O VELHO MODERNO
Setembro de 2012 marcou os 90 anos do rádio no Brasil, mês em que, importantes emissoras do Rio festejaram mais uma passagem de suas existências – Tupi, 77 anos, Nacional e MEC 76. O nonagésimo aniversário da rádio (uma singularidade) não teve o caráter comemorativo que o de dez anos passados – os 80 – quando se promoveram encontros e seminários.
Um dos mais evoluídos nos grandes centros da América e Europa, segundo pesquisadores, o rádio no país chegou a ter sua morte decretada, a partir do avanço da televisão. Perdeu público e anunciantes,mas conseguiu recuperar-se, adotando uma linguagem dinâmica e moderna, apropriada aos novos conceitos.
As experiências iniciais foram realizadas durante as solenidades do Centenário da República, em 1922, através de duas unidades trazidas dos Estados Unidos, uma pela Westinghouse, instalada no Corcovado, outra pela Western Electric, montada na Praia Vermelha, entre a Urca e Pão do Açúcar.
Primeiro governante a ocupar o microfone de uma estação de rádiotelefomia, o presidente Epitácio Pessoa participara do evento, estando entre os presentes, o professor Edgard Roquette Pinto que, maravilhado com o que assistira, acabaria fundando, em 20 de abril de 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Treze anos depois, esta seria a Rádio Ministério de Educação e Cultura, MEC.
Homem de muita visão e, sobretudo idealista, Roquette Pinto foi um pioneiro. Transmitiu uma ópera no rádio, poucos meses da inauguração da emissora, ocorrida em 4 de julho. Colocara no ar o Rigoleto, de Verdi e, ainda surpreenderia os ouvintes, com os pronunciamentos de sábios e intelectuais que visitavam o Brasil, entre eles, o francês Alfred Agache e o alemão Albert Einstein.
Maior prova de seu pioneirismo, antes do centenário, foi atrair para um recinto acanhado, uma multidão de curiosos. A experiência que fazia provocava um som caótico, de incrível estridência. Era evidente que a poucos interessava aquela zoeira na tão estranha em tal engenhoca.
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ERA RUDIMENTAR
A exemplo de inúmeros profissionais, Paulo Tapajós começou cedo no rádio. Dedicou a ele maior parte de sua vida, morrendo em dezembro de 1990, aos 77 anos de idade. De um depoimento seu à Rádio Jornal do Brasil, ficou registrado que ‘o rádio era muito precário, rudimentar (...) Surgira pra valer em outubro de 1923, graças ao trabalho dos irmãos Moreira. Locutor, chamado de speaker, lia no fim dos programas uma relação nominal das firmas que contribuíam com a sociedade, modus operandi das emissoras’.
Cantor de modinhas, compositor e produtor, Tapajós foi diretor-artístico da Nacional por muitos anos. Ele dissera, ainda, naquela entrevista de um especial na RJB: ‘A Nacional era ouvida em todo o Brasil por uma massa enorme de público. Isso aguçava o interesse dos anunciantes, que formavam fila à espera de uma vaga. Aos poucos foram suprimidos os quartos de hora com artistas – acentuava – e se criou os programas de talentos, de inteligência’.
Em outro depoimento à RJB, Henrique Fóreis, o Almirante lembrava sobre os dias de funcionamento do rádio, em seus primeiros anos. Havia, segundo declarava, um revezamento entre a Rádio Sociedade e a Clube do Brasil – uma às segundas, quartas e sextas; outra às terças, quintas e sábados. Os domingos ficavam reservados para o descanso. Alguns historiadores atribuíam à Sociedade o pioneirismo, outros o creditavam na cota da Rádio Clube do Recife.
Inaugurada em setembro de 1936, a Nacional revolucionaria todos os conceitos do rádio, sendo o seu sinal emitido oficialmente às 9 horas da noite do dia 12. Aurélio de Andrade, Oduvaldo Cozzi e Celso Guimarães reuniam-se numa sala do 4º andar do Edifício A Noite, onde cuidavam dos preparativos. Celso, o mais experiente se responsabilizaria pela estrutura da programação. Caberia a ele também anunciar, em ato solene, a entrada da nova emissora no ar.
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M E M Ó R I A
A Rádio Jornal do Brasil AM começava, em 1959, a divulgar os boletins de utilidade pública. Uma ideia do jornalista e poeta Reinaldo Jardim, logo aproveitada por outras emissoras cariocas, que os batizaram de ‘prestação de serviços’. A JB encerraria suas atividades nos anos 70 do rádio – 1993 – em abril. Nesse mesmo ano em janeiro, a Mundial, terceira no Ibope, também fechava.
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domingo, 14 de abril de 2019
sábado, 13 de abril de 2019
Direto das Ondas
DE HUMORISTAS E OUTRAS
1. No dia consagrado ao humorista, na sexta-feira (12), o apresentador Antônio Carlos, da Super Tupi, ouviu no Vamos Acordar que encerra o seu programa, Pedro Manso.
2. Criado naquele show no tempo da Globo, Manso figura entre os especializados em imitar celebridades. Alvos no dia: Chico Anysio, Faustão (Fausto Silva), Sílvio Santos e Galvão Bueno.
3. Voltado para as camadas simples, com quadros (evidentemente) desgastados, o programa vai muito bem de audiência. Lidera no Rio, revelam as últimas pesquisas.
4. ‘Se o doente quer canja, pra quê mudar a alimentação’ – já o afirmava antigo colunista de um jornal popular, hoje em processo de recuperação judicial. (Os meios de comunicação atravessam, positivamente, um grave período de crise).
5. Quem quiser saber de novidades no veículo, nunca vai, naturalmente, sintonizar na atração. ‘Mesmíce vitoriosa’, com todo respeito, a melhor maneira que nos cabe para defini-la.
6. O Redação Online, com Sérgio Gianotti, na SulAmérica Paradiso, passa a ser apresentado na segunda-feira (15), das 6h às 8h. Ele entra no ar às 5h, com o Todas as Telas.
7. A grande expectativa da emissora gerida pelo Alexandre Amorim, é a estreia do Roberto Canazio, que recém-desligado do SGR, comandará o Manhã Paradiso, das 8h às 10h.
8. Roberta Penafort (apresentadora) e André Trigueiro (colunista), são alguns novos componentes da equipe da CBN, que ampliou a cobertura dos acontecimentos no Rio.
9. O Antena MEC, que substituiu o Fim de Tarde, das 6h às 7h, na veneranda rádio da EBC, tem a condução do Sidnei Pereira. Transmissão simultânea em AM (800) e FM (93,3).
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1. No dia consagrado ao humorista, na sexta-feira (12), o apresentador Antônio Carlos, da Super Tupi, ouviu no Vamos Acordar que encerra o seu programa, Pedro Manso.
2. Criado naquele show no tempo da Globo, Manso figura entre os especializados em imitar celebridades. Alvos no dia: Chico Anysio, Faustão (Fausto Silva), Sílvio Santos e Galvão Bueno.
3. Voltado para as camadas simples, com quadros (evidentemente) desgastados, o programa vai muito bem de audiência. Lidera no Rio, revelam as últimas pesquisas.
4. ‘Se o doente quer canja, pra quê mudar a alimentação’ – já o afirmava antigo colunista de um jornal popular, hoje em processo de recuperação judicial. (Os meios de comunicação atravessam, positivamente, um grave período de crise).
5. Quem quiser saber de novidades no veículo, nunca vai, naturalmente, sintonizar na atração. ‘Mesmíce vitoriosa’, com todo respeito, a melhor maneira que nos cabe para defini-la.
6. O Redação Online, com Sérgio Gianotti, na SulAmérica Paradiso, passa a ser apresentado na segunda-feira (15), das 6h às 8h. Ele entra no ar às 5h, com o Todas as Telas.
7. A grande expectativa da emissora gerida pelo Alexandre Amorim, é a estreia do Roberto Canazio, que recém-desligado do SGR, comandará o Manhã Paradiso, das 8h às 10h.
8. Roberta Penafort (apresentadora) e André Trigueiro (colunista), são alguns novos componentes da equipe da CBN, que ampliou a cobertura dos acontecimentos no Rio.
9. O Antena MEC, que substituiu o Fim de Tarde, das 6h às 7h, na veneranda rádio da EBC, tem a condução do Sidnei Pereira. Transmissão simultânea em AM (800) e FM (93,3).
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domingo, 7 de abril de 2019
Direto das Ondas
CANÁZIO FECHA COM A PARADISO
A SulAmérica Paradiso (95,7) está anunciando para a segunda-feira (15) a estreia de Roberto Canázio, uma recente conquista. O seu programa será Manhã Paradiso, das 8h às 10h.
Vai, basicamente, seguir o estilo adotado em outras emissoras, mas intercalado por musicas. Último remanescente da Nova Globo, ele foi dispensado em fevereiro. Voltava das férias.
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.DESCARTE GERAL
Em abril de 2016, a matriz do SGR descartava-se de seus comunicadores. Os bem relacionados foram para a Tupi. A maioria continua desempregada, ou atuando em estações do interior.
Nos 12 anos em que ficou na Globo, onde chegou em 2006, Canázio fazia, inicialmente, o vespertino duplo Se Liga Brasil (em rede), Se Liga Rio (regional), das 13h às 15h, uma para cada.
Em 2011 ele foi remanejado para as manhãs. A missão era substituir, por motivo de doença, o Loureiro Neto, titular das 10h às 13h. O Manhã da Globo entrava depois do Pe. Marcelo Rossi.
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‘RALAR E COLHER’
Emocionante. É uma das palavras que serve para definir a edição especial de Mundo Corporativo, reproduzido na manhã deste sábado (6) na CBN, e gravado no meio de semana em São Paulo.
Ancorado por Milton Jung e com uma plateia de jovens na Livraria Cultura, teve como palestrante o comentarista e multimídia Max Gehringer, que passou exemplares dicas e úteis conselhos.
‘Tem hora de ralar tem a hora de colher’ – disse ele. ‘É muito importante começar cedo, ter experiências, que não sejam imorais e ilegais, conseguir o primeiro emprego o mais rápido possível’.
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CACOETES ESPANTAM
Gehringer, nascido em Jundaí, SP, iniciou-se como locutor de rádio e já trabalhou em atividades diversas. Numa indústria de alimentos, a sua primeira oportunidade, foi ‘chefe’ aos 21 anos.
Na sua fala bem-humorada,citou uma pesquisa do Fantástico, do qual colaborava. Ficou espantado em saber do número de ‘nés’, ‘entendeu’ e ‘sabia’ que as pessoas dizem nos finais das frases.
E, afirmou: ‘O homem de comunicação não tem o direito de se escorar em cacoetes verbais’. Pessoas comuns e ouvintes podem – assinalou. Lembrou ainda, daqueles que recorrem aos ‘anh, anh’.
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R a r e f e i t a s
/o Com o ingresso de Canázio, a Paradiso altera a grade matinal. O Redação Online, do Sérgio Gianotti, começará às 5h.
/o Além deste, o ex-global terá por companheiros, entre outros, Mário Márcio, Gláucia Araújo, Kelly Muniz e Jorge Rebello.
/o As rádios essencialmente informativas pouco divulgam as coisas e gente do Rio. Quando isso ocorre, é durante os intervalos.
/o Quais são elas? Bandnews, CBN e a Nacional, que agem de forma contrária a uma Tupi, O Dia e as de menores investimentos.
/o Essa barreira instalada vai se romper a partir de segunda (8). Será através da CBN, que decidiu ampliar a sua cobertura local.
A SulAmérica Paradiso (95,7) está anunciando para a segunda-feira (15) a estreia de Roberto Canázio, uma recente conquista. O seu programa será Manhã Paradiso, das 8h às 10h.
Vai, basicamente, seguir o estilo adotado em outras emissoras, mas intercalado por musicas. Último remanescente da Nova Globo, ele foi dispensado em fevereiro. Voltava das férias.
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.DESCARTE GERAL
Em abril de 2016, a matriz do SGR descartava-se de seus comunicadores. Os bem relacionados foram para a Tupi. A maioria continua desempregada, ou atuando em estações do interior.
Nos 12 anos em que ficou na Globo, onde chegou em 2006, Canázio fazia, inicialmente, o vespertino duplo Se Liga Brasil (em rede), Se Liga Rio (regional), das 13h às 15h, uma para cada.
Em 2011 ele foi remanejado para as manhãs. A missão era substituir, por motivo de doença, o Loureiro Neto, titular das 10h às 13h. O Manhã da Globo entrava depois do Pe. Marcelo Rossi.
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‘RALAR E COLHER’
Emocionante. É uma das palavras que serve para definir a edição especial de Mundo Corporativo, reproduzido na manhã deste sábado (6) na CBN, e gravado no meio de semana em São Paulo.
Ancorado por Milton Jung e com uma plateia de jovens na Livraria Cultura, teve como palestrante o comentarista e multimídia Max Gehringer, que passou exemplares dicas e úteis conselhos.
‘Tem hora de ralar tem a hora de colher’ – disse ele. ‘É muito importante começar cedo, ter experiências, que não sejam imorais e ilegais, conseguir o primeiro emprego o mais rápido possível’.
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CACOETES ESPANTAM
Gehringer, nascido em Jundaí, SP, iniciou-se como locutor de rádio e já trabalhou em atividades diversas. Numa indústria de alimentos, a sua primeira oportunidade, foi ‘chefe’ aos 21 anos.
Na sua fala bem-humorada,citou uma pesquisa do Fantástico, do qual colaborava. Ficou espantado em saber do número de ‘nés’, ‘entendeu’ e ‘sabia’ que as pessoas dizem nos finais das frases.
E, afirmou: ‘O homem de comunicação não tem o direito de se escorar em cacoetes verbais’. Pessoas comuns e ouvintes podem – assinalou. Lembrou ainda, daqueles que recorrem aos ‘anh, anh’.
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R a r e f e i t a s
/o Com o ingresso de Canázio, a Paradiso altera a grade matinal. O Redação Online, do Sérgio Gianotti, começará às 5h.
/o Além deste, o ex-global terá por companheiros, entre outros, Mário Márcio, Gláucia Araújo, Kelly Muniz e Jorge Rebello.
/o As rádios essencialmente informativas pouco divulgam as coisas e gente do Rio. Quando isso ocorre, é durante os intervalos.
/o Quais são elas? Bandnews, CBN e a Nacional, que agem de forma contrária a uma Tupi, O Dia e as de menores investimentos.
/o Essa barreira instalada vai se romper a partir de segunda (8). Será através da CBN, que decidiu ampliar a sua cobertura local.
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Direto das Ondas
AS NOTÍCIAS EM NÚMEROS
1. Vai muitíssimo bem o Radar Tupi no comando de Luiz Ribeiro, de segunda a sexta, entre 7h e 8h das noites sem futebol. Na audição desta terça (2), por exemplo, o apresentador estava ‘com a corda toda’.
2. O prato predileto do dia, a política do Rio e do país – especialmente a primeira, que provoca prejuízos em todos os setores. O Radar mostra, para o ouvinte e autoridades de fato, o que acontece de errado nessas plagas.
3. Ribeiro faz, a respeito dos temas abordados, análises precisas e, sobretudo, corajosas. Conta, no programa, com as participações dos repórteres Gabriela Souza, Marco Antônio de Jesus e Emerson Santos.
4. Numa rádio pública, programação modificada não necessita ser antecedida da expressão ‘nova’. A MEC AM mudou recentemente sua grade, sendo o Todas as Vozes, do Marcus Aurélio, o programa que sofreu maiores alterações.
5. Foram preservados O Rádio Faz História; Essa Letra, Essa Música; Visão de Jogo; e, Atitude, Inclusão. O bloco de músicas, de duas passou para três. Com isso, evidentemente, diminuiu o número de entrevistas, atividade em que o titular é forte. (Contingências da EBC, onde os informativos parecem um Diário Oficial.)
6. Na equipe, o condutor têm como companheiros dois xarás -- o Leite e o Rangel, tais como ele, produtores e apresentadores. A audiência é boa – assegura MA, manifestando seu entusiasmo com a migração de ouvintes.
7. Em termos de AM,dizemos nós,um sucesso.A MEC – e a Nacional, no Rio – figuram entre as emissoras que dão mais traços que pontos, segundo pesquisas.
8. Pelo volume de mensagens veiculadas (e outras não, por falta de espaço) o Café das 6, com Fernando Ceilão e Carolina Morand, nas manhãs da Nova Globo, correspondeu às expectativas dos cardeais. (Uma das exceções, diga-se). Renato Cantarino, produtor, é também o repórter
9. São concorrentes do Café (das 6h às 8h), o Antônio Carlos (Tupi), Tino Júnior (O Dia), Alexandre Tavares (JB), Sérgio Gianotti (SulAmérica Paradiso) e Eduardo Barão (Bandnews), nas classificadas Top Dez pelo Média Ibope.
10. Quer saber das últimas (e primeiras do esporte) sem ler jornais ou consultar os sites da internet? Nas manhãs do rádio há um leque de opções. Senão vejamos: Edson Mauro (Nova Globo e CBN), Fábio Azevedo (JB), Luciano Calheiros (Paradiso), e Rogério Ribeiro (Roquette Pinto, ou 94).
1. Vai muitíssimo bem o Radar Tupi no comando de Luiz Ribeiro, de segunda a sexta, entre 7h e 8h das noites sem futebol. Na audição desta terça (2), por exemplo, o apresentador estava ‘com a corda toda’.
2. O prato predileto do dia, a política do Rio e do país – especialmente a primeira, que provoca prejuízos em todos os setores. O Radar mostra, para o ouvinte e autoridades de fato, o que acontece de errado nessas plagas.
3. Ribeiro faz, a respeito dos temas abordados, análises precisas e, sobretudo, corajosas. Conta, no programa, com as participações dos repórteres Gabriela Souza, Marco Antônio de Jesus e Emerson Santos.
4. Numa rádio pública, programação modificada não necessita ser antecedida da expressão ‘nova’. A MEC AM mudou recentemente sua grade, sendo o Todas as Vozes, do Marcus Aurélio, o programa que sofreu maiores alterações.
5. Foram preservados O Rádio Faz História; Essa Letra, Essa Música; Visão de Jogo; e, Atitude, Inclusão. O bloco de músicas, de duas passou para três. Com isso, evidentemente, diminuiu o número de entrevistas, atividade em que o titular é forte. (Contingências da EBC, onde os informativos parecem um Diário Oficial.)
6. Na equipe, o condutor têm como companheiros dois xarás -- o Leite e o Rangel, tais como ele, produtores e apresentadores. A audiência é boa – assegura MA, manifestando seu entusiasmo com a migração de ouvintes.
7. Em termos de AM,dizemos nós,um sucesso.A MEC – e a Nacional, no Rio – figuram entre as emissoras que dão mais traços que pontos, segundo pesquisas.
8. Pelo volume de mensagens veiculadas (e outras não, por falta de espaço) o Café das 6, com Fernando Ceilão e Carolina Morand, nas manhãs da Nova Globo, correspondeu às expectativas dos cardeais. (Uma das exceções, diga-se). Renato Cantarino, produtor, é também o repórter
9. São concorrentes do Café (das 6h às 8h), o Antônio Carlos (Tupi), Tino Júnior (O Dia), Alexandre Tavares (JB), Sérgio Gianotti (SulAmérica Paradiso) e Eduardo Barão (Bandnews), nas classificadas Top Dez pelo Média Ibope.
10. Quer saber das últimas (e primeiras do esporte) sem ler jornais ou consultar os sites da internet? Nas manhãs do rádio há um leque de opções. Senão vejamos: Edson Mauro (Nova Globo e CBN), Fábio Azevedo (JB), Luciano Calheiros (Paradiso), e Rogério Ribeiro (Roquette Pinto, ou 94).
sábado, 30 de março de 2019
Rádiomania, o Livro/67
UMA BRASILEIRA NOTÁVEL
Estrela de carnavais,lembrada ainda pelo estrondoso sucesso de ‘Taí’, Carmen Miranda (1909-1955) foi nome de ponta na Mayrink Veiga. Seria a brasileira (naturalizada) mais conhecida internacionalmente, depois de suas atuações nos shows business e cinema americano.
‘A Pequena Notável’ brilharia principalmente no Cassino da Urca, no até hoje bucólico bairro carioca. Ela, e muitos astros da música tiveram seu campo de ação interrompido em 1946, quando o presidente Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil e fechou todos os cassinos.
Depois de Carmen (portuguesa que se naturalizara em nosso país), o artista brasileiro mais famoso nos States seria Ary Barroso – de múltiplas atividades na música e no rádio. Outro que obtivera enorme sucesso por lá foi o violonista Laurindo de Almeida. Igualmente a Carmen pertenceu à Mayrink Veiga e se radicalizaria na terra do proclamado Tio Sam.
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PURO BRILHANTE
Na certidão de nascimento estava escrito: José Marques. Alguns anos depois, precedido de um ‘doutor’, era o nome que constava das plaquetas encimando a porta de seu consultório no Rio, capital de então.
Natural de Montes Claros, Minas Gerais, Paulo Roberto (1903-1973) foi um dos baluartes do rádio na chamada época de ouro. Participava do elenco da Nacional, muito contribuindo com o sucesso da emissora.
Durante uma etapa de sua carreira chegou a apresentar e produzir seis programas semanais, conseguindo se dedicar, ainda, ao exercício da medicina (era clínico geral). Seus programas eram à noite.
Nada Além de Dois Minutos, domingos às 8h; Gente que Brilha, segundas 8h e meia; Honra ao Mérito (às quartas), Cantando Pelos Caminhos (quintas), Obrigado, Doutor (sextas) e A Lira de Xopotó (sábados), às 9h.
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TRI-CENTENÁRIO
A classe de estudiosos e pesquisadores da música popular brasileira celebrava, há seis anos, em dose tripla, o centenário dos mais expressivos cantores do rádio. Jamelão morreu aos 95, Galhardo aos 72, e Ciro Monteiro aos 60.
Os dois últimos foram peças fundamentais na programação da Mayrink Veiga, dirigida por Cesar Ladeira, um mestre em criar slogan para os contratados.Galhardo nascera em abril, Jamelão e Ciro em junho.
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DE VELUDO...
Nascido em Buenos Aires, Galhardo (1913-1985) veio para o Brasil com apenas seis meses. Seus pais trocaram a capital portenha por São Paulo. Registrado como Castelo Carlos Gualiardi tinha ‘voz aveludada’, no entender de alguns cronistas.‘O Cantor que Dispensa Adjetivos’ -- outro jeito de o anunciarem.
Também alcunhado ‘O Rei da Valsa’ formava, em certo período, respeitável quarteto com Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Fascinação (Marquetti/Armando Louzada) e Eu Sonhei que Estavas tão Linda (Lamartine Babo/Francisco Matoso), que interpretava, encantaram gerações.
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A METALIZADA...
Era carioca de São Cristóvão o homem que se tornaria um dos mais famosos sambistas do país. José Bispo dos Santos (1913-2008), investigador de polícia no anonimato, na vida artística, voz metalizada, o Jamelão.
Numa carreira bem-sucedida, ele era presença obrigatória nos musicais da Tupi, ao som das orquestras de Cipó, Carioca e, especialmente Severino Araújo, da Tabajara, com quem gravaria seus principais discos.
Jamelão -- que viera a ser um expoente da Mangueira, Estação Primeira -- ainda jovem mostrava habilidades no tamborim e, passaria depois para o cavaquinho, quando começava suas experiências cantando em boates e emissoras de rádio. Foi um dos grandes de bom tráfego pela Nacional.
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...E COM BOSSA
Descoberto por Sílvio Caldas, ‘O Caboclinho’, Ciro Monteiro (1913-1973) foi levado para a Rádio Phillips onde, no Programa Casé, substituiu Luiz Barbosa que se utilizava do chapéu de palha como percussão. Com bossa (e malemolência) gravaria seu primeiro disco em 1936.
Ao se transferir para a Mayrink passou a desfrutar da companhia de cantores do nível de Francisco Alves e Carmen Miranda. Entre as criações marcantes de sua trajetória, Se Acaso Você Chegasse e Os Quindins de Yayá -- autorias respectivas de Lupicínio Rodrigues e Ary Barroso.
Ciro, nos bastidores ‘O Formigão’, era sobrinho do pianista Romualdo Peixoto, que nasceu em Niterói, e tratado nas rodas boêmias como ‘Nonô’. Eles pertenciam à uma família de artistas, pois, Ciro vinha a ser tio dos músicos Araken e Moacir, irmãos do Cauby Peixoto.
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M E M Ó R I A
Sérgio Américo, do grupo que a Super Tupi dispensara em passado recente, alcançava em maio de 2011, dez anos de cobertura do Flamengo. Superava por ligeira margem seu colega e ex-chefe José Carlos Araújo, repórter da equipe do Waldir Amaral que cobriu o dia a dia do Botafogo por nove anos.
Estrela de carnavais,lembrada ainda pelo estrondoso sucesso de ‘Taí’, Carmen Miranda (1909-1955) foi nome de ponta na Mayrink Veiga. Seria a brasileira (naturalizada) mais conhecida internacionalmente, depois de suas atuações nos shows business e cinema americano.
‘A Pequena Notável’ brilharia principalmente no Cassino da Urca, no até hoje bucólico bairro carioca. Ela, e muitos astros da música tiveram seu campo de ação interrompido em 1946, quando o presidente Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil e fechou todos os cassinos.
Depois de Carmen (portuguesa que se naturalizara em nosso país), o artista brasileiro mais famoso nos States seria Ary Barroso – de múltiplas atividades na música e no rádio. Outro que obtivera enorme sucesso por lá foi o violonista Laurindo de Almeida. Igualmente a Carmen pertenceu à Mayrink Veiga e se radicalizaria na terra do proclamado Tio Sam.
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PURO BRILHANTE
Na certidão de nascimento estava escrito: José Marques. Alguns anos depois, precedido de um ‘doutor’, era o nome que constava das plaquetas encimando a porta de seu consultório no Rio, capital de então.
Natural de Montes Claros, Minas Gerais, Paulo Roberto (1903-1973) foi um dos baluartes do rádio na chamada época de ouro. Participava do elenco da Nacional, muito contribuindo com o sucesso da emissora.
Durante uma etapa de sua carreira chegou a apresentar e produzir seis programas semanais, conseguindo se dedicar, ainda, ao exercício da medicina (era clínico geral). Seus programas eram à noite.
Nada Além de Dois Minutos, domingos às 8h; Gente que Brilha, segundas 8h e meia; Honra ao Mérito (às quartas), Cantando Pelos Caminhos (quintas), Obrigado, Doutor (sextas) e A Lira de Xopotó (sábados), às 9h.
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TRI-CENTENÁRIO
A classe de estudiosos e pesquisadores da música popular brasileira celebrava, há seis anos, em dose tripla, o centenário dos mais expressivos cantores do rádio. Jamelão morreu aos 95, Galhardo aos 72, e Ciro Monteiro aos 60.
Os dois últimos foram peças fundamentais na programação da Mayrink Veiga, dirigida por Cesar Ladeira, um mestre em criar slogan para os contratados.Galhardo nascera em abril, Jamelão e Ciro em junho.
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DE VELUDO...
Nascido em Buenos Aires, Galhardo (1913-1985) veio para o Brasil com apenas seis meses. Seus pais trocaram a capital portenha por São Paulo. Registrado como Castelo Carlos Gualiardi tinha ‘voz aveludada’, no entender de alguns cronistas.‘O Cantor que Dispensa Adjetivos’ -- outro jeito de o anunciarem.
Também alcunhado ‘O Rei da Valsa’ formava, em certo período, respeitável quarteto com Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Fascinação (Marquetti/Armando Louzada) e Eu Sonhei que Estavas tão Linda (Lamartine Babo/Francisco Matoso), que interpretava, encantaram gerações.
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A METALIZADA...
Era carioca de São Cristóvão o homem que se tornaria um dos mais famosos sambistas do país. José Bispo dos Santos (1913-2008), investigador de polícia no anonimato, na vida artística, voz metalizada, o Jamelão.
Numa carreira bem-sucedida, ele era presença obrigatória nos musicais da Tupi, ao som das orquestras de Cipó, Carioca e, especialmente Severino Araújo, da Tabajara, com quem gravaria seus principais discos.
Jamelão -- que viera a ser um expoente da Mangueira, Estação Primeira -- ainda jovem mostrava habilidades no tamborim e, passaria depois para o cavaquinho, quando começava suas experiências cantando em boates e emissoras de rádio. Foi um dos grandes de bom tráfego pela Nacional.
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...E COM BOSSA
Descoberto por Sílvio Caldas, ‘O Caboclinho’, Ciro Monteiro (1913-1973) foi levado para a Rádio Phillips onde, no Programa Casé, substituiu Luiz Barbosa que se utilizava do chapéu de palha como percussão. Com bossa (e malemolência) gravaria seu primeiro disco em 1936.
Ao se transferir para a Mayrink passou a desfrutar da companhia de cantores do nível de Francisco Alves e Carmen Miranda. Entre as criações marcantes de sua trajetória, Se Acaso Você Chegasse e Os Quindins de Yayá -- autorias respectivas de Lupicínio Rodrigues e Ary Barroso.
Ciro, nos bastidores ‘O Formigão’, era sobrinho do pianista Romualdo Peixoto, que nasceu em Niterói, e tratado nas rodas boêmias como ‘Nonô’. Eles pertenciam à uma família de artistas, pois, Ciro vinha a ser tio dos músicos Araken e Moacir, irmãos do Cauby Peixoto.
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M E M Ó R I A
Sérgio Américo, do grupo que a Super Tupi dispensara em passado recente, alcançava em maio de 2011, dez anos de cobertura do Flamengo. Superava por ligeira margem seu colega e ex-chefe José Carlos Araújo, repórter da equipe do Waldir Amaral que cobriu o dia a dia do Botafogo por nove anos.
sábado, 23 de março de 2019
Rádiomania, o Livro/66
A OUTRA FACE DE UM ASTRO
Bom cantor de músicas de ‘meio de ano’, e de carnaval --movimento que tanto incentivava – esta a outra face de César de Alencar (1917-1990), o mais famoso animador de auditório nos anos gloriosos da Nacional. Ele, porém, não se considerava com a qualidade que os cronistas apregoavam. Apesar disso, gravou mais de 50 discos de 78 rotações, a maioria como solista, outros em dupla com cantoras da estação.
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DORINHA, OS QUINDINS...
Os destaques iniciais no seu repertório foram Dorinha, Meu Amor (um maxixe) de José Francisco de Freitas, e Os Quindins de Yayá (samba-jongo) de Ary Barroso. Na primeira música só, acompanhado de Emilinha Borba na outra. Em gravações parecidas, alguns dos temas que também se destacaram: Namoro no Portão, de Luiz Bittencourt, com Marlene, e Há Sinceridade Nisso, de Manezinho Araújo, com Heleninha Costa. Eram sambas-choros essas duas composições.
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ESTRELA-MAIOR
Grandes nomes do cast do rádio desfilavam na melhor fase do programa, décadas de 50/60 . As audições se desenvolviam aos sábados, de 3h da tarde às 7h da noite. Durante algum tempo, o desfecho era sempre com Emilinha, anunciada como ‘a minha, a sua, a nossa favorita’.César não era apenas o animador da atração. Idealizava todos os quadros, e os quadrinhos – interprogramas. Em etapas distintas foram seus produtores Hélio Soveral (trabalhou com ele mada menos que 16 anos) e Fernando Lobo
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TARDES DE ALEGRIA
A música e letra que serviam de abertura e fechamento do programa, de Haroldo Barbosa, tinham como intérpretes Os Quatro Ases e um Coringa.Ei-las:‘Esta canção nasceu pra quem quiser cantar/Canta você,cantamos nós até cansar/É só bater, e memorar/Pra decorar, vou repetir o seu refrão/Prepare a mão, bate outra vez/Esse programa pertence a vocês...’ Houve um período em que o programa também despertava a atenção de artistas estrangeiros que vinham ao Rio para shows no Cassino da Urca. Eles se apresentavam naquelas tardes.
_______
VIDA REVIRADA
César ficaria muito mal na história a partir de abril de 1964. Dispensado da estatal pelo governo militar integraria um grupo de 36 pessoas, artistas e funcionários. Segundo os jornais da época, teria apontado colegas como adeptos da ‘esquerda festiva’. De um brilhante início na Rádio Club do Brasil em 1939 e consagração na poderosa emissora foi parar na Federal de Niterói que, vendida a Bloch Editores, virou Manchete. E, ele chegaria a gerente do FM da Nacional. O empresário Paulo Cesar Ferreira comprou a rádio, denominando-a RPC. A atual FM O Dia.
_______
M E M Ó R I A
Voz oficial do Sistema Globo de Rádio, Edmo Zarife (1940-1999) ganhava programa próprio em agosto de 1984. Show das Cinco, o Rio Total, recebia entre seus convidados na estreia, o craque Zico, que trocara o Flamengo pela Udinese, da Itália e estava de férias na cidade em que se projetara.
Bom cantor de músicas de ‘meio de ano’, e de carnaval --movimento que tanto incentivava – esta a outra face de César de Alencar (1917-1990), o mais famoso animador de auditório nos anos gloriosos da Nacional. Ele, porém, não se considerava com a qualidade que os cronistas apregoavam. Apesar disso, gravou mais de 50 discos de 78 rotações, a maioria como solista, outros em dupla com cantoras da estação.
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DORINHA, OS QUINDINS...
Os destaques iniciais no seu repertório foram Dorinha, Meu Amor (um maxixe) de José Francisco de Freitas, e Os Quindins de Yayá (samba-jongo) de Ary Barroso. Na primeira música só, acompanhado de Emilinha Borba na outra. Em gravações parecidas, alguns dos temas que também se destacaram: Namoro no Portão, de Luiz Bittencourt, com Marlene, e Há Sinceridade Nisso, de Manezinho Araújo, com Heleninha Costa. Eram sambas-choros essas duas composições.
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ESTRELA-MAIOR
Grandes nomes do cast do rádio desfilavam na melhor fase do programa, décadas de 50/60 . As audições se desenvolviam aos sábados, de 3h da tarde às 7h da noite. Durante algum tempo, o desfecho era sempre com Emilinha, anunciada como ‘a minha, a sua, a nossa favorita’.César não era apenas o animador da atração. Idealizava todos os quadros, e os quadrinhos – interprogramas. Em etapas distintas foram seus produtores Hélio Soveral (trabalhou com ele mada menos que 16 anos) e Fernando Lobo
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TARDES DE ALEGRIA
A música e letra que serviam de abertura e fechamento do programa, de Haroldo Barbosa, tinham como intérpretes Os Quatro Ases e um Coringa.Ei-las:‘Esta canção nasceu pra quem quiser cantar/Canta você,cantamos nós até cansar/É só bater, e memorar/Pra decorar, vou repetir o seu refrão/Prepare a mão, bate outra vez/Esse programa pertence a vocês...’ Houve um período em que o programa também despertava a atenção de artistas estrangeiros que vinham ao Rio para shows no Cassino da Urca. Eles se apresentavam naquelas tardes.
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VIDA REVIRADA
César ficaria muito mal na história a partir de abril de 1964. Dispensado da estatal pelo governo militar integraria um grupo de 36 pessoas, artistas e funcionários. Segundo os jornais da época, teria apontado colegas como adeptos da ‘esquerda festiva’. De um brilhante início na Rádio Club do Brasil em 1939 e consagração na poderosa emissora foi parar na Federal de Niterói que, vendida a Bloch Editores, virou Manchete. E, ele chegaria a gerente do FM da Nacional. O empresário Paulo Cesar Ferreira comprou a rádio, denominando-a RPC. A atual FM O Dia.
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M E M Ó R I A
Voz oficial do Sistema Globo de Rádio, Edmo Zarife (1940-1999) ganhava programa próprio em agosto de 1984. Show das Cinco, o Rio Total, recebia entre seus convidados na estreia, o craque Zico, que trocara o Flamengo pela Udinese, da Itália e estava de férias na cidade em que se projetara.
sábado, 16 de março de 2019
Direto das Ondas
‘ELEITA’ A MELHOR CANTORA
O apresentador Tino Júnior da FM O Dia afirmou, na quinta-feira (14), que Marília Mendonça é, atualmente, a melhor cantora do Brasil. ‘Digo sem medo de errar’, acrescentou.
Que É Isso Fera?, o programa que ele faz na 100,5 vai ao ar de 2ª a 6ª, das 7h às 10h das manhãs. A emissora é vice-campeã de audiência no Rio, onde já liderou por dez anos.
_______
PRA QUÊ DISCUTIR
E, você, um seguidor do Tino em diversas plataformas, tem opinião semelhante sobre a qualidade da novata cantora, considerada um fenômeno da música sertaneja?
Embora a emissora não seja da nossa praia, ouvimos naquela ocasião, o apresentador se dizer fã de Marília. Diante disso, -- duvidar pra quê -- ele falava sério, com certeza.
‘Gosto e caldo de galinha não se discute’. A frase é do Conselheiro Acácio, personagem do romance O Primo Basílio, uma obra-prima do escritor português Eça de Queirós.
_______
JOGO EM VISÃO ÚNICA
O quadro Visão de Jogo, parte do Todas as Vozes na MEC AM, não conta mais com a participação do comentarista Mário Silva. Feitas pelo próprio Marcus Aurélio, as análises.
Foi mais um ajuste, entre outros, nas emissoras da EBC. No Todas as Vozes, por exemplo, os blocos de músicas aumentou. De duas canções expressivas, passou a rodar três.
O noticiário esportivo que o Mário fazia em duplicata, ficou restrito à Nacional, integrando a Revista Brasil, comando do Válter Lima, com os destaques das outras rádios coligadas.
_______
UMA NOVA MÚSICA
Ali pelas 10h das noites das quartas, a MEC FM (99,3) reproduz um programa editado pela Cultura de São Paulo. O cartaz se chama A Nova Música do Brasil, com Solano Ribeiro.
Um expert no assunto, ele se tornou conhecido do grande público e da classe artística no tempo dos festivais da canção nas TVs. Foi produtor e coordenador daquelas promoções.
Cantores, grupos vocais e músicos revelados pelos festivais foram, durante uma temporada, estrelas do Som Livre Exportação,na Rede Globo, encabeçado por Elis Regina.
_______
ECOS DO CARNAVAL
Leitor assíduo de nossas mal traçadas linhas (cronistas da antiga começavam mais ou menos desse jeito suas matérias), Adriano Gomes Filho segue acompanhando este escriba.
É dele, alguns reparos sobre Era Uma Vez No Carnaval. Além da Tupi, também transmitiram os desfiles das escolas de samba na Sapucaí, a Roquette (94 FM) e a Metropolitana (AM 1090).
Aquela movimentou equipes de repórteres e comentaristas sob o comando de João Estevam e Miguel Ângelo. A outra, que um dia formou profissionais, com o Paulo Nobre na liderança.
_______
R a r e f e i t a s
/o A Super Tupi mudou a grade matinal aos sábados. Ampliou em uma hora os espaços do Alexandre Ferreira e Mário Belisário, reduziu em igual tempo o do Clóvis Monteiro e Francisco Barbosa.
/o Alexandre vai de 0h às 3h, Belisário daí às 6h, Clóvis das 8h às 10h, mesmo horário de 2ª a 6ª, e Barbosa de 10h às 12h. Intercalando-os, Garotinho2 a partir das 6h, que já faz os domingos.
/o O melhor remédio pra quem sofre com os problemas de varizes é fazer caminhadas. Afirmação da angiologista Marina Lopes, entrevistada neste sábado (16), no programa do Clóvis.
O apresentador Tino Júnior da FM O Dia afirmou, na quinta-feira (14), que Marília Mendonça é, atualmente, a melhor cantora do Brasil. ‘Digo sem medo de errar’, acrescentou.
Que É Isso Fera?, o programa que ele faz na 100,5 vai ao ar de 2ª a 6ª, das 7h às 10h das manhãs. A emissora é vice-campeã de audiência no Rio, onde já liderou por dez anos.
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PRA QUÊ DISCUTIR
E, você, um seguidor do Tino em diversas plataformas, tem opinião semelhante sobre a qualidade da novata cantora, considerada um fenômeno da música sertaneja?
Embora a emissora não seja da nossa praia, ouvimos naquela ocasião, o apresentador se dizer fã de Marília. Diante disso, -- duvidar pra quê -- ele falava sério, com certeza.
‘Gosto e caldo de galinha não se discute’. A frase é do Conselheiro Acácio, personagem do romance O Primo Basílio, uma obra-prima do escritor português Eça de Queirós.
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JOGO EM VISÃO ÚNICA
O quadro Visão de Jogo, parte do Todas as Vozes na MEC AM, não conta mais com a participação do comentarista Mário Silva. Feitas pelo próprio Marcus Aurélio, as análises.
Foi mais um ajuste, entre outros, nas emissoras da EBC. No Todas as Vozes, por exemplo, os blocos de músicas aumentou. De duas canções expressivas, passou a rodar três.
O noticiário esportivo que o Mário fazia em duplicata, ficou restrito à Nacional, integrando a Revista Brasil, comando do Válter Lima, com os destaques das outras rádios coligadas.
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UMA NOVA MÚSICA
Ali pelas 10h das noites das quartas, a MEC FM (99,3) reproduz um programa editado pela Cultura de São Paulo. O cartaz se chama A Nova Música do Brasil, com Solano Ribeiro.
Um expert no assunto, ele se tornou conhecido do grande público e da classe artística no tempo dos festivais da canção nas TVs. Foi produtor e coordenador daquelas promoções.
Cantores, grupos vocais e músicos revelados pelos festivais foram, durante uma temporada, estrelas do Som Livre Exportação,na Rede Globo, encabeçado por Elis Regina.
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ECOS DO CARNAVAL
Leitor assíduo de nossas mal traçadas linhas (cronistas da antiga começavam mais ou menos desse jeito suas matérias), Adriano Gomes Filho segue acompanhando este escriba.
É dele, alguns reparos sobre Era Uma Vez No Carnaval. Além da Tupi, também transmitiram os desfiles das escolas de samba na Sapucaí, a Roquette (94 FM) e a Metropolitana (AM 1090).
Aquela movimentou equipes de repórteres e comentaristas sob o comando de João Estevam e Miguel Ângelo. A outra, que um dia formou profissionais, com o Paulo Nobre na liderança.
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R a r e f e i t a s
/o A Super Tupi mudou a grade matinal aos sábados. Ampliou em uma hora os espaços do Alexandre Ferreira e Mário Belisário, reduziu em igual tempo o do Clóvis Monteiro e Francisco Barbosa.
/o Alexandre vai de 0h às 3h, Belisário daí às 6h, Clóvis das 8h às 10h, mesmo horário de 2ª a 6ª, e Barbosa de 10h às 12h. Intercalando-os, Garotinho2 a partir das 6h, que já faz os domingos.
/o O melhor remédio pra quem sofre com os problemas de varizes é fazer caminhadas. Afirmação da angiologista Marina Lopes, entrevistada neste sábado (16), no programa do Clóvis.
domingo, 10 de março de 2019
Direto das Ondas
ERA UMA VEZ NO CARNAVAL
Mudaram os conceitos do rádio no Rio sobre o carnaval, ou mudaram os observadores/ouvintes? Eis uma questão que, aparentemente não tem, pelo menos, resposta imediata. Vale uma análise, pesquisa e considerandos tais.
Este ano foi atípico, pois, com a Tupi sendo exceção, nenhuma emissora carioca se interessou em transmitir os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, independentemente de integrarem a Série A ou Grupo Especial.
_______
(DES)COLORIDO
O máximo que aconteceu nesse cenário (des)colorido foram apresentações de boletins e flashes nas de programação musical e informativa. Respectivamente de um lado, a JB, O Dia e Roquette (94), de outro CBN, Nacional e Bandnews.
_______
A ‘DONA’ DA RUA
A Bandnews autointitulou-se ‘a rádio oficial do carnaval de rua’. E, como o folião que se veste com a fantasia adequada para o momento, esmerou-se em acompanhar a evolução de alguns blocos pela cidade, justificando o slogan.
_______
JAMAIS SE VIU
Muito a ver com o panorama, naturalmente, o fato de o prefeito Marcelo Crivella não subvencionar o carnaval das escolas, cortando uma prática habitual de governos anteriores. Medida jamais vista na decantada região praiana.
_______
VERDADE DÓI
Argumento da autoridade da hora: ‘Verbas destinadas às agremiações carnavalescas resultariam em sacrifícios para os setores de educação, transporte e, principalmente saúde.’ Vive-se – ninguém desconhece -- em período de crise.
_______
COFRE CHEIO
Pelo sim, pelo não, num arrazoado de reclamações e queixumes, o carnaval do Rio faturou este ano com o turismo nada menos que R$ 6,1bilhões . Um pouco acima que o de São Paulo que, comparativamente, atraiu um público maior.
_______
CONTRASTES
Aqui e lá, os contrastes. A realidade de um povo mostrada pela Mangueira lhe dava o vigésimo título de campeã, enriquecendo sua biografia. Saída de regulares aparições, a Mancha Verde surpreendia finalmente, com a primeira conquista.
_______
R a r e f e i t a s
/o Não foi só a Nova Globo do Rio que ganhou patrocínio para ser ‘emissora oficial’ do carnaval de Salvador. A Jovem Pan de Sampa, também. Repetiu o que já fizera em 2018.
/o Pelo andar do metrô (não duvide você), nos próximos anos haverá rádios cariocas e originárias de outras capitais cobrindo a movimentação dos blocos de Olinda e Recife.
/o Uma das pioneiras em atividades esportivas no rádio, Astrid Nick, da Nacional, aniversariou no Dia Internacional da Mulher. Iniciou-se no Jornal dos Sports, que tinha capa rosa.
/o Num especial da MEC, sexta (8), Marcus Aurélio reuniu os pesquisadores João Batista de Abreu e Luiz Artur Ferraretto. Falaram de diferenças dos Debates e Mesas Redondas.
Mudaram os conceitos do rádio no Rio sobre o carnaval, ou mudaram os observadores/ouvintes? Eis uma questão que, aparentemente não tem, pelo menos, resposta imediata. Vale uma análise, pesquisa e considerandos tais.
Este ano foi atípico, pois, com a Tupi sendo exceção, nenhuma emissora carioca se interessou em transmitir os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, independentemente de integrarem a Série A ou Grupo Especial.
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(DES)COLORIDO
O máximo que aconteceu nesse cenário (des)colorido foram apresentações de boletins e flashes nas de programação musical e informativa. Respectivamente de um lado, a JB, O Dia e Roquette (94), de outro CBN, Nacional e Bandnews.
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A ‘DONA’ DA RUA
A Bandnews autointitulou-se ‘a rádio oficial do carnaval de rua’. E, como o folião que se veste com a fantasia adequada para o momento, esmerou-se em acompanhar a evolução de alguns blocos pela cidade, justificando o slogan.
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JAMAIS SE VIU
Muito a ver com o panorama, naturalmente, o fato de o prefeito Marcelo Crivella não subvencionar o carnaval das escolas, cortando uma prática habitual de governos anteriores. Medida jamais vista na decantada região praiana.
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VERDADE DÓI
Argumento da autoridade da hora: ‘Verbas destinadas às agremiações carnavalescas resultariam em sacrifícios para os setores de educação, transporte e, principalmente saúde.’ Vive-se – ninguém desconhece -- em período de crise.
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COFRE CHEIO
Pelo sim, pelo não, num arrazoado de reclamações e queixumes, o carnaval do Rio faturou este ano com o turismo nada menos que R$ 6,1bilhões . Um pouco acima que o de São Paulo que, comparativamente, atraiu um público maior.
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CONTRASTES
Aqui e lá, os contrastes. A realidade de um povo mostrada pela Mangueira lhe dava o vigésimo título de campeã, enriquecendo sua biografia. Saída de regulares aparições, a Mancha Verde surpreendia finalmente, com a primeira conquista.
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R a r e f e i t a s
/o Não foi só a Nova Globo do Rio que ganhou patrocínio para ser ‘emissora oficial’ do carnaval de Salvador. A Jovem Pan de Sampa, também. Repetiu o que já fizera em 2018.
/o Pelo andar do metrô (não duvide você), nos próximos anos haverá rádios cariocas e originárias de outras capitais cobrindo a movimentação dos blocos de Olinda e Recife.
/o Uma das pioneiras em atividades esportivas no rádio, Astrid Nick, da Nacional, aniversariou no Dia Internacional da Mulher. Iniciou-se no Jornal dos Sports, que tinha capa rosa.
/o Num especial da MEC, sexta (8), Marcus Aurélio reuniu os pesquisadores João Batista de Abreu e Luiz Artur Ferraretto. Falaram de diferenças dos Debates e Mesas Redondas.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Direto das Ondas
FENOMENAL PIADA DE $ALÃO
A Nova Globo, emissora que há pouco mais de dois anos abandonou a programação popular no Rio será – veja você -- ‘a rádio oficial... do carnaval de Salvador’, mui histórica cidade do Estado da Bahia de Todos os Santos.
E, seus comunicadores, estão anunciando isso como fosse um grande feito. Falam, inclusive na participação do camarote Expresso 2222, criado pelo Gilberto Gil, também nome de uma de suas bem-sucedidas composições.
_______
CONTRA-SENSO?
Não se trata absolutamente de contra-senso a iniciativa, mas sim, de uma fenomenal piada. Qualquer pessoa de pés no chão, cabeça no lugar certo, cérebro funcionando perfeitamente, deve sentar no meio-fio e... ‘rolar de rir’.
Por fim, erguerem as mãos pro céu, e, entre ‘vivas Momo’, vivas a Bahia’, bradarem: vivam os cardeais que comandam a emissora do Grupo Globo!’ Inusitado uma rádio carioca tornar-se oficial na 'festa da carne' em outra região.
_______
DANDO AS MÃOS
Antes, todavia, que dêem as mãos os que estiverem perto e, em círculo, cantem: ‘É ou não é/Piada de $alão/Se pensam que não é/Então digo que não’ -- marchinha de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, de antigo carnaval.
Foi enorme sucesso, como foram outras da dupla, imortalizada pelo cantor Blecaute nos concorridos programas de auditório da Nacional, ‘era de ouro do rádio’. Ela bem ilustra, (creia você) a memória de avós e bisavós.
_______
CAMPO PERDIDO
Em 2016, quando decidiu se desfazer de seu estelar elenco, a Globo (estaria envelhecida?), cobriu o badalado carnaval do Rio, pois a derrubada de seus melhores profissionais ocorreria em abril, de tonalidades cinzentas.
No ano seguinte, porém, ela simplesmente se ausentou da folia momesca, ignorando cabrochas e passistas, puxadores de samba e estrelas da TV, rainhas disso, príncipes daquilo – figuras cultuadas no país e além fronteiras.
Deixou (incrivelmente) o campo aberto para a eterna rival – a Tupi, que não só ‘deitou’, como ‘rolou’, reinando na cobertura até então dividida. Nos últimos vinte anos, a derrota para a ‘outra’ já se desenhava em todas as cores.
_______
MOMO PLAYLIST
E, a rádio, tão popular (e ouvida) em carnavais passados teve que fazer o mesmo que as de menores investimentos. Um musical ao longo dos dias, com temas dos anos 20, 30, 40, 50 e 60 -- surfando (ops!) na onda do playlist.
Perguntas que não querem silenciar (desculpe a repetição, nesse lugar-comum aqui): a Nova Globo é mesmo uma estação de rádio do Rio? Ou virou fantasma no sonho de jovens e idosos que insistem nela sintonizar?
_______
R a r e f e i t a s
/o Roberto Canázio completara em dezembro de 2018, doze anos na rádio dos Marinho. Dos grandes nomes da era contemporânea, o último dos remanescentes na casa.
/o Surpreso, cara pálida? Nos dias atuais no veículo, nada surpreende. Os talentosos perdem sempre para os apadrinhados. Tão verdadeiro isso, quanto o brilho do sol.
/o Agora, vem a fase das especulações. Pra onde ele irá? Tupi, Nacional (epa!), Bandnews? Mais fácil curtir a aposentadoria ou, quem sabe, escrever suas memórias.
/o A EBC(Empresa Brasil de Comunicação) está trocando de presidente. Luiz Antônio Ferreira, nomeado na gestão anterior, cede lugar a Alexandre Henrique Graziani.
/o Digna de prêmio no Podcast Globo, a série sobre Cazuza, apresentada no sábado (23), por Leonardo Rosas. A ONG da mãe, Lúcia Araújo, mantém o legado do artista.
A Nova Globo, emissora que há pouco mais de dois anos abandonou a programação popular no Rio será – veja você -- ‘a rádio oficial... do carnaval de Salvador’, mui histórica cidade do Estado da Bahia de Todos os Santos.
E, seus comunicadores, estão anunciando isso como fosse um grande feito. Falam, inclusive na participação do camarote Expresso 2222, criado pelo Gilberto Gil, também nome de uma de suas bem-sucedidas composições.
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CONTRA-SENSO?
Não se trata absolutamente de contra-senso a iniciativa, mas sim, de uma fenomenal piada. Qualquer pessoa de pés no chão, cabeça no lugar certo, cérebro funcionando perfeitamente, deve sentar no meio-fio e... ‘rolar de rir’.
Por fim, erguerem as mãos pro céu, e, entre ‘vivas Momo’, vivas a Bahia’, bradarem: vivam os cardeais que comandam a emissora do Grupo Globo!’ Inusitado uma rádio carioca tornar-se oficial na 'festa da carne' em outra região.
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DANDO AS MÃOS
Antes, todavia, que dêem as mãos os que estiverem perto e, em círculo, cantem: ‘É ou não é/Piada de $alão/Se pensam que não é/Então digo que não’ -- marchinha de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, de antigo carnaval.
Foi enorme sucesso, como foram outras da dupla, imortalizada pelo cantor Blecaute nos concorridos programas de auditório da Nacional, ‘era de ouro do rádio’. Ela bem ilustra, (creia você) a memória de avós e bisavós.
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CAMPO PERDIDO
Em 2016, quando decidiu se desfazer de seu estelar elenco, a Globo (estaria envelhecida?), cobriu o badalado carnaval do Rio, pois a derrubada de seus melhores profissionais ocorreria em abril, de tonalidades cinzentas.
No ano seguinte, porém, ela simplesmente se ausentou da folia momesca, ignorando cabrochas e passistas, puxadores de samba e estrelas da TV, rainhas disso, príncipes daquilo – figuras cultuadas no país e além fronteiras.
Deixou (incrivelmente) o campo aberto para a eterna rival – a Tupi, que não só ‘deitou’, como ‘rolou’, reinando na cobertura até então dividida. Nos últimos vinte anos, a derrota para a ‘outra’ já se desenhava em todas as cores.
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MOMO PLAYLIST
E, a rádio, tão popular (e ouvida) em carnavais passados teve que fazer o mesmo que as de menores investimentos. Um musical ao longo dos dias, com temas dos anos 20, 30, 40, 50 e 60 -- surfando (ops!) na onda do playlist.
Perguntas que não querem silenciar (desculpe a repetição, nesse lugar-comum aqui): a Nova Globo é mesmo uma estação de rádio do Rio? Ou virou fantasma no sonho de jovens e idosos que insistem nela sintonizar?
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R a r e f e i t a s
/o Roberto Canázio completara em dezembro de 2018, doze anos na rádio dos Marinho. Dos grandes nomes da era contemporânea, o último dos remanescentes na casa.
/o Surpreso, cara pálida? Nos dias atuais no veículo, nada surpreende. Os talentosos perdem sempre para os apadrinhados. Tão verdadeiro isso, quanto o brilho do sol.
/o Agora, vem a fase das especulações. Pra onde ele irá? Tupi, Nacional (epa!), Bandnews? Mais fácil curtir a aposentadoria ou, quem sabe, escrever suas memórias.
/o A EBC(Empresa Brasil de Comunicação) está trocando de presidente. Luiz Antônio Ferreira, nomeado na gestão anterior, cede lugar a Alexandre Henrique Graziani.
/o Digna de prêmio no Podcast Globo, a série sobre Cazuza, apresentada no sábado (23), por Leonardo Rosas. A ONG da mãe, Lúcia Araújo, mantém o legado do artista.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Rádiomania, o Livro/65
O DIVINO DE UMA ESTRELA
Fulgurante estrela da Nacional na década de 50, Elizeth Cardoso brilhava em Cantando pelos Caminhos, do Paulo Roberto, nas noites das quintas-feiras. ‘A Divina’, no conceito de Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, embalou os sonhos de muita gente.
Canção de Amor, de Chocolate e Elano de Paula, Meiga Presença, de Paulo Valdez, Cidade do Interior, de Marino Pinto, Mulata Assanhada, de Ataulfo Alves, Nossos Momentos, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, e Chega de Saudade,de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, alguns sucessos dela.
_______
ODE À BELEZA
Expressão exaustivamente repetida nos anos 60, ‘Linda de Morrer’ servia para exaltar a beleza de jovens que circulavam nas festas elegantes da sociedade carioca. Espalharia-se como coqueluche pelos recantos da Cidade Maravilhosa e arredores.
Foi Sérgio Bittencourt quem lançou a ode. Ele manteve, antes da Revolução de Março de 64,matinal programa na Rádio Nacional. Colunista de O Globo, filho de Jacob do Bandolim, e também compositor, Sérgio criou, com a frase, muita polêmica. ‘Linda de Viver’ deveria, no entendimento geral, ser a exclamação correta.
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OS PIONEIROS
Em dezembro de 1944, no Rio, e exatamente no dia 2, acontecia a inauguração da Rádio Globo. Seus primeiros contratados, Rubens Amaral, Luiz Mendes, Luiz de Carvalho e Daysi Lúcidi. O prefixo em que passou a operar, pertenceu à Transmissora, que encerrava um ciclo na antiga capital.
A nova estação levou, segundo pesquisadores, dez anos para ser descoberta pelo grande público. E, quando tal ocorreu, predominou seguramente por quatro décadas. Os irmãos Luiz e Raul Brunini muito contribuíram para a solidificação do desenvolvimento da emissora.
O responsável direto por seu longevo sucesso, foi ninguém menos que Mário Luiz Barbato. Apresentador do Pré-parada Musical, na matriz, e Tarde Musical e Esportiva, dominical na Eldorado, ele implantaria nos anos 90, na Tupi, um igual esquema.
Em fases distintas estiveram na rádio, Gagliano Neto, Doalcei Camargo, Benjamim Wright e Affono Soares, nos esportes. No campo das variedades, os apresentadores Paulo Moreno, Jonas Garret e Roberto Muniz. Por um tempo menos distante daqueles, Adelzon Alves, na madrugada, e Paulo Giovanni, nas manhãs.
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‘MENINO GRANDE’
Locutor esportivo da Rádio Jornal do Commercio do Recife no começo da carreira, Antônio Maria ingressava na Mayrink Veiga ao mudar-se para o Rio. Ali, foi produtor de programas humorísticos, como, por exemplo, o Regra de Três, de que participavam comediantes da categoria de um Altivo Diniz, Nancy Vanderlei, Zé Trindade, Matinhos, Henriqueta Brieba, etc.
Já compositor, projetaria seu nome com os sambas-canções Ninguém me Ama e Menino Grande, gravados por Nora Ney, do elenco da Nacional. No repertório dele o comum eram as chamadas músicas de fossa, nenhuma, porém, tão dramática quanto Se Eu Morresse Amanhã, perpetuada em disco por Dircinha Batista.
Uma das exceções ao estilo, a Valsa de Uma Cidade, com Ismael Neto, líder e um dos fundadores do vocal-instrumental Os Cariocas. Bem o demonstram os versos iniciais, dizendo: 'Vento do mar/E o meu rosto no sol a queimar, queimar/Calçada cheia de gente/A passar, e a me ver passar/Rio de Janeiro, gosto de você/Gosto de quem gosta/Deste céu, deste mar, desta gente feliz...'
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NOITE, CRIANÇA
Maria, boêmio de carteirinha, foi colaborador de O Globo, O Jornal e Última Hora. Através da seção Mesa de Pista, no primeiro, relatava os bastidores dos shows de boates da moda. Cunhou a frase ‘A Noite É Uma Criança’, lembrada nas rádios e outros meios de comunicação, contraponto para uma de Jacintho de Thormes, colunista social de ‘UH’: À Noite Todos Os Gatos São Pardos’
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Um dos grandes nomes do rádio que migraram para a ‘telinha mágica’, fez parte dos quadros da TV Tupi, na retaguarda ou diante das câmeras. Viveu intensamente antes de alcançar os 50 anos.
M E M Ó R I A
De doze profissionais que se destacavam na equipe esportiva da Globo em fevereiro de 2009, ou seja, dez anos passados, apenas Edson Mauro e Eraldo Leite continuam na empresa. Os demais, a maioria dispensados, foram trabalhar em outros prefixos -- inclusive rádios da web. Luiz Mendes (‘o da palavra facil’) mudou-se para o 'Planeta dos Esplendores’, imaginado pelo Artur da Távola, habitante algum tempo de lá.
Fulgurante estrela da Nacional na década de 50, Elizeth Cardoso brilhava em Cantando pelos Caminhos, do Paulo Roberto, nas noites das quintas-feiras. ‘A Divina’, no conceito de Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, embalou os sonhos de muita gente.
Canção de Amor, de Chocolate e Elano de Paula, Meiga Presença, de Paulo Valdez, Cidade do Interior, de Marino Pinto, Mulata Assanhada, de Ataulfo Alves, Nossos Momentos, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, e Chega de Saudade,de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, alguns sucessos dela.
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ODE À BELEZA
Expressão exaustivamente repetida nos anos 60, ‘Linda de Morrer’ servia para exaltar a beleza de jovens que circulavam nas festas elegantes da sociedade carioca. Espalharia-se como coqueluche pelos recantos da Cidade Maravilhosa e arredores.
Foi Sérgio Bittencourt quem lançou a ode. Ele manteve, antes da Revolução de Março de 64,matinal programa na Rádio Nacional. Colunista de O Globo, filho de Jacob do Bandolim, e também compositor, Sérgio criou, com a frase, muita polêmica. ‘Linda de Viver’ deveria, no entendimento geral, ser a exclamação correta.
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OS PIONEIROS
Em dezembro de 1944, no Rio, e exatamente no dia 2, acontecia a inauguração da Rádio Globo. Seus primeiros contratados, Rubens Amaral, Luiz Mendes, Luiz de Carvalho e Daysi Lúcidi. O prefixo em que passou a operar, pertenceu à Transmissora, que encerrava um ciclo na antiga capital.
A nova estação levou, segundo pesquisadores, dez anos para ser descoberta pelo grande público. E, quando tal ocorreu, predominou seguramente por quatro décadas. Os irmãos Luiz e Raul Brunini muito contribuíram para a solidificação do desenvolvimento da emissora.
O responsável direto por seu longevo sucesso, foi ninguém menos que Mário Luiz Barbato. Apresentador do Pré-parada Musical, na matriz, e Tarde Musical e Esportiva, dominical na Eldorado, ele implantaria nos anos 90, na Tupi, um igual esquema.
Em fases distintas estiveram na rádio, Gagliano Neto, Doalcei Camargo, Benjamim Wright e Affono Soares, nos esportes. No campo das variedades, os apresentadores Paulo Moreno, Jonas Garret e Roberto Muniz. Por um tempo menos distante daqueles, Adelzon Alves, na madrugada, e Paulo Giovanni, nas manhãs.
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‘MENINO GRANDE’
Locutor esportivo da Rádio Jornal do Commercio do Recife no começo da carreira, Antônio Maria ingressava na Mayrink Veiga ao mudar-se para o Rio. Ali, foi produtor de programas humorísticos, como, por exemplo, o Regra de Três, de que participavam comediantes da categoria de um Altivo Diniz, Nancy Vanderlei, Zé Trindade, Matinhos, Henriqueta Brieba, etc.
Já compositor, projetaria seu nome com os sambas-canções Ninguém me Ama e Menino Grande, gravados por Nora Ney, do elenco da Nacional. No repertório dele o comum eram as chamadas músicas de fossa, nenhuma, porém, tão dramática quanto Se Eu Morresse Amanhã, perpetuada em disco por Dircinha Batista.
Uma das exceções ao estilo, a Valsa de Uma Cidade, com Ismael Neto, líder e um dos fundadores do vocal-instrumental Os Cariocas. Bem o demonstram os versos iniciais, dizendo: 'Vento do mar/E o meu rosto no sol a queimar, queimar/Calçada cheia de gente/A passar, e a me ver passar/Rio de Janeiro, gosto de você/Gosto de quem gosta/Deste céu, deste mar, desta gente feliz...'
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NOITE, CRIANÇA
Maria, boêmio de carteirinha, foi colaborador de O Globo, O Jornal e Última Hora. Através da seção Mesa de Pista, no primeiro, relatava os bastidores dos shows de boates da moda. Cunhou a frase ‘A Noite É Uma Criança’, lembrada nas rádios e outros meios de comunicação, contraponto para uma de Jacintho de Thormes, colunista social de ‘UH’: À Noite Todos Os Gatos São Pardos’
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Um dos grandes nomes do rádio que migraram para a ‘telinha mágica’, fez parte dos quadros da TV Tupi, na retaguarda ou diante das câmeras. Viveu intensamente antes de alcançar os 50 anos.
M E M Ó R I A
De doze profissionais que se destacavam na equipe esportiva da Globo em fevereiro de 2009, ou seja, dez anos passados, apenas Edson Mauro e Eraldo Leite continuam na empresa. Os demais, a maioria dispensados, foram trabalhar em outros prefixos -- inclusive rádios da web. Luiz Mendes (‘o da palavra facil’) mudou-se para o 'Planeta dos Esplendores’, imaginado pelo Artur da Távola, habitante algum tempo de lá.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Direto das Ondas
NEBULOSOS DIAS NO 2° MÊS
Sombrios no horizonte do Brasil os primeiros dias do Ano Novo. E, estamos, apenas, na metade de fevereiro, segundo mês do calendário. Tantos foram os acontecimentos negativos, que se torna difícil para os considerados fortes emocionalmente, ouvir informativos do rádio, assistir noticiários da TV ou ler o que publicam os jornais.
Em Brumadinho, Minas, os estouros das barragens tiveram como origem a irresponsabilidade (e ganância) dos diretores da Vale; enchentes no Rio, com mortes, a falta de medidas para prevenção de desmoronamentos nas encostas por parte do Estado; incêndio no CT do Flamengo, alojamento de jovens jogadores, negligência de dirigentes -- local só tinha autorização para estacionamento; o táxi-aéreo em que viajava o Boechat, não era licenciado para transportar passageiros (se ficou sabendo a partir disso, que a prática é comum nas empresas do ramo).
Como se explicar num país que tem pretensões de pertencer aos de Primeiro Mundo, que tais coisas se repitam com espantosa freqüência? Os trágicos problemas de Brumadinho três anos após os de Mariana, com inúmeros ainda sem solução, caso de moradias para os desabitados – são tão lamentáveis quanto assustadores.
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RÉGIA, A NATUREZA
Mara Régia, da Nacional, em Brasília, faz um programa diário, o Viva Maria, reproduzido pelas manhãs na MEC-Rio. Aos domingos na mesma estação ela apresenta o Natureza Viva, com base no meio ambiente, focalizando, inclusive, outros assuntos.
Neste domingo (10), Mara falou sobre o centenário de Carmem Miranda, celebrado na véspera. Elogiou o veículo em que trabalha (‘o rádio não vai morrer nunca’), denominando-o de ‘octogenário’. Engano dela. O rádio chegou aos 95 em 2018.
_______
(RE) MEXIDAS NA NOVA
E, quem, de vez em quando, não ‘troca as bolas’ em alguma atividade, em circunstância adversa? Salvo engano, caíram na grade da Nova Globo, recentemente, o Cartaz (diário), Cartola FC, Segue o Jogo, Futebol à Manivela(*) e Globo + Esportivo (semanais).
A propósito. Nos reajustes a partir de segunda (4) No Ar, com Otaviano Costa, ganhou dois colaboradores. Renato Cantarino (que estava no Café das 6) e Helen Braun, de São Paulo, juntaram-se a Ana Paula e Guilherme Grillo. Mais dinamismo, impossível.
O programa melhorou bastante, diga-se, a bem da verdade. Daí, a pergunta que não quer silenciar: Por que não fizeram assim desde o lançamento? Na linha do entretenimento e de notas culturais, são incluídas, agora, as manchetes de jornais influentes.
(*) Não, este permaneceu. Entrou numa fase especial, 'atendendo a pedidos'. Dos internautas, em geral, também interessados em coisas que ficaram na história. Menos mal, pois, o programa com o Maurício Bastos, figura no rol dos que valem a pena ouvir.
_______
REPÓRTERES DO AR
Dizer que a situação do trânsito nas grandes cidades é matéria-prima nas rádios populares, é o mesmo que ‘chover no molhado’. Este serviço de cobertura com a utilização de helicóptero remonta aos anos 80, sendo pioneira a Rádio Jornal do Brasil AM.
Um dos repórteres, na ocasião, o Nicolau Maranini. Seguindo seus passos, apareceria o Genilson Araújo, que com ele começou a fazer revezamento. O fechamento da JB AM em 1993 abriu oportunidade para Genilson se mudar para o Sistema Globo.
Neste serviço, hoje, a Tupi emprega o maior número de profissionais. São eles: Leonardo Sales, Isabela Fraga, Marina Heizer e Samuel Correa Filho. A Globo e a SulAmérica Paradiso mobilizam dois – aquela Carol Barreto e Lizandra Rodrigues, esta Anderson Campos e Emerson Rocha. Pela JB, Carlos Eduardo Cardoso.
_______
R a r e f e i t a s
/o Que o Ricardo Boechat era um jornalista combativo ninguém sério ignora. Os universitários o admiravam, a classe dos taxistas também, e os sintonizadores da Rádio Bandnews FM.
/o Suas críticas aos poderosos e desonestos incomodava a um número enorme de pessoas, que se pode chamar de ‘inimigos ocultos’, porém, alguns deles, nem tão desconhecidos assim.
/o Boechat vai – fora o inevitável lugar-comum – fazer falta no rádio e na televisão, meios em que atuava com um estilo único, bravura, coragem e, até, incomparável senso de bom humor.
Sombrios no horizonte do Brasil os primeiros dias do Ano Novo. E, estamos, apenas, na metade de fevereiro, segundo mês do calendário. Tantos foram os acontecimentos negativos, que se torna difícil para os considerados fortes emocionalmente, ouvir informativos do rádio, assistir noticiários da TV ou ler o que publicam os jornais.
Em Brumadinho, Minas, os estouros das barragens tiveram como origem a irresponsabilidade (e ganância) dos diretores da Vale; enchentes no Rio, com mortes, a falta de medidas para prevenção de desmoronamentos nas encostas por parte do Estado; incêndio no CT do Flamengo, alojamento de jovens jogadores, negligência de dirigentes -- local só tinha autorização para estacionamento; o táxi-aéreo em que viajava o Boechat, não era licenciado para transportar passageiros (se ficou sabendo a partir disso, que a prática é comum nas empresas do ramo).
Como se explicar num país que tem pretensões de pertencer aos de Primeiro Mundo, que tais coisas se repitam com espantosa freqüência? Os trágicos problemas de Brumadinho três anos após os de Mariana, com inúmeros ainda sem solução, caso de moradias para os desabitados – são tão lamentáveis quanto assustadores.
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RÉGIA, A NATUREZA
Mara Régia, da Nacional, em Brasília, faz um programa diário, o Viva Maria, reproduzido pelas manhãs na MEC-Rio. Aos domingos na mesma estação ela apresenta o Natureza Viva, com base no meio ambiente, focalizando, inclusive, outros assuntos.
Neste domingo (10), Mara falou sobre o centenário de Carmem Miranda, celebrado na véspera. Elogiou o veículo em que trabalha (‘o rádio não vai morrer nunca’), denominando-o de ‘octogenário’. Engano dela. O rádio chegou aos 95 em 2018.
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(RE) MEXIDAS NA NOVA
E, quem, de vez em quando, não ‘troca as bolas’ em alguma atividade, em circunstância adversa? Salvo engano, caíram na grade da Nova Globo, recentemente, o Cartaz (diário), Cartola FC, Segue o Jogo, Futebol à Manivela(*) e Globo + Esportivo (semanais).
A propósito. Nos reajustes a partir de segunda (4) No Ar, com Otaviano Costa, ganhou dois colaboradores. Renato Cantarino (que estava no Café das 6) e Helen Braun, de São Paulo, juntaram-se a Ana Paula e Guilherme Grillo. Mais dinamismo, impossível.
O programa melhorou bastante, diga-se, a bem da verdade. Daí, a pergunta que não quer silenciar: Por que não fizeram assim desde o lançamento? Na linha do entretenimento e de notas culturais, são incluídas, agora, as manchetes de jornais influentes.
(*) Não, este permaneceu. Entrou numa fase especial, 'atendendo a pedidos'. Dos internautas, em geral, também interessados em coisas que ficaram na história. Menos mal, pois, o programa com o Maurício Bastos, figura no rol dos que valem a pena ouvir.
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REPÓRTERES DO AR
Dizer que a situação do trânsito nas grandes cidades é matéria-prima nas rádios populares, é o mesmo que ‘chover no molhado’. Este serviço de cobertura com a utilização de helicóptero remonta aos anos 80, sendo pioneira a Rádio Jornal do Brasil AM.
Um dos repórteres, na ocasião, o Nicolau Maranini. Seguindo seus passos, apareceria o Genilson Araújo, que com ele começou a fazer revezamento. O fechamento da JB AM em 1993 abriu oportunidade para Genilson se mudar para o Sistema Globo.
Neste serviço, hoje, a Tupi emprega o maior número de profissionais. São eles: Leonardo Sales, Isabela Fraga, Marina Heizer e Samuel Correa Filho. A Globo e a SulAmérica Paradiso mobilizam dois – aquela Carol Barreto e Lizandra Rodrigues, esta Anderson Campos e Emerson Rocha. Pela JB, Carlos Eduardo Cardoso.
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R a r e f e i t a s
/o Que o Ricardo Boechat era um jornalista combativo ninguém sério ignora. Os universitários o admiravam, a classe dos taxistas também, e os sintonizadores da Rádio Bandnews FM.
/o Suas críticas aos poderosos e desonestos incomodava a um número enorme de pessoas, que se pode chamar de ‘inimigos ocultos’, porém, alguns deles, nem tão desconhecidos assim.
/o Boechat vai – fora o inevitável lugar-comum – fazer falta no rádio e na televisão, meios em que atuava com um estilo único, bravura, coragem e, até, incomparável senso de bom humor.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
Rádiomania, o Livro/64
DO CORETO, REMINISCÊNCIAS
Os bons, ótimos ou excelentes profissionais do rádio são, no meio, chamados de ‘feras’. Na ‘selva’ em que se transformou o veículo nos últimos anos, um deles, sem dúvida, foi o Zair Cançado, venerando defensor das bandinhas de música, uma tradição nas cidades interioranas. Aos domingos, ali pelo meio-dia, ele apresentava na década passada o “Vamos Ouvir a Banda”, na Bandeirantes-Rio (1340 AM).
Um programa dedicado às pessoas da Velha Guarda, que as modernas também podiam apreciar, notadamente nos recantos dos estados do RJ e MG. Um modo bastante saudável de se preservar os valores culturais de sua terra.
_______
“O Mundo Não Vale o Meu Lar” era o nome de um programa da Rádio Mayrink Veiga, conduzido por Sagramor de Scuvero. Radialista e escritora, ela foi casada com o compositor, redator de comerciais e jinglista Miguel Gustavo, seu colega na tradicional emissora.
Miguel abasteceu, com músicas curiosas, o repertório de Jorge Veiga e Moreira da Silva. O “Pra Frente,Brasil” de exaltação à Seleção no Mundial de 70 no México, onde a ‘canarinho’ conquistaria o ‘Tri’, é de autoria dele.
_______
Tempos da adolescência remontam às novelas da Nacional (dos Mários Lago e Brasini, Amaral Gurgel, Eurico Silva, Cícero Acaiaba), os seriados
“O Anjo” (com Álvaro Aguiar no papel-título, coadjuvado pelo Osvaldo Elias – o ‘Metralha’) e, “Jerônimo, o Herói do Sertão (Milton Rangel) e seu companheiro de aventuras ‘Moleque Saci’ (Cauê Filho),e, ainda "Aninha" (Dulce Martins), eterna namorada do mocinho.
_______
O autor do último, Moisés Weltman, foi mais tarde diretor da “Amiga”, revista de Bloch Editores, especializada em rádio e televisão. Foi, inclusive, um dos primeiros participantes do “Dabates Populares”, do Haroldo de Andrade.
_______
“Calouros em Desfile”, de Ary Barroso, lançado na Kosmos de São Paulo, marcaria época na Tupi, do Rio. Dentre os muitos artistas que nele se revelaram, Elza Soares é das poucas ainda em atividade. Aniversaria em 23 de junho e, na data, seu nome não falta naquele quadro tipo agenda dos acontecimentos históricos. Num remoto "Show da Manhã", do Clóvis Monteiro, primoroso perfil da cantora, em produção da Jacqueline Nascimento.
_______
Alguns detalhes da trajetória de Elza: “Se Acaso Você Chegasse”, de Lupicínio Rodrigues, seu maior sucesso; Foi a primeira mulher a defender o enredo de uma escola de samba (Unidos de Padre Miguel); Em 2000, eleita pela BBC de Londres como ‘a cantora do milênio’.
M E M Ó R I A
O comentarista esportivo da Rádio Globo João Saldanha foi escolhido pela CBD em fevereiro de 1969 treinador da Seleção para os preparativos ao Mundial do México em 1970. Classificara o grupo, mas não viajaria. 'Trombara' com Pelé, ao declarar que o 'Rei' não estava enxergando. Zagalo substituiu-o no cargo.
Os bons, ótimos ou excelentes profissionais do rádio são, no meio, chamados de ‘feras’. Na ‘selva’ em que se transformou o veículo nos últimos anos, um deles, sem dúvida, foi o Zair Cançado, venerando defensor das bandinhas de música, uma tradição nas cidades interioranas. Aos domingos, ali pelo meio-dia, ele apresentava na década passada o “Vamos Ouvir a Banda”, na Bandeirantes-Rio (1340 AM).
Um programa dedicado às pessoas da Velha Guarda, que as modernas também podiam apreciar, notadamente nos recantos dos estados do RJ e MG. Um modo bastante saudável de se preservar os valores culturais de sua terra.
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“O Mundo Não Vale o Meu Lar” era o nome de um programa da Rádio Mayrink Veiga, conduzido por Sagramor de Scuvero. Radialista e escritora, ela foi casada com o compositor, redator de comerciais e jinglista Miguel Gustavo, seu colega na tradicional emissora.
Miguel abasteceu, com músicas curiosas, o repertório de Jorge Veiga e Moreira da Silva. O “Pra Frente,Brasil” de exaltação à Seleção no Mundial de 70 no México, onde a ‘canarinho’ conquistaria o ‘Tri’, é de autoria dele.
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Tempos da adolescência remontam às novelas da Nacional (dos Mários Lago e Brasini, Amaral Gurgel, Eurico Silva, Cícero Acaiaba), os seriados
“O Anjo” (com Álvaro Aguiar no papel-título, coadjuvado pelo Osvaldo Elias – o ‘Metralha’) e, “Jerônimo, o Herói do Sertão (Milton Rangel) e seu companheiro de aventuras ‘Moleque Saci’ (Cauê Filho),e, ainda "Aninha" (Dulce Martins), eterna namorada do mocinho.
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O autor do último, Moisés Weltman, foi mais tarde diretor da “Amiga”, revista de Bloch Editores, especializada em rádio e televisão. Foi, inclusive, um dos primeiros participantes do “Dabates Populares”, do Haroldo de Andrade.
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“Calouros em Desfile”, de Ary Barroso, lançado na Kosmos de São Paulo, marcaria época na Tupi, do Rio. Dentre os muitos artistas que nele se revelaram, Elza Soares é das poucas ainda em atividade. Aniversaria em 23 de junho e, na data, seu nome não falta naquele quadro tipo agenda dos acontecimentos históricos. Num remoto "Show da Manhã", do Clóvis Monteiro, primoroso perfil da cantora, em produção da Jacqueline Nascimento.
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Alguns detalhes da trajetória de Elza: “Se Acaso Você Chegasse”, de Lupicínio Rodrigues, seu maior sucesso; Foi a primeira mulher a defender o enredo de uma escola de samba (Unidos de Padre Miguel); Em 2000, eleita pela BBC de Londres como ‘a cantora do milênio’.
M E M Ó R I A
O comentarista esportivo da Rádio Globo João Saldanha foi escolhido pela CBD em fevereiro de 1969 treinador da Seleção para os preparativos ao Mundial do México em 1970. Classificara o grupo, mas não viajaria. 'Trombara' com Pelé, ao declarar que o 'Rei' não estava enxergando. Zagalo substituiu-o no cargo.
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Direto das Ondas
NOVA GLOBO REAJUSTA GRADE
Um ano e oito meses depois de lançar o projeto Nova Rádio Globo, o SGR se viu na contingência de fazer reajustes em sua grade de programação, no Rio e em São Paulo. A medida -- revela o site Tudo Rádio - começa a ser apresentada nesta segunda-feira (4).
Dos programas que continuam, alguns terão espaço reduzido, outros ganham mais tempo, e os terceiros, simplesmente vão trocar de dia e horário. No Ar, por exemplo, diminui. Será das 8h às 11h30. O Jogo Rápido, na sequência, vai ser daí até ao meio-dia.
_______
TARDE EM NOTÍCIAS
No período vespertino, o Redação Globo estica seu horário em trinta minutos. Fica das 17h às 18h30, enquanto o Zona Mista que o sucede, passa para das 18h30 às 19h30. Dali às 21h, permanecem na ordem obedecida anteriormente, as edições do Globo Esportivo.
Aos sábados, Felicidade Ilimitada, das 7h às 8h, e Saúde do Corpo, das 8h às 9h. Ampliado, Sambadasso irá das 9h às 12h. As Convocadas, das 14h às 15h, e Esporte S/A,das 16h às 17h. Domingo, Revista da Rádio Globo,das 7h as 10h30, daí às 12h, As Melhores da Semana.
_______
PALCO & GRAMADO
Haverá, de São Paulo, em rede, de segunda a sexta, o Palco Rádio Globo, das 22h a zero hora. Aos sábados, das 12h às 13h, Boleiragem, em cadeia com o SporTv. No mesmo esquema e horário, aos domingos, Grande Círculo, incluindo parte do Esporte Espetacular, da TV Globo.
A preparação para o Futebol Globo no Rádio, a partir de São Paulo, terá nessa reformulação do SGR, o Música Pré-Hora, das 13h às 15h. De Sampa, também serão apresentadas, ainda as Novas Hastags, às 10h e 22h, de segunda a sexta, e às 12h, nos sábados e domingos.
_______
GRANDE SURPRESA
Os cardeais da emissora na então Rua do Russel, Glória, não esperavam que, ao proporem a reinvenção do rádio, cairiam 'numa ruim'. Pelo que se ouve, os campeões nas redes sociais não aprovaram.
Nos últimos semestres do ano passado, de acordo com o Kantar Média Ibope, a Nova Rádio Globo amargava, espantosamente, o sétimo lugar, atrás da Mix FM. E, lá no bairro imperial de São Cristóvão, a Super Tupi, sua eterna rival, esnobava enfatizando o bordão, ‘Segue a líder’.
_______
R a r e f e i t a s
/o A Cidade FM (102,9) volta ao dial. Sua freqüência, ultimamente com a Rio, já foi arrendada a grupos distintos.
/o Sérgio Gianotti reassume, nesta terça (5), o Redação Online, na SulAmérica. Gláucia Araújo cobriu suas férias.
Um ano e oito meses depois de lançar o projeto Nova Rádio Globo, o SGR se viu na contingência de fazer reajustes em sua grade de programação, no Rio e em São Paulo. A medida -- revela o site Tudo Rádio - começa a ser apresentada nesta segunda-feira (4).
Dos programas que continuam, alguns terão espaço reduzido, outros ganham mais tempo, e os terceiros, simplesmente vão trocar de dia e horário. No Ar, por exemplo, diminui. Será das 8h às 11h30. O Jogo Rápido, na sequência, vai ser daí até ao meio-dia.
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TARDE EM NOTÍCIAS
No período vespertino, o Redação Globo estica seu horário em trinta minutos. Fica das 17h às 18h30, enquanto o Zona Mista que o sucede, passa para das 18h30 às 19h30. Dali às 21h, permanecem na ordem obedecida anteriormente, as edições do Globo Esportivo.
Aos sábados, Felicidade Ilimitada, das 7h às 8h, e Saúde do Corpo, das 8h às 9h. Ampliado, Sambadasso irá das 9h às 12h. As Convocadas, das 14h às 15h, e Esporte S/A,das 16h às 17h. Domingo, Revista da Rádio Globo,das 7h as 10h30, daí às 12h, As Melhores da Semana.
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PALCO & GRAMADO
Haverá, de São Paulo, em rede, de segunda a sexta, o Palco Rádio Globo, das 22h a zero hora. Aos sábados, das 12h às 13h, Boleiragem, em cadeia com o SporTv. No mesmo esquema e horário, aos domingos, Grande Círculo, incluindo parte do Esporte Espetacular, da TV Globo.
A preparação para o Futebol Globo no Rádio, a partir de São Paulo, terá nessa reformulação do SGR, o Música Pré-Hora, das 13h às 15h. De Sampa, também serão apresentadas, ainda as Novas Hastags, às 10h e 22h, de segunda a sexta, e às 12h, nos sábados e domingos.
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GRANDE SURPRESA
Os cardeais da emissora na então Rua do Russel, Glória, não esperavam que, ao proporem a reinvenção do rádio, cairiam 'numa ruim'. Pelo que se ouve, os campeões nas redes sociais não aprovaram.
Nos últimos semestres do ano passado, de acordo com o Kantar Média Ibope, a Nova Rádio Globo amargava, espantosamente, o sétimo lugar, atrás da Mix FM. E, lá no bairro imperial de São Cristóvão, a Super Tupi, sua eterna rival, esnobava enfatizando o bordão, ‘Segue a líder’.
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R a r e f e i t a s
/o A Cidade FM (102,9) volta ao dial. Sua freqüência, ultimamente com a Rio, já foi arrendada a grupos distintos.
/o Sérgio Gianotti reassume, nesta terça (5), o Redação Online, na SulAmérica. Gláucia Araújo cobriu suas férias.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Direto das Ondas
APOLINHO XX E OS EX-GLOBAIS
WASHINGTON Rodrigues, apresentador e comentarista esportivo, celebra agora em fevereiro, 20 anos na Super Rádio Tupi, emissora em que trabalhara na década de 70, quando antecedera Collid Filho, na madrugada.
Apolinho teve passagens pela Globo e Nacional. Iniciou-se no rádio em 1962 na antiga Guanabara como auxiliar de Dolar Tanus, e rápida experiência na extinta Continental, onde conheceu Hilton Abi-Rihan, de quem se tornaria parceiro.
Após a segunda temporada na estação dos Marinho (atuou também duas vezes na Rádio Nacional), é que o Velho Apolo mudou-se para a Super Tupi. O programa feito naquele endereço mistura coisas do esporte e variedades.
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MARCUS Vinícius – Recrutado pelo veterano profissional, foi encarregado da feitura do Show do Apolinho, da nova grade da emissora. Coube a ele a criação do ‘Robetão -- Robô-ET-Anão’. Mister Bean produzira o Show da Madrugada para Washington e Abi-Rihan, na Globo, entre 1993 e 1995.
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HELENO Rotai -- Um dos fundadores da Eldopop, embrião que resultaria no surgimento da FM 98, foi dos primeiros do SGR a migrar para a outrora líder dos Associados. A sua transferência se deu em maio de 1998. Ele comandava na ocasião, o Alô, alô Rio, das 9h às 13h, um recordista em audiência.
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FRANCISCO Barbosa -- Depois de quinze anos seguidos na rádio dos Marinho recebera bilhete azul. Ao trocar um matinal programa por um vespertino, perdia para o Romeiro de Aparecida. Aterrissou na Tupi em outubro de 2006, passando a apresentar o Super Debates, que era das 9h ao meio-dia.
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JOSÉ CARLOS Araújo – No rádio desde a juventude, somou 42 anos na Globo. Fez plantões na Eldorado e na matriz, sendo o 4° narrador no grupo do Waldir Amaral. Liderança, conquistou na Rádio Nacional em 1977. Em 2012, o desafio Bradesco, e logo a Transamérica. ‘Ponte’ para a Tupi, em 2015.
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GILSON Ricardo -- Em Petrópolis, sua terra natal, foi titular de um programa diário na Difusora, pelas manhãs. Paralelamente se dedicava às transmissões esportivas, descoberto por Waldir narrando um jogo de futsal. Custou a acreditar que o telefonema convidando-o a mudar-se pro Rio, não era trote.
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GÉRSON Canhotinha – Ao ‘pendurar as chuteiras’ no futebol, o ‘canhotinha de ouro’ virou comentarista, por ordem e graça de Doalcei Camargo. Era o terceira revelação do inesquecível narrador -- os outros foram Telê Santana e Raul Plasman. Da Tupi passou para a Globo, firme na fidelidade ao Garotinho.
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ALEXANDRE Ferreira – Estagiário na Tupi nos anos 60. Plantonista de esportes na Rádio Nacional.Formou, posteriormente, na equipe da Federal, em Niterói, e marchou com ela que se tornara Manchete. Através da FM 98 ganhava espaço no SGR com atuações regulamentares em horas do amanhecer.
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ANTÔNIO Carlos – (Re)estreava na Tupi no mesmo dia em que o Alexandre fazia sua primeira aparição. Na emissora dos Associados começara o programa a que empresta o nome e, depois de trinta anos, acompanhado de fiéis colaboradores, exatamente há um mês do seu desligamento da Rua do Russel.
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ALDENORA Santos – Produtora (e diretora do programa, a mais antiga colaboradora), criou a personagem Pudica, que transmite conselhos de caráter popular ao público. São as chamadas ‘simpatias’, que servem para resolver os mais inusitados problemas. ‘Fazer com fé, dá pé’, assegura ela no bordão.
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JUÇARA Carioca -- Repórter com passagens pela Tupi, Globo e Manchete (fez Patrulha e Cidade Contra o Crime), apareceu na Receita do Dia, do AC. Substituíra o João Vita, um dos ‘Amarelinhos’. Incursionou pelo colunismo de celebridade e, já teve horários próprios nas duas principais emissoras.
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KARLA de Lucas – Produtora n° 2 do Antônio Carlos, as experiências iniciais foram de auxiliar do Haroldo Júnior, na Globo, em Um Novo Dia, entre os anos de 1989 e 1991. Responde pelas chamadas notícias de utilidade pública, ou prestação de serviços. Uma autoridade no cuidado de animais domésticos.
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RICARDO Campello – Antes do AC, com quem está pela segunda vez, produziu os programas de Cidinha Campos na Tupi (e numa referência popular de rádio no Rio) a Manchete. É – pouca gente sabe – especialista em músicas do Roberto Carlos (e Erasmo). Lembra-se delas, mais que a dupla de artistas.
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ZORA Yonara – Batizada Creusa Gramacho Carosella e nascida em Vitória, Espírito Santo, começou como atriz na rádio local. Adotou o nome artístico por orientação de Mário Luiz, diretor da Globo falecido em 2009. Já se apresentou na TV e, em 2018, completou nada menos que 60 anos de carreira.
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MAURÍCIO Menezes – Houve tempo em que circulava na Globo uma dupla com esse nome. O de que falamos ficou sendo ‘Maurição’, o outro, ‘Danadinho’. Depois de 28 anos no SGR,uma estadia na Haroldo de Andrade AM, foram sete anos na Tupi. Executivo em sua volta às origens, acabou demitido.
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MARCO Antônio de Jesus – Trabalha como repórter de polícia desde o início da década de 80. Também foi incluído no ‘pacote de abril’ do SGR em 2016. Mais um ‘oriundi’ a migrar para a emissora hoje sediada no bairro imperial de São Cristóvão. Seu ingresso na casa ocorreu no segundo semestre do ano passado.
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R a r e f e i t a s
/o ‘Caía a tarde feito viaduto/E um bêbado trajando luto, me lembrou Carlitos/A lua, tal qual a dona de um bordel/Pedia a cada estrela fria, um brilho de aluguel...’
/o Com as modificações na segunda da EBC no Rio, caiu o Fim de Tarde, que Felipe Rangel apresentava. No lugar, Sidnei Pereira comanda o Antena MEC.
/o Também com denominação igual, era um programa na Manchete 760, com o Rafael de França. Desativada mais uma vez, desta, em 2 de novembro de 2015.
WASHINGTON Rodrigues, apresentador e comentarista esportivo, celebra agora em fevereiro, 20 anos na Super Rádio Tupi, emissora em que trabalhara na década de 70, quando antecedera Collid Filho, na madrugada.
Apolinho teve passagens pela Globo e Nacional. Iniciou-se no rádio em 1962 na antiga Guanabara como auxiliar de Dolar Tanus, e rápida experiência na extinta Continental, onde conheceu Hilton Abi-Rihan, de quem se tornaria parceiro.
Após a segunda temporada na estação dos Marinho (atuou também duas vezes na Rádio Nacional), é que o Velho Apolo mudou-se para a Super Tupi. O programa feito naquele endereço mistura coisas do esporte e variedades.
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MARCUS Vinícius – Recrutado pelo veterano profissional, foi encarregado da feitura do Show do Apolinho, da nova grade da emissora. Coube a ele a criação do ‘Robetão -- Robô-ET-Anão’. Mister Bean produzira o Show da Madrugada para Washington e Abi-Rihan, na Globo, entre 1993 e 1995.
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HELENO Rotai -- Um dos fundadores da Eldopop, embrião que resultaria no surgimento da FM 98, foi dos primeiros do SGR a migrar para a outrora líder dos Associados. A sua transferência se deu em maio de 1998. Ele comandava na ocasião, o Alô, alô Rio, das 9h às 13h, um recordista em audiência.
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FRANCISCO Barbosa -- Depois de quinze anos seguidos na rádio dos Marinho recebera bilhete azul. Ao trocar um matinal programa por um vespertino, perdia para o Romeiro de Aparecida. Aterrissou na Tupi em outubro de 2006, passando a apresentar o Super Debates, que era das 9h ao meio-dia.
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JOSÉ CARLOS Araújo – No rádio desde a juventude, somou 42 anos na Globo. Fez plantões na Eldorado e na matriz, sendo o 4° narrador no grupo do Waldir Amaral. Liderança, conquistou na Rádio Nacional em 1977. Em 2012, o desafio Bradesco, e logo a Transamérica. ‘Ponte’ para a Tupi, em 2015.
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GILSON Ricardo -- Em Petrópolis, sua terra natal, foi titular de um programa diário na Difusora, pelas manhãs. Paralelamente se dedicava às transmissões esportivas, descoberto por Waldir narrando um jogo de futsal. Custou a acreditar que o telefonema convidando-o a mudar-se pro Rio, não era trote.
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GÉRSON Canhotinha – Ao ‘pendurar as chuteiras’ no futebol, o ‘canhotinha de ouro’ virou comentarista, por ordem e graça de Doalcei Camargo. Era o terceira revelação do inesquecível narrador -- os outros foram Telê Santana e Raul Plasman. Da Tupi passou para a Globo, firme na fidelidade ao Garotinho.
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ALEXANDRE Ferreira – Estagiário na Tupi nos anos 60. Plantonista de esportes na Rádio Nacional.Formou, posteriormente, na equipe da Federal, em Niterói, e marchou com ela que se tornara Manchete. Através da FM 98 ganhava espaço no SGR com atuações regulamentares em horas do amanhecer.
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ANTÔNIO Carlos – (Re)estreava na Tupi no mesmo dia em que o Alexandre fazia sua primeira aparição. Na emissora dos Associados começara o programa a que empresta o nome e, depois de trinta anos, acompanhado de fiéis colaboradores, exatamente há um mês do seu desligamento da Rua do Russel.
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ALDENORA Santos – Produtora (e diretora do programa, a mais antiga colaboradora), criou a personagem Pudica, que transmite conselhos de caráter popular ao público. São as chamadas ‘simpatias’, que servem para resolver os mais inusitados problemas. ‘Fazer com fé, dá pé’, assegura ela no bordão.
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JUÇARA Carioca -- Repórter com passagens pela Tupi, Globo e Manchete (fez Patrulha e Cidade Contra o Crime), apareceu na Receita do Dia, do AC. Substituíra o João Vita, um dos ‘Amarelinhos’. Incursionou pelo colunismo de celebridade e, já teve horários próprios nas duas principais emissoras.
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KARLA de Lucas – Produtora n° 2 do Antônio Carlos, as experiências iniciais foram de auxiliar do Haroldo Júnior, na Globo, em Um Novo Dia, entre os anos de 1989 e 1991. Responde pelas chamadas notícias de utilidade pública, ou prestação de serviços. Uma autoridade no cuidado de animais domésticos.
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RICARDO Campello – Antes do AC, com quem está pela segunda vez, produziu os programas de Cidinha Campos na Tupi (e numa referência popular de rádio no Rio) a Manchete. É – pouca gente sabe – especialista em músicas do Roberto Carlos (e Erasmo). Lembra-se delas, mais que a dupla de artistas.
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ZORA Yonara – Batizada Creusa Gramacho Carosella e nascida em Vitória, Espírito Santo, começou como atriz na rádio local. Adotou o nome artístico por orientação de Mário Luiz, diretor da Globo falecido em 2009. Já se apresentou na TV e, em 2018, completou nada menos que 60 anos de carreira.
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MAURÍCIO Menezes – Houve tempo em que circulava na Globo uma dupla com esse nome. O de que falamos ficou sendo ‘Maurição’, o outro, ‘Danadinho’. Depois de 28 anos no SGR,uma estadia na Haroldo de Andrade AM, foram sete anos na Tupi. Executivo em sua volta às origens, acabou demitido.
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MARCO Antônio de Jesus – Trabalha como repórter de polícia desde o início da década de 80. Também foi incluído no ‘pacote de abril’ do SGR em 2016. Mais um ‘oriundi’ a migrar para a emissora hoje sediada no bairro imperial de São Cristóvão. Seu ingresso na casa ocorreu no segundo semestre do ano passado.
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R a r e f e i t a s
/o ‘Caía a tarde feito viaduto/E um bêbado trajando luto, me lembrou Carlitos/A lua, tal qual a dona de um bordel/Pedia a cada estrela fria, um brilho de aluguel...’
/o Com as modificações na segunda da EBC no Rio, caiu o Fim de Tarde, que Felipe Rangel apresentava. No lugar, Sidnei Pereira comanda o Antena MEC.
/o Também com denominação igual, era um programa na Manchete 760, com o Rafael de França. Desativada mais uma vez, desta, em 2 de novembro de 2015.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
Direto das Ondas
LUGAR-COMUM DE CADA DIA
Falar bem a linguagem do seu país não é favor. Poderia ser, talvez, uma obrigação, fosse melhor o nível cultural do Brasil, e os formadores de opinião nos veículos da mídia eletrônica, interessados em contribuir.
Mas, não custa nada praticar. Enquanto não avançarmos nesse propósito, ficamos a ‘digerir’ o que as ondas hertzianas despejam. (Bem-feito pra nós por gostarmos da ‘latinha’ que se leva de um para outro lado.)
_______
DE MANEIRA(S)
No rádio, lugar-comum tem a sua vez assegurada. Os apreciadores ouvem com freqüência, de qualquer maneira. Por uma questão de hábito, ou mania.
(Repórter) – O motorista baleado em assalto na Avenida Brasil, morreu. Chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
_______
NO AGUARDO
(Apresentador 1) – De maneira que, depois do acontecido, só nos resta aguardar as providências a serem tomadas pelas autoridades.
(Apresentador 2) – O ouvinte pediu e vamos ‘ouvir’ essa linda canção do ‘Rei’ Roberto Carlos. “Detalhes”, dele e do seu amigo Erasmo, marcou a vida do casal que nos mandou emocionante emeil
_______
SÓ COMPLICA
Repórteres que cobrem trânsito, um assunto de alto interesse, não se cansam de pronunciar a palavra ‘complicado’. Até parece que na ‘estrada’ do idioma não existem os atalhos, as variantes.
‘Confuso’, ‘enrolado’, ‘arrastado’, entre outros, estão disponíveis para evitar as ‘amarras’. Setoristas esportivos ‘navegam na mesma água’. Parafraseando Pessoa: “Melhorar é preciso”.
_______
CARIMBO, OU?...
Não é raro ‘toparmos’ no dia a dia do rádio nosso, com determinados apresentadores que, terminada a intervenção de um repórter, fazem o inevitável agradecimento. E, mandam aquela surrada: “Falou, Sicrano de Tal... Obrigado pelas informações...”
_______
SEMPRE DIFÍCIL
(Comentarista 1) – Não tenha dúvida, meu caro e prezado amigo. O Botafogo e Flamengo deste fim de semana vai ser ‘um jogo difícil’.
(Comentarista 2) – É verdade. Tem todos os ‘ingredientes’ para agradar a grande torcida que certamente vai ao Nilton Santos.
_______
‘COM CARINHO’
(Locutor) -- Falta na grande área do Resende. É perigo à vista. Os jogadores se aglomeram. O juiz pede que eles se afastem.
(Repórter) – Vai bater Gabigol. ‘Ajeita com carinho’. Atenção!...
(Locutor) -- Ele toma distância. Caminha para a bola... Chutou, na traaaave, à direita! Como é que perde uma chance dessas.
_______
QUEM NÃO SABE...
Nenhum profissional que se preze Ignora que a norma do jornalismo é utilizar palavras simples que facilitam a comunicação.
Seja no veículo impresso ou eletrônico. No rádio, é claro, simplicidade conta (e muito), como os itens exatidão e clareza.
_______
‘Ô CARA –, ‘EU VI’
Para encerrar as elocubrações dessa gratuita cantilena (desculpe-nos a má palavra ali) – a maior ‘pérola’ que ainda ouvimos no rádio atual é narrador (renomado) de futebol dizer, a plenos pulmões, num estádio repleto: “Eu vi essa bola lá dentro, ô cara”.
_______
R a r e f e i t a s
/o O que há em comum entre o Luiz Ribeiro, Marcelo Barreto e Mário Márcio? São titulares de programas à noite, a partir das 19h, com a flexibilização de A Voz do Brasil.
/o As atrações, respectivamente, o Radar Tupi, Globo Esportivo e Sem Escalas – variedades para atender às diferentes preferências dos aficionados desse veículo.
.
/o O Painel da Manhã, na Roquette (94,1), antes conduzido por Jorge Ramos, ganhou a parceria de Lúcia Araújo, repórter de entretenimento. Apresentação das 6h às 10h.
/o Tárik de Souza, jornalista e crítico, veterano contratado da MEC AM, com novo horário na antiga estação. O seu Bossa Moderna é agora das 8h às 9h aos sábados.
/o A Aliança FM (98,7) evangélica de São Gonçalo apregoa: “Jesus, em 1° lugar”. Direção do bispo João Batista e pastora Simone Silva. Entre os louvores, a comunidade.
Falar bem a linguagem do seu país não é favor. Poderia ser, talvez, uma obrigação, fosse melhor o nível cultural do Brasil, e os formadores de opinião nos veículos da mídia eletrônica, interessados em contribuir.
Mas, não custa nada praticar. Enquanto não avançarmos nesse propósito, ficamos a ‘digerir’ o que as ondas hertzianas despejam. (Bem-feito pra nós por gostarmos da ‘latinha’ que se leva de um para outro lado.)
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DE MANEIRA(S)
No rádio, lugar-comum tem a sua vez assegurada. Os apreciadores ouvem com freqüência, de qualquer maneira. Por uma questão de hábito, ou mania.
(Repórter) – O motorista baleado em assalto na Avenida Brasil, morreu. Chegou a ser socorrido, mas não resistiu.
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NO AGUARDO
(Apresentador 1) – De maneira que, depois do acontecido, só nos resta aguardar as providências a serem tomadas pelas autoridades.
(Apresentador 2) – O ouvinte pediu e vamos ‘ouvir’ essa linda canção do ‘Rei’ Roberto Carlos. “Detalhes”, dele e do seu amigo Erasmo, marcou a vida do casal que nos mandou emocionante emeil
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SÓ COMPLICA
Repórteres que cobrem trânsito, um assunto de alto interesse, não se cansam de pronunciar a palavra ‘complicado’. Até parece que na ‘estrada’ do idioma não existem os atalhos, as variantes.
‘Confuso’, ‘enrolado’, ‘arrastado’, entre outros, estão disponíveis para evitar as ‘amarras’. Setoristas esportivos ‘navegam na mesma água’. Parafraseando Pessoa: “Melhorar é preciso”.
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CARIMBO, OU?...
Não é raro ‘toparmos’ no dia a dia do rádio nosso, com determinados apresentadores que, terminada a intervenção de um repórter, fazem o inevitável agradecimento. E, mandam aquela surrada: “Falou, Sicrano de Tal... Obrigado pelas informações...”
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SEMPRE DIFÍCIL
(Comentarista 1) – Não tenha dúvida, meu caro e prezado amigo. O Botafogo e Flamengo deste fim de semana vai ser ‘um jogo difícil’.
(Comentarista 2) – É verdade. Tem todos os ‘ingredientes’ para agradar a grande torcida que certamente vai ao Nilton Santos.
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‘COM CARINHO’
(Locutor) -- Falta na grande área do Resende. É perigo à vista. Os jogadores se aglomeram. O juiz pede que eles se afastem.
(Repórter) – Vai bater Gabigol. ‘Ajeita com carinho’. Atenção!...
(Locutor) -- Ele toma distância. Caminha para a bola... Chutou, na traaaave, à direita! Como é que perde uma chance dessas.
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QUEM NÃO SABE...
Nenhum profissional que se preze Ignora que a norma do jornalismo é utilizar palavras simples que facilitam a comunicação.
Seja no veículo impresso ou eletrônico. No rádio, é claro, simplicidade conta (e muito), como os itens exatidão e clareza.
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‘Ô CARA –, ‘EU VI’
Para encerrar as elocubrações dessa gratuita cantilena (desculpe-nos a má palavra ali) – a maior ‘pérola’ que ainda ouvimos no rádio atual é narrador (renomado) de futebol dizer, a plenos pulmões, num estádio repleto: “Eu vi essa bola lá dentro, ô cara”.
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R a r e f e i t a s
/o O que há em comum entre o Luiz Ribeiro, Marcelo Barreto e Mário Márcio? São titulares de programas à noite, a partir das 19h, com a flexibilização de A Voz do Brasil.
/o As atrações, respectivamente, o Radar Tupi, Globo Esportivo e Sem Escalas – variedades para atender às diferentes preferências dos aficionados desse veículo.
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/o O Painel da Manhã, na Roquette (94,1), antes conduzido por Jorge Ramos, ganhou a parceria de Lúcia Araújo, repórter de entretenimento. Apresentação das 6h às 10h.
/o Tárik de Souza, jornalista e crítico, veterano contratado da MEC AM, com novo horário na antiga estação. O seu Bossa Moderna é agora das 8h às 9h aos sábados.
/o A Aliança FM (98,7) evangélica de São Gonçalo apregoa: “Jesus, em 1° lugar”. Direção do bispo João Batista e pastora Simone Silva. Entre os louvores, a comunidade.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Rádiomania, o Livro/63
PATRIMÔNIO SALVO
Com a reinauguração de seus estúdios, palco-auditório e departamento de rádio-teatro, o patrimônio da Nacional do Rio estava salvo. A cerimônia, que marcara o início da revitalização, aconteceu em julho de 2004, na sexta-feira (2), com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros mais próximos, políticos e artistas.
Nas obras de revitalização da emissora foram investidos dois e meio milhões de reais (R$ 2,5 mil), utilizados na compra de equipamentos de última geração e transmissores de 50 Kw (kilowats). A situação precária em que se encontrava a tradicional rádio, deixara alarmado o jornalista Eugênio Bucci em sua primeira visita à casa, logo depois de nomeado para assumir a superintendência.
No restaurado auditório, com capacidade para 150 lugares, houve um show comandado por Gracindo Júnior, que lembrara a figura do pai, Paulo Gracindo, um dos grandes nomes da história da Nacional. Ele destacara seu início na rádio, aos 14 anos, discorreu sobre a democracia restabelecida no país, e lamentou os ‘anos de chumbo’, quando 36 funcionários (lista da qual fazia parte com o ‘velho’), foram demitidos.
Do show, participaram entre outros, Carmélia Alves, Carmem Costa, Adelaide Chiozzo, Cauby Peixoto, Marlene, Emilinha Borba, Jamelão e Helen de Lima. Na abertura, comandada por Lucinha Lins, reviveu-se o prefixo oficial da rádio, “Luar do Sertão”, de Catulo de Paula, e trechos de programas famosos. Marco Antônio Monteiro e Neise Marçal entrevistaram os convidados. Luiz Carlos Saroldi exaltava a iniciativa, assegurando tratar-se ‘um reestímulo à radiodifusão no país’.
A gerente de jornalismo Márcia Giffoni, uma das primeiras a falar, dissera que o compromisso da Radiobrás era devolver ao público um rádio sério, promovendo o resgate do patrimônio histórico. Exercer, sobretudo, um jornalismo democrático, aberto a todas as tendências, afirmava. Durante os últimos dez anos ela atuava na BBC de Londres.
Em maio de 2002, funcionários saíram às ruas em protesto, abraçando simbolicamente o lendário Edifício A Noite, prédio da Praça Mauá. O grupo temia que, devido ao lastimável estado da rádio, ela deixaria de existir, transformando-se em mera repetidora de Brasília. Daysi Lúcidi, antiga funcionária da empresa, que liderara o movimento, fora punida, ficando dez dias sem apresentar o seu programa. Na reforma, com a programação alterada, o “Alô Daysi”, um diário então há 33 anos no ar, era reduzido a uma semanal apresentação.
M E M Ó R I A
Em agosto de 1988, Paulo Cesar Ferreira – ‘uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa’ – comprava a concessão da Nacional FM (100,5), que rebatizava como RPC. Ficaria com a emissora por pouco tempo, negociando com Ary de Carvalho, dono de popularíssimo jornal. É ela a FM O Dia, que anteriormente operava em 90,3 (da extinta Opus 90, depois Nova e. posteriormente, MPB). Um locutor que se tornou empresário de comunicação, PC foi diretor da Nacional e do SGR e, inclusive, um dos executivos da televisão da família Marinho.
Com a reinauguração de seus estúdios, palco-auditório e departamento de rádio-teatro, o patrimônio da Nacional do Rio estava salvo. A cerimônia, que marcara o início da revitalização, aconteceu em julho de 2004, na sexta-feira (2), com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros mais próximos, políticos e artistas.
Nas obras de revitalização da emissora foram investidos dois e meio milhões de reais (R$ 2,5 mil), utilizados na compra de equipamentos de última geração e transmissores de 50 Kw (kilowats). A situação precária em que se encontrava a tradicional rádio, deixara alarmado o jornalista Eugênio Bucci em sua primeira visita à casa, logo depois de nomeado para assumir a superintendência.
No restaurado auditório, com capacidade para 150 lugares, houve um show comandado por Gracindo Júnior, que lembrara a figura do pai, Paulo Gracindo, um dos grandes nomes da história da Nacional. Ele destacara seu início na rádio, aos 14 anos, discorreu sobre a democracia restabelecida no país, e lamentou os ‘anos de chumbo’, quando 36 funcionários (lista da qual fazia parte com o ‘velho’), foram demitidos.
Do show, participaram entre outros, Carmélia Alves, Carmem Costa, Adelaide Chiozzo, Cauby Peixoto, Marlene, Emilinha Borba, Jamelão e Helen de Lima. Na abertura, comandada por Lucinha Lins, reviveu-se o prefixo oficial da rádio, “Luar do Sertão”, de Catulo de Paula, e trechos de programas famosos. Marco Antônio Monteiro e Neise Marçal entrevistaram os convidados. Luiz Carlos Saroldi exaltava a iniciativa, assegurando tratar-se ‘um reestímulo à radiodifusão no país’.
A gerente de jornalismo Márcia Giffoni, uma das primeiras a falar, dissera que o compromisso da Radiobrás era devolver ao público um rádio sério, promovendo o resgate do patrimônio histórico. Exercer, sobretudo, um jornalismo democrático, aberto a todas as tendências, afirmava. Durante os últimos dez anos ela atuava na BBC de Londres.
Em maio de 2002, funcionários saíram às ruas em protesto, abraçando simbolicamente o lendário Edifício A Noite, prédio da Praça Mauá. O grupo temia que, devido ao lastimável estado da rádio, ela deixaria de existir, transformando-se em mera repetidora de Brasília. Daysi Lúcidi, antiga funcionária da empresa, que liderara o movimento, fora punida, ficando dez dias sem apresentar o seu programa. Na reforma, com a programação alterada, o “Alô Daysi”, um diário então há 33 anos no ar, era reduzido a uma semanal apresentação.
M E M Ó R I A
Em agosto de 1988, Paulo Cesar Ferreira – ‘uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa’ – comprava a concessão da Nacional FM (100,5), que rebatizava como RPC. Ficaria com a emissora por pouco tempo, negociando com Ary de Carvalho, dono de popularíssimo jornal. É ela a FM O Dia, que anteriormente operava em 90,3 (da extinta Opus 90, depois Nova e. posteriormente, MPB). Um locutor que se tornou empresário de comunicação, PC foi diretor da Nacional e do SGR e, inclusive, um dos executivos da televisão da família Marinho.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Direto das Ondas
REINVENÇÃO FRACASSADA
A ideia dos cardeais do SGR de abandonar o esquema de prestação de serviços para investir no que batizaram de ‘reinvenção do rádio’, não deu certo. O alicerce baseado em muita música, bate-papos e entrevistas com entretenimento cultural, mirando os jovens, está se esfarelando.¹
A Nova Rádio Globo foi oficialmente lançada na segunda quinzena de maio de 2016, um mês depois do abril cinzento, cujos tons se espalharam pela empresa, com a demissão de renomados profissionais. No lugar deles, astros da TV e campeões das redes sociais em seguidores.
_______
INÍCIO DA QUEDA
Detentora da maior audiência por nada menos de quatro décadas no pós-advento da televisão, a rádio AM 1220 veio perder a hegemonia quando ingressou no negócio denominado Globo Brasil, sendo o objetivo aumentar a receita publicitária. Projeto do então diretor regional.
Para quem a memória anda falha, não custa lembrar. Era ele o Marcos Libretti e, suas ideias foram analisadas e aprovadas pelo diretor-geral Rubem Campos, o Rubão. Corria – mera coincidência – o mês de abril – ocasião em que se resolveu adotar uma programação em rede.
Consistia isso na divisão da grade das emissoras do Rio e São Paulo, uma parte de programas transmitidos daqui, outros de lá. Aproveitando a brecha criada, os executivos proclamaram a Tupi como estação da antiga capital. Seu slogan até hoje ainda ecoa: “Quem ‘tá’ no Rio, ‘tá’ na Tupi’.
_______
A CONSOLIDAÇÃO
O projeto Globo Brasil idealizado por Libretti foi colocado em prática em 2001. A Tupi (depois acrescida de um ‘Super’), temida rival da rádio dos Marinho, subia de audiência dentro de dois anos, isto é, em 2003. Estabilizava-se na posição, inclusive no esporte, último reduto.
Não nos cabe afirmar que a reinvenção fracassou. O SGR até se desfez do AM². O Kantar Média Ibope divulgou na quarta (9) que ‘a Mix FM dispara no Rio, a Melodia segue líder geral e a JB avança no ranking’. Outras bem situadas, acentua, são Bandnews, Antena 1 e a NovaBrasil.
No recente levantamento do Kantar, a colocação das emissoras cariocas (FMs, diga-se) ficou assim delineada:
1° Melodia (97,5) gospel;
2° Tupi (96,5);
3° O Dia (100,5);
4° JB (99,9);
5° 93 (93,3) gospel;
6° Mix (102,1);
7° Globo (98,1);
8° Bandnews (90,3);
9° Antena 1 (103,7); e
10° SulAmérica Paradiso (95,7).
_______
R a r e f e i t a s
/o No Verão, o jovem tem maior necessidade de ingerir mais água que o adulto – afirmou o médico Edson de Almeida e Silva, entrevistado no Show do Antônio Carlos, nesta quinta-feira (17).
/o O popular apresentador voltava das férias na Super Tupi, e elogiou o Cristiano Santos que o substituiu no período de três semanas. ‘Já posso me aposentar’, ele garantiu bem-humorado.
/o Aos 82, cinco a menos que o Sílvio Santos, AC demonstra a mesma vitalidade que seu ex-companheiro de TV. Em comum nos idosos, também repete situações, palavras, atitudes, etc.
/o Se você sintoniza numa rádio que registra mais traços que pontos, a MEC AM 800 é inteligente escolha. No Armazém Cultural, com o Thiago Alves, por exemplo. Das 14h às 17h.
/o Curioso. A MEC (nem só os idosos se repetem) mais antiga do país não tem departamento de jornalismo próprio. O pessoal de lá vive ‘chupando’ o noticiário da Nacional, matriz da EBC.
_______
¹Nas últimas pesquisas do Kantar, em todos os semestres de 2018, a Globo manteve inalterada sua posição, perdendo para a Mix, que visa o mesmo público que a rádio (hoje no Projac) almeja.
²Segunda no Rio a unificar a programação de AM/FM, o SGR se viu obrigado, no ano passado, a desligar o AM 1220, de sua rádio principal e, no bojo, descartou-se também do AM 860, da CBN.
A ideia dos cardeais do SGR de abandonar o esquema de prestação de serviços para investir no que batizaram de ‘reinvenção do rádio’, não deu certo. O alicerce baseado em muita música, bate-papos e entrevistas com entretenimento cultural, mirando os jovens, está se esfarelando.¹
A Nova Rádio Globo foi oficialmente lançada na segunda quinzena de maio de 2016, um mês depois do abril cinzento, cujos tons se espalharam pela empresa, com a demissão de renomados profissionais. No lugar deles, astros da TV e campeões das redes sociais em seguidores.
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INÍCIO DA QUEDA
Detentora da maior audiência por nada menos de quatro décadas no pós-advento da televisão, a rádio AM 1220 veio perder a hegemonia quando ingressou no negócio denominado Globo Brasil, sendo o objetivo aumentar a receita publicitária. Projeto do então diretor regional.
Para quem a memória anda falha, não custa lembrar. Era ele o Marcos Libretti e, suas ideias foram analisadas e aprovadas pelo diretor-geral Rubem Campos, o Rubão. Corria – mera coincidência – o mês de abril – ocasião em que se resolveu adotar uma programação em rede.
Consistia isso na divisão da grade das emissoras do Rio e São Paulo, uma parte de programas transmitidos daqui, outros de lá. Aproveitando a brecha criada, os executivos proclamaram a Tupi como estação da antiga capital. Seu slogan até hoje ainda ecoa: “Quem ‘tá’ no Rio, ‘tá’ na Tupi’.
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A CONSOLIDAÇÃO
O projeto Globo Brasil idealizado por Libretti foi colocado em prática em 2001. A Tupi (depois acrescida de um ‘Super’), temida rival da rádio dos Marinho, subia de audiência dentro de dois anos, isto é, em 2003. Estabilizava-se na posição, inclusive no esporte, último reduto.
Não nos cabe afirmar que a reinvenção fracassou. O SGR até se desfez do AM². O Kantar Média Ibope divulgou na quarta (9) que ‘a Mix FM dispara no Rio, a Melodia segue líder geral e a JB avança no ranking’. Outras bem situadas, acentua, são Bandnews, Antena 1 e a NovaBrasil.
No recente levantamento do Kantar, a colocação das emissoras cariocas (FMs, diga-se) ficou assim delineada:
1° Melodia (97,5) gospel;
2° Tupi (96,5);
3° O Dia (100,5);
4° JB (99,9);
5° 93 (93,3) gospel;
6° Mix (102,1);
7° Globo (98,1);
8° Bandnews (90,3);
9° Antena 1 (103,7); e
10° SulAmérica Paradiso (95,7).
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R a r e f e i t a s
/o No Verão, o jovem tem maior necessidade de ingerir mais água que o adulto – afirmou o médico Edson de Almeida e Silva, entrevistado no Show do Antônio Carlos, nesta quinta-feira (17).
/o O popular apresentador voltava das férias na Super Tupi, e elogiou o Cristiano Santos que o substituiu no período de três semanas. ‘Já posso me aposentar’, ele garantiu bem-humorado.
/o Aos 82, cinco a menos que o Sílvio Santos, AC demonstra a mesma vitalidade que seu ex-companheiro de TV. Em comum nos idosos, também repete situações, palavras, atitudes, etc.
/o Se você sintoniza numa rádio que registra mais traços que pontos, a MEC AM 800 é inteligente escolha. No Armazém Cultural, com o Thiago Alves, por exemplo. Das 14h às 17h.
/o Curioso. A MEC (nem só os idosos se repetem) mais antiga do país não tem departamento de jornalismo próprio. O pessoal de lá vive ‘chupando’ o noticiário da Nacional, matriz da EBC.
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¹Nas últimas pesquisas do Kantar, em todos os semestres de 2018, a Globo manteve inalterada sua posição, perdendo para a Mix, que visa o mesmo público que a rádio (hoje no Projac) almeja.
²Segunda no Rio a unificar a programação de AM/FM, o SGR se viu obrigado, no ano passado, a desligar o AM 1220, de sua rádio principal e, no bojo, descartou-se também do AM 860, da CBN.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Rádiomania, o Livro/62
NEM TANTO ASSIM
Teve mais espuma do que champanhe o brinde prometido pela Globo aos ouvintes para comemorar os 50 anos de sua existência. Com o slogan ‘cem por cento emoção’, a emissora começara no carnaval de 1993 a anunciar as novidades que viriam, a partir de dezembro seguinte, quando completava meio século de fundação. A expectativa acabaria frustrando o seu enorme público.
Esse sentimento ganharia dimensão ao se perceber que Luiz de França (1947-2018), maior Ibope das tardes, tivera seu programa reduzido. Que estratégia teria sido – se perguntariam alguns? Espertamente, porém, o próprio França preparara o espírito dos mais atentos, ao dizer sucessivamente que estava precisando descansar, quando a emissora já anunciava as alterações.
As horas iniciais que ele perdera, ficaram para o Francisco Barbosa, de meio-dia às 2h. Este se livraria dos sábados durante certo tempo, tarefa que cumpria no horário anterior, de manhã. Antônio Carlos e Clovis Monteiro ganhavam, na ocasião, uma hora a mais – o primeiro de 6h às 9h, o outro de 3h às 6h.
Uma semana após as modificações na programação da Globo, a Tupi dava o troco, fiel à máxima do Chacrinha: ‘Eu vim para confundir, não para explicar’. Mudava o horário do Mário Belisário para fazer confronto com o do Clóvis e, reeditava o “Show do Garotinho”, para ‘brigar’ com o do Antônio Carlos.
E, no programa do Belisário, a Tupi lançava uma réplica ao “Toque de Primeira”, boletim esportivo da Globo. Era o “Toque de Bola”, prova evidente, conforme o Velho Guerreiro, de que ‘no rádio (e na TV) nada se cria; tudo se copia’.
M E M Ó R I A
Na década de 50, Sílvio Santos, então vendedor ambulante, venceria diversos concursos de locutores, um deles na Rádio Guanabara, no Rio, cabendo o segundo lugar a Chico Anísio (1931-2012), que iniciaria carreira no prefixo. Sílvio faria sua estreia em junho de 1956 na Rádio Nacional de São Paulo, mais tarde a Globo de lá.
Teve mais espuma do que champanhe o brinde prometido pela Globo aos ouvintes para comemorar os 50 anos de sua existência. Com o slogan ‘cem por cento emoção’, a emissora começara no carnaval de 1993 a anunciar as novidades que viriam, a partir de dezembro seguinte, quando completava meio século de fundação. A expectativa acabaria frustrando o seu enorme público.
Esse sentimento ganharia dimensão ao se perceber que Luiz de França (1947-2018), maior Ibope das tardes, tivera seu programa reduzido. Que estratégia teria sido – se perguntariam alguns? Espertamente, porém, o próprio França preparara o espírito dos mais atentos, ao dizer sucessivamente que estava precisando descansar, quando a emissora já anunciava as alterações.
As horas iniciais que ele perdera, ficaram para o Francisco Barbosa, de meio-dia às 2h. Este se livraria dos sábados durante certo tempo, tarefa que cumpria no horário anterior, de manhã. Antônio Carlos e Clovis Monteiro ganhavam, na ocasião, uma hora a mais – o primeiro de 6h às 9h, o outro de 3h às 6h.
Uma semana após as modificações na programação da Globo, a Tupi dava o troco, fiel à máxima do Chacrinha: ‘Eu vim para confundir, não para explicar’. Mudava o horário do Mário Belisário para fazer confronto com o do Clóvis e, reeditava o “Show do Garotinho”, para ‘brigar’ com o do Antônio Carlos.
E, no programa do Belisário, a Tupi lançava uma réplica ao “Toque de Primeira”, boletim esportivo da Globo. Era o “Toque de Bola”, prova evidente, conforme o Velho Guerreiro, de que ‘no rádio (e na TV) nada se cria; tudo se copia’.
M E M Ó R I A
Na década de 50, Sílvio Santos, então vendedor ambulante, venceria diversos concursos de locutores, um deles na Rádio Guanabara, no Rio, cabendo o segundo lugar a Chico Anísio (1931-2012), que iniciaria carreira no prefixo. Sílvio faria sua estreia em junho de 1956 na Rádio Nacional de São Paulo, mais tarde a Globo de lá.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Rádiomania, o Livro/61
AS FRENTES DO MESSIAS
Às vésperas de completar 40 anos de rádio, 29 dos quais a serviço da Nacional, José Messias (1928-2015) reestreava na velha Metropolitana (*). A emissora, que na década de 80 estava mais dedicada aos temas evangélicos, ao mudar de comando interessava-se naquele momento em diversificar sua programação.
E, o carro-chefe desse projeto era o “Fala Povo”. Messias lançava a novidade no dia 12 de julho de 1993, com apresentação de segunda a sexta, das 8h às 10h das manhãs. No quadro principal, “Gente – Frente a Frente”, debates entre convidados e ouvintes, sobre os assuntos mais importantes do dia.
Nada diferente para o leigo, pois no AM contemporâneo o que não faltavam era programas do gênero, sinônimo de competição e carência de criatividade. No caso, entretanto, tratava-se de uma exceção. O perfil do José Messias distanciava-se dos meros copiadores de ideias alheias. Ele, um criativo, adaptara para o rádio o que produzira no “Programa do Flávio Cavalcanti” na TV Tupi.
(Na extinta emissora de televisão o quadro consistia de uma entrevista com alguma personalidade. E, devido ao estilo do apresentador -- 'Senhor Flávio", segundo o jurado Humberto Reis --, os temas analisados viravam polêmica).
(*) Trapezista de circo em Ponte Nova, MG, natural de Bom Jardim de Minas, Messias retornava aquela emissora. Ali projetara a carreira, iniciada na Mayrink Veiga com o apoio do compositor Herivelto Martins. Antes da Nacional estivera na Guanabara e Tupi, além de uma rápida passagem pela Clube do Brasil.
_______
O “Rio de Toda Gente” teve edição especial na segunda-feira 27 de setembro de 1993, Dia de São Cosme e São Damião. Era também dia de festa para o comunicador Arlênio Lívio (1942-2003), uma unanimidade e dos raros sucessos da Nacional naqueles anos, nada parecido com os ‘dourados’.
Arlênio reassumia as funções depois de três meses ausente, quando passara a integrar o ‘Clube dos Safenados’. A comunidade do samba que o “Rio...” divulgava o ano inteiro, comparecia em peso aos estúdios da rádio no Edifício A Noite, na Praça Mauá, para uma calorosa recepção ao locutor.
M E M Ó R I A
Em outubro de 1988, Fernando Mansur um dos ‘feras’ da comunicação moderna, ex-componente da revolucionária Cidade, comandava na FM 105, o “Bom Dia, Alegria”. O programa, das 8h às 12h, era o segundo em audiência no segmento, registrando mais de 162 mil ouvintes por minuto.
Às vésperas de completar 40 anos de rádio, 29 dos quais a serviço da Nacional, José Messias (1928-2015) reestreava na velha Metropolitana (*). A emissora, que na década de 80 estava mais dedicada aos temas evangélicos, ao mudar de comando interessava-se naquele momento em diversificar sua programação.
E, o carro-chefe desse projeto era o “Fala Povo”. Messias lançava a novidade no dia 12 de julho de 1993, com apresentação de segunda a sexta, das 8h às 10h das manhãs. No quadro principal, “Gente – Frente a Frente”, debates entre convidados e ouvintes, sobre os assuntos mais importantes do dia.
Nada diferente para o leigo, pois no AM contemporâneo o que não faltavam era programas do gênero, sinônimo de competição e carência de criatividade. No caso, entretanto, tratava-se de uma exceção. O perfil do José Messias distanciava-se dos meros copiadores de ideias alheias. Ele, um criativo, adaptara para o rádio o que produzira no “Programa do Flávio Cavalcanti” na TV Tupi.
(Na extinta emissora de televisão o quadro consistia de uma entrevista com alguma personalidade. E, devido ao estilo do apresentador -- 'Senhor Flávio", segundo o jurado Humberto Reis --, os temas analisados viravam polêmica).
(*) Trapezista de circo em Ponte Nova, MG, natural de Bom Jardim de Minas, Messias retornava aquela emissora. Ali projetara a carreira, iniciada na Mayrink Veiga com o apoio do compositor Herivelto Martins. Antes da Nacional estivera na Guanabara e Tupi, além de uma rápida passagem pela Clube do Brasil.
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O “Rio de Toda Gente” teve edição especial na segunda-feira 27 de setembro de 1993, Dia de São Cosme e São Damião. Era também dia de festa para o comunicador Arlênio Lívio (1942-2003), uma unanimidade e dos raros sucessos da Nacional naqueles anos, nada parecido com os ‘dourados’.
Arlênio reassumia as funções depois de três meses ausente, quando passara a integrar o ‘Clube dos Safenados’. A comunidade do samba que o “Rio...” divulgava o ano inteiro, comparecia em peso aos estúdios da rádio no Edifício A Noite, na Praça Mauá, para uma calorosa recepção ao locutor.
M E M Ó R I A
Em outubro de 1988, Fernando Mansur um dos ‘feras’ da comunicação moderna, ex-componente da revolucionária Cidade, comandava na FM 105, o “Bom Dia, Alegria”. O programa, das 8h às 12h, era o segundo em audiência no segmento, registrando mais de 162 mil ouvintes por minuto.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2019
Direto das Ondas
A MESMICE VITORIOSA
Pouco mais de dois anos e meio do seu (re) ingresso, Antônio Carlos tirou férias na Super Rádio Tupi. Cristiano Santos, apresentador e curinga oficial da emissora responde pelo matinal programa, das 6h às 8h, um dos lideres no Rio, conforme boletim do Kantar Média Ibope.
Em sua volta à Tupi, depois de atuar por três décadas na Globo, o Show do Antônio Carlos quase nada mudou, e o titular, menos. Os quadros são mantidos inalteráveis. Lembra premiada cantiga do Chico Buarque: ‘O tempo passou na janela, e só Carolina não viu’.
DESPERTADOR
Dispensado em abril de 2016 pelo SGR, juntamente com um grupo de profissionais, o chamado ‘Despertador do Brasil’ encontrou abrigo na emissora em que em 1977 o seu programa surgiu. Os 41 anos de existência foram celebrados no decorrer de 2018.
A BOA FASE
O ápice – não se pode negar – Antônio Carlos alcançou na rádio dos Marinho. Numa época em que sonora vinheta assinalava ao término de cada programa: ‘Este foi mais um campeão de audiência da sua Rádio Globo’. Claro que os outros desfrutavam de igual prestígio.
OS SIMPLES...
Tido como uma das mesmices do rádio contemporâneo, o programa ainda tem um público fiel. Pessoas simples, horizonte curto, apreciadoras do que dizem uma Zora Yonara (a do Horóscopo), Aldenora Santos (a Pudica) e Juçara Carioca (fofocas de celebridades).
... E O PIEGAS
Uma certa dose de pieguismo escorre pelo História de Cada Um, sendo tema as canções de Roberto Carlos. (Nas rádios do interior não faltam coisas do tipo). O texto, de fazer rir e chorar o último dos românticos, e ruborizar o menos aplicado estudante de comunicação.
VALES-COMPRAS
Na interatividade, destacam-se também a Receita do Dia, que justifica a distribuição de vales-compras numa rede popular de supermercados para as donas de casa. E, no fechamento, o Vamos Acordar?, entrevista com uma autoridade sobre um fato em evidência.
_______
VOZES MUDADAS
Mudanças no governo, modificações na EBC, conjunto de emissoras de rádio (e TVs) estatais. No Rio, operam a Nacional e MEC AM/FM -- aquela, de acordo com as chamadas, ‘a 1ª do Brasil’.
Lá, encontra-se hoje, um dos principais programas do rádio carioca, o Todas as Vozes, com o Marcus Aurélio. Também na MEC AM, está atualmente, o melhor da música popular brasileira.
A partir de segunda (7) o Todas as Vozes sofreu radicais alterações em sua estrutura. Foram preservados O Rádio Faz História, Essa Letra, Essa Música, Visão de Jogo e o ‘Atitude, Inclusão’.
INTOLERÂNCIA CAI
O slogan ‘Aqui, intolerância é zero’, caiu, como caíram as entrevistas. Notícias no programa, agora, só às meias-horas. Marcus fez criticas ao blá/blá/blá das noticiosas que manipulam o ouvinte.
Após ironias às concorrentes, citou o poeta baiano autor da balada “Alegria, Alegria”, ditando alguns versos: “O sol nas bancas de revista/Me enche de alegria e pregiuiça/Quem lê tanta notícia?...”
Você que esperava as novidades prometidas pelo entusiasta profissional e professor, pode se conformar. O “Todas as Vozes” – ótima opção nas ondas – virou basicamente um cartaz musical.
_______
R a r e f e i t a s
/o ‘Ouço funk e pagode na FM O Dia toda tarde e toda noite – se saio de carro (e saio sempre)’ – afirma Caetano Veloso, em artigo no ‘Ilustríssima’, da “Folha de S, Paulo”, domingo (30) em dezembro findo.
/o Prossegue ele: ‘Para além de Ludmila e Anitta (e do maravilhoso clipe de Nego do Borel (...) – o que me lembra das primeiras aparições de Mick Jagger em Londres, há miríades de ideias (...) Tem muita coisa boa’.
/o Bianca Santos retornou das férias neste início de ano. Forma com Frederico Goulart a dupla de âncoras do CBN Rio. O informativo que começava às 9h e meia encurtou sua duração. Agora, é das 10h às 12h.
/o Há cerca de dois anos afastado, Luiz Ainbinder aceitou proposta da Super Tupi. Reintegrou-se aos debates do Francisco Barbosa, do qual participava desde que também saíra da Globo para a então concorrente.
/o Enquanto Roberto Canázio, terminada as férias, reassumia a revista global no domingo (6), Heleno Rotai perdia espaço na Tupi. ‘Cedia’ parte do horário ao Garotinho2, com nova chance em São Cristóvão.
/o O jornalista e escritor Rui Castro está apresentando na MEC (AM 800) e na Cultura (FM 103,3) Saudades do Século 20, do livro homônimo reeditado em novembro. É uma série dividida em oito episódios.
/o A atração teve início na emissora do Rio em dezembro, domingo (2), às 21h. Na de São Paulo, às 14h, a partir do 1° domingo do Ano Novo (6). Adaptação das também escritoras Heloísa Seixas e Júlia Romeu.
Pouco mais de dois anos e meio do seu (re) ingresso, Antônio Carlos tirou férias na Super Rádio Tupi. Cristiano Santos, apresentador e curinga oficial da emissora responde pelo matinal programa, das 6h às 8h, um dos lideres no Rio, conforme boletim do Kantar Média Ibope.
Em sua volta à Tupi, depois de atuar por três décadas na Globo, o Show do Antônio Carlos quase nada mudou, e o titular, menos. Os quadros são mantidos inalteráveis. Lembra premiada cantiga do Chico Buarque: ‘O tempo passou na janela, e só Carolina não viu’.
DESPERTADOR
Dispensado em abril de 2016 pelo SGR, juntamente com um grupo de profissionais, o chamado ‘Despertador do Brasil’ encontrou abrigo na emissora em que em 1977 o seu programa surgiu. Os 41 anos de existência foram celebrados no decorrer de 2018.
A BOA FASE
O ápice – não se pode negar – Antônio Carlos alcançou na rádio dos Marinho. Numa época em que sonora vinheta assinalava ao término de cada programa: ‘Este foi mais um campeão de audiência da sua Rádio Globo’. Claro que os outros desfrutavam de igual prestígio.
OS SIMPLES...
Tido como uma das mesmices do rádio contemporâneo, o programa ainda tem um público fiel. Pessoas simples, horizonte curto, apreciadoras do que dizem uma Zora Yonara (a do Horóscopo), Aldenora Santos (a Pudica) e Juçara Carioca (fofocas de celebridades).
... E O PIEGAS
Uma certa dose de pieguismo escorre pelo História de Cada Um, sendo tema as canções de Roberto Carlos. (Nas rádios do interior não faltam coisas do tipo). O texto, de fazer rir e chorar o último dos românticos, e ruborizar o menos aplicado estudante de comunicação.
VALES-COMPRAS
Na interatividade, destacam-se também a Receita do Dia, que justifica a distribuição de vales-compras numa rede popular de supermercados para as donas de casa. E, no fechamento, o Vamos Acordar?, entrevista com uma autoridade sobre um fato em evidência.
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VOZES MUDADAS
Mudanças no governo, modificações na EBC, conjunto de emissoras de rádio (e TVs) estatais. No Rio, operam a Nacional e MEC AM/FM -- aquela, de acordo com as chamadas, ‘a 1ª do Brasil’.
Lá, encontra-se hoje, um dos principais programas do rádio carioca, o Todas as Vozes, com o Marcus Aurélio. Também na MEC AM, está atualmente, o melhor da música popular brasileira.
A partir de segunda (7) o Todas as Vozes sofreu radicais alterações em sua estrutura. Foram preservados O Rádio Faz História, Essa Letra, Essa Música, Visão de Jogo e o ‘Atitude, Inclusão’.
INTOLERÂNCIA CAI
O slogan ‘Aqui, intolerância é zero’, caiu, como caíram as entrevistas. Notícias no programa, agora, só às meias-horas. Marcus fez criticas ao blá/blá/blá das noticiosas que manipulam o ouvinte.
Após ironias às concorrentes, citou o poeta baiano autor da balada “Alegria, Alegria”, ditando alguns versos: “O sol nas bancas de revista/Me enche de alegria e pregiuiça/Quem lê tanta notícia?...”
Você que esperava as novidades prometidas pelo entusiasta profissional e professor, pode se conformar. O “Todas as Vozes” – ótima opção nas ondas – virou basicamente um cartaz musical.
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R a r e f e i t a s
/o ‘Ouço funk e pagode na FM O Dia toda tarde e toda noite – se saio de carro (e saio sempre)’ – afirma Caetano Veloso, em artigo no ‘Ilustríssima’, da “Folha de S, Paulo”, domingo (30) em dezembro findo.
/o Prossegue ele: ‘Para além de Ludmila e Anitta (e do maravilhoso clipe de Nego do Borel (...) – o que me lembra das primeiras aparições de Mick Jagger em Londres, há miríades de ideias (...) Tem muita coisa boa’.
/o Bianca Santos retornou das férias neste início de ano. Forma com Frederico Goulart a dupla de âncoras do CBN Rio. O informativo que começava às 9h e meia encurtou sua duração. Agora, é das 10h às 12h.
/o Há cerca de dois anos afastado, Luiz Ainbinder aceitou proposta da Super Tupi. Reintegrou-se aos debates do Francisco Barbosa, do qual participava desde que também saíra da Globo para a então concorrente.
/o Enquanto Roberto Canázio, terminada as férias, reassumia a revista global no domingo (6), Heleno Rotai perdia espaço na Tupi. ‘Cedia’ parte do horário ao Garotinho2, com nova chance em São Cristóvão.
/o O jornalista e escritor Rui Castro está apresentando na MEC (AM 800) e na Cultura (FM 103,3) Saudades do Século 20, do livro homônimo reeditado em novembro. É uma série dividida em oito episódios.
/o A atração teve início na emissora do Rio em dezembro, domingo (2), às 21h. Na de São Paulo, às 14h, a partir do 1° domingo do Ano Novo (6). Adaptação das também escritoras Heloísa Seixas e Júlia Romeu.
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