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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Direto das Ondas

DE ANTIGUIDADE E FAVORITOS
A MEC (Ministério da Educação e Cultura) um legado de Edgard Roquette Pinto (1884-1954) celebrou neste 2018, a mais elevada marca de sua antiguidade, 95 anos. É, não há dúvida, a pioneira no país.

Fundada em 20 de abril de 1923 com o nome de Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, antes PRA-2, remonta a 12 de setembro de 1936, mesma data em que iam para o ar as ondas da Nacional, a então PRE-8.
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TERMÔMETRO
No auge, duas publicações especializadas eram o termômetro do que acontecia nas principais estações. Astros e estrelas não só brilhavam nos programas, mas também na “Revista do Rádio’ e “Rádiolândia”.

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A LISTAGEM
Era comum nos finais de ano uma listagem daqueles veículos indicando os melhores profissionais em cada categoria. Com o passar do tempo foi sumindo... como o anúncio de um produto de beleza.

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MAGIA DA TV
Uma espécie de resquício da época, a escolha dos mais destacados reapareceria na tela da TV, que com sua magia arrebatava para si as atenções do grande público. Ela atraía multidões com o seu fascínio.

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SEMELHANTE
E, assim, deu luz a promoções igualmente parecidas à do rádio -- ‘velho’, ‘caquético’, ultrapassado até. Inferiorizado diante do moderno meio de comunicação, cedeu terreno, perdeu artistas e anunciantes.

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O AVANÇO
O rádio, porém, evoluiu com o avanço da tecnologia. Não em recursos humanos, apesar de as faculdades despejarem inúmeros formandos. Dizer que a mesmice predomina ‘é chover no molhado’.

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SALVAÇÃO
Ferramenta que propicia a interatividade, a internet lhe tem sido extremamente valiosa. Relacionamos a seguir o que ao longo do ano nos pareceram ‘audíveis’. Sem direito a sorrisos, flâmulas, ou medalhas...


1. BATE-Papo.Com (‘A sociedade nas ondas do rádio’). – MEC (AM 800). Cadu de Freitas recebe convidados para discutir as manchetes do dia. De 2ª a 6ª, das 9h às 10h;
2. CAFÉ das 6 – Globo FM (98,1) – ‘Uma dose de contração, outra de informação’, com Fernando Ceilão e Carolina Morand. Participações de Renato Cantarino e de Edson Mauro. Vai até às 8h;
3. HORA do Blush (‘Bem estar e comportamento’). – SulAmérica Paradiso FM (95,7) com Isabela Saes, das 17h às 19h;
4. PAINEL da Manhã -- 94 FM (Roquette FM 94,1). Comando Jorge Ramos, das 6h às 10h. Além de um playlist musical, participam os repórteres Heloísa Borghi, Miguel Ângelo, Fernando Ventura e Rogério Ribeiro;
5. REDAÇÃO Online (‘Música e as notícias mais importantes que acontecem no Brasil’). – SulAmérica Paradiso. Apresentação Sérgio Gianotti, das 6h às 9h;
6. RADAR Tupi (‘As mais recentes informações do dia’). – Tupi (AM 1280/FM 96,5). Das 19h às 20h. Conduzido por Luiz Ribeiro, repórter especial, Marco Antônio de Jesus;
7. SHOW do Apolinho -- (‘As ‘boas” do esporte e o que é interessante no Rio’). Tupi, das 17h às 19h. -- Com Washington Rodrigues, produção e destacada presença de Marcus Vinícius -- o Mister Bean;
8. SAMBADASSO – Globo FM – Seleção do que há de melhor do samba de raiz. Aos sábados, das 11h às 13h, sob o comando de Zeca Lima;
9. SAMBA Social Clube – Tupi (AM/FM). Com Valéria Marques e Carlinhos de Jesus, também aos sábados, de 13h às 15h. Desfile das mais importantes figuras do gênero;
10. TODAS as Vozes (‘Aqui, a intolerância é zero’). – MEC AM, das 7h às 9h. Com Marcus Aurélio. Produção dele e do Marcos Leite. Participações entre outros, dos colaboradores Rose Esquenazi, Paulo Francisco, Fernando Morgado, Mário Silva e Wagner Gomes.

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R a r e f e i t a s
/o A repórter Isabella Fraga, que até a pouco fazia cobertura do trânsito na Nova Rádio Globo, saiu da emissora. Mudou-se para a Super Tupi.

/o Adriana Ribeiro, produtora e apresentadora, promovida a coordenadora na MEC AM. A rádio terá especiais 'ao vivo' entre os dias 24 e 31.

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< Feliz Natal, Feliz Ano Novo.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Rádiomania, o Livro/60

PILARES EM QUEDA
Os 70 anos do rádio alcançados em 1993, não proporcionaram motivos para a comemoração da classe. Em particular, dos profissionais que atuavam na Mundial – terceira mais antiga no país, até os anos 60 a proclamada Rádio Clube do Brasil. Ela encerrava suas atividades em janeiro. O mesmo quadro se desenhava para os que pertenceram ao elenco da JB AM, fechada em abril, a quatro meses de completar 59 anos de sua fundação, o que ocorria na semana em que se realizava o plebiscito objetivando a mudança de governo.

Com a queda da JB e da Mundial, iam por terra dois blocos de expressivos sistemas de rádio no Rio de Janeiro, considerados entre os mais sólidos. A JB ainda tentava reverter, em março, a situação difícil em que se encontrava. Novos programas foram criados, evidenciando que a finalidade era ‘vender’ assinaturas do jornal da empresa, seriamente abalada em seus pilares, fonte de sustentação da emissora, pobre em anunciantes. No final de abril, o público fiel à rádio se via definitivamente na orfandade. Os 940 Khz, onde a JB emitira seus últimos suspiros, eram ocupados pela Rádio Cristo em Casa, batismo provisório.

Pouco depois, o detentor da concessão, e de outros prefixos no Rio, sintetizava o nome de sua nova aquisição: Rádio Brasil. Ela, no entanto, seria minimamente explorada pela seita, arrendada ao movimento Vinde, também religioso. No caso, saía do púlpito eletrônico o pastor (e deputado) Francisco Silva e entrava Caio Fábio, pastor e escritor. Cancelado o contrato de arrendamento, que seria de dez anos, a LBV, Legião Brasileira da Boa Vontade, assumia o controle da rádio, sendo gestor, José de Paiva Neto, um jornalista e escritor de temas religiosos.

As ondas da Mundial, (AM 860 Khz), por sua vez, seriam utilizadas durante quatro anos como repetidora da CBN (ex-Eldorado), ‘a nova menina dos olhos’ dos diretores do Sistema Globo de Rádio. Em junho de 1997, porém, a empresa optava pela freqüência de 860 para a CBN, que vinha operando dos estúdios da emissora desativada. A 1180, (da extinta Eldorado), que, depois da Viva Rio, serviria à nova Mundial, foi vendida para Igreja evangélica homônima.

M E M Ó R I A
Produzido em Niterói e transmitido pelas principais emissors do Rio, o “Grande Jornal Fluminense” deixava de operar em 1981. Seu início ocorrera em 1949 através da Rádio Tamoio. Fundado pelo jornalista Sebastião Rodrigues da Costa, era administrado por três de seus irmãos. Nos últimos vinte anos ficara em poder de uma vereadora e advogada na antiga capital do Estado do Rio.

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< Plante e Viva Bem
Não deixe uma planta morrer. Nem uma livraria. Dê livros. A uma criança, a um amigo (a), a seu amor. Com os livros se planta uma civilização.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Direto das Ondas

VOANDO COM AS NOTÍCIAS
Nas rádios mais importantes das grandes cidades – metrópoles --, a principal matéria-prima nos programas das manhãs é, indubitavelmente, o trânsito (no final do dia também, chamado hora do rush – e, qual o consciente cidadão desconhece hoje, essa coisa?)

São do interesse absoluto dos automobilistas e número ímpar de pessoas umbilicalmente ligadas a tal rotina urbana as noticias sobre o desenvolvimento do trânsito, interferência usual nos caminhos que as conduzem ao trabalho, colégio, destinos variados.

Dentre as emissoras da capital fluminense equipadas para esse tipo de cobertura, destacam-se a Tupi e Globo – aquela com Leonardo Sales, esta com Isabella Fraga. A bordo de helicópteros eles transmitem a cada dia a movimentação nos pontos cruciais da cidade.

As rádios menos dotadas para acompanharem o que vão além de ruas, avenidas, pontes e viadutos, utilizam-se de um locutor no estúdio. Atento às câmeras da CET-Rio, intermediando uma rodada de músicas ou uma entrevista, ele dá um panorama para o ouvinte.

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GRILLO NO AR
Repórter e apresentador da última safra deste amor antigo, Guilherme Grillo esteve por mais de dois meses afastado. É um dos colaboradores de “No Ar”, da Nova Rádio Globo, e retornou na quarta (5).

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BORDÃO MUDOU
Os cardeais da emissora-matriz dos Marinho mandaram para o arquivo o bordão ‘Pra Quem é Bom de Orelha’. Agora, ‘Se Toca Você, Toca Aqui’, é o slogan que anuncia os cartazes da grade de programação.

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UNS E OUTROS
Nos intervalos – pode-se observar – rolam mais isso que comerciais. Se tranqüilidade para uns (sintonizadores), não para outros, os que controlam o faturamento. O sétimo lugar em audiência tem muito a ver.

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A FILA ANDA
Na ex-concorrente, ao contrário, está se registrando fila de anunciantes, com o país em plena crise. Dizem ‘à boca pequena’ – do tempo de nossos avós --, que é ‘milagre’ de ‘São’ Josemar (Gimenez).

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O LEVE IDOSO
Jorge Wamburg é dos mais antigos jornalistas da Nacional em atividade. Radicado em Brasília, já cobriu de tudo, principalmente política.Hoje,plantonista esportivo nos programas e jornadas. Boa forma.

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PESO DA IDADE
Não se pode dizer o mesmo do veteraníssimo Anchieta Filho. Com trajetória por diversas rádios paulistas, recentemente contratado pela Nacional, ancora as notícias da “Terra da Garoa”. Intervenções vacilantes.

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FALAR, CALAR
Talvez não se incomode com o ditado que diz: ‘Tem a hora de falar, e tem a hora de se calar’. O gosto pelo jornalismo, ou motivo outro, provavelmente a causa dele estar se expondo a tantos tropeços diários.

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NÃO ÀS FESTAS
O comunicador Roberto Canázio fica fora do ar nas festas de fim de ano. Entrou de férias no domingo (9). A jornalista e apresentadora Vanessa Riche – do “Papo de Almoço”, às terças – responde pela ausência dele.

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UM ANO BOM
Isabelle Benito comemorou na terça (11) um ano de programa na Super Tupi, às 10h das manhãs. Pelo entusiasmo de colegas comunicadores e ouvintes, os índices do Ibope correspondem às expectativas da direção.

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A CASA NOVA
Comando da FM 94 (Roquette 94,1) ‘vendendo’ para seu público ser ela ‘A Nova Casa da Música Brasileira’. Fica subentendido que a ‘velha’ é também estatal – MEC AM, onde fator predominante chama-se bom gosto.

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R a r e f e i t a s
/o Locutores da Mania FM (91,1) de Niterói, estão afirmando que a rádio 'é a melhor do Brasil’. Pergunta que não quer silêncio. Será que eles acreditam no que dizem? O anunciado não passa de um arremedo de ficção.

/o Fossem contratados de uma Jovem Pan, de Sampa, Itatiaia, de BH, ou Gaúcha, de Porto Alegre, que teriam os moços a declarar? Por certo, esses “ilustres mensageiros de Araribóia” acreditam em Papai Noel.
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< Plante e Viva Bem
Não deixe uma planta morrer. Nem uma livraria. Dê livros. A uma criança, um amigo (a), a seu amor. Com os livros se planta uma civilização.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Rádiomania, o Livro/59

APARENTE SUBIDA
Chamava-se Federal e funcionava em Niterói a rádio comprada pelo grupo Bloch Editores, que a exemplo da principal revista, ganharia nome de Manchete. A concessão estava em poder de Antenógenes Silva, músico e compositor e, entre outras coisas, autor de “Saudades do Matão”, um clássico do cancioneiro sertanejo. Foi em 1981 que a emissora passou para o controle acionário da família Bloch.

Cinco anos depois, quando começava a transmitir 24 horas por dia, ela deixava para os ouvintes a impressão de crescimento. (Emissoras mais antigas – casos da Roquette Pinto e Jornal do Brasil, só entrariam nessa operação, respectivamente em 1988 e 1990). Pelo transcurso de seu decênio, em março de 1991, a Manchete investia na contratação de profissionais de renome e ampliava o setor de jornalismo, apesar da crise político-econômica que o país enfrentava.

O início da nova fase se daria com Cidinha Campos, que estreava no dia 4 daquele mês. Eleita deputada pelo Estado do Rio no ano que terminara, a comunicadora desligara-se da Tupi em janeiro, na qual trabalhara onze anos ininterruptos. Cidinha levaria para o novo endereço parte dos componentes de sua equipe, de produtores e debatedores, incluindo o sonoplasta Márcio Castorinho.

No mesmo dia em que a Manchete lançava o “Cidinha Livre”, o comunicador Enio Barbosa também estreava no prefixo. Ele, que alcançara grande sucesso na Tupi substituindo Paulo Lopes* a partir de 1987, não renovaria seu contrato, encerrado antes de completar dois anos no horário, entre 1h e 4 da tarde. Queria remuneração considerada incompatível. Sua estrela se apagaria na Capital, enquanto ‘plantava’ nos colunistas de jornais populares o interesse da Globo por seu concurso.

Ênio fizera uma parada na Rádio Nacional, quando problemas de ordem política provocaram o afastamento de Daysi Lúcidi, integrada à emissora desde os tempos das novelas. Na Manchete, abandonaria o projeto de reformulação logo no primeiro mês de atividades. Em princípio, alegara motivo de saúde, licenciando-se e, depois, para surpresas, rescindia o contrato. Voltaria à Capital. Mais tarde, porém, realizava seu grande sonho: trabalhar no Sistema Globo. Morria no primeiro semestre de 1995, em pouco tempo de atuação na filial paulista do SGR.

Jorge Luiz e Luciano Alves, também originários da Tupi, reforçariam a programação da Manchete. Em meados do ano, todavia, o panorama da rádio estava muito diferente, com o reflexo de uma crise que, localizada no canal de televisão, abalaria os alicerces da empresa. Cidinha sairia rápido, aproveitando a desincompatibilização, em 1992, para concorrer à Prefeitura do Rio. Luciano Alves, que se aposentara da Rádio MEC, era o próximo. Ficaria com o Jorge Luiz (último dos requisitados no ‘crescimento’) a dolorosa missão de apagar as luzes.

*M E M Ó R I A
Um dos maiores salários do radio, Paulo Lopes era demitido da Globo de São Paulo em 2001, isto é,14 anos depois de ser contratado pela emissora dos Marinho. A forma do seu afastamento teve semelhança com a de outros colegas da empresa – o Rony Magrini, também baseado na Paulicéia, e Haroldo de Andrade, no Rio.
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< Plante e Viva Bem
Não deixe uma planta morrer. Nem uma livraria. Dê livros. A uma criança, um amigo (a), a seu amor. Com os livros se planta uma civilização.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Os Nove Mais do Rádiomania

1) COMENTARISTAS E SEUS SLOGANS
Datam dos anos 60 no rádio esportivo os slogans de locutores e comentaristas, sendo o destes últimos o motivo da crônica que desenvolvemos nas linhas que seguem. Luiz Mendes, “o da palavra fácil”, mais antigo no país passou a utilizá-lo em 1969 durante uma temporada na Continental, há alguns anos extinta.

A denominação ele ganhou do Carlos Marcondes que, além de comentarista – “o da prova real” – era gerente de esporte da emissora. Ruy Porto, outro em evidência naquele tempo, se intitulava “o de todas as classes”.

Destaque na Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 70 (participou também da de 66) Gérson migraria para o rádio depois de pendurar as chuteiras em 1973. A função de comentarista ele começou a exercer no ano seguinte na Tupi, convocado pelo Doalcei Camargo, que abriria espaço para outros ex-jogadores – Telê Santana e Raul Plasman.

O “canhotinha de ouro”, como era tratado nos campos de futebol (20 anos de carreira), serviria para ser o slogan de Gérson, que se encontra em atividade há seguramente 40 anos.

Washington Rodrigues, o Apolinho, mais próximo do Luiz Mendes em quilometragem profissional e popularidade era “o da palavra mágica” na transição da Nacional para a Globo em 1984, trocando pelo “o mais ouvido do Brasil”.

Em 1985 Jorge Nunes integrava a equipe do José Cunha na Rádio Tamoio.Amigo do Apolinho (que voltara à Tupi no início de 1999) caiu de pára-quedas na emissora, onde seria a terceira opção de analistas. Devido à desistência do Luiz Ribeiro (“o da opinião definitiva”) que substituiu Roberto Figueiredo em 2001, “o comentarista do povo” ganhou a vaga e cresceu com sua originalidade.

Antes de se transferir para o esporte da Nacional, onde atua há muito tempo, Mário Silva foi repórter “da geral”. Deixou os campos pelas cabines na mesma época em que o Apolinho fora promovido. Seu slogan: “o comentarista que não esconde o jogo”.

Rubem Leão – “uma fera de comentarista” – , hoje na Tupi teve a então batizada 1440 AM (depois Rádio Livre) como seu primeiro endereço. A safra de novos comentaristas do rádio nos remete nesse período ao Waldir Luiz ("o que sabe o que diz) da Nacional e, o atualmente o companheiro dele, Jorge Ramos ("o que não deixa dúvidas"), lançado na Roquette.

Tem ainda o bem rodado Felipe Cardoso, que mudou de função no “Momento esportivo” na Brasil AM, referência para a classe. Cooptado pela Globo há cerca de dois anos com o apoio do Eraldo Leite, Felipe virou “o comentarista do momento”.

Menos votados nessa lista, Marcos Marcondes e Rodolfo Motta, ambos na Manchete. Aquele, com uma corruptela do slogan do falecido pai – citado no começo -- “o que tira a prova real”; este, “o comentarista perfeito”, por conservar o hábito de usar tal palavra em suas conversações com os colegas.

(Reprodução de 24 de fevereiro de 2011)

sábado, 8 de dezembro de 2018

Direto das Ondas

O RIO NOS INTERVALOS
A Globo, CBN e a Nacional estão, nos dias atuais ligadas numa coisa em comum: ‘o Rio nos intervalos’. Componente do SGR, a matriz do grupo foi a última a ingressar nesse esquema.

Em maio, mudou-se para o Projac deixando a tradicional Glória (Rua do Russel, 433), onde funcionou na maior parte de sua existência. A emissora completou 74 anos neste domingo (2).

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MENINA DE TRINTA
Fundada em 1° de outubro de 1991, a CBN-Central Brasileira de Notícias ocupava, no começo, as freqüências AM da Eldorado e da Mundial, respectivamente os 1180* e 860.

A Mundial estava em terceiro lugar no Ibope, atrás da Globo e Tupi, quando a direção resolveu desativá-la. O SGR ‘emprestou’ a Eldorado a Rádio Viva Rio, da ONG com o mesmo nome.

Então ‘Menina dos Olhos’ dos executivos, a CBN, nascida no Rio, dedicava-se mais aos assuntos de São Paulo, gerando 80 por cento de seus programas da sucursal sediada na Paulicéia.

Os temas de interesse dos cariocas ficavam restritos aos intervalos. Como está ocorrendo há um ano e meio, a partir da reinvenção da matriz, que os cardeais batizaram de Nova Rádio Globo.

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VENERÁVEL SENHORA
Os gestores nomeados para tocarem a Rádio Nacional após a Revolução de Março de 1964 permitiram que seus estúdios virassem sucata. Faltou pouco, para fechar as portas.

Em 2004, o governo de plantão revitalizou a casa, tirando-a do estado precário – material e cultural. Os esforços foram em vão. A Nacional nunca mais conseguiu aprumar-se.

Os investimentos no lendário Edifício A Noite, na Praça Mauá, caíram em profundo mistério, que tem como origem, pendência com o INPI-Instituto Nacional de Produção Industrial.

A rádio foi obrigada a sair. MEC AM e FM, desabitadas da Praça Tiradentes foram lhes fazer companhia na Avenida Gomes Freire, Lapa, local da extinta TV Educativa, hoje TV Brasil.

No primeiro semestre do ano, a Nacional aderiu, nos dias úteis, à uma programação exclusivamente informativa, nos moldes da CBN e Bandnews. Nem assim pode escapar dos traços.

Operando no Rio como repetidora só trata dos temas da cidade durante os intervalos. Analistas comparam-na a um bordão do Velho Chacrinha: “Brasília continua comandando a massa”.

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• A frequência de 1180 foi utilizada em 2000 pela Mundial, que ressurgira em diferente formato. Era devolvida com o fim da Viva Rio, em 2004. Ao descartar-se da 1180, a CBN ficou na sintonia de 92,5 pertencente à antiga Globo FM, que fora transferida para um canal da Sky.

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R a r e f e i t a s
/o Guilherme Grillo, bom profissional da última safra, voltou na quarta-feira (5) a Nova Rádio Globo. Segundo Otaviano Costa, ele passou 74 dias de férias (sic) no Nordeste.

/o Jorge Wamburg, um dos mais antigos jornalistas da Nacional, hoje em Brasília, é atualmente plantonista de esporte. Bem melhor que alguns estagiários de Comunicação.


quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Rádiomania, o Livro/58

DOURADO ‘CACIQUE’
Em novembro de 1989 Collid Filho completava 44 anos de rádio – a maior parte deles na líder dos Diários Associados, Rádio Tupi, que nos anos dourados era também conhecida como “O Cacique do Ar”. Testemunha da fase áurea da emissora, Collid Filho foi um dos escolhidos por Fridas Veras para um programa especial na Rádio MEC, que ouvira naquele mês depoimentos sobre a história da estação.Outros participantes do especial foram Paulo Porto e Paulo Max.

Eles relembraram fatos pitorescos, envolvendo programas e personagens, onde pontificavam os nomes de Ary Barroso e Almirante. Pianista e compositor famoso, considerado o gênio do mau humor, Ary era o responsável pelo lendário “Calouros em Desfile”, aos domingos à noite, entre 8 e 9 horas. Ary, um entusiasta do futebol e torcedor do Flamengo, era também locutor esportivo. Costumava utilizar-se de uma gaitinha de boca para dar ênfase aos gols, mas, mudava de entonação do instrumento nas vezes que o adversário do seu clube alcançava as redes.

De Almirante, ‘a patente do rádio’, criador de numerosos programas de sucesso nas emissoras em que trabalhou, um grande destaque na Tupi foi, sem dúvida, o “Incrível, Fantástico, Extraordinário” às quintas-feiras, em horário noturno. Dezenas de programas se projetaram no “Cacique do Ar”, sendo exemplos o “Rádio Sequência G-3”, com Paulo Gracindo, de segunda a sexta, na hora do almoço, e o “Caleidoscópio”, com Carlos Frias, nos domingos depois do futebol.

Embalado pelos acordes do Monlight Serenade, com a orquestra de Glenn Miller, Frias narrava a crônica “Boa Noite para Você”, nos dias úteis da semana. Enfatizava alguém que se destacava no dia, deixando para o ouvinte, a impressão de que ele próprio era o autor do texto, cujo nome a emissora não divulgava. Esse redator, mantido no anonimato, era nada menos que o Hélio Thys, anos mais tarde bastante conhecido através da série “A Vida é Assim”, que o levaria para a Globo. As histórias contadas no seriado, ainda se transformariam em livro.

Outras atrações da Tupi davam uma mostra da qualidade de seus programas. O “Falando de Cadeira”, de Olavo de Barros, era um deles, aos sábados, por volta de 1h da tarde, constando de entrevistas com o pessoal do teatro, muito contribuindo com a divulgação de suas atividades. No humorismo, os inesquecíveis Alvarenga e Ranchinho, logo após os calouros do Ary, e também nesse plano “Marmelândia, o País das Maravilhas” e “Ali Babá e os 40 Garçons”, ambos de Max Nunes, o primeiro às terças, o outro às quintas, à noite.

De segunda a sexta, nos fins de tarde, o “Pausa para Meditação”, de Júlio Louzada, e o “Eu Acredito em Milagres”, de Maria Muniz, quando a Tupi entrava em cadeia com a Tamoio. As novelas ocupavam diversos horários. Principais escritores Jota Silvestre, Dulce Santucci e Luiz Quirino.Entre os rádioatores Antônio Leite, Aidê Miranda, Luiza Nazareth, Dandreia Neto, Dario Lourenço, Nair Amorim, Nely Villanova, Newton da Matta, Paulo Porto e Radamés Celestino.

M E M Ó R I A
Em 6 de outubro de 1950, estreava na Rádio Nacional o “Balança Mas Não Cai”, humorístico de Max Nunes. Dois anos depois, a ele se incorporava o quadro “Primo Rico, Primo Pobre”, com o ator Paulo Gracindo, que produzia o sketch, e o comediante Brandão Filho. Narrado por Afrânio Rodrigues reunia, entre outros, Walter e Ema D'Ávila, Wellington Botelho, Altivo Diniz e Nilza Magrassi.
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< Plante e Viva Bem
Não deixe uma planta morrer. Nem uma livraria. Dê livros. A uma criança, um amigo (a), a seu amor. Com os livros se planta uma civilização.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Os Nove Mais do Rádiomania

2) OS 25 ANOS DO CLÓVIS MONTEIRO
Um dos melhores comunicadores do Rio, Clóvis Monteiro está celebrando este mês 25 anos de Rádio Tupi, 17 deles com o “Show da manhã”. Sua atuação na rádio se desenvolveu em duas etapas, a primeira em horário vespertino. Antes do “Show da manhã” (de 6h às 9h), estivera dois anos na Globo fazendo o “Parada popular” (de 3h às 6h) de segunda a sexta, e “A grande parada “, aos sábados. Substituíra o Sílvio Samper, mais tarde seu colega na emissora.

No tempo precedente ao seu ingresso na Tupi, onde começou como locutor de notícias, ele foi apresentador da Rádio Capital, posteriormente arrendada por uma seita religiosa.Também estavam naquele prefixo na ocasião,o Cirilo Reis – já integrando os quadros da Nacional, e o Silvio Samper – que depois se transferira para a Globo. Clóvis já tem 35 anos de carreira, iniciada em Alegrete, RS. Conterrâneo do saudoso João Saldanha, igualmente torcedor do Botafogo.

O programa que comanda sofreu, durante sua existência, diversas modificações. Nos últimos três anos, dedica a primeira hora às notícias do trânsito,com a interatividade dos ouvintes, participando de “viva voz”. A mesa de analistas, que reúne Maurício Menezes e Jorge Nunes, teve numa fase, quatro componentes. São destaques Washington Rodrigues, com “Geraldinos & arquibaldos”, Glória Britto (“Horóscopo positivo”) e o humorista Mauricio Manfrini.


SEM EFEITO
Há um ano a Globo trocava o José Carlos Araújo por Luiz Penido. Passava a direcionar seus programas esportivos para os clubes do Rio, com o lema “a rádio da torcida carioca”. A Tupi já seguia essa linha, aproveitando a brecha que a concorrente abrira ao mirar o mercado nacional. Com isso, uma hegemonia de 40 anos se perdeu. Para o desespero de alguns executivos. As alterações feitas em 2012 ainda não deram os frutos que os novos cardeais esperavam.

Na “outra”, a indiscutível liderança do Penido era regional. Ele não a repete na Globo, superado pelo J. Santiago, que então, só ficava com as sobras. Conclui-se que, não era “o mais querido” quem garantia a audiência da rival. Hoje, a soma de ouvintes das emissoras do Rio que cobrem futebol não alcança a conquistada pela Tupi, segundo o Ibope.No confronto, o time da Saúde continua em vantagem sobre o da Glória. Motivo de regozijo para os contratados de lá.


LINHA DIRETA
/o/ O “Programa Haroldo de Andrade” com Jimmy Raw na Tupi distribuiu, no Dia das Mães, kit-churrasco para os ouvintes.

/o/ Uma réplica evidente ao “Jogo das famílias” do David Rangel na Globo, que oferece almoço para os seus participantes.

/o/ A Tupi tem ‘pés de barro’ – disse um leitor. Segundo ele,a Globo perde em horários diversos por bobeira de sua direção.

/o/ Reversão do quadro vai depender, com certeza, dos novos ocupantes dos cargos. Saberiam eles,onde derrotar a adversária?


S I N T O N I A
“Tarde Nacional”, com Hilton Abi-Rihan e Gláucia Araújo. Nacional 1130 AM – de 16h às 19h, de segunda a sexta.

“Bossa moderna”, com Tárik de Souza. MEC 800 AM – de 22h às 23h, às terças-feiras.

(Reprodução de 16 de maio de 2013)

sábado, 1 de dezembro de 2018

Direto das Ondas

É SAMBA QUE NÃO ACABA
Anunciado como uma nova atração, o "Samba Social Clube" estreou neste sábado (1º) a 1h da tarde na Super Tupi, sob o comando de Valéria Marques e Carlinhos de Jesus. Não foi uma apresentação 'ao vivo'. Características mais parecidas a de uma CL (Companhia Limitada) do que programa de rádio.


Nascido na MPB FM, extinta no início do ano, o “Samba Social Clube” migrou para a SulAmérica Paradiso em fevereiro, onde ficou apenas nove meses.
Todavia, criou corpo e cresceu no conceito público e comunidade do gênero. Ganhou formato de empresa, tal um supermercado, ou rede de drogarias.

Tem uma presidente, Arianne Carvalho, dona da marca e do título MPB, espólio da rádio que acabou. A serviço da autêntica música brasileira já lançou dois DVDs no mercado. Na estreia do cartaz, Carlinhos de Jesus entrevistou o carnavalesco Milton Cunha, compositores Moacyr Luz e Pretinho da Serrinha, entre outros.

Naquele mesmo dia à noite na Tupi, o “Show de Bola”, geralmente dedicado ao futebol, conta com a presença de intérpretes e compositores do samba de raiz. Marcus Vinícius conduz o ‘papo’, invariavelmente, muito interessante. Ele 'se vira' quando rareiam os assuntos do esporte. ‘Os do samba não podem faltar’.

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IDEIAS EM COMUM
Três programas do rádio contemporâneo na (outrora) Cidade Maravilhosa, estilo ‘música e informação’, levam no nome-chave, a palavra “Painel”. O de mais quilometragem (e o mais importante, sem dúvida) é o da JB FM, com uma edição de manhã e outra à tarde. Àquela, com Alexandre Tavares, esta com Iseumar Ferreira e Robson França.

O segundo, mais novo no dial tem como apresentador Jorge Ramos, na 94 FM (94,1 Roquette), e chama-se exatamente “Painel da Manhã”. A exemplo do da JB, começa às 7h, estendendo-se até às 10h, ou seja, uma além do seu concorrente. Sessões variadas e músicas de primeiríssima qualidade são o seu forte. No ritmo das horas iniciais, mora o pecado.

No período de 7h às 9h, talvez ainda sonolento, o experimentado profissional JR comanda as ações -- diríamos – de um jeito ‘tão morno quanto cafezinho servido em gabinete de governo em fim de mandato’. Claro que não compromete a audição, comparativamente às outras no horário, muito boa de o interessado nas coisas do veículo acompanhar.

O que fecha a lista é apresentado aos sábados, entre às 8h e 10h. Seu titulo “Painel Nacional”, na rádio homônima, com rodízio de apresentadores – ora o Cezar Facciolli, ora o Amauri Santos e, às vezes, nenhum deles. Pequena mostra da indefinição que tomou conta da octogenária emissora, muito distante, no presente, de tempos imemoriais.

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R a r e f e i t a s
/o A não ser as transmissões esportivas, os ‘ao vivo’ no rádio nos fins de semana, são raridades. Predominam os programas gravados, inclusive os ‘do mais brasileiro dos ritmos’. Destaques, na sequência.

/o “Sambasso”, Nova Globo, com Zeca Lima,"Estação do Samba", SulAmérica Paradiso,com PR e Arlindinho. De 11h às 13h e de 12h às 14, respectivamente. Aos sábados os dois, o segundo também aos domingos.

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< Plante e Viva Bem
Não deixe uma planta morrer. Nem uma livraria. Dê livros. A uma criança, um amigo(a),a seu amor. Com os livros se planta uma civilização.






quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Rádiomania, o Livro/57

PELAS MADRUGADAS
“Washington Rodrigues Show”, cuja estreia ocorrera em 17 de março de 1997, marcava a volta do Apolinho às madrugadas da Globo. Era apresentado aos domingos, de meia-noite às 3h. Até maio de 1995, no período de dois anos, o Velho Apolo dividia com Hilton Abi-Rihan, o “Show da Madrugada”, de segunda a sexta.

O alto índice de audiência do programa tinha o dobro do alcançado por todas as emissoras do Rio juntas. Na mesma data era lançado o “Parada das Paradas”, com Francisco Carioca (1934-2009), em lugar do “Toca-Tudo”, do Antônio Luiz (1947-2001). A ele destinavam-se as audições noturnas do “Sábado...” e “Domingo na Globo”.

Há muito que o Apolinho era íntimo das madrugadas. A experiência se dera no início dos anos 70 na antiga Continental, por apenas seis meses. Posteriormente na Tupi, entre 1973 e 1977, fez um programa de grande apelo popular, que atraía ao estúdio uma plateia. Collid Filho (1930-2004), assumira a vaga eternizando-se no horário.

Simultaneamente às atividades de repórter esportivo, Apolinho também foi apresentador, dois anos depois, de um programa da Nacional nas madrugadas. Embora curto, superior ao da Continental. Nas manhãs do ano seguinte, às 8h, “Nacional 80” com o Abi-Rihan.

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Os bastidores do rádio fervilhavam nas duas primeiras semanas de agosto de 1998. Na segunda-feira 10, o comentarista Washington Rodrigues licenciava-se da Globo para ser diretor-técnico do Flamengo, um desafio. O amor pelo clube falava mais alto. Também nesse dia, por coincidência (nada agradável) Hilton Abi-Rihan recebia bilhete azul da emissora, onde se encontrava há dois anos, levado pelo velho companheiro, pois, fora dispensado da Nacional em 1991.

Naquele mês, chamava-se “Show da Globo” o programa com o Abi. A solução da rádio foi escalar o Francisco Barbosa, com uma reprise do programa que ele apresentada às tardes. Como estratégia nas chamadas, a afirmativa de ‘o ouvinte pediu’. Tratava-se de uma medida transitória, mas emplacaria, surpreendendo pela receptividade.

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Em sua segunda passagem pela Tupi iniciada em fevereiro de 1999, Washington Rodrigues viria repetir o sucesso de seu primeiro programa na Globo. A partir de 2005 o “Show do Apolinho” embalava na preferência dos ouvintes em sete temporadas consecutivas, culminando com os seus 50 anos de rádio, em fevereiro de 2012.

O percurso alcançado faz parte de uma história começada com o “Beque Parado”, de Dolar Tanus (hoje, nome de rua no Rio), de quem Washington era auxiliar na Guanabara. Celeiro de valores, a emissora (rebatizada Bandeirantes) revelaria nomes da importância do Sílvio Santos, Fernanda Montenegro,Alfredo Raimundo, Maurício Sherman, Chico Anísio (1931-2012), e outros.

M E M Ó R I A
A Globo mudava sua freqüência em FM de 89,3 para 89,5 em fevereiro de 2011. A unificação com o AM 1220 vinha acontecendo desde maio, pouco mais de um ano depois que a Super Tupi adotara a inovação, isto é, AM 1280/FM 96,5.





quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Os Nove Mais do Rádiomania

3) BELISÁRIO DE VOLTA À TUPI
Mário Belisário, dos mais apreciados comunicadores do rádio contemporâneo, está de volta à Tupi. Substituiu Sílvio Samper.*

A estreia, na quarta-feira 14, ocorreu em banho-maria, embora a “pesquisa do dia” explorasse um tema “quente” – o adultério.

Concitando a‘turma do sereno’ e insones que garantem a audiência na madrugada (de 3h a 6h), o apresentador indagava:

“O que você faria ao saber que um amigo seu, ou amiga, estivesse ‘levando bola nas costas’? Contaria pra ele? Contaria pra ela?”
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É a terceira vez que Mário Belisário fecha com a empresa. Na primeira, o ingresso foi no final de 1990, ficando até 1995. Fazia, no começo, o horário há algum tempo ocupado pelo Clóvis Monteiro.

Belisário despontara na FM 105, quando comandava de 4h às 7h, o “Desperta Rio”. Antes de atuar naquela emissora, trabalhou (em início de carreira) na Cidade FM, em São Paulo -- hoje a Bandnews.

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Na sua trajetória figuram duas passagens pela Manchete AM e uma pela FM de igual nome, incluindo a FM O Dia no período de implantação e, ainda, a Roquette Pinto. Afastado desde 2011, o último endereço de Belisário foi a Sucesso (ex- Carioca), onde manteve programa a partir de 2009.

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*Recém-desligado, Sílvio Samper estava na Tupi há 18 anos. Integrava um grupo de profissionais que a Globo descartara na década. Entre outros, mudaram de lado em circunstâncias parecidas, Washington Rodrigues, Francisco Barbosa, Luizinho Campos, Ricardo Alexandre e Pedro Costa.


S I N T O N I A
/o/ “A voz da periferia”, com MV Bill. Roquette Pinto 94,1 FM. – De segunda a sexta, às 13h.

/o/ “CBN total”, com Carolina Moran. CBN 860 AM/92.5 FM. – De segunda a sexta, às 14h.

/o/ “Yesterday”, com Robson Castro. SulAmérica Paradiso 95,7 FM. – De segunda a sexta, às 22h.

AMOR ANTIGO
Os grandes nomes da televisão tiveram, em maioria, o rádio como sua origem. Sérgio Chapelin é um dos que fazem parte dessa listagem.

Apresentador de “Globo repórter” da Rede Globo desde o seu surgimento, em 1973, ainda jovem iniciou na Rádio MEC.

As primeiras experiências foram na difusora de Valença, RJ, cidade onde nascera há 72 anos.

A melhor fase do Chapelin no rádio foi como locutor da Jornal do Brasil AM. (Um dos marcos na história do veículo, a RJB fecharia as portas em abril de 1993).

Chapelin esteve, por pouco tempo, na Rádio Nacional, antes de migrar para a televisão.

(Reprodução de 16 de agosto de 2013)







sábado, 24 de novembro de 2018

Direto das Ondas

ZUMBI SEM CORTES
O historiador Milton Teixeira participou na terça (20), Dia Nacional da Consciência Negra, do programa do Antônio Carlos, na Super Rádio Tupi. Foi entrevistado no “Vamos Acordar”, que encerra o cartaz, falando sobre Zumbi dos Palmares, líder do movimento dos quilombolas, um dos pioneiros da resistência contra a escravidão no país.

À vontade, e sem os atropelos comuns que acontece com os convidados, ele destacou a tradição de se comemorar a morte de Zumbi, ocorrida há mais de trezentos anos. O “Vamos Acordar” é mantido desde que o apresentador trocara a Tupi pela Globo, em 1987. Na época, o programa era das 5h às 7h, e o quadro abria a audição.
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‘ESTE CHÃO É MEU’
Milton Teixeira é figura bastante conhecida dos ouvintes de rádio. Especializado em curiosidades sobre o Rio, desfrutava de lugar cativo nas atrações da ‘velha’ Globo, extensivo às colunas de notas do homônimo jornal do grupo, requisitado com freqüência.

Faz tempo que Teixeira se mudou da emissora dos Marinho – nem se cogitava de radicalizarem a programação. Foi para a Bandnews Fluminense, onde descreve diuturnamente pontos turísticos da (outrora) maravilhosa. E... ‘sumiu’ das folhas do influente veículo.

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AINDA O RACISMO
Gestor de rádio durante doze anos, Marcus Aurélio disse na quinta (22), que ainda existe racismo no Brasil. Se dois candidatos concorrem a uma vaga de emprego, observou, o branco é escolhido, mesmo que o negro tenha mostrado mais qualidades.

Ele co-produz com o Marcos Leite e apresenta o "Todas as Vozes", há três anos na MEC, de 7h às 9h. Exultante, assegura que o programa transformou-se no de maior audiência na emissora estatal, ‘mexendo com os cabecinhas conformadas das outras’.
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R a r e f e i t a s
/o Depois de ficarem operando no piloto automático em duas semanas, a Nacional e a MEC normalizaram a programação noturna.

/o Por coincidência, esse problema técnico ocorreu após a eleição do novo governo, que anunciara o seu propósito de privatizar a EBC.


quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Rádiomania, o Livro/56

LIVRE PARA BRIGAR
Janeiro de 1997, dia 20. Data do padroeiro da cidade, São Sebastião. Seis anos depois de se desligar da Tupi e, cerca de cinco do seu afastamento do veículo – estava na Manchete – a deputada e jornalista Cidinha Campos retomava seu espaço naquela rádio, de onde saíra brigada com Alfredo Raimundo, diretor. Amigos, colegas e grupos de admiradores compareceram aos estúdios da emissora para recepcioná-la, enquanto outros o faziam por telefonemas ou fax.

Uma pesquisa que a rádio encomendara ao Ibope determinaria o retorno da comunicadora, pois os diretores cansaram de perder o sono. Com Fernando Sérgio, Marne Barcelos, Jorge Luiz e Haroldo Júnior (substitutos), os índices de audiência estiveram abaixo das expectativas. A não ser algumas vinhetas novas, o “Cidinha Livre” não trouxera nada diferente daquele que permanecera onze anos consecutivos na rádio. Ela comparecia com seu estilo polêmico, “livre, para o que der e vier”, disposta a brigar pelos interesses da comunidade.

O destaque continuava a ser o “Cidinha na Jogada”, de críticas aos programas da TV, Rede Globo seu alvo principal. Em abril, o formato do programa sofria ligeira alteração com o quadro reduzido em trinta minutos. O de debates, com os assuntos mais importantes do dia, ampliava-se e começava mais cedo, estratégia para enfrentar o concorrente direto – Haroldo de Andrade, na Globo.

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“O rádio sem Cidinha é povo sem voz” – afirmava o prefeito César Maia em 20 de janeiro de 2002 nos estúdios da ‘nova’ Rádio Manchete, dia da estreia da comunicadora. (O programa “Cidinha Livre” ficara fora do dial desde outubro de 1999, quando a Tupi a demitira). Também estiveram na emissora para as boas-vindas, o cantor Agnaldo Timóteo, o deputado Chico Alencar, o superintendente da Nacional-Rio Osmar Frazão, e companheiros dela em outras jornadas – jornalista e escritor Antônio Carlos Lobo, o advogado Celso Soares e o produtor musical Guto Graça Mello, a exemplo dela, brizolistas de primeira hora.

‘ Remanescente da Bloch Editores, que se desfizera de quase todo o seu patrimônio de comunicação, a rádio dava mais um suspiro de vida, em regime de arrendamento outra vez. Nessa empreitada, em que Cidinha se constituía na principal atração, outros profissionais demitidos também eram aproveitados -- casos dos ex-Globo Mário Esteves, Francisco de Assis e Sérgio Ricardo.

O Wagner Montes que nos anos 70 era repórter e produtor da Tupi, de onde seguira uma carreira na televisão, voltava às origens. Maria Joana, que também atuara durante muito tempo em ambos os veículos, e se ausentara longamente devido a um problema de saúde, era mais uma entre os que acreditavam no projeto. Seria a primeira a desistir, percebendo que as coisas não iam bem.

O ator global Francisco Cuoco entrava na vaga. A Manchete tentava, ainda, uma experiência inédita: dar cobertura a um time de futebol – o Flamengo – transmitindo os seus jogos. E, criava um programa específico, “A Voz da Nação”, onde Zico entrevistava, duas vezes por semana, ídolos do passado. Luiz Carlos Monteiro (narrador), Marcus Vinícius, Antônio Carlos Duarte e Francisco Aiello (repórteres), formavam a equipe. A rádio até conseguira boa audiência, mas em termos de anunciantes, total fiasco. Dispensava todos ao fim de quatro meses.

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A rádio do Haroldo de Andrade, inaugurada em novembro de 2005, que tivera curta duração, foi a última em que Cidinha Campos trabalhou. Contratada como segunda estrela da casa, ela encabeçou o elenco dos primeiros a abandonarem o veículo. Saíra elogiando o comportamento elegante de Haroldinho e Wilson, filhos do renomado radialista, mas lamentando o amadorismo deles, no que tange aos equipamentos utilizados na estação, registrando falhas constantes.

Cidinha iniciara carreira na Jovem Pan em São Paulo, como repórter. Já apresentadora, atuou simultaneamente na TV Record participando do humorístico “Família Trapo”, em que contracenava com o Jô Soares e o Renato Corte Real, entre outros astros. Na transferência para o Rio, fez uma passagem pela Nacional, então dirigida por J. Silvestre, que foi novelista da Tupi, e notabilizara-se como apresentador de “O Céu é o Limite” na TV de igual nome, o canal 6.

Logo depois ingressaria na TV Globo sendo, em pouco tempo, designada correspondente na Europa. Um forte desentendimento com o diretor de jornalismo Armando Nogueira, que não aceitara a um pedido dela para a troca de determinada matéria, acabaria resultando no seu desligamento. Intermediando atuações no rádio, Cidinha trabalhou em outros canais de televisão.

M E M Ó R I A
Um dos mais importantes comunicadores do Rio, Mário Belisário aterrissava, em abril de 2009, numa das mais modestas emissoras do dial – a Sucesso, ex-Carioca, dela se afastando em setembro de 2011. Em sua trajetória, entre outras, a FM 105 – depois batizada de Aleluia --, Manchete, Tupi e FM O Dia.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Os Nove Mais do Rádiomania

4) TUPI, ASCENSÃO E QUEDA
Três meses depois de comandar as manhãs da Tupi na ausência de Francisco Barbosa, que se candidatara a uma vaga na Câmara dos Deputados, Haroldo de Andrade Jr. foi efetivado no horário de 9 ao meio-dia, de 2ª a sábado. Dupla perda para o titular. Não se elegeu e ficou sem o espaço diário na emissora.
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A promoção do Haroldinho, até aquele momento um curinga de luxo, deveu-se aos bons índices conquistados como substituto do seu companheiro. Barbosa foi transferido para o domingo, lugar em que Haroldo Jr. tinha programa próprio. Reassumiu atividades no Dia da Criança e de Nossa Senhora Aparecida.

Originários da Globo, eles trabalham pela segunda vez na mesma emissora. A primeira passagem de Haroldinho ocorreu em 1995, levado por Mário Luiz, idealizador da vitoriosa programação da concorrente. Fora convocado para fazer o “Super manhã”, no mesmo horário do pai, de quem era assistente de produção.

Quinze anos depois de atuar na emissora dos Marinho, Barbosa foi parar na Tupi em 2001. Cumpriria curta temporada, desligando-se em setembro. Voltava em outubro de 2006 para o posto do Roberto Canázio, contratado pela emissora em que estivera. Haroldinho, que saíra em 1996, retornava em agosto de 2008.
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O dominical com Barbosa tem como novidades “Papos da manhã” e “Em família”, além de uma edição extra do “Super debates”, principal do programa diário. Na estreia, participação da atriz e bailarina Nina Rosa, esposa do comunicador. Novos componentes, o economista Fábio Guimarães e publicitária Suzana Leal.
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VOZES DAS NOTÍCIAS
Último das grandes vozes de noticiaristas da Globo, Luiz Nascimento deixava a emissora no final do mês passado. Na rádio da Glória ele já completara dez anos, sendo sua segunda convivência na casa, igual número da Tupi, proveniente do FM. Antes, trabalhara na antiga JB AM. Como locutor de notícias, iniciara-se cobrindo férias do Alberto Curi, de quem era admirador.

Do nível dele em épocas distintas, foram destaques na Globo, Guilherme de Souza, José Mangia, Isaac Zaltman e Carlos Bianchini. Da mesma linhagem em tempos remotos, Eliakim Araújo e Glauco Fassheber (também na JB), além do Kléber Moura (Nacional),entre outros. Grandes vozes a serviço das notícias na era contemporânea, são o Divaldo Silva e Jair Chevalier (Tupi), Paulo Vasconcellos (MEC FM), Ênio Paes (Manchete) e o Laerte Vieira (CBN).
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LINHA DIRETA
// ‘Boa, boa, boa’ – como diria o Edson Mauro, a atuação do Renan Moura, ex-Tupi, recém-contratado para o esporte da Globo.

// Antes dele, este ano, integrou-se à equipe do Luiz Penido, o Marcos Vasconcellos, de uma nova geração de valores.

// Em contraponto, as dispensas do Fábio Azevedo e André Marques. Qual será o próximo ‘da outra’ a incorporar-se ao grupo?

Reprodução de 21 de outubro de 2014




sábado, 17 de novembro de 2018

Direto das Ondas

UM NOVO RECOMEÇO
Maurício Menezes está de volta à Tupi. É um novo recomeço em sua carreira, reintegrando-se ao “Show do Clóvis Monteiro”, do qual participava entre 2007 e 2014. Agora, também se apresenta no “Super Debates” do Francisco Barbosa e, no “Bola em Jogo”, dominical comandado por Gilson Ricardo.

Demitido há dois anos do SGR, foi parte de um grupo de profissionais de que a empresa se descartou para mudar sua plástica, visando o público jovem. A Nova Globo foi criada ‘pra quem é bom de orelha’. O desembarque dos ‘feras’ se deu em abril de 2016. A reinvenção dos cardeais a partir do mês seguinte.
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JUVENTUDE SURDA
‘Os jovens estão perdendo a audição cedo devido ao uso de fones de ouvido’. Foi afirmação da fonoaudióloga Isabela Tavera ao Cláudio Ferreira, no “Manhã na Rio”, quarta (14), na Rádio Rio de Janeiro AM 1400. Falou sobre prevenções contra a surdez provocada pelo barulho urbano e má utilização dos eletrônicos.

Cartaz de uma modestíssima estação da cidade -- sobrevive de doações -- o “Manhã na Rio” é diversificado programa. Seu condutor forma no time dos melhores da praça, em cuja trajetória figuram importantes emissoras.Destacam-se entre os quadros, com a interatividade dos ouvintes, o “Clube da Fraternidade” e o “Melhor de Três” -- aquele atendendo os carentes, este preferências musicais.
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R a r e f e i t a s
No filme sobre o Velho Guerreiro Chacrinha recentemente lançado, erros palmares da produção quando se refere às emissoras de rádio por que ele passou, vindo de Surubim, bairro do Recife, em Pernambuco.

1. A Fluminense, de Niterói, a primeira citada e onde ele começou, na verdade se chamava Clube Fluminense.

2. Em lugar de ‘programa’ que o locutor apresentava de madrugada na Tamoio, a denominação era “cassino”.

3. A Tamoio não possuía auditório, como foi mostrado. O tal “Maracanã dos Auditórios” pertencia à Tupi.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Rádiomania, o Livro/55

A TERRA DA GENTE
Em 1º de março de 1993, uma segunda-feira, o cantor, poeta e compositor Luiz Vieira voltava à Rádio Nacional, com “Minha Terra, Nossa Gente”, apresentado das 5h às 7h das manhãs. Contar fatos pitorescos sobre a vida de antigos artistas da música brasileira – principalmente os esquecidos pela mídia – foi sempre o seu forte. Ele aproveitara-se do nome “Gente que Brilha”, de um velho programa do Paulo Roberto, de quem era admirador, para aquele fim. A base do roteiro, o aniversário de nascimento (ou morte) dos focalizados.

O poeta-cantador (conforme era anunciado) retornava a Nacional pela terceira vez. A primeira fora na gestão do Figueiredo, estendendo-se até o governo Sarney, que sucedera o do militar. Com a política adotada pelo novo mandatário da estatal, o mercado de trabalho da classe diminuíra, vários profissionais foram dispensados, e Luiz Vieira também integrava a lista. Como num samba do Paulo Vanzolini, ele dava a volta por cima e ressurgia com a ascensão de Collor.

(Em áureos tempos a Rádiobras formava uma cadeia de 38 emissoras de rádio, atendendo especialmente à região da Amazônia e o setor internacional. A Nacional de Brasília, por exemplo, mantinha um noticiário para o exterior sobre o Brasil, transmitindo em espanhol, inglês, alemão, francês e português. A política de privatização do Sarney pôs quase tudo abaixo, reduzindo drasticamente o patrimônio da empresa. No Rio, o sistema perdera sua potencialidade. E, o que restava do prestígio, abalado com o avanço da TV e enfraquecido com a Revolução de Março 64, acabaria resultando numa queda de produção e serviço.)

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Dia 3 de julho de 1995, também uma segunda-feira. A pouco mais de dois anos do seu retorno à Nacional, Luiz Vieira, doublé de comunicador, amargava nova decepção, pois a direção da rádio encurtava o seu programa, fazendo entrar na primeira hora, o “BR Caminhoneiro”, gerado de Brasília. Insatisfeito, ele saía, recomeçando em 24 daquele mês na modesta Rio de Janeiro, na longínqua Ilha do Governador, onde utilizava-se de recursos próprios para melhorar o alcance do quilowatt da rádio da Federação Espírita.

Seguiam com ele o locutor Carlos Camargo , o repórter José Adilson (caricato Gugu, que trabalhara com a Cidinha Campos), os produtores José Silvério e Demétrio Costa. Nessa mudança, o “Minha Terra, Nossa Gente”, ganhava uma hora, alterando de 5h às 7h, para de 6h às 9h, após um período de férias do titular. (Na Rádio Nacional Luiz Vieira estivera por treze anos).

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Depois de sete anos na Rio de Janeiro, o poeta-cantador mudava-se para a Carioca no início de outubro de 2002. Nos dois primeiros meses, o programa era apresentado das 9h às 11h e, a partir de dezembro, das 6h às 8h. Aos quadros costumeiros, ele criava o “História que a Valda Conta”, reproduzindo trechos de programas famosos do veículo. Seus colaboradores na ocasião: Demétrio Costa, locutor, José Valuzzi, ator e Teca Ribeiro, produtor. Filiada a Rede Paulo Satte (grupo religioso de São Paulo), a Carioca estava se esforçando para oferecer uma alternativa ao público do desprezado AM. Faltava investir em jornalismo, embora Luiz Vieira contasse com bons índices de audiência.

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Um programa de rádio era, em junho de 2012, pano de fundo para “Cheia de Charme”, novela das 19h da Rede Globo. Naquele mês, Luiz Vieira ingressava na Manchete*, mais uma emissora no seu currículo. Aos 84 anos e, em plena forma, o poeta-cantador retomava em novo prefixo seu reduto em defesa de artistas sem espaço na mídia, tanto os que mudaram deste plano para o outro, quanto os que continuavam na ativa. Passava a ilustrar a abertura e encerramento do “Gente que Brilha”, com as vozes dos filhos gêmeos, Luiz José e José Eduardo.

• Em novembro de 2015, véspera de Finados, a Manchete AM 760 fechava as portas pela quarta vez em sua história no dial, deixando no desemprego profissionais reconhecidamente qualificados. O empresário Miguel Nasseh, que a arrendara em 2007, ainda tentou tocá-la pela internet. O projeto on-line tornou-se inviável em poucos meses. (Até o momento dessa postagem, um grupo chamado Sputnik, ocupava dois horários em sistema de arrendamento.)

M E M Ó R I A
O cantor Francisco Alves, ‘Rei da Voz’, faria na Praça da Concórdia em São Paulo em 1952, uma de suas últimas apresentações. Em 29 de setembro daquele ano, morreria num desastre de carro na Rodovia Presidente Dutra.

No mês anterior, em Cachoeira do Itapemerim, Espírito Santo, um moço ainda imberbe, assinava seu primeiro contrato com a rádio de sua terra. Seu nome: Roberto Carlos. O ‘Rei’ da Jovem Guarda viria a ser mais popular que o Chico Viola, um astro idolatrado nos programas da gloriosa Nacional.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Os Nove Mais do Rádiomania

5) A TARDE COM SÍLVIO SAMPER
Perto de completar um ano afastado, Sílvio Samper reapareceu no rádio. Agora, virou Manchete. O recomeço das atividades aconteceu na semana pós-Copa, com “A tarde é nossa”, das 13h às 15h, provisoriamente conduzido por Kléber Sayão, após a saída do Mário Esteves, em maio último.

Sem ser nenhuma Brastemp, o contexto do programa* é de boa qualidade, nos padrões comuns do rádio popular na era contemporânea -- notícias, prestação de serviços e músicas. Consta, naturalmente, de uma pesquisa focalizando assunto em destaque no dia, a interatividade com os ouvintes.

Demitido da Tupi em agosto de 2013, onde trabalhou na madrugada durante 18 anos, ele participava dos quadros da Globo, entre 1991/95, depois de passar pela antiga Capital.Dono de estilo peculiar, Samper tem público que o acompanha com fidelidade. Forma no primeiro time de sua geração.
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*No segundo semestre de 1998, “A tarde é nossa” era um programa da Tupi. Foi lançado com o Francisco de Assis que, devido a um ajuste na grade, ficaria atuando em horário noturno.

Fernando Sérgio, curinga naquela ocasião (ou stand by), assumiu o posto, permanecendo titular por apenas dois meses.
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MISTÉRIO EBC
Passados dez anos da revitalização, a Nacional está em novo processo de reformas, e saiu do prédio da Praça Mauá, em condições precárias até 2004. Pouca coisa vingou. “Dorina ponto samba”, das raras exceções. Antes da Copa, a EBC dispensou a radialista, substituída pelo Rubem Confeti.

Brilhante nas coberturas de carnaval, expert no gênero, o veterano Confeti não desfruta da recompensa do Ibope, com o qual Dorina se dava muito bem. Até parece que as emissoras públicas não precisam de audiência.
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RUA DE ARTISTA
São raros no país, logradouros públicos com nomes de artistas. Esse tipo de homenagem reserva-se, particularmente, às entidades culturais. O coordenador de um projeto geográfico da Uerj, está propondo que se dê à cantora Marlene, recentemente falecida, o nome de uma rua na Cidade Maravilhosa.

Tivessem outros a mesma ideia, o Rio estaria povoado e, haveria, por exemplo, uma Avenida César Ladeira ou Paulo Gracindo; Praça Ernesto Nazareth ou Radamés Gnatalli; a Rua Araci de Almeida ou Emilinha Borba.
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L I N H A D I R E T A
’ // “Sintonia Rio”, com Amauri Santos, desbancou o “Edifício à noite”, do Cirilo Reis, restrito ao “Musishow”, aos sábados. Voz oficial da Nacional, Cirilo deve ganhar outro horário.

// Na “Gente boa”, da Cleo Guimarães, o produtor musical José Maurício Machline anunciou, a propósito de um DVD do Arlindo Cruz, a estreia (sic) de Zélia Duncan no samba.

// Em 2004, num disco da cantora, com o título “Eu me transformo em outras”, metade do repertório era com esse ritmo, ‘o mais antigo representante do nosso cancioneiro.’

(Reprodução de 29 de julho de 2014)




sábado, 10 de novembro de 2018

Direto das Ondas

“SOCIAL” PEDE PASSAGEM
Durou apenas oito meses a parceria do “Samba Social Clube” com a SulAmérica Paradiso. Egresso da MPB FM, fechada nos primeiros dias deste ano, o programa havia se mudado em fevereiro para aquela emissora (95,7), sendo apresentado por Valéria Marques, aos sábados e domingos, das 12h às 14h, e participação de Carlinhos de Jesus. O “... Social Clube” já tem novo destino assegurado – vai entrar na grade da Super Tupi em dezembro, nas tardes dos sábados.
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EM TOM MENOR
No espaço em que a Valéria e o Carlinhos trocavam figurinhas com intérpretes e compositores autênticos --, a SulAmérica escalou uma nova dupla -- PC, o comunicador, e o cantor Arlindinho. A estreia ocorreu no sábado (3), com “Estação do Samba”.
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UMA VEZ EBC
A Nacional e a MEC AM, braços da EBC no Rio, estão operando no piloto automático há mais de uma semana, no horário noturno. Com reapresentações de programas. Forte sinal de que, desta vez, as estatais vão ser privatizadas, ou extintas. No governo Sarney, quando a empresa se denominava Rádiobras, a Nacional FM foi negociada com o empresário e radialista Paulo César Ferreira. É, hoje, a bem-sucedida FM O Dia, que antes ganhou o batismo de RPC FM.
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R a r e f e i t a s
/o Paulo Nobre, decano locutor da Metropolitana AM 1090, está agora, também, na 94 FM (Roquette, 94,1). Aos domingos, das 10h às 11h.

/o Karla de Lucas, uma das produtoras do “Antônio Carlos”, retomou suas atividades na Tupi. Esteve licenciada durante dois meses.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Rádiomania, o Livro/54

MODERNIDADE VIVA
O ranço didático da MEC AM chegava ao fim em março de 1998. A partir de 30 daquele mês a rádio apresentava modificações profundas em sua grade, lembrando em alguns momentos, o estilo praticado pela JB AM no auge de sua atividade. Se, para os puristas essa opção não agradava, não acontecia o mesmo com os defensores da evolução, ou reinvenção. Na verdade, a rádio se modernizava sem violar os princípios fundamentais dos que contribuíram com a sua história.

Dentre as atrações lançadas, destacavam-se “Manhã Viva”, “Café com Notícias”, “Impressão Digital” e “Ao Vivo Entre Amigos”. Na renovada MEC AM, reduto do melhor da MPB, com prioridade para o binômio educação-cultura, ficou faltando a ampliação do jornalismo, que primava pela qualidade, mas continuava inferiorizado ao desenvolvido pelas principais emissoras particulares, nos casos, a Globo e Tupi.

No quadro de comunicadores sobressaíam os desempenhos de um Jota Carlos e Eduardo Fajardo, dos de mais tempo engajados. A eles, somavam-se, com a remodelação, nomes da categoria do Adelzon Alves, Ricardo Cravo Albim, Pedro Paulo Gil, Artur da Távola, Nelson Tolipan e Luiz Carlos Saroldi. Representante da nova geração, Sérgio Carvalho dirigia o jornalismo e a programação. Daria lugar a Helena Borghi.

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Recriada há um ano e nove meses, a Opus 90 FM saía do ar em setembro de 1999. Estava sob o controle do consórcio O Dia/Jornal do Brasil e se destinava ao público altamente elitizado. Deixava seus ouvintes na orfandade, porque não encontrava patrocinadores para bancá-la. (Foi um oásis no rádio, para os que apenas sintonizam a MEC do segmento.)

A proposta do grupo para substituí-la – Nova FM --, começava a operar em 15 de outubro. Refletindo uma comum ausência de criatividade, os idealizadores copiavam a concorrência com um slogan que era utilizado pela Globo FM desde o final de 1998 – o ‘Nova’. A linha de programação ganhava o mesmo viés da 105, antes de mudar de dono.

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Enquanto esta era comprada pela Igreja Universal, passando a se chamar Aleluia, a Manchete AM, arrendada pelo Grupo Dial em 2002, acrescentava ao nome um simbólico CCI. Mudava também de endereço, trocando modernos estúdios da Rua do Russel por instalações acanhadas na Avenida Rio Branco.Ironia no bordão: ‘A Cara do Rio”

Do quadro anterior de profissionais, a então transfigurada AM 760 mantinha os comunicadores Roberto Canázio e Mário Belisário, além do noticiarista Jorge Ramos. Seus novos contratados eram o também comunicador e produtor musical Cirilo Reis, o apresentador Osvaldo Sargentelli (1924-2002) e o locutor esportivo Cezar Rizzo (1936-2018).

MEMÓRIA-2013
Mistura de humor e futebol, o “Pop Bola” – com Toni Platão, Lopes Maravilha, Alexandre Tavares e outros --, entrava no dia 1° de abril na programação da Bradesco Esportes FM, ocupando a faixa das 18 horas.

O “Nossa Área 1ª Edição”, do José Carlos Araújo, o Garotinho, se transferia para as 10h das manhãs, precedendo a um inovador programa de notícias e comentários políticos, apresentados pelo Ricardo Boechat.

Nos primeiros dias daquele mês, o SGR fazia estrear como âncora do “CBN Rio”, das 9h às 12h, o jornalista Octávio Guedes, em lugar do Maurício Martins, que substituíra Sidney Rezende, um dos fundadores.

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Os Nove Mais do Rádiomania

6) OS 50 ANOS DO APOLINHO
Detentor de uma das maiores audiências em programas de rádio no Rio, Washington Rodrigues, o Apolinho festejou na quinta-feira 1° deste mês, 50 anos de carreira. O dia foi pequeno para as homenagens que recebeu. De amigos e colegas, de ouvintes e admiradores e, naturalmente, dos familiares. Bem-sucedido em todas as rádios que trabalhou, está na Tupi desde janeiro de 1999, em sua segunda passagem pelo prefixo. Começou na Guanabara, participando do programa “Beque parado”, como auxiliar do apresentador Dolar Tanus.

A denominação Apolinho, ganhou na década de 60 quando era repórter esportivo da Globo. Foi batizado pelo chefe, Waldir Amaral, de quem viria a ser uma espécie de seguidor no que tange à facilidade para criar frases de efeito, os bordões -- fora alguns personagens. Passou a comentar futebol na virada dos anos 80, na Rádio Nacional, sendo chamado de “o comentarista da palavra mágica”. Era peça fundamental na equipe do José Carlos Araújo, o Garotinho, que a partir de 1977 revolucionou, com seu estilo, as transmissões esportivas.

Na volta à Globo em dezembro de 1984 (com o Garotinho no lugar do Waldir), tornou-se “o comentarista mais ouvido do Brasil”. A parceria de muito sucesso na tradicional estação e na rádio dos Marinho, terminava seguramente 18 anos depois, com sua transferência para a Tupi, onde veio a formar dupla com o Luiz Penido. Coincidência ou não, após a mudança reverteram-se os índices do Ibope nas duas emissoras. Com seu carisma, bom humor e conhecimento, o Apolinho faz algum tempo, a diferença entre os seus colegas de profissão.

(Na emissora em que iniciou carreira, também deram os primeiros passos Alfredo Raimundo, diretor da Tupi, o Chico Anysio, a Fernanda Montenegro, Sílvio Santos, e o inesquecível João Saldanha, entre outros.)

LINHA DIRETA
/o/ Marcus Aurélio homenageou domingo último, no “Quintal da Globo”, a memória do Haroldo de Andrade, morto em 1° de março de 2008.

/o/ “Palco MPB”, do Fernando Mansur (MPB FM), passa a ser gravado no Tereza Raquel, reaberto. Apresentações às terças, 9h da noite.

/o/ A equipe de esporte da Globo tem novo componente – Bruno Cantarelli. Entrou na vaga do Rafael Araújo, que voltou para a Brasil AM.

/o/ Revelação na Manchete no ano passado (grupo dos “apaixonados por futebol”), Thiago Veras é o mais recente contratado da Tupi.

(Reprodução de 7 de março de 2012)