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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Esse nosso amor antigo (v)

TONS DE CINZA EM ABRIL
.o. De cabeças de juízes, bumbuns de nenéns e decisões de diretores de rádio, só se podem esperar surpresas – conforme dizem a filosofia popular e vozes ferinas. Na segunda-feira (18), a Globo tirou do ar o “Alegria ao meio-dia”, que fazia parte da grade há menos de dois anos. Dispensou três de seus componentes.
.o. O desenlace foi anunciado pelo apresentador Mário Esteves, em sua conta no Facebook. ‘O impeachment também chegou aqui’, ironizou. Maurício Menezes, coordenador artístico e um dos participantes do programa, confirmava em nota o desfecho. Os cardeais aumentaram os tons de cinza no mês,com suas pinceladas.
.o. Disse o ex-coordenador que,a exemplo de outras empresas, estava deixando a rádio, onde fizera amigos. Despedira-se pessoalmente de cada um, torcendo por eles. Vai, frisou, para o lado mais importante, o do ouvinte. Sarcástico, disse ter proposta para assessorar a Diilma e a Odebrecht. Depois de alguns passeios, que pretende fazer.
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UM CICLO ENCERRADO
.o. O “Plantão de notícias” também encerra o ciclo na rádio. (No horário, possivelmente, reaparecerá o “Agito geral’, que o antecedera). Hélio Júnior tem, por enquanto, seu emprego preservado. Volta a ser repórter, aproveitado inclusive, no “Manhã da Globo”, do Canázio, que a partir da terça (19), ampliou seu espaço.
.o. Na sequência do “Manhã...” esta semana, o “David da tarde”, com David Rangel, é outro que sai da programação. Ele assume o “Sábado-bado-bado-o”, no lugar do Mário Esteves, continuando com o “Farofa...”, no domingo. Segundo se noticia nos bastidores, ainda atuará como standy by, nas férias (e impedimentos) de colegas.
.o. Tão logo o Mário Esteves tornou público o seu desabafo nas redes sociais, a Globo colocava no “Toda a noite”, a primeira chamada do novo programa. O nome é “Tá rolando música” (*), com variedades, e uma dupla jovem de apresentadores, Bruno Mattos e Ana Paula (Portuguesa). A estreia será nesta segunda-feira (25), de 1h às 4h.
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NÃO ‘TÁ’ NADA FÁCIL
.o. Em meados de 2014, ao trocar a Manchete pela Globo, Mário Esteves declarava que ‘a vida de radialista não é fácil’. Ainda mais em tempos de crise. Aterrisou novamente na casa, por ordem e graça do Maurição, que depois de sete anos na Tupi, voltara em 2013. É a terceira vez que recebe ‘bilhete azul’.
.o. Ninguém imaginaria que em tão pouco tempo, Maurição também acabaria rodando. Já no 1º de abril, eram demitidos o Jorge Luiz, quase 20 anos de serviços na madrugada -- substituto oficial do Antônio Carlos -- e a Karla de Luca, alguns anos repórter na empresa e, bem mais nova na produção do veterano comunicador.
.o. Profissionais considerados ‘peixes menores”, foram outras vítimas da crise, detonados pela rádio no decorrer do mês -- ‘abril negro’, para uns. Entre eles, Carlos Daniel Caruncho, que formava na equipe de produtores do “David da vida”, e Cláudio Vieira, colaborador de diversas atrações, um estudioso de coisas das escolas de samba.
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E, VIVA O INTERVALO
(*) Pelo andar do metrô (mostras nos últimos ‘DT’), não faltarão os hits de cantores habituês dos auditórios da TV aberta. Daniel, Leonardo, Thiaguinho; Anitta, Cláudia Leite, Joelma, Ludmilla; Miguel Teló, Pique Novo, Valesca Popozuda, Wesley Safadão, e outros da estirpe. Com esses recursos – quem sabe – a rádio consiga vencer um tal ‘romeiro’.
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S I N T O N I A
/o/ À moda Zózimo (Barroso do Amaral). E, a Carla Matera, hein? Não é que a Tupi demitiu uma excelente profissional.
/o/ O folclórico Alberto Brandão, mais autêntico no ramo, não fez por menos. ‘Pediu o boné’ no show do Velho Apolo.
/o/ Fábio Azevedo comanda o “Bradesco esportes clube”, na FM 91,1. Roberto Dinamite participa. É ‘o comentarista de griffe’.
/o/ Ex-craque, um dos maiores goleadores. Seu português, porém, tão capenga quanto o de outros 'oriundis'.
/o/ Jesse Campos apresenta, de segunda a sexta, na MEC AM, a partir das 18h, “Arte e cultura”. Josenir de Freitas produz. Para ouvintes de bom gosto.
/o/ E, a vinheta ‘Vamos juntos”, que o Maurição criou ao ganhar status de executivo, será que sobrevive, depois da ‘tsunami’ na Glória?



terça-feira, 19 de abril de 2016

Esse nosso amor antigo (u)

O RISCO DO BORDADO II
.o. Na postagem anterior deixamos de lado alguns detalhes preciosos. Valem conferí-los, se forem do seu interesse. Comunicadores ou apresentadores da Globo, em maioria, eram publicitários. Uns com agências montadas, outros contratados por diversas, para o conhecido testemunhal. Haroldo de Andrade (1934-2008) e Waldir Vieira (1944-1985), os principais agenciadores. Na linha dos mais bem-sucedidos, Paulo Giovanni(*), peça exemplar.
.o. Sucessor do Giovanni nas matinais da emissora, Francisco Barbosa ingressou no SGR através do FM, depois de uma passagem pela Del Rey¹. Ele dividia sua atividade naquela, com a de folguista no AM. Durante os dois anos em que Giovanni se despedira da casa, faziam revezamento na apresentação do programa, das 7h às 9h. Com o desligamento, o “Paulo Giovanni show” cedeu lugar ao “Show da manhã” – que mais tarde seria titulo aproveitado pelo Clóvis Monteiro, na Tupi. (Lembremos o Velho Chacrinha: ‘no rádio e na Tv...’)

UM IRMAO CAMARADA
.o. Barbosa não só herdara o espaço do amigo e irmão camarada, como também a carteira de anunciantes, generosamente transferida, após um tempo hábil. Essa condição, no entanto, não o seguraria na empresa quando um executivo decidira ‘rifá-lo’ da equipe. E, por quê? Numa das restaurações da grade, o mineiríssimo de Juiz de Fora foi transportado para o horário vespertino, com o programa começando às 13h. Ruim para o comunicador.
.o. Até então, ele estava se dando muito bem nas matinais. A mudança, porém, coincidia com o crescimento de audiência de um moço que se autodenominava ‘o romeiro de Aparecida’ (esse mesmo que você já percebeu -- Pedro Augusto). Ele despontara na Rádio América de São Paulo, alcançava sucesso com o popularesco estilo do Gil Gomes. (Gil, que também fizera televisão, afastou-se das atividades em 2005, por problemas de saúde.)
.o. Apesar das inúmeras modificações feitas, o programa do Francisco Barbosa não conseguira diminuir a diferença conquistada por seu concorrente. Uma das vantagens do adversário, era o impulso que lhe proporcionava o “Patrulha da cidade”. Barbosa perdia feio os valiosos pontos do Ibope. Em conseqüência, acabaria perdendo o emprego. Nem mesmo uma atração semelhante – “ A cidade contra o crime” – favorecia o programa seguinte.
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DE SONHO E REPETECO
.o. Com o Haroldo de Andrade, além dos fatores sobejamente divulgados, ocorreria situação parecida. Ele era um grande agenciador de publicidade para a emissora. Foi, inclusive, com os recursos provenientes disso, que montaria uma rádio própria, que só colocaria em funcionamento, três anos depois de ser demitido. O sonho, entretanto, terminaria cedo, com a morte dele. O passivo, os filhos negociaram com o grupo religioso da Canção Nova.
.o. Antes de o mandarem embora, sem direito a despedida de seus ouvintes, um executivo despacharia, paulatinamente, os profissionais ligados ao veterano apresentador. Assim aconteceu, por exemplo, com o Carlos Bianchini, Sílvio Samper, Mário Esteves, Maurício Menezes, Hélio Júnior, não escapando, sequer, alguns componentes do “Debates populares”, de que fora pioneiro, não na Globo, mas no rádio do Rio de Janeiro, cidade que adotara.
.o. Um adendo especial (e curioso). No ano precedente ao ‘desembarque’ – para usarmos expressão modernamente política --, a rádio dos Marinho tirou da grade o programa do Haroldão aos sábados. (Alô Antônio Carlos: nativos de Gêmeos, atentos!) O espaço do AC foi esticado até às 10h, e dali ao meio-dia, Maurício Menezes passou a responder, apoiado por produtores do companheiro. Era 2001, e o Maurição saía em outubro. ‘Subia ao telhado’, levando a tiracolo o Helinho, parceiro no “Agito geral” , aos sábados, das 20 a zero hora.
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MEMÓRIA VIVA
(*) Nascido em Petrópolis, onde fez de tudo na Difusora local, Paulo Giovanni viria para o Rio em 1968. Em plena véspera de Natal, estreava um programa noturno na Rádio Tupi. Logo depois, assumia um horário nas tardes, mas não esquentaria o lugar na casa, mudando-se para a Globo. Mergulhou fundo nos comerciais e, com a ajuda do sogro, industrial do ramo cafeeiro, criava sua agência de publicidade que, rapidamente se expandira, com representações em São Paulo e outras capitais. Anunciara sua despedida do rádio em 1987 e, só se desligara oficialmente dele em abril de 1989. Giovanni radicou-se na Paulicéia.

¹Nome firmado na sua terra de origem, Francisco Barbosa recebera, no limiar da década de 80, irrecusável proposta da Cidade FM, do Sistema de Rádio Jornal do Brasil. A Del Rey, seu segundo endereço no Rio, foi o primeiro batismo da hoje SulAmérica Paradiso, que chegou a se chamar Alvorada. Em 2014, as atuações do Barbosa foram reduzidas de diárias para semanais na Tupi, onde se encontra desde 2006. Ele retomou a função de agenciador publicitário, por alguns anos interrompida.
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S I N T O N I A
/o/ As duas principais emissoras de rádio do Rio fizeram programas especiais sobre a votação do impeachment da presidente Dilma Roussef.
/o/ De um lado, o Roberto Canázio, de outro, o Luiz Ribeiro. Com o auxílio de antropólogos, cientistas políticos e doutores em direito.
/o/ Destaque no “Todas as vozes”, da MEC AM, ‘Essa letra, essa música’ focalizou, na quarta (13), a composição “Vera gata”, de Caetano Veloso.
/o/ O produtor Marcos Rangel afirmou que era destinada a uma das doze musas inspiradoras do autor, com a qual tivera um rápido romance.
/o/ No texto narrativo, o estudioso Rangel referia-se a uma ‘menina nova’, de 18 anos. ‘Música, educação e cultura’, o slogan base da rádio.
/o/ O “Time das nove”, que integra o “Jornal da CBN”, ancorado por Milton Jung, ganhou na segunda-feira (11), novo participante naqueles dias.
/o/ É o Marcelo Tas, atualmente na GNT. São colaboradores habituais, os colunistas Artur Xexéo, Carlos Heitor Cony, João Borges e Viviane Mosé.
/o/ E, o América, hein? Segundo time de sete entre dez cariocas, foi rebaixado mais uma vez. Na Globo, em Macaé, Hugo Lago transmitiu a partida.
/o/ Analisando o desempenho de um integrante dos rubros, Rafael Marques disse: “Ele joga o jogo dele”. Simplório, ‘ o comentarista que pensa...’

terça-feira, 5 de abril de 2016

Esse nosso amor antigo (t)

UM SHOW DE CHAMADAS
.o. Velha cantiga inspirada num poema de reverenciado português diz que, “navegar é preciso, viver também é preciso”. Diríamos nós, na cadência da música, que “renovar é preciso, conviver muito mais que preciso”. Especialmente quando se trata das coisas do rádio, ofício de inúmeras pessoas, paixão de tantas outras.
.o. Na Tupi há 17 anos – pra lá se transferiu em fevereiro de 1999 – Washington Rodrigues figura, nos fins de tardes, como um absoluto líder de audiência nas emissoras do Rio. Evidentemente que seu programa, “Show do Apolinho”, não ostenta a dinâmica dos primeiros anos onde acabou se estabilizando.
.o. A pesquisa, fio condutor da atração, foi abandonada. Rarearam as entrevistas e os comentários sobre os assuntos em pauta, comuns ao congênere que ele co-estrelava em sua emissora anterior (*). Com as modificações, privilegiando repórteres, principalmente os de esportes, desvirtuou-se o papel do comunicador.
.o. O programa tornou-se, dessa forma, um embalado pacote de chamadas, anunciando os profissionais que cobrem pontes e viadutos, ruas e avenidas, portos e aeroportos, clubes de futebol. A manutenção dos índices no Ibope, todavia, deve-se a seu carisma. Ainda imbatível, o comentarista esportivo.
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O RISCO NO BORDADO
.o. Jorge Luiz, um dos melhores comunicadores do rádio, não está mais na Globo, onde chegara em 1997, há 19 anos, portanto. Não ‘dançou’ ao ritmo do samba de Jobim, que fala ‘nas águas de março fechando o verão’. Caiu em 1º de abril. Mesmo dia que Karla de Luca e Cláudio Vieira, produtores.
.o. Surpreso com isso, caro leitor? Uma norma da empresa, que costura com linhas iguais diferentes questões. Há quantos anos eram seus contratados o Robson Aldir e o Ricardo Campello, baixas recentes? Em 1999, com 15 anos de casa, a Globo mandou Francisco Barbosa embora. (Ele voltaria duas vezes). Maurício Menezes (25 anos) e Hélio Júnior (12), descartados em 2001.
.o. O saudoso Haroldo de Andrade (velho e doente), 40 de casa, em 2002. Porque se insurgira contra o projeto “Globo Brasil”, que consistia nas transmissões de programas em rede. Antes dele (também velho e doente) Hélio Thys, um dos mais cultos produtores do veículo. Episódio máximo, o Áureo Ameno, 42 anos de serviços. Seu ‘pecado’. Elegera-se, em 1997, vereador pelo Rio.
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CURIOSIDADES & PRESTIGIO
.o. Umas curiosidades em torno do Jorge Luiz. Foi o Antônio Carlos que o levou para a Globo – ele era da Tupi. Em todo esse tempo na emissora, JL era curinga oficial do decano dos comunicadores da rádio. AC (não sabemos se por cláusula contratual), tira férias parceladas, em três períodos. É responsável pelo maior faturamento da empresa, agenciador de popular grupo de supermercados.
.o. O prestígio dele estaria balançando por causa da idade, ou motivo outro? Recentemente (no início do ano, diga-se), sua semana foi encurtada. Arrumaram para o espaço, um negócio chamado “Sábado-bado-bado-o”, que lembra desenho de TV, e foi entregue ao Mário Esteves. No programa, além de alguns colaboradores do veterano apresentador, foram mantidas determinadas seções.
.o. Mário incluiu nesse seu novo trabalho na Globo, quadros que apresentava na Manchete, prefixo pelo qual passara pela segunda vez. São destaques “Dois tempos – um musical de boa feitura – e o “Guru Mário”, sua interatividade com o ouvinte. (A propósito dessas remexidas. Em duas ocasiões Esteves saíra lá do Russel. Uma delas -- acredite! -- por ser dono de reluzente motocicleta.)
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DE VOLTA AO FUTURO
.o. Ao desligar-se da rádio que mais o projetara, José Carlos Araújo deixou para trás, uma promoção que marcara as jornadas esportivas que comandava no veículo. Trata-se de “Torcedor do futuro”, qual seja, a presença de colegiais na cabine das transmissões, com direito a opinar sobre o desenvolvimento dos jogos.
.o. Escolhidos mediante inscrições, os participantes eram regiamente presenteados e seu transporte bancados pelos patrocinadores. A promoção -- suspensa nas experimentais passagens dele pela Bradesco e Transamérica – voltou dia 27, no Domingo de Páscoa, em São Januário. Vitória do Vasco (naquele momento último invicto), 1 a 0 sobre o Botafogo, resultando na quebra de invencibilidade do alvinegro.
.o. Da equipe em que o Garotinho é uma das principais estrelas, também brilha, hoje, o repórter André Marques, que fora seu companheiro na rádio da Glória. Enquanto este se juntou ao grupo, o xará dele, André Ribeiro, que se recuperava de uma cirurgia, desvinculou-se da emissora do bairro de São Cristóvão. Retornava ao Ceará, seu estado de origem, para ser coordenador do esporte na Verdes Mares, em Fortaleza.
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PASSEANDO POR OUTRA
.o. O historiador Milton Teixeira, que até o ano passado participava de programas da emissora dos Marinho, trocou de prefixo. Integra, há poucos meses, a Bandnews Fluminense, no “Jornal da Bandnews, 1ª edição”, do Ricardo Boechat. Teixeira faz, com o sintonizador, ‘Um passeio pela história do Rio’, jeito de incentivar o turismo.
.o. Ancorado por Boechat, o informativo (7h30 às 9h30 das manhãs), mexeu com os índices da CBN, ‘a rádio que toca a notícia’, que, por muito tempo predominava no segmento. (Com isso, o corporativismo de mercado. Antes presença freqüente nas colunas de notas do autodenominado ‘maior jornal do país’, MT perdeu espaço.)
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MEMÓRIA VIVA
(*) A parceria Washington Rodrigues-Hilton Abi-Rihan foi, na Globo, detentora de um dos maiores sucessos no rádio em todos os tempos, embora num período curto. O “Show da madrugada” permaneceu em cartaz entre agosto de 1993 e maio de 1995. A atração, cheia de novidades, tinha como produtor Marcus Vinícius e, participação do Alberto Brandão que, além de relatar fatos pitorescos, mostrava sua verve de trovador.
Antes do Apolinho e Abi de Deus (forma que o Velho Apolo tratava o companheiro), era Adelzon Alves que dominava o horário. Durante 24 anos, dos 26 que prestara serviços à emissora, ele reunia nos estúdios a nata do samba de raiz. Ao criticar um empresário amigo do Roberto Marinho, Adelzon ganhou solenemente ‘bilhete azul’. A alternativa foi recorrerem ao Kléber Sayão, noticiarista da noite,não aprovado no posto.
Com o fim do programa (Apolinho afastara-se para ser diretor do Flamengo), surgiria, o “Show da Globo”, só com o Abi, que não emplacara. Demitido, ingressava na MEC AM. Madrugada novamente, em 1997. “Washington Rodrigues show”, aos domingos. Um impasse na renovação de contrato provocou a saída. Dele e de outros. A direção da rádio propôs reduzir os salários dos profissionais. Os que recusaram, ‘dançaram’
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S I N T O N I A
/o/ Hilton Abi-Rihan, acima referido não parou com o rádio, como outros aposentados. Produz e apresenta “Samba & histórias”, aos domingos na Brasil AM, em cadeia com a Rede da Boa Vontade.
/o/ Emendando o assunto. O humorista e produtor Sérgio Ricardo, dos mais atuantes na Globo, chama o David Rangel por David de Deus. Repete o tratamento do Apolinho ao antigo parceiro.
/o/ Há seis meses na casa, “Pop bola” ampliou seu espaço. O grupo dos Alexandres Araújo e Tavares, Lopes Maravilha e Alex Calheiros, assumiu o “Panorama esportivo, no domingo (3).
/o/ Os cardeais daquela emissora decidiram dobrar o tempo de duração do “Samba de primeira”, do Jorge Perlingeiro. O programa, aos sábados, também recuou seu horário, de 1h às 3h das tardes.

terça-feira, 22 de março de 2016

Esse nosso amor antigo (s)

VERDADES DE CADA UM
.o. Em novembro último, exatamente no Dia de Finados, a Manchete AM 760 saía do dial. Ficava operando no piloto automático, ao mesmo tempo que virava rádio on-line -- ou seja, para internautas – segmento em que inúmeras atuam paralelamente ao sistema comum, usual. Desde 2006, a Manchete estava arrendada ao empresário Miguel Nasseh, depois de dois processos de falência.
.o. Lançado em maio de 2014, um mês antes da Copa do Mundo, “Futebol de verdade”, na Globo, às noites das segundas-feiras, era estrelado por Zico(*) e Juninho Pernambucano, mediado por Felipe Cardoso. Maior craque do Flamengo em sua história, ele decidiu, segundo voz corrente, afastar-se do projeto por causa de compromissos fora do país. Como a Manchete utilizava o slogan ‘rádio de verdade’, num curto espaço o veículo ficou seriamente desfalcado.
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UM ‘REI’ DE OURO
.o. Gravadoras de discos nunca viveram crise tão forte. Compradores do produto na atualidade, um fato raro. Aqueles que sabem baixam músicas na internet. Os programas do Mário Belisário e Heleno Rotay, na Tupi; do Antônio Carlos, Mário Esteves e Alexandre Ferreira, na Globo, mantêm quadros com o repertório do ‘Rei” Roberto Carlos.
.o. Antes de entrar novamente em regime precário, a Manchete dedicava, pelas madrugadas, um programa inteiro ao artista, com o Jorge Bacarin. Almoços grátis nas empresas não existem. Nem horários nas rádios. Entre tantos cantores no Brasil, o “Rei” desfruta do privilégio, nas principais, e nas de pequenos investimentos.
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VONTADE PASSA
.o. Claucirlei Juvêncio de Souza, o Buchecha, da dupla com Claudinho (Claudio Rodrigues, morto em 2002, aos 26 anos), foi o convidado de Bruno Mattos, no “Eu sempre quis fazer rádio”, na Globo, sábado (12), às 9h da noite. Buchecha, 40, segue carreira solo. Não seria aprovado no teste. Ao assumir, disse: ‘Como início, vamos começar...’
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A LUZ DO ESPECIAL
.o. Nessa mesma noite, um pouco mais cedo, a partir das 7h, a Nacional-Rio retransmitia uma edição especial do “Roda de samba”, com Moacyr Luz, que tem, entre outros parceiros, Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro, Moiseis Marques e Luiz Carlos da Vila. Maravilha. Produção da Nacional FM, de Brasília, conduzida por Fátima de Mello.
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MEMÓRIA VIVA
(*) O “Futebol de verdade” – parece até que antes era de mentirinha --, foi a segunda experiência de Zico no rádio. Em 2002, na combalida Manchete, ele recebeu uma atípica incumbência. Duas vezes por semana, ao anoitecer, entrevistar ídolos do Flamengo, no “A voz da Nação”, de que participava o repórter Marcus Vinícius.
Irradiar somente os jogos do time da Gávea, a ideia da direção da emissora. Na equipe, o Cezar Rizzo, Antônio Carlos Duarte e Francisco Aielo. Comunicadores requisitados: Cidinha Campos, Cirilo Reis, Francisco de Assis, Sérgio Ricardo (estreante na função), Wagner Montes e o ator Francisco Cuoco, que substituíra Maria Joana, primeira a desistir da empreitada. A “nova” Manchete acabaria em seis meses.
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S I N T O N I A
/o/ Carlos de Souza, o “Biro, biro”, que andou fazendo a madrugada na Bradesco Esportes, voltou à emissora. É, desta vez, o segundo narrador.
/o/ Ao contrário do que anunciara um site especializado, Sérgio Guimarães não deixou a rádio, que dispensou mais da metade dos seus profissionais.
/o/ O”Bate-bola Nacional”, com o Rui Fernando, destacou na terça-feira, 15, os ingressos de Cuca, no Palmeiras, e Léo Moura, no Santa Cruz.
/o/ Presentes no estúdio da Gomes Freire, Lapa, Jorge Ramos, Carlos Borges e outros. O repórter Rafael Monteiro ‘entrevistou’ os novos contratados.
/o/ Jogos do Carioca em Brasília, Espírito Santo, São Paulo -- alternativas em busca de público. Motivações para humoristas, independentes no rádio.





terça-feira, 8 de março de 2016

Esse nosso amor antigo (r)

REVELAÇÃO HÁ 5 ANOS
o. Dentro de dois meses, Luiz Penido, ‘o Garotão da galera’, vai fazer três anos na Globo. Na Tupi, sua casa anterior, lançara Odilon Júnior como grata novidade no ofício de narrar futebol.
.o. E, não é que, passado todo esse tempo, ainda estão chamando o Odilon de ‘revelação’. Num veículo em que o marketing é ferramenta indispensável, não há explicativas para o vacilo.
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EM NOME DA SANTA
.o. Parodiando o Gilson Ricardo, novo integrante dos debates do programa Haroldo de Andrade: ‘Ô Garotinho, Jotinha, Tigrão, parem com isso!’
.o. Está mais do que na hora de se arranjar um slogan para o jovem e talentoso Odilon. (Pelo amor da santa, padroeira de nossa paciência.)
.o. Já imaginaram, titulares de outras equipes adotando igual procedimento com referência a um Freitas Neto e um Fábio Moraes, da mesmíssima geração do locutor da Tupi? ‘Dose elefantina’, -- afirmaria felpuda raposa do ramo.
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APLICATIVO SALVADOR
.o Programação dos fins de semana tem viés especial nas principais emissoras do Rio, ou seja, nas que brigam acirradamente pelos pontinhos do Ibope. Começa com ‘sabado-ba-doo’ e termina com ‘domingão’ e domingaço’. Cada vez, porém, mais dependentes do WhatsApp, aplicativo que impulsiona a interatividade.
.o. Uma prova de que o rádio, apesar da crise (e decadência), tal qual um samba de Nelson Sargento, ‘agoniza, mas não morre’. Os ‘ao vivo’, pra valer, são pouquíssimos, mesmo em se tratando de esporte. As transmissões – claro – uma indubitável exceção, com o predomínio do off-stúdio, quando a TV cobre.
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SAMBA APEQUENADO
.o. Depois do carnaval, como sempre acontece, o país volta à normalidade. A programação das rádios, idem. Na Globo, o “Samba de primeira” retomou seu espaço. Estranho que, o Jorge Perlingeiro aceite fazer semanal de uma hora. Nome, pelo jeito, não conta. O ‘...de primeira’ apequenou-se na condição de complemento a um similar da emissora, teoricamente valorizado na casa.
.o. Vamos e venhamos, senhores cardeais. Programa com essa duração tem justificativa plausível para quem atua diariamente, exemplo do padre Marcelo Rossi, que nem é radialista. É (com todo respeito) um religioso à serviço da comunidade, como os pastores das emissoras evangélicas.
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MEMÓRIA VIVA
.o. Jaime Álem, que se notabilizou dirigindo shows e escrevendo os arranjos para Maria Bethânia, comanda na Rádio MEC AM às 5h das tardes, nas sextas-feiras, “Maestro MPB”, reprisado no dia seguinte, às 3h.
.o. Dia 26 último, Álem focalizou Ed Lincoln (1932/2012), ‘Rei dos bailes'na decadas de 60 e 70. Orlan Divo, cantor e compositor componente da banda, lembrou que, entre outros, participavam do grupo, Durval Ferreira, Maurício Einhorn, Marcos Montarroyo e Wilson das Neves.
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S I N T O N I A
/o/ Aos sábados, a partir das 2h da tarde, “Stadium” é nova atração da Nacional, com Astrid Nick e Wagner Gomes. Até os finais do ano passado, formava na grade da MEC AM, no mesmo horário. Sérgio Du Bocage foi promovido a coordenador. Alberto Léo o antecedera naquela função.
/o/ “Dito e feito” -- originalmente de l7h às l9h, e o “Tema livre”, às 10h da manhã – aquele com a Gláucia Araújo, este com o Dila (também Araújo), passaram a ser reprisados pela Rádio Nacional. No espaço das 21 a zero hora, que era ocupado pelo Amauri Santos, nas noites sem jogos de futebol.





segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Esse nosso amor antigo (q)

OS 25 ANOS DA CBN
.o. Agora em 2016, a CBN está festejando 25 anos. A data do seu aniversário é 1° de outubro. Pelo evento, algumas promoções foram delineadas. Uma delas, a retrospectiva de programas e coberturas que marcaram os primórdios de sua existência.
.o. Criada nos moldes das rádios norte-americanas, all news – ou seja – notícias durante 24 horas, também incluiu em sua linha transmissões de futebol e corridas de Fórmula-1. Os centros principais de sua atuação, Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.
.o. Dentre os fundadores até hoje em seus quadros, listam-se, entre outros, Roberto Nonato, Milton Jung, Tânia Morales, Ceci Mello, Carlos Alberto Sardenberg, Fernando Andrade e João Carlos Santana, baseados em Sampa. No Rio, a Carolina Morand, o Carlos Eduardo Éboli e Álvaro Oliveira Filho – sendo estes da equipe esportiva.
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DE FIGURAS MARCANTES
.o. Foram também fundadores no Rio, Sidney Rezende (desligado em 2010), e Alves de Mello (Plácido Alves de Mello, no registro civil), que recebera bilhete azul ano passado, depois de licenciar-se devido a uma enfermidade. O mais notório de seus fundadores foi Heródoto Barbeiro, em São Paulo. Em 2011, mudava-se para a TV – a Recordnews.
.o. O cronista Juca Kfouri, é outro dos que fundaram a CBN. Estivera ausente por determinado período, voltando mais tarde. Participam do cast há alguns anos, Flávio Gikovate, Paulo Massini, Marcos Guiotti, Carlos Heitor Cony e Artur Xexéo. Com boa rodagem na equipe do Rio, o André Trigueiro, a Juliana Duarte, Bianca Santos e Lilian Ribeiro.
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MUDANÇAS, CONTINGÊNCIAS
.o. A CBN fez mudanças recentes, para reestruturar sua programação. Dispensou inúmeros profissionais. Contratou outros, por naturais contingências. Os salários? Menores, com toda certeza. Quer saber de quem a culpa? Não é preciso ser economista para encontrar a resposta, ou ironizar malcriada expressão de um marqueteiro americano.
.o. Em toda efeméride -- veículos de comunicação, por exemplo, – há sempre o lado negativo. Mariza Tavares, terceira a dirigir o jornalismo, está no posto há mais de 20 anos. O primeiro foi Agostinho Vieira, ambientalista, entre outras coisas. Na rádio, Evaldo José, Antônio Carlos Duarte, Leandro Lacerda e Francisco Aielo, ‘tocam o futebol na dose certa’.
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S I N T O N I A
/o/ ‘A luz da psicologia’, com Luiz Ainbinder é um dos destaques do “Programa Haroldo de Andrade”, na Tupi. Às 9h20, com reprise a 1h20, no “Super madrugada”, do Fernando Sérgio.
/o/ Outra boa opção nas manhãs do Rio é ‘O rádio faz história’, no programa “Todas as vozes”, com Marcus Aurélio, na MEC AM, às 8h20. Reprisado a 1h da tarde e às 9h45 da noite.
/o/ Mais comum do que se imagina esse recurso. Nas rádios da EBC , atualmente, uma verdadeira miscelânea. Programas de uma , reproduzidos em outra, uma ‘feira árabe’.
/o/ Nas de menor investimento, a coisa beira o patético. Um tal de “Papo maduro”, na Bandeirantes AM, roda mais que caminhão nas estradas. Procuram-se, técnicos do Dentel.
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MEMÓRIA VIVA
Nascido na Tupi em 1985, “Enquanto a bola não rola”, idealizado por Kleber Leite, trocaria de prefixo pouco tempo depois. O programa ultrapassou os 30 anos em cartaz. Kleber se revezava com o Áureo Ameno na apresentação e, dele participavam valores da categoria do Washington Rodrigues, além dos saudosos Luiz Mendes, Celso Garcia e Affonso Soares. Domingo retrasado, espantamos com o tratamento.
Interditados o Maracanã e o Engenhão, Vasco e Flamengo iam jogar em São Januário. Questão levantada pelo experimentado Eraldo Leite, tinha esse enfoque: “O estádio suporta um clássico desse porte?" De remexer na tumba um mestre de jornalismo com o qual tivemos convivência. Um texto assim, segundo o habitante do “País dos Esplendores”, só era admissível para uma poesia ou teases -- comerciais.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Esse nosso amor antigo (p)

OYÁ, MANGUEIRA 19
.o. Há 14 carnavais sem ganhar, a Mangueira foi a campeã de 2016 nos desfiles da Sapucaí. Homenageou a baiana Bethânia, de Santo Amaro da Purificação, mas carioca honorária, 50 anos de carreira. O enredo “Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá”, é do novato Leandro Vieira.
.o. Temas biográficos dão sorte a escola – assinalava Rubem Confete. Ele ressaltou que a Mangueira já vencera carnavais falando de Braguinha (1984), Dorival Caymmi (1986) e Chico Buarque (1998).
.o. Embora por longo tempo sem alcançar uma vitória na competição, a Mangueira passou a ser segunda maior detentora de títulos. Completou 19 , situando-se atrás da Portela, que coleciona 21.
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SÓ NOS DESFILES
.o. O pool das emissoras públicas reunindo Nacional e MEC AM e Roquete Pinto FM, funcionou somente nos dias dos desfiles das escolas de samba. Na apuração, as duas primeiras operaram de um lado, a Roquete de outro. Faltou lógica aos que acertaram a formação da cadeia.
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OS ESTREANTES
.o. Alexandre Araújo, do “Pop bola”, comentou os desfiles das agremiações da Série A, na sexta e sábado. Foi, ao lado do estreante Guilherme Grilo, na Globo, mais uma das novidades na cobertura dos festejos.
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ESCALA MAIOR
.o. As repórteres Marcela Capobianco e Diana Ross foram os principais destaques na equipe da rádio da Glória. Cumpriram escala maior, aparecendo em todos os dias que se realizava o “Comando”.
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TRÊS POR CINCO
.o. Apesar de ser dia de carnaval, a Tupi colocou no ar, domingo, o “Bola em jogo”. O programa do Luiz Ribeiro, geralmente com uma bancada de quatro comentaristas, só reunia três, com o titular.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Esse nosso amor antigo (o)

A FOLIA E OS TEMPOS
.o. Está em poder da Globo, no rádio popular, o esquema de maior duração em termos de cobertura de carnaval. O seu “Comando geral”, criado por Mário Luiz, data da época em que as escolas de samba ainda desfilavam na Avenida Presidente Vargas. O “Comando” surgira para rivalizar-se com a Continental – de Carlos Pallut, Paulo Carinje, Ary Vizeu, Affonso Soares, Hélio Lopes e outros auto-intitulados rádiorepórteres.
.o. Numa linha paralela, mais concentrada nos programas desses dias dedicados a Momo , posicionava-se, glamourosa, a idolatrada Nacional, que um executivo batizara de ‘a escola do samba’. Profissionais formados naquela que estava ‘em todas’ e era ‘cem por cento esportiva e informativa’, migrariam para a estação da velha (e boêmia) Praça Mauá. Dentre eles, figuravam Hilton Abi-Rihan e o Antônio Carlos Conceição.
.o. Do grupo, participariam mais tarde, o Rubem Confete (que atuava na extinta Roquete Pinto AM), Mário Silva (do esporte na casa) e o José Carlos Cataldi (originário dos “Debates” do Haroldo de Andrade, depois CBN, que acumularia o “Manhã de notícias” com, transitoriamente, o cargo de diretor de programação). Cataldi trocaria a Nacional pela Rede Manchete de Televisão. Empregado hoje numa Tv religiosa em SP.
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PÚBLICAS, QUEM DIRIA?
.o. A grande novidade neste ano (quem diria?) foi o pool integrado pelas rádios públicas Nacional e MEC AM , com o apoio da Roquete Pinto FM. Jorge Ramos e Miro Ribeiro lideraram a equipe, num trabalho de bons desempenhos, em que se destacaram o Cirilo Reis, Marcus Aurélio, Thiago Alves, o Miguel Ângelo e Marcelo Pacífico
.o. Ano passado, a Globo adicionou ao “Comando”, um elemento novo. Denominou-o ‘loucuras de carnaval’. Agora, em 2016, inventou um ‘carnaval medalha de ouro’, sem abrir mão dos primeiros. Como a linguagem do rádio não prescinde de vinhetas, o ouvinte teve sua audição ‘sobrecarregada’. Vinhetas demais. Espaço de menos.
.o. Um ponto positivo. Deixaram de lado, nos horários pré e pós-desfiles, o pessoal do esporte, que se revezava com os comunicadores habituais, sendo o Renan Moura a exceção. No Guilherme Grillo, novato que faz as madrugadas de sábados para os domingos, a emissora apostou suas fichas. Escalou-o para o relato dos desfiles da Série A.
.o. Boas, por exemplo, as atuações do Hélio Júnior e Ana Paula Portuguesa, na manhã de segunda-feira. Funcionou plenamente a química da dupla, o que não podemos dizer da de terça – mesmo horário. Gélcio Cunha, ao lado da Juju Carioca, não cola. Não por ela , que já mostrou qualidades como apresentadora, na Tupi e na Globo.Um dos pioneiros dos ‘amarelinhos” , Gélcio nada mais é que um veterano (e bom) repórter.
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UMA OPÇÃO NA DÉCADA
.o. Na concorrente direta, há uns dez anos, o contraponto é “Tupi, carnaval total”. Nela, nos últimos anos ao menos, tudo se concentra em Luiz Ribeiro e Eugênio Leal -- apresentador e comentarista. Antes, era só as transmissões do Grupo Especial. Depois, também na Série A. Este ano não foi diferente. Presenças infalíveis: os repórteres Marcos Frederico (especializado) e Marcus Vinícius (recrutado do esporte.)
.o. Participantes de anos recentes como comentaristas convidados, o Fábio Fabato e o Fred Soares. O decano Reginaldo Bessa (compositor e maestro, confundido com móveis e utensílios da rádio durante os carnavais), faz tempo que ficou de fora. Seu companheiro de jornadas, Luiz Fernando Reis resiste bravamente. Menor sorte, aparentemente, teve o Luiz Carlos Magalhães. Colaborador da MEC, nem nas públicas apareceu.
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MEMÓRIA VIVA
.o. Clementina de Jesus (1901-1987) e Cartola (1908-1980),foram descobertos para a música já idosos. Ela, por Hermínio Bello de Carvalho; ele, por Sérgio Porto. Cartola, intérprete de suas composições, lembra a Mangueira, forte candidata neste desfile. Qual fora a escola da cantora, ignoramos. No seu ramo, sambas, jongos e cateretês, e não marchinhas
.o. Saiu nesta segunda-feira (8) num colunista de influente publicação, referência a um programa da Rádio Jornal do Brasil, que teria inspirado os seguintes versos: "Pergunte ao João, ele sabe a morada/ ele sabe a picada, para o meu barracão". Tipica batucada. O cartaz da RJB, informa a coluna, era uma espécie de Google dos anos 60/70.Os apresentadores, recordamos, Jorge da Silva, o Majestade, e Anita Taranto. Uma produção de João Evangelista.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Esse nosso amor antigo (n)

O TROFÉU ‘FOMINHA’
.o. Atrações nos primeiros meses do ano, os campeonatos estaduais abriram, ao apagar das luzes de janeiro, a temporada de 2016. No Rio, o Flamengo empatou com o Boavista, e o Vasco venceu o Madureira(*).

.o. Luiz Penido narrou os dois jogos, como também o fizeram Jota Santiago e o Edilson Silva, concorrentes, além de outros que retornavam das férias.

.o. É comum nos bastidores esportivos, dizerem que o Penido não dá chance a seus imediatos. Fatos antecedentes reforçam esta assertiva, que o classifica de ‘fominha’. Certo, porém, que cabem a ele os jogos principais, e ao Edson Mauro, os considerados de menor importância.
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.o. Na Tupi, que desde maio conta com cinco narradores, Odilon Júnior, o terceiro, é melhor aproveitado. Aos dois últimos na hierarquia, reservadas posições de standy by. São o Ricardo Moreira e Geraldo Sena – este, decano da casa -- a ela integrado ainda no tempo de Doalcei.

.o. A Bradesco, que virou núcleo no Rio, hoje dispõe de dois narradores auxiliares. Com isso, fatalmente, o troféu ‘fominha’ tende a mudar de prefixo. Quem acredita que ‘o dono da bola’ vá, irmamente, dividir espaço com o Cadu Macri e Mauro Santana, os seus atuais subordinados?
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(*) Nas oito partidas de abertura do campeonato, apenas 19 mil pessoas compareceram aos estádios. A revelação foi feita por Sérgio Du Bocage, no “Bate bola Nacional”, terça-feira (2). Profissionais de comunicação que ainda chamarem o estadual de ‘o mais charmoso’, estarão passando para o público, atestado de incoerência, e/ou sério comprometimento.
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PARA INTERNAUTAS
.o. Segunda-feira, 2 de novembro de 2015, Dia de Finados. A partir daquela data, a Rádio Manchete (AM 760), há mais de nove anos sob o controle do empresário Miguel Nasseh, suspendia suas atividades.

.o. Passava a operar no piloto automático. No início, com músicas do adulto contemporâneo, inclusive hits da bossa nova. Temas gospel substituíam aquele logo em seguida. Ao contrário do que habituais ouvintes poderiam imaginar, a 760 não entrou em concordata – já passara por três.

.o. Tornou-se uma rádio online, a exemplo da Beat98, cuja freqüência (98,1) a Globo pegou, obrigada a devolver a 89,5, de um grupo paulista. A Manchete não demitiu seus profissionais. Luiz de França e outros comunicadores, no entanto, decidiram deixar a empresa, com seu novo estilo.
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S I N T O N I A
/o/ Medalhões do esporte costumam tirar férias nos fins de ano. Edson Mauro, na Globo, saiu com o campeonato em andamento.
/o/ O quadro que ele faz no “Antônio Carlos”, está, nos próximos dias, com o Cláudio Perrout. Bom pro Hugo Lago e Renan Moura.
/o/ “Dito e feito”, da Nacional, com a Gláucia Araújo, reduzido em uma hora. Metade cedida ao Thiago Alves, falando de carnaval.
/o/ A propósito. Numa época em que a consideravam ‘escola do samba’, a rádio reunia no período, verdadeiros ‘feras’ do gênero.
/o/ Não custa lembrar que, do grupo, participavam um Hilton Abi-Rihan, o Rubem Confette, Mário Silva e Antônio Carlos Conceição.
/o/ A perda de terreno foi tamanha que, ‘este ano não vai ser igual aqueles que passaram’. Para compensar, a formação de um pool.
/o/ Farão parte, ao lado da ‘mais querida’, a MEC AM e a Roquete FM. O Jorge Ramos e o Miro Ribeiro comandam a comissão de frente.



sábado, 23 de janeiro de 2016

Esse nosso amor antigo (m)

DIRETAS, LIVRES E SOLTAS

> Roquete Pinto FM, Nacional e MEC AM vão transmitir, em parceria, os desfiles das escolas de samba na Sapucaí.
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> Thiago Alves, do “Armazém cultural”, na MEC, está produzindo, ao anoitecer, uma série sobre aquelas agremiações.
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> Dois meses depois de estrear na Globo, “Samba de primeira”, do Jorge Perlingeiro, foi ampliado em uma hora.
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> A Nacional tirou da grade, o “Sintonia Rio”, do Amauri Santos, que era apresentado às 9h, nas noites sem futebol.
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> Às vésperas de completar 80 anos, entrou no lugar, o “Musical especial”, com Cirilo Reis, tipicamente um ‘vitrolão’.
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> “Samba show”, até o final de 2015 às madrugadas de sábado para domingo, mudou de apresentador, dia e horário.
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> Antes era conduzido por Jair Lemos, e agora pelo Rubem Confete, nas manhãs dos sábados, entre as 6h e 8h.
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> Mauro Santana, um dos sobreviventes do naufrágio Bradesco Esportes-Rio, voltou há poucos dias, a transmitir jogos.
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> Sua última vez data de 2008, quando integrava a equipe do Luiz Carlos Silva, num engodo chamado Rádio Livre.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Esse nosso amor antigo (l)

CRISES E COINCIDÊNCIAS
.o. Tupi e Nacional têm duas coisas em comum – o mês de inauguração e o tempo de existência -- 80 anos. A primeira comemorou a data redonda num dia 25 de 2015. A outra o fará pouco antes da próxima primavera, num dia 12, quando setembro vier.

.o. Uma das líderes de audiência na última década, nesse imenso quintal que é o Rio, a Tupi limitou-se a celebração de missa na Catedral Metropolitana pelo evento. Nenhum programa de impacto lançou e, nos trâmites normais, zero em contratação.

.o. O ‘presente’ (talvez coisa de grego), chegaria antecipado -- novos estúdios em São Cristovão. Segundo sites especializados, a rádio atravessa sério problema de caixa, resíduos dos Diários Associados, condomínio sob o controle dos herdeiros de Assis Chateaubriand –, dono de um império de comunicação em épocas remotas.

DIFÍCIL LEVANTAR
.o. Quanto a Nacional, que só perdeu público após o governo militar, nunca mais se erguera, embora tenha realizado em 2004, uma revitalização no prédio da Praça Mauá, sucateado pelos gestores que nada entendiam do ramo. Radiobras transformou-se em EBC, única mudança num veículo que a política descaracterizou.

.o. O sempre espontâneo Gerdal dos Santos, 86 de idade, afirmava no “Onde canta o sabiá”, sábado (2), que os festejos dos 80 anos da Nacional já foram iniciados. Não detalhou o que a empresa reserva para os simpatizantes. Os executivos teriam, desta vez, algum ‘coelho nas cartolas’?...Venerandos sintonizadores até pagariam por isso.

UMA CANOA FURADA
.o. Três anos e três meses depois de lançada , no Rio, a Bradesco Esportes, literalmente naufragou. A rádio, idealizada pelo Grupo Bandeirantes, sediado em São Paulo, foi entregue ao narrador José Carlos Araújo, constituindo-se numa proposta nova no meio, algo parecido com a velha Continental, anos 60/70 – ‘cem por cento esportiva e informativa’ – de Clóvis Filho, Avelino Dias, Carlos Pallut, Paulo Carinje etc.

.o. Garotinho, em litígio com a Globo, aceitara o desafio, reunindo veteranos e jovens profissionais. Era 2012, setembro, por coincidência, semana final do mês. O ‘enlevo’, porém, durou pouco mais de um ano. Foi para a Transamérica, levando parte da equipe. Ele assumia naquela, Edilson Silva (e seguidores) na Bradesco. Também curta a permanência lá. No começo de 2015, através de sua agência, é contratado pela Tupi, com os amigos e aliados Gerson Canhotinha e Gilson Ricardo.

.o. A Bradesco Esportes, que chegou a contar com cerca de vinte componentes, virou núcleo no Rio. Preservaram os seus empregos, o Cadu Magri e o Mauro Santana, apoiados por esperançosos estagiários. Na bolsa de apostas de alguns observadores, a rádio resistiria até as Olimpíadas. Eles erraram de ‘verde e amarelo’.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Esse nosso amor antigo (k)

AS NOTÍCIAS VOAM
.o. Na velocidade da luz ou dos helicópteros em que trafegam o Genílson Araújo, Leonardo Salles e outros menos conhecidos, que cobrem os intermináveis problemas do trânsito na cidade, as notícias voam. De forma semelhante, também circulam na internet, seus aplicativos e redes sociais, que há muito superaram a rapidez dos satélites.
.o. Prestador de serviços por circunstância, ‘o primo pobre’ da mídia eletrônica, sobrevive escorado nesses modernos recursos da tecnologia. A utilização dos helicópteros, uma prática de poucas emissoras do Rio, começou com a extinta Jornal do Brasil AM, nos anos 80. O Genilson Araújo já estava lá e,alternava na função com o Nicolau Maranini.
.o. Em 1984, ele se transferia para a Globo, e chegou a realizar esse trabalho para três estações do SGR. Hoje, sua atividade se limita a CBN. Cobrir trânsito ‘lá do alto’, conforme famoso locutor anunciava o Genilson, não é pra qualquer um. Já o fizeram (ou fazem) Simone Lamin, Carlos Eduardo Cardoso, Emerson Rocha, Edilene Mattos e etc.
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TERRENO MENOR
.o. A cada dia que passa, a Nacional perde mais espaço no Rio. O que era reduzido em termos de jornalismo, sofreu um baque ainda maior. Brasília (alguém tem duvida?) continua predominando na grade. Desta vez, os ‘gênios’ da matriz defenestraram o “Redação Nacional”, seguramente há seis anos sob o comando de Neise Marçal.
.o. No horário de 8h às 10h, ficou o “Revista Brasil”, com Valter Lima, até então transmitido para os ouvintes do Planalto e da Amazônia. Antes da Neise, deixaram a rádio o Marco Antônio Monteiro e o Luiz Augusto Gollo.Dentre atribuições diversas, cabiam a eles conduzirem, respectivamente, “Repórter Rio, 1ª edição” e “Tema livre”.
.o. Lima, um dos mais categorizados valores da Nacional de Brasília, atualmente participa, nas sextas-feiras, do “Todas as vozes”, na MEC AM. Evidente que nesse dia, o “Revista Brasil”, geralmente apresentado ‘ao vivo’ -- no mesmo horário --, é feito em gravação.
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OS ONIPRESENTES
.o. “Momento alegria” é um dos quadros de “Domingo + família”, do Alexandre Ferreira. Com ele, a onipresença do Maurício Menezes e a ‘tropa de elite', isto é, 'do riso' (Hélio Jr. e Sérgio Ricardo). Se você, leitor/ouvinte, ignora uma ‘tropa’ com duas pessoas, ficou sabendo de sua existência a partir de “Alegria ao meio-dia”, há pouco mais de um ano. (Naturalmente que se trata de mais uma brincadeirinha de humorista. Tão inspirado, a ponto de deixar o Luizinho Campos no 'chinelo'...)
.o. Maurição, coordenador artístico da Globo na sua volta à casa, está descontando o tempo que permanecera ausente – sete anos – com rápida passagem pela Haroldo de Andrade e maior período na Tupi. Titular do “Plantão de notícias”, aos sábados, além dos acima relacionados, ele dá seus ‘pitacos’ também no “Globo esportivo”. No pique em que vai, acaba ultrapassando o Paulo Nobre, na Metropolitana.
.o. Na melhor fase da emissora dos Marinho -- com Giovanni, Roberto Figueiredo, Luciano e Adelzon Alves, Waldir Vieira e Áureo Ameno --, a figura onipresente era o Hélio Thys. Um dos produtores do Haroldão, das peças de “A vida é assim”, Thys se dedicava totalmente ao prefixo. Roteirizava, inclusive, programas para as madrugadas. Nos bastidores, comentava-se que a mulher dele queixava-se do saudoso profissional, afirmando que ele havia se ‘casado’ com a rádio. No fim da carreira, velho e doente, abandonado pelos cardeais, fato que se repetiria com o Haroldão. (Te cuida, Maurício!...)
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GOL DE PLACA
Elucidativa, esclarecedora, um trabalho de fôlego – a série de reportagens do Renato Cantarino sobre jovens viciados em craque. No “Manhã da Globo”, entre terça (1°) e sexta-feira (4).

ÚLTIMA DA PÊRA
Em outubro, no “Kinoscope”, do Fabiano Canosa, na MEC FM, a última entrevista de Marília Pêra, Diva que as artes perderam. Seu pai, Manoel Pêra, e o tio, Abel foram atores da Rádio Tupi.

UM CRIADOR
Cidade FM revolucionou o segmento nos anos 70 – muito se disse. Que o Carlos Lemos (1927-2015) era o seu criador, só nos bastidores sabiam. Ele dirigiu as rádios dos sistemas JB e Globo.

TUDO PELO IBOPE
Tupi e Globo, inegavelmente, são as mais populares emissoras de rádio do Rio. O que uma faz para conquistar o público, a outra também segue. Briga sem fim pela audiência. Uma ‘guerra fria’.

O INDEFINIDO
Na Glória, a gestão recentemente empossada aboliu a figura do curinga. Em toda rádio que se preza – modelo falado ou musical – tem um profissional fixo. A Globo descartou o tal esquema.

PRA TODA OBRA
Lá em São Cristóvão (bairro imperial, segundo os noticiaristas do prefixo), Cristiano Santos responde pelo posto. Repórter no programa do Clóvis, é titular de um cartaz na madrugada de domingo.

UNIÃO E CRISES
Na fusão do AM com o FM, nesta década, a Antena 1 deu lugar a Nativa, dos Diários Associados. Proposta: competir com a FM O Dia, que voava livre. Antena voltou. Nativa desintegrada. Desemprego.

FOI SUCESSO
‘Você liga, e é só sucesso’. Quem não se lembra do slogan? Era a 98 FM, que se tornou Beat, passada a boa fase. A freqüência ficou com a Globo. Na web, a original foi denominada como Radiobeat.

SOBREVIDA
Em novembro, a Manchete saiu do dial. Arrendada por Miguel Nasseh durante nove anos, sobrevive on-line. O piloto automático da 760 roda, no momento, temas evangélicos. Ruim para radialistas.

NAUFRÁGIO I
Pouco depois da Copa de 2006, a equipe esportiva da Bandeirantes AM era dissolvida. Liderava o grupo, Edilson Silva, com Ronaldo Castro, Denis Menezes, Sérgio Guimarães, Rui Fernando e outros.

NAUFRÁGIO II
O projeto Bradesco Esportes, iniciado por José Carlos Araújo, há dois anos com o ‘locutor energia’, está naufragando. Não foi à toa que o Garotinho pulou fora do barco. Já vislumbrava o impasse.
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T R I V I A I S
/o/ Transmissões de programas das ruas, estavam interrompidas algum tempo na Globo. Reativadas pelos 71 anos da rádio, no início do mês. /o/ MPB FM comemorando nesse período, 15 anos de fundação. Bom gosto a sua marca, no chamado adulto contemporâneo. /o/ Na SulAmérica Paradiso, Kelly Muniz apresenta, de 15h às 17h, a “Hora do blush”. Já fez um ano que ela substituiu a Selma Boiron.

sábado, 28 de novembro de 2015

Um caso raro nas públicas

‘VOZES’ QUE LEVANTAM
.o. As rádios públicas no país e, particularmente no Rio, não desfrutam de boa audiência. Em geral, sua programação destina-se a um ouvinte seletivo, no que tange à escolaridade. Há um ano e meio na MEC AM, o “Todas as vezes”, com Marcos Aurélio, está mudando tal preceito, que ainda funciona como um indefasável estigma.
.o. De segunda a sexta entre 7h e 10h das manhãs, esse cartaz tem conseguido aproximar-se das concorrentes do horário, caso da Tupi, com Clóvis Monteiro/Haroldo de Andrade, e Globo, Padre Marcelo Rossi/Roberto Canázio. Seus destaques: “O rádio faz história” e “Essa letra, essa música”, além de um quadro de debates, inevitável nas populares.
.o. Na segunda-feira (23/11), foram discutidas as concessões de canais a políticos, contra as quais o Ministério Público Federal decidiu se mobilizar. Os participantes, em maioria, argumentaram que, não tem o menor sentido, parlamentar ser dono de rádio ou TV. Entre senadores e deputados, 40 são proprietários dos veículos. A lei da Constituição que impede, é burlada pelo menos há quatro décadas.
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AOS AMIGOS, A GLÓRIA
.o. Lugar-tenente de Adolpho Bloch na extinta revista “Manchete”, redator do também extinto “Correio da Manhã, Carlos Heitor Cony, renomado escritor, mantém na “Folha de S. Paulo”, onde faz parte do colegiado editorial, apreciada coluna.
.o. Dele, na terça (24/11): “Podemos acrescentar a lista (...): a gaitinha do Ary Barroso, os conselhos do Júlio Louzada, a ‘ave-maria’ de Gounod ao meio-dia nas estações de rádio”. Referia-se a uma crônica do Artur Xexéo, “Nunca mais”, considerada genial.
.o. Ouvinte de rádio desde a época do ensino primário, ginasial e científico (ou clássico) não nos lembramos da oração religiosa no horário mencionado. A do Júlio Louzada e de outros que se dedicavam às preces nos microfones das emissoras, era na chamada hora do Angelus – às 6h da tarde, ou 18h, como muitos preferem.
.o. Há alguns anos, de manhã, Cony é parceiro do Xexéo num programete de rádio. Aos amigos -- citando Machado de Assis --, as batatas, ou seja, a glória. Não vimos na tal crônica, a genialidade proclamada. Xexéo (com todo respeito) já produziu coisas muitíssimo melhores. O texto em questão, é perfeita acoplagem de uns que o Joaquim Ferreira dos Santos publicou em sua última estadia no "maior jornal do país".
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ALIENADO, UMA SORTE
.o. Magistral, classificamos nós, foi a crônica do Antônio Prata, domingo (22/11), também na"Folha".
.o. Trechos que separamos: “Outro dia um amigo ligou para reclamar da vida. Estou trabalhando tanto, ele disse, que não fazia a menor ideia do que se passava no mundo: há meses não lia jornal, não via TV, não ouvia rádio. Queria um consolo, mas recebeu a minha inveja: Você não tem ideia da sua sorte (...)
.o. Vejo na TV a mãe do menino de dez anos assassinado com um tiro na cabeça, no Alemão, revoltada com o inquérito da polícia inocentando os PMs (...)
.o. Leio a carta do viúvo aos terroristas que mataram sua mulher em Paris, deixando-o com um filho de um ano e meio.
.o. “Cara, que sorte a sua não ler jornal”, digo ao meu amigo. “Eu ontem chorei ouvindo a CBN. Que tempos são esses em que a gente chora com a CBN?”
.o. A crônica do Prata, escritor e roteirista, discorria sobre as barragens de Mariana, em Minas.
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COPIAR, PRA QUÊ, JOTA?...
.o. O Vasco passou pelo Joinville a duras penas. Marcou 2 a 1. Durante a partida, Jota Santiago, na Tupi, solta um ‘lepo, lepo’, próprio de convencido moço que se acha a renovação do esporte no ‘primo pobre’ da mídia eletrônica.
.o. Qual é, Jotinha! Nessa altura da vida, num desgastado campeonato,com times do Rio mal na fita, você não precisa ‘inspirar-se’ em ninguém. Tem estilo próprio e, conta – creia --, com a admiração de inúmeros torcedores.
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L I N H A D I R E T A
/o/ Na reta final do Brasileirão, a Tupi ampliou sua cobertura. Utiliza a Nativa FM em alguns jogos, em cadeia com o AM. O confronto entre Fluminense e Avaí, com Ricardo Moreira e Eugênio Leal, foi um deles.
/o/ “Sa-ba-do-ba-doo”, que o Mário Esteves pilota na Globo, herdou a equipe do Antônio Carlos. Uma boa novidade no grupo, a inclusão do Flávio Kede, que era o produtor do Mário em seu programa na Manchete.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Esse nosso amor antigo (j)

‘DE PRIMEIRA’, ESTREIA
.o. Apresentador da televisão há mais de 40 anos, originário do rádio, Jorge Perlingeiro voltou ao veículo em que iniciara suas atividades profissionais. Com “Samba de Primeira”, sua marca registrada, estreou na Globo, sábado, 14. A proposta, ao contrário da TV onde fazia gravado, é de um programa ao vivo, com muita interatividade – assegurou.
.o. “Um dia especial para mim”, disse ao começar, agradecendo aos que depositaram confiança nele na direção da casa, e aos comunicadores pelo modo como o recepcionaram. O programa , que terá produção de Ana Paula Portuguesa e Luíza Biá, uma antiga companheira, completa a tarde com o ritmo, de 3h às 4h, sucedendo ao “Samba amigo”.
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EXPERIÊNCIA E EMOÇÃO
.o. Descontando-se os percalços de uma estreia depois de longo afastamento, o “... De Primeira” esteve abaixo das expectativas dos ouvintes. Faltaram músicas e roteiro. O que não faltou foi bla bla bla -- elogios ao prefeito, secretário de Turismo e ao patrocinador. Perlingeiro fez lançamentos dos álbuns de carnaval da Vila Isabel (sua preferida) e da Mangueira. Rodou “Ser humano”, novo sucesso de Zeca Pagodinho, além de mensagem gravada pelo sambista, sobre a importância da atração.
.o. Antes do Zeca (nada a ver com o gênero), houve a participação de Elymar Santos. O bolerista, que comemorou 30 anos de carreira na semana anterior, dirigiu sua mensagem no mesmo tom daquele, exaltando os serviços prestados pelo homem de TV, agora novamente no rádio. Perlingeiro afirmou que vai fazer 12 programas até o carnaval, incorporando-se à equipe na cobertura dos desfiles. Depois -- ele disse – daremos uma paradinha. Se voltará, os astros da Zora Yonara (também com Mário Esteves, aos sábados), devem saber, com certeza...
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O MERCADO MANDA
.o. Dia 15 último, há 127 anos da Proclamação da República, ‘o Brasil estava vazio na tarde de domingo’, como num samba do Milton Nascimento. Não havia jogo do Brasileirão. Poucos torcedores assistiram, no Maracanã, o amistoso entre o Flamengo e Orlando City (norte-americano).
.o. Ao cair da noite, a Globo apresentava um especial pelos 120 anos do clube da Gávea. Reproduzia os dez gols mais bonitos. Quatro com Luiz Penido, três com Waldir Amaral (1926-1997) e três com Jorge Curi (1920-1985). O Renan Moura ancorava a edição, que ele próprio roterizara.
.o. Penido é titular da rádio há três anos, onde começou jovem – era até chamado de ‘Juventude Globo’. Nas duas passagens pela emissora, José Carlos Araújo somou mais de 30 anos. Com a guerra campal que se trava, o mercado não permite a menor abertura. Concorrência é fogo.
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GOSTO NÃO SE DISCUTE
.o. Miguel Marques, o 'Nei la Matraca’, faz sucesso na Tupi, no matinal programa do Clóvis Monteiro. Dizem que, em decorrência disso, tem agenda lotada para apresentações em clubes e afins. Ele foi aparecendo devagarinho, a partir da morte do Jorge Nunes, em 2014.
.o. O autor destas linhas não era fã daquele (que Deus o tenha), e menos é do substituto. Reconhece, porém, que Nunes formava interessante dupla com o Maurício Menezes, (defenestrado da ‘outra’ após duas décadas), que esteve por lá. Gosto é gosto -- segundo Heleno Rotai, ao anunciar um quadro de seu show na rádio do bairro de São Cristóvão.
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L I N H A D I R E T A
/o/ Bradesco Esportes subindo no Ibope – alardeava Edilson Silva, na transmissão de Vasco e Corinthians.
/o/ Sem nenhuma cerimônia, se declarou a renovação do ramo, e que os outros representam a mesmice.
/o/ Quê que é isso, -- comentariam os reclusos Denis Menezes e Áureo Ameno. Deu a louca no moço?
/o/ Nos bastidores, no entanto, uma corrente aposta que, a Bradesco já tem um prazo de validade certo.
/o/ Pela previsão desse grupo, ela só resistirá até às Olimpiadas de 2016. Depois... será cinzas, nada mais.
/o/ Até a Manchete, transformada em rádio da web (on-line), deverá sobreviver, pelo seu baixo custo.
/o/ A matriz, hoje no piloto automático, sairá do regime. Para, sem dúvida, o controle de uma seita religiosa.






sábado, 7 de novembro de 2015

Na contramão da mídia

PADARIA MILAGROSA
.o. Uma padaria está anunciando a contratação de confeiteiros e...padeiros, naturalmente. Os salários mensais oferecidos, compatíveis com o mercado. Ouvimos essa preciosidade no “Dito e feito”,um vespertino da Nacional, agora apresentado por Laio Jr., cujo pai, Antônio, foi um dos componentes da emissora na época áurea.
.o. Revitalizada em 2004, (suas condições eram literalmente precárias; executivos anteriores sucatearam o tradicional veículo ), a estatal não conseguiu, nem depois da reforma, de custos elevados, atrair empresas do próprio governo. Os conhecidos investidores institucionais optavam pelas particulares, especialmente no futebol.
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CAROLINAS OU MARIAS
.o. Leio numa colunista de notas que a saudosa estação da Praça Mauá vai trazer de volta as rádionovelas, ainda este ano. Daysi Lúcidi e Gerdal dos Santos vão liderar o grupo de jovens, saídos da CAL, Casa de Artes de Laranjeiras, e da Uni-Rio, Universidade do Rio de Janeiro. Será que as Carolinas e Marias receberão o gênero ‘numa boa’?
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AS VOZES NO PAINEL
.o. “Todas as vozes”, da MEC AM, e “Painel da manhã”, da Roquette Pinto FM uniram seus programas numa segunda ocasião. Depois de Madureira, foi a vez do Calçadão de Campo Grande. Interatividade com o público, prestação de serviços e entretenimento. Marcus Aurélio reedita um projeto que lançara na Globo, quando foi gerente de lá.
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FORÇA DO MARKETING
.o. Rodando na rádio dos Marinho, o slogan “Ninguém sabe contar as histórias do futebol como a gente”. Reflexo do quanto o campo é competitivo, entre as grandes e medianas. Hoje, marketing esportivo. Para idosos nos bailes da vida, vitupério (elogio em boca própria). Ou um lema das rádios do interior – ‘quem não anuncia, se esconde’...
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O PLANETA VENCEDOR
.o. Beto Britto vai muito bem, obrigado, com o seu “Planeta Rei”, na Metropolitana AM 1090. Uma das mais venerandas emissoras do Rio, que sobrevive de horários alugados, nada progrediu ao longo dos anos. O “Planeta”, porém, bate de frente com o “David da tarde”. Não foi à toa que David Rangel perdeu espaço, aproveitado pela turma do “Pop bola”.
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L I N H A D I R E T A
/o/ Um dos esteios da Cidade FM em sua melhor fase, Romilson Luís retornou à ‘latinha’. No “Clube da saudade”, de meio-dia às 2h, antes do programa do Beto Britto./o/ O “Clube” esteve, temporariamente, sob a condução do Cirilo Reis. Sem prejuízo para as suas funções na outrora gloriosa Nacional, que continua muito mal com o Ibope./o/ Já imaginou o Pelé com a camisa 10 do Flamengo, em vez do Zico? O atual “Good times 98” tem o mesmo sentido. Robson Castro e Fernando Borges fazem bastante falta./o/ Novembro chegou e, ouvintes da AM 760 assustaram-se. Os comunicadores sumiram. No piloto automático, músicas direto. A Manchete, agora, é uma rádio on-line.
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A VOLTA DO PERLINGEIRO
.o. Aos 70 de idade, completados este ano, Jorge Perlingeiro está de volta ao rádio – e reaparece na emissora da Rua do Russel. O começo de sua carreira foi na Capital, década de 60, atuando também na Tamoio. A televisão o chamou,mas, pelo tempo que permaneceu na CNT, quase foi igualado aos móveis, utensílios e equipamento do canal.
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ONDE O SAMBA NASCEU
.o. O “Samba de primeira” nasceu na velha Capital, em horário noturno, nos fins de semana. (Na Tamoio, Perlingeiro dava nome a um programa de apresentação diária.) “Samba...” é o seu carro-chefe, como o ‘Dez, nota dez’, projetada por Carlos Imperial (1935-1992), a quem sucedeu nas apurações dos desfiles das escolas nos carnavais da Marquês de Sapucaí.
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DE RENOVAR E CRIAR
.o. Estranho paradoxo. O programa do Perlinja vai ser subseqüente ao “Samba amigo”, um mês após o lançamento do novo do Mário Esteves – “Sá-ba-da-ba-doo”. Juntando-se ao do Canázio, no dia, a rádio dobra, inapelavelmente, palavras dos títulos de suas atrações. Parafraseando Fernando Pessoa: ‘Renovar é preciso, criar também é preciso’.

sábado, 10 de outubro de 2015

Esse nosso amor antigo (i)

CENTENÁRIO, COPA E ETC.
.o. Comemorado no sábado (3), o centenário de Orlando Silva (1915-1978). Destaques nos prefixos que lembraram do astro de uma época, os especiais na Rádio Batuta do Instituto Moreira Sales, e shows do instituto do Ricardo Cravo Albin.
.o. Em comum entre Orlando e Roberto Carlos, no dizer do pesquisador Jairo Severiano – o “Cantor das multidões” foi o primeiro ídolo do rádio; o ‘Rei, primeiro idolatrado pela televisão. No quesito voz, disparada vantagem para o pranteado.
.o. Orlando Silva começou na Rádio Cajuti, levado por Francisco Alves, em 1934. Seus maiores sucessos, viriam três anos depois – “Lábios que beijei’, “Carinhoso”, Rosa”, etc. Com a morte de Chico Viola em acidente de carro na Via Dutra (setembro de 1952), ele o substituiria num programa da Nacional, aos domingos, às 12h.
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REI MORTO, REI POSTO
.o. No lugar de “O rei da voz”, entrava “O cantor das multidões”. Original e sucessor faziam parte do “Programa Luiz Vassalo”, um longo horário de variedades, anunciados pela locutora Lúcia Helena. ‘Ao soar do carrilhão, quando os ponteiros se encontram ao meio-dia, os ouvintes da Nacional também se encontram com...’
.o. Em Cachoheiro do Itapemerim, no Espírito Santo,um rapazinho ainda imberbe, de calças curtas, iniciava no mesmo horário (o das doze badaladas, segundo a locutora), programa próprio na rádio local. Era nada menos que o futuro ‘Rei’. O proprietário daquela, tinha uma cadeia, incluindo a Carioca, no Rio.
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O AMARGO REGRESSO
.o. Na estreia das eliminatórias para a Copa de 2018, o Brasil foi derrotado pelo Chile por 2 a 0. Testemunharam o amargo regresso aos campos, nas rádios do Rio(*), José Carlos Araújo,Luiz Penido, Evaldo José, Edilson Silva, Ricardo Mazella e Jorge Ferreira, respectivamente na Tupi, Globo, CBN, Bradesco, Nacional e Manchete.
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‘OPERAÇÃO DESMONTE”
.o. Falar em Manchete. Já teria sido implantada por lá a ‘Operação desmonte’? Depois do Rodrigo Campos, último remanescente dos fundadores da equipe em 2006, a ‘rádio dos apaixonados por futebol” ficou sem mais dois, elevando as baixas – Cláudio Affonso, comentarista, e Amanda Viana, uma jovem e promissora repórter.
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LINHA DIRETA
/o/ Enquanto “a rádio de verdade” encolhe, a Tupi enfileira cinco narradores. Geraldo Sena, há mais tempo na casa, peça meramente decorativa.
/o/ Em tempos de crise, mesmo ocupando a liderança no segmento, parece-nos difícil que uma rádio consiga sustentar um grupo tão dimensionado.
/o/ O repórter André Marques – ex-Globo, ex-Brasil -- acaba de ser contratado pela emissora. A vaga de quem terá proporcionado a sua incorporação?
/o/ A ‘febre’ do smartphone por jovens e adultos e alimentação inadequada, alguns temas do “Bate papo pontocom”, na MEC AM, quinta-feira (8).
/o/ Uma oportuníssima entrevista do Cadu de Freitas, com o presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro-Soperj, Edson Liberal.
/o/ Pouco depois de ter perdido uma hora de seu prog rama vespertino, David Rangel voltou a exercer sua ‘porção’ curinga, na emissora dos Marinho.
/o/ Designado para a condução do “Alegria ao meio-dia”, nas férias do Mário Esteves, passou, com o “Farofa”, cumprir tripla jornada na última semana.
/o/ O “Repórter Rio, 2ª edição”, da Nacional, sem apresentador fixo. Já foi o Jair Lemos, a Luciana Valle,o Luciano Durso e, agora, o Marcus Aurélio.

(*) A Transamérica, que reúne no território uma equipe de jovens profissionais foi, desta vez, irremediavelmente 'escanteada'. Eder Luiz, titular da rádio em São Paulo, encarregou-se da transmissão e, até o "Debate-bola", pós-jogo, coube aos locutores, repórteres e comentaristas do núcleo paulista.

sábado, 26 de setembro de 2015

Esse nosso amor antigo (h)

PARCERIAS EM JOGO
.o. Durante duas semanas, a partir de segunda-feira (14), José Carlos Araújo comandou o “Show do Apolinho”. A parceria deles, construída ao longo do tempo, fora recentemente restaurada. Washington Rodrigues antecipou suas férias, agora breves, que habitualmente tirava em fevereiro.
.o. Já no domingo, o radialista deixava de participar da jornada esportiva da emissora. Com isso, pela primeira vez na Tupi (no Flamengo 3, Chapecoense 1), o Garotinho voltava a atuar ao lado de Gerson Canhotinha, dupla formada em 1998 na Globo, após o rompimento do Velho Apolo.
.o. Nos anos seguintes, Washington Rodrigues teria Luiz Penido como parceiro, inegavelmente o mais próximo do Garotinho na preferência dos que acompanham futebol pelo rádio. O alto ibope da emissora com o duo atiçava executivos da ‘outra’ que, em 2012, requisitava o Garotão.
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NÃO QUIS SAIR
.o. Depois de convencerem o Penido,bem que os cardeais da Glória tentaram também, promover o retorno do Apolinho. Este, no entanto, optou em continuar onde se encontrava. A parceria, desta feita, era com o Jota Santiago, até aquele momento, eternizado como segundo na hierarquia.
.o. O ‘reinado’ do Jota, que foi repórter na equipe do Garotinho na Rádio Nacional, teve vida curta. Em maio, na companhia de Gerson e Gilson Ricardo, José Carlos representava um trunfo precioso para a comemoração dos 80 anos da Tupi. Ao Jota, novamente reservada a posição secundária.
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SEM HORIZONTE
.o. Fora do circuito Globo-Tupi, há uma parceria com bastante quilometragem. São seus componentes, o Carlos Borges e o Waldir Luiz, a serviço da Nacional desde que ela pertencia à Rádiobras. Desfrutaria de melhor resultado, não fossem as más administrações operadas na empresa.
.o. Num contraste a esta, uma segunda que surgira em 2006, reunindo Edilson Silva e Ronaldo Castro, com passagens por emissoras alternativas e, hoje na Bradesco. (Foi Ronaldo quem animou Gerson a seguir na função. Ele era muito inseguro, quando Doalcei lhe dera oportunidade na Tupi).
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ARES DA ESTAÇÃO
.o. As rádios MEC AM e Roquette Pinto FM inauguraram nesta quarta-feira, 23, início da primavera, uma inusitada parceria. Uniram em edição especial diretamente do Parque de Madureira, os programas “Todas as vozes”, do Marcus Aurélio, e “Painel da manhã”, do Jorge Ramos, entre 7h e 10h.
.o. Participações de artistas e convidados, e alguns expoentes das escolas de samba Portela e Império. Desde o seu retornou ao rádio ano passado, Marcus Aurélio tem feito apresentações do tipo.
.o. Madureira – ele afirmou na abertura – é um bairro plural, aqui passei minha infância. Lembrou no encerramento, uma frase do teatrólogo Augusto Boal (1931-2009): ‘Rádio é coisa boa, inclusive dentro do estúdio’. A parceria MEC/Roquette vai se repetir em outros meses, assinalou.
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LINHA DIRETA
/o/ O grupo do “Pop bola” está agora na Globo. Estreou nesta terça-feira (22), das 4h às 4h50. Com a novidade, o “David da tarde”, do David Rangel teve seu espaço reduzido, e o formato alterado.
/o/ A chegada do grupo à emissora da Glória ocorre três meses após seu desligamento da Bradesco. A Globo é a sexta rádio em que os irreverentes cronistas aterrissam em pouco tempo de carreira.
/o/ Nesta sexta-feira, 25, a Tupi comemorou 80 anos. O aniversário foi festejado com a celebração de missa na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, oficiada pelo arcebispo Dom Orani Tempesta.
/o/ Maior presente a rádio ganhou com singular antecedência. Modernas instalações na Rua Fonseca Telles, em São Cristóvão, tirando-a dos sombrios corredores da Rua do Livramento, na Saúde.





sábado, 12 de setembro de 2015

A idade na comunicação

VELHA GUARDA ATIVA
.o. À medida que se avança no tempo e, com o amadurecimento, as pessoas tendem a melhorar na carreira, profissão, em diversos setores. O talento não tem idade – diria um filósofo. Dentre muitos (os mais privilegiados, certamente), esse atributo já vem de berço. No rádio nosso de cada dia, apreciado meio de comunicação, exemplos não faltam para corroborar uma tese em que ora nos concentramos.
.o. Conferindo o histórico de alguns valores, percebemos que, em sua maioria, a descoberta do que desejavam seguir, aconteceu ainda na infância. Na lista, o José Carlos Araújo (77 anos), Antônio Carlos (78), Washington Rodrigues (79), Daysi Lúcidi (86), Gerdal dos Santos (87) e Luiz Vieira (mesma faixa). Dos ‘mais jovens’, também acima dos 50 anos ‘de latinha’, Luiz de França, Jorge Luiz, o xará Baccarin etc.
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TRAJETÓRIA
.o. Metropolitana, Eldorado, Globo, Nacional, Globo outra vez, Bradesco, Transamérica e, por último Tupi – a trajetória percorrida pelo Garotinho. Ao contrário do seu início no setor, onde acirrada competição envolvia um Waldir Amaral, Doalcei Camargo, Jorge Curi e Clóvis Filho, o clima que hoje se observa é muito diferente.
.o. Apesar de setentão, José Carlos Araújo, qual o velho e saudoso Chacricnha, ‘comanda as massas’. Dizem as pesquisas que, torcedores de todas as classes, idosos e jovens, continuam preferindo suas narrativas às dos concorrentes. Por uma questão carismática, talvez, que não se encontra nos titulares das adversárias.
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O IMEXÍVEL
.o. Ao longo dos últimos dez anos, a grade de programação da Globo passou por diversas modificações. Independente de mudanças de executivos, nenhum remanejamento atingiu o “Show do Antônio Carlos”. O máximo que se deu, foi a retirada da transmissão em rede, sem prejuízo para o bordão ‘acorda Brasil prá escutar...’
.o. Por mais de duas décadas, lá permanecem – desde que ele se transferiu da Tupi – as fofocas da Juju (Juçara Carioca), o horóscopo da Zora Yonara, dois tempos do esporte com o Edson Mauro, e demais quesitos. Até uma incrível ‘a música de sua vida’, embala o ritmo da atração, exclusivamente com o repertório do Roberto Carlos.
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LINHA DIRETA
/o/ A Nacional faz 79 anos neste sábado, 12. Aniversário comemorado com um show no Teatro Ginástico, na véspera.
/o/ Referindo-se ao substituto de Neymar no jogo de terça-feira 8, uma repórter da Bandnews, falou de ‘um menino novo’.
/o/ Foi pela manhã, no “Agora é que são elas” e, a moça, naturalmente, uma estagiária, atrapalhada com o idioma.
/o/ Apurar e redigir, as faculdades ensinam. Dominar o português, são outros quinhentos, não precisa ser intelectual.
/o/ Alexandre Ferreira está de volta às manhãs de domingo na Globo. Agora com o “...+ família”, reaproveitando quadros.
/o/ “O doente quer canja? Pra que negar” – afirmava antigo colunista de “O Dia”. Vale perfeitamente para certos programas.
/o/ Se qualidade resultasse em Ibope, o “Todas as vozes” do Marcus Aurélio, na MEC AM, seria um campeão entre os campeões.
/o/ E, o Luiz Vieira, na Manchete, incansável divulgador do cancioneiro pátrio, não atenderia a um público tão restrito, limitado.



sábado, 29 de agosto de 2015

No caminho de ajustes

A FILA EM CÍRCULOS
.o. A Globo vai, no mês que começa dentro de três dias, promover novos ajustes em sua programação. E, o que vem por aí, tem característica de filme ‘já visto’, um cenário de cores disfarçadas. Basicamente, mais uma troca de posições entre comunicadores, os cartazes da ‘latinha’ Jorge Luiz e Alexandre Ferreira.
.o. Aquele se transfere para o “Madrugada e Cia.”, que fez parte do pacote de remodelações em maio do ano passado. Este se muda para o “Acorda Rio”, também surgido há um ano. Ambos os programas serão estendidos em uma hora. O “Madrugada...” será de meia-noite às 4h e o “Acorda...” de 4h às 6h.
.o. Perto de duas décadas transcorridas, Jorge Luiz aportava na emissora da Glória em 1997 (trabalhava na Tupi), aparecedo na madrugada, primeiro como noticiarista e, depois apresentador dos fins de semana. Substituir Antônio Carlos nas férias e ocasiões eventuais, tem sido uma de suas atribuições na casa.
.o. O “Domingo na Globo” que ele fazia há alguns anos, e recentemente virou “Domingo + família”, anteriormente era comandado pelo Alexandre Ferreira, desde o falecimento do saudoso Antônio Luiz. Com as novas modificações, Alexandre retoma o antigo horário, das 7h às 10h, nos dias sem corridas de F-1.
.o. O “Eu sempre quis fazer rádio”, outra recente idealização, que havia suprimido a hora final de “Domingo + família”, de 9h às 10h, vai ser remanejado. Os cardeais resolveram levá-lo para os sábados. Será uma espécie de aperitivo para o “Plantão de Notícias”, do Maurício Menezes, Hélio Júnior e Sérgio Ricardo.
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CONTO DA CIGANA
.o. Em “Sintonia Rio”, apresentado a partir das 21h, Amauri Santos revelava, não faz muito tempo, ‘que em breve a Nacional voltaria a seus estúdios na tradicional Praça Mauá’. A velha estação (para quem está chegando agora), funciona desde 2013 no prédio da Avenida Gomes Freire, em que se localizava a TV Educativa, denominada mais tarde TV Brasil. E, nele também operam as rádios MEC AM e FM.
.o. Parece que a cigana enganou o Amauri. A notícia que segue explica melhor: ‘(...) o Edifício A Noite, primeiro arranha-céu erguido na década de 20 (...) será transformado em hotel ou prédio residencial. (...) Segundo o Instituto Nacional de Propriedade Industrial, em 2012 foi lançada licitação para contratar a elaboração de projeto de reforma, mas restrições orçamentárias impediram o prosseguimento’.
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MEIO AMBIENTE
.o. Denise Viola está de retorno à MEC AM. Seu novo programa, às 10h da manhã, “Eco da terra”, também aborda coisas do meio ambiente, tema do anterior – “Planeta azul”,lançado no segundo quadrimestre de 2014, no mesmo horário. Durante boa temporada, ela apresentava o “Rádio sociedade”, das 7h às 9h.
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LINGUAGEM NOVA
.o. Anunciado como ‘uma nova linguagem de se fazer programa de rádio’, a Tupi estreou no domingo (23), “Fala galera”, Reúne como apresentadores Odilon Júnior, Cassiano Carvalho e Ricardo Moreira, Entre 8h e 10h da noite, abre espaço integral à interatividade. Mais uma atração pelos 80 anos da emissora.
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FORA DA NACIONAL
.o. O comentarista Waldir Luiz fechou sua participação nas transmissões da Bradesco Esportes. Vinha, ultimamente, integrando o grupo do “Futebol do Rio pontocom”, debates às segundas-eiras à noite, tido como um dos principais concorrentes do “Futebol de verdade”, estrelado por Zico e Juninho, na Globo.
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O COMANDO MUDA
.o. A EBC – Empresa Brasil de Comunicação muda seu comando de jornalismo nesta segunda-feira, 31.Ricardo Melo, até então colunista da “Folha de S.Paulo” entra no lugar de Nereide Beirão. As agências e Tv Brasil, rádios Nacional de Brasília. Rio de Janeiro, Amazonia e Alto Solimões, são núcleos da empresa.
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LINHA DIRETA
/o/ E, a Manchete, hein? Com o desligamento do Rodrigo Campos, ficou reduzida a dois narradores – Batista Júnior e Jorge Ferreira, última nessa condição, igualando-se à Transamérica, que tem Bruno Cantarelli e Rodrigo Gomes.
/o/ Qual o bom apreciador de esporte – pode-se questionar -- sintonizaria a ‘rádio de verdade’ para ouvir um dos dois? Na outra, o Bruno é uma grata promessa. Quanto ao RG, (com todo respeito) tem ainda muito caminho a percorrer.







sábado, 15 de agosto de 2015

Com o renascer do dia

CADA VIDA, UM JOGO
.o. Medalhões do rádio tiram férias três ou duas vezes por ano – por etapas de dez ou quinze dias. (É um regulamento aplicado nas principais emissoras). Roberto Canázio, que no mês passado esteve por um novo período afastado, voltou segunda-feira, 27. E, aproveitando o ensejo, mudou a abertura do “Manhã da Globo”.
.o. O programa, agora, utiliza a frase do “Se liga Rio”(lado regional do “Se liga Brasil), de seu ingresso na casa em dezembro de 2006. ‘(...) Você nasce sem pedir, morre sem querer, portanto, viva o intervalo!” A ideia é mostrar a diferença. Na audição de terça, 11, fugiu um pouco da ‘normalidade’, exaltando um policial militar -- o Sargento Aguiar -- que se prontificara fazer doação para uma vítima do câncer.
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VITÓRIA OU DERROTA
.o. Sob o crivo de vitória ou derrota, temas gerais são analisados por Gerson (Canhotinha) e Gilson (Ricardo), no programa do Clóvis Monteiro. “Jogo da vida’ é o nome do quadro, ali pela 7h e meia. O roteiro tem a marca do Ricardo Alexandre, um dos craques de produção no rádio. Sua característica lembra um trabalho do Ricardo com Haroldo de Andrade pai, estabelecendo diálogos de forma bem-humorada.
.o. Boa sacada em cima do antigo “Futebol da vida”, sem qualquer dúvida. Há alguns anos na Tupi, Ricardo Alexandre é dos inúmeros ‘oriundis’ da Globo, que migraram em duas décadas para a estação hoje instalada em São Cristóvão. Gilza Nunes e Jackie Nascimento, produtoras, respondem pelos contatos e textos avulsos.
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ÚLTIMO DE UMA EQUIPE
.o. Rodrigo Campos, da nova geração de narradores, estreou sábado, 8, na Bradesco FM. Transmitiu o jogo do Fluminense com o Avaí, na Ressacada, em Florianópolis, em que o time carioca, terceiro colocado no Brasileiro, perdeu por 1 a 0. Estava há nove anos na equipe da Manchete, sendo o último remanescente dos fundadores.
.o. Na do Grupo Bandeirantes,Rodrigo reencontra ex-companheiros da que ainda auto promove 'os apaixonados por futebol'. Tiveram seu convívio naquela, Ronaldo Castro, Sérgio Guimarães, Rogério Ribeiro, Marcos Martins e o Cyro Neves.
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UM QUE VALE POR DOIS
.o. Depois de perder um dia de seu programa na rádio do Miguel Nasseh – as sextas-feiras ficaram para um especial da Justiça --, Jorge Bacarin foi duplamente recompensado. Até junho, o show por ele conduzido era das 10h ao meio-dia.
.o. A partir de julho, com novas alterações na grade, o espaço tornou-se mais movimentado, diversificado, com início às 8h. Bacarin passou a ocupar as vagas do “Fala Garotinho”, da Rosinha, e Manhã total”, do Rodrigo Machado.
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T R I V I A I S
/o/ ‘Se perguntarem que rádio você está ouvindo, responda: Rádio X’. Vai longe o tempo desse chavão empregado nas medianas e pequenas emissoras.
/o/ A onda, agora, (de modo abrangente) resume que,‘na internet, smartphone, tablet e celular, você ouve a Rádio Z -- a sua rádio, onde você estiver...’
/o/ Comum nos programas de humor e debates esportivos. Semelhanças e comparações, num lado; no outro, time ideal segundo cada participante.
/o/ O verbo mais conjugado pelos repórteres de trânsito e de esporte é... complicar. Na rua B, o trânsito está complicado. Também está na avenida C.
/o/ Esse jogo está muito... Com o resultado de hoje, complicou-se a situação do técnico Roth. (Parecem desconhecer os sinônimos, palavras mais sonoras.)
/o/ Rádio popular tem que se valer de linguagem do povo, gírias, inclusive – argumentam os cardeais. Do contrario, as mensagens não atingem objetivos.
/o/ E, o mandatário do Vasco, hein? Declarou às rádios que, caso o time seja outra vez rebaixado, vai morar na Sibéria. Já terá reservado os sobretudos?