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sexta-feira, 29 de maio de 2020

DIRETO DAS ONDAS

A VELHA GUARDA EM AÇÃO¹
Tem entre 50 e 40 anos de carreira os mais antigos profissionais em atividade no rádio no Rio. O ator e apresentador Gerdal dos Santos é o decano da classe que, reúne, nada menos que dezoito ases da ‘latinha’. Gerdal grava semanalmente dois programas – Onde Canta o Sabiá e a Rádio Memória – transmitidos aos sábados e domingos, pelas manhãs.
Num patamar abaixo do venerando mestre da Nacional situam-se Washington Rodrigues com o Show do Apolinho na Tupi e Osmar Frazão com Histórias do Frazão. Da mesma emissora é o Rubem Confete, especialista em samba de raízes e, de carnaval das agremiações de escolas recreativas.
Na sequência estão Antônio Carlos considerado 'O Despertador do Brasil’, voz potente como no rádio de outras épocas. O seu programa é tão popular quanto a rede de supermercados que o patrocina.
José Carlos Araújo é dos poucos narradores que não encontra similares, desde que passou a titular de equipe no final da década de 70 através da Nacional. Mesma idade, o Coelho Lima em sua rádio atual, 94FM ele rememora os grandes casos policiais relatados ao longo de sua permanência na liderança do Patrulha da Cidade.
Gérson Canhotinha tricampeão mundial foi lançado por Doalcei Camargo, comentarista na Tupi, voltaria a ela alguns anos depois de se aliar a José Carlos Araújo na Globo. Acompanhava-o na Bradesco e na Transamérica.
Um habitual trabalhador das madrugadas, Jorge Baccarin, foi quando houve a ‘explosão’ do Garotinho, seu plantonista. Bacca, (Bota dois), teve uma passagem em sua vida que atuava simultaneamente em três emissoras, e em todas ao vivo – creia o prezado leitor. Está na 94FM atualmente.
Gilson Ricardo, descoberto por Waldir Amaral em Petrópolis, era apresentador de musicais, fazia parte da equipe esportiva da Difusora e destacava-se narrando futsal. Na Tupi, hoje, comanda Bola em Jogo, entre outras atribuições. Cirilo Reis (há quem duvide) já trabalhou na Globo, convivendo com o saudoso Haroldo de Andrade. Eternizou-se na Rádio Nacional, mas passou por diversas estações. Musishow, seu programa, relembra temas de diversas décadas. Cirilo, é a voz oficial da rádio por mais de trinta anos.
Cria da Manchete, de Bloch Editores, sucessora da Federal, embrião plantado em Niterói, Roberto Canázio notabilizou-se como defensor dos aposentados e pensionistas, tendo como auge o Telefone da Solidariedade, entre 2003 e 2006 na Tupi. Um polêmico apresentador. Depois da emissora dos Associados emendara treze anos na rádio da família Marinho.
Edson Mauro e Maurício Menezes já foram companheiros na Globo. Edson na cota do Waldir Amaral, nunca chefiou equipe, por falta de oportunidade ou circunstâncias. Maurição, jornalista, humorista e produtor, foi mentor de um dos ídolos da outrora gloriosa emissora, Valdir Vieira. Com Hélio Júnior (Helinho), formou impagável dupla de auxiliares do Francisco Barbosa, numa audição vespertina. Hoje, é do time de colaboradores do Clóvis Monteiro na Tupi.

HOMENS DE MEIA IDADE²
São quatro da turma de quatorze componentes os profissionais representantes dessa geração. Eles ‘fogem’, evidentemente da pecha de Velha Guarda: Clóvis Monteiro e Francisco Barbosa (Tupi), Luiz Penido (Globo), e Amaury Santos (94FM) ou Roquete.

AS MULHERES NO ALTO³
No rádio moderno como no jornalismo de modo geral, as mulheres se constituem em maioria, ‘invadiram’, estúdios e redações. No mais antigo dos eletrônicos – o rádio, claro – representam a Velha Guarda em número pequeno. Nair Amorim, Zora Yonara e Juçara Carioca (Tupi), e Dáurea Gramático (MEC e Nacional).



¹ As idades deles: Gerdal, 90; Washington e Osmar, 84; Antônio Carlos, 82; José Carlos e Coelho Lima, 80; Gérson, 79; Baccarin, 73; Gilson, Cirilo e Canázio, 71; Edson e Maurício, 70;

² Clóvis, Barbosa, Penido e Amaury, 65.

³ Nair, 88; Zora, 87; Cidinha, 77 e Juçara, 63. Além de radialista, Dáurea é jornalista e escritora, com três livros publicados.

ONDAFINAL.COM
Cinco das mais tocadas na JBFM nesses últimos dias. Inverno (Adriana Calcanhoto), Não é Fácil (Marisa Monte), Que Nem Maré (Jorge Vercilo), Dona (Roupa Nova), Enquanto Houver Sol (Titãs).

sábado, 23 de maio de 2020

DIRETO DAS ONDAS

PANDEMIA E PANDEMÔNIO
O momento do futebol e seu futuro, como os demais setores do país, em função da pandemia do coronavírus, faziam parte do debate esportivo no Show da Notícia na CBN, tarde de sábado (16).
Reunia entre outros, os jornalistas Francisco Aielo e Rafael Marques. As principais federações – Carioca, Paulista, Mineira e Gaúcha são superavitárias, comentaram, acrescentando que as coisas não vão mal só no Brasil, no mundo também.
Por isso, naturalmente paralisaram as transmissões. Assim fica difícil ( quase impossível), se ouvir no rádio conhecedores bordões. Alguns deles: ‘Haja coração pra tanta emoção’ (José Carlos Araújo); ‘Apite comigo galera” (idem); ‘É o que resta dessa festa’ (Luiz Penido); ‘Abriu a caixa de ferramentas’ (idem); ‘Eu vi essa bola lá dentro’ (Jota Santiago); ‘Tem que respeitar’ (Edson Mauro); ou ‘É impossível ser feliz sozinho’ (Ricardo Mazella).

OS SOBREVIVENTES
Incorporada ao projeto que um dia os cardeais do SGR batizaram de Nova Globo detonada há 1 ano, Evelyn Moraes foi uma das sobreviventes do jornalismo – precisamente no que sobrou dele. Os demais foram os apresentadores Vanessa Riche e Zeca Lima.

VEZES DE ACORDAR
Está de volta a Globo FM, o Acorda Rio. Até 2016 na tradicional programação da emissora era um cartaz, ora sob o comando de Jorge Luiz, ora com o Alexandre Ferreira. Agora, na ‘Globo que vibra por você’, tem o Zeca Lima à frente. A partir das 6 das manhãs.

TOP DOS 10 MAIS HITS
Robert Andare conduz as 10h diariamente, o Top 10 dos Mais Hits Brasil. E, toca ao longo da grade da Globo FM a Sequência Premiada, série que busca a melhoria de audiência da casa.

BANDNEWS FAZ 15 ANOS
A Bandnews completou na quarta feira (20), 15 anos. Comemorações diversas foram realizadas nessa data e se prolongarão durante duas semanas. No Rio, domingo (24), Mário Dias Ferreira entrevista Léo Jaime como parte dos festejos.

UM ALMOÇO DE NOTÍCIAS
De São Paulo para as emissoras da rede, o âncora Eduardo Oinegue ‘serve’ na Bandnews do meio dia ás quatorze o Prato Feito, de segunda a sexta. Um almoço de notícias e interpretações com os mais recentes acontecimentos políticos.

ONDAFINAL.COM

O comunicador Roberto Canázio, internado há três semanas numa clínica da Zona Sul do Rio, já respira normalmente, informou na terça feira (19), Heloísa Paladino, sua produtora e amiga de muitos anos.


sábado, 16 de maio de 2020

Direto das ondas

O VAZIO DAS REDAÇÕES
Nas rádios de, digamos broadcast moderno, as redações estão vazias por ordem do covid-19, ou coronavírus. Os apresentadores comandam programas de casa o que também, modernamente, se convencionou chamar de home office. Mantém-se nos estúdios, distância de 2 metros. O rádio mais voltado para o jornalismo e variedades enfrenta essa barreira, o que não ocorre com o coirmão, destinado exclusivamente, ou (quase isso), a temas musicais. Nas emissoras bem equipadas, há suficientes modos para se mandar ao ar produções previamente gravadas, as vezes, até tachando-as de 'ao vivo'.

Sem prejuízo para o ouvinte consumidor (um dos interessados) e, mais importante, as empresas que compram espaços para as suas propagandas. Quem não anuncia, não vende. Já se dizia antigamente nos serviços de auto-falantes das cidades interioranas.

TUPI, NOTÍCIAS E CIA.
O afastamento de Lica de Oliveira deu oportunidade a Valéria Marques de se tornar efetiva no Sentinelas da Tupi, edições vespertinas. Nas manhãs, o noticiário fica por conta de Rafael Souza.

A Vida de Cada Um com músicas de Roberto Carlos que os ouvintes dedicam aos seu pares (casais, evidentemente), é um dos quadros mais longevos do programa do Antônio Carlos. Como diria hoje, novamente, uma colega, 'mais antigo que andar pra frente'.

Gênero também antigo de que o rádio não consegue se livrar, são os pedidos musicais. Independentemente de comerciais ou públicas algumas emissoras não abrem mão do recurso.

Repaginada em novembro -- há seis meses, portanto -- a 94FM que, preencheria as características da Globo já registrou baixas que não se esperavam. William Travassos, dos melhores comunicadores do ramo, é o caso mais recente.

NA HISTÓRIA (1)
O jornalista Tárcio Santos aniversariou na quarta feira(13). Especializado em esportes e carnaval, seu último emprego foi na Roquette Pinto. Tárcio marcou seu nome na história pois, foi o derradeiro editor do famoso (e lendário), Repórter Esso, nas ondas da Nacional.

NA HISTÓRIA (2)
Também aniversariou no mesmo dia a jornalista Neise Marçal. Fez (quem a conhece não acredita), 80 anos. Neise trabalhou durante longa temporada como repórter da Rádio Tupi, foi comunicadora da Nacional e, ultimamente empresta serviços a TV Brasil.



ALGUÉM LIVRE?
Cidinha Campos pegou o vírus do Covid-19. Ela disse que está bem, no seu programa de quarta feira (13), na Super Tupi. Emocionada rezou uma oração a Nossa Senhora de Fátima, e pediu (silenciosamente) para si própria, colegas e familiares.

Na rádio nessas últimas semanas (e recuperaram-se), Cristiano Santos, Isabela Benito e Francisco Barbosa.

ONDAFINAL.COM
O comunicador Jimi Raw da 94 FM (Turma do Rádio) é a mais novo infectado pelo coronavírus. Também estão em iguais condições a diretora de jornalismo da Tupi Márcia Pinho e o Cyro Neves, repórter.

domingo, 10 de maio de 2020

Direto das Ondas

DAYSI, EM PRIMEIRA PESSOA

A propósito de lançar um livrinho sobre o rádio e os que dedicam sua vida a ele, conheci pessoalmente em setembro de 2009, alguns profissionais de destaque nesse tão importante veículo de comunicação, entre os quais, Daysi Lúcidi.

Atriz e apresentadora, que admirava desde a juventude, Daysi-- lembro -- participava das novelas da Nacional, que reunia um dos maiores elencos de rádio teatro da história, perdendo, apenas, a co-irmã São Paulo.

Quando o gênero começou a desinteressar ao público, devido ao surgimento da televisão, Daysi, bandeou-se para programas de variedades. Primeiro, Seu Criado Obrigado, com César Ladeira. Depois, um pioneiro de prestação de serviços.

Caloura na Tupi, foi com Luís Mendes (que seria seu marido), e Luís de Carvalho fundadores da Rádio Globo, expansão do jornal homônimo do empresário Roberto Marinho.

Circulando pelo Rio para divulgar o tal livrinho num daqueles dias, subi ao edifício famoso da Praça Mauá, onde funcionava a tradicional emissora. Fui visitar a Daysi no seu programa, ali pelas 11hs da manhã. Levava dois livros--para ela e o Mendes.

-- Pra quê dois meu filho? Não precisava. A gente se dividia na leitura -- ela me explicava. Aos 76 anos, e morando em Copacabana a atriz (do rádio e da TV), ainda dirigia o seu carro para fazer programa ao vivo na já decadente Nacional.

Foi, ao lado do Roberto Canazio, das personalidades do veículo que mais nos incentivaram pela modesta publicação. A vinheta 'Alô, Daysi, alô', que rodeara por mais de 40 anos na AM 1130 ainda ecoa em nossa memória e na de muita gente que a sintonizava.


sábado, 2 de maio de 2020

Direto das Ondas

‘(...) AQUI É O PAÍS DO FUTEBOL’
Virou moda. O rádio e a televisão do Rio, São Paulo, Minas, Porto Alegre e das principais capitais brasileiras passaram, para preencher os domingos, (re)transmitir jogos da Seleção, conquistas de Copas do Mundo, de Confederações, Torneios. Bem o dizia a sintomática música do Milton Nascimento (e Fernando Brandt): ‘Brasil está vazio nas tardes de domingo, ‘né’/Olha o sambão, aqui é o país do futebol’.

Iniciativa para, parcialmente recuperar faturamento, pois, com a paralização das atividades, um tempo chamada de ‘ópio do povo’, até caixas sempre abastecidos, zeraram. Preocupantes os dias com a silenciosa ameaça do inimigo coronavírus. Evidente que isso levou a Super Tupi recordar os 7 a 1 para a Alemanha num Maracanã lotado. A reprodução ‘cheirou’ como inusitado apelo. O José Carlos e equipe estavam na Transamérica.
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O VALOR DOS BORDÕES
No rádio popular os locutores esportivos são – e não é de hoje – os maiores fabricantes de bordões. Essa riqueza, peça de valor inestimável nas transmissões começou a ser melhor apurada a umas quatro décadas com o ingresso de um novo componente na sociedade, unindo-se a nomes que fizeram a história do veículo. José Carlos Araújo que viria a ser chamado de Garotinho foi o mais fiel discípulo de Waldir Amaral e, aproveitou todas as ‘deixas’ para se tornar um desses grandes ou, em alguns casos, até superar o ídolo em que se espelhou para construir a sua imagem, endeusado por Fenômeno, não por simples admiradores, mas críticos rigorosos, instalados em seus castelos de sabedoria.

Um grupo jura convictamente que coube ao Denis Menezes chamar pela primeira vez, em tom de brincadeira, o José Carlos Araújo, de Garotinho. Outro, nos limites que a esportividade permite, atribui essa denominação ao Washington Rodrigues, o Apolinho: ‘Lá vai o Garotinho ligeiro que transmite o jogo inteiro’, uma tirada irônica ao ex-chefe dos dois, pelo ritmo que irradiava as partidas, pausadamente, com muita criatividade, lembrando a todo momento, aos ouvintes de casa e no estádio o tempo de jogo. Um instante símbólico. ‘O relógio maaaarrca...’
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DE TERCEIRO A LIDER
Digressões feitas passemos adiante. Terceiro ou às vezes quarto na equipe do Waldir, Zé Carlos decidiu também ser um líder. Teve no Denis e no Apolinho os principais apoiadores. Fechou com a Nacional em 1977, onde ficou até 1984. Transformou-se com seu estilo diferente uma explosão no rádio esportivo. Faziam parte da equipe Luiz Mendes, Mário Silva,Sérgio Moraes, Júlio César Santana, Paulo Cezar Tenius, Jota Santiago, Wellington Campos,Eraldo Leite, Elso Venâncio, Carlos de Sousa, os plantonistas Arnaldo Moreira e Jorge Baccarin.

A outrora gloriosa Nacional patinava no Ibope, apesar do timaço que reunia antes da chegada do José Carlos Araújo. Um jeito daqui, outro dali e, não demorou para incomodar a Globo, soberana . Waldir era contrário à transferência do Zé Carlos para a tradicional emissora, temeroso da sorte do seu discípulo. A alternativa foi aceitar. ‘Tem peixe na rede do Félix’, dizia ele. ‘Indefensável para o goleiro do Flusão’; ‘Gol , do Galinho de Quintino. Indivíduo competente, o Zico. Dez é a camisa dele’; ‘Bandeiras desfraldadas no Maracanã’.
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‘O QUE RESTA DESTA FESTA’
A CBF não sabe quando o futebol volta a ser praticado com jogos normais. Nenhuma das autoridades constituídas, governador, de sua parte, desconhece em que dia ou mês, o fim do isolamento social se dará. Com o panorama da situação reinante, de certo, ‘o que resta desta festa’, é só um emaranhado de preocupações. Sem sombra de risos e alegrias, mas muita crença no Salvador, num futuro de brilho, fé e esperança.

Luiz Penido, um renomado profissional que também se formou na Globo, continuaria empolgando a galera que lhe é seguidora, não do modo que gostaria, diante de tanta incerteza no horizonte do país e do mundo. Claro que com a força dos recursos financeiros que movimenta, o futebol não é tudo na vida, embora seja a paixão de um grandioso público, independentemente de suas condições sociais– pobres ou remediados.
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ONDAFNAL.COM UM
/o Difícil a Nacional ter uma FM no Rio tentando a freqüência hoje pertencente à Roquette Pinto (94).

ONDAFINAL.COM DOIS
/o MEC FM uma boa opção nesse tempo de coronavírus. E quem se habilita ouvi-la com o nível do país?

sábado, 25 de abril de 2020

Direto das Ondas

NO TEMPO DO CORONAVÍRUS
1. Um pool de emissoras FMs do Rio está apresentando, em diversos horários, o Fique em Casa. É um programa de util pública e serviços, aconselhamentos e dicas para a população se precaver contra o coronavírus. O espaço, aberto para entrevistas online com autoridades médicas, é intermediado com músicas.

2. O comunicador Cristiano Santos, da Super Tupi, internado com o Covid-19, já recebeu alta, e se encontra em recuperação em casa. Sérgio Luiz, voz oficial da emissora o substitui nos programas dele um diário, e outro semanal.

3. Está faltando coordenação nas atrações dos finais de semana em reprises que a Nacional e MEC baseiam sua programação há alguns anos. No domingo (19) Osmar Frazão se referia ao cantor Roberto Luna (90 anos) e citou Luiz Vieira, frisando que ‘estão entre nós’. O autor de Menino Passarinho morreu em janeiro, aos 91 de idade. Deixou, por certo, precioso legado para o país.

4. Francisco Barbosa pegou coronavírus e continuou trabalhando. Fez segredo de ter contraído a doença, disse ao site Audiência Carioca. No sábado passado (18), em conseqüência, ficou em casa de repouso com orientação médica, e sentindo-se melhor, foi autorizado a retornar às atividades no começo da semana.

5. Ex-chefe de reportagem na Tupi, onde também dava dicas sobre cinema, com recente passagem pela SulAmérica Paradiso, Ana Rodrigues está, agora na BandNews, Rio. Aproveita esses tempos de coronavírus para prestar os mesmos serviços, mostrando um dos caminhos a seguir, entre os quais a leitura de livros.


sábado, 18 de abril de 2020

DIreto das Ondas

ABCEDÁRIO DE NOTÍCIAS VI

EDSON Mauro – Alagoano, desembarcou no Rio na década de 80 para trabalhar na Globo, equipe liderada por Waldir Amaral. Substituíra um conterrâneo deste, o goiano Antônio Porto, narrador de voz portentosa e um produtor de excepcional visão de programas de rádio. Quando Waldir trocou a emissora pela Jornal do Brasil, brigado com o dono do negócio Roberto Marinho levou os principais componentes do grupo. Edson, o Bom de Bola, não foi. Preferiu a Tupi, para a qual seguiu também o Sérgio Noronha. O contrato de dois anos com a emissora da Condessa Pereira Carneiro não seria renovado. A opção do Waldir foi a Nacional, onde ficaria apenas um, dos três que havia acertado. Edson reingressava na Globo, emissora em que permanece até os dias presentes. Já participou de oito Copas Mundo, sendo seis nos locais dos jogos que descreveu.

GLÁUCIA Araújo – Depois de um estágio na Escola de Rádio do Rui Jobim, Gláucia passou pela Antena 1, RPC e Fluminense. Foi por gostar de gente e de escrever que virou locutora e jornalista. É apresentadora de duas emissoras do Rio – a Nacional AM e a SulAmérica Paradiso FM, estando há mais tempo na primeira.Houve uma ocasião em que Gláucia vivia num corre-corre incrível, pois atuava simultaneamente em três estações. Eram a Nacional, Beat98 (já extinta) e FM O Dia, freqüência cooptada da RPC, que acabou. Somente a partir de 2014 ela conseguiria manter horário fixo na estatal. Para as outras, os alternativos, inclusive nas madrugadas em O Dia. Paralelo igual em número de rádios ao mesmo tempo é o de um velho profissional – Jorge Baccarin. Numa fase de sua vida cumpria horário na Capital, Carioca (hoje Sucesso) e Metropolitana.

MARCUS Vinícius -- Setorista do Vasco na Globo, década de 90, Marcus era também produtor do Show da Madrugada, de meia-noite às 3h, com Washington Rodrigues e Hilton Abi-Rihan. Foi um programa de memorável atração na história da emissora, e durou apenas de 1993 a 1995. Entrevistava grandes nomes da música popular, cartazes em casas de espetáculos naquele horário. Marcus ia ao local ou por telefone estabelecia a ‘ponte’ para o Apolinho e Abi com os artistas. A rádio e o Velho Apolo não chegaram a um acordo na renovação de contrato. Ele se transferiu para a Tupi e Marcus para a Manchete, que só transmitia jogos do Flamengo e mantinha um especial com Zico e craques do passado, que o jornalista coordenava. Algum tempo depois de se afastar da rádio dos Bloch, Marcus (o Mister Bean) foi chamado por Apolinho. Criaria o Robetão, Robô-ET-Anão. É titular do Show de Bola, misto de futebol e samba, sábados à noite.

RAPHAEL de França -- Neto, filho e sobrinho de radialistas. Optasse por outra profissão, estaria contrariando seu destino, a vocação genética. O inesquecível avô Luiz de França (1946-2017) dos anos gloriosos da Globo levava-o para assistir, ainda menino, calças curtas, o programa que comandava. E, ele se interessou primeiro pelos elementos básicos da técnica, setor por onde se iniciou. De assistente de produção, incentivado pelo ‘velho’, mãe Adriana e tio França Júnior, muito cedo conduzia programas e, precocemente coordenava a programação da Manchete, controlada pelo empresário Miguel Nasseh. A emissora, todavia, encerrava atividades em novembro de 2015.Desde novembro passado, coincidentemente, Raphael está de volta ao meio, na 94 FM (Roquette Pinto), que abriu vagas para os profissionais em disponibilidade. Ele se divide entre a apresentação de um programa e direção do departamento referente.

RUBEM Confete – Um dos maiores conhecedores do chamado samba de raiz e do que já produziram (e produzem) as agremiações na era contemporânea em seus desfiles na Marquês de Sapucaí, Confete é páreo duríssimo para o Adelzon Alves. Esse profissional com sobrenome de um apetrecho fartamente utilizado nas fantasias de velhos carnavais, começou carreira na extinta Roquette Pinto AM, fechada pelo governo de Marcello Alencar, após sucessivos problemas com a manutenção de sua torre. Dela para a Nacional, Confete não demorou. Foi figura constante em sua programação diária, e destaque nos dias dedicados a Momo. Com a cantora Dorina formou dupla, por certo tempo, na apresentação de Ponto do Samba, transformado há pouco, em edições dos fins de semana.
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AS REPRISES DA TV
Cidinha Campos, jornalista e apresentadora do rádio afirmou na segunda-feira (13) que não assiste reprises de novelas da televisão ‘nem que a vaca tussa’. No pacote atual da Globo, em decorrência do coronavírus, são reprisadas Mundo Novo, Totalmente Demais e Fina Estampa. Alguns atores em repetecos.O Paulo Rocha, por exemplo, aparece em três horários. Caio Castro, Adriana Biroli e Viviane Pasmanter em dois. E têm outros, menos conhecidos.
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OndaFinal.Com
/o Até o dia 6 de março, uma sexta-feira, as edições vespertinas do informativo Sentinelas da Tupi eram lidas por Lica Oliveira. O que aconteceu com ela? Nada contra a Valéria Marques que ficou no horário.




sábado, 11 de abril de 2020

Direto das Ondas/Especial

NO BALANÇO DO CORONAVÍRUS

A BandNews apresentou durante esta semana uma série de programas especiais sobre os problemas causados pelo coronavírus. Exemplos, histórias e dicas, abordando ações individuais e coletivas de pessoas que se uniram para pensar no outro.

Interagindo com o público, a rádio buscou saber o que os ouvintes estão vendo de errado nas ruas, conferiu a opinião de autoridades sanitárias, médicos e infectologistas, envolvidos na missão de esclarecer a população e, principalmente, salvar vidas.

Aos relatos de emocionados pacientes que superaram a doença voltando à sua condição normal, juntaram-se depoimentos dos que lhes são mais próximos, seus familiares e amigos.

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COM A METADE
A Super Tupi está com mais da metade de seus comunicadores fazendo programas de casa, os chamados home office.

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AÇÃO DE APOIO
JB e a Cidade FM promovem ação de apoio ao comércio do Rio de Janeiro relacionadas às baixas causadas pela pandemia.

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SEM ESPORTES
A Covid-19 levou a Bandeirantes de São Paulo a dispensar sua equipe de esportes, e tirar o futebol de sua programação.

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O IMPACTO
Estudiosos afirmam: ‘Coronavírus impacta diretamente na audiência e no comercial de rádio em diferentes partes do mundo’.


sábado, 4 de abril de 2020

Direto das Ondas/Especial


DEU NO SHOW DO CLÓVIS MONTEIRO
O analista (Luiz) Felipe de Mello, colaborador desse matinal show está trabalhando de casa. A Ana Paula Portuguesa também, mesma situação em que vem atuando Washington Rodrigues, o Apolinho, com suas notícias (magras) do esporte, cujas competições, aqui e nos mais inimagináveis pontos do planeta estão interrompidas. Setoristas, com a dura missão de ‘tirarem leite de pedra’.

Quarta emissora no Rio, de acordo com o último boletim do Kantar Ibope Média, a Super Tupi tem no programa do Clóvis Monteiro um dos seus líderes, perdendo apenas para as transmissões de futebol, obrigatoriamente parado, em função do coronavírus. Instalado, digamos no estúdio A, Clóvis atua em companhia do operador Thiago Castro. No ambiente, não se vê viv’alma na mesa imensa.
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MENSAGENS
Ele recebe um punhado de mensagens via-áudio, pois, é forte nisso – a interatividade com o público. Na audição desta quinta-feira (2) ficou mais do que provado. Gente se oferecia para comerciar ‘quentinhas’, trabalhar em ambulância de hospital por estar desempregado, taxistas de aplicativos se lamentando pela falta de corridas. E, solicitação de outros ‘apoios’, nada surreais nos dias comuns.

Do Tupicóptero, Leonardo Salles ‘mostrava’ um panorama tranqüilo dos pontos cruciais da cidade. Em geral, trânsito com fluxo muito bom. Isabella Fraga que habitualmente o rende no turno, dava sua colaboração, não como repórter e, sim, na condição de produtora. Substituía, de casa, a Gilza Nunes, no momento adoentada. Seus colegas e fãs torcendo para que não seja o coronavírus.

Registrou-se na rádio esta semana um profissional com suspeita de contrair o Covid-19. É o Cristiano Santos, que se recupera em casa. Seu programa diário, às 8h das noites, foi entregue ao Sérgio Luiz, voz oficial das chamadas e vinhetas da emissora, também encarregado de fazer neste sábado (4) o Ele & Ela, com Vivi Romaneli.Também ficou para o Sérgio o comando de Domingo Show.
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IGNORÂNCIA
Durante o programa do Clóvis nesta quinta, a repórter Diana Rogers que trabalha em estúdio separado, do mesmo modo que os seus colegas, girando pelas ruas da cidade flagrou movimento bastante normal em Rocha Miranda. Nada condizente com uma pandemia que tanto preocupa pessoas conscientes.. Comércio aberto (inclusive lojas de calçados) e até algumas agências bancárias com idosos estendendo-se por longas filas.


Direto das Ondas


ABCEDÁRIO DE NOTÍCIAS V
ERMELINDA Rita – É a mais antiga repórter em atividade de rádio no Rio. Do tempo em que não havia internet e a redação das emissoras (e dos jornais) não possuíam computadores – o avanço maior dessas empresas eram máquinas elétricas de escrever. Ermelinda, ou simplesmente Ermê, garantiu-nos a coleguinha Beth Esteves, uma de suas amigas, é portuguesa e morava numa casa ao lado da sede do SGR na Rua do Russel, no bucólico bairro da Glória. A paixão pelas notícias vem desde a mocidade, menina ainda. Cursava jornalismo quando tentou ingressar na profissão. O cartaz que avisava ‘Não há vagas’, não foi suficiente para fazê-la desanimar. Conseguiu um estágio e, o compromisso de comparecer três vezes por semana à rádio. Acabou efetivada. Com o projeto Nova Rádio Globo, Ermelinda foi transferida para a CBN. Continua, como na fase inicial (e gloriosa) aparecendo muiro cedo, ali pelas cinco das manhãs.

ERALDO Leite – Em 1975 saiu de Campos para estudar jornalismo no Rio. Era repórter esportivo na Continental. Dois anos depois foi contratado pela Nacional. José Carlos Araújo estreava como titular de equipe. Em 1985, comecinho do ano, transferia-se para a Globo, para a qual Garotinho voltara um mês antes. Eraldo teve passagem pela Tupi, com um grupo de dissidentes liderado por Luiz Penido. Criou o Giro Esportivo, o mais longo informativo do gênero – de 8h à meia-noite. Chefiou reportagem, coordenou equipe entre 2009 e 2016, e comandou por dez anos o dominical Enquanto a Bola Não Rola. Também participou de (dez) Copas do Mundo. Promovido a comentarista em 2012, quando Luiz Penido substituiu o Garotinho, que deixara a Globo pela Bradesco.

JIMI Raw – Um dos participantes da equipe de comunicadores da extinta 98 FM (‘Você liga, é só sucesso’), cuja frequência atualmente é utilizada pela Globo (98,1), Jimi passou a maior parte de sua carreira na Super Tupi. Apresentando um musical de páginas antigas – o Baú, nas madrugadas de sábados para domingos. Ele substituiu, no horário, o Cirilo Reis, que baseou o programa no seu Musishow, na Rádio Nacional, e acumulava atividades nas duas estações. Niteroiense radicado em Teresópolis, Jimi faz hoje o mesmo tipo de apresentação na 94 FM, em a Turma do Rádio. Aos sábados, as 7h, com Amaury Santos no comando.

NAIR Amorim – Dubladora desde a década de 60, começou carreira nos anos 50 na Rádio Nacional, tendo passagem por novelas da televisão. É a segunda intérprete e vivenciar uma personagem popularizada pela produtora e também atriz, Aldenora Santos, falecida no último trimestre de 2019. Trata-se de A Pudica, quadro dedicado às simpatias, que compõe o programa do Antônio Carlos, na Super Rádio Tupi. Nair, pelo que se pode observar, é do tempo do rádio-teatro. Além de dubladora (ficou conhecida como a Velma Denkey, da série Scooby-Doo), Nairzinha -- assim chamada por AC – integra o lendário Patrulha da Cidade.

ROBERTO Canazio – Às vésperas de fechar um ano na SulAmérica Paradiso, (estava afastado desde o dia 17 para um período de quarentena) foi desligado do prefixo. Um dos mais categorizados comunicadores do rádio, Canazio passou 12 anos na emissora-matriz do SGR,nela permanecendo até ser consumado o fracasso do projeto que chamaram de Nova Globo. Cria da Manchete, onde trabalhou por quase vinte anos, referência para o grande público, atuou na Federal, de Niterói, espécie de embrião do que viria a ser a emissora de Bloch Editores.Com a segunda das três concordatas da rádio, ele aterrissou na Tupi. Transcorria o ano de 2001, era outubro, e, a partir dali ampliava sua popularidade.

WELLINGTON Campos – Mineiro de Formiga, repórter e narrador da Nacional a partir dos anos 80 lançou o bordão El Pasarito. Emitia-o toda vez que um time alcançava as redes da agremiação adversária. Era o seu modo de registrar o gol. Demitido da estatal depois de nela trabalhar 16 anos. Paralelamente exercia atividades na CBF, sendo um dos primeiros na era contemporânea contratado pela entidade. Ao ser dispensado pela Nacional efetivou-se na Itatiaia, de Belo Horizonte, para uma das quais fazia free-lancer. Esteve na equipe da Bandeirantes, no Rio, comandada por Luiz Carlos Silva. Há alguns anos como setorista da Tupi Wellington é veterano repórter a cobrir a CBF.

sábado, 28 de março de 2020

Direto das Ondas

SEM MEDO E... TODO CUIDADO
O reduzido movimento nas ruas em decorrência da preocupante ameaça do coronavírus fez ‘o trânsito complicado’ sumir do vocabulário dos repórteres que no dia a dia dão expediente na CET-Rio a serviço das emissoras cariocas. Ou trabalham a bordo de helicópteros. (É lógico, e evidente, que ‘quem vê cima, vê bem melhor’.)
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A LIBERDADE
Entretanto, o batido ‘obrigado pelas informações’ não teve o mesmo tratamento. Pelo que se pode perceber, não apenas um descuido no linguajar da classe, mas inescapável cacoete. Sabem naturalmente os talentosos apresentadores o que é falar de modo simples. A liberdade de expressão tem os seus princípios, e não admite deslizes.
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OS PARÂMETROS
A incidência do coronavírus determinou que o rádio mudasse seus parâmetros, sua estrutura. Quanto menor número de pessoas num estúdio, menos estresse, preocupações. Virou tarefa diária desinfectar aparelhagens, espumas de microfones e também individualizar os instrumentos de bastante utilidade para todo profissional.
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TERMO DA MODA
O home office tornou-se um termo da moda em conseqüência do que anda acontecendo no continente. As rádios localizadas nas cidades do país afora estão escalando profissionais para trabalhar em casa, optando, entre os seus contratados, pelos em condições físicas na faixa de risco da OMS – Organização Mundial de Saúde.
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OndaFinal.Com Um
/o Os comunicadores Roberto Canazio e Ernane Alves, a menos de um ano requisitados pela SulAmérica Paradiso, que pretendia modificar o seu perfil de programação, foram dispensados esta semana. Por causa do coronavírus. Com eles, cerca de vinte profissionais de outros setores, revelaram os sites Audiência Carioca e SRZD.

OndaFinal.Com Dois
/o Coronavírus tem a ver. O Debate que fecha a Turma do Rádio na 94 FM, audição deste sábado (28) foi reprise do que a emissora apresentou no dia 14. Estavam presentes na ocasião, além do âncora Amaury Santos, Ricardo Alexandre, Luiz Santoro (mais novo componente) e William Travassos, como convidado especial.

sábado, 21 de março de 2020

Direto das Ondas

CORONAVÍRUS MUDA GRADE DO RÁDIO
Assim como acontecera com a principal rede de televisão do país, o coronavírus alterou a grade de programação de importantes rádios das capitais brasileiras. No Rio, por exemplo,foram obrigadas a se adequarem a situação, SulAmérica Paradiso, 94 FM (Roquette) e a Jornal do Brasil.

Impedidas de fazerem programas ‘ao vivo’, nenhuma pode receber convidados em seus estúdios, aos quais devem comparecer somente os profissionais contratados, em maioria trabalhando em modo especial ou no regime de quarentena. Entrevistas só em gravações ou por telefones.

Com o fechamento de empresas, escolas, universidades, creches, academias, entidades culturais e instituições desportivas as ruas ficaram vazias. O movimento do trânsito e transportes reduzido, também tende a cair diante da recomendação para as pessoas permanecerem em casa.

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ALTERNÂNCIAS
A SulAmérica suspendeu o Manhã Paradiso na terça-feira (17), colocando o Roberto Canazio em quarentena. Redação Online, do Sérgio Gianotti, que era das 6h às 8h foi estendido até às 10. Rio na Palma da Mão, com Ernani Alves dispensou seus colaboradores de estúdio. Mais modificada por causa do coronavírus foi a 94 FM. Dividiu as tarefas de seus repórteres, e diminuiu as atuações dos comunicadores. A JB ampliou as edições do Painel (manhã e tarde) e cancelou as promoções.

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PRESERVAÇÃO
A partir da quinta-feira (19) o Show do Apolinho, com Washington Rodrigues, na Super Tupi, está sendo feito da casa dele. É conseqüência da ameaça do coronavírus, medida de preservação adotada pela direção. A emissora montou uma estrutura para que isso fosse possível. O Velho Apolo,83 anos, é um profissional do veículo que está, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), na faixa de risco.

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EM MEIA BOMBA
Por ser uma estação do Rio com o maior número de contratados, a Super Tupi emprega uma gama de apresentadores idosos. Se for adotar rigorosamente medidas preventivas, restritivas, terá obrigação de utilizar o mesmo esquema em mais da metade de seus programas. Na faixa de risco da OMS estão, entre outros Clóvis Monteiro, Francisco Barbosa, Maurício Menezes, Gilson Ricardo, Cidinha Campos e o Antônio Carlos.

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OndaFinal.Com
/o Emerson Rocha é o mais novo narrador esportivo da praça. Estreou no sábado (14) no jogo do Flamengo e Portuguesa pela Taça Rio que a Tupi transmitiu. Foi convocado para o compromisso duas horas antes, pois a partida seria pelo sistema off tube, utilizando as imagens da Fla-TV. Ex-repórter e plantonista da Globo, atualmente ele faz ‘frila’ para a SulAmérica Paradiso cobrindo o movimento do trânsito na cidade.

sábado, 14 de março de 2020

Direto das Ondas/Especial

A DESCULPA MAIS CONVICENTE
Acostumadas a transmitirem jogos de futebol sem tirar seus profissionais dos estúdios, as rádios do Rio, São Paulo e outras capitais encontraram neste fim de semana, e próximos dias, uma (ou a mais) convicente das desculpas.

Devido a ameaça do coronavírus, os jogos dos campeonatos estaduais e demais competições terão que ser realizados sem público – com portões fechados. Garantia geral, e facilidade para os argumentos de as emissoras recorrerem ao sistema do off tube – antes limitado aos custos de mobilização, hospedagem, etc.

Enquanto o impasse perdurar, as partidas que estiverem programadas fora do circuito das rádios,sendo reproduzidas pelas sportvs e premieres, se tornarão nos campos preferidos por grandes ou medianos grupos que investem no setor.

Direto das Ondas

ABCEDÁRIO DE NOTÍCIAS IV
CYRO Neves – Um dos destaques do jornalismo da Super Tupi, presença nas atrações matinais, Cyro está na emissora pela segunda vez. Como repórter também atuou na extinta Manchete (encerrou atividades em 2015), onde foi lançado na função de locutor esportivo. Integrou esse núcleo da Bradesco no Rio (também fechou, mas em 2017). Ele foi, ainda, narrador da BandNews, pertencente ao mesmo grupo de São Paulo. Cyro, um inquestionável valor de sua geração divide com a Renata Henrique, (produtora do Mário Belisário), a madrugada de sábado para domingo. A dupla apresenta o rodado musical Baú da Tupi, de meia-noite às 4h.

DÁUREA Gramático -- No Rio, Dáurea é apresentadora do Tarde Nacional, gerado de Brasília, que tem o Luciano Barroso na liderança. Ela já foi repórter. Nos gloriosos tempos da Globo, época dos ‘amarelinhos’. A carreira teve início em Um Novo Dia, (de 3h às 5h) com o Haroldo Júnior, Haroldinho e seu colaborador imediato, Hélio (Júnior, igualmente), um repórter cheio de bossa. Indicada para horários melhores, Dáurea projetou o seu nome, fruto de persistência e inerentes qualidades. Esteve uma temporada longe dos microfones e, quando voltou, o fez através da MEC AM, já incorporada à Empresa Brasil de Comunicação -- a EBC. Não lhe foi fácil alcançar a condição de apresentadora na outrora ‘maior emissora de rádio da América Latina'.

LUIZ FELIPE Mello – Componente da bancada de analistas do Clóvis Monteiro, estudioso de assuntos diversos, Luiz Felipe era repórter da Tupi num tempo anterior ao ‘Super’. Caiu nas graças do Anthony Garotinho (o Garotinho2), quando este assumiu o governo do Estado do Rio, passando a produzir o programa semanal em que ele prestava contas a seus eleitores. Acompanhou-o nas rádios – Manchete a principal delas --, depois de terminado o mandato. Política, tecnologia e economia são temas de que trata nos programas do Clóvis, Francisco Barbosa e Luiz Ribeiro.

MÁRIO Silva -- Já atuando na área esportiva, mas ainda fazendo matérias ‘da geral’ (inclusive na madrugada), Mário foi promovido no começo dos anos 80 a comentarista. Espécie de ‘móveis e utensílios’ da Nacional trabalhou com os principais narradores. De altura mediana e gordo ganhou da equipe como slogan, ‘o comentarista de peso’. Nos trabalhos ‘da geral’ preferia circular no seu velho Chevette em vez da viatura nova da rádio, uma Rural Wyllis, opção natural dos seus colegas – o Douglas Correa, por exemplo. Valendo-se do acervo da Mais querida’, produz e apresenta aos domingos Era Uma Vez no Futebol. Conta com a colaboração da jornalista e locutora Astrid Nick, uma das pioneiras mulheres do Brasil na reportagem do ramo.

TINO Júnior – Corria o ano 2000 quando Tino iniciava-se no rádio. Na FM O Dia, vinculada a conhecido jornal. Voltaria às origens dez anos depois. Tinha progredido na carreira, agora contratado da TV Record. Na década em que ficou afastado da O Dia foi mais um profissional a transitar pelos corredores do SGR. Da convivência com os ‘globais’ um bordão ‘colou’ em seu nome – ‘Que Isso Fera?’. Tino brilhou na 98 FM, líder no segmento nove anos seguidos, que virou Beat98, e faliu. Na matriz, na Glória, comandou o vespertino Vale-Tudo e, em temporada-relâmpago, o Alegria ao Meio-Dia.

VALÉRIA Marques – Está desde segunda-feira (9) substituindo Lica Oliveira nas edições vespertinas do Sentinelas da Tupi. Não é a primeira vez que apresenta o informativo. No último semestre de 2019 cobriu as férias do Rafael Souza que responde por aquele noticiário no período matinal. Titular do Samba Social Clube,há pouco mais de um ano, sábados à tarde, Valéria forma parceria com o Carlinhos de Jesus. Ela vem exercendo outra atividade na estação do imperial bairro de São Cristóvão – agente de promoções.
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AS FMs MAIS OUVIDAS
Saiu o último (recentíssimo) boletim do Kantar Ibope Média. Poucas alterações em comparação ao anterior. No Top 10 a Globo subiu do sétimo para o sexto lugar. Continuaram fora, a SulAmérica Paradiso e a CBN – aquela com perfil parcialmente modificado, esta primeira no país a adotar o modelo all news. Eis as colocações: 1º Melodia; 2° JB; 3° O Dia; 4° Tupi; 5° 93; 6° Globo; 7° Mix; 8° BandNews; 9° Cidade e, 10° Antena 1. À margem, em melhor posição a NovaBrasil, reativada no Rio há menos de um ano.
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OndaFinal.Com
/o Diferentemente das rádios esportivas cariocas ou com aquele setor no Rio, a 94 FM, que entrou no páreo em novembro, não escala mais os ‘pontas’ comuns. Essa medida vem sendo aplicada nos clássicos e, até nos jogos do Flamengo. A ‘rádio para compartilhar’ utiliza apenas um, que exerce a tarefa de dois.


sábado, 7 de março de 2020

Direto das Ondas

SEMPRE DEPOIS DO CARNAVAL
A folia de Momo passou. Viradouro campeã das escolas de samba, seu segundo título. É sempre assim. Depois do carnaval a vida volta à sua normalidade. O trabalho nas repartições, comércio, fábricas, indústrias, escolas, universidades, academias, creches...

{‘O Rio de Janeiro continua lindo/O Rio de Janeiro continua sendo/O Rio de Janeiro de Fevereiro a Março/Alô, alô Realengo/Aquele abraço/Alô torcida do Flamengo/Aquele abraço.’}

Intermediando a alegria de blocos e agremiações nas avenidas e bairros, chuvas pelo país, ameaças de doenças antigas (sarampo) e novas (coronavírus), recentes preocupações nossas, a Nação rubro-negra manteve-se imbatível na sequência de compromissos.

(...) { ‘Alô moça da favela/Aquele abraço/Todo mundo da Portela/Aquele abraço/Todo mês de Fevereiro/Aquele abraço/Alô Banda de Ipanema...’}
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MARAVILHOSA, AINDA
E, o trânsito? (*) Na cidade (maravilhosa) continua o mesmo – não vai mudar de repente, de um momento pra outro, num passe de mágica. Até quando o brasileiro que vive nas metrópoles perderá tanto tempo e dinheiro com as inadequadas condições? Sempre caótico, principalmente nas chamadas – e convencionais – horas do rush.

Na visão dos repórteres especializados, trânsito não sai de um único patamar – ‘o complicado’. Confuso, lento, ou congestionado e demais sinônimos não fazem parte do dicionário. Estejam via-helicóptero ou no estúdio da central de serviço apropriada, alegam, parece, que a audiência não assimilaria palavras além das em rotina usadas.
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PIONEIROS E OUTROS
(*) A cobertura do movimento nas ruas com o recurso de um helicóptero começou na década de 60 na extinta JB AM. Foram pioneiros Nicolau Maranini e Genilson Araújo, que migraria para o Sistema Globo de Rádio, com o fechamento daquela emissora em 1993. Ele trocou, há uns três anos a Rádio Globo pela TV da empresa.

Carlos Eduardo Cardoso, que sucedeu a Genilson, com expediente na JB FM, já atua na rádio há mais de uma década. No princípio, era do time de repórteres aéreos, optando pela cômoda atividade diante das câmeras da CET-Rtio. Não está sozinho, pois, também funcionam no mesmo sistema, o Anderson Ramos, Pablo Campos e o Emerson Rocha, profissionais que servem à SulAmérica Paradiso.

Dentro do slogan ‘Vê melhor, quem vê de cima’, estão os repórteres Leonardo Salles, Isabella Fraga e Marina Heizer, da Super Tupi. Igualmente Felipe Macon, que faz cobertura simultânea para a 94, BandNews e Melodia. As duas primeiras têm, ainda, Marcela Lemos (que passou pelo SGR). Já Samuel Correia cobre para a Nova Brasil e Globo, contando esta, também, com o apoio do Marcos Sardenderg.
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OndaFinal.Com Um
/o Locutores esportivos são chegados a estrelismos. Porque o Flamengo jogaria desfalcado de titulares com o Junior Barranquilla na Libertadores escalaram os seus imediatos.

OndaFinal.Com Dois
/o Aqui, exemplos anotados na quarta-feira (4)comprovam isso. O Dário de Paula transmitindo pela Super Tupi, e Bruno Cantarelli pela BandNews, segundo e terceiro na hierarquia.

OndaFinal.Com Três
/o Muito boa a participação de Nicolas Baccarin (um sonoplasta) como debatedor em a Turma do Rádio. Ancorado pelo Amaury Santos, de 8h às 9h, aos sábados na 94 FM (a Roquete).

OndaFinal.Com Quatro
/o Luiz Santoro valoriza a atração. Destoantes, todavia, o experimentado Coelho Lima (re)contando temas da Patrulha, e Sérgio Américo ‘esticando’ casos curiosos vivenciados no futebol.





quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Direto das Ondas/Carnaval

VIRADOURO (DE ALMA LAVADA) É CAMPEÃ
A Unidos de Viradouro foi a campeã dos desfiles de carnaval da série Especial 2020 na Marquês de Sapucaí, com o samba-enredo De Alma Lavada, dos carnavalescos Marcus Ferreira e Tarciso Zanon. É o segundo titulo da agremiação de Niterói – o primeiro conquistado em 1997.

Grande Rio foi a vice-campeão, ficando a Mocidade em 3º ,Beija-Flor em 4º, Salgueiro em 5º e Mangueira em 6º. Vão desfilar neste sábado no Sambódromo. União da Ilha e Estácio de Sá foram rebaixadas. Imperatriz Leopoldinense, vencedora da série A, volta a Especial em 2021.
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GANHADEIRAS E ETC
A escola de Niterói contou em seu enredo a história das Ganhadeiras de Itapuã. Escravas que, no século 19, realizavam atividades remuneradas e, lavando roupa à beira da Lagoa de Abaeté, ou vendendo quitutes, juntavam dinheiro para alforriar suas companheiras. Exaltou, influenciada pelo universo da moda, a força das mulheres negras.

O enredo das demais foram com estes temas: da Grande Rio, Tatálondirá, o Canto do Caboclo no Quilombo de Caxias; da Mocidade, Elsa Deusa Soares; Beija-Flor, Se Essa Rua Fosse Minha; Salgueiro, O Rio Negro no Picadeiro; e, Mangueira, A Verdade Vos Fará Livre.
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E... VIVA O RÁDIO
Ao contrário da televisão, o rádio não edita seus trabalhos na transmissão dos desfiles das escolas de samba. Participaram da festa de carnaval na cobertura das séries A e Especial, a Super Tupi, 94 FM, CBN e BandNews, mobilizando narradores, comentaristas e repórteres.

Luiz Ribeiro, Luiz Fernando Reis e Marcus Vinícius pela Tupi. A 94 com Robson Aldir, Miro Ribeiro, Sérgio Professor, Marcelo Pacífico e Paulo Coutinho. CBN com Frederico Goulart, André Motta e Natália Furtado. BandNews com Marcus Lacerda, Bruno Filippo, Daniela Dias, entre outros.

Autodenominada ‘a escola do samba’, presente em todos os desfiles da Sapucaí, a Nacional, em franca fase de desmonte, ficou ausente este ano. Mais estranho aconteceu com a Mania, das consideradas de pequeno investimento. Cobriu os desfiles, mas ausentou-se da apuração. Seus locutores, no entanto,insistem em chamar a rádio de ‘a melhor do Brasil’.



sábado, 22 de fevereiro de 2020

Direto das Ondas

ABCEDÁRIO DE NOTÍCIAS III
BIANCA Santos. Apresentadora do atual CBN Rio, de 10h ao meio-dia, foi repórter da Super Tupi nos anos 90. Não se fixaria por muito tempo na casa do Condomínio Associado. Transferiu-se para o Sistema Globo e, tal como outras profissionais desdobrava-se cobrindo pautas para as emissoras do grupo – no jargão popular, matriz e filial, isto é, Globo e CBN. O programa em questão existe desde que a rádio homônima surgiu. Bianca é a sétima titular dele, no qual o mais longevo foi o Sidney Rezende, um dos fundadores da estação.

CIDINHA Campos. Nem parece que ela ficou vinte anos ausente do rádio. O seu programa, com apenas uma hora, depois da Patrulha, pouca coisa mudou. Mantém a mesma estrutura de épocas anteriores, duas temporadas na própria Tupi, então na Rua do Livramento, e igualmente duas na Manchete, uma delas na Rua da Assembleia. Hoje, ao quadro de críticas à televisão (leia-se Rede Globo), junta-se um de rotinas da cidade, Eu Juro que Vi, e outro, Zapeando, que se resume aos ouvintes-fãs manifestando o agrado por tê-la no dia a dia.

CIRILO Reis. Dos 43 anos em que trabalha na Rádio Nacional, importante emissora da EBC no Rio, 40 ele comanda o Musishow, de que é produtor, cuja finalidade consiste em recordar sucessos das décadas de 60, 70, 80, 90. O programa dava preferência aos hits da Jovem Guarda, mas com o tempo, generalizou, investindo nos temas românticos, para uns, e brega, para outros. Voz privilegiada, Cirilo foi, além de outras atrações, escalado por muitos anos como locutor oficial da rádio, encarregado das gravações de vinhetas e chamadas. O Musishow vai ao ar de segunda a sexta às 22 horas. Sábados, às 21h.

ELISÂNGELA Salaroli, que já foi repórter da Tupi, Globo e Manchete, é hoje bem-sucedida apresentadora de um matinal programa na 93 FM, emissora gospel no Rio, com estúdios no imperial bairro de São Cristóvão. Das 8h às 9h, diariamente, o cartaz tem a denominação de Café com Crente. Quando repórter da emissora dos Marinho, Elisângela brilhava, especialmente nas coberturas públicas, no horário do Manhã da Globo, sob o comando de Roberto Canázio. O tempo passa... o tempo voa, dizia um conhecido comercial. Os melhores, então...

FRANCISCO Barbosa, que dá nome a um programa diário na Super Tupi, está na emissora há 13 anos, pois, integrou-se à casa em outubro de 2006. Ele, que conduzia três horas na rádio, perdera espaço com a reformulação da grade, que reservara para diversos apresentadores atrações de somente uma hora. O Super Debate não está sozinho, portanto. Provavelmente é uma tática da direção. Antes da Tupi, Barbosa emendou 15 anos direto na Globo. Esteve, ainda, na Carioca, (que passou a ser chamada Sucesso), Tropical Solimões e MEC AM.

JORGE Baccarin. A madrugada não é mistério para ele. Depois de uma forçada ausência – inativo com o fechamento da Manchete – reapareceu na Fluminense, em Niterói (nova fase,comando idem).E, agora, na 94 FM. Na madrugada, ora pois, pois. De meia-noite às três. Baccarin tem um longo currículo por emissoras de pequeno investimento. Capital, Carioca, Rio 1440, e a (outrora) famosa Nacional, onde começou em 1961, ou seja, há 58 anos. Já que não falamos na cidade natal de ninguém, vamos a dele – Rancharia, interior de São Paulo.

WILLIAM Travassos. A exemplo de Cidinha também ficou longo tempo afastado. Foi fazer televisão em Sampa. Na Record, com um informativo sobre acontecimentos regionais, pelas manhãs. Sua ultima emissora no Rio foi a Manchete, com atuação em horário vespertino. Na volta ao convívio com os cariocas, William restabeleceu os debates diários no rádio, projetados na Globo pelo saudoso Haroldo de Andrade e profusamente seguido por profissionais de outros prefixos, inclusive os esportivos dominicais. O Conexão RJ do William na 94 ganhou mais tempo. Era das 9h às 11h, e foi esticado até ao meio-dia.

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OndaFinal.Com Um
/o No Mundo Corporativo, sábado (22), o ancora Milton Jung entrevistou o escritor Luiz Gaziri, autor do livro A Ciência da Felicidade. O quadro, das 8h às 9h, integra o Jornal da CBN 1ª Edição, com Cássia Godoy, gerado de São Paulo para emissoras afiliadas.

OndaFinal.Com Dois
/o O jornalista Eugênio Leal, que por mais de dez anos coordenou a cobertura de carnaval no Rio para a Super Tupi, fora suas atividades na equipe esportiva, está como colaborador especial da Rádio Mania FM (91,1). Analisava, na sexta (21), os desfiles da Série A.






sábado, 15 de fevereiro de 2020

Direto das Ondas

MAZELLA TROCA NACIONAL PELA 94
Vinte e um anos depois de liderar uma equipe na Roquete Pinto (94,1 FM), Ricardo Mazella voltou à estatal, onde vinha, interinamente, dividindo com Luiz Carlos Silva o comando esportivo. Ele deixou a Nacional em que atuava há, pelo menos, uma década e meia. A estreia oficial foi no domingo (9), em que o Fluminense derrotou o Botafogo por 3 a 0 com 14 mil torcedores no Maracanã.

Segundo na rádio da EBC, o locutor e publicitário Ricardo Mazella começou como repórter na TV Tupi, exercendo a mesma atividade na Rádio Globo, anos 60/70. Teve passagens pelas rádios Capital, Tamoio e Manchete, atuando simultaneamente na TV Brasil e na Flu/TV. (O titular Carlos Borges demitiu-se tão logo a nova direção da 94 FM decidiu reativar as transmissões do futebol).
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AGITAÇÃO NO MERCADO
O rádio esportivo anda bastante movimentado nesses últimos dias. De um lado a 94 FM com a dupla Lula/ Mazella, de outro a BandNews, chefiada por Edilson Silva no Rio. Além do Carlos Borges, com mais de vinte anos de carreira, a estação do governo estadual reuniu veteranos e novatos em disposição, casos do Sérgio Américo, Rogério Ribeiro, Cláudio Afonso e Fred Soares.

Depois de levar para suas hostes o Bruno Cantarelli, mais recente revelação de narrador – destacava-se na Transamérica – a BandNews acenou para o experimentado Jota Santiago, que era, na hierarquia, o imediato do José Carlos Araújo nos jogos da Super Tupi, hoje ostentando, com grande folga, a liderança no segmento. Aparentemente, Jota foi assumir a vaga deixada pelo Evaldo José.
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UMA VOZ DO INTERIOR
Tão rápido quanto pensamento de astronauta, a Super Tupi contratou (e fez estrear) o narrador Dário de Paula, profissional radicado em Volta Redonda, dono de um diuturno programa de variedades. Dário entrou no lugar do Jota Santiago, que se desligou há aproximadamente um mês. Ele transmitiu na quarta-feira (12), Altos do Piauí e Vasco da Gama, em Teresina, pela Copa do Brasil.

O time da Colina classificou-se para a 2ª fase, pois a partida terminou empatada em 1 a 1 – enfrentará o ABC de Rio Branco, em São Januário. Dário de Paula, uma voz consagrada no interior fluminense, cognominado ‘Peito de Aço’, trabalhou no Rio em anos passados, com atuações na própria Tupi e Rádio Nacional. Pelo rádio, o seu jogo de estreia só foi ouvido a partir do 2º tempo.
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R a r e f e i t a s
/o Do Garotinho Zé Carlos, no Fla-Flu, quarta-feira passada, naquelas saudações a celebridades e clientes: ‘O Flamengo do João Nogueira...’ (1941-2000). Com certeza, referia-se ao filho dele, Diogo.

/o Depois de ‘encher a bola’ do time – ‘Tá jogando de montão’ – o comentarista Dé, o Aranha, afirmou no 2º tempo, que os zagueiros Gustavo Henrique e Leo Pereira ‘batiam cabeça’, faziam ‘lambança’.

/o No intervalo da BandNews, Ronaldo Castro dizia que dois a zero foi pouco. Assinalava que, ‘o Flamengo hoje joga com qualquer time do mundo’. A seu lado, o ex-lateral Athirson estreava no melhor estilo.

/o Com o impedimento do André Luiz Mendes e, em franco desmonte de valores (perdeu três recentemente), a Nacional improvisava um narrador no clássico. Era o Felipe Rangel, ainda inexperiente na função.

/o Agora no Rio, 22 horas’, assegurava Dário de Paula, no transcurso de Altos do Piauí e Vasco da Gama, visto pela televisão nas redações e nos lares. ‘Em Teresina, são...’ ele se corrigia em tempo.
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OndaFinal.Com
Quinta última (13) foi o Dia Mundial do Rádio. Ele teria ‘morrido’ para um público, mas ‘ressuscitou’ algumas vezes. Após a chegada e avanço tecnológico da televisão, desenvolvimento da internet, ‘epidemia’ das redes sociais.




sábado, 8 de fevereiro de 2020

Direto das Ondas

ABCEDÁRIO DE NOTÍCIAS II
AMAURY SANTOS*, um dos fundadores da Fluminense, ‘A Maldita’ é atualmente o âncora de a Turma do Rádio, aos sábados às 7h das manhãs na 94 FM. Conta com as participações de Coelho Lima, Jimi Raw, Ricardo Alexandre e Sérgio Américo, direção do Francisco Barbosa. Em sua carreira iniciada na década de 80 passou pelas principais emissoras cariocas, algumas de pequeno investimento.

CLÓVIS Monteiro, ‘a grande voz do meu Rio de Janeiro’, de acordo com o slogan, teve passagem pela televisão. Na Super Tupi completou vinte e três anos em 2019. Motivador do otimismo, propagandeia uma audiência gigante no horário matinal, apregoando a ideologia dos três ‘S’ – saúde, sorte e sucesso.

CADU de Freitas, jornalista e apresentador ancorava não faz muito tempo o Bate-Papo.Com na MEC AM, que caiu com alterações na grade no limiar do ano passado. Hoje ele é um dos componentes do Conexão RJ que William Travassos comanda de 9h às 11h na 94 FM, onde se discute os destaques do dia.

GARCIA Duarte, titular do programa número dois da madrugada na Super Tupi (de 2h às 4h) participa de segunda a sexta como coadjuvante do Patrulha da Cidade, um dos mais antigos do país. Aos sábados o espaço é todo dele (com os atores, evidentemente). O condutor Mário Belisário tira folga na ocasião.

JOSÉ CARLOS Araújo (‘Sou eu!’) não vai se afastar do rádio este ano, conforme se chegou a anunciar. Ele segue narrando os jogos do Flamengo, ainda mais agora que o time, supervalorizado, ‘brigou’ com a televisão, reivindicando cifras mais altas. Com isso, os índices das emissoras deram considerável subida.

LUIZ Penido, (‘O Garotão da galera’) em consequência, teve adiada sua mudança para a estação do Condomínio Associado, pois, segundo especulações, tal se consumaria caso ocorresse a ausência do chamado ‘Fenômeno’. Até o meio do ano, pelo menos, o esporte na Globo será mantido em linha dupla.

ROBERTO Nonato, apresentador do Jornal da CBN 2ª Edição, nos fins de tarde (em rede nacional transmitido de São Paulo) é um remanescente da pioneira do modelo all news -- notícias em tempo integral -- criada pelo SGR em outubro de 1991. Ele figura entre os raros nessa condição no prefixo.
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UM POUCO DE HISTÓRIA
• Além do Amaury Santos foram fundadores da Fluminense FM, ‘A Maldita’, Luiz Antônio Mello e Sérgio Vasconcellos. Eram jovens cheios de planos, na faixa dos 26/27 de idade. A rádio foi uma grande curtição para a juventude apreciadora do rock, enquanto durou -- ou seja, de 1982 a 1994. Ela inovava. Admitia mediante treinamento para locução, somente vozes femininas. Com uma exigência: que falassem inglês. BandNews em 2005, trocaria nas quatro décadas seguintes a freqüência de 94,9 pela de 90,3 que pertencera à MPB, extinta em 2019.
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OndaFinal.Com Um
DÉ, o Aranha, comentarista desligado recentemente do SGR (Globo/CBN) acertou o seu ingresso na Super Rádio Tupi.

OndaFinal.Com Dois
ROBSON Aldir,repórter que passou pelas empresas mencionadas e a web SRZD fechou com a 94 FM para atuar no carnaval.



sábado, 1 de fevereiro de 2020

Direto das Ondas

A VERBALIZAÇÃO DO CACOETE
Curioso (e, talvez até estranho). A expressão ‘de qualquer maneira’ é uma das que mais fazem parte do repertório dos locutores esportivos em atividades nas emissoras cariocas. (Agravante). Alguns dos auxiliares deles, incrivelmente, navegam ‘na maré’.

Você que nos segue sabe quantas estações cobrem o futebol na outrora Cidade Maravilhosa, e quantos profissionais transmitem jogos, numa proporção de três a seis por semana? Contando-se com uma vinculada, são nada menos que cinco rádios FMs e duas AMs.

Pois, é. O ‘de qualquer maneira’, de hoje, bate fácil ao ‘nesta altura dos acontecimentos’, de ontem – ou seja – um termo já faz tempo deixado no ‘escaninho’ do esquecimento. Assim como o ‘é isso aí’, agregado ao anúncio de tradicional refrigerante.

‘Coisa de maluco’ – outra de que os bravos narradores (e repórteres), aposentaram para bem do idioma. E, quando transmitindo fora da sede, sonoramente dizer: ‘Falamos desde...’ É para profissionais antenados o expressar-se com a linguagem do povo.
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MIRANDO NOS JOVENS
Bruno Cantarelli, da última safra de novatos, estreou quarta-feira (22) na BandNews, jogo do Flamengo e Vasco pelo Campeonato Carioca. Outras estreias na equipe liderada por Edilson Silva foram Carla Matera (recentemente integrada à 94 FM) e o Rui Fernando, que estava há bastante tempo prestando serviços a Rádio Nacional.

Companheiro do Cantarelli, outro Bruno (o Azevedo) foi requisitado pouco depois pelo ‘capitão’ Edilson, sendo os dois provenientes da Transamérica , que parou com o futebol. Pergunta que não quer silenciar: e o que foi feito do Evaldo José (narrador), Antônio Carlos Duarte (repórter e comentarista) e, do versátil Felipe Santos?
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NOVE EM CADA DEZ
Diferentemente do ‘este programa começa agora’, a expressão ‘de qualquer maneira’, tão repetida por locutores esportivos (nove em dez, acreditamos), há muito se tornou um cacoete verbal. Não é, todavia, uma particularidade deles. Tem apresentadores que diuturnamente se utilizam do recurso, pontificando o polêmico Roberto Canázio.

Quase empatando com este, há o desempenho de um Antônio Carlos, seguido pelo William Travassos. E, paralelamente ao ‘de qualquer maneira’, eles (talvez sem perceberem – a fala no veículo exige rapidez –) ‘tropeçam’ num outro termo dito inevitavelmente tão logo o repórter complete sua participação: ‘Obrigado pelas informações’.
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R a r e f e i t a s
/o Parceiro do Luiz Carlos Silva no comando do esporte da 94 FM (Roquete Pinto), Ricardo Mazzella não abriu mão da Nacional, onde é o segundo narrador.

/o Não só a Carla Matera se desligou da emissora estatal optando pelo futebol da BandNews. Alguém saberia nos dizer qual o destino do Cassiano Carvalho?

/o ‘Os campeonatos estaduais são bons, péssimo é o calendário’. Publicado pelo colunista e comentarista Washington Rodrigues, que encurtou suas férias.
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OndaFinal.Com
Jota Santiago trocou a Super Rádio Tupi pela BandNews. A emissora está anunciando sua estreia para segunda-feira (3) no jogo do Flamengo e Resende.