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quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

Direto das Ondas/Especial

 

OS LOCUTORES DE CHAMADAS

< Nacional, a maior rede de rádio do país.

 < Super Tupi, a maior rádio do Brasil.

 <Transamérica, a melhor do futebol. A rádio onde você estiver.

 

(Você, prezado ouvinte, apreciador do veículo, só tem uma alternativa, quando ligado numa delas. Acreditar, ou não).

 

Locutores de chamadas defendem com todas as ‘garras’ o prefixo em que trabalham. Se mudam, levam com eles a palavra-chave, de convencimento, aquela que ‘prende’ quem o sintoniza.

 

E, tem ainda uma recorrente afirmação, nas emissoras dotadas de equipes esportivas.  Atento, com certeza, você está ‘careca’ de ouvir.

 

< Fulano de Tal, o mais completo plantão do Brasil – mesmo que a rádio seja apenas de alcance regional. (Sem os aplicativos, claro).

 

No vocabulário amplo {e apropriado} ao setor, duas expressões   inevitáveis – uma curta, outra meio comprida.

< De qualquer maneira.¹

< Aqui a bola não para de rolar.²

 

Parafraseando o poeta Fernando Pessoa.

< Navegar é preciso/‘Renovar’ também é preciso.

                                                                               

¹ Referente ao zagueiro botinudo que procura, desajeitado, tirar o perigo da área sob sua guarda.

² O óbvio ululante, de que falava o cronista e dramaturgo Nelson Rodrigues, regularmente citado pelos profissionais do ramo.

< (Sentido figurado à parte, em nenhum planeta se consegue jogar futebol com bola parada).

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Ondas&Ondas.Com

‘Essa rádio é fantástica. Vocês são demais’. De um internauta do  matinal programa No Ar, da Globo, com Zeca Lima e Vanessa Riche, nesta quinta-feira, 17.

O tema do dia era o uso de máscaras. Discutia-se a indiferença de pessoas que saem por aí e, nem se tocam dos perigos do Covid-19, frequentando baladas e festas.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Direto das Ondas

 

A LONGEVIDADE NO RÁDIO (III)

Primeiro Tupi, depois Globo e, novamente Tupi. Foi em março de 1977 que nasceu na então líder dos Diários Associados o Show do Antônio Carlos. Seus produtores eram o jornalista Carlos Hamilton e a atriz Aldenora Santos, falecida ano passado, que se tornaria conhecida com a personagem A Pudica, tanto ou quanto o seu amigo e chefe como O Despertador do Brasil.

ASSIM SE PASSARAM...

Dez anos foi o tempo de permanência do programa em seu endereço inaugural. Em janeiro de 1987 ele ingressaria na Globo, na vaga deixada pelo Roberto Figueiredo que, ironicamente, talvez, se transferia para a ‘outra’. Ali, na emissora dos Marinho, foram criados os personagens que praticamente se eternizaram, ou quase isso. A moça do horóscopo, a fofoqueira de celebridades, e o ouvidor – repórter para, no telefone, anotar queixas e reclamações dos ouvintes.

PAPEL DE CADA UM

Personagens – quem acompanhou sabe – vividos por Zora Yonara, Juçara Carioca, a Juju, (que recentemente se despediu dos mortais), e o Ricardo Campello. Particularmente, uma senhora que inspirava muita confiança para transmitir ao cativante público doses generosas de rezas e simpatias populares.

OS ASTROS CONTAM

(Muita gente não terá, ao longo dos anos, percebido que ela se baseou numa ilustre e veneranda figura do veículo, Nena Martinez, que trabalhando no ramo, tinha inclusive, seus bordões e conselhos utilizados pela colega e fiel sucessora. Astróloga de profissão, Nena fizera o bastante para  ser  titular  de um programa na Tamoio, emissora do mesmo grupo, a que emprestava o seu nome.)

QUE PALAVRA ESSA

A palavra que melhor se aplica à Globo em termos de audiência é...longevidade. Foram quatro décadas que ela desfrutaria dessa absoluta situação. De repente (não mais que), os pilares aos pés de seus funcionários afundaram. Abril de 2016, em tom de cinza, foi um clima de horrores no aconchegante prédio da Rua do Russel, bucólico bairro da Glória. Demissões em massa. Uma tsunami. No ano seguinte AC saía. E, dava um jeito de levar sua equipe, incluindo o sonoplasta, já tendo ultrapassado, em alguns meses,  a faixa dos três anos na volta à Super Tupi.

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OndasFinais.Com

Carioca e torcedor do América, antes da Tupi  Antônio Carlos fez a madrugada na Metropolitana. Era – acredite – um programa de jazz, gênero que ele apreciava.

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Foi reprovado por nada menos que oito vezes num teste de locutores na outrora famosa Rádio Nacional.  Exigia-se muito dos candidatos que almejavam a profissão.

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Teve passagem pela primeira TV inaugurada no Brasil, a Tupi, de Assis Chateaubriand, filial no Rio.  Na emissora de origem paulista foi um colaborador do Sílvio Santos.

 

 

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Direto das Ondas/Especial

 MELODIA SEGUE NA FRENTE

O Rio  tem 29 FMs em operação, revela o Kantar Ibope Média. E, de acordo com o seu levantamento relativo ao último trimestre liberado esta semana, a Rádio Melodia segue na liderança de audiência. Em segundo lugar vem a Super Tupi, em terceiro O Dia, em quarto a JB e em quinto a 93.

A sexta colocada é a Globo, seguida pela Mix, em oitava posição a Cidade, e em nona a SulAmérica Seguros Paradiso. Formando o Top 10, uma estranha curiosidade, que o instituto atribui à pandemia. Estão em bloco com a Catedral  a BandNews, NovaBrasil, Transamérica,Antena 1 e CBN.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Direto das Ondas

 

A LONGEVIDADE NO RÁDIO (II)

Um repórter magrelo de espírito folgazão foi o responsável pelo surgimento, por encomenda, de um dos mais antigos programas de rádio no Rio – Patrulha da Cidade, há 60 anos na Tupi.

 

OS CRIADORES

O profissional em tela Affonso Soares (1923-2007), e o idealizador Oduvaldo Cozzi (1915-1978), diretor da emissora na época, que em janeiro de 1960 lançaria o até hoje bem-sucedido policial.

 

UM MODELO

A Patrulha deixaria uma série deles para trás, pois toda estação considerada grande mantinha um do gênero em nome da {nem sempre} saudável concorrência. (Ah, as apelações dos tempos...)

 

COMPANHIA

Affonso não foi apenas criador, mas também apresentador e produtor da Patrulha. De início,  tarefa que somente cabia a ele. Com o passar dos dias decidiu-se que o programa seria feito em dupla. Oliveira Filho, o primeiro a dividir a bancada com o criador.

 

MAIS FAMOSO

Mas, o de maior fama – depois dono de um espaço próprio --, foi  Paulo Lopes. Em 1987 ele se mudaria para a Globo paulista, atuando em diversas emissoras de lá, onde ainda trabalha.

 

ALTERNÂNCIA

Juarez Getirana e Coelho Lima foram outros  que passaram pela Patrulha da Cidade.. Nos anos 80, diversificava-se o seu formato, com atores para dramatizar, e dar tom humorístico às ocorrências.

 

ÚLTIMA DUPLA

Nos quatro últimos anos, os titulares são  Mário Belisário e Garcia Duarte, este isolando-se no comando aos sábados. A Patruha vai ao ar entre o meio-dia e 1 hora, em produção de Jorge Pereira.

 

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OndasFinais.Com

A Antena 1 põe em prática agora em dezembro no Rio, mudanças no seu recorrente adulto-contemporâneo. Privilegia temas das décadas de 70/80, festivais da canção.

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Sábado-ooo, este o título do programa que o Deivid Costa conduz a partir das 9h das manhãs na 94 FM (Roquette Pinto), na sequência do imperdível A Turma do Rádio.

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Muitíssimo curioso. Na fase da pré-Nova Rádio Globo, em 2016, havia na  mesma faixa de horário com o Mário Esteves, um de nome parecidíssimo, o Sábado-bado-ooo

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Direto das Ondas

 

A LONGEVIDADE NO RÁDIO (I)

André Marques, ex-setorista do Flamengo na Super Tupi é o novo apresentador de No Mundo da Bola, esportivo da Nacional e mais antigo programa de rádio no país. ‘Desde os tempos de Antônio Cordeiro’, assinala a vinheta de abertura e chamadas na casa.


SETEMBRINO 

Em 12 de setembro passado a Nacional fez  84 anos de fundação. No Mundo (...) sete anos a menos, também criado em setembro (1943) por quem se autodenominava ‘speaker-cronista’, teve ao longo se sua insuperável existência nomes consagrados no ramo.


 OS CARTAZES

Já passaram por ele como apresentadores, entre outros cartazes, o Vitorino Vieira, Júlio César Santana, José Cabral e Sérgio Moraes, e  os em evidência e  bastante rodados Washington Rodrigues {Velho Apolo} e Luiz Penido {O Garotão da Galera}.


 O COMEÇO

Nos primeiros anos tinha  15 minutos e  era exibido para o ouvinte três vezes por semana -- às segundas, quartas e sextas. Em 2004, com a transformação da Radiobrás (Empresa de Rádio Brasileira) em EBC (Empresa Brasil de Comunicação), ganhou lugar  na TV.


 MAIS LONGEVO

O seu último e mais longevo apresentador foi Carlos Borges, que se desligou da emissora recentemente.  O programa se mantém no rádio nos fins de tarde, o mesmo horário de seu lançamento numa época tão remota. Transmitido no período de 17h às 18h.


 REVEZAMENTO

(No tempo em que Antônio Cordeiro chefiava o departamento de esportes da Rádio Nacional, as transmissões   eram em sistema de revezamento. Cabia a ele, com o Jorge Curi ou o Osvaldo Moreira, descrever os lances que se desenvolviam em cada lado.)

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OndasFinais.Com

Gerado no Rio, No Mundo (...) é, atualmente, produzido por  Luiz  Ferreira. Integram a  equipe, além dos recém-chegados André Marques e Rodrigo Campos, André Luiz Mendes, Mário Silva, Waldir Luiz, Maurício Costa, Rodrigo Ricardo e Bruno Mendes.

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O que leva uma emissora popular anunciar em toda sua grade um fabricante de colágeno, mesmo havendo no país forte corrente contrária a automedicação? Ela é autorizada pelo Conselho Nacional de Medicina? Ou conta com o beneplácito da entidade?

 

 

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Direto das Ondas

 

KIZOMBA, A FESTA DA RAÇA

(De Martinho da Vila)

Neste 20 de novembro, Dia da Consciência Negra celebrado no Rio de Janeiro e feriado em diversos estados, algumas rádios  --  das de programação musical --, certamente  estarão tocando essa letra do samba-enredo da Vila Isabel em 1988. (E outros temas alusivos.)

 

Valeu Zumbi

O grito forte dos Palmares

Que correu terras, céus e mares

Influenciando a Abolição

 

Zumbi Valeu

Hoje a Vila é  Kizomba

É batuque, canto e dança

Jongo e Maracatu

Vem menininha, pra dançar o Caxambu (bis)

 

Ô ô nega mina

Anastácia não se deixou escravizar

Ô ô Clementina

O pagode é o partido popular

 

Sacerdote ergue a taça

Convocando toda massa

Nesse evento que com graça

Gente de todas as raças

Numa mesma emoção

 

Esta Kizomba é nossa constituição (bis)

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Como essa aqui, por exemplo:

‘Podemos sorrir, nada mais nos impede/Não dá pra fugir dessa coisa de pele/Sentida por nós, desatando os nós/Sabemos agora, nem tudo que é bom vem de fora/É a nossa canção pelas ruas e bares/Nos traz a razão, relembrando Palmares/Foi bom insistir, compor e ouvir (...)

Coisa de Pele – De Jorge Aragão e Acyr Marques

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OndasFinais.Com

<<  O mais recente álbum de Gal Costa, contendo novos projetos, está sendo lançado nesta sexta-feira (20). Os primeiros singles foram divulgados semana passada.

<<   Estúdios F – Momentos Musicais da Funarte, uma raridade no dial. Aos domingos, às 9h da noite pela Nacional. Produção e apresentação de Pedro Paulo Malta.

<<   Ex-setorista da Globo/CBN, Gustavo Henrique vai bem como revelação de narrador.  ‘Roquette,  o melhor som do Rio’, ele diz. Parece ver estrelas num céu nublado.

 

 

 

terça-feira, 17 de novembro de 2020

Direto das Ondas/Especial


ÁRVORE
DA UPA DERRUBA REDE 


Uma árvore tombou sobre a rede elétrica em frente à UPA de Nova Cidade, em São Gonçalo, atingindo um depósito de bebidas nesta segunda-feira (16). Não foi só – veja vídeo. A primeira impressão foi que um raio teria explodido  no solo da rua Vicente Lima Cleto nas imediações da unidade médica, assustando crianças, que correram. Moradores de ruas próximas amanheceram o dia seguinte sem luz, apesar da intervenção do Corpo de Bombeiros e técnicos da  concessionária de energia.


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PONTO QUE FALTA

Novo na grade – estreou dia 9 – Ponto Final CBN teve edição especial neste domingo de eleições municipais. Seus apresentadores são Rodrigo Bocardi e Carolina Morand, ele baseado em São Paulo, ela no Rio. Desde o lançamento, porém, o crédito de apresentação vai somente para o jornalista da Rede Globo. O que levaria os cardeais a essa filosofia discriminatória com uma profissional?

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O SEU MONITOR

Na Super Tupi, Luiz Ribeiro comandou, com as participações de Marco Antônio de Jesus e Mateus Mesquita, o desenrolar do movimento das eleições, concentrando a cobertura principalmente no Rio. Irretocável trabalho da equipe. Nos dias comuns (às noites) sem transmissões de futebol, Ribeiro destaca-se com o Radar Tupi --Seu Monitor de Notícias. Trata-se das melhores  coisas do  momento.

CRISE QUE NADA

BandNews – crise à parte – foi a terceira presença nas eleições com resultados   transmitidos pelo rádio no Rio. Destaques para os desempenhos de Mário Dias Ferreira, Amanda Martins, Rodolpho Schneider e  Cristiano Pinho. Em meio às notícias da política, o registro de deficiências médicos no Hospital Andaraí. De forma pálida (sem aprofundar   elementos) o citado caso da UPA em São Gonçalo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Direto das Ondas

 

REMINISCÊNCIAS (10)

Com o afastamento de Adelzon Alves em 1993 e do Collid Filho em  2004, os programas intimistas da madrugada ficaram zerados. O rádio nesse horário perdia o modelo de que o Collid era um pioneiro, mantendo-se no ar por quase cinco décadas ininterruptas. Os veículos impressos, hoje, ignoram a importância do rádio – lembrava o cronista Artur da Távola num texto de homenagem ao radialista da Tupi. Apenas o Jornal do Commercio da mesma empresa do Collid  noticiara o seu falecimento no tempo normal. No obituário de O Globo (matéria paga, evidentemente), o assunto seria tratado dez dias depois.

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CHEIRANDO A TINTA

Cercada de muita expectativa, a Rádio Nacional do Rio foi reinaugurada na sexta-feira 2 de julho de 2004. Da solenidade, com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os ministros José Dirceu, Gilberto Gil, Luiz Gushiken e Dilma Roussef, participaram também os presidentes da Radiobrás, Eugênio Bucci, e da Petrobrás, José Eduardo  Dutra, a governadora Rosinha Matheus e vários políticos. Artistas que fizeram a alegria dos ouvintes nos anos dourados compareceram à festa. No restaurado auditório com capacidade  para 150 lugares, houve um show comandado por Neise Marçal e Gracindo Júnior, que recordava o pai, Paulo Gracindo, um dos grandes nomes da história do rádio e, principalmente, da  Nacional.

DAVID, O VERSÁTIL

O novo contratado da Rádio Globo, David Rangel, estreava na segunda-feira 13 de dezembro de 2004 no comando de Tarde Legal, de 3h às 5h, no lugar do Mário Esteves.  Integrante da mais recente geração de valores, destacava-se como um versátil criador de personagens em  programas  da Tupi. Em 2002,  ele ganhava um espaço à noite, com  o David dá Show. O programa passaria  a ser atração das madrugadas de maio, e nove meses depois, o comunicador recebia proposta para mudar de prefixo. A dispensa do Mário Esteves, que se repetia, não era por uma questão de audiência, segundo dois diretores presentes no estúdio do Tarde Legal, na quarta-feira, 8, daquele mês.

MUSISHOW VOLTA

Decorridos seis meses da reinauguração da Nacional, anunciava-se modificações na grade de programas, o que acontecia na segunda-feira, 10 de janeiro de 2005. A principal novidade era a volta do Musishow, do Cirilo Reis. Somando 25 anos de existência, o cartaz havia sido arquivado ao fim das reformas pelas quais a emissora passava. Dono da maior audiência na casa, Cirilo se transformava em personalidade onipresente. Seria recordista em permanência no AM no Rio, começando em abril. Ele acumulava funções, atuando, além da Nacional, como   noticiarista  e apresentador das noites e madrugadas na Rádio Tupi, fazendo um similar do Musishow, também aos sábados.

BANDNEWS CHEGA

Nos anos 70, quando houve a explosão do FM no Rio, a Fluminense era uma das que mais prendia a atenção do público jovem. Três décadas depois, com o nome de Bandeirantes, ela voltava a se destacar, primando por um novo estilo no segmento – o jornalismo. Incorporada ao Grupo Bandeirantes de Comunicação, resumidamente chamada de BandNews, começava a operar em maio de 2005, parte de uma rede que também se dedicava ao filão. Foram os primeiros âncoras a integrar sua equipe, Carlos Nascimento (Jornal da Band), Ricardo Boechat (Jornal do Brasil) e Dora Kramer (O Estado de S. Paulo). A iniciativa provocava grande rebuliço na CBN (AM), que dominava.

AMIGAS DA MARLENE

Com a entrada do Amigas Invisíveis a Globo promovia alterações (novas) em sua programação. Idealizado por Marlene Mattos, o Amigas Invisíveis abria um ciclo na emissora, tratando-se de uma produção independente, e trazia de volta a comunicadora Ana Flores. Coparticipavam as atrizes Luciana Fregolente e Dedina Bernadelli. A jornalista Bety Orsini, responsável pelo consultório sentimental do programa anterior era mantida. A nova atração estreava no dia 22 de agosto de 2005, levada ao ar de segunda a sábado de 1h às 3h (da tarde), para 19 cidades. Marlene iniciara como programadora musical da Roquette Pinto. Tinha mais propostas para a Globo, que se tornaram inviáveris.

TEMPOS DO DIGITAL

Um dia depois de completar 70 anos, a Rádio Tupi entrava oficialmente na era digital, inaugurando seu novo transmissor. Os festejos iniciados em janeiro, culminaram com uma edição especial do Show do Luiz de França em 25 de setembro, aniversário da emissora. No show, valendo-se de material de arquivo, o França rememorava os melhores momentos da rádio e, teve dificuldade para encerrar o programa, por forte emoção. Relembrados pelo apresentador: Calouros em Desfile; Incrível, Fantástico, Extraordinário; Rádio sequência G-3; Caleidoscópio; Marmelândia,  Falando de Cadeira e outros.

QUE CARA AQUELA?

A anunciada ida do Francisco Barbosa para a televisão (Rede Record) não se confirmava. Ele permanecia no rádio. Em vez de Globo, MEC. Passava a ocupar o horário de 11h ao meio-dia, com o Atualidades, de debates, prosseguindo até às 14h, pilotando o Boa Tarde MEC, de variedades. (Tão parecidos com algumas coisas, hein?) E, o sucessor do Barbosa na grade era nada menos que Hilton Abi-Rihan, com Alô Rio. Dizia-se, na oportunidade, para espanto de uns, que era aquela ‘a nova cara da Rádio MEC’.

MAIS QUE POPULAR

Cria da Manchete, onde atuou por aproximadamente 20 anos, tornando-se o mais importante nome da Bloch Editores, Roberto Canazio ampliava sua popularidade a  partir  de outubro de 2001, ao ingressar na Rádio Tupi. No término de 2006, ele surpreendia o público e a classe de radialistas, deixando para trás a marca de porta-voz  de  Anthony e Rosinha Garotinho. Rendia-se à uma proposta da Globo, na qual estreava em 1º de dezembro, véspera do 62º aniversário da rádio. Família e solidariedade alavancavam os índices de audiência do Canazio na Tupi. Impulsionava-o no seu novo endereço  a performance do Pe. Marcelo Rossi.

UMA TERCEIRA VIA

A rádio que pertencera à família Bloch lançava, sete meses depois do terceiro ressurgimento, o slogan ‘2007, o Ano da Manchete’. Em processo de falência, a emissora vivera   duas etapas de arrendamento, até que caíra em poder do empresário Miguel Nasseh. A formação de sua equipe era de profissionais que, desempregados, foram trabalhar na  Roquette ou na Tupi, sob as benesses dos governos estaduais.  Nela, no dia 12 de março, o  doublé de  radialista {Garotinho-2} reiniciava suas atividades.

DE SONHO E VERÕES

 Há exatos 15 anos completados no sábado último(7) era inaugurada no Rio a Rádio   Haroldo de Andrade AM 1060, de um dos mais respeitados profissionais da história do veículo. Foi o grande sonho do idealista Haroldão, como os mais próximos o tratavam.  Durou, todavia, um pouco além de dois verões. Fechava  as portas quatro meses depois da morte dele, ocorrida em 1° de março de 2008.Trabalharam na  rádio Áureo Ameno, Carlos Bianchini, Cidinha Campos, Mário Esteves, Maurício Menezes, Hélio  Júnior, Sidney Marinho, Ivo Meirelles, Wilson Silva, Wilson de Andrade e Haroldo Júnior, entre outros.

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OndasAtuais.Com

Um reparo na postagem anterior (Especial), nota sobre A Turma do Rádio. Luiz Santoro não deixou o programa. Dizemos isso a propósito de erros na edição de sábado (7).  A-Coelho Lima falando do respeito às leis de trânsito aqui e no exterior, item faixas. B- Nicolas Baccarin levantando questão sobre o que doí no bolso, multas.

Os blocos foram repetidos, incluindo a música Dinheiro é Vendaval, com Paulinho da Viola. Não invalidam a excelência do programa, dos melhores do momento. Oportuna a presença do ótimo Cadu Freitas, embora não possamos compará-lo ao Amaury Santos, um dos mais acreditados profissionais do veículo. Pena que tenha saído.

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Direto das Ondas

 


REMINISCÊNCIAS (9)

As rádios Globo do Rio e São Paulo passaram a transmitir nos dias finais de abril de 2001   programas em rede. O projeto, idealizado pelos diretores do SGR, ganhara a denominação de Globo Brasil. Com essas modificações, algumas atrações e comunicadores perderam espaço. Nem o Antônio Carlos, detentor de uma das maiores audiências da casa, escapara dos cortes. O Você Decide – Verdade, que era apresentado de segunda a sexta-feira ao meio-dia, deixara a grade, e ele tivera reduzida em uma hora o seu programa aos sábados, que ia de 6h às 10h.

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MAIS UMA VEZ

Era 10 de dezembro de 2001, quando Francisco Barbosa retornava à Globo, de onde saíra em 1999. Ele substituíra o Mário Esteves, dispensado em novembro. O programa do Barbosa chamava-se, desta vez, Boa Tarde Globo, primeiro das 3h às 6h, depois começando às 4h. Uma semana antes dele reassumir, também voltava à empresa a polêmica Juçara Carioca, que se reintegrava ao Show do Antônio Carlos. Tanto ele quanto ela, tinham trocado a Globo pela Tupi, indo Juçara trabalhar com o Clóvis Monteiro, no Show da Manhã. Barbosa, que se ausentara mais tarde, teve uma passagem  pela Rádio Carioca.

CIDINHA É POVO

‘O rádio sem Cidinha é povo sem voz’. Essa afirmativa do prefeito Cezar Maia ocorria nas ondas da Manchete no dia 20 de janeiro de 2002, quando a deputada, jornalista e comunicadora Cidinha Campos estreava naquela emissora. O Cidinha Livre estava há mais de dois anos sem prefixo, pois, a radialista fora demitida da Tupi em outubro de 1999. Além do Cezar Maia, estiveram na estreia, o cantor Agnaldo Timóteo, o deputado Chico Alencar, o superintendente da Nacional-Rio Osmar Frazão, Antônio Carlos Lobo, escritor, Guto Graça Melo, produtor musical, e outros.

O RIO EM 1440

Foi em abril de 2002 que a 1440 AM, rádio que pertencera ao jornal O Dia mudava mais uma vez de dono. Arrendada pelo grupo Jovem Pan, que já detinha pelo mesmo sistema duas emissoras na antiga capital do país, ganhara o batismo de Rio 1440. Para desespero da modesta Rio de Janeiro, sua vizinha no dial, controlada pela Federação Espírita e que sobrevivia de doações. A ideia era preencher uma lacuna existente no segmento, muito mal em termos de audiência na última década. O alardeado slogan revelava  a intenção: ‘Rio 1440, a Rádio da Cidade Maravilhosa’.

A NOSSA GENTE

Os fãs do poeta-cantador Luiz Vieira tiveram que trocar de sintonia no começo de outubro de 2002. É que o inspirado compositor e radialista desligava-se da Rádio Rio de Janeiro para a Carioca. Naquela emissora, onde estava há sete anos, ele apresentava entre 6h e 9h o Minha Terra, Nossa Gente, com o objetivo de preservar os valores culturais da música brasileira. Evidente prova disso, o quadro Gente que Brilha, uma ideia do produtor e apresentador Paulo Roberto, dos anos dourados da Nacional.

CREDIBILIDADE

 De acordo com sucessivas pesquisas, o rádio   é o segundo  maior em credibilidade entre os meios de comunicação. Mas não desfruta, nos dias contemporâneos, do reconhecimento das agências de publicidade, motivo pelo qual, as verbas a ele reservadas, estão muito aquém de sua importância. Esse tema foi um dos principais   no seminário do GPR – Grupo de Profissionais do Rádio, comemorativo aos 80 anos de veículo no país. Do encontro, em setembro de 2002 no Jockey Clube Brasileiro, participaram nomes de primeira da radiodifusão e propaganda.

ESTRAGOS NO AM

‘O rádio AM está estragado’. Afirmação do Luiz Carlos Saroldi ao ser entrevistado por estudantes  em um seminário sobre os 80 anos do rádio no Brasil. Ele classificou a má administração, problemas financeiros e o controle de emissoras por grupos alheios ao ramo fatores responsáveis pelo desgaste. (Dados oficiais, na oportunidade, revelavam que 40% das rádios no país   pertencem às igrejas e outros 40% a políticos.) Promovido pelo Instituto de Arte e Comunicação da UFF, em outubro, o encontro realizou-se no estúdio da unidade, no bairro do Ingá, em Niterói.

PIEGUICE SHOW

O que não falta no rádio popular, é pieguice. O Antônio Carlos, na Globo, com um show diário em ritmo alucinante, não era mais uma unanimidade. Excelente no trabalho, já tivera crédito em melhor conta, pois, o seu programa consistia numa das maiores audiências de emissoras da América Latina. Ao abrir espaço para que o sonoplasta rodasse a vinheta onde um corinho repetia ‘Antônio Carlos eu te amo’ e ele respondia ‘Eu também amo vocês’, a dose de pieguice ficava mais do que caracterizada. Só não perdia pontos para o Pedro Augusto, o Romeiro de Aparecida.

O BOM QUINTAL

Num horário em que a preferência do público é a televisão, Marcus Aurélio caiu muito bem no conceito do ouvinte, comandando o Quintal da Globo, às 8h da noite. O programa, lançado em outubro de 2002 assinalava, também, a ascensão dele na emissora, onde passava a acumular as funções de comunicador e de coordenador executivo. Antes de atuar como âncora da CBN por sete anos no horário vespertino, quando mudou de prefixo,  foi  integrante da equipe de esporte da Tupi.

GRANDE VIRADA

A hegemonia de 40 anos da Globo como líder de audiência no Rio foi quebrada nos primeiros meses de 2003. Nos bastidores, em consequência, não se falava em outra coisa. Aproveitando a conquista, a emissora divulgava pronunciamentos de ouvintes, através de mensagens fonadas. Eram pessoas exaltando o feito, por indução dos diretores. Um modo inteligente – e oportuno – de atrair o público. A vantagem da Globo, para espanto da classe, restringia-se aos índices de suas transmissões esportivas.

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OndasAtuais.Com

A Nacional do Rio tem novo narrador de esportes – Rodrigo Campos. Impecável o seu relato do jogo em que o Flamengo classificou-se para as quartas de final da Copa do Brasil vencendo o Atlético Paranaense na quarta (4). Mário Silva, comentarista e, André Marques, repórter, com ele na jornada.

Carolina Morand, algum tempo afastada, está de volta ao SGR. (Re)estreia nesta segunda-feira (9) ancorando o Ponto Final, que vai das 17h às 20h em substituição ao Jornal da CBN 2ª Edição. Formará dupla com o apresentador Rodrigo Bocardi, da Rede Globo. Ela do estúdio no Rio, ele de São Paulo.

Antiga Guanabara, (celeiro de profissionais), a Bandeirantes AM 1360, controlada pelo grupo paulista homônimo, vai mudar de frequência em breve. Passará a ser sintonizada nos 860, que pertenceu à Mundial e, depois à CBN, desativada em 2019 pelo SGR. A notícia foi divulgada pelo site Tudo Rádio.

 

  

terça-feira, 3 de novembro de 2020

Direto das Ondas/Especial

REPAGINAÇÃO COM AJUSTES




A derrota do Flamengo para o São Paulo domingo (1º) no Maracanã pelo Brasileirão marcou a estreia de novos componentes na equipe da 94 FM (Roquette Pinto). Desta vez foram elevados à condição de estrelas Gustavo Henrique (narrador), Rafael Mello (comentarista) e Mauro Santana (repórter). Supervisionam o esporte Jorge Ramos e Cyro Neves.

Pouco menos de um ano repaginada, a rádio está passando pela Operação Desmonte -- ajustes na grade. Em setembro, ainda no modo especial Fique em Casa devido à pandemia, iniciava o processo de esvaziamento, com a dispensa de profissionais, programas cancelados. Na última semana, ao fim das férias, Selma Boiron e o seu Toda Tarde saíam do ar.  Amaury Santos e Luiz Santoro deixavam A Turma do Rádio, sábados, das 7h às 9h.

Os programas De Carona e o Esporte Clube, audições vespertinas, foram descartados. Já o Primeira Página, com Rodrigo Machado e Devid Costa, antes das 6h às 8h, foi estendido até às 9h. Também ganhou mais uma hora, o Painel do Jorge Ramos, indo das 17h às 19h, fechando com um bloco esportivo.

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 IBOPE NÃO CONTA

Talvez por ser uma estatal a 94 não faça parte dos levantamentos do Kantar Média Ibope ou entidades congêneres. Observa-se que o esquema utilizado assemelha-se ao da Globo na sua melhor fase, quando empregava comunicadores, produtores e, principalmente repórteres. Excetuando as exclusivamente jornalísticas (CBN e BandNews), só a Tupi navega nessas ondas.

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O TÚNEL DO CIRILO

Comunicador da Nacional, onde faz o Musishow há mais de 30 anos às noites, Cirilo Reis esticou seu espaço no rádio do Rio. Está agora na 94 FM com o Túnel do Tempo, aos domingos, das 9h ao meio-dia. No mesmo estilo do antigo, o programa abrange temas de décadas diversas, e chega depois do Razão Social do Cadu Freitas, que até ano passado atuava na MEC AM.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Direto das Ondas

 REMINISCÊNCIAS (8)


Durante dois anos consecutivos – 1989 e 1990 --, a FM 105 detinha a vice-liderança no segmento no Rio. Entre os comunicadores, Robson Castro era um dos preferidos. Apesar da boa posição no Ibope, a rádio perdia no segundo semestre do último ano a maior parte de seus profissionais. Robson, que trabalhara no SGR retornaria à casa, assumindo o Good Times, na 98. Em 1994 deixava de novo a emissora e voltava à 105 com o Amor Sem Fim, concorrente daquele. Em junho de 1995 transferia-se para a Melodia, depois, para o FM da Tupi, onde nascia  o Yesterday, similar do Good Times, que  ele criara.

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DOURADAS LETRAS

Um dos baluartes da revolucionária Cidade FM, Fernando Mansur marcaria com douradas letras seu nome gravado nessa modalidade de rádio. A Cidade, surgida no final dos anos 70 assinalou uma época, influenciando as emissoras do segmento.  Como   tudo é eterno enquanto dura, {no dizer do poeta}, um dia a concorrência superaria a linha adotada por ela. Quem brilhava na Cidade – e Mansur não foi exceção --, seguiu outros rumos. Na década de 80 ele foi para a FM 105, fixando-se posteriormente na JB AM.

BRIZOLA TAMBÉM

Revelado pelo SGR  nos anos 70, Alberto Brizola se projetara na Mundial, atuando por quase 20 anos. Com o prestígio conquistado elegera-se deputado cumprindo, paralelamente às atividades no rádio, dois mandatos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio. Em novembro de 1992, com informação privilegiada, deixava a rádio   pela  105. (Dois meses depois, início de 1993, a Mundial era desativada, sendo terceira atrás da Globo e Tupi.) Brizola não se firmara. Desligava-se em menos de seis meses.

HORA DA JUÇARA

Ao fim de três meses após contratar dois ex-globais – Luiz de França e Washington Rodrigues – a Tupi investia em outro valor de lá. Era Juçara Carioca. Ela se destacava no Show do Antônio Carlos, e se constituía no dia 5 de maio em nova atração do ‘Clóvis Monteiro’, mesmo horário daquele, de 6h às 9h. Juçara tinha começado na Tupi em 1969, onde ficou 12 anos seguidos como repórter da Patrulha da Cidade. Em 1981 foi para a Manchete, mas trabalhou só três anos. Juçara (a Juju) fez outras passagens por emissoras do Rio,  atuara também numa de São Paulo e, inclusive  de Minas Gerais.

OPUS FORA DO AR

O consórcio O Dia/Jornal do Brasil tirava do ar em setembro de 1999 a Opus 90, recriada há um ano e nove meses. A emissora, destinada a um público altamente qualificado, não conseguira no período, sensibilizar anunciantes. Consequentemente, estava no vermelho, para tristeza de seus ouvintes, mais uma vez na orfandade. A Nova FM, proposta popular do grupo para substituí-la, começava a operar em 15 de outubro. Por uma questão de mercado e refletindo a falta de criatividade, os idealizadores ‘jogavam pesado’ em cima  da concorrência – ‘Nova Globo FM’,  veiculado no final de 1998.

DE ‘RAINHA’ E ‘REI’

Rainha destronada, rei posto. A demissão de Cidinha Campos no final de outubro de 1999 obrigou a Tupi promover, quase um mês depois, a volta do Paulo Barboza, que estivera na Rádio Capital, em São Paulo, e estava servindo à Record. Antes de se radicar no cenário paulista, ele passara uma temporada em Belo Horizonte, Minas Gerais. Ao contrário de outros profissionais que sucedera a Cidinha, recebia carta branca para alterar o formato do programa. Exceção ao quadro de debates, com a liberdade somente de mudar o nome, que ficou sendo A Notícia Faz o Show.

FRITURA EM REVISTA

Ao lançar a Revista do Sábado em 20 de novembro de1999 a Rádio Globo iniciava um processo de fritura de um outro Barbosa (o Francisco), considerado uma das estrelas da casa. Dono de um programa de meio-dia às 3h, o comunicador apresentava naqueles dias da semana, com a participação do produtor de discos Mauro Motta, o interessante Papo de Música. Era intercalado pela reprise de seções humorísticas produzidas por Maurício Menezes, que as interpretava com o Hélio Júnior. Durante um ano o programa tinha dose dupla, reapresentado à meia-noite para cobrir a saída do Hilton Abi-Rihan. Barbosa perdia audiência nos anos que foi escalado para as tardes.

COMANDO MENOR

Principal atração da Globo nas festas de Momo, o Comando Geral do Carnaval de 2001 pouca diferença apresentava em relação às edições anteriores. Entre os profissionais escolhidos duas novidades: Loureiro Neto, na cobertura dos desfiles na Marquês de Sapucaí, domingo e segunda feira e, Maurício Menezes, no horário antecedente daqueles dias. Maurício e Ana Flores foram os que dispuseram de menor espaço – ela com a desvantagem de só aparecer na segunda-feira. Desde sua concepção, o Comando destinava seis horas aos comunicadores, e a esses apenas quatro. A se destacar no ano, a utilização de um noticiarista na maratona – o Francisco de Assis.

SAÍDA ESTRATÉGICA

Pouco depois de um ano de sua volta à Rádio Tupi, Paulo (Barboza) se desligava da estação. Sua despedida ocorria no sábado 10 de março de 2001. O comunicador decidira retornar à São Paulo, cidade em que se radicara por mais de dez anos, com grande sucesso – primeiro na Rádio América, depois Capital e Record. A saída dele foi uma forma estratégica, pois, especulava-se nos bastidores que seu Ibope não estava atendendo aos objetivos aguardados pelos executivos da Livramento.

AS PROPOSTAS

Menos de um mês após tentar proposta nova de comunicador e destacar o Francisco Barbosa para ocupante de um dos horários de maior concorrência no AM, a Rádio Tupi partia em busca de outra alternativa. O beneficiado da vez era o repórter, comentarista e apresentador Luiz Ribeiro, indicado para responder pelo espaço das 8h às 10h da noite, quando não há transmissões esportivas. De uma geração mais recente na oportunidade (provinha dos veículos impressos), Ribeiro foi componente de um grupo coordenado pelo Ronaldo Castro na Rádio Nacional, anos 80.  Inicialmente, sua entrada na Tupi foi  no lugar do Marcus Aurélio, com o Giro Esportivo e o Bola na Mesa.

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OndasAtuais.Com

Mudou o formato do Show do Clóvis Monteiro na Super Rádio Tupi. Agora, em meio às notícias e comentários dos colaboradores e internautas, são incluídas trilhas sonoras para ilustrar. Jeito simples de fugir da mesmice predominante no veículo.

Segundo o [auto} promocional Clóvis é, no momento, o comunicador de maior audiência no FM do Rio. Um detalhe: Recordista em inserções de comerciais, roda, em média, nove a cada quarto de hora, desconhecendo-se a crise ali.

 

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Direto das Ondas

REMINISCÊNCIAS (7)

Foi na FM 105 que o comunicador Mário Belisário começou a se projetar no rádio. O programa Desperta Rio, de 4h às 7h, seu melhor cartão de visitas, entre 1989 e 1990. No finalzinho deste ele estreava na Tupi AM, dando nome ao show que o acompanharia em outras emissoras. Em setembro de 1995 Belisário se desligaria da Tupi. Trocava aquela pela Manchete AM, onde ingressava no mês seguinte, porém, seis meses depois estava em novo prefixo, levado por   proposta aparentemente mais interessante. Era a FM O Dia, que   contratava outros profissionais de reconhecido apelo popular.

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UM PEREGRINO

Na década de 70 Fernando Sérgio era locutor do SGR destacando-se na Mundial. Em 1980 saía e, durante dez anos, tal peregrino, passava por vários endereços. Esteve na Bandeirantes, e duas vezes, alternadamente, na Tamoio e na Manchete. Data ainda deste período, uma conflitante passagem pela Tupi AM (gestão Péricles Leal). Contratado para um programa no fim de tarde, ficou duas semanas. Em 1990, na Tamoio, foi convocado para o lugar do Roberto Figueiredo, nas manhãs da Tupi.

PELOS BAIRROS

Noticiarista da JB AM em tempos remotos, Oduvaldo Silva viveria anos de glória como apresentador do Show dos Bairros, na Mundial. Isso aconteceu na década de 70 e parte dos anos 80. Durante boa temporada Oduvaldo acumulava essa atividade com a de coordenador de programação da Globo FM. O desgaste da fórmula fez o Show dos Bairros perder audiência, e o titular, prestígio. Bem que o SGR tentou reerguer o programa. Primeiro, com Jorge Pallis. Depois, com Robson Alencar. Em vão.

NOVO COMANDO

A Rádio Globo anunciava em 1998 modificações no Comando Geral do Carnaval, uma atração que permaneceria por mais de duas décadas na  sua  grade. O Comando, idealizado pelo diretor Mário Luiz chegava ao fim da linha no modelo original recebendo xeque-mate do Marcos Libretti, que assumira a direção regional a partir de 1997. Na sua edição de despedida, o Comando Geral mobilizava nada menos que treze comunicadores – o maior número de profissionais da categoria durante toda sua existência.

MODERNISMO

As inovações na programação da Rádio MEC iniciadas em 30 de março de 1998, representaram o fim do ranço didático. Uma das louváveis medidas, sem dúvida, foi a eliminação dos frequentes ‘buracos’ nas passagens de blocos dos cartazes. A impressão que se tinha com aquela falha, era que o operador do horário nunca estava atento, ou até, despreparado para o exercício das funções. Assim renovada, a MEC ficou parecida em alguns momentos com o estilo de programas da  extinta  Jornal do Brasil AM.

JURAS DE AMOR

Heleno Rotai, mais popular dos comunicadores de FMs cariocas mudava de casa em maio de 1998. Dono da maior audiência durante muito tempo, de 9h às 13h, quando apresentava o Alô, Alô Rio na 98, Rotai estreava dia 4 daquele mês na Tupi, há dois anos impulsionada pelo slogan O Amor do Rio. No dia de sua estreia, ele declarava estar de amor novo e, por isso, muito feliz. Natural de Friburgo, interior fluminense, destacado nome do FM do SGR, Rotai ingressara na 98 quando ela ainda se chamava Eldo Pop.

MAIS ALTO O FLA

 Os bastidores do rádio fervilhavam nas duas primeiras semanas de agosto de 1998. Na segunda-feira, 10, o comentarista Washington Rodrigues licenciava-se da Globo, aceitando um inusitado desafio em sua vida. Seu amor pelo Flamengo falava mais alto.  Afastava-se para ser diretor técnico do clube. Também naquele dia, Hilton Abi-Rihan recebia bilhete azul da emissora, onde se encontrava há cinco anos, graças ao velho amigo, compadre e parceiro Apolinho, depois de dispensado da Nacional em 1991. Abi {de Deus} e o Velho {Apolo} animavam na Globo entre 1993 e 1995, o memorável Show da Madrugada.  

SONHO DE SAMBA

Quem ouvira durante uma transmissão esportiva certo locutor da Nacional anunciar uma nova programação em setembro de 1998, ficaria a imaginar que, finalmente, a emissora estatal se preparava com vistas a uma reação. Ia recuperar-se   de um processo de insolvência em que mergulhara ao longo de duas décadas. Sonhar não custa nada, bem o dizia um poeta em conhecido samba de carnaval. Sonhadores eram outros -- diretores da Nacional, considerada ‘a maior emissora da América Latina’. Ruim no  Ibope,  ela perdia para   a  Manchete e, inclusive, para a Rio de Janeiro.

A VEZ DO MÁRIO

De uma nova geração na época, Mário Esteves era promovido pelo Sistema Globo às vésperas do 54º aniversário de sua principal emissora. No dia 30 de novembro de 1998, segunda-feira, ele estreava no comando de um programa vespertino – O Rio na Globo.  Com esse lançamento a rádio tirava do ar o Show do Luiz de França, ‘um campeão de audiência’. Edmo Zarife, titular por 16 anos, era limitado às funções de voz oficial. Mário ganhava um segundo programa, o Agito Geral, nas manhãs de domingos. 

TUPI, O CAMINHO

Menos de três meses de ter encerrado seu contrato com a Globo, Luiz de França fechava com a Tupi. E estreava em 3 de fevereiro de 1999, dia consagrado a São Brás. Antes programado para 1º do mês, a direção do Condomínio resolvera escalar o França para o mesmo dia da estreia do Washington Rodrigues, que também não renovara seu compromisso com a emissora dos Marinho. Com dois ex-globais em poucas semanas, a outrora líder dos Associados melhorava sua audiência da tarde, uma grande vitória.

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OndasAtuais.Com

Os locutores Luiz Carlos Silva e Ricardo Mazella, que lideravam a equipe esportiva da 94 FM (Roquette Pinto), formada em novembro passado, não estão mais na emissora. O também locutor Carlos Borges seguiu a dupla. Desligaram-se no período os repórteres Sérgio Américo, Carla Matera e Rogério Ribeiro. O que era quarto nome na hierarquia, Batista Júnior, foi promovido a primeiro narrador.

A Super Rádio Brasil AM 940, pertencente à Legião da Boa Vontade, parou de transmitir futebol. Desativou a equipe então chefiada por Marcelo Figueiredo, integrada pelos narradores Maurício Moreira e Fábio Moraes, comentarista André Gonçalves, repórter Rafael Araújo, entre outros. Com o ato, saiu de cena o Momento Esportivo, tradicional atração da hora do almoço, referência para a classe.

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Direto das Ondas

 

REMINISCÊNCIAS (6)

Não vingaria na FM O Dia o slogan Um Amor no Seu Rádio adotado no primeiro semestre de 1996 com a contratação de Anthony Garotinho e outros comunicadores. A pretensa revolução no segmento em que se juntavam jornalismo e prestação de serviços, coisas típicas do AM, não passaria de um grande fiasco. Pela terceira vez, em menos de dois anos, a emissora ainda lutava por uma definição  do seu rumo.

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DÊEM MOTIVOS

Nenhuma rádio muda de programação à-toa. E tal como a máxima do futebol: em time que está ganhando não se mexe. As mudanças que a Globo promovera em 1984 não surtiram o efeito que a direção esperava, deixando sua liderança de anos a fio seriamente ameaçada. Pela passagem do seu 52º aniversário – duas temporadas após   -- a rádio se repaginava, mexendo mais uma vez na sua grade. Trocava os horários do Luiz de França e do Francisco Barbosa, e reduzia o do Edmo Zarife -- O Rio Total.

DEPOIS DA BAIANA

Seis anos depois de sair da Tupi (brigara com o diretor Alfredo Raimundo) e, cerca de cinco   do seu afastamento do veículo – estava na Manchete, quando se licenciaria para concorrer à Prefeitura do Rio --, a deputada e jornalista Cidinha Campos retomava seu espaço no rádio. A volta foi em 20 de janeiro de 1997, dia do padroeiro da cidade, São Sebastião. Amigos e admiradores compareceram aos estúdios da emissora do bairro da Saúde para recepciona-la, enquanto outros telefonavam.

O MANO DE TODOS

A grande notícia no primeiro semestre de 1997 fora a contratação, pela Tupi, do veterano radialista Áureo Ameno, o mano de todos, que conquistara no ano anterior, um mandato na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. Dispensado no início do ano (justamente por se eleger), Áureo era o mais antigo funcionário da Rádio Globo, nela ingressando como repórter ao fazer a cobertura do suicídio do presidente Getúlio Vargas em agosto de 1954. Peça importante do Show do Antônio Carlos na emissora dos Marinho, ele acertou uma vaga no programa do Clóvis Monteiro.

APOSTA PERDIDA

O S.O.S Globo, em que os executivos da rádio apostavam suas fichas foi à lona ao fim de oito meses de duração. Nele estavam depositadas muitas esperanças de a Globo superar, no horário, a Patrulha da Cidade, da Tupi. De nada adiantaram as insistentes chamadas apregoando tratar-se de um programa diferente; de nada adiantaram, inclusive, a empatia do Gilson Ricardo e a competência dos profissionais que o secundaram visando reverter para a emissora, os pontos do Ibope. Deu margem a musiquinha: ‘A Patrulha preocupa, incomoda, faz mexer. Mexe, mexe’.

DUPLAS CAMPEÃES

Globo e Tupi disputavam, até 2008 no Rio, a sintonia do público amante de futebol, cada qual anunciando-se campeães de audiência.  Ofereciam ao ouvinte uma programação  parecida. Bem cedo, pela manhã na Globo, às 5h40, o Toque de Primeira, e na Tupi, às 5h50, o Batendo Bola, um resumo dos acontecimentos no dia anterior, ou o que ia acontecer no dia que se iniciava, baseados em seus noticiários noturnos, respectivamente Panorama e Giro Esportivo, apresentados entre 22 e 24h.

NA RODA VIDA

Depois de muitos anos na Rádio Globo, Roberto Figueiredo, um dos mais renomados profissionais do veículo, se transferia em 1987 para a Tupi. Em abril de 1989, ele trocava esta pela Manchete, onde ficaria apenas um ano. Em outubro de 1991, voltava ao rádio através da CBN, cumprindo curta temporada, pois se afastaria para candidatar-se à uma cadeira na Câmara Municipal do Rio. (Em seus anos derradeiros na Globo, elegera-se deputado estadual, não obtendo renovação do mandato).

EM SEQUÊNCIA

Conforme outros profissionais, em 1991 Jorge Luiz desligava-se da Tupi. Foi trabalhar na Manchete, mas em 1993 voltava à emissora da Rua do Livramento. No primeiro semestre de 1995, quando fazia o horário de 9h ao meio-dia, era dispensado, indo parar na Tamoio. Dali, onde não esquentaria lugar, viveria uma odisseia, atuando pouco tempo na Roquette Pinto e, por tempo menor ainda, na FM O Dia – atingindo o recorde negativo de um mês, igualando-se a um colega da mesma Tupi noutra ocasião.

DESABRIGADOS

O fechamento da Mundial em janeiro de 1993 deixou profissionais ao desabrigo. Um deles foi Elói Decarlo. Dedicaria-se durante algum tempo somente às gravações de comerciais, até ser contratado pela Rede Manchete de Televisão. Voltaria em 1996, no FM da empresa. Em junho de 1997, mudava-se para a FM O Dia. Ficava dois meses. Trabalhavam  na Mundial no último dia Alberto Brizola, Big Boy, Jota Carlos, Jorge Pallis, Oduvaldo Silva, Robson Alencar, Samuel França, e pessoal de apoio.

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OndasAtuais.Com

 Pelas nove nas manhãs de domingos, tem na tradicional Rádio Nacional o Osmar Frazão. Veteraníssimo, com suas histórias sobre música popular brasileira. No dizer de alguns, ele ‘é mais antigo do que andar pra frente’, como seu slogan ‘E, aí, estão gostando?’ (O ‘É verdade’ do Washington Rodrigues, {Velho Apolo}, e o ‘De qualquer maneira’, do Roberto Canazio, comparativamente, não perdem nada.

A SulAmérica Paradiso, NovaBrasil e Mix FM, emissoras eminentemente musicais têm – o ouvinte atento mais do que percebeu --, dois pontos parecidos. Programação corrida e, o quadro, com diversas edições, de ‘uma hora só de música, sem intervalos comerciais’. Em linguagem do observador crítico, trata-se do 'show de mesmice na veia’, motivos  para certa corrente afirmar que o rádio, no Rio, ‘está na UTI’.