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domingo, 26 de julho de 2020

Direto das Ondas

O CENTENÁRIO DE ELIZETH


As Rádios MEC AM e FM lançaram no período de 14 a 21 último uma série de programas sobre o centenário de Elizeth Cardoso. A série reproduzida à noite (10 horas) foi composta de cinco episódios.

Consta a produção de depoimentos inéditos de artistas que conviveram com a cantora, incluindo trechos da EBC, acervo da Nacional, dos segmentos da MEC e edições remasterizadas da antiga TVE.

Os episódios foram Nasce Uma Estrela, Elizeth dos Palcos e das Telas, Canções de Amor(*), Canções do Brasil e Uma Cantora Brasileira. O repertório que deixou varia de temas de Pixinguinha a Villallobos.

Cognominada A Divina pelo cronista Sérgio Porto (Stanislaw Ponte Preta), Elizeth começou carreira nos cabarés da Lapa. Sua primeira emissora foi a Guanabara, época em que se fazia rádio de broadcast.

Dos nomes que passaram pelo prefixo, os saudosos Chico Anysio e Maurício Schermann e, em atividades a atriz Fernanda Montenegro, o comunicador Washington Rodrigues e o apresentador Sílvio Santos.


(*) Canção de Amor foi o maior, dentre muitos sucessos da cantora, que nos deixou há três décadas.

Eis a letra, de Chocolate e Elano de Paula:
‘Saudade, torrente de paixão
Emoção diferente
Que aniquila a vida da gente
Com uma dor que não sei de onde vem
Deixaste meu peito tão vazio
Deixaste a saudade
Ao desprezares aquela amizade
Que nasceu ao chamar-te, meu bem
Nas cinzas do meu sonho
Um hino então componho
Sofrendo a desilusão
Que me invade
Canção de amor
Saudade’.

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ONDAFINAL.COM UM
/o A JBFM continua bem colocada no Kantar Ibope Media. Ostenta o segundo lugar, atrás da gospel Melodia.

ONDAFINAL.COM DOIS
/o Interessante. A cada intervalo de meia-hora no playlist são tocadas oito músicas. Apenas duas brasileiras.

sábado, 18 de julho de 2020

Direto das ondas

O FAVORITISMO SEM PLATEIA

Há circunstâncias em que o entusiasmo de um locutor ao anunciar novidades em sua emissora, ele enfatiza: ‘O que era bom vai ficar melhor’. No caso, a referência é sobre a chegada de Evaldo José e Bruno Cantarelli à equipe esportiva da Super Tupi.

A emissora líder no Rio tem o maior número de profissionais para, no momento, cobrir um futebol mais estranho do planeta – jogos sem plateia – motivado pela pandemia.

Indispensável para os que tem no esporte uma das preferidas diversões, o futebol assim tornou-se fato inusitado. Tanto aos olhos de um freqüentador de estádios ou não.


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CINCO É O NÚMERO

Até onde se saiba são cinco emissoras de rádio a lhe darem cobertura na Cidade Maravilhosa -- duas comerciais, duas públicas e uma religiosa. Por ordem, a Super Tupi, Globo/CBN, Nacional AM, 94FM (Roquette Pinto) e Brasil AM, da LBV.

Disparada na liderança a Super Tupi mantém em seu quadro há alguns anos José Carlos Araújo, o Garotinho, que comanda uma equipe reunindo maior número de profissionais.

Com os novos contratados, a rádio passou a ter cinco narradores. Os comentaristas que participam do grupo são Washington Rodrigues, Gerson Canhotinha, Rubem Leão e Dé Aranha.

De acordo com levantamento, a Tupi emprega no esporte vinte e um profissionais. A Globo/CBN aglomera doze, destacando-se Luiz Penido, Edson Mauro, Hugo Lago, Heraldo Leite, Francisco Aielo e Renan Moura.

A Nacional e 94FM trabalham com equipes ‘na conta do chá’, nove, a primeira tendo como principal narrador André Luiz Mendes e comentarista Mário Silva. A outra, com Luis Carlos Silva e Ricardo Mazela, comentários de Jorge Ramos.

Por último a Brasil com Maurício Moreira e Marcelo Figueiredo à frente. Mais estável das pequenas mantém um quadro fixo de sete colaboradores.

sábado, 11 de julho de 2020

Direto das Ondas

EVALDO, NOVIDADE NA TUPI


O narrador Evaldo José está de casa nova – a Super Tupi. Estreou no domingo (5) com o Fluminense e Botafogo, semifinal da Taça Rio que terminou em 0 a 0. Não pode, evidentemente, utilizar o seu bordão ‘Que lindo’’. Ao lado dele o comentarista Rubem Leão.
Evaldo volta a ser companheiro de José Carlos Araújo, o Garotinho, na condição de seu imediato. A convivência já havia ocorrido no Sistema Globo, empresa em que permaneceria por maior tempo em sua caminhada no esporte, iniciada na Brasil da LBV.
Com o fim da BandNews no Rio, de que Evaldo se desligara este ano, fica no desemprego um time de craques da ‘latinha’. Além do líder Edilson Silva, Jota Santiago, Rodrigo Campos e Bruno Cantarelli, Ronaldo Castro e Bruno Azevedo, apresentador Rui Fernando, repórteres Cláudio Perrout, Antônio Carlos Duarte e Carla Matera.
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QUADRADO DE CADA UM
Jota Santiago foi repórter da Nacional. Integrava a equipe (primeira) de que José Carlos Araújo era titular, final dos anos 70. Depois de longa temporada na Super Tupi, mudou-se para a Bradesco Esportes, pois chegava numa fase em que a rádio já definhava.
Claudio Perrout. Da cidade de Campos para o Rio, ou seja – da Difusora para a Tupi e, desta para a Globo. Foi um dos primeiros importantes nomes a ser demitido num balaio que o Sistema Globo preparava após a fusão com a CBN, unificando-as.
O começo do Rui Fernando foi na Tupi (que estava longe de ser chamada de Super) tempo em que o Doalcei Camargo reinava.Sucederam Bandeirantes, Manchete, Livre e, depois a Nacional, onde se fixaria por um demorado período. Até o aceno da BandNews.
Depois de iniciar-se na antiga Continental, Ronaldo Castro fez carreira na Tupi. Era uma espécie de móveis e utensílios da casa, sob a chefia de Doalcei. Com a queda deste, Ronaldo virou andarilho. Não há no Rio uma emissora em que ele não tenha trabalhado.
Carla Matera já atuou na Globo e Tupi alternadamente – de uma para a outra. Seu início foi na Tropical Solimões, mas passou também pela Tamoio, uma ocasião em que o comando era do José Cunha. Participavam do grupo, entre outros, Ricardo Mazella e Cícero Melo.
Repórter desde 1987, Antônio Carlos Duarte foi componente das equipes da Tamoio e Brasil. Esteve no modesto time criado pela Manchete CCI e na igualmente pequena Rio 1440 – primário nome dado a Rádio Livre. As suas emissoras seguintes foram CBN e Globo.
Os Brunos – Cantarelli e Azevedo -- são remanescentes da diminuta equipe da Transamérica na Cidade Maravilhosa. O primeiro estagiou na Globo, formou na equipe na Rua do Russel e na Bradesco Esportes, que também abrigou o Azevedo, este originário do interior.

sábado, 4 de julho de 2020

Direto das Ondas

UM LÍDER À PROCURA DA SORTE
A equipe esportiva que a BandNews formara há sete meses no Rio foi dispensada no último dia de junho, às vésperas da reabertura do campeonato carioca. O grupo, com a liderança de Edilson Silva reunia nomes de projeção no ramo, entre eles o narrador Jota Santiago, o comentarista Ronaldo Castro e o repórter Cláudio Perrout.

Edilson é um líder à procura da sorte, pode-se dizer. Chefiava a partir de janeiro de 2014 a Bradesco Esportes FM da mesma empresa, dando emprego a numerosos profissionais, que tiveram que sair três anos depois. O conglomerado Band resolveu paralisar em fevereiro de 2017 as atividades do núcleo criado na antiga capital fluminense.

‘LOCUTOR-ENERGIA’
Não foi a primeira vez que o ‘locutor-energia’ foi driblado pela sorte. Em 2010, após o final da Copa do Mundo, então na Bandeirantes AM do Rio, a equipe com mais de dez integrantes teve de ser dissolvida. Em 2005, quando despontava e substituía Luiz Carlos Silva na Livre, fora obrigado a interromper a formação com outro desmonte.

E, a mesma história se repetiria pouco depois na Tamoio -- sendo o fiel escudeiro Ronaldo Castro novamente a testemunha. Pertencente a Verdes Mares da Empresa Edson Queiroz, a rádio decidira suspender a cobertura que fazia das agremiações cariocas. Uma coisa, todavia, dera certo na carreira do Edilson. A passagem pela Transamérica.


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A RODA DO TEMPO
Espólio da antiga Rádio Guanabara, a Bandeirantes AM 1360 é, hoje, uma emissora que sobrevive de aluguel a seitas religiosas e radialistas que não conseguem vagas nas estações melhor aquinhoadas. Nos anos 50 e 60 foi reduto de profissionais da ‘latinha’. Passaram por lá, entre outros, Doalcei Camargo, João Saldanha, Jorge Curi, e Oduvaldo Cozzi.

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ONDAFINAL.COM UM
/o O jogo do Flamengo e Boa Vista pela Fla-TV ‘furou’ a notícia de alguns sites sobre o fim do esporte da BandNews no Rio. Uma equipe paulista com o narrador Marcelo do Ó transmitiu a partida.
ONDAFINAL.COM DOIS
/o Evaldo José é o novo contratado da Super Tupi e estreia neste domingo(5) com o Fluminense e Botafogo, semifinal da Taça Rio. Atuou em diversas rádios, sendo a BandNews exatamente a última.

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N. do R.
Alcançamos com esta postagem o n° 450 de edições

sábado, 27 de junho de 2020

Direto das Ondas

REPÓRTERES DO AR, E DO TRÂNSITO

Independentemente de ser jornalística ou musical, considerável número de emissoras do Rio destacam profissionais para, diariamente, cobrirem a movimentação do trânsito na cidade e arredores. No Rio, como nas grandes capitais, é uma prática rotineira das emissoras que se prezam.
As mais equipadas, ou abonadas utilizam helicópteros em seus serviços, com horas de voos pagas às determinadas empresas, enquanto as que dispõem de menos recursos financeiros valem-se das câmeras da CET-RIO, órgão da Prefeitura. Evidente que essa cobertura não é graciosa.
Contam com repórteres aéreos no Rio a Super Tupi, BandNews, CBN, Globo, Melodia, NovaBrasil e 94 FM, -- o que não as impedem de também recorrerem aos serviços da unidade municipal. Trabalham unicamente com aquele órgão as rádios JBFM e a SulAmérica Paradiso.
São repórteres a bordo de aeronaves das primeiras Leonardo Sales, Isabella Fraga, Marina Heizer, Felipe Macon, Samuel Correa, Marcos Sardenberg e Marcela Lemos. No segundo grupo estão Carlos Eduardo Cardoso, Anderson Ramos, Pablo Campos e Emerson Rocha, entre outros.
Pilotando seu carro quem não está interessado em desembaraçar-se dos engarrafamentos? Os repórteres do ar, e do trânsito lhes ‘mostram’ o melhor caminho, o mais precioso jeito para o seu destino. Sem dúvida, prestação de serviços imprescindíveis para a vida moderna da sociedade.
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AS PÚBLICAS NO TRAÇO
No texto anteriormente postado indagávamos sobre os índices de audiência das emissoras AM – quem as ouve? Incluímos dessa vez, no balaio da interrogativa, outra bastante parecida. E, as rádios públicas? Quais seriam, digamos, os seus ouvintes fiéis, voluntários ou obrigatórios?
As públicas, federal ou estadual têm por objetivo servir a uma coletividade. Servem mais, no entanto, ao governante do momento, que as transformam em propaganda para os seus atos, decretos e portarias no formato de notícias ou reportagens. Baseadas nos Diários Oficiais onlines.
Em operação no Rio são quatro as chamadas rádios públicas. Das três federais, Nacional e MEC AM e, ainda a MEC FM. A estadual (94 FM), remanejada no final do ano passado colocou à margem o nome do fundador, Roquette Pinto, em benefício da freqüência, como marketing.
Nos levantamentos recentes do Kantar Ibope Media todas se apresentam muito mal. Seus índices (baixíssimos) devem ser o motivo, no âmbito federal para, a cada governo da hora, falar-se em privatização. A convivência dessas rádios é com o traço, notadamente no segmento FM.
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SONHAR NÃO CUSTA NADA

Magnólia Silvestre é um nome de ficção. Editora de jornalismo numa rádio influente, cidade de porte-médio, também é professora de uma universidade importante. Consegue dividir seu tempo com algumas palestras e escreve romances. Ariana, 48, tem cinco livros publicados.
Durante as férias costuma viajar ao exterior (fala três idiomas sem sotaque). Nas folgas ou feriados, ainda aproveita para fazer visitas às regiões domésticas. Acredita ver o país livre de suas diversas crises – moral, financeira –e, naturalmente da pandemia que atormenta a todos.
Ela espera que Deus lhe dê vida suficiente para curtir o fim da miséria nas ruas e nos lares pobres que se espalham pelos rincões deste nosso tão (des)amado Brasil. E, Magnólia sonha, sobretudo, com uma época em que os ricos venham a ser menos ambiciosos e mais humanos.
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ONDAFINAL.COM UM
/o A BandNews retornou às atividades quinta-feira (25) nos seus estúdios em Botafogo depois de um mês em regime home office. A repórter Amanda Martins flagrou uma tentativa de assalto a um carro no Santos Dumont, com dois feridos, operários de obras na área.
ONDAFINAL.COM DOIS
/o O CBN Rio volta às suas edições normais na segunda-feira (29)ao fim de cem dias ausente. No horário de 10h ao meio-dia ‘a emissora que toca a notícia’ vinha apresentando Especial Coronavírus. A grade se reestrutura a partir das 5h da manhã com a Roberta Penafort.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Direto das Ondas

QUEM AINDA OUVE RÁDIO AM?(*)


1. Número certamente bem maior de pessoas que possa imaginar a nossa vã filosofia.
2. AM, hoje, é sinônimo de emissoras de aluguel, utilizadas por pequenos empresários ou radialistas que, mesmo dotados de qualidade para o ramo, não tiveram oportunidades. (Sem se falar nas seitas religiosas, predominantes arrendadoras de espaço no dial). O público ligado a tais grupos é, inegavelmente, fiel às emissoras do segmento.
3. Raphael de França assumiu, na 94 FM (Roquette Pinto), o Conexão RJ que, ao ser lançado no começo do ano tinha o comunicador William Travassos por titular.
4. O produtor é Ricardo Alexandre, que conta com a Luchia Araújo {grafia nova} mas antiga na rádio.
5. A emissora teve seu perfil repaginado em novembro com a ascensão de Cristiane Almeida à presidência.
6. Veteranos repórteres, Rodrigo Machado, Miguel Ângelo e outros, tiveram melhor aproveitamento.
7. Também o esporte que um tempo fez parte da grade foi reativado. A direção convocou profissionais da categoria de Luiz Carlos Silva, Carlos Borges e Ricardo Mazella, sendo estes dois desvinculados da Nacional, onde atuavam há décadas.
8. O Rio possui trinta uma FMs, entre as comuns e as webs. As públicas são apenas duas, MEC (governo federal) e 94 (estadual).
9. O mais recente boletim do Kantar Media Ibope espanta. A MEC está em vigésimo lugar, a 94 em vigésimo oitavo.
10. De que referência junto ao destinatário pode se valer emissoras tão mal situadas?
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PROSA PRA QUEM TEM

O moço prosa – nada a ver com a figura de marchinha do Chico – falava a um grupo de amigos que a SulAmérica Paradiso é sua preferida. Aí, ele disse, tocou um samba e caíram na farra...
Sem o querer (não é letrado, vê-se) fez lembrar livro de crônicas do Veríssimo – As Mentiras que os Homens Contam.
A SulAmérica Paradiso, adulto-contemporâneo, não toca samba. Não faz parte do seu playlist. (Justifica – quem sabe? – o seu 15° posto no ranking de audiência entre as emissoras cariocas.)
Canções brasileiras na média são duas a cada quarenta minutos, eis o seu lema. Quem se der a esse ‘esporte’ há-de confirmar e, não entenderá o slogan que diz ‘Muito além da música’.
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JÁ PEDIU? ENTÃO OUÇA
Quer coisa mais batida do que rádios que fazem dos pedidos musicais o seu meio de interatividade com o público? Simples assim, até o JP tira de letra para ‘zoar’ a ‘esperta’ Maria Clara.
Depois de algumas tentativas, a Globo FM vai ‘Vibrando por você’, e ingressou ‘de corpo e alma’ no campo. Sabe-se lá se sob a influência da valorização do dólar em dias de coronavírus...
Ou vagarosamente, talvez, como o despertar da montanha. Para uma emissora que já foi todo-poderosa, o sétimo lugar em audiência numa cidade maravilhosa é resultado ruim.
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ONDAFINAL.COM
Pra estar bem no Ibope -- dizem especialistas -- tem que se manter à direita do popular. Na contramão não cola. No momento, a JB é um claro exemplo ‘mostrado’ pelos observadores.
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(*) São exceções Nacional e MEC, estatais. Destacam-se entre as particulares Bandeirantes, Metropolitana, Capital, Sucesso, Copacabana e, a outrora ‘de minuto a minuto’ – Relógio.

sábado, 13 de junho de 2020

Direto das Ondas

CUIDADO, HÁ PERIGO NAS ESQUINAS
Nelson Sargento, um guerreiro das barras da Mangueira, declarava há um certo tempo que ‘o samba agoniza, mas não morre.’ O desabafo dito num momento de indignação, assemelha-se, particularmente à situação de algumas emissoras de rádio do país, que o poeta, compositor, pintor, museólogo, num instante que marcou seu mundo, preconizava.
(Fechem as cortinas da vida, por uns minutinhos...)

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O TOMBO DO GIGANTE
Você está vendo/ouvindo o caso da outrora poderosa Rádio Globo em praças importantes quanto o Rio de Janeiro e São Paulo. Na terra em que o Vinícius de Moraes batizaria de ‘túmulo do samba’ já fez uma semana que ela foi sepultada -- sem missa, sem oração. Triste fim.
Que saudade do prédio na Rua do Russel, 434, pertinho do Outeiro da Gloria, onde era freqüente o entrar-e-sair de profissionais da ‘latinha’, gente que ficaria famosa e,com ela , a emissora, extensão do jornal O Globo, ideal de um empresário pessoa simples, crescia com o investimento que fizera – com sacrifícios e conchavos, bem verdade.
A Globo tornou-se a potência que foi, graças a um acontecimento nada agradável ao país – a Ditatura Militar. Antes dela quem ‘comandava a massa’ era a Nacional, pertencente ao governo, mas explorada comercialmente, formando elenco de artistas que brilharam por ali e por outros rincões. Dir-se-ia, poeticamente. Foi bom enquanto durou.
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SAGRAÇÃO DOS CARDEAIS
Um dia deram-se poderes aos cardeais para cortar ‘tudo’. O sucesso que a rádio alcançava, sua audiência elevada, patrocínios, promoções não davam para tirar as contas do vermelho. O aparente ‘céu azul em que a nave planava ’ era uma grande, e indescritível ilusão. Cortar ‘na própria carne’, redução dos salários,equipes e, principalmente nas vantagens.
Como num castelo de cartas, derrubados em duas rodadas de fins de tarde, os empregos de comunicadores, locutores, repórteres, produtores e técnicos, e também os de atividades auxiliares, motoristas e telefonistas. Uma tsunami passou por aqui – definia o Mário Esteves.
Um elefante tombado na sala não é nada recomendável para um empresário que pretende se dar bem. Mostrar-se capaz de administrar – essas coisas. O indicado pelos acionistas teve luminosa ideia. Que tal, aproveitar no rádio gente da TV e as celebridades que são ‘estouro’ de visualizações na internet? Em menos de dois anos o projeto naufragou.
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NEM SEMPRE SALVAM
(Tempo de abri-las muito bem, pés plantados para o real.)
O samba de raiz que o Nelson Sargento representa salvou a pele de muita gente. Evoluiu com o surgimento de revelações e, até inernacionalizou-se. A Globo de Sampa fechou. Surpresa para o Rio, pros paulistas não. Há perigo nas ruas, esquinas . Iminente ela parar também.


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O SÍMBOLO ERMELINDA
Ermelinda Rita, marcante personalidade do rádio carioca foi dispensada do Sistema Globo na quinta-feira (6). Cumpriu mais de trinta anos de serviços, dos quais dezessete na matriz e o restante na CBN. Naturalizada portuguesa, Ermelinda é o que o sobrou do símbolo que marcara as reportagens da empresa nos bons tempos, reunindo os melhores apuradores de notícias.
Ermê -- assim chamada familiarmente – dividiu os últimos anos de atividades com o rádio e o ensino, pois se formou professora de jornalismo pela PUC. Moradora próxima à Rádio Globo na Rua do Russel, ela ia ao trabalho de chinelos – revelava-nos uma coleguinha nossa e sua amiga com passagem pela televisão.
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DAQUELES DIAS ESPECIAIS
Um belo programa o Estúdio CBN com Fernando Andrade nesta sexta-feira (12), especial participação do compositor e produtor João Marcelo Bôscoli. Difícil em tempos de pandemia do coronavírus muita coisa na vida do cidadão – ir às ruas, ao banco, ao mercado, ao shopping, visitar amigos, parentes... namorar.
Como consolo ouvir num programa vespertino de rádio (em back groud) versos iniciais de imortal canção bossa nova do {Carlos} Lyra e Vinícius ({de Moraes}: ‘Se você quer ser minha namorada/Ah que linda namorada você poderia ser/Se quiser ser somente minha/Exatamente essa coisinha/Que ninguém mais pode ser’...
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ONDAFINAL.COM
/o Inalteráveis as cinco posições no mais novo boletim do Kantar Media Ibope. Em 1º ficou a Melodia, 2º JBFM, 3º Super Tupi, 4° O Dia e 5º 93FM. As demais situações do Top 10 apresentam Mix em 6º, Globo 7º, BandNews 8º, Cidade 9º, Antena 1 em 10°.




sábado, 6 de junho de 2020

Direto das Ondas

‘... E, ESTAVA FALTANDO UM’
Marchinha de Fernando Lobo gravada por Dalva de Oliveira no carnaval dos anos 50, dizia no seu estribilho: ‘Oi Zum, zum, zum, ‘ta’ faltando um/Oi Zum, zum, zum...’
Lembrando dela, nos veio à mente que poderia aplicá-la a um personagem que ficou no esquecimento na postagem passada em que nos concentramos nos mais antigos profissionais do rádio em atividade.
Não é que deixamos de citar o Áureo Ameno, um vascaíno de quatro costados – jornalista, radialista, professor de comunicação na Gama Filho, formado em Direito Penal pela antiga Faculdade do Catete?
O Áureo, 87, é repórter desde 1954 quando ocorreu o suicídio de Getúlio Vargas. Passou a notícia por telefone para a redação da Rádio Globo, e ganhou desse modo emprego na emissora daquele que todos chamavam cerimoniosamente de ‘nosso companheiro Roberto Marinho’.
Ele figura nesse veículo entre um apreciado time de valores que se pode classificar de radialista completo. Repórter, locutor, apresentador, produtor, comentarista (esportivo ou político) e, humorista. Foi de 1961 a 1966 redator do Repórter Esso, que trocara a Nacional pela estação do Edifício Nice, na Avenida Rio Branco. E atuou na BBC de Londres.
Um dos produtores do Programa Haroldo de Andrade – a equipe era integrada por quatro – destacava-se também entre os participantes do Debates Populares, que influenciou uma geração de comunicadores. Antecedendo ao programa do Haroldo, Áureo ainda era um efetivo colaborador do Show que Antônio Carlos, há 40 anos em cartaz.
Em 1982 com a dispensa de todos ligados ao Haroldo, Áureo transferiu-se para a Super Tupi, tornando-se componente da Patrulha da Cidade com um quadro de Defesa do Consumidor. Apaixonado torcedor do Vasco passou a ser conhecido como ‘o talento em preto e branco’. Eleito vereador por uma legislatura criou, na região de São Cristóvão, um bairro com o nome do clube. Vivenciou climas das rádios do Haroldo, Canção Nova e Transamérica. Faz aparições no Bola em Jogo, na Tupi.


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PALAVRAS, PALAVRAS
Numa rádio pública é permitido ao locutor elogiar a mulher aniversariante dizendo coisas do tipo ‘obrigado por você existir, e manter esse sorriso no rosto’ (sic)? Tal afirmação foi feita na 94 FM (Roquette) ali pelas 8h da manhã, quinta-feira (3) por Devid Costa, no Primeira Página.
Em duas entradas dos colegas repórteres Rodrigo Machado e uma do Felipe Macon, ele agradeceu ‘pelas informações’. Ora, a função da rádio não é informar? Por quê o agradecimento pelo divulgado, se este bastava referir-se à participação do componente da operante equipe?
Não seria interessante corrigi-los, ‘Dna’ Cristiane de Almeida ou ‘Seu’ Raphael de França, sem violar a chamada Liberdade de Expressão? Esse ‘vício’ não é apenas particularidade dos mencionados profissionais. Certa ‘epidemia’ observa-se no ramo, não se restringindo às estatais.
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SÓ SE MUDOU AGORA
Propaganda na SulAmérica Paradiso: ‘Consuma boa informação. Ouça músicas novas’. No item 1, tudo bem. No 2, parece até brincadeira. Dentro do se convencionou nomear adulto-contemporâneo, a rádio do Shopping Moll é de uma repetição sem fim. Seu playlist, notadamente não supera cinqüenta números. Se mudou a estrutura, foi agora há poucos dias. A ordem das coisas, pelo que sabemos, segue de maneira alternada.
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SOB O SIGNO DA AMEAÇA
É grave o momento político. Noticia-se nos bastidores que aliados do governo, infiltrados, estão dispostos implantar o terror na passeata deste fim semana, visando medidas de exceção, inclusive com ação das Forças Armadas. O assunto foi tema de entrevista do presidente de honra da PSDB, Fernando Henrique Cardoso, que deu entrevista ao Cidinha Livre.
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ONDAFINAL.COM
/o A morte de Jimi Raw, vítima de Cobid-19, assustou radialistas do Rio, principalmente da Tupi. Dos infectados, alguns estiveram afastados, outros trabalharam assim mesmo, dando expediente em casa. – Cyro Neves, Garcia Duarte, Cristiano Santos, Isabele Benito, Francisco Barbosa.

sexta-feira, 29 de maio de 2020

DIRETO DAS ONDAS

A VELHA GUARDA EM AÇÃO¹
Tem entre 50 e 40 anos de carreira os mais antigos profissionais em atividade no rádio no Rio. O ator e apresentador Gerdal dos Santos é o decano da classe que, reúne, nada menos que dezoito ases da ‘latinha’. Gerdal grava semanalmente dois programas – Onde Canta o Sabiá e a Rádio Memória – transmitidos aos sábados e domingos, pelas manhãs.
Num patamar abaixo do venerando mestre da Nacional situam-se Washington Rodrigues com o Show do Apolinho na Tupi e Osmar Frazão com Histórias do Frazão. Da mesma emissora é o Rubem Confete, especialista em samba de raízes e, de carnaval das agremiações de escolas recreativas.
Na sequência estão Antônio Carlos considerado 'O Despertador do Brasil’, voz potente como no rádio de outras épocas. O seu programa é tão popular quanto a rede de supermercados que o patrocina.
José Carlos Araújo é dos poucos narradores que não encontra similares, desde que passou a titular de equipe no final da década de 70 através da Nacional. Mesma idade, o Coelho Lima em sua rádio atual, 94FM ele rememora os grandes casos policiais relatados ao longo de sua permanência na liderança do Patrulha da Cidade.
Gérson Canhotinha tricampeão mundial foi lançado por Doalcei Camargo, comentarista na Tupi, voltaria a ela alguns anos depois de se aliar a José Carlos Araújo na Globo. Acompanhava-o na Bradesco e na Transamérica.
Um habitual trabalhador das madrugadas, Jorge Baccarin, foi quando houve a ‘explosão’ do Garotinho, seu plantonista. Bacca, (Bota dois), teve uma passagem em sua vida que atuava simultaneamente em três emissoras, e em todas ao vivo – creia o prezado leitor. Está na 94FM atualmente.
Gilson Ricardo, descoberto por Waldir Amaral em Petrópolis, era apresentador de musicais, fazia parte da equipe esportiva da Difusora e destacava-se narrando futsal. Na Tupi, hoje, comanda Bola em Jogo, entre outras atribuições. Cirilo Reis (há quem duvide) já trabalhou na Globo, convivendo com o saudoso Haroldo de Andrade. Eternizou-se na Rádio Nacional, mas passou por diversas estações. Musishow, seu programa, relembra temas de diversas décadas. Cirilo, é a voz oficial da rádio por mais de trinta anos.
Cria da Manchete, de Bloch Editores, sucessora da Federal, embrião plantado em Niterói, Roberto Canázio notabilizou-se como defensor dos aposentados e pensionistas, tendo como auge o Telefone da Solidariedade, entre 2003 e 2006 na Tupi. Um polêmico apresentador. Depois da emissora dos Associados emendara treze anos na rádio da família Marinho.
Edson Mauro e Maurício Menezes já foram companheiros na Globo. Edson na cota do Waldir Amaral, nunca chefiou equipe, por falta de oportunidade ou circunstâncias. Maurição, jornalista, humorista e produtor, foi mentor de um dos ídolos da outrora gloriosa emissora, Valdir Vieira. Com Hélio Júnior (Helinho), formou impagável dupla de auxiliares do Francisco Barbosa, numa audição vespertina. Hoje, é do time de colaboradores do Clóvis Monteiro na Tupi.

HOMENS DE MEIA IDADE²
São quatro da turma de quatorze componentes os profissionais representantes dessa geração. Eles ‘fogem’, evidentemente da pecha de Velha Guarda: Clóvis Monteiro e Francisco Barbosa (Tupi), Luiz Penido (Globo), e Amaury Santos (94FM) ou Roquete.

AS MULHERES NO ALTO³
No rádio moderno como no jornalismo de modo geral, as mulheres se constituem em maioria, ‘invadiram’, estúdios e redações. No mais antigo dos eletrônicos – o rádio, claro – representam a Velha Guarda em número pequeno. Nair Amorim, Zora Yonara e Juçara Carioca (Tupi), e Dáurea Gramático (MEC e Nacional).



¹ As idades deles: Gerdal, 90; Washington e Osmar, 84; Antônio Carlos, 82; José Carlos e Coelho Lima, 80; Gérson, 79; Baccarin, 73; Gilson, Cirilo e Canázio, 71; Edson e Maurício, 70;

² Clóvis, Barbosa, Penido e Amaury, 65.

³ Nair, 88; Zora, 87; Cidinha, 77 e Juçara, 63. Além de radialista, Dáurea é jornalista e escritora, com três livros publicados.

ONDAFINAL.COM
Cinco das mais tocadas na JBFM nesses últimos dias. Inverno (Adriana Calcanhoto), Não é Fácil (Marisa Monte), Que Nem Maré (Jorge Vercilo), Dona (Roupa Nova), Enquanto Houver Sol (Titãs).

sábado, 23 de maio de 2020

DIRETO DAS ONDAS

PANDEMIA E PANDEMÔNIO
O momento do futebol e seu futuro, como os demais setores do país, em função da pandemia do coronavírus, faziam parte do debate esportivo no Show da Notícia na CBN, tarde de sábado (16).
Reunia entre outros, os jornalistas Francisco Aielo e Rafael Marques. As principais federações – Carioca, Paulista, Mineira e Gaúcha são superavitárias, comentaram, acrescentando que as coisas não vão mal só no Brasil, no mundo também.
Por isso, naturalmente paralisaram as transmissões. Assim fica difícil ( quase impossível), se ouvir no rádio conhecedores bordões. Alguns deles: ‘Haja coração pra tanta emoção’ (José Carlos Araújo); ‘Apite comigo galera” (idem); ‘É o que resta dessa festa’ (Luiz Penido); ‘Abriu a caixa de ferramentas’ (idem); ‘Eu vi essa bola lá dentro’ (Jota Santiago); ‘Tem que respeitar’ (Edson Mauro); ou ‘É impossível ser feliz sozinho’ (Ricardo Mazella).

OS SOBREVIVENTES
Incorporada ao projeto que um dia os cardeais do SGR batizaram de Nova Globo detonada há 1 ano, Evelyn Moraes foi uma das sobreviventes do jornalismo – precisamente no que sobrou dele. Os demais foram os apresentadores Vanessa Riche e Zeca Lima.

VEZES DE ACORDAR
Está de volta a Globo FM, o Acorda Rio. Até 2016 na tradicional programação da emissora era um cartaz, ora sob o comando de Jorge Luiz, ora com o Alexandre Ferreira. Agora, na ‘Globo que vibra por você’, tem o Zeca Lima à frente. A partir das 6 das manhãs.

TOP DOS 10 MAIS HITS
Robert Andare conduz as 10h diariamente, o Top 10 dos Mais Hits Brasil. E, toca ao longo da grade da Globo FM a Sequência Premiada, série que busca a melhoria de audiência da casa.

BANDNEWS FAZ 15 ANOS
A Bandnews completou na quarta feira (20), 15 anos. Comemorações diversas foram realizadas nessa data e se prolongarão durante duas semanas. No Rio, domingo (24), Mário Dias Ferreira entrevista Léo Jaime como parte dos festejos.

UM ALMOÇO DE NOTÍCIAS
De São Paulo para as emissoras da rede, o âncora Eduardo Oinegue ‘serve’ na Bandnews do meio dia ás quatorze o Prato Feito, de segunda a sexta. Um almoço de notícias e interpretações com os mais recentes acontecimentos políticos.

ONDAFINAL.COM

O comunicador Roberto Canázio, internado há três semanas numa clínica da Zona Sul do Rio, já respira normalmente, informou na terça feira (19), Heloísa Paladino, sua produtora e amiga de muitos anos.


sábado, 16 de maio de 2020

Direto das ondas

O VAZIO DAS REDAÇÕES
Nas rádios de, digamos broadcast moderno, as redações estão vazias por ordem do covid-19, ou coronavírus. Os apresentadores comandam programas de casa o que também, modernamente, se convencionou chamar de home office. Mantém-se nos estúdios, distância de 2 metros. O rádio mais voltado para o jornalismo e variedades enfrenta essa barreira, o que não ocorre com o coirmão, destinado exclusivamente, ou (quase isso), a temas musicais. Nas emissoras bem equipadas, há suficientes modos para se mandar ao ar produções previamente gravadas, as vezes, até tachando-as de 'ao vivo'.

Sem prejuízo para o ouvinte consumidor (um dos interessados) e, mais importante, as empresas que compram espaços para as suas propagandas. Quem não anuncia, não vende. Já se dizia antigamente nos serviços de auto-falantes das cidades interioranas.

TUPI, NOTÍCIAS E CIA.
O afastamento de Lica de Oliveira deu oportunidade a Valéria Marques de se tornar efetiva no Sentinelas da Tupi, edições vespertinas. Nas manhãs, o noticiário fica por conta de Rafael Souza.

A Vida de Cada Um com músicas de Roberto Carlos que os ouvintes dedicam aos seu pares (casais, evidentemente), é um dos quadros mais longevos do programa do Antônio Carlos. Como diria hoje, novamente, uma colega, 'mais antigo que andar pra frente'.

Gênero também antigo de que o rádio não consegue se livrar, são os pedidos musicais. Independentemente de comerciais ou públicas algumas emissoras não abrem mão do recurso.

Repaginada em novembro -- há seis meses, portanto -- a 94FM que, preencheria as características da Globo já registrou baixas que não se esperavam. William Travassos, dos melhores comunicadores do ramo, é o caso mais recente.

NA HISTÓRIA (1)
O jornalista Tárcio Santos aniversariou na quarta feira(13). Especializado em esportes e carnaval, seu último emprego foi na Roquette Pinto. Tárcio marcou seu nome na história pois, foi o derradeiro editor do famoso (e lendário), Repórter Esso, nas ondas da Nacional.

NA HISTÓRIA (2)
Também aniversariou no mesmo dia a jornalista Neise Marçal. Fez (quem a conhece não acredita), 80 anos. Neise trabalhou durante longa temporada como repórter da Rádio Tupi, foi comunicadora da Nacional e, ultimamente empresta serviços a TV Brasil.



ALGUÉM LIVRE?
Cidinha Campos pegou o vírus do Covid-19. Ela disse que está bem, no seu programa de quarta feira (13), na Super Tupi. Emocionada rezou uma oração a Nossa Senhora de Fátima, e pediu (silenciosamente) para si própria, colegas e familiares.

Na rádio nessas últimas semanas (e recuperaram-se), Cristiano Santos, Isabela Benito e Francisco Barbosa.

ONDAFINAL.COM
O comunicador Jimi Raw da 94 FM (Turma do Rádio) é a mais novo infectado pelo coronavírus. Também estão em iguais condições a diretora de jornalismo da Tupi Márcia Pinho e o Cyro Neves, repórter.

domingo, 10 de maio de 2020

Direto das Ondas

DAYSI, EM PRIMEIRA PESSOA

A propósito de lançar um livrinho sobre o rádio e os que dedicam sua vida a ele, conheci pessoalmente em setembro de 2009, alguns profissionais de destaque nesse tão importante veículo de comunicação, entre os quais, Daysi Lúcidi.

Atriz e apresentadora, que admirava desde a juventude, Daysi-- lembro -- participava das novelas da Nacional, que reunia um dos maiores elencos de rádio teatro da história, perdendo, apenas, a co-irmã São Paulo.

Quando o gênero começou a desinteressar ao público, devido ao surgimento da televisão, Daysi, bandeou-se para programas de variedades. Primeiro, Seu Criado Obrigado, com César Ladeira. Depois, um pioneiro de prestação de serviços.

Caloura na Tupi, foi com Luís Mendes (que seria seu marido), e Luís de Carvalho fundadores da Rádio Globo, expansão do jornal homônimo do empresário Roberto Marinho.

Circulando pelo Rio para divulgar o tal livrinho num daqueles dias, subi ao edifício famoso da Praça Mauá, onde funcionava a tradicional emissora. Fui visitar a Daysi no seu programa, ali pelas 11hs da manhã. Levava dois livros--para ela e o Mendes.

-- Pra quê dois meu filho? Não precisava. A gente se dividia na leitura -- ela me explicava. Aos 76 anos, e morando em Copacabana a atriz (do rádio e da TV), ainda dirigia o seu carro para fazer programa ao vivo na já decadente Nacional.

Foi, ao lado do Roberto Canazio, das personalidades do veículo que mais nos incentivaram pela modesta publicação. A vinheta 'Alô, Daysi, alô', que rodeara por mais de 40 anos na AM 1130 ainda ecoa em nossa memória e na de muita gente que a sintonizava.


sábado, 2 de maio de 2020

Direto das Ondas

‘(...) AQUI É O PAÍS DO FUTEBOL’
Virou moda. O rádio e a televisão do Rio, São Paulo, Minas, Porto Alegre e das principais capitais brasileiras passaram, para preencher os domingos, (re)transmitir jogos da Seleção, conquistas de Copas do Mundo, de Confederações, Torneios. Bem o dizia a sintomática música do Milton Nascimento (e Fernando Brandt): ‘Brasil está vazio nas tardes de domingo, ‘né’/Olha o sambão, aqui é o país do futebol’.

Iniciativa para, parcialmente recuperar faturamento, pois, com a paralização das atividades, um tempo chamada de ‘ópio do povo’, até caixas sempre abastecidos, zeraram. Preocupantes os dias com a silenciosa ameaça do inimigo coronavírus. Evidente que isso levou a Super Tupi recordar os 7 a 1 para a Alemanha num Maracanã lotado. A reprodução ‘cheirou’ como inusitado apelo. O José Carlos e equipe estavam na Transamérica.
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O VALOR DOS BORDÕES
No rádio popular os locutores esportivos são – e não é de hoje – os maiores fabricantes de bordões. Essa riqueza, peça de valor inestimável nas transmissões começou a ser melhor apurada a umas quatro décadas com o ingresso de um novo componente na sociedade, unindo-se a nomes que fizeram a história do veículo. José Carlos Araújo que viria a ser chamado de Garotinho foi o mais fiel discípulo de Waldir Amaral e, aproveitou todas as ‘deixas’ para se tornar um desses grandes ou, em alguns casos, até superar o ídolo em que se espelhou para construir a sua imagem, endeusado por Fenômeno, não por simples admiradores, mas críticos rigorosos, instalados em seus castelos de sabedoria.

Um grupo jura convictamente que coube ao Denis Menezes chamar pela primeira vez, em tom de brincadeira, o José Carlos Araújo, de Garotinho. Outro, nos limites que a esportividade permite, atribui essa denominação ao Washington Rodrigues, o Apolinho: ‘Lá vai o Garotinho ligeiro que transmite o jogo inteiro’, uma tirada irônica ao ex-chefe dos dois, pelo ritmo que irradiava as partidas, pausadamente, com muita criatividade, lembrando a todo momento, aos ouvintes de casa e no estádio o tempo de jogo. Um instante símbólico. ‘O relógio maaaarrca...’
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DE TERCEIRO A LIDER
Digressões feitas passemos adiante. Terceiro ou às vezes quarto na equipe do Waldir, Zé Carlos decidiu também ser um líder. Teve no Denis e no Apolinho os principais apoiadores. Fechou com a Nacional em 1977, onde ficou até 1984. Transformou-se com seu estilo diferente uma explosão no rádio esportivo. Faziam parte da equipe Luiz Mendes, Mário Silva,Sérgio Moraes, Júlio César Santana, Paulo Cezar Tenius, Jota Santiago, Wellington Campos,Eraldo Leite, Elso Venâncio, Carlos de Sousa, os plantonistas Arnaldo Moreira e Jorge Baccarin.

A outrora gloriosa Nacional patinava no Ibope, apesar do timaço que reunia antes da chegada do José Carlos Araújo. Um jeito daqui, outro dali e, não demorou para incomodar a Globo, soberana . Waldir era contrário à transferência do Zé Carlos para a tradicional emissora, temeroso da sorte do seu discípulo. A alternativa foi aceitar. ‘Tem peixe na rede do Félix’, dizia ele. ‘Indefensável para o goleiro do Flusão’; ‘Gol , do Galinho de Quintino. Indivíduo competente, o Zico. Dez é a camisa dele’; ‘Bandeiras desfraldadas no Maracanã’.
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‘O QUE RESTA DESTA FESTA’
A CBF não sabe quando o futebol volta a ser praticado com jogos normais. Nenhuma das autoridades constituídas, governador, de sua parte, desconhece em que dia ou mês, o fim do isolamento social se dará. Com o panorama da situação reinante, de certo, ‘o que resta desta festa’, é só um emaranhado de preocupações. Sem sombra de risos e alegrias, mas muita crença no Salvador, num futuro de brilho, fé e esperança.

Luiz Penido, um renomado profissional que também se formou na Globo, continuaria empolgando a galera que lhe é seguidora, não do modo que gostaria, diante de tanta incerteza no horizonte do país e do mundo. Claro que com a força dos recursos financeiros que movimenta, o futebol não é tudo na vida, embora seja a paixão de um grandioso público, independentemente de suas condições sociais– pobres ou remediados.
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ONDAFNAL.COM UM
/o Difícil a Nacional ter uma FM no Rio tentando a freqüência hoje pertencente à Roquette Pinto (94).

ONDAFINAL.COM DOIS
/o MEC FM uma boa opção nesse tempo de coronavírus. E quem se habilita ouvi-la com o nível do país?

sábado, 25 de abril de 2020

Direto das Ondas

NO TEMPO DO CORONAVÍRUS
1. Um pool de emissoras FMs do Rio está apresentando, em diversos horários, o Fique em Casa. É um programa de util pública e serviços, aconselhamentos e dicas para a população se precaver contra o coronavírus. O espaço, aberto para entrevistas online com autoridades médicas, é intermediado com músicas.

2. O comunicador Cristiano Santos, da Super Tupi, internado com o Covid-19, já recebeu alta, e se encontra em recuperação em casa. Sérgio Luiz, voz oficial da emissora o substitui nos programas dele um diário, e outro semanal.

3. Está faltando coordenação nas atrações dos finais de semana em reprises que a Nacional e MEC baseiam sua programação há alguns anos. No domingo (19) Osmar Frazão se referia ao cantor Roberto Luna (90 anos) e citou Luiz Vieira, frisando que ‘estão entre nós’. O autor de Menino Passarinho morreu em janeiro, aos 91 de idade. Deixou, por certo, precioso legado para o país.

4. Francisco Barbosa pegou coronavírus e continuou trabalhando. Fez segredo de ter contraído a doença, disse ao site Audiência Carioca. No sábado passado (18), em conseqüência, ficou em casa de repouso com orientação médica, e sentindo-se melhor, foi autorizado a retornar às atividades no começo da semana.

5. Ex-chefe de reportagem na Tupi, onde também dava dicas sobre cinema, com recente passagem pela SulAmérica Paradiso, Ana Rodrigues está, agora na BandNews, Rio. Aproveita esses tempos de coronavírus para prestar os mesmos serviços, mostrando um dos caminhos a seguir, entre os quais a leitura de livros.


sábado, 18 de abril de 2020

DIreto das Ondas

ABCEDÁRIO DE NOTÍCIAS VI

EDSON Mauro – Alagoano, desembarcou no Rio na década de 80 para trabalhar na Globo, equipe liderada por Waldir Amaral. Substituíra um conterrâneo deste, o goiano Antônio Porto, narrador de voz portentosa e um produtor de excepcional visão de programas de rádio. Quando Waldir trocou a emissora pela Jornal do Brasil, brigado com o dono do negócio Roberto Marinho levou os principais componentes do grupo. Edson, o Bom de Bola, não foi. Preferiu a Tupi, para a qual seguiu também o Sérgio Noronha. O contrato de dois anos com a emissora da Condessa Pereira Carneiro não seria renovado. A opção do Waldir foi a Nacional, onde ficaria apenas um, dos três que havia acertado. Edson reingressava na Globo, emissora em que permanece até os dias presentes. Já participou de oito Copas Mundo, sendo seis nos locais dos jogos que descreveu.

GLÁUCIA Araújo – Depois de um estágio na Escola de Rádio do Rui Jobim, Gláucia passou pela Antena 1, RPC e Fluminense. Foi por gostar de gente e de escrever que virou locutora e jornalista. É apresentadora de duas emissoras do Rio – a Nacional AM e a SulAmérica Paradiso FM, estando há mais tempo na primeira.Houve uma ocasião em que Gláucia vivia num corre-corre incrível, pois atuava simultaneamente em três estações. Eram a Nacional, Beat98 (já extinta) e FM O Dia, freqüência cooptada da RPC, que acabou. Somente a partir de 2014 ela conseguiria manter horário fixo na estatal. Para as outras, os alternativos, inclusive nas madrugadas em O Dia. Paralelo igual em número de rádios ao mesmo tempo é o de um velho profissional – Jorge Baccarin. Numa fase de sua vida cumpria horário na Capital, Carioca (hoje Sucesso) e Metropolitana.

MARCUS Vinícius -- Setorista do Vasco na Globo, década de 90, Marcus era também produtor do Show da Madrugada, de meia-noite às 3h, com Washington Rodrigues e Hilton Abi-Rihan. Foi um programa de memorável atração na história da emissora, e durou apenas de 1993 a 1995. Entrevistava grandes nomes da música popular, cartazes em casas de espetáculos naquele horário. Marcus ia ao local ou por telefone estabelecia a ‘ponte’ para o Apolinho e Abi com os artistas. A rádio e o Velho Apolo não chegaram a um acordo na renovação de contrato. Ele se transferiu para a Tupi e Marcus para a Manchete, que só transmitia jogos do Flamengo e mantinha um especial com Zico e craques do passado, que o jornalista coordenava. Algum tempo depois de se afastar da rádio dos Bloch, Marcus (o Mister Bean) foi chamado por Apolinho. Criaria o Robetão, Robô-ET-Anão. É titular do Show de Bola, misto de futebol e samba, sábados à noite.

RAPHAEL de França -- Neto, filho e sobrinho de radialistas. Optasse por outra profissão, estaria contrariando seu destino, a vocação genética. O inesquecível avô Luiz de França (1946-2017) dos anos gloriosos da Globo levava-o para assistir, ainda menino, calças curtas, o programa que comandava. E, ele se interessou primeiro pelos elementos básicos da técnica, setor por onde se iniciou. De assistente de produção, incentivado pelo ‘velho’, mãe Adriana e tio França Júnior, muito cedo conduzia programas e, precocemente coordenava a programação da Manchete, controlada pelo empresário Miguel Nasseh. A emissora, todavia, encerrava atividades em novembro de 2015.Desde novembro passado, coincidentemente, Raphael está de volta ao meio, na 94 FM (Roquette Pinto), que abriu vagas para os profissionais em disponibilidade. Ele se divide entre a apresentação de um programa e direção do departamento referente.

RUBEM Confete – Um dos maiores conhecedores do chamado samba de raiz e do que já produziram (e produzem) as agremiações na era contemporânea em seus desfiles na Marquês de Sapucaí, Confete é páreo duríssimo para o Adelzon Alves. Esse profissional com sobrenome de um apetrecho fartamente utilizado nas fantasias de velhos carnavais, começou carreira na extinta Roquette Pinto AM, fechada pelo governo de Marcello Alencar, após sucessivos problemas com a manutenção de sua torre. Dela para a Nacional, Confete não demorou. Foi figura constante em sua programação diária, e destaque nos dias dedicados a Momo. Com a cantora Dorina formou dupla, por certo tempo, na apresentação de Ponto do Samba, transformado há pouco, em edições dos fins de semana.
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AS REPRISES DA TV
Cidinha Campos, jornalista e apresentadora do rádio afirmou na segunda-feira (13) que não assiste reprises de novelas da televisão ‘nem que a vaca tussa’. No pacote atual da Globo, em decorrência do coronavírus, são reprisadas Mundo Novo, Totalmente Demais e Fina Estampa. Alguns atores em repetecos.O Paulo Rocha, por exemplo, aparece em três horários. Caio Castro, Adriana Biroli e Viviane Pasmanter em dois. E têm outros, menos conhecidos.
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OndaFinal.Com
/o Até o dia 6 de março, uma sexta-feira, as edições vespertinas do informativo Sentinelas da Tupi eram lidas por Lica Oliveira. O que aconteceu com ela? Nada contra a Valéria Marques que ficou no horário.




sábado, 11 de abril de 2020

Direto das Ondas/Especial

NO BALANÇO DO CORONAVÍRUS

A BandNews apresentou durante esta semana uma série de programas especiais sobre os problemas causados pelo coronavírus. Exemplos, histórias e dicas, abordando ações individuais e coletivas de pessoas que se uniram para pensar no outro.

Interagindo com o público, a rádio buscou saber o que os ouvintes estão vendo de errado nas ruas, conferiu a opinião de autoridades sanitárias, médicos e infectologistas, envolvidos na missão de esclarecer a população e, principalmente, salvar vidas.

Aos relatos de emocionados pacientes que superaram a doença voltando à sua condição normal, juntaram-se depoimentos dos que lhes são mais próximos, seus familiares e amigos.

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COM A METADE
A Super Tupi está com mais da metade de seus comunicadores fazendo programas de casa, os chamados home office.

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AÇÃO DE APOIO
JB e a Cidade FM promovem ação de apoio ao comércio do Rio de Janeiro relacionadas às baixas causadas pela pandemia.

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SEM ESPORTES
A Covid-19 levou a Bandeirantes de São Paulo a dispensar sua equipe de esportes, e tirar o futebol de sua programação.

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O IMPACTO
Estudiosos afirmam: ‘Coronavírus impacta diretamente na audiência e no comercial de rádio em diferentes partes do mundo’.


sábado, 4 de abril de 2020

Direto das Ondas/Especial


DEU NO SHOW DO CLÓVIS MONTEIRO
O analista (Luiz) Felipe de Mello, colaborador desse matinal show está trabalhando de casa. A Ana Paula Portuguesa também, mesma situação em que vem atuando Washington Rodrigues, o Apolinho, com suas notícias (magras) do esporte, cujas competições, aqui e nos mais inimagináveis pontos do planeta estão interrompidas. Setoristas, com a dura missão de ‘tirarem leite de pedra’.

Quarta emissora no Rio, de acordo com o último boletim do Kantar Ibope Média, a Super Tupi tem no programa do Clóvis Monteiro um dos seus líderes, perdendo apenas para as transmissões de futebol, obrigatoriamente parado, em função do coronavírus. Instalado, digamos no estúdio A, Clóvis atua em companhia do operador Thiago Castro. No ambiente, não se vê viv’alma na mesa imensa.
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MENSAGENS
Ele recebe um punhado de mensagens via-áudio, pois, é forte nisso – a interatividade com o público. Na audição desta quinta-feira (2) ficou mais do que provado. Gente se oferecia para comerciar ‘quentinhas’, trabalhar em ambulância de hospital por estar desempregado, taxistas de aplicativos se lamentando pela falta de corridas. E, solicitação de outros ‘apoios’, nada surreais nos dias comuns.

Do Tupicóptero, Leonardo Salles ‘mostrava’ um panorama tranqüilo dos pontos cruciais da cidade. Em geral, trânsito com fluxo muito bom. Isabella Fraga que habitualmente o rende no turno, dava sua colaboração, não como repórter e, sim, na condição de produtora. Substituía, de casa, a Gilza Nunes, no momento adoentada. Seus colegas e fãs torcendo para que não seja o coronavírus.

Registrou-se na rádio esta semana um profissional com suspeita de contrair o Covid-19. É o Cristiano Santos, que se recupera em casa. Seu programa diário, às 8h das noites, foi entregue ao Sérgio Luiz, voz oficial das chamadas e vinhetas da emissora, também encarregado de fazer neste sábado (4) o Ele & Ela, com Vivi Romaneli.Também ficou para o Sérgio o comando de Domingo Show.
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IGNORÂNCIA
Durante o programa do Clóvis nesta quinta, a repórter Diana Rogers que trabalha em estúdio separado, do mesmo modo que os seus colegas, girando pelas ruas da cidade flagrou movimento bastante normal em Rocha Miranda. Nada condizente com uma pandemia que tanto preocupa pessoas conscientes.. Comércio aberto (inclusive lojas de calçados) e até algumas agências bancárias com idosos estendendo-se por longas filas.


Direto das Ondas


ABCEDÁRIO DE NOTÍCIAS V
ERMELINDA Rita – É a mais antiga repórter em atividade de rádio no Rio. Do tempo em que não havia internet e a redação das emissoras (e dos jornais) não possuíam computadores – o avanço maior dessas empresas eram máquinas elétricas de escrever. Ermelinda, ou simplesmente Ermê, garantiu-nos a coleguinha Beth Esteves, uma de suas amigas, é portuguesa e morava numa casa ao lado da sede do SGR na Rua do Russel, no bucólico bairro da Glória. A paixão pelas notícias vem desde a mocidade, menina ainda. Cursava jornalismo quando tentou ingressar na profissão. O cartaz que avisava ‘Não há vagas’, não foi suficiente para fazê-la desanimar. Conseguiu um estágio e, o compromisso de comparecer três vezes por semana à rádio. Acabou efetivada. Com o projeto Nova Rádio Globo, Ermelinda foi transferida para a CBN. Continua, como na fase inicial (e gloriosa) aparecendo muiro cedo, ali pelas cinco das manhãs.

ERALDO Leite – Em 1975 saiu de Campos para estudar jornalismo no Rio. Era repórter esportivo na Continental. Dois anos depois foi contratado pela Nacional. José Carlos Araújo estreava como titular de equipe. Em 1985, comecinho do ano, transferia-se para a Globo, para a qual Garotinho voltara um mês antes. Eraldo teve passagem pela Tupi, com um grupo de dissidentes liderado por Luiz Penido. Criou o Giro Esportivo, o mais longo informativo do gênero – de 8h à meia-noite. Chefiou reportagem, coordenou equipe entre 2009 e 2016, e comandou por dez anos o dominical Enquanto a Bola Não Rola. Também participou de (dez) Copas do Mundo. Promovido a comentarista em 2012, quando Luiz Penido substituiu o Garotinho, que deixara a Globo pela Bradesco.

JIMI Raw – Um dos participantes da equipe de comunicadores da extinta 98 FM (‘Você liga, é só sucesso’), cuja frequência atualmente é utilizada pela Globo (98,1), Jimi passou a maior parte de sua carreira na Super Tupi. Apresentando um musical de páginas antigas – o Baú, nas madrugadas de sábados para domingos. Ele substituiu, no horário, o Cirilo Reis, que baseou o programa no seu Musishow, na Rádio Nacional, e acumulava atividades nas duas estações. Niteroiense radicado em Teresópolis, Jimi faz hoje o mesmo tipo de apresentação na 94 FM, em a Turma do Rádio. Aos sábados, as 7h, com Amaury Santos no comando.

NAIR Amorim – Dubladora desde a década de 60, começou carreira nos anos 50 na Rádio Nacional, tendo passagem por novelas da televisão. É a segunda intérprete e vivenciar uma personagem popularizada pela produtora e também atriz, Aldenora Santos, falecida no último trimestre de 2019. Trata-se de A Pudica, quadro dedicado às simpatias, que compõe o programa do Antônio Carlos, na Super Rádio Tupi. Nair, pelo que se pode observar, é do tempo do rádio-teatro. Além de dubladora (ficou conhecida como a Velma Denkey, da série Scooby-Doo), Nairzinha -- assim chamada por AC – integra o lendário Patrulha da Cidade.

ROBERTO Canazio – Às vésperas de fechar um ano na SulAmérica Paradiso, (estava afastado desde o dia 17 para um período de quarentena) foi desligado do prefixo. Um dos mais categorizados comunicadores do rádio, Canazio passou 12 anos na emissora-matriz do SGR,nela permanecendo até ser consumado o fracasso do projeto que chamaram de Nova Globo. Cria da Manchete, onde trabalhou por quase vinte anos, referência para o grande público, atuou na Federal, de Niterói, espécie de embrião do que viria a ser a emissora de Bloch Editores.Com a segunda das três concordatas da rádio, ele aterrissou na Tupi. Transcorria o ano de 2001, era outubro, e, a partir dali ampliava sua popularidade.

WELLINGTON Campos – Mineiro de Formiga, repórter e narrador da Nacional a partir dos anos 80 lançou o bordão El Pasarito. Emitia-o toda vez que um time alcançava as redes da agremiação adversária. Era o seu modo de registrar o gol. Demitido da estatal depois de nela trabalhar 16 anos. Paralelamente exercia atividades na CBF, sendo um dos primeiros na era contemporânea contratado pela entidade. Ao ser dispensado pela Nacional efetivou-se na Itatiaia, de Belo Horizonte, para uma das quais fazia free-lancer. Esteve na equipe da Bandeirantes, no Rio, comandada por Luiz Carlos Silva. Há alguns anos como setorista da Tupi Wellington é veterano repórter a cobrir a CBF.

sábado, 28 de março de 2020

Direto das Ondas

SEM MEDO E... TODO CUIDADO
O reduzido movimento nas ruas em decorrência da preocupante ameaça do coronavírus fez ‘o trânsito complicado’ sumir do vocabulário dos repórteres que no dia a dia dão expediente na CET-Rio a serviço das emissoras cariocas. Ou trabalham a bordo de helicópteros. (É lógico, e evidente, que ‘quem vê cima, vê bem melhor’.)
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A LIBERDADE
Entretanto, o batido ‘obrigado pelas informações’ não teve o mesmo tratamento. Pelo que se pode perceber, não apenas um descuido no linguajar da classe, mas inescapável cacoete. Sabem naturalmente os talentosos apresentadores o que é falar de modo simples. A liberdade de expressão tem os seus princípios, e não admite deslizes.
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OS PARÂMETROS
A incidência do coronavírus determinou que o rádio mudasse seus parâmetros, sua estrutura. Quanto menor número de pessoas num estúdio, menos estresse, preocupações. Virou tarefa diária desinfectar aparelhagens, espumas de microfones e também individualizar os instrumentos de bastante utilidade para todo profissional.
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TERMO DA MODA
O home office tornou-se um termo da moda em conseqüência do que anda acontecendo no continente. As rádios localizadas nas cidades do país afora estão escalando profissionais para trabalhar em casa, optando, entre os seus contratados, pelos em condições físicas na faixa de risco da OMS – Organização Mundial de Saúde.
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OndaFinal.Com Um
/o Os comunicadores Roberto Canazio e Ernane Alves, a menos de um ano requisitados pela SulAmérica Paradiso, que pretendia modificar o seu perfil de programação, foram dispensados esta semana. Por causa do coronavírus. Com eles, cerca de vinte profissionais de outros setores, revelaram os sites Audiência Carioca e SRZD.

OndaFinal.Com Dois
/o Coronavírus tem a ver. O Debate que fecha a Turma do Rádio na 94 FM, audição deste sábado (28) foi reprise do que a emissora apresentou no dia 14. Estavam presentes na ocasião, além do âncora Amaury Santos, Ricardo Alexandre, Luiz Santoro (mais novo componente) e William Travassos, como convidado especial.

sábado, 21 de março de 2020

Direto das Ondas

CORONAVÍRUS MUDA GRADE DO RÁDIO
Assim como acontecera com a principal rede de televisão do país, o coronavírus alterou a grade de programação de importantes rádios das capitais brasileiras. No Rio, por exemplo,foram obrigadas a se adequarem a situação, SulAmérica Paradiso, 94 FM (Roquette) e a Jornal do Brasil.

Impedidas de fazerem programas ‘ao vivo’, nenhuma pode receber convidados em seus estúdios, aos quais devem comparecer somente os profissionais contratados, em maioria trabalhando em modo especial ou no regime de quarentena. Entrevistas só em gravações ou por telefones.

Com o fechamento de empresas, escolas, universidades, creches, academias, entidades culturais e instituições desportivas as ruas ficaram vazias. O movimento do trânsito e transportes reduzido, também tende a cair diante da recomendação para as pessoas permanecerem em casa.

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ALTERNÂNCIAS
A SulAmérica suspendeu o Manhã Paradiso na terça-feira (17), colocando o Roberto Canazio em quarentena. Redação Online, do Sérgio Gianotti, que era das 6h às 8h foi estendido até às 10. Rio na Palma da Mão, com Ernani Alves dispensou seus colaboradores de estúdio. Mais modificada por causa do coronavírus foi a 94 FM. Dividiu as tarefas de seus repórteres, e diminuiu as atuações dos comunicadores. A JB ampliou as edições do Painel (manhã e tarde) e cancelou as promoções.

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PRESERVAÇÃO
A partir da quinta-feira (19) o Show do Apolinho, com Washington Rodrigues, na Super Tupi, está sendo feito da casa dele. É conseqüência da ameaça do coronavírus, medida de preservação adotada pela direção. A emissora montou uma estrutura para que isso fosse possível. O Velho Apolo,83 anos, é um profissional do veículo que está, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), na faixa de risco.

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EM MEIA BOMBA
Por ser uma estação do Rio com o maior número de contratados, a Super Tupi emprega uma gama de apresentadores idosos. Se for adotar rigorosamente medidas preventivas, restritivas, terá obrigação de utilizar o mesmo esquema em mais da metade de seus programas. Na faixa de risco da OMS estão, entre outros Clóvis Monteiro, Francisco Barbosa, Maurício Menezes, Gilson Ricardo, Cidinha Campos e o Antônio Carlos.

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OndaFinal.Com
/o Emerson Rocha é o mais novo narrador esportivo da praça. Estreou no sábado (14) no jogo do Flamengo e Portuguesa pela Taça Rio que a Tupi transmitiu. Foi convocado para o compromisso duas horas antes, pois a partida seria pelo sistema off tube, utilizando as imagens da Fla-TV. Ex-repórter e plantonista da Globo, atualmente ele faz ‘frila’ para a SulAmérica Paradiso cobrindo o movimento do trânsito na cidade.