NO ENTORNO DO LUGAR-COMUM
Liberdade de expressão, a que todo o ser humano tem direito, é um termo forte, conclusivo. Muito apropriado para quem exerce atividades nos veículos destinados ao entendimento público –, os meios de comunicação. Na mídia impressa e eletrônica o lugar-comum funciona, em alguns casos feito slogans (bordões), tal o seu volume. Modo ideal de cativar o ouvinte, a audiência.
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MEIO E MENSAGEM
E, com isso, lhes passar a mensagem que interessa. (Quanto mais simples as palavras, melhores). Elas servem como parâmetros, operando com a força de impositivas ferramentas.
Assim, naturalmente, se atinge o público de poucas letras (ou nenhuma) e, da mesma forma, a camada mais experimentada, mente aberta, esclarecida, bastando-lhes um piscar de olhos.
Nos mais conhecidos veículos de comunicação, a linguagem tem sua importância. Exemplar recurso um trio imbatível – clareza, simplicidade, exatidão – o a.b.c do jornalismo nas faculdades.
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O NATURAL ESPANTO
Os técnicos do ramo (e os teóricos também) espantam-se quando ouve – ou assiste – um apresentador, um repórter só usarem palavras do lugar-comum, a pretexto de não ‘falar difícil’.
Não é a mesma visão dos pesquisadores, pois no conceito destes, o formador de opinião tem o inerente dever, antes de tudo, de proporcionar qualidade aos que o acompanham na trajetória.
O ‘complicado’ de quem lida com esporte ou trânsito há muito esgotou a paciência dos candidatos a Jó. Desgastantes, o ‘rápido intervalo’,‘obrigado pelas informações’ e ‘de qualquer maneira’.
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R a r e f e i t a s
/o Tirante a Super Tupi(Leonardo Salles e Isabella Fraga) e JB FM (João Carlos Cardoso) as rádios do Rio que cobrem trânsito via-helicóptero, não estão utilizando mais repórteres fixos.
/o Por causa da crise, o serviço foi terceirizado. O Felipe Macon, por exemplo, trabalha ao mesmo tempo para emissoras de empresas diferentes – 94 FM (Roquette), Melodia e Globo.
/o Fernando Ceylão, que faz dupla com Carol Barreto há dois meses na condução de Hora do Blush, na SulAmérica Paradiso, aniversariou na segunda-feira (16). Foi muito cumprimentado.
/o Não apenas pelos colegas de emissora (uma praxe), mas enormemente pelos internautas, que ressaltaram as qualidades do programa, renovado com a chegada dele e parceira.
/o No horário (das 17h às 19h) tem o Show do Apolinho, na Tupi. Dificilmente outra rádio consegue vencer o Apolo, embora hoje as seções estejam perdendo para número de comerciais.
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quarta-feira, 18 de setembro de 2019
sábado, 14 de setembro de 2019
Rádiomania, o Livro/ 81 (Parte II)
Esporte – ANO DE MUDANÇAS
Depois de sete anos na Rádio Nacional, José Carlos Araújo (o Garotinho) e Washington Rodrigues (o Apolinho), voltavam para a Rádio Globo. Era dezembro de 1984 e, com a dupla, seguiam na mudança Eraldo Leite, Elso Venâncio, Maurício (Danadinho) e Denis Menezes, Carlos de Souza (Biro-Biro) e, ainda, o folclórico Alberto Brrandão – que acumulava a esportiva com a policial.
Revelação de narrador na equipe do Waldir Amaral, onde tinha sido rádio-escuta e mais tarde ’ponta’, Garotinho encontrara o seu caminho em 1977, quando passara a titular. Apolinho, um imponente repórter na equipe, ganhara tal denominação do chefe, porque na sua movimentação nos campos portava um microfone sem fio, réplica do utilizado pelos astronautas da Missão Apolo.
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DUPLA DINÂMICA
Na ocasião, ele formava com o Denis Menezes, a mais dinâmica dupla de repórteres esportivos do rádio, batizada de ‘Os Trepidantes’. Lançado comentarista no último ano de sua atuação na emissora da Radiobras (o Denis era novamente seu companheiro nas reportagens) Apolinho logo se projetaria. Deixara o slogan ‘o da palavra mágica’ para ser ‘o mais ouvido do Brasil’.
A volta de José Carlos Araújo e Washington Rodrigues à emissora dos Marinho representava, no período, mudanças radicais no rádio esportivo, uma revolução em troca-troca. Com Waldir, que saíra da Globo,foram para a Jornal do Brasil Edson Mauro, Cezar Rizzo e Loureiro Neto; para a Tupi Jorge Cury, Kléber Leite e Sérgio Noronha (*); para a Nacional o Jairo de Souza (‘Tiriri-Tiriri-Tiriri’).
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SEM RETORNO
Turfe era o esporte de tradição da Rádio JB AM, implementado por Teófilo de Vasconcellos. Depois, viera a fase do Ernane Pires Ferreira. A experiência com o futebol não dera certo, na emissora. O contrato com uma agência de publicidade, duração de dois anos não obteve o retorno que se esperava, apesar de a equipe ser liderada pelos consagrados Waldir Amaral e João Saldanha.
Waldir assinaria, em seguida, com a Nacional, levando dentre os companheiros, Aírton Rebelo, Sidnei Amaral e Ruy Guilherme. O compromisso acertado em janeiro de 1986 seria de três anos, mas ele se desligaria em outubro do ano seguinte.A rádio não ofereceria as condições ideais de trabalho. Faltava verbas para as despesas de viagens e hospedagens. O grupo se dissolveu.
Ele não mais comandaria equipe de esporte. Ressurgiria no rádio em 1991, cogitando uma formação para a Tropical FM, do empresário Armando Campos. Recuou em tempo. (O Cezar Rizzo chegara a tocar o projeto, sem êxito, porém). Waldir reapareceria naquele ano, produzindo uma crônica diária na Capital onde, até meados dos anos 60, funcionara a decantada Continental. Ali firmara seu nome como narrador, depois de ser ‘ponta’ de Oduvaldo Cozzi.
(*) Sérgio Noronha permanecera mais um pouco na Globo. Só conseguira se mudar para a Tupi no decorrer de novembro de 1985.
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M E M Ó R I A
.o. Em 4 de novembro de 2001, um domingo, Ronaldo Castro estreava na Globo, entrando no lugar do Elso Venâncio,demitido em outubro. Ronaldo passava a comandar o Enquanto a Bola não Rola, de meio-dia às 2h, participava do Balanço da Globo, nos intervalos das transmissões, do Panorama Esportivo, de 10h à meia noite, e ainda se revezava com Gérson e Luiz Mendes nas jornadas. A maior parte de sua carreira no rádio foi vivida na Tupi.
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Nas Ondas
/o A 94 FM (Roquette) com direção nova desde o início do ano, repaginou sua grade. Tirou o Painel da Manhã(*) do ar e colocou no posto o De Carona, ambos com uma dupla de apresentadores.
/o Jorge Ramos e Lúcia Araújo deram lugar a Marcus Marinho e Deivid Costa. Naquele, seis repórteres eram utilizados e, no outro, foi reduzido para a metade o número desses profissionais.
/o Noticiarista de primeira categoria do rádio com passagens por importantes emissoras, Luiz Nascimento está, agora, na 94 FM. A estatal contratou valores que se encontravam em disponibilidade.
/o Heleno Rotai volta neste domingo (15) na Super Tupi a seu horário anterior, das 8h ao meio-dia. Garotinho2 e Rosinha, ocupantes de uma parte, dispensados por problemas com a Justiça.
/o Por mais experimentado que seja o repórter, ele se deixa levar pela emoção em casos como a tragédia do Badim. Difícil, porém, se ouvir ‘que vítimas não resistiram aos ferimentos (asfixia)’.
(*) O Painel não saiu. Mudou para de 9h às 11h no comando de Jorge Ramos,e a Lúcia Araújo como colaboradora.
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Depois de sete anos na Rádio Nacional, José Carlos Araújo (o Garotinho) e Washington Rodrigues (o Apolinho), voltavam para a Rádio Globo. Era dezembro de 1984 e, com a dupla, seguiam na mudança Eraldo Leite, Elso Venâncio, Maurício (Danadinho) e Denis Menezes, Carlos de Souza (Biro-Biro) e, ainda, o folclórico Alberto Brrandão – que acumulava a esportiva com a policial.
Revelação de narrador na equipe do Waldir Amaral, onde tinha sido rádio-escuta e mais tarde ’ponta’, Garotinho encontrara o seu caminho em 1977, quando passara a titular. Apolinho, um imponente repórter na equipe, ganhara tal denominação do chefe, porque na sua movimentação nos campos portava um microfone sem fio, réplica do utilizado pelos astronautas da Missão Apolo.
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DUPLA DINÂMICA
Na ocasião, ele formava com o Denis Menezes, a mais dinâmica dupla de repórteres esportivos do rádio, batizada de ‘Os Trepidantes’. Lançado comentarista no último ano de sua atuação na emissora da Radiobras (o Denis era novamente seu companheiro nas reportagens) Apolinho logo se projetaria. Deixara o slogan ‘o da palavra mágica’ para ser ‘o mais ouvido do Brasil’.
A volta de José Carlos Araújo e Washington Rodrigues à emissora dos Marinho representava, no período, mudanças radicais no rádio esportivo, uma revolução em troca-troca. Com Waldir, que saíra da Globo,foram para a Jornal do Brasil Edson Mauro, Cezar Rizzo e Loureiro Neto; para a Tupi Jorge Cury, Kléber Leite e Sérgio Noronha (*); para a Nacional o Jairo de Souza (‘Tiriri-Tiriri-Tiriri’).
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SEM RETORNO
Turfe era o esporte de tradição da Rádio JB AM, implementado por Teófilo de Vasconcellos. Depois, viera a fase do Ernane Pires Ferreira. A experiência com o futebol não dera certo, na emissora. O contrato com uma agência de publicidade, duração de dois anos não obteve o retorno que se esperava, apesar de a equipe ser liderada pelos consagrados Waldir Amaral e João Saldanha.
Waldir assinaria, em seguida, com a Nacional, levando dentre os companheiros, Aírton Rebelo, Sidnei Amaral e Ruy Guilherme. O compromisso acertado em janeiro de 1986 seria de três anos, mas ele se desligaria em outubro do ano seguinte.A rádio não ofereceria as condições ideais de trabalho. Faltava verbas para as despesas de viagens e hospedagens. O grupo se dissolveu.
Ele não mais comandaria equipe de esporte. Ressurgiria no rádio em 1991, cogitando uma formação para a Tropical FM, do empresário Armando Campos. Recuou em tempo. (O Cezar Rizzo chegara a tocar o projeto, sem êxito, porém). Waldir reapareceria naquele ano, produzindo uma crônica diária na Capital onde, até meados dos anos 60, funcionara a decantada Continental. Ali firmara seu nome como narrador, depois de ser ‘ponta’ de Oduvaldo Cozzi.
(*) Sérgio Noronha permanecera mais um pouco na Globo. Só conseguira se mudar para a Tupi no decorrer de novembro de 1985.
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M E M Ó R I A
.o. Em 4 de novembro de 2001, um domingo, Ronaldo Castro estreava na Globo, entrando no lugar do Elso Venâncio,demitido em outubro. Ronaldo passava a comandar o Enquanto a Bola não Rola, de meio-dia às 2h, participava do Balanço da Globo, nos intervalos das transmissões, do Panorama Esportivo, de 10h à meia noite, e ainda se revezava com Gérson e Luiz Mendes nas jornadas. A maior parte de sua carreira no rádio foi vivida na Tupi.
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Nas Ondas
/o A 94 FM (Roquette) com direção nova desde o início do ano, repaginou sua grade. Tirou o Painel da Manhã(*) do ar e colocou no posto o De Carona, ambos com uma dupla de apresentadores.
/o Jorge Ramos e Lúcia Araújo deram lugar a Marcus Marinho e Deivid Costa. Naquele, seis repórteres eram utilizados e, no outro, foi reduzido para a metade o número desses profissionais.
/o Noticiarista de primeira categoria do rádio com passagens por importantes emissoras, Luiz Nascimento está, agora, na 94 FM. A estatal contratou valores que se encontravam em disponibilidade.
/o Heleno Rotai volta neste domingo (15) na Super Tupi a seu horário anterior, das 8h ao meio-dia. Garotinho2 e Rosinha, ocupantes de uma parte, dispensados por problemas com a Justiça.
/o Por mais experimentado que seja o repórter, ele se deixa levar pela emoção em casos como a tragédia do Badim. Difícil, porém, se ouvir ‘que vítimas não resistiram aos ferimentos (asfixia)’.
(*) O Painel não saiu. Mudou para de 9h às 11h no comando de Jorge Ramos,e a Lúcia Araújo como colaboradora.
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quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Direto das Ondas
DE COLLA,FALANDO SÉRIO E,ETC.
Chama-se Carlos Colla nascido em Niterói e advogado militante o autor de Falando Sério, um dos maiores sucessos de Roberto Carlos. Dele também, entre inúmeras composições, Sonho Por Sonho (José Augusto), Bye, Bye Tristeza (Sandra de Sá),e muitas outras gravadas por cantores populares – Alcione, Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho & Chororó, Fafá de Belém.
Produtor musical e poeta, ele esteve presente ‘ao vivo’ no Rio na Palma da Mão, na SulAmérica Paradiso nesta segunda-feira (9). Ernani Alves, titular do programa elevou a máxima potência a capacidade do seu entrevistado.
_______
UM CONTO, OS PONTOS...
Afirmou que Colla já produziu mais de duas mil (sic) canções. Envaidecido com as palavras do apresentador, o convidado esclareceu, dizendo que faz músicas todos os dias. Sua inspiração chega quase sempre quando vai dormir, frisou.
Sonha, ele revelou, em ver cada nova obra em disco. Mas, muitas vezes ao acordar e conferir no gravador, auto-reconhece que se trata de ’verdadeira porcaria’. (Risos contidos no estúdio). Colla estava falando bastante sério.
_______
...EM OUTRAS GALÁXIAS
Depois de uma consulta a alguns apontamentos colhidos, ficamos a pensar, e nos indagando. Qual seria o comportamento do Ernani se, por exemplo, levasse ao programa um Gilberto Gil, Milton Nascimento, Djavan ou Alceu Valença?
Ou, ainda, o Bruno Calliman – que se mantém no anonimato – e é o responsável pelos grandes sucessos sertanejos,‘grudes’ que se toca no Brasil inteiro, com duplas que são espécies de ‘arroz de festa’ em suas aparições nas TVs.
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CAMILA E AS ‘MENINAS’
O Convocadas com Camila Carelli, na terceira hora do Estúdio CBN, não é bem aquilo que se noticiou por aí (e por aqui inclusive).A proposta, aparentemente, era tratar de futebol feminino, e de um modo especial, sobre as atividades da seleção.
Pelo menos na edição desta segunda, o que se ouviu foi um apanhado dos jogos do Brasileirão, resultados da rodada. Somente no encerramento Camila passou para a Tatiana Vasconcellos informe das ‘meninas’. Não vai ter finalistas no ano.
_______
R a r e f e i t a s
/o Colla teve diversos parceiros. Não fez nada sozinho. Em Falando Sério, dividiu a composição com Maurício Duboc, que assinou com ele outras páginas bem ao jeito dos intérpretes.
/o Na voz do ‘Rei’ Roberto Carlos foram (contadas) quarenta e quatro músicas, co-autores de diferenciados perfis. De Nenéo a Fred Falcão, passando por um Peninha, ou ainda Mauro Motta.
/o Marcos Valle foi seu parceiro em Bye, Bye Tristeza, Chico Roque em Sonho Por Sonho, Michael Sullivan em Além da Cama e Meu Vício é Você, nas vozes de Sandra,José Augusto e Alcione.
/o Perguntado se tinha uma preferida entre tantas, Colla disse que sim; era Verdade Chinesa, o principal sucesso do repertório de Emílio Santiago, com um cantor bissexto que nem ele, o Gilson.
/o Ao mostrar suas músicas, suscitou a curiosidade do Gélcio Cunha, com um ‘porque não grava cantando’. Respondeu que é ‘um armador, e não goleiro’. (Colla cantor, já gravou dois álbuns.)
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Chama-se Carlos Colla nascido em Niterói e advogado militante o autor de Falando Sério, um dos maiores sucessos de Roberto Carlos. Dele também, entre inúmeras composições, Sonho Por Sonho (José Augusto), Bye, Bye Tristeza (Sandra de Sá),e muitas outras gravadas por cantores populares – Alcione, Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho & Chororó, Fafá de Belém.
Produtor musical e poeta, ele esteve presente ‘ao vivo’ no Rio na Palma da Mão, na SulAmérica Paradiso nesta segunda-feira (9). Ernani Alves, titular do programa elevou a máxima potência a capacidade do seu entrevistado.
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UM CONTO, OS PONTOS...
Afirmou que Colla já produziu mais de duas mil (sic) canções. Envaidecido com as palavras do apresentador, o convidado esclareceu, dizendo que faz músicas todos os dias. Sua inspiração chega quase sempre quando vai dormir, frisou.
Sonha, ele revelou, em ver cada nova obra em disco. Mas, muitas vezes ao acordar e conferir no gravador, auto-reconhece que se trata de ’verdadeira porcaria’. (Risos contidos no estúdio). Colla estava falando bastante sério.
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...EM OUTRAS GALÁXIAS
Depois de uma consulta a alguns apontamentos colhidos, ficamos a pensar, e nos indagando. Qual seria o comportamento do Ernani se, por exemplo, levasse ao programa um Gilberto Gil, Milton Nascimento, Djavan ou Alceu Valença?
Ou, ainda, o Bruno Calliman – que se mantém no anonimato – e é o responsável pelos grandes sucessos sertanejos,‘grudes’ que se toca no Brasil inteiro, com duplas que são espécies de ‘arroz de festa’ em suas aparições nas TVs.
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CAMILA E AS ‘MENINAS’
O Convocadas com Camila Carelli, na terceira hora do Estúdio CBN, não é bem aquilo que se noticiou por aí (e por aqui inclusive).A proposta, aparentemente, era tratar de futebol feminino, e de um modo especial, sobre as atividades da seleção.
Pelo menos na edição desta segunda, o que se ouviu foi um apanhado dos jogos do Brasileirão, resultados da rodada. Somente no encerramento Camila passou para a Tatiana Vasconcellos informe das ‘meninas’. Não vai ter finalistas no ano.
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R a r e f e i t a s
/o Colla teve diversos parceiros. Não fez nada sozinho. Em Falando Sério, dividiu a composição com Maurício Duboc, que assinou com ele outras páginas bem ao jeito dos intérpretes.
/o Na voz do ‘Rei’ Roberto Carlos foram (contadas) quarenta e quatro músicas, co-autores de diferenciados perfis. De Nenéo a Fred Falcão, passando por um Peninha, ou ainda Mauro Motta.
/o Marcos Valle foi seu parceiro em Bye, Bye Tristeza, Chico Roque em Sonho Por Sonho, Michael Sullivan em Além da Cama e Meu Vício é Você, nas vozes de Sandra,José Augusto e Alcione.
/o Perguntado se tinha uma preferida entre tantas, Colla disse que sim; era Verdade Chinesa, o principal sucesso do repertório de Emílio Santiago, com um cantor bissexto que nem ele, o Gilson.
/o Ao mostrar suas músicas, suscitou a curiosidade do Gélcio Cunha, com um ‘porque não grava cantando’. Respondeu que é ‘um armador, e não goleiro’. (Colla cantor, já gravou dois álbuns.)
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sábado, 7 de setembro de 2019
Rádiomania, o Livro/ 80 (Parte II)
E... ELAS TAMBÉM FIZERAM
Os nomes relacionados nas páginas anteriores são uma pequena mostra da grandiosidade do rádio – suas histórias, sua importância, curiosidades. No período das novelas as mulheres ganharam mais espaço no veículo. Locutoras e apresentadoras foram, e ainda continuam sendo minoria. A exceção ocorre nos dias de hoje nas emissoras em que o jornalismo é atuante. Na reportagem, por exemplo, há predomínio delas, como se pode constatar sintonizando uma Super Tupi, CBN e BandNews.
.o. Ao número de valores aqui lembrados, acrescentamos o de algumas mulheres de alto significado no ramo, cabendo o pioneirismo a LEA SILVA e HELENA SANGIRARDI. A primeira começou na Rádio Clube Fluminense, em Niterói, com o programa A Voz da Beleza, diário a 1h da tarde. Depois, atuaria na Tamoio. HELENA era ouvida pelas ondas da Nacional, também à tarde, com o seu Consultório Sentimental.
.o. Havia na mesma Nacional o Programa da Madame, com ISMÊNIA DOS SANTOS, atriz e cantora lírica. Regra básica do gênero: conselhos sobre utilidades do lar, receitas de bolos e pratos variados, além de truques para manter boa aparência física. Entre um e outro item, ISMÊNIA lia uma crônica do Genolino Amado, interesse da classe.
.o. Nesse modelo, SAGRAMOR DE SCUVERO comandava na Mayrink Veiga, O Mundo Não Vale O Meu Lar.Poetisa e escritora de livros infantis, fez grande sucesso ao radiofonizar a vida de conhecidos cientistas. (Foi casada com Miguel Gustavo – redator, produtor de jingles, compositor preferido de Jorge Veiga e Moreira da Silva e autor do hino Pra Frente Brasil, de exaltação à Seleção para a Copa do Mundo no México, em 70).
.o. EDNA SAVAGET e NENA MARTINEZ são outros nomes nessa lista de representantes femininas. EDNA formou-se em Filosofia pela UERJ e em Jornalismo pela UFRJ. Esteve na Rádio Nacional, na Eldorado e na MEC. Na última com o programa Aqui Entre Nós, que fugia à linha do culinária/conselhos/beleza. Abordava temas gerais e, frequentemente, falava de livros, entrevistando escritores e editores.
.o. NENA, criada na Tupi, atuara também na Mauá e Tamoio. Foi a profissional de carreira mais longa em toda a história do rádio, trabalhando nada menos que 70 anos. Formada em Direito, seguira por duas décadas o padrão das demais. Especializou-se em Astrologia, e acabaria se tornando parâmetro para as numerosas sucessoras.
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M E M Ó R I A
.o. O comentarista Luiz Mendes (1924-2011), que trocara a Globo pela Tupi em 1995, voltava ao endereço anterior quatro anos depois. Sua reestreia ocorria em 1° de junho, uma sexta-feira, na partida entre o Botafogo e Palmeiras, pela Copa do Brasil. No domingo seguinte – dia de Flamengo e Vasco, primeiro jogo da decisão do Estadual – ele dividia a cabine com Sérgio Noronha, o principal desde a saída do Washington Rodrigues, no final de 1998.
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Nas Ondas
/o O Convocadas, que foi um programa na ex-Nova Globo, estreou na segunda-feira (2) como quadro no Estúdio CBN, que vai ao ar a partir das 16h com apresentação de Tatiana Vasconcellos.
/o A repórter Camila Carelli escalada para a tarefa, conversa duas vezes por semana com a âncora,falando de futebol feminino, atualizando notícias e comentários sobre as atividades da seleção.
/o Rodolfo Schneider, que estava de férias, trocou o Rio por São Paulo na BandNews, juntando-se aos titulares do jornal. Na Super Tupi, Clóvis Monteiro deu uma parada. Cristiano Santos no comando.
/o É uma raridade no rádio atual tocarem clássicos do samba. Como os de um (Elton) Medeiros, e seus parceiros. Timoneiro, Ame, O Ideal é Completo foram algumas obras de seu inspirado repertório.
/o ‘Não sou eu quem me carrega/Quem me carrega é o mar/É ele que me carrega (...) ‘Ame/Seja como for/Sem medo de sofrer/Não tenha medo, não’ (...)
‘Quando a Portela chegou/A plateia vibrou com emoção...’
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Os nomes relacionados nas páginas anteriores são uma pequena mostra da grandiosidade do rádio – suas histórias, sua importância, curiosidades. No período das novelas as mulheres ganharam mais espaço no veículo. Locutoras e apresentadoras foram, e ainda continuam sendo minoria. A exceção ocorre nos dias de hoje nas emissoras em que o jornalismo é atuante. Na reportagem, por exemplo, há predomínio delas, como se pode constatar sintonizando uma Super Tupi, CBN e BandNews.
.o. Ao número de valores aqui lembrados, acrescentamos o de algumas mulheres de alto significado no ramo, cabendo o pioneirismo a LEA SILVA e HELENA SANGIRARDI. A primeira começou na Rádio Clube Fluminense, em Niterói, com o programa A Voz da Beleza, diário a 1h da tarde. Depois, atuaria na Tamoio. HELENA era ouvida pelas ondas da Nacional, também à tarde, com o seu Consultório Sentimental.
.o. Havia na mesma Nacional o Programa da Madame, com ISMÊNIA DOS SANTOS, atriz e cantora lírica. Regra básica do gênero: conselhos sobre utilidades do lar, receitas de bolos e pratos variados, além de truques para manter boa aparência física. Entre um e outro item, ISMÊNIA lia uma crônica do Genolino Amado, interesse da classe.
.o. Nesse modelo, SAGRAMOR DE SCUVERO comandava na Mayrink Veiga, O Mundo Não Vale O Meu Lar.Poetisa e escritora de livros infantis, fez grande sucesso ao radiofonizar a vida de conhecidos cientistas. (Foi casada com Miguel Gustavo – redator, produtor de jingles, compositor preferido de Jorge Veiga e Moreira da Silva e autor do hino Pra Frente Brasil, de exaltação à Seleção para a Copa do Mundo no México, em 70).
.o. EDNA SAVAGET e NENA MARTINEZ são outros nomes nessa lista de representantes femininas. EDNA formou-se em Filosofia pela UERJ e em Jornalismo pela UFRJ. Esteve na Rádio Nacional, na Eldorado e na MEC. Na última com o programa Aqui Entre Nós, que fugia à linha do culinária/conselhos/beleza. Abordava temas gerais e, frequentemente, falava de livros, entrevistando escritores e editores.
.o. NENA, criada na Tupi, atuara também na Mauá e Tamoio. Foi a profissional de carreira mais longa em toda a história do rádio, trabalhando nada menos que 70 anos. Formada em Direito, seguira por duas décadas o padrão das demais. Especializou-se em Astrologia, e acabaria se tornando parâmetro para as numerosas sucessoras.
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M E M Ó R I A
.o. O comentarista Luiz Mendes (1924-2011), que trocara a Globo pela Tupi em 1995, voltava ao endereço anterior quatro anos depois. Sua reestreia ocorria em 1° de junho, uma sexta-feira, na partida entre o Botafogo e Palmeiras, pela Copa do Brasil. No domingo seguinte – dia de Flamengo e Vasco, primeiro jogo da decisão do Estadual – ele dividia a cabine com Sérgio Noronha, o principal desde a saída do Washington Rodrigues, no final de 1998.
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Nas Ondas
/o O Convocadas, que foi um programa na ex-Nova Globo, estreou na segunda-feira (2) como quadro no Estúdio CBN, que vai ao ar a partir das 16h com apresentação de Tatiana Vasconcellos.
/o A repórter Camila Carelli escalada para a tarefa, conversa duas vezes por semana com a âncora,falando de futebol feminino, atualizando notícias e comentários sobre as atividades da seleção.
/o Rodolfo Schneider, que estava de férias, trocou o Rio por São Paulo na BandNews, juntando-se aos titulares do jornal. Na Super Tupi, Clóvis Monteiro deu uma parada. Cristiano Santos no comando.
/o É uma raridade no rádio atual tocarem clássicos do samba. Como os de um (Elton) Medeiros, e seus parceiros. Timoneiro, Ame, O Ideal é Completo foram algumas obras de seu inspirado repertório.
/o ‘Não sou eu quem me carrega/Quem me carrega é o mar/É ele que me carrega (...) ‘Ame/Seja como for/Sem medo de sofrer/Não tenha medo, não’ (...)
‘Quando a Portela chegou/A plateia vibrou com emoção...’
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sábado, 31 de agosto de 2019
Rádiomania, o Livro/ 79 (Parte II)
ELES FIZERAM HISTÓRIA
‘Saúde, paz e amor.’ Era com esta saudação que LUIZ DE CARVALHO (1919-2008) se dirigia a seus ouvintes nas manhãs da Rádio Globo por nada menos que três décadas. LUIZ DE CARVALHO e seu programa, de 9h ao meio-dia, entre segunda e sábado, liderou a audiência no horário durante anos seguidos.Foi um grande incentivador dos movimentos musicais ocorridos no país – do Bolero ao Samba-Canção; da Pilantragem a Bossa Nova; da Tropicália ao Rock and Roll.
.o. O da Jovem Guarda foi o que mais provocava rebuliços, atraindo adolescentes às cercanias da emissora. Seus estúdios, em frente ao Café Nice, na Avenida Rio Branco, eram constantemente visitados pelos artistas em evidência – Erasmo e Roberto Carlos, Wanderlea, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Leno & Lilian, Renato e Seus Blue Cap´s, e outros.
.o. Bem próximo ao tratamento que LUIZ DE CARVALHO dispensava à turma da Jovem Guarda, havia o do JOSÉ MESSIAS (1928-2015) na Guanabara, emprestando seu nome a um programa. Embora atuasse numa rádio de menor projeção, este representava forte influência no movimento e, como fizera com o rock, era considerado um valioso aliado.
.o. LUIZ DE CARVALHO foi um dos fundadores da Globo. Antes do programa que o colocaria no pedestal dos grandes profissionais do rádio, dividira com Luiz Mendes e Daysi Lúcidi, o Chá das Três, que cairia em poder de Jonas Garret, permanecendo ali até sua transferência para a Nacional.
.o. No auge, LUIZ CARVALHO foi para a Tupi, mas não alcançaria êxito. Trabalharia ainda na Clube do Brasil, Imprensa FM, Federal de Niterói e, a partir de 1982, na Bandeirantes. Longe da consagração de que um dia fora alvo, incluindo-se uma passagem pela televisão. Ele foi apresentador do Tevefone, na TV Globo, dos pioneiros de auditório ‘ao vivo’.
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.o. Na mesma emissora do MESSIAS atuava CARLOS IMPERIAL (1935-1992). Seu programa, Alô Brotos, com os ritmos da moda, dedicava-se também aos astros da Jovem Guarda. Depois longa peregrinação pelas gravadoras, ele conseguiria que Roberto Carlos, conterrâneo e pupilo (natural de Cachoeiro do Itapemerim) tivesse o lançamento do seu primeiro álbum.
.o. Nos embalos do movimento muita gente ‘se arrumou’. Exemplos do FAUSTO GUIMARÃES, da Rádio Mauá, que morreu prematuramente; e da produtora e relações públicas da Rádio Carioca, Magda Fonseca, filha de Alceu Nunes Fonseca, dono da emissora e também da Cachoeiro, onde Roberto Carlos se iniciara. (Magda seria uma das musas do ‘Rei’ da JG.)
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M E M Ó R I A
.o. A um mês de completar 40 anos de rádio, 29 dos quais a serviço da Nacional, José Messias reestreava na Metropolitana, interessada em diversificar sua programação, que na década de 80 estava mais dedicada aos temas evangélicos. Fala Povo, a nova criação do apresentador, era lançada no dia 12 de julho de 1993, e transmitida de segunda a sexta, das 8h às 10h.
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Nas Ondas
/o Em Buenos Aires tudo funciona. Crivella precisava ir lá – disse Roberto Canázio ao reassumir seu programa na SulAmérica Paradiso, quinta-feira(29), após uma breve ausência.
/o Na emissora desde abril, (ficou na Argentina quatro dias), ele tinha acertado a viagem antes de fechar com a direção da casa, administrada por Alexandre Amorim, ex-locutor.
/o As rádios CBN e BandNews são destaques na cobertura da Bienal do Livro no Rio. Aberta na sexta-feira (30) a festa vai até domingo (8), sendo a quarta maior movimentação na cidade.
/o A EBC, que reúne emissoras de rádio e TV do governo tem um novo presidente, o segundo este ano. O general Luiz Carlos Pereira substituiu Alexandre Henrique Graziani.
‘Saúde, paz e amor.’ Era com esta saudação que LUIZ DE CARVALHO (1919-2008) se dirigia a seus ouvintes nas manhãs da Rádio Globo por nada menos que três décadas. LUIZ DE CARVALHO e seu programa, de 9h ao meio-dia, entre segunda e sábado, liderou a audiência no horário durante anos seguidos.Foi um grande incentivador dos movimentos musicais ocorridos no país – do Bolero ao Samba-Canção; da Pilantragem a Bossa Nova; da Tropicália ao Rock and Roll.
.o. O da Jovem Guarda foi o que mais provocava rebuliços, atraindo adolescentes às cercanias da emissora. Seus estúdios, em frente ao Café Nice, na Avenida Rio Branco, eram constantemente visitados pelos artistas em evidência – Erasmo e Roberto Carlos, Wanderlea, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Leno & Lilian, Renato e Seus Blue Cap´s, e outros.
.o. Bem próximo ao tratamento que LUIZ DE CARVALHO dispensava à turma da Jovem Guarda, havia o do JOSÉ MESSIAS (1928-2015) na Guanabara, emprestando seu nome a um programa. Embora atuasse numa rádio de menor projeção, este representava forte influência no movimento e, como fizera com o rock, era considerado um valioso aliado.
.o. LUIZ DE CARVALHO foi um dos fundadores da Globo. Antes do programa que o colocaria no pedestal dos grandes profissionais do rádio, dividira com Luiz Mendes e Daysi Lúcidi, o Chá das Três, que cairia em poder de Jonas Garret, permanecendo ali até sua transferência para a Nacional.
.o. No auge, LUIZ CARVALHO foi para a Tupi, mas não alcançaria êxito. Trabalharia ainda na Clube do Brasil, Imprensa FM, Federal de Niterói e, a partir de 1982, na Bandeirantes. Longe da consagração de que um dia fora alvo, incluindo-se uma passagem pela televisão. Ele foi apresentador do Tevefone, na TV Globo, dos pioneiros de auditório ‘ao vivo’.
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.o. Na mesma emissora do MESSIAS atuava CARLOS IMPERIAL (1935-1992). Seu programa, Alô Brotos, com os ritmos da moda, dedicava-se também aos astros da Jovem Guarda. Depois longa peregrinação pelas gravadoras, ele conseguiria que Roberto Carlos, conterrâneo e pupilo (natural de Cachoeiro do Itapemerim) tivesse o lançamento do seu primeiro álbum.
.o. Nos embalos do movimento muita gente ‘se arrumou’. Exemplos do FAUSTO GUIMARÃES, da Rádio Mauá, que morreu prematuramente; e da produtora e relações públicas da Rádio Carioca, Magda Fonseca, filha de Alceu Nunes Fonseca, dono da emissora e também da Cachoeiro, onde Roberto Carlos se iniciara. (Magda seria uma das musas do ‘Rei’ da JG.)
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M E M Ó R I A
.o. A um mês de completar 40 anos de rádio, 29 dos quais a serviço da Nacional, José Messias reestreava na Metropolitana, interessada em diversificar sua programação, que na década de 80 estava mais dedicada aos temas evangélicos. Fala Povo, a nova criação do apresentador, era lançada no dia 12 de julho de 1993, e transmitida de segunda a sexta, das 8h às 10h.
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Nas Ondas
/o Em Buenos Aires tudo funciona. Crivella precisava ir lá – disse Roberto Canázio ao reassumir seu programa na SulAmérica Paradiso, quinta-feira(29), após uma breve ausência.
/o Na emissora desde abril, (ficou na Argentina quatro dias), ele tinha acertado a viagem antes de fechar com a direção da casa, administrada por Alexandre Amorim, ex-locutor.
/o As rádios CBN e BandNews são destaques na cobertura da Bienal do Livro no Rio. Aberta na sexta-feira (30) a festa vai até domingo (8), sendo a quarta maior movimentação na cidade.
/o A EBC, que reúne emissoras de rádio e TV do governo tem um novo presidente, o segundo este ano. O general Luiz Carlos Pereira substituiu Alexandre Henrique Graziani.
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Direto das Ondas
...PALMA DA MÃO COM ERNANI
Pilotado por Ernani Alves, Rio na Palma da Mão estreou nesta segunda-feira (26) na SulAmérica Pardiso. A audição inaugural em ritmo de festa, teve a precípua finalidade de ‘mostrar’ o que seria o programa, seus quadros, seu formato. (Aliado a Hora do Blush e Manhã Paradiso é parcial mudança no perfil da emissora.)
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QUEM É O CANTOR?
Depois das saudações naturais que acontecem durante um lançamento, a prévia da atração terminou com o titular exibindo um lado que o público não conhecia – Ernani cantor. Em dueto com Hildon, um dos convidados, ele interpretou (e bem afinado) um dos principais sucessos do artista – Ninguém Viverá Nosso Sonho.
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EM NOVOS CAMINHOS
Já trilhando os caminhos da normalidade, em marcha moderada, Rio na Palma da Mão deixou no ar, terça-feira, que se trata de espécie de antídoto contra o reinante show de mesmice da atualidade, um recheio novo para o repartido bolo pela audiência.Sem alguma dúvida, coisa diferente do que se ouve por aí.
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COISAS DOS ANTIGOS
(Alvíssaras, alvíssaras -- diriam os cronistas dos jornais e revistas antigos, inclusive o Alvaro Moreyra, de saudosa memória, com suas imortais As Amargas, Não). No desfecho, Ernani entrevistou o cantor e compositor Gilson, autor, entre outras músicas, de Casinha Branca, que não é mero fruto da imaginação.
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A VERDADE, O JUÍZO
Gravado por estelares intérpretes da MPB, ele relembrou, acompanhando-se ao violão, dois sambas de sucesso, lançados por Emílio Santiago (1946-2013) -- o Verdade Chinesa, em parceria com Carlos Colla, e Cadê Juízo, feito com Joran. (Só na voz do Emílio, Gilson e seus parceiros tiveram uma dezena de gravações.)
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VOZES NO SILÊNCIO
Um dos melhores programas do rádio nos dias presentes, Todas as Vozes, com Marcus Aurélio, saiu do ar na quinta-feira (22). Agora, é passado remoto. Marcus, um deficiente visual e defensor das causas pertinentes às pessoas com problemas semelhantes ao dele é um apaixonado do veículo desde a juventude.
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ÍNDICES LEVANTADOS
O Todas as Vozes conseguiu se transformar no mais importante programa da MEC AM nos quatro anos e meio que foi parte da composição da casa. Estava em cartaz entre 7h e 9h das manhãs de segunda a sexta, com quadros originais. O Rádio Faz História, Essa Letra, Essa Música, Visão de Jogo e Atitude Inclusão.
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UM MESTRE NA MÍDIA
Há um ano Marcus se diplomou em mestre de comunicação pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e, há dois meses, funcionário da Faculdade Nove de Julho. Coordenador da UNIRR, que atende os excepcionais, colabora com a Rádio (online) da ONCB -- Organização Nacional dos Cegos do Brasil.
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O REPÓRTER, O ÂNCORA
O seu começo foi na Rádio Roquette Pinto. Depois, repórter (setorista) na Super Tupi, comandaria o Giro Esportivo e Bola na Mesa. Mudando para a CBN, ancorou o Notícias da Manhã e, posteriormente, CBN, Tarde Total. Apresentador e coordenador executivo do SGR lançaria o Quintal da Globo, sendo mais tarde, gerente geral da Rádio Globo em São Paulo, onde esteve radicado.
_______
R a r e f e i t a s
/o Fábio Antônio, que produz Rio na Palma da Mão, e Gélcio Cunha, componente já foram companheiros na Globo. Gélcio ainda ‘amarelinho’, Fábio estagiário no ‘Haroldo de Andrade’.
/o Com a saída do Marcus Aurélio, a MEC AM retirou do arquivo o Rádio Sociedade, programa que ocupava o espaço antes de o Todas as Vozes se integrar à grade da estação.
/o O Rádio Sociedade, nome antigo da MEC, tinha Denise Viola como apresentadora e, na reedição, a diretoria indicou para seu comando, o jornalista e comunicador Dylan Araújo.
/o A troca de programas manteve apenas um quadro – o Viva Maria, da Mara Régia, transmitido de Brasília. O destaque passou a ser o Trilha da História, com Isabel Azevedo à frente.
/o O produtor (e apresentador) Marcos Leite, ex-colaborador do Todas as Vozes ficou responsável pelo esporte. No empate da Chapecoense e Vasco ele soltou um ‘famoso zero a zero’.
Pilotado por Ernani Alves, Rio na Palma da Mão estreou nesta segunda-feira (26) na SulAmérica Pardiso. A audição inaugural em ritmo de festa, teve a precípua finalidade de ‘mostrar’ o que seria o programa, seus quadros, seu formato. (Aliado a Hora do Blush e Manhã Paradiso é parcial mudança no perfil da emissora.)
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QUEM É O CANTOR?
Depois das saudações naturais que acontecem durante um lançamento, a prévia da atração terminou com o titular exibindo um lado que o público não conhecia – Ernani cantor. Em dueto com Hildon, um dos convidados, ele interpretou (e bem afinado) um dos principais sucessos do artista – Ninguém Viverá Nosso Sonho.
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EM NOVOS CAMINHOS
Já trilhando os caminhos da normalidade, em marcha moderada, Rio na Palma da Mão deixou no ar, terça-feira, que se trata de espécie de antídoto contra o reinante show de mesmice da atualidade, um recheio novo para o repartido bolo pela audiência.Sem alguma dúvida, coisa diferente do que se ouve por aí.
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COISAS DOS ANTIGOS
(Alvíssaras, alvíssaras -- diriam os cronistas dos jornais e revistas antigos, inclusive o Alvaro Moreyra, de saudosa memória, com suas imortais As Amargas, Não). No desfecho, Ernani entrevistou o cantor e compositor Gilson, autor, entre outras músicas, de Casinha Branca, que não é mero fruto da imaginação.
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A VERDADE, O JUÍZO
Gravado por estelares intérpretes da MPB, ele relembrou, acompanhando-se ao violão, dois sambas de sucesso, lançados por Emílio Santiago (1946-2013) -- o Verdade Chinesa, em parceria com Carlos Colla, e Cadê Juízo, feito com Joran. (Só na voz do Emílio, Gilson e seus parceiros tiveram uma dezena de gravações.)
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VOZES NO SILÊNCIO
Um dos melhores programas do rádio nos dias presentes, Todas as Vozes, com Marcus Aurélio, saiu do ar na quinta-feira (22). Agora, é passado remoto. Marcus, um deficiente visual e defensor das causas pertinentes às pessoas com problemas semelhantes ao dele é um apaixonado do veículo desde a juventude.
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ÍNDICES LEVANTADOS
O Todas as Vozes conseguiu se transformar no mais importante programa da MEC AM nos quatro anos e meio que foi parte da composição da casa. Estava em cartaz entre 7h e 9h das manhãs de segunda a sexta, com quadros originais. O Rádio Faz História, Essa Letra, Essa Música, Visão de Jogo e Atitude Inclusão.
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UM MESTRE NA MÍDIA
Há um ano Marcus se diplomou em mestre de comunicação pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e, há dois meses, funcionário da Faculdade Nove de Julho. Coordenador da UNIRR, que atende os excepcionais, colabora com a Rádio (online) da ONCB -- Organização Nacional dos Cegos do Brasil.
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O REPÓRTER, O ÂNCORA
O seu começo foi na Rádio Roquette Pinto. Depois, repórter (setorista) na Super Tupi, comandaria o Giro Esportivo e Bola na Mesa. Mudando para a CBN, ancorou o Notícias da Manhã e, posteriormente, CBN, Tarde Total. Apresentador e coordenador executivo do SGR lançaria o Quintal da Globo, sendo mais tarde, gerente geral da Rádio Globo em São Paulo, onde esteve radicado.
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R a r e f e i t a s
/o Fábio Antônio, que produz Rio na Palma da Mão, e Gélcio Cunha, componente já foram companheiros na Globo. Gélcio ainda ‘amarelinho’, Fábio estagiário no ‘Haroldo de Andrade’.
/o Com a saída do Marcus Aurélio, a MEC AM retirou do arquivo o Rádio Sociedade, programa que ocupava o espaço antes de o Todas as Vozes se integrar à grade da estação.
/o O Rádio Sociedade, nome antigo da MEC, tinha Denise Viola como apresentadora e, na reedição, a diretoria indicou para seu comando, o jornalista e comunicador Dylan Araújo.
/o A troca de programas manteve apenas um quadro – o Viva Maria, da Mara Régia, transmitido de Brasília. O destaque passou a ser o Trilha da História, com Isabel Azevedo à frente.
/o O produtor (e apresentador) Marcos Leite, ex-colaborador do Todas as Vozes ficou responsável pelo esporte. No empate da Chapecoense e Vasco ele soltou um ‘famoso zero a zero’.
sábado, 24 de agosto de 2019
Rádiomania, o Livro/78 (Parte II)
ELES FIZERAM HISTÓRIA
Dono de invejável cultura e amante do rádio, HÉLIO THYS foi um dos mais completos produtores do veículo em toda a sua existência. THYS (1920-2002) era filho de imigrantes judeus, nascido no bairro do Estácio, berço boêmio de Ismael Silva, quanto o era a Vila Isabel de Noel Rosa – e do Martinho em nossos dias. Como carioca que se preza, gostava de futebol e era torcedor do Fluminense. Formado em Direito, ele nunca exerceria a profissão.
.o. A carreira de radialista teve início na Mayrink Veiga, época em que transitavam por seus corredores um Haroldo Barbosa, Luiz Jatobá, Chico Anísio, Nanci Wanderlei, Estelita Bell,e outros nomes -- alguns apagados com a poeira dos tempos. A Rádio Jornal do Brasil em seu endereço na Avenida Rio Branco foi outra casa por onde ele passou. Depois esteve na Tupi e, por último, na Globo.
.o. Era um redator anônimo na Tupi e, dentre seus trabalhos,a série de crônicas Boa Noite Para Você, às 8 horas, narrada por Carlos Frias, apresentador de Caleidoscópio, memorável programa nos fins de tarde de domingos. A Vida é Assim, peças completas de rádio-teatro, também levavam sua assinatura. Um sucesso. A Globo resgatou para sua programação.
.o. Emérito contador de histórias,THYS produzia muito. Coisas de que o grande público não tomava conhecimento, algumas delas preenchendo horários da madrugada. Durante longa temporada um dos ases da equipe do Haroldo de Andrade. No Bom Dia, ele mostrava sua verve, historiando com talento invulgar os dramas do cotidiano, inspirando-se em mensagens dos ouvintes.
.o. Leitor contumaz, HÉLIO THYS deixou volumosa biblioteca, estimada em mais de vinte mil exemplares. Estudioso do escritor Honoré de Balzac (A Comédia Humana, A Mulher de Trinta, etc.) lia as obras no original. Dominaria o francês, falando fluentemente. Uma das melhores etapas de sua vida profissional, foi a convivência com Wilson Silva, Ricardo Alexandre e Áureo Ameno, formando o afinado quarteto de produtores do Programa Haroldo de Andrade.
.o THYS ainda trabalhou na televisão. Adaptou roteiros para o Grande Teatro Tupi, escreveu Algemas de Ouro, primeira novela da Rede Globo, e foi criador da série infantil Capitão Furacão, transmitida pela mesma emissora. Participaria de O Povo na TV no canal do Sílvio Santos (TV Stúdios), tendo por companheiros naquele programa Wilton Franco, José Cunha e o Roberto Jeferson.
.o. Roteirista de cinema, compositor e professor universitário – foram outras atribuições de HÉLIO THYS. Não recebeu por parte dos patrões o reconhecimento pelos anos de dedicação à Rádio Globo a que dava mais atenção que seu próprio lar. Sairia de cena melancolicamente. Demitiram-no, idoso e com problemas de saúde, o que se repetiria com o Haroldão, um dileto amigo dele.
_______
M E M Ó R I A
.o. Componente da equipe esportiva da Super Tupi, onde atuava como segundo comentarista, Luiz Ribeiro era promovido a apresentador de um programa próprio, das 8h às 10h da noite. Entrava no lugar do Roberto Figueiredo, que comandava o Show do Rio. A estreia ocorria em 3 de abril de 2001. Ribeiro, um repórter em tempo integral, já conduzia o Bola em Jogo aos domingos, antes denominado Bola na Mesa, com o Marcus Aurélio.
_______
Nas Ondas
/o Coincidências nas chamadas adulto-contemporâneas. Todas têm, em determinados períodos, uma hora de músicas sem intervalos. E, obras de mesmos autores, não citados.
/o Sérgio Gianotti faz de sexta (23) a quarta (28) jornada dupla na SulAmérica Paradiso. Avança além de seus horários normais, que são, Todas as Telas, às 5h, e Redação Online, às 6h.
/o Ele estará apresentando até às 10h o programa do Roberto Canázio que o sucede na grade. Canázio foi a Buenos Aires para atender a compromissos previamente agendados.
/o Ao contratar o Ernani Alves para a condução de um jornalismo na metade do dia, a SulAmérica modifica, em parte, o perfil de sua programação, que era, até recentemente, 90% musical.
.o. Antes de migrar para a TV, onde assumiu um programa policial, Ernani trabalhava como repórter de rádio, com passagens pela Super Tupi e pela Manchete, extinta em 2015.
Dono de invejável cultura e amante do rádio, HÉLIO THYS foi um dos mais completos produtores do veículo em toda a sua existência. THYS (1920-2002) era filho de imigrantes judeus, nascido no bairro do Estácio, berço boêmio de Ismael Silva, quanto o era a Vila Isabel de Noel Rosa – e do Martinho em nossos dias. Como carioca que se preza, gostava de futebol e era torcedor do Fluminense. Formado em Direito, ele nunca exerceria a profissão.
.o. A carreira de radialista teve início na Mayrink Veiga, época em que transitavam por seus corredores um Haroldo Barbosa, Luiz Jatobá, Chico Anísio, Nanci Wanderlei, Estelita Bell,e outros nomes -- alguns apagados com a poeira dos tempos. A Rádio Jornal do Brasil em seu endereço na Avenida Rio Branco foi outra casa por onde ele passou. Depois esteve na Tupi e, por último, na Globo.
.o. Era um redator anônimo na Tupi e, dentre seus trabalhos,a série de crônicas Boa Noite Para Você, às 8 horas, narrada por Carlos Frias, apresentador de Caleidoscópio, memorável programa nos fins de tarde de domingos. A Vida é Assim, peças completas de rádio-teatro, também levavam sua assinatura. Um sucesso. A Globo resgatou para sua programação.
.o. Emérito contador de histórias,THYS produzia muito. Coisas de que o grande público não tomava conhecimento, algumas delas preenchendo horários da madrugada. Durante longa temporada um dos ases da equipe do Haroldo de Andrade. No Bom Dia, ele mostrava sua verve, historiando com talento invulgar os dramas do cotidiano, inspirando-se em mensagens dos ouvintes.
.o. Leitor contumaz, HÉLIO THYS deixou volumosa biblioteca, estimada em mais de vinte mil exemplares. Estudioso do escritor Honoré de Balzac (A Comédia Humana, A Mulher de Trinta, etc.) lia as obras no original. Dominaria o francês, falando fluentemente. Uma das melhores etapas de sua vida profissional, foi a convivência com Wilson Silva, Ricardo Alexandre e Áureo Ameno, formando o afinado quarteto de produtores do Programa Haroldo de Andrade.
.o THYS ainda trabalhou na televisão. Adaptou roteiros para o Grande Teatro Tupi, escreveu Algemas de Ouro, primeira novela da Rede Globo, e foi criador da série infantil Capitão Furacão, transmitida pela mesma emissora. Participaria de O Povo na TV no canal do Sílvio Santos (TV Stúdios), tendo por companheiros naquele programa Wilton Franco, José Cunha e o Roberto Jeferson.
.o. Roteirista de cinema, compositor e professor universitário – foram outras atribuições de HÉLIO THYS. Não recebeu por parte dos patrões o reconhecimento pelos anos de dedicação à Rádio Globo a que dava mais atenção que seu próprio lar. Sairia de cena melancolicamente. Demitiram-no, idoso e com problemas de saúde, o que se repetiria com o Haroldão, um dileto amigo dele.
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M E M Ó R I A
.o. Componente da equipe esportiva da Super Tupi, onde atuava como segundo comentarista, Luiz Ribeiro era promovido a apresentador de um programa próprio, das 8h às 10h da noite. Entrava no lugar do Roberto Figueiredo, que comandava o Show do Rio. A estreia ocorria em 3 de abril de 2001. Ribeiro, um repórter em tempo integral, já conduzia o Bola em Jogo aos domingos, antes denominado Bola na Mesa, com o Marcus Aurélio.
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Nas Ondas
/o Coincidências nas chamadas adulto-contemporâneas. Todas têm, em determinados períodos, uma hora de músicas sem intervalos. E, obras de mesmos autores, não citados.
/o Sérgio Gianotti faz de sexta (23) a quarta (28) jornada dupla na SulAmérica Paradiso. Avança além de seus horários normais, que são, Todas as Telas, às 5h, e Redação Online, às 6h.
/o Ele estará apresentando até às 10h o programa do Roberto Canázio que o sucede na grade. Canázio foi a Buenos Aires para atender a compromissos previamente agendados.
/o Ao contratar o Ernani Alves para a condução de um jornalismo na metade do dia, a SulAmérica modifica, em parte, o perfil de sua programação, que era, até recentemente, 90% musical.
.o. Antes de migrar para a TV, onde assumiu um programa policial, Ernani trabalhava como repórter de rádio, com passagens pela Super Tupi e pela Manchete, extinta em 2015.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
Direto das Ondas
RECOMEÇO DE UM REPÓRTER
Um dos mais conhecidos ‘amarelinhos’ da Globo nos anos 80 e 90, *Gélcio Cunha vai recomeçar suas atividades no rádio. O repórter, que virou analista na bancada do Antônio Carlos na emissora da Glória, e sobrou depois da ‘tsunami’ de abril de 2016 (ele saiu no ano seguinte), fechou com a SulAmérica Paradiso.
A informação foi antecipada há duas semanas pelo site Audiência Carioca. Gélcio Cunha vai participar da equipe do Rio na Palma da Mão, jornalístico liderado por Ernani Alves – terceira novidade na rádio do Bossa Nova Mall no ano. A estreia será na segunda-feira (26), e o programa apresentado do meio-dia às 2h.
• O pioneiro dos ‘amarelinhos’ foi João Vita, há alguns anos falecido. Homenageado postumamente, tornou-se nome de uma praça em Campo Grande, onde viveu. Além da Globo, trabalhou na Continental e, nos impressos O Jornal e A Notícia. Entre outros que se mobilizaram naquela viatura, são componentes da lista Alberto Brandão, Pedro Costa, Armando Anache e José Alberto Vicente.
_______
EXCLUSIVIDADE
Falar em repórter. Esses profissionais no veículo-rádio estão rareando. Os recursos da internet e a interatividade do público interessado figuram entre os motivos da redução. É notório o que salva a existência deles -- as emissoras exclusivamente dedicadas ao jornalismo. No caso, a BandNews e CBN.
_______
INCERTEZAS.COM
Apesar das incertezas, a Nacional (AM) que aderiu ao gênero no início do ano, contribui a seu modo. Mas, quem ainda ouve a estatal? Provavelmente, os habitantes das cidades interioranas, pois, nesse ponto sua freqüência funciona. Ela tem a favor, preciosa atenção do homem do campo e do agronegócio.
_______
DE SETORISTAS
O esporte -- particularmente o futebol --, emprega hoje repórteres na ‘conta do chá’, valendo-se mais de setoristas. Por ordem da crise na economia, segundo os responsáveis pelos RHs. No trânsito, a ação deles é diuturna, estendendo-se a temas gerais. Em casos distintos, atuam simultaneamente em duas estações.
_______
FIXO NO ESTÚDIO
Matéria prima no campo da prestação de serviços no rádio moderno, ocorrências do trânsito não conta com o trabalho de um repórter em todos os prefixos. As chamadas emissoras públicas e as de menor investimento utilizam o apresentador para a tarefa. Sem sair do estúdio, basta-lhe os monitores da CET.
_______
R a r e f e i t a s
/o Crise à parte, FM que privilegia a função do repórter no Rio é a Roquette Pinto, equivocadamente anunciada como 94,1 – sua freqüência. Incrível desrespeito à memória do homem que fundou o rádio.
/o Não sendo uma emissora especializada (faz mistura de musical com jornalismo), a Roquette iguala-se à Tupi em números de repórteres.
Nesta, predominam programas de variedades.
.
/o A MEC AM, uma rádio da EBC não dispõe de equipe própria para seus noticiários. Trabalha como dependente da Nacional. Já a CBN, operava como abastecedora da Globo nos últimos dois anos.
/o Muito bom o desempenho dos repórteres de rádio na cobertura do seqüestro do ônibus de São Gonçalo na Ponte Rio-Niterói. Lamentável, porém,o modo de o governador comemorar o desfecho do episódio.
Um dos mais conhecidos ‘amarelinhos’ da Globo nos anos 80 e 90, *Gélcio Cunha vai recomeçar suas atividades no rádio. O repórter, que virou analista na bancada do Antônio Carlos na emissora da Glória, e sobrou depois da ‘tsunami’ de abril de 2016 (ele saiu no ano seguinte), fechou com a SulAmérica Paradiso.
A informação foi antecipada há duas semanas pelo site Audiência Carioca. Gélcio Cunha vai participar da equipe do Rio na Palma da Mão, jornalístico liderado por Ernani Alves – terceira novidade na rádio do Bossa Nova Mall no ano. A estreia será na segunda-feira (26), e o programa apresentado do meio-dia às 2h.
• O pioneiro dos ‘amarelinhos’ foi João Vita, há alguns anos falecido. Homenageado postumamente, tornou-se nome de uma praça em Campo Grande, onde viveu. Além da Globo, trabalhou na Continental e, nos impressos O Jornal e A Notícia. Entre outros que se mobilizaram naquela viatura, são componentes da lista Alberto Brandão, Pedro Costa, Armando Anache e José Alberto Vicente.
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EXCLUSIVIDADE
Falar em repórter. Esses profissionais no veículo-rádio estão rareando. Os recursos da internet e a interatividade do público interessado figuram entre os motivos da redução. É notório o que salva a existência deles -- as emissoras exclusivamente dedicadas ao jornalismo. No caso, a BandNews e CBN.
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INCERTEZAS.COM
Apesar das incertezas, a Nacional (AM) que aderiu ao gênero no início do ano, contribui a seu modo. Mas, quem ainda ouve a estatal? Provavelmente, os habitantes das cidades interioranas, pois, nesse ponto sua freqüência funciona. Ela tem a favor, preciosa atenção do homem do campo e do agronegócio.
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DE SETORISTAS
O esporte -- particularmente o futebol --, emprega hoje repórteres na ‘conta do chá’, valendo-se mais de setoristas. Por ordem da crise na economia, segundo os responsáveis pelos RHs. No trânsito, a ação deles é diuturna, estendendo-se a temas gerais. Em casos distintos, atuam simultaneamente em duas estações.
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FIXO NO ESTÚDIO
Matéria prima no campo da prestação de serviços no rádio moderno, ocorrências do trânsito não conta com o trabalho de um repórter em todos os prefixos. As chamadas emissoras públicas e as de menor investimento utilizam o apresentador para a tarefa. Sem sair do estúdio, basta-lhe os monitores da CET.
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R a r e f e i t a s
/o Crise à parte, FM que privilegia a função do repórter no Rio é a Roquette Pinto, equivocadamente anunciada como 94,1 – sua freqüência. Incrível desrespeito à memória do homem que fundou o rádio.
/o Não sendo uma emissora especializada (faz mistura de musical com jornalismo), a Roquette iguala-se à Tupi em números de repórteres.
Nesta, predominam programas de variedades.
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/o A MEC AM, uma rádio da EBC não dispõe de equipe própria para seus noticiários. Trabalha como dependente da Nacional. Já a CBN, operava como abastecedora da Globo nos últimos dois anos.
/o Muito bom o desempenho dos repórteres de rádio na cobertura do seqüestro do ônibus de São Gonçalo na Ponte Rio-Niterói. Lamentável, porém,o modo de o governador comemorar o desfecho do episódio.
sábado, 17 de agosto de 2019
Rádiomania, o Livro/77 (Parte II)
ELES FIZERAM HISTÓRIA
Paranaense da capital, onde muito jovem iniciara carreira, HAROLDO DE ANDRADE (1934-2008) resolvera conhecer o Rio. No começo dos anos 50, depois de uma experiência na Rádio Nacional ingressara na Mauá, ‘a emissora do trabalhador’. Com o Musifone,(‘sua preferência musical pelo telefone’),ele daria passos decisivos para consolidar-se entre os profissionais de projeção na radiofonia do país. Tal viria acontecer a partir de sua mudança para a Globo em 1960, com o programa Alvorada Carioca, em parceria com Roberto Muniz.
.o. O maior cartaz da época na emissora dos Marinho era o Luiz de Carvalho. Uma proposta da Tupi tirou-o de lá. HAROLDO passaria, então, a ocupar o horário (de 9h ao meio-dia). Foram 42 anos. Ele foi, na melhor acepção da palavra, um formador de opinião. Debates Populares e a Pesquisa do Dia, suas criações, ganharam inúmeros seguidores que militam no ramo..
.o. A crônica de Hélio Thys, abertura do programa, um trunfo para cativar o público. Nos impedimentos deste, Áureo Ameno, um dos produtores, se encarregava da missão. Em 1982 um desentendimento que tivera com o patrão Roberto Marinho (tratava-o de ‘Doutor Roberto’), obrigou HAROLDO trocar a Globo pela Bandeirantes. O afastamento não duraria mais que quatro meses. Retomara seu lugar que ficara com o Roberto Figueiredo.
.o. Em 2002, o diretor regional do Sistema Globo, Marcos Libretti, decidira colocar em prática uma nova orientação na empresa. Consistia nos programas em rede, e provocaria a saída de HAROLDO DE ANDRADE, contrário a ideia. Desligaram-no em 12 de julho, uma sexta-feira, sem direito a despedir-se de uma plateia fiel. Líder durante 35 anos, seu programa registrava 400 mil ouvintes por minuto.
.o. Valendo-se de economias, HAROLDO investira numa rádio própria. A emissora, que levaria o seu nome (AM 1060), foi inaugurada em 7 de novembro de 2005. Nela, que resistiria apenas dois anos e meio, trabalhavam alguns de seus amigos, também dispensados da rádio da Glória. Após a morte dele, em 1° de março de 2008, a concessão acabaria sendo negociada com os mentores da Canção Nova, uma entidade religiosa sediada em São Paulo.
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M E M Ó R I A
.o. Principal referência da 98 FM na década de 90, Heleno Rotai era dono da maior audiência no segmento apresentando o Alô, Alô Rio, das 9h às 13h. Aterrissara na emissora da Rua do Russel quando ela ainda se chamava Eldopop. Em maio de 1998 transferia-se para a Tupi (e depois Nativa) onde, na estreia, declarava-se estar de amor novo e, por isso, muito feliz. Rotai, natural de Friburgo iniciou na rádio local, a Caledônia.
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Nas Ondas
/o Há muito que se ouve nas adulto-contemporâneo, com raras exceções, a mesmice do pop nacional e internacional. Não tem a citação dos autores. Samba perdeu espaço.
/o Quinze dias depois de mudar sua grade, arquivando a apelidada de ‘nova’, a Globo está (imagine só) tocando samba. Daqueles românticos, fato comum na FM O Dia e na Mania.
/o Então, foi bom pra você? Mais que isso, poderiam responder Fernando Ceylão e Carol Barreto, condutores recentes de Hora do Blush, das 17h às 19h na SulAmérica Paradiso.
/o O comunicador Antônio Carlos está voltando das férias na Tupi nesta segunda-feira (19). Cristiano Santos, coringa oficial que o substituiu, reassume seu programa noturno.
/o Zé Costa (e Patrícia Cunha) são os apresentadores de Nova Manhã, na NovaBrasil (89,5), das 6h às 7h. Bastante rodado, ele já foi locutor de chamadas de várias emissoras.
Paranaense da capital, onde muito jovem iniciara carreira, HAROLDO DE ANDRADE (1934-2008) resolvera conhecer o Rio. No começo dos anos 50, depois de uma experiência na Rádio Nacional ingressara na Mauá, ‘a emissora do trabalhador’. Com o Musifone,(‘sua preferência musical pelo telefone’),ele daria passos decisivos para consolidar-se entre os profissionais de projeção na radiofonia do país. Tal viria acontecer a partir de sua mudança para a Globo em 1960, com o programa Alvorada Carioca, em parceria com Roberto Muniz.
.o. O maior cartaz da época na emissora dos Marinho era o Luiz de Carvalho. Uma proposta da Tupi tirou-o de lá. HAROLDO passaria, então, a ocupar o horário (de 9h ao meio-dia). Foram 42 anos. Ele foi, na melhor acepção da palavra, um formador de opinião. Debates Populares e a Pesquisa do Dia, suas criações, ganharam inúmeros seguidores que militam no ramo..
.o. A crônica de Hélio Thys, abertura do programa, um trunfo para cativar o público. Nos impedimentos deste, Áureo Ameno, um dos produtores, se encarregava da missão. Em 1982 um desentendimento que tivera com o patrão Roberto Marinho (tratava-o de ‘Doutor Roberto’), obrigou HAROLDO trocar a Globo pela Bandeirantes. O afastamento não duraria mais que quatro meses. Retomara seu lugar que ficara com o Roberto Figueiredo.
.o. Em 2002, o diretor regional do Sistema Globo, Marcos Libretti, decidira colocar em prática uma nova orientação na empresa. Consistia nos programas em rede, e provocaria a saída de HAROLDO DE ANDRADE, contrário a ideia. Desligaram-no em 12 de julho, uma sexta-feira, sem direito a despedir-se de uma plateia fiel. Líder durante 35 anos, seu programa registrava 400 mil ouvintes por minuto.
.o. Valendo-se de economias, HAROLDO investira numa rádio própria. A emissora, que levaria o seu nome (AM 1060), foi inaugurada em 7 de novembro de 2005. Nela, que resistiria apenas dois anos e meio, trabalhavam alguns de seus amigos, também dispensados da rádio da Glória. Após a morte dele, em 1° de março de 2008, a concessão acabaria sendo negociada com os mentores da Canção Nova, uma entidade religiosa sediada em São Paulo.
_______
M E M Ó R I A
.o. Principal referência da 98 FM na década de 90, Heleno Rotai era dono da maior audiência no segmento apresentando o Alô, Alô Rio, das 9h às 13h. Aterrissara na emissora da Rua do Russel quando ela ainda se chamava Eldopop. Em maio de 1998 transferia-se para a Tupi (e depois Nativa) onde, na estreia, declarava-se estar de amor novo e, por isso, muito feliz. Rotai, natural de Friburgo iniciou na rádio local, a Caledônia.
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Nas Ondas
/o Há muito que se ouve nas adulto-contemporâneo, com raras exceções, a mesmice do pop nacional e internacional. Não tem a citação dos autores. Samba perdeu espaço.
/o Quinze dias depois de mudar sua grade, arquivando a apelidada de ‘nova’, a Globo está (imagine só) tocando samba. Daqueles românticos, fato comum na FM O Dia e na Mania.
/o Então, foi bom pra você? Mais que isso, poderiam responder Fernando Ceylão e Carol Barreto, condutores recentes de Hora do Blush, das 17h às 19h na SulAmérica Paradiso.
/o O comunicador Antônio Carlos está voltando das férias na Tupi nesta segunda-feira (19). Cristiano Santos, coringa oficial que o substituiu, reassume seu programa noturno.
/o Zé Costa (e Patrícia Cunha) são os apresentadores de Nova Manhã, na NovaBrasil (89,5), das 6h às 7h. Bastante rodado, ele já foi locutor de chamadas de várias emissoras.
sábado, 10 de agosto de 2019
Rádiomania, o Livro/76 (Parte II)
ELES FIZERAM HISTÓRIA
Poucos profissionais operantes do rádio ficaram tanto tempo num mesmo prefixo quanto o COLLID FILHO. Natural de Belém, no Pará, COLLID (1930-2004) trabalhou a vida toda na Rádio Tupi, classificada na época como o carro-chefe dos Diários Associados, do jornalista e empresário Assis Chateaubriand. Denominava-se Clube do Guri, era apresentado aos domingos antes do futebol, e teve duração de vinte anos, o primeiro programa que ele comandou.
.o. Durante certo período foi um dos locutores do Grande Jornal Falado Tupi, das 10h às 11h da noite. Eram três os noticiaristas em ação. Numa outra etapa, COLLID ficaria responsável pelo Rádio Sequência G-3, por volta do meio-dia. Substituíra Paulo Gracindo que tinha se mudado para a Rádio Nacional, onde se consagraria como animador de auditório e ator mais requisitado das novelas.
.o. Em sua carreira, COLLID também faria cobertura de carnavais, conduzindo equipes de repórteres. ‘A noite é uma criança’ – costumava dizer o Antônio Maria, diretor da Tupi e cronista de O Jornal. COLLID FILHO seria chamado ‘O Dono da Noite’, transformando o horário no seu cotidiano durante nada menos que quatro décadas. Depois de se afastar do Rádio Sequência G-3 (entregue ao Aérton Perlingeiro) criara o Collid Discos, inicialmente nos fins de tarde.
.o. Foi com esse programa que ele se transferiu, em meados dos anos 60, para o horário da madrugada, ou seja, indo de meia-noite às 3h. E, dele só se ausentava nas férias ou numa eventualidade, -- o que raramente ocorria. COLLID exercera estilo bem original de fazer rádio. Era a perfeita tradução do ‘homem cordial’ a que se referia o escritor Sérgio Buarque de Holanda no livro Raízes do Brasil. Tratava os seus ouvintes como se fossem familiares ou amigos próximos.
.o. Falando ao telefone, deixava a impressão de que as pessoas estavam na sala de visitas de sua casa. Respondia cartas, dava conselhos, contava coisas engraçadas e, entre uma e outra conversa, apresentava uma seleção de músicas de boa qualidade. Aos domingos à noite, por duas horas, ‘instalava-se’ no Salão Grená (na Tamoio, do grupo) de onde ‘coordenava’ desfile de tangos e boleros.
.o. COLLID intercalava o repertório musical com poesia própria e de outros -- trovas, sonetos, poemas. O material veiculado no programa e reunido no decorrer dos anos compõe uma dezena e meia de discos que deixou gravados. Foi recolhido ao acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio. COLLID era torcedor do Flamengo. Sem fanatismo, ao contrário de Ary Barroso, companheiro na taba.
_______
M E M Ó R I A
.o. Nos anos 70, com a explosão do FM no Rio, a Fluminense era das mais badaladas emissoras. Três décadas depois, com o nome de BandNews, ela voltava a se destacar. Incorporada pela Bandeirantes, na faixa dos 94,9 começava a operar em maio de 2005, parte da rede a explorar o filão.
.o. A iniciativa provocava um rebuliço no SGR, que através da CBN (AM) adotara, há dez anos, o jornalismo em tempo integral. Em 4 de julho, esta lançava uma estratégia para deter o avanço da concorrente. Desativava a Globo FM (92,5), conectando sua frequência à da CBN. (A FM saía do dial, mas não acabava. Poderia, a partir de então, ser sintonizada no canal na Sky, ou internet).
_______
Nas Ondas
/o FM da linha adulto-contemporâneo – tal qual a JB, SulAmérica Paradiso e Antena 1 -- a NovaBrasil (89,5) está, de mansinho, formando seu público no Rio. Integra um dos grupos que têm sede em São Paulo.
/o O promocional é alternado por dois slogans: ‘100% brasileira’ e ‘moderna e brasileira’. Em comum com as do segmento ‘trafega’ basicamente com músicas que animaram os bailes e festas dos anos 60 aos 90.
Poucos profissionais operantes do rádio ficaram tanto tempo num mesmo prefixo quanto o COLLID FILHO. Natural de Belém, no Pará, COLLID (1930-2004) trabalhou a vida toda na Rádio Tupi, classificada na época como o carro-chefe dos Diários Associados, do jornalista e empresário Assis Chateaubriand. Denominava-se Clube do Guri, era apresentado aos domingos antes do futebol, e teve duração de vinte anos, o primeiro programa que ele comandou.
.o. Durante certo período foi um dos locutores do Grande Jornal Falado Tupi, das 10h às 11h da noite. Eram três os noticiaristas em ação. Numa outra etapa, COLLID ficaria responsável pelo Rádio Sequência G-3, por volta do meio-dia. Substituíra Paulo Gracindo que tinha se mudado para a Rádio Nacional, onde se consagraria como animador de auditório e ator mais requisitado das novelas.
.o. Em sua carreira, COLLID também faria cobertura de carnavais, conduzindo equipes de repórteres. ‘A noite é uma criança’ – costumava dizer o Antônio Maria, diretor da Tupi e cronista de O Jornal. COLLID FILHO seria chamado ‘O Dono da Noite’, transformando o horário no seu cotidiano durante nada menos que quatro décadas. Depois de se afastar do Rádio Sequência G-3 (entregue ao Aérton Perlingeiro) criara o Collid Discos, inicialmente nos fins de tarde.
.o. Foi com esse programa que ele se transferiu, em meados dos anos 60, para o horário da madrugada, ou seja, indo de meia-noite às 3h. E, dele só se ausentava nas férias ou numa eventualidade, -- o que raramente ocorria. COLLID exercera estilo bem original de fazer rádio. Era a perfeita tradução do ‘homem cordial’ a que se referia o escritor Sérgio Buarque de Holanda no livro Raízes do Brasil. Tratava os seus ouvintes como se fossem familiares ou amigos próximos.
.o. Falando ao telefone, deixava a impressão de que as pessoas estavam na sala de visitas de sua casa. Respondia cartas, dava conselhos, contava coisas engraçadas e, entre uma e outra conversa, apresentava uma seleção de músicas de boa qualidade. Aos domingos à noite, por duas horas, ‘instalava-se’ no Salão Grená (na Tamoio, do grupo) de onde ‘coordenava’ desfile de tangos e boleros.
.o. COLLID intercalava o repertório musical com poesia própria e de outros -- trovas, sonetos, poemas. O material veiculado no programa e reunido no decorrer dos anos compõe uma dezena e meia de discos que deixou gravados. Foi recolhido ao acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio. COLLID era torcedor do Flamengo. Sem fanatismo, ao contrário de Ary Barroso, companheiro na taba.
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M E M Ó R I A
.o. Nos anos 70, com a explosão do FM no Rio, a Fluminense era das mais badaladas emissoras. Três décadas depois, com o nome de BandNews, ela voltava a se destacar. Incorporada pela Bandeirantes, na faixa dos 94,9 começava a operar em maio de 2005, parte da rede a explorar o filão.
.o. A iniciativa provocava um rebuliço no SGR, que através da CBN (AM) adotara, há dez anos, o jornalismo em tempo integral. Em 4 de julho, esta lançava uma estratégia para deter o avanço da concorrente. Desativava a Globo FM (92,5), conectando sua frequência à da CBN. (A FM saía do dial, mas não acabava. Poderia, a partir de então, ser sintonizada no canal na Sky, ou internet).
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Nas Ondas
/o FM da linha adulto-contemporâneo – tal qual a JB, SulAmérica Paradiso e Antena 1 -- a NovaBrasil (89,5) está, de mansinho, formando seu público no Rio. Integra um dos grupos que têm sede em São Paulo.
/o O promocional é alternado por dois slogans: ‘100% brasileira’ e ‘moderna e brasileira’. Em comum com as do segmento ‘trafega’ basicamente com músicas que animaram os bailes e festas dos anos 60 aos 90.
sábado, 3 de agosto de 2019
Rádiomania, o Livro/75 (Parte II)
ELES FIZERAM HISTÓRIA
Defensores ferrenhos do cancioneiro nacional torciam o nariz ante a invasão de músicas alienígenas nas rádios brasileiras. Nas décadas de 60 e 70, isso era muito comum. Acontecia nos programas de auditório ou estúdios e, nos disc-jockeys. Nessa época no Rio, surgia através da Mundial AM, um rapazola de voz estridente, fala rápida, atropelando as palavras.
.o. BIG BOY (1943-1977) foi o precursor na divulgação do rock no Brasil, sendo o seu maior mérito o lançamento do elepê Sgt. Pepers Lonely Hearts Club Band, simultaneamente com emissoras de todo o mundo.Tratava-se do Disco Perfeito dos Beatles, um grupo de rapazes ingleses de Liverpool que revolucionariam, em escala continental, a chamada música jovem.
.o. O moço (Newton Duarte na certidão de batismo) chegava para balançar estruturas e conceitos. Seu estilo de apresentação, um alto contraste ao da maioria dos locutores em atividade, vozes empostadas. ‘Hello crazy people’, um de seus bordões, sublinhava o programa a partir de 5h das tardes, recheado de rocks, funks, blues e souls, exclusivos trazidos dos States.
.o. Atuava também como programador da Eldopop, de que se originaria a 98 FM. A turma de meia idade não curtia nem um pouquinho as estripulias sonoras dele. Os programas de jazz do Paulo Santos, na Rádio MEC e,do Arlindo Coutinho na Globo FM, sua melhor diversão. BIG BOY morreu cedo. Com sua linha alternativa Influenciou uma geração de radialistas.
.o. Teria sido uma reedição do Chacrinha, pelo inusitado comportamento. Contraponto ao linguajar coloquial dos locutores de FM – Eládio Sandoval, Fernando Mansur e Romilson Luís, da Cidade, a mais revolucionária. (Fluminense, em Niterói, era a outra, predomínio de vozes femininas). Ali despontariam Milena Ciribeli, Lilianne Yussin, Mônica Venerábile e etc.
_______
M E M Ó R I A
.o. Os anos dois mil marcaram uns dados curiosos na existência da Rádio Globo. Aniversariante de dezembro aproveitava os festejos do mês para contratar um novo cartaz e, evidentemente, dispensar outro. Na segunda-feira (13) em 2004, David Rangel, ex-Nativa,ex-Tupi chegava à casa pela primeira vez. Entrava no lugar do Mário Esteves, que comandava o Tarde Legal, das 3h às 5h.
_______
Nas Ondas
/o Rodolfo Schneider e Tahis Dias, titulares do Jornal da BandNews, 1ª Edição ganham um novo colaborador neste primeiro dia útil da semana (5). É o humorista Marcelo Madureira, do extinto grupo Casseta (Rede Globo), recentemente ‘tirado’ da Jovem Pan.
/o A Super Tupi, uma das líderes no Rio, está desligando seu transmissor do AM nas madrugadas, seguindo a programação em FM. Isso há um mês. No período, a MEC AM reprisa, agora em agosto, Armazém Cultural, que vai das 2h às 5h,com Tiago Alves.
Defensores ferrenhos do cancioneiro nacional torciam o nariz ante a invasão de músicas alienígenas nas rádios brasileiras. Nas décadas de 60 e 70, isso era muito comum. Acontecia nos programas de auditório ou estúdios e, nos disc-jockeys. Nessa época no Rio, surgia através da Mundial AM, um rapazola de voz estridente, fala rápida, atropelando as palavras.
.o. BIG BOY (1943-1977) foi o precursor na divulgação do rock no Brasil, sendo o seu maior mérito o lançamento do elepê Sgt. Pepers Lonely Hearts Club Band, simultaneamente com emissoras de todo o mundo.Tratava-se do Disco Perfeito dos Beatles, um grupo de rapazes ingleses de Liverpool que revolucionariam, em escala continental, a chamada música jovem.
.o. O moço (Newton Duarte na certidão de batismo) chegava para balançar estruturas e conceitos. Seu estilo de apresentação, um alto contraste ao da maioria dos locutores em atividade, vozes empostadas. ‘Hello crazy people’, um de seus bordões, sublinhava o programa a partir de 5h das tardes, recheado de rocks, funks, blues e souls, exclusivos trazidos dos States.
.o. Atuava também como programador da Eldopop, de que se originaria a 98 FM. A turma de meia idade não curtia nem um pouquinho as estripulias sonoras dele. Os programas de jazz do Paulo Santos, na Rádio MEC e,do Arlindo Coutinho na Globo FM, sua melhor diversão. BIG BOY morreu cedo. Com sua linha alternativa Influenciou uma geração de radialistas.
.o. Teria sido uma reedição do Chacrinha, pelo inusitado comportamento. Contraponto ao linguajar coloquial dos locutores de FM – Eládio Sandoval, Fernando Mansur e Romilson Luís, da Cidade, a mais revolucionária. (Fluminense, em Niterói, era a outra, predomínio de vozes femininas). Ali despontariam Milena Ciribeli, Lilianne Yussin, Mônica Venerábile e etc.
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M E M Ó R I A
.o. Os anos dois mil marcaram uns dados curiosos na existência da Rádio Globo. Aniversariante de dezembro aproveitava os festejos do mês para contratar um novo cartaz e, evidentemente, dispensar outro. Na segunda-feira (13) em 2004, David Rangel, ex-Nativa,ex-Tupi chegava à casa pela primeira vez. Entrava no lugar do Mário Esteves, que comandava o Tarde Legal, das 3h às 5h.
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Nas Ondas
/o Rodolfo Schneider e Tahis Dias, titulares do Jornal da BandNews, 1ª Edição ganham um novo colaborador neste primeiro dia útil da semana (5). É o humorista Marcelo Madureira, do extinto grupo Casseta (Rede Globo), recentemente ‘tirado’ da Jovem Pan.
/o A Super Tupi, uma das líderes no Rio, está desligando seu transmissor do AM nas madrugadas, seguindo a programação em FM. Isso há um mês. No período, a MEC AM reprisa, agora em agosto, Armazém Cultural, que vai das 2h às 5h,com Tiago Alves.
terça-feira, 30 de julho de 2019
Rádiomania, o Livro/74 (Parte II)
MUNDIAL DES(ILUSÃO)
Onze meses depois de ter inovado em matéria de programação, a Mundial 1180 transformava-se no maior fiasco do AM no Rio, ou seja, numa completa desilusão. Ela começava a operar em junho de 2008 e, em fevereiro de 2009 soterrava, solenemente, o sonho de dezenas de profissionais. A rádio se rendia ao assédio dos pastores da igreja do mesmo nome, aumentando o número da corrente de evangélicos no dial.
_______
‘A QUE VOCÊ VIA’
Passaram pelo prefixo, entre outros, Helena Borghi, Jorge Ramos, Ruy Jobim, Iris Agatha, Mário Márcio, Tárcio Santos, Luiz Carlos Silva e Wellington Campos. Com o slogan de ‘a rádio que você vê’, a Mundial reunia itens comuns em outras emissoras – música, informação e prestação de serviços – mas, num estilo original e, de refinado tratamento. A razão do fracasso, segundo os envolvidos no projeto, deveu-se ao controle em mãos de um grupo que não entendia do ramo... e só atrapalhava os convocados que tinham por finalidade cuidar de sua administração.
_______
OS PRIMORDIAIS
Componente do Sistema Globo de Rádio desde que se libertara da Legião da Boa Vontade, do Alziro Zarur (1914-1979), a Mundial fez história na freqüência dos 860 Khz. Vivia-se os tempos primordiais dos comunicadores, e nela atuavam Robson Alencar, Eloy De Carlo, Samuel França, Fernando Sérgio, Jorge Pallis e Oduvaldo Silva – o maior cartaz na ocasião, com o Show dos Bairros. Nas chamadas, a voz do Carlos Bianchini. Havia também o Agente 860, com o Jota Carlos (‘o repórter que fareja a notícia’), e o Big Boy, último remanescente dos disc-jockeys.
_______
NA HISTÓRIA, A3
No prefixo ocupado pela Mundial (fechada em 1993, ano em que também a JB AM paralisava), funcionara a Rádio Clube do Brasil, historicamente a terceira surgida no país. Por seus estúdios no Edifício Trianon, na Avenida Rio Branco, passaram Almirante (Incrível, Fantástico, Extraordinário); Renato Murce (Piadas do Manduca); Lauro Borges e Castro Gonzaga (do PRK-20, embrião do famosíssimo PRK-30; Jorge Murad (A Pensão do Salomão); Arnaldo Amaral (Pescando Estrelas); e,ainda o Aérton Perlingeiro (Um Show Para Milhões e Só Vale Quem Tem).
_______
M E M Ó R I A
A Tupi quebrava nos primeiros meses de 2003 uma hegemonia de nada menos de quarenta anos, tempo em que a Globo AM era líder absoluta de audiência no Rio. (O FM, impulsionado na década de 70, tinha programação independente, tanto numa quanto noutra – e nem se pensava na junção das freqüências). Feito enaltecido de um lado, lamentado evidentemente do outro. Ao vencedor as batatas, já dizia filósofo personagem de um de nossos mais cultuados escritores.
_______
N a s O n d a s
/o De volta das férias nesta terça-feira (30), Sérgio Gianotti reassumiu o Todas as Telas,às 5h e o Redação Online, às 7h, na SulAmérica Paradiso.
/o Gláucia Araújo, que respondeu pela ausência dele, escalada para o lugar de Jorge Rebelo, a partir das 10h, durante seu descanso regulamentar.
Onze meses depois de ter inovado em matéria de programação, a Mundial 1180 transformava-se no maior fiasco do AM no Rio, ou seja, numa completa desilusão. Ela começava a operar em junho de 2008 e, em fevereiro de 2009 soterrava, solenemente, o sonho de dezenas de profissionais. A rádio se rendia ao assédio dos pastores da igreja do mesmo nome, aumentando o número da corrente de evangélicos no dial.
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‘A QUE VOCÊ VIA’
Passaram pelo prefixo, entre outros, Helena Borghi, Jorge Ramos, Ruy Jobim, Iris Agatha, Mário Márcio, Tárcio Santos, Luiz Carlos Silva e Wellington Campos. Com o slogan de ‘a rádio que você vê’, a Mundial reunia itens comuns em outras emissoras – música, informação e prestação de serviços – mas, num estilo original e, de refinado tratamento. A razão do fracasso, segundo os envolvidos no projeto, deveu-se ao controle em mãos de um grupo que não entendia do ramo... e só atrapalhava os convocados que tinham por finalidade cuidar de sua administração.
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OS PRIMORDIAIS
Componente do Sistema Globo de Rádio desde que se libertara da Legião da Boa Vontade, do Alziro Zarur (1914-1979), a Mundial fez história na freqüência dos 860 Khz. Vivia-se os tempos primordiais dos comunicadores, e nela atuavam Robson Alencar, Eloy De Carlo, Samuel França, Fernando Sérgio, Jorge Pallis e Oduvaldo Silva – o maior cartaz na ocasião, com o Show dos Bairros. Nas chamadas, a voz do Carlos Bianchini. Havia também o Agente 860, com o Jota Carlos (‘o repórter que fareja a notícia’), e o Big Boy, último remanescente dos disc-jockeys.
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NA HISTÓRIA, A3
No prefixo ocupado pela Mundial (fechada em 1993, ano em que também a JB AM paralisava), funcionara a Rádio Clube do Brasil, historicamente a terceira surgida no país. Por seus estúdios no Edifício Trianon, na Avenida Rio Branco, passaram Almirante (Incrível, Fantástico, Extraordinário); Renato Murce (Piadas do Manduca); Lauro Borges e Castro Gonzaga (do PRK-20, embrião do famosíssimo PRK-30; Jorge Murad (A Pensão do Salomão); Arnaldo Amaral (Pescando Estrelas); e,ainda o Aérton Perlingeiro (Um Show Para Milhões e Só Vale Quem Tem).
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M E M Ó R I A
A Tupi quebrava nos primeiros meses de 2003 uma hegemonia de nada menos de quarenta anos, tempo em que a Globo AM era líder absoluta de audiência no Rio. (O FM, impulsionado na década de 70, tinha programação independente, tanto numa quanto noutra – e nem se pensava na junção das freqüências). Feito enaltecido de um lado, lamentado evidentemente do outro. Ao vencedor as batatas, já dizia filósofo personagem de um de nossos mais cultuados escritores.
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N a s O n d a s
/o De volta das férias nesta terça-feira (30), Sérgio Gianotti reassumiu o Todas as Telas,às 5h e o Redação Online, às 7h, na SulAmérica Paradiso.
/o Gláucia Araújo, que respondeu pela ausência dele, escalada para o lugar de Jorge Rebelo, a partir das 10h, durante seu descanso regulamentar.
sábado, 27 de julho de 2019
Direto das Ondas
UM PARADISO ESPECIAL
A manifestação de uma ouvinte (não era a Márcia tão citada por Crivella) mudou na quarta-feira (24) a abertura do Manhã Paradiso, com o Roberto Canazio na Rádio SulAmérica (Idem). Depois de falar em replay ele disse que manter informado de forma (sic) e isenta não é nada fácil, discorrendo sobre alguns telejornais.
_______
OPINIÃO SEMPRE
Em todas as rádios que trabalhou, esclareceu, lhe permitiram que fosse opinativo. ‘O comunicador tem que ser justo, não isento.’ Acusado de torcer pelo atual presidente, afirmou que as emissoras de TV seguem uma linha. ‘Não tenho obrigação de ser neutro em se tratando de religião, política, ou qualquer outro assunto que seja.’
_______
DESABAFO TAMBÉM
Canazio encerrou o desabafo, explicando que, sendo o Fluminense seu time do coração, não vai boicotar o Flamengo. Na Paradiso desde março -- foi o último remanescente da Nova Rádio Globo -- o programa que apresenta figura entre os de mais audiência no horário, deixando os concorrentes em polvorosa, a partir de sua chegada.
_______
LUGARES COMUNS
Pouco antes, nesse mesmo dia, um de nossos melhores quadros do rádio dava suas ’escorregadelas’.(Você já vai saber a quem nos referimos). Em todas as profissões, evidentemente, há o linguajar próprio – ‘economês’, ‘politiquês’, ‘literatês’ e, por aí vão. (Mas, cá pra nós, abusar não é coisa de bom tom em tempo algum).
_______
A VERSÁTIL CAÍDA
E, é isso que tem feito nada menos que o Jorge Ramos valor categorizado da radiofonia. Locutor, repórter, noticiarista e apresentador, Ramos é – percebe-se – um dos mais versáteis do meio. Anda, porém, extrapolando com os ‘de qualquer maneira’, ‘vamos a um intervalo e já estamos de volta', e, inclusive, um 'obrigado pelas informações'.
_______
LIVRES VOADORES
Com passagens por diversas estações cariocas, Ramos também presta serviços à Nacional, onde faz esportes. No momento, comanda o Painel da Manhã na Roquette (94,1) ao lado de Lúcia Araújo, cartaz apresentado das 7h às 10h. Essas observações não são exclusividades dele. Há muito mais gente ‘navegando na mesma onda’.
_______
R a r e f e i t a s
/o Uma estratégia, ou coincidências? Gláucia Araújo assumiu o Todas as Telas (às 5h) e o Redação Online (às 6h), depois que o Canazio estreou na Paradiso. Era do Sérgio Gianotti a titularidade.
/o Gláucia cumpre jornada dupla à noite no AM Nacional, quando não tem jogos de futebol, conduzindo O Rio em Sintonia. Suas atividades na emissora da EBC começam bem mais cedo.
/o A Antena 1 como a Fluminense de um passado histórico só emprega locutoras. Rachel Ricardo, de lá, também aparece na 99,3. É dela a voz da apresentadora atual do diversificado Manhã MEC.
/o Estrelas da Super Rádio Tupi, uma das lideres no Rio, o Garotinho Zé Carlos e Luiz Ribeiro são recentes colaboradores da Antena 1. Participam de quadrinhos com edições de 2ª a sábado.
A manifestação de uma ouvinte (não era a Márcia tão citada por Crivella) mudou na quarta-feira (24) a abertura do Manhã Paradiso, com o Roberto Canazio na Rádio SulAmérica (Idem). Depois de falar em replay ele disse que manter informado de forma (sic) e isenta não é nada fácil, discorrendo sobre alguns telejornais.
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OPINIÃO SEMPRE
Em todas as rádios que trabalhou, esclareceu, lhe permitiram que fosse opinativo. ‘O comunicador tem que ser justo, não isento.’ Acusado de torcer pelo atual presidente, afirmou que as emissoras de TV seguem uma linha. ‘Não tenho obrigação de ser neutro em se tratando de religião, política, ou qualquer outro assunto que seja.’
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DESABAFO TAMBÉM
Canazio encerrou o desabafo, explicando que, sendo o Fluminense seu time do coração, não vai boicotar o Flamengo. Na Paradiso desde março -- foi o último remanescente da Nova Rádio Globo -- o programa que apresenta figura entre os de mais audiência no horário, deixando os concorrentes em polvorosa, a partir de sua chegada.
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LUGARES COMUNS
Pouco antes, nesse mesmo dia, um de nossos melhores quadros do rádio dava suas ’escorregadelas’.(Você já vai saber a quem nos referimos). Em todas as profissões, evidentemente, há o linguajar próprio – ‘economês’, ‘politiquês’, ‘literatês’ e, por aí vão. (Mas, cá pra nós, abusar não é coisa de bom tom em tempo algum).
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A VERSÁTIL CAÍDA
E, é isso que tem feito nada menos que o Jorge Ramos valor categorizado da radiofonia. Locutor, repórter, noticiarista e apresentador, Ramos é – percebe-se – um dos mais versáteis do meio. Anda, porém, extrapolando com os ‘de qualquer maneira’, ‘vamos a um intervalo e já estamos de volta', e, inclusive, um 'obrigado pelas informações'.
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LIVRES VOADORES
Com passagens por diversas estações cariocas, Ramos também presta serviços à Nacional, onde faz esportes. No momento, comanda o Painel da Manhã na Roquette (94,1) ao lado de Lúcia Araújo, cartaz apresentado das 7h às 10h. Essas observações não são exclusividades dele. Há muito mais gente ‘navegando na mesma onda’.
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R a r e f e i t a s
/o Uma estratégia, ou coincidências? Gláucia Araújo assumiu o Todas as Telas (às 5h) e o Redação Online (às 6h), depois que o Canazio estreou na Paradiso. Era do Sérgio Gianotti a titularidade.
/o Gláucia cumpre jornada dupla à noite no AM Nacional, quando não tem jogos de futebol, conduzindo O Rio em Sintonia. Suas atividades na emissora da EBC começam bem mais cedo.
/o A Antena 1 como a Fluminense de um passado histórico só emprega locutoras. Rachel Ricardo, de lá, também aparece na 99,3. É dela a voz da apresentadora atual do diversificado Manhã MEC.
/o Estrelas da Super Rádio Tupi, uma das lideres no Rio, o Garotinho Zé Carlos e Luiz Ribeiro são recentes colaboradores da Antena 1. Participam de quadrinhos com edições de 2ª a sábado.
domingo, 21 de julho de 2019
Direto das Ondas
RÁDIO NUM PAÍS EM CRISE II
Entre 2015 e 2019, um grupo de profissionais foi dispensado pela Globo,denominada Nova Rádio Globo. (Voltamos ao assunto, para algumas divagações). E, sabe você quais foram as origens disso? As freqüências. Cada emissora funcionava em AM e em FM. Em outubrode1991, quando a SGR inaugurava a CBN, a empresa crescia em dois canais.
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O QUE SE VÊ
Não faz muito tempo, o SGR era isso que se vê. E hoje, nada mais que bisonha, comparando-se aos anos idos. Onde estará atualmente, o Mário Esteves? Se não nos enganamos, era a voz dele utilizada naquela vinheta que dizia: ’98, você liga e é só sucesso’. Saberia o leitor do amor antigo o número dos demitidos pelo SGR que conseguiram se reempregar?
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SORTE DE UNS
Seríssima a crise. Um bom valor, segundo ditado conhecido, não fica sem atividade por muito tempo. Na pior das hipóteses, aceita (à contra-gosto) exercer sua função com salários menores. Quem se deu melhor nessa história foi, como na paródia, o que riu por último. E saiu pregando peça, pois, -- embora afastado – manteria a rede de supermercados.
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NADA DE ELITE
Sua tropa seguiu no rádio com ele. Na lendária Tupi dos Associados, abrigaram-se Aldenora Santos,Juçara Carioca, Zora Yonara, o Ricardo Campello e, inclusive, o Toninho Malvadeza, dos mais dedicados companheiros do Antônio Carlos. O sonoplasta Malvadeza ganhou elogio público de Otaviano Costa, ‘Um excelente profissional’, admitiu na despedida.
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GOSTO DO POVÃO
O programa do AC, de acordo com teóricos do ramo, ou não, tornou-se ‘pra lá de Marrakesh’, em bom português -- ‘superado’ -- mas o povão gosta, ainda curte. Tão verdadeira essa afirmativa, que a FM O Dia, uma das líderes no Rio opera exatamente no estilo em que ‘a nova da nova’, (e não BH FM) vem se baseando. Pelo menos nas primeiras edições.
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AJUSTES VÃO VIR
Essa impressão apresentada ficou ‘bem à mostra’. Dúvidas, apenas para os leigos. Vão ter que fazer uma série de ajustes para alcançarem os objetivos, como já ocorreram em outras vezes.Triste sina. E, isto é só o começo de uma ‘guerra’. Possivelmente, o estoque de ‘munição’ para os meses que se aproximam está muito mais que reservado.
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R a r e f e i t a s
/o Dizem as mais recentes pesquisas do Kantar Média Ibope que a JB FM avançou preciosos pontos de audiência no Rio.
/o Milagre de adulto-contemporâneo, revelam os descrentes nos levantamentos, pois a Melodia continua no mesmo patamar.
/o A Super Tupi que ultrapassou sua maior concorrente de há muito tempo detém -- confirmam os dados --, a 3ª classificação.
/o Quase empatando com ela O Dia é a outra que se encontra entre as principais preferidas pelos sintonizadores cariocas.
/o Nas férias do Anderson Ramos, que cobre trânsito para o Manhã Paradiso, responde o Emerson Rocha, da lista de ex-globais.
Entre 2015 e 2019, um grupo de profissionais foi dispensado pela Globo,denominada Nova Rádio Globo. (Voltamos ao assunto, para algumas divagações). E, sabe você quais foram as origens disso? As freqüências. Cada emissora funcionava em AM e em FM. Em outubrode1991, quando a SGR inaugurava a CBN, a empresa crescia em dois canais.
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O QUE SE VÊ
Não faz muito tempo, o SGR era isso que se vê. E hoje, nada mais que bisonha, comparando-se aos anos idos. Onde estará atualmente, o Mário Esteves? Se não nos enganamos, era a voz dele utilizada naquela vinheta que dizia: ’98, você liga e é só sucesso’. Saberia o leitor do amor antigo o número dos demitidos pelo SGR que conseguiram se reempregar?
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SORTE DE UNS
Seríssima a crise. Um bom valor, segundo ditado conhecido, não fica sem atividade por muito tempo. Na pior das hipóteses, aceita (à contra-gosto) exercer sua função com salários menores. Quem se deu melhor nessa história foi, como na paródia, o que riu por último. E saiu pregando peça, pois, -- embora afastado – manteria a rede de supermercados.
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NADA DE ELITE
Sua tropa seguiu no rádio com ele. Na lendária Tupi dos Associados, abrigaram-se Aldenora Santos,Juçara Carioca, Zora Yonara, o Ricardo Campello e, inclusive, o Toninho Malvadeza, dos mais dedicados companheiros do Antônio Carlos. O sonoplasta Malvadeza ganhou elogio público de Otaviano Costa, ‘Um excelente profissional’, admitiu na despedida.
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GOSTO DO POVÃO
O programa do AC, de acordo com teóricos do ramo, ou não, tornou-se ‘pra lá de Marrakesh’, em bom português -- ‘superado’ -- mas o povão gosta, ainda curte. Tão verdadeira essa afirmativa, que a FM O Dia, uma das líderes no Rio opera exatamente no estilo em que ‘a nova da nova’, (e não BH FM) vem se baseando. Pelo menos nas primeiras edições.
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AJUSTES VÃO VIR
Essa impressão apresentada ficou ‘bem à mostra’. Dúvidas, apenas para os leigos. Vão ter que fazer uma série de ajustes para alcançarem os objetivos, como já ocorreram em outras vezes.Triste sina. E, isto é só o começo de uma ‘guerra’. Possivelmente, o estoque de ‘munição’ para os meses que se aproximam está muito mais que reservado.
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R a r e f e i t a s
/o Dizem as mais recentes pesquisas do Kantar Média Ibope que a JB FM avançou preciosos pontos de audiência no Rio.
/o Milagre de adulto-contemporâneo, revelam os descrentes nos levantamentos, pois a Melodia continua no mesmo patamar.
/o A Super Tupi que ultrapassou sua maior concorrente de há muito tempo detém -- confirmam os dados --, a 3ª classificação.
/o Quase empatando com ela O Dia é a outra que se encontra entre as principais preferidas pelos sintonizadores cariocas.
/o Nas férias do Anderson Ramos, que cobre trânsito para o Manhã Paradiso, responde o Emerson Rocha, da lista de ex-globais.
sábado, 13 de julho de 2019
Direto das Ondas
RÁDIO NUM PAÍS EM CRISE
Depois da Mayrink Veiga e a Nacional, que ouvíamos na adolescência, a AM Globo foi, sem a menor dúvida, a maior (e melhor) emissora de rádio no Rio. Para ela convergiam as mais importantes atrações, levadas por seus apresentadores/ comunicadores e os disc-jockeys. Dizer que a rádio atendia a um público diversificado, a partir das donas de casa. é o mesmo que ‘chover no molhado’. As classes populares encontravam apoio no prefixo, que nascera no Café Nice, na Avenida Rio Branco, e se solidificara na gloriosa Rua do Russel, recanto bucólico.
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UM PODER QUE CAI
A Globo, que cresceu adqurindo outros canais – Eldorado, Mundial (ex-Clube do Brasil) e a FM com o mesmo nome (nada a ver com a atual), porém, simples e puramente, graças a tenebrosas transações, também reinou como a 98 (‘o ouvinte ligava e era sucesso’. Com o pré-nome Beat, melancolicamente chegou ao fim, após mal-sucedida experiência online. Houve um período em que se falar mal dela nesse país, era sinônimo de criar inimigos. Há muito tempo deixou de ser, tantas lambanças os administradores de ‘pára-quedas’ ali perpetuaram.
_______
ERA ELE UM DOIDO?
Quando as demais emissoras perderam seu cast para a televisão – a Globo incluída – os teóricos de plantão preconizavam o fim do rádio. Sérgio Porto, doublé de humorista e jornalista, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta até afirmava que a TV era ‘a máquina de fazer doidos’. Nada mais edificante, segundo os filósofos, ‘que um dia atrás outro’. E, parafraseando o poeta Nelson Sargento, esse nosso amor antigo, ‘agoniza mas não morre’. O resumo da ‘opera bufa’ é bastante claro. Na segunda-feira (15) ‘o novo do novo' vai pro ar.
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REINVENÇÃO ZERO
O rádio, no conceito dos cardeais, precisava de uma ‘reinvenção’. Eles encontram-na com a contratação de gente famosa. Requisitaram talentosos profissionais da TV em junho de 2017, denominaram-na de Nova Rádio Globo e, o que colheram. Nada do que esperavam em termos de sucesso. As expectativas para as novidades que virão na semana que começa, são as melhores possíveis Ainda usando dito popular: ‘um raio não cai duas vezes no mesmo lugar’.Valendo-se ainda de frase do Sargento, ‘o mundo é um moinho, como são os desafios.
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R a r e f e i t a s
/o Para quem se liga em estatística. No pré (e pro) Copa do Mundo de 2018, o SGR dispensou, com a unificação das equipes da Globo e CBN, nada menos que onze profissionais,contando-se exclusivamente os que estavam envolvidos nas jornadas do Rio.
/o Desses números, apenas três conseguiram se reeempregar – primeiro numa online, depois na equipe formada pelo Grupo Bandeirantes, ou seja, BandNews. Da empresa em São Paulo, os dissidentes foram em número bem menores, somente três.
/o Os comunicadores defenestrados foram dez. Já o de repórteres foram recordistas (um espanto) dezessete, em grande maioria mulheres. É bem verdade que nem todos ‘vivem ao léo’ até os dias atuais, pois arranjaram ocupações em outras rádios.
Depois da Mayrink Veiga e a Nacional, que ouvíamos na adolescência, a AM Globo foi, sem a menor dúvida, a maior (e melhor) emissora de rádio no Rio. Para ela convergiam as mais importantes atrações, levadas por seus apresentadores/ comunicadores e os disc-jockeys. Dizer que a rádio atendia a um público diversificado, a partir das donas de casa. é o mesmo que ‘chover no molhado’. As classes populares encontravam apoio no prefixo, que nascera no Café Nice, na Avenida Rio Branco, e se solidificara na gloriosa Rua do Russel, recanto bucólico.
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UM PODER QUE CAI
A Globo, que cresceu adqurindo outros canais – Eldorado, Mundial (ex-Clube do Brasil) e a FM com o mesmo nome (nada a ver com a atual), porém, simples e puramente, graças a tenebrosas transações, também reinou como a 98 (‘o ouvinte ligava e era sucesso’. Com o pré-nome Beat, melancolicamente chegou ao fim, após mal-sucedida experiência online. Houve um período em que se falar mal dela nesse país, era sinônimo de criar inimigos. Há muito tempo deixou de ser, tantas lambanças os administradores de ‘pára-quedas’ ali perpetuaram.
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ERA ELE UM DOIDO?
Quando as demais emissoras perderam seu cast para a televisão – a Globo incluída – os teóricos de plantão preconizavam o fim do rádio. Sérgio Porto, doublé de humorista e jornalista, também conhecido como Stanislaw Ponte Preta até afirmava que a TV era ‘a máquina de fazer doidos’. Nada mais edificante, segundo os filósofos, ‘que um dia atrás outro’. E, parafraseando o poeta Nelson Sargento, esse nosso amor antigo, ‘agoniza mas não morre’. O resumo da ‘opera bufa’ é bastante claro. Na segunda-feira (15) ‘o novo do novo' vai pro ar.
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REINVENÇÃO ZERO
O rádio, no conceito dos cardeais, precisava de uma ‘reinvenção’. Eles encontram-na com a contratação de gente famosa. Requisitaram talentosos profissionais da TV em junho de 2017, denominaram-na de Nova Rádio Globo e, o que colheram. Nada do que esperavam em termos de sucesso. As expectativas para as novidades que virão na semana que começa, são as melhores possíveis Ainda usando dito popular: ‘um raio não cai duas vezes no mesmo lugar’.Valendo-se ainda de frase do Sargento, ‘o mundo é um moinho, como são os desafios.
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R a r e f e i t a s
/o Para quem se liga em estatística. No pré (e pro) Copa do Mundo de 2018, o SGR dispensou, com a unificação das equipes da Globo e CBN, nada menos que onze profissionais,contando-se exclusivamente os que estavam envolvidos nas jornadas do Rio.
/o Desses números, apenas três conseguiram se reeempregar – primeiro numa online, depois na equipe formada pelo Grupo Bandeirantes, ou seja, BandNews. Da empresa em São Paulo, os dissidentes foram em número bem menores, somente três.
/o Os comunicadores defenestrados foram dez. Já o de repórteres foram recordistas (um espanto) dezessete, em grande maioria mulheres. É bem verdade que nem todos ‘vivem ao léo’ até os dias atuais, pois arranjaram ocupações em outras rádios.
sábado, 6 de julho de 2019
Direto das Ondas
PORTA QUE FECHA,OUTRA SE ABRE
Um antigo ditado preconiza: ‘Quando uma porta se fecha, outra se abre’. Tal definição vale, na oportunidade, para o Fernando Ceylão e Carol Barreto*, recém-desligados do SGR, onde ofereciam o Café das 6. A dupla acertou seu ingresso na SulAmérica Paradiso, e estreia na segunda (8). Fará o Hora do Blush, das 17h às 19h. Kellly Muniz, então titular, promovida ‘a voz oficial da rádio’.
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UMA NOVA BAIXA
Repórter, apresentador e produtor, Gustavo Henrique recebeu bilhete azul do SGR nos primeiros dias do mês corrente. Estava na empresa há dez anos cobrindo futebol. Ele agora se junta a um contingente que de lá se afastou, conseqüência da unificação das equipes da Globo e CBN. As demissões ocorreram no período pré (e pós) Copa do Mundo de 2018 que eliminou o Brasil.
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O MEXE-MEXE
A Nacional do Rio que pertence à EBC, suas homônimas de Brasília, Amazônia e Alto Solimões estão com programação nova em rede, mexe-mexe lançado na segunda (1º). O Repórter Nacional, antes às 8h, agora é levado ao ar mais cedo, às 7h. Com isso, entre as 7h30 e 7h40, são apresentados os blocos regionais. Outras edições do RN chegam aos receptores às 12h e 18h.
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HORA DE MENOS
Até então a cada hora cheia, também passou por um remanejamento o Nacional Informa, transferido para horários mais espaçados. Serão apresentados daquele dia em diante quatro edições -- às 10h, 15h, 17h e 21h, duração de dez minutos, em vez de cinco, nos chamados dias úteis. Já nos fins de semana, uma apresentação às 12h e outra às 15h – revela a gerência executiva.
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BOLA EM TRÊS
O pacote pegou, ainda, o Bate-Bola Nacional. De uma única edição na hora do almoço, seu tempo foi ampliado para três – às 7h40, 12h40 e 18h40, de 2ª a 6ª feiras. Revezam-se na condução do esportivo Ruy Fernando, Ricardo Mazzella e Rodrigo Ricardo. A equipe reúne, entre veteranos e novatos, Carlos Borges, Mário Silva, Astrid Nick, Wagner Gomes, Maurício Costa e Bruno Mendes.
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BOM SUJEITO
‘Quem não gosta de samba/ bom sujeito não é/É um ruim da cabeça/ou doente do pé’ – dizia Dorival Caymmi (1914-2008) há ‘trocentos’ anos, baiano, quatro costados, cantor e compositor que se consagraria no rádio. O veículo nunca esteve tão bem em matéria do ritmo. Tem programas do gênero em todos os prefixos, para, evidentemente, atender a classe entusiasta de apreciadores.
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O SAMBA CHAMA
Miro Ribeiro dá curso à memória na 94,1 (Roquette) de 2ª a 6ª feiras. Rubem Confete faz ponto aos sábados e domingos pela Nacional. Nesses mesmos dias, na SulAmérica Paradiso, PR e Arlindinho (Neto) mostram o melhor da estação. Na escalada, destaca-se o da Tupi. Por ela, uma espécie de fina-flor conduzido através da Valéria Marques em parceria do Carlinhos de Jesus.
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POR MAIS SAÚDE
No auge da Nacional, fase áurea os anunciantes formavam filas por um espaço na programação, afirmava Paulo Tapajós (1913-1990). Hoje, no Rio, a Tupi detém esse troféu, rodando em determinados horários maior número de comerciais que quadros, cuidados com a saúde predominando. Independente dos valores, onde está a crise? Há programas de duas horas, e uma de anúncios.
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R a r e f e i t a s
/o Tite poderá deixar a Seleção após o final da Copa América, seja qualquer resultado. A notícia, divulgada por Juca Kfoury foi reproduzida por Washington Rodrigues em seu programa de rádio.
/o Eugênio Leal, que mantém um quadro no Manhã Paradiso, embarcou na ideia. O técnico estaria Insatisfeito por ter perdido alguns colaboradores que estão saindo do país para trabalhar no exterior.
/o *A bem da verdade (lembrando um item de aulinha do jornalismo -- exatidão), Carol Barreto era a repórter que cobria o trânsito. Na bancada com o Ceylão, na matriz do SGR, atuava Carolina Morand.
Um antigo ditado preconiza: ‘Quando uma porta se fecha, outra se abre’. Tal definição vale, na oportunidade, para o Fernando Ceylão e Carol Barreto*, recém-desligados do SGR, onde ofereciam o Café das 6. A dupla acertou seu ingresso na SulAmérica Paradiso, e estreia na segunda (8). Fará o Hora do Blush, das 17h às 19h. Kellly Muniz, então titular, promovida ‘a voz oficial da rádio’.
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UMA NOVA BAIXA
Repórter, apresentador e produtor, Gustavo Henrique recebeu bilhete azul do SGR nos primeiros dias do mês corrente. Estava na empresa há dez anos cobrindo futebol. Ele agora se junta a um contingente que de lá se afastou, conseqüência da unificação das equipes da Globo e CBN. As demissões ocorreram no período pré (e pós) Copa do Mundo de 2018 que eliminou o Brasil.
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O MEXE-MEXE
A Nacional do Rio que pertence à EBC, suas homônimas de Brasília, Amazônia e Alto Solimões estão com programação nova em rede, mexe-mexe lançado na segunda (1º). O Repórter Nacional, antes às 8h, agora é levado ao ar mais cedo, às 7h. Com isso, entre as 7h30 e 7h40, são apresentados os blocos regionais. Outras edições do RN chegam aos receptores às 12h e 18h.
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HORA DE MENOS
Até então a cada hora cheia, também passou por um remanejamento o Nacional Informa, transferido para horários mais espaçados. Serão apresentados daquele dia em diante quatro edições -- às 10h, 15h, 17h e 21h, duração de dez minutos, em vez de cinco, nos chamados dias úteis. Já nos fins de semana, uma apresentação às 12h e outra às 15h – revela a gerência executiva.
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BOLA EM TRÊS
O pacote pegou, ainda, o Bate-Bola Nacional. De uma única edição na hora do almoço, seu tempo foi ampliado para três – às 7h40, 12h40 e 18h40, de 2ª a 6ª feiras. Revezam-se na condução do esportivo Ruy Fernando, Ricardo Mazzella e Rodrigo Ricardo. A equipe reúne, entre veteranos e novatos, Carlos Borges, Mário Silva, Astrid Nick, Wagner Gomes, Maurício Costa e Bruno Mendes.
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BOM SUJEITO
‘Quem não gosta de samba/ bom sujeito não é/É um ruim da cabeça/ou doente do pé’ – dizia Dorival Caymmi (1914-2008) há ‘trocentos’ anos, baiano, quatro costados, cantor e compositor que se consagraria no rádio. O veículo nunca esteve tão bem em matéria do ritmo. Tem programas do gênero em todos os prefixos, para, evidentemente, atender a classe entusiasta de apreciadores.
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O SAMBA CHAMA
Miro Ribeiro dá curso à memória na 94,1 (Roquette) de 2ª a 6ª feiras. Rubem Confete faz ponto aos sábados e domingos pela Nacional. Nesses mesmos dias, na SulAmérica Paradiso, PR e Arlindinho (Neto) mostram o melhor da estação. Na escalada, destaca-se o da Tupi. Por ela, uma espécie de fina-flor conduzido através da Valéria Marques em parceria do Carlinhos de Jesus.
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POR MAIS SAÚDE
No auge da Nacional, fase áurea os anunciantes formavam filas por um espaço na programação, afirmava Paulo Tapajós (1913-1990). Hoje, no Rio, a Tupi detém esse troféu, rodando em determinados horários maior número de comerciais que quadros, cuidados com a saúde predominando. Independente dos valores, onde está a crise? Há programas de duas horas, e uma de anúncios.
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R a r e f e i t a s
/o Tite poderá deixar a Seleção após o final da Copa América, seja qualquer resultado. A notícia, divulgada por Juca Kfoury foi reproduzida por Washington Rodrigues em seu programa de rádio.
/o Eugênio Leal, que mantém um quadro no Manhã Paradiso, embarcou na ideia. O técnico estaria Insatisfeito por ter perdido alguns colaboradores que estão saindo do país para trabalhar no exterior.
/o *A bem da verdade (lembrando um item de aulinha do jornalismo -- exatidão), Carol Barreto era a repórter que cobria o trânsito. Na bancada com o Ceylão, na matriz do SGR, atuava Carolina Morand.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Direto das Ondas
SÓ FALTA MUDAR O NOME
O que poderia ser inusitada inovação, segundo o evangelho apregoado pelos cardeais, resultou num puro e mirabolante fiasco. Implantada em 16 de maio de 2019, a Nova Rádio Globo durou simplesmente dois anos e uns poucos dias. A despedida oficial em clima de emoção nos estúdios e corredores foi na sexta (28). A Globo sempre ficou atrás da Mix FM, ora 7°, ora em 8° lugar.
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A DIFÍCIL UNIÃO
Foi um dia mais confuso para se unir palavras, disse Otaviano Costa (No Ar), que descobriu o rádio aos 15 anos em São Paulo. Ana Paula, produtora do programa (12 anos de SGR), voz embargada, debulhava-se em lágrimas. Renato Cantharino gravou sua despedida, veiculada pelo Café das 6. Destinou aos jovens interessados, um conselho: ‘Não percam nunca a esperança’.
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NA PRAIA ERRADA
A ‘velha’ manteve respeitável cast de apresentadores antes da propalada reinvenção. Seguia firme em segundo lugar na audiência do Rio, até o projeto Globo Brasil, em 2001. A partir de tal iniciativa (não é de mais relembrar) a eterna rival subiu no conceito do público. Desfazer-se de radialistas de renome, foi um erro. Provou-se que o rádio não é a praia dos talentosos televisivos.
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O QUE VÊM POR AÍ
Na véspera do chororô, que aconteceu sexta-feira última nas principais praças atendidas pelo conglomerado, o alto comando do SGR reuniu as afiliadas para anunciar a programação que começa em 15 próximo. Terá como base o que faz a BH FM, ou seja, o popular-hits, conforme o divulgado pelo site Tudo Rádio. Os horários mais longos serão predominados por musicais em rede(*).
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SÍNTESE DA GRADE
Vão ser destaques de segunda a sexta, das 6h às 7h, No Ar, Acorda Rio, Acorda SP. de 7h às 10h, transmitido da Paulicéia e Top Hits Globo, das 18h às 19h. Aos sábados (e domingos) Rádio Globo Sem Parar, das 7h às 9h, isto é, duas horas de música. Outros destaques dominicais, serão o Top Hts Brasil (de 10h às 12h) e o remanescente Trilha de Craques, entre ás 21h e 22h.
_______
R a r e f e i t a s
/o *São dois os mais prolongados musicais do SGR em sua nova programação, cuja estreia está marcada para segunda (15). Este vai estender-se por uma semana inteira, de zero hora às 6h.
/o Um outro, com dimensão maior – de 11h às 18h -- terá blocos de 45 minutos, com apresentação de 2ª a 6ª, intercalados por um talk. Em ambos os casos exclusivo predomínio do popular.
/o O ouvinte está 'careca' de saber que o Nova Globo não vingou. Embora tardio, fica o registro de que ninguém do meio foi tão humilhado quanto o Pe. Marcelo Rossi, ‘ jogado’ para a madrugada.
/o O cabedal de audiência que o padre conquistara às 9h das manhãs era um motivo suficiente para o Momento de Fé, o seu programa, não mudasse de horário, quaisquer circunstâncias fossem.
/o Dois outros exemplares que não podem ser esquecidos, caso do Café das 6 – das atrações, a mais bem avaliada – e o semanal Futebol à Manivela, com audições irrepreensíveis.
_______
NOVA GLOBO, O FIM
Acabou a Nova Globo. O ponto final, que foi decretado na sexta-feira passada, respingou nos programas de sábado e domingo. A alternativa que substituirá o que não emplacou chega dentro de duas semanas. Nesse período, o piloto automático roda músicas direto. Restou, além do futebol, a cobertura do trânsito. Samuel (Corrêa) Filho e Karina Chagas já atuaram na Super Tupi.
O que poderia ser inusitada inovação, segundo o evangelho apregoado pelos cardeais, resultou num puro e mirabolante fiasco. Implantada em 16 de maio de 2019, a Nova Rádio Globo durou simplesmente dois anos e uns poucos dias. A despedida oficial em clima de emoção nos estúdios e corredores foi na sexta (28). A Globo sempre ficou atrás da Mix FM, ora 7°, ora em 8° lugar.
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A DIFÍCIL UNIÃO
Foi um dia mais confuso para se unir palavras, disse Otaviano Costa (No Ar), que descobriu o rádio aos 15 anos em São Paulo. Ana Paula, produtora do programa (12 anos de SGR), voz embargada, debulhava-se em lágrimas. Renato Cantharino gravou sua despedida, veiculada pelo Café das 6. Destinou aos jovens interessados, um conselho: ‘Não percam nunca a esperança’.
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NA PRAIA ERRADA
A ‘velha’ manteve respeitável cast de apresentadores antes da propalada reinvenção. Seguia firme em segundo lugar na audiência do Rio, até o projeto Globo Brasil, em 2001. A partir de tal iniciativa (não é de mais relembrar) a eterna rival subiu no conceito do público. Desfazer-se de radialistas de renome, foi um erro. Provou-se que o rádio não é a praia dos talentosos televisivos.
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O QUE VÊM POR AÍ
Na véspera do chororô, que aconteceu sexta-feira última nas principais praças atendidas pelo conglomerado, o alto comando do SGR reuniu as afiliadas para anunciar a programação que começa em 15 próximo. Terá como base o que faz a BH FM, ou seja, o popular-hits, conforme o divulgado pelo site Tudo Rádio. Os horários mais longos serão predominados por musicais em rede(*).
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SÍNTESE DA GRADE
Vão ser destaques de segunda a sexta, das 6h às 7h, No Ar, Acorda Rio, Acorda SP. de 7h às 10h, transmitido da Paulicéia e Top Hits Globo, das 18h às 19h. Aos sábados (e domingos) Rádio Globo Sem Parar, das 7h às 9h, isto é, duas horas de música. Outros destaques dominicais, serão o Top Hts Brasil (de 10h às 12h) e o remanescente Trilha de Craques, entre ás 21h e 22h.
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R a r e f e i t a s
/o *São dois os mais prolongados musicais do SGR em sua nova programação, cuja estreia está marcada para segunda (15). Este vai estender-se por uma semana inteira, de zero hora às 6h.
/o Um outro, com dimensão maior – de 11h às 18h -- terá blocos de 45 minutos, com apresentação de 2ª a 6ª, intercalados por um talk. Em ambos os casos exclusivo predomínio do popular.
/o O ouvinte está 'careca' de saber que o Nova Globo não vingou. Embora tardio, fica o registro de que ninguém do meio foi tão humilhado quanto o Pe. Marcelo Rossi, ‘ jogado’ para a madrugada.
/o O cabedal de audiência que o padre conquistara às 9h das manhãs era um motivo suficiente para o Momento de Fé, o seu programa, não mudasse de horário, quaisquer circunstâncias fossem.
/o Dois outros exemplares que não podem ser esquecidos, caso do Café das 6 – das atrações, a mais bem avaliada – e o semanal Futebol à Manivela, com audições irrepreensíveis.
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NOVA GLOBO, O FIM
Acabou a Nova Globo. O ponto final, que foi decretado na sexta-feira passada, respingou nos programas de sábado e domingo. A alternativa que substituirá o que não emplacou chega dentro de duas semanas. Nesse período, o piloto automático roda músicas direto. Restou, além do futebol, a cobertura do trânsito. Samuel (Corrêa) Filho e Karina Chagas já atuaram na Super Tupi.
sábado, 15 de junho de 2019
Rádiomania, o Livro/73 (Parte II)
ERA DO CREPÚSCULO
O desenvolvimento da televisão no país e, especialmente no Rio, a partir dos primórdios dos anos 60, provocaria o declínio da Rádio Nacional, levando de roldão seus programas musicais, de auditório, humorísticos e novelas. Outra causa da débâcle da estação tradicional , seria a chegada dos militares ao poder, com a revolução de março de 1964
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De um lado, a televisão com a sua magia, seus encantos e promessas, atraindo os grandes cartazes, de outro, o afastamento dos que se opunham ao regime implantado. Era natural diante do quadro que se desenhava, o sobressalto dos que não sofriam de imediato igual punição, escapando da sanha militarista, sua implacável censura. Clima de ‘caça às bruxas’.
Passados mais de trinta anos a Nacional enfrentou diversas mudanças, inclusive uma revitalização em 2004. Mas, nunca mais se recuperou. Ganhou o estigma de emissora de saudosistas, aposentados em geral, gente acostumada com a rotina, que não viaja, não passeia. Em qualquer pesquisa que se fizer hoje consultando os jovens, a Nacional só dá traço.
No que tange ao jornalismo, por exemplo, Brasília continua ditando ordens, no controle, praticando o que o jargão determina como ‘chapa branca’. Ao Rio – onde a emissora ocupou o histórico edifício da boêmia Praça Mauá --, pouco restou em comparação aos tempos em que o Repórter Esso, com Heron Domingues, servia de estímulo para outros noticiosos da casa.
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CRIAÇÃO DA EBC
O governo federal extinguia a Rádiobras em fevereiro de 2009. Criava a EBC – Empresa Brasil de Comunicação, integrando as rádios Nacional, MEC AM e MEC FM, no Rio, Nacional de Brasília, da Amazônia e Alto Solimões e, ainda a TV Brasil. A Nacional e a MEC mudavam parte de sua grade, estabelecendo-se também, troca de cadeiras, e de prefixo.
Hilton Abi-Rihan transferia-se para a Nacional depois de dez anos atuando na MEC. O Alô Rio que ele apresentava naquela às 2h da tarde passava para o horário das 8h da manhã na outra. No lugar entrava o Almanaque Carioca, com Amauri Santos. Atuando na MEC, com Fole, Viola de música regional, desde que saíra da Globo, Adelzon Alves retomava o antigo programa de sambas. O Amigo da Madrugada incorporava-se aos quadros da Nacional, sem prejuízo para seu expediente na primeira.
O Redação Nacional com Denise Viola cedia o posto ao Alô Rio. Ela se mudava para a MEC, cabendo-lhe a apresentação do Rádio Sociedade, das 8h às 11h. Isso resultaria no fim do Manhã MEC, que tinha o comando de Eduardo Fajardo, ficando este limitado ao Companhia do Disco, às 11h das noites das terças. Egresso da Nacional, Marcelo Guima, com o seu Ouvindo Música, passava para a MEC. Também à noite, às 9h.
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GANHOS E PERDAS
Impulsionadas pela queda da Nacional pouco depois da revolução de 1964, a Globo do Rio e Bandeirantes de São Paulo, adotaram uma linha calcada em ‘música, esporte e notícia’. Tornaram-se com o modelo lideres de audiência em seus domicílios. E antecipavam o que viria mais tarde com o advento do FM: os comunicadores. Centravam a apresentação dos programas nesses que ‘vendiam alegria’ nas conversas com os ouvintes.
A Globo reunia em seus quadros o que os críticos classificavam de ‘a fina flor da comunicação’. Desfilavam por seus microfones o Adelzon Alves, Luciano (também) Alves, Paulo Giovanni, Haroldo de Andrade, Roberto Figueiredo, o Waldir Vieira (em cujo horário entraria Luiz de França) e Carlos Bianchini. Eles operavam como uma seleção que dispunha de todo o tempo para treinar, tal era a afinidade com o público, mensagens otimistas.
Um complemento altamente positivo era a cobertura esportiva, a partir do ingresso do Waldir Amaral, em 1961. Seus auxiliares anteriores eram um Antônio Porto, Celso Garcia e José Cabral. O poderio da rádio aumentou com Jorge Curi e João Saldanha, além do ex-juiz Mário Vianna. No auge dos 70, a voz do Edmo Zarife desafiava: ‘Sai da Frente, Futebol é com a Gente’.
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QUEDA PELO RALO
Nas décadas seguintes, porém, quando a hegemonia começou a escapar pelo ralo, a mesma vinheta no ar soava diferente. Em toda a história do rádio, a Tupi sempre se destacou, mas nunca liderou de ponta a ponta como a Mayrink, numa fase, a Nacional em outra, e a Globo entre os governos Castelo Branco e do Fernando Henrique Cardoso. Num rasgo de auto-suficiência a Globo abriu brechas em sua estrutura, de que habilmente se aproveitaria a direção da Tupi, fazendo seus índices dispararem.
Essas facilidades ocorreram com a demissão de uns e, a indução de outros a se desligarem, exceções do Giovanni, do Waldir Vieira e do Luciano Alves. Importantes profissionais deixaram a emissora nos últimos anos, exatamente para trabalhar ‘na outra’ – a concorrente -- casos do Sílvio Samper, Washington Rodrigues Francisco Barbosa, Pedro Costa,Luiz Penido, Luiz de França, Luizinho Campos, Maurício Menezes, Ricardo Alexandre. O Áureo Ameno que se somava aos ‘oriundis’, acabaria desistindo. Optara em seguir o Haroldo de Andrade em sua rádio própria, que morreria com ele.
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M E M Ó R I A
Nascido em Laranjeiras e criado em Vila Isabel, Haroldo Barbosa foi dos grandes nomes do rádio em todos os tempos. Vivesse nos dias atuais seria, na melhor acepção da palavra, um multimídia.(Foi entre outras coisas, produtor, locutor, redator de publicidade, sonoplasta, contra-regra, e um inspirado compositor). Em 25 de março, há quatro anos, celebrava-se o seu centenário.
O desenvolvimento da televisão no país e, especialmente no Rio, a partir dos primórdios dos anos 60, provocaria o declínio da Rádio Nacional, levando de roldão seus programas musicais, de auditório, humorísticos e novelas. Outra causa da débâcle da estação tradicional , seria a chegada dos militares ao poder, com a revolução de março de 1964
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De um lado, a televisão com a sua magia, seus encantos e promessas, atraindo os grandes cartazes, de outro, o afastamento dos que se opunham ao regime implantado. Era natural diante do quadro que se desenhava, o sobressalto dos que não sofriam de imediato igual punição, escapando da sanha militarista, sua implacável censura. Clima de ‘caça às bruxas’.
Passados mais de trinta anos a Nacional enfrentou diversas mudanças, inclusive uma revitalização em 2004. Mas, nunca mais se recuperou. Ganhou o estigma de emissora de saudosistas, aposentados em geral, gente acostumada com a rotina, que não viaja, não passeia. Em qualquer pesquisa que se fizer hoje consultando os jovens, a Nacional só dá traço.
No que tange ao jornalismo, por exemplo, Brasília continua ditando ordens, no controle, praticando o que o jargão determina como ‘chapa branca’. Ao Rio – onde a emissora ocupou o histórico edifício da boêmia Praça Mauá --, pouco restou em comparação aos tempos em que o Repórter Esso, com Heron Domingues, servia de estímulo para outros noticiosos da casa.
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CRIAÇÃO DA EBC
O governo federal extinguia a Rádiobras em fevereiro de 2009. Criava a EBC – Empresa Brasil de Comunicação, integrando as rádios Nacional, MEC AM e MEC FM, no Rio, Nacional de Brasília, da Amazônia e Alto Solimões e, ainda a TV Brasil. A Nacional e a MEC mudavam parte de sua grade, estabelecendo-se também, troca de cadeiras, e de prefixo.
Hilton Abi-Rihan transferia-se para a Nacional depois de dez anos atuando na MEC. O Alô Rio que ele apresentava naquela às 2h da tarde passava para o horário das 8h da manhã na outra. No lugar entrava o Almanaque Carioca, com Amauri Santos. Atuando na MEC, com Fole, Viola de música regional, desde que saíra da Globo, Adelzon Alves retomava o antigo programa de sambas. O Amigo da Madrugada incorporava-se aos quadros da Nacional, sem prejuízo para seu expediente na primeira.
O Redação Nacional com Denise Viola cedia o posto ao Alô Rio. Ela se mudava para a MEC, cabendo-lhe a apresentação do Rádio Sociedade, das 8h às 11h. Isso resultaria no fim do Manhã MEC, que tinha o comando de Eduardo Fajardo, ficando este limitado ao Companhia do Disco, às 11h das noites das terças. Egresso da Nacional, Marcelo Guima, com o seu Ouvindo Música, passava para a MEC. Também à noite, às 9h.
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GANHOS E PERDAS
Impulsionadas pela queda da Nacional pouco depois da revolução de 1964, a Globo do Rio e Bandeirantes de São Paulo, adotaram uma linha calcada em ‘música, esporte e notícia’. Tornaram-se com o modelo lideres de audiência em seus domicílios. E antecipavam o que viria mais tarde com o advento do FM: os comunicadores. Centravam a apresentação dos programas nesses que ‘vendiam alegria’ nas conversas com os ouvintes.
A Globo reunia em seus quadros o que os críticos classificavam de ‘a fina flor da comunicação’. Desfilavam por seus microfones o Adelzon Alves, Luciano (também) Alves, Paulo Giovanni, Haroldo de Andrade, Roberto Figueiredo, o Waldir Vieira (em cujo horário entraria Luiz de França) e Carlos Bianchini. Eles operavam como uma seleção que dispunha de todo o tempo para treinar, tal era a afinidade com o público, mensagens otimistas.
Um complemento altamente positivo era a cobertura esportiva, a partir do ingresso do Waldir Amaral, em 1961. Seus auxiliares anteriores eram um Antônio Porto, Celso Garcia e José Cabral. O poderio da rádio aumentou com Jorge Curi e João Saldanha, além do ex-juiz Mário Vianna. No auge dos 70, a voz do Edmo Zarife desafiava: ‘Sai da Frente, Futebol é com a Gente’.
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QUEDA PELO RALO
Nas décadas seguintes, porém, quando a hegemonia começou a escapar pelo ralo, a mesma vinheta no ar soava diferente. Em toda a história do rádio, a Tupi sempre se destacou, mas nunca liderou de ponta a ponta como a Mayrink, numa fase, a Nacional em outra, e a Globo entre os governos Castelo Branco e do Fernando Henrique Cardoso. Num rasgo de auto-suficiência a Globo abriu brechas em sua estrutura, de que habilmente se aproveitaria a direção da Tupi, fazendo seus índices dispararem.
Essas facilidades ocorreram com a demissão de uns e, a indução de outros a se desligarem, exceções do Giovanni, do Waldir Vieira e do Luciano Alves. Importantes profissionais deixaram a emissora nos últimos anos, exatamente para trabalhar ‘na outra’ – a concorrente -- casos do Sílvio Samper, Washington Rodrigues Francisco Barbosa, Pedro Costa,Luiz Penido, Luiz de França, Luizinho Campos, Maurício Menezes, Ricardo Alexandre. O Áureo Ameno que se somava aos ‘oriundis’, acabaria desistindo. Optara em seguir o Haroldo de Andrade em sua rádio própria, que morreria com ele.
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M E M Ó R I A
Nascido em Laranjeiras e criado em Vila Isabel, Haroldo Barbosa foi dos grandes nomes do rádio em todos os tempos. Vivesse nos dias atuais seria, na melhor acepção da palavra, um multimídia.(Foi entre outras coisas, produtor, locutor, redator de publicidade, sonoplasta, contra-regra, e um inspirado compositor). Em 25 de março, há quatro anos, celebrava-se o seu centenário.
sábado, 8 de junho de 2019
Direto das Ondas
DA TSUMANI AO VENDAVAL
1.Primeira quinzena de abril de 2016. Insatisfeitos com o Ibope da emissora que perdia em todos os horários para a Super Tupi, ocupando o segundo lugar nos índices, os cardeais (executivos) resolveram fazer mudanças totais.
2.Segunda quinzena de maio de 2017. Dispensados seus profissionais, ‘radialistas na veia’, time de qualidade insuspeita, valores que ‘vestem a camisa’, a direção se valeu de televisivos e celebridades detentores de milhões de seguidores nas redes sociais. Contratam-nos, com o propósito de ‘reinventar o rádio’. (Uma das requisitadas abandona o projeto antes de completar três meses.)
3. Penúltimo dia da segunda quinzena de maio de 2019. Comando-chefe do SGR divulga nota, replicada pelos sites, informando que a Nova Globo chegou ao fim, acabou. Agradece a colaboração de todos, o empenho deles e, que a partir daquela data, artistas e jornalistas (PJs, em maioria), estarão cumprindo prazo de aviso prévio.
4.Dia do juízo final 12 ou 14. Em 15 de julho, o recomeço. O SGR vai preservar o futebol (em dobradinha com a CBN).Sobrevida para o jornalismo das transmissões esportivas, resenhas e debates, com o evidente apoio das plataformas atuais – SporTv e Rede Globo. Tudo que o que represente custo – o jornalismo da ‘geral’,entretenimento e serviços, ficam de fora. ‘Cai um Rei de espada/ cai não fica nada’, como na canção de Ivan Lins.
5.A rádio vai a partir daquela data seguir os moldes da BH FM, inteiramente musical, destaques aos sucessos populares. É possível que adote, ainda, o estilo da FM O Dia no Rio, segundo algumas notícias veiculadas.
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R a r e f e i t a s
/o O Todas as Vozes, do Marcus Aurélio, na MEC, modifica-se. Agora tem sessão de debates às quintas-feiras.
/o Centrando-se no hoje e no futuro, o Rádio Faz História ganha conotação especial, com estudiosos do tema.
/o Colaborador do quadro Essa Letra, Essa Música, Marcos Rangel, atualmente na MEC AM, acertou com a CBN.
/o O repórter Marcos Sardenberg (ex-BandNews) está fazendo a cobertura do trânsito para derradeira Nova Globo.
/o Trêmula como principiante, Ana Paula assumiu o No Ar, na ausência do Otaviano Costa. Ele ainda volta, afirmou.
/o Sabe você,quem viu na 'bola de cristal' que a Nova Globo não daria certo? Nada menos que a atriz Mônica Martelli.
1.Primeira quinzena de abril de 2016. Insatisfeitos com o Ibope da emissora que perdia em todos os horários para a Super Tupi, ocupando o segundo lugar nos índices, os cardeais (executivos) resolveram fazer mudanças totais.
2.Segunda quinzena de maio de 2017. Dispensados seus profissionais, ‘radialistas na veia’, time de qualidade insuspeita, valores que ‘vestem a camisa’, a direção se valeu de televisivos e celebridades detentores de milhões de seguidores nas redes sociais. Contratam-nos, com o propósito de ‘reinventar o rádio’. (Uma das requisitadas abandona o projeto antes de completar três meses.)
3. Penúltimo dia da segunda quinzena de maio de 2019. Comando-chefe do SGR divulga nota, replicada pelos sites, informando que a Nova Globo chegou ao fim, acabou. Agradece a colaboração de todos, o empenho deles e, que a partir daquela data, artistas e jornalistas (PJs, em maioria), estarão cumprindo prazo de aviso prévio.
4.Dia do juízo final 12 ou 14. Em 15 de julho, o recomeço. O SGR vai preservar o futebol (em dobradinha com a CBN).Sobrevida para o jornalismo das transmissões esportivas, resenhas e debates, com o evidente apoio das plataformas atuais – SporTv e Rede Globo. Tudo que o que represente custo – o jornalismo da ‘geral’,entretenimento e serviços, ficam de fora. ‘Cai um Rei de espada/ cai não fica nada’, como na canção de Ivan Lins.
5.A rádio vai a partir daquela data seguir os moldes da BH FM, inteiramente musical, destaques aos sucessos populares. É possível que adote, ainda, o estilo da FM O Dia no Rio, segundo algumas notícias veiculadas.
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R a r e f e i t a s
/o O Todas as Vozes, do Marcus Aurélio, na MEC, modifica-se. Agora tem sessão de debates às quintas-feiras.
/o Centrando-se no hoje e no futuro, o Rádio Faz História ganha conotação especial, com estudiosos do tema.
/o Colaborador do quadro Essa Letra, Essa Música, Marcos Rangel, atualmente na MEC AM, acertou com a CBN.
/o O repórter Marcos Sardenberg (ex-BandNews) está fazendo a cobertura do trânsito para derradeira Nova Globo.
/o Trêmula como principiante, Ana Paula assumiu o No Ar, na ausência do Otaviano Costa. Ele ainda volta, afirmou.
/o Sabe você,quem viu na 'bola de cristal' que a Nova Globo não daria certo? Nada menos que a atriz Mônica Martelli.
sábado, 1 de junho de 2019
Rádiomania, o Livro/72 (Parte II)
OS BACHARÉIS DO DISCO
O modelo música, exclusivamente música, em prática na metade dos anos 50 na Tamoio foi criação de José Mauro, um dos principais produtores de rádio na fase áurea da Nacional. Seu lançamento se dera quando ele havia se transferido para a Tupi em 1955, onde também exercia o cargo de diretor artístico. A Tamoio era, na então capital do país, a segunda emissora que pertencia aos Diários Associados.
Os profissionais reunidos para o projeto foram batizados de Os Bacharéis do Disco, sendo os discotecários e programadores Paulo Gesta, Aírton Amorim, José Kosinski de Cavalcanti e Dymas Joseph, os locutores Jair Amorim e Ney Hamilton. O narrador de futebol Vitorino Vieira, que integrava a equipe da Tupi era outro componente do grupo, apresentador de um programa semanal de músicas norte-americanas.
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‘CORES’ NAS CANÇÕES
A principal atração no estilo seria o Músicas na Passarela, transmitido entre às 4h e 6h da tarde. Colocadas em votação para os ouvintes escolherem as melhores, as canções eram identificadas por cores, alguns matizes até então desconhecidos. Ney Hamilton, que era apresentador daquela parada diária, o carro-chefe da casa, ainda comandava aos domingos, o Musical Consagração, tocando os discos de maiores vendagens.
Foram outros destaques na Tamoio, Discos na Vitrine – de lançamentos com o Jair Amorim, e Discos de Ouro, em que ele comentava o que considerava de qualidade irrepreensível. Capixaba, ao vir para o Rio atuou na Rádio Clube do Brasil. Compositor bem-sucedido, escreveu letras encomendadas pelos melodistas José Maria de Abreu, Alcir Pires Vermelho, Dunga e Evaldo Gouveia, que fizeram sucessos nas interpretações do Dick Farney, Cauby Peixoto, Anísio Silva e Altemar Dutra.
A Tamoio, segundo a Revista do Rádio e Rádiolãndia, chegou a encostar na audiência da Nacional, líder em todos os horários. Como num poema de Vinícius de Moraes, ‘ foi bom enquanto durou’ (cinco anos). Os sintonizadores deixaram de ouvi-la, ao descobrirem a Mundial – sonoramente anunciada por Carlos Bianchini -- em que brilhavam o Big Boy, Robson Alencar, Elói De Carlo e Alberto Brizola, entre outros.
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INCÔMODA MANCHETE
Em março de 2009, a Globo demitia o comunicador David Rangel, que comandava o Tarde Legal e o Agito Geral (sábado à noite). No dia 5 do mês seguinte mandava para o ar uma programação vespertina, alterando a estrutura da grade. A data escolhida, coincidia com a estreia do David na Manchete, que teria por companheiros Luiz de França (1946-2017) e Mário Esteves, outros detonados pela rádio da Glória.
As atrações a partir daquele dia incluíam a versão regional do Se Liga Rio, de 3h às 4h, com Roberto Canázio; a antecipação em uma hora do Globo Cidade, com Eraldo Leite no lugar do Gilson Ricardo; e a expansão do Globo Esportivo, com José Carlos Araújo, começando mais cedo, às 5h, com título e formato repaginados, abrindo espaço para variedades e serviços. Passava a ser chamado de Globo Esportivo -- Tamanho Família.
O Tarde Legal há pouco mais de dez anos, saía de cartaz. No pacote, o Alô, Bom Dia, do Alexandre Ferreira também era reformulado. A zero hora iniciava-se na emissora a veiculação de renovado estoque de vinhetas, medida que a Manchete adotara um mês antes. Misteriosa a força desta para incomodar a Globo, com a agravante de não ser nada criativa.Com o fim do Tarde Legal, a 'rádio de verdade’ batizaria de Tarde Total o seu programa do horário.
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M E M Ó R I A
Em julho de 2010 a jornalista Gilsse Campos estreava um programa aos sábados na Manchete. Ela foi, ao longo dos Debates Populares do Haroldo de Andrade, a terceira mulher a participar do quadro – a que ficou mais tempo, 16 anos consecutivos. (As outras foram Dina Sfat (1938-1989) e Eliete (Beleza) Dias. Gilsse também atuou nas Tvs Bandeirantes e CNT.
O modelo música, exclusivamente música, em prática na metade dos anos 50 na Tamoio foi criação de José Mauro, um dos principais produtores de rádio na fase áurea da Nacional. Seu lançamento se dera quando ele havia se transferido para a Tupi em 1955, onde também exercia o cargo de diretor artístico. A Tamoio era, na então capital do país, a segunda emissora que pertencia aos Diários Associados.
Os profissionais reunidos para o projeto foram batizados de Os Bacharéis do Disco, sendo os discotecários e programadores Paulo Gesta, Aírton Amorim, José Kosinski de Cavalcanti e Dymas Joseph, os locutores Jair Amorim e Ney Hamilton. O narrador de futebol Vitorino Vieira, que integrava a equipe da Tupi era outro componente do grupo, apresentador de um programa semanal de músicas norte-americanas.
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‘CORES’ NAS CANÇÕES
A principal atração no estilo seria o Músicas na Passarela, transmitido entre às 4h e 6h da tarde. Colocadas em votação para os ouvintes escolherem as melhores, as canções eram identificadas por cores, alguns matizes até então desconhecidos. Ney Hamilton, que era apresentador daquela parada diária, o carro-chefe da casa, ainda comandava aos domingos, o Musical Consagração, tocando os discos de maiores vendagens.
Foram outros destaques na Tamoio, Discos na Vitrine – de lançamentos com o Jair Amorim, e Discos de Ouro, em que ele comentava o que considerava de qualidade irrepreensível. Capixaba, ao vir para o Rio atuou na Rádio Clube do Brasil. Compositor bem-sucedido, escreveu letras encomendadas pelos melodistas José Maria de Abreu, Alcir Pires Vermelho, Dunga e Evaldo Gouveia, que fizeram sucessos nas interpretações do Dick Farney, Cauby Peixoto, Anísio Silva e Altemar Dutra.
A Tamoio, segundo a Revista do Rádio e Rádiolãndia, chegou a encostar na audiência da Nacional, líder em todos os horários. Como num poema de Vinícius de Moraes, ‘ foi bom enquanto durou’ (cinco anos). Os sintonizadores deixaram de ouvi-la, ao descobrirem a Mundial – sonoramente anunciada por Carlos Bianchini -- em que brilhavam o Big Boy, Robson Alencar, Elói De Carlo e Alberto Brizola, entre outros.
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INCÔMODA MANCHETE
Em março de 2009, a Globo demitia o comunicador David Rangel, que comandava o Tarde Legal e o Agito Geral (sábado à noite). No dia 5 do mês seguinte mandava para o ar uma programação vespertina, alterando a estrutura da grade. A data escolhida, coincidia com a estreia do David na Manchete, que teria por companheiros Luiz de França (1946-2017) e Mário Esteves, outros detonados pela rádio da Glória.
As atrações a partir daquele dia incluíam a versão regional do Se Liga Rio, de 3h às 4h, com Roberto Canázio; a antecipação em uma hora do Globo Cidade, com Eraldo Leite no lugar do Gilson Ricardo; e a expansão do Globo Esportivo, com José Carlos Araújo, começando mais cedo, às 5h, com título e formato repaginados, abrindo espaço para variedades e serviços. Passava a ser chamado de Globo Esportivo -- Tamanho Família.
O Tarde Legal há pouco mais de dez anos, saía de cartaz. No pacote, o Alô, Bom Dia, do Alexandre Ferreira também era reformulado. A zero hora iniciava-se na emissora a veiculação de renovado estoque de vinhetas, medida que a Manchete adotara um mês antes. Misteriosa a força desta para incomodar a Globo, com a agravante de não ser nada criativa.Com o fim do Tarde Legal, a 'rádio de verdade’ batizaria de Tarde Total o seu programa do horário.
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M E M Ó R I A
Em julho de 2010 a jornalista Gilsse Campos estreava um programa aos sábados na Manchete. Ela foi, ao longo dos Debates Populares do Haroldo de Andrade, a terceira mulher a participar do quadro – a que ficou mais tempo, 16 anos consecutivos. (As outras foram Dina Sfat (1938-1989) e Eliete (Beleza) Dias. Gilsse também atuou nas Tvs Bandeirantes e CNT.
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