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domingo, 29 de agosto de 2010
As ondas médias no futebol
“Eu nunca sonhei em ser jogador de futebol. Mas já sonhei em ser locutor de futebol”, dizia ao lembrar dos programas que ouvia na volta do colégio e antes de dormir. Na sua concepção, o “Enquanto a bola...” era obrigatório nos dias de futebol, reunindo verdadeiras feras: Washington Rodrigues, Sergio Noronha, Celso Garcia... O programa tinha o comando do Kleber Leite e, segundo Mazzeo, também participavam Luiz Mendes, Loureiro Neto e Gerson, “o canhotinha de ouro”.
Nos meus registros, desses três nenhum atuava no programa com o Kleber. Mendes ainda integrava a equipe da Nacional, os outros estavam na Tupi trabalhando com Doalcei Camargo, sendo Loureiro apresentador do “Bola rolando”, o concorrente do horário, entre meio-dia e 2h. Affonso Soares, Áureo Ameno e Francisco Horta eram outras figuras do “Enquanto a bola...” que o Kleber lançara na Tupi em 1985. (O Áureo substituía o titular nos seus eventuais impedimentos).
Loureiro e Gerson haviam passado pela Globo numa etapa anterior, mas nesse programa só vieram a atuar (o Mendes, inclusive) depois que o Kleber se afastara da emissora. O comando, então, passaria ao Loureiro, que antes de retornar estivera (também com Doalcei) na Rádio Nacional. Um tempo em que não se imaginava a utilização do FM nas transmissões esportivas. A Tropical seria pioneira, com Cezar Rizzo, narrador, e Sergio Cabral (pai), comentarista.
Destaque
“David dá show”. Manchete AM, 760. De seg. a sex., 7h da manhã. Apresentação: David Rangel. Produção: Cássia Vieira
Memória
Depois de uma passagem pela Tupi, Luiz Nascimento voltava a Globo em agosto de 2004. Assumia os noticiários matinais.
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segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Nos caminhos da informação
O radialista Luiz Augusto Gollo, que em julho substituía o Hilton Abi-Rian no “Alô Rio”, pela Nacional, demonstrou que se pode fazer rádio de manhã pouco diferente de seus colegas. Reproduzindo o noticiário dos jornais, citava sempre os repórteres e colunistas. As transmissões de futebol e outras modalidades, entrevistas ‘ao vivo’ e fatos incomuns mantêm o rádio no seu melhor sentido – o imediatismo. No mais, beira a ficção aquela história de que ele dá notícia na hora que esta acontece. Que seriam das rádios sem os jornais, tvs e a internet?
Os programas de debates sobre os temas que circulam nos veículos impressos garantem bons índices de audiência em determinadas estações. As opiniões dos participantes muito contribuem para o esclarecimento do público que não lê jornal. Sem igual compromisso com a informação o FM, mais voltado para o entretenimento, continua levando vantagem sobre o AM. A unificação das freqüências em algumas emissoras, recurso para evitar perda de mercado, é uma tendência a se multiplicar com o correr dos tempos.
Destaque
“Nossa música”. MEC AM, 800. Aos sábados, 7h da noite. Produção e apresentação de Aglaia Peltier.
Memória
Uma das primeiras FMs do país, a Tupi mudava de nome no início de agosto de 2000. Passava a se chamar Nativa.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
O show nosso de cada dia
Bem cedo na Tupi (3h da madrugada), tem o “Sílvio Samper show”, seguido pelo “Show da manhã”, do Clóvis Monteiro. De tarde, o “Show do Pedro Augusto”, “Show do Heleno Rottai” e “Show do Apolinho”. No mesmo período a Manchete faz o confronto: “Show do Mário Esteves”, “Show do Luiz de França” e “Show do Rafael de França”. Pelas manhãs nos dias comuns “David dá show” e, nos fins de semana “Sábado show” , com Claudio Ferreira.
Aos sábados, a Tupi apresenta nas tardes o “Show da galera” e, nas noites, o “Show de bola”, denominando-se “Super futebol show”, suas jornadas esportivas. Na madrugada do dia seguinte, “Domingo show”, nome também usado por um programa noturno da Nacional, com Cirilo Reis, que comanda diariamente o “Musishow, nos finais de tardes”.
Antes do futebol nos domingos a Nacional ainda mantém, com a Glaucia Araújo, “MPB Show” – que já foi atração diária em horário vespertino, substituído numa reformulação. A Globo, por sua vez, é a que menos se utiliza do termo. O “Show do Antônio Carlos” (único radialista que dá nome a programa na casa) e o “Futebol show”, sua incursão nesse (nada inspirado) festival.
Em tempos imemoriais (sem saudosismo), o rádio era bastante criativo em seus títulos. Pela Nacional desfilavam “Um milhão de melodias”, “Gente que brilha”, “Nada além de dois minutos”, “Papel carbono”, “Alma das coisas”, “Seu criado, obrigado”... Na Mayrink Veiga, entre outros, “A cidade se diverte”, “Vai da valsa”, “Regra de três”, “Noites cariocas”, “A estrela canta”...
Destaque
“Super madrugada”. Tupi AM 1280/FM 96,5. De seg. a sáb., entre 0h e 2h55. Apresentação: Fernando Sergio. Produção: Paula Ranieri.
Memória
Cobrindo o suicídio de Getúlio Vargas em agosto de 1954, Áureo Ameno começava na Globo. Ficaria na emissora 42 anos seguidos.
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sábado, 17 de julho de 2010
Futebolês... ecos da Copa
Esse lugar-comum também faz parte do repertório do Sérgio Américo, repórter da Tupi, tão veterano quanto o narrador paulista. “Ajeita com carinho” é mais antigo que andar pra frente -- diria famosa comunicadora, há quatro anos afastada do veículo. Outra do Cledi: “Dá um tapa nela”, ao descrever, sem o menor constrangimento, a pegada de um jogador, nos lances de dois toques.
O jargão do jornalismo esportivo no rádio é cheio de firulas. Nas principais emissoras se ouve, constantemente, coisas do tipo “o nosso timaço”, “fulano faz a melhor cobertura do...”, ou, “beltrano é o mais bem informado plantão...” Têm repórteres no Rio que só abrem e fecham matéria com um “valeu então, sicrano!...” Se fosse bordão, seria perfeitamente compreensível. (Vamos reciclar!)
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Na partida entre a Inglaterra e os Estados Unidos, segundo dia do torneio, o empate em 1 a 1 prevaleceu. Felipe Cardoso, comentando o primeiro tempo, pela Globo (terminado em 1 a 0 para os ingleses), tascou: “É difícil a Inglaterra vencer os Estados Unidos com facilidade...”
Nesse mesmo dia (12 de junho), Carlos Borges transmitiria através da Nacional, Argentina e Nigéria (4 a 1 para os portenhos). Borges, distraído, assinalava na pré-hora: “Acompanhamos cedo, Coreia do Sul 1, Egito 0”. A Coreia jogou com a Grécia, e a vitória, foi por 2 a 0.
Destaque
“Momentos do jazz”. MEC AM, 800. Seg., quar., e sex. Dez da noite. Produção e apresentação de Nelson Tolipan, um expert no assunto.
Memória
Depois de 20 anos, o locutor Guilherme de Souza trocava, em julho de 1995, a Globo pela Tupi. Mudava-se para a MEC FM, ao fim de um ano.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Futebolês em tempo de Copa (II)
Globo e Tupi do Rio, por exemplo, levaram para o Mundial na África do Sul, quatro representantes cada. Com a realização de nova Copa, ficou assinalada uma evidência -- a fraqueza das rádios alternativas, que não participam do evento nem pelo “tubão”. A prática, nos dias atuais, tornou-se comum em todas as emissoras -- grandes e pequenas –, seja em competições internas ou internacionais.
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“Apite comigo galera!!!”, convoca o José Carlos Araújo, instalado num estúdio em Johannesburgo.
“Confira o sinalzão que emociona a galera!!!”, alerta o Jota Santiago, diante da TV no Rio de Janeiro.
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“Aqui na Tupi, a bola não para de rolar”, afirma o Luiz Penido durante uma partida de futebol. Ele incorporou a expressão nas transmissões, depois que o Ruy Fernando lançara em 2008 na Manchete, “A bola não para”, apregoado como “um intervalo diferente”. O quadro repercutiu, e melhorou os índices da rádio. Analisando bem, não tinha nada de especial, apenas uma variação do “Balanço”, da Globo.
Ruy não se criara na Manchete, mas a idéia continuou tocada pelos sobreviventes do prefixo, onde o entra-e-sai é uma constante. O locutor da Tupi, conforme se pode observar, incomodou-se com a novidade, transformando em bordão, o que batizava um intervalo. E, dizer que “a outra” é de condição estruturalmente inferiorizada..., comparando-se com as principais concorrentes.
Destaque
“Panorama esportivo”. Globo AM 1220/FM 89,3. De seg. a sex., 22h. Apresentação: Gilson Ricardo. Produção: Marcus Vinicius Pinto.
Memória
No final de junho de 1989, Raul Seixas era entrevistado por Marcelo Nova, na Globo de São Paulo. Morria um mês e meio depois, de cirrose hepática.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Futebolês em tempo de Copa
Terceira opção nas transmissões no Rio, a Manchete tem entre seus locutores, Rodrigo Campos. Também utiliza com freqüência, nos lances de perigo, aquela expressão. E, na desprestigiada Nacional (17ª no mais recente boletim do Ibope), o Carlos Borges, seu principal narrador, não deixa por menos, sendo outro a repetir, o “quem sabe?...”
Segundo na hierarquia da Globo, Edson Mauro, dono de um estilo próprio tem, como se pode perceber, seguidores na profissão. Quanto a José Carlos Araújo, líder na equipe e, no ramo, nem se fala. São incontáveis, os que tentam a ele se igualar. O Daniel Pereira (Sportv), que esteve quatro anos na Manchete, é um fã declarado do Garotinho.
O rádio esportivo precisa de renovação. Os valores que se revelaram nos últimos vinte anos, não passam de cacoetes, diante do magnetismo do José Carlos. Tirante o Luiz Penido, mais próximo em estilo e credibilidade, não se vê ninguém no horizonte. Nem o Daniel, com seu talento e, muito menos o Fernando Bonan, que já confundiu alguns ouvintes, pela semelhança.
Eraldo Leite – dos poucos profissionais de emissoras do Rio no cenário da Copa – um brilhante repórter seria, numa eventual oportunidade, boa alternativa para a sucessão do José Carlos. Tem categoria suficiente para ser narrador. Se a Globo – quem sabe? -- decidisse investir nessa proposta, ele ganharia facilmente do Evaldo José, experimentado na função e bem mais jovem.
Destaque
“Giro esportivo”, na Tupi AM 1280/FM 96,5. Dez da noite. Apresentação: Wagner Menezes, de seg. a sex., e Geraldo Sena, aos dom. Produção: Renan Moura.
Memória
Em 10 de junho de 1987, Valter Lima estreava na CBN, cobrindo o dia a dia do Planalto. Ficaria pouco tempo, logo voltando para a Nacional de Brasília.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Medindo forças (II)
Mas, pelo jeito, não é isso que está ocorrendo, uma vez que, o programa do Marcus Aurélio alcançava um outro tipo de ouvinte, de gosto e cultura diversificados. Pelas modificações que a Globo fez, a pretexto de também transmitir em FM, a Tupi agradece (não tenho qualquer procuração para tal afirmativa.) E, o Luiz Ribeiro ainda mais, pois cai na sua rede, a massa que não conseguiu, depois das primeiras apresentações, digerir o programa do Tino.
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Ele já foi “um campeão de audiência”. Hoje, é “um campeão no coração do povão”, segundo a Manchete, onde faz programa direto da sua gloriosa Barbacena. Refiro-me ao Luiz de França, dos grandes comunicadores do rádio. O show atual que apresenta nas tardes agrada a poucas pessoas, entre os muitos fiéis seguidores. Piadas sem graça, e uma linha exageradamente discursiva, são dois motivos para a rejeição. A vinheta “É França, é França, é França/em primeiro lugar...” soa falso no prefixo auto-proclamado “rádio de verdade”.
Destaque
“Ponto samba”, com Dorina, cantora e apresentadora. Nacional 1130, de segunda a sexta, 13h. Participação e produção: Rubem Confette, um especialista no gênero.
Memória
Pioneira, a Imprensa FM era arrendada pela Jovem Pan, de São Paulo, em novembro de 2000. O grupo já controlava a Fluminense, de Niterói, rebatizada de Jovem Rio.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010
Medindo forças
Os 83,9 Mkz, que anos passados pertencera a Manchete, ficara posteriormente com a Nova Brasil e, ultimamente estava em poder da Nossa Rádio. Tão logo a Tupi comprara a Antena 1, transferindo sua freqüência para a Nativa, e ampliando com esta o seu alcance, o SGR reagia. A estratégia adotada foi a fusão das equipes de esportes da Globo e CBN, para explorar o FM da última.
Em seu novo processo de operação, a primeira novidade é a entrada do Tino Júnior (então na Beat 98), com o “Vale tudo na Globo”, nas noites sem futebol. O “Quintal...”, com o Marcus Aurélio, fica na grade apenas aos domingos, entre 9h e meia-noite. O quadro “Viva o rádio”, que era uma de suas atrações no final de semana, passa a integrar o “Vale tudo...”, com reprodução no “Alô bom dia”.
Destaque
“Show da manhã”, com Clóvis Monteiro, Tupi. De seg. a sáb., 6h. Produção: Gilza Nunes e Renata Henrique. Participações: Maurício Menezes e Jorge Nunes.
Memória
A Manchete CCI tirava do ar, em março de 2000, o programa do Cirilo Reis. Ele ficava no “760 tarde total”, em parceria com o Alexandre Ferreira.
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quarta-feira, 3 de março de 2010
Narradores e seus slogans
Assim como o “valeu”, bordão que o Garotinho transportou para o rádio, “galera” é palavra inseparável no vocabulário dos locutores esportivos, repórteres e comunicadores. Jota Santiago é “o que emociona a galera”;Ciro Neves, revelação da mais nova safra, “o que balança a galera”; Rodrigo Campos, “o que faz a festa da galera”; e, da novíssima geração, Odair Júnior, “o amigão da galera”. Pela repetição aqui observada, ninguém ligou o simancol, ressalvando-se Penido e Mazella, os mais rodados no ramo. Nessa profusão de slogans, narrador que se preza tem que ter o seu, a qualquer custo.
Mas, em outros tempos, os detentores cuidavam melhor do título. Exemplos do saudoso Doalcei Camargo – “o mais vibrante do Brasil” e, do ainda atualíssimo Edson Mauro -- “o bom de bola”. O Carlos Borges já foi o “da voz cristalina” e acabou optando pelo “de todos os esportes”, ficando na sua cola, o Evaldo José – “o de todas as torcidas”... Wellington Campos é “o do passarinho”, o João Guilherme, “fera na latinha, fera na telinha”. No complemento dessa lista, Daniel Pereira, “o maior talento jovem”; Maurício Moreira, “com todo o seu talento”; Fernando Bonan, “o juventude da serra”; e Hugo Leal, “o artilheiro da emoção”.
Destaque
Quintal da Globo, com Marcus Aurélio, Globo AM 1220. De dom. a sex., 20h., nas noites sem futebol. Produção: Daniel Pennafirme e Elza Afonso.
Memória
Conhecido através dos Debates populares do Haroldo de Andrade, Padre Lemos assumia, em março de de 1996, a Oração da Ave-Maria, na Tupi.
*** Leia, e recomende aos seus amigos: Radiomania – um cronista de plantão, lançado em 2009 na XIV Bienal, no Riocentro. Solicite pelo email florylemond@bol.com.br e receba via CEDEX. Exemplar: 30 reais. .
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
O cantinho de cada um
(Naquele dia, Daniel apenas participava, pois o Agito... era comandado por Luiz Torquato, produtor do programa em São Paulo.) Uma boa promessa da nova geração do rádio no Rio, o moço está longe do ocupante anterior do horário. Com ele, o programa sofreu diversos ajustes no período, para segurar a audiência. O quadro recente é descarada cópia do “Cantinho do Júlio Iglesias”, do Washington Rodrigues, no Domingo show, de madrugada na Tupi. Tal como este, atende a pedidos musicais dos ouvintes.
Em seu programa diário, pelas manhãs, na Rádio Nacional, Daysi Lúcidi também tem um “cantinho”. É o Cantinho da saudade, feito da mesma forma que o “novo” do Pennafirme e o antigo do Apolinho – criado no tempo em que ele brilhava nas madrugadas da Globo. A diferença reside somente no gênero, com prioridade para músicas brasileiras.
--o--
O futebol na Manchete perdeu mais um de seus profissionais. Com a saída do Daniel Pereira, o número de remanescentes do grupo formado em maio de 2006 ficou reduzido aos bem rodados João Guilherme e Fábio Tobino, os novatos Cassiano Carvalho e Márcio Nogueira. Em três anos e meio, passaram por lá (rapidamente) Ronaldo Castro, Rui Fernando, Ricardo Mazella, Rubem Leão e Sérgio Maurício.
--o--
Cirilo Reis mostrou, na terça-feira 2 de fevereiro, a força do seu prestígio e do Musishow, que comanda há mais de vinte anos na Rádio Nacional, detendo o maior ibope da casa. Numa apresentação ao vivo, estrelada por Jerry Adriani, da Jovem Guarda, Cirilo curtiu o êxito de outras promoções, com o auditório da emissora lotado. Comemorava-se o aniversário do cantor, ocorrido em 29 de janeiro.
Destaque
Programa Luiz Ribeiro. Tupi AM 1280/FM 96,5. De seg. a sex., 20h, nas noites sem futebol. Produção: Luana Alves
Memória
O repórter Genilson Araújo era contratado pelos Sistema Globo de Rádio em junho de 1994. Ficara desempregado no ano anterior, com o fechamento da JB AM.
*** Leia, e recomende aos seus amigos: Radiomania – um cronista de plantão, lançado em 2009 na XIV Bienal, Riocentro. Solicite pelo e-mail florylemond@bol.com.br e receba via CEDEX. Exemplar: 30 reais.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Será que agora vai?
Não tem explicação uma emissora da importância da Nacional limitar-se ao Carlos Borges para as transmissões do futebol (e, às vezes) lançar o André Luiz Mendes, radicado em Brasília, nos jogos com os times do Rio. Fica faltando o governo liberar verba e a rádio contratar repórteres e setoristas, para competir em igualdade com as outras estações. Como em outros tempos.
---o---
A Tupi voltou atrás e devolveu ao Clóvis Monteiro e Francisco Barbosa, o espaço retirado há quase um ano. Os dois ficaram espremidos em seus horários, atropelando palavras. Isso, devido a entrada de um segundo programa do Pedro Augusto intermediando o deles, que, pelo jeito, não atingiu o objetivo pretendido -- minar a audiencia do padre Marcelo Rossi, na Globo.
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Falar na emissora dos Marinho, foi supimpa (como diziam os antigos) a atuação do Maurício Bastos no comando do Globo cidade, durante as férias do Eraldo Leite. É um dos melhores da novíssima geração de profissionais do rádio no Rio. E, quem não tinha ouvido o programa (mudou o formato em abril), deve ter pensado que o titular era ele, Maurício, talentoso em qualquer função.
Destaque
Alô Daysi, com Daysi Lúcidi. Nacional AM 1130, de seg. a sex., 11 horas da manhã. Produção Fátima Bonfim.
Memória
Em fevereiro de 1995, Robson Alencar, bamba das vinhetas e chamadas, que se projetara na Mundial, estreava na Tupi AM, com um programa nas madrugadas.
Bons e maus momentos
“Seu Manuel Tamancas”, personificado por Luizinho Campos, com sua verve inesgotável, no programa do Francisco Barbosa, na Tupi;
a entrevista do Marcus Aurélio com o Paulo Giovanni (sucesso na Globo, décadas de 70/80), no Quintal, quadro “Viva o rádio”, domingo, 5 de abril;
na Manchete, a partir de setembro, a atuação do Mário Esteves, com a original “Secretária eletrônica, o “Esse nome é bom lembrar” e “Dois tempos” – revival das trilhas sonoras de novelas;
a nova estrutura da MPB FM (programas titulados em vez de programação corrida) e a contratação de Sidney Rezende para responder pelos noticiários;
no Alô Rio, do Hilton Abi-Rian, pelos 73 anos da Nacional, trechos de memoráveis programas, e a participação de Mário Silva, mostrando uma versatilidade que o público não conhecia;
ainda na tradicional emissora, os especiais Alma das coisas, com Daysi Lúcidi, Gerdal dos Santos, Pedro Paulo Gil e outros, entre o Natal e Ano Novo. Miniprogramas reativando o rádio-teatro da casa;
e, no Se liga Rio, do Roberto Canázio, o especial sobre Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, a propósito da minissérie que a televisão estrearia no dia 4 de janeiro. José Messias, Luiz Vieira e Ricardo Cravo Albin enriqueceram o programa com seus depoimentos. Em 9 de dezembro a apresentação, reprisada no primeiro dia de 2010.
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Selecionamos, do outro lado, a constante instabilidade técnica da Rádio Livre e o consequente desligamento de Carlos Bianchini, sua principal referência;
o retumbante fracasso da Mundial, que tinha uma proposta inovadora, e decepcionava dezenas de profissionais;
a extinção do futebol na Bandeirantes, que deixou de honrar compromissos trabalhistas com os componentes de sua equipe;
o ingresso de Verônica Costa (“a gloriosa” do funk) na programação da Manchete, fazendo gente da própria rádio torcer o nariz;
e a escalação do produtor Carlos Alberto Silva no Painel, da Nacional, no lugar da comunicadora Gláucia Araújo.
Destaque
Arte em revista, agenda cultural produzida e apresentada por Jota Carlos. MEC AM, 800. De seg. a sex., 6h da tarde.
Memória
Juçara Carioca estreava em agosto de 2000, programa próprio na Tupi, onde reingressara no ano anterior para trabalhar com o Clóvis Monteiro.
Rádio Globo, 65 anos
Maior ibope da casa atualmente, o padre Marcelo Rossi se constituiu na principal atração, aplaudido pelo público que lotou as dependências do ginásio, onde compareceram Alcione, Exaltasamba, Grupo Pixote, Rick Vallen e outros artistas populares. O show, apresentado por Loureiro Neto e José Carlos Araújo, contou com a presença de comunicadores, locutores, repórteres e demais funcionários da empresa.
Em discurso de agradecimento aos que garantem a elevada audiência da emissora, o diretor-geral do Sistema Globo, Rubem Soares, prometeu novidades para o próximo ano. A valorização do ouvinte, segundo ele, continuará sendo o objetivo básico da rádio.
-o- Dar nome a uma obra de arte (filme, peça de teatro, livro e outras manifestações) é muito importante. Na relação inclui-se, com certeza, programas de rádio. Aparentemente, fácil. No entanto, o difícil é pensar, criar. A Nacional lançou, na segunda semana de dezembro, Domingo show, ao anoitecer. O Cirilo Reis, que comanda diariamente o Musishow (olha a semelhança!), foi escalado para apresentar o novo cartaz.
Reporto-me a um livro do Fernando Gabeira, para questionar o Marcos Gomes, coordenador de programação da estatal. Que é isso companheiro? Domingo show é o nome de um programa da Tupi, muito bem conduzido pelo versátil Garcia Duarte, há seguramente três anos. Vai ao ar nas madrugadas, horário impróprio pra gente comum; não pra um executivo. Saber os trunfos da concorrência faz parte do jogo, mas copiar nada tem a ver com pessoas talentosas, “né” Marcos?...
Destaque
Programa Francisco Barbosa, Tupi AM 1280/FM 96,5. De seg. a sáb., 10h da manhã. Produção: Ricardo Alexandre e Priscila Santos. Participações especiais: Luizinho Campos, Luiz Ainbinder e Pedro Costa
Memória
Com passagens por diversas emissoras, Carlos Bianchini voltava a trabalhar na Globo. Estreava como noticiarista em 8 de março de 1997, no horário da manhã, em que atuara por muitos anos, o Isaac Zaltman.
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domingo, 22 de novembro de 2009
O patético no futebol
O esporte (futebol, no caso), uma tradição na empresa, linha de frente em outros tempos, foi o que mais perdeu -- só regrediu. Depois de três anos fora da grade, voltava em 2009, limitado a um narrador, um comentarista, e uma plantonista. Falta de verba para formar equipe? Não parece. Por que a Petrobras patrocina o futebol nas emissoras particulares e não na estatal?
Soa como coisa patética, os diretores Cristiano Menezes e Chico Teixeira atuando como “pontas”, no lugar de profissionais especializados, nas partidas do Maracanã. Não propriamente pelo desempenho deles e, sim, pela subserviência. Situação semelhante, não ocorre nem nas emissoras do interior, comparativamente muito abaixo em termos de recursos técnicos e humanos.
Destaque
Alô Rio, com Hilton Abi-Rian. Nacional AM, 1130, de seg. a sex., 8h da manhã. Produção: Norma Néri. Participações: Mário Silva e Marco Antônio Monteiro.
Memória
Durou apenas um ano e meio, a passagem de Haroldo Júnior pelo Super manhã, na Tupi. Em dezembro de 1996, ele deixava a emissora.
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domingo, 18 de outubro de 2009
Debates em questão
O Loureiro foi um bom repórter esportivo, com passagens pelas principais emissoras. Lembro-me que na JB, fora do seu ramo, até cobriu o caso do Tancredo Neves, presidente eleito em colegiado, que morreu com uma tal de diverticulite. Os Debates com ele é bem diferente do original, que herdara. A fórmula, com integrantes fixos nos últimos anos, ficou desgastada e, pelo jeito, os executivos da rádio não se deram conta disso.
Hoje, na própria Globo, tem abordagens melhores no gênero. O Quintal... com o Marcus Aurélio utiliza a interatividade para discutir os asssuntos do dia, mesma linha adotada no Se liga, Rio, com o Roberto Canázio. Exemplos de enfoque moderno, contrastes ao quadro antigo. Duro é ouvir o Loureiro dizer “em cima do lance” (comum ao pessoal do esporte) num programa de variedades, ou ainda “mei-dia...”, em vez de meio-dia..., ao anunciar a hora.
Destaque
--o Show do Apolinho, com Washington Rodrigues, na Tupi AM 1280/FM 96,5. De seg. a sex., 5h da tarde. Produção: Marcus Vinicius e Juliana Matolla.
Memória
--o A Opus 90 FM, do Sistema de Rádio JB, encerrava suas atividades em abril de 1993. Em sua frequência, no mês seguinte, entrava em operação a FM O Dia.
--o Passou a se chamar Doalcei Camargo, a cabine da Tupi no Maracanã. Nomes que fazem (ou fizeram a história do rádio, entre os quais Doalcei), estão em 'Radiomania, um cronista de plantão'. Lançado na XIV Bienal, é um livro para interessados no tema.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
“Mais que demais”
--o A MPB FM (90,5) é disparada a melhor seleção musical no segmento na decantada Cidade Maravilhosa. Investindo em jornalismo, conta há pouco tempo, com o Sidney Rezende em seus quadros. O público só perdeu, quando a CBN o demitiu em novembro do ano passado. O da MPB ganhou e agradece por sua contratação.
--o De muito boa qualidade as edições do Jornal do Rio, pelas ondas da Nacional, nos chamados dias úteis. A primeira um pouco depois do meio-dia, com a Luciana Valle, a outra por volta das 6h40, em apresentação do Jair Lemos. Os programas da rádio atualmente, têm a coordenação do Marcos Gomes, ex-JB, ex-CBN, ex-Roquette.
Destaque
Minha terra, nossa gente, com Luiz Vieira, na Sucesso AM 710. De seg. a sex., 6h da manhã. Produção: Demétrio Costa. Participação: Divaldo Silva
Memória
Clóvis Monteiro ingressava na Globo em junho de 1994, na condição de curinga. Passava a titular em dezembro, e antes de completar dois anos, voltava para a Tupi.
--o Se você gosta de rádio, não deve perder “Radiomania, um cronista de plantão”. Lançado na XIV Bienal, no Riocentro, custa 30 reais o exemplar. Edição limitada.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Barbacena, um ano
Por Floriano Lemos
Dia 15, terça-feira. Luiz de França completava um ano de sua mudança para Barbacena (MG), de onde passou a fazer seu programa na Manchete, 2h da tarde. Pelo aniversário, recebia homenagem dos filhos Adriana e Luiz de França Júnior, e do neto Rafael, todos radialistas.
--o Primeiro a utilizar a secretária eletrônica no rádio, Mário Esteves festejava, no mesmo dia, um ano naquela emissora. O show que ele comanda, antecede ao do França.
--o Wellington Campos assinava com a Tamoio, nova proposta de futebol no Rio. Demitido da Nacional em 2002, depois de 16 anos na empresa, atuou em vários prefixos, não esquentando lugar. Seu ultimo endereço foi a Itatiaia, de Belo Horizonte.
--o Gerson, “o canhotinha de ouro”, reintegrou-se ao grupo do José Carlos Araújo, no domingo 20. Estava licenciado há dois meses, para tratamento de um problema nas cordas vocais.
Em destaque
Se liga, Brasil, com Roberto Canázio, na Globo AM 1220. De segunda a sexta, 1h da tarde. Participações especiais: Alex Petrovsky e Ana Paula Portuguesa.
Na memória
Em junho de 1995, estreava na FM O Dia, o Xou da Xuxa – horário vespertino, de 3h as 5h. Durou apenas três meses, saindo do ar em setembro.
--o Nomes, programas e curiosidades que fazem (ou fizeram) a história do rádio, estão no “Radiomania, um cronista de plantão”, lançado na XIV Bienal do Livro, no Riocentro.