, escolados, mas,há longo tempo inativos. Um novo desafio para o Zé Carlos?
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LINHA DIRETA
/o/ Mudou da água para o vinho, o “Comendo a bola” na Bradesco FM, de 12h às 14h. Sérgio Guimarães substituiu o Sandro Gama na apresentação.

/o/ Gláucia Araújo, que faz programa vespertino na Rádio Nacional, ampliou suas atividades no veículo. Também está na SulAmérica Paradiso FM.

/o/ Um dos pioneiros do esporte na Manchete, em 2006, Fábio Tubino acaba de retornar à emissora. Nas mesmas funções, âncora e comentarista.
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COMUNICADORES
Você, amante do rádio, já escolheu os melhores comunicadores – os cinco preferidos? E, aqueles (em igual número) que, em hipótese alguma, contrataria para a “sua” emissora tivesse, ou não, ganho os milhões da Mega-sena?

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Nas ondas, com a virada

Ainda ecoa. Beto Britto e David Rangel dividiram, na Globo, a apresentação do show da virada. Dos estúdios, Beto acionava repórteres que cobriam o réveillon na Praia de Copacabana, enquanto David, instalado no Parque de Madureira, mobilizava outros componentes da equipe. O show da rádio foi transmitido paralelamente ao da Rede Globo de televisão.

Em sua intervenção inicial, David saudou o colega, cumprimentando-o pela reintegração do “Planeta Rei”, que perdera em meados do ano uma hora para “O melhor da Globo”, em que eram anunciados os cartazes da emissora durante o dia. Como se pode perceber, “O melhor...” (com o David) foi bola mal colocada na grade. Esvaziou de forma inesperada.

DIFERENÇAS
A exemplo de seus co-irmãos da Glória, os da Saúde também apresentaram um especial alusivo à passagem de ano. Nas horas que antecederam a virada, o comando ficou por conta de André Ribeiro, do esporte.
Embora bem rodado, que diferença entre o seu desempenho e o do Beto Britto, para muitos, apenas um especializado em Roberto Carlos e músicas bregas antigas.
André passou o bastão ao Fernando Sérgio, titular da madrugada, acentuando-se a distância em termos de comunicação. O esporte (futebol, em particular), marca o radialista, tornando viciada a sua linguagem.

SEM BRILHO
Na Manchete, as horas preliminares da virada restringiram-se ao “Vai dar samba”, de outro membro da dinastia Ribeiro no veículo, -- o Miro -- um profundo estudioso de blocos e escolas do gênero. A rádio apostou na temática de um de seus slogans – “carnaval o ano inteiro”.
Sete anos depois de sua volta ao dial, a Manchete não é mais a mesma. O seu jornalismo não tem brilho, pela carência de repórteres, enorme desvantagem para as concorrentes.
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UMA DUREZA
Fazer programa de esporte nessa época, período da entressafra, é como tirar leite de pedra. Ricardo Mazella, um veterano, apresentava o “Bate bola Nacional” no dia 2, primeiro ‘ao vivo’ do ano, segundo repetiu diversas vezes, e outras tantas, “o seu melhor programa na hora do almoço”.
Seus companheiros da edição, o comentarista Rodrigo Vieira e o repórter Rafael Monteiro. O “Bate bola...” dobrou sua duração há dois meses , indo ao ar de 12h30 às 13h30. Uma dureza preencher o tempo com o noticiário ralo dos dias atuais.
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LINHA DIRETA
/o/ Manhã de domingo, 5. Jorge Luiz, da Globo, cozinheiro nas horas de lazer, conversa com donas de casa, de 63 e 77 anos, “jovenzinhas”, segundo ele. Animadíssimo papo sobre...receitas culinárias.

/o/ No primeiro “Bom dia” do ano, Haroldo de Andrade (Júnior) retrata, na Tupi, curiosa história de uma noiva. Casara com vestido emprestado de uma amiga, de quem, mais tarde, acabaria roubando o marido.

/o/ Ao apagar das luzes de 2013, a Tupi lançou o repórter aéreo, aproveitando a volta do Leonardo Sales. Um monumental atraso. Na Globo, o Genilson Araújo faz esse serviço via-helicóptero há pelo menos 18 anos.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Os nossos comunicadores

Nos programas de entretenimento voltados para a música em anos remotos, eles eram animadores de estúdio, ou de auditório – os primeiros também denominados disc-jockeys. Em anos contemporâneos, sob as bênçãos do “Papa” Marshall Mc Luhan, batizados de comunicadores, bem de acordo com a filosofia do escritor canadense, cujo viés tinha “os meios de comunicação como extensões do homem”.
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A popularidade deles no país foi disseminada com o crescimento do FM, nas décadas de 1970/80. O modelo ditava as regras com a linguagem coloquial de seus locutores, ao contrário das vozes empostadas no tradicional AM. Passada a “coqueluche”, não se podia mais distinguir entre os que atuavam num e noutro segmento. Por certo, uma antevisão do “junto e misturado”, acentuando as diferenças.

No AM – mais falado -- o predomínio do jornalismo, prestação de serviços, debates. Já no FM (excetuando poucos casos), a concentração nas paradas de sucessos musicais, incluindo algumas inserções de notícias e serviços. Os mais conhecidos comunicadores do rádio contemporâneo formam quadros na Tupi e Globo (freqüências unificadas em 2009/10), Nacional e Manchete, emissoras populares.
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Para você, inveterado amante do rádio, quais os cinco melhores comunicadores das listas que seguem? Queira relacionar, também, os cinco que nunca fariam parte da emissora de que você (já teria imaginado) fosse o diretor. No dia a dia, estão no ar a partir de zero hora, esses profissionais:

Fernando Sérgio, Mário Belisário, Clóvis Monteiro, Francisco Barbosa, Coelho Lima, Pedro Augusto. Heleno Rotay, Washington Rodrigues e Luiz Ribeiro (Tupi); Beto Britto, Jorge Luiz, Antônio Carlos, Roberto Canázio, Alexandre Ferreira, Tino Júnior e Robson Aldir (Globo).
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Adelzon Alves, Geraldo do Norte, Marco Antônio Monteiro, Neise Marçal, Daysi Lúcidi, Luiz Augusto Gollo, Dorina, Glaucia Araújo e Cirilo Reis (Nacional); Kleber Sayão, Jorge Bacarin, Luiz Vieira, Anthony Garotinho,Rodrigo Machado, Ronaldo Gomlevsky, Mário Esteves, Luiz de França, Juninho Tititi e Miro Ribeiro. (Manchete).

Complementam a lista, os que fazem programas semanais, ou atuam como curingas: Na Tupi -- Haroldo de Andrade (Junior), Luizinho Campos, Jimmy Raw, Garcia Duarte e Cristiano Santos; na Globo -- David Rangel, Maurício Menezes, Soares Júnior; Nacional -- Gerdal dos Santos, Jair Lemos, Cristiano Menezes, Luciana Vale; Manchete -- Robson Alencar, Rafael de França, Cláudia Ferreira,Vilma Guimarães.

Do histórico FM em plena atividade, Fernando Mansur (MPB), Robson Castro (SulAmérica Paradiso) e Alexandre Tavares (JB). Esperamos suas indicações até o fim de janeiro. Feliz 2014.


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

De produtores e balanços

Oito de dezembro,domingo, registrado há menos de duas semanas, é dia do produtor de rádio. Jimmy Raw, da Tupi, que apresentava o programa do Haroldo de Andrade (Júnior), nas férias do titular, rememorou a data, em que se reverenciam outras categorias -- o cronista esportivo e o colunista social. A edição era assinada por Jorge Pereira, pela qual o Nonato Viegas habitualmente responde.

Por trabalharem na retaguarda, os produtores são pouco conhecidos do grande público. Eles dão suporte aos comunicadores, preparando textos e roteiros, pautando os temas a serem focalizados, assim como fazem “pontes” para entrevistas por telefone e, a interação do apresentador com os ouvintes. De modo geral, o produtor é um repórter no anonimato, mesmo nas emissoras que creditam seus nomes.

Eis alguns, entre outros produtores nas emissoras populares do Rio: Ricardo Alexandre, Marcus Vinícius, Rita de Souza, Jacqueline Nascimento e Paula Ranieri (Tupi); Carla de Luca, Heloísa Paladino, Sheila Trindade, Cynthia Abrantes e Paulinho Coruja (Globo); Flávio Kede e Adriana de França (Manchete); Carlos Alberto Silva e Fátima Bonfim (Nacional). Aqui, o predomínio das mulheres.
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ELES VOLTARAM
O 2013 no fim. Em março, David Rangel voltava à Globo, depois de quatro anos na Manchete.Ganhava programa dominical, nas manhãs e um diário, de madrugada. Exerceria, ainda, a função de curinga.

Também voltavam à casa Maurício Menezes e Gilsse Campos, ele em agosto, ela um pouco antes. Maurício esteve afastado 12 anos, com atuações nas rádios Haroldo de Andrade e Tupi. Agora coordenador artístico, reeditou o “Plantão de notícias” (não emplacara na concorrente), o conhecido “Agito geral”.

Gilsse, a mais longeva das mulheres a participarem do “Debates populares”, reintegrou-se àquele quadro. Estava fora da Globo desde a saída do Haroldão, em 2002. Fazia, ultimamente, programa semanal na Manchete.

Na Tupi, Mário Belisário voltou em agosto. Ficou no lugar do Sílvio Samper, dispensado depois de 18 anos no prefixo. Belisário já trabalhara duas vezes na emissora. Passou por outras e, pela Sucesso, entre 2009 e 2011.
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SOLUÇÃO DIFÍCIL
Muito mais que no futebol, a cobertura do trânsito continuou sendo a perfeita tradução do imediatismo do rádio. No que se convencionou chamar prestação de serviços em tempos modernos,emissoras inteiramente dedicadas ao jornalismo levam vantagem sobre as de programação variada.

Mas, a informação é sempre a mesma, reportando-se às ruas e avenidas idem. O linguajar dos setoristas, uma toada só. Não muda. Como não mudam as condições nas principais vias, problema crônico sem solução à vista. Uma prática tipo ‘enxuga gelo’ sobre o dia a dia do Rio e cidades próximas.

“O trânsito está complicado na reta do cais da Ponte (...) Está complicado na Avenida Brasil, altura da (...);na Presidente Vargas, sentido da (...);na Epitácio Pessoa...” O rádio orienta os motoristas, cumpre o seu papel; as autoridades... escamoteiam. “O estreitamento das ruas deve-se à redução do IPI, que facilitou os de menor poder aquisitivo na compra do carro”.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O horizonte com desafios

Artistas e funcionários da Globo assistiram no dia 2, a 1h da tarde, missa no Outeiro da Glória celebrando os 69 anos de fundação da rádio. Na ocasião, os comunicadores mais aplaudidos pelo público foram o Antônio Carlos -- 26 anos de casa -- e Roberto Canázio -- 7, completados na véspera.

No horizonte que se descortina, o maior desafio para os novos diretores será a reconquista da audiência no horário vespertino. Essa inferiorizada condição diante da Tupi, a principal concorrente, se verifica há uma década e meia, período em que, importantes valores migraram para o outro lado.
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Antenado com o cenário atual um observador acredita que não é difícil vencer a estação da Saúde naquele horário. Bastaria, segundo ele, que os cardeais reeditassem “A cidade contra o crime”(*) e remanejassem o padre Marcelo para às 13h, em que atuava no início. No primeiro caso, um confronto para a “Patrulha...”, no outro, como antídoto contra “o romeiro de Aparecida”.

No espaço subseqüente, de 2h às 5h -- argumenta – entraria o David Rangel, ou o Mário Esteves (que também voltaria). A grande sacada, fechando o pacote, seria a recontratação de Washington Rodrigues, o Apolinho. Ele formaria dupla com o Luiz Penido no programa do fim de tarde, que ganharia um formato novo, e passaria a se chamar “Globo variedades” – conclui o observador.
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POBREZA
Paixão de muitos -- profissionais, estudiosos, ouvintes -- o rádio é, nos dias atuais, “o primo pobre da mídia eletrônica”.

Em sintonia ao longo dos tempos, não temos lembrança de coisa mais cabotina do que esse concurso de marchinhas que o Antônio Carlos promove anualmente na Globo. Sofrível, a qualidade das músicas.

Apesar de tudo, “o despertador do Brasil” mantém boa posição no Ibope, prestigiado por uma audiência cativa, fiel.
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REJEIÇÃO
Não é o que acontece, por exemplo, com os programas da Nacional. Há uns três anos, também por lá, se faz concurso (qualificado) de marchinhas. A baixa repercussão obtida, um retrato do tradicional prefixo.

Sob o estigma da rejeição, vivem Nacional e MEC -- as chamadas rádios públicas. De quase nada adiantou, na primeira, a obra de revitalização em 2004 no prédio da Praça Mauá, ao custo de 2,5 milhões. Hoje, estranhamente, a emissora está instalada na Avenida Gomes Freire, Lapa.
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AMOR ANTIGO
(*) “A cidade contra o crime” foi um programa que Affonso Soares lançou na Globo na década de 80, similar ao que ele criara em 1950 na então líder dos Diários associados. Durante o tempo que ficou em cartaz, dividiu as atenções do público com o original. Seguiram o Affonso (1925/2007), em sua nova empreitada, o apresentador Samuel Corrêa e um grupo de rádio-atores.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Globo, a volta por cima

Três meses após a mudança de coordenação na Rádio Globo, já se percebem melhorias em alguns programas da grade. Em termos de dinamismo, por exemplo. Com isso, justificam-se os slogans “manhã pra cima” e “tarde mais feliz”, englobando no primeiro caso (sem trocadilho), atrações comandadas por Jorge Luiz, Antônio Carlos e Roberto Canázio. (O do padre, mera estratégia.)

A vinheta nova para o horário vespertino, talvez não tenha sido devidamente pensada. Quando entra no ar o programa do Alexandre Ferreira, verifica-se na montagem da abertura, o confronto desnecessário de uma só expressão. Ao tema antigo do “Tarde legal” e do “Boa tarde...”, junta-se o de “tarde mais feliz”. Overdose para recuperar índices? A coisa estava muito mais feia...

Depois de inúmeras providências visando reverter o quadro, porém, os objetivos da emissora estão sendo alcançados. O último boletim do Ibope revela essa modificação, embora os programas apresentados nas tardes continuem como o “calcanhar de Aquiles”. A vantagem somada pelas atrações da principal concorrente ainda é maior, constituindo-se um desafio a ser vencido. Evidente que isso será possível, com a eliminação dos pontos vulneráveis.
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HOMENAGEM
O poeta e sambista Luiz Carlos da Vila (1949/2008) está sendo homenageado pela cantora Dorina. Ela gravou um CD com músicas dele. O lançamento ocorreu no dia 21, quinta-feira, no Teatro Rival, na Cinelândia.

Dorina (também radialista), foi entrevistada no “Botequim da Globo”, terça, para a divulgação de seu novo trabalho. E, o Robson Aldir, com aquela espontaneidade peculiar, disse: “Já pude saborear (sic) o seu disco”.

Qualquer pessoa teria dito, em se tratando de música e, principalmente de novidade, que gostou, apreciou, encantou-se, -- palavras similares com o mesmo sentido, significado. Robson é uma figura singular.


AMOR ANTIGO
No horário em que hoje está o “Botequim...”, a Globo manteve durante boa temporada, o “Show da noite”. Gilberto Lima (1942/1983), foi o seu primeiro apresentador, em seguida o Antônio Luiz (1947/2001).
Outro titular: Luiz de França e, por último, o Mário Esteves. Ouvintes que os acompanhavam, ao sintonizarem o de agora,(e outros), têm a convicção de que não foi só o “Projeto Brasil” que derrubou a audiência no Rio.
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LINHA DIRETA
/o/ Primeira etapa da implosão da Perimetral realizada com sucesso. Entre os repórteres de rádio na cobertura do fato histórico, Evelyn Moraes, pela Globo, e Mariana Moraes, pela Tupi.

/o/ Alexandre Chalita, da Transamérica, informa que foi ele quem criou o bordão “faz a festa da galera”. A frase adotada pelo Rodrigo Campos, esclarece, em comum acordo entre os dois.

/o/ Analisando a partida do Botafogo com o São Paulo (1 a 1), Rodolfo Motta, da Manchete, “o comentarista perfeito”, descobriu a pólvora. Afirmou que “gol é o mais importante de um jogo.”

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Quadrinhos, joias raras

Nos pequenos frascos, a essência do produto – alguém escreveu referindo-se a uma linha de perfumes. A definição pode servir para os quadrinhos nos programas de rádio, com duração semelhante aos noticiários de hora marcada, exemplos de “O Globo no ar”,“Sentinelas da Tupi” e “Nacional informa”.

O Clóvis Monteiro, que se autodenomina “motivador do Brasil”, apresenta no seu programa uma dessas joias do rádio moderno. É o quadrinho “Lição de vida”, cuja importância apenas o ouvinte distraído não percebe. Na mesma Tupi, desfilam no programa do Francisco Barbosa, o “Seu Manuel Tamancas”, personificado por Luizinho Campos, e “A luz da psicologia”, com Luiz Ainbinder.
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No mesmo estilo do “Lição de vida” e, no entanto, com mais quilometragem (é do tempo em que ele trabalhava na Manchete), tem o “Moral da história”, com o Roberto Canázio, no “Manhã da Globo”.Fruto do velho rádio e, originalmente conhecidos como interprogramas, hoje se renovam, elaborados. São bons momentos num veículo onde a mesmice virou substantivo comum.

Admiráveis também, o “Dois tempos”do Mário Esteves, na Manchete abordando trilhas sonoras de novelas e cantores de sucesso, e “Globo natureza” da Rosana Jatobá, com ideias e sugestões para a preservação do meio ambiente. A ressaltar, o desempenho do Ricardo Villa no “Disco do dia”, na MEC.
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AMOR ANTIGO
Dono do mais famoso programa de auditório na história do rádio, César de Alencar era muito mais que animador. Foi também cantor, compositor e, no inicio da carreira, ator. César (1917/1990) era, inclusive, uma figura criativa. As entrevistas por telefone, tão utilizadas no rádio de hoje, foi uma invenção dele.

Criava os quadros de seu programa e,intercalando aos de formato normal (25 minutos), idealizou os interprogramas, que o jornalista Borelli Filho, da “Revista do Rádio”, chamava de quadrinhos. Na fase do ostracismo, marcado pelo episódio da Revolução de 64, ele foi parar na Rádio Federal, de Niterói. Ali, apresentava um dos tais -- “As virgens do César” – isto é, lançamentos de gravações.
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LEMBRANÇAS
A cantora e atriz Vanja Orico aniversaria no dia da Proclamação da República. Fez 84 anos. Estrela do filme “O cangaceiro” e uma das intérpretes de “Muié rendeira”, entre outros sucessos, foi lembrada por alguns programas de rádio.

SEM QUEIXAS
Fãs do Agnaldo Timóteo (77 anos) não podem se queixar da falta de espaço, no rádio, para artistas de sua geração. Às sextas-feiras, invariavelmente – com direito a entrevista --, ele aparece no programa do Luiz Vieira, na Manchete.

O QUE É ISSO?
Em novembro de 1985 morria, no Rio, o comunicador da Globo Waldir Vieira. Algumas pessoas ainda hoje confundem o nome dele com o do autor de “Menino de Braçanã”. Caso de uma admiradora do Timóteo, residente em Itaboraí.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Um trivial mal passado

Cinco horas da tarde. Sábado, 9 de novembro. Na Tupi, ancorando a jornada esportiva, André Ribeiro anuncia: “Daqui a pouco, Flamengo e Goiás!”
O jogo estava programado para as 9 horas da noite... Seria um disparate se ele dissesse “daqui a pouquinho”, tão preferida por outros comunicadores.

E, bem feito para um distinto cidadão, ainda em sintonia. Morador num país tropical, que não é Flamengo, e não tem uma nega chamada Teresa...
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O BALÃOZINHO
Aquela partida terminaria em 1 a 1. Descrevendo o movimento de um jogador, Freitas Neto, da Bradesco afirmava: “Deu um balãozinho pro alto...”

No futebol, por acaso, haverá outra forma do apreciado lance?
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A RIMA FALSA
A Globo acertara em cheio na contratação de Dé Aranha para o seu quadro de comentaristas -- observamos aqui, numa postagem anterior.
Bem articulado, Dé sabe das coisas, fala a linguagem de determinada classe. Não precisava, porém, ser objeto de slogan rimado. Soa falso.
“O de papo legal”, cairia bem. Aranhas – nenhuma novidade – não vivem em palpos, que as pessoas de poucas letras pronunciam “papo?”...
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SOS SLOGAN
A propósito do tema. Um slogan urgente para o narrador Odilon Júnior, antes que bebês dos últimos anos sejam matriculados na maternal.

Essa história de revelação PJ, francamente, não dá mais.
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VIVA A MEC!
Num jornal em que raramente saem notícias sobre as emissoras de rádio da própria empresa, o Arthur Dapieve publicou um brilhante trabalho focalizando a situação das rádios MEC AM e FM. Mostrou uma coisa que outros não têm: independência. Veículo de maior credibilidade para alguns, o rádio nos dias atuais é “o primo pobre” da mídia eletrônica. Efusivos parabéns, professor.

A repórter do jornal “O Dia” que entrevistou o Xico Teixeira se confundiu ao informar como declaração do gerente regional da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), “que a rádio MEC AM hoje, toca música clássica”. Não confere. O forte da freqüência é música popular brasileira, ficando a clássica, por conta exclusiva da MEC FM, única no Rio a se dedicar ao gênero.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A sinfonia dos bordões

Nunca como este ano esteve tão acirrada a briga pelo Ibope nas emissoras de rádio que transmitem futebol. Globo e Tupi já detinham nas duas últimas décadas as preferências, porém, com a troca de comando entre elas ano passado, e o ingresso da Bradesco no circuito (uma proposta nova), as chamadas alternativas despertaram. Mobilizaram-se no sentido de melhorar suas equipes, ou pelo menos, tentaram buscar um meio de reduzir perdas iminentes.
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“Carro parado não arruma frete” – já dizia um ditado popular. Nessa arena futebolística montada pelos prefixos “digladiam-se” atualmente, Luiz Penido na Globo, Jota Santiago na Tupi, e José Carlos Araújo na Bradesco. Correm por fora, para pegar as fatias do “bolo-audiência”, Edilson Silva pela Transamérica (também uma nova opção), Evaldo José (CBN), Maurício Moreira (Brasil), Rodrigo Campos (Manchete) e Carlos Borges (Nacional).
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Em termos de qualidade e recursos, Globo e Tupi se igualam, posicionando-se em preciosas vantagens. Bradesco e Transamérica, por sua vez, valem-se de alguns nomes de reconhecido prestígio para atrair público, formar plateia, No pouco tempo que operam, todavia, já vencem as situadas num plano inferior às principais. Observa-se, independente do calibre de cada uma, que os bordões (mais do que antes), funcionam como trunfo para “segurar” o ouvinte.
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Nos intervalos de bola rolando uma programada sinfonia de apelos modula o ambiente, no tom de “quem é mais”, “quem é a tal”. E, com isso, frenética toada de sinos, guinchos e apitos. De um lado, “futebol clube”; de outro, “futebol é muito mais emoção”. De lá, “futebol-show”; dacolá, “o melhor do futebol”. Na rádio y a jura: “fazendo você mais feliz com o futebol”. Promessa na x: “muito mais bola na rede” e, na z: “emoção no futebol tem três letras...”

BOLA MAIOR
Detentora de um dos mais baixos índices de audiência no esporte, nem por isso a Nacional desanima. Depois de dispensar alguns profissionais e, contratar outros, está ampliando o setor a partir desta segunda-feira, 4. O “Bate-bola” dobra seu tempo de duração, começando agora às 12h30.

UMA OUTRA
Quem pensava que a astrologia no rádio estava com os dias contados, enganou-se. Na Globo, os executivos não compartilham desse pensamento. O “Boa tarde...”, comandado pelo Alexandre Ferreira abre espaço para Leiloca Neves, que atua no mesmo ramo da Zora Yonara e Glória Britto. Ela foi integrante do grupo musical As Frenéticas, um sucesso nos anos 70.

OS NOVATOS
Universitários interessados em futebol têm nas rádios Bradesco, Manchete e Nacional oportunidades para estágios. Em certos casos, sequer o ENEM daria jeito. Como o auxiliar do Ricardo Mazella no Vasco e Goiás, ao perceber um jogador ferido. O moço disse que “a camisa sangrava”.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

A ousadia de um narrador

Incontável o número de vezes que o Evaldo José, da CBN, diz numa partida de futebol que o jogador y chutou pro gol para, em seguida se corrigir: “Pra fora, pra fora!” Seria peculiar estilo de narração? Controvérsias existem.
No jogo do Botafogo com o Vitória, perdido pelo time carioca, Evaldo extrapolou. O ouvinte primário na sua audiência poderia até pensar que ele não estava bem ou, no máximo, se tratasse de um mero principiante.
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Ari Barroso, locutor esportivo de tempos remotos ensinava (segundo Sérgio Cabral, pai, numa excelente biografia) que são três as formas de se narrar futebol -- atrás, junto, ou na frente do lance da bola. Ari adotava a primeira; (Waldir Amaral também, mas muito recuado); Oduvaldo Cozzi, Doalcei Camargo e Jorge Curi, a segunda; e, pelo visto – melhor ouvido, – o Evaldo a última, a mais difícil, com as maiores possibilidades de se cometerem erros, equívocos.
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Ressalve-se que, há tantos anos passados pouca coisa mudou nesse terreno. A linguagem dos locutores e os recursos da tecnologia estão, notoriamente, na linha das exceções. O certo é que, transmitindo dos estádios ou via-‘tubão’, à frente do lance é a maneira mais arriscada para o desempenho da atividade. Ousadia de uns poucos, Evaldo entre eles.“Emoção no futebol tem três letras: CBN”
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AMOR ANTIGO
Nas suas crônicas em “O Jornal” e na “Última Hora”, Stanislaw Ponte Preta -- o radialista Sérgio Porto (1923/1968), satirizava personalidades do cotidiano, não poupando as do rádio, meio em que convivia na Mayrink.

A cantora (e atriz) Vanja Orico era uma de suas “vítimas”. Depois de estrelar “O Cangaceiro”, filme de sucesso internacional, a artista passou a ser muito requisitada para shows no exterior, com saídas e voltas freqüentes ao Rio. Então, quando a ela se referia, ele ironizava escrevendo “Vanja vai, Vanja vem...”

Outra das suas expressões dentro do contexto: “O que seria de mim, se não fosse você, fulano (ou fulana). Sérgio Porto – o Stanislaw --, foi apresentador de “Miss campeonato”, às segundas-feiras, à noite, com a vedete Rose Rondelli. Fazia também, um bem cuidado programa de jazz, de manhã naquela rádio.
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BAÚ REMEXIDO
Locutor e repórter da Manchete, Jorge Ferreira resolveu “mostrar” sua veia humorística. Contou no programa do Luiz Vieira piadas do repertório do Áureo Ameno do tempo em que este trabalhava com o Antônio Carlos.

Com todo respeito, não tem o menor futuro, numa área em que atuam Luizinho Campos, Ricardo Alexandre, Maurício Menezes e outros.
Aquela do homem que ameaçava se jogar de um prédio por problemas conjugais, “moço”, é mais velha do que andar pra frente.
(À moda do Ponte Preta: “Que seria de nós se...”)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Eraldo, uma bola na trave

Sintonizando a Globo na partida em que o Botafogo quebrou a escrita de 13 anos ao vencer o Flamengo por 2 a 1 (de virada), foi bom ouvir o desempenho do Eraldo Leite. Ele vai muito bem na função de comentarista, que exerce desde maio do ano passado, após o retorno do Luiz Penido à emissora.
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Promoção à parte, Eraldo continua sendo um dos melhores repórteres esportivos do país e, normalmente indicado para a cobertura dos jogos da seleção. Participou de oito Copas do Mundo, estando a caminho de mais uma.

Esse slogan que lhe deram na projeção de sua carreira é como bola que só bate na trave. Espanto para a torcida. Na função nova, quantos jogos ele cobriu no exterior? Brunos, Marcos, Thiagos, jovens curtidores do futebol na “caixinha” estão convencidos de que, internacional é o repórter, não o comentarista.
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Com igual rodagem do Eraldo em sua nova atribuição, vêm se destacando nas rádios do Rio dois versáteis profissionais.O veterano Wellington Campos, na Bradesco, e o Eugênio Leal, (de uma recente geração), na Tupi.
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R O L A N D O
/o/ E,por falar do futebol nesta última. Não tem mais sentido ficarem anunciando Odilon Júnior como revelação. Fábio Moraes é do mesmo tempo, o Freitas Neto, idem. Como seria, se as outras também os proclamassem?

/o/ Narrador durante três décadas, Aírton Rebelo relembrou dia 12, no “Plantão de notícias”, sua passagem pela Globo e Nacional. Atuou também na Tupi, aposentou-se em 1997, e hoje com 78 anos vive em Teresópolis.

/o/ O Flamengo ia estrear uniforme novo no jogo com o Bahia, predomínio do preto. De manhã na Manchete, Jorge Ferreira explicava:“Toda vez que estreia o terceiro (?!) uniforme, o Flamengo perde”. Escrita apagou-se.

/o/ A Transamérica está promovendo o seu esporte na mídia impressa. Na cola de popular comercial de rádio e TV (quem não se lembra?), “vem pra Caixa você também”. (Originalidade difícil, com a globalização.)
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S I N T O N I A
/o/ “Toque de letra”, com Leandro Lacerda e Álvaro Oliveira Filho. CBN 860 AM/92,5 FM, às 11h45.
/o/ “Momento esportivo”, com Maurício Moreira e Marcelo Figueiredo. Brasil 940 AM, às 12h.
/o/ “Bate bola Nacional”, com Ricardo Mazella e Jorge Ramos. Nacional 1130 AM, às 12h20.
-- De segunda a sexta.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Um novo amigo do Aldir

No processo de renovação de sua grade, em busca de melhor audiência, a Globo estreou, uma semana depois do “Plantão de notícias”, do Maurício Menezes, o “Samba amigo”, com Robson Aldir. O programa, agora em horário fixo e com novos quadros, ficou no lugar de “Boa tarde...”, que passa a ser de segunda a sexta. Lançado há pouco mais de um ano, era mensal, e Jorge Luiz foi o seu primeiro apresentador.
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Repórter da rádio há mais de 30 anos, comunicador há pouco mais de dois, Robson Aldir é titular do “Madrugada na Globo”, de sábado para domingo. Curinga (ou folguista) em algumas oportunidades, responde atualmente pelo “Botequim da Globo”, no impedimento do Loureiro Neto.Com sua espontaneidade lembra o ator e apresentador Gerdal dos Santos, uma figura histórica da Rádio Nacional.

A fala, porém, destoa, talvez por não ser devidamente trabalhada. Agora com espaço maior na casa, conduzindo dois programas semanais, Aldir pode se considerar um vitorioso. Ele forma no grupo que transgride qualidades defendidas pelos mais conceituados profissionais do ramo, ou seja, boa voz e semelhante dicção.
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O novo programa do Aldir focalizou, no “Papo de bamba”, quadro principal, a obra de José Flores de Jesus, o Zé Kéti (1921/1999), autor de, entre outros sambas, “A voz do morro” , “Leviana”, “Opinião”. Na estreia, a presença do maestro, compositor e produtor de discos Rildo Hora, convidado especial, participações dos músicos Alceu Maia, Anderson Leonardo, Pretinho da Serrinha e Luiz Felipe de Lima.
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FAROFA MELHOR
Via e-mail uma ouvinte do David Rangel disse, no domingo 6, que o “Farofa da Globo” é ‘o melhor programa de rádio do Brasil’.
(Lembremos Cazuza, revivido naquele mesmo dia num musical no Rio. Uma exagerada, a senhorinha.)
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OU ELE, OU ELA
Primeiro tempo de Vasco e Fluminense, no Ressacada, em Floripa. ‘Vendendo’ um produto da casa, o Rodrigo Campos anuncia:
“Manchete on-line. Conectado com o mundo, conectado com você” -- assim, no masculino. (Trata-se do rádio, ou da rádio na internet?)
E, mais adiante, na descrição de um lance, “... dá um tapa na bola”. (Desconhecíamos que, já se joga futebol com a mão...)
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CRAQUE E CRAQUE
Na Bradesco, volta do intervalo, Gilson Ricardo estranha que o Vanderlei Luxemburgo tenha substituído três jogadores. Consulta o Gerson.
-- Se um jogador se machucar, o Fluminense vai ficar com dez – observou o comentarista, acrescentando: “Acho temerante” (sic).
(Que é isso, Canhota!)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

O “Plantão” do Maurição



Em sua volta à Globo, agora como coordenador artístico, Maurício Menezes – o Maurição – estreou com o “Plantão de notícias”, no sábado 5. Homônimo do show de teatro, com alguma incursão na TV, o programa consta de quadros que eram a base do “Agito geral”, que ele apresentava com Hélio Júnior, e fora retirado da grade em outubro de 2001, quando a emissora demitiu os dois. O “Agito...” voltaria mais tarde, com outros apresentadores.

Maurício Menezes estava afastado da Globo nada menos que 12 anos, período em que atuou na extinta Rádio Haroldo de Andrade (pouquíssimo tempo, com a Cidinha) e na Tupi (“Show da manhã”, do Clóvis Monteiro). “Impossibilitado” de contar com a presença de Barack Obama, ou a Rainha Elizabeth na estreia do seu programa, Maurício escolheu o Edson Mauro, utilizando-o como fio condutor do roteiro. A prosa com o locutor esportivo, que falou de sua carreira iniciada em Alagoas, rendeu saborosas histórias envolvendo nomes estelares que fizeram a grandeza da rádio. Auspiciosa estreia.

Foram reeditados os quadros “Prova de fogo” e “Carta charada” (de interatividade) e o “Rádio-derrapagem”, focalizando o entrevistado. (Nesse, Maurício e seu ex-parceiro reproduziam gaffes de colegas da emissora). Faltou a reintegração do Helinho, com o hilariante “Mãe-dinada” e o “Cantor desafinado”. Com Maurição no ar (22h, nos dias sem futebol), ficou ruim para o Luizinho Campos, na Tupi. Nos embalos dos sábados à noite, o seu “Companhia do riso” vinha sendo absoluto... “campeão de audiência”,um termo estrategicamente abandonado pelos cardeais da rua do Russel.(Aqui, uma posição a que nos referimos na postagem anterior, que nem a Glória Britto poderia prever.)


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GOL DE LETRA
O repórter Antônio Carlos Duarte, da CBN, marcou um gol de letra na entrevista com o jogador Deco, que recentemente abandonou o futebol. Foi no “Almanaque esportivo”, domingo 29. Deco afirmou que ainda pretende fazer um jogo de despedida, disse que nunca teve problemas com técnicos, citando Murici Ramalho e Abel Braga, com os quais trabalhou no Fluminense, seu último clube.

Num concurso para a escolha dos melhores desempenhos no rádio, Antônio Carlos Duarte seria indicação certa, forte candidato pela qualidade da matéria apresentada. Frente ao costumeiro (e árido) produto que se ouve nos finais de jogos, foi um oásis naquele dia nublado. A Globo reproduziu a entrevista no “Panorama esportivo”, repercutindo o trabalho do repórter de sua afiliada.
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T R I V I A I S
/o/ Ricardo Mazzela, da Nacional, não se cansa de repetir o bordão do José Carlos Araújo, o Garotinho – “se manda, vai embora”. (Um excelente narrador, mas, onde está a personalidade?)
/o/ Na Transamérica, o Alexandre Chalita ecoa o “botou lá no caldeirão”, do Edson Mauro, e o “... faz a festa da galera”, do Rodrigo Campos. (Dupla influência, do medalhão e do medalinha).
/o/ Domésticas em dúvidas com o preparo do almoço, ou jantar, ouvintes da Globo não se apertam.Têm sugestões nos shows do Antônio Carlos, do Roberto Canázio e Alexandre Ferreira.
/o/ Giovana Toledo, ex-Tupi, acertou seu ingresso na Manchete. Um bom reforço para a autoproclamada “rádio de verdade”, onde o jornalismo ainda é muito fraco no seu quadro de repórteres.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Tupi, na era da virada

Uma das mais importantes emissoras do rádio brasileiro, a Tupi comemorou em 25 último,78 anos de existência, dia em que o meio celebra o nascimento de Edgard Roquette Pinto, fundador do veículo no país.
Há uma década no Rio a Tupi atingiu marca expressiva – a preferência maciça do público, antes só parcialmente alcançada.

Ao contrário da Mayrink Veiga e Nacional em períodos distintos, nunca liderou de ponta a ponta. A sua posição de vanguarda restringiu-se aos Diários Associados, do jornalista e empresário Assis Chateaubriand, -- “o grande capitão” --,tal como era enaltecido pelas chamadas classes dominantes.
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Liderança absoluta, porém, a emissora viveria em meados dos anos 40. A façanha coubera ao Ari Barroso, uma antevisão do que no mundo moderno classificam de multimídia. Ele ganhava folgadamente das adversárias em seus horários, tanto nas transmissões esportivas quanto nas atrações diversas, incluindo o “Calouros em desfile”, dos mais famosos programas do gênero.
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O autor de “Aquarela do Brasil”, “Na baixa do sapateiro”, “Terra seca” e outras tantas músicas, já conhecido internacionalmente na época, desfrutava, pelo seu prestígio, da melhor remuneração na emissora.
Num plano abaixo ao dele, a Tupi teria a representá-la, a figura do repórter Affonso Soares, o criador da “Patrulha da cidade”, um policial que atravessou o tempo, sendo a maior permanência em cartaz no rádio.

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O programa, idealizado por Oduvaldo Cozzi, diretor artístico da estação, foi lançado em 1960, conservando-se na dianteira das concorrentes desde o seu aparecimento. E, no meio daquela década, com a Nacional em declínio pela interferência dos militares, a Globo começava a subir no conceito do público. O avanço deveu-se aos irmãos Luiz e Raul Brunini.
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O modelo de que se valera os dois seria aprimorado por Mário Luiz Barbatto. Ao assumir a direção da rádio, depois de ser apresentador de uma parada de sucesso e chefe da equipe de locutores, Mário Luiz lançava o tripé “música, esporte e notícia”. A fórmula adotada fez a audiência da Globo disparar.
Essa condição, uma hegemonia de 40 anos, caira em decréscimo a partir de 2001, com o “Projeto Brasil”. A abertura, aproveitada pela “outra” levou-a ao ponto em que se encontra. Até quando, nem a Glória Britto sabe.
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Dos que brilhavam na emissora da Glória (Rua do Russel) no passado remoto, estão na do bairro da Saúde (Rua do Livramento), profissionais suficientes para preencher uma programação de 12 horas. São campeões Washington Rodrigues, Heleno Rotay(ex-98) e Luizinho Campos, destacando-se Francisco Barbosa, Haroldo de Andrade (Júnior), Ricardo Alexandre e o Pedro Costa.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A notícia é das mulheres

Num desses dias em que apresentava o “Show do Antônio Carlos” (cobria as férias dele), David Rangel afirmou, ao convocar a repórter Ermelinda Rita, que ela é “a maior apuradora do Brasil”. Estivesse na Tupi fazendo o horário de um companheiro teria, naturalmente, dito a mesma coisa a respeito da Ana Rodrigues. Corporativismo à parte, David tem toda a razão, está certíssimo.

A portuguesinha Ermelinda é sinônimo de competência, profissionalismo.Mas suas colegas de emissora Silvana Maciel e Andrea Ferreira não deixam por menos. São do primeiro time do rádio, a que pertencem a citada Ana e Márcia Lima, na Tupi, Alana Granda (Nacional), e Dáurea Gramático (MEC).

Cresce cada vez mais o número de mulheres repórteres no rádio, a exemplo do verificado há alguns anos nos jornais e televisão. Os marmanjos estão perdendo a concorrência. Quem se liga nas coisas da ‘caixinha’ percebe a qualidade do trabalho delas, entre as quais, uma Bianca Santos, Valéria Chagas e Marina Heizer, na Globo; Renata Ximenes e Camila Esteves, na Tupi; Mariana Procópio, na Bandnews, além de outras representantes da nova geração de valores.
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Donas de casa e empregadas domésticas são, inegavelmente, o alvo principal das emissoras populares, em maioria, um público avesso à leitura de jornais. Mantê-las “bem-informadas”,ou “muito bem-informadas”, o lema das rádios, -- ou seja --, as concorrentes Globo eTupi. Nesse universo, poucas pessoas sabem os nomes dos agentes da notícia (locutores, repórteres, comentaristas.)
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ESTICADO
Cinco meses depois do seu ingresso na Bradesco Esportes FM, a turma de debatedores do “Pop bola” teve seu espaço esticado na grade. O programa, que antes começava às 6h da tarde, agora inicia-se às 5h30.
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UM ACERTO
A contratação de Dé Aranha, que estivera na Globo durante a Copa das Confederações, foi um acerto da emissora. Ele se destacara no quarteto de ex-jogadores, que atuou na reedição do “Bola de fogo”.
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MUDANÇA
Garcia Duarte deixou o “Domingo show”,(3h às 6h) na Tupi, ficando a vaga com o repórter Cristiano Santos. Agora, Garcia é apresentador da “Patrulha da cidade” aos sábados, do qual já participava nos demais dias.
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AMOR ANTIGO
O conjunto “Os Cariocas” foi tema do “Gente que brilha” no programa do Luiz Vieira na Manchete no começo deste mês. Vieira discorreu sobre as diversas fases do grupo, destacando as figuras de Ismael Neto, fundador,prematuramente falecido, e seu irmão Severino Filho, único remanescente. O conjunto “Os Cariocas”, da época de ouro do rádio, continua em atividades, assim como os paulistanos “Os Demônios da Garoa” e “Os Titulares do Ritmo”.

sábado, 14 de setembro de 2013

Era uma vez na Globo III

A irreverência do Maurício Menezes e o talento do Hélio Júnior fizeram do “Agito geral” um dos melhores programas da Globo nas últimas décadas. Apesar de ser apresentado de 8h à meia-noite, em que as atenções do público se concentram na televisão, o nível de audiência correspondia.
Numa etapa seguinte, em 2004, com o David Rangel, não era a mesma coisa, embora seu titular não comprometesse. Acentuada perda de qualidade se daria a partir de março de 2009, com nova mudança de comando – saía o David e entrava o Daniel Pennafirme, um dos produtores da atração.
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Com o Thiago Matheus, atualmente, depois de ter passado pelo controle do Luiz Torquato, de São Paulo, o “Agito geral” é nada mais que uma pálida sombra daquele outrora apresentado por Maurição e Helinho.
(Será que na volta à Globo, onde trabalhou durante 29 anos, o agora coordenador artístico pretende restaurar a produção? E, o seu companheiro, que foi parar na “Patrulha da cidade”, na Tupi, onde ele esteve desde 2006, faria parte dos planos para a recuperação dos índices de audiência da rádio?)
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Quando a Globo mandou o Adelzon Alves embora, a alternativa foi o Kleber Sayão. Categorizado locutor de notícias, comunicador notoriamente influenciado por Luiz de Carvalho¹, Sayão não emplacaria.
Os índices alcançados por ele estiveram muito longe da marca que vinha obtendo o seu antecessor. A solução para o impasse viria a ser a dupla formada por Washington Rodrigues e Hilton Abi-Rihan.
“Show da madrugada”, o programa criado, constituiu-se num extraordinário sucesso² entre os anos de 1993 e 1995. Fez muita gente esquecer do Adelzon e, daquela movimentação de sambistas e compositores.
Apolinho reeditava com o Abi, um modelo que apresentara na Rádio Nacional no começo dos anos 80, pela manhã. Uma espécie de ampliação de breve experiência que os dois tiveram na antiga Continental.
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¹Luiz de Carvalho, que adotava o slogan “Saúde, paz e amor” foi um condutor de programa muito popular na Rádio Globo. Antecedeu o saudoso Haroldo de Andrade no tradicional horário da emissora.
²O motivo que determinou o fim do ”Show da madrugada”, só o Apolinho, o Abi e poucos empregados da emissora na ocasião, sabem. Em 1997, o Velho Apolo voltava a fazer aquele horário. O programa se chamava “Washington Rodrigues Show”, e era apresentado de 0h às 3h de domingo.
Em agosto de 1998, ele licenciava-se da rádio. Atendia ao apelo do Kléber Leite, assumindo a função de diretor técnico do Flamengo. Naquele mês, o parceiro Abi, que permanecera na madrugada com o “Show da Globo”, era ‘premiado’ com xeque-mate. Uma reprise do programa do Francisco Barbosa, com os personagens do Maurição e Helinho, preenchia a vaga.