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segunda-feira, 30 de julho de 2018

Ouvindo as ondas

UMA NOVA SÓ DE NOME
Está no dial das rádios cariocas desde junho, a Nova Brasil FM (89,5). Emissora musical do estilo adulto contemporâneo, sua proposta é explorar a faixa em que atuam a JB, Antena 1 e SulAmérica Paradiso. O playlist foi ampliado em comparação às demais – 50 contra 30 – número de canções em revezamento.

‘NA MANGA’
A ordem de apresentações se dá como numa espécie de embaralhamento de cartas em jogo de canastra, habitualmente praticado nas horas de lazer entre amigos e familiares. O diferencial, todavia, reside no próprio nome: Brasil. Daí, pois, a razão de se rodar, evidentemente, os hits nacionais, predomínio do pop.

INSPIRAÇÃO
Os idealizadores da Nova Brasil não se furtaram de ouvir, fora do trio referido, as rádios de outros modelos, no caso a Globo e a Tupi -- aquela, também ‘nova’ há pouco mais de um ano. Nela, a ‘inspiração’ do “Nova Manhã” em cima do “Café das 6”, e um homônimo sobre o “Radar Tupi”, cujo lançamento ocorreu em março.

ATRAVESSADO
Nas FMs do chamado adulto contemporâneo, o samba, principal ritmo de música do país, atravessa uma das maiores fases de esquecimento, abandono. A Nova Brasil reservou um quadro para o rejeitado. Batizou-o de ‘clássico’. Ele é ‘mostrado’ em alguns momentos da programação, sem exclusividade, porém.

CAMISA ONZE
Três anos depois de ser demitido da emissora dos Marinho, Robson Aldir aterrissou na Tupi. Durante a Copa da Rússia ingressou na bancada do “Show do Clóvis Monteiro”. Com ele, Antônio Carlos e equipe, Alexandre Ferreira, Marco Antônio de Jesus e, outros, são onze em um ano, a seguirem mesmo destino.

AMARELINHO
Robson Aldir, então estagiário, foi um dos fundadores da CBN. Formara no grupo dos ‘amarelinhos’ da Globo, em que apareceram Pedro Costa, Alberto Brandão, Gélcio Cunha, sendo João Vita (nome de praça em Campo Grande), o pioneiro. Com as graças do Haroldo de Andrade (1934-2008) virou repórter especial.

TEMPO CURTO
Em 2013 era promovido a apresentador, conduzindo o horário das madrugadas nos fins de semana, virada de sábado para domingo. Curinga por determinado tempo, substituiu Loureiro Neto (1952-2014) no noturno “Papo de Botequim” na doença deste, e se tornou titular da atração, com o falecimento do companheiro.

SAMBA CHAMOU
Na maior parte da existência do “Comando Geral do Carnaval” (saudosa promoção do Mário Luiz), Aldir era figura obrigatória na equipe, como também o era em todos os movimentos que envolvia escolas de sambas e seus bastidores Coordenou o programa “Samba Amigo”, cabendo ao Jorge Luiz o lançamento.

QUAL É A SUA?
A pizza (sabia você?) tem o seu dia próprio, conforme a mãe, pai, avó, árvore, bandeira, e diferentes profissões. É celebrado em 10 deste mês. No programa do Canázio, domingo retrasado, houve um especial sobre os inimagináveis sabores do comestível. Apresentação de Juliana Alves e produção de André Henriques.

ODILON & REDES
Quase um ano afastado para tratamento de saúde, Odilon Júnior retornou às atividades na Copa, com o jogo entre Uruguai e Egito, vitória do primeiro por 1 a 0. Falar no recente Mundial: ainda não sabemos qual a maior rede de emissoras na cobertura. Cada uma que sintonizávamos anunciava-se detentora da marca.

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HORAFINAL.COM
Enquanto as FMs adulto contemporâneo dão a mínima para o samba de qualidade, a Mania, O Dia e a Rio – populares do segmento --, privilegiam os românticos, que José Messias (1928-2015) apelidara de ‘sambolero’. Os de raízes e bossa nova estão na MEC AM, emissora pública, como a Nacional, pouco divulgada pela EBC.

HORAFINAL DOIS
Quem ouve rádio há ‘trocentos’ anos, lê e pesquisa sobre o tema, percebe que o veículo, em grave crise, só não morreu devido aos recursos da internet. E, com pesar, nota que a programação da Nova Brasil não passa de uma ‘colcha de retalhos’.Os responsáveis apoderaram-se,inclusive, de um símbolo da JB -- o 'música e informação'.

domingo, 15 de julho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (10)

Um especialista escreveu: “A Alemanha nem pentacampeã é e seu campeonato nacional beira os 45 mil torcedores em média por jogo. No país cinco vezes campeão não chega a 18 mil.” (Por ocasião dos alemães serem eliminados desta Copa.)

Outro publicou: “A elite do futebol está cada vez mais equilibrada. Sempre vale lembrar: 72% dos jogadores da Copa jogam fora dos seus países. Todos têm o mesmo preparo tático, físico e técnico”. (A propósito de a Croácia se tornar uma finalista.)

O Brasil, positivamente, não é mais o país do futebol. Os craques que nele despontam, supervalorizados pela mídia, deixam, em maior proporção sua terra, para brilharem nas agremiações da Europa.

Nos clubes organizados como empresas – não é novidade – em pouco tempo eles faturam milhões. Não é o que acontece por aqui -- clubes endividados. Famosos, têm na pátria-Seleção um negócio.
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PIONEIROS DA NARRAÇÃO

Ramos de atividades que quase se confundem, o jornalismo ‘da geral’ e o esportivo coexistem desde o início do rádio. Na história do veículo, conta-se que, as primeiras tentativas de narrar futebol ocorreram em São Paulo, na Record, com José Augusto Siqueira e Nicolau Tuma, em 1931. Outro pioneiro da narração, também era do rádio paulista – Armando Pamplona, na Educadora.

O futebol no rádio em todos os tempos não passa de uma ópera sonora, muitas vezes superior ao espetáculo que se pretende descrever – afirmava Luiz Carlos Saroldi (1931-2010) num trabalho em parceria com Sônia Virgínia Moreira. Para ele, Oduvaldo Cozzi foi o maior símbolo do rádio esportivo. Era dono de invejável expressão verbal, perfeito na dicção e na descrição dos lances, bom locutor de estúdio e redator. Seu começo no rádio se deu na virada dos anos 30.

Ary Barroso, na Tupi, Antônio Cordeiro, Nacional e Geraldo José de Almeida, na Record, foram outros importantes no gênero, onde também se destacara a dupla Edson Leite-Pedro Luiz, na Bandeirantes, criadora do estilo alternativo. Esses locutores se revezavam na transmissão de cada tempo da partida. Ainda na Bandeirantes, de uma geração posterior, Fiori Giglioti , o locutor-poeta, tornara-se popular com o bordão “abrem-se as cortinas para começar o espetáculo”.

Em 1938, pela Rádio Clube do Brasil, Gagliano Neto foi o primeiro brasileiro a transmitir, da França, uma Copa Mundial. Na de 1950, que inaugurava o Maracanã, -- que viria ser considerado “o maior estádio do mundo” -- ele narrava pela Continental, recentemente criada e de que fora um dos fundadores. Nomes também expressivos da época presentes na cobertura: Antônio Cordeiro (representando a Nacional) e Oduvaldo Cozzi (a serviço da Mayrink Veiga).

DE OLHO NA TV
FRANÇA É BICAMPEÃ
A França venceu a Croácia por 4 a 2 e alcançou o bicampeonato mundial na Copa da Rússia, neste domingo (15). O jogo atraiu 79 mil torcedores ao estádio de Lujnink, em Moscou.

Orientada por Didier Deschamps, a França abriu o marcador aos 18’ com Mandzukic contra, Perisic empatou aos 28’, e Griezmann virava aos 38’. Na fase complementar assinalaram para os franceses, Pogba aos 13’ e Mbappé aos 19’, para os croatas Hernandez aos 23’.

Deschamps é o terceiro a conquistar o título de bi-campeão como técnico e jogador. Igualou-se ao brasileiro Mário Jorge Lobo Zagallo – jogador em 1958/62, como técnico em 1970, e ao alemão Franz Beckenbauer – jogador em 1974, técnico em 1990.

Com a Croácia vice-campeã deste torneio, a classificação geral entre as seis melhores colocadas ficou assim: em 3° a Bélgica, em 4°, 5° e 6°, respectivamente Inglaterra, Uruguai e o Brasil.

A Fifa escolheu Courtois, da Bélgica como o melhor goleiro da Copa, e Mbappé, da França, o melhor da decisão.

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Na hora da cerimônia de premiação aos campeões e vice pelos presidentes da Rússia Vladmir Putin, da França Emmanuel Macron, e da Croácia Kolinda Graba, uma forte chuva caiu no estádio. Coube ao goleiro da seleção francesa, Lloris, erguer a cobiçada taça.

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Numa cobertura em que só duas emissoras de TV predominaram com equipes nos locais da competição, as quinze emissoras de rádio,devido à crise, reduziram drasticamente seu acompanhamento.

A Tupi, no Rio, por exemplo, mandou um repórter. A cadeia Globo/CBN enviou um do Rio e outro de São Paulo. Emissoras da capital paulista, porém, levaram número maior de representantes (quatro e cinco), casos da Transamérica, Bandeirantes-Bandnews e Jovem Pan.

No sistema of the tube, uma prática bastante utilizada nos campeonatos nacionais e regionais, teve estação de rádio que não só transmitiram de seus estúdios, como também de entidade beneficente e, de cinemas de shoppings.



terça-feira, 10 de julho de 2018

Ouvindo as ondas

AONDE PASSA O VENTO...
“Todo monopólio é problemático” – dizia o Fernando Ceilão no “Café das 6”, na segunda-feira (9), depois de discorrer sobre medidas do prefeito Marcelo Crivella privilegiando evangélicos no atendimento médico. Ficou a impressão, para quem estava na sintonia da Nova Globo, que o apresentador não conhece o histórico da empresa em que trabalha.

‘MOÇA DO TEMPO’
Trocando figurinhas com a ‘moça do tempo’, Fabiana Paiva, acentuou que ela havia acertado na previsão do jogo do Brasil com a Bélgica. “Só que você disse que seria 2 a 0, mas não disse para quem” – observou ele. Ué, indagamos nós outros. O Ceilão assistiu, ou não assistiu a partida? Se teria, em vez de TV, ouvido rádio da casa, uma outra dúvida.

FORA DA CURVA
A Fabiana, por sua vez, informava que a temperatura ia baixar naquela manhã, chover, inclusive, acrescentando que seria muito bom para ficar na cama enrolada no edredon acompanhando o jogo do Brasil... (sic). Claro como água, que tudo isso era uma gravação. E, conforme se diz modernamente, um ponto fora da curva, na ‘reinvenção dos cardeais’.

MUITO DOÍDOS
O repórter Gustavo Zupak, da Globo em São Paulo, que cobre a seleção brasileira no cenário da Copa, ao participar do “Café”, dava um panorama do que viu (e ouviu) na eliminação da equipe comandada por Tite. Os jogadores estão muito doídos – assegurou. O coordenador Edu Gaspar, mais próximo de Tite, chorou copiosamente diante do resultado.

ÚLTIMA FAVORITA
No entender de Zupak, a seleção melhorou bastante no segundo tempo, e caiu de pé. Revelava que, no caso de a final ser entre a Bélgica e a Inglaterra, vai torcer contra esta última. Os ingleses já foram campeões do mundo e têm o handicap de serem os inventores do chamado ‘esporte bretão’. A Bélgica merece conquistar o título deste torneio – ele frisou.

OUVIR O OUVINTE?!
Não dá para manter o rádio ligado em determinada emissora, quando o apresentador diz,textualmente: “Agora, vamos ouvir a história da ouvinte...”, referindo-se ao quadro em que uma distinta senhora pediu para tocar musica do Roberto Carlos ‘que marcou a sua vida’. Ainda mais em se tratando de um profissional vitorioso, há quatro décadas em cartaz.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (9)

Momentos/O DA PALAVRA FÁCIL

Caso raro em unanimidade na classe, Luiz Mendes (1924-2011) era um fidalgo no trato com os colegas e companheiros de profissão. De memória privilegiada, dedicado e estudioso, não impunha a ninguém seus conhecimentos, até se comportando de forma humilde em situações diversas.Foi no ramo, o profissional de carreira mais longa. Impossibilitado de comparecer aos estádios, exercia suas tarefas de sua residência, televisão à frente (sem som), com o apoio de um equipamento especial.

Luiz Mendes participou de dezesseis copas do mundo, treze delas nos locais. Foi narrador da Globo na de 50, em que o Uruguai eliminou o Brasil. Aquela e a de 58, no Chile, as mais emocionantes de sua vida, segundo revelou num programa comemorativo aos seus 80 anos de idade. Dizia, entre outras coisas, que Leônidas (da Silva) não foi melhor nem pior que Pelé, explicando que não se podia comparar, por exemplo, o “Rei” ao Maradona. O brasileiro Zizinho – acentuava ele – era mais completo que o espanhol Di Stefano, e Garrincha (Mané), o que mais o impressionara.

Numa passagem pela extinta Continental nos anos 60, Luiz Mendes trocou de função, passando a comentar, em vez de narrar os jogos. “Comentarista da palavra fácil”, slogan que o marcou, foi uma invenção do Carlos Marcondes, gerente de esportes da emissora. (Já dividia aquela atividade no rádio com a de narrador da TV Rio, sendo um de seus fundadores). Informação sobre o tempo de jogo, iniciativa dele. Também ampliou o espaço dos comentaristas, antes só no intervalo e final.

Na pequena Missioneira, localizada no interior de Santo Angelo, os primeiros passos. Oficialmente, porém, Luiz Mendes começou na Farroupilha, de Porto Alegre. Em 1° de dezembro de 1944, véspera da inauguração da Globo, ele voltava a São Paulo, onde fizera uma cobertura para a emissora gaúcha. Viera ao Rio à procura de Rubem Amaral, chefe de locutores da casa. Não precisou fazer teste, ao comunicar sua origem.

Antes de narrar futebol, ele comandou “A Hora da Ginástica”, foi locutor comercial anunciando, inclusive, o rádio-teatro em que atuava Daysi Lúcidi, com quem acabaria se casando. As rádios Nacional e Tupi, e a TV Educativa foram outras emissoras em que trabalhou. Nascido em Palmeiras das Missões, Rio Grande do Sul, sua história teria capítulos finais em outubro de 2011. Luiz Mendes fora internado no Hospital de São Lucas, em Copacabana. Morreria dia 27 em decorrência de leucemia.
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DE OLHO NA TV
SELEÇÃO DE TITE ELIMINADA

A Bélgica venceu por 2 a 1 nesta sexta-feira (6) a seleção do Brasil, eliminando-a da Copa na Rússia. Fernandinho contra e De Bruyne, aos 13’ e 31’ do 1° tempo marcaram para time de Roberto Martinez. Para a seleção de Tite, Renato Augusto aos 30’ do 2° tempo. O jogo, na Arena Kazan, foi assistido por 42.380 torcedores.

O próximo adversário da Bélgica será a França, que ganhou do Uruguai por 2 a 0.Invicta há dois anos, a Bélgica se apresentou diferente de outros jogos Soube aproveitar as falhas da seleção orientada por Tite que, a exemplo da partida com o México, atuou fraca na marcação no meio de campo, uma deficiência repetida

Fernandinho, Paulinho e Gabriel Jesus pouco produziram, e Neymar esteve bem abaixo de suas qualidades de craque. O time tentou superar a barreira montada pela defesa da Bélgica, em que o goleiro Courtois foi o grande destaque. Ensaiou uma reação no tempo final, mas não aceetava nas conclusões, pela esquerda.

VOZES DO LAMENTO

‘Neymar está devendo demais. Estou achando estranhíssimo’. (Eraldo Leite, comentarista da Globo/CBN)

‘Firmino é jogador de pelada. É um jogadorzinho’. (Do José Silvério na Bandeirantes/Bandnews.)

‘Inadmissível essa substituição. Não acrescenta nada’. (Cláudio Zaidan, na mesma cadeia.

Reclamava a troca de Paulinho por Renato Augusto, que não estava aproveitado por atravessar má fase.

Renato entrou aos 27’ do 2° tempo, e aos 30’ fez o gol. Na intervenção seguinte, Zaidan destoava.

‘O meio campo não está pegando a segunda bola’.(Dito pelo Waldir Luiz na Rádio Nacional.)

‘Meus amigos, a vaca está bem próxima do brejo’. (Mário Silva, companheiro daquele na emissora

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Rádiomania, o Livro/48


RETRATOS DA VIDA
Durante a gestão Vargas, em 1940, todas as empresas do grupo “A Noite”foram encampadas. Gilberto de Andrade nomeado superintendente da Nacional, contratava os maiores profissionais e dotava a rádio das melhores condições, pois conhecia bem o pessoal e sabia o que o governo queria. Os novos rumos do rádio se descortinariam nessa década.

Vieram os filões, e a rádionovela que se popularizaria rapidamente. Seu antecedente ocorrera na Record – peças completas de 50 minutos de duração, com o título geral de “Teatro Manuel Durães”. Na Mayrink, era “Teatro Pelos Ares”, direção de Cordélia Ferreira.

Em São Paulo, o sucesso das novelas obrigava a utilização de uma viatura dos Correios para o transporte de cartas destinadas aos atores e autores. Oldemar Ciglione, Ênio Rocha, Arlete Montenegro, Nilva Aguiar e Walter Forster, entre outros, provocavam suspiros das domésticas. No Rio, anos 50, a Nacional chegara a manter 16 novelas em cartaz.

Da pioneira “Em Busca da Felicidade” a “O Direito de Nascer” – longérrima (dois anos no ar), os locutores apregoavam sempre: “E, ouçamos mais um emocionante capítulo de...” O departamento de rádio-teatro, com direção de Vítor Costa chegou a reunir nada menos que 120 profissionais, entre atores, escritores e técnicos. Uma das testemunhas de sua história , no apogeu, foi Edmo do Vale, que chefiava os contra-regras.

Na terra dos Bandeirantes, as novelas eram o forte da Rádio São Paulo. Antes de incursionar no gênero, a emissora paulista concentrava suas baterias em programas de humorismo. Ariovaldo Pires, o “Capitão Furtado”, era o nome mais importante do elenco. O “Cascatinha do Genaro”, por ele criado e apresentado, desfrutava de muita popularidade.

Em termos de importância na história do rádio, comparava-se a um PRK-30, de Lauro Borges e Castro Barbosa (Mayrink, Nacional e Record; “Zé Fidélis”, com Dino Cartopazzi (Cultura e Educadora); “Piadas do Manduca”, de Renato Murce (Clube do Brasil e Nacional); e “Hotel da Pimpinela”, de Silvino Neto (que passou pela Tupi e também Nacional).

MEMÓRIA—2011
O repórter e comentarista Antônio Jorge era contratado pela Manchete em julho E, o Garcia Júnior, folclórico narrador, estreava na Tamoio, com a partida do Botafogo 2x0 Atlético-MG,em 7 Lagoas
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A EBC promovia em 12 de setembro um programa 'ao vivo' pelos 75 anos das rádios Nacional e MEC AM. Na Praça da República, com as bandas do Exército e Filarmônica do Rio, e outras atrações.

A pré-hora das jornadas esportivas da Globo aos sábados,naquele mês, ganhava por denominação, “A Liga dos Trepidantes”. Na edição inaugural, sob o comando Zeca Marques, distribuição de prêmios.

Ainda no mês. Aldenora Santos, do “Show do Antônio Carlos” era, no dia 14, homenageada pelos 60 anos de carreira. Recebia placa comemorativa da Globo, cumprimentos de colegas e familiares.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (8)

Momentos/PERSONAGEM DE CAYMMI

Desde cedo radicado no Rio, gaúcho de Alegrete, o homem polêmico e temperamental que foi João Saldanha lembraria muito bem o personagem descrito num samba de Dorival Caymmi. (“João Valentão é brigão/Pra dar bofetão/Não pensa na vida.../A todos João intimida.”) Funcionário público, jogador de futebol de praia em Copacabana e torcedor do Botafogo, João (1917-1990) viria a ser, no rádio, um dos mais importantes comentaristas esportivos do país.

Em 1959 decidira largar o emprego para se dedicar integralmente ao que os ingleses chamavam de ‘esporte bretão’. Começava escrevendo artigos para o jornal “Última Hora”, de Samuel Wainer – a coluna diária “Na Zona do Agrião” – e, paralelamente, fazia comentários nos programas especializados e jornadas na Rádio Guanabara, a futura Bandeirantes de um grupo paulista. Ali se destacavam, entre outros, os locutores Sérgio Paiva e Dolar Tanus. Intransigente em suas convicções, o carioca honorário passara a ser conhecido como ‘João Sem Medo’.

Saldanha era um militante comunista de carteirinha e criticava abertamente o sistema de governo e seus simpatizantes. A política do futebol na rádio em que se iniciara não ia bem, um dos motivos que o fizera aceitar o convite do Botafogo para treinar o time, tendo apenas conhecimento teórico. Conviveria com craques do nível de Garrincha, Didi e Nilton Santos, mas o treinador perderia para o observador, cuja visão de jogo se distanciava do que era desenvolvido na prática.

A sorte grande do Saldanha não demoraria. Após um período na Rádio Nacional (do governo), ele mudava de pouso. Waldir Amaral assumira o esporte da Globo em 1961, e o requisitara, dois anos depois, para o lugar do Benjamim Wright – lembrado autor de uma lapidar frase repetida nesses últimos dias no rádio e TV. Falando a linguagem do povo, Saldanha foi um sucesso imediato. E, Waldir caprichara no slogan que lhe dera: “O comentarista que o Brasil consagrou”.

Ele faria uma pausa em suas atividades no rádio em 1969. De forma inesperada fora convidado por João Havelange, presidente da então CBD (que seria rebatizada de CBF) para treinar a Seleção Brasileira nos preparativos com vistas ao Mundial no México no ano seguinte. Desafio aceito, classificava seleção, mas não viajaria como técnico, reintegrando-se à equipe da Globo. Trombara com Pelé ao tentar barrá-lo. Alegara publicamente que ele ‘não estava enxergando direito’.

O cargo ficara com Zagalo. A Seleção ganharia todas e conquistava o tricampeonato. Em 1984 Saldanha acompanharia Waldir em sua transferência para a Rádio Jornal do Brasil. Não seguiria, porém, para a Nacional em 1986, preferindo a Tupi, primeiro na companhia de Doalcei Camargo e, posteriormente, com Luiz Penido. Trabalhava nessa e na TV Manchete na Copa de 90 na Itália. Durante a competição, morreu de pneumonia em Roma. Atuaria também na TV Rio (“Grande Resenha Esportiva Facit’) e na Rede Globo -- "Jornal Nacional".
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DE OLHO NA TV
BRASILEIRA VAI ÀS QUARTAS

A seleção brasileira ganhou de 2 a 0 da do México em Samara nesta segunda-feira (2), gols de Neymar aos 5', e Firmino aos 42’ da etapa final, logo após substituir Philippe Coutinho. O Brasil enfrenta a Bélgica na sexta-feira (6), vencedora do Japão por 3 a 2, na mesma etapa do jogo realizado em Rostov.

Os mexicanos ofereceram muita resistência, dominaram as ações no meio de campo,não deixando os comandados de Tite evoluírem nas suas jogadas. O primeiro chute a gol só aconteceu aos 23’. Além de Thiago Silva e Miranda, Neymar e Willian foram destaques. Casemiro – que manteve o bom desempenho -- está fora da partida com a Bélgica. Recebeu o segundo cartão amarelo.

A Tupi e Globo/CBN, no Rio atuaram com José Carlos Araújo, Washington Rodrigues, Wagner Menezes, André Marques, Wellington Campos (*) e Vinícius Gama,de um lado. Do outro, Luiz Penido, Eraldo Leite (*), Dé Aranha, Gustavo Henrique, Marcos Vasconcellos, Gustavo Zupak (*) e Maurício Bastos.

De São Paulo, Bandeirantes-Bandnews, com José Silvério (*), Cláudio Zaidan, Bernardo Ramos(*) e Ricardo Capriotti(*). Transamérica, Éder Luiz (*), Henrique Guilherme, Paulo Roberto Martins, Marco Bello (*) e Ivan Drago(*).

VIRADA DA BÉLGICA

O Japão saiu na frente -- marcando 2 a 0 através de Garamuchi, aos 2’, e Hunai, aos 6’ do 2° tempo. A Bélgica, que alguns narradores já consideravam derrotada, começou a reagir com Verone (aos 24’), seguindo-se Delaine (aos 29’) e Chabre (aos 48).Jota Santiago narrou pela Tupi, Edson Mauro, Globo/CBN, Dirceu Marchioli, Bandeirantes/Bandnews, Guilerme Laje, Transamérica.

PISANDO NA BOLA

O versátil Maurício Bastos -- apresentador, repórter e noticiarista -- no momento plantonista, afirmou no jogo da seleção: "Terminado o primeiro tempo de Brasil e México. Zero a zero, empate sem gol."

Na partida com a Sérvia, falando sobre alterações na equipe, Dé Aranha sugeriu algumas ao técnico: "Duas opções que Tite tinha". (-- Tão difícil o português -- costuma dizer a governanta lá de casa.)

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(*) Radialistas das mais importantes praças, Rio e São Paulo, presentes nas cidades-cenários desta Copa.

sábado, 30 de junho de 2018

Rádiomania, o Livro/47

UMA APARENTE SUBIDA
Chamava-se Federal e funcionava em Niterói a rádio comprada pelo Grupo Bloch Editores que, a exemplo da principal revista, ganharia nome de Manchete. A concessão estava em poder de Antenógenes Silva, músico e compositor e, entre outras coisas, autor de “Saudades do Matão”, um clássico do cancioneiro nacional. Foi em 1981 que a emissora passou para o controle dos Bloch.

Cinco anos depois, quando começava a transmitir 24 horas por dia, ela deixava para os ouvintes a impressão de crescimento. (Emissoras bem mais antigas – casos da Roquette Pinto e Jornal do Brasil, só entrariam nesse esquema, respectivamente, em 1988 e 1990). Pelo transcurso de seu decênio, em março de 1991, a Manchete investia na contratação de profissionais de renome e ampliava o setor de jornalismo, apesar da crise político-econômica que o país enfrentava.

O início da nova fase se daria com Cidinha Campos, que estreava no dia 4 daquele mês. Eleita deputada pelo Estado do Rio no ano que terminara, a comunicadora desligava-se da Tupi depois de onze anos ininterruptos. Levaria para o novo endereço parte da equipe, inclusive sonoplasta Márcio Castorino.

No mesmo dia em que a Manchete lançava o “Cidinha Livre”, o comunicador Ênio Barbosa também estreava no prefixo. Ênio, que alcançara grande sucesso na Tupi substituindo Paulo Lopes a partir de 1987, não renovaria seu contrato, encerrado antes de completar dois anos no horário. Queria remuneração considerada incompatível. Sua estrela se apagaria na Capital, enquanto ‘plantava’ nos colunistas de jornais populares o interesse da Globo pelo seu concurso.

Ele fizera uma parada na Rádio Nacional, quando problemas de ordem política provocaram o afastamento de Daysi Lúcidi, integrada à emissora desde os tempos das novelas. Na Manchete, abandonaria o projeto de reformulação logo no primeiro mês de atividade. Em princípio, alegara motivo de saúde, licenciando-se e, depois, para surpresa de todos, rescindia o contrato. Voltaria à Capital e, mais tarde, realizaria o seu grande sonho: trabalhar no Sistema Globo. Morria no primeiro semestre de 1995, em pouco tempo de atuação na Globo paulista.

Jorge Luiz e Luciano Alves, também originários da Tupi, reforçariam a programação da Manchete. Em meados do ano, porém, o panorama da rádio estava muito diferente, reflexo ds crise que, localizada no canal de televisão da empresa, abalaria os alicerces da casa. Cidinha saía aproveitando a desincompatibilização, em 1992, para concorrer à Prefeitura do Rio. Em seguida Luciano Alves, que se aposentara pela Rádio MEC. Ao Jorge Luiz,(o último, no 'crescimento', caberia a desconfortável missão de apagar as luzes.

MEMÓRIA—2011
Em abril, o locutor Edilson Silva e o comentarista Ronaldo Castro ingressavam na equipe da Tamoio,em seu núcleo no Rio, e em maio, Ivan Borghi era contratado pela Manchete, entrando na vaga de Paulo Vasconcellos.

Perdendo todas as cobranças de pênaltis, o Brasil foi eliminado em 17 de julho nas quartas de final da Copa América, em La Plata, Argentina. Eraldo Leite, Wagner Menezes e Wellington Campos testemunharam.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (7)


Momentos/SEM PERDER A ESPORTIVA

Muito magro quando criança, compleição conservada na juventude, Affonso Soares (1924-2007) tinha no imaginário um grande sonho: ser locutor esportivo. Seu ídolo era Ary Barroso – narrador de futebol na Rádio Tupi, conhecido dos ouvintes como “o homem da gaitinha”. Affonso não conseguiu o que desejava, mas chegou próximo, quando decidira procurá-lo para fazer um teste.

Reprovado, não desistiu de lutar por seu objetivo. Os primeiros passos foram na Rádio Mauá, auxiliando o animador Hélio Ricardo, maior cartaz daquela emissora. Com o decorrer dos anos, ei-lo integrado aos “Comandos Continental” do Carlos Pallut. Destacara-se na equipe onde atuavam Ary Vizeu, Hilton Abi-Rihan Hélio Lopes, Dalvan Lima, Mário Garófalo, Celso Garcia, Luiz Otávio, entre outros.

Na Tupi, Affonso encontrara sua melhor oportunidade. Passara a cobrir futebol e, em 1950, ganharia prestígio ao participar da Copa do Mundo realizada no Brasil. O espírito de repórter, porém, levou-o a propor (e a direção da casa aceitar) uma série semanal revelando os bastidores dos presídios cariocas. “Do Outro Lado da Vida”, em que os presos contavam suas histórias, fez grande sucesso.

Em 1960, mais um salto em sua carreira. Orientado pelo diretor artístico Oduvaldo Cozzi, virava produtor e apresentador do “Patrulha da Cidade”, pioneiro dos policiais. O surgimento deste provocaria a criação de similares, sendo exemplos, um na Rádio Nacional, com o Raul Longras, outro na Tamoio,(dos Diários Associados) com o Canajé Cota.

Na década de 70, a “Patrulha” reunia Affonso Soares e Samuel Corrêa como seus apresentadores e, contava com o ator Nelson Batinga personificando um motorista de lotação. Suas tiradas de humor e vocabulário arrevesado,cheio de gírias, incrementavam o programa.

A Globo também resolveu investir no gênero, ‘roubando’ o trio para os seus domínios. Lançara, a partir de então, “A Cidade Contra o Crime”, no mesmo horário – meio-dia. Durante certo tempo dividiu a preferência do público. Uma briga do Samuel com o Affonso, no entanto, resultara no retorno daquele para a Tupi. Batinga acompanhara o Samuca e, em período curto, “A Cidade” acabava.

Affonso ainda criara na rádio que lhe dera projeção, o “Não Perca a Esportiva”. Apresentava-o somente aos domingos antes das jornadas. O quadro passou a ser diário no “Paulo Giovanni Show”, na Globo, e incluído posteriormente no “Show da Manhã”, com Francisco Barbosa, sucessor do Giovanni. Em setembro de 1995, Affonso voltaria à Tupi. Saúde fragilizada, não ia mais aos campos.

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DE OLHO NA TV
BRASIL AVANÇA E JOGA COM O MÉXICO

A seleção do Brasil venceu a da Sérvia por 2 a 0 no estádio do Spartack, em Moscou nesta quarta (27). Classificou-se para as oitavas em 1° lugar com sete pontos e vai enfrentar, na segunda, o México, que perdeu por 3 a 0 para a Suécia.

Paulinho aos 35’ do 1° tempo encobriu o goleiro, recebendo um lançamento de Phillippe Coutinho, e Thiago Silva aos 23’ do 2°, de cabeça, escorando um centro de Neymar, os autores dos gols. Foi a melhor participação do Brasil na Copa.

Marcelo, o lateral esquerdo, sentiu a lombar nos minutos iniciais e foi substituído por Felipe Luís. O técnico Tite fez outras substituições – Fernandinho no lugar de Paulinho, promovendo a entrada de Renato Augusto no de Philippe Coutinho.

As rádios do Rio acompanharam. Tupi e Nacional, lideradas por José Carlos Araújo e Washington Rodrigues, Ricardo Mazella e Waldir Luiz, respectivamente. Globo-CBN em serviço especial, do Instituto Benjamin Constant, com Luiz Penido.

ALEMANHA SURPREENDE
Tetracampeã em 2014 no Brasil, quando detonou o 7 a 1 fatídico, a Alemanha despediu-se da Copa mais cedo, derrotada por 2 a 0 pela Coreia do Sul.

Surpreendeu os futebolistas de países sul-americanos e europeus. Edson Mauro narrou na Globo, com as participações de Francisco Aielo e Renan Moura.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (6)


Momentos/ASTRO DE UMA DINASTIA

Voz do tipo arrasa-quarteirão, ele não precisaria de microfone para se fazer ouvir. Em linguagem de gastronomia, rádio dispensando a ‘latinha’ teria o mesmo sentido que macarronada sem queijo parmesão. Em outras palavras, baixo sabor, nada agradável para os paladares exigentes. A interlocução do homem como ficaria diante do seu potencial?

Mineiro de Caxambu, Jorge Curi (1920-1985) era o mais velho de quatro irmãos que se dedicaram às atividades na cultura popular – Alberto locutor, Miguel jornalista e produtor, Ivon (o caçula, mais famoso) cantor e compositor. Curi iniciou-se no rádio de sua terra em 1942. Descoberta do Ary Barroso, que o aconselhou tentar a sorte no Rio.

O autor de “Aquarela do Brasil”, apresentador e locutor esportivo o recomendara a procurar diretores da Nacional. E, nela Curi conseguira uma vaga depois de aprovado num teste. A rádio o indicaria para o recém-criado Serviço Brasileiro da BBC em Londres, que fora jeitosamente recusado, por uma questão sentimental. Estava noivo, e prestes a casar-se.

Uma solução para o impasse foi encontrada. Encarregaram-no das apresentações de a “Hora do Pato”,programa de calouros, destinando-se a Aurélio de Andrade a missão de trabalhar na capital britânica. Jorge Curi se deu muito bem no comando daquela atração. Ele se tornaria, ainda, o mais famoso locutor esportivo da tradicional emissora.

Até então, quem se destacava no prefixo era o Antônio Cordeiro, que deixara o jornalismo impresso para atuar na Tupi. A trajetória de Jorge Curi na estação da Praça Mauá foi sedimentada entre 1943 e 1972. Daí até meados de 1984 formaria, na Globo, uma dobradinha com o Waldir Amaral. Alternavam-se nos tempos de transmissão dos jogos.

Waldir se indispusera com o Roberto Marinho naquele ano, desligando-se da emissora. O dono da rádio recontratava José Carlos Araújo, que passava a ser o novo líder da equipe. Sem êxito na negociação para continuar na casa, Curi foi para a Tupi. Saiu logo. Em dezembro de 1985 a caminho de Caxambu para o Natal, morreu em acidente de carro.

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DE OLHO NA TV
URUGUAI DERROTA SELEÇÃO ANFITRIÃ

O Uruguai derrotou a Rússia, anfitriã da Copa, por 3 a 0 nesta 2ª feira (25) em Samara pelo Grupo A. No fechamento da rodada da 1ª fase a Arábia Saudita ganhou do Egito por 2 a 1,em Volgogrado, despedindo-se do torneio. Os quatro jogos registraram um fato em comum, as trapalhadas dos árbitros de vídeo.

Jogando em Saransk pelo Grupo B a seleção de Portugal esbarrou na do Irã, empatando por 1 a 1. O astro da equipe, Cristiano Ronaldo perdeu um pênalti defendido pelo goleiro. Em Kaliningrado ainda nesse grupo, a Espanha também passou por sufoco semelhante. Foi dureza o empate de 2 a 2 com Marrocos.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (5)

Momentos/ TORCEDORES DO 2° TIME

No tempo em que o América participava efetivamente do Campeonato Carioca de Futebol, algumas pessoas o consideravam como o 2° time de sua preferência. Raras aquelas que se revelavam ser torcedor da agremiação rubra. O locutor Doalcei Camargo, que chegara ao Rio de Janeiro em 1947 bastante jovem, estava entre os simpatizantes do clube. Assim como o são o apresentador Antônio Carlos e o locutor oficial do Carnaval, Jorge (Nota Dez) Perlingeiro.

Doalcei (1930-2009), nascido em Itápolis, interior de São Paulo, fez suas experiências iniciais na Rádio Clube de Marília. Começou oficialmente, na Tupi do Rio, onde atuaria durante o primeiro quadrimestre de 1959.

Em julho daquele ano estreava no comando da equipe esportiva da Globo, formada pelo comentarista Benjamin Wright, o repórter Otávio Name e o juiz de futebol Mário Vianna, comentando arbitragens, todos recém-contratados.

Eles se juntavam aos que já estavam na casa -- Áureo Ameno, Dalton Ferreira, Isaac Cherman e Roberto Feijó. Vasco e Flamengo no Maracanã, terminado em 2 a 2, foi o jogo da estreia de Doalcei com os novos companheiros.

Trabalharia na Tupi diversas vezes. A ela voltaria em 1965, também chefiando equipe. (No intervalo, a Continental, com Wright e Name). Na segunda passagem, quando firmava seu nome, emendava 23 anos consecutivos, até 1988.

As outras ocorreriam entre 1993 e 1996 e, posteriormente, nos anos de 1997 e 1998, dividindo espaço com Luiz Penido. Nessas idas e vindas,teve atuações nas rádios Nacional, Globo (durante a Copa do Mundo de 1990) e Tamoio.

Devido ao timbre de voz, a classe o qualificava como “o mais vibrante”. Doalcei, o ‘Dodô’, assim tratado pelos colegas (e o Luiz Mendes) foram os pioneiros em registrar o tempo de jogo. “No meu cronômetro, decorridos...” – a forma usada.

Na Tupi, que representou fases distintas de sua carreira, ele se integraria, por fim, ao dominical “Bola em Jogo”, do Luiz Ribeiro. No curso da semana, no programa deste, era presença no “Toque de Mestre”, em que comentava as notícias do dia-a-dia. Doalcei parou de narrar futebol em 1999, na Rádio Tropical FM.
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DE OLHO NA TV
DIFÍCIL A VITÓRIA DO BRASIL

Em sua segunda partida (Grupo E), a seleção brasileira venceu a Costa Rica nos acréscimos, por 2 a 0, gols de Philippe Coutinho e Neymar, que ainda em recuperação da cirurgia, chorou de emoção. O Brasil só ameaçou o adversário em dois ataques no primeiro tempo.

A Costa Rica se plantou no meio de campo, em que o Brasil construíra, insistentemente, suas jogadas. Foi muito difícil para os comandados de Tite furar o bloqueio armado pela equipe costarriquenha. Nos minutos iniciais do 2° tempo, a seleção voltou melhor.

No retorno do intervalo, o treinador fez uma troca, escalando Douglas Costa no lugar de Willian e, mais tarde, tirou Gabriel de Jesus, para a entrada de Paulinho. A seleção subiu no aproveitamento, mas as dificuldades de superar a defesa da Costa Rica persistiram.

Nenhum treinador substitui protagonista – faz parte da cultura do futebol. Pelo que apresentou, Neymar não voltaria – afirmara José Luiz Datena, em São Paulo, comentando na Bandeirantes-Bandenews. José Silvério, radialista brasileiro, dos poucos em São Petersburgo.

Perto de José Carlos Araújo, na Tupi, Washington Rodrigues disse numa de suas intervenções: “É vulnerável o lado direito da defesa da Costa Rica”. Pela Nacional, junto (*) ao André Luiz Mendes, Waldir Luiz classificava que a Costa Rica “é um time muito limitado”.
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(*) No caso, força de expressão, pois, o narrador é baseado em Brasília.




quarta-feira, 20 de junho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (4)

Momentos/UM CLÁSSICO NARRADOR

Já algum tempo ele é nome de viaduto no bairro de São Cristóvão, no Rio. Em setembro de 1936 foi um dos responsáveis pelo surgimento da Rádio Nacional. O gaúcho Oduvaldo Cozzi (1918-1995) era um dos melhores locutores de sua época, bom redator de programas e textos comerciais. Fundou com Celso Guimarães e Aurélio de Andrade a que chamavam de “mais querida”.

Muita coisa que se produziu nos primórdios da rádio e, mesmo durante os anos posteriores, originou-se de longas reuniões dos três, na busca do melhor para a programação. Ao se desligar da lendária emissora da Praça Mauá, Cozzi mudou-se para a Rádio Mayrink Veiga, bastante conceituada na história.

Através desse prefixo ele transmitiu os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1950, que marcaria a inauguração do Estádio do Maracanã. O comentarista Ruy Porto, os repórteres Otávio Name e José Jorge foram seus companheiros. Dela também participaria Jaime Moreira Filho, o 2º narrador.

Mais tarde, ainda como titular do esporte, Cozzi ingressava na Continental, especializada em jornalismo e prestação de serviços. Em 1960, diretor artístico da Tupi foi o mentor do primeiro programa policial do rádio, “Patrulha da Cidade”, que viria a ter existência duradoura, pois, faz parte da grade até os dias presentes.

Delegaria a execução do projeto a um de seus subordinados, o repórter Affonso Soares, que num período anterior ao dele, trabalhara nos “Comandos Continental”, do Carlos Pallut. Na Ipanema (há muitos anos extinta) Cozzi iniciara sua carreira. Depois, atuaria na Transmissora que, ao fechar, tornou-se Globo.

Cozzi ainda teve passagem pela Gaúcha de Porto Alegre e Kosmos de São Paulo, por onde também estiveram Ary Barroso e Celso Guimarães, entre outros nomes importantes que migraram para a Cidade Maravilhosa. Em todas as emissoras em que trabalhou, acumulava funções de locutor esportivo e diretor artístico. Tinha um estilo clássico de narrar. Cozzi era avesso às firulas.
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DE OLHO NA TV
ESPANHA TROPEÇA NO IRÃ

Décima no ranking Fifa, campeã de 2010, a Espanha teve dificuldade para vencer o Irã nesta quarta-feira (20) no estádio de Kazan. O placar de 1 a 0, gol de Diego Costa, brasileiro naturalizado, não refletiu o amplo domínio dos espanhóis na partida. Acuado, o Irã só procurou se defender.

No Rio, Globo e CBN AMs transmitiram com Luiz Penido, Carlos Eduardo Éboli e Marcos Vasconcellos. A Tupi AM com Ricardo Moreira, Rubem Leão e Thiago Veras. Em São Paulo, Bandeirantes/Bandnews FMs mobilizaram o Dirceu Marchioli, Bernardo Ramos e Vinícius Bueno.
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Pelo mesmo grupo (B) em Moscou, Portugal ganhou do Marrocos por igual marcador, gol de Cristiano Ronaldo, o 4° dele na competição.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

Ouvindo as ondas

DE MILAGRES E SURPRESAS
Maria Bethânia, aniversariante do dia, ganhou substancial perfil no "Manhã na Rio" nesta segunda-feira (18), na Rádio Rio Janeiro 1400 AM. O “Manhã...” com Cláudio Ferreira, das 6h às 9h, é apresentado de 2ª a 6ª. Gerida pela Federação Espírita do Estado a rádio sobrevive de doações, mantendo um Clube da Fraternidade. Apesar de classificada como de pequenos investimentos, dispõe de modernas ferramentas da internet.

Com mais de trinta anos de rodagem, o apresentador, noticiarista e locutor de chamadas Cláudio Ferreira já atuou nas cariocas Tupi, Roquette Pinto e as extintas Manchete e Tropical. Em BH, na Itatiaia e Extra.

ÁGUA E VINHO
Há dois anos passados, final de dezembro, a (Super) Tupi (1280 AM/96,5 FM) paralisava suas atividades por três vezes, operando no piloto automático. A terceira, mais prolongada, inédita no ramo, durou um mês.
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O movimento grevista dos funcionários foi um protesto contra o atraso no pagamento de salários, inclusive o 13°. Rumores indicavam que, devido à crise econômica a emissora fecharia as portas , ou seria vendida.

Um grupo de profissionais foi demitido e outro se afastou movendo ação na justiça trabalhista. Diretores, que acabaram se desligando da casa alegavam não haver dinheiro suficiente, empenhados com o condomínio.

NORMAL PRA UNS
Desfeitos os rumores de uma possível venda ou, até, fechamento, a (Super) Tupi normalizou suas operações. Parte que faltava acertar com os funcionários foi debitada, mas uma corrente ainda permanece na justiça.

O impasse terminou com a chegada do novo diretor-presidente, Josemar Gimenez. Aparentemente, acabou a crise. No FM e, principalmente no esporte, a Tupi estava há uma década à frente de sua rival, a Globo.

Hoje, segundo os últimos boletins do Kantar Ibope Mídia, a rádio do imperial bairro de São Cristóvão ostenta posição privilegiada. Ultrapassou a evangélica Melodia e a popular O Dia, em briga acirrada pelo primeiro lugar.

Onde faltavam recursos (exceção para os agentes publicitários), agora tem, com a mágica do Josemar Gimenez, um Clube de Benefícios, que presta todo tipo de ajuda aos dedicados ouvintes, que reclamam assistência.

ECOS DA RÚSSIA
Estamos em dias de Copa. Que não é para o Brasil semelhante às anteriores. A crise econômica é apontada como a grande vilã. O desânimo... prova evidente. Por isso não se enfeitaram ruas, travessas e avenidas.

Você, honestamente, acredita que a seleção do Tite consiga o hexa? Esperança, diz-se em qualquer tempo, é a última que morre. E, o futebol, “uma caixinha de surpresa”, já afirmava o Benjamin Wright (1925-2009).

De milagres e surpresas não se deve duvidar. A guerreira Argentina não empatou com a inexpressiva (e estreante) Islãndia? O bicho-papão Alemanha, até hoje um pesadelo para torcedores, não fracassou diante do México?

E, quanto à saudosa ‘Canarinho’ -- alguém na imprensa ainda a chama assim? O empate com a Suíça ‘furou’ o bolão do colunista Anselmo Gois, de “O Globo”. Nenhuma das dez personalidades que consultara acertou.

HORAFINAL.COM
Estudioso do meio ambiente, o premiado jornalista André Trigueiro teve nesse dia participação especial no programa do Cláudio Ferreira na rádio da Ilha do Governador. Discorreu sobre animais abandonados, que é crime,caso também de crianças e idosos. Devemos combater essa aberração, assinalou. No Brasil, revelou, existem vinte milhões de cachorros abandonados. Gatos nessas condições, segundo ele, são dez milhões. Trigueiro faz aos sábados e domingos programas sobre sustentabilidade na CBN.

sábado, 16 de junho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (3)

Momentos/INDIVÍDUO COMPETENTE

A liderança da Rádio Globo, uma hegemonia de 40 anos deveu-se em grande parte aos índices alcançados pelas transmissões esportivas. O comando na ocasião, estava com Waldir Amaral ((1926-1997), que ingressara na emissora em 1961. Muitos torcedores não gostavam de seu jeito de narrar e, os críticos de plantão apontavam como seus defeitos, a voz acentuadamente anasalada e o atraso com que descrevia os lances. Era, no entanto, o estilo dele.

Consciente, disfarçava na consulta aos ‘pontas’ (repórteres atrás das balizas): “Em cima do lance, Fulano”. Ele se equivocava inúmeras vezes ao citar os nomes de jogadores. Nenhum de seus auxiliares, até os mais próximos, corrigiam-no.

Locutor comercial da Rádio Tupi tão logo chegara ao Rio, Waldir se transferia em 1948 para a Continental, onde começava a se dedicar ao esporte. Foi ‘ponta’ de Oduvaldo Cozzi, principal narrador da “cem por cento esportiva”, uma das emissoras do grupo Rubem Berardo. Com a saída de Cozzi (foi ser diretor da Tupi), Waldir passava a chefiar do setor. Criativo e detalhista, dava asas à imaginação inovando no formato de programas esportivos e transmissões.

Primava pela facilidade de inventar bordões e, via como poucos nos candidatos que o procuravam, qualidades de se tornarem profissionais. O recurso das vinhetas, modernizaram-se com ele, que materializou, ainda, as de narradores, comentaristas e repórteres.

“O relógio maaaaarca...” “Você ouvinte, é a nossa meta!” “Indivíduo competente”... “Está deserto e adormecido o gigante do Maracanã” – alguns slogans que ele criou. Goiano, carioca honorário, inesquecível nas jornadas esportivas e organização de equipes.

Por iniciativa de José Carlos Araújo, o Garotinho, que o sucedera e foi um dos valores por ele revelados, a cabine da Globo “no maior estádio do mundo” ganhou de batismo o seu nome. Para atender as exigências da Copa do Mundo de 2014, tudo virou poeira com a derrubada de um monumento histórico.

Em 1982 Waldir saiu da Globo. Ingressou na Jornal do Brasil AM, cuja tradição de esporte era o turfe. Na JB (extinta em abril de 1993) o futebol não vingaria, havendo inteira rejeição de seus ouvintes. Levou seu para a Nacional, o que acontecera em outubro de 1986. Não terminaria o que acertaria com a casa. Em 1991 produzia uma crônica diária (ao anoitecer) na Capital, freqüência que pertencera a Continental. Foi ali que começara a se projetar.
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DE OLHO NA TV
FRANÇA VENCE A AUSTRÁLIA

Em seu 3º dia da Copa na Rússia, a França, campeã de 1998, venceu a Austrália por 2 a 1 (com um gol de pênalti), neste sábado (16) no estádio de Kazan. O jogo foi decidido nos quatro minutos do 2° tempo.
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Uma das favoritas da 21ª Copa, a França já participou de quatro Mundiais, enquanto a Austrália, que estreou em 1974, se apresenta na competição (trinta e duas representações este ano) pela 4ª vez.

A Nacional-Rio transmitiu com André Luiz Mendes, Mário Silva, (comentarista) e Rodrigo Ricardo (repórter).Edson Mauro pela Globo/CBN, Francisco Aielo nos comentários, Renan Moura nas reportagens.



quinta-feira, 14 de junho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (2)

Momentos/ BEM PERTO, E DISTANTE

Quinze emissoras de rádios brasileiras compraram os direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo da Rússia que começa hoje, informou Eduardo Geraque, da “Folha de S. Paulo”, na quarta-feira (13). A Transamérica, de São Paulo deverá ter uma das maiores equipes, 12 pessoas. O número de rádios assemelha-se ao da Copa do Japão e da Coreia do Sul, quando o Brasil conquistou o pentacampeonato.

A hegemonia do rádio no país em transmissão de Mundial caiu em 1966 – lembrou o repórter. Na competição posterior (1970) o rádio passou a sofrer concorrência da televisão, agravando-se com a entrada da internet, reduzindo ainda mais o seu campo. No Rio de Janeiro, Globo, CBN e Tupi vão dividir as atenções dos ouvintes.

A lista deste ano da Copa tem cadeias nacionais e regionais. Bandeirantes e Globo, de um lado, de outro Gaúcha, de Porto Alegre, e Itatiaia, de Belo Horizonte. Verdes Mares, de Fortaleza, e Jornal do Commercio, de Recife, representam o Nordeste. O Centro-Oeste será representado pela Sagres 730, a antiga Clube de Goiânia.

O alto custo de transmitir um campeonato tão distante e os preços cobrados pela Fifa – assinala Geraque – inviabilizaram o trabalho de diversas emissoras. A compra de uma posição no estádio para três profissionais, fica por RS$ 37, 8 mil, ou seja, US$ 10 mil.

A maioria das rádios não mandou equipe ao país do Klemilin. No máximo, dois correspondentes para acompanharem os jogos e bastidores da seleção. As emissoras estão acostumadas a utilizar, em algumas partidas, o recurso do off the tube, prática que se enraizou nos campeonatos internacionais, interestaduais e, inclusive, locais.

Consiste (para quem ainda não despertou -- e a crise contribui para que isso aconteça) nas atuações de narradores, comentaristas e repórteres em estúdios diante da televisão.
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A Fifa divulgou esta semana, alguns jornais e sites publicaram as rádios brasileiras que estarão presentes na Copa da Rússia. De São Paulo -- Jovem Pan, Globo, CBN, Bandeirantes e Transamérica; Em rede nacional – Globo e EBC; Rio -- Globo, CBN e Tupi; Belo Horizonte – Itatiaia; Porto Alegre -- Gaúcha; Fortaleza – Verdes Mares; Goiânia – Sagres 730 (que já foi Clube de Goiânia); e Recife – Jornal do Commercio.
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DE OLHO NA TV
GOLEADA NA ESTREIA

A Rússia goleou a Arábia Saudita por 5 a 0 na abertura da Copa 2018 nesta quinta-feira (14). O resultado, segundo dados oficiais, é inédito em estreias desde 1954. A partida levou 78 mil torcedores ao estádio de Lujnik, em Moscou.

José Carlos Araújo, no Rio, narrou pela Tupi, com os comentários de Washington Rodrigues, reportagens de Wagner Menezes e André Marques. Do local, participação de Wellington Campos, também correspondente da Itatiaia, MG.

Em São Paulo, Ulisses Costa transmitiu para a Bandeirantes (cadeia com a Bandnews). Seus companheiros na jornada, o comentarista Ricardo Capriotti, os repórteres Claudio Zaidan e Artur Covre -- este na arena da competição.






terça-feira, 12 de junho de 2018

ERA O BRASIL O PAÍS DO FUTEBOL? (1)

Momentos/DA PELADA AO AFONSINHO

Manhã de terça-feira cinzenta num inverno remoto. Não sabemos, até agora, o que deu na cabeça do programador daquela FM. No rádio do carro, Milton Nascimento cantava o estribilho de um tema dele e Fernando Brandt: “Brasil está vazio nas tardes de domingo, ‘né’/Olha o sambão, aqui é o país do futebol...”

Ao anoitecer daquele dia, Luiz Mendes, no “Globo Esportivo”, reeditava crônicas da série “Da Pelada ao Pelé”, que lançara em sua passagem pela Rádio Nacional nos finais dos anos 70. Ao título, incluíamos uma paráfrase com o “Meio Campo” do Gilberto Gil, homenagem ao Afonsinho, até maio de 2011, um craque em atividade no time de veteranos da Ilha do Governador.

Na letra curta, tal qual um tiro direto, o compositor assinalava: “Prezado amigo Afonsinho/eu continuo aqui mesmo/Aperfeiçoando o imperfeito/Dando um tempo/dando um jeito/Desprezando a perfeição/que a perfeição é uma meta/Defendida pelo goleiro/que joga na seleção/E eu não sou Pelé nem nada/se muito for, eu sou Tostão/Fazer gol nessa partida/não é fácil meu irmão”.

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Em 25 de setembro de 2012, o rádio no Brasil completava 90 anos de existência, muito distante de ser a escola franca e risonha conforme apregoava um poeta. No país do futebol era uma expressão recorrente, em que muitos se apoiavam numa espécie de fuga de seus problemas. Diversão barata para os freqüentadores dos estádios e, também, para os inúmeros peladeiros nos campos de várzea.

Misturados a tantos pernas de paus que nessas competições apareciam (e ainda aparecem), embora os campos deram, em geral, lugares para os conjuntos habitacionais, modernos (e modestos) condomínios, alguns gênios foram descobertos. Tão importantes que jamais criam raízes no país em que surgem.

Olhando no retrovisor de anos recentes, minorias de jogadores que atuam no país, são chamados para a Seleção. Nas Copas do Mundo,os escolhidos, inevitavelmente, brilham na Espanha, França, Inglaterra, Itália e etc.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Ouvindo as ondas

SURPRENDENTE RECORDISTA
Classificado como ‘o despertador do Brasil’, Antônio Carlos(*), que viveu maior tempo de sua carreira na Rádio Globo, celebrou há uma semana, terça-feira (29), o primeiro aniversário na (Super) Rádio Tupi. Último dos apresentadores a ser anunciado ‘mais um campeão de audiência’, Antônio Carlos surpreendeu. O espanto coube àqueles que pregam a reinvenção do rádio. No retorno à Tupi, o seu Ibope triplicou.

DESCOBERTA
Os trinta anos na emissora dos Marinho foram precedidos por dez na dos Diários Associados. E, foi no teatro amador, que descobrira sua real profissão. “Eu era um péssimo ator”, reconheceu numa entrevista.

PERSISTÊNCIA
Apesar disso (um diretor da arte cênica lhe mostrou o caminho), Antônio Carlos participaria de diversos concursos de locutores. Lembrou, no mesmo depoimento, que só na Rádio Nacional, inscrevera-se em nove.

A PROPOSTA
O ingresso no rádio oficialmente, ocorreu na Metropolitana, das Organizações Rubem Berardo. Fã do jazz, propôs ao Dermival Costa Lima , um programa do gênero. À noite, nos anos 50, surgia “Jazz & Bossa Nova”.

NÃO AO IBOPE
Ele queria fazer alguma coisa que atendia a seu gosto, sem se preocupar com esse negócio de audiência. Jazz – advertira o coordenador de programação da rádio – não tem a menor possibilidade de sucesso.
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IMPORTÂNCIA
Um dos mais importantes programas da atualidade no rádio, o “Todas as Vozes”, do Marcus Aurélio, na MEC AM completou, no sábado (26), quatro anos no ar. A comemoração foi antecipada para a sexta-feira.

PRAIA, OUTONO
Também naquele sábado, o Clóvis Monteiro apresentava um show direto da Praia de Copacabana, na Avenida Atlântica, confluência da Rua Figueiredo Magalhães. Com o apoio do Cristiano Santos, nos estúdios.

SEM BUROCRACIA
A “Revista Brasil”, da Nacional, normalmente de segunda a sexta, pelas manhãs, promovia edição especial na cobertura da greve dos caminhoneiros. Valter Lima, de Brasília, comandava âncoras e repórteres.
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(*)HORAFINAL.COM
Nas décadas de 70/80, a cada final de programa da Globo, sonora vinheta repetia: “Este foi mais um campeão de audiência. Vem aí uma nova atração”. Lá estavam, entre outros notáveis radialistas, nomes da expressão de um Haroldo de Andrade (1934-2008), Luiz de França (1946-2017) e Paulo Giovanni, que se tornaria um bem-sucedido publicitário, há algum tempo radicado em São Paulo, o centro financeiro do país.

terça-feira, 29 de maio de 2018

Radiomania, o Livro/46

O CACIQUE DOURADO
Em novembro de 1989 Collid Filho (1930-2004) completava 44 anos ininterruptos dedicados à Tupi, líder dos Diários Associados. Nos anos dourados do popular veículo de comunicação, a rádio de Assis Chateaubriand tinha como referência ao seu jornalismo, o slogan de “O Cacique do Ar”. Homem das madrugadas com o “Collid Discos”, diário, e ”Salão Grená”, dos domingos, tido pelos colegas como ‘O Dono da Noite’, o apresentador , uma testemunha-símbolo da fase áurea da Tupi, foi um dos participantes de um especial da Rádio MEC, produzido por Fridas Veras, que ouvira depoimentos sobre a história da estação.

Com ele, estiveram no programa, o ator Paulo Porto e o locutor Paulo Max. Relembraram fatos pitorescos, envolvendo programas e personagens, onde pontificavam Ary Barroso (1903-1964) e Almirante (1908-1980). Pianista e compositor famoso, considerado o gênio do mau humor, Ary era responsável pelo lendário “Calouros em Desfile”, aos domingos, entre 8h e 9h da noite. Entusiasta do futebol, torcedor do Flamengo e locutor esportivo, ele costumava utilizar-se de uma gaitinha de boca para dar ênfase aos gols. Mas, mudava a entonação do instrumento nas vezes que o adversário do seu clube alcançava às redes. (E, quando time contrário estava na iminência de marcar um gol, segundo os depoentes, Ary simplesmente afirmava... ‘eu nem vou olhar’.)

Almirante --‘a maior patente do rádio’-- (batizado Henrique Foréis Domingues) teve como grande destaque na Tupi, o “Incrível, Fantástico, Extraordinário”, às quintas-feiras, em horário noturno. Figurava entre os mais expressivos criados nas emissoras em que trabalhou. Dezenas de programas se projetaram no “Cacique do Ar”, sendo exemplos o “Rádio Sequência G-3”, com Paulo Gracindo, de segunda a sexta na hora do almoço e o “Caleidoscópio”, com Carlos Frias, aos domingos, depois das transmissões das partidas de futebol.

Embalado pelos acordes da orquestra de Glenn Miller com ‘Monlight Serenade”, Frias narrava a crônica ‘Boa Noite Para Você”, nos chamados dias úteis da semana, dando ao ouvinte a impressão que ele próprio era o autor do texto, cujo nome a emissora não divulgava. O redator, mantido no anonimato, era nada menos que Hélio Thys, anos mais tarde bastante conhecido através da série “A Vida é Assim”, que o levaria para a Globo, devido ao enorme sucesso alcançado. As histórias interpretadas no rádio ainda se transformariam em livro.

Outras atrações da Rádio Tupi davam uma mostra da qualidade de seus programas. O “Falando de Cadeira”, de Olavo Barros era um deles, apresentado aos sábados, por volta de uma hora da tarde. Constava de entrevistas com o pessoal do teatro, muito contribuindo com a divulgação de suas atividades. No humorismo, inesquecíveis as apresentações de Alvarenga e Ranchinho, logo após os calouros do Ary Barroso e, também nesse plano “Marmelândia, o País das Maravilhas” e “Ali Babá e os 40 Garçons”, ambos de Max Nunes, o primeiro às terças, o outro às quintas-feiras, à noite, antes do programa do Almirante.

De segunda a sexta, nos fins de tarde, havia o “Pausa Para Meditação”, de Júlio Louzada, precedido de “Eu Acredito em Milagres”, de Maria Muniz, quando a Tupi entrava em cadeia com a Tamoio, segunda no Rio pertencente aos Associados. As novelas, um dos fortes, ocupavam a faixa do horário vespertino. Entre os principais escritores, Jota Silvestre, Dulce Santucci, Luís Quirino e Luiz Viana (também ator). Na lista de rádio-atores, um Antônio Leite, Aidê Miranda, Dario Lourenço, Dandréa Neto, Luiza Nazareth, Nair Amorim, Nely Vilanova, Newton Da Matta, Paulo Porto, Paulo Maurício e Radamés Celestino.

MEMÓRIA-2011
Em março, o “Quintal da Globo” do Marcus Aurélio voltava a seu horário anterior, de 9h à meia-noite. O “Emoções”, que ficara temporariamente às 23h, incorporava-se ao “Planeta Rei”, do Beto Brito.

Modificações também na Manchete. “Papo da Madrugada” (Kleber Sayão); “Roberto Carlos em Detalhes” e “Acorda Rio”, (Jorge Bacarin); “Fala Garotinho”, “David dá Show” e “Confronto” (Ronaldo Gomlevsky).

O noticiarista Paulo Vasconcellos que trocara a Tupi pela Manchete, revezando-se com Renato Affonso, mudava mais uma vez de endereço. Transferia-se para a MEC FM, onde passava a cumprir horário vespertino.




terça-feira, 22 de maio de 2018

Rádiomania, o Livro/45

QUANDO GIOVANNI SAIU
Paulo Giovanni concretizava em 9 de abril de 1989, um sábado, sua despedida da Globo. Ele planejara a saída com dois anos de antecedência, quando passara a dividir o espaço com Francisco Barbosa. Transcorridos pouco mais de vinte anos da sua estreia no rádio carioca, o que acontecera em 24 de dezembro de 1968, através da Tupi(*), Giovanni encontrava uma forte razão para deixar o rádio: dar tempo integral à sua agência de publicidade.

Na data em que ele se despedia da Globo, o então candidato à Presidencia Fernando Collor de Mello participava do “Haroldo de Andrade”. Literalmente sabatinado nas três horas do programa, naquele dia em audição especial, Collor ainda não havia decolado nas pesquisas de intenção de votos, mas nos bares próximos da rádio, na Rua do Russel, só se ouviam comentários favoráveis, notadamente entre os motoristas de táxis.

O “Show da Manhã”, que surgira na segunda-feira 11 de abril, com o Francisco Barbosa no comando manteria, evidentemente, a chancela publicitária do apresentador que se desligava da casa. Com o decorrer do tempo, e superado os trâmites legais, o controle comercial do programa era repassado ao sucessor, que também montaria uma agência de eventos e promoções. Ele emprestaria seu nome a um programa no horário da tarde.

Barbosa começara a se revezar com Giovanni alguns meses depois de ser incorporado à equipe da Globo, onde aparecia no FM e era curinga no AM. Profissional conhecido em Juiz de Fora, trocara o rádio mineiro por uma irrecusável proposta da Cidade FM. E, aceitara ser, na revolucionaria emissora do Rio, o comunicador da madrugada. Antes do SGR, teve breve passagem pela Del Rey, rebatizada posteriormente Alvorada.

(*) Giovanni, que se tornaria um dos grandes nomes no mercado publicitário do país, iniciara carreira na Imperial de Petrópolis, sua terra natal. Tinha apenas 16 anos. Fez de tudo, de faxineiro a serviços de escritório. Antes de ser locutor foi discotecário. O seu primeiro programa chamava-se “Musishow”, título que o Cirilo Reis (da Nacional) futuramente adotaria.

MEMÓRIA—2011
Em março, a repórter Viviane da Costa mudava-se da Tupi para o Sistema Globo. O mesmo procedimento seguiria a Elisângela Salarolli, depois de passar pela Paradiso e Manchete.

No dia 14, alterações na grade da emissora. “Bom Dia Globo” às 3h, (Jorge Luiz), “Manhã...”às 10h (Canázio), “Boa Tarde...” às 13h (Alexandre Ferreira) e “Vale Tudo...” às 15h (Tino Jr.)

Andréa Maciel, a “Maria Chuteira”, uma inovação em reportagem esportiva, deixava a equipe do José Carlos Araújo. Resolvia fixar-se em Cabo Frio, cansada com os fins de semana.

Mais antigo (e popular) repórter da geral na Globo, Robson Aldir era promovido a apresentador, após um período como folguista. Ganhava as madrugadas de sábados para domingos.


terça-feira, 15 de maio de 2018

Rádiomania, o Livro/44

O APAGAR DAS TARDES
Em 2 de dezembro de 1985, pelo aniversário da Rádio Globo (41 anos ), era colocado no ar “A Tarde é Nossa”. O programa que a emissora lançava com Elói Decarlo tinha a finalidade de substituir o de Waldir Vieira (1944-1985) atração do horário na época, que morrera duas semanas antes, ou seja, em 14 de novembro.

Até aquele momento, Elói se dividia entre uma apresentação de manhã na Globo FM e, outra vespertina, na Mundial. Destacava-se com o “Toca-toca Mundial”, no velho estilo do ‘atendendo a pedidos’, e desfrutava do mesmo prestígio que o seu colega Alberto Brizola, com o “Participação...”, mesmo gênero, matinal.

Depois de fazer suspense por algum tempo, com chamadas promocionais, a Globo jogava todos os trunfos no programa de estreia. Coube a Haroldo de Andrade a gravação de uma caprichadíssima abertura. Na audição inaugural, presença de vários artistas e, como entrevistado, o governador Leonel Brizola, na ocasião ainda bem relacionado com o dono da empresa, jornalista Roberto Marinho.

Embora conservasse alguns quadros do programa anterior, Elói não se sustentaria no horário, em que perdia fragorosamente para o Paulo Lopes (*), da Rádio Tupi. As tardes dele na Globo perderam o brilho muito cedo, durando pouco mais de um ano. Nem o pagode (o autêntico, de raiz) em moda naquele período, conseguira ‘segurar’ o comunicador. Não combinava com o perfil de seu público.

Elói Decarlo retornaria à Mundial, onde os sintonizadores lhe eram bastante cativos e fiéis. Em seu lugar entraria o Luiz de França (1946-2017), que cumprira uma temporada na Globo de São Paulo. França, curinga no “Show da Noite” antes de ir para a Paulicéia, fora convidado por Alfredo Raimundo, diretor da emissora de lá. Trabalhara com ele na Tupi como noticiarista, após vencer um concurso na TV.

(*) Paulo Lopes atuara nas manhãs ao se desligar da “Patrulha da Cidade”, e havia se transferido para o horário de 1h às 4h.

MEMÓRIA—2011
O jornalista Gilmar Ferreira, do “Extra”, assumia em fevereiro, a gerência de esporte do SGR. Na vaga de Álvaro Oliveira Filho, que acumulava a função com a de comentarista da CBN.

Gilmar passava, também, a compor a bancada do “Enquanto a Bola Não Rola”, debate esportivo dominical , apresentado entre o meio-dia e 3h da tarde, sob o comando de Eraldo Leite.

Naquele mês, a equipe de esportes da SGR ganhava novos integrantes. Os repórteres Felipe Santos e Aline Falcone asinavam com a empresa, requisitados para atuarem pela CBN.

Com a volta de Heleno Rotai aos domingos na Tupi, das 6h às 9h, a emissora tirava do ar os programas da Mônica Venerábile, Mariana Maldonado e Luiz Ainbinder, na faixa das 6h às 10h.

A medida beneficiava o Haroldo de Andrade (Junior), que recebia a devolução do horário de 9h às 12h, de que tinha sido afastado para as entradas da Venerábile, Maldonado e o Ainbinder.



terça-feira, 8 de maio de 2018

Ouvindo as ondas

AS PORTAS QUE SE FECHAM
Lançada em setembro do ano passado, a Alpha FM (94,9) deixou o dial carioca no começo deste mês. Braço da Bandnews, em poder do Grupo Bandeirantes e há 12 anos arrendada ao Grupo Fluminense, foi vendida para o dono da Feliz FM, sendo destinada ao público evangélico. A negociação da antiga ‘Maldita’, propulsora do rock nos anos 60, incluiu o AM 540 da empresa de Niterói, editora do jornal do mesmo nome.

Também deixou o dial recentemente, ou seja, no final de março, a Fanática (104,5), fundada em 2016. Sua concessão era de São Gonçalo, com estúdios na Barra da Tijuca. Era 9ª no último boletim do Ibope.

Num período inferior a cinco anos, contando-se as duas relacionadas, oito emissoras fecharam as portas. Em novembro de 2015 a Manchete, em dezembro a Nativa e a Beat98; em julho de 2016 a Cidade.

Encerravam suas atividades em 2017, a MPB e a Bradesco Esportes. Aquela em janeiro, esta em março. Os funcionários da primeira foram pegos de surpresa, os demais, pelo que chamam ‘morte anunciada’.

VIROU MANCHETE
Até 1973, o que viria a ser Manchete AM 760, adquirida por Bloch Editores, era Federal de Niterói, propriedade do músico e compositor Antenógenes Silva. Com o novo dono entrou em concordata três vezes.

O Grupo Dial Brasil arrendou-a em 2000, não conseguindo mantê-la por falta de anunciantes. Em 2002 a concessão ficou na posse da Igreja Deus é Amor e, em 2006, sob o controle de Nasseh Comunicação.

NATIVA SEU NOME
Criada com o nome de Tupi FM em maio de 1974, a Nativa surgiria em agosto de 2000. Ao unificar a programação do AM com o FM em 2009, os Diários Associados arrendara a freqüência da Antena 1 (103,7).

Instalava-a no prédio da Rua Fonseca Teles, em São Cristóvão, pois, o da Rua do Livramento, na Saúde, foi vendido para uma empresa estrangeira.Depois de seis anos do arrendamento, o contrato não foi renovado.

...ERA SÓ SUCESSO
Da ‘costela’ da Eldopop, que funcionou entre 1973 e 1978, nasceria a 98 FM. Com uma programação bastante popular, ao contrário da antecessora, ela liderou o segmento durante dez anos consecutivos.

O surgimento de outras concorrentes, foi a razão da mudança de nome – Beat98. A audiência daria um salto, porém, o sucesso seria por pouco tempo. A FM O Dia, nova líder, acabaria com seu efêmero reinado.

PAPO RETO E,MÚSICA
Revolucionária, a Cidade mudaria a linguagem padrão do veículo, com um estilo coloquial, de pouca fala e muita música. Fundada em 1977, integrava o Sistema de Rádio Jornal do Brasil. Foi boa enquanto durou.

Em queda livre, sofreu extinção em março de 2006 e julho de 2016. Virou OI, primeiro , e Mania depois. Entre 2012 e 2013 foi arrendada à Jovem Pan 2 FM. Reformulada em 2014, ficara muito diferente da original.

DO CLÁSSICO À MPB
O Grupo O Dia comprava em 1994 a freqüência de 90,3 que era utilizada pela Opus 90 (emissora clássica do SRJB). Batizou-a de Nova FM e, posteriormente Nova MPB FM. Simplificada em 2002, tornou-se MPB.

Em 2005, Arianne de Carvalho, proprietária da rádio desligava-se da empresa. Com a desistência dela, aberta em 2012 a oportunidade para a parceria do Grupo Bandeirantes, cabendo-lhes 50% do passivo.

ESPORTES X NÁUFRAGOS
Ainda em 2012, mas em maio, era fundada a Bradesco Esportes FM. A proposta dos gestores consistia em dar ao público uma emissora exclusivamente esportiva, abordando modalidades que o rádio não cobria.

Em dezembro de 2013, os realizadores chegavam à conclusão que o projeto não obtinha os resultados esperados. O‘barquinho’ navegava em águas turvas, sendo a solução (aparente) em 2014, a troca de piloto.

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HORAFINAL.COM
Excelente o artigo de Mariliz Pereira Jorge, na “Folha de S. Paulo”, sábado (5) sobre pesquisa Datafolha, divulgada na véspera. Escreve ela na abertura: “O país mudou. Mudou com ele o brasileiro e suas paixões. E o futebol, quem diria, parece uma das maiores. Bem, venho dizendo isso há bastante tempo. Que as pessoas sequer se interessam pelos estaduais mequetrefes (...) amistosos da seleção (...) escalação de jogadores."