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sábado, 9 de novembro de 2019

Rádiomania, o Livro/ 85 (Parte II)

CAMPEÃS E ALTERNATIVAS
Até 2008 no Rio, Globo e Super Tupi disputavam a preferência do público amante do futebol. Ofereciam ao ouvinte uma programação bem parecida. Pela manhã, na Globo, tinha às 5h40 o Toque de Primeira, e na Tupi às 5h50 o Batendo Bola, um resumo dos fatos do dia anterior ou que iam acontecer no dia que se iniciara, baseados em seus noticiários noturnos, Panorama Esportivo e Giro Esportivo, respectivamente entre 22h e meia-noite.

Enquanto a primeira exibia o Globo Esportivo ao entardecer (18h), a concorrente dava uma panorâmica do dia no Show do Apolinho (das 17h às 19h). Outras semelhanças em suas programações se verificavam aos sábados e domingos. No primeiro caso, transmissão de jogos à tarde e, se não tinha nenhum, a solução era preencher o horário com notícias, entrevistas e muita discussão sobre o mundo do futebol, seus personagens.
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A BOLA, OS DEBATES
No segundo, locutores e comentaristas esquentavam suas vozes nos temas diversos, participando dos debates – de um lado o Enquanto a Bola Não Rola, de outro, o Bola em Jogo.Em ocasiões eventuais modalidades diferentes eram tratadas – predominando a Fórmula-1, exclusividade da Rádio Globo a cada quinze dias. Vôlei e basquete só irradiados em partidas decisivas, ou de seleções.

Embora a maior fatia da audiência no futebol ficasse entre as duas principais, outras rádios exploravam o filão no Rio. Bandeirantes e Manchete entraram no páreo depois da Copa na Alemanha. As alternativas até então eram a Brasil AM, Livre, Carioca e Roquette Pinto – não se contando a CBN,por questões óbvias. (A Band se beneficiaria com o fim do futebol na Carioca, Roquette e Livre.)
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DIVISÃO DE GRUPOS
Liderada por José Carlos Araújo, o Garotinho, a Globo reunia nove componentes fixos, entre os quais, Edson Mauro, Gerson, Luiz Mendes, Gilson Ricardo e Eraldo Leite. Pela dobradinha Globo/CBN atuavam sete repórteres, sendo três exclusivos da última. Quinze profissionais formavam o grupo da Tupi, destacando-se Luiz Penido, Washington Rodrigues, Jota Santiago e Jorge Nunes.

Individualmente, tanto a Manchete, quanto a Bandeirantes, chegaram a superar a Tupi em número de valores. Um claro (e evidente) contraponto às suas receitas publicitárias, bastante inferiores. O rodízio de profissionais em seus quadros atingira em consequência, experimentados radialistas, em favor de novatos.
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M E M Ó R I A
Em 1998, para a cobertura da Copa da França, a Rádio Brasil AM do Sistema LBV formava um núcleo de esporte no Rio. Contava com o locutor Cezar Rizzo, repórteres Ronaldo Castro e Iata Anderson que, anteriormente, integravam os quadros da Tamoio, que fora vendida à Igreja Pentecostal. Rizzo e seus companheiros, certamente não foram a Paris. De olho na telinha (que nos bastidores se chama de ‘geladão’), fizeram-se presentes no torneio.
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Nas Ondas
/o Depois de dez anos em São Paulo – trocara o rádio pela televisão e esteve na Record – William Travassos voltou ao Rio. É mais um que chega para a 94 FM. Conexão RJ nome do programa.

/o Vai das 9h às 11h e entrou no lugar do Painel da Manhã, do Jorge Ramos. O Conexão é produzido por Ricardo Alexandre e Lúcia Araújo – ele destituído da Tupi em 2016, ela do grupo estável.

/o No começo, Travassos prestou homenagens a três gloriosos apresentadores da Globo: Waldir Vieira, Luiz de França e Haroldo de Andrade, reproduzindo aberturas de suas atrações.

/o O 4 de novembro, Dia do Inventor, Dia do Escoteiro, etc, teve outra estreia na 94. A de Jorge Bacarin, há quatro anos afastado. (Ele era da Manchete). Viradão, o cartaz, é de 0h às 3h.

/o Na SulAmérica Paradiso o primeiro dia de Maíra Charken no Hora do Blush para fazer companhia a Carol Barreto. Saudada com paródia de samba da Ilha. ‘Hoje é dia/de estreia da Maíra’.

/o Ana Paula (a Portuguesa) está de volta à Super Tupi, treze anos depois de atuar na Globo, para onde foi levada por Roberto Canázio. É integrante, agora,da turma do Clóvis Monteiro.

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sábado, 2 de novembro de 2019

Direto das Ondas

A REPAGINADA 94 FM (II)
Agora é oficial. Com a mudança de comando há três meses – saiu Mauro Vasconcellos e entrou Cristiane Almeida --, a repaginação da 94 FM (Roquette Pinto) começa pra valer nesta segunda-feira (4). No período do mexe-remexe, profissionais foram requisitados ou remanejados, na busca do perfil ideal.

Sem essa de deixar para o ouvinte a imagem de emissora pública. Tal estigma – independente da qualidade – torna-se negativo ‘diante’ dos ouvidos de qualquer entidade pesquisadora.

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TRAVASSOS EM CONEXÃO
Depois de passar por emissoras cariocas – Tupi FM, Nativa e Manchete – William Travassos cumpriu temporada na Record TV, em São Paulo. Ele acaba de voltar ao Rio, e ‘capturado’ pela 94.

Na estação do governo estadual caberá ao Travassos pilotar o Conexão RJ, que pretende investir no diferencial das manhãs. Terá a efetiva produção de Ricardo Alexandre, ex-Globo, ex-Tupi.

O Conexão RJ vai ser apresentado das 9h às 11h, em lugar do Painel da Manhã, que será ‘escanteado’ para o final da tarde. Passa a se chamar Painel da 94, com novo formato, mais objetivo.

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LIDERANÇA COM PARCERIA
Enganou-se quem esperava que Luiz Carlos Silva ia liderar a equipe esportiva da 94. Ele terá a parceria de ‘um irmão, camarada’, para dividir as responsabilidades -- o Ricardo Mazzella.

Reunir nomes disponíveis no mercado de um país em crise norteou, sem dúvidas, a nova direção da rádio. Que o digam veteranos e novatos, que tiveram a chance de serem os escolhidos.

Integram o esporte da 94 FM entre outros, Carlos Borges, Batista Júnior, Jorge Ramos, Cláudio Affonso, Fred Soares, Sérgio Américo, Carla Matera, Rogério Ribeiro e Cassiano Carvalho.

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R a r e f e i t a s
/o Abrigo do Carlos Borges por mais de vinte anos, e do Ricardo Mazzella a metade desse tempo, a Nacional não deve transmitir futebol em 2020. Jogos do Brasileirão tem sido só do Rio.

/o Seguirá, assim, a mesma tática da Globo FM (98,1), que tenta, ainda claudicante, ‘brigar’ com a FM O Dia(100,5). O esporte (indicações no jornal dão pistas), se restringirá certamente à CBN.

/o Ficou para a veneranda atriz e dubladora Nair Amorim o quadro Simpatias da Pudica no programa do Antônio Carlos. Provisoriamente, Karla de Luca respondeu por sua apresentação.

/o Cogitada para participar da 94 FM, onde mantinha seção de cinema, Ana Rodrigues* (ex-Tupi) acertou com a SulAmérica Paradiso. Está no Hora do Blush, vaga aberta por Fernando Ceylão.

* As notícias 'voam'. A televisiva Maíra Charken, que trabalhou no extinto Vídeo Show fará, a partir desta segunda-feira (4) dupla com Carol Barreto naquele vespertino. Ana continua, como produtora.

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sábado, 26 de outubro de 2019

Direto das Ondas

VITÓRIA DO FLA NA ESTREIA DA 94
A acachapante vitória do Flamengo sobre o Grêmio quarta-feira (23) no Maracanã pela semi-final da Libertadores marcou a estreia da equipe da 94 FM (Roquette Pinto). E também a volta de Luiz Carlos Silva, o Lula, ao rádio carioca,do qual estava afastado há dez anos. Terceiro na hierarquia da Globo com passagens pela Nacional, Tupi, Bandeirantes, Livre e, inclusive a própria emissora estatal, ele trocara o veículo pela publicidade.
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AS ALTERNÂNCIAS
Estão com ele nesse grupo alternativo no Rio, profissionais que atuaram em importantes rádios, os repórteres Sérgio Américo e Carla Matera, o narrador Carlos Borges, e outros.
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COLABORADORES
Dentre os colaboradores do Lula na nova casa do futebol figuram os comentaristas Jorge Ramos e Cláudio Affonso – aquele funcionário da emissora, este da penúltima safra.
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MAIOR NOVIDADE
A grande novidade na equipe é a participação de Carlos Borges, que há mais de vinte anos prestava serviços à Nacional. Era ele nesse tempo o principal narrador da tradicional estação.
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NO REVEZAMENTO
Borges vinha ultimamente se revezando com o Ricardo Mazzella. Decidiu desligar-se, tal qual o seu companheiro, que ainda transmitiu a partida do Flamengo com o Grêmio.
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R a r e f e i t a s
/o O afastamento de Luiz Carlos Silva do meio ocorreu em fevereiro de 2009. Atuava com um conjunto de profissionais na Mundial AM 1180, requisitado para o projeto ‘a rádio que você vê’.

/o A empreitada sob direção de gente que pouco entendia do riscado durou apenas oito meses e, entre outros talentos, reunira Jorge Ramos, Helena Borghi, Ruy Jobim e Wellington Campos.

/o Depois que deixou a Globo para um esquema pessoal, Lula formou na Rádio Carioca parceria com José Cunha, conterrâneo de Ponte Nova, MG. Logo se tornava agenciador da Livre.

/o Paralelamente a isso, acumulava a chefia da Bandeirantes, mas, transmitia ali só jogos decisivos. Lançara alguns valores -- o narrador Edilson Silva é um deles – e o repórter Mauro Santana.

/o Iniciada há três meses, a repaginação da 94 FM ainda não se fechou. De vozes diferentes ouvimos que, ‘vem mais por aí’. Marcus Marinho despediu-se na sexta (25) do De Carona 2ª Edição.

/o Outra baixa no dia. Depois de migrar da Nova Globo para a SulAmérica Paradiso, em igual período, Fernando Ceylão deixou A Hora do Blush. Preferiu ser roteirista de TV, que exerce há 23 anos.

/o Karla de Luca, da produção do Antônio Carlos na Super Tupi, responde agora pelo quadro de simpatias populares. Recebe a missão de substituir Aldenora Santos, falecida na sexta-feira (18).

/o Aldenora, A Pudica, assim cognominada pelo AC era a produtora-chefe do programa. Trabalhava com o apresentador 36 anos, estava em véspera de completar 85, e tinha 70 de carreira.

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sábado, 19 de outubro de 2019

Direto das Ondas

AS ÚLTIMAS, EM NÚMEROS
1. Dois meses após sair para outro formato de programação, a Globo FM (98,1) não conseguiu melhorar os seus índices de audiência. Mantém-se em 7º lugar, posição em que oscilara quando era anunciada como ‘nova’.

2. Foi a última pesquisa do Kantar Média Ibope – tão insuspeito quanto um IBGE ou Datafolha – que revelou o panorama, ‘dores de cabeça’ para os cardeais.

3. O popular+hits para ela em nada adiantou. Não se dá o mesmo (nem na sombra) com a O Dia (100,5), que se prende a igual formato, ocupa o 3º posto, perde para a JB (99,9) mas ganha da Super Tupi (96,5) – respectivamente em 2º e 4º lugares, de acordo com o divulgado.

4. O marketing não diz. Ao popular+hits, porém, acrescenta-se o esporte.Já foi veiculado por fontes seguras que, terminado o Brasileirão, o SGR pretende fazer transmissões apenas pela CBN. Qual será o futuro, comparando-se ao da atual situação – estariam indagando os interessados e sintonizadores da emissora.

5. Incorporando um musical semelhante a de O Dia terá condições de com ela competir? Bem que poderia – por que não? A CBN (92,5) e a BandNews (90,3) não ‘brigam’ em igualdade abordando jornalismo e esportes?

6. Surpreendente nessa história de preferência do público chama-se JB.No pasteurizado adulto-contemporâneo em que ela opera há, afinal, um trio de concorrentes – SulAmérica Paradiso, Antena 1 e NovaBrasil. E, (quem diria), na recente amostragem ‘as outras’ ficaram tão distantes da tradicional estação.

7. Levantamento do Kantar Média Ibope e demais instituições especializadas nunca relaciona as emissoras públicas, exemplos de uma Nacional (AM*)MEC (AM/FM) e Roquette Pinto (FM) hoje, laconicamente, chamada por 94.

8. Motivo certamente há para o desinteresse. As públicas, em geral, não apresentam programação de qualidade ruim – pelo contrário. Presume-se que a razão de serem esquecidas está no fato de darem mais traços que pontos. Evidentemente não vale para pesquisadores.

9. *Passados longos (mal-sucedidos) verões, a Nacional do Rio (AM 1130) ergueu-se há pouco, com marca histórica perto de 6 mil ouvintes por minuto, em média e, pico de 10 mil e 500.

10. Foi possível através da Revista Brasil, misto de música e jornalismo, transmitido em rede. Inimaginável desde 2010. Em tempo: o programa é de 2ª a 6ª, das 10h às 11h, sob o comando de Valter Lima, de Brasília.

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sábado, 12 de outubro de 2019

Rádiomania, o Livro/84 (Parte II)

AS GERAÇÕES UNIDAS
Em mais uma das tentativas de melhorar a audiência nas transmissões esportivas a Tupi reunia Luiz Penido e Doalcei Camargo, profissionais de gerações distintas, em sua equipe. A medida era adotada em janeiro de1997, depois do fracasso que resultara a contratação de Osvaldo Maciel, ano anterior, no qual a direção da emissora apostava todas as fichas. Maciel desfrutava de muito prestígio na Record de São Paulo.

O Ibope do veterano Doalcei não estava lá essas coisas em comparação ao de seu concorrente José Carlos Araújo, e o alcançado por seu substituto, menos ainda. Anunciado como ‘um canhão de emoção’, Maciel ficou, pelo jeito, reduzido a mero ‘traque-traque’. Ou, em outras palavras: a audiência era ruim com Doalcei,tornou-se bem pior sem ele. (Antes da sua volta à Tupi, ‘o mais vibrante do Brasil’ esteve na Tamoio).
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PROXIMIDADE
Partindo-se da proximidade do estilo do Penido com o do Garotinho, acrescido de que sua passagem pela emissora dos Associados rendera bons índices de aprovação do público, a ideia de um duplo comando tinha contornos de alternativa – não novidade. A Globo fizera algo parecido nos anos 70, com Waldir Amaral e Jorge Curi. E, Waldir utilizaria o esquema na Jornal do Brasil, (1985 e 1986), promovendo Cezar Rizzo.

O ‘em 97, a Tupi mais forte no esporte’ encaixava-se perfeitamente acima de um simples slogan. Juntos pela primeira vez na emissora em que trabalharam em ocasiões diferentes, Penido e Doalcei estreavam na terça-feira, 21 de janeiro. Eles narravam Flamengo e Corinthians (Fla 3 a 0) pelo Torneio Rio-São Paulo, cabendo ao Penido o primeiro tempo. Segundo Denis Menezes, ‘um dia especial para o rádio esportivo’.
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DIRETO DA COPA
Haroldo de Andrade transmitia seu programa direto do cenário da Copa do Mundo em 1998, a exemplo do feito em outros mundiais. Enquanto ele curtia Paris e arredores da França, Haroldo Júnior voltava a trabalhar na Rádio Globo, coordenando, do Rio, a entrada dos repórteres e dos participantes do Debates Populares, a principal atração das manhãs na emissora.

E, por causa dos jogos da Copa do Mundo naquele país, os comunicadores Luiz (de França) e Edmo (Zarife) tiveram férias antecipadas – o primeiro se estendendo por um período superior à competição – o que dera margem a uma série de especulações nos bastidores. No horário deles, a rádio dedicara todo o espaço ao futebol. (Pouco depois, o França era dispensado e em seu lugar e no do Zarife a Globo colocava Mário Esteves).
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AS FORMAÇÕES
A equipe da Globo no mundial da França era formada por José Carlos Araújo, Washington Rodrigues, Edson Mauro, Sérgio Noronha, Gilson Ricardo, Maurício Menezes, Pedro Costa, Eraldo Leite e Elso Venâncio.Pela Tupi, em destaque Luiz Penido, Doalcei Camargo, Luiz Mendes e o Denis Menezes.

Pioneira, a Nacional recaía na condição de repetidora, como nas copas de 86 e 90. Desta vez, cedia suas ondas a Bandeirantes, de São Paulo. Quem a sintonizara pode apreciar o desempenho dos narradores Dirceu Maravilha e José Maia, comentaristas Dalmo Pessoa e Roberto Monteiro,repórteres Leandro Quesada e Ricardo Ciprioti. No Rio, Mário Sílva e Wellington Campos respondiam pelos boletins para a Rádiobras.
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M E M Ó R I A
Sucessora da Guanabara (1360 AM), a Bandeirantes-Rio passava, a partir de 19 de julho de 2006 (uma quinta-feira) a transmitir futebol. Cobria no Maracanã o jogo do Flamengo e Vasco pela Copa do Brasil – vitória do rubro negro por 2 a 0 --, narrada por Edilson Silva, que o slogan apregoava ser o ‘locutor-energia’. Ruy Fernando falava do investimento na pré-hora, assegurando que a rádio tinha por objetivo conseguir o primeiro lugar.
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Nas Ondas
/o A Catedral FM (106,7) da Arquidiocese do Rio transmite neste domingo (13) às 5h da manhã, a missa de canonização da Irmã Dulce. Políticos em caravana estarão presentes no Vaticano.

/o Duas FMs cariocas modelo gospel-evangélica estão entre as principais na pesquisa do último boletim do Kantar Média. A Melodia (97,5) situada em 1º lugar e a 93 (93,3) colocada em 5º.

/o A JB (99,9) adulto-contemporâneo ocupa o 2º, O Dia (100,5)popular+hits o 3º e a Super Tupi (96,5) popular-jornalismo-esportes o 4º, alcançando acima de 200 mil ouvintes por minuto.

/o É informação do site Tudo Rádio, acrescentando que em 6º posto se encontra a Mix (102,1), jovem-pop; em 7° Globo (98,1), popular+hits; e, em 8° Cidade (102,9), que opera no adulto-rock.

/o Como a 93 FM, todas essas atingem variáveis de 100 mil ouvintes por minuto, o que acontece respectivamente com a 9ª e 10ª , de jornalismo-esportes, que são, CBN (92,5) e BandNews (90.3).

/o Seis meses depois de contratar o Roberto Canázio, e outros, a Sul-América Paradiso (95,7) continuou fora do Top 10. É a 12ª , atrás da Transamérica (101,3), no estilo jovem-adulto-esportes.

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sábado, 5 de outubro de 2019

Rádiomania, o Livro/ 83 (Parte II)

A COPA NA ‘LATINHA’
Em junho de1994 Globo, Tupi e Nacional representavam o rádio carioca na Copa do Mundo nos Estados Unidos. A Globo, melhor equipada, transmitia do cenário das competições os seus programas especializados -- Globo Esportivo, Globo na Bola e Panorama Esportivo. Baseada em Dallas, movimentava onze profissionais da ‘latinha’. A Tupi, sua rival, com apenas oito, gerava os programas do estúdio, no Rio, sendo através de flashes a entrada dos repórteres.

A Nacional, ausente dos mundiais de 1986 e 1990, se constituía na grande surpresa. Transmitia todos os jogos e, a exemplo da Globo, irradiava as atrações do local, instalada na mesma cidade. De lá, a Globo ainda se dava ao luxo de apresentar o Programa Haroldo de Andrade e o Show da Madrugada, do Washington Rodrigues, numa ponte de Dallas com Hilton Abi-Rihan, no Rio.
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DESLIGAMENTO
Denis Menezes se desligava da Globo logo após a Copa do Mundo de 1994. O Toque de Primeira, que ele apresentava pouco antes das 7h da manhã, só voltaria em dezembro. Em novo horário, perto das 6h, com Elso Venâncio, por algum tempo e, mais tarde, com o plantonista André Luiz. Outra novidade naquele mês, era a redução do Enquanto a Bola Não Rola, dominical do meio-dia, recuado para às 14h. No espaço precedente, entrava o Sacode da Globo, com Gilson Ricardo.
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NEM COM MILAGRE
Ano novo, comando novo. Na primeira semana de 1996, ainda com o repicar dos sinos em cristãs ouvidos, Orlando Baptista recebia de diretores da Rádiobras-Rio a missão de responder pelo esporte da casa. Dos poucos da Rádio Nacional a contar com prestígio de anunciantes, ele apresentava pelas manhãs de segunda a sexta-feira um programa especializado. Voltava a narrar futebol depois de uma longa ausência dos campos dedicando maior parte do seu tempo à televisão.

Os executivos da Tupi se comportaram de maneira contrária aos da Rádiobras com respeito ao Orlando Baptista. Cuidaram de poupar o velho profissional – uma das glórias da narração esportiva – de um vexame no final da carreira. Doalcei Camargo vinha, de forma fragorosa, perdendo o pique e o timbre de voz (uma das mais bonitas do meio, bem traduzida pelo slogan ‘o mais vibrante do Brasil’).
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UMA ESPERANÇA
A Tupi foi buscar em São Paulo uma alternativa para o lugar de Doalcei. Seu nome: Osvaldo Maciel, sucesso de crítica e público que, por questões salariais havia se desligado da Record. Sua estreia ocorria em 21 de fevereiro, com a transmissão de Botafogo e Porto, no Maracanã, para a entrega das faixas aos campeões do Brasileiro. Solidários ao locutor, o repórter Ronaldo Castro e o apresentador Marcus Aurélio saíam, para a Tamoio e CBN, respectivamente.
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M E M Ó R I A
Vivia-se em 1985 sob os auspícios do governo Sarney num tempo chamado Nova República. O rádio esportivo ganhava na abertura do Estadual de Futebol mais uma concorrente. Era a Tamoio. Liderada por José Cunha tentava repartir o bolo-audiência pelo qual ‘brigavam’ Tupi, Globo/Eldorado, Nacional/Ipanema, Bandeirantes e Jornal do Brasil. Um grupo tudo fez para boicotar a novata equipe.
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Nas Ondas
/o Raphael de França, apresentador e produtor é um dos reforços contratados pela 94 FM(Roquette Pinto). Fez sua estreia na segunda-feira (30), conduzindo o De Carona, das 7h às 9h.

/o Muito bem relacionado na classe, foi saudado por, entre outros, Francisco Barbosa(Tupi), Mário Esteves (sem emissora), Ana Flores (hoje em Macaé), Fabiano Mello e José Milson (JB).
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/o No rádio desde os 14 anos, foi assistente do avô na Globo,Tupi e Manchete. Nesta, arrendada pelo empresário Miguel Nasseh, promovido a diretor de programação a partir de 2009.

/o Escolhido titular do 94 Esporte Clube, das 18h às 19h (reintegrado depois de duas semanas), Rogério Ribeiro tem, no Cláudio Affonso, da penúltima safra, companheiro de programa.

/o A audição de estreia contou,como convidados, com as participações de Ricardo Mazzella, Sérgio Américo e Carla Matera, que só falou ao ser anunciada, diferente de seus acompanhantes.

/o Américo e Mazzella lembraram de muitas coisas de suas carreiras em estúdios e campos de futebol, histórias engraçadas ou passagens curiosas. Narrador, o segundo chefiou equipe na 94.

/o Rosana Jatobá – que já foi ‘a moça do tempo’ na TV – é a nova componente da equipe da CBN. Estreou na terça (1º), no Jornal da CBN, 2ª Edição, dia que a rádio comemorava 28 anos.

/o Ela vai, segundo se anunciou no informativo, dividir a bancada com Roberto Nonato, que está na emissora do SGR desde o seu surgimento. Na estreia, entretanto, cumpriu atuação limitada.

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sábado, 28 de setembro de 2019

Direto das Ondas

A REPAGINADA 94 FM
Depois de duas semanas de experiências e mexidas em todos os seus setores, a 94 FM (Roquette Pinto) coloca no ar nesta segunda-feira (30) uma diversificada programação, repaginando a sua grade. Incorporam-se oficialmente a ela profissionais que estavam em disponibilidade no mercado, sendo alguns bastante conhecidos do grande público amante da mídia eletrônica.
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NOVOS REFORÇOS(*)
Figuram na relação,por exemplos, os apresentadores Raphael de França, Marcus Marinho e Selma Boiron, o noticiarista Luiz Nascimento, as repórteres Ana Rodrigues e Raquel Faillace.

Enquanto eles chegavam para reforçarem a equipe da casa, outros (em número maior) eram simplesmente dispensados, sob o argumento de que o país continua vivendo crise econômica.
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CARONA COM FRANÇA
Lançado com um duplo comando (Marcus Marinho e Devid Costa) o De Carona passa a ter o Rafael de França como titular. E, uma segunda edição, que será apresentada no fim da tarde.

O De Carona, 1ª Edição, já está nos carros (nas casas e celulares), entre 7h e 9h da manhã. A edição que o complementa, pilotada por Marcus Marinho, terá transmissão das 17 às 18h.
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BOIRON, O RETORNO
Selma Boiron, um tempo fora, foi escolhida para fazer o Todas as Tardes, das 14 às 17h, um programa 90% musical – com o melhor do contemporâneo, principalmente temas da MPB.

Intermediando uma e outra, tem o Painel da Manhã, com o Jorge Ramos e, participação de Lúcia Araújo, das 9h às 11h. Na sequência, Cardápio 94, conduzido por Leandro Augusto.
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DOSE MAIOR DE NOTÍCIAS
O seu jornalismo foi revigorado. Estão em curso uma audição nas horas cheias, Repórter 94 – ‘com o que é destaque’, e nas meias horas, Linha do Tempo – ‘com a notícia em cima do fato’.

Anunciada como ‘A rádio do Rio’, bordão há pouco utilizado, adotou-se outros.’A rádio que o Rio curte’ e ‘rádio para compartilhar’. O seu lema: ‘Informação, música, cultura e esporte’.
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R a r e f e i t a s
(*) Raphael de França foi assistente de produção de Luiz de França (1946-2017), seu avô e, em algumas vezes, até sonoplasta. Também diretor de programação da Manchete,fechada em 2015.

(*) Marcus Marinho coordenou durante um tempo o jornalismo da Super Tupi. Com a crise na emissora em 2016, por atrasos de salários,desligou-se,e foi trabalhar na Mania, do Grupo Universo.

(*) Selma Boiron estava ultimamente na SulAmérica Paradiso, onde era apresentadora em horário vespertino. Atuou na Fluminense, ‘A Maldita’ e na Oi (que arrendara a Cidade), da JB.

(*) Com duas passagens pela Globo e três pela Super Tupi, Luiz Nascimento esteve longo período na extinta Jornal do Brasil AM.Até o início do ano prestava serviço à Rádio Rio de Janeiro.

(*) A repórter Ana Rodrigues, uma expert em cinema, ganhou a chefia do jornalismo da Super Tupi, com a saída do Roberto Feres, longevo na função. Ficou até 2016, com a rádio em crise.

(*) Raquel Faillace, repórter, trocou a Super Tupi pela Globo. Na emissora dos Marinho, foi também produtora. Assinou, em certa ocasião, um especial sobre a carreira do Luiz Mendes (1924-2011).

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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Direto das Ondas

E, SE MUDASSEM OS NOMES...
A Super Tupi (96,5 FM/1280 AM) é, hoje no Rio, a mais popular emissora de rádio. Situada há algum tempo em posição privilegiada no Ibope – ora líder, ora vice de O Dia ou Melodia --, conta até com a JB nos calcanhares. (Tenha lá isso as ondas hertzianas...) Nesta quarta-feira (25), a estação do condomínio dos Diários Associados está celebrando 84 anos de fundação.
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TERIA AUDIÊNCIA...
Desse a ‘louca’ no diretor-geral e resolvesse ele mudar os nomes das atrações da grade, haveria, acreditamos, uma inusitada revolução. Conferimos o que ouvinte ‘digere’ ao longo do dia.

Há no seu ‘cardápio’ nove cartazes chamados ‘shows’ e quatro ‘programas’. No primeiro grupo Mário Belisário, Antônio Carlos, Clóvis Monteiro, Pedro Augusto, Heleno Rotai e Apolinho.

Vão ao ar de segunda a sexta-feira. Nos fins de semana, o ‘leque’ apresenta o Show da Galera (tarde de sábado), Show de Bola (noite de sábado) e o Domingo Show (no amanhecer).
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...’NA CIDADE TODA?’
São ‘programas’ os do Alexandre Ferreira, Isabelle Benito, Francisco Barbosa e Cristiano Santos, ou seja, madrugada, manhã e à noite.(Este último um dependente dos jogos de futebol).

E, o que escapa à mesmice dos títulos? Patrulha da Cidade, criado em 1956; Na Cia do Garcia; Giro Esportivo (com 30 anos); Rolando a Bola (tempo igual) e Baú da Tupi – um pouco menos.

A listagem é completada pelo dominical Bola em Jogo, tão rodado quanto o Giro, o sabatino Samba Social Clube, e fechando a vitoriosa escalada, o Radar Tupi, do combativo Luiz Ribeiro.
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NEM SEMPRE ASSIM
A terminologia entre ‘shows’ e ‘programas’ data dos anos 90. Primeiro com o Pedro Augusto e Luiz de França, de um lado, e respectivamente de outro, Roberto Canázio e o Francisco Barbosa.

Antes, nos anos dourados do rádio – AM no caso (o FM ainda não se firmara) -- , havia coisas do tipo Rádio Sequência G-3, Incrível, Fantástico, Extraordinário, Marmelândia e Caleidoscópio.

No pós Música, Exclusivamente Música, anos 80 na Tamoio, (do grupo) só ‘programas’. Do José Cunha, Fernando Sérgio, Marne Barcellos, Kléber Sayão, Jorge Perlingeiro, e outros.
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R a r e f e i t a s
/o Apresentador de dois programas na SulAmérica Paradiso – Todas as Telas e Redação Online – Sérgio Gianotti manifestou o seu descontentamento com a situação em que se encontra o país.

/o Na manhã desta segunda-feira (23), ao ler o editorial em que encerrava o Redação Online, ele afirmou: ‘Os políticos são como raposas tomando conta do galinheiro. Só pensam neles’.

/o Deivid Costa assumiu, na repaginada 94 FM (Roquette Pinto), o comando da nova atração da casa, o De Carona. No lançamento, recentemente, formava dupla com o jornalista Marcus Marinho.

/o Com a entrada deste (das 7h às 9h), o Painel da Manhã, que era das 6h às 10h, foi remanejado para das 9h às 11h, sendo o Jorge Ramos apresentador, e a Lúcia Araújo, colaboradora.

/o Pela segunda vez este ano, Clóvis Monteiro tirou férias na Super Tupi. (Tinha crédito acumulado, naturalmente). Retomou seu programa com o ritmo de sempre, neste 23, inicio da Primavera.

/o O motivador Clóvis, dos mais ouvidos na emissora do imperial São Cristóvão, disse ter passado vinte dias fora do país. E aproveitou a viagem para conhecer cidades da Itália e de Portugal.

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sábado, 21 de setembro de 2019

Rádiomania, o Livro/82 (Parte II)

REVIRAVOLTA NO AR
Dezembro de 1998. Reviravolta no esporte da Super Rádio Tupi. Titular do posto nada menos que 23 anos consecutivos, Doalcei Camargo era destituido. Luiz Penido assumia a vaga e levava para comporem a nova equipe Eraldo Leite, Danilo Bahia, Ivan Mendes, Marcus Tinoco e Felipe Cardoso, dissidentes da Globo. Com Doalcei saíam Edson Mauro, Sérgio Noronha e Loureiro Neto.

.o. Edson e Loureiro voltariam à Globo em janeiro de 1999; Doalcei e Loureiro, depois de uma passagem pela Nacional, reforçariam a equipe do Garotinho. (Doalcei em plena Copa do Mundo de 90, quando a emissora da Radiobras dispensara profissionais do futebol; Loureiro quase um ano depois, substituindo Kléber Leite no Enquanto a Bola Não Rola,lançado na Tupi em 1985).

.o. Antes desses dois últimos, a Globo contrataria Luiz Mendes, que integrara por uma temporada os quadros da Nacional. Dono de substancial arquivo de sua especialidade e, de uma memória privilegiada, o comentarista de maior ’janela’ trabalhara com os principais narradores.

.o. Consta da relação, além de Doalcei (‘O Mais Vibrante’), Orlando Batista (‘O Mais Laureado’), José Carlos (‘O Garotinho Ligeiro’), Luiz Penido (‘Garotão da Galera’) e Osvaldo Maciel (‘Um Canhão de Audiência’).
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VIDA DE SURPRESAS
.o. Um novo rumo se desenhava na vida de Luiz Penido no início de 1994(até novembro de 93, na Tupi). Vida ‘bandida’ – conforme ele costumava descrever a situação de alguns jogadores em determinados lances.

.o. Penido passava a chefiar o esporte da Nacional. Seria, a partir de11 de janeiro o novo apresentador de No Mundo da Bola, o mais antigo programa do gênero, criação de Antônio Cordeiro em 1947. Nessa empreitada, tinha entre seus colaboradores Eraldo Leite e Paulo Júnior, parceiros na Tupi.

.o. O principal comentarista voltava ser Chico Anysio, que trabalhara com Penido na outra. Iata Anderson figurava na linha de frente do grupo juntamente com o narrador Sérgio Moraes. Duas revelações -- o repórter Sérgio Guimarães e o comentarista de arbitragem José Roberto Wright.

.o. Seguia os passos do pai, Benjamim Wright, lembrado nos bastidores pela frase: ‘O futebol é uma caixinha de surpresas’. E, isso (surpresas) são coisas que não faltam, principalmente para radialistas esportivos.

.o. Em agosto de 1995 a Nacional dava um xeque-mate em Luiz Penido e companheiros. Exatamente no dia 18 daquele mês, uma sexta-feira, o Bate-Bola (noticiário de 10h à meia-noite) se despedida da emissora.

.o. Da equipe formada há pouco mais de um ano, de que participavam quase vinte profissionais, apenas cinco permaneciam na casa – antigos radialistas. Penido e os mais chegados a ele se abrigariam na Tropical FM, (de pequeno investimento), propriedade do empresário Armando Campos.
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M E M Ó R I A
.o. A equipe de esportes da Manchete – que chegara a ser a terceira alternativa no Rio – ficava desfalcada no início de 2010, com a saída de Daniel Pereira, narrador e um dos chefes. (Ele optara pela SporTv). Em maio daquele ano ocorriam novas baixas. O comentarista Carlos Alberto Parisi e o âncora Fábio Tubino ingressavam no núcleo da Tamoio.
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Nas Ondas
/o Fernanda Montenegro, que começou na Rádio Guanabara, no Rio, onde trabalhou dez anos, está lançando sua autobiografia. São 70 anos de carreira, atividades no teatro, cinema e TV.

/o Popularizada como a Dona da História, Arlette Pinheiro na certidão de batismo, nascida no bairro de Campinho, prepara-se para o dia 16 de outubro, quando comemora 90 anos de idade.

/o A Super Tupi (jornalismo e variedades) e a NovaBrasil (musical com dois noticiários), têm uma coisa em comum – programa e tempo iguais de apresentação, diariamente às 19h.

/o Chama-se Radar,a alternância para o espaço de A Voz do Brasil. Curiosos associam o caso à parábola do ovo e da galinha. Qual deles teria 'nascido’ primeiro – eis a grande questão.

/o Muito ruim a playlist que o SGR colocou no lugar de a Nova Globo. A Sequência Premiada, recurso para ‘segurar’ ouvinte, leva todo jeito de ser mais uma equivocada aposta dos cardeais.

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quarta-feira, 18 de setembro de 2019

Direto das Ondas

NO ENTORNO DO LUGAR-COMUM
Liberdade de expressão, a que todo o ser humano tem direito, é um termo forte, conclusivo. Muito apropriado para quem exerce atividades nos veículos destinados ao entendimento público –, os meios de comunicação. Na mídia impressa e eletrônica o lugar-comum funciona, em alguns casos feito slogans (bordões), tal o seu volume. Modo ideal de cativar o ouvinte, a audiência.
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MEIO E MENSAGEM
E, com isso, lhes passar a mensagem que interessa. (Quanto mais simples as palavras, melhores). Elas servem como parâmetros, operando com a força de impositivas ferramentas.

Assim, naturalmente, se atinge o público de poucas letras (ou nenhuma) e, da mesma forma, a camada mais experimentada, mente aberta, esclarecida, bastando-lhes um piscar de olhos.

Nos mais conhecidos veículos de comunicação, a linguagem tem sua importância. Exemplar recurso um trio imbatível – clareza, simplicidade, exatidão – o a.b.c do jornalismo nas faculdades.
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O NATURAL ESPANTO
Os técnicos do ramo (e os teóricos também) espantam-se quando ouve – ou assiste – um apresentador, um repórter só usarem palavras do lugar-comum, a pretexto de não ‘falar difícil’.

Não é a mesma visão dos pesquisadores, pois no conceito destes, o formador de opinião tem o inerente dever, antes de tudo, de proporcionar qualidade aos que o acompanham na trajetória.

O ‘complicado’ de quem lida com esporte ou trânsito há muito esgotou a paciência dos candidatos a Jó. Desgastantes, o ‘rápido intervalo’,‘obrigado pelas informações’ e ‘de qualquer maneira’.
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R a r e f e i t a s
/o Tirante a Super Tupi(Leonardo Salles e Isabella Fraga) e JB FM (João Carlos Cardoso) as rádios do Rio que cobrem trânsito via-helicóptero, não estão utilizando mais repórteres fixos.

/o Por causa da crise, o serviço foi terceirizado. O Felipe Macon, por exemplo, trabalha ao mesmo tempo para emissoras de empresas diferentes – 94 FM (Roquette), Melodia e Globo.

/o Fernando Ceylão, que faz dupla com Carol Barreto há dois meses na condução de Hora do Blush, na SulAmérica Paradiso, aniversariou na segunda-feira (16). Foi muito cumprimentado.

/o Não apenas pelos colegas de emissora (uma praxe), mas enormemente pelos internautas, que ressaltaram as qualidades do programa, renovado com a chegada dele e parceira.

/o No horário (das 17h às 19h) tem o Show do Apolinho, na Tupi. Dificilmente outra rádio consegue vencer o Apolo, embora hoje as seções estejam perdendo para número de comerciais.

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sábado, 14 de setembro de 2019

Rádiomania, o Livro/ 81 (Parte II)

Esporte – ANO DE MUDANÇAS
Depois de sete anos na Rádio Nacional, José Carlos Araújo (o Garotinho) e Washington Rodrigues (o Apolinho), voltavam para a Rádio Globo. Era dezembro de 1984 e, com a dupla, seguiam na mudança Eraldo Leite, Elso Venâncio, Maurício (Danadinho) e Denis Menezes, Carlos de Souza (Biro-Biro) e, ainda, o folclórico Alberto Brrandão – que acumulava a esportiva com a policial.

Revelação de narrador na equipe do Waldir Amaral, onde tinha sido rádio-escuta e mais tarde ’ponta’, Garotinho encontrara o seu caminho em 1977, quando passara a titular. Apolinho, um imponente repórter na equipe, ganhara tal denominação do chefe, porque na sua movimentação nos campos portava um microfone sem fio, réplica do utilizado pelos astronautas da Missão Apolo.
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DUPLA DINÂMICA
Na ocasião, ele formava com o Denis Menezes, a mais dinâmica dupla de repórteres esportivos do rádio, batizada de ‘Os Trepidantes’. Lançado comentarista no último ano de sua atuação na emissora da Radiobras (o Denis era novamente seu companheiro nas reportagens) Apolinho logo se projetaria. Deixara o slogan ‘o da palavra mágica’ para ser ‘o mais ouvido do Brasil’.

A volta de José Carlos Araújo e Washington Rodrigues à emissora dos Marinho representava, no período, mudanças radicais no rádio esportivo, uma revolução em troca-troca. Com Waldir, que saíra da Globo,foram para a Jornal do Brasil Edson Mauro, Cezar Rizzo e Loureiro Neto; para a Tupi Jorge Cury, Kléber Leite e Sérgio Noronha (*); para a Nacional o Jairo de Souza (‘Tiriri-Tiriri-Tiriri’).
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SEM RETORNO
Turfe era o esporte de tradição da Rádio JB AM, implementado por Teófilo de Vasconcellos. Depois, viera a fase do Ernane Pires Ferreira. A experiência com o futebol não dera certo, na emissora. O contrato com uma agência de publicidade, duração de dois anos não obteve o retorno que se esperava, apesar de a equipe ser liderada pelos consagrados Waldir Amaral e João Saldanha.

Waldir assinaria, em seguida, com a Nacional, levando dentre os companheiros, Aírton Rebelo, Sidnei Amaral e Ruy Guilherme. O compromisso acertado em janeiro de 1986 seria de três anos, mas ele se desligaria em outubro do ano seguinte.A rádio não ofereceria as condições ideais de trabalho. Faltava verbas para as despesas de viagens e hospedagens. O grupo se dissolveu.

Ele não mais comandaria equipe de esporte. Ressurgiria no rádio em 1991, cogitando uma formação para a Tropical FM, do empresário Armando Campos. Recuou em tempo. (O Cezar Rizzo chegara a tocar o projeto, sem êxito, porém). Waldir reapareceria naquele ano, produzindo uma crônica diária na Capital onde, até meados dos anos 60, funcionara a decantada Continental. Ali firmara seu nome como narrador, depois de ser ‘ponta’ de Oduvaldo Cozzi.

(*) Sérgio Noronha permanecera mais um pouco na Globo. Só conseguira se mudar para a Tupi no decorrer de novembro de 1985.
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M E M Ó R I A
.o. Em 4 de novembro de 2001, um domingo, Ronaldo Castro estreava na Globo, entrando no lugar do Elso Venâncio,demitido em outubro. Ronaldo passava a comandar o Enquanto a Bola não Rola, de meio-dia às 2h, participava do Balanço da Globo, nos intervalos das transmissões, do Panorama Esportivo, de 10h à meia noite, e ainda se revezava com Gérson e Luiz Mendes nas jornadas. A maior parte de sua carreira no rádio foi vivida na Tupi.
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Nas Ondas
/o A 94 FM (Roquette) com direção nova desde o início do ano, repaginou sua grade. Tirou o Painel da Manhã(*) do ar e colocou no posto o De Carona, ambos com uma dupla de apresentadores.

/o Jorge Ramos e Lúcia Araújo deram lugar a Marcus Marinho e Deivid Costa. Naquele, seis repórteres eram utilizados e, no outro, foi reduzido para a metade o número desses profissionais.

/o Noticiarista de primeira categoria do rádio com passagens por importantes emissoras, Luiz Nascimento está, agora, na 94 FM. A estatal contratou valores que se encontravam em disponibilidade.

/o Heleno Rotai volta neste domingo (15) na Super Tupi a seu horário anterior, das 8h ao meio-dia. Garotinho2 e Rosinha, ocupantes de uma parte, dispensados por problemas com a Justiça.

/o Por mais experimentado que seja o repórter, ele se deixa levar pela emoção em casos como a tragédia do Badim. Difícil, porém, se ouvir ‘que vítimas não resistiram aos ferimentos (asfixia)’.

(*) O Painel não saiu. Mudou para de 9h às 11h no comando de Jorge Ramos,e a Lúcia Araújo como colaboradora.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Direto das Ondas

DE COLLA,FALANDO SÉRIO E,ETC.
Chama-se Carlos Colla nascido em Niterói e advogado militante o autor de Falando Sério, um dos maiores sucessos de Roberto Carlos. Dele também, entre inúmeras composições, Sonho Por Sonho (José Augusto), Bye, Bye Tristeza (Sandra de Sá),e muitas outras gravadas por cantores populares – Alcione, Zezé Di Camargo e Luciano, Chitãozinho & Chororó, Fafá de Belém.

Produtor musical e poeta, ele esteve presente ‘ao vivo’ no Rio na Palma da Mão, na SulAmérica Paradiso nesta segunda-feira (9). Ernani Alves, titular do programa elevou a máxima potência a capacidade do seu entrevistado.

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UM CONTO, OS PONTOS...
Afirmou que Colla já produziu mais de duas mil (sic) canções. Envaidecido com as palavras do apresentador, o convidado esclareceu, dizendo que faz músicas todos os dias. Sua inspiração chega quase sempre quando vai dormir, frisou.

Sonha, ele revelou, em ver cada nova obra em disco. Mas, muitas vezes ao acordar e conferir no gravador, auto-reconhece que se trata de ’verdadeira porcaria’. (Risos contidos no estúdio). Colla estava falando bastante sério.

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...EM OUTRAS GALÁXIAS
Depois de uma consulta a alguns apontamentos colhidos, ficamos a pensar, e nos indagando. Qual seria o comportamento do Ernani se, por exemplo, levasse ao programa um Gilberto Gil, Milton Nascimento, Djavan ou Alceu Valença?

Ou, ainda, o Bruno Calliman – que se mantém no anonimato – e é o responsável pelos grandes sucessos sertanejos,‘grudes’ que se toca no Brasil inteiro, com duplas que são espécies de ‘arroz de festa’ em suas aparições nas TVs.

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CAMILA E AS ‘MENINAS’
O Convocadas com Camila Carelli, na terceira hora do Estúdio CBN, não é bem aquilo que se noticiou por aí (e por aqui inclusive).A proposta, aparentemente, era tratar de futebol feminino, e de um modo especial, sobre as atividades da seleção.

Pelo menos na edição desta segunda, o que se ouviu foi um apanhado dos jogos do Brasileirão, resultados da rodada. Somente no encerramento Camila passou para a Tatiana Vasconcellos informe das ‘meninas’. Não vai ter finalistas no ano.

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R a r e f e i t a s
/o Colla teve diversos parceiros. Não fez nada sozinho. Em Falando Sério, dividiu a composição com Maurício Duboc, que assinou com ele outras páginas bem ao jeito dos intérpretes.

/o Na voz do ‘Rei’ Roberto Carlos foram (contadas) quarenta e quatro músicas, co-autores de diferenciados perfis. De Nenéo a Fred Falcão, passando por um Peninha, ou ainda Mauro Motta.

/o Marcos Valle foi seu parceiro em Bye, Bye Tristeza, Chico Roque em Sonho Por Sonho, Michael Sullivan em Além da Cama e Meu Vício é Você, nas vozes de Sandra,José Augusto e Alcione.

/o Perguntado se tinha uma preferida entre tantas, Colla disse que sim; era Verdade Chinesa, o principal sucesso do repertório de Emílio Santiago, com um cantor bissexto que nem ele, o Gilson.

/o Ao mostrar suas músicas, suscitou a curiosidade do Gélcio Cunha, com um ‘porque não grava cantando’. Respondeu que é ‘um armador, e não goleiro’. (Colla cantor, já gravou dois álbuns.)

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sábado, 7 de setembro de 2019

Rádiomania, o Livro/ 80 (Parte II)

E... ELAS TAMBÉM FIZERAM
Os nomes relacionados nas páginas anteriores são uma pequena mostra da grandiosidade do rádio – suas histórias, sua importância, curiosidades. No período das novelas as mulheres ganharam mais espaço no veículo. Locutoras e apresentadoras foram, e ainda continuam sendo minoria. A exceção ocorre nos dias de hoje nas emissoras em que o jornalismo é atuante. Na reportagem, por exemplo, há predomínio delas, como se pode constatar sintonizando uma Super Tupi, CBN e BandNews.

.o. Ao número de valores aqui lembrados, acrescentamos o de algumas mulheres de alto significado no ramo, cabendo o pioneirismo a LEA SILVA e HELENA SANGIRARDI. A primeira começou na Rádio Clube Fluminense, em Niterói, com o programa A Voz da Beleza, diário a 1h da tarde. Depois, atuaria na Tamoio. HELENA era ouvida pelas ondas da Nacional, também à tarde, com o seu Consultório Sentimental.

.o. Havia na mesma Nacional o Programa da Madame, com ISMÊNIA DOS SANTOS, atriz e cantora lírica. Regra básica do gênero: conselhos sobre utilidades do lar, receitas de bolos e pratos variados, além de truques para manter boa aparência física. Entre um e outro item, ISMÊNIA lia uma crônica do Genolino Amado, interesse da classe.

.o. Nesse modelo, SAGRAMOR DE SCUVERO comandava na Mayrink Veiga, O Mundo Não Vale O Meu Lar.Poetisa e escritora de livros infantis, fez grande sucesso ao radiofonizar a vida de conhecidos cientistas. (Foi casada com Miguel Gustavo – redator, produtor de jingles, compositor preferido de Jorge Veiga e Moreira da Silva e autor do hino Pra Frente Brasil, de exaltação à Seleção para a Copa do Mundo no México, em 70).

.o. EDNA SAVAGET e NENA MARTINEZ são outros nomes nessa lista de representantes femininas. EDNA formou-se em Filosofia pela UERJ e em Jornalismo pela UFRJ. Esteve na Rádio Nacional, na Eldorado e na MEC. Na última com o programa Aqui Entre Nós, que fugia à linha do culinária/conselhos/beleza. Abordava temas gerais e, frequentemente, falava de livros, entrevistando escritores e editores.

.o. NENA, criada na Tupi, atuara também na Mauá e Tamoio. Foi a profissional de carreira mais longa em toda a história do rádio, trabalhando nada menos que 70 anos. Formada em Direito, seguira por duas décadas o padrão das demais. Especializou-se em Astrologia, e acabaria se tornando parâmetro para as numerosas sucessoras.

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M E M Ó R I A
.o. O comentarista Luiz Mendes (1924-2011), que trocara a Globo pela Tupi em 1995, voltava ao endereço anterior quatro anos depois. Sua reestreia ocorria em 1° de junho, uma sexta-feira, na partida entre o Botafogo e Palmeiras, pela Copa do Brasil. No domingo seguinte – dia de Flamengo e Vasco, primeiro jogo da decisão do Estadual – ele dividia a cabine com Sérgio Noronha, o principal desde a saída do Washington Rodrigues, no final de 1998.

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Nas Ondas
/o O Convocadas, que foi um programa na ex-Nova Globo, estreou na segunda-feira (2) como quadro no Estúdio CBN, que vai ao ar a partir das 16h com apresentação de Tatiana Vasconcellos.

/o A repórter Camila Carelli escalada para a tarefa, conversa duas vezes por semana com a âncora,falando de futebol feminino, atualizando notícias e comentários sobre as atividades da seleção.

/o Rodolfo Schneider, que estava de férias, trocou o Rio por São Paulo na BandNews, juntando-se aos titulares do jornal. Na Super Tupi, Clóvis Monteiro deu uma parada. Cristiano Santos no comando.

/o É uma raridade no rádio atual tocarem clássicos do samba. Como os de um (Elton) Medeiros, e seus parceiros. Timoneiro, Ame, O Ideal é Completo foram algumas obras de seu inspirado repertório.

/o ‘Não sou eu quem me carrega/Quem me carrega é o mar/É ele que me carrega (...) ‘Ame/Seja como for/Sem medo de sofrer/Não tenha medo, não’ (...)
‘Quando a Portela chegou/A plateia vibrou com emoção...’

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sábado, 31 de agosto de 2019

Rádiomania, o Livro/ 79 (Parte II)

ELES FIZERAM HISTÓRIA
‘Saúde, paz e amor.’ Era com esta saudação que LUIZ DE CARVALHO (1919-2008) se dirigia a seus ouvintes nas manhãs da Rádio Globo por nada menos que três décadas. LUIZ DE CARVALHO e seu programa, de 9h ao meio-dia, entre segunda e sábado, liderou a audiência no horário durante anos seguidos.Foi um grande incentivador dos movimentos musicais ocorridos no país – do Bolero ao Samba-Canção; da Pilantragem a Bossa Nova; da Tropicália ao Rock and Roll.

.o. O da Jovem Guarda foi o que mais provocava rebuliços, atraindo adolescentes às cercanias da emissora. Seus estúdios, em frente ao Café Nice, na Avenida Rio Branco, eram constantemente visitados pelos artistas em evidência – Erasmo e Roberto Carlos, Wanderlea, Jerry Adriani, Wanderley Cardoso, Leno & Lilian, Renato e Seus Blue Cap´s, e outros.

.o. Bem próximo ao tratamento que LUIZ DE CARVALHO dispensava à turma da Jovem Guarda, havia o do JOSÉ MESSIAS (1928-2015) na Guanabara, emprestando seu nome a um programa. Embora atuasse numa rádio de menor projeção, este representava forte influência no movimento e, como fizera com o rock, era considerado um valioso aliado.

.o. LUIZ DE CARVALHO foi um dos fundadores da Globo. Antes do programa que o colocaria no pedestal dos grandes profissionais do rádio, dividira com Luiz Mendes e Daysi Lúcidi, o Chá das Três, que cairia em poder de Jonas Garret, permanecendo ali até sua transferência para a Nacional.

.o. No auge, LUIZ CARVALHO foi para a Tupi, mas não alcançaria êxito. Trabalharia ainda na Clube do Brasil, Imprensa FM, Federal de Niterói e, a partir de 1982, na Bandeirantes. Longe da consagração de que um dia fora alvo, incluindo-se uma passagem pela televisão. Ele foi apresentador do Tevefone, na TV Globo, dos pioneiros de auditório ‘ao vivo’.

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.o. Na mesma emissora do MESSIAS atuava CARLOS IMPERIAL (1935-1992). Seu programa, Alô Brotos, com os ritmos da moda, dedicava-se também aos astros da Jovem Guarda. Depois longa peregrinação pelas gravadoras, ele conseguiria que Roberto Carlos, conterrâneo e pupilo (natural de Cachoeiro do Itapemerim) tivesse o lançamento do seu primeiro álbum.

.o. Nos embalos do movimento muita gente ‘se arrumou’. Exemplos do FAUSTO GUIMARÃES, da Rádio Mauá, que morreu prematuramente; e da produtora e relações públicas da Rádio Carioca, Magda Fonseca, filha de Alceu Nunes Fonseca, dono da emissora e também da Cachoeiro, onde Roberto Carlos se iniciara. (Magda seria uma das musas do ‘Rei’ da JG.)

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M E M Ó R I A
.o. A um mês de completar 40 anos de rádio, 29 dos quais a serviço da Nacional, José Messias reestreava na Metropolitana, interessada em diversificar sua programação, que na década de 80 estava mais dedicada aos temas evangélicos. Fala Povo, a nova criação do apresentador, era lançada no dia 12 de julho de 1993, e transmitida de segunda a sexta, das 8h às 10h.

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Nas Ondas
/o Em Buenos Aires tudo funciona. Crivella precisava ir lá – disse Roberto Canázio ao reassumir seu programa na SulAmérica Paradiso, quinta-feira(29), após uma breve ausência.

/o Na emissora desde abril, (ficou na Argentina quatro dias), ele tinha acertado a viagem antes de fechar com a direção da casa, administrada por Alexandre Amorim, ex-locutor.

/o As rádios CBN e BandNews são destaques na cobertura da Bienal do Livro no Rio. Aberta na sexta-feira (30) a festa vai até domingo (8), sendo a quarta maior movimentação na cidade.

/o A EBC, que reúne emissoras de rádio e TV do governo tem um novo presidente, o segundo este ano. O general Luiz Carlos Pereira substituiu Alexandre Henrique Graziani.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Direto das Ondas

...PALMA DA MÃO COM ERNANI
Pilotado por Ernani Alves, Rio na Palma da Mão estreou nesta segunda-feira (26) na SulAmérica Pardiso. A audição inaugural em ritmo de festa, teve a precípua finalidade de ‘mostrar’ o que seria o programa, seus quadros, seu formato. (Aliado a Hora do Blush e Manhã Paradiso é parcial mudança no perfil da emissora.)
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QUEM É O CANTOR?
Depois das saudações naturais que acontecem durante um lançamento, a prévia da atração terminou com o titular exibindo um lado que o público não conhecia – Ernani cantor. Em dueto com Hildon, um dos convidados, ele interpretou (e bem afinado) um dos principais sucessos do artista – Ninguém Viverá Nosso Sonho.
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EM NOVOS CAMINHOS
Já trilhando os caminhos da normalidade, em marcha moderada, Rio na Palma da Mão deixou no ar, terça-feira, que se trata de espécie de antídoto contra o reinante show de mesmice da atualidade, um recheio novo para o repartido bolo pela audiência.Sem alguma dúvida, coisa diferente do que se ouve por aí.
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COISAS DOS ANTIGOS
(Alvíssaras, alvíssaras -- diriam os cronistas dos jornais e revistas antigos, inclusive o Alvaro Moreyra, de saudosa memória, com suas imortais As Amargas, Não). No desfecho, Ernani entrevistou o cantor e compositor Gilson, autor, entre outras músicas, de Casinha Branca, que não é mero fruto da imaginação.
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A VERDADE, O JUÍZO
Gravado por estelares intérpretes da MPB, ele relembrou, acompanhando-se ao violão, dois sambas de sucesso, lançados por Emílio Santiago (1946-2013) -- o Verdade Chinesa, em parceria com Carlos Colla, e Cadê Juízo, feito com Joran. (Só na voz do Emílio, Gilson e seus parceiros tiveram uma dezena de gravações.)
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VOZES NO SILÊNCIO
Um dos melhores programas do rádio nos dias presentes, Todas as Vozes, com Marcus Aurélio, saiu do ar na quinta-feira (22). Agora, é passado remoto. Marcus, um deficiente visual e defensor das causas pertinentes às pessoas com problemas semelhantes ao dele é um apaixonado do veículo desde a juventude.
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ÍNDICES LEVANTADOS
O Todas as Vozes conseguiu se transformar no mais importante programa da MEC AM nos quatro anos e meio que foi parte da composição da casa. Estava em cartaz entre 7h e 9h das manhãs de segunda a sexta, com quadros originais. O Rádio Faz História, Essa Letra, Essa Música, Visão de Jogo e Atitude Inclusão.
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UM MESTRE NA MÍDIA
Há um ano Marcus se diplomou em mestre de comunicação pela UFF (Universidade Federal Fluminense) e, há dois meses, funcionário da Faculdade Nove de Julho. Coordenador da UNIRR, que atende os excepcionais, colabora com a Rádio (online) da ONCB -- Organização Nacional dos Cegos do Brasil.
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O REPÓRTER, O ÂNCORA
O seu começo foi na Rádio Roquette Pinto. Depois, repórter (setorista) na Super Tupi, comandaria o Giro Esportivo e Bola na Mesa. Mudando para a CBN, ancorou o Notícias da Manhã e, posteriormente, CBN, Tarde Total. Apresentador e coordenador executivo do SGR lançaria o Quintal da Globo, sendo mais tarde, gerente geral da Rádio Globo em São Paulo, onde esteve radicado.
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R a r e f e i t a s
/o Fábio Antônio, que produz Rio na Palma da Mão, e Gélcio Cunha, componente já foram companheiros na Globo. Gélcio ainda ‘amarelinho’, Fábio estagiário no ‘Haroldo de Andrade’.

/o Com a saída do Marcus Aurélio, a MEC AM retirou do arquivo o Rádio Sociedade, programa que ocupava o espaço antes de o Todas as Vozes se integrar à grade da estação.

/o O Rádio Sociedade, nome antigo da MEC, tinha Denise Viola como apresentadora e, na reedição, a diretoria indicou para seu comando, o jornalista e comunicador Dylan Araújo.

/o A troca de programas manteve apenas um quadro – o Viva Maria, da Mara Régia, transmitido de Brasília. O destaque passou a ser o Trilha da História, com Isabel Azevedo à frente.

/o O produtor (e apresentador) Marcos Leite, ex-colaborador do Todas as Vozes ficou responsável pelo esporte. No empate da Chapecoense e Vasco ele soltou um ‘famoso zero a zero’.



sábado, 24 de agosto de 2019

Rádiomania, o Livro/78 (Parte II)

ELES FIZERAM HISTÓRIA
Dono de invejável cultura e amante do rádio, HÉLIO THYS foi um dos mais completos produtores do veículo em toda a sua existência. THYS (1920-2002) era filho de imigrantes judeus, nascido no bairro do Estácio, berço boêmio de Ismael Silva, quanto o era a Vila Isabel de Noel Rosa – e do Martinho em nossos dias. Como carioca que se preza, gostava de futebol e era torcedor do Fluminense. Formado em Direito, ele nunca exerceria a profissão.

.o. A carreira de radialista teve início na Mayrink Veiga, época em que transitavam por seus corredores um Haroldo Barbosa, Luiz Jatobá, Chico Anísio, Nanci Wanderlei, Estelita Bell,e outros nomes -- alguns apagados com a poeira dos tempos. A Rádio Jornal do Brasil em seu endereço na Avenida Rio Branco foi outra casa por onde ele passou. Depois esteve na Tupi e, por último, na Globo.

.o. Era um redator anônimo na Tupi e, dentre seus trabalhos,a série de crônicas Boa Noite Para Você, às 8 horas, narrada por Carlos Frias, apresentador de Caleidoscópio, memorável programa nos fins de tarde de domingos. A Vida é Assim, peças completas de rádio-teatro, também levavam sua assinatura. Um sucesso. A Globo resgatou para sua programação.

.o. Emérito contador de histórias,THYS produzia muito. Coisas de que o grande público não tomava conhecimento, algumas delas preenchendo horários da madrugada. Durante longa temporada um dos ases da equipe do Haroldo de Andrade. No Bom Dia, ele mostrava sua verve, historiando com talento invulgar os dramas do cotidiano, inspirando-se em mensagens dos ouvintes.

.o. Leitor contumaz, HÉLIO THYS deixou volumosa biblioteca, estimada em mais de vinte mil exemplares. Estudioso do escritor Honoré de Balzac (A Comédia Humana, A Mulher de Trinta, etc.) lia as obras no original. Dominaria o francês, falando fluentemente. Uma das melhores etapas de sua vida profissional, foi a convivência com Wilson Silva, Ricardo Alexandre e Áureo Ameno, formando o afinado quarteto de produtores do Programa Haroldo de Andrade.

.o THYS ainda trabalhou na televisão. Adaptou roteiros para o Grande Teatro Tupi, escreveu Algemas de Ouro, primeira novela da Rede Globo, e foi criador da série infantil Capitão Furacão, transmitida pela mesma emissora. Participaria de O Povo na TV no canal do Sílvio Santos (TV Stúdios), tendo por companheiros naquele programa Wilton Franco, José Cunha e o Roberto Jeferson.

.o. Roteirista de cinema, compositor e professor universitário – foram outras atribuições de HÉLIO THYS. Não recebeu por parte dos patrões o reconhecimento pelos anos de dedicação à Rádio Globo a que dava mais atenção que seu próprio lar. Sairia de cena melancolicamente. Demitiram-no, idoso e com problemas de saúde, o que se repetiria com o Haroldão, um dileto amigo dele.

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M E M Ó R I A
.o. Componente da equipe esportiva da Super Tupi, onde atuava como segundo comentarista, Luiz Ribeiro era promovido a apresentador de um programa próprio, das 8h às 10h da noite. Entrava no lugar do Roberto Figueiredo, que comandava o Show do Rio. A estreia ocorria em 3 de abril de 2001. Ribeiro, um repórter em tempo integral, já conduzia o Bola em Jogo aos domingos, antes denominado Bola na Mesa, com o Marcus Aurélio.

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Nas Ondas
/o Coincidências nas chamadas adulto-contemporâneas. Todas têm, em determinados períodos, uma hora de músicas sem intervalos. E, obras de mesmos autores, não citados.

/o Sérgio Gianotti faz de sexta (23) a quarta (28) jornada dupla na SulAmérica Paradiso. Avança além de seus horários normais, que são, Todas as Telas, às 5h, e Redação Online, às 6h.

/o Ele estará apresentando até às 10h o programa do Roberto Canázio que o sucede na grade. Canázio foi a Buenos Aires para atender a compromissos previamente agendados.

/o Ao contratar o Ernani Alves para a condução de um jornalismo na metade do dia, a SulAmérica modifica, em parte, o perfil de sua programação, que era, até recentemente, 90% musical.

.o. Antes de migrar para a TV, onde assumiu um programa policial, Ernani trabalhava como repórter de rádio, com passagens pela Super Tupi e pela Manchete, extinta em 2015.



quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Direto das Ondas

RECOMEÇO DE UM REPÓRTER
Um dos mais conhecidos ‘amarelinhos’ da Globo nos anos 80 e 90, *Gélcio Cunha vai recomeçar suas atividades no rádio. O repórter, que virou analista na bancada do Antônio Carlos na emissora da Glória, e sobrou depois da ‘tsunami’ de abril de 2016 (ele saiu no ano seguinte), fechou com a SulAmérica Paradiso.

A informação foi antecipada há duas semanas pelo site Audiência Carioca. Gélcio Cunha vai participar da equipe do Rio na Palma da Mão, jornalístico liderado por Ernani Alves – terceira novidade na rádio do Bossa Nova Mall no ano. A estreia será na segunda-feira (26), e o programa apresentado do meio-dia às 2h.

• O pioneiro dos ‘amarelinhos’ foi João Vita, há alguns anos falecido. Homenageado postumamente, tornou-se nome de uma praça em Campo Grande, onde viveu. Além da Globo, trabalhou na Continental e, nos impressos O Jornal e A Notícia. Entre outros que se mobilizaram naquela viatura, são componentes da lista Alberto Brandão, Pedro Costa, Armando Anache e José Alberto Vicente.
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EXCLUSIVIDADE
Falar em repórter. Esses profissionais no veículo-rádio estão rareando. Os recursos da internet e a interatividade do público interessado figuram entre os motivos da redução. É notório o que salva a existência deles -- as emissoras exclusivamente dedicadas ao jornalismo. No caso, a BandNews e CBN.
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INCERTEZAS.COM
Apesar das incertezas, a Nacional (AM) que aderiu ao gênero no início do ano, contribui a seu modo. Mas, quem ainda ouve a estatal? Provavelmente, os habitantes das cidades interioranas, pois, nesse ponto sua freqüência funciona. Ela tem a favor, preciosa atenção do homem do campo e do agronegócio.
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DE SETORISTAS
O esporte -- particularmente o futebol --, emprega hoje repórteres na ‘conta do chá’, valendo-se mais de setoristas. Por ordem da crise na economia, segundo os responsáveis pelos RHs. No trânsito, a ação deles é diuturna, estendendo-se a temas gerais. Em casos distintos, atuam simultaneamente em duas estações.
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FIXO NO ESTÚDIO
Matéria prima no campo da prestação de serviços no rádio moderno, ocorrências do trânsito não conta com o trabalho de um repórter em todos os prefixos. As chamadas emissoras públicas e as de menor investimento utilizam o apresentador para a tarefa. Sem sair do estúdio, basta-lhe os monitores da CET.
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R a r e f e i t a s
/o Crise à parte, FM que privilegia a função do repórter no Rio é a Roquette Pinto, equivocadamente anunciada como 94,1 – sua freqüência. Incrível desrespeito à memória do homem que fundou o rádio.

/o Não sendo uma emissora especializada (faz mistura de musical com jornalismo), a Roquette iguala-se à Tupi em números de repórteres.
Nesta, predominam programas de variedades.
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/o A MEC AM, uma rádio da EBC não dispõe de equipe própria para seus noticiários. Trabalha como dependente da Nacional. Já a CBN, operava como abastecedora da Globo nos últimos dois anos.

/o Muito bom o desempenho dos repórteres de rádio na cobertura do seqüestro do ônibus de São Gonçalo na Ponte Rio-Niterói. Lamentável, porém,o modo de o governador comemorar o desfecho do episódio.


sábado, 17 de agosto de 2019

Rádiomania, o Livro/77 (Parte II)

ELES FIZERAM HISTÓRIA
Paranaense da capital, onde muito jovem iniciara carreira, HAROLDO DE ANDRADE (1934-2008) resolvera conhecer o Rio. No começo dos anos 50, depois de uma experiência na Rádio Nacional ingressara na Mauá, ‘a emissora do trabalhador’. Com o Musifone,(‘sua preferência musical pelo telefone’),ele daria passos decisivos para consolidar-se entre os profissionais de projeção na radiofonia do país. Tal viria acontecer a partir de sua mudança para a Globo em 1960, com o programa Alvorada Carioca, em parceria com Roberto Muniz.

.o. O maior cartaz da época na emissora dos Marinho era o Luiz de Carvalho. Uma proposta da Tupi tirou-o de lá. HAROLDO passaria, então, a ocupar o horário (de 9h ao meio-dia). Foram 42 anos. Ele foi, na melhor acepção da palavra, um formador de opinião. Debates Populares e a Pesquisa do Dia, suas criações, ganharam inúmeros seguidores que militam no ramo..

.o. A crônica de Hélio Thys, abertura do programa, um trunfo para cativar o público. Nos impedimentos deste, Áureo Ameno, um dos produtores, se encarregava da missão. Em 1982 um desentendimento que tivera com o patrão Roberto Marinho (tratava-o de ‘Doutor Roberto’), obrigou HAROLDO trocar a Globo pela Bandeirantes. O afastamento não duraria mais que quatro meses. Retomara seu lugar que ficara com o Roberto Figueiredo.

.o. Em 2002, o diretor regional do Sistema Globo, Marcos Libretti, decidira colocar em prática uma nova orientação na empresa. Consistia nos programas em rede, e provocaria a saída de HAROLDO DE ANDRADE, contrário a ideia. Desligaram-no em 12 de julho, uma sexta-feira, sem direito a despedir-se de uma plateia fiel. Líder durante 35 anos, seu programa registrava 400 mil ouvintes por minuto.

.o. Valendo-se de economias, HAROLDO investira numa rádio própria. A emissora, que levaria o seu nome (AM 1060), foi inaugurada em 7 de novembro de 2005. Nela, que resistiria apenas dois anos e meio, trabalhavam alguns de seus amigos, também dispensados da rádio da Glória. Após a morte dele, em 1° de março de 2008, a concessão acabaria sendo negociada com os mentores da Canção Nova, uma entidade religiosa sediada em São Paulo.
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M E M Ó R I A
.o. Principal referência da 98 FM na década de 90, Heleno Rotai era dono da maior audiência no segmento apresentando o Alô, Alô Rio, das 9h às 13h. Aterrissara na emissora da Rua do Russel quando ela ainda se chamava Eldopop. Em maio de 1998 transferia-se para a Tupi (e depois Nativa) onde, na estreia, declarava-se estar de amor novo e, por isso, muito feliz. Rotai, natural de Friburgo iniciou na rádio local, a Caledônia.
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Nas Ondas
/o Há muito que se ouve nas adulto-contemporâneo, com raras exceções, a mesmice do pop nacional e internacional. Não tem a citação dos autores. Samba perdeu espaço.

/o Quinze dias depois de mudar sua grade, arquivando a apelidada de ‘nova’, a Globo está (imagine só) tocando samba. Daqueles românticos, fato comum na FM O Dia e na Mania.

/o Então, foi bom pra você? Mais que isso, poderiam responder Fernando Ceylão e Carol Barreto, condutores recentes de Hora do Blush, das 17h às 19h na SulAmérica Paradiso.

/o O comunicador Antônio Carlos está voltando das férias na Tupi nesta segunda-feira (19). Cristiano Santos, coringa oficial que o substituiu, reassume seu programa noturno.

/o Zé Costa (e Patrícia Cunha) são os apresentadores de Nova Manhã, na NovaBrasil (89,5), das 6h às 7h. Bastante rodado, ele já foi locutor de chamadas de várias emissoras.



sábado, 10 de agosto de 2019

Rádiomania, o Livro/76 (Parte II)

ELES FIZERAM HISTÓRIA
Poucos profissionais operantes do rádio ficaram tanto tempo num mesmo prefixo quanto o COLLID FILHO. Natural de Belém, no Pará, COLLID (1930-2004) trabalhou a vida toda na Rádio Tupi, classificada na época como o carro-chefe dos Diários Associados, do jornalista e empresário Assis Chateaubriand. Denominava-se Clube do Guri, era apresentado aos domingos antes do futebol, e teve duração de vinte anos, o primeiro programa que ele comandou.

.o. Durante certo período foi um dos locutores do Grande Jornal Falado Tupi, das 10h às 11h da noite. Eram três os noticiaristas em ação. Numa outra etapa, COLLID ficaria responsável pelo Rádio Sequência G-3, por volta do meio-dia. Substituíra Paulo Gracindo que tinha se mudado para a Rádio Nacional, onde se consagraria como animador de auditório e ator mais requisitado das novelas.

.o. Em sua carreira, COLLID também faria cobertura de carnavais, conduzindo equipes de repórteres. ‘A noite é uma criança’ – costumava dizer o Antônio Maria, diretor da Tupi e cronista de O Jornal. COLLID FILHO seria chamado ‘O Dono da Noite’, transformando o horário no seu cotidiano durante nada menos que quatro décadas. Depois de se afastar do Rádio Sequência G-3 (entregue ao Aérton Perlingeiro) criara o Collid Discos, inicialmente nos fins de tarde.

.o. Foi com esse programa que ele se transferiu, em meados dos anos 60, para o horário da madrugada, ou seja, indo de meia-noite às 3h. E, dele só se ausentava nas férias ou numa eventualidade, -- o que raramente ocorria. COLLID exercera estilo bem original de fazer rádio. Era a perfeita tradução do ‘homem cordial’ a que se referia o escritor Sérgio Buarque de Holanda no livro Raízes do Brasil. Tratava os seus ouvintes como se fossem familiares ou amigos próximos.

.o. Falando ao telefone, deixava a impressão de que as pessoas estavam na sala de visitas de sua casa. Respondia cartas, dava conselhos, contava coisas engraçadas e, entre uma e outra conversa, apresentava uma seleção de músicas de boa qualidade. Aos domingos à noite, por duas horas, ‘instalava-se’ no Salão Grená (na Tamoio, do grupo) de onde ‘coordenava’ desfile de tangos e boleros.

.o. COLLID intercalava o repertório musical com poesia própria e de outros -- trovas, sonetos, poemas. O material veiculado no programa e reunido no decorrer dos anos compõe uma dezena e meia de discos que deixou gravados. Foi recolhido ao acervo do Museu da Imagem e do Som, no Rio. COLLID era torcedor do Flamengo. Sem fanatismo, ao contrário de Ary Barroso, companheiro na taba.

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M E M Ó R I A
.o. Nos anos 70, com a explosão do FM no Rio, a Fluminense era das mais badaladas emissoras. Três décadas depois, com o nome de BandNews, ela voltava a se destacar. Incorporada pela Bandeirantes, na faixa dos 94,9 começava a operar em maio de 2005, parte da rede a explorar o filão.

.o. A iniciativa provocava um rebuliço no SGR, que através da CBN (AM) adotara, há dez anos, o jornalismo em tempo integral. Em 4 de julho, esta lançava uma estratégia para deter o avanço da concorrente. Desativava a Globo FM (92,5), conectando sua frequência à da CBN. (A FM saía do dial, mas não acabava. Poderia, a partir de então, ser sintonizada no canal na Sky, ou internet).

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Nas Ondas
/o FM da linha adulto-contemporâneo – tal qual a JB, SulAmérica Paradiso e Antena 1 -- a NovaBrasil (89,5) está, de mansinho, formando seu público no Rio. Integra um dos grupos que têm sede em São Paulo.

/o O promocional é alternado por dois slogans: ‘100% brasileira’ e ‘moderna e brasileira’. Em comum com as do segmento ‘trafega’ basicamente com músicas que animaram os bailes e festas dos anos 60 aos 90.

sábado, 3 de agosto de 2019

Rádiomania, o Livro/75 (Parte II)

ELES FIZERAM HISTÓRIA
Defensores ferrenhos do cancioneiro nacional torciam o nariz ante a invasão de músicas alienígenas nas rádios brasileiras. Nas décadas de 60 e 70, isso era muito comum. Acontecia nos programas de auditório ou estúdios e, nos disc-jockeys. Nessa época no Rio, surgia através da Mundial AM, um rapazola de voz estridente, fala rápida, atropelando as palavras.

.o. BIG BOY (1943-1977) foi o precursor na divulgação do rock no Brasil, sendo o seu maior mérito o lançamento do elepê Sgt. Pepers Lonely Hearts Club Band, simultaneamente com emissoras de todo o mundo.Tratava-se do Disco Perfeito dos Beatles, um grupo de rapazes ingleses de Liverpool que revolucionariam, em escala continental, a chamada música jovem.

.o. O moço (Newton Duarte na certidão de batismo) chegava para balançar estruturas e conceitos. Seu estilo de apresentação, um alto contraste ao da maioria dos locutores em atividade, vozes empostadas. ‘Hello crazy people’, um de seus bordões, sublinhava o programa a partir de 5h das tardes, recheado de rocks, funks, blues e souls, exclusivos trazidos dos States.

.o. Atuava também como programador da Eldopop, de que se originaria a 98 FM. A turma de meia idade não curtia nem um pouquinho as estripulias sonoras dele. Os programas de jazz do Paulo Santos, na Rádio MEC e,do Arlindo Coutinho na Globo FM, sua melhor diversão. BIG BOY morreu cedo. Com sua linha alternativa Influenciou uma geração de radialistas.

.o. Teria sido uma reedição do Chacrinha, pelo inusitado comportamento. Contraponto ao linguajar coloquial dos locutores de FM – Eládio Sandoval, Fernando Mansur e Romilson Luís, da Cidade, a mais revolucionária. (Fluminense, em Niterói, era a outra, predomínio de vozes femininas). Ali despontariam Milena Ciribeli, Lilianne Yussin, Mônica Venerábile e etc.

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M E M Ó R I A
.o. Os anos dois mil marcaram uns dados curiosos na existência da Rádio Globo. Aniversariante de dezembro aproveitava os festejos do mês para contratar um novo cartaz e, evidentemente, dispensar outro. Na segunda-feira (13) em 2004, David Rangel, ex-Nativa,ex-Tupi chegava à casa pela primeira vez. Entrava no lugar do Mário Esteves, que comandava o Tarde Legal, das 3h às 5h.
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Nas Ondas
/o Rodolfo Schneider e Tahis Dias, titulares do Jornal da BandNews, 1ª Edição ganham um novo colaborador neste primeiro dia útil da semana (5). É o humorista Marcelo Madureira, do extinto grupo Casseta (Rede Globo), recentemente ‘tirado’ da Jovem Pan.

/o A Super Tupi, uma das líderes no Rio, está desligando seu transmissor do AM nas madrugadas, seguindo a programação em FM. Isso há um mês. No período, a MEC AM reprisa, agora em agosto, Armazém Cultural, que vai das 2h às 5h,com Tiago Alves.