DO SURREAL INCRÍVEL
Popular programa da Super Rádio Tupi há uma eternidade em cartaz, “Patrulha da Cidade” serviu para impulsionar a carreira de profissionais diversos. Paulo Lopes foi um deles. O show a que emprestava o nome, destinado especificamente ao público feminino, sempre desfrutou de grande audiência no Rio. No começo, era de segunda a sábado, de 6h às 9h das manhãs, transferindo-se posteriormente, para o horário vespertino.
Lopes utilizava-se dos mais apelativos recursos. Numa quarta-feira de maio, finalzinho do mês em 1985, sintonizávamos o programa. Deparamos, então, com algumas ‘pérolas’ (ou abobrinhas), dignas dos alegres rapazes que atuavam em algumas FMs. Naquela conversa que os comunicadores travam com o público – as ouvintes, diga-se – o apresentador armava uma brincadeira que tinha por base o jogo do bicho.
Oferecia três opções a quem estivesse do outro lado da linha e, se um dos palpites coincidisse com aquele ‘jogado no ar’, a distinta senhora recebia 90 mil cruzeiros, vale para compras numa rede de supermercados, um dos patrocinadores da audição. (Qualquer semelhança com outro conhecido, é motivo suficiente para se lembrar um bordão do Chacrinha.)
Havia mais atrações dentro do contexto. Ele também sorteava entre as ouvintes que se dispusessem a telefonar – ou o produtor ligava para um número indeterminado -- bilhetes da Loterj, outro anunciante -- babies dolls e... calcinhas, ofertas de tradicional loja de peças íntimas. Nesse dia, uma das ‘sorteadas’ pediu seis. Temerosa de não ser entendida, explicava: meia dúzia. Alegação (patética) da fã. Ela “estava muito precisada”.
Segundo Lopes, o programa normalmente distribuía duas unidades para as felizardas (sic) ganhadoras, porém, diante do ‘choro’ da necessitada senhora, ele resolvera, generosamente, conceder-lhe quatro. Descendo a detalhes, falava das qualidades do tecido, formato e cores das calcinhas.
Um apresentador de outra rádio, na ocasião colunista de um jornal popular explorando o ‘mundo’ das celebridades, sorteava no sábado, 25 daquele mês, calcinhas da Rita Cadillac. Conforme dizia o moço, era ideia do empresário da cantora (???), para promover o novo disco da dançarina.
MEMÓRIA—2010
A Paradiso FM e a SulAmérica comemoravam, em junho, um ano de parceria. Com isso, o índice de audiência da rádio melhorara bastante, transformando-a numa das comercialmente bem-sucedidas.
Nesse mês, o comentarista esportivo Sérgio Noronha reintegrava-se à Globo, onze anos depois de sair do prefixo. Era requisitado para a bancada de analistas do “Debates Populares”, nas terças-feiras.
Em julho, logo que terminara a Copa do Mundo na África do Sul, Globo e CBN separavam suas linhas. Voltavam a formar equipes distintas no Campeonato Brasileiro, até cobrindo as mesmas partidas.
E, o Waldir Spinosa não se criava na Manchete. O novo ocupante da função passava a ser Marcos Marcondes, então segundo na hierarquia. No lugar deste, assumia Rodolfo Motta -- ‘o comentarista perfeito’.
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terça-feira, 10 de abril de 2018
terça-feira, 3 de abril de 2018
Rádiomania, o Livro/40
O DISCÍPULO FIEL
Chico Buarque é, para alguns pesquisadores da MPB, o sucessor de Noel Rosa. Na outra ponta da corrente, segundo estudiosos, Mauro Duarte, de uma geração posterior, aparece como discípulo fiel de Ataulfo Alves. Ressalte-se apenas, que este não tenha alcançado o mesmo prestígio do criador de “Ai que Saudades da Amélia”, parceria com Mário Lago.
Mauro, um dos autores preferidos de Clara Nunes, cantora que morreu ainda jovem, produziu respeitável bagagem musical, a maioria de suas composições com Paulo César Pinheiro, e outras com João Nogueira ou Délcio Carvalho. Mineiro que nem seu patrono Ataulfo, o autor de “Menino Deus” , “Jogo de Angola” e tantas páginas de sucesso, assimilou o jeitão de carioca-sambista no tempo em que morava em Botafogo.
A sua escola foi a convivência com Élton Medeiros, Nélson Sargento, Anescarzinho e Paulinho da Viola (mais tarde substituído por Jair do Cavaco) que, com ele formavam o conjunto vocal-instrumental ‘Os Cinco Crioulos’. A fase mais importante de Mauro Duarte foi a década de 70, quando o grupo realizou a inesquecível temporada no Teatro Opinião. O cartaz era “Rosa de Ouro”, um show musical do poeta, radialista e animador cultural Hermínio Bello de Carvalho.
Em depoimento a Luiz Carlos Saroldi da Rádio Jornal do Brasil AM, Mauro contava num ano bem distante, passagens de sua vida profissional. Um dia, ao se defrontar com Ataulfo, propôs que ele gravasse uma de suas músicas, o que foi educadamente recusado. Ninguém iria acreditar ser a composição dele, Mauro, mas, sim, do próprio Ataulfo, frisava o mestre.
MEMÓRIA—2010
O comentarista Carlos Alberto Parizi (1952-2014) trocava, em maio, a Manchete pela Tamoio, e estreava no jogo entre Botafogo e Santos, abertura do Campeonato Brasileiro, terminado em 3 a 3. O técnico de futebol Waldir Spinosa, que assumira o posto na Manchete, também estreava na mesma partida.
“Emoções na Globo”, domingo às 11h da noite, com músicas de Roberto Carlos, passava a ser nova atração da emissora depois que ela operava em AM e FM simultaneamente. Com esse programa. Beto Britto retomava às suas origens, iniciada na Metropolitana. O “Planeta Rei” só divulgava o repertório do cantor.
Duraria pouco mais de um ano a permanência de Daniel Pennafirme no “Agito Geral”, noites dos sábados. A direção dispensava os seus serviços. O comando era entregue ao produtor do cartaz, Luiz Torquato, estabelecido em São Paulo.
Chico Buarque é, para alguns pesquisadores da MPB, o sucessor de Noel Rosa. Na outra ponta da corrente, segundo estudiosos, Mauro Duarte, de uma geração posterior, aparece como discípulo fiel de Ataulfo Alves. Ressalte-se apenas, que este não tenha alcançado o mesmo prestígio do criador de “Ai que Saudades da Amélia”, parceria com Mário Lago.
Mauro, um dos autores preferidos de Clara Nunes, cantora que morreu ainda jovem, produziu respeitável bagagem musical, a maioria de suas composições com Paulo César Pinheiro, e outras com João Nogueira ou Délcio Carvalho. Mineiro que nem seu patrono Ataulfo, o autor de “Menino Deus” , “Jogo de Angola” e tantas páginas de sucesso, assimilou o jeitão de carioca-sambista no tempo em que morava em Botafogo.
A sua escola foi a convivência com Élton Medeiros, Nélson Sargento, Anescarzinho e Paulinho da Viola (mais tarde substituído por Jair do Cavaco) que, com ele formavam o conjunto vocal-instrumental ‘Os Cinco Crioulos’. A fase mais importante de Mauro Duarte foi a década de 70, quando o grupo realizou a inesquecível temporada no Teatro Opinião. O cartaz era “Rosa de Ouro”, um show musical do poeta, radialista e animador cultural Hermínio Bello de Carvalho.
Em depoimento a Luiz Carlos Saroldi da Rádio Jornal do Brasil AM, Mauro contava num ano bem distante, passagens de sua vida profissional. Um dia, ao se defrontar com Ataulfo, propôs que ele gravasse uma de suas músicas, o que foi educadamente recusado. Ninguém iria acreditar ser a composição dele, Mauro, mas, sim, do próprio Ataulfo, frisava o mestre.
MEMÓRIA—2010
O comentarista Carlos Alberto Parizi (1952-2014) trocava, em maio, a Manchete pela Tamoio, e estreava no jogo entre Botafogo e Santos, abertura do Campeonato Brasileiro, terminado em 3 a 3. O técnico de futebol Waldir Spinosa, que assumira o posto na Manchete, também estreava na mesma partida.
“Emoções na Globo”, domingo às 11h da noite, com músicas de Roberto Carlos, passava a ser nova atração da emissora depois que ela operava em AM e FM simultaneamente. Com esse programa. Beto Britto retomava às suas origens, iniciada na Metropolitana. O “Planeta Rei” só divulgava o repertório do cantor.
Duraria pouco mais de um ano a permanência de Daniel Pennafirme no “Agito Geral”, noites dos sábados. A direção dispensava os seus serviços. O comando era entregue ao produtor do cartaz, Luiz Torquato, estabelecido em São Paulo.
terça-feira, 27 de março de 2018
Rádiomania, o Livro/39
‘NÃO TEM GRAÇA NENHUMA’
Eu já fumei maconha e não achei graça nenhuma – declarava Cauby Peixoto (1931-2016) ao ser entrevistado domingo, 12 de abril de 1987, no programa “Ídolos de Todos os tempos”, na Rádio Tupi. O apresentador era Antõnio Leal, um jovem goiano que se desligara da Globo, onde atuava como coringa.
Cauby fizera essa revelação depois de se referir a ausência de diálogo entre pais e filhos, lamentando a indiferença em nível familiar. Segundo ele, a falta de apoio levava muitos jovens ao vício, tornando-os dependentes da droga.
Dizia o cantor:
“O Brasil é o melhor país do mundo”, acrescentando: “Tanto isso é verdade, que ainda não fizemos uma revolução”.
Ele condenava o sistema, que impunha valores estrangeiros em detrimento do nacional, e citava alguns países que visitara, onde nada semelhante acontecia.
Enaltecia o Roberto Carlos:
“Um artista extraordinário, que muito se aprimorara nos últimos anos”. Arrematava Cauby: “Houve um tempo que eu não apreciava o ‘Rei’ nem um pouquinho”.
Para ele, o maior cantor do Brasil em todas as épocas, foi Vicente Celestino, imortalizado pela canção “O Ébrio”, tema de um dos seus filmes. Grande sucesso nos anos 50, fase de ouro da Rádio Nacional, de que o seresteiro era contratado.
“Só as pessoas de mais idade e os pesquisadores de música popular conheceram Vicente Celestino ou se lembram dele. A nova geração não sabe de sua importância”, ressaltava Cauby.
MEMÓRIA—2009
Em 6 de abril, uma segunda-feira, David Rangel estreava na Manchete AM. O "David dá Show", das 16h às 18h, com a presença de amigos e familiares, teve direito à participação do Fã Clube Beleza Pura. Destaques na estreia, os personagens Lili Rodoviária e Zé Clemente, na abertura da olaylist, Elba Ramalho interpretando "Banho de Cheiro". David passou pela Nativa, Tupi e Globo (por duas vezes), da qual seria demitido em meados de 2017.
Eu já fumei maconha e não achei graça nenhuma – declarava Cauby Peixoto (1931-2016) ao ser entrevistado domingo, 12 de abril de 1987, no programa “Ídolos de Todos os tempos”, na Rádio Tupi. O apresentador era Antõnio Leal, um jovem goiano que se desligara da Globo, onde atuava como coringa.
Cauby fizera essa revelação depois de se referir a ausência de diálogo entre pais e filhos, lamentando a indiferença em nível familiar. Segundo ele, a falta de apoio levava muitos jovens ao vício, tornando-os dependentes da droga.
Dizia o cantor:
“O Brasil é o melhor país do mundo”, acrescentando: “Tanto isso é verdade, que ainda não fizemos uma revolução”.
Ele condenava o sistema, que impunha valores estrangeiros em detrimento do nacional, e citava alguns países que visitara, onde nada semelhante acontecia.
Enaltecia o Roberto Carlos:
“Um artista extraordinário, que muito se aprimorara nos últimos anos”. Arrematava Cauby: “Houve um tempo que eu não apreciava o ‘Rei’ nem um pouquinho”.
Para ele, o maior cantor do Brasil em todas as épocas, foi Vicente Celestino, imortalizado pela canção “O Ébrio”, tema de um dos seus filmes. Grande sucesso nos anos 50, fase de ouro da Rádio Nacional, de que o seresteiro era contratado.
“Só as pessoas de mais idade e os pesquisadores de música popular conheceram Vicente Celestino ou se lembram dele. A nova geração não sabe de sua importância”, ressaltava Cauby.
MEMÓRIA—2009
Em 6 de abril, uma segunda-feira, David Rangel estreava na Manchete AM. O "David dá Show", das 16h às 18h, com a presença de amigos e familiares, teve direito à participação do Fã Clube Beleza Pura. Destaques na estreia, os personagens Lili Rodoviária e Zé Clemente, na abertura da olaylist, Elba Ramalho interpretando "Banho de Cheiro". David passou pela Nativa, Tupi e Globo (por duas vezes), da qual seria demitido em meados de 2017.
terça-feira, 20 de março de 2018
Ouvindo as ondas
LIVRO QUE VIROU MUSICAL
A MEC AM encerrou no domingo (18) às 9h da noite a série de programas em que se transformou o livro “Carmen, Uma Biografia”, de Ruy Castro, Prêmio Jabuti de 2006. Músicas que a “Grande Pequena Notável” cantou ao longo da carreira (mais nos Estados Unidos que no Brasil), foram relembradas nas audições, com reprises nas quartas, às 18h.
o. “Quem foi que descobriu o Brasil/Foi ‘Sêo’ Cabral/Foi ‘Sêo’ Cabral/No dia vinte e um de abril/Um mês depois do Carnaval”.
o. A geração acima dos 60 anos certamente curtiu esse (e outros) sucessos de Carmen Miranda, artista do rádio que deixou o país para brilhar nos shows business da Broadway e nos filmes de Hollywood.
o. O tema, até os tempos atuais revivido durante os festejos de Momo nas programações das emissoras em todo o recanto do Brasil, poderia servir de paráfrase aos gestores de uma tradicional estação.
o. Ei-la: “Quem foi que ‘reinventou’ a Globo/‘Sêo’ Marcelette/‘Sêo’ Marcelette/ No dia quinze de junho/Ano de dois mil e dezessete”.
VOZES NORMAIS
o. Há duas semanas registramos as falhas gritantes ocorridas no “Todas as Vozes”, do Marcus Aurélio, que ficou sem entrevistas e reportagens. O programa, sem dúvida, é um dos melhores da atualidade.
o. O apresentador foi obrigado a improvisar. Valeu-se dos quadros “O Rádio Faz História” e “Essa Letra, Essa Música”, com edições repetidas, que ele chamou de ‘especial’. A atração desfigurou-se. Foi normalizada.
LADO DE LÁ E CÁ
o. A ‘bruxa’ também andou solta em outro lado do dial. Depois da ‘louca’ nos equipamentos da MEC, justamente no cartaz pilotado por Marcus Aurélio, com os xarás Leite e Rangel (seu produtor e colaborador).
o. A ‘vítima’, dessa vez, foi o Roberto Canázio, domingo (11) na “Revista da Rádio Globo”, resumo dos acontecimentos da semana. Erros incríveis diante dos recursos da tecnologia. De constranger profissionais.
DÁ PRA ENTENDER?
o. E, a (Super) Rádio Tupi, hein? Não é que readmitiu em seus quadros o Garotinho2, passada toda aquela celeuma de prende-solta-prende-solta. Política, religião e futebol, cidadãos sensatos não discutem.
Pilatos é que estava certo – reza a lenda. Pelo sim, pelo não, o Garotinho2 agora é apresentador de um programa aos sábados, das 6h às 8h. A direção da rádio reservou pra ele o dia de folga do Antônio Carlos.
COMUM ENTRE DOIS
Os jornalistas Paulo Vinícius Coelho (PVC) e Vanessa Riche, profissionais do rádio e da TV têm coisas em comum. Ele, comentarista da Nova Globo e da FoxSports. Ela, apresentadora, atua nas mesmas casas.
PVC colabora com duas edições de sua “Prancheta” na emissora dos Marinho e participa do “Jogo Rápido”, em “No Ar”. Vanessa, do “Segue o Jogo”, nos sábados, às 14h, e do “Convocadas, terças-feiras, às 22h.
NEM NO INTERIOR
o. Dados positivos na 'reinvenção' da emissora da Gória de outrora são -- já dissemos -- os títulos das atrações. Nenhuma tem as palavras 'programa' e 'show', bastante utilizadas pelas rádios e TVs populares.
o. Como perfeição é uma raridade, deslizes não faltam. Na Nova Globo, nos fins de semana, há um negócio chamado "Programação Musical", em duas edições. Nem nas rádios do interior, se ouve coisa igual hoje em dia.
_______
HORAFINAL.COM
Em 2005, já contratado pela Nacional, Cirilo Reis foi trabalhar na Tupi. Fazia um ‘variedades’ na madrugada. Um diretor sugeriu que ele produzisse, nos moldes do “Musishow”, um programa para o horário. Surgia o “Baú da Tupi”. Cirilo sairia da rádio no ano seguinte. A MEC – lembremos Chacrinha -- acaba de lançar um “Baú Musical”, finalzinho dos domingos...
HORAFINAL DOIS
Com a saída do Cirilo, pioneiro, o “Baú da Tupi” passou ao comando de Jimi Raw, que nele permaneceu entre 2006 e 2016. Os próximos apresentadores, transitoriamente, foram Luiz Bandeira e Garcia Duarte. Em meados de 2017, ou seja, em julho, Renata Henriques e Cyro Neves assumiram o programa. O “Baú” vai ao ar nos domingos, de zero às 4h.
A MEC AM encerrou no domingo (18) às 9h da noite a série de programas em que se transformou o livro “Carmen, Uma Biografia”, de Ruy Castro, Prêmio Jabuti de 2006. Músicas que a “Grande Pequena Notável” cantou ao longo da carreira (mais nos Estados Unidos que no Brasil), foram relembradas nas audições, com reprises nas quartas, às 18h.
o. “Quem foi que descobriu o Brasil/Foi ‘Sêo’ Cabral/Foi ‘Sêo’ Cabral/No dia vinte e um de abril/Um mês depois do Carnaval”.
o. A geração acima dos 60 anos certamente curtiu esse (e outros) sucessos de Carmen Miranda, artista do rádio que deixou o país para brilhar nos shows business da Broadway e nos filmes de Hollywood.
o. O tema, até os tempos atuais revivido durante os festejos de Momo nas programações das emissoras em todo o recanto do Brasil, poderia servir de paráfrase aos gestores de uma tradicional estação.
o. Ei-la: “Quem foi que ‘reinventou’ a Globo/‘Sêo’ Marcelette/‘Sêo’ Marcelette/ No dia quinze de junho/Ano de dois mil e dezessete”.
VOZES NORMAIS
o. Há duas semanas registramos as falhas gritantes ocorridas no “Todas as Vozes”, do Marcus Aurélio, que ficou sem entrevistas e reportagens. O programa, sem dúvida, é um dos melhores da atualidade.
o. O apresentador foi obrigado a improvisar. Valeu-se dos quadros “O Rádio Faz História” e “Essa Letra, Essa Música”, com edições repetidas, que ele chamou de ‘especial’. A atração desfigurou-se. Foi normalizada.
LADO DE LÁ E CÁ
o. A ‘bruxa’ também andou solta em outro lado do dial. Depois da ‘louca’ nos equipamentos da MEC, justamente no cartaz pilotado por Marcus Aurélio, com os xarás Leite e Rangel (seu produtor e colaborador).
o. A ‘vítima’, dessa vez, foi o Roberto Canázio, domingo (11) na “Revista da Rádio Globo”, resumo dos acontecimentos da semana. Erros incríveis diante dos recursos da tecnologia. De constranger profissionais.
DÁ PRA ENTENDER?
o. E, a (Super) Rádio Tupi, hein? Não é que readmitiu em seus quadros o Garotinho2, passada toda aquela celeuma de prende-solta-prende-solta. Política, religião e futebol, cidadãos sensatos não discutem.
Pilatos é que estava certo – reza a lenda. Pelo sim, pelo não, o Garotinho2 agora é apresentador de um programa aos sábados, das 6h às 8h. A direção da rádio reservou pra ele o dia de folga do Antônio Carlos.
COMUM ENTRE DOIS
Os jornalistas Paulo Vinícius Coelho (PVC) e Vanessa Riche, profissionais do rádio e da TV têm coisas em comum. Ele, comentarista da Nova Globo e da FoxSports. Ela, apresentadora, atua nas mesmas casas.
PVC colabora com duas edições de sua “Prancheta” na emissora dos Marinho e participa do “Jogo Rápido”, em “No Ar”. Vanessa, do “Segue o Jogo”, nos sábados, às 14h, e do “Convocadas, terças-feiras, às 22h.
NEM NO INTERIOR
o. Dados positivos na 'reinvenção' da emissora da Gória de outrora são -- já dissemos -- os títulos das atrações. Nenhuma tem as palavras 'programa' e 'show', bastante utilizadas pelas rádios e TVs populares.
o. Como perfeição é uma raridade, deslizes não faltam. Na Nova Globo, nos fins de semana, há um negócio chamado "Programação Musical", em duas edições. Nem nas rádios do interior, se ouve coisa igual hoje em dia.
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HORAFINAL.COM
Em 2005, já contratado pela Nacional, Cirilo Reis foi trabalhar na Tupi. Fazia um ‘variedades’ na madrugada. Um diretor sugeriu que ele produzisse, nos moldes do “Musishow”, um programa para o horário. Surgia o “Baú da Tupi”. Cirilo sairia da rádio no ano seguinte. A MEC – lembremos Chacrinha -- acaba de lançar um “Baú Musical”, finalzinho dos domingos...
HORAFINAL DOIS
Com a saída do Cirilo, pioneiro, o “Baú da Tupi” passou ao comando de Jimi Raw, que nele permaneceu entre 2006 e 2016. Os próximos apresentadores, transitoriamente, foram Luiz Bandeira e Garcia Duarte. Em meados de 2017, ou seja, em julho, Renata Henriques e Cyro Neves assumiram o programa. O “Baú” vai ao ar nos domingos, de zero às 4h.
terça-feira, 13 de março de 2018
Rádiomania, o Livro/38
DE CARMEN NO CINELÂNDIA
Em 5 de agosto de 1985, uma segunda-feira, Arlênio Lívio (1942-2003) reproduzia no “Rio de Toda Gente”, uma entrevista de Adolfo Cruz com Carmen Miranda em Nova York. Essa entrevista (histórica) fora realizada na véspera da morte da cantora, trinta anos antes – em 1955. Quem sintonizava a Rádio Nacional na ocasião, ficaria sabendo que Carmen Miranda, vivendo nos Estados Unidos, não esquecia dos seus amigos e conterrâneos.
Depois de Assis Valente, que morrera cedo e lhe dera sucessos como “Uva de Caminhão”, “O Mundo Vai Acabar” e “Voltei Americanizada”, os mais ilustres e por ela sempre exaltados eram Ary Barroso e Dorival Caymmi, que muito contribuíram com o seu repertório musical. Na conversa com Adolfo Cruz, jornalista especializado em cinema, Carmen também citava as irmãs Batista – Linda e Dircinha – vitoriosas cantoras da época.
Adolfo Cruz manteve na Rádio Nacional por muitos anos um programa que era a sua cara – “Cinelândia Matinal”. Foi ele que popularizou um slogan estranho: ‘Falem mal, mas falem do cinema nacional’. E, foi, também, o único brasileiro a se avistar com Carmen Miranda naquele ano. “O Rio de Toda Gente” contara com a presença de Adolfo, que relembrava, na oportunidade, fatos a respeito da “Pequena Notável” – internacional artista.
Discorria sobre suas atuações ao lado do Bando da Lua, liderado pelo músico e compositor Aloísio de Oliveira e, inclusive de sua excursão com o grupo ao Uruguai antes da viagem aos States, onde iniciaria uma série de apresentações nos shows business da Broadway, tornando-se,também, uma estrela do cinema.
Brasileira naturalizada (era portuguesa), Carmen obtivera grande sucesso no país nos anos 40, cantando em programas de rádio, Mayrink Veiga e Tupi, intercalando com aparições no Cassino da Urca. Elevara através da música o nome de sua terra nos Estados Unidos.
Dos filmes americanos em que apareceu, “Voando Para o Rio” e “Banana da Terra”, são os mais conhecidos. Quando a saudade começava a apertar, Carmen pensava seriamente em voltar ao Brasil, propósito sempre adiado. Ela morreria aos 46 anos, de um ataque cardíaco.
MEMÓRIA—2009
Dezessete anos depois de atuar na Globo, Paulo Giovanni trocou-a pela publicidade na década de 80. Ele foi entrevistado por Marcus Aurélio em 5 de abril, véspera do lançamento de uma nova programação da rádio. No “Quintal...” , lances de sua trajetória iniciada em Petrópolis.
Em 5 de agosto de 1985, uma segunda-feira, Arlênio Lívio (1942-2003) reproduzia no “Rio de Toda Gente”, uma entrevista de Adolfo Cruz com Carmen Miranda em Nova York. Essa entrevista (histórica) fora realizada na véspera da morte da cantora, trinta anos antes – em 1955. Quem sintonizava a Rádio Nacional na ocasião, ficaria sabendo que Carmen Miranda, vivendo nos Estados Unidos, não esquecia dos seus amigos e conterrâneos.
Depois de Assis Valente, que morrera cedo e lhe dera sucessos como “Uva de Caminhão”, “O Mundo Vai Acabar” e “Voltei Americanizada”, os mais ilustres e por ela sempre exaltados eram Ary Barroso e Dorival Caymmi, que muito contribuíram com o seu repertório musical. Na conversa com Adolfo Cruz, jornalista especializado em cinema, Carmen também citava as irmãs Batista – Linda e Dircinha – vitoriosas cantoras da época.
Adolfo Cruz manteve na Rádio Nacional por muitos anos um programa que era a sua cara – “Cinelândia Matinal”. Foi ele que popularizou um slogan estranho: ‘Falem mal, mas falem do cinema nacional’. E, foi, também, o único brasileiro a se avistar com Carmen Miranda naquele ano. “O Rio de Toda Gente” contara com a presença de Adolfo, que relembrava, na oportunidade, fatos a respeito da “Pequena Notável” – internacional artista.
Discorria sobre suas atuações ao lado do Bando da Lua, liderado pelo músico e compositor Aloísio de Oliveira e, inclusive de sua excursão com o grupo ao Uruguai antes da viagem aos States, onde iniciaria uma série de apresentações nos shows business da Broadway, tornando-se,também, uma estrela do cinema.
Brasileira naturalizada (era portuguesa), Carmen obtivera grande sucesso no país nos anos 40, cantando em programas de rádio, Mayrink Veiga e Tupi, intercalando com aparições no Cassino da Urca. Elevara através da música o nome de sua terra nos Estados Unidos.
Dos filmes americanos em que apareceu, “Voando Para o Rio” e “Banana da Terra”, são os mais conhecidos. Quando a saudade começava a apertar, Carmen pensava seriamente em voltar ao Brasil, propósito sempre adiado. Ela morreria aos 46 anos, de um ataque cardíaco.
MEMÓRIA—2009
Dezessete anos depois de atuar na Globo, Paulo Giovanni trocou-a pela publicidade na década de 80. Ele foi entrevistado por Marcus Aurélio em 5 de abril, véspera do lançamento de uma nova programação da rádio. No “Quintal...” , lances de sua trajetória iniciada em Petrópolis.
quarta-feira, 7 de março de 2018
Ouvindo as ondas
DEU A LOUCA NA MEC
Problemas técnicos prejudicaram, na quinta-feira (1°), a transmissão do “Todas as Vozes”, do Marcus Aurelio, na MEC AM, resultando na repetição de quadros principais(*). O programa homenageou, através do blogueiro Paulo Francisco, pesquisador goiano, o radialista Haroldo de Andrade, que falecera no aniversário do Rio de Janeiro em 2008. Reproduziu um editorial com Ênio Paes na emissora do comunicador poucas horas depois de sua morte.
o. “O Rádio Faz História”,habitualmente com duas edições, teve quatro,”Essa Letra, Essa Música, normalmente com uma, apresentou duas. O titular foi obrigado a se revezar com o produtor Marcos Leite.
o. Afetado, também, o “Visão de Jogo”, do Mário Silva, que chegou ao público cortado na parte inicial. Vazou, inclusive, piorando as coisas, a conversa de uma ouvinte da Tupi com o apresentador do horário.
MARILIZ JÁ ERA
o. Durou pouco – menos de dez meses – a participação de Mariliz Pereira Jorge na Nova Rádio Globo. Ela saiu do “Café das 6”, que apresentava com Fernando Ceilão. Substituída por André Henriques.
o. Mês passado, a grade sofria ajustes. “Papo de Almoço” era reduzido, e “No Ar”, do Otaviano Costa, ampliado, abrindo-se espaço para o “Jogo Rápido”, com Alex Escobar e PVC (Paulo Vinícius Coelho).
MANIA DE MUDAR...
o. A Rádio Mania que operava há um ano em 102,9 (da extinta Cidade) mudou de freqüência outra vez. Está agora em 91,1. Nesta, da Bradesco entre 2012 e 2017, vinha funcionando a novata Sertaneja.
o. A 102,9 já foi utilizada por diversas emissoras cariocas – em arrendamento pela Oi e Jovem Rio, por exemplos. O Sistema JB, proprietário do canal, acaba de criar uma nova estação, a Rio FM.
...SEM INOVAÇÕES
o. A mudança da Mania e a conseqüente alteração do nome para a freqüência, entretanto, não trouxeram novidades. O playlist – propositadamente, talvez --, continua o mesmíssimo então adotado.
o. Planejamento, pelo visto, passou longe da Rio. Ela entra no filão em que atuam a O Dia e a emissora da Universo. Enquanto o pagodinho romântico e similares derem audiência, inovações não contam.
.LIVRO EM MÚSICA
o. “Carmem, Uma Biografia”, um tijolaço do Ruy Castro, livro premiado com o Jabuti em 2006, virou programa de rádio. É uma série com o autor, aos domingos pela MEC AM, a partir das 9h da noite.
o. Na última semana (dia 25), Ruy fez tocar o repertorio da "Pequena Notável" (Carmem Miranda) para o carnaval. Sambas e marchinhas de Lamartine Babo, Ary Barroso, João de Barro e Assis Valente.
_______
HIRAFINAL.COM
(*) Todos os áudios apresentados eram repetecos -- até mesmo o que servia de ‘gancho’ para a homenagem ao Haroldão. Um deles estabelecia paralelo da carreira do saudoso radialista com Adelzon Alves, paranaenses bem-sucedidos no Rio. O terceiro ‘mostrado’ focalizava Hélio Ribeiro, de São Paulo, e seu modo peculiar de traduzir os hits norte-americanos, já que dominava o inglês, ao contrário dos locutores de FMs. O personagem “Roberval Taylor”, criado por Chico Anysio (também saudoso) foi inspirado nele.
Problemas técnicos prejudicaram, na quinta-feira (1°), a transmissão do “Todas as Vozes”, do Marcus Aurelio, na MEC AM, resultando na repetição de quadros principais(*). O programa homenageou, através do blogueiro Paulo Francisco, pesquisador goiano, o radialista Haroldo de Andrade, que falecera no aniversário do Rio de Janeiro em 2008. Reproduziu um editorial com Ênio Paes na emissora do comunicador poucas horas depois de sua morte.
o. “O Rádio Faz História”,habitualmente com duas edições, teve quatro,”Essa Letra, Essa Música, normalmente com uma, apresentou duas. O titular foi obrigado a se revezar com o produtor Marcos Leite.
o. Afetado, também, o “Visão de Jogo”, do Mário Silva, que chegou ao público cortado na parte inicial. Vazou, inclusive, piorando as coisas, a conversa de uma ouvinte da Tupi com o apresentador do horário.
MARILIZ JÁ ERA
o. Durou pouco – menos de dez meses – a participação de Mariliz Pereira Jorge na Nova Rádio Globo. Ela saiu do “Café das 6”, que apresentava com Fernando Ceilão. Substituída por André Henriques.
o. Mês passado, a grade sofria ajustes. “Papo de Almoço” era reduzido, e “No Ar”, do Otaviano Costa, ampliado, abrindo-se espaço para o “Jogo Rápido”, com Alex Escobar e PVC (Paulo Vinícius Coelho).
MANIA DE MUDAR...
o. A Rádio Mania que operava há um ano em 102,9 (da extinta Cidade) mudou de freqüência outra vez. Está agora em 91,1. Nesta, da Bradesco entre 2012 e 2017, vinha funcionando a novata Sertaneja.
o. A 102,9 já foi utilizada por diversas emissoras cariocas – em arrendamento pela Oi e Jovem Rio, por exemplos. O Sistema JB, proprietário do canal, acaba de criar uma nova estação, a Rio FM.
...SEM INOVAÇÕES
o. A mudança da Mania e a conseqüente alteração do nome para a freqüência, entretanto, não trouxeram novidades. O playlist – propositadamente, talvez --, continua o mesmíssimo então adotado.
o. Planejamento, pelo visto, passou longe da Rio. Ela entra no filão em que atuam a O Dia e a emissora da Universo. Enquanto o pagodinho romântico e similares derem audiência, inovações não contam.
.LIVRO EM MÚSICA
o. “Carmem, Uma Biografia”, um tijolaço do Ruy Castro, livro premiado com o Jabuti em 2006, virou programa de rádio. É uma série com o autor, aos domingos pela MEC AM, a partir das 9h da noite.
o. Na última semana (dia 25), Ruy fez tocar o repertorio da "Pequena Notável" (Carmem Miranda) para o carnaval. Sambas e marchinhas de Lamartine Babo, Ary Barroso, João de Barro e Assis Valente.
_______
HIRAFINAL.COM
(*) Todos os áudios apresentados eram repetecos -- até mesmo o que servia de ‘gancho’ para a homenagem ao Haroldão. Um deles estabelecia paralelo da carreira do saudoso radialista com Adelzon Alves, paranaenses bem-sucedidos no Rio. O terceiro ‘mostrado’ focalizava Hélio Ribeiro, de São Paulo, e seu modo peculiar de traduzir os hits norte-americanos, já que dominava o inglês, ao contrário dos locutores de FMs. O personagem “Roberval Taylor”, criado por Chico Anysio (também saudoso) foi inspirado nele.
terça-feira, 6 de março de 2018
Rádiomania, o Livro/37
A MULTIFACE DE RILDO HORA
Compositor, músico e produtor de discos, Rildo Hora vencera um concurso de gaita no “Programa Paulo Gracindo”, na Rádio Nacional. E ele, no entanto, começara a se interessar por outro instrumento – o violão – nos anos 60, impressionado com o desempenho de João Gilberto em “Chega de Saudade”, faixa do elepê “Canção do Amor Demais”, com Elizeth Cardoso, que assinalava o surgimento da bossa nova.
O convívio com artistas e músicos da Nacional lhe proporcionaria os melhores resultados na sua vida profissional. De bastante importância, sobretudo, sua aproximação com o maestro Guerra Peixe, considerada como uma figura de maior destaque nesse período. Foi Guerra que ensinou a Rildo os segredos da teoria musical, solfejo e harmonia. Sem nada lhe cobrar, pois apostava no talento de seu aluno.
Também tornado arranjador, Rildo produziria por muitos anos os discos de Martinho da Vila, que viria a ser um dos seus parceiros, atividade que desenvolveria com os principais astros do samba – Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Nei Lopes etc.
Cultor de Toot Steeleman, considerado o mais importante gaitista do mundo Rildo se dizia, porém, influenciado por Leo Diamond, outro ás, e igualmente aquele, americano de renome. A expressão máxima do Brasil no instrumento, para ele, foi Edu da Gaita/Eduardo Nadruz (1916-1982). Depois dele, no país, Maurício Einhorn.
Rildo, casado com uma cantora, tem dois filhos que trilharam os caminhos da música. Numa entrevista a Luiz Carlos Saroldi (1931-2010) na JB AM nos anos 80, afirmava: “A música brasileira perdeu suas verdadeiras características”. Ele teria mais motivo para tal definição alguns anos depois, quando as rádios preenchiam suas programações com o repertório de um Raça Negra, Só pra Contrariar e semelhantes.
MEMÓRIA—2009
Em junho, as rádios unificavam suas programações no AM e FM. A Nativa, que operava nos 96,5 (da Tupi) mudava-se no mês para os 103,7 (da Antena 1). Encerraria suas atividades em novembro de 2015. O dono da Antena retomava a frequência.
Compositor, músico e produtor de discos, Rildo Hora vencera um concurso de gaita no “Programa Paulo Gracindo”, na Rádio Nacional. E ele, no entanto, começara a se interessar por outro instrumento – o violão – nos anos 60, impressionado com o desempenho de João Gilberto em “Chega de Saudade”, faixa do elepê “Canção do Amor Demais”, com Elizeth Cardoso, que assinalava o surgimento da bossa nova.
O convívio com artistas e músicos da Nacional lhe proporcionaria os melhores resultados na sua vida profissional. De bastante importância, sobretudo, sua aproximação com o maestro Guerra Peixe, considerada como uma figura de maior destaque nesse período. Foi Guerra que ensinou a Rildo os segredos da teoria musical, solfejo e harmonia. Sem nada lhe cobrar, pois apostava no talento de seu aluno.
Também tornado arranjador, Rildo produziria por muitos anos os discos de Martinho da Vila, que viria a ser um dos seus parceiros, atividade que desenvolveria com os principais astros do samba – Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Nei Lopes etc.
Cultor de Toot Steeleman, considerado o mais importante gaitista do mundo Rildo se dizia, porém, influenciado por Leo Diamond, outro ás, e igualmente aquele, americano de renome. A expressão máxima do Brasil no instrumento, para ele, foi Edu da Gaita/Eduardo Nadruz (1916-1982). Depois dele, no país, Maurício Einhorn.
Rildo, casado com uma cantora, tem dois filhos que trilharam os caminhos da música. Numa entrevista a Luiz Carlos Saroldi (1931-2010) na JB AM nos anos 80, afirmava: “A música brasileira perdeu suas verdadeiras características”. Ele teria mais motivo para tal definição alguns anos depois, quando as rádios preenchiam suas programações com o repertório de um Raça Negra, Só pra Contrariar e semelhantes.
MEMÓRIA—2009
Em junho, as rádios unificavam suas programações no AM e FM. A Nativa, que operava nos 96,5 (da Tupi) mudava-se no mês para os 103,7 (da Antena 1). Encerraria suas atividades em novembro de 2015. O dono da Antena retomava a frequência.
terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Rádiomania, o Livro/36
O BASQUETE E A MÚSICA
“Ídolos de Todos os Tempos” foi um programa que se consagrou na Rádio Tupi. Era apresentado aos domingos, de manhã. Odair Marsano, que atuou no rádio-teatro, e Antônio Carlos, destacaram-se entre os apresentadores. Numa das audições, em novembro de 1984, Odair entrevistava Simone, que decidira trocar o basquete e a educação física pela música. Na ocasião, a cantora comemorava onze anos de carreira.
A artista lembrava fatos de sua vida profissional e, discorria sobre sua origem pobre em Brotas, um lugarejo de Salvador, Bahia. Sétima filha de um grupo de nove irmãos foi a única que não aprendera a tocar um instrumento. Enquanto os demais estudaram música, ela ficara no ‘de ouvido’, não indo além dos acordes simples no violão. Sua mãe Letícia era pianista e volinista. Oto, o pai, cantava no coro da igreja.
Eloir Barantin, professora de música que conhecera Simone em São Caetano, São Paulo, para onde a família da artista havia se mudado, apresentou-a ao gerente da gravadora Odeon, Moacir Machado. Simone ingressou na carreira de forma meteórica, pois, aprovada num teste, teve imediata oportunidade de gravar seu primeiro elepê.
Após o lançamento do disco, empreendera uma viagem aos Estados Unidos e Europa. Participou de espetáculos no Madison Square Garden, em Nova York e no Oimpia, em Paris, integrando uma caravana de artistas brasileiros comandada por Hermínio Bello de Carvalho, homem de rádio, produtor de disco, de televisão, e poeta.
MEMÓRIA—2009
No período de abril a julho, em edições semanais, a Rádio Cultura do Brasil fazia desfilar depoimentos sobre as histórias de músicas contemporâneas do país. Com o nome “As Canções Nascem Assim”, recordava gravações dos principais intérpretes.
“Ídolos de Todos os Tempos” foi um programa que se consagrou na Rádio Tupi. Era apresentado aos domingos, de manhã. Odair Marsano, que atuou no rádio-teatro, e Antônio Carlos, destacaram-se entre os apresentadores. Numa das audições, em novembro de 1984, Odair entrevistava Simone, que decidira trocar o basquete e a educação física pela música. Na ocasião, a cantora comemorava onze anos de carreira.
A artista lembrava fatos de sua vida profissional e, discorria sobre sua origem pobre em Brotas, um lugarejo de Salvador, Bahia. Sétima filha de um grupo de nove irmãos foi a única que não aprendera a tocar um instrumento. Enquanto os demais estudaram música, ela ficara no ‘de ouvido’, não indo além dos acordes simples no violão. Sua mãe Letícia era pianista e volinista. Oto, o pai, cantava no coro da igreja.
Eloir Barantin, professora de música que conhecera Simone em São Caetano, São Paulo, para onde a família da artista havia se mudado, apresentou-a ao gerente da gravadora Odeon, Moacir Machado. Simone ingressou na carreira de forma meteórica, pois, aprovada num teste, teve imediata oportunidade de gravar seu primeiro elepê.
Após o lançamento do disco, empreendera uma viagem aos Estados Unidos e Europa. Participou de espetáculos no Madison Square Garden, em Nova York e no Oimpia, em Paris, integrando uma caravana de artistas brasileiros comandada por Hermínio Bello de Carvalho, homem de rádio, produtor de disco, de televisão, e poeta.
MEMÓRIA—2009
No período de abril a julho, em edições semanais, a Rádio Cultura do Brasil fazia desfilar depoimentos sobre as histórias de músicas contemporâneas do país. Com o nome “As Canções Nascem Assim”, recordava gravações dos principais intérpretes.
terça-feira, 20 de fevereiro de 2018
Ouvindo as ondas
‘PAPO’ COM A GOVERNANTA
D. Marinete, a governanta lá de casa parou de ouvir a Globo depois que as modificações feitas no ano recém-findo radicalizaram sua programação, desfigurando o perfil da emissora. Sintonizava a rádio desde o tempo que por ali passaram o Paulo Giovanni, Waldir Vieira (1944-1985), Roberto Figueiredo, Haroldo de Andrade (1934-2008), Carlos Bianchini e outros bambas. Eles ‘amavam o ofício’ -- queira desculpar a expressão, argumenta a veneranda.
... VERÃO LEVOU
o. Até o verão anterior não perdia pregação do padre Marcelo no “Momento de Fé”, as entrevistas e debates conduzidos pelo Canázio no “Manhã...” Eram o bastante -- nos confidenciou – para ‘arejar a mente’, ilustrar-se, informar-se.
TORCENDO NARIZ
o. A D. Marinete torce o nariz para esse batismo de “Nova Globo”. Nas vezes que se aproxima do rádio em que conferimos algum programa, deixa escapar um muxoxo: “Que coisa mais sem graça, isso...” Logo se afasta, resmungando.
MUDAR, O JEITO
o. Ela seguiu à multidão que migrou para a Tupi. Ouve o Clóvis e o Francisco Barbosa, troca para uma de musica, ao anunciarem a 'Isa' Benito. Acha incoerente a rádio dar espaço tão pequeno para o segundo nos dias comuns.
NEM NA SOMBRA
o. Saiu do sério outro dia, porque o programa do Barbosa não havia começado, e um internauta comparou a Benito com a Cidinha Campos. ‘Nem na sombra. Não se parece mesmo!’ Pena que Cidinha tenha resolvido optar pela política.
UMA BIG SELEÇÃO
o. “Nenhuma rádio do Rio tem seleção melhor que a MEC AM -- ‘a casa da música brasileira’. Se você ainda não constatou, pois, só se liga nas FMs, deve fazê-lo. Em nome do bom gosto, senso de amor próprio e, personalidade.
REPETECO ABC
o. “JB, Antena 1, e SulAmérica Paradiso, destinadas ao público classe A cometem ‘derrapagens’. Ao longo dos últimos anos (uns trinta) repetem diuturnamente temas que soam, aos ouvintes, como as preferências dos programadores.
DOCE MISTÉRIO
o. “Com a indústria do disco em crise, pressupõem-se que o ‘jabá’ acabou. Como faturam emissoras que não promovem shows de artistas, mas privilegiam os hits internacionais o tempo todo,mantendo, ainda, intervalos sem comerciais?
'VAMOS FUGIR?'
o. É a D. Marinete que nos ‘azucrina’ com esses comentários e indagações. Incomodada com as repetitivas FMs musicais, 'vê' uma saída nas exclusivas de notícias. Coisas do trânsito não lhe interessa. De Brasília e São Paulo, menos.
_______
HORAFINAL.COM
“Kizomba, Festa da Raça”, “Casa de Bamba”, “Menina Moça” e inúmeros sucessos de Martinho da Vila fazem parte de ampla coleção de discos de D. Marinete. São CDs, um modelo ultrapassado. Nossa governanta pouco se importa que a chamem de ‘coroa’. O que a impressionou foi Martinho declarar a um jornal paulista no dia que celebrava 80 anos, que não grava mais, porque não vende. Ela se decepcionou com o nono lugar da Vila Isabel no desfile da Sapucaí.
D. Marinete, a governanta lá de casa parou de ouvir a Globo depois que as modificações feitas no ano recém-findo radicalizaram sua programação, desfigurando o perfil da emissora. Sintonizava a rádio desde o tempo que por ali passaram o Paulo Giovanni, Waldir Vieira (1944-1985), Roberto Figueiredo, Haroldo de Andrade (1934-2008), Carlos Bianchini e outros bambas. Eles ‘amavam o ofício’ -- queira desculpar a expressão, argumenta a veneranda.
... VERÃO LEVOU
o. Até o verão anterior não perdia pregação do padre Marcelo no “Momento de Fé”, as entrevistas e debates conduzidos pelo Canázio no “Manhã...” Eram o bastante -- nos confidenciou – para ‘arejar a mente’, ilustrar-se, informar-se.
TORCENDO NARIZ
o. A D. Marinete torce o nariz para esse batismo de “Nova Globo”. Nas vezes que se aproxima do rádio em que conferimos algum programa, deixa escapar um muxoxo: “Que coisa mais sem graça, isso...” Logo se afasta, resmungando.
MUDAR, O JEITO
o. Ela seguiu à multidão que migrou para a Tupi. Ouve o Clóvis e o Francisco Barbosa, troca para uma de musica, ao anunciarem a 'Isa' Benito. Acha incoerente a rádio dar espaço tão pequeno para o segundo nos dias comuns.
NEM NA SOMBRA
o. Saiu do sério outro dia, porque o programa do Barbosa não havia começado, e um internauta comparou a Benito com a Cidinha Campos. ‘Nem na sombra. Não se parece mesmo!’ Pena que Cidinha tenha resolvido optar pela política.
UMA BIG SELEÇÃO
o. “Nenhuma rádio do Rio tem seleção melhor que a MEC AM -- ‘a casa da música brasileira’. Se você ainda não constatou, pois, só se liga nas FMs, deve fazê-lo. Em nome do bom gosto, senso de amor próprio e, personalidade.
REPETECO ABC
o. “JB, Antena 1, e SulAmérica Paradiso, destinadas ao público classe A cometem ‘derrapagens’. Ao longo dos últimos anos (uns trinta) repetem diuturnamente temas que soam, aos ouvintes, como as preferências dos programadores.
DOCE MISTÉRIO
o. “Com a indústria do disco em crise, pressupõem-se que o ‘jabá’ acabou. Como faturam emissoras que não promovem shows de artistas, mas privilegiam os hits internacionais o tempo todo,mantendo, ainda, intervalos sem comerciais?
'VAMOS FUGIR?'
o. É a D. Marinete que nos ‘azucrina’ com esses comentários e indagações. Incomodada com as repetitivas FMs musicais, 'vê' uma saída nas exclusivas de notícias. Coisas do trânsito não lhe interessa. De Brasília e São Paulo, menos.
_______
HORAFINAL.COM
“Kizomba, Festa da Raça”, “Casa de Bamba”, “Menina Moça” e inúmeros sucessos de Martinho da Vila fazem parte de ampla coleção de discos de D. Marinete. São CDs, um modelo ultrapassado. Nossa governanta pouco se importa que a chamem de ‘coroa’. O que a impressionou foi Martinho declarar a um jornal paulista no dia que celebrava 80 anos, que não grava mais, porque não vende. Ela se decepcionou com o nono lugar da Vila Isabel no desfile da Sapucaí.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2018
Ouvindo as ondas
INTOLERÂNCIA ZERO-ZERO
Pode-se afirmar sem o menor espírito de intolerância. Não foi à toa que, ao se tornar ‘Nova Rádio’, a Globo rolou a ladeira no Ibope no Rio. Nem todos os televisivos ‘pegam bem’ para os acostumados a sintonizarem vozes da ‘latinha’.
.o. Examinemos o caso da Fernando Gentil. Na TV, de sonhar. Fechando-se os olhos sem desligar o aparelho percebe-se: voz e imagem não combinam. “Papo de Almoço” poderia, com ela, se chamar de o “Show do Nhemnhemnhem”.
.o. Assemelha-se a certos cantores (e conjuntos) programados pelas TVs e rádios populares tipo O Dia, Fanática e de menores investimentos. Ótimas presenças de palco, mas o repertório... De 'zumbir' tímpanos dos ‘bons de orelha’ e que tais.
PJs, A ESTRATÉGIA
.o. Há 17 anos na CBN, Carlos Eduardo Éboli, conforme postagem anterior (referência o site ‘Show do Rádio’), tornou-se PJ no SGR. O “Esporte S/A”, seu programa na nova grade, é apresentado nas segundas-feiras, às 10h da noite.
.o. Segue o estilo de “Negócios do Esporte”, criação do Sérgio Carvalho na finada Bradesco FM. A propósito dos PJs – pessoas jurídicas. No rádio atual regidos por essa nomenclatura, há bem mais profissionais do que imagina a vã filosofia.
AINDA CABE MAIS?
.o. E, mais um ex-global acaba de aterrissar nos estúdios da emissora do imperial bairro de São Cristóvão. (O penúltimo foi Marco Antônio de Jesus.) Quem chegou agora foi Luiz Nascimento. Na Globo, esteve duas vezes. Na Tupi, é a terceira.
.o. O time de noticiaristas estava ‘na conta do chá’, desde que foram dispensados o Divaldo Silva, Jair Chevalier e Renato Affonso. Sobreviveu o Rafael Souza, revezando-se com ele, a Raquel Amorim. O Marcos Frederico ficava no stand by.
HORA FINAL.COM
.o Enquanto a Tupi se esmerava na cobertura dos desfiles da Sapucaí, e a Nacional em parceria com a Roquette não deixava por menos, a Globo dava uma de Pilatos. Adotava por lema uma ‘programação normal, nada de carnaval’.
HORAFINAL DOIS
.o. Na sexta e sábado, quando desfilavam as escolas da Série A, a ‘reinvenção’ dos cardeais rodava músicas pop num programa chamado “...Na Pista”, colocando por terra uma tradição que o público da terceira idade acompanhava.
HORAFINAL TRÊS
.o. E, no domingo e segunda -- vésperas do “Dia Mundial do Rádio” -- o “Em Cartaz” de músicas contemporâneas confrontava ‘a festa da carne” na avenida famosa. Furava o "Carnaval (da TV) Globo no Rádio", que fora especulado.
Pode-se afirmar sem o menor espírito de intolerância. Não foi à toa que, ao se tornar ‘Nova Rádio’, a Globo rolou a ladeira no Ibope no Rio. Nem todos os televisivos ‘pegam bem’ para os acostumados a sintonizarem vozes da ‘latinha’.
.o. Examinemos o caso da Fernando Gentil. Na TV, de sonhar. Fechando-se os olhos sem desligar o aparelho percebe-se: voz e imagem não combinam. “Papo de Almoço” poderia, com ela, se chamar de o “Show do Nhemnhemnhem”.
.o. Assemelha-se a certos cantores (e conjuntos) programados pelas TVs e rádios populares tipo O Dia, Fanática e de menores investimentos. Ótimas presenças de palco, mas o repertório... De 'zumbir' tímpanos dos ‘bons de orelha’ e que tais.
PJs, A ESTRATÉGIA
.o. Há 17 anos na CBN, Carlos Eduardo Éboli, conforme postagem anterior (referência o site ‘Show do Rádio’), tornou-se PJ no SGR. O “Esporte S/A”, seu programa na nova grade, é apresentado nas segundas-feiras, às 10h da noite.
.o. Segue o estilo de “Negócios do Esporte”, criação do Sérgio Carvalho na finada Bradesco FM. A propósito dos PJs – pessoas jurídicas. No rádio atual regidos por essa nomenclatura, há bem mais profissionais do que imagina a vã filosofia.
AINDA CABE MAIS?
.o. E, mais um ex-global acaba de aterrissar nos estúdios da emissora do imperial bairro de São Cristóvão. (O penúltimo foi Marco Antônio de Jesus.) Quem chegou agora foi Luiz Nascimento. Na Globo, esteve duas vezes. Na Tupi, é a terceira.
.o. O time de noticiaristas estava ‘na conta do chá’, desde que foram dispensados o Divaldo Silva, Jair Chevalier e Renato Affonso. Sobreviveu o Rafael Souza, revezando-se com ele, a Raquel Amorim. O Marcos Frederico ficava no stand by.
HORA FINAL.COM
.o Enquanto a Tupi se esmerava na cobertura dos desfiles da Sapucaí, e a Nacional em parceria com a Roquette não deixava por menos, a Globo dava uma de Pilatos. Adotava por lema uma ‘programação normal, nada de carnaval’.
HORAFINAL DOIS
.o. Na sexta e sábado, quando desfilavam as escolas da Série A, a ‘reinvenção’ dos cardeais rodava músicas pop num programa chamado “...Na Pista”, colocando por terra uma tradição que o público da terceira idade acompanhava.
HORAFINAL TRÊS
.o. E, no domingo e segunda -- vésperas do “Dia Mundial do Rádio” -- o “Em Cartaz” de músicas contemporâneas confrontava ‘a festa da carne” na avenida famosa. Furava o "Carnaval (da TV) Globo no Rádio", que fora especulado.
sábado, 10 de fevereiro de 2018
Ouvindo as ondas
RIBEIRO VOLTA PARA CARNAVAL*
Luiz Ribeiro, que chegou ao Rio em dezembro, veio comandar pela Tupi, a cobertura do carnaval. Depois de 24 anos na empresa, tinha ido para Foz do Iguaçu, no Paraná, a fim de trabalhar numa rádio e num projeto de televisão.
.o. Ninguém do ramo no país tira férias de dois meses, privilégio de juízes e membros do judiciário. Acredita-se que Ribeiro, afastado em maio, acabe reassumindo programas repassados ao Cristiano Santos e Gilson Ricardo.
ESPORTE POR UM FIO
.o. A equipe esportiva da Globo está com os dias contados – admite Paulo Francisco, um conhecedor das histórias das emissoras do Rio e, principalmente a dos Marinho. No site dele, Show do Rádio,veiculada essa possibilidade.
.o. Os rumores em tal sentido são fortes entre componentes do próprio grupo, segundo o pesquisador. A equipe tende a ser desfeita logo termine a participação do Brasil na Copa do Mundo na Rússia, provavelmente última do prefixo.
MUDARAM REGISTRO
.o. O apresentador e comentarista Carlos Eduardo Éboli, na rádio da Glória desde 2000, tornou-se PJ (pessoa jurídica), revelou, ainda, o site de Paulo Francisco. Também passou a mesma condição, André Luiz, o mais antigo plantonista.
.o. Éboli faz aos domingos, há mais de dez anos, o “CBN nos Esportes”, pelas manhãs, que teve Sérgio Maurício como primeiro titular. Responde na Nova Globo, pelo “Esporte S/A", padrões similares a um da falecida Bradesco FM.
O ‘PAPO’ COM VERAS
.o. Muito boa na sexta-feira (9), a estreia do ator e humorista Marcus Veras na condução do “Papo de Almoço”, um dos reajustes da semana feitos na Nova Globo. O tema foi o assédio sexual, baseado na campanha do “Não é Não”.
.o. Entre os participantes do cartaz, a superintendente da Secretaria Estadual de Direito Júlia Lopes, e o puxador de samba da Beija-Flor, cantor e compositor Neguinho. A comunicadora Vanessa Riche, promovida na casa,outra presença.
TEMPO DE GESTAÇÃO
.o. Nove meses depois (tempo de uma gestação), os cardeais decidiram remanejar o que chamaram ‘reinvenção da rádio’. Mexeram em atrações matinais, aumentando aqui, reduzindo ali, e trocaram ainda os horários dos padres.
.o. O Marcelo Rossi às 5h em vez de meia-noite, de nada adianta, no entender dos fiéis. Não melhora os índices de audiência, fragorosamente perdidos. Colocá-lo às 8h, por exemplo, entre o “Café das 6” e o “No Ar”, uma posição ideal.
_______
*HORAFINAL.COM
Ao reaparecer no comando dos desfiles das escolas da Série-A nesta sexta (9), Luiz Ribeiro exaltou a recepção dos comunicadores, citando Washington Rodrigues, Wagner Menezes, Heleno Rotai, Mário Belisário e Antônio Carlos.
HORAFINAL DOIS
Sua volta à Tupi, segundo afirmou, deveu-se aos diretores Josemar Gimenez (presidente), Marcos Di Giácomo (artístico) e Edson Perrota (comercial), aos quais agradeceu. Uma corrente, todavia, não ficou satisfeita com o retorno dele.
Luiz Ribeiro, que chegou ao Rio em dezembro, veio comandar pela Tupi, a cobertura do carnaval. Depois de 24 anos na empresa, tinha ido para Foz do Iguaçu, no Paraná, a fim de trabalhar numa rádio e num projeto de televisão.
.o. Ninguém do ramo no país tira férias de dois meses, privilégio de juízes e membros do judiciário. Acredita-se que Ribeiro, afastado em maio, acabe reassumindo programas repassados ao Cristiano Santos e Gilson Ricardo.
ESPORTE POR UM FIO
.o. A equipe esportiva da Globo está com os dias contados – admite Paulo Francisco, um conhecedor das histórias das emissoras do Rio e, principalmente a dos Marinho. No site dele, Show do Rádio,veiculada essa possibilidade.
.o. Os rumores em tal sentido são fortes entre componentes do próprio grupo, segundo o pesquisador. A equipe tende a ser desfeita logo termine a participação do Brasil na Copa do Mundo na Rússia, provavelmente última do prefixo.
MUDARAM REGISTRO
.o. O apresentador e comentarista Carlos Eduardo Éboli, na rádio da Glória desde 2000, tornou-se PJ (pessoa jurídica), revelou, ainda, o site de Paulo Francisco. Também passou a mesma condição, André Luiz, o mais antigo plantonista.
.o. Éboli faz aos domingos, há mais de dez anos, o “CBN nos Esportes”, pelas manhãs, que teve Sérgio Maurício como primeiro titular. Responde na Nova Globo, pelo “Esporte S/A", padrões similares a um da falecida Bradesco FM.
O ‘PAPO’ COM VERAS
.o. Muito boa na sexta-feira (9), a estreia do ator e humorista Marcus Veras na condução do “Papo de Almoço”, um dos reajustes da semana feitos na Nova Globo. O tema foi o assédio sexual, baseado na campanha do “Não é Não”.
.o. Entre os participantes do cartaz, a superintendente da Secretaria Estadual de Direito Júlia Lopes, e o puxador de samba da Beija-Flor, cantor e compositor Neguinho. A comunicadora Vanessa Riche, promovida na casa,outra presença.
TEMPO DE GESTAÇÃO
.o. Nove meses depois (tempo de uma gestação), os cardeais decidiram remanejar o que chamaram ‘reinvenção da rádio’. Mexeram em atrações matinais, aumentando aqui, reduzindo ali, e trocaram ainda os horários dos padres.
.o. O Marcelo Rossi às 5h em vez de meia-noite, de nada adianta, no entender dos fiéis. Não melhora os índices de audiência, fragorosamente perdidos. Colocá-lo às 8h, por exemplo, entre o “Café das 6” e o “No Ar”, uma posição ideal.
_______
*HORAFINAL.COM
Ao reaparecer no comando dos desfiles das escolas da Série-A nesta sexta (9), Luiz Ribeiro exaltou a recepção dos comunicadores, citando Washington Rodrigues, Wagner Menezes, Heleno Rotai, Mário Belisário e Antônio Carlos.
HORAFINAL DOIS
Sua volta à Tupi, segundo afirmou, deveu-se aos diretores Josemar Gimenez (presidente), Marcos Di Giácomo (artístico) e Edson Perrota (comercial), aos quais agradeceu. Uma corrente, todavia, não ficou satisfeita com o retorno dele.
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Rádiomania, o Livro/35
SHOW NA MEDIDA CERTA
A rotatividade de comunicadores na Rádio Globo nos fins de tarde fora uma constante no início dos anos 80. Em 1982 o titular do horário era Roberto Figueiredo, depois Gilberto Lima, falecido prematuramente, e, no lugar dele, Carlos Bianchini. A partir de 1983, chegava a vez do Edmo Zarife, com o “Show das Cinco – o Rio Total”. Logo adiante, a última expressão prevalecia como nome.
Zarife começara a trabalhar na Globo em plena ditadura militar, isto é, em 1967. Ele, que vinha de uma experiência no rádio de Nova Friburgo, sua terra natal, acabaria se firmando na função de comunicador com esse programa. Dono de uma voz privilegiada, passaria a gravar as vinhetas e chamadas da emissora, tarefa anteriormente desenvolvida pelo Mário Luiz, o então chefe dos locutores.
No conceito de quem curte rádio na sua plenitude (e há mais tempo), Zarife foi um legítimo sucessor do Fernando Garcia, cognominado numa época, o ‘homem voz’. Fernando deixou seu nome na história do rádio, especialmente nas gravações de jingles e, particularmente no “Big Broadcasting Matinal d’A Exposição” na Mayrink Veiga. O “Big...” ganharia versão na JB AM, com o Teófilo de Vasconcellos.
“Rio Total”, um show na medida certa, marcou uma boa fase na Globo. Foi através dele que a emissora deu uma sacudidela no seu jornalismo. O setor andava meio devagar, com o sistema do ‘gilete press’, no qual os redatores tinham como rotina refundir matérias do jornal da empresa. A Globo se renovava, inspirando-se na Continental. Fraca em recursos, ela explorava melhor o campo.
Com isso, os profissionais da notícia se valorizavam, sendo os repórteres os mais beneficiados. A melhoria ocorrera na administração do Paulo César Ferreira (‘uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa’). PCF, jornalista e ex-locutor da Rádio Metropolitana, se tornaria um bem-sucedido empresário de comunicação.
MEMÓRIA-2009
O rádio perdia em agosto – 28 e 29 – o locutor esportivo Doalcei Camargo e o comunicador Francisco Carioca. Eles trabalharam nas principais emissoras do Rio. Aquele mais de 20 anos na Tupi. O outro, por três vezes na equipe da Globo.
A rotatividade de comunicadores na Rádio Globo nos fins de tarde fora uma constante no início dos anos 80. Em 1982 o titular do horário era Roberto Figueiredo, depois Gilberto Lima, falecido prematuramente, e, no lugar dele, Carlos Bianchini. A partir de 1983, chegava a vez do Edmo Zarife, com o “Show das Cinco – o Rio Total”. Logo adiante, a última expressão prevalecia como nome.
Zarife começara a trabalhar na Globo em plena ditadura militar, isto é, em 1967. Ele, que vinha de uma experiência no rádio de Nova Friburgo, sua terra natal, acabaria se firmando na função de comunicador com esse programa. Dono de uma voz privilegiada, passaria a gravar as vinhetas e chamadas da emissora, tarefa anteriormente desenvolvida pelo Mário Luiz, o então chefe dos locutores.
No conceito de quem curte rádio na sua plenitude (e há mais tempo), Zarife foi um legítimo sucessor do Fernando Garcia, cognominado numa época, o ‘homem voz’. Fernando deixou seu nome na história do rádio, especialmente nas gravações de jingles e, particularmente no “Big Broadcasting Matinal d’A Exposição” na Mayrink Veiga. O “Big...” ganharia versão na JB AM, com o Teófilo de Vasconcellos.
“Rio Total”, um show na medida certa, marcou uma boa fase na Globo. Foi através dele que a emissora deu uma sacudidela no seu jornalismo. O setor andava meio devagar, com o sistema do ‘gilete press’, no qual os redatores tinham como rotina refundir matérias do jornal da empresa. A Globo se renovava, inspirando-se na Continental. Fraca em recursos, ela explorava melhor o campo.
Com isso, os profissionais da notícia se valorizavam, sendo os repórteres os mais beneficiados. A melhoria ocorrera na administração do Paulo César Ferreira (‘uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa’). PCF, jornalista e ex-locutor da Rádio Metropolitana, se tornaria um bem-sucedido empresário de comunicação.
MEMÓRIA-2009
O rádio perdia em agosto – 28 e 29 – o locutor esportivo Doalcei Camargo e o comunicador Francisco Carioca. Eles trabalharam nas principais emissoras do Rio. Aquele mais de 20 anos na Tupi. O outro, por três vezes na equipe da Globo.
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Ouvindo as ondas
‘NOVA’ REAJUSTA A GRADE
A menos de um ano (faltam três meses) a ‘Nova Globo’ atravessa problemas nas ondas de sua navegação. O primeiro furo no “casco” foi o desligamento da Mônica Martelli, o último, Cláudio Manoel, componentes do “Papo de Almoço”.
.o. O sétimo lugar no Ibope, de acordo com recente pesquisa, fez acender o sinal vermelho no painel dos cardeais. Já na segunda-feira (5) vão ocorrer mudanças na grade, anunciadas durante os intervalos da programação em fins de janeiro.
IDEIAS ERRADAS
.o. Ficou provado a partir de maio que um campeão em visualizações na internet e redes sociais não significa ser líder de audiência no rádio. Mas os executivos vão aumentar em 45 minutos o espaço do programa do Otaviano Costa.
.o. Enquanto aquele é ampliado, o “Papo” reduz seu tempo em uma hora. Na passagem entre eles, visando diminuir a diferença para a Mix (sexta colocada), criou-se um quadro esportivo, com Paulo Vinícius Coelho (PVC) e Alex Escobar.
TUDO A VERAS
.o. O ator e humorista Marcus Veras foi requisitado para o “Papo” das sextas-feiras. Embora novato como apresentador, tem experiência de rádio, pois, integrara o elenco da “Patrulha da Cidade”, na Tupi, e um programa da Nativa.
.o. Outra novidade do SGR para sua principal emissora é o músico e produtor de disco João Marcelo Bôscoli. Ele vai apresentar o “Em Cartaz”, aos domingos. (Nos dias comuns participa do “Estúdio CBN” com Tatiana Vasconcellos.)
NA BERLINDA
.o. E, o padre Marcelo Rossi, hem? Líder às 9h das manhãs antes da reinvenção da rádio foi ‘jogado’ na berlinda, a madrugada. Terá novo horário com as modificações, às 5h, ficando o colega Omar no atendimento dos notívagos.
.o. No jargão do esporte, isso é nada menos que verdadeiro ‘seis por meia dúzia’. Coerente seria, nesse caso, avançar o Fernando Ceilão e a Mariliz Pereira para às 7h, escalando o padre Rossi às 6h. Uma solução prática e... mais inteligente.
_______
HORAFINAL.COM
Sábado e domingo de carnaval (10 e 11), o "Samba Social Clube" na SulAmérica Paradiso terá duração duplicada. Habitualmente das 12h às 14h, se estenderá até às 16h. Com a comunicadora Valéria Marques, Carlinhos de Jesus e convidados.
A menos de um ano (faltam três meses) a ‘Nova Globo’ atravessa problemas nas ondas de sua navegação. O primeiro furo no “casco” foi o desligamento da Mônica Martelli, o último, Cláudio Manoel, componentes do “Papo de Almoço”.
.o. O sétimo lugar no Ibope, de acordo com recente pesquisa, fez acender o sinal vermelho no painel dos cardeais. Já na segunda-feira (5) vão ocorrer mudanças na grade, anunciadas durante os intervalos da programação em fins de janeiro.
IDEIAS ERRADAS
.o. Ficou provado a partir de maio que um campeão em visualizações na internet e redes sociais não significa ser líder de audiência no rádio. Mas os executivos vão aumentar em 45 minutos o espaço do programa do Otaviano Costa.
.o. Enquanto aquele é ampliado, o “Papo” reduz seu tempo em uma hora. Na passagem entre eles, visando diminuir a diferença para a Mix (sexta colocada), criou-se um quadro esportivo, com Paulo Vinícius Coelho (PVC) e Alex Escobar.
TUDO A VERAS
.o. O ator e humorista Marcus Veras foi requisitado para o “Papo” das sextas-feiras. Embora novato como apresentador, tem experiência de rádio, pois, integrara o elenco da “Patrulha da Cidade”, na Tupi, e um programa da Nativa.
.o. Outra novidade do SGR para sua principal emissora é o músico e produtor de disco João Marcelo Bôscoli. Ele vai apresentar o “Em Cartaz”, aos domingos. (Nos dias comuns participa do “Estúdio CBN” com Tatiana Vasconcellos.)
NA BERLINDA
.o. E, o padre Marcelo Rossi, hem? Líder às 9h das manhãs antes da reinvenção da rádio foi ‘jogado’ na berlinda, a madrugada. Terá novo horário com as modificações, às 5h, ficando o colega Omar no atendimento dos notívagos.
.o. No jargão do esporte, isso é nada menos que verdadeiro ‘seis por meia dúzia’. Coerente seria, nesse caso, avançar o Fernando Ceilão e a Mariliz Pereira para às 7h, escalando o padre Rossi às 6h. Uma solução prática e... mais inteligente.
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HORAFINAL.COM
Sábado e domingo de carnaval (10 e 11), o "Samba Social Clube" na SulAmérica Paradiso terá duração duplicada. Habitualmente das 12h às 14h, se estenderá até às 16h. Com a comunicadora Valéria Marques, Carlinhos de Jesus e convidados.
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Rádiomanaia, o Livro/34
A INVASÃO DAS SEITAS (E-2)
O que Júlio Louzada fazia às 6 horas da tarde no rádio (um tempo na Tamoio, outro na Tupi – e houve, ainda uma fase em que a transmissão da prece era em cadeia), representava então um modelo único. Outros radialistas seguiriam-no, conscientes da necessidade de se destinar alguns minutinhos para a reflexão. Lembrar, afinal, que um Ser todo-poderoso rege o universo de nossas vidas. Os disck-jockeys (ou animadores de estúdio), futuramente chamados de comunicadores aderiram, entre eles, Paulo Giovanni e Roberto Figueiredo.
Pelos anos 60 surgiria Alziro Zarur com ‘A Sopa do Pobre’, espécie de chamariz de sua Legião da Boa-Vontade, LBV. Zarur lançara o movimento ao assumir o controle acionário da Rádio Mundial, antes denominada Rádio Clube do Brasil, gerenciada pelo Vítor Costa. Por determinado tempo, a emissora estivera arrendada ao jornalista Samuel Wainer, fundador do “Última Hora”.
Utilizar-se de uma estação de rádio para a difusão religiosa e assistencial fora um pioneirismo do Alziro Zarur. A invasão das seitas , disseminada nos anos 80, seria um fato comum nas pequenas emissoras, sem condições de alçarem voos próprios. Década marcada pela crise político-econômica e social do país. Em decorrência disso, elas passariam a alugar horários para congregações, de um modo geral privilegiadas com mais recursos que alguns anunciantes.
_______
No Rio de Janeiro até meados dos anos 90, destinavam espaço de suas programações às seitas religiosas as rádios Guanabara, Tamoio, Relógio e Record (ex-Ipanema) privatizada pela Radiobrás no governo Sarney. Do mesmo segmento (AM) e inteiramente religiosas, a Copacabana, Metropolitana, Boas Novas e Brasil – ex-Jornal do Brasil comprada por um pastor com mandato de deputado, repassada a outro em forma de arrendamento e, posteriormente integrada ao grupo da LBV. Por último, a Capital, de uma rede de pentecostais.
A Melodia FM, de propriedade do mesmo controlador da JBAM foi, oficialmente, a pioneira no gênero. Seria seguida pela EL Shaddai, cujo dono também era um pastor-deputado, por muitos anos detentor da velha Metropolitana, que acabaria sendo transferida para o empresário Paulo Masset. A mais desprovida de recursos, Rio de Janeiro, contaria com as contribuições de fiéis para divulgar a doutrina espírita, tendo como gestora a federação estadual. Representando o catolicismo, Catedral FM, da Arquidiocese do Rio, a mais nova até então.
MEMÓRIA-2008
Fantasma depois que o SGR rompera com a Viva Rio, a Mundial ganhava corpo físico em junho. Liderada pelo jornalista Jorge Guilherme, inovava no estilo de apresentar músicas e notícias.'Boa enquanto durou’, segundo um poeta.
Em 1° de julho Haroldo Jr reintegrava-se ao elenco da Tupi, passados doze anos de ter trabalhado na emissora. Era convocado para cobrir as férias e folgas dos titulares da casa, e começaria a assinar o nome do pai, Haroldo de Andrade.
No dia 5 daquele mês, Beto Britto comemorava, com um especial, os dez anos do “Planeta Rei”, que entrara nas ondas da Globo a partir de março de 2007. Lançado em 1998 na Imprensa FM, ficaria pouco tempo na Metropolitana.
O mesmo grupo que arrendara a Manchete, assumia em 4 de novembro o controle da Rádio Livre, uma nova opção em AM. Eram requisitados profissionais em disponibilidade na praça, figurando Carlos Bianchini como o principal.
O que Júlio Louzada fazia às 6 horas da tarde no rádio (um tempo na Tamoio, outro na Tupi – e houve, ainda uma fase em que a transmissão da prece era em cadeia), representava então um modelo único. Outros radialistas seguiriam-no, conscientes da necessidade de se destinar alguns minutinhos para a reflexão. Lembrar, afinal, que um Ser todo-poderoso rege o universo de nossas vidas. Os disck-jockeys (ou animadores de estúdio), futuramente chamados de comunicadores aderiram, entre eles, Paulo Giovanni e Roberto Figueiredo.
Pelos anos 60 surgiria Alziro Zarur com ‘A Sopa do Pobre’, espécie de chamariz de sua Legião da Boa-Vontade, LBV. Zarur lançara o movimento ao assumir o controle acionário da Rádio Mundial, antes denominada Rádio Clube do Brasil, gerenciada pelo Vítor Costa. Por determinado tempo, a emissora estivera arrendada ao jornalista Samuel Wainer, fundador do “Última Hora”.
Utilizar-se de uma estação de rádio para a difusão religiosa e assistencial fora um pioneirismo do Alziro Zarur. A invasão das seitas , disseminada nos anos 80, seria um fato comum nas pequenas emissoras, sem condições de alçarem voos próprios. Década marcada pela crise político-econômica e social do país. Em decorrência disso, elas passariam a alugar horários para congregações, de um modo geral privilegiadas com mais recursos que alguns anunciantes.
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No Rio de Janeiro até meados dos anos 90, destinavam espaço de suas programações às seitas religiosas as rádios Guanabara, Tamoio, Relógio e Record (ex-Ipanema) privatizada pela Radiobrás no governo Sarney. Do mesmo segmento (AM) e inteiramente religiosas, a Copacabana, Metropolitana, Boas Novas e Brasil – ex-Jornal do Brasil comprada por um pastor com mandato de deputado, repassada a outro em forma de arrendamento e, posteriormente integrada ao grupo da LBV. Por último, a Capital, de uma rede de pentecostais.
A Melodia FM, de propriedade do mesmo controlador da JBAM foi, oficialmente, a pioneira no gênero. Seria seguida pela EL Shaddai, cujo dono também era um pastor-deputado, por muitos anos detentor da velha Metropolitana, que acabaria sendo transferida para o empresário Paulo Masset. A mais desprovida de recursos, Rio de Janeiro, contaria com as contribuições de fiéis para divulgar a doutrina espírita, tendo como gestora a federação estadual. Representando o catolicismo, Catedral FM, da Arquidiocese do Rio, a mais nova até então.
MEMÓRIA-2008
Fantasma depois que o SGR rompera com a Viva Rio, a Mundial ganhava corpo físico em junho. Liderada pelo jornalista Jorge Guilherme, inovava no estilo de apresentar músicas e notícias.'Boa enquanto durou’, segundo um poeta.
Em 1° de julho Haroldo Jr reintegrava-se ao elenco da Tupi, passados doze anos de ter trabalhado na emissora. Era convocado para cobrir as férias e folgas dos titulares da casa, e começaria a assinar o nome do pai, Haroldo de Andrade.
No dia 5 daquele mês, Beto Britto comemorava, com um especial, os dez anos do “Planeta Rei”, que entrara nas ondas da Globo a partir de março de 2007. Lançado em 1998 na Imprensa FM, ficaria pouco tempo na Metropolitana.
O mesmo grupo que arrendara a Manchete, assumia em 4 de novembro o controle da Rádio Livre, uma nova opção em AM. Eram requisitados profissionais em disponibilidade na praça, figurando Carlos Bianchini como o principal.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Rádiomania, o Livro/33
A INVASÃO DAS SEITAS (E-1)
Um fato que desafiara os segmentos da sociedade contemporânea foi a invasão das seitas religiosas nos meios de comunicação. O tema servira nos últimos anos de estudos para cientistas sociais, psicólogos, ensaístas. Eles trabalhariam, dentro de sua ótica, para entender e explicar a anestesiação de pessoas geralmente humildes, assalariadas, baixo nível de escolaridade, moradoras em bairros pobres e vivendo em condições precárias, que eram (ou ainda são) as principais vítimas dos falsos pastores. Na época, alguns desses ‘líderes’ rezavam pela mesma cartilha do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus.
Dono de emissoras de rádio e televisão – a Record de São Paulo fora comprada em 1989 por 45 milhões de dólares – o bispo Macedo ganharia as primeiras páginas dos jornais depois do episódio do Maracanã, em abril de 1990, de onde fugira levando sacolas de dinheiro, ‘espontâneas’ contribuições de abnegados fiéis. Pelo Brasil afora uma minoria deixou de saber que, naquela Sexta-Feira Santa, uma senhora acometida de infarto morrera por omissão de socorro.
Com o incidente, coisas comprometedoras envolvendo a seita viriam a público, robustecendo o grau de fanatismo que os movimentos imprimiam a seus adeptos. As estripolias do religioso foram contadas em matéria de capa da “Veja” e, também no “Globo Repórter”, Nesse programa,, o bispo mostrava a face do cinismo. Não se desfazia dos óculos, mas aconselhava os devotos a se livrarem deles, “pois seriam beneficiados pelo milagre de não precisar usá-los”.
_______
Vai longe o tempo em que o ouvinte de rádio só conhecia, em termos de manifestação religiosa, a “Oração da Ave-Maria” do Júlio Louzada (*). Era um período romântico em que prevaleciam os ideais de uma escola franca e risonha, época em que a televisão ainda não havia chegado ao Brasil. A Rádio Nacional com suas novelas, programas de auditório e humorístico detinha as atenções em todo o país. O transistor, invenção americana, ainda era um projeto.
Daquele tempo aos anos da década seguinte, as coisas mudaram muito. A televisão, “máquina de fazer doido”, segundo Stanislaw Ponte Preta – o inesquecível Sérgio Porto – evoluiu e, até filhote concebeu, o videocassete (que daria lugar ao DVD). O sistema de comunicação social progrediu, e o rádio, por uma contingência natural, adotou outra concepção. Criou uma linguagem moderna, mais dinâmica, centrada no jornalismo e na prestação de serviços, características observadas no AM -- tecnicamente amplitude modulada.
(*) Júlio Louzada morreu em outubro de 1993, aos 72 anos de idade. A “Oração da Ave-Maria”, tradicional horário na Tupi, formara no Rio, com o “No Mundo da Bola”, da Nacional, a dupla dos mais antigos programas do rádio brasileiro.
MEMÓRIA-2008
A Globo tirava do arquivo na segunda quinzena de março, o boletim “Girando com a Notícia”, que fizera parte de sua programação nos anos de 70 e 80. Nas meias-horas, em formato novo, apresentado a partir das 10h em oito edições diárias.
Luiz Ainbinder reforçava em meados de abril a bancada de debatedores do “Programa Francisco Barbosa”, na Tupi. E reeditava “A Luz da Psicologia”, um quadro muito apreciado, quando colaborava com Haroldo de Andrade na ‘outra’.
Quinze mil pessoas compareceram ao Ginásio do Maracanãzinho no sábado, 17 de maio, na festa do Pedro Augusto. O autodenominado ‘Romeiro de Aparecida’ comemorava 16 anos na Tupi, e 30 de carreira, iniciada na América de São Paulo.
Ainda em maio, um grupo de profissionais deixava a Manchete, totalizando vinte no período de dois anos. Entre os dissidentes, Cirilo Reis, William Travassos e Francisco Carioca. Onze deles estavam na rádio desde seu retorno, em 2006.
Um fato que desafiara os segmentos da sociedade contemporânea foi a invasão das seitas religiosas nos meios de comunicação. O tema servira nos últimos anos de estudos para cientistas sociais, psicólogos, ensaístas. Eles trabalhariam, dentro de sua ótica, para entender e explicar a anestesiação de pessoas geralmente humildes, assalariadas, baixo nível de escolaridade, moradoras em bairros pobres e vivendo em condições precárias, que eram (ou ainda são) as principais vítimas dos falsos pastores. Na época, alguns desses ‘líderes’ rezavam pela mesma cartilha do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus.
Dono de emissoras de rádio e televisão – a Record de São Paulo fora comprada em 1989 por 45 milhões de dólares – o bispo Macedo ganharia as primeiras páginas dos jornais depois do episódio do Maracanã, em abril de 1990, de onde fugira levando sacolas de dinheiro, ‘espontâneas’ contribuições de abnegados fiéis. Pelo Brasil afora uma minoria deixou de saber que, naquela Sexta-Feira Santa, uma senhora acometida de infarto morrera por omissão de socorro.
Com o incidente, coisas comprometedoras envolvendo a seita viriam a público, robustecendo o grau de fanatismo que os movimentos imprimiam a seus adeptos. As estripolias do religioso foram contadas em matéria de capa da “Veja” e, também no “Globo Repórter”, Nesse programa,, o bispo mostrava a face do cinismo. Não se desfazia dos óculos, mas aconselhava os devotos a se livrarem deles, “pois seriam beneficiados pelo milagre de não precisar usá-los”.
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Vai longe o tempo em que o ouvinte de rádio só conhecia, em termos de manifestação religiosa, a “Oração da Ave-Maria” do Júlio Louzada (*). Era um período romântico em que prevaleciam os ideais de uma escola franca e risonha, época em que a televisão ainda não havia chegado ao Brasil. A Rádio Nacional com suas novelas, programas de auditório e humorístico detinha as atenções em todo o país. O transistor, invenção americana, ainda era um projeto.
Daquele tempo aos anos da década seguinte, as coisas mudaram muito. A televisão, “máquina de fazer doido”, segundo Stanislaw Ponte Preta – o inesquecível Sérgio Porto – evoluiu e, até filhote concebeu, o videocassete (que daria lugar ao DVD). O sistema de comunicação social progrediu, e o rádio, por uma contingência natural, adotou outra concepção. Criou uma linguagem moderna, mais dinâmica, centrada no jornalismo e na prestação de serviços, características observadas no AM -- tecnicamente amplitude modulada.
(*) Júlio Louzada morreu em outubro de 1993, aos 72 anos de idade. A “Oração da Ave-Maria”, tradicional horário na Tupi, formara no Rio, com o “No Mundo da Bola”, da Nacional, a dupla dos mais antigos programas do rádio brasileiro.
MEMÓRIA-2008
A Globo tirava do arquivo na segunda quinzena de março, o boletim “Girando com a Notícia”, que fizera parte de sua programação nos anos de 70 e 80. Nas meias-horas, em formato novo, apresentado a partir das 10h em oito edições diárias.
Luiz Ainbinder reforçava em meados de abril a bancada de debatedores do “Programa Francisco Barbosa”, na Tupi. E reeditava “A Luz da Psicologia”, um quadro muito apreciado, quando colaborava com Haroldo de Andrade na ‘outra’.
Quinze mil pessoas compareceram ao Ginásio do Maracanãzinho no sábado, 17 de maio, na festa do Pedro Augusto. O autodenominado ‘Romeiro de Aparecida’ comemorava 16 anos na Tupi, e 30 de carreira, iniciada na América de São Paulo.
Ainda em maio, um grupo de profissionais deixava a Manchete, totalizando vinte no período de dois anos. Entre os dissidentes, Cirilo Reis, William Travassos e Francisco Carioca. Onze deles estavam na rádio desde seu retorno, em 2006.
sexta-feira, 26 de janeiro de 2018
Ouvindo as ondas
CARNAVAL (DA TV) NO RÁDIO
Um dia nos distantes anos 60 Mário Luiz (1925-2009) criaria, mirando os festejos pelo Rei Momo, o “Globo, Comando Geral do Carnaval”. Para fazer confronto com a emissora Continental, que era o braço forte das Organizações Rubem Berrado.
.o. O “Comando...” que animava a programação diurna naquele período, ‘subiu no telhado’. Parafraseando marchinha do Zeketti, ‘este ano não vai ser igual aqueles que passaram’. A Nova Globo, reinvenção dos cardeais, tem tudo a ver com isso.
.o. Não será surpresa se, tal como vem acontecendo com o futebol, o promocional seguir o mesmo modelo, isto é, “Carnaval (da TV) Globo no Rádio”. O projeto descortina que haverá reprodução dos desfiles das escolas exibidos na tela.
.o. Profissionais que vivenciavam as agremiações na Marquês de Sapucaí foram dispensados. Jorge Luiz (em 2015), Alexandre Ferreira (2016), o David Rangel (ano passado), e um grupo de repórteres -- Robson Aldir, Silvana Maciel e etc.
.o. Dos novatos de talento, resta o Guilherme Grillo. Mas, como o ditado popular, ‘uma andorinha não faz verão’. Bem verdade que, nessas ocasiões, valores do esporte também são utilizados. Não cobrem, porém, o movimento na ‘avenida’.
_______
IMAGEM FICA
O “Comando”, um especial para preencher os horários normais nos dias de folia, foi uma interessante atração anual. Seis décadas depois, ficou para trás, como a imagem dos trilhos que passageiro do metrô vê à medida que o veículo anda.
NO MUNDO(*)
Também antigos, alguns programas ainda compondo a grade das cariocas. O mais velho deles, “No Mundo da Bola”, existente há 79 anos pelas ondas da Nacional, criação do Antônio Cordeiro, que se classificava ‘speaker cronista”.
AVE-MARIA
O segundo, a “Oração da Ave-Maria”, na Tupi, com o Júlio Louzada (1921-1993), era às 6h da tarde, na Hora do Ângelus. Completou 68 anos em 2017 e, foi numa época, sequência do “Pausa Para Meditação”, com o Louzada conselheiro.
A PATRULHA
Ainda na então líder dos Diários Associados, outro ‘velhinho’-- a “Patrulha da Cidade”, 57 anos na temporada que terminou recentemente. Idealizado por Oduvaldo Cozzi (1915-1978), materializado por Affonso Soares (1923-2007).
DAYSI... ALÔ
Nessa, que se pode denominar ‘surreal’, a rádio um tempo considerada 'maior da América Latina’, deu outra contribuição, o “Alô Daysi”, com a atriz e comunicadora Daysi Lúcidi. Resiste há 46 anos, embora rebaixado à condição de semanal.
ERA DA GlÓRIA
Antes de trocar a Globo pela Tupi, com o programa que leva seu nome, Antônio Carlos assinalava 40 anos no dial. Foram dez anos na emissora em que lançara o show, e grande maioria na emissora da Glória, na tão citada Rua do Russel.
E... DO GIRO
Tupi novamente na trincheira dos resistentes. Agora, com o “Giro Esportivo”, que acaba de ingressar na faixa dos 30. Surgido em 1988, tem o comando de Wagner Menezes há cerca de 20. Marcus Aurélio e Luiz Ribeiro, os predecessores.
1ª ALL NEWS
Fechando o ciclo, a pioneira all news. Com o “CBN Madrugada”, “Primeiras Notícias”, “Jornal da CBN” (1ª e 2ª edições), “CBN Rio”, “CBN nos Esportes”, e outros. Inauguradores da rádio em 1°de outubro de 1991. São 26 anos no ar.
(*) O decano dos esportivos do rádio é, há mais de duas décadas, apresentado pelo Carlos Borges. No começo, em quinze minutos, só relatava notícias dos jornais. Seus condutores, entre outros, Washington Rodrigues e Luiz Penido.
_______
HORAFINAL.COM
Manhã de quarta-feira (24). Clóvis Monteiro convoca o Cláudio Britto, da Rádio Gaúcha, para falar sobre o julgamento de Lula. Elogia o colega. Ele diz estar no ramo desde 1965. E, conclui: “O pessoal ainda não se cansaram de mim”. (sic)
Um dia nos distantes anos 60 Mário Luiz (1925-2009) criaria, mirando os festejos pelo Rei Momo, o “Globo, Comando Geral do Carnaval”. Para fazer confronto com a emissora Continental, que era o braço forte das Organizações Rubem Berrado.
.o. O “Comando...” que animava a programação diurna naquele período, ‘subiu no telhado’. Parafraseando marchinha do Zeketti, ‘este ano não vai ser igual aqueles que passaram’. A Nova Globo, reinvenção dos cardeais, tem tudo a ver com isso.
.o. Não será surpresa se, tal como vem acontecendo com o futebol, o promocional seguir o mesmo modelo, isto é, “Carnaval (da TV) Globo no Rádio”. O projeto descortina que haverá reprodução dos desfiles das escolas exibidos na tela.
.o. Profissionais que vivenciavam as agremiações na Marquês de Sapucaí foram dispensados. Jorge Luiz (em 2015), Alexandre Ferreira (2016), o David Rangel (ano passado), e um grupo de repórteres -- Robson Aldir, Silvana Maciel e etc.
.o. Dos novatos de talento, resta o Guilherme Grillo. Mas, como o ditado popular, ‘uma andorinha não faz verão’. Bem verdade que, nessas ocasiões, valores do esporte também são utilizados. Não cobrem, porém, o movimento na ‘avenida’.
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IMAGEM FICA
O “Comando”, um especial para preencher os horários normais nos dias de folia, foi uma interessante atração anual. Seis décadas depois, ficou para trás, como a imagem dos trilhos que passageiro do metrô vê à medida que o veículo anda.
NO MUNDO(*)
Também antigos, alguns programas ainda compondo a grade das cariocas. O mais velho deles, “No Mundo da Bola”, existente há 79 anos pelas ondas da Nacional, criação do Antônio Cordeiro, que se classificava ‘speaker cronista”.
AVE-MARIA
O segundo, a “Oração da Ave-Maria”, na Tupi, com o Júlio Louzada (1921-1993), era às 6h da tarde, na Hora do Ângelus. Completou 68 anos em 2017 e, foi numa época, sequência do “Pausa Para Meditação”, com o Louzada conselheiro.
A PATRULHA
Ainda na então líder dos Diários Associados, outro ‘velhinho’-- a “Patrulha da Cidade”, 57 anos na temporada que terminou recentemente. Idealizado por Oduvaldo Cozzi (1915-1978), materializado por Affonso Soares (1923-2007).
DAYSI... ALÔ
Nessa, que se pode denominar ‘surreal’, a rádio um tempo considerada 'maior da América Latina’, deu outra contribuição, o “Alô Daysi”, com a atriz e comunicadora Daysi Lúcidi. Resiste há 46 anos, embora rebaixado à condição de semanal.
ERA DA GlÓRIA
Antes de trocar a Globo pela Tupi, com o programa que leva seu nome, Antônio Carlos assinalava 40 anos no dial. Foram dez anos na emissora em que lançara o show, e grande maioria na emissora da Glória, na tão citada Rua do Russel.
E... DO GIRO
Tupi novamente na trincheira dos resistentes. Agora, com o “Giro Esportivo”, que acaba de ingressar na faixa dos 30. Surgido em 1988, tem o comando de Wagner Menezes há cerca de 20. Marcus Aurélio e Luiz Ribeiro, os predecessores.
1ª ALL NEWS
Fechando o ciclo, a pioneira all news. Com o “CBN Madrugada”, “Primeiras Notícias”, “Jornal da CBN” (1ª e 2ª edições), “CBN Rio”, “CBN nos Esportes”, e outros. Inauguradores da rádio em 1°de outubro de 1991. São 26 anos no ar.
(*) O decano dos esportivos do rádio é, há mais de duas décadas, apresentado pelo Carlos Borges. No começo, em quinze minutos, só relatava notícias dos jornais. Seus condutores, entre outros, Washington Rodrigues e Luiz Penido.
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HORAFINAL.COM
Manhã de quarta-feira (24). Clóvis Monteiro convoca o Cláudio Britto, da Rádio Gaúcha, para falar sobre o julgamento de Lula. Elogia o colega. Ele diz estar no ramo desde 1965. E, conclui: “O pessoal ainda não se cansaram de mim”. (sic)
quinta-feira, 25 de janeiro de 2018
Rádiomania, o Livro/32
AS FASES DO HAROLDO (D-4)
Domingo, 3 de agosto de 2008. Nove horas da manhã. Cinco meses e dois dias após a morte do consagrado radialista, o programa que ele criou voltava a ser apresentado. Com as mesmas características, a mesma concepção -- o “Bom Dia”, notícias da cidade, entrevistas, os “Debates Populares”... Quadros novos também participavam da atração: “Lua de Mel; Lua de Fel” e “Bíblia, de A a Z”.
Haroldo Jr., herdaria o que era do seu progenitor. Com ele aprendera o ofício, paixão de ambos, sustento de suas famílias. Ao assumir o programa, ele abandonava o Jr. E, no programa de estreia, o “Bom Dia” tivera como tema justamente a expressão ‘Em Nome do Pai”. Pura emoção. De um lado, o comunicador no estúdio. De outro, os apreciadores do rádio na sua essência.
Os críticos, claraamete, torceram o nariz. Dentre os que cultuavam o apresentador, o caso era visto sob prisma diferente. O “Bom Dia” na voz do sucessor aproveitava, de início, material da carreira do pranteado radialista. Se do Alfredo Raimundo; do Ricardo Henriques; do Marcos Di Giácomo; ou do Haroldinho – uma grande ideia, preservar o nome de quem dignificou a profissão.
As justificativas para o afastamento em 2002 (“a empresa visava atender outras praças”, “vamos nacionalizar o horário”), não passaram de engodo. Na verdade, a estratégia tinha por objetivo reduzir custo – e, já naquela ocasião, o que viria a ser termo recorrente, “enxugar a folha’. Paulo Lopes, em São Paulo, Haroldo de Andrade, no Rio, altamente remunerados, foram demitidos num mesmo período.
(Antes a representante paulista puxava o tapete do Rony Magrini, por igual motivo). No lugar do Lopes, lançava Miguel Dias, que inaugurava, em 2001, o “Manhã na Globo”. Miguel morria pouco depois de festejar um ano do programa. Laércio Maciel substituía-o. Na vaga do Haroldo ficava o Loureiro Neto (1932-2014),recuado para as 10h, devido a mudança do Pe. Marcelo para às manhãs.
MEMÓRIA-2007
Francisco Carioca ingressava na Manchete, em meados do ano, depois de se desligar da Globo, onde trabalhara pela quarta vez. Chegava na AM 760 para, com um show de meia-noite às 3h, substituir o André Rodrigues, do “Vale Tudo”.
Titular de um programa de 3 horas, começando às 9h, Anthony Garotinho acumulava funções na mesma emissora, a partir de outubro. Apresentava das 5h às 6h das manhãs, denominado como “Hora Certa Premiada”, cartaz religioso.
Pouco antes de completar um ano na Globo, Roberto Canázio levava para o novo endereço,Ana Paula Portuguesa. Colunista de celebridades, ela se destacara no programa que ele comandava na Tupi até o final de setembro de 2006.
Domingo, 3 de agosto de 2008. Nove horas da manhã. Cinco meses e dois dias após a morte do consagrado radialista, o programa que ele criou voltava a ser apresentado. Com as mesmas características, a mesma concepção -- o “Bom Dia”, notícias da cidade, entrevistas, os “Debates Populares”... Quadros novos também participavam da atração: “Lua de Mel; Lua de Fel” e “Bíblia, de A a Z”.
Haroldo Jr., herdaria o que era do seu progenitor. Com ele aprendera o ofício, paixão de ambos, sustento de suas famílias. Ao assumir o programa, ele abandonava o Jr. E, no programa de estreia, o “Bom Dia” tivera como tema justamente a expressão ‘Em Nome do Pai”. Pura emoção. De um lado, o comunicador no estúdio. De outro, os apreciadores do rádio na sua essência.
Os críticos, claraamete, torceram o nariz. Dentre os que cultuavam o apresentador, o caso era visto sob prisma diferente. O “Bom Dia” na voz do sucessor aproveitava, de início, material da carreira do pranteado radialista. Se do Alfredo Raimundo; do Ricardo Henriques; do Marcos Di Giácomo; ou do Haroldinho – uma grande ideia, preservar o nome de quem dignificou a profissão.
As justificativas para o afastamento em 2002 (“a empresa visava atender outras praças”, “vamos nacionalizar o horário”), não passaram de engodo. Na verdade, a estratégia tinha por objetivo reduzir custo – e, já naquela ocasião, o que viria a ser termo recorrente, “enxugar a folha’. Paulo Lopes, em São Paulo, Haroldo de Andrade, no Rio, altamente remunerados, foram demitidos num mesmo período.
(Antes a representante paulista puxava o tapete do Rony Magrini, por igual motivo). No lugar do Lopes, lançava Miguel Dias, que inaugurava, em 2001, o “Manhã na Globo”. Miguel morria pouco depois de festejar um ano do programa. Laércio Maciel substituía-o. Na vaga do Haroldo ficava o Loureiro Neto (1932-2014),recuado para as 10h, devido a mudança do Pe. Marcelo para às manhãs.
MEMÓRIA-2007
Francisco Carioca ingressava na Manchete, em meados do ano, depois de se desligar da Globo, onde trabalhara pela quarta vez. Chegava na AM 760 para, com um show de meia-noite às 3h, substituir o André Rodrigues, do “Vale Tudo”.
Titular de um programa de 3 horas, começando às 9h, Anthony Garotinho acumulava funções na mesma emissora, a partir de outubro. Apresentava das 5h às 6h das manhãs, denominado como “Hora Certa Premiada”, cartaz religioso.
Pouco antes de completar um ano na Globo, Roberto Canázio levava para o novo endereço,Ana Paula Portuguesa. Colunista de celebridades, ela se destacara no programa que ele comandava na Tupi até o final de setembro de 2006.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Rádiomania, o Livro/31
AS FASES DO HAROLDO (D-3)
Inaugurada em 7 de novembro de 2005, a Rádio Haroldo de Andrade ficaria no ar não mais que dois anos e meio. Com a morte do comunicador em 1º março de 2008, o projeto de emissora própria, qual embarcação em mar revolto, naufragava. Dificuldades financeiras derrotaram os herdeiros Wilson e Haroldo Jr., que decidiram transferir a concessão para o grupo religioso da Canção Nova.
Quando a rádio entrou em funcionamento, Haroldo estava há três anos afastado do veículo. Aos 71 anos, reiniciava suas atividades profissionais, buscando reconquistar o público que por muito tempo lhe fora fiel. Na Globo, onde trabalhara pouco mais de quatro décadas, ele escrevera seu nome na história do rádio brasileiro, formando e influenciando gerações de apresentadores.
O formato de seu programa, vitorioso ao longo dos anos, foi copiado em diversos prefixos, destacando a “Pesquisa do Dia”, o fio condutor, e o quadro em que são comentados os assuntos mais importantes -- os “Debates Populares”. Raras as emissoras que, através de contemporâneos, ou novatos, não se escoravam nas fórmulas por ele lançadas. Haroldo lutou muito para colocar a sua emissora no ar. Ficara sobrevivendo de economias, pois vendera sua agência de publicidade.
Exemplo de tenacidade, ele foi um guerreiro. Encontrou muitas barreiras para a realização de um sonho, em sacrifício da própria saúde. Certa vez, provocado pelo psicólogo Luiz Ainbinder sobre a maré mansa em que vivia (longe do microfone), respondera que, a boa vida era a outra, em atividade na casa dos Marinho. Um dia, porém, ao discordar da linha que a empresa resolvera adotar – o rádio em nível nacional – desagradou os cardeais. O prestígio de que desfrutava de nada valeria para diretores então solícitos e obsequiosos.
Seu contrato, renovado periodicamente, era interrompido. Ele saía de cena. O resto da história, os que o admiravam conhecem – lembrado por poucos, entre os quais, José Carlos Araújo (naquela ocasião na Globo) e o Roberto Canázio (que atuava na Tupi). A Rádio Haroldo de Andrade (1060 Khz, na frequência da antiga Mauá) reunia em seu elenco profissionais em disponibilidades, da categoria de uma Cidinha Campos, um Carlos Bianchini, Mário Esteves e Mário Lúcio.
Também integravam a equipe, Ivo Meirelles, Hélio Jr., Zeca Marques e Manhoso, além dos filhos Haroldinho e Wilson. O esporte era comandado por Sidney Marinho, que se firmara na Litoral de Cabo Frio depois de passar pela Carioca e Nacional. Wilson Silva e Áureo Ameno, com a colaboração de Eliete (Beleza) Dias, produziam o programa do Haroldão. No da Cidinha (“Cidinha Livre”) destaques nos debates eram Heloneida Studart (1932-2007) e Maurício Menezes.
Pouco depois de completar um ano, a nova rádio perdia oito profissionais. Cidinha, dentre os requisitados no começo para formar o grupo, sairia logo. Citava a gentileza do tratamento dos filhos do Haroldo, diretores da casa, mas lamentava o amadorismo dos dois. “Queriam uma rádio de primeira com antena de quinta”, queixava-se. Haroldo foi internado no início de 2008 numa clinica em Botafogo, onde viria a falecer. O sonho e o projeto da rádio tornaram-se inviáveis.
MEMÓRIA—2007
Heleno Rotai, que era coringa há um ano e meio na Tupi, substituía Luiz de França a partir de 9 de abril. Um dos maiores ibopes no FM, Rotai pertencera ao time da Nativa, ao fim de longa estadia na 98, da qual se afastaria em 1994.
Em junho, na segunda (4), a AM 760, da parceria Anthony Garotinho/Miguel Nasseh, ampliava o espaço do futebol. Lançava às 21h uma nova edição do “Manchete Esportiva”, com Ronaldo Castro, que não se criaria na emissora.
A jornalista Márcia Peltier mudava, em julho, de dia e horário na Tupi. Seu programa, antes pelas manhãs de domingos, passava para as tardes dos sábados. Na vaga da comunicadora e astróloga Nena Martinez, falecida.
No início de agosto, a Globo alterava a sua madrugada. Esticava em uma hora o “Planeta Rei”, do Beto Britto, e reduzia igualmente, o “... Globo Brasil”, do Alexandre Ferreira. E o nome do “Bom Dia Globo” para "Alô Bom Dia".
Inaugurada em 7 de novembro de 2005, a Rádio Haroldo de Andrade ficaria no ar não mais que dois anos e meio. Com a morte do comunicador em 1º março de 2008, o projeto de emissora própria, qual embarcação em mar revolto, naufragava. Dificuldades financeiras derrotaram os herdeiros Wilson e Haroldo Jr., que decidiram transferir a concessão para o grupo religioso da Canção Nova.
Quando a rádio entrou em funcionamento, Haroldo estava há três anos afastado do veículo. Aos 71 anos, reiniciava suas atividades profissionais, buscando reconquistar o público que por muito tempo lhe fora fiel. Na Globo, onde trabalhara pouco mais de quatro décadas, ele escrevera seu nome na história do rádio brasileiro, formando e influenciando gerações de apresentadores.
O formato de seu programa, vitorioso ao longo dos anos, foi copiado em diversos prefixos, destacando a “Pesquisa do Dia”, o fio condutor, e o quadro em que são comentados os assuntos mais importantes -- os “Debates Populares”. Raras as emissoras que, através de contemporâneos, ou novatos, não se escoravam nas fórmulas por ele lançadas. Haroldo lutou muito para colocar a sua emissora no ar. Ficara sobrevivendo de economias, pois vendera sua agência de publicidade.
Exemplo de tenacidade, ele foi um guerreiro. Encontrou muitas barreiras para a realização de um sonho, em sacrifício da própria saúde. Certa vez, provocado pelo psicólogo Luiz Ainbinder sobre a maré mansa em que vivia (longe do microfone), respondera que, a boa vida era a outra, em atividade na casa dos Marinho. Um dia, porém, ao discordar da linha que a empresa resolvera adotar – o rádio em nível nacional – desagradou os cardeais. O prestígio de que desfrutava de nada valeria para diretores então solícitos e obsequiosos.
Seu contrato, renovado periodicamente, era interrompido. Ele saía de cena. O resto da história, os que o admiravam conhecem – lembrado por poucos, entre os quais, José Carlos Araújo (naquela ocasião na Globo) e o Roberto Canázio (que atuava na Tupi). A Rádio Haroldo de Andrade (1060 Khz, na frequência da antiga Mauá) reunia em seu elenco profissionais em disponibilidades, da categoria de uma Cidinha Campos, um Carlos Bianchini, Mário Esteves e Mário Lúcio.
Também integravam a equipe, Ivo Meirelles, Hélio Jr., Zeca Marques e Manhoso, além dos filhos Haroldinho e Wilson. O esporte era comandado por Sidney Marinho, que se firmara na Litoral de Cabo Frio depois de passar pela Carioca e Nacional. Wilson Silva e Áureo Ameno, com a colaboração de Eliete (Beleza) Dias, produziam o programa do Haroldão. No da Cidinha (“Cidinha Livre”) destaques nos debates eram Heloneida Studart (1932-2007) e Maurício Menezes.
Pouco depois de completar um ano, a nova rádio perdia oito profissionais. Cidinha, dentre os requisitados no começo para formar o grupo, sairia logo. Citava a gentileza do tratamento dos filhos do Haroldo, diretores da casa, mas lamentava o amadorismo dos dois. “Queriam uma rádio de primeira com antena de quinta”, queixava-se. Haroldo foi internado no início de 2008 numa clinica em Botafogo, onde viria a falecer. O sonho e o projeto da rádio tornaram-se inviáveis.
MEMÓRIA—2007
Heleno Rotai, que era coringa há um ano e meio na Tupi, substituía Luiz de França a partir de 9 de abril. Um dos maiores ibopes no FM, Rotai pertencera ao time da Nativa, ao fim de longa estadia na 98, da qual se afastaria em 1994.
Em junho, na segunda (4), a AM 760, da parceria Anthony Garotinho/Miguel Nasseh, ampliava o espaço do futebol. Lançava às 21h uma nova edição do “Manchete Esportiva”, com Ronaldo Castro, que não se criaria na emissora.
A jornalista Márcia Peltier mudava, em julho, de dia e horário na Tupi. Seu programa, antes pelas manhãs de domingos, passava para as tardes dos sábados. Na vaga da comunicadora e astróloga Nena Martinez, falecida.
No início de agosto, a Globo alterava a sua madrugada. Esticava em uma hora o “Planeta Rei”, do Beto Britto, e reduzia igualmente, o “... Globo Brasil”, do Alexandre Ferreira. E o nome do “Bom Dia Globo” para "Alô Bom Dia".
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
Ouvindo as ondas
UM NOVO TEMPO DA JB
Bem ou mal comparando, os bordões (slogans) das emissoras de rádio desfrutam de tanta importância quanto o ato de respirar das pessoas e dos animais. O rádio como os seres humanos não vivem, ou sobrevivem, sem um desses elementos.
o. Num ramo tão competitivo, às favas os preceitos de originalidade. No corre-corre da luta (árdua) e diária os que desenvolvem essas atividades não encontram tempo para conferir o que o seu vizinho concorrente anda fazendo.
DE COLAR E COPIAR
o. Se, por acaso, lhes sobra algum momento, a preguiça, o comodismo e simplesmente o desinteresse impedem de ‘ver’ o outro. Ideais à parte, a palavra mais importante é faturar, ganhar nome, solidificar-se numa profissão, carreira.
o. Nesse começo de Ano Novo ‘vimos’ que a JB (99,9) arquivou o “música e informação”. Mantinha-o desde que seu carro-chefe era o AM, a PRF-4/940 KHz. “O tempo não para”, já dizia um poeta. “Passa e voa”, simbolizava um comercial.
o. Agora, o que se ouve é um “JB... onde você estiver”. Sem tirar uma palavrinha que seja, alguém pouco ligando para concorrente, ‘surrupiou’ um bordão alheio. Este aí era da Transamérica (101,3) há nada menos que ‘trocentos’ meses.
VESPERAIS DOS BAILES
o. Mudemos o pólo da conversa, à moda coestaduanos do ‘Rei’ Roberto Carlos. A JB, que os teóricos dizem adotar o estilo adulto contemporâneo, terminou 2017 bem posicionada no Rio em audiência – o quarto lugar, segundo as pesquisas.
o. Na terça (9), por volta de 1h da tarde, entre hits internacionais, rodados “Ainda Lembro” (Marisa Monte-Ed Motta), “Onde Você Mora” (Cidade Negra) e “Devolva-Me” (Adriana Calcanhoto). Para os vesperais dos bailarinos da ‘melhor-idade’.
NO ESTÚDIO REFINADO
o. As reformulações no SGR não só atingiram a matriz do grupo como também a CBN, que, em outubro de 2017, celebrava 26 anos de criação. Um dos frutos dessa passagem é “Estúdio CBN”, desde abril no ar, transmitido de São Paulo.
o. Sem dúvida, um ótimo programa. Diríamos, tratar-se de um oásis na tarde, entre 14h e 17h. O comando é da jornalista Tatiana Vasconcellos, que trabalhara na Bandnews. Esbanjando classe, ela ‘põe no bolso’ os de narizes empinados.
o. Na edição de segunda (8), os debates sobre o movimento político e a eleição do Globo de Ouro renderam inteligentes (e humoradas) intervenções. E teve o brilho de Natuza Nery, ex-colunista da “Folha”, hoje integrando a Globonews.
o. Nem só de política, trânsito urbano e amenidades internacionais se sustenta uma rádio informativa. Outro participante do “Estúdio...”, foi o produtor João Marcelo Bôscoli, um cultivador da vanguarda musical, temas dos anos 60/70/80.
‘... O FUTURO, COMO SERÁ?’
.o. Um seminário no quadrimestre final do ano colocou em questão, no Rio, o futuro do rádio. Este e os dois anteriores foram terríveis para a classe. Tamanho da crise. Em 2015, a Tupi demitiu 56 profissionais, afetando vários setores.
o. A Globo, sua eterna rival – começou a perder unanimidade com o “Projeto Brasil” – não dispensou em igual proporção, mas valores que ‘seguravam’ o público cederam lugares a principiantes e, às estrelas da televisão e internet.
_______
HORAFINAL.COM
Os meios de comunicação fazem, habitualmente nas proximidades da virada do calendário, levantamento das notícias marcantes do ano que fica. ‘Olhando’ no retrovisor do dial, os acontecimentos negativos superaram, de longe, os positivos.
HORAFINAL DOIS
Que em 2018 o clima nas ruas, lares e locais de trabalho seja melhor para todos. Torcemos que as autoridades (governantes, no caso) honrem (!) seus cargos, sem promessas vãs, enganosas, mentindo menos a eleitores e a si próprios.
HORAFINAL TRÊS
O último boletim do Kantar Mídia Ibope revelado pelo site Tudo Rádio anuncia que, a Nova Globo ostenta a 7ª posição na audiência das FMs no Rio, atrás da Mix (6ª). A CBN, que também reformulou sua grade recentemente, é a 16ª das emissoras cariocas no segmento. A Bandnews, mantém-se em 10° lugar.
Bem ou mal comparando, os bordões (slogans) das emissoras de rádio desfrutam de tanta importância quanto o ato de respirar das pessoas e dos animais. O rádio como os seres humanos não vivem, ou sobrevivem, sem um desses elementos.
o. Num ramo tão competitivo, às favas os preceitos de originalidade. No corre-corre da luta (árdua) e diária os que desenvolvem essas atividades não encontram tempo para conferir o que o seu vizinho concorrente anda fazendo.
DE COLAR E COPIAR
o. Se, por acaso, lhes sobra algum momento, a preguiça, o comodismo e simplesmente o desinteresse impedem de ‘ver’ o outro. Ideais à parte, a palavra mais importante é faturar, ganhar nome, solidificar-se numa profissão, carreira.
o. Nesse começo de Ano Novo ‘vimos’ que a JB (99,9) arquivou o “música e informação”. Mantinha-o desde que seu carro-chefe era o AM, a PRF-4/940 KHz. “O tempo não para”, já dizia um poeta. “Passa e voa”, simbolizava um comercial.
o. Agora, o que se ouve é um “JB... onde você estiver”. Sem tirar uma palavrinha que seja, alguém pouco ligando para concorrente, ‘surrupiou’ um bordão alheio. Este aí era da Transamérica (101,3) há nada menos que ‘trocentos’ meses.
VESPERAIS DOS BAILES
o. Mudemos o pólo da conversa, à moda coestaduanos do ‘Rei’ Roberto Carlos. A JB, que os teóricos dizem adotar o estilo adulto contemporâneo, terminou 2017 bem posicionada no Rio em audiência – o quarto lugar, segundo as pesquisas.
o. Na terça (9), por volta de 1h da tarde, entre hits internacionais, rodados “Ainda Lembro” (Marisa Monte-Ed Motta), “Onde Você Mora” (Cidade Negra) e “Devolva-Me” (Adriana Calcanhoto). Para os vesperais dos bailarinos da ‘melhor-idade’.
NO ESTÚDIO REFINADO
o. As reformulações no SGR não só atingiram a matriz do grupo como também a CBN, que, em outubro de 2017, celebrava 26 anos de criação. Um dos frutos dessa passagem é “Estúdio CBN”, desde abril no ar, transmitido de São Paulo.
o. Sem dúvida, um ótimo programa. Diríamos, tratar-se de um oásis na tarde, entre 14h e 17h. O comando é da jornalista Tatiana Vasconcellos, que trabalhara na Bandnews. Esbanjando classe, ela ‘põe no bolso’ os de narizes empinados.
o. Na edição de segunda (8), os debates sobre o movimento político e a eleição do Globo de Ouro renderam inteligentes (e humoradas) intervenções. E teve o brilho de Natuza Nery, ex-colunista da “Folha”, hoje integrando a Globonews.
o. Nem só de política, trânsito urbano e amenidades internacionais se sustenta uma rádio informativa. Outro participante do “Estúdio...”, foi o produtor João Marcelo Bôscoli, um cultivador da vanguarda musical, temas dos anos 60/70/80.
‘... O FUTURO, COMO SERÁ?’
.o. Um seminário no quadrimestre final do ano colocou em questão, no Rio, o futuro do rádio. Este e os dois anteriores foram terríveis para a classe. Tamanho da crise. Em 2015, a Tupi demitiu 56 profissionais, afetando vários setores.
o. A Globo, sua eterna rival – começou a perder unanimidade com o “Projeto Brasil” – não dispensou em igual proporção, mas valores que ‘seguravam’ o público cederam lugares a principiantes e, às estrelas da televisão e internet.
_______
HORAFINAL.COM
Os meios de comunicação fazem, habitualmente nas proximidades da virada do calendário, levantamento das notícias marcantes do ano que fica. ‘Olhando’ no retrovisor do dial, os acontecimentos negativos superaram, de longe, os positivos.
HORAFINAL DOIS
Que em 2018 o clima nas ruas, lares e locais de trabalho seja melhor para todos. Torcemos que as autoridades (governantes, no caso) honrem (!) seus cargos, sem promessas vãs, enganosas, mentindo menos a eleitores e a si próprios.
HORAFINAL TRÊS
O último boletim do Kantar Mídia Ibope revelado pelo site Tudo Rádio anuncia que, a Nova Globo ostenta a 7ª posição na audiência das FMs no Rio, atrás da Mix (6ª). A CBN, que também reformulou sua grade recentemente, é a 16ª das emissoras cariocas no segmento. A Bandnews, mantém-se em 10° lugar.
quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
Ouvindo as ondas
TUPI, A GLOBO DO PASSADO
Ao dispensar Antônio Calos e seus colaboradores há oito meses, os cardeais da Glória (na ocasião), mostraram dose elevada de persistência – ou qualquer termo que defina a tal iniciativa. Imprescindível, a reinvenção do rádio para eles.
A linha popular que marcou a emissora desde o distante dezembro de 1944, ficou esquecida num canto como ‘chinelo velho’. Juntando-se aos provenientes do Russel que já estavam em São Cristóvão, Tupi* atual é a Globo do passado.
BORDÃO E DISFARCE
Quando se ouve aquele bordão anunciando as jornadas esportivas – “Futebol Globo no Rádio”, a leitura correta é feita sob um embutido disfarce. Intermediando as duas palavras iniciais (com parêntesis) cabe perfeitamente o da TV. É isso.
Um modo matreiro (ou malandro) de dizer que se trata de uma transmissão com o inevitável recurso do off-tube. Antes (bota tempo nisso) limitavam-se aos jogos realizados fora do Rio. Deixou de ser. E a justificativa, uma somente. A crise.
ACABAR COM A EBC
O governador Geraldo Alckmin disse à “Folha de S. Paulo” que, se eleito presidente “vai acabar com a EBC”, criada na gestão Lula. (Nacional e MEC, no Rio, além da TV Brasil , em nada progrediram com o término da Radiobrás).
Com essa declaração, o pré-candidato deixaria no mínimo, de contabilizar 2.500 votos dos funcionários da estatal. Multiplicando-se por quatro, dos prováveis familiares, estima-se uns 10 mil votantes a menos.Evangélicos, o seu 'trunfo'?
SÓLIDA PARCERIA
Mais firme do que nunca a parceria de Gilza Nunes e Jackeline Nascimento, ou simplesmente Jackie, produtoras do “Show do Clóvis Monteiro”, atração matinal da Tupi, existente há 21 anos. A solidez da dupla,uma das garantias do cartaz.
Entre os participantes destacam-se os repórteres Cyro Neves e Diana Rogers. De volta à casa recentemente como produtor do Garotinho 2, Luiz Felipe Mello foi mantido. Também faz parte, o Marco Antônio de Jesus, um outro ex-global.
_______
HORAFINAL.COM
* Estão na Tupi, e eram da Globo nas últimas décadas, Washington Rodrigues, Francisco Barbosa, Heleno Rotai, Marcus Vinícius (o Mister Bean), José Carlos Araújo, Gilson Ricardo, Gerson Canhotinha.
E, ainda, Luizinho Campos, Ricardo Alexandre, Pedro Costa, Sérgio Américo, Jimi Raw, Alberto Brandão, Fernando Sérgio, Haroldo de Andrade Jr., Manhoso (afastados) com ações na Justiça trabalhista.
(Apesar da crise, a Tupi aumentou sua receita publicitária. São enormes suas dívidas com o condomínio dos Associados.)
Ao dispensar Antônio Calos e seus colaboradores há oito meses, os cardeais da Glória (na ocasião), mostraram dose elevada de persistência – ou qualquer termo que defina a tal iniciativa. Imprescindível, a reinvenção do rádio para eles.
A linha popular que marcou a emissora desde o distante dezembro de 1944, ficou esquecida num canto como ‘chinelo velho’. Juntando-se aos provenientes do Russel que já estavam em São Cristóvão, Tupi* atual é a Globo do passado.
BORDÃO E DISFARCE
Quando se ouve aquele bordão anunciando as jornadas esportivas – “Futebol Globo no Rádio”, a leitura correta é feita sob um embutido disfarce. Intermediando as duas palavras iniciais (com parêntesis) cabe perfeitamente o da TV. É isso.
Um modo matreiro (ou malandro) de dizer que se trata de uma transmissão com o inevitável recurso do off-tube. Antes (bota tempo nisso) limitavam-se aos jogos realizados fora do Rio. Deixou de ser. E a justificativa, uma somente. A crise.
ACABAR COM A EBC
O governador Geraldo Alckmin disse à “Folha de S. Paulo” que, se eleito presidente “vai acabar com a EBC”, criada na gestão Lula. (Nacional e MEC, no Rio, além da TV Brasil , em nada progrediram com o término da Radiobrás).
Com essa declaração, o pré-candidato deixaria no mínimo, de contabilizar 2.500 votos dos funcionários da estatal. Multiplicando-se por quatro, dos prováveis familiares, estima-se uns 10 mil votantes a menos.Evangélicos, o seu 'trunfo'?
SÓLIDA PARCERIA
Mais firme do que nunca a parceria de Gilza Nunes e Jackeline Nascimento, ou simplesmente Jackie, produtoras do “Show do Clóvis Monteiro”, atração matinal da Tupi, existente há 21 anos. A solidez da dupla,uma das garantias do cartaz.
Entre os participantes destacam-se os repórteres Cyro Neves e Diana Rogers. De volta à casa recentemente como produtor do Garotinho 2, Luiz Felipe Mello foi mantido. Também faz parte, o Marco Antônio de Jesus, um outro ex-global.
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HORAFINAL.COM
* Estão na Tupi, e eram da Globo nas últimas décadas, Washington Rodrigues, Francisco Barbosa, Heleno Rotai, Marcus Vinícius (o Mister Bean), José Carlos Araújo, Gilson Ricardo, Gerson Canhotinha.
E, ainda, Luizinho Campos, Ricardo Alexandre, Pedro Costa, Sérgio Américo, Jimi Raw, Alberto Brandão, Fernando Sérgio, Haroldo de Andrade Jr., Manhoso (afastados) com ações na Justiça trabalhista.
(Apesar da crise, a Tupi aumentou sua receita publicitária. São enormes suas dívidas com o condomínio dos Associados.)
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