ANO DOIS DE UMA NOVA RÁDIO
O SGR alterava na segunda quinzena de maio, há dois anos, sua programação nas últimas décadas, pela enésima vez. Desta (a mais radical), os cardeais denominaram-na de Nova Rádio Globo.
Em lugar de populares apresentadores, jornalistas, produtores e técnicos, optou-se na ‘reinvenção’ da rádio por gente da TV e celebridades com visualizações extraordinárias nas redes sociais.
Nesse período, no entanto, foram pífios os resultados. O público alvo que o grupo mirava não foi alcançado, desmontando-se a audiência cativa formada, principalmente, por donas de casa.
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(RE)MEXIDA A MAIS
Os nomes dos programas escolhidos para compor a Nova Rádio Globo até que eram chamativos. Davam a impressão aos sintonizadores de que ocorria algo mais que simples (re)mexida.
O ar que se passava a respirar nos arredores da Rua do Russel, bucólico bairro da Glória, era como se (aparentemente), baixasse o espírito da criatividade. Uma falta comum no mercado.
Navegar é preciso – já dizia poeta recorrente em nove de cada dez oportunidades. Reajustar também foi preciso. E, isso, o SGR pôs novamente em prática trocando algumas das atrações.
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CUSTO E BENEFÍCIO
Nas rádios interioranas o que não falta é programa com músicas do Roberto Carlos, apesar da crise na indústria do disco. Pra se saber que são faturadas essas audições independe do ramo.
As rádios das grandes cidades – metrópoles – não deixam por menos. Com seus artifícios, uma e outra rodam a grife do ‘Rei’. No Rio, a Tupi tem logo dois, com o Antônio Carlos e o Mário Belisário.
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TELEFONE JÁ ERA
Cirilo Reis disse numa recente apresentação do Musishow, na tradicional Nacional, que não aceita mais os pedidos de música por telefone. Seus ouvintes entenderam, e só utilizam o WhatsAap.
Musishow, um dos mais antigos, e o de maior audiência dos programas na principal emissora carioca da EBC é transmitido de 10h à meia-noite, nas ocasiões em que não têm jogos de futebol.
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DALLAS NÃO É AQUI
Num programa de conceituada emissora, semana passada, a propósito da visita do presidente da República aos Estados Unidos, ouviu-se esse diálogo:
APRESENTADOR – Foi em Dallas que Kennedy (John Fitzgerald) foi fuzilado.
PARTICIPANTE – E, Collor derrubado quando começou a falar bobagens. ‘O Caçador de Marajás’ fez muitas besteiras.
APR – Moreira (Franco) também. Aquela história de acabar com a violência no Rio em seis meses – ele me contou depois numa entrevista em outra rádio – não passou de marketing.
PART -- Minha mulher não ouve o programa quando eu estou participando. Ela não gosta de ouvir bobagens.
APR – Você também diz algumas bobagens.
PART – Por isso é que você me convida.
(Sobe -- e desce -- a vinheta. Segue um ‘rápido’ intervalo).
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R a r e f e i t a s
/o Um quadro no Jornal da CBN 1ª Edição marca nesta 2ª feira (27) a parceria daquela com a GloboNews. Milton Jung e José Roberto Burnier vão falar de política e assuntos pertinentes.
/o Com o fracasso da Nova Globo circunstâncias tiveram que ser apressadas pelo SGR -- mudança de endereço e desativação do AM da matriz e da CBN. Jogavam, acredite, dinheiro pelo ralo.
/o Ciência no Rádio, quadro do Todas as Vozes na MEC, ouviu o reitor João Carlos Crispim da Universidade Federal do Pará, na quarta-feira (22). Tema: a Teoria da Relatividade, de Einstein.
/o A 94 FM (Roquete) mudou de direção. O Painel da Manhã, reestruturado, perdeu qualidade.Foram dobradas as atividades dos repórteres efetivos, e aberto espaço para os sertanejos da moda.
/o Menos de um mês naquela estatal, Paulo Júnior ganhou um novo tempo para o seu Peladas do Pepa. O do lançamento é apresentado no final da tarde, às 18h30, este outro ali pelas 14h30.
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sábado, 25 de maio de 2019
sábado, 18 de maio de 2019
Rádiomania, o Livro/71 (Parte II)
MAYRINK, UMA SAUDADE
Na freqüência em que o público sintonizava há alguns anos a Globo (AM) funcionava até julho de 1965 a Rádio Mayrink Veiga – fechada pelo governo Castelo Branco. Os 1220 Khz foram transferidos graças ao bom relacionamento que o empresário Roberto Marinho mantinha com os donos do poder. A Globo ocupava originalmente os1180 Khz, que passariam a ser, com a medida, utilizados pela Eldorado, nova aquisição do grupo.
A Mayrink foi uma grande adversária da Nacional. Esta, inaugurada em 1936, mudaria o panorama do rádio no país, com seus musicais, humorismo, novelas e, principalmente os programas de auditório. Comparado ao da Nacional, no vigésimo segundo andar do Edifício A Noite, o auditório da Mayrink Veiga era bem modesto, instalado no pavimento térreo de um prédio na rua que lhe emprestava o nome, próximo da badalada Praça Mauá.
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O SORRISO FRANCO
César Ladeira, Luiz Jatobá, Cid Moreira e Carlos Henrique figuravam entre os locutores mais famosos na lista dos contratados. Conhecido como Stanislaw Ponte Preta (era colunista do jornal Última Hora), Sérgio Porto integrava o quadro de apresentadores. A linha de shows, em horário noturno, era de qualificados programas populares, de humor, em maioria.
Destaques para A Cidade se Diverte e Vai da Valsa, de Haroldo Barbosa, Regra de Três, de Antônio Maria, e Esse Norte é de Morte, de Francisco Anisio – o Chico ele adotaria a partir do seu ingresso na televisão, o que ocorreu através do canal 13, TV Rio, que tiraria muita gente do rádio. No Esse Norte... Anísio tinha um quadro onde retratava um irônico professor (o Raimundo) que seria o prenúncio de uma longeva escolinha, anos depois memorável atração na Rede Globo, mais tarde reprisada no canal Viva.
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ESTRELAS DAS NOITES
Doublé de apresentador e diretor artístico da rádio, César Ladeira era um mestre na criação de slogans. Alguns astros por ele batizados: Carmem Miranda, A Pequena Notável; Araci de Almeida, O Samba em Pessoa; Sílvio Caldas, O Seresteiro do Brasil; Carlos Galhardo, O Cantor que Dispensa Adjetivos. Carmem era o seu xodó, maior pupila. Ele a acompanharia na ida aos Estados Unidos, reportando para os jornais cariocas, os movimentos da artista.
Cid Moreira se revezava com Carlos Henrique nas apresentações dos humorísticos estrelados por, entre outros, Nanci Wanderley, Zé Trindade, Estelita Bell, Altivo Diniz, Matinhos, Francisco Anísio, e os irmãos Ema e Válter D’Ávilla. Cid apresentava ainda, o Noites Cariocas, aos sábados, que focalizava o regional de Jacob do Bandolim, com o Dino (Herondino Silva) e Meira (Jaime Florence) nos violões; Canhoto (Valdiro Tramontino), no cavaquinho; Jorginho (Jorge José da Silva), no pandeiro; Altamiro Carrilho, flauta, e Orlando Silveira, acordeon.
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ESPORTE, JAZZ, A VIDA
Nas noites de segundas-feiras, Sérgio Porto comandava o Miss Campeonato, misto de resenha esportiva e humorismo. A atriz do teatro musical, Rose Rondelli era parceira do Sérgio, que fazia também, durante algum tempo nas manhãs, um programa de jazz. Nele pontilhavam gravações de um Chet Baker, Dizzie Gillespie, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Lionel Hampton, Miles Davis, Oscar Peterson, Sarah Vaughn, Louis Armstrong e outros intérpretes.
Luiz Jatobá, narrador dos chamados programas montados, estava diariamente nos lares dos sintonizadores da Mayrink. Ali pelas 9h da noite, apresentava Coisas da Vida, crônicas que escrevia. E, até participara, como ator, de uma das novelas da rádio. A Mayrink ficou na saudade. Recordamo-nos do Aloísio Silva Araújo, o Recruta 23, do Manezinho Araújo, cantor e autor de emboladas (não eram parentes). No esporte, do Jaime Moreira Filho, segundo locutor da casa, do Oduvaldo Cozzi (um dos fundadores da Nacional e diretor da Tupi), dos repórteres Otávio Name e José Jorge (um dos pioneiros do marketing esportivo).
No começo dos anos 60, quando a televisão atraía grandes nomes do rádio, a Mayrink dava uma guinada em sua programação devido a perda de valores. Surgiam os disc-jockeys -- ou animadores de estúdio --, que passavam a dominar os horários. Datam daquele período, alcançando sucesso estrondoso nas tardes, o Peça Bis Pelo Telefone e o Hoje é Dia de Rock, ambos produzidos por Jair de Taumaturgo e conduzidos por Isaac Zaltman. Aquele se bandearia para a TV Rio. Este terminaria os seus dias como locutor noticiarista da Rádio Globo.
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M E M Ó R I A
Lançado em abril de 2001, o Projeto Globo Brasil tinha por finalidade aumentar o faturamento da emissora dos Marinho -- e, evidentemente -- a audiência. Com uns transmitidos do Rio e outros de São Paulo, eram, no esquema, 14 horas diárias de programas. A ideia perdeu sentido, porém, a partir do crescimento da Tupi, que, oportunista, aproveitando-se da brecha passou a dominar na antiga capital do país, ou seja, a então decantada Cidade Maravilhosa.
Na freqüência em que o público sintonizava há alguns anos a Globo (AM) funcionava até julho de 1965 a Rádio Mayrink Veiga – fechada pelo governo Castelo Branco. Os 1220 Khz foram transferidos graças ao bom relacionamento que o empresário Roberto Marinho mantinha com os donos do poder. A Globo ocupava originalmente os1180 Khz, que passariam a ser, com a medida, utilizados pela Eldorado, nova aquisição do grupo.
A Mayrink foi uma grande adversária da Nacional. Esta, inaugurada em 1936, mudaria o panorama do rádio no país, com seus musicais, humorismo, novelas e, principalmente os programas de auditório. Comparado ao da Nacional, no vigésimo segundo andar do Edifício A Noite, o auditório da Mayrink Veiga era bem modesto, instalado no pavimento térreo de um prédio na rua que lhe emprestava o nome, próximo da badalada Praça Mauá.
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O SORRISO FRANCO
César Ladeira, Luiz Jatobá, Cid Moreira e Carlos Henrique figuravam entre os locutores mais famosos na lista dos contratados. Conhecido como Stanislaw Ponte Preta (era colunista do jornal Última Hora), Sérgio Porto integrava o quadro de apresentadores. A linha de shows, em horário noturno, era de qualificados programas populares, de humor, em maioria.
Destaques para A Cidade se Diverte e Vai da Valsa, de Haroldo Barbosa, Regra de Três, de Antônio Maria, e Esse Norte é de Morte, de Francisco Anisio – o Chico ele adotaria a partir do seu ingresso na televisão, o que ocorreu através do canal 13, TV Rio, que tiraria muita gente do rádio. No Esse Norte... Anísio tinha um quadro onde retratava um irônico professor (o Raimundo) que seria o prenúncio de uma longeva escolinha, anos depois memorável atração na Rede Globo, mais tarde reprisada no canal Viva.
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ESTRELAS DAS NOITES
Doublé de apresentador e diretor artístico da rádio, César Ladeira era um mestre na criação de slogans. Alguns astros por ele batizados: Carmem Miranda, A Pequena Notável; Araci de Almeida, O Samba em Pessoa; Sílvio Caldas, O Seresteiro do Brasil; Carlos Galhardo, O Cantor que Dispensa Adjetivos. Carmem era o seu xodó, maior pupila. Ele a acompanharia na ida aos Estados Unidos, reportando para os jornais cariocas, os movimentos da artista.
Cid Moreira se revezava com Carlos Henrique nas apresentações dos humorísticos estrelados por, entre outros, Nanci Wanderley, Zé Trindade, Estelita Bell, Altivo Diniz, Matinhos, Francisco Anísio, e os irmãos Ema e Válter D’Ávilla. Cid apresentava ainda, o Noites Cariocas, aos sábados, que focalizava o regional de Jacob do Bandolim, com o Dino (Herondino Silva) e Meira (Jaime Florence) nos violões; Canhoto (Valdiro Tramontino), no cavaquinho; Jorginho (Jorge José da Silva), no pandeiro; Altamiro Carrilho, flauta, e Orlando Silveira, acordeon.
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ESPORTE, JAZZ, A VIDA
Nas noites de segundas-feiras, Sérgio Porto comandava o Miss Campeonato, misto de resenha esportiva e humorismo. A atriz do teatro musical, Rose Rondelli era parceira do Sérgio, que fazia também, durante algum tempo nas manhãs, um programa de jazz. Nele pontilhavam gravações de um Chet Baker, Dizzie Gillespie, Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Lionel Hampton, Miles Davis, Oscar Peterson, Sarah Vaughn, Louis Armstrong e outros intérpretes.
Luiz Jatobá, narrador dos chamados programas montados, estava diariamente nos lares dos sintonizadores da Mayrink. Ali pelas 9h da noite, apresentava Coisas da Vida, crônicas que escrevia. E, até participara, como ator, de uma das novelas da rádio. A Mayrink ficou na saudade. Recordamo-nos do Aloísio Silva Araújo, o Recruta 23, do Manezinho Araújo, cantor e autor de emboladas (não eram parentes). No esporte, do Jaime Moreira Filho, segundo locutor da casa, do Oduvaldo Cozzi (um dos fundadores da Nacional e diretor da Tupi), dos repórteres Otávio Name e José Jorge (um dos pioneiros do marketing esportivo).
No começo dos anos 60, quando a televisão atraía grandes nomes do rádio, a Mayrink dava uma guinada em sua programação devido a perda de valores. Surgiam os disc-jockeys -- ou animadores de estúdio --, que passavam a dominar os horários. Datam daquele período, alcançando sucesso estrondoso nas tardes, o Peça Bis Pelo Telefone e o Hoje é Dia de Rock, ambos produzidos por Jair de Taumaturgo e conduzidos por Isaac Zaltman. Aquele se bandearia para a TV Rio. Este terminaria os seus dias como locutor noticiarista da Rádio Globo.
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M E M Ó R I A
Lançado em abril de 2001, o Projeto Globo Brasil tinha por finalidade aumentar o faturamento da emissora dos Marinho -- e, evidentemente -- a audiência. Com uns transmitidos do Rio e outros de São Paulo, eram, no esquema, 14 horas diárias de programas. A ideia perdeu sentido, porém, a partir do crescimento da Tupi, que, oportunista, aproveitando-se da brecha passou a dominar na antiga capital do país, ou seja, a então decantada Cidade Maravilhosa.
sábado, 11 de maio de 2019
Rádiomania, o Livro/70
O PATRIMÔNIO SALVO
Com a reinauguração de seus estúdios, palco-auditório e departamento de rádio-teatro, o patrimônio da Nacional do Rio estava salvo. A cerimônia que marcara o início da revitalização foi na sexta-feira, 2 de julho de 2004, presenças do presidente (da República) Luiz Inácio Lula da Silva (e do da então Radiobrás) Eugênio Bucci, artistas e autoridades.
Nas obras de revitalização da emissora foram investidos R$ 2,5 milhões, utilizados na compra de equipamentos de última geração e transmissores de 50 kilowatts. A situação precária em que se encontrava a tradicional estação, deixara Bucci alarmado em sua primeira visita à estatal, logo acabara de ser escolhido para administrar os rumos da empresa.
No restaurado auditório com capacidade para 150 lugares, houve um show comandado por Gracindo Júnior, que lembrara a figura do pai, Paulo Gracindo, um dos grandes nomes da Nacional. Ele assinalara seu início na rádio, aos 14 anos, discorreu sobre a democracia restabelecida no país, e lamentou os anos de chumbo, quando 36 funcionários (lista da qual fazia parte com o ‘velho’), foram demitidos pela repressão militarista.
Participara do show, entre outros, Carmélia Alves, Carmem Costa,Adelaide Chiozzo, Cauby Peixoto, Marlene, Emilinha Borba, Jamelão e Helen de Lima. Na abertura, conduzida por Lucinha Lins, reviveram-se o prefixo oficial da rádio, Luar do Sertão, e trechos de programas famosos. Marco Antônio Monteiro e Neise Marçal entrevistavam artistas e convidados. A iniciativa, segundo Luiz Carlos Saroldi, ‘um reestímulo à radiodifusão’.
_______
A PERSONALÍSSIMA
Uma das raras cantoras do rádio de São Paulo a se projetar no Brasil, Isaurinha Garcia (1919--1993) tinha uma coisa em comum ao locutor da Tupi, Collid Filho: a longevidade na mesma empresa. Isaurinha (‘A Personalíssima’) trabalhou exclusivamente na Rádio Record, ali permanecendo 40 anos.
O cognome que recebera foi ideia do apresentador Blota Júnior, da linha de frente na radiofonia brasileira. A rádio criada pelo empresário Paulo Machado de Carvalho desfrutava na capital paulistana de prestígio semelhante ao da Nacional. Randal Juliano, a voz oficial, apregoava: ‘Rádio Record, a maior’,
Antes de ter estilo próprio, Isaurinha, uma nativa do Brás, espelhava-se na carioca Araci de Almeida, ‘o samba em pessoa’. E, nos áureos tempos dos programas de auditório da lendária emissora, ela vinha constantemente ao Rio como convidada especial para apresentações no ‘Cesar de Alencar’.
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FORTE EXPRESSÃO
Uma das vozes de mais forte expressão do rádio, Cesar Ladeira se tornaria bastante conhecido do grande público na Revolução Constitucionalista de 1932, de inegável importância para os destinos do país, seus habitantes.
Atuava na Record e destacou-se no movimento que eclodira em São Paulo. Também tomaram parte na cobertura em 9 de julho Renato Macedo e Nicolau Tuma, sendo este e Armando Pamplona, da Cultura,pioneiros no futebol.
Contratado pela Mayrink Veiga anos depois Ladeira se especializaria em criar slogans para os artistas da casa. Era diretor-artístico e o apresentador das principais atrações. Outro endereço em que fez história foi a Nacional.
_______
M E M Ó R I A
Poucos profissionais do rádio ficaram tanto tempo num mesmo prefixo quanto o Collid (Ether) Filho, natural de Belém, Pará. Sua passagem pela Tupi, em épocas remotas classificada como líder dos Diários Associados, durou 44 anos.
Collid (1930-2004) foi, entre outras atividades, locutor do Clube do Guri, Grande Jornal, apresentador do Rádio Sequência G-3 e, na maior fase de sua vida, comandante do Collid Discos, pelo qual ganhou título de ‘O Dono da Noite’.
Com a reinauguração de seus estúdios, palco-auditório e departamento de rádio-teatro, o patrimônio da Nacional do Rio estava salvo. A cerimônia que marcara o início da revitalização foi na sexta-feira, 2 de julho de 2004, presenças do presidente (da República) Luiz Inácio Lula da Silva (e do da então Radiobrás) Eugênio Bucci, artistas e autoridades.
Nas obras de revitalização da emissora foram investidos R$ 2,5 milhões, utilizados na compra de equipamentos de última geração e transmissores de 50 kilowatts. A situação precária em que se encontrava a tradicional estação, deixara Bucci alarmado em sua primeira visita à estatal, logo acabara de ser escolhido para administrar os rumos da empresa.
No restaurado auditório com capacidade para 150 lugares, houve um show comandado por Gracindo Júnior, que lembrara a figura do pai, Paulo Gracindo, um dos grandes nomes da Nacional. Ele assinalara seu início na rádio, aos 14 anos, discorreu sobre a democracia restabelecida no país, e lamentou os anos de chumbo, quando 36 funcionários (lista da qual fazia parte com o ‘velho’), foram demitidos pela repressão militarista.
Participara do show, entre outros, Carmélia Alves, Carmem Costa,Adelaide Chiozzo, Cauby Peixoto, Marlene, Emilinha Borba, Jamelão e Helen de Lima. Na abertura, conduzida por Lucinha Lins, reviveram-se o prefixo oficial da rádio, Luar do Sertão, e trechos de programas famosos. Marco Antônio Monteiro e Neise Marçal entrevistavam artistas e convidados. A iniciativa, segundo Luiz Carlos Saroldi, ‘um reestímulo à radiodifusão’.
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A PERSONALÍSSIMA
Uma das raras cantoras do rádio de São Paulo a se projetar no Brasil, Isaurinha Garcia (1919--1993) tinha uma coisa em comum ao locutor da Tupi, Collid Filho: a longevidade na mesma empresa. Isaurinha (‘A Personalíssima’) trabalhou exclusivamente na Rádio Record, ali permanecendo 40 anos.
O cognome que recebera foi ideia do apresentador Blota Júnior, da linha de frente na radiofonia brasileira. A rádio criada pelo empresário Paulo Machado de Carvalho desfrutava na capital paulistana de prestígio semelhante ao da Nacional. Randal Juliano, a voz oficial, apregoava: ‘Rádio Record, a maior’,
Antes de ter estilo próprio, Isaurinha, uma nativa do Brás, espelhava-se na carioca Araci de Almeida, ‘o samba em pessoa’. E, nos áureos tempos dos programas de auditório da lendária emissora, ela vinha constantemente ao Rio como convidada especial para apresentações no ‘Cesar de Alencar’.
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FORTE EXPRESSÃO
Uma das vozes de mais forte expressão do rádio, Cesar Ladeira se tornaria bastante conhecido do grande público na Revolução Constitucionalista de 1932, de inegável importância para os destinos do país, seus habitantes.
Atuava na Record e destacou-se no movimento que eclodira em São Paulo. Também tomaram parte na cobertura em 9 de julho Renato Macedo e Nicolau Tuma, sendo este e Armando Pamplona, da Cultura,pioneiros no futebol.
Contratado pela Mayrink Veiga anos depois Ladeira se especializaria em criar slogans para os artistas da casa. Era diretor-artístico e o apresentador das principais atrações. Outro endereço em que fez história foi a Nacional.
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M E M Ó R I A
Poucos profissionais do rádio ficaram tanto tempo num mesmo prefixo quanto o Collid (Ether) Filho, natural de Belém, Pará. Sua passagem pela Tupi, em épocas remotas classificada como líder dos Diários Associados, durou 44 anos.
Collid (1930-2004) foi, entre outras atividades, locutor do Clube do Guri, Grande Jornal, apresentador do Rádio Sequência G-3 e, na maior fase de sua vida, comandante do Collid Discos, pelo qual ganhou título de ‘O Dono da Noite’.
quarta-feira, 8 de maio de 2019
Direto das Ondas
OS DIAS QUE A CBN PAROU
1. Na sexta-feira (3), primeira do mês em curso, quem ligou o rádio pela manhã não encontrou a CBN. Estava nos 92,5 da Kiss FM, de São Paulo.
2. (Bem verdade, a emissora do SGR mais transmite da capital paulista do que de outros pontos do país).
3. E, durante todo o período, constatamos, a situação assim permaneceu. Perguntas que não querem silenciar. O que houve? O que aconteceu?
4. No sábado de manhã, o panorama continuava, mas, descobrimos à noite, que a coisa havia se normalizado.
5. Estranho, não? Conferimos sites especializados e, nenhuma pista. Que será? – a indagação ressurgia, martelando a curiosidade que aumentava.
6. Nas semanas antecedentes circularam rumores (e boatos) de que o Grupo Globo planejava modificações nas suas emissoras.
7. A CBN passaria a ser uma extensão do canal Globo News e a Nova Rádio Globo, do Multishow. A empresa, porém, negava. E, o assunto ‘morreu’.
8. Qual a explicação agora, depois da ‘invasão’ na freqüência da emissora paulista? Problemas técnicos, ou coisa parecida a um gato no telhado?
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A ‘GUERRA’ ESQUENTA
Clóvis Monteiro apregoa ter ‘audiência gigante’ na Tupi, e convocava. quarta (1°), o ouvinte a fazer o programa com ele.
Na SulAmérica Paradiso, o Roberto Canazio procedia da mesma forma – embora, aparentemente, não precisasse.
E, ele afirmou que a participação via WhatsApp ‘na outra’ é editada. Na ‘sua”, assinalou, tal coisa não acontecia.
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QUANDO O PANO DESCE
Outro fato que nos alertou mais ainda naquele dia. Quando o Canazio chama o intervalo, a palavra que segue é ‘rápido’, invariavelmente.
Igual procedimento (dá a impressão de código), ocorre lá pros lado da Rádio MEC, com o Marcus Aurélio e o xará Leite, no Todas as Vozes.
‘O Ibope tem sido muito generoso (...) Nossa audiência subiu nos últimos dois meses’, revelava de São Paulo (gravado) o titular do programa.
Apesar dos bons índices, não se sabe se ele vai renovar o contrato, que termina este mês. Em emissora pública, a conotação política surpreende.
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R a r e f e i t a s
o/ Ex-coordenador de esportes da Tupi, e Nacional, Paulo Júnior está agora na Roquette (94,1). Apresenta nos finais de tarde o Peladas do Pepa.
o/ O governo não vai mais fechar a EBC -- emissoras de rádio, TV e agência de notícias. A empresa tem R$ 600 milhões para o orçamento deste ano.
o/ Obras de Paulo César Pinheiro, compositor prolífico estão sendo repassadas no Armazém Cultural, do Tiago Alves, na MEC AM esta semana, a partir das 14h.
1. Na sexta-feira (3), primeira do mês em curso, quem ligou o rádio pela manhã não encontrou a CBN. Estava nos 92,5 da Kiss FM, de São Paulo.
2. (Bem verdade, a emissora do SGR mais transmite da capital paulista do que de outros pontos do país).
3. E, durante todo o período, constatamos, a situação assim permaneceu. Perguntas que não querem silenciar. O que houve? O que aconteceu?
4. No sábado de manhã, o panorama continuava, mas, descobrimos à noite, que a coisa havia se normalizado.
5. Estranho, não? Conferimos sites especializados e, nenhuma pista. Que será? – a indagação ressurgia, martelando a curiosidade que aumentava.
6. Nas semanas antecedentes circularam rumores (e boatos) de que o Grupo Globo planejava modificações nas suas emissoras.
7. A CBN passaria a ser uma extensão do canal Globo News e a Nova Rádio Globo, do Multishow. A empresa, porém, negava. E, o assunto ‘morreu’.
8. Qual a explicação agora, depois da ‘invasão’ na freqüência da emissora paulista? Problemas técnicos, ou coisa parecida a um gato no telhado?
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A ‘GUERRA’ ESQUENTA
Clóvis Monteiro apregoa ter ‘audiência gigante’ na Tupi, e convocava. quarta (1°), o ouvinte a fazer o programa com ele.
Na SulAmérica Paradiso, o Roberto Canazio procedia da mesma forma – embora, aparentemente, não precisasse.
E, ele afirmou que a participação via WhatsApp ‘na outra’ é editada. Na ‘sua”, assinalou, tal coisa não acontecia.
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QUANDO O PANO DESCE
Outro fato que nos alertou mais ainda naquele dia. Quando o Canazio chama o intervalo, a palavra que segue é ‘rápido’, invariavelmente.
Igual procedimento (dá a impressão de código), ocorre lá pros lado da Rádio MEC, com o Marcus Aurélio e o xará Leite, no Todas as Vozes.
‘O Ibope tem sido muito generoso (...) Nossa audiência subiu nos últimos dois meses’, revelava de São Paulo (gravado) o titular do programa.
Apesar dos bons índices, não se sabe se ele vai renovar o contrato, que termina este mês. Em emissora pública, a conotação política surpreende.
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R a r e f e i t a s
o/ Ex-coordenador de esportes da Tupi, e Nacional, Paulo Júnior está agora na Roquette (94,1). Apresenta nos finais de tarde o Peladas do Pepa.
o/ O governo não vai mais fechar a EBC -- emissoras de rádio, TV e agência de notícias. A empresa tem R$ 600 milhões para o orçamento deste ano.
o/ Obras de Paulo César Pinheiro, compositor prolífico estão sendo repassadas no Armazém Cultural, do Tiago Alves, na MEC AM esta semana, a partir das 14h.
sábado, 4 de maio de 2019
Rádiomania, o Livro/69
A VENDA DE ESPAÇOS
O processo de comercialização dos programas de rádio teve início nos anos 30 no governo Getúlio Vargas. Com a publicidade paga, o veículo cresceria, permitindo a criação de quadros, o surgimento de profissionais. E, uma longa atração – espécie do Sílvio Santos na TV muitos anos depois – seria o primeiro do gênero, com o apresentador Valdo de Abreu, na Mayrink Veiga.
Em 1932, na Rádio Phillips (embrião da Nacional), era lançado o Programa Casé, que remonta a Ademar Casé, produtor e corretor de publicidade, pouco afeito a falar em microfones. Ele trabalhava com diversos apresentadores, que atuavam em rodízios. Um deles, sempre lembrado pelos que têm se dedicado a contar (ou recontar) algumas histórias do rádio, era o Alziro Zarur.
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MAIOR PATENTE
Foi no Programa Casé que Almirante, ‘a maior patente do rádio’, se revelou. Os reclames – nomes dados aos comerciais – eram na forma de versinhos. Entre os produtores, estavam Henrique Pongetti, Luiz Peixoto e Antônio Nássara, cabendo as este a criação dos primeiros textos cantados, origem dos jingles.
Casé inspirou-se na BBC de Londres para criar o estilo de seu programa. Vendedor da Phillips, dona de uma gravadora e fabricante de equipamentos eletrônicos, ele se tornaria um marco no veículo, com o modelo que implantara. Anteciparia em muitas décadas, o que a mídia passaria a definir como lobby, muito a ver nos tempos contemporâneos, com o marketing pessoal.
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RETRATOS DA VIDA
Durante a gestão Vargas, mas em 1940, todas as empresas do grupo A Noite seriam encampadas. Nomeado superintendente da Nacional, Gilberto de Andrade contratava os maiores profissionais e dotava a rádio das melhores condições, pois conhecia bem o pessoal e sabia o que mais o governo queria.
Os novos rumos do rádio se descortinariam nessa década. Vieram os filões, e as rádionovelas, que se popularizariam rapidamente. Seu antecedente, na Record, peças completas de 50 minutos, com o título geral de Teatro Manuel Durães. Já na Mayrink, era Teatro Pelos Ares, direção de Cordélia Ferreira.
Em São Paulo, o sucesso das novelas obrigava a utilização de uma viatura dos Correios para o transporte de cartas destinadas aos atores e autores. Oldemar Ciglioni, Êni Rocha, Arlete Montenegro, Ilva Aguiar, Walter Forster, entre outros, provocavam os suspiros das domésticas. No Rio, nos anos 50, a Nacional chegava a ter 16 novelas em cartaz – uma recordista o gênero.
FELICIDADE X DIREITO
De Em busca da Felicidade a O Direito de Nascer, os locutores apregoavam sempre: ‘Ouçamos mais um emocionante capítulo de...’ O departamento da emissora, com direção de Vitor Costa chegou a reunir nada menos que 120 profissionais, entre atores, escritores e técnicos. Uma das testemunhas de sua história foi Edmo do Valle, chefe dos contra-regras no apogeu da rádio.
Na terra dos Bandeirantes as novelas era o forte da Rádio São Paulo. Antes de incursionar no gênero, a emissora paulista concentrava suas baterias em programa de humorismo. Ariovaldo Pires, o Capitão Furtado, era o mais importante do elenco. O Cascatinha do Genaro cartaz que ele criou e apresentava – um marco. Desfrutaria de muita popularidade em toda a sua existência.
Em termos de importância na história do rádio, comparava-se a um PRK-30, de Lauro Borges e Castro Barbosa (Mayrink, Nacional e Record); Zé Fidélis, com Dino Cartopazzi (Cultura e Educadora); e Piadas do Manduca, de Renato Murce (Clube do Brasil e Nacional); e Hotel da Pimpinela, de Silvino Neto (Nacional).
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M E M Ó R I A
O Cruzeiro conquistou a Taça Libertadores em 21 de julho de 1976 ao vencer o River Plate, da Argentina, por 4 a 1 no Mineirão. José Carlos Araújo, pela Nacional do Rio narrou o jogo, na companhia do comentarista João Saldanha (1917-1990) e do repórter Iata Anderson.
O processo de comercialização dos programas de rádio teve início nos anos 30 no governo Getúlio Vargas. Com a publicidade paga, o veículo cresceria, permitindo a criação de quadros, o surgimento de profissionais. E, uma longa atração – espécie do Sílvio Santos na TV muitos anos depois – seria o primeiro do gênero, com o apresentador Valdo de Abreu, na Mayrink Veiga.
Em 1932, na Rádio Phillips (embrião da Nacional), era lançado o Programa Casé, que remonta a Ademar Casé, produtor e corretor de publicidade, pouco afeito a falar em microfones. Ele trabalhava com diversos apresentadores, que atuavam em rodízios. Um deles, sempre lembrado pelos que têm se dedicado a contar (ou recontar) algumas histórias do rádio, era o Alziro Zarur.
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MAIOR PATENTE
Foi no Programa Casé que Almirante, ‘a maior patente do rádio’, se revelou. Os reclames – nomes dados aos comerciais – eram na forma de versinhos. Entre os produtores, estavam Henrique Pongetti, Luiz Peixoto e Antônio Nássara, cabendo as este a criação dos primeiros textos cantados, origem dos jingles.
Casé inspirou-se na BBC de Londres para criar o estilo de seu programa. Vendedor da Phillips, dona de uma gravadora e fabricante de equipamentos eletrônicos, ele se tornaria um marco no veículo, com o modelo que implantara. Anteciparia em muitas décadas, o que a mídia passaria a definir como lobby, muito a ver nos tempos contemporâneos, com o marketing pessoal.
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RETRATOS DA VIDA
Durante a gestão Vargas, mas em 1940, todas as empresas do grupo A Noite seriam encampadas. Nomeado superintendente da Nacional, Gilberto de Andrade contratava os maiores profissionais e dotava a rádio das melhores condições, pois conhecia bem o pessoal e sabia o que mais o governo queria.
Os novos rumos do rádio se descortinariam nessa década. Vieram os filões, e as rádionovelas, que se popularizariam rapidamente. Seu antecedente, na Record, peças completas de 50 minutos, com o título geral de Teatro Manuel Durães. Já na Mayrink, era Teatro Pelos Ares, direção de Cordélia Ferreira.
Em São Paulo, o sucesso das novelas obrigava a utilização de uma viatura dos Correios para o transporte de cartas destinadas aos atores e autores. Oldemar Ciglioni, Êni Rocha, Arlete Montenegro, Ilva Aguiar, Walter Forster, entre outros, provocavam os suspiros das domésticas. No Rio, nos anos 50, a Nacional chegava a ter 16 novelas em cartaz – uma recordista o gênero.
FELICIDADE X DIREITO
De Em busca da Felicidade a O Direito de Nascer, os locutores apregoavam sempre: ‘Ouçamos mais um emocionante capítulo de...’ O departamento da emissora, com direção de Vitor Costa chegou a reunir nada menos que 120 profissionais, entre atores, escritores e técnicos. Uma das testemunhas de sua história foi Edmo do Valle, chefe dos contra-regras no apogeu da rádio.
Na terra dos Bandeirantes as novelas era o forte da Rádio São Paulo. Antes de incursionar no gênero, a emissora paulista concentrava suas baterias em programa de humorismo. Ariovaldo Pires, o Capitão Furtado, era o mais importante do elenco. O Cascatinha do Genaro cartaz que ele criou e apresentava – um marco. Desfrutaria de muita popularidade em toda a sua existência.
Em termos de importância na história do rádio, comparava-se a um PRK-30, de Lauro Borges e Castro Barbosa (Mayrink, Nacional e Record); Zé Fidélis, com Dino Cartopazzi (Cultura e Educadora); e Piadas do Manduca, de Renato Murce (Clube do Brasil e Nacional); e Hotel da Pimpinela, de Silvino Neto (Nacional).
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M E M Ó R I A
O Cruzeiro conquistou a Taça Libertadores em 21 de julho de 1976 ao vencer o River Plate, da Argentina, por 4 a 1 no Mineirão. José Carlos Araújo, pela Nacional do Rio narrou o jogo, na companhia do comentarista João Saldanha (1917-1990) e do repórter Iata Anderson.
sábado, 27 de abril de 2019
Direto das Ondas
CANAZIO FAZ CONCORRÊNCIA SE MEXER
Após uma semana do seu lançamento, o Manhã Paradiso,na SulAmérica (95,7) com o Roberto Canazio, já fez a concorrência do horário (8h às 10h) se mexer, modificando suas estruturas.
O do Clóvis Monteiro,Tupi (96,5) e o Jornal da Manhã, Roquete (94,1) foram os que mais alterações fizeram. Um e outro criaram quadros para diminuir o natural impacto em suas posições.
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A VOZ DA AUTORIDADE
A emissora de São Cristóvão até abriu espaço para o prefeito Crivella prestar contas ao público. E montou postos em locais diversos, destinados ao sorteio de prêmios para os ouvintes.
Na estatal, onde Jorge Ramos e Lúcia Araújo conduzem as ações, foi instituído um quadro de música ao vivo. Estabeleceu-se, ainda, a presença de convidados para discutir temas do dia.
As pesquisas do novo e dos existentes têm, em conseqüência, coincidido, visto que, em geral a pauta de cada um, quando não baseada nos jornais, é feita seguindo o que ‘rola’ na internet.
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TENTANDO OUTRA VEZ
Depois de atuar na fracassada Bradesco, que encerrou suas atividades no início de 2017, Edilson Silva volta a chefiar equipe esportiva. Desta vez, trafega pelas ondas da Bandnews fluminense (90,3).
O comentarista Ronaldo Castro faz parte do grupo. Nele, entre outros, Evaldo José, Antônio Carlos Duarte, Cláudio Perrot e Felipe Santos (ex-SGR), que estavam na Web do Sidney Rezende.
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POESIA, A ESSA HORA?
O jornalista Anchieta Filho é um dos componentes do Tarde Nacional, das 13h às 17h. Na quarta (24), anunciando as condições do tempo disse: ‘O sol está acanhado, escondido entre as nuvens’.
Acrescentou, após declarar-se um torcedor do Vasco: ‘Hoje estou vascaINDO’. Anchieta cobre São Paulo, Luciano Barroso ancora a matriz da EBC em Brasília, e a Dáurea Gramático divulga o Rio.
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R a r e f e i t a s
/o Desabafo de um apresentador diante da nacionalização das notícias nas rádios especializadas: ‘O Rio é que nos interessa.Por isso somos líderes nos esportes e, inclusive programas de variedades.’
/o Setoristas não cansam de repetir do ‘trânsito complicado’ nas cidades. Que tal mudarem um pouco a placa? O português agradece, paciência dos automobilistas, e nossos ouvidos também.
/o Não serve para principiantes, pois, é mais antigo do que andar pra frente, o Histórias do Frazão, com Osmar idem, domingos às 10h das manhas na Rádio Nacional. O alvo -- a terceira idade.
Após uma semana do seu lançamento, o Manhã Paradiso,na SulAmérica (95,7) com o Roberto Canazio, já fez a concorrência do horário (8h às 10h) se mexer, modificando suas estruturas.
O do Clóvis Monteiro,Tupi (96,5) e o Jornal da Manhã, Roquete (94,1) foram os que mais alterações fizeram. Um e outro criaram quadros para diminuir o natural impacto em suas posições.
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A VOZ DA AUTORIDADE
A emissora de São Cristóvão até abriu espaço para o prefeito Crivella prestar contas ao público. E montou postos em locais diversos, destinados ao sorteio de prêmios para os ouvintes.
Na estatal, onde Jorge Ramos e Lúcia Araújo conduzem as ações, foi instituído um quadro de música ao vivo. Estabeleceu-se, ainda, a presença de convidados para discutir temas do dia.
As pesquisas do novo e dos existentes têm, em conseqüência, coincidido, visto que, em geral a pauta de cada um, quando não baseada nos jornais, é feita seguindo o que ‘rola’ na internet.
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TENTANDO OUTRA VEZ
Depois de atuar na fracassada Bradesco, que encerrou suas atividades no início de 2017, Edilson Silva volta a chefiar equipe esportiva. Desta vez, trafega pelas ondas da Bandnews fluminense (90,3).
O comentarista Ronaldo Castro faz parte do grupo. Nele, entre outros, Evaldo José, Antônio Carlos Duarte, Cláudio Perrot e Felipe Santos (ex-SGR), que estavam na Web do Sidney Rezende.
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POESIA, A ESSA HORA?
O jornalista Anchieta Filho é um dos componentes do Tarde Nacional, das 13h às 17h. Na quarta (24), anunciando as condições do tempo disse: ‘O sol está acanhado, escondido entre as nuvens’.
Acrescentou, após declarar-se um torcedor do Vasco: ‘Hoje estou vascaINDO’. Anchieta cobre São Paulo, Luciano Barroso ancora a matriz da EBC em Brasília, e a Dáurea Gramático divulga o Rio.
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R a r e f e i t a s
/o Desabafo de um apresentador diante da nacionalização das notícias nas rádios especializadas: ‘O Rio é que nos interessa.Por isso somos líderes nos esportes e, inclusive programas de variedades.’
/o Setoristas não cansam de repetir do ‘trânsito complicado’ nas cidades. Que tal mudarem um pouco a placa? O português agradece, paciência dos automobilistas, e nossos ouvidos também.
/o Não serve para principiantes, pois, é mais antigo do que andar pra frente, o Histórias do Frazão, com Osmar idem, domingos às 10h das manhas na Rádio Nacional. O alvo -- a terceira idade.
quarta-feira, 17 de abril de 2019
Direto das Ondas
A NOVA MANHÃ DO CANAZIO
Afastado do rádio por apenas dois meses, Roberto Canazio estreou nesta segunda-feira (15) na SulAmérica Paradiso. Depois de agradecer aos que proporcionaram a sua volta, disse: ‘Um recomeço, e sentindo um frio na barriga, não vou mentir; nosso objetivo não é a mentira. Citando o poeta gaúcho Mário Quintana (1906-1994), afirmou que ‘a preguiça é a mãe do progresso’.
O Manhã Paradiso, seu novo programa a partir das 8h, tem nome parecido com o diário que ele fazia no SGR. Foram participantes da estreia o professor e ex-deputado Chico Alencar e o advogado Reginaldo Mathias, colaboradores do apresentador em outras emissoras. Falou-se na audição de palavras e temas da moda, como leniência, resiliência, empoderamento e feminicídio.
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OS PRIVILEGIADOS
A reforma da Previdência pretendida pelo governo, não poderia faltar.Defensor das causas dos aposentados e pensionistas, Canázio assegurou: ‘O grande problema da Previdência está nos privilegiados, servidores públicos e militares. Os primeiros recebem 28 vezes mais que os trabalhadores rurais. Um servidor legislativo ganha 26 mil em média. A maioria, menos de mil, salário mínimo’.
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NÃO É PROFISSÃO
Em geral, um político se aposenta com dois mandatos. Chico Alencar afirmou ter passado mais tempo no exercício, porém, não reeleito, recusou a aposentadoria. ‘Político não é profissão’, sentenciou. E, disse outra coisa. ‘É preciso mudar o sistema tributário. Um capitão reformado tem vencimentos de 27 mil reais, sendo presidente da República, 12 mil. Somando-se temos aí...’
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VÍCIO DO CELULAR
‘O Papa (Francisco) é perfeito em suas observações’, comentou Reginaldo Mathias. Ele se referia ao episódio ocorrido numa escola de jovens, onde o pontífice rezava missa. Ao convocar os presentes para um ato de praxe, os moços elevaram seus aparelhos, diante do que o Papa não conteve um lamento: ‘O uso do celular é um vício’. Gente, o que eu disse foi, corações ao alto.
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PROTESTO NO FIM
O programa do Canazio agora em outro endereço recebeu inúmeras mensagens, todas manifestações femininas. Produzido por Heloísa Paladino, que acompanha o apresentador desde os tempos da Manchete, teve somente três números musicais – com Roberto Carlos, Tim Maia e Bethânia. E, no dela, no fim, protesto de uma ouvinte. Pela canção É o Amor, sucesso de dupla sertaneja.
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R a r e f e i t a s
/o Classificada como do gênero adulto-contemporâneo, a SulAmérica Paradiso não é nenhuma brastemp em audiência.
/o Com o Roberto Canazio, todavia, os seus índices no horário devem subir, obrigando as concorrentes se mexerem.
/o Os titulares delas terão, certamente, que criarem atrativos para diminuírem o impacto da queda em suas atuais posições.
Afastado do rádio por apenas dois meses, Roberto Canazio estreou nesta segunda-feira (15) na SulAmérica Paradiso. Depois de agradecer aos que proporcionaram a sua volta, disse: ‘Um recomeço, e sentindo um frio na barriga, não vou mentir; nosso objetivo não é a mentira. Citando o poeta gaúcho Mário Quintana (1906-1994), afirmou que ‘a preguiça é a mãe do progresso’.
O Manhã Paradiso, seu novo programa a partir das 8h, tem nome parecido com o diário que ele fazia no SGR. Foram participantes da estreia o professor e ex-deputado Chico Alencar e o advogado Reginaldo Mathias, colaboradores do apresentador em outras emissoras. Falou-se na audição de palavras e temas da moda, como leniência, resiliência, empoderamento e feminicídio.
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OS PRIVILEGIADOS
A reforma da Previdência pretendida pelo governo, não poderia faltar.Defensor das causas dos aposentados e pensionistas, Canázio assegurou: ‘O grande problema da Previdência está nos privilegiados, servidores públicos e militares. Os primeiros recebem 28 vezes mais que os trabalhadores rurais. Um servidor legislativo ganha 26 mil em média. A maioria, menos de mil, salário mínimo’.
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NÃO É PROFISSÃO
Em geral, um político se aposenta com dois mandatos. Chico Alencar afirmou ter passado mais tempo no exercício, porém, não reeleito, recusou a aposentadoria. ‘Político não é profissão’, sentenciou. E, disse outra coisa. ‘É preciso mudar o sistema tributário. Um capitão reformado tem vencimentos de 27 mil reais, sendo presidente da República, 12 mil. Somando-se temos aí...’
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VÍCIO DO CELULAR
‘O Papa (Francisco) é perfeito em suas observações’, comentou Reginaldo Mathias. Ele se referia ao episódio ocorrido numa escola de jovens, onde o pontífice rezava missa. Ao convocar os presentes para um ato de praxe, os moços elevaram seus aparelhos, diante do que o Papa não conteve um lamento: ‘O uso do celular é um vício’. Gente, o que eu disse foi, corações ao alto.
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PROTESTO NO FIM
O programa do Canazio agora em outro endereço recebeu inúmeras mensagens, todas manifestações femininas. Produzido por Heloísa Paladino, que acompanha o apresentador desde os tempos da Manchete, teve somente três números musicais – com Roberto Carlos, Tim Maia e Bethânia. E, no dela, no fim, protesto de uma ouvinte. Pela canção É o Amor, sucesso de dupla sertaneja.
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R a r e f e i t a s
/o Classificada como do gênero adulto-contemporâneo, a SulAmérica Paradiso não é nenhuma brastemp em audiência.
/o Com o Roberto Canazio, todavia, os seus índices no horário devem subir, obrigando as concorrentes se mexerem.
/o Os titulares delas terão, certamente, que criarem atrativos para diminuírem o impacto da queda em suas atuais posições.
domingo, 14 de abril de 2019
Rádiomania, o Livro/68
O VELHO MODERNO
Setembro de 2012 marcou os 90 anos do rádio no Brasil, mês em que, importantes emissoras do Rio festejaram mais uma passagem de suas existências – Tupi, 77 anos, Nacional e MEC 76. O nonagésimo aniversário da rádio (uma singularidade) não teve o caráter comemorativo que o de dez anos passados – os 80 – quando se promoveram encontros e seminários.
Um dos mais evoluídos nos grandes centros da América e Europa, segundo pesquisadores, o rádio no país chegou a ter sua morte decretada, a partir do avanço da televisão. Perdeu público e anunciantes,mas conseguiu recuperar-se, adotando uma linguagem dinâmica e moderna, apropriada aos novos conceitos.
As experiências iniciais foram realizadas durante as solenidades do Centenário da República, em 1922, através de duas unidades trazidas dos Estados Unidos, uma pela Westinghouse, instalada no Corcovado, outra pela Western Electric, montada na Praia Vermelha, entre a Urca e Pão do Açúcar.
Primeiro governante a ocupar o microfone de uma estação de rádiotelefomia, o presidente Epitácio Pessoa participara do evento, estando entre os presentes, o professor Edgard Roquette Pinto que, maravilhado com o que assistira, acabaria fundando, em 20 de abril de 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Treze anos depois, esta seria a Rádio Ministério de Educação e Cultura, MEC.
Homem de muita visão e, sobretudo idealista, Roquette Pinto foi um pioneiro. Transmitiu uma ópera no rádio, poucos meses da inauguração da emissora, ocorrida em 4 de julho. Colocara no ar o Rigoleto, de Verdi e, ainda surpreenderia os ouvintes, com os pronunciamentos de sábios e intelectuais que visitavam o Brasil, entre eles, o francês Alfred Agache e o alemão Albert Einstein.
Maior prova de seu pioneirismo, antes do centenário, foi atrair para um recinto acanhado, uma multidão de curiosos. A experiência que fazia provocava um som caótico, de incrível estridência. Era evidente que a poucos interessava aquela zoeira na tão estranha em tal engenhoca.
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ERA RUDIMENTAR
A exemplo de inúmeros profissionais, Paulo Tapajós começou cedo no rádio. Dedicou a ele maior parte de sua vida, morrendo em dezembro de 1990, aos 77 anos de idade. De um depoimento seu à Rádio Jornal do Brasil, ficou registrado que ‘o rádio era muito precário, rudimentar (...) Surgira pra valer em outubro de 1923, graças ao trabalho dos irmãos Moreira. Locutor, chamado de speaker, lia no fim dos programas uma relação nominal das firmas que contribuíam com a sociedade, modus operandi das emissoras’.
Cantor de modinhas, compositor e produtor, Tapajós foi diretor-artístico da Nacional por muitos anos. Ele dissera, ainda, naquela entrevista de um especial na RJB: ‘A Nacional era ouvida em todo o Brasil por uma massa enorme de público. Isso aguçava o interesse dos anunciantes, que formavam fila à espera de uma vaga. Aos poucos foram suprimidos os quartos de hora com artistas – acentuava – e se criou os programas de talentos, de inteligência’.
Em outro depoimento à RJB, Henrique Fóreis, o Almirante lembrava sobre os dias de funcionamento do rádio, em seus primeiros anos. Havia, segundo declarava, um revezamento entre a Rádio Sociedade e a Clube do Brasil – uma às segundas, quartas e sextas; outra às terças, quintas e sábados. Os domingos ficavam reservados para o descanso. Alguns historiadores atribuíam à Sociedade o pioneirismo, outros o creditavam na cota da Rádio Clube do Recife.
Inaugurada em setembro de 1936, a Nacional revolucionaria todos os conceitos do rádio, sendo o seu sinal emitido oficialmente às 9 horas da noite do dia 12. Aurélio de Andrade, Oduvaldo Cozzi e Celso Guimarães reuniam-se numa sala do 4º andar do Edifício A Noite, onde cuidavam dos preparativos. Celso, o mais experiente se responsabilizaria pela estrutura da programação. Caberia a ele também anunciar, em ato solene, a entrada da nova emissora no ar.
_______
M E M Ó R I A
A Rádio Jornal do Brasil AM começava, em 1959, a divulgar os boletins de utilidade pública. Uma ideia do jornalista e poeta Reinaldo Jardim, logo aproveitada por outras emissoras cariocas, que os batizaram de ‘prestação de serviços’. A JB encerraria suas atividades nos anos 70 do rádio – 1993 – em abril. Nesse mesmo ano em janeiro, a Mundial, terceira no Ibope, também fechava.
Setembro de 2012 marcou os 90 anos do rádio no Brasil, mês em que, importantes emissoras do Rio festejaram mais uma passagem de suas existências – Tupi, 77 anos, Nacional e MEC 76. O nonagésimo aniversário da rádio (uma singularidade) não teve o caráter comemorativo que o de dez anos passados – os 80 – quando se promoveram encontros e seminários.
Um dos mais evoluídos nos grandes centros da América e Europa, segundo pesquisadores, o rádio no país chegou a ter sua morte decretada, a partir do avanço da televisão. Perdeu público e anunciantes,mas conseguiu recuperar-se, adotando uma linguagem dinâmica e moderna, apropriada aos novos conceitos.
As experiências iniciais foram realizadas durante as solenidades do Centenário da República, em 1922, através de duas unidades trazidas dos Estados Unidos, uma pela Westinghouse, instalada no Corcovado, outra pela Western Electric, montada na Praia Vermelha, entre a Urca e Pão do Açúcar.
Primeiro governante a ocupar o microfone de uma estação de rádiotelefomia, o presidente Epitácio Pessoa participara do evento, estando entre os presentes, o professor Edgard Roquette Pinto que, maravilhado com o que assistira, acabaria fundando, em 20 de abril de 1923, a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Treze anos depois, esta seria a Rádio Ministério de Educação e Cultura, MEC.
Homem de muita visão e, sobretudo idealista, Roquette Pinto foi um pioneiro. Transmitiu uma ópera no rádio, poucos meses da inauguração da emissora, ocorrida em 4 de julho. Colocara no ar o Rigoleto, de Verdi e, ainda surpreenderia os ouvintes, com os pronunciamentos de sábios e intelectuais que visitavam o Brasil, entre eles, o francês Alfred Agache e o alemão Albert Einstein.
Maior prova de seu pioneirismo, antes do centenário, foi atrair para um recinto acanhado, uma multidão de curiosos. A experiência que fazia provocava um som caótico, de incrível estridência. Era evidente que a poucos interessava aquela zoeira na tão estranha em tal engenhoca.
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ERA RUDIMENTAR
A exemplo de inúmeros profissionais, Paulo Tapajós começou cedo no rádio. Dedicou a ele maior parte de sua vida, morrendo em dezembro de 1990, aos 77 anos de idade. De um depoimento seu à Rádio Jornal do Brasil, ficou registrado que ‘o rádio era muito precário, rudimentar (...) Surgira pra valer em outubro de 1923, graças ao trabalho dos irmãos Moreira. Locutor, chamado de speaker, lia no fim dos programas uma relação nominal das firmas que contribuíam com a sociedade, modus operandi das emissoras’.
Cantor de modinhas, compositor e produtor, Tapajós foi diretor-artístico da Nacional por muitos anos. Ele dissera, ainda, naquela entrevista de um especial na RJB: ‘A Nacional era ouvida em todo o Brasil por uma massa enorme de público. Isso aguçava o interesse dos anunciantes, que formavam fila à espera de uma vaga. Aos poucos foram suprimidos os quartos de hora com artistas – acentuava – e se criou os programas de talentos, de inteligência’.
Em outro depoimento à RJB, Henrique Fóreis, o Almirante lembrava sobre os dias de funcionamento do rádio, em seus primeiros anos. Havia, segundo declarava, um revezamento entre a Rádio Sociedade e a Clube do Brasil – uma às segundas, quartas e sextas; outra às terças, quintas e sábados. Os domingos ficavam reservados para o descanso. Alguns historiadores atribuíam à Sociedade o pioneirismo, outros o creditavam na cota da Rádio Clube do Recife.
Inaugurada em setembro de 1936, a Nacional revolucionaria todos os conceitos do rádio, sendo o seu sinal emitido oficialmente às 9 horas da noite do dia 12. Aurélio de Andrade, Oduvaldo Cozzi e Celso Guimarães reuniam-se numa sala do 4º andar do Edifício A Noite, onde cuidavam dos preparativos. Celso, o mais experiente se responsabilizaria pela estrutura da programação. Caberia a ele também anunciar, em ato solene, a entrada da nova emissora no ar.
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M E M Ó R I A
A Rádio Jornal do Brasil AM começava, em 1959, a divulgar os boletins de utilidade pública. Uma ideia do jornalista e poeta Reinaldo Jardim, logo aproveitada por outras emissoras cariocas, que os batizaram de ‘prestação de serviços’. A JB encerraria suas atividades nos anos 70 do rádio – 1993 – em abril. Nesse mesmo ano em janeiro, a Mundial, terceira no Ibope, também fechava.
sábado, 13 de abril de 2019
Direto das Ondas
DE HUMORISTAS E OUTRAS
1. No dia consagrado ao humorista, na sexta-feira (12), o apresentador Antônio Carlos, da Super Tupi, ouviu no Vamos Acordar que encerra o seu programa, Pedro Manso.
2. Criado naquele show no tempo da Globo, Manso figura entre os especializados em imitar celebridades. Alvos no dia: Chico Anysio, Faustão (Fausto Silva), Sílvio Santos e Galvão Bueno.
3. Voltado para as camadas simples, com quadros (evidentemente) desgastados, o programa vai muito bem de audiência. Lidera no Rio, revelam as últimas pesquisas.
4. ‘Se o doente quer canja, pra quê mudar a alimentação’ – já o afirmava antigo colunista de um jornal popular, hoje em processo de recuperação judicial. (Os meios de comunicação atravessam, positivamente, um grave período de crise).
5. Quem quiser saber de novidades no veículo, nunca vai, naturalmente, sintonizar na atração. ‘Mesmíce vitoriosa’, com todo respeito, a melhor maneira que nos cabe para defini-la.
6. O Redação Online, com Sérgio Gianotti, na SulAmérica Paradiso, passa a ser apresentado na segunda-feira (15), das 6h às 8h. Ele entra no ar às 5h, com o Todas as Telas.
7. A grande expectativa da emissora gerida pelo Alexandre Amorim, é a estreia do Roberto Canazio, que recém-desligado do SGR, comandará o Manhã Paradiso, das 8h às 10h.
8. Roberta Penafort (apresentadora) e André Trigueiro (colunista), são alguns novos componentes da equipe da CBN, que ampliou a cobertura dos acontecimentos no Rio.
9. O Antena MEC, que substituiu o Fim de Tarde, das 6h às 7h, na veneranda rádio da EBC, tem a condução do Sidnei Pereira. Transmissão simultânea em AM (800) e FM (93,3).
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1. No dia consagrado ao humorista, na sexta-feira (12), o apresentador Antônio Carlos, da Super Tupi, ouviu no Vamos Acordar que encerra o seu programa, Pedro Manso.
2. Criado naquele show no tempo da Globo, Manso figura entre os especializados em imitar celebridades. Alvos no dia: Chico Anysio, Faustão (Fausto Silva), Sílvio Santos e Galvão Bueno.
3. Voltado para as camadas simples, com quadros (evidentemente) desgastados, o programa vai muito bem de audiência. Lidera no Rio, revelam as últimas pesquisas.
4. ‘Se o doente quer canja, pra quê mudar a alimentação’ – já o afirmava antigo colunista de um jornal popular, hoje em processo de recuperação judicial. (Os meios de comunicação atravessam, positivamente, um grave período de crise).
5. Quem quiser saber de novidades no veículo, nunca vai, naturalmente, sintonizar na atração. ‘Mesmíce vitoriosa’, com todo respeito, a melhor maneira que nos cabe para defini-la.
6. O Redação Online, com Sérgio Gianotti, na SulAmérica Paradiso, passa a ser apresentado na segunda-feira (15), das 6h às 8h. Ele entra no ar às 5h, com o Todas as Telas.
7. A grande expectativa da emissora gerida pelo Alexandre Amorim, é a estreia do Roberto Canazio, que recém-desligado do SGR, comandará o Manhã Paradiso, das 8h às 10h.
8. Roberta Penafort (apresentadora) e André Trigueiro (colunista), são alguns novos componentes da equipe da CBN, que ampliou a cobertura dos acontecimentos no Rio.
9. O Antena MEC, que substituiu o Fim de Tarde, das 6h às 7h, na veneranda rádio da EBC, tem a condução do Sidnei Pereira. Transmissão simultânea em AM (800) e FM (93,3).
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domingo, 7 de abril de 2019
Direto das Ondas
CANÁZIO FECHA COM A PARADISO
A SulAmérica Paradiso (95,7) está anunciando para a segunda-feira (15) a estreia de Roberto Canázio, uma recente conquista. O seu programa será Manhã Paradiso, das 8h às 10h.
Vai, basicamente, seguir o estilo adotado em outras emissoras, mas intercalado por musicas. Último remanescente da Nova Globo, ele foi dispensado em fevereiro. Voltava das férias.
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.DESCARTE GERAL
Em abril de 2016, a matriz do SGR descartava-se de seus comunicadores. Os bem relacionados foram para a Tupi. A maioria continua desempregada, ou atuando em estações do interior.
Nos 12 anos em que ficou na Globo, onde chegou em 2006, Canázio fazia, inicialmente, o vespertino duplo Se Liga Brasil (em rede), Se Liga Rio (regional), das 13h às 15h, uma para cada.
Em 2011 ele foi remanejado para as manhãs. A missão era substituir, por motivo de doença, o Loureiro Neto, titular das 10h às 13h. O Manhã da Globo entrava depois do Pe. Marcelo Rossi.
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‘RALAR E COLHER’
Emocionante. É uma das palavras que serve para definir a edição especial de Mundo Corporativo, reproduzido na manhã deste sábado (6) na CBN, e gravado no meio de semana em São Paulo.
Ancorado por Milton Jung e com uma plateia de jovens na Livraria Cultura, teve como palestrante o comentarista e multimídia Max Gehringer, que passou exemplares dicas e úteis conselhos.
‘Tem hora de ralar tem a hora de colher’ – disse ele. ‘É muito importante começar cedo, ter experiências, que não sejam imorais e ilegais, conseguir o primeiro emprego o mais rápido possível’.
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CACOETES ESPANTAM
Gehringer, nascido em Jundaí, SP, iniciou-se como locutor de rádio e já trabalhou em atividades diversas. Numa indústria de alimentos, a sua primeira oportunidade, foi ‘chefe’ aos 21 anos.
Na sua fala bem-humorada,citou uma pesquisa do Fantástico, do qual colaborava. Ficou espantado em saber do número de ‘nés’, ‘entendeu’ e ‘sabia’ que as pessoas dizem nos finais das frases.
E, afirmou: ‘O homem de comunicação não tem o direito de se escorar em cacoetes verbais’. Pessoas comuns e ouvintes podem – assinalou. Lembrou ainda, daqueles que recorrem aos ‘anh, anh’.
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R a r e f e i t a s
/o Com o ingresso de Canázio, a Paradiso altera a grade matinal. O Redação Online, do Sérgio Gianotti, começará às 5h.
/o Além deste, o ex-global terá por companheiros, entre outros, Mário Márcio, Gláucia Araújo, Kelly Muniz e Jorge Rebello.
/o As rádios essencialmente informativas pouco divulgam as coisas e gente do Rio. Quando isso ocorre, é durante os intervalos.
/o Quais são elas? Bandnews, CBN e a Nacional, que agem de forma contrária a uma Tupi, O Dia e as de menores investimentos.
/o Essa barreira instalada vai se romper a partir de segunda (8). Será através da CBN, que decidiu ampliar a sua cobertura local.
A SulAmérica Paradiso (95,7) está anunciando para a segunda-feira (15) a estreia de Roberto Canázio, uma recente conquista. O seu programa será Manhã Paradiso, das 8h às 10h.
Vai, basicamente, seguir o estilo adotado em outras emissoras, mas intercalado por musicas. Último remanescente da Nova Globo, ele foi dispensado em fevereiro. Voltava das férias.
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.DESCARTE GERAL
Em abril de 2016, a matriz do SGR descartava-se de seus comunicadores. Os bem relacionados foram para a Tupi. A maioria continua desempregada, ou atuando em estações do interior.
Nos 12 anos em que ficou na Globo, onde chegou em 2006, Canázio fazia, inicialmente, o vespertino duplo Se Liga Brasil (em rede), Se Liga Rio (regional), das 13h às 15h, uma para cada.
Em 2011 ele foi remanejado para as manhãs. A missão era substituir, por motivo de doença, o Loureiro Neto, titular das 10h às 13h. O Manhã da Globo entrava depois do Pe. Marcelo Rossi.
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‘RALAR E COLHER’
Emocionante. É uma das palavras que serve para definir a edição especial de Mundo Corporativo, reproduzido na manhã deste sábado (6) na CBN, e gravado no meio de semana em São Paulo.
Ancorado por Milton Jung e com uma plateia de jovens na Livraria Cultura, teve como palestrante o comentarista e multimídia Max Gehringer, que passou exemplares dicas e úteis conselhos.
‘Tem hora de ralar tem a hora de colher’ – disse ele. ‘É muito importante começar cedo, ter experiências, que não sejam imorais e ilegais, conseguir o primeiro emprego o mais rápido possível’.
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CACOETES ESPANTAM
Gehringer, nascido em Jundaí, SP, iniciou-se como locutor de rádio e já trabalhou em atividades diversas. Numa indústria de alimentos, a sua primeira oportunidade, foi ‘chefe’ aos 21 anos.
Na sua fala bem-humorada,citou uma pesquisa do Fantástico, do qual colaborava. Ficou espantado em saber do número de ‘nés’, ‘entendeu’ e ‘sabia’ que as pessoas dizem nos finais das frases.
E, afirmou: ‘O homem de comunicação não tem o direito de se escorar em cacoetes verbais’. Pessoas comuns e ouvintes podem – assinalou. Lembrou ainda, daqueles que recorrem aos ‘anh, anh’.
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R a r e f e i t a s
/o Com o ingresso de Canázio, a Paradiso altera a grade matinal. O Redação Online, do Sérgio Gianotti, começará às 5h.
/o Além deste, o ex-global terá por companheiros, entre outros, Mário Márcio, Gláucia Araújo, Kelly Muniz e Jorge Rebello.
/o As rádios essencialmente informativas pouco divulgam as coisas e gente do Rio. Quando isso ocorre, é durante os intervalos.
/o Quais são elas? Bandnews, CBN e a Nacional, que agem de forma contrária a uma Tupi, O Dia e as de menores investimentos.
/o Essa barreira instalada vai se romper a partir de segunda (8). Será através da CBN, que decidiu ampliar a sua cobertura local.
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Direto das Ondas
AS NOTÍCIAS EM NÚMEROS
1. Vai muitíssimo bem o Radar Tupi no comando de Luiz Ribeiro, de segunda a sexta, entre 7h e 8h das noites sem futebol. Na audição desta terça (2), por exemplo, o apresentador estava ‘com a corda toda’.
2. O prato predileto do dia, a política do Rio e do país – especialmente a primeira, que provoca prejuízos em todos os setores. O Radar mostra, para o ouvinte e autoridades de fato, o que acontece de errado nessas plagas.
3. Ribeiro faz, a respeito dos temas abordados, análises precisas e, sobretudo, corajosas. Conta, no programa, com as participações dos repórteres Gabriela Souza, Marco Antônio de Jesus e Emerson Santos.
4. Numa rádio pública, programação modificada não necessita ser antecedida da expressão ‘nova’. A MEC AM mudou recentemente sua grade, sendo o Todas as Vozes, do Marcus Aurélio, o programa que sofreu maiores alterações.
5. Foram preservados O Rádio Faz História; Essa Letra, Essa Música; Visão de Jogo; e, Atitude, Inclusão. O bloco de músicas, de duas passou para três. Com isso, evidentemente, diminuiu o número de entrevistas, atividade em que o titular é forte. (Contingências da EBC, onde os informativos parecem um Diário Oficial.)
6. Na equipe, o condutor têm como companheiros dois xarás -- o Leite e o Rangel, tais como ele, produtores e apresentadores. A audiência é boa – assegura MA, manifestando seu entusiasmo com a migração de ouvintes.
7. Em termos de AM,dizemos nós,um sucesso.A MEC – e a Nacional, no Rio – figuram entre as emissoras que dão mais traços que pontos, segundo pesquisas.
8. Pelo volume de mensagens veiculadas (e outras não, por falta de espaço) o Café das 6, com Fernando Ceilão e Carolina Morand, nas manhãs da Nova Globo, correspondeu às expectativas dos cardeais. (Uma das exceções, diga-se). Renato Cantarino, produtor, é também o repórter
9. São concorrentes do Café (das 6h às 8h), o Antônio Carlos (Tupi), Tino Júnior (O Dia), Alexandre Tavares (JB), Sérgio Gianotti (SulAmérica Paradiso) e Eduardo Barão (Bandnews), nas classificadas Top Dez pelo Média Ibope.
10. Quer saber das últimas (e primeiras do esporte) sem ler jornais ou consultar os sites da internet? Nas manhãs do rádio há um leque de opções. Senão vejamos: Edson Mauro (Nova Globo e CBN), Fábio Azevedo (JB), Luciano Calheiros (Paradiso), e Rogério Ribeiro (Roquette Pinto, ou 94).
1. Vai muitíssimo bem o Radar Tupi no comando de Luiz Ribeiro, de segunda a sexta, entre 7h e 8h das noites sem futebol. Na audição desta terça (2), por exemplo, o apresentador estava ‘com a corda toda’.
2. O prato predileto do dia, a política do Rio e do país – especialmente a primeira, que provoca prejuízos em todos os setores. O Radar mostra, para o ouvinte e autoridades de fato, o que acontece de errado nessas plagas.
3. Ribeiro faz, a respeito dos temas abordados, análises precisas e, sobretudo, corajosas. Conta, no programa, com as participações dos repórteres Gabriela Souza, Marco Antônio de Jesus e Emerson Santos.
4. Numa rádio pública, programação modificada não necessita ser antecedida da expressão ‘nova’. A MEC AM mudou recentemente sua grade, sendo o Todas as Vozes, do Marcus Aurélio, o programa que sofreu maiores alterações.
5. Foram preservados O Rádio Faz História; Essa Letra, Essa Música; Visão de Jogo; e, Atitude, Inclusão. O bloco de músicas, de duas passou para três. Com isso, evidentemente, diminuiu o número de entrevistas, atividade em que o titular é forte. (Contingências da EBC, onde os informativos parecem um Diário Oficial.)
6. Na equipe, o condutor têm como companheiros dois xarás -- o Leite e o Rangel, tais como ele, produtores e apresentadores. A audiência é boa – assegura MA, manifestando seu entusiasmo com a migração de ouvintes.
7. Em termos de AM,dizemos nós,um sucesso.A MEC – e a Nacional, no Rio – figuram entre as emissoras que dão mais traços que pontos, segundo pesquisas.
8. Pelo volume de mensagens veiculadas (e outras não, por falta de espaço) o Café das 6, com Fernando Ceilão e Carolina Morand, nas manhãs da Nova Globo, correspondeu às expectativas dos cardeais. (Uma das exceções, diga-se). Renato Cantarino, produtor, é também o repórter
9. São concorrentes do Café (das 6h às 8h), o Antônio Carlos (Tupi), Tino Júnior (O Dia), Alexandre Tavares (JB), Sérgio Gianotti (SulAmérica Paradiso) e Eduardo Barão (Bandnews), nas classificadas Top Dez pelo Média Ibope.
10. Quer saber das últimas (e primeiras do esporte) sem ler jornais ou consultar os sites da internet? Nas manhãs do rádio há um leque de opções. Senão vejamos: Edson Mauro (Nova Globo e CBN), Fábio Azevedo (JB), Luciano Calheiros (Paradiso), e Rogério Ribeiro (Roquette Pinto, ou 94).
sábado, 30 de março de 2019
Rádiomania, o Livro/67
UMA BRASILEIRA NOTÁVEL
Estrela de carnavais,lembrada ainda pelo estrondoso sucesso de ‘Taí’, Carmen Miranda (1909-1955) foi nome de ponta na Mayrink Veiga. Seria a brasileira (naturalizada) mais conhecida internacionalmente, depois de suas atuações nos shows business e cinema americano.
‘A Pequena Notável’ brilharia principalmente no Cassino da Urca, no até hoje bucólico bairro carioca. Ela, e muitos astros da música tiveram seu campo de ação interrompido em 1946, quando o presidente Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil e fechou todos os cassinos.
Depois de Carmen (portuguesa que se naturalizara em nosso país), o artista brasileiro mais famoso nos States seria Ary Barroso – de múltiplas atividades na música e no rádio. Outro que obtivera enorme sucesso por lá foi o violonista Laurindo de Almeida. Igualmente a Carmen pertenceu à Mayrink Veiga e se radicalizaria na terra do proclamado Tio Sam.
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PURO BRILHANTE
Na certidão de nascimento estava escrito: José Marques. Alguns anos depois, precedido de um ‘doutor’, era o nome que constava das plaquetas encimando a porta de seu consultório no Rio, capital de então.
Natural de Montes Claros, Minas Gerais, Paulo Roberto (1903-1973) foi um dos baluartes do rádio na chamada época de ouro. Participava do elenco da Nacional, muito contribuindo com o sucesso da emissora.
Durante uma etapa de sua carreira chegou a apresentar e produzir seis programas semanais, conseguindo se dedicar, ainda, ao exercício da medicina (era clínico geral). Seus programas eram à noite.
Nada Além de Dois Minutos, domingos às 8h; Gente que Brilha, segundas 8h e meia; Honra ao Mérito (às quartas), Cantando Pelos Caminhos (quintas), Obrigado, Doutor (sextas) e A Lira de Xopotó (sábados), às 9h.
_______
TRI-CENTENÁRIO
A classe de estudiosos e pesquisadores da música popular brasileira celebrava, há seis anos, em dose tripla, o centenário dos mais expressivos cantores do rádio. Jamelão morreu aos 95, Galhardo aos 72, e Ciro Monteiro aos 60.
Os dois últimos foram peças fundamentais na programação da Mayrink Veiga, dirigida por Cesar Ladeira, um mestre em criar slogan para os contratados.Galhardo nascera em abril, Jamelão e Ciro em junho.
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DE VELUDO...
Nascido em Buenos Aires, Galhardo (1913-1985) veio para o Brasil com apenas seis meses. Seus pais trocaram a capital portenha por São Paulo. Registrado como Castelo Carlos Gualiardi tinha ‘voz aveludada’, no entender de alguns cronistas.‘O Cantor que Dispensa Adjetivos’ -- outro jeito de o anunciarem.
Também alcunhado ‘O Rei da Valsa’ formava, em certo período, respeitável quarteto com Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Fascinação (Marquetti/Armando Louzada) e Eu Sonhei que Estavas tão Linda (Lamartine Babo/Francisco Matoso), que interpretava, encantaram gerações.
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A METALIZADA...
Era carioca de São Cristóvão o homem que se tornaria um dos mais famosos sambistas do país. José Bispo dos Santos (1913-2008), investigador de polícia no anonimato, na vida artística, voz metalizada, o Jamelão.
Numa carreira bem-sucedida, ele era presença obrigatória nos musicais da Tupi, ao som das orquestras de Cipó, Carioca e, especialmente Severino Araújo, da Tabajara, com quem gravaria seus principais discos.
Jamelão -- que viera a ser um expoente da Mangueira, Estação Primeira -- ainda jovem mostrava habilidades no tamborim e, passaria depois para o cavaquinho, quando começava suas experiências cantando em boates e emissoras de rádio. Foi um dos grandes de bom tráfego pela Nacional.
_______
...E COM BOSSA
Descoberto por Sílvio Caldas, ‘O Caboclinho’, Ciro Monteiro (1913-1973) foi levado para a Rádio Phillips onde, no Programa Casé, substituiu Luiz Barbosa que se utilizava do chapéu de palha como percussão. Com bossa (e malemolência) gravaria seu primeiro disco em 1936.
Ao se transferir para a Mayrink passou a desfrutar da companhia de cantores do nível de Francisco Alves e Carmen Miranda. Entre as criações marcantes de sua trajetória, Se Acaso Você Chegasse e Os Quindins de Yayá -- autorias respectivas de Lupicínio Rodrigues e Ary Barroso.
Ciro, nos bastidores ‘O Formigão’, era sobrinho do pianista Romualdo Peixoto, que nasceu em Niterói, e tratado nas rodas boêmias como ‘Nonô’. Eles pertenciam à uma família de artistas, pois, Ciro vinha a ser tio dos músicos Araken e Moacir, irmãos do Cauby Peixoto.
_______
M E M Ó R I A
Sérgio Américo, do grupo que a Super Tupi dispensara em passado recente, alcançava em maio de 2011, dez anos de cobertura do Flamengo. Superava por ligeira margem seu colega e ex-chefe José Carlos Araújo, repórter da equipe do Waldir Amaral que cobriu o dia a dia do Botafogo por nove anos.
Estrela de carnavais,lembrada ainda pelo estrondoso sucesso de ‘Taí’, Carmen Miranda (1909-1955) foi nome de ponta na Mayrink Veiga. Seria a brasileira (naturalizada) mais conhecida internacionalmente, depois de suas atuações nos shows business e cinema americano.
‘A Pequena Notável’ brilharia principalmente no Cassino da Urca, no até hoje bucólico bairro carioca. Ela, e muitos astros da música tiveram seu campo de ação interrompido em 1946, quando o presidente Eurico Gaspar Dutra proibiu o jogo no Brasil e fechou todos os cassinos.
Depois de Carmen (portuguesa que se naturalizara em nosso país), o artista brasileiro mais famoso nos States seria Ary Barroso – de múltiplas atividades na música e no rádio. Outro que obtivera enorme sucesso por lá foi o violonista Laurindo de Almeida. Igualmente a Carmen pertenceu à Mayrink Veiga e se radicalizaria na terra do proclamado Tio Sam.
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PURO BRILHANTE
Na certidão de nascimento estava escrito: José Marques. Alguns anos depois, precedido de um ‘doutor’, era o nome que constava das plaquetas encimando a porta de seu consultório no Rio, capital de então.
Natural de Montes Claros, Minas Gerais, Paulo Roberto (1903-1973) foi um dos baluartes do rádio na chamada época de ouro. Participava do elenco da Nacional, muito contribuindo com o sucesso da emissora.
Durante uma etapa de sua carreira chegou a apresentar e produzir seis programas semanais, conseguindo se dedicar, ainda, ao exercício da medicina (era clínico geral). Seus programas eram à noite.
Nada Além de Dois Minutos, domingos às 8h; Gente que Brilha, segundas 8h e meia; Honra ao Mérito (às quartas), Cantando Pelos Caminhos (quintas), Obrigado, Doutor (sextas) e A Lira de Xopotó (sábados), às 9h.
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TRI-CENTENÁRIO
A classe de estudiosos e pesquisadores da música popular brasileira celebrava, há seis anos, em dose tripla, o centenário dos mais expressivos cantores do rádio. Jamelão morreu aos 95, Galhardo aos 72, e Ciro Monteiro aos 60.
Os dois últimos foram peças fundamentais na programação da Mayrink Veiga, dirigida por Cesar Ladeira, um mestre em criar slogan para os contratados.Galhardo nascera em abril, Jamelão e Ciro em junho.
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DE VELUDO...
Nascido em Buenos Aires, Galhardo (1913-1985) veio para o Brasil com apenas seis meses. Seus pais trocaram a capital portenha por São Paulo. Registrado como Castelo Carlos Gualiardi tinha ‘voz aveludada’, no entender de alguns cronistas.‘O Cantor que Dispensa Adjetivos’ -- outro jeito de o anunciarem.
Também alcunhado ‘O Rei da Valsa’ formava, em certo período, respeitável quarteto com Francisco Alves, Sílvio Caldas e Orlando Silva. Fascinação (Marquetti/Armando Louzada) e Eu Sonhei que Estavas tão Linda (Lamartine Babo/Francisco Matoso), que interpretava, encantaram gerações.
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A METALIZADA...
Era carioca de São Cristóvão o homem que se tornaria um dos mais famosos sambistas do país. José Bispo dos Santos (1913-2008), investigador de polícia no anonimato, na vida artística, voz metalizada, o Jamelão.
Numa carreira bem-sucedida, ele era presença obrigatória nos musicais da Tupi, ao som das orquestras de Cipó, Carioca e, especialmente Severino Araújo, da Tabajara, com quem gravaria seus principais discos.
Jamelão -- que viera a ser um expoente da Mangueira, Estação Primeira -- ainda jovem mostrava habilidades no tamborim e, passaria depois para o cavaquinho, quando começava suas experiências cantando em boates e emissoras de rádio. Foi um dos grandes de bom tráfego pela Nacional.
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...E COM BOSSA
Descoberto por Sílvio Caldas, ‘O Caboclinho’, Ciro Monteiro (1913-1973) foi levado para a Rádio Phillips onde, no Programa Casé, substituiu Luiz Barbosa que se utilizava do chapéu de palha como percussão. Com bossa (e malemolência) gravaria seu primeiro disco em 1936.
Ao se transferir para a Mayrink passou a desfrutar da companhia de cantores do nível de Francisco Alves e Carmen Miranda. Entre as criações marcantes de sua trajetória, Se Acaso Você Chegasse e Os Quindins de Yayá -- autorias respectivas de Lupicínio Rodrigues e Ary Barroso.
Ciro, nos bastidores ‘O Formigão’, era sobrinho do pianista Romualdo Peixoto, que nasceu em Niterói, e tratado nas rodas boêmias como ‘Nonô’. Eles pertenciam à uma família de artistas, pois, Ciro vinha a ser tio dos músicos Araken e Moacir, irmãos do Cauby Peixoto.
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M E M Ó R I A
Sérgio Américo, do grupo que a Super Tupi dispensara em passado recente, alcançava em maio de 2011, dez anos de cobertura do Flamengo. Superava por ligeira margem seu colega e ex-chefe José Carlos Araújo, repórter da equipe do Waldir Amaral que cobriu o dia a dia do Botafogo por nove anos.
sábado, 23 de março de 2019
Rádiomania, o Livro/66
A OUTRA FACE DE UM ASTRO
Bom cantor de músicas de ‘meio de ano’, e de carnaval --movimento que tanto incentivava – esta a outra face de César de Alencar (1917-1990), o mais famoso animador de auditório nos anos gloriosos da Nacional. Ele, porém, não se considerava com a qualidade que os cronistas apregoavam. Apesar disso, gravou mais de 50 discos de 78 rotações, a maioria como solista, outros em dupla com cantoras da estação.
_______
DORINHA, OS QUINDINS...
Os destaques iniciais no seu repertório foram Dorinha, Meu Amor (um maxixe) de José Francisco de Freitas, e Os Quindins de Yayá (samba-jongo) de Ary Barroso. Na primeira música só, acompanhado de Emilinha Borba na outra. Em gravações parecidas, alguns dos temas que também se destacaram: Namoro no Portão, de Luiz Bittencourt, com Marlene, e Há Sinceridade Nisso, de Manezinho Araújo, com Heleninha Costa. Eram sambas-choros essas duas composições.
_______
ESTRELA-MAIOR
Grandes nomes do cast do rádio desfilavam na melhor fase do programa, décadas de 50/60 . As audições se desenvolviam aos sábados, de 3h da tarde às 7h da noite. Durante algum tempo, o desfecho era sempre com Emilinha, anunciada como ‘a minha, a sua, a nossa favorita’.César não era apenas o animador da atração. Idealizava todos os quadros, e os quadrinhos – interprogramas. Em etapas distintas foram seus produtores Hélio Soveral (trabalhou com ele mada menos que 16 anos) e Fernando Lobo
_______
TARDES DE ALEGRIA
A música e letra que serviam de abertura e fechamento do programa, de Haroldo Barbosa, tinham como intérpretes Os Quatro Ases e um Coringa.Ei-las:‘Esta canção nasceu pra quem quiser cantar/Canta você,cantamos nós até cansar/É só bater, e memorar/Pra decorar, vou repetir o seu refrão/Prepare a mão, bate outra vez/Esse programa pertence a vocês...’ Houve um período em que o programa também despertava a atenção de artistas estrangeiros que vinham ao Rio para shows no Cassino da Urca. Eles se apresentavam naquelas tardes.
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VIDA REVIRADA
César ficaria muito mal na história a partir de abril de 1964. Dispensado da estatal pelo governo militar integraria um grupo de 36 pessoas, artistas e funcionários. Segundo os jornais da época, teria apontado colegas como adeptos da ‘esquerda festiva’. De um brilhante início na Rádio Club do Brasil em 1939 e consagração na poderosa emissora foi parar na Federal de Niterói que, vendida a Bloch Editores, virou Manchete. E, ele chegaria a gerente do FM da Nacional. O empresário Paulo Cesar Ferreira comprou a rádio, denominando-a RPC. A atual FM O Dia.
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M E M Ó R I A
Voz oficial do Sistema Globo de Rádio, Edmo Zarife (1940-1999) ganhava programa próprio em agosto de 1984. Show das Cinco, o Rio Total, recebia entre seus convidados na estreia, o craque Zico, que trocara o Flamengo pela Udinese, da Itália e estava de férias na cidade em que se projetara.
Bom cantor de músicas de ‘meio de ano’, e de carnaval --movimento que tanto incentivava – esta a outra face de César de Alencar (1917-1990), o mais famoso animador de auditório nos anos gloriosos da Nacional. Ele, porém, não se considerava com a qualidade que os cronistas apregoavam. Apesar disso, gravou mais de 50 discos de 78 rotações, a maioria como solista, outros em dupla com cantoras da estação.
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DORINHA, OS QUINDINS...
Os destaques iniciais no seu repertório foram Dorinha, Meu Amor (um maxixe) de José Francisco de Freitas, e Os Quindins de Yayá (samba-jongo) de Ary Barroso. Na primeira música só, acompanhado de Emilinha Borba na outra. Em gravações parecidas, alguns dos temas que também se destacaram: Namoro no Portão, de Luiz Bittencourt, com Marlene, e Há Sinceridade Nisso, de Manezinho Araújo, com Heleninha Costa. Eram sambas-choros essas duas composições.
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ESTRELA-MAIOR
Grandes nomes do cast do rádio desfilavam na melhor fase do programa, décadas de 50/60 . As audições se desenvolviam aos sábados, de 3h da tarde às 7h da noite. Durante algum tempo, o desfecho era sempre com Emilinha, anunciada como ‘a minha, a sua, a nossa favorita’.César não era apenas o animador da atração. Idealizava todos os quadros, e os quadrinhos – interprogramas. Em etapas distintas foram seus produtores Hélio Soveral (trabalhou com ele mada menos que 16 anos) e Fernando Lobo
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TARDES DE ALEGRIA
A música e letra que serviam de abertura e fechamento do programa, de Haroldo Barbosa, tinham como intérpretes Os Quatro Ases e um Coringa.Ei-las:‘Esta canção nasceu pra quem quiser cantar/Canta você,cantamos nós até cansar/É só bater, e memorar/Pra decorar, vou repetir o seu refrão/Prepare a mão, bate outra vez/Esse programa pertence a vocês...’ Houve um período em que o programa também despertava a atenção de artistas estrangeiros que vinham ao Rio para shows no Cassino da Urca. Eles se apresentavam naquelas tardes.
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VIDA REVIRADA
César ficaria muito mal na história a partir de abril de 1964. Dispensado da estatal pelo governo militar integraria um grupo de 36 pessoas, artistas e funcionários. Segundo os jornais da época, teria apontado colegas como adeptos da ‘esquerda festiva’. De um brilhante início na Rádio Club do Brasil em 1939 e consagração na poderosa emissora foi parar na Federal de Niterói que, vendida a Bloch Editores, virou Manchete. E, ele chegaria a gerente do FM da Nacional. O empresário Paulo Cesar Ferreira comprou a rádio, denominando-a RPC. A atual FM O Dia.
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M E M Ó R I A
Voz oficial do Sistema Globo de Rádio, Edmo Zarife (1940-1999) ganhava programa próprio em agosto de 1984. Show das Cinco, o Rio Total, recebia entre seus convidados na estreia, o craque Zico, que trocara o Flamengo pela Udinese, da Itália e estava de férias na cidade em que se projetara.
sábado, 16 de março de 2019
Direto das Ondas
‘ELEITA’ A MELHOR CANTORA
O apresentador Tino Júnior da FM O Dia afirmou, na quinta-feira (14), que Marília Mendonça é, atualmente, a melhor cantora do Brasil. ‘Digo sem medo de errar’, acrescentou.
Que É Isso Fera?, o programa que ele faz na 100,5 vai ao ar de 2ª a 6ª, das 7h às 10h das manhãs. A emissora é vice-campeã de audiência no Rio, onde já liderou por dez anos.
_______
PRA QUÊ DISCUTIR
E, você, um seguidor do Tino em diversas plataformas, tem opinião semelhante sobre a qualidade da novata cantora, considerada um fenômeno da música sertaneja?
Embora a emissora não seja da nossa praia, ouvimos naquela ocasião, o apresentador se dizer fã de Marília. Diante disso, -- duvidar pra quê -- ele falava sério, com certeza.
‘Gosto e caldo de galinha não se discute’. A frase é do Conselheiro Acácio, personagem do romance O Primo Basílio, uma obra-prima do escritor português Eça de Queirós.
_______
JOGO EM VISÃO ÚNICA
O quadro Visão de Jogo, parte do Todas as Vozes na MEC AM, não conta mais com a participação do comentarista Mário Silva. Feitas pelo próprio Marcus Aurélio, as análises.
Foi mais um ajuste, entre outros, nas emissoras da EBC. No Todas as Vozes, por exemplo, os blocos de músicas aumentou. De duas canções expressivas, passou a rodar três.
O noticiário esportivo que o Mário fazia em duplicata, ficou restrito à Nacional, integrando a Revista Brasil, comando do Válter Lima, com os destaques das outras rádios coligadas.
_______
UMA NOVA MÚSICA
Ali pelas 10h das noites das quartas, a MEC FM (99,3) reproduz um programa editado pela Cultura de São Paulo. O cartaz se chama A Nova Música do Brasil, com Solano Ribeiro.
Um expert no assunto, ele se tornou conhecido do grande público e da classe artística no tempo dos festivais da canção nas TVs. Foi produtor e coordenador daquelas promoções.
Cantores, grupos vocais e músicos revelados pelos festivais foram, durante uma temporada, estrelas do Som Livre Exportação,na Rede Globo, encabeçado por Elis Regina.
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ECOS DO CARNAVAL
Leitor assíduo de nossas mal traçadas linhas (cronistas da antiga começavam mais ou menos desse jeito suas matérias), Adriano Gomes Filho segue acompanhando este escriba.
É dele, alguns reparos sobre Era Uma Vez No Carnaval. Além da Tupi, também transmitiram os desfiles das escolas de samba na Sapucaí, a Roquette (94 FM) e a Metropolitana (AM 1090).
Aquela movimentou equipes de repórteres e comentaristas sob o comando de João Estevam e Miguel Ângelo. A outra, que um dia formou profissionais, com o Paulo Nobre na liderança.
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R a r e f e i t a s
/o A Super Tupi mudou a grade matinal aos sábados. Ampliou em uma hora os espaços do Alexandre Ferreira e Mário Belisário, reduziu em igual tempo o do Clóvis Monteiro e Francisco Barbosa.
/o Alexandre vai de 0h às 3h, Belisário daí às 6h, Clóvis das 8h às 10h, mesmo horário de 2ª a 6ª, e Barbosa de 10h às 12h. Intercalando-os, Garotinho2 a partir das 6h, que já faz os domingos.
/o O melhor remédio pra quem sofre com os problemas de varizes é fazer caminhadas. Afirmação da angiologista Marina Lopes, entrevistada neste sábado (16), no programa do Clóvis.
O apresentador Tino Júnior da FM O Dia afirmou, na quinta-feira (14), que Marília Mendonça é, atualmente, a melhor cantora do Brasil. ‘Digo sem medo de errar’, acrescentou.
Que É Isso Fera?, o programa que ele faz na 100,5 vai ao ar de 2ª a 6ª, das 7h às 10h das manhãs. A emissora é vice-campeã de audiência no Rio, onde já liderou por dez anos.
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PRA QUÊ DISCUTIR
E, você, um seguidor do Tino em diversas plataformas, tem opinião semelhante sobre a qualidade da novata cantora, considerada um fenômeno da música sertaneja?
Embora a emissora não seja da nossa praia, ouvimos naquela ocasião, o apresentador se dizer fã de Marília. Diante disso, -- duvidar pra quê -- ele falava sério, com certeza.
‘Gosto e caldo de galinha não se discute’. A frase é do Conselheiro Acácio, personagem do romance O Primo Basílio, uma obra-prima do escritor português Eça de Queirós.
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JOGO EM VISÃO ÚNICA
O quadro Visão de Jogo, parte do Todas as Vozes na MEC AM, não conta mais com a participação do comentarista Mário Silva. Feitas pelo próprio Marcus Aurélio, as análises.
Foi mais um ajuste, entre outros, nas emissoras da EBC. No Todas as Vozes, por exemplo, os blocos de músicas aumentou. De duas canções expressivas, passou a rodar três.
O noticiário esportivo que o Mário fazia em duplicata, ficou restrito à Nacional, integrando a Revista Brasil, comando do Válter Lima, com os destaques das outras rádios coligadas.
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UMA NOVA MÚSICA
Ali pelas 10h das noites das quartas, a MEC FM (99,3) reproduz um programa editado pela Cultura de São Paulo. O cartaz se chama A Nova Música do Brasil, com Solano Ribeiro.
Um expert no assunto, ele se tornou conhecido do grande público e da classe artística no tempo dos festivais da canção nas TVs. Foi produtor e coordenador daquelas promoções.
Cantores, grupos vocais e músicos revelados pelos festivais foram, durante uma temporada, estrelas do Som Livre Exportação,na Rede Globo, encabeçado por Elis Regina.
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ECOS DO CARNAVAL
Leitor assíduo de nossas mal traçadas linhas (cronistas da antiga começavam mais ou menos desse jeito suas matérias), Adriano Gomes Filho segue acompanhando este escriba.
É dele, alguns reparos sobre Era Uma Vez No Carnaval. Além da Tupi, também transmitiram os desfiles das escolas de samba na Sapucaí, a Roquette (94 FM) e a Metropolitana (AM 1090).
Aquela movimentou equipes de repórteres e comentaristas sob o comando de João Estevam e Miguel Ângelo. A outra, que um dia formou profissionais, com o Paulo Nobre na liderança.
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R a r e f e i t a s
/o A Super Tupi mudou a grade matinal aos sábados. Ampliou em uma hora os espaços do Alexandre Ferreira e Mário Belisário, reduziu em igual tempo o do Clóvis Monteiro e Francisco Barbosa.
/o Alexandre vai de 0h às 3h, Belisário daí às 6h, Clóvis das 8h às 10h, mesmo horário de 2ª a 6ª, e Barbosa de 10h às 12h. Intercalando-os, Garotinho2 a partir das 6h, que já faz os domingos.
/o O melhor remédio pra quem sofre com os problemas de varizes é fazer caminhadas. Afirmação da angiologista Marina Lopes, entrevistada neste sábado (16), no programa do Clóvis.
domingo, 10 de março de 2019
Direto das Ondas
ERA UMA VEZ NO CARNAVAL
Mudaram os conceitos do rádio no Rio sobre o carnaval, ou mudaram os observadores/ouvintes? Eis uma questão que, aparentemente não tem, pelo menos, resposta imediata. Vale uma análise, pesquisa e considerandos tais.
Este ano foi atípico, pois, com a Tupi sendo exceção, nenhuma emissora carioca se interessou em transmitir os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, independentemente de integrarem a Série A ou Grupo Especial.
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(DES)COLORIDO
O máximo que aconteceu nesse cenário (des)colorido foram apresentações de boletins e flashes nas de programação musical e informativa. Respectivamente de um lado, a JB, O Dia e Roquette (94), de outro CBN, Nacional e Bandnews.
_______
A ‘DONA’ DA RUA
A Bandnews autointitulou-se ‘a rádio oficial do carnaval de rua’. E, como o folião que se veste com a fantasia adequada para o momento, esmerou-se em acompanhar a evolução de alguns blocos pela cidade, justificando o slogan.
_______
JAMAIS SE VIU
Muito a ver com o panorama, naturalmente, o fato de o prefeito Marcelo Crivella não subvencionar o carnaval das escolas, cortando uma prática habitual de governos anteriores. Medida jamais vista na decantada região praiana.
_______
VERDADE DÓI
Argumento da autoridade da hora: ‘Verbas destinadas às agremiações carnavalescas resultariam em sacrifícios para os setores de educação, transporte e, principalmente saúde.’ Vive-se – ninguém desconhece -- em período de crise.
_______
COFRE CHEIO
Pelo sim, pelo não, num arrazoado de reclamações e queixumes, o carnaval do Rio faturou este ano com o turismo nada menos que R$ 6,1bilhões . Um pouco acima que o de São Paulo que, comparativamente, atraiu um público maior.
_______
CONTRASTES
Aqui e lá, os contrastes. A realidade de um povo mostrada pela Mangueira lhe dava o vigésimo título de campeã, enriquecendo sua biografia. Saída de regulares aparições, a Mancha Verde surpreendia finalmente, com a primeira conquista.
_______
R a r e f e i t a s
/o Não foi só a Nova Globo do Rio que ganhou patrocínio para ser ‘emissora oficial’ do carnaval de Salvador. A Jovem Pan de Sampa, também. Repetiu o que já fizera em 2018.
/o Pelo andar do metrô (não duvide você), nos próximos anos haverá rádios cariocas e originárias de outras capitais cobrindo a movimentação dos blocos de Olinda e Recife.
/o Uma das pioneiras em atividades esportivas no rádio, Astrid Nick, da Nacional, aniversariou no Dia Internacional da Mulher. Iniciou-se no Jornal dos Sports, que tinha capa rosa.
/o Num especial da MEC, sexta (8), Marcus Aurélio reuniu os pesquisadores João Batista de Abreu e Luiz Artur Ferraretto. Falaram de diferenças dos Debates e Mesas Redondas.
Mudaram os conceitos do rádio no Rio sobre o carnaval, ou mudaram os observadores/ouvintes? Eis uma questão que, aparentemente não tem, pelo menos, resposta imediata. Vale uma análise, pesquisa e considerandos tais.
Este ano foi atípico, pois, com a Tupi sendo exceção, nenhuma emissora carioca se interessou em transmitir os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí, independentemente de integrarem a Série A ou Grupo Especial.
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(DES)COLORIDO
O máximo que aconteceu nesse cenário (des)colorido foram apresentações de boletins e flashes nas de programação musical e informativa. Respectivamente de um lado, a JB, O Dia e Roquette (94), de outro CBN, Nacional e Bandnews.
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A ‘DONA’ DA RUA
A Bandnews autointitulou-se ‘a rádio oficial do carnaval de rua’. E, como o folião que se veste com a fantasia adequada para o momento, esmerou-se em acompanhar a evolução de alguns blocos pela cidade, justificando o slogan.
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JAMAIS SE VIU
Muito a ver com o panorama, naturalmente, o fato de o prefeito Marcelo Crivella não subvencionar o carnaval das escolas, cortando uma prática habitual de governos anteriores. Medida jamais vista na decantada região praiana.
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VERDADE DÓI
Argumento da autoridade da hora: ‘Verbas destinadas às agremiações carnavalescas resultariam em sacrifícios para os setores de educação, transporte e, principalmente saúde.’ Vive-se – ninguém desconhece -- em período de crise.
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COFRE CHEIO
Pelo sim, pelo não, num arrazoado de reclamações e queixumes, o carnaval do Rio faturou este ano com o turismo nada menos que R$ 6,1bilhões . Um pouco acima que o de São Paulo que, comparativamente, atraiu um público maior.
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CONTRASTES
Aqui e lá, os contrastes. A realidade de um povo mostrada pela Mangueira lhe dava o vigésimo título de campeã, enriquecendo sua biografia. Saída de regulares aparições, a Mancha Verde surpreendia finalmente, com a primeira conquista.
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R a r e f e i t a s
/o Não foi só a Nova Globo do Rio que ganhou patrocínio para ser ‘emissora oficial’ do carnaval de Salvador. A Jovem Pan de Sampa, também. Repetiu o que já fizera em 2018.
/o Pelo andar do metrô (não duvide você), nos próximos anos haverá rádios cariocas e originárias de outras capitais cobrindo a movimentação dos blocos de Olinda e Recife.
/o Uma das pioneiras em atividades esportivas no rádio, Astrid Nick, da Nacional, aniversariou no Dia Internacional da Mulher. Iniciou-se no Jornal dos Sports, que tinha capa rosa.
/o Num especial da MEC, sexta (8), Marcus Aurélio reuniu os pesquisadores João Batista de Abreu e Luiz Artur Ferraretto. Falaram de diferenças dos Debates e Mesas Redondas.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
Direto das Ondas
FENOMENAL PIADA DE $ALÃO
A Nova Globo, emissora que há pouco mais de dois anos abandonou a programação popular no Rio será – veja você -- ‘a rádio oficial... do carnaval de Salvador’, mui histórica cidade do Estado da Bahia de Todos os Santos.
E, seus comunicadores, estão anunciando isso como fosse um grande feito. Falam, inclusive na participação do camarote Expresso 2222, criado pelo Gilberto Gil, também nome de uma de suas bem-sucedidas composições.
_______
CONTRA-SENSO?
Não se trata absolutamente de contra-senso a iniciativa, mas sim, de uma fenomenal piada. Qualquer pessoa de pés no chão, cabeça no lugar certo, cérebro funcionando perfeitamente, deve sentar no meio-fio e... ‘rolar de rir’.
Por fim, erguerem as mãos pro céu, e, entre ‘vivas Momo’, vivas a Bahia’, bradarem: vivam os cardeais que comandam a emissora do Grupo Globo!’ Inusitado uma rádio carioca tornar-se oficial na 'festa da carne' em outra região.
_______
DANDO AS MÃOS
Antes, todavia, que dêem as mãos os que estiverem perto e, em círculo, cantem: ‘É ou não é/Piada de $alão/Se pensam que não é/Então digo que não’ -- marchinha de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, de antigo carnaval.
Foi enorme sucesso, como foram outras da dupla, imortalizada pelo cantor Blecaute nos concorridos programas de auditório da Nacional, ‘era de ouro do rádio’. Ela bem ilustra, (creia você) a memória de avós e bisavós.
_______
CAMPO PERDIDO
Em 2016, quando decidiu se desfazer de seu estelar elenco, a Globo (estaria envelhecida?), cobriu o badalado carnaval do Rio, pois a derrubada de seus melhores profissionais ocorreria em abril, de tonalidades cinzentas.
No ano seguinte, porém, ela simplesmente se ausentou da folia momesca, ignorando cabrochas e passistas, puxadores de samba e estrelas da TV, rainhas disso, príncipes daquilo – figuras cultuadas no país e além fronteiras.
Deixou (incrivelmente) o campo aberto para a eterna rival – a Tupi, que não só ‘deitou’, como ‘rolou’, reinando na cobertura até então dividida. Nos últimos vinte anos, a derrota para a ‘outra’ já se desenhava em todas as cores.
_______
MOMO PLAYLIST
E, a rádio, tão popular (e ouvida) em carnavais passados teve que fazer o mesmo que as de menores investimentos. Um musical ao longo dos dias, com temas dos anos 20, 30, 40, 50 e 60 -- surfando (ops!) na onda do playlist.
Perguntas que não querem silenciar (desculpe a repetição, nesse lugar-comum aqui): a Nova Globo é mesmo uma estação de rádio do Rio? Ou virou fantasma no sonho de jovens e idosos que insistem nela sintonizar?
_______
R a r e f e i t a s
/o Roberto Canázio completara em dezembro de 2018, doze anos na rádio dos Marinho. Dos grandes nomes da era contemporânea, o último dos remanescentes na casa.
/o Surpreso, cara pálida? Nos dias atuais no veículo, nada surpreende. Os talentosos perdem sempre para os apadrinhados. Tão verdadeiro isso, quanto o brilho do sol.
/o Agora, vem a fase das especulações. Pra onde ele irá? Tupi, Nacional (epa!), Bandnews? Mais fácil curtir a aposentadoria ou, quem sabe, escrever suas memórias.
/o A EBC(Empresa Brasil de Comunicação) está trocando de presidente. Luiz Antônio Ferreira, nomeado na gestão anterior, cede lugar a Alexandre Henrique Graziani.
/o Digna de prêmio no Podcast Globo, a série sobre Cazuza, apresentada no sábado (23), por Leonardo Rosas. A ONG da mãe, Lúcia Araújo, mantém o legado do artista.
A Nova Globo, emissora que há pouco mais de dois anos abandonou a programação popular no Rio será – veja você -- ‘a rádio oficial... do carnaval de Salvador’, mui histórica cidade do Estado da Bahia de Todos os Santos.
E, seus comunicadores, estão anunciando isso como fosse um grande feito. Falam, inclusive na participação do camarote Expresso 2222, criado pelo Gilberto Gil, também nome de uma de suas bem-sucedidas composições.
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CONTRA-SENSO?
Não se trata absolutamente de contra-senso a iniciativa, mas sim, de uma fenomenal piada. Qualquer pessoa de pés no chão, cabeça no lugar certo, cérebro funcionando perfeitamente, deve sentar no meio-fio e... ‘rolar de rir’.
Por fim, erguerem as mãos pro céu, e, entre ‘vivas Momo’, vivas a Bahia’, bradarem: vivam os cardeais que comandam a emissora do Grupo Globo!’ Inusitado uma rádio carioca tornar-se oficial na 'festa da carne' em outra região.
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DANDO AS MÃOS
Antes, todavia, que dêem as mãos os que estiverem perto e, em círculo, cantem: ‘É ou não é/Piada de $alão/Se pensam que não é/Então digo que não’ -- marchinha de Klécius Caldas e Armando Cavalcanti, de antigo carnaval.
Foi enorme sucesso, como foram outras da dupla, imortalizada pelo cantor Blecaute nos concorridos programas de auditório da Nacional, ‘era de ouro do rádio’. Ela bem ilustra, (creia você) a memória de avós e bisavós.
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CAMPO PERDIDO
Em 2016, quando decidiu se desfazer de seu estelar elenco, a Globo (estaria envelhecida?), cobriu o badalado carnaval do Rio, pois a derrubada de seus melhores profissionais ocorreria em abril, de tonalidades cinzentas.
No ano seguinte, porém, ela simplesmente se ausentou da folia momesca, ignorando cabrochas e passistas, puxadores de samba e estrelas da TV, rainhas disso, príncipes daquilo – figuras cultuadas no país e além fronteiras.
Deixou (incrivelmente) o campo aberto para a eterna rival – a Tupi, que não só ‘deitou’, como ‘rolou’, reinando na cobertura até então dividida. Nos últimos vinte anos, a derrota para a ‘outra’ já se desenhava em todas as cores.
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MOMO PLAYLIST
E, a rádio, tão popular (e ouvida) em carnavais passados teve que fazer o mesmo que as de menores investimentos. Um musical ao longo dos dias, com temas dos anos 20, 30, 40, 50 e 60 -- surfando (ops!) na onda do playlist.
Perguntas que não querem silenciar (desculpe a repetição, nesse lugar-comum aqui): a Nova Globo é mesmo uma estação de rádio do Rio? Ou virou fantasma no sonho de jovens e idosos que insistem nela sintonizar?
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R a r e f e i t a s
/o Roberto Canázio completara em dezembro de 2018, doze anos na rádio dos Marinho. Dos grandes nomes da era contemporânea, o último dos remanescentes na casa.
/o Surpreso, cara pálida? Nos dias atuais no veículo, nada surpreende. Os talentosos perdem sempre para os apadrinhados. Tão verdadeiro isso, quanto o brilho do sol.
/o Agora, vem a fase das especulações. Pra onde ele irá? Tupi, Nacional (epa!), Bandnews? Mais fácil curtir a aposentadoria ou, quem sabe, escrever suas memórias.
/o A EBC(Empresa Brasil de Comunicação) está trocando de presidente. Luiz Antônio Ferreira, nomeado na gestão anterior, cede lugar a Alexandre Henrique Graziani.
/o Digna de prêmio no Podcast Globo, a série sobre Cazuza, apresentada no sábado (23), por Leonardo Rosas. A ONG da mãe, Lúcia Araújo, mantém o legado do artista.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Rádiomania, o Livro/65
O DIVINO DE UMA ESTRELA
Fulgurante estrela da Nacional na década de 50, Elizeth Cardoso brilhava em Cantando pelos Caminhos, do Paulo Roberto, nas noites das quintas-feiras. ‘A Divina’, no conceito de Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, embalou os sonhos de muita gente.
Canção de Amor, de Chocolate e Elano de Paula, Meiga Presença, de Paulo Valdez, Cidade do Interior, de Marino Pinto, Mulata Assanhada, de Ataulfo Alves, Nossos Momentos, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, e Chega de Saudade,de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, alguns sucessos dela.
_______
ODE À BELEZA
Expressão exaustivamente repetida nos anos 60, ‘Linda de Morrer’ servia para exaltar a beleza de jovens que circulavam nas festas elegantes da sociedade carioca. Espalharia-se como coqueluche pelos recantos da Cidade Maravilhosa e arredores.
Foi Sérgio Bittencourt quem lançou a ode. Ele manteve, antes da Revolução de Março de 64,matinal programa na Rádio Nacional. Colunista de O Globo, filho de Jacob do Bandolim, e também compositor, Sérgio criou, com a frase, muita polêmica. ‘Linda de Viver’ deveria, no entendimento geral, ser a exclamação correta.
_______
OS PIONEIROS
Em dezembro de 1944, no Rio, e exatamente no dia 2, acontecia a inauguração da Rádio Globo. Seus primeiros contratados, Rubens Amaral, Luiz Mendes, Luiz de Carvalho e Daysi Lúcidi. O prefixo em que passou a operar, pertenceu à Transmissora, que encerrava um ciclo na antiga capital.
A nova estação levou, segundo pesquisadores, dez anos para ser descoberta pelo grande público. E, quando tal ocorreu, predominou seguramente por quatro décadas. Os irmãos Luiz e Raul Brunini muito contribuíram para a solidificação do desenvolvimento da emissora.
O responsável direto por seu longevo sucesso, foi ninguém menos que Mário Luiz Barbato. Apresentador do Pré-parada Musical, na matriz, e Tarde Musical e Esportiva, dominical na Eldorado, ele implantaria nos anos 90, na Tupi, um igual esquema.
Em fases distintas estiveram na rádio, Gagliano Neto, Doalcei Camargo, Benjamim Wright e Affono Soares, nos esportes. No campo das variedades, os apresentadores Paulo Moreno, Jonas Garret e Roberto Muniz. Por um tempo menos distante daqueles, Adelzon Alves, na madrugada, e Paulo Giovanni, nas manhãs.
_______
‘MENINO GRANDE’
Locutor esportivo da Rádio Jornal do Commercio do Recife no começo da carreira, Antônio Maria ingressava na Mayrink Veiga ao mudar-se para o Rio. Ali, foi produtor de programas humorísticos, como, por exemplo, o Regra de Três, de que participavam comediantes da categoria de um Altivo Diniz, Nancy Vanderlei, Zé Trindade, Matinhos, Henriqueta Brieba, etc.
Já compositor, projetaria seu nome com os sambas-canções Ninguém me Ama e Menino Grande, gravados por Nora Ney, do elenco da Nacional. No repertório dele o comum eram as chamadas músicas de fossa, nenhuma, porém, tão dramática quanto Se Eu Morresse Amanhã, perpetuada em disco por Dircinha Batista.
Uma das exceções ao estilo, a Valsa de Uma Cidade, com Ismael Neto, líder e um dos fundadores do vocal-instrumental Os Cariocas. Bem o demonstram os versos iniciais, dizendo: 'Vento do mar/E o meu rosto no sol a queimar, queimar/Calçada cheia de gente/A passar, e a me ver passar/Rio de Janeiro, gosto de você/Gosto de quem gosta/Deste céu, deste mar, desta gente feliz...'
_______
NOITE, CRIANÇA
Maria, boêmio de carteirinha, foi colaborador de O Globo, O Jornal e Última Hora. Através da seção Mesa de Pista, no primeiro, relatava os bastidores dos shows de boates da moda. Cunhou a frase ‘A Noite É Uma Criança’, lembrada nas rádios e outros meios de comunicação, contraponto para uma de Jacintho de Thormes, colunista social de ‘UH’: À Noite Todos Os Gatos São Pardos’
.
Um dos grandes nomes do rádio que migraram para a ‘telinha mágica’, fez parte dos quadros da TV Tupi, na retaguarda ou diante das câmeras. Viveu intensamente antes de alcançar os 50 anos.
M E M Ó R I A
De doze profissionais que se destacavam na equipe esportiva da Globo em fevereiro de 2009, ou seja, dez anos passados, apenas Edson Mauro e Eraldo Leite continuam na empresa. Os demais, a maioria dispensados, foram trabalhar em outros prefixos -- inclusive rádios da web. Luiz Mendes (‘o da palavra facil’) mudou-se para o 'Planeta dos Esplendores’, imaginado pelo Artur da Távola, habitante algum tempo de lá.
Fulgurante estrela da Nacional na década de 50, Elizeth Cardoso brilhava em Cantando pelos Caminhos, do Paulo Roberto, nas noites das quintas-feiras. ‘A Divina’, no conceito de Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, embalou os sonhos de muita gente.
Canção de Amor, de Chocolate e Elano de Paula, Meiga Presença, de Paulo Valdez, Cidade do Interior, de Marino Pinto, Mulata Assanhada, de Ataulfo Alves, Nossos Momentos, de Haroldo Barbosa e Luiz Reis, e Chega de Saudade,de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, alguns sucessos dela.
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ODE À BELEZA
Expressão exaustivamente repetida nos anos 60, ‘Linda de Morrer’ servia para exaltar a beleza de jovens que circulavam nas festas elegantes da sociedade carioca. Espalharia-se como coqueluche pelos recantos da Cidade Maravilhosa e arredores.
Foi Sérgio Bittencourt quem lançou a ode. Ele manteve, antes da Revolução de Março de 64,matinal programa na Rádio Nacional. Colunista de O Globo, filho de Jacob do Bandolim, e também compositor, Sérgio criou, com a frase, muita polêmica. ‘Linda de Viver’ deveria, no entendimento geral, ser a exclamação correta.
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OS PIONEIROS
Em dezembro de 1944, no Rio, e exatamente no dia 2, acontecia a inauguração da Rádio Globo. Seus primeiros contratados, Rubens Amaral, Luiz Mendes, Luiz de Carvalho e Daysi Lúcidi. O prefixo em que passou a operar, pertenceu à Transmissora, que encerrava um ciclo na antiga capital.
A nova estação levou, segundo pesquisadores, dez anos para ser descoberta pelo grande público. E, quando tal ocorreu, predominou seguramente por quatro décadas. Os irmãos Luiz e Raul Brunini muito contribuíram para a solidificação do desenvolvimento da emissora.
O responsável direto por seu longevo sucesso, foi ninguém menos que Mário Luiz Barbato. Apresentador do Pré-parada Musical, na matriz, e Tarde Musical e Esportiva, dominical na Eldorado, ele implantaria nos anos 90, na Tupi, um igual esquema.
Em fases distintas estiveram na rádio, Gagliano Neto, Doalcei Camargo, Benjamim Wright e Affono Soares, nos esportes. No campo das variedades, os apresentadores Paulo Moreno, Jonas Garret e Roberto Muniz. Por um tempo menos distante daqueles, Adelzon Alves, na madrugada, e Paulo Giovanni, nas manhãs.
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‘MENINO GRANDE’
Locutor esportivo da Rádio Jornal do Commercio do Recife no começo da carreira, Antônio Maria ingressava na Mayrink Veiga ao mudar-se para o Rio. Ali, foi produtor de programas humorísticos, como, por exemplo, o Regra de Três, de que participavam comediantes da categoria de um Altivo Diniz, Nancy Vanderlei, Zé Trindade, Matinhos, Henriqueta Brieba, etc.
Já compositor, projetaria seu nome com os sambas-canções Ninguém me Ama e Menino Grande, gravados por Nora Ney, do elenco da Nacional. No repertório dele o comum eram as chamadas músicas de fossa, nenhuma, porém, tão dramática quanto Se Eu Morresse Amanhã, perpetuada em disco por Dircinha Batista.
Uma das exceções ao estilo, a Valsa de Uma Cidade, com Ismael Neto, líder e um dos fundadores do vocal-instrumental Os Cariocas. Bem o demonstram os versos iniciais, dizendo: 'Vento do mar/E o meu rosto no sol a queimar, queimar/Calçada cheia de gente/A passar, e a me ver passar/Rio de Janeiro, gosto de você/Gosto de quem gosta/Deste céu, deste mar, desta gente feliz...'
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NOITE, CRIANÇA
Maria, boêmio de carteirinha, foi colaborador de O Globo, O Jornal e Última Hora. Através da seção Mesa de Pista, no primeiro, relatava os bastidores dos shows de boates da moda. Cunhou a frase ‘A Noite É Uma Criança’, lembrada nas rádios e outros meios de comunicação, contraponto para uma de Jacintho de Thormes, colunista social de ‘UH’: À Noite Todos Os Gatos São Pardos’
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Um dos grandes nomes do rádio que migraram para a ‘telinha mágica’, fez parte dos quadros da TV Tupi, na retaguarda ou diante das câmeras. Viveu intensamente antes de alcançar os 50 anos.
M E M Ó R I A
De doze profissionais que se destacavam na equipe esportiva da Globo em fevereiro de 2009, ou seja, dez anos passados, apenas Edson Mauro e Eraldo Leite continuam na empresa. Os demais, a maioria dispensados, foram trabalhar em outros prefixos -- inclusive rádios da web. Luiz Mendes (‘o da palavra facil’) mudou-se para o 'Planeta dos Esplendores’, imaginado pelo Artur da Távola, habitante algum tempo de lá.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019
Direto das Ondas
NEBULOSOS DIAS NO 2° MÊS
Sombrios no horizonte do Brasil os primeiros dias do Ano Novo. E, estamos, apenas, na metade de fevereiro, segundo mês do calendário. Tantos foram os acontecimentos negativos, que se torna difícil para os considerados fortes emocionalmente, ouvir informativos do rádio, assistir noticiários da TV ou ler o que publicam os jornais.
Em Brumadinho, Minas, os estouros das barragens tiveram como origem a irresponsabilidade (e ganância) dos diretores da Vale; enchentes no Rio, com mortes, a falta de medidas para prevenção de desmoronamentos nas encostas por parte do Estado; incêndio no CT do Flamengo, alojamento de jovens jogadores, negligência de dirigentes -- local só tinha autorização para estacionamento; o táxi-aéreo em que viajava o Boechat, não era licenciado para transportar passageiros (se ficou sabendo a partir disso, que a prática é comum nas empresas do ramo).
Como se explicar num país que tem pretensões de pertencer aos de Primeiro Mundo, que tais coisas se repitam com espantosa freqüência? Os trágicos problemas de Brumadinho três anos após os de Mariana, com inúmeros ainda sem solução, caso de moradias para os desabitados – são tão lamentáveis quanto assustadores.
_______
RÉGIA, A NATUREZA
Mara Régia, da Nacional, em Brasília, faz um programa diário, o Viva Maria, reproduzido pelas manhãs na MEC-Rio. Aos domingos na mesma estação ela apresenta o Natureza Viva, com base no meio ambiente, focalizando, inclusive, outros assuntos.
Neste domingo (10), Mara falou sobre o centenário de Carmem Miranda, celebrado na véspera. Elogiou o veículo em que trabalha (‘o rádio não vai morrer nunca’), denominando-o de ‘octogenário’. Engano dela. O rádio chegou aos 95 em 2018.
_______
(RE) MEXIDAS NA NOVA
E, quem, de vez em quando, não ‘troca as bolas’ em alguma atividade, em circunstância adversa? Salvo engano, caíram na grade da Nova Globo, recentemente, o Cartaz (diário), Cartola FC, Segue o Jogo, Futebol à Manivela(*) e Globo + Esportivo (semanais).
A propósito. Nos reajustes a partir de segunda (4) No Ar, com Otaviano Costa, ganhou dois colaboradores. Renato Cantarino (que estava no Café das 6) e Helen Braun, de São Paulo, juntaram-se a Ana Paula e Guilherme Grillo. Mais dinamismo, impossível.
O programa melhorou bastante, diga-se, a bem da verdade. Daí, a pergunta que não quer silenciar: Por que não fizeram assim desde o lançamento? Na linha do entretenimento e de notas culturais, são incluídas, agora, as manchetes de jornais influentes.
(*) Não, este permaneceu. Entrou numa fase especial, 'atendendo a pedidos'. Dos internautas, em geral, também interessados em coisas que ficaram na história. Menos mal, pois, o programa com o Maurício Bastos, figura no rol dos que valem a pena ouvir.
_______
REPÓRTERES DO AR
Dizer que a situação do trânsito nas grandes cidades é matéria-prima nas rádios populares, é o mesmo que ‘chover no molhado’. Este serviço de cobertura com a utilização de helicóptero remonta aos anos 80, sendo pioneira a Rádio Jornal do Brasil AM.
Um dos repórteres, na ocasião, o Nicolau Maranini. Seguindo seus passos, apareceria o Genilson Araújo, que com ele começou a fazer revezamento. O fechamento da JB AM em 1993 abriu oportunidade para Genilson se mudar para o Sistema Globo.
Neste serviço, hoje, a Tupi emprega o maior número de profissionais. São eles: Leonardo Sales, Isabela Fraga, Marina Heizer e Samuel Correa Filho. A Globo e a SulAmérica Paradiso mobilizam dois – aquela Carol Barreto e Lizandra Rodrigues, esta Anderson Campos e Emerson Rocha. Pela JB, Carlos Eduardo Cardoso.
_______
R a r e f e i t a s
/o Que o Ricardo Boechat era um jornalista combativo ninguém sério ignora. Os universitários o admiravam, a classe dos taxistas também, e os sintonizadores da Rádio Bandnews FM.
/o Suas críticas aos poderosos e desonestos incomodava a um número enorme de pessoas, que se pode chamar de ‘inimigos ocultos’, porém, alguns deles, nem tão desconhecidos assim.
/o Boechat vai – fora o inevitável lugar-comum – fazer falta no rádio e na televisão, meios em que atuava com um estilo único, bravura, coragem e, até, incomparável senso de bom humor.
Sombrios no horizonte do Brasil os primeiros dias do Ano Novo. E, estamos, apenas, na metade de fevereiro, segundo mês do calendário. Tantos foram os acontecimentos negativos, que se torna difícil para os considerados fortes emocionalmente, ouvir informativos do rádio, assistir noticiários da TV ou ler o que publicam os jornais.
Em Brumadinho, Minas, os estouros das barragens tiveram como origem a irresponsabilidade (e ganância) dos diretores da Vale; enchentes no Rio, com mortes, a falta de medidas para prevenção de desmoronamentos nas encostas por parte do Estado; incêndio no CT do Flamengo, alojamento de jovens jogadores, negligência de dirigentes -- local só tinha autorização para estacionamento; o táxi-aéreo em que viajava o Boechat, não era licenciado para transportar passageiros (se ficou sabendo a partir disso, que a prática é comum nas empresas do ramo).
Como se explicar num país que tem pretensões de pertencer aos de Primeiro Mundo, que tais coisas se repitam com espantosa freqüência? Os trágicos problemas de Brumadinho três anos após os de Mariana, com inúmeros ainda sem solução, caso de moradias para os desabitados – são tão lamentáveis quanto assustadores.
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RÉGIA, A NATUREZA
Mara Régia, da Nacional, em Brasília, faz um programa diário, o Viva Maria, reproduzido pelas manhãs na MEC-Rio. Aos domingos na mesma estação ela apresenta o Natureza Viva, com base no meio ambiente, focalizando, inclusive, outros assuntos.
Neste domingo (10), Mara falou sobre o centenário de Carmem Miranda, celebrado na véspera. Elogiou o veículo em que trabalha (‘o rádio não vai morrer nunca’), denominando-o de ‘octogenário’. Engano dela. O rádio chegou aos 95 em 2018.
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(RE) MEXIDAS NA NOVA
E, quem, de vez em quando, não ‘troca as bolas’ em alguma atividade, em circunstância adversa? Salvo engano, caíram na grade da Nova Globo, recentemente, o Cartaz (diário), Cartola FC, Segue o Jogo, Futebol à Manivela(*) e Globo + Esportivo (semanais).
A propósito. Nos reajustes a partir de segunda (4) No Ar, com Otaviano Costa, ganhou dois colaboradores. Renato Cantarino (que estava no Café das 6) e Helen Braun, de São Paulo, juntaram-se a Ana Paula e Guilherme Grillo. Mais dinamismo, impossível.
O programa melhorou bastante, diga-se, a bem da verdade. Daí, a pergunta que não quer silenciar: Por que não fizeram assim desde o lançamento? Na linha do entretenimento e de notas culturais, são incluídas, agora, as manchetes de jornais influentes.
(*) Não, este permaneceu. Entrou numa fase especial, 'atendendo a pedidos'. Dos internautas, em geral, também interessados em coisas que ficaram na história. Menos mal, pois, o programa com o Maurício Bastos, figura no rol dos que valem a pena ouvir.
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REPÓRTERES DO AR
Dizer que a situação do trânsito nas grandes cidades é matéria-prima nas rádios populares, é o mesmo que ‘chover no molhado’. Este serviço de cobertura com a utilização de helicóptero remonta aos anos 80, sendo pioneira a Rádio Jornal do Brasil AM.
Um dos repórteres, na ocasião, o Nicolau Maranini. Seguindo seus passos, apareceria o Genilson Araújo, que com ele começou a fazer revezamento. O fechamento da JB AM em 1993 abriu oportunidade para Genilson se mudar para o Sistema Globo.
Neste serviço, hoje, a Tupi emprega o maior número de profissionais. São eles: Leonardo Sales, Isabela Fraga, Marina Heizer e Samuel Correa Filho. A Globo e a SulAmérica Paradiso mobilizam dois – aquela Carol Barreto e Lizandra Rodrigues, esta Anderson Campos e Emerson Rocha. Pela JB, Carlos Eduardo Cardoso.
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R a r e f e i t a s
/o Que o Ricardo Boechat era um jornalista combativo ninguém sério ignora. Os universitários o admiravam, a classe dos taxistas também, e os sintonizadores da Rádio Bandnews FM.
/o Suas críticas aos poderosos e desonestos incomodava a um número enorme de pessoas, que se pode chamar de ‘inimigos ocultos’, porém, alguns deles, nem tão desconhecidos assim.
/o Boechat vai – fora o inevitável lugar-comum – fazer falta no rádio e na televisão, meios em que atuava com um estilo único, bravura, coragem e, até, incomparável senso de bom humor.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
Rádiomania, o Livro/64
DO CORETO, REMINISCÊNCIAS
Os bons, ótimos ou excelentes profissionais do rádio são, no meio, chamados de ‘feras’. Na ‘selva’ em que se transformou o veículo nos últimos anos, um deles, sem dúvida, foi o Zair Cançado, venerando defensor das bandinhas de música, uma tradição nas cidades interioranas. Aos domingos, ali pelo meio-dia, ele apresentava na década passada o “Vamos Ouvir a Banda”, na Bandeirantes-Rio (1340 AM).
Um programa dedicado às pessoas da Velha Guarda, que as modernas também podiam apreciar, notadamente nos recantos dos estados do RJ e MG. Um modo bastante saudável de se preservar os valores culturais de sua terra.
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“O Mundo Não Vale o Meu Lar” era o nome de um programa da Rádio Mayrink Veiga, conduzido por Sagramor de Scuvero. Radialista e escritora, ela foi casada com o compositor, redator de comerciais e jinglista Miguel Gustavo, seu colega na tradicional emissora.
Miguel abasteceu, com músicas curiosas, o repertório de Jorge Veiga e Moreira da Silva. O “Pra Frente,Brasil” de exaltação à Seleção no Mundial de 70 no México, onde a ‘canarinho’ conquistaria o ‘Tri’, é de autoria dele.
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Tempos da adolescência remontam às novelas da Nacional (dos Mários Lago e Brasini, Amaral Gurgel, Eurico Silva, Cícero Acaiaba), os seriados
“O Anjo” (com Álvaro Aguiar no papel-título, coadjuvado pelo Osvaldo Elias – o ‘Metralha’) e, “Jerônimo, o Herói do Sertão (Milton Rangel) e seu companheiro de aventuras ‘Moleque Saci’ (Cauê Filho),e, ainda "Aninha" (Dulce Martins), eterna namorada do mocinho.
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O autor do último, Moisés Weltman, foi mais tarde diretor da “Amiga”, revista de Bloch Editores, especializada em rádio e televisão. Foi, inclusive, um dos primeiros participantes do “Dabates Populares”, do Haroldo de Andrade.
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“Calouros em Desfile”, de Ary Barroso, lançado na Kosmos de São Paulo, marcaria época na Tupi, do Rio. Dentre os muitos artistas que nele se revelaram, Elza Soares é das poucas ainda em atividade. Aniversaria em 23 de junho e, na data, seu nome não falta naquele quadro tipo agenda dos acontecimentos históricos. Num remoto "Show da Manhã", do Clóvis Monteiro, primoroso perfil da cantora, em produção da Jacqueline Nascimento.
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Alguns detalhes da trajetória de Elza: “Se Acaso Você Chegasse”, de Lupicínio Rodrigues, seu maior sucesso; Foi a primeira mulher a defender o enredo de uma escola de samba (Unidos de Padre Miguel); Em 2000, eleita pela BBC de Londres como ‘a cantora do milênio’.
M E M Ó R I A
O comentarista esportivo da Rádio Globo João Saldanha foi escolhido pela CBD em fevereiro de 1969 treinador da Seleção para os preparativos ao Mundial do México em 1970. Classificara o grupo, mas não viajaria. 'Trombara' com Pelé, ao declarar que o 'Rei' não estava enxergando. Zagalo substituiu-o no cargo.
Os bons, ótimos ou excelentes profissionais do rádio são, no meio, chamados de ‘feras’. Na ‘selva’ em que se transformou o veículo nos últimos anos, um deles, sem dúvida, foi o Zair Cançado, venerando defensor das bandinhas de música, uma tradição nas cidades interioranas. Aos domingos, ali pelo meio-dia, ele apresentava na década passada o “Vamos Ouvir a Banda”, na Bandeirantes-Rio (1340 AM).
Um programa dedicado às pessoas da Velha Guarda, que as modernas também podiam apreciar, notadamente nos recantos dos estados do RJ e MG. Um modo bastante saudável de se preservar os valores culturais de sua terra.
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“O Mundo Não Vale o Meu Lar” era o nome de um programa da Rádio Mayrink Veiga, conduzido por Sagramor de Scuvero. Radialista e escritora, ela foi casada com o compositor, redator de comerciais e jinglista Miguel Gustavo, seu colega na tradicional emissora.
Miguel abasteceu, com músicas curiosas, o repertório de Jorge Veiga e Moreira da Silva. O “Pra Frente,Brasil” de exaltação à Seleção no Mundial de 70 no México, onde a ‘canarinho’ conquistaria o ‘Tri’, é de autoria dele.
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Tempos da adolescência remontam às novelas da Nacional (dos Mários Lago e Brasini, Amaral Gurgel, Eurico Silva, Cícero Acaiaba), os seriados
“O Anjo” (com Álvaro Aguiar no papel-título, coadjuvado pelo Osvaldo Elias – o ‘Metralha’) e, “Jerônimo, o Herói do Sertão (Milton Rangel) e seu companheiro de aventuras ‘Moleque Saci’ (Cauê Filho),e, ainda "Aninha" (Dulce Martins), eterna namorada do mocinho.
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O autor do último, Moisés Weltman, foi mais tarde diretor da “Amiga”, revista de Bloch Editores, especializada em rádio e televisão. Foi, inclusive, um dos primeiros participantes do “Dabates Populares”, do Haroldo de Andrade.
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“Calouros em Desfile”, de Ary Barroso, lançado na Kosmos de São Paulo, marcaria época na Tupi, do Rio. Dentre os muitos artistas que nele se revelaram, Elza Soares é das poucas ainda em atividade. Aniversaria em 23 de junho e, na data, seu nome não falta naquele quadro tipo agenda dos acontecimentos históricos. Num remoto "Show da Manhã", do Clóvis Monteiro, primoroso perfil da cantora, em produção da Jacqueline Nascimento.
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Alguns detalhes da trajetória de Elza: “Se Acaso Você Chegasse”, de Lupicínio Rodrigues, seu maior sucesso; Foi a primeira mulher a defender o enredo de uma escola de samba (Unidos de Padre Miguel); Em 2000, eleita pela BBC de Londres como ‘a cantora do milênio’.
M E M Ó R I A
O comentarista esportivo da Rádio Globo João Saldanha foi escolhido pela CBD em fevereiro de 1969 treinador da Seleção para os preparativos ao Mundial do México em 1970. Classificara o grupo, mas não viajaria. 'Trombara' com Pelé, ao declarar que o 'Rei' não estava enxergando. Zagalo substituiu-o no cargo.
domingo, 3 de fevereiro de 2019
Direto das Ondas
NOVA GLOBO REAJUSTA GRADE
Um ano e oito meses depois de lançar o projeto Nova Rádio Globo, o SGR se viu na contingência de fazer reajustes em sua grade de programação, no Rio e em São Paulo. A medida -- revela o site Tudo Rádio - começa a ser apresentada nesta segunda-feira (4).
Dos programas que continuam, alguns terão espaço reduzido, outros ganham mais tempo, e os terceiros, simplesmente vão trocar de dia e horário. No Ar, por exemplo, diminui. Será das 8h às 11h30. O Jogo Rápido, na sequência, vai ser daí até ao meio-dia.
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TARDE EM NOTÍCIAS
No período vespertino, o Redação Globo estica seu horário em trinta minutos. Fica das 17h às 18h30, enquanto o Zona Mista que o sucede, passa para das 18h30 às 19h30. Dali às 21h, permanecem na ordem obedecida anteriormente, as edições do Globo Esportivo.
Aos sábados, Felicidade Ilimitada, das 7h às 8h, e Saúde do Corpo, das 8h às 9h. Ampliado, Sambadasso irá das 9h às 12h. As Convocadas, das 14h às 15h, e Esporte S/A,das 16h às 17h. Domingo, Revista da Rádio Globo,das 7h as 10h30, daí às 12h, As Melhores da Semana.
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PALCO & GRAMADO
Haverá, de São Paulo, em rede, de segunda a sexta, o Palco Rádio Globo, das 22h a zero hora. Aos sábados, das 12h às 13h, Boleiragem, em cadeia com o SporTv. No mesmo esquema e horário, aos domingos, Grande Círculo, incluindo parte do Esporte Espetacular, da TV Globo.
A preparação para o Futebol Globo no Rádio, a partir de São Paulo, terá nessa reformulação do SGR, o Música Pré-Hora, das 13h às 15h. De Sampa, também serão apresentadas, ainda as Novas Hastags, às 10h e 22h, de segunda a sexta, e às 12h, nos sábados e domingos.
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GRANDE SURPRESA
Os cardeais da emissora na então Rua do Russel, Glória, não esperavam que, ao proporem a reinvenção do rádio, cairiam 'numa ruim'. Pelo que se ouve, os campeões nas redes sociais não aprovaram.
Nos últimos semestres do ano passado, de acordo com o Kantar Média Ibope, a Nova Rádio Globo amargava, espantosamente, o sétimo lugar, atrás da Mix FM. E, lá no bairro imperial de São Cristóvão, a Super Tupi, sua eterna rival, esnobava enfatizando o bordão, ‘Segue a líder’.
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R a r e f e i t a s
/o A Cidade FM (102,9) volta ao dial. Sua freqüência, ultimamente com a Rio, já foi arrendada a grupos distintos.
/o Sérgio Gianotti reassume, nesta terça (5), o Redação Online, na SulAmérica. Gláucia Araújo cobriu suas férias.
Um ano e oito meses depois de lançar o projeto Nova Rádio Globo, o SGR se viu na contingência de fazer reajustes em sua grade de programação, no Rio e em São Paulo. A medida -- revela o site Tudo Rádio - começa a ser apresentada nesta segunda-feira (4).
Dos programas que continuam, alguns terão espaço reduzido, outros ganham mais tempo, e os terceiros, simplesmente vão trocar de dia e horário. No Ar, por exemplo, diminui. Será das 8h às 11h30. O Jogo Rápido, na sequência, vai ser daí até ao meio-dia.
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TARDE EM NOTÍCIAS
No período vespertino, o Redação Globo estica seu horário em trinta minutos. Fica das 17h às 18h30, enquanto o Zona Mista que o sucede, passa para das 18h30 às 19h30. Dali às 21h, permanecem na ordem obedecida anteriormente, as edições do Globo Esportivo.
Aos sábados, Felicidade Ilimitada, das 7h às 8h, e Saúde do Corpo, das 8h às 9h. Ampliado, Sambadasso irá das 9h às 12h. As Convocadas, das 14h às 15h, e Esporte S/A,das 16h às 17h. Domingo, Revista da Rádio Globo,das 7h as 10h30, daí às 12h, As Melhores da Semana.
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PALCO & GRAMADO
Haverá, de São Paulo, em rede, de segunda a sexta, o Palco Rádio Globo, das 22h a zero hora. Aos sábados, das 12h às 13h, Boleiragem, em cadeia com o SporTv. No mesmo esquema e horário, aos domingos, Grande Círculo, incluindo parte do Esporte Espetacular, da TV Globo.
A preparação para o Futebol Globo no Rádio, a partir de São Paulo, terá nessa reformulação do SGR, o Música Pré-Hora, das 13h às 15h. De Sampa, também serão apresentadas, ainda as Novas Hastags, às 10h e 22h, de segunda a sexta, e às 12h, nos sábados e domingos.
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GRANDE SURPRESA
Os cardeais da emissora na então Rua do Russel, Glória, não esperavam que, ao proporem a reinvenção do rádio, cairiam 'numa ruim'. Pelo que se ouve, os campeões nas redes sociais não aprovaram.
Nos últimos semestres do ano passado, de acordo com o Kantar Média Ibope, a Nova Rádio Globo amargava, espantosamente, o sétimo lugar, atrás da Mix FM. E, lá no bairro imperial de São Cristóvão, a Super Tupi, sua eterna rival, esnobava enfatizando o bordão, ‘Segue a líder’.
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R a r e f e i t a s
/o A Cidade FM (102,9) volta ao dial. Sua freqüência, ultimamente com a Rio, já foi arrendada a grupos distintos.
/o Sérgio Gianotti reassume, nesta terça (5), o Redação Online, na SulAmérica. Gláucia Araújo cobriu suas férias.
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