Datam dos anos 60 no rádio esportivo os slogans de locutores e comentaristas, sendo o destes últimos o motivo da crônica que desenvolvemos nas linhas que seguem. Luiz Mendes, “o da palavra fácil”, mais antigo no país passou a utilizá-lo em 1969 durante uma temporada na Continental, há alguns anos extinta. A denominação ele ganhou do Carlos Marcondes que, além de comentarista – “o da prova real” – era gerente de esporte da emissora. Ruy Porto, outro em evidência naquele tempo, se intitulava “o de todas as classes”.
Destaque na Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 70 (participou também da de 66) Gérson migraria para o rádio depois de pendurar as chuteiras em 1973. A função de comentarista ele começou a exercer no ano seguinte na Tupi, convocado pelo Doalcei Camargo, que abriria espaço para outros ex-jogadores – Telê Santana e Raul Plasman. O “canhotinha de ouro”, como era tratado nos campos de futebol (20 anos de carreira), serviria para ser o slogan de Gérson, que se encontra em atividade há seguramente 40 anos.
Washington Rodrigues, o Apolinho, mais próximo do Luiz Mendes em quilometragem profissional e popularidade era “o da palavra mágica” na transição da Nacional para a Globo em 1984, trocando pelo “o mais ouvido do Brasil”. Em 1985 Jorge Nunes integrava a equipe do José Cunha na Rádio Tamoio. Amigo do Apolinho (que voltara à Tupi no início de 1999) caiu de pára-quedas na emissora, onde seria a terceira opção de analistas. Devido à desistência do Luiz Ribeiro (“o da opinião definitiva”) que substituiu Roberto Figueiredo em 2001, “o comentarista do povo” ganhou a vaga e cresceu com sua originalidade.
Antes de se transferir para o esporte da Nacional, onde atua há muito tempo, Mário Silva foi repórter “da geral”. Deixou os campos pelas cabines na mesma época em que o Apolinho fora promovido. Seu slogan: “o comentarista que não esconde o jogo”. Rubem Leão – “uma fera de comentarista” – , hoje na Tupi teve a então batizada 1440 AM (depois Rádio Livre) como seu primeiro endereço. A safra de novos comentaristas no rádio carioca remete a esse período com Waldir Luiz (“o que sabe o que diz”), da Nacional e, o atualmente companheiro dele, Jorge Ramos (“o que não deixa dúvidas”), lançado na Roquette.
Tem ainda o bem rodado Felipe Cardoso, que mudou de função no “Momento esportivo” na Brasil AM, referência para a classe. Cooptado pela Globo há cerca de dois anos com o apoio do Eraldo Leite, Felipe virou “o comentarista do momento”. Menos votados nessa lista, Marcos Marcondes e Rodolfo Motta, ambos na Manchete. Aquele, com uma corruptela do slogan do falecido pai – citado no começo -- “o que tira a prova real”; este, “o comentarista perfeito”, por conservar o hábito de usar tal palavra em suas conversações com os colegas.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
A voluntária visão do trânsito
Nas primeiras horas do dia nas grandes cidades o maior problema dos tempos modernos tem sido o trânsito. O número de pessoas a caminho do trabalho ou escola cresceu muito nas últimas décadas, assim como o de proprietários de veículos, paralelamente ao de ônibus, meio mais comum de transporte de massa. (Recente pesquisa revela: duas mil e novecentas mortes ocorrem por mês nas estradas no Brasil). O trânsito é assunto de alto interesse para as emissoras de rádio.
No Rio, atualmente, nenhuma emissora está focalizando o tema conforme o “Show da manhã” da Tupi, com o Clóvis Monteiro. Depois de numerosas modificações no programa ao longo dos anos, Clóvis acertou em cheio na fórmula, uma prestação de serviços com a participação efetiva dos ouvintes. Motorizados ou não, os colaboradores utilizam celulares, fazendo as vezes de repórteres numa atividade voluntária em apoio aos setoristas que acompanham as câmeras da CET-Rio.
Essa inovação se desenvolve na primeira hora do programa. Dele participam os jornalistas Maurício Menezes e Jorge Nunes comentando os destaques do dia; o humorista Maurício Manfrini com seu arsenal de piadas; a astróloga Glória Britto com o “horóscopo positivo”; e Washington Rodrigues com as novidades do futebol. O amigo do “Pai Vivi”, que aparece em duas edições, incorpora a ‘Juju” (fofoqueira da concorrente) em sua visão bem-humorada sobre a novela das nove.
// O “Se liga Rio” do Roberto Canázio teve audição especial na quinta-feira 10 deste mês, direto de São José do Vale do Rio Preto, uma das cidades atingidas pelas chuvas de janeiro na Região Serrana. A recepção ao radialista da Globo foi bastante calorosa. Dinheiro versus felicidade e o amor entre as pessoas -- alguns assuntos debatidos com o público. São José, um exportador de caqui, com diversificada produção agrícola aguarda verbas estaduais para normalizar sua colheita.
A escolha é sua
-/- “Rádio sociedade”, com Denise Viola. MEC AM 800 -- de segunda a sexta, às 8h.
-/- “Show do Mário Belizário”. Sucesso 710 -- de segunda a sexta, às 8h.
-/- “CBN Rio”, com Lúcia Hipólito. CBN AM 860/FM 92,5 – de segunda a sexta, às 9h30.
-o- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” – o livro para Você. Receba o exemplar em casa, bastando nos informar dados essenciais, endereço e CEP. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar. Nosso e-mail: florylemond@bol.com.br
No Rio, atualmente, nenhuma emissora está focalizando o tema conforme o “Show da manhã” da Tupi, com o Clóvis Monteiro. Depois de numerosas modificações no programa ao longo dos anos, Clóvis acertou em cheio na fórmula, uma prestação de serviços com a participação efetiva dos ouvintes. Motorizados ou não, os colaboradores utilizam celulares, fazendo as vezes de repórteres numa atividade voluntária em apoio aos setoristas que acompanham as câmeras da CET-Rio.
Essa inovação se desenvolve na primeira hora do programa. Dele participam os jornalistas Maurício Menezes e Jorge Nunes comentando os destaques do dia; o humorista Maurício Manfrini com seu arsenal de piadas; a astróloga Glória Britto com o “horóscopo positivo”; e Washington Rodrigues com as novidades do futebol. O amigo do “Pai Vivi”, que aparece em duas edições, incorpora a ‘Juju” (fofoqueira da concorrente) em sua visão bem-humorada sobre a novela das nove.
// O “Se liga Rio” do Roberto Canázio teve audição especial na quinta-feira 10 deste mês, direto de São José do Vale do Rio Preto, uma das cidades atingidas pelas chuvas de janeiro na Região Serrana. A recepção ao radialista da Globo foi bastante calorosa. Dinheiro versus felicidade e o amor entre as pessoas -- alguns assuntos debatidos com o público. São José, um exportador de caqui, com diversificada produção agrícola aguarda verbas estaduais para normalizar sua colheita.
A escolha é sua
-/- “Rádio sociedade”, com Denise Viola. MEC AM 800 -- de segunda a sexta, às 8h.
-/- “Show do Mário Belizário”. Sucesso 710 -- de segunda a sexta, às 8h.
-/- “CBN Rio”, com Lúcia Hipólito. CBN AM 860/FM 92,5 – de segunda a sexta, às 9h30.
-o- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” – o livro para Você. Receba o exemplar em casa, bastando nos informar dados essenciais, endereço e CEP. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar. Nosso e-mail: florylemond@bol.com.br
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Um oásis em noite de futebol
Quarta-feira, 26 de janeiro. Noite. Verão. Calor (a estação é pródiga). Terceira rodada do Campeonato Carioca. Jogam Flamengo e Americano. “Aqui, o futebol é mais emoção” – afirmam os locutores fazendo o marketing de seus prefixos. Alguns transmitem do local (Macaé), outros através do “geladão” – de olho na telinha no estúdio refrigerado, pois em casos muito comuns é assim que funciona o sistema. Na Globo, “o juventude da serra” Fernando Bonan dá o recado. Na Tupi, Luiz Penido faz o alerta: “a bola não para de rolar”.
Evaldo José na CBN descreve que ”o jogador F chutou pro gol”, para logo em seguida, emendar: “pra fora!” (Voz bonita, dicção perfeita, mas... Já reparou, você que nos acompanha, o número de vezes que ele se corrige durante uma partida?) Hugo Lago (“o artilheiro da emoção”) na Brasil mostra que tem qualidades para competir com as feras do ramo. Nota-se em cada transmissão o seu progresso. Ao lado dele (no estúdio, com certeza) estava o Gustavo Adolfo, no trabalho próprio dos “pontas” nos “campos de jogo”, termo recorrente.
Curioso. Gustavo, Wagner Menezes (da Tupi) e Cláudio Perrault (que participava do jogo seguinte entre Botafogo e Madureira, com o Edson Mauro) são muito chegados ao cacoete verbal “é verdade”. Chamados pelos narradores de suas emissoras, respondem invariavelmente com essa expressão. Por que será que profissionais tão categorizados como eles não se livram de tal recurso? Os três, porém, não estão sozinhos, havendo outros que procedem da mesma forma, como se obedecessem a um código de conduta.
Nenhum preconceito com a Nacional e Manchete que ficaram fora desse nosso giro pelo “dial”. Numa pausa em nova rodada do mais charmoso (segundo os locutores esportivos), fomos parar na MEC AM. Ali pelas 11 da noite deparamos com “Sala de música”, do Jorge Roberto Martins, que apresentava “Clássicos”, especial sobre a MPB. Verdadeiro oásis num horário em que o futebol prevalece. Qualquer estudioso garantiria ser o que há de melhor na programação do AM no Rio – texto, seleção, tudo com muito bom gosto e capricho.
A escolha é sua
-/- “Atualidades”, com Cadu de Freitas. MEC AM 800, de segunda a sexta, às 11h.
-/- “Alô Daysi”, com Daysi Lúcidi. Nacional 1130, de segunda a sexta, às 11h.
-o- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” – o livro para Você. Receba seu exemplar em casa, bastando nos informar dados essenciais, endereço e CEP. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar. Nosso e-mail: florylemond@bol.com.br
Evaldo José na CBN descreve que ”o jogador F chutou pro gol”, para logo em seguida, emendar: “pra fora!” (Voz bonita, dicção perfeita, mas... Já reparou, você que nos acompanha, o número de vezes que ele se corrige durante uma partida?) Hugo Lago (“o artilheiro da emoção”) na Brasil mostra que tem qualidades para competir com as feras do ramo. Nota-se em cada transmissão o seu progresso. Ao lado dele (no estúdio, com certeza) estava o Gustavo Adolfo, no trabalho próprio dos “pontas” nos “campos de jogo”, termo recorrente.
Curioso. Gustavo, Wagner Menezes (da Tupi) e Cláudio Perrault (que participava do jogo seguinte entre Botafogo e Madureira, com o Edson Mauro) são muito chegados ao cacoete verbal “é verdade”. Chamados pelos narradores de suas emissoras, respondem invariavelmente com essa expressão. Por que será que profissionais tão categorizados como eles não se livram de tal recurso? Os três, porém, não estão sozinhos, havendo outros que procedem da mesma forma, como se obedecessem a um código de conduta.
Nenhum preconceito com a Nacional e Manchete que ficaram fora desse nosso giro pelo “dial”. Numa pausa em nova rodada do mais charmoso (segundo os locutores esportivos), fomos parar na MEC AM. Ali pelas 11 da noite deparamos com “Sala de música”, do Jorge Roberto Martins, que apresentava “Clássicos”, especial sobre a MPB. Verdadeiro oásis num horário em que o futebol prevalece. Qualquer estudioso garantiria ser o que há de melhor na programação do AM no Rio – texto, seleção, tudo com muito bom gosto e capricho.
A escolha é sua
-/- “Atualidades”, com Cadu de Freitas. MEC AM 800, de segunda a sexta, às 11h.
-/- “Alô Daysi”, com Daysi Lúcidi. Nacional 1130, de segunda a sexta, às 11h.
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domingo, 30 de janeiro de 2011
O novo melhor que o titular
Comentarista esportivo há pouco tempo Jorge Ramos assumiu, nas férias do Carlos Borges, o comando de “No mundo da bola”, cartaz da Nacional. Mais antigo do gênero no rádio do Rio, criação do lendário Antônio Cordeiro, o programa surgiu em 1947. Transmitido às 11h e meia da noite perto de uma década, “No mundo...” ganhou melhor ritmo com o novo contratado, embora tenha a participação de setoristas amadores em vez de profissionais experientes.
Ramos, locutor com passagens por diversos prefixos, começou a comentar futebol em 2005 na Roquette Pinto, integrando a equipe do Luiz Carlos Silva, que acumulava funções na inexpressiva Rádio Livre. Carlos Borges é titular de “No mundo...” desde setembro de 1996. Ao longo dos anos, quando o programa ia ao ar nos finais de tardes, passaram por ele Vitorino Vieira, Paulo César Tênius, Júlio César Santana, José Carlos Araújo e Luiz Penido, entre outros.
// Há nove anos fazendo programa noturno na Rádio Tupi -- um dos principais trunfos da emissora --, Luiz Ribeiro consolidou ainda mais sua trajetória profissional. Seu apurado senso de repórter levou-o do estúdio no Rio para um posto avançado em Teresópolis, centro da tragédia na Região Serrana, dia 12 deste mês. O nível do trabalho que desenvolveu no período foi um dos destaques em meio a cobertura da mídia impressa e eletrônica. Rádio com R maiúsculo.
// Comuns na hora do rush nos tempos modernos nas grandes metrópoles, engarrafamentos incomodam a muita gente. Segundo pesquisa recente, 66,6 por cento dos brasileiros sofrem com o problema. É pauta natural nas redações das emissoras, principalmente populares. “O trânsito está complicado...” -- explicam alguns repórteres que cobrem o assunto. Falam todo dia a mesma coisa, como se não existissem outros termos para definir a situação.
A escolha é sua
-/- “Nossa terra, nossa gente”, com Luiz Vieira. Sucesso AM 710 -- de segunda a sexta, às 6h.
-/- “David dá show”, com David Rangel. Manchete AM 760 -- de segunda a sexta, às 7h.
-/- “Alô Rio”, com Hilton Abi-Rihan. Nacional AM 1130 -- de segunda a sexta, às 8h.
-o- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão”-- o livro para Você. Receba seu exemplar em casa, bastando nos informar endereço, CEP e dados essenciais. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar. Nosso e-mail: florylemond@bol.com.br
Ramos, locutor com passagens por diversos prefixos, começou a comentar futebol em 2005 na Roquette Pinto, integrando a equipe do Luiz Carlos Silva, que acumulava funções na inexpressiva Rádio Livre. Carlos Borges é titular de “No mundo...” desde setembro de 1996. Ao longo dos anos, quando o programa ia ao ar nos finais de tardes, passaram por ele Vitorino Vieira, Paulo César Tênius, Júlio César Santana, José Carlos Araújo e Luiz Penido, entre outros.
// Há nove anos fazendo programa noturno na Rádio Tupi -- um dos principais trunfos da emissora --, Luiz Ribeiro consolidou ainda mais sua trajetória profissional. Seu apurado senso de repórter levou-o do estúdio no Rio para um posto avançado em Teresópolis, centro da tragédia na Região Serrana, dia 12 deste mês. O nível do trabalho que desenvolveu no período foi um dos destaques em meio a cobertura da mídia impressa e eletrônica. Rádio com R maiúsculo.
// Comuns na hora do rush nos tempos modernos nas grandes metrópoles, engarrafamentos incomodam a muita gente. Segundo pesquisa recente, 66,6 por cento dos brasileiros sofrem com o problema. É pauta natural nas redações das emissoras, principalmente populares. “O trânsito está complicado...” -- explicam alguns repórteres que cobrem o assunto. Falam todo dia a mesma coisa, como se não existissem outros termos para definir a situação.
A escolha é sua
-/- “Nossa terra, nossa gente”, com Luiz Vieira. Sucesso AM 710 -- de segunda a sexta, às 6h.
-/- “David dá show”, com David Rangel. Manchete AM 760 -- de segunda a sexta, às 7h.
-/- “Alô Rio”, com Hilton Abi-Rihan. Nacional AM 1130 -- de segunda a sexta, às 8h.
-o- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão”-- o livro para Você. Receba seu exemplar em casa, bastando nos informar endereço, CEP e dados essenciais. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar. Nosso e-mail: florylemond@bol.com.br
domingo, 23 de janeiro de 2011
Ouvinte de uma só emissora
K, um sapateiro brigou feio com a mulher que foi pegar um dinheiro extra em sua loja. Ela simplesmente girou o botão do dial, depois de resmungar “que coisa horrível isso!” O artesão ouvia a “Patrulha da cidade”. (*1) –o— M, bancário em boa forma física, peladeiro de fins de semana, quase despediu a arrumadeira, por ter tirado da estação o seu rádio-relógio. Não perde por nada as audições do “Panorama esportivo”. (*2) –o-- R, doméstica na faixa de 50 anos de idade, ameaçou de surra um sobrinho que mexera no seu rádio portátil. Sua emissora é aquela em que o Luiz de França trabalha. Acompanha-o sempre. (*3)
Historinhas (e exageros) à parte, impressiona-me as pessoas que, ao longo dos dias, semanas, meses e anos ouvem uma só emissora de rádio. Gente admirável. Fidelidade tamanha pode ser comparada a de escudeiros inarredáveis. Tomemos, por exemplos, as mais populares do Rio -- Globo, Tupi e Manchete. Que o ouvinte escolha uma delas como favorita. Dentro das disponibilidades – lá está ele sintonizado e, conforme o grau de dedicação, sabe quase tudo a respeito de programas, comunicadores. “Na Rádio Globo você fica bem informado!” “Na Rádio Tupi você fica muito bem informado!” (Manchete copia a Globo).
Os promocionais acima lembram o escritor canadense Marshall McLuhan, considerado o “Papa” da moderna comunicação, que ensinava: “A melhor maneira de conquistar o público é se dirigir a ele no singular”. Bem informados, de fato, são alguns profissionais do meio e classes privilegiadas que dispõem de recursos para ler jornais, revistas, livros, freqüentarem cinemas e teatros regularmente, ou até, visitarem os museus das cidades... O noticiário das rádios e das televisões no dia a dia – pela dinâmica dos veículos – é, normalmente, superficial. Na realidade, ficam mais ou menos informados, os que se limitam a essas mídias.
(*1) Criação de Affonso Soares na Tupi, existe há 50 anos. Apresentado por Coelho Lima, tem participações de Garcia Duarte e dos atores Cordélia Santos, Maurício Manfrini, Marcus Veras e Simone Molina.
(*2) Lançado na Globo em janeiro de 1985, o primeiro apresentador foi Eraldo Leite. Com o afastamento dele, que se transferiu para a Tupi em 1988 seguindo um grupo de dissidentes, Gilson Ricardo assumiu o posto.
(*3) Luiz de França mudou-se para a Manchete em maio de 2007. Fez carreira gloriosa na Globo, sua segunda rádio no Rio, até dezembro de 1998. Em fevereiro de 1999 voltava a Tupi, que seria o seu novo endereço.
--o-- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” atende o seu interesse. Para receber o exemplar em casa, informe-nos pelo e-mail florylemond@bol.com.br seu endereço e CEP. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar.
Historinhas (e exageros) à parte, impressiona-me as pessoas que, ao longo dos dias, semanas, meses e anos ouvem uma só emissora de rádio. Gente admirável. Fidelidade tamanha pode ser comparada a de escudeiros inarredáveis. Tomemos, por exemplos, as mais populares do Rio -- Globo, Tupi e Manchete. Que o ouvinte escolha uma delas como favorita. Dentro das disponibilidades – lá está ele sintonizado e, conforme o grau de dedicação, sabe quase tudo a respeito de programas, comunicadores. “Na Rádio Globo você fica bem informado!” “Na Rádio Tupi você fica muito bem informado!” (Manchete copia a Globo).
Os promocionais acima lembram o escritor canadense Marshall McLuhan, considerado o “Papa” da moderna comunicação, que ensinava: “A melhor maneira de conquistar o público é se dirigir a ele no singular”. Bem informados, de fato, são alguns profissionais do meio e classes privilegiadas que dispõem de recursos para ler jornais, revistas, livros, freqüentarem cinemas e teatros regularmente, ou até, visitarem os museus das cidades... O noticiário das rádios e das televisões no dia a dia – pela dinâmica dos veículos – é, normalmente, superficial. Na realidade, ficam mais ou menos informados, os que se limitam a essas mídias.
(*1) Criação de Affonso Soares na Tupi, existe há 50 anos. Apresentado por Coelho Lima, tem participações de Garcia Duarte e dos atores Cordélia Santos, Maurício Manfrini, Marcus Veras e Simone Molina.
(*2) Lançado na Globo em janeiro de 1985, o primeiro apresentador foi Eraldo Leite. Com o afastamento dele, que se transferiu para a Tupi em 1988 seguindo um grupo de dissidentes, Gilson Ricardo assumiu o posto.
(*3) Luiz de França mudou-se para a Manchete em maio de 2007. Fez carreira gloriosa na Globo, sua segunda rádio no Rio, até dezembro de 1998. Em fevereiro de 1999 voltava a Tupi, que seria o seu novo endereço.
--o-- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” atende o seu interesse. Para receber o exemplar em casa, informe-nos pelo e-mail florylemond@bol.com.br seu endereço e CEP. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar.
sábado, 15 de janeiro de 2011
As trilhas sonoras da Montenegro
Nome de ponta entre os principais na lista de preferências do novelista Sílvio de Abreu, a atriz Fernanda Montenegro aproveitou uma folga nas gravações finais de “Passione” e prestou depoimentos na Rádio MEC FM. Foi no “Kinoscope”, programa apresentado às quintas-feiras, dez da noite que fala sobre trilhas sonoras de filmes, onde Fabiana Canosa entrevista uma celebridade. O primeiro da série com a dama do teatro aconteceu no dia 6 deste mês.
Estas as favoritas de Fernanda no programa da 98,9: “Douce France” (Charles Trenet); “O cangaceiro” (Tradicional); “Street scene” (Alfred Newman); “Último tango em Paris” (Gato Barbieri); “...E o vento levou” (Max Steiner); “Rastros de ódio” (Max Steiner); “O homem do braço de ouro” (Elmer Bernstein); “Era uma vez no oeste” (Ennio Moricone); “Lope” (Jorge Drexler); “Ben-Hur” (Miklos Rosza); e “O amor nos tempos do cólera” (Antonio Pinto).
Fernanda iniciou-se como locutora em 1945 na MEC AM – a pioneira no país. Em 1947 na Guanabara (Bandeirantes desde os anos 80), conheceu Chico Anísio, atuando com ele em peças de rádio-teatro. Chico se classificara em segundo lugar num concurso de locutores, de que Sílvio Santos foi o vencedor. O começo do humorista ocorreu no programa “Poemas da madrugada”, em que ele declamava poesias, intermediadas por músicas.
// Brasileiro naturalizado, Fábio Antônio é o novo chefe de jornalismo da Rádio Manchete, em que trabalhara em 2006 na volta da emissora ao “dial”, permanecendo pouco tempo. Passou pela Roquette Pinto, Mundial (cujo projeto de inovação fracassara) e Sucesso, ex-Carioca. Foi produtor do “Programa Haroldo de Andrade” com Wilson Silva e Márcio de Souza, na derradeira equipe do saudoso comunicador, que a Globo dispensara em 2002.
A escolha é sua
-/- “Show do Antônio Carlos”. Globo AM 1220/FM 89,3. De segunda a sábado, às 6h da manhã.
-/- “Show da manhã do Clóvis Monteiro”. Tupi AM 1280/FM 96,5. De segunda a sábado, às 6h.
-/- “Jornal da CBN, 1ª edição”, com Heródoto Barbeiro. CBN AM 860/FM 92,5. De segunda a sexta, às 6h.
-o- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” atende o seu interesse. Para receber o exemplar em casa, informe-nos pelo e-mail florylemond@bol.com.br seu endereço e CEP. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar.
Estas as favoritas de Fernanda no programa da 98,9: “Douce France” (Charles Trenet); “O cangaceiro” (Tradicional); “Street scene” (Alfred Newman); “Último tango em Paris” (Gato Barbieri); “...E o vento levou” (Max Steiner); “Rastros de ódio” (Max Steiner); “O homem do braço de ouro” (Elmer Bernstein); “Era uma vez no oeste” (Ennio Moricone); “Lope” (Jorge Drexler); “Ben-Hur” (Miklos Rosza); e “O amor nos tempos do cólera” (Antonio Pinto).
Fernanda iniciou-se como locutora em 1945 na MEC AM – a pioneira no país. Em 1947 na Guanabara (Bandeirantes desde os anos 80), conheceu Chico Anísio, atuando com ele em peças de rádio-teatro. Chico se classificara em segundo lugar num concurso de locutores, de que Sílvio Santos foi o vencedor. O começo do humorista ocorreu no programa “Poemas da madrugada”, em que ele declamava poesias, intermediadas por músicas.
// Brasileiro naturalizado, Fábio Antônio é o novo chefe de jornalismo da Rádio Manchete, em que trabalhara em 2006 na volta da emissora ao “dial”, permanecendo pouco tempo. Passou pela Roquette Pinto, Mundial (cujo projeto de inovação fracassara) e Sucesso, ex-Carioca. Foi produtor do “Programa Haroldo de Andrade” com Wilson Silva e Márcio de Souza, na derradeira equipe do saudoso comunicador, que a Globo dispensara em 2002.
A escolha é sua
-/- “Show do Antônio Carlos”. Globo AM 1220/FM 89,3. De segunda a sábado, às 6h da manhã.
-/- “Show da manhã do Clóvis Monteiro”. Tupi AM 1280/FM 96,5. De segunda a sábado, às 6h.
-/- “Jornal da CBN, 1ª edição”, com Heródoto Barbeiro. CBN AM 860/FM 92,5. De segunda a sexta, às 6h.
-o- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” atende o seu interesse. Para receber o exemplar em casa, informe-nos pelo e-mail florylemond@bol.com.br seu endereço e CEP. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Uma enciclopédia empoeirada
Veteraníssimo homem de rádio, Osmar Frazão sabe tudo sobre música popular brasileira de mil novecentos e antigamente. É uma verdadeira enciclopédia amparada pelos inúmeros verbetes do cancioneiro do país. Nas manhãs de domingos (reprise às segundas-feiras, à noite), ele mantém na Rádio Nacional, o “Histórias do Frazão”. Ao contrário de colegas de sua época – Daysi Lúcidi e Ricardo Cravo Albin, por exemplos --, Frazão não se modernizou.
O seu comportamento na condução do programa é absurdamente linear. A cada música apresentada, faz as mesmas observações: “E, então, vocês gostaram da música tal, de beltrano e sicrano?” – indaga, arrematando: “Eu tenho absoluta certeza de que vocês gostaram!” Imagina você, leitor que nos acompanha, um programa tocando doze músicas em média e, nos intervalos dentro de uma hora, esse ramerrão martelando nos seus ouvidos...
A audiência, provavelmente, não deve ultrapassar o círculo de familiares e amigos, pouco atentos. E, dizer que o Frazão foi, durante certo período, diretor-superintendente da velha emissora. Algumas coisas mudaram na rádio depois do processo de revitalização inaugurado em julho de 2004. Mas, ainda existem por lá, empoeirados escaninhos. Explicam-se daí, as dificuldades encontradas pelo Marcos Gomes, o mais novo executivo.
// O rádio se renova com o passar dos anos. (Renovar é preciso). Nesse prisma tem gente qualificada atuando. Na própria Nacional, uma Dorina (“Ponto samba”) e um Geraldo do Norte (“No tabuleiro do Brasil”).
// Versátil, Maurício Bastos, da Globo, é dos bons valores da última geração. Eugênio Leal, do esporte na Tupi, de uma safra anterior, outro valor muito bom em suas múltiplas tarefas.
// Ouço falarem maravilhas do Rafael de França, comunicador da Manchete -- operador de áudio no começo da carreira. Não percebo nada de especial no moço , que vive imitando o avô famoso, de quem foi auxiliar.
// Rafael de França – um comunicador à procura de sua identidade -- e o Julinho Ti-ti-ti da mesma rádio são, (com licença do Washington Rodrigues, o Velho Apolo) “doses pra mamute”...
--o-- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” – o livro pra você curtir. Informe-nos endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber em casa o seu exemplar. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar.
O seu comportamento na condução do programa é absurdamente linear. A cada música apresentada, faz as mesmas observações: “E, então, vocês gostaram da música tal, de beltrano e sicrano?” – indaga, arrematando: “Eu tenho absoluta certeza de que vocês gostaram!” Imagina você, leitor que nos acompanha, um programa tocando doze músicas em média e, nos intervalos dentro de uma hora, esse ramerrão martelando nos seus ouvidos...
A audiência, provavelmente, não deve ultrapassar o círculo de familiares e amigos, pouco atentos. E, dizer que o Frazão foi, durante certo período, diretor-superintendente da velha emissora. Algumas coisas mudaram na rádio depois do processo de revitalização inaugurado em julho de 2004. Mas, ainda existem por lá, empoeirados escaninhos. Explicam-se daí, as dificuldades encontradas pelo Marcos Gomes, o mais novo executivo.
// O rádio se renova com o passar dos anos. (Renovar é preciso). Nesse prisma tem gente qualificada atuando. Na própria Nacional, uma Dorina (“Ponto samba”) e um Geraldo do Norte (“No tabuleiro do Brasil”).
// Versátil, Maurício Bastos, da Globo, é dos bons valores da última geração. Eugênio Leal, do esporte na Tupi, de uma safra anterior, outro valor muito bom em suas múltiplas tarefas.
// Ouço falarem maravilhas do Rafael de França, comunicador da Manchete -- operador de áudio no começo da carreira. Não percebo nada de especial no moço , que vive imitando o avô famoso, de quem foi auxiliar.
// Rafael de França – um comunicador à procura de sua identidade -- e o Julinho Ti-ti-ti da mesma rádio são, (com licença do Washington Rodrigues, o Velho Apolo) “doses pra mamute”...
--o-- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” – o livro pra você curtir. Informe-nos endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber em casa o seu exemplar. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Economia, futebol e lugar-comum
O mercado de futebol foi, entre outros, um tema tratado no “Enquanto a bola não rola” na Globo domingo 26 deste mês, com apresentação de Jorge Eduardo. De fala muito rápida – só perde em velocidade para o Marcelo Figueiredo da Brasil AM -- Jorge é dos melhores profissionais do ramo nas rádios do Rio. Dono de estilo original, no comando usa, com freqüência, duas frases que o marcam: “...padrão de qualidade no seu radinho”. “Fique com Deus, Ele existe”.
Tem, no entanto, uma acentuada queda para o “rota de colisão” (embora moderno), lugar-comum da estatura de “motivos para comemorar...” “a nível de...” Com o futebol em recesso, noticiário pífio, os medalhões Luiz Mendes e Osvaldo Paschoal estavam ausentes. Gerson Canhotinha lamentava a mediocridade do futebol no estágio atual (falta de craques, juízes fracos...) Marcus Aurélio (do “Quintal...”), reforçava o time, estreando como debatedor.
Quando se fala em mercado, fica patente que o assunto envolve área da economia. O economista Paulo Nogueira Batista Jr., em artigo publicado no dia 25, lembrava os 30 anos de morte de Nelson Rodrigues. Afirmou que aprendeu com ele a escrever para o público leigo, não especializado. “Todos nós carregamos nas costas não sei quantos vícios de redação, poses, noções de estilo, frases prontas ou semiprontas, idéias feitas (...), argumentava.
Paulo Nogueira recomenda a quem escreve: “... deve evitar as armadilhas da improvisação, da espontaneidade não trabalhada, e fugir do lugar-comum como da peste”— válido também para os profissionais da voz. Nelson Rodrigues, autor da série de contos “A vida como ela é...” e das crônicas esportivas “À sombra das chuteiras imortais” foi colega do Luiz Mendes no “Mesa redonda Facit”, anos 50/60 na extinta TV Rio. Escrevia e falava de forma simples.
Destaque
“Chat das cinco”. MPB FM 90,3. De segunda a sexta, às 17 h, com apresentação de Valéria Marques.
Memória
Efetivado na Globo em dezembro de 1994, Clóvis Monteiro retornava à Tupi dois anos depois
--o-- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” – o livro pra você curtir. Informe-nos endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber em casa o seu exemplar. Valor: 25 reais. SEDEX a cobrar.
Tem, no entanto, uma acentuada queda para o “rota de colisão” (embora moderno), lugar-comum da estatura de “motivos para comemorar...” “a nível de...” Com o futebol em recesso, noticiário pífio, os medalhões Luiz Mendes e Osvaldo Paschoal estavam ausentes. Gerson Canhotinha lamentava a mediocridade do futebol no estágio atual (falta de craques, juízes fracos...) Marcus Aurélio (do “Quintal...”), reforçava o time, estreando como debatedor.
Quando se fala em mercado, fica patente que o assunto envolve área da economia. O economista Paulo Nogueira Batista Jr., em artigo publicado no dia 25, lembrava os 30 anos de morte de Nelson Rodrigues. Afirmou que aprendeu com ele a escrever para o público leigo, não especializado. “Todos nós carregamos nas costas não sei quantos vícios de redação, poses, noções de estilo, frases prontas ou semiprontas, idéias feitas (...), argumentava.
Paulo Nogueira recomenda a quem escreve: “... deve evitar as armadilhas da improvisação, da espontaneidade não trabalhada, e fugir do lugar-comum como da peste”— válido também para os profissionais da voz. Nelson Rodrigues, autor da série de contos “A vida como ela é...” e das crônicas esportivas “À sombra das chuteiras imortais” foi colega do Luiz Mendes no “Mesa redonda Facit”, anos 50/60 na extinta TV Rio. Escrevia e falava de forma simples.
Destaque
“Chat das cinco”. MPB FM 90,3. De segunda a sexta, às 17 h, com apresentação de Valéria Marques.
Memória
Efetivado na Globo em dezembro de 1994, Clóvis Monteiro retornava à Tupi dois anos depois
--o-- O rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” – o livro pra você curtir. Informe-nos endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber em casa o seu exemplar. Valor: 25 reais. SEDEX a cobrar.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Entre o sonho e a realidade
O jornalista Soares Júnior tornava realidade um sonho de muitos profissionais de rádio: ser comunicador da Globo. Estreava na quinta-feira 23, no comando de “Globo cidade”. Meio vacilante (quem é que não treme nessa hora?), mostrou no dia seguinte estar plenamente condicionado para exercer a função. Ele foi repórter do SGR e reintegrou-se à empresa no começo deste mês, assumindo a coordenação de programação da principal emissora do grupo.
Também de volta à Globo no mesmo período, Alessandra Ferreira, que se desligara em outubro de 2006. Alê (assim chamada nos bastidores), era uma das produtoras do programa do Francisco Barbosa em sua última passagem pela rádio dos Marinhos. Em seu retorno, integra a equipe do “Globo cidade”, que tem produção do César Morcazel e Lena Pereira.
--o-- A Rádio MEC AM, mais antiga emissora do Rio, inaugurou seu novo transmissor. Está, a partir da penúltima semana deste mês, operando com 100 kilowat na antena. Junto com a MEC FM e a Nacional AM compõem, desde o final de 2008, a Empresa Brasileira de Comunicação, anteriormente denominada Radiobras.
--o-- Lúcia Leme, que participa em dias alternados do “Se liga, Rio”, do Roberto Canázio, na Globo, pode ser ouvida simultaneamente em outro prefixo nas tardes do Rio. Pela MEC AM, no quadro “Posso ajudar?”, dentro do programa “Aquarela carioca”, do Amauri Santos.
--o-- Quem nasceu primeiro, o ovo, ou a galinha? A dúvida persistente vale para o “Planeta rei...” nas ondas da Globo, e “Clube da saudade”, na Metropolitana – aquele apresentado nas madrugadas, este nas tardes. Mesmíssimas fórmula e temática do “atendendo a pedidos”. Individuais, de um lado; coletivo, de outro.
Beto Brito, criador do “Planeta...” em 1998 na Imprensa FM (atualmente Mix), esteve na Metropolitana antes de março de 2007, quando aterrissou na Globo. Foi por pouco tempo, mas, se não estamos enganados, deixou raízes na velha estação...
Destaque
“Bola em jogo”. Tupi AM 1280/FM 96,5. Dom., 12h. Com Luiz Ribeiro, e participações de Jorge Nunes, Iata Anderson, Rubem Leão, Toni Vendramini e Ruy Guilherme. Produção: Luana Alves.
Memória
A FM O Dia trocava de freqüência em dezembro de 1997, ficando nos 100,5 Mhz, que pertencera a RPC. Nos 90,3 (hoje com a MPB FM), ressurgia a Opus FM do Sistema de Rádio Jornal do Brasil.
Também de volta à Globo no mesmo período, Alessandra Ferreira, que se desligara em outubro de 2006. Alê (assim chamada nos bastidores), era uma das produtoras do programa do Francisco Barbosa em sua última passagem pela rádio dos Marinhos. Em seu retorno, integra a equipe do “Globo cidade”, que tem produção do César Morcazel e Lena Pereira.
--o-- A Rádio MEC AM, mais antiga emissora do Rio, inaugurou seu novo transmissor. Está, a partir da penúltima semana deste mês, operando com 100 kilowat na antena. Junto com a MEC FM e a Nacional AM compõem, desde o final de 2008, a Empresa Brasileira de Comunicação, anteriormente denominada Radiobras.
--o-- Lúcia Leme, que participa em dias alternados do “Se liga, Rio”, do Roberto Canázio, na Globo, pode ser ouvida simultaneamente em outro prefixo nas tardes do Rio. Pela MEC AM, no quadro “Posso ajudar?”, dentro do programa “Aquarela carioca”, do Amauri Santos.
--o-- Quem nasceu primeiro, o ovo, ou a galinha? A dúvida persistente vale para o “Planeta rei...” nas ondas da Globo, e “Clube da saudade”, na Metropolitana – aquele apresentado nas madrugadas, este nas tardes. Mesmíssimas fórmula e temática do “atendendo a pedidos”. Individuais, de um lado; coletivo, de outro.
Beto Brito, criador do “Planeta...” em 1998 na Imprensa FM (atualmente Mix), esteve na Metropolitana antes de março de 2007, quando aterrissou na Globo. Foi por pouco tempo, mas, se não estamos enganados, deixou raízes na velha estação...
Destaque
“Bola em jogo”. Tupi AM 1280/FM 96,5. Dom., 12h. Com Luiz Ribeiro, e participações de Jorge Nunes, Iata Anderson, Rubem Leão, Toni Vendramini e Ruy Guilherme. Produção: Luana Alves.
Memória
A FM O Dia trocava de freqüência em dezembro de 1997, ficando nos 100,5 Mhz, que pertencera a RPC. Nos 90,3 (hoje com a MPB FM), ressurgia a Opus FM do Sistema de Rádio Jornal do Brasil.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Centenário de Noel, "poeta da Vila"
Foi bem pouco celebrado dia 11 deste mês no Rio e arredores o centenário de nascimento de Noel Rosa. O “poeta da Vila”, assim passaria a ser chamado, morreu em 4 de maio de 1937 aos 26 anos de idade e deixou cerca de trezentas músicas. Graças a ele, o bairro de Vila Isabel, onde nasceu, seria nacionalmente conhecido. Nas celebrações pelo centenário do compositor, vale registrar o especial “CBN na travessa”, com os jornalistas Ruy Castro e João Máximo, este, autor em parceria com Carlos Didier, do livro “Noel Rosa, uma biografia”.
Eles discorreram sobre a vida e obra do genial artista, contando fatos pitorescos. Noel gostava de pregar peças no Francisco Alves, fazendo isso inclusive, nas letras de algumas canções da dupla. Boêmio contumaz adorava dividir mesas e músicas com negros dos morros e malandros. Com Ismael Silva e Cartola formou as primeiras parcerias, mas produziu também com Ary Barroso, Custódio Mesquita e Henrique Vogeler. Integrou o Bando dos Tangarás com Lamartine Babo e João de Barro (também parceiros), Almirante e Luperce Miranda.
O mais imprtante , no entanto, foi Osvaldo Gogliano, o Vadico. Da união, entre outras, “Conversa de botequim”, Feitiço da Vila”, “Feitio de oração” e “Pra que mentir”. Na carteira de Noel constava como profissão, “cantor de rádio”, depois de instituído o cachê, pois, antes de Getúlio Vargas assinar o decreto autorizando a veiculação de anúncios, o rádio era uma atividade diletante. Ele atuou muito, mas ganhava pouco. Ninguém vivia de direitos autorais na época. Mesmo com sua genialidade, Noel Rosa era um artista à beira da pobreza.
Nos dois últimos anos de vida, foi contra-regra da Rádio Clube do Brasil, onde também escrevia sketchs para programas humorísticos e paródias. Esquecido 13 anos depois de sua morte, foi redescoberto em 1950 pela cantora Araci de Almeida, estrela da Rádio Mayrink Veiga, que o locutor e diretor artístico Cesar Ladeira batizara de “o samba em pessoa”. Araci, sua intérprete favorita, regravou uma dezena de composições dele, incluindo “Três apitos”, inédita até então. Noel figura na lista dos mais citados e estudados compositores do país.
Destaque
“Seresta viva”. MEC AM, 800. Às sextas-feiras, 11 horas da noite. Produção e apresentação de João Carlos Carino.
Memória
Adriana Riemer voltava, em dezembro de 1993, à Cidade FM, atualmente Oi. Estivera dois anos nos Estados Unidos.
Eles discorreram sobre a vida e obra do genial artista, contando fatos pitorescos. Noel gostava de pregar peças no Francisco Alves, fazendo isso inclusive, nas letras de algumas canções da dupla. Boêmio contumaz adorava dividir mesas e músicas com negros dos morros e malandros. Com Ismael Silva e Cartola formou as primeiras parcerias, mas produziu também com Ary Barroso, Custódio Mesquita e Henrique Vogeler. Integrou o Bando dos Tangarás com Lamartine Babo e João de Barro (também parceiros), Almirante e Luperce Miranda.
O mais imprtante , no entanto, foi Osvaldo Gogliano, o Vadico. Da união, entre outras, “Conversa de botequim”, Feitiço da Vila”, “Feitio de oração” e “Pra que mentir”. Na carteira de Noel constava como profissão, “cantor de rádio”, depois de instituído o cachê, pois, antes de Getúlio Vargas assinar o decreto autorizando a veiculação de anúncios, o rádio era uma atividade diletante. Ele atuou muito, mas ganhava pouco. Ninguém vivia de direitos autorais na época. Mesmo com sua genialidade, Noel Rosa era um artista à beira da pobreza.
Nos dois últimos anos de vida, foi contra-regra da Rádio Clube do Brasil, onde também escrevia sketchs para programas humorísticos e paródias. Esquecido 13 anos depois de sua morte, foi redescoberto em 1950 pela cantora Araci de Almeida, estrela da Rádio Mayrink Veiga, que o locutor e diretor artístico Cesar Ladeira batizara de “o samba em pessoa”. Araci, sua intérprete favorita, regravou uma dezena de composições dele, incluindo “Três apitos”, inédita até então. Noel figura na lista dos mais citados e estudados compositores do país.
Destaque
“Seresta viva”. MEC AM, 800. Às sextas-feiras, 11 horas da noite. Produção e apresentação de João Carlos Carino.
Memória
Adriana Riemer voltava, em dezembro de 1993, à Cidade FM, atualmente Oi. Estivera dois anos nos Estados Unidos.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
"Ora direis, ouvir os astros!..."
Já acreditei em astrologia. Foi no início dos anos 60, quando Omar Cardoso, um entusiasta do que fazia cunhou, entre outros, o bordão “vou vivendo a cada dia melhor”. Omar, que morreu em novembro de 1978, trabalhava na Bandeirantes de São Paulo e seu programa era reproduzido por emissoras do país, inclusive a Nacional do Rio. O ramo congrega profissionais que escrevem nos jornais e revistas prestando, como era o caso dele, colaborações a programas populares do rádio.
Em três emissoras cariocas, a astrologia é assunto pertinente. Mais antiga a tratar do tema, Zora Yonara se destaca no “Show do Antônio Carlos”, na Globo desde janeiro de 1987. Além das previsões astrológicas, ela é conselheira sentimental, respondendo cartas (e e-mails) de ouvintes. Com muito menos tempo, Glória Britto atua no “Show da manhã” do Clóvis Monteiro na Tupi. Foi alçada ao posto a partir do falecimento de Nena Martinez em junho de 2007, até então a decana da matéria.
Também pela manhã há o “David dá show”, com o David Rangel na Manchete. A astróloga “Lili rodoviária” personificada pelo apresentador, tem a missão de ironizar os profissionais que se dedicam a fazer previsões sobre os signos do zodíaco. No mesmo prefixo, Luiz de França destina generoso espaço ao assunto no seu vesperal programa direto de Barbacena, Minas Gerais. Ele passa as coordenadas do Mestre Rosenthal, que o acompanha desde os tempos que trabalhava na Globo.
Heleno Rottai, que substituiu o França em abril de 2007 nas tardes da Tupi, lançou quadros novos no horário, mantendo o reservado ao tema. O astrólogo não é citado, admitindo-se que o trabalho se baseia em colagens de jornais. (Parafraseando Olavo Bilac: “Ora direis, ouvir os astros!...”) De tanto acreditarem nas previsões do horóscopo, muitas pessoas não saem de casa sem elas. Dão, naturalmente influenciadas, preferência aos programas que atendem os seus ideais...
Destaque
“Programa Haroldo de Andrade”. Tupi AM 1280/FM 96,5. Domingos, 10h da manhã. Produção: Nonato Viegas e Adriana Hercovith.
Memória
Sidney Rezende, um dos fundadores da CBN trocava, em dezembro de 1994, o Rio por Brasília. Comandava o “Show da notícia”, às tardes.
--o— Rádio é a sua praia? “Radiomania, um cronista de plantão” -- o livro pra você curtir. Informe-nos endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber seu exemplar em casa. Valor: 25 reais, SEDEX a cobrar.
Em três emissoras cariocas, a astrologia é assunto pertinente. Mais antiga a tratar do tema, Zora Yonara se destaca no “Show do Antônio Carlos”, na Globo desde janeiro de 1987. Além das previsões astrológicas, ela é conselheira sentimental, respondendo cartas (e e-mails) de ouvintes. Com muito menos tempo, Glória Britto atua no “Show da manhã” do Clóvis Monteiro na Tupi. Foi alçada ao posto a partir do falecimento de Nena Martinez em junho de 2007, até então a decana da matéria.
Também pela manhã há o “David dá show”, com o David Rangel na Manchete. A astróloga “Lili rodoviária” personificada pelo apresentador, tem a missão de ironizar os profissionais que se dedicam a fazer previsões sobre os signos do zodíaco. No mesmo prefixo, Luiz de França destina generoso espaço ao assunto no seu vesperal programa direto de Barbacena, Minas Gerais. Ele passa as coordenadas do Mestre Rosenthal, que o acompanha desde os tempos que trabalhava na Globo.
Heleno Rottai, que substituiu o França em abril de 2007 nas tardes da Tupi, lançou quadros novos no horário, mantendo o reservado ao tema. O astrólogo não é citado, admitindo-se que o trabalho se baseia em colagens de jornais. (Parafraseando Olavo Bilac: “Ora direis, ouvir os astros!...”) De tanto acreditarem nas previsões do horóscopo, muitas pessoas não saem de casa sem elas. Dão, naturalmente influenciadas, preferência aos programas que atendem os seus ideais...
Destaque
“Programa Haroldo de Andrade”. Tupi AM 1280/FM 96,5. Domingos, 10h da manhã. Produção: Nonato Viegas e Adriana Hercovith.
Memória
Sidney Rezende, um dos fundadores da CBN trocava, em dezembro de 1994, o Rio por Brasília. Comandava o “Show da notícia”, às tardes.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010
Quando o bordão vira cacoete
O jogo entre Fluminense e Palmeiras na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro atrasou sete minutos. E, durante essa espera, o Luiz Penido havia dito duas vezes: “Na Tupi, a bola não para de rolar...” Bordão, ou cacoete? Parece-me que se trata do mais inconsistente do seu repertório, pois, em algumas ocasiões, lances que se perdem pela linha de fundo ou lateral, o locutor não se contém e, solta a frase. Chega ao cúmulo de usá-la com o jogo terminado.
Com isso, ele se torna um páreo duro pr’o Loureiro Neto no “Manhã da Globo”, pelo número de vezes que repete o “daqui a pouquinho”. Loureiro foi um brilhante repórter esportivo e razoável comentarista, substituindo o Luiz Mendes que fizera uma passagem pela Tupi. Lançado comunicador em novembro de 1998 é, ainda hoje, muito limitado na função, não se libertando dos vícios de linguagem próprios aos que trabalham com o esporte, futebol no caso.
Penido reúne qualidades acima da maioria que atua no gênero. Bem articulado, fala um português impecável, sendo sem dúvida, o mais importante narrador do Rio, depois do Garotinho, um ícone proclamado pela classe. Bordões e slogans são recursos naturais empregados por profissionais das rádios populares. Muitos prolongam o seu uso devido à empatia com o público. Mas, há aqueles que não pegam, não decolam. Para aturar a sofreguidão do Penido com esse artifício, “não há tatu que aguente” – expressão do tempo de meus avós.
Num confronto com o tal bordão, Maurício Moreira na modesta Brasil AM atacava de forma bastante oportuna. Aproveitando a mobilização de seus companheiros cobrindo os jogos paralelos nessas rodadas decisivas do campeonato, assinalava a cada chamamento que, “a informação não para”. Plenamente válida a iniciativa. No seu cômodo realismo uma velha (e felpuda) raposa em atividade, minimizaria --“É assim que a banda toca”.
Destaque
“Planeta rei...” Globo AM 1220/FM 89,3. De segunda a sábado, a partir de zero hora. Apresentação de Beto Britto. Seleção musical dos ouvintes.
Errata
Na crônica “MPB FM, 10 anos de persistência”, postada em 27 de outubro, onde se leu na internet, citando a Globo FM, leia-se um canal da Sky.
-o- Você tem paixão pelo rádio? Nós temos “Radiomania, um cronista de plantão”. Queira informar endereço e CEP pelo e-mail florylemond@.bol.com.br para receber em casa o seu exemplar. Valor: 35 reais, incluindo SEDEX.
Com isso, ele se torna um páreo duro pr’o Loureiro Neto no “Manhã da Globo”, pelo número de vezes que repete o “daqui a pouquinho”. Loureiro foi um brilhante repórter esportivo e razoável comentarista, substituindo o Luiz Mendes que fizera uma passagem pela Tupi. Lançado comunicador em novembro de 1998 é, ainda hoje, muito limitado na função, não se libertando dos vícios de linguagem próprios aos que trabalham com o esporte, futebol no caso.
Penido reúne qualidades acima da maioria que atua no gênero. Bem articulado, fala um português impecável, sendo sem dúvida, o mais importante narrador do Rio, depois do Garotinho, um ícone proclamado pela classe. Bordões e slogans são recursos naturais empregados por profissionais das rádios populares. Muitos prolongam o seu uso devido à empatia com o público. Mas, há aqueles que não pegam, não decolam. Para aturar a sofreguidão do Penido com esse artifício, “não há tatu que aguente” – expressão do tempo de meus avós.
Num confronto com o tal bordão, Maurício Moreira na modesta Brasil AM atacava de forma bastante oportuna. Aproveitando a mobilização de seus companheiros cobrindo os jogos paralelos nessas rodadas decisivas do campeonato, assinalava a cada chamamento que, “a informação não para”. Plenamente válida a iniciativa. No seu cômodo realismo uma velha (e felpuda) raposa em atividade, minimizaria --“É assim que a banda toca”.
Destaque
“Planeta rei...” Globo AM 1220/FM 89,3. De segunda a sábado, a partir de zero hora. Apresentação de Beto Britto. Seleção musical dos ouvintes.
Errata
Na crônica “MPB FM, 10 anos de persistência”, postada em 27 de outubro, onde se leu na internet, citando a Globo FM, leia-se um canal da Sky.
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terça-feira, 23 de novembro de 2010
Um nome para ser lembrado
O comunicador Mário Esteves, em cartaz nas tardes do Rio, tem no seu programa um quadro de reconhecimento às pessoas que contribuem pelas causas coletivas: “Este nome é bom lembrar.” Faço um parâmetro dele no título desta crônica, ao falar de Luiz Carlos Saroldi, que morreu na terça-feira 16, aos 79 anos de idade. Saroldi representava o rádio com R maiúsculo, era um dos mais importantes nomes do veículo nos recantos do país.
Desenvolveu por certo período, atividades na Jornal do Brasil AM, sendo produtor, apresentador e coordenador de programação da emissora. “Arte final, variedades”, de entrevistas, foi o seu programa mais conhecido. No ar de segunda a sexta, 9h da noite, para “amigos próximos e distantes” tinha “As dez mais de sua vida”, quadro semanal com uma personalidade indicando suas preferências musicais. Ele assinava ainda, “Estúdio A” e “Especial JB”.
Interessado na Rádio Nacional, fenômeno da época, escreveu em parceria com Sônia Virgínia Moreira, sua colega de emissora, um livro retratando os bastidores da velha estação. Nela, Luiz Carlos Saroldi trabalharia em 1993, logo após o fechamento da JB. Produziu “Onde canta o sabiá” para o Gerdal dos Santos, nas manhãs de domingos, e o “Alguém muito especial”, com ele mesmo. Nos dias úteis comandava o “Caderno de notas”, ao entardecer.
Mestre em comunicação e cultura pela UFRJ, ali ministrou radialismo. Em 1980, pela qualidade de seu trabalho ganhou o Golfinho de Ouro concedido pelo Museu da Imagem e do Som. Foi agraciado também, com o prêmio Roquette Pinto em 1985, por uma de suas peças radiofônicas produzidas para emissoras da Alemanha. Saroldi coordenou para a BBC de Londres a série “O rádio no Brasil”, veiculada em setembro de 1990 pelo aniversário de 55 anos da JB.
Destaque
“Show do Mário Esteves”. Manchete AM, 760. De segunda a sexta, de 13h às 15h. Produção de Flávio Guedes.
Memória
A Globo reduzia salários de seus profissionais em novembro de 2002. E dispensava os contrários à medida.
-o- Você tem paixão pelo rádio? Nós temos “Radiomania, um cronista de plantão”. Queira informar endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber seu exemplar em casa. Valor: 35 reais, incluindo SEDEX.
Desenvolveu por certo período, atividades na Jornal do Brasil AM, sendo produtor, apresentador e coordenador de programação da emissora. “Arte final, variedades”, de entrevistas, foi o seu programa mais conhecido. No ar de segunda a sexta, 9h da noite, para “amigos próximos e distantes” tinha “As dez mais de sua vida”, quadro semanal com uma personalidade indicando suas preferências musicais. Ele assinava ainda, “Estúdio A” e “Especial JB”.
Interessado na Rádio Nacional, fenômeno da época, escreveu em parceria com Sônia Virgínia Moreira, sua colega de emissora, um livro retratando os bastidores da velha estação. Nela, Luiz Carlos Saroldi trabalharia em 1993, logo após o fechamento da JB. Produziu “Onde canta o sabiá” para o Gerdal dos Santos, nas manhãs de domingos, e o “Alguém muito especial”, com ele mesmo. Nos dias úteis comandava o “Caderno de notas”, ao entardecer.
Mestre em comunicação e cultura pela UFRJ, ali ministrou radialismo. Em 1980, pela qualidade de seu trabalho ganhou o Golfinho de Ouro concedido pelo Museu da Imagem e do Som. Foi agraciado também, com o prêmio Roquette Pinto em 1985, por uma de suas peças radiofônicas produzidas para emissoras da Alemanha. Saroldi coordenou para a BBC de Londres a série “O rádio no Brasil”, veiculada em setembro de 1990 pelo aniversário de 55 anos da JB.
Destaque
“Show do Mário Esteves”. Manchete AM, 760. De segunda a sexta, de 13h às 15h. Produção de Flávio Guedes.
Memória
A Globo reduzia salários de seus profissionais em novembro de 2002. E dispensava os contrários à medida.
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sábado, 13 de novembro de 2010
Digressões em torno de um ícone
Uma estátua do Abelardo Chacrinha Barbosa foi danificada no início deste mês no bairro de Jardim Botânico, Rio de Janeiro. O Velho Guerreiro morreu em julho de 1988, mas continua muito viva a máxima por ele deixada há 22 anos – “no rádio e na televisão nada se cria; tudo se copia”. Alguns exemplos. O bordão “se manda vai embora” do José Carlos Araújo vem sendo exaustivamente repetido pelo Ricardo Mazella, hoje na equipe da Nacional.
Em abril de 2009, a Globo modificava sua programação vespertina. Entre as novidades, a ampliação do “Globo esportivo”, que ganhou subtítulo: “Tamanho família”. O programa do Garotinho passava, então a destinar espaço aos números musicais, entrevistas com cantores e compositores. Pouco depois, o concorrente “Show do Apolinho”, com Washington Rodrigues na Tupi, que mesclava futebol e notícias gerais, também incluía músicas.
Aos 70 anos de idade completados recentemente, José Carlos Araújo segue firme como o ícone do rádio esportivo. Um dia no mês desde o começo do ano, transmite seu programa direto de uma faculdade do Rio e Região Metropolitana. Na terça-feira 9, Maurício Moreira, Marcelo Figueiredo e Francisco Ayello da Brasil AM entravam na cola dele. Apresentavam o “Momento esportivo” (uma referência no ramo) do campus da UNI-SUAN em Bonsucesso, evidenciando, sem o menor constrangimento, a máxima do Chacrinha.
--o-- No Dia de Finados, Garotinho prestava homenagens a profissionais que atuaram na Globo, entre outros Waldir Amaral, Jorge Cúri, Affonso Soares e Antônio Porto (criador do bordão “um Brasil de audiência”). Ao lembrar de um homônimo deste -- Antônio (Luiz), Garotinho mencionava a Mayrink Veiga, em vez da Tupi. Referia-se ao humorístico “A turma da maré mansa”, que o Antônio Luiz comandara, primeiro naquela e, depois na emissora dos Marinho. “A turma...” na Mayrink era mais antiga e, ao vivo, apresentada pelo Cid Moreira.
DESTAQUE
“Painel...” Nacional AM, 1130. De segunda a sexta, 3h da tarde. Apresentação de Gláucia Araújo. Produção: Cláudio Carneiro.
MEMÓRIA
O repórter Alberto Brandão estreava na Tupi em novembro de 2003. Ao sair da Globo, ficara quase dois anos desempregado.
--o-- Você tem paixão pelo rádio? Nós temos “Radiomania, um cronista de plantão”. Queira informar endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber seu exemplar em casa. Valor: 35 reais, incluindo o SEDEX.
Em abril de 2009, a Globo modificava sua programação vespertina. Entre as novidades, a ampliação do “Globo esportivo”, que ganhou subtítulo: “Tamanho família”. O programa do Garotinho passava, então a destinar espaço aos números musicais, entrevistas com cantores e compositores. Pouco depois, o concorrente “Show do Apolinho”, com Washington Rodrigues na Tupi, que mesclava futebol e notícias gerais, também incluía músicas.
Aos 70 anos de idade completados recentemente, José Carlos Araújo segue firme como o ícone do rádio esportivo. Um dia no mês desde o começo do ano, transmite seu programa direto de uma faculdade do Rio e Região Metropolitana. Na terça-feira 9, Maurício Moreira, Marcelo Figueiredo e Francisco Ayello da Brasil AM entravam na cola dele. Apresentavam o “Momento esportivo” (uma referência no ramo) do campus da UNI-SUAN em Bonsucesso, evidenciando, sem o menor constrangimento, a máxima do Chacrinha.
--o-- No Dia de Finados, Garotinho prestava homenagens a profissionais que atuaram na Globo, entre outros Waldir Amaral, Jorge Cúri, Affonso Soares e Antônio Porto (criador do bordão “um Brasil de audiência”). Ao lembrar de um homônimo deste -- Antônio (Luiz), Garotinho mencionava a Mayrink Veiga, em vez da Tupi. Referia-se ao humorístico “A turma da maré mansa”, que o Antônio Luiz comandara, primeiro naquela e, depois na emissora dos Marinho. “A turma...” na Mayrink era mais antiga e, ao vivo, apresentada pelo Cid Moreira.
DESTAQUE
“Painel...” Nacional AM, 1130. De segunda a sexta, 3h da tarde. Apresentação de Gláucia Araújo. Produção: Cláudio Carneiro.
MEMÓRIA
O repórter Alberto Brandão estreava na Tupi em novembro de 2003. Ao sair da Globo, ficara quase dois anos desempregado.
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
MPB FM, 10 anos de persistência
Enquanto Cirilo Reis anunciava para o começo de novembro a festa dos 30 anos do “Musishow”, completados em 11 deste mês, a MPB FM comemorava, na quarta-feira 13, os 10 anos de fundação. A emissora só passou a ser lucrativa em 2008, com a diversificação de conteúdos, produzindo shows e DVDs. Houve naquela noite no Espaço Tom Jobim, apresentações de diversos artistas, entre eles Gilberto Gil, Milton Nascimento, Erasmo Carlos e os Paralamas.
A diretora da rádio Ariane Carvalho em depoimento ao repórter Antônio Carlos Miguel lembrou que, no primeiro mês em 2000, quando a MPB FM entrava em operação, a audiência registrava 130 mil ouvintes por minuto. Já em setembro passado, o número de ouvintes alcançava a marca de 547 mil. Segundo ela, hoje a rádio é ouvida em várias partes do país e do mundo através da web. Este ano – revelou – tivemos em nossa on-line 250 mil visitas/mês.
Disse que a MPB FM não trabalha com jabá nem listão. Tudo vai de acordo com o bom senso dos programadores. Desde o início -- enalteceu -- a rádio apostou em novos valores, lançando entre outros, Jorge Vercilo, Ana Carolina, Roberta Sá, Martin’alia e Maria Gadú. “Nos últimos tempos passamos a tocar tanto mais samba quanto pop e rock brasileiros, e também criamos programas de música instrumental e para versões em outros idiomas de canções brasileiras”, frisou.
Na rádio vinculada ao jornal “O Dia” (90,3) a voz mais conhecida é do Fernando Mansur, que se notabilizara no final dos anos 70 na Cidade FM, revolucionária no segmento. Além de responder pelas vinhetas e chamadas, ele comanda o “Palco...”, nas terças-feiras, 10h da noite. Depois do Mansur, a voz de Valéria Marques, locutora revelada pela antiga Globo FM (hoje captada apenas na internet – 92,5), titular do “Chat das cinco”, apresentado de segunda a sexta-feira.
Destaque
“Companhia do riso”. Tupi AM 1280/FM 96,5. Sábs., 22h. Apresentação: Luizinho Campos. Participações: Ricardo Alexandre, Marcus Veras e Manhoso.
Memória
Em 7 de outubro de 2004, uma segunda-feira, 8h da noite estreava o “Quintal da Globo”, com Marcus Aurélio. Até então ele fazia o “CBN total”, nas tardes.
--o—Você tem paixão pelo rádio? Nós temos “Radiomania, um cronista de plantão”. Queira informar endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber o seu exemplar em casa. Valor: 35 reais incluindo o SEDEX.
A diretora da rádio Ariane Carvalho em depoimento ao repórter Antônio Carlos Miguel lembrou que, no primeiro mês em 2000, quando a MPB FM entrava em operação, a audiência registrava 130 mil ouvintes por minuto. Já em setembro passado, o número de ouvintes alcançava a marca de 547 mil. Segundo ela, hoje a rádio é ouvida em várias partes do país e do mundo através da web. Este ano – revelou – tivemos em nossa on-line 250 mil visitas/mês.
Disse que a MPB FM não trabalha com jabá nem listão. Tudo vai de acordo com o bom senso dos programadores. Desde o início -- enalteceu -- a rádio apostou em novos valores, lançando entre outros, Jorge Vercilo, Ana Carolina, Roberta Sá, Martin’alia e Maria Gadú. “Nos últimos tempos passamos a tocar tanto mais samba quanto pop e rock brasileiros, e também criamos programas de música instrumental e para versões em outros idiomas de canções brasileiras”, frisou.
Na rádio vinculada ao jornal “O Dia” (90,3) a voz mais conhecida é do Fernando Mansur, que se notabilizara no final dos anos 70 na Cidade FM, revolucionária no segmento. Além de responder pelas vinhetas e chamadas, ele comanda o “Palco...”, nas terças-feiras, 10h da noite. Depois do Mansur, a voz de Valéria Marques, locutora revelada pela antiga Globo FM (hoje captada apenas na internet – 92,5), titular do “Chat das cinco”, apresentado de segunda a sexta-feira.
Destaque
“Companhia do riso”. Tupi AM 1280/FM 96,5. Sábs., 22h. Apresentação: Luizinho Campos. Participações: Ricardo Alexandre, Marcus Veras e Manhoso.
Memória
Em 7 de outubro de 2004, uma segunda-feira, 8h da noite estreava o “Quintal da Globo”, com Marcus Aurélio. Até então ele fazia o “CBN total”, nas tardes.
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Trinta anos com a Jovem Guarda
O “Musishow” (*1) do Cirilo Reis nos finais de tarde na Rádio Nacional está comemorando trinta anos agora em outubro. Dedicado aos sucessos dos anos 60, 70, 80, 90 e, particularmente ao movimento Jovem Guarda, o programa passou a ser diário em 10 de janeiro de 2005. Antes apresentado nas noites de sábados, ficou fora do ar por seis meses, depois da revitalização.
Detentor dos melhores índices de audiência na tradicional emissora, Cirilo Reis provou este ano a força do prestígio que desfruta junto ao público, lotando o auditório numa série de programas “ao vivo”. Exemplos das apresentações de Jerry Adriani ocorrida em fevereiro, Wanderley Cardoso em março, e Ed Wilson (*2) em setembro, entre outros artistas, sem espaço na mídia.
Voz oficial da Nacional há duas décadas, Cirilo divide a função atualmente com Jair Lemos. Eles são os mais antigos profissionais da emissora, abaixo dos veteraníssimos Daysi Lúcidi e Gerdal dos Santos, remanescentes dos áureos tempos do rádio de broadcast. Jair, por sua vez, trabalha na velha estação desde a época do César de Alencar, Paulo Gracindo e Manuel Barcelos.
Soa falso o slogan “a mais querida”, pois a Nacional anda muito mal no Ibope. Com a revitalização foram proporcionadas condições técnicas decentes aos contratados, houve modificações radicais na grade, que não atraíram os ouvintes, conforme diretores esperavam. O jornalista Marcos Gomes, mais novo executivo da rádio tem se esforçado para mudar o panorama.
(*1) Paulo Giovanni tinha em Petrópolis nos anos 60, um programa com esse nome. Publicitário radicado em São Paulo, atuou na Tupi e Globo.
(*2) Além de cantor era compositor, e fundou com os irmãos o grupo Renato e seus Blue Caps. Ele morreu no domingo 3, aos 65 anos de idade.
Destaque
“Bossa moderna”. MEC AM, 800. Nas terças-feiras, entre 22 e 23 horas. Produção e apresentação: Tárik de Souza.
Memória
A Globo demitia em outubro de 2001 o jornalista Maurício Menezes, 25 anos de casa. E, também Hélio Júnior, humorista.
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Detentor dos melhores índices de audiência na tradicional emissora, Cirilo Reis provou este ano a força do prestígio que desfruta junto ao público, lotando o auditório numa série de programas “ao vivo”. Exemplos das apresentações de Jerry Adriani ocorrida em fevereiro, Wanderley Cardoso em março, e Ed Wilson (*2) em setembro, entre outros artistas, sem espaço na mídia.
Voz oficial da Nacional há duas décadas, Cirilo divide a função atualmente com Jair Lemos. Eles são os mais antigos profissionais da emissora, abaixo dos veteraníssimos Daysi Lúcidi e Gerdal dos Santos, remanescentes dos áureos tempos do rádio de broadcast. Jair, por sua vez, trabalha na velha estação desde a época do César de Alencar, Paulo Gracindo e Manuel Barcelos.
Soa falso o slogan “a mais querida”, pois a Nacional anda muito mal no Ibope. Com a revitalização foram proporcionadas condições técnicas decentes aos contratados, houve modificações radicais na grade, que não atraíram os ouvintes, conforme diretores esperavam. O jornalista Marcos Gomes, mais novo executivo da rádio tem se esforçado para mudar o panorama.
(*1) Paulo Giovanni tinha em Petrópolis nos anos 60, um programa com esse nome. Publicitário radicado em São Paulo, atuou na Tupi e Globo.
(*2) Além de cantor era compositor, e fundou com os irmãos o grupo Renato e seus Blue Caps. Ele morreu no domingo 3, aos 65 anos de idade.
Destaque
“Bossa moderna”. MEC AM, 800. Nas terças-feiras, entre 22 e 23 horas. Produção e apresentação: Tárik de Souza.
Memória
A Globo demitia em outubro de 2001 o jornalista Maurício Menezes, 25 anos de casa. E, também Hélio Júnior, humorista.
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sábado, 25 de setembro de 2010
A linguagem dos comunicadores
Em tempos remotos, apresentadores de programas eram animadores de estúdio e de auditório com importância semelhante a dos comunicadores no rádio contemporâneo. Eles se dirigiam ao público chamando-o de “prezados ouvintes” ou “senhoras e senhores”, sempre acrescentando umas “saudações cordiais”. Na despedida, costumavam dizer “obrigado pela atenção dispensada”, não faltando “um abraço para todos”, além de outras esquecidas.
Com o passar dos anos e mudanças de conceitos, tais expressões foram substituídas. Fazem parte do repertório da classe nos dias atuais “alô gente”, alô turma” e, principalmente, “alô galera”. O complemento inclui “obrigado pelo carinho da audiência”, “um beijo no seu coração”, “voltamos já, já”, “daqui a pouquinho” e “valeu fulano” – enquanto não cansarem. Em cada profissão uma linguagem própria, e na do radialista não poderia ser diferente
---ooOoo---
No tocante a slogans, animadores e comunicadores raramente dispunham (ou dispõem) deles. Na Rádio Nacional da fase áurea havia “o rei dos auditórios”, e na Globo em anos nem tão distantes “o número 1 do rádio brasileiro”. Em matéria de slogans, o rádio contempla bastante os locutores e comentaristas de futebol, sendo criativos uns, outros nem tanto. Entre as aberrações, o slogan de um que se acha “o comentarista perfeito”... (Simancol nele!!!)
Destaque
“Ronca, ronca”. Oi FM 102,9. Nas terças-feiras, entre 22 horas e meia-noite. Produção e apresentação de Maurício Valadares.
Memória
Aldenora Santos comemorava 50 anos de rádio em setembro de 2001. Em 1987, com Antônio Carlos, trocava a Tupi pela Globo.
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Com o passar dos anos e mudanças de conceitos, tais expressões foram substituídas. Fazem parte do repertório da classe nos dias atuais “alô gente”, alô turma” e, principalmente, “alô galera”. O complemento inclui “obrigado pelo carinho da audiência”, “um beijo no seu coração”, “voltamos já, já”, “daqui a pouquinho” e “valeu fulano” – enquanto não cansarem. Em cada profissão uma linguagem própria, e na do radialista não poderia ser diferente
---ooOoo---
No tocante a slogans, animadores e comunicadores raramente dispunham (ou dispõem) deles. Na Rádio Nacional da fase áurea havia “o rei dos auditórios”, e na Globo em anos nem tão distantes “o número 1 do rádio brasileiro”. Em matéria de slogans, o rádio contempla bastante os locutores e comentaristas de futebol, sendo criativos uns, outros nem tanto. Entre as aberrações, o slogan de um que se acha “o comentarista perfeito”... (Simancol nele!!!)
Destaque
“Ronca, ronca”. Oi FM 102,9. Nas terças-feiras, entre 22 horas e meia-noite. Produção e apresentação de Maurício Valadares.
Memória
Aldenora Santos comemorava 50 anos de rádio em setembro de 2001. Em 1987, com Antônio Carlos, trocava a Tupi pela Globo.
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terça-feira, 14 de setembro de 2010
Histórias em mão única
São de qualidade mediana, em maioria, os programas de emissoras populares no rádio contemporâneo. Uma das exceções no universo da mesmice, é o “Quintal da Globo”. Lançado em outubro de 2002 e, daí fazendo o diferencial nas noites sem futebol, ficou reduzido a uma edição aos domingos a partir de maio de 2010, quando a Globo aderiu ao FM, unificando suas freqüências.
Marcus Aurélio, seu titular, passou a apresentador em janeiro de 1992 na Tupi, comandando o “Giro esportivo” e o “Bola em jogo”, depois de atuar como repórter da área entre fevereiro de 1984 e dezembro de 1991. Em março de 1996 transferia-se para a CBN, onde permaneceria durante seis anos. O lançamento do “Quintal...” coincidira com sua promoção a um cargo de chefia na emissora.
O programa perdeu um pouco de sua dinâmica ao diminuir a interatividade dos debates, seu melhor trunfo. Outro destaque tem sido o quadro “Viva o rádio” -- embora adote (compreensivelmente) uma linha corporativista, ou seja, histórias em mão única. “Memória do rádio”, similar com Ary Vizeu nos primórdios da CBN, entre meia noite e 5h da manhã era abrangente, sem restrições.
O “Viva o rádio” do dia 5 prestou homenagem ao Doalcei Camargo, falecido há um ano -- 29 de agosto. Doalcei trabalhou em vários prefixos do Rio, por mais tempo na Tupi. Marcus Aurélio, hoje gerente executivo da Rádio Globo, foi um de seus afilhados. Da mesmice, o diretor da Nacional na fase áurea, Paulo Tapajós já se queixava há três décadas. Ele morria em dezembro de 1990.
Destaque
“Estúdio F – momentos musicais da Funarte”. Nacional AM, 1130. Dom., 22h. Produção e apresentação: Paulo César Soares. Roteiro: Cláudio Felício
Memória
Em setembro de 2001, mês dos 65 anos da Nacional, José Messias (40 de casa), deixava a emissora. Foi dirigir uma rádio em Saquarema e ser jurado de TV.
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Marcus Aurélio, seu titular, passou a apresentador em janeiro de 1992 na Tupi, comandando o “Giro esportivo” e o “Bola em jogo”, depois de atuar como repórter da área entre fevereiro de 1984 e dezembro de 1991. Em março de 1996 transferia-se para a CBN, onde permaneceria durante seis anos. O lançamento do “Quintal...” coincidira com sua promoção a um cargo de chefia na emissora.
O programa perdeu um pouco de sua dinâmica ao diminuir a interatividade dos debates, seu melhor trunfo. Outro destaque tem sido o quadro “Viva o rádio” -- embora adote (compreensivelmente) uma linha corporativista, ou seja, histórias em mão única. “Memória do rádio”, similar com Ary Vizeu nos primórdios da CBN, entre meia noite e 5h da manhã era abrangente, sem restrições.
O “Viva o rádio” do dia 5 prestou homenagem ao Doalcei Camargo, falecido há um ano -- 29 de agosto. Doalcei trabalhou em vários prefixos do Rio, por mais tempo na Tupi. Marcus Aurélio, hoje gerente executivo da Rádio Globo, foi um de seus afilhados. Da mesmice, o diretor da Nacional na fase áurea, Paulo Tapajós já se queixava há três décadas. Ele morria em dezembro de 1990.
Destaque
“Estúdio F – momentos musicais da Funarte”. Nacional AM, 1130. Dom., 22h. Produção e apresentação: Paulo César Soares. Roteiro: Cláudio Felício
Memória
Em setembro de 2001, mês dos 65 anos da Nacional, José Messias (40 de casa), deixava a emissora. Foi dirigir uma rádio em Saquarema e ser jurado de TV.
--o—Você tem paixão pelo rádio? Nós temos “Radiomania, um cronista de plantão”. Queira informar endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber o seu exemplar em casa. Valor: 35 reais incluindo o SEDEX.
domingo, 29 de agosto de 2010
As ondas médias no futebol
Se o Bruno Mazzeo não se equivocou, andei cochilando nas minhas audiências, uma das fontes que alimentam este blog – ninguém é infalível. Em sua coluna de “O Globo”dia 17 agosto, Mazzeo discorria sobre o futebol, sua paixão, e de ter abandonado o hábito de ouvir transmissões esportivas pelo rádio. Ele ia ao hospital visitar o pai, Chico Anísio, e aproveitando o engarrafamento (pequeno, pois era domingo), sintonizara o “Enquanto a bola não rola”, na Globo AM.
“Eu nunca sonhei em ser jogador de futebol. Mas já sonhei em ser locutor de futebol”, dizia ao lembrar dos programas que ouvia na volta do colégio e antes de dormir. Na sua concepção, o “Enquanto a bola...” era obrigatório nos dias de futebol, reunindo verdadeiras feras: Washington Rodrigues, Sergio Noronha, Celso Garcia... O programa tinha o comando do Kleber Leite e, segundo Mazzeo, também participavam Luiz Mendes, Loureiro Neto e Gerson, “o canhotinha de ouro”.
Nos meus registros, desses três nenhum atuava no programa com o Kleber. Mendes ainda integrava a equipe da Nacional, os outros estavam na Tupi trabalhando com Doalcei Camargo, sendo Loureiro apresentador do “Bola rolando”, o concorrente do horário, entre meio-dia e 2h. Affonso Soares, Áureo Ameno e Francisco Horta eram outras figuras do “Enquanto a bola...” que o Kleber lançara na Tupi em 1985. (O Áureo substituía o titular nos seus eventuais impedimentos).
Loureiro e Gerson haviam passado pela Globo numa etapa anterior, mas nesse programa só vieram a atuar (o Mendes, inclusive) depois que o Kleber se afastara da emissora. O comando, então, passaria ao Loureiro, que antes de retornar estivera (também com Doalcei) na Rádio Nacional. Um tempo em que não se imaginava a utilização do FM nas transmissões esportivas. A Tropical seria pioneira, com Cezar Rizzo, narrador, e Sergio Cabral (pai), comentarista.
Destaque
“David dá show”. Manchete AM, 760. De seg. a sex., 7h da manhã. Apresentação: David Rangel. Produção: Cássia Vieira
Memória
Depois de uma passagem pela Tupi, Luiz Nascimento voltava a Globo em agosto de 2004. Assumia os noticiários matinais.
--o—Você tem paixão pelo rádio? Nós temos “Radiomania, um cronista de plantão”. Queira informar endereço e CEP pelo e-mail florylemond@bol.com.br para receber o seu exemplar em casa. Valor: 35 reais incluindo o SEDEX.
“Eu nunca sonhei em ser jogador de futebol. Mas já sonhei em ser locutor de futebol”, dizia ao lembrar dos programas que ouvia na volta do colégio e antes de dormir. Na sua concepção, o “Enquanto a bola...” era obrigatório nos dias de futebol, reunindo verdadeiras feras: Washington Rodrigues, Sergio Noronha, Celso Garcia... O programa tinha o comando do Kleber Leite e, segundo Mazzeo, também participavam Luiz Mendes, Loureiro Neto e Gerson, “o canhotinha de ouro”.
Nos meus registros, desses três nenhum atuava no programa com o Kleber. Mendes ainda integrava a equipe da Nacional, os outros estavam na Tupi trabalhando com Doalcei Camargo, sendo Loureiro apresentador do “Bola rolando”, o concorrente do horário, entre meio-dia e 2h. Affonso Soares, Áureo Ameno e Francisco Horta eram outras figuras do “Enquanto a bola...” que o Kleber lançara na Tupi em 1985. (O Áureo substituía o titular nos seus eventuais impedimentos).
Loureiro e Gerson haviam passado pela Globo numa etapa anterior, mas nesse programa só vieram a atuar (o Mendes, inclusive) depois que o Kleber se afastara da emissora. O comando, então, passaria ao Loureiro, que antes de retornar estivera (também com Doalcei) na Rádio Nacional. Um tempo em que não se imaginava a utilização do FM nas transmissões esportivas. A Tropical seria pioneira, com Cezar Rizzo, narrador, e Sergio Cabral (pai), comentarista.
Destaque
“David dá show”. Manchete AM, 760. De seg. a sex., 7h da manhã. Apresentação: David Rangel. Produção: Cássia Vieira
Memória
Depois de uma passagem pela Tupi, Luiz Nascimento voltava a Globo em agosto de 2004. Assumia os noticiários matinais.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Nos caminhos da informação
Quem ouve rádio nas manhãs não precisa ler jornal. (Não é necessário ter bola de cristal para saber disso). Ultimamente, excetuando o que os jornais publicam, são destaques das manhãs as notícias do trânsito nas cidades onde as emissoras se instalam, ou nas regiões próximas. O alvo principal, motoristas particulares, de ônibus, táxis e caminhões, além evidentemente, dos passageiros desses veículos. Tirante as coisas do trânsito, portos e aeroportos, sobram as notícias dos bairros, reivindicações de moradores nas rádios populares.
O radialista Luiz Augusto Gollo, que em julho substituía o Hilton Abi-Rian no “Alô Rio”, pela Nacional, demonstrou que se pode fazer rádio de manhã pouco diferente de seus colegas. Reproduzindo o noticiário dos jornais, citava sempre os repórteres e colunistas. As transmissões de futebol e outras modalidades, entrevistas ‘ao vivo’ e fatos incomuns mantêm o rádio no seu melhor sentido – o imediatismo. No mais, beira a ficção aquela história de que ele dá notícia na hora que esta acontece. Que seriam das rádios sem os jornais, tvs e a internet?
Os programas de debates sobre os temas que circulam nos veículos impressos garantem bons índices de audiência em determinadas estações. As opiniões dos participantes muito contribuem para o esclarecimento do público que não lê jornal. Sem igual compromisso com a informação o FM, mais voltado para o entretenimento, continua levando vantagem sobre o AM. A unificação das freqüências em algumas emissoras, recurso para evitar perda de mercado, é uma tendência a se multiplicar com o correr dos tempos.
Destaque
“Nossa música”. MEC AM, 800. Aos sábados, 7h da noite. Produção e apresentação de Aglaia Peltier.
Memória
Uma das primeiras FMs do país, a Tupi mudava de nome no início de agosto de 2000. Passava a se chamar Nativa.
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O radialista Luiz Augusto Gollo, que em julho substituía o Hilton Abi-Rian no “Alô Rio”, pela Nacional, demonstrou que se pode fazer rádio de manhã pouco diferente de seus colegas. Reproduzindo o noticiário dos jornais, citava sempre os repórteres e colunistas. As transmissões de futebol e outras modalidades, entrevistas ‘ao vivo’ e fatos incomuns mantêm o rádio no seu melhor sentido – o imediatismo. No mais, beira a ficção aquela história de que ele dá notícia na hora que esta acontece. Que seriam das rádios sem os jornais, tvs e a internet?
Os programas de debates sobre os temas que circulam nos veículos impressos garantem bons índices de audiência em determinadas estações. As opiniões dos participantes muito contribuem para o esclarecimento do público que não lê jornal. Sem igual compromisso com a informação o FM, mais voltado para o entretenimento, continua levando vantagem sobre o AM. A unificação das freqüências em algumas emissoras, recurso para evitar perda de mercado, é uma tendência a se multiplicar com o correr dos tempos.
Destaque
“Nossa música”. MEC AM, 800. Aos sábados, 7h da noite. Produção e apresentação de Aglaia Peltier.
Memória
Uma das primeiras FMs do país, a Tupi mudava de nome no início de agosto de 2000. Passava a se chamar Nativa.
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