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sábado, 12 de junho de 2021

 

Esse Nosso Amor Antigo

PELAS MADRUGADAS


Em 17 de março de 1997 estreava na Globo Washington Rodrigues Show. Marcava a volta do Apolinho às madrugadas da emissora. O cartaz semanal era apresentado aos domingos de meia-noite às 3h. Até maio de 1995, no período de dois anos o Velho Apolo dividia com Hilton Abi-Riham o vitorioso Show da Madrugada, de segunda a sexta. O alto índice  era o dobro do alcançado por todas as emissoras do horário juntas.  

Há muito que o Apolinho era íntimo das madrugadas. A experiência se verificara no início dos anos 70, na antiga Continental, por apenas seis meses. Mais tarde na Tupi, entre 1973 e 1977, fizera um programa de grande apelo popular, que atraía ao estúdio da rádio, então na Avenida Venezuela, uma plateia de admiradores. Quando saiu, a vaga ficou para o Collid Filho que, praticamente se eternizou como  O Dono da Noite.

Simultaneamente às suas atividades de repórter esportivo, o Apolinho também foi   apresentador nas madrugadas da Nacional.  Por tempo curto, superior à sua passagem pela Continental. Nas manhãs posteriores, ele fez o Nacional 80 com Abi-Riham.

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Os bastidores do rádio no Rio fervilhavam nas duas primeiras semanas de agosto de 1998. Na segunda-feira 10, Washington Rodrigues licenciava-se da Globo para ser diretor técnico do Flamengo. O seu amor pelo clube falava mais alto. Também naquele dia, por uma coincidência, Hilton Abi-Riham recebia bilhete azul da emissora, levado pelo amigo, parceiro e compadre, depois de dispensado da Nacional em 1991.

Chamava-se Show da Globo {de madrugada} o programa que Abi-Riham fazia na estação.  A solução dos diretores para substituí-lo foi escalar uma reprise do vespertino comandado por Francisco Barbosa.  Como estratégia a afirmativa de que ‘o ouvinte pediu’. Medida transitória, acabaria emplacando, surpreendendo.

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Na Tupi, a segunda passagem de Washington Rodrigues era iniciada em fevereiro de 1999. Não repetiria o sucesso das madrugadas na Globo. Só embalava na preferência  a  partir de sete temporadas, entre 2005 e 2012. Em fevereiro do último,e nas tardes, o Show do Apolinho associava-se ao seu grande feito, nada menos que sessenta anos  no exercício da profissão.

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Ondas&Ondas.Com

Sílvio Luiz, narrador esportivo aposentado pelo rádio paulista, foi entrevistado na quarta-feira (9) por Cidinha Campos, no Como Vai Você? Márcia, sua mulher, cantora {Eu e a Brisa} também parou. Entre outras atribuições domésticas, cuida dos netos. /o Ana Rodrigues, que há algum tempo chefiou a reportagem da Super Tupi faz, atualmente, a cobertura do trânsito para a Hora do Blush, na SulAmérica Paradiso. Apresentação é de Victória Roza Cruz. /o Cirilo Reis, do Musishow, rodado programa da Nacional, nas noites sem futebol, acumulando atividades no veículo. Comanda aos domingos de manhã, Túnel do Tempo, na Roquette Pinto. 

sábado, 29 de maio de 2021

 

Esse Nosso Amor Antigo

DE GANHOS E PERDAS

Impulsionadas pela queda da Nacional pouco depois da revolução de 1964, a Globo do Rio de Janeiro e a Bandeirantes de São Paulo adotaram uma linha calcada em ‘música, esporte e notícia’. Tornaram-se, com o modelo, líderes em audiência em seus domicílios. E antecipavam o que viriam mais tarde com o advento das FMs: os comunicadores. Centravam a apresentação dos programas nesses profissionais, que ‘vendiam alegria’ nas conversas com os ouvintes.

 

A Globo reunia em seus quadros o que os críticos classificavam de ‘a fina flor da comunicação’. Desfilavam então, por seus microfones, o Adelzon Alves, Luciano {também} Alves, Paulo Giovanni, Haroldo de Andrade, Roberto Figueiredo, o Waldir Vieira (em cujo horário entraria o Luiz de França) e Carlos Bianchini. Eles atuavam como uma seleção que dispunha de todo o tempo para treinar, tal o nível de afinidade com o público,   sempre passando mensagens otimistas.

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Um complemento altamente positivo era a cobertura esportiva, a partir do ingresso de Waldir Amaral, em 1961. Antes, ele tinha a colaboração de um Antônio Porto, Celso Garcia e José Cabral. Depois, aumentara o poderio da emissora no setor, com a contratação  do Jorge Curi e João Saldanha, além do ex-juiz Mário Vianna, comentando arbitragem. No auge anos 70, a vinheta alardeada pela voz do Edmo Zarife   provocava: ‘Sai da frente. Futebol é com a Gente’.

 

Nas décadas posteriores, porém, quando a hegemonia começou a ir pelo ralo e, as transmissões esportivas no Rio, também, a mesma vinheta soava diferente. Em toda a história do rádio, a Tupi   sempre se destacou, mas nunca liderou de ponta a ponta como a Mayrink numa fase, a Nacional em outra e, a Globo desde o governo do Marechal Castelo Branco ao do sociólogo Fernando Henrique Cardoso. A Globo, num rasgo de auto-suficiência, abriu brechas em sua estrutura, do que a Tupi espertamente se   aproveitaria,   revertendo o quadro.

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Essas brechas ocorreram com a demissão de uns profissionais e, a indução de outros a se desligarem, exceções do Giovanni, do Waldir Vieira, e do Luciano Alves. Renomados nomes da Globo deixariam a rádio, bandeando-se para a concorrente Tupi, que investia a capa de uma imbatível rival.

 

A lista só integrava ‘feras da latinha’. Senão vejamos. Washington Rodrigues, Francisco Barbosa, Sílvio Samper, Luiz Penido, Pedro Costa, Luizinho Campos, Maurício Menezes e Ricardo Alexandre. Passou rapidamente por lá, mas optou pela Manchete, o Luiz de França. O Áureo Ameno, que também esteve na Tupi, seguira o Haroldo de Andrade, no seu projeto de uma rádio própria.

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Ondas&Ondas.Com

/o  O comunicador Clóvis Monteiro comemorando este mês 25 anos de seu programa nas manhãs da Super Tupi, atual líder no Rio. /o  A repórter  Ermelinda Rita, hoje apresentadora da Roquette Pinto chama a Globo de ‘a falecida’, sua emissora de muitos anos.  /o  Licenciado, o jornalista Luiz Ribeiro, do Radar {atração noturna}, é substituído por Cristiano Santos, curinga oficial  da casa. /o  ‘O nosso amor é tão bonito/Ela finge que me ama/E eu finjo que acredito’. (Nelson Sargento)

 

 

sábado, 15 de maio de 2021

 

Esse Nosso Amor Antigo

VOZES, SLOGANS, DIVAGAÇÕES

Houve um tempo em que locutor de voz empostada anunciava – ao vivo – o prefixo da emissora em que dava os seus plantões. O modernismo, ou era contemporânea tirou essa ‘naturalidade’, valendo-se dos recursos da tecnologia.

Onde se ouvia ‘Rádio Jornal do Brasil do Rio de Janeiro AM 940’, hoje se escuta a objetiva e {lacônica} ‘Você está na JB FM 99,9’. Os slogans são instrumentos que, cada uma lança mão para atrair seu público.

Nessa que tomamos por parâmetro (fechou em 1993) ficou o ‘Música e informação’, por certo, o mais antigo dos utilizados regularmente em conhecidas estações.

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A SulAmérica Paradiso (original Panorama, nascida em Olinda, Nilópolis) ‘vende’ para os seus fiéis ouvintes que, ‘nossa mistura é a diferença’, parte de uma recente mudança, saturada de um estilo que vinha praticando  há mais de trinta anos.

Já O Dia, das melhores situadas no Ibope, gênero popular+hits, usa como slogan ‘Alegria que irradia’. Totalmente inversa a mencionada   acima. Naquela, um locutor (também programador) disse apreciar tudo, menos pagode e sertanejo.

A Roquette Pinto, administrada por novos de gestores, desfez-se do ‘compartilhar’, pelo ‘a rádio que liga o Rio’, irmanando-se com a modesta Carioca, cujo chamariz passou a enaltecer a cidade maravilhosa –, simplesmente uma ‘rádio do Rio’.

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Fundada em outubro de 1991 em lugar da Eldorado, a CBN bem poderia ter outra sigla, CBI – Central Brasileira da Informação. Um i em vez de n evitaria uma repetição {embutida} no ‘a rádio que toca a notícia’, dito após o seu nome.

Sua maior concorrente, a BandNews é, sem dúvida a que possui slogan mais original, dentro da finalidade de manter o público atualizado. Um achado entre milhares de rádios,  o ‘em vinte minutos tudo pode mudar’.

Sem mais delonga, como um astro da locução de tempos remotos, encerramos essas chorumelas   com a MEC, ‘a primeira do Brasil’. Quando surgiu  em 1923 ela se chamava Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. MEC, propriamente, a partir de 1936.

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Ondas&Ondas.Com

/o  E não se pode esquecer na matéria alusiva, de três importantes emissoras – a Tupi (atualmente líder de audiência no Rio), Globo e Nacional.

/o Aquela badala em sua grade, ser ‘danada de boa’; a segunda, ‘a que  vibra por você; e, esta última, autoproclamada ‘a  mais querida’.

 

 

 

 

sábado, 1 de maio de 2021

 

Esse Nosso Amor Antigo

A ERA DO CREPÚSCULO

O desenvolvimento da televisão no país e, especialmente no Rio, a partir dos primórdios dos anos 60, provocaria o declínio da Rádio Nacional, levando de roldão seus programas musicais de estúdios ou auditório, shows humorísticos e novelas. Outra causa da debacle da tradicional estação, seria a chegada dos militares ao poder com a revolução de março de 1964.

De um lado, a televisão com a sua magia, seus encantos e promessas, atraindo os grandes cartazes; de outro, o afastamento dos que se opunham ao regime implantado. Era natural diante do quadro que se desenhava, o sobressalto dos que não sofriam de imediato igual punição, escapando da sanha militarista, sua implacável censura. Clima de ‘caça às bruxas’.

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Passados mais de trinta anos, a Nacional enfrentou diversas mudanças, inclusive ima revitalização em 2004. Mas, nunca mais se recuperou. Ganhou o estigma de emissora dos saudosistas, aposentados em geral, gente acostumada com a rotina, que não viaja, não passeia. Em qualquer pesquisa que se fizer hoje consultando os jovens, a Nacional só dá traço, não pontua.

No que tange ao jornalismo, por exemplo, Brasília continua dando as ordens, no controle, praticando o que se conhece como ‘chapa branca’. Ao Rio – onde a emissora ocupava o histórico edifício na outrora boêmia Praça Mauá --, pouco restou, em comparação aos tempos em que o Repórter Esso, com Heron Domingues (uma legenda), servia de estímulo para outros noticiosos que a casa apresentava ao longo de sua programação.

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O governo extinguia a Radiobras em fevereiro de 2009. Criava a EBC – Empresa Brasil de Comunicação, integrando as rádios Nacional, MEC AM e MEC FM, no Rio, Nacional de Brasília, do Amazonas e do Rio Branco e, ainda, a TV Brasil. A Nacional e a MEC mudavam parte de sua grade, estabelecendo também, trocas de cadeiras – profissionais que iam de uma para a outra, ou acumulando funções.

Hilton Abi-Rihan transferia-se para a Nacional, depois de dez anos atuando na MEC. O Alô Rio, que ele apresentava às 2h da tarde naquela, ganhava o horário das 8h da manhã na outra. Em seu lugar, entrava o Almanaque Carioca, com Amaury Santos. No elenco da MEC, com o Fole, Viola de música regional, desde que saíra da Globo, Adelzon Alves retomava antigo programa de sambas, O Amigo da Madrugada, incorporando-se aos quadros da Nacional, sem prejuízo para seu expediente na primeira.

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O Redação Nacional com Denise Viola cedia o posto ao Alô Rio. Ela se mudava para a MEC, cabendo-lhe o Rádio Sociedade, de 8h às 11h da manhã. Isso resultaria no fim do Manhã MEC, com o Eduardo Fajardo – em princípio limitado ao Companhia do Disco, 11h das noites das terças-feiras. Também egresso da Nacional, Marcelo Guima com seu Ouvindo Música, passava para a MEC. Antes às 8h da noite, transferia-se para  às 9h, após a reformulação.

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Ondas&Ondas.Com

/o  Utilizando o slogan ‘a nossa mistura é diferente’, depois de se manter por mais de 20 anos com o modelo adulto-contemporâneo, a SulAmérica Paradiso acaba de lançar programação nova. Destacam-se do que sobraram, o Redação Paradiso, com Sérgio Gianotti, e o Sem Escalas, com Jorge Moreno.

 

/o  O narrador da última geração Gustavo Henrique, não pertence mais à Rádio Roquette Pinto. Sua passagem pela emissora foi menor que a dos veteranos Luiz Carlos Silva, Ricardo Mazella e Carlos Borges que, contratados em novembro de 2019, impulsionariam as transmissões de futebol. 

 

 

 

 

 

sábado, 24 de abril de 2021

 

Esse Nosso Amor Antigo

OS BACHARÉIS DO DISCO

O modelo ‘música, exclusivamente música’ na metade dos anos 50 na Tamoio foi criação de José Mauro, um dos principais produtores de programas de rádio na fase áurea da Nacional. Seu lançamento se dera quando ele havia se transferido para a Tupi em 1955, onde também exercia o cargo de diretor-artístico. A Tamoio era, na então capital do país, a segunda emissora pertencente aos Diários Associados.

 

Os profissionais reunidos para o projeto foram batizados de Os Bacharéis do Disco, sendo eles os discotecários e programadores Paulo Gesta, Aírton Amorim, José Kosinsky Cavalcanti e Dymas Joseph, os locutores Jair Amorim e Ney Hamilton. O narrador de futebol Vitorino Vieira, que integrava a equipe da Tupi, era outro componente do grupo, apresentador de um programa semanal de músicas norte-americanas.

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A principal atração do modelo seria Músicas na Passarela, entre as 4h e 6h da tarde. Colocadas em votação para os ouvintes escolherem as melhores, as canções eram identificadas por cores, alguns matizes até então desconhecidos. Ney Hamilton, o apresentador daquela parada diária, o carro-chefe da casa, ainda comandava aos domingos, o Musical Consagração, com os discos de maior vendagem.

 

Discos na Vitrine e o Discos de Ouro foram outros destaques na Tamoio. Jair Amorim, que os conduzia, comentava as novidades do mercado fonográfico no primeiro e, no segundo, o que considerava de qualidade irrepreensível. Originário da Rádio Clube do Brasil, o capixaba Amorim era também um compositor bem-sucedido. Fez letras para músicas de José Maria de Abreu, Alcyr Pires Vermelho, Dunga e Evaldo Gouveia,  sucessos do Dick Farney, Cauby Peixoto, Anísio Silva, Altemar Dutra, Lana Bittencourt, entre outros.

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A Tamoio, conforme a Revista do Rádio e Radiolândia – publicações da época – chegou a encostar na audiência da Nacional, líder na maioria dos horários. Como num poema de Vinícius de Moraes, esse amor do público que lhe dava sustentação, ‘foi bom enquanto durou’. Os sintonizadores deixaram de ouvi-la, ao descobrir a Mundial,   proposta  nova. Big Boy, Robson Alencar, Elói de Carlo, Alberto Brizola e outros com sua juventude, começavam ditar a moda (ou traduzindo-se), a  ‘tirar um sarro’.

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Ondas&Ondas.Com

/o A Super Rádio Tupi alcançou a liderança geral de audiência das FMs no Rio, com marca acima de 200 mil ouvintes por minuto, levantamento do Kantar Ibope Média relativo ao último trimestre. Melodia é vice-líder, terceira colocada JB, quarta O Dia e quinta 93 FM (93,3). Em sexto lugar situa-se a Globo, em sétimo a Mix, oitavo SulAmérica Paradiso, nono Catedral e em décimo a BandNews.

/o Com a troca, no início do ano, de Cristiane Almeida por Thiago Gomide na   presidência  da Rádio Roquette Pinto, o ouvinte esclarecido perdeu. Um exemplo. O Rio em Pauta, com Ermelinda Rita não é melhor que Conexão RJ, antecedente apresentado pelo Raphael de França, com Ricardo Alexandre e Luchia Araújo na produção. A política da emissora não atende bem o lado cultural da coisa, concentrando-se mais em outros interesses, diferente das suas congêneres.

 

sábado, 10 de abril de 2021

 

Nas Ondas do Rádio

REMINISCÊNCIAS (Parte II, 12)

Cid Moreira se revezava com Carlos Henrique nas apresentações dos programas humorísticos estrelados por, entre outros, Nanci Wanderley, Altivo Diniz, Zé Trindade, Estelita Bell, Matinhos, Francisco Anísio e os irmãos Ema e Válter Dávila – que trabalharam também no cast da Nacional.

Cid apresentava ainda o Noites Cariocas, aos sábados, focalizando o conjunto de Jacob do Bandolim, do qual participavam Dino (Herondino Silva), Meira (Jaime Florence) nos violões, Canhoto (Valdiro Tramontino) no cavaquinho, Jorginho (Jorge José da Silva) no pandeiro, Altamiro Carrilho, flauta e Orlando Silveira, acordeon.

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Nas noites das segundas-feiras, Sérgio Porto comandava o Miss Campeonato, misto de resenha esportiva e humorismo. A atriz do teatro musical Rose Rondelli era parceira do Sérgio, que fazia também, durante algum tempo em horário matinal, um programa de jazz, onde pontilhavam gravações de Chet Baker, Charlie Parker, Dizzie Gillespíe, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Lionel Hampton, Miles Davis, Oscar Peterson, Sarah Vaughan, Louis Armstrong, etc.

 

Luiz Jatobá, (timbre semelhante ao Cid) narrador dos chamados programas montados, estava diariamente nos lares dos sintonizadores da Mayrink. Com, ali pelas 9h das noites, Coisas da Vida, série de crônicas que lia e escrevia. E, até participara como ator, de uma novela da rádio.

A Mayrink ficou na saudade. Entre as recordações, um Aloísio Silva Araújo, o Recruta 23, do Manezinho Araújo, cantor de emboladas e compositor (não eram parentes). No esporte, Oduvaldo Cozzi (um dos fundadores da Nacional e diretor da Tupi), Jaime Moreira Filho, os repórteres Otávio Name e José Jorge (pioneiro do marketing esportivo).

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No começo dos anos 60, quando a televisão atraía os grandes do rádio, a Mayrink dava uma guinada em sua programação devido a perda de valores. Surgiam os disc-jockeys (ou animadores de estúdio) que passavam a dominar os espaços.

Datam daquele período, alcançando estrondoso sucesso nas tardes, o Peça Bis Pelo Telefone e o Hoje é Dia de Rock, produzidos por Jair de Taumaturgo e apresentados por Isaac Zaltman. O primeiro se bandearia para a TV Rio (‘coqueluche do momento’) , o ouro terminaria seus dias como locutor noticiarista da Rádio Globo.

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Ondulantes.Com

/o  BandNews FM (90,3) celebrando 15 anos de atividades no Rio. Nessa frequência encontra-se desde o início de 2018, tendo levado mais tempo na 94,9 da Fluminense, que ganhou a pecha de A Maldita e, hoje é a Feliz.

 

/o  Aos sábados, às 9h30, e domingos, às 21h, a CBN coloca no ar, Gerações, sob a condução de Cassia Godoy. Ela analisa com dois convidados os vários ângulos provocados pela pandemia no país e outras nações.

 

sábado, 3 de abril de 2021

 

Nas Ondas do Rádio

REMINISCÊNCIAS (Parte II, 11)

Na frequência em que alguns anos o público sintonizava a Rádio Globo AM funcionava até julho de 1965 a Mayrink Veiga – fechada pelo governo Castello Branco. Os 1220 Khz foram transferidos graças ao bom relacionamento que o empresário Roberto Marinho mantinha com os donos do poder. A Globo originalmente ocupava os 1180 Khz, que passariam a ser então utilizados pela Eldorado, nova aquisição do grupo.

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A Mayrink foi uma grande adversária da Nacional. Esta, inaugurada em 1936, mudaria o panorama do rádio no país, com seus musicais, humorismo, novelas e, principalmente programas de auditório. Comparado ao da Nacional, no vigésimo segundo do Edifício À Noite, o auditório da Mayrink Veiga era modesto, instalado no térreo de um prédio da rua que lhe emprestava o nome, próximo da Praça Mauá.

 

César Ladeira, Luiz Jatobá, Cid Moreira e Carlos Henrique figuravam entre os locutores  contratados. Conhecido como Stanislaw Ponte Preta (era cronista do jornal Última Hora), Sérgio Porto integrava o quadro de apresentadores. A linha de shows, em horário noturno, era composta de programas populares de muita qualidade.

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Destaques para a Cidade se Diverte e Vai da Valsa, de Haroldo Barbosa, Regra de Três, de Antônio Maria, e Esse Norte é de Morte, de Francisco Anísio – o Chico ele só adotaria a partir do seu ingresso na televisão, o que ocorreu através do canal 13, TV Rio, que tiraria muita gente do rádio. No Esse Norte... Anísio tinha um quadro onde retratava um irônico professor (o Raimundo), que seria o início da longeva escolinha anos depois na Rede Globo – mais tarde reprisada no canal Viva.

 

Ladeira foi um criador de slogans, batizando Carmem Miranda de A Pequena Notável, Araci de Almeida, de O Samba em Pessoa, Sílvio Caldas, de O Seresteiro do Brasil, Carlos Galhardo, de o Cantor que Dispensa Adjetivos, e outros. Carmem era sua maior pupila, e ele a acompanharia em sua ida aos Estados Unidos, reportando para os jornais cariocas, nos primeiros meses, a movimentação da artista.

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Ondulantes.Com

/o  Depois de quase 20 anos no Sistema Globo de Rádio, Fabíola Cidral mudou-se da CBN, despedindo-se na quarta-feira (31). Foi trabalhar no portal UOL, ficando em seu lugar Debora Freitas, que estava na CNN Internacional.

 

/o  De novidades a Roquette Pinto (94,1) está cheia. Mais uma  lançada no começo desta semana, --  Giro RJ, com apresentação de Gabriela Hilário. É um noticioso às 8h das manhãs, reduzindo o espaço do Primeira  Página.

sábado, 27 de março de 2021

 

Nas Ondas do Rádio

REMINISCÊNCIAS (Parte II, 10)

Toda a rádio de fato tem o seu slogan, ou uma série deles. Já os apresentadores, especialmente populares, os bordões. De direito, lei natural em qualquer dos casos.

Oito meses depois de inovar em matéria de programação a Mundial 1180     transformava-se no maior fiasco AM no Rio, ou seja, numa completa des(ilusão). Ela começava a operar em junho de 2008 e em fevereiro de 2009 soterrava, solenemente, o sonho de dezenas de profissionais. A rádio se rendia ao assédio de pastores da igreja de mesmo nome, aumentando o número de evangélicas no dial.

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Passaram pelo prefixo, entre outros, Heloisa Borghi, Jorge Ramos, Ruy Jobim, Iris Aghata, Mário Márcio, Tárcio Santos, Luiz Carlos Silva e Welinghton Campos. Com o slogan de ‘a rádio que você vê’, a Mundial reunia   itens comuns de outras emissoras – música, informação, prestação de serviços – mas, num estilo original e, de refinado tratamento. A razão do fracasso, segundo os envolvidos, deveu-se ao controle em mãos de um grupo que não entendia do ramo e... só atrapalhava os convocados para administrá-la.

Componente do Sistema Globo de Rádio desde que se libertara da Legião da Boa Vontade (LBV) do Alziro Zarur, a Mundial fez história na frequência dos 860 Khz. Vivia-se os tempos primordiais dos comunicadores, e nela atuavam Robson Alencar, Elói De Carlo, Alberto Brizola, Fernando Sérgio, Samuel França, Jorge Pallis e Oduvaldo Silva – maior cartaz na ocasião com o Show dos Bairros. Nas chamadas, a voz do Carlos Bianchini. Tinha também o Agente 860, com o Jota Carlos (‘o repórter que fareja a notícia’) e o Big Boy, originalíssimo, último e remanescente dos disc-jockeys.

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No prefixo ocupado pela Mundial (fechou em 1993) funcionara a Rádio Clube do Brasil historicamente a terceira surgida no país. Por seus estúdios no Edifício Trianon, na Avenida Rio Branco, passaram Almirante (Incrível, Fantástico, Extraordinário); Renato Murce (Piadas do Manduca); Lauro Borges e Castro Barbosa (do PRK-20, embrião do famosíssimo PRK-30); Jorge Murad (A Pensão do Salomão); Arnaldo Amaral (Pescando Estrelas); e Aerton Perlingeiro  (Um Show Para Milhões e Só Vale Quem Tem).

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Ondulantes.Com

/o Cardápio é o programa que Leandro Augusto oferece ao público ouvinte da Roquette Pinto (94,1), das 11h às 13h, de segunda a sexta-feira. Encurtou seu espaço com as modificações feitas recentemente.

/o Em horário próximo, de meio-dia às 13h, a Transamérica (101,03) tem para os interessados,  Papo de Craques, com Sidney Marinho. Há uma segunda edição, com   Marcelo Marinho, às 17h 

sábado, 20 de março de 2021

Nas Ondas do Rádio

 ENQUANTO VOAM AS BORBOLETAS

O que era Fluminense  e  em algum tempo esteve arrendada à Bandeirantes com o nome de BandNews, hoje é Feliz FM (94,9). Seus locutores, {sem o menor constrangimento}, e com a simplicidade das borboletas afirmam ‘ser a rádio que mais cresce no Rio’. Trata-se do espólio que pertenceu ao Grupo Fluminense de Comunicação, de Niterói, composto de duas rádios e um jornal, negociados para um novo proprietário.

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Livre das amarras da Rede Sucesso, de Goiânia, a Rádio Carioca AM 710 agora só transmite playlist. Foi, em temporadas remotas, reprodutora da programação da Aparecida de São Paulo. Os comunicadores Mário Belisário e Mauro Vasconcellos têm muito a ver.

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Aos domingos, às 10h, Claudia Ferreira é cartaz na Metropolitana AM 1090 com o Rapsódia Portuguesa. Os aficionados   lembram-se de sua passagem pela Tupi e extinta Manchete, sábados à tarde. A colônia lusa, antenada, garante a audiência, naturalmente razoável.

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Primeira Página, com Rodrigo Machado e Deivid Costa na Roquette Pinto deu um retrocesso, e tirou do baú uma ‘luminosa’ ideia. Um quadro para o   interessado em canções do Roberto Carlos. Quem vive no ramo sabe – não é novidade – que centenas de estações divulgam o ‘Rei’ todos os dias, com o disfarce ‘o ouvinte pediu’.

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Você   conhece alguém que liga o rádio para ouvir a Mood FM? Se não, saiba que ela voltou ao Rio. E, numa frequência problemática – 91,1. Esta serviu à Bradesco Esportes, cujo passivo era de uma emissora de Petrópolis, vinculada a um antigo jornal da  serra.

Pois bem. A 91,1 estava ultimamente com a Mania, mas antes ‘andou nos braços’ de uma tal Sertaneja. Que os bravos profissionais sejam felizes na empreitada. (Da Mania, por enquanto, ignora-se o paradeiro.)

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Ondulantes.Com

/o  A Super Tupi assumiu  a liderança de FM no Rio. Melodia caiu para 2º lugar. Inalteradas as posições da JB, O Dia e 93, formando o Top 5.

/o Claudia Barcellos, e não Renata de Ávilis, a apresentadora de Toda Tarde, na Roquette Pinto, de 3h às 5h, nas modificações recentes.

/o E, a Cidade, hein? De revolucionária no segmento ditando modelos do pop e congêneres a evangélica, agora embalando hinos e cantatas.

 

 

sábado, 13 de março de 2021

 

Nas Ondas do Rádio

REMINISCÊNCIAS (Parte II, 9)

Um fato que desafiara os segmentos da sociedade contemporânea foi a invasão das seitas religiosas nos meios de comunicação. O tema serviria, nos últimos anos, de estudos para cientistas sociais, psicólogos e ensaístas. Eles trabalham, dentro de sua ótica, para entender e explicar a dose de anestesia de pessoas geralmente humildes, assalariadas, baixo nível de instrução, moradores de bairros pobres e vivendo em condições precárias, que eram (ou ainda são) as principais vítimas dos falsos pastores. Na época, alguns desses ‘líderes’ rezavam pela mesma cartilha do bispo Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus.

Dono de emissoras de rádio e televisão – a Record foi comprada em 1989 por 45 milhões de dólares – o bispo Macedo ganharia as primeiras páginas dos jornais e revistas do país depois do episódio do Maracanã, em abril de 1990, de onde fugira levando sacolas de dinheiro,  contribuições de abnegados fiéis. Por esse Brasil afora, certo grupo deixou de saber que, naquela Sexta-Feira Santa, uma senhora acometida de enfarto morrera por omissão de socorro.

Com o incidente, coisas comprometedoras envolvendo a seita viriam a público, robustecendo   o grau de fanatismo que essas movimentos imprimiam a seus adeptos. As estripulias do religioso foram contadas em matéria de capa da Veja e também no Globo Repórter. Nesse programa de televisão, o bispo mostrava a face do seu cinismo. Não se desfazia dos óculos, mas aconselhava os devotos a se livrarem deles, jogando-os fora, ‘pois seriam beneficiados pelo milagre de não precisar usá-los’.

 

FRANCA E RISONHA

Vai longe o tempo em que o ouvinte de rádio só conhecia em termos de manifestação religiosa a Oração da Ave-Maria, do Júlio Louzada (*). Era um período romântico em que prevaleciam os ideais de uma escola franca e   risonha,   época  em que a televisão ainda não havia chegado ao Brasil. A Rádio Nacional com suas novelas, programas de auditório e humorismo detinha as atenções do público de todo o país. O transístor, uma invenção americana, ainda era um projeto.

Daquele tempo aos anos da década seguinte, as coisas mudaram muito. A televisão, ‘máquina de fazer doido’, segundo Stanislaw Ponte Preta – o inesquecível Sérgio Porto – evoluiu e, até filhote concebeu, o videocassete (que daria lugar ao DVD). O sistema de comunicação social progrediu, e o rádio, por uma contingência natural, adotou outra concepção. Criou uma linguagem moderna, mais dinâmica, centrada no jornalismo e na prestação de serviços, características observadas no AM.

 

UM DEUS PARA TODOS

O que Júlio Louzada fazia às 6 horas da tarde no rádio (um tempo na Tamoio, outro na Tupi) representava então um modelo único. Outros radialistas o seguiram anos mais tarde, conscientes da necessidade de se destinar alguns momentos para a reflexão. Lembrar, afinal, que um Ser todo-poderoso rege o universo de nossas vidas. Os disc-jockays (ou animadores de estúdio), hoje comunicadores, aderiram aos momentos de preces em seus programas, entre eles, Paulo Giovanni, Roberto Figueiredo e Francisco Carioca.

Pelos anos 60 surgiria Alziro Zarur com ‘A sopa dos pobres’, espécie de chamariz de sua Legião da Boa Vontade, LBV. Zarur lançara o movimento ao assumir o controle acionário da Rádio Mundial, antes sob o domínio de Vítor Costa, com o nome de Rádio Clube do Brasil. Por algum tempo, a emissora estivera arrendada ao jornalista Samuel Wainer, fundador da Última Hora.

Utilizar-se de uma estação de rádio para a difusão religiosa e assistencial, fora um pioneirismo de Alziro Zarur. A invasão das seitas, disseminada nos anos 80, seria um fato comum nas pequenas emissoras em condições de alçarem voos próprios. Década marcada pela crise político-econômica e social do país. Em decorrência disso, elas passariam a vender horários para as congregações, de um modo geral, privilegiadas com mais recursos que alguns anunciantes.

 

AS PIONEIRAS DIVINAIS

No Rio de Janeiro, até meados dos anos 90, destinavam espaço às seitas religiosas as rádios Guanabara, Tamoio, Relógio e Record (ex-Ipanema), privatizada pela Rádiobras no governo Sarney. Do mesmo segmento (AM) e inteiramente religiosas a Copacabana, Metropolitana, Boas Novas e Brasil – ex-Jornal do Brasil, comprada por um pastor com mandato de deputado, repassada a outro em forma de arrendamento e, posteriormente integrada ao grupo liderado pela LBV.  Por último, a Capital filiada a uma rede de emissoras a serviço dos pentecostes.

A Melodia FM, de propriedade do mesmo controlador inicial da JB AM foi, oficialmente, a primeira no gênero. Seria seguida pela El Shaddai, cujo dono também era um pastor-deputado, por muitos anos detentor da velha Metropolitana, transferida mais tarde ao  empresário Paulo Masset. A mais desprovida de recursos, Rio de Janeiro, contaria com as contribuições de fiéis para divulgar a doutrina espírita. Catedral FM, a mais nova até então, representava o catolicismo, administrada pela Arquidiocese do Rio.

(*) Júlio Louzada morreu em outubro de 1993, aos 72 anos. A Oração da Ave-Maria de que era titular na Tupi formava, no Rio, com No Mundo da Bola, noticiário esportivo da Nacional, a dupla de mais antigos programas do rádio brasileiro.

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Ondulantes.Com

/o  Consagrado  na Rádio Nacional, onde manteve o Musishow por mais de 30 anos, Cirilo Reis agora faz parte da equipe de comunicadores da Roquette Pinto (94,1). Seu programa, Túnel do Tempo, ganhou horário novo no domingo (7). Em vez de 9h ao meio-dia, vai das 7h às 10h. Incrível a audiência interativa dele.

/o  Na Super Tupi há 28 anos, cinco mandatos de deputado estadual, Pedro Augusto, o Romeiro de Aparecida, deixou de atuar diariamente, concentrando-se aos domingos, das 8h às 10h. (Estreiou  no início da semana). Eleito deputado federal, limita-se a um quadro de  oração  no Cidinha Livre, esticado de 13h às 15h.

/o  Misto  de informações sobre os fatos que acontecem no Estado, intermediando  músicas com prestação de serviços, assim é O Rio em Pauta.   Apresentação  da mais popular repórter do veículo, a ex-global Ermelinda Rita. De 9h às 11h, dentro das recentes modificações feitas pelos novos gestores  da  estatal.

 

 

 

sábado, 6 de março de 2021

 

Nas Ondas do Rádio

REMINISCÊNCIAS (Parte II, 8)

Pelo programa do César de Alencar desfilavam os grandes nomes da música popular, cartazes que disputavam o espaço, uma vez que o longo show das vesperais dos sábados tinha o valor de um passaporte para a fama. Artistas formados em outras praças deixavam a cidade de origens para suas apresentações nele. Isso aconteceria com Luiz Bandeira (que saíra do Recife) e Luiz Cláudio (Belo Horizonte), um com nome feito na Rádio Jornal do Commercio, o outro com carreira luminosa na Rádio Inconfidência.

 

Famosa em São Paulo, Isaura Garcia foi a primeira estrela de lá a se exibir no mesmo programa. Até então, quem se destacava na ‘Terra da garoa’ não tinha vez no Rio de Janeiro. A cantora portuguesa Esther de Abreu que nos anos 50 desembarcara na Cidade Maravilhosa para uma temporada no Copacabana Palace, resolvera fixar residência na Zona Sul do Rio depois de apresentações no programa do ‘Rei dos auditórios

’.

REPERCUSSÃO

Era tanta a repercussão deste que conseguira atrair nomes internacionais em visita ao Brasil, entre eles, Ives Montand, Josephine Backer, Gregório Barrios, Lucho Gatica e o Trio Los Panchos. Mito, lenda viva, fenômeno. Os adjetivos não faltavam para as pessoas definirem o radialista. Seu poder de comunicação contagiava as massas e, ao comemorar dez anos do programa, em 1955, reunia cerca de 25 mil expectadores no Ginásio do Maracanãzinho. Fora também o primeiro nesse tipo de promoção. Seguiram-se numerosos shows em estádios de futebol nos mais diferentes pontos do país.

 

A crise institucional que resultaria na Revolução de Março de 1964 deixaria César de Alencar numa posição insustentável. O destino colocava à sua frente uma escada reversiva, diferente da que o havia conduzido pelos degraus do sucesso. Dos dias radiantes e gloriosos, ele iniciava o mergulho num profundo ostracismo. Emissora controlada pelo governo federal, a Nacional sofreria intervenção dos militares e o animador seria acusado de ‘dedurar’ colegas como integrantes da esquerda festiva.


UM TESTEMUNHO

 Segundo o jornalista Borelli Filho, ‘os caçadores de comunistas’ davam uma taça de ouro a quem denunciasse ‘os comedores de criancinhas’. Houve uma ‘caça às bruxas’ e os punidos jamais perdoariam o César, embora nenhuma prova real fosse apresentada. Borelli, que dirigiu a Revista do Rádio nos anos dourados do veículo, relataria em artigo no jornal Última Hora, alguns dias depois da morte do animador:


‘Pessoalmente acho que tem muito folclore nessa história. César poderia ser diretor da emissora, pelo que fazia por lá. E, se nomeado, certamente iria realizar coisas fabulosas, porque era competente e possuía as melhores condições para manter a PRE-8 na fase áurea de Vitor Costa. Houve, por certo, um jogo político e ele acabou herdando as sobras de interesses contrariados’.

 

Enquanto baixava a poeira pela suspeita de seu envolvimento com os militares, César se afastava do rádio. Nesse intervalo fez uma viagem ao exterior e em 1970 lançava-se na televisão. Trabalhou na Excélsior, que trocaria pela Rio, e apresentava-se simultaneamente na Record, em São Paulo e na Itapoã, em Salvador.


VOLTA POR CIMA

Reapareceria no rádio em 1975, através de uma pequena estação em Niterói – a Federal {de Bloch Editores} administrada pelo sanfoneiro e compositor Antenógenes Silva. Ali daria dimensão a um dos quadrinhos,   classificados  de interprogramas – As Virgens do César. O passo seguinte seria em 1976, na Rádio Tupi, onde assinaria contrato relâmpago para um programa semanal {aos sábados} de apenas uma hora.

 

E, chegou o dia em que retornaria ao prefixo tradicional, em 1978. Fazia o programa do estúdio nas manhãs de sábados, no esquema ‘vitrolão’, que tanto condenava. Mudara em 1982 para outro dia da semana, domingo, quando criara a Turma da Comunicação, cuja finalidade era estabelecer um elo entre antigos ouvintes. Estes, além de se reunirem em festas de confraternização – casamentos, aniversários e batizados – também trocavam informações por telefones. O programa se  chamava  Domingolão, ia das 8 horas da manhã a uma da tarde, mas acabaria em 1986.

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Ondulantes.Com

/o  A Melodia FM segue isolada na liderança de audiência no Grande Rio, de acordo com o Kantar Ibope Média, levantamento do último trimestre. Seguem-na de perto a Super Tupi e a JB, em 2º e 3º lugares. O Dia é a 4ª colocada e a 93 FM, 5ª.

/o  A Globo obtém sua melhor classificação desde 2017 – 6ª, acrescenta o Kantar. Em 7ª a Mix,  8ª a Cidade (que  deixou o dial na quarta-feira, 3), Catedral 9ª, e em 10ª, com diferenças mínimas BandNews, SulAmérica Paradiso, NovaBrasil e  CBN.

 

 

sábado, 27 de fevereiro de 2021

 

Nas Ondas do Rádio

REMINISCÊNCIAS (Parte II, 7)

Um dos mitos da época da cultura de massa, o radialista viu seu nome consagrado nos auditórios e também proclamado pelas marchinhas de carnaval, a mais famosa delas, de autoria de Miguel Gustavo, um bem-sucedido produtor de jingles. A gravação, lançada em 1957 pelo palhaço Carequinha foi um grande sucesso em disco, coisa que ele não conseguiria repetir em nenhum de seus lançamentos posteriores como cantor. Dizia a composição: ‘Ela é fã da Emilinha/Não sai do César de Alencar/Grita o nome do Cauby/E depois de desmaiar/Pega a Revista do Rádio/E começa a se abanar...’

 

Muito esperto, o radialista aproveitava o seu imenso prestígio para outras investidas. Dotado de apreciável sensibilidade, gravaria vários discos como cantor, alguns para o chamado meio-de-ano, e outros para o carnaval, de que era dos incentivadores. No seu repertório foram incluídos sambas, sambas-choros, maxixes, baiões e, principalmente, marchinhas, bem ao gosto do público. Nas músicas de meio-de-ano, poucas vezes ele aparecia sozinho. O número relativo de gravações que fez, foi em dupla com Marlene, Emilinha Borba ou Heleninha Costa.

 

A sua irreverência se refletia nas letras de algumas dessas músicas, compostas especialmente para ele gravar. Foram, por exemplo, os casos de Há Sinceridade Nisso?, de Manezinho Araújo, Namoro no Portão, de Luís Bitencourt, e O que é Isto?, de Abelardo (Chacrinha) Barbosa e Nestor de Holanda. Num dos carnavais de que participara, gravou As Mal-amadas, marchinha de Luiz Antônio, que retratava as mulheres   excessivamente   sonhadoras, na iminência de ficarem pra ‘titias’:

‘As mal-amadas

São as grandes mulheres

Posso provar

Se tu quiseres

As mal-amadas (bis, bis)

 

Carinho, amor e ternura

A mal-amada não conheceu

Mas tem confiança na jura

Daquele que o peito elegeu...’

 

A dupla Haroldo Lobo-Milton de Oliveira escreveu para ele num desses carnavais, No Japão é Assim, uma sátira à semelhança física entre as mulheres daquele país, também gravada por Jorge Veiga. Dizia:

‘No Japão é que é bom

Japonês não passa mal

Não há mulher bonita

Nem feia, é tudo igual  (bis, bis)

 

Não há lourinha

Não há, não há, não há

Morena nem pretinha

Nem mulata sarará

 

Lá não se briga

Por causa de mulher

Quem perde a sua

Apanha a que quiser...’

 

Em outro carnaval, a mesma dupla dava para o César gravar, Coitado do Abdalla, historiando a peregrinação de ambulantes, vendedores de bugigangas:

‘Rala, rala, rala

Coitado do Abdalla

Rala, rala, rala (bis, bis)

 

Sobe e desce o morro

Carregando a sua mala

Chega o fim do mês

Ninguém paga ao Abdalla

 

Pra comprar fiado

Todo mundo quer comprar

Mas no fim do mês

Como é duro de cobrar...’

 

E, tinha uma de Carvalhinho – Cossaco. A primeira parte afirmava:

‘Se o cossaco, enche o saco

Que buraco, que buraco

Afinal é muito feio

Ter mais um cossaco cheio’

 

Mas, irreverência não fora tudo na vida do artista. Ele reservara momentos para as músicas sérias, dois clássicos pelo menos: Dorinha, meu Amor, de José Francisco de Freitas, criação de Mário Reis nos anos 30, e também desse mesmo tempo, Os Quindins de Yayá, de Ary Barroso (gravou com Emilinha Borba), originalmente lançada por Carmem Miranda e Almirante.

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Ondulantes.Com

/o  Como Vai Você? nome da velha canção do Roberto Carlos é o título do novo quadro do Cidinha Livre na Super Tupi. O cantor, humorista e apresentador de TV da década de 70 Moacyr Franco foi o terceiro entrevistado, quarta-feira (24).

/o  Fez Cidinha Campos rir (e nós também). Figura hilária com suas tiradas, disse que toma quinhentos (?!!!) remédios. Queixou-se da falta de criatividade no meio mercado-arte, citando como exemplo, a frase ‘um beijo no seu coração’.

/o  Tem horror aos lugares-comuns, mas, ao que lhe parece, alguns coleguinhas não aprendem, observou. Aos 84 anos, acabara naquela manhã cinco roteiros de uma produção para ser dirigida por Jonnhy Franco, o Guto, seu filho.

 

 

 

 

sábado, 20 de fevereiro de 2021

 

Nas Ondas do Rádio

CIDINHA GANHA COM ELEIÇÃO DO ROMEIRO

Eleito deputado federal, o apresentador Pedro Augusto da Super Rádio Tupi deixará, efetivamente, de fazer programa diário. Acertou nos últimos dias com a emissora de São Cristóvão que aparecerá aos domingos, sendo a estreia, dia 7, das 8h às 10h.

 Com a eleição dele, quem ganha é a Cidinha Campos. Seu programa, de uma hora, dobra de tempo já nesta segunda-feira (22). O Romeiro de Aparecida não se ausentará de seus fiéis. Ficou estabelecido que ele terá no Cidinha Livre 10 minutos de oração.

 

Em todos os jogos   sabe-se   que sempre há os que ganham ou perdem. Se no primeiro grupo posicionou-se  a Cidinha, automaticamente Heleno Rotai comtempla o outro. Ele recupera o horário normal (3h às 5h), que ocupava  antes de Cidinha voltar à casa.

 

Perde, todavia, espaço dos domingos que lhe fora reservado logo no início e, depois, um corte aqui, outro ali. No período quatro horas foram  reduzidas   a três. Por ordem e graça do crescimento do Samba Social Clube, com uma edição suplementar.

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Ondulantes.Com

/o Rosana Jatobá, que participava do Jornal da CBN 2ª Edição {saiu do ar há pouco mais de um mês}, está em novo horário na emissora. Com Sustentabilidade, aos domingos, das 8h às 9h. 

/o Tem mais novidade naquele prefixo do SGR na semana que logo começa. A partir de segunda (22) o âncora Carlos Andreazza, ex-BandNews-Rio, vai ter um programa de manhã e outro à tarde, sob a epígrafe CBN em Foco.

/o  Beto Britto (lembra-se dele e seu Planeta Rei?), é cartaz na Rádio Carioca de segunda a sábado, das 3h às 6h. Para quem curte saudade, e por tabela, aprecia músicas de boa categoria. O Planeta nasceu na Imprensa, passou pela Metropolitana e pela Globo e parou ‘na rádio do Rio’.

sábado, 13 de fevereiro de 2021

 

Nas Ondas do Rádio

REMINISCÊNCIAS (Parte II, 6)

Jorge Veiga, ‘o caricaturista do samba’, foi batizado por Paulo Gracindo, não pelo César, conforme já se publicou equivocadamente. As suas apresentações no programa do ‘Cavalete’ eram tão constantes, que alguns atribuíam ao César de Alencar a autoria do slogan. Jorge Veiga, que o animador anunciava ‘Vemveiga’ devido à sua voz fanhosa, detinha o título de aviador honorário e, em suas participações, saudava a categoria: ‘Alô, alô aviadores que cruzam os céus do Brasil. Aqui fala Jorge Veiga diretamente da Rádio Nacional. Senhores comandantes, queiram dar o seu prefixo para segurança e guia de nossas aeronaves. E, boa viagem’.

Déo, um cantor muito conhecido, tinha por slogan ‘Três letras que formam o sucesso’, e João Dias (herdeiro musical de Francisco Alves) ‘O cantor dos 400 quilômetros’, pelo fato de viajar todos os sábados de São Paulo, onde era contratado pela Record, especialmente para se apresentar no programa do radialista. A cantora Olivinha Carvalho, que se dedicava à música portuguesa, também permanente atração daquelas tardes. César a anunciava como ‘A brasileira de repertório luso’.

 

‘O QUE O PEITO ELEGEU’

Ademilde Fonseca ele chamava de ‘Lolomilde’, por sua semelhança, em matéria de bustos, com Gina Lolobrígida, estrela do cinema italiano. Já o Francisco Carlos, porte de galã e muito cortejado pelas fãzocas, era ‘El Broto’. E Bob Nelson, que se vestia à moda dos vaqueiros americanos e cantava músicas típicas, ‘O caubói brasileiro’, enquanto Ruy Rey, especialista em boleros e rumbas, era sempre anunciado como: ‘De Las Américas para o Brasil...’

A par de sua criatividade, um dos méritos do César fora a organização do seu programa. Isso representava um verdadeiro marco no rádio, coisa com que ninguém se preocupava até então. De um modo geral, os programas iam para o ar na base da improvisação, sem ordem pré-determinada. Ele, no entanto, sabia improvisar diante de qualquer situação e, em tempo algum se limitava ao script. Criava quadros que apresentava dentro de uma ordem sequencial e, intermediando cada um, mostrava outros, de cinco minutos apenas, classificados de interprogramas.

 

INCENTIVADOR DE VALORES

Alguns desses quadros: O Sucesso de Amanhã; O Cartaz da Semana; O Carnaval que eu não Brinquei; Campeonato Internacional de Música Popular; Campeonato de Cantores Novos; A Melhor de Três; Rádio Revista Lever e, Qual é a Música? – este, muitos anos depois copiado por Sílvio Santos, que se apossou, não só do título, mas também da sua estrutura, adaptando-o para a linguagem televisiva. O menos ruim nessa história, é que certa vez, na presença de um grupo de artistas, Sílvio se confessava um incondicional admirador do radialista. E, essa admiração, segundo ele, vinha do tempo que atuara na tradicional emissora, após vencer um concurso de locutores.

O quadro de maior duração entre a fase áurea e o ostracismo de César de Alencar foi Parada dos Maiorais. Com ele ficou assinalado um recorde no rádio, qual seja, a permanência por 40 anos de um mesmo patrocinador -- pastilhas Valda. É bem verdade que o Parada dos Maiorais dos últimos anos em nada se parecia com o brilho daquele apresentado na década de 50, quando em meio ao alarido do auditório, o animador apregoava: ‘E, atenção. Todos em continência. Está no ar o big musical... Parada dos Maiorais Valda!’ E o Parada foi sumindo, sumindo, assim como a euforia em torno do ‘êmulo do microfone’, segundo definição do crítico Mister Eco (o jornalista Thor de Carvalho), outro habitante do lado de lá há alguns anos, para onde foram astros e estrelas, uma constelação que as artes populares perderam.

 

O VIVER NUMA CANÇÃO

‘Essa canção nasceu pra quem quiser cantar/Canta você, cantamos nós até cansar/É só bater e decorar/Pra memorar vou repetir o seu refrão/Prepare a mão, bate outra vez/Esse programa pertence a vocês...’ A letra, simples, era prefixo (e sufixo) do programa, uma canção americana adaptada por Haroldo Barbosa, e gravada pelo grupo Quatro Ases e um Coringa. Quando a música descia, César, já no palco, saudava o auditório sempre lotado, com um indefectível... ‘Alô, alô’. E vinha as frases de abertura:

‘No ar...o Programa César de Alencar... Seus prêmios,  suas atrações, suas brincadeiras, e a participação sempre simpática do auditório, sem a qual não poderíamos realizar nem metade do nosso programa. Que o de hoje seja do seu inteiro agrado. São os nossos votos.’ (Ele emendava): ‘Vamos ao que vende...’ Sua ‘deixa’ para os comerciais feitos ao vivo por uma dupla de locutores, inicialmente William Mendonça e Meira Filho e, em outro período, Moacir Lopes e Marcos Durães. O programa começava às 3 horas da tarde e ia até às 7 horas da noite. Integralmente idealizado pelo animador tinha produção de Haroldo Barbosa, numa fase, depois Hélio do Soveral, que trabalhou com o César 15 anos. Quando a televisão deslanchava no país e começava a atropelar o rádio, o produtor era Fernando Lobo.

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Ondulantes.Com   

Qual o melhor carnaval das escolas de todos os tempos? E, qual a música que até hoje não sai  de sua cabeça? /o  Questões  levantadas por Sérgio Gianotti na Interativa do Redação Paradiso, nesta sexta-feira (12). /o Valéria Marques, do Samba Social Clube  aos  sábados e domingos na Super Tupi acumulando atividades. Faz também, no momento, o ‘Sentinelas’, edições vespertinas. /o  O Cardápio que o Leandro Augusto ‘oferece’  de 2ª a 6ª na Roquette Pinto, ficou uma hora mais curto. Por causa de reformas na grade. /o  Hoje é Dia Mundial do Rádio. No Brasil, onde ele já 'morreu' várias vezes, sobrevive em meio a crises, e graças, principalmente, aos celulares.