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terça-feira, 15 de maio de 2018

Rádiomania, o Livro/44

O APAGAR DAS TARDES
Em 2 de dezembro de 1985, pelo aniversário da Rádio Globo (41 anos ), era colocado no ar “A Tarde é Nossa”. O programa que a emissora lançava com Elói Decarlo tinha a finalidade de substituir o de Waldir Vieira (1944-1985) atração do horário na época, que morrera duas semanas antes, ou seja, em 14 de novembro.

Até aquele momento, Elói se dividia entre uma apresentação de manhã na Globo FM e, outra vespertina, na Mundial. Destacava-se com o “Toca-toca Mundial”, no velho estilo do ‘atendendo a pedidos’, e desfrutava do mesmo prestígio que o seu colega Alberto Brizola, com o “Participação...”, mesmo gênero, matinal.

Depois de fazer suspense por algum tempo, com chamadas promocionais, a Globo jogava todos os trunfos no programa de estreia. Coube a Haroldo de Andrade a gravação de uma caprichadíssima abertura. Na audição inaugural, presença de vários artistas e, como entrevistado, o governador Leonel Brizola, na ocasião ainda bem relacionado com o dono da empresa, jornalista Roberto Marinho.

Embora conservasse alguns quadros do programa anterior, Elói não se sustentaria no horário, em que perdia fragorosamente para o Paulo Lopes (*), da Rádio Tupi. As tardes dele na Globo perderam o brilho muito cedo, durando pouco mais de um ano. Nem o pagode (o autêntico, de raiz) em moda naquele período, conseguira ‘segurar’ o comunicador. Não combinava com o perfil de seu público.

Elói Decarlo retornaria à Mundial, onde os sintonizadores lhe eram bastante cativos e fiéis. Em seu lugar entraria o Luiz de França (1946-2017), que cumprira uma temporada na Globo de São Paulo. França, curinga no “Show da Noite” antes de ir para a Paulicéia, fora convidado por Alfredo Raimundo, diretor da emissora de lá. Trabalhara com ele na Tupi como noticiarista, após vencer um concurso na TV.

(*) Paulo Lopes atuara nas manhãs ao se desligar da “Patrulha da Cidade”, e havia se transferido para o horário de 1h às 4h.

MEMÓRIA—2011
O jornalista Gilmar Ferreira, do “Extra”, assumia em fevereiro, a gerência de esporte do SGR. Na vaga de Álvaro Oliveira Filho, que acumulava a função com a de comentarista da CBN.

Gilmar passava, também, a compor a bancada do “Enquanto a Bola Não Rola”, debate esportivo dominical , apresentado entre o meio-dia e 3h da tarde, sob o comando de Eraldo Leite.

Naquele mês, a equipe de esportes da SGR ganhava novos integrantes. Os repórteres Felipe Santos e Aline Falcone asinavam com a empresa, requisitados para atuarem pela CBN.

Com a volta de Heleno Rotai aos domingos na Tupi, das 6h às 9h, a emissora tirava do ar os programas da Mônica Venerábile, Mariana Maldonado e Luiz Ainbinder, na faixa das 6h às 10h.

A medida beneficiava o Haroldo de Andrade (Junior), que recebia a devolução do horário de 9h às 12h, de que tinha sido afastado para as entradas da Venerábile, Maldonado e o Ainbinder.



terça-feira, 8 de maio de 2018

Ouvindo as ondas

AS PORTAS QUE SE FECHAM
Lançada em setembro do ano passado, a Alpha FM (94,9) deixou o dial carioca no começo deste mês. Braço da Bandnews, em poder do Grupo Bandeirantes e há 12 anos arrendada ao Grupo Fluminense, foi vendida para o dono da Feliz FM, sendo destinada ao público evangélico. A negociação da antiga ‘Maldita’, propulsora do rock nos anos 60, incluiu o AM 540 da empresa de Niterói, editora do jornal do mesmo nome.

Também deixou o dial recentemente, ou seja, no final de março, a Fanática (104,5), fundada em 2016. Sua concessão era de São Gonçalo, com estúdios na Barra da Tijuca. Era 9ª no último boletim do Ibope.

Num período inferior a cinco anos, contando-se as duas relacionadas, oito emissoras fecharam as portas. Em novembro de 2015 a Manchete, em dezembro a Nativa e a Beat98; em julho de 2016 a Cidade.

Encerravam suas atividades em 2017, a MPB e a Bradesco Esportes. Aquela em janeiro, esta em março. Os funcionários da primeira foram pegos de surpresa, os demais, pelo que chamam ‘morte anunciada’.

VIROU MANCHETE
Até 1973, o que viria a ser Manchete AM 760, adquirida por Bloch Editores, era Federal de Niterói, propriedade do músico e compositor Antenógenes Silva. Com o novo dono entrou em concordata três vezes.

O Grupo Dial Brasil arrendou-a em 2000, não conseguindo mantê-la por falta de anunciantes. Em 2002 a concessão ficou na posse da Igreja Deus é Amor e, em 2006, sob o controle de Nasseh Comunicação.

NATIVA SEU NOME
Criada com o nome de Tupi FM em maio de 1974, a Nativa surgiria em agosto de 2000. Ao unificar a programação do AM com o FM em 2009, os Diários Associados arrendara a freqüência da Antena 1 (103,7).

Instalava-a no prédio da Rua Fonseca Teles, em São Cristóvão, pois, o da Rua do Livramento, na Saúde, foi vendido para uma empresa estrangeira.Depois de seis anos do arrendamento, o contrato não foi renovado.

...ERA SÓ SUCESSO
Da ‘costela’ da Eldopop, que funcionou entre 1973 e 1978, nasceria a 98 FM. Com uma programação bastante popular, ao contrário da antecessora, ela liderou o segmento durante dez anos consecutivos.

O surgimento de outras concorrentes, foi a razão da mudança de nome – Beat98. A audiência daria um salto, porém, o sucesso seria por pouco tempo. A FM O Dia, nova líder, acabaria com seu efêmero reinado.

PAPO RETO E,MÚSICA
Revolucionária, a Cidade mudaria a linguagem padrão do veículo, com um estilo coloquial, de pouca fala e muita música. Fundada em 1977, integrava o Sistema de Rádio Jornal do Brasil. Foi boa enquanto durou.

Em queda livre, sofreu extinção em março de 2006 e julho de 2016. Virou OI, primeiro , e Mania depois. Entre 2012 e 2013 foi arrendada à Jovem Pan 2 FM. Reformulada em 2014, ficara muito diferente da original.

DO CLÁSSICO À MPB
O Grupo O Dia comprava em 1994 a freqüência de 90,3 que era utilizada pela Opus 90 (emissora clássica do SRJB). Batizou-a de Nova FM e, posteriormente Nova MPB FM. Simplificada em 2002, tornou-se MPB.

Em 2005, Arianne de Carvalho, proprietária da rádio desligava-se da empresa. Com a desistência dela, aberta em 2012 a oportunidade para a parceria do Grupo Bandeirantes, cabendo-lhes 50% do passivo.

ESPORTES X NÁUFRAGOS
Ainda em 2012, mas em maio, era fundada a Bradesco Esportes FM. A proposta dos gestores consistia em dar ao público uma emissora exclusivamente esportiva, abordando modalidades que o rádio não cobria.

Em dezembro de 2013, os realizadores chegavam à conclusão que o projeto não obtinha os resultados esperados. O‘barquinho’ navegava em águas turvas, sendo a solução (aparente) em 2014, a troca de piloto.

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HORAFINAL.COM
Excelente o artigo de Mariliz Pereira Jorge, na “Folha de S. Paulo”, sábado (5) sobre pesquisa Datafolha, divulgada na véspera. Escreve ela na abertura: “O país mudou. Mudou com ele o brasileiro e suas paixões. E o futebol, quem diria, parece uma das maiores. Bem, venho dizendo isso há bastante tempo. Que as pessoas sequer se interessam pelos estaduais mequetrefes (...) amistosos da seleção (...) escalação de jogadores."

terça-feira, 1 de maio de 2018

Rádiomania, o Livro/43

NOBRE, MAS CURTO
A Rádio Jornal do Brasil AM abria espaço aos programas de debates, concorrendo com o do Haroldo (Globo) e o do Paulo Barboza (Tupi). A estreia se dava em 1° de junho de 1985. De 9h ao meio-dia, considerado horário nobre nas manhãs do Rio, o novo programa da emissora tinha o comando de Luiz Santoro, um ex-bancário que, depois de muito esforço, seguira a profissão de locutor, para a qual não tinha o menor jeito – de acordo com os vários testes a que se submetera na Escola do Rádio, dirigida por um bamba do FM, Eládio Sandoval.

Santoro já havia se projetado no “Jornal da Manchete”, na rede de televisão do Adolpho Bloch, quando fora comandar o programa da JB AM. A emissora retomava, com ele, o projeto denominado “Manhã JB”, um cartaz sob a condução do Eliachin Araújo, em 1980, Apesar de ter boa qualidade ficara, por falta de patrocínio, tempo curto no ar. A equipe de jornalismo era coordenada por Mário Rodrigues. Uma reportagem especial ao longo da semana, se constituía no seu principal destaque.

Com a dissolução da equipe e o conseqüente fim do programa, Mário Rodrigues e Luiz Santoro arrumariam suas vidas na Bandeirantes, antiga Guanabara, onde apresentariam por poucos meses, uma produção de gênero semelhante. Anos depois, enquanto Santoro se dedicava às gravações de comerciais, Mário se incorporava ao “Show do Antônio Carlos”, na Globo e, deste, acabaria atuando no programa do Haroldo de Andrade.

Em agosto de 1984, a Jornal do Brasil comemorava 50 anos de fundação. Como parte do evento, lançava o “Encontro com a Imprensa”, de 2h às 3h da tarde, conduzido pelo jornalista Neri Vitor, Na estreia ele entrevistava o ator Grande Otelo, então com 70 anos de idade. Neri trocaria a JB pelo “O Estado de S.Paulo”, e o “Encontro”, de formato. Sidney Rezende, revelado pela Roquette Pinto se tornaria ocupante da vaga.

MEMÓRIA—2010
Os repórteres Rafael Araújo (ex-Brasil) e Camila Carelli chegavam em outubro ao esporte da Rádio Globo. Camila assumia a coordenação, no lugar de Marcus Vinícius Pinto, promovido a comentarista da CBN.

Em novembro, Rui Guilherme (Sportv), retornava à (Super) Rádio Tupi, depois de uma longa ausência. Ele passava a integrar a bancada de debates do “Bola em Jogo”, atração dominical pilotada por Luiz Ribeiro.

Valor da nova geração, Diego Thirler acertava seu ingresso na Brasil AM, tendo passado pela Tamoio. Revelara-se na equipe esportiva da Bandeirantes, que encerrava atividades dois meses após a Copa do Mundo.

terça-feira, 24 de abril de 2018

Ouvindo as ondas

O RADAR DO RIBEIRO
Chama-se “Radar Tupi” o novo programa do Luiz Ribeiro na sua volta ao radio carioca, efetivada na segunda-feira (16). O “Radar”, com as notícias do ¹momento, movimenta, entre outros, os repórteres Marco Antônio de Jesus, Emerson Santos, Raquel Amorim e Lucas Araújo. Vai das 19h às 20h, graças à flexibilização do horário de “A Voz do Brasil”, informativo mais antigo(*) no veículo, até então em horário vitalício.

Há muito os governos prometiam atender às rádios -- experiência no Mundial de 2014. Alterações nas grades, agora, ocorrem entre 19h e 22h. As principais emissoras do país, operando em AM ou FM, já começaram a se mexer.

Depois de 24 anos na Tupi, Ribeiro fora tocar um projeto de rádio e implantação de um canal de televisão em Foz do Iguaçu, Paraná. Retornara ao Rio em dezembro e em fevereiro comandara o Carnaval na Marquês de Sapucaí.

MORAND NO CAFÉ
Carolina Morand acaba de reintegrar-se ao SGR, de onde foi demitida em 2016. Trabalhou 18 anos na empresa e, ultimamente ancorava o “CBN Rio”, entre outros afazeres. Caiu junto a valorosos profissionais da emissora-matriz.

Como no poema de Drummond -- que fala no elefante -- é o recomeço dela, que substitui oficialmente a jornalista e roteirista Mariliz Pereira Jorge, que fazia o “Café das 6” com Fernando Ceilão e desligou-se no final de fevereiro.

Antes de definirem quem formaria dupla com o ator e humorista Ceilão, os executivos do SGR escalaram o André Henriques, também integrante da equipe. Nas férias dele, foi aproveitado, provisoriamente, o Renato Cantarino.

‘COMOVENTE’ IBOPE
‘Você vai ouvir a história comovente da ouvinte’ (sic). Isso, dito na sexta-feira (20) e sempre ao abrir o “História de Cada Um”, em que o público (feminino) pede ao apresentador, música do Roberto Carlos, fato marcante em sua vida

É praxe em todo programa de rádio um texto básico (normalmente gravado) para sua entrada no ar. Alguns quadros que compõem o ‘miolo’ de outros programas, diversifica o enfoque. No do AC, pelo visto, o modelo nunca foi cogitado.

O retorno para a Tupi, depois de três décadas na Globo, vai completar um ano no próximo sábado (28), dia de folga do radialista. Na emissora do imperial bairro de São Cristóvão, ele (e equipe) só aumentaram sua liderança no Ibope.

PROS AUTORES, ZERO
As rádios essencialmente musicais, em sua maioria, não mencionam os autores das matérias-primas de que, diuturnamente se utilizam. ²SulAmérica Paradiso e Antena 1 encabeçam o pelotão com o playlist calculado em trinta números diários.

Elas, todavia, não estão só. Essa prática é bastante comum na O Dia e, inclusive nas novatas Alpha e Rio FM. Quem as sintoniza -- não sendo catedrático -- não sabe o nome de um compositor, embora sua obra seja exaustivamente tocada.

Nesse desserviço e falta absoluta de profissionalismo que se observa, a salvação fica por conta de uma Jornal do Brasil e Roquette Pinto (FMs) e a MEC AM. Até parece que os programadores são comprometidos com as sociedades de direitos.

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(*) HORAFINAL.COM
O estatal surgiu em 1935 com o nome de “Programa Nacional”. Em 1948 passou a se chamar “A Hora do Brasil”, quando se tornou obrigatório em todas as rádios do pais. O título “A Voz do Brasil” foi adotado em 1962, revela Eugênio Bucci no livro “O Estado de Narciso”. (...) Por quê, depois de tantas décadas, a transmissão da “Voz do Brasil” ainda não foi derrubada? A resposta é simples: os parlamentares, em sua maioria esmagadora, gostam dela. Quanto aos governos, vão deixando por isso mesmo.

¹Luiz Ribeiro apresenta o novo programa nas noites sem futebol.
²O "Samba Social Clube" figura (alvíssaras)como honrosa exceção.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Rádiomania, o Livro/42

TORMENTO, CANÇÃO
Lançado pela RCA Victor, o samba-canção “Não Tenho Você”, do primeiro disco de Angela Maria, um 78 rotações, apareceu em 1951. Quatro anos depois surgia o afro-brasileiro “Babalu”, que se constituiria no maior sucesso da cantora em todos os tempos. Ao longo de pelo menos 40 anos, “Babalu” foi cantado centenas de vezes nos mais distantes lugares do país. E, tantas foram as solicitações, que ela ficou saturada da música, transformada numa espécie de tormento em sua vida. Não parou de cantá-la, porque, ‘o público é que manda no artista’.

Nos anos 50 e 60, Angela tinha a unanimidade da crítica e do público, que a consideravam uma das mais importantes cantoras brasileiras. Era, para muitos, a sucessora de Dalva de Oliveira, a quem imitava no início, revelando-se na “Hora do Pato”, um dos mais famosos programas de calouros do rádio. Natural de Conceição de Macabu, RJ, Angela começara a cantar no coral da Igreja Batista de Maria da Graça, no município do Rio.

Na década de 50, em pleno auge, apresentava-se em programas próprios na Mayrink Veiga e Nacional, batizados com nomes parecidos – o primeiro “A Estrela Canta”, o outro “A Rainha Canta”, produzidos por Nestor de Holanda. Um simples motivo permitia isso: as duas estações estavam sob a direção de Vitor Costa, um profundo admirador da artista. Bem-sucedida na vida profissional, Angela não conseguira o mesmo em nível particular.

“Deus me deu o dom de cantar e, isso pra mim é tudo”, afirmava numa entrevista a Haroldo de Andrade, na Rádio Globo em 1989. Depois de vários casamentos desfeitos, Angela vivia naquele ano na companhia de quatro filhos adotivos em São Paulo há 25 anos, morando no Bronklin, bairro nobre da Zona Sul.

A cidade, na concepção dela, era o melhor mercado para o artista brasileiro, seguido por algumas regiões do Norte e Nordeste do país. Dizia-se admiradora de Tim Maia, Djavan e Ray Charles e, principalmente dos cantores/compositores. Dentre as músicas do seu repertório sua preferência recaía em “Gente Humilde”, de Garoto, com letra póstuma de Chico Buarque e Vinícius de Moraes. Talvez motivada por sua origem, de infância pobre.

MEMÓRIA—2010
Em julho, “Momento Esportivo”, da (Super) Rádio Brasil completava onze anos em cartaz. Referência para o pessoal do ramo, aumentava em 30 minutos seu tempo de duração, ficando duas horas no ar, isto é, do meio-dia às 14h.

A repórter Juliana Duarte, da Tupi, mudava-se para a Globo em outubro. Seguia os passos de coleguinhas de redação nos últimos anos – casos da Priscila Souza, Cristiane Alves, Isabela Rangel, Evelyn Moraes e Vanessa Mazari.

Gilberto Lissieux, que estivera na Tupi nos anos 90, atuando simultaneamente na Rádio Nacional, voltava naquele mês a trabalhar na emissora da Rua do Livramento. Cobria as férias do Rafael de Souza, noticiarista.

No mesmo período, a Nacional reforçava sua equipe de esportes com o narrador Rui Fernando e o comentarista Jorge Ramos. Rui estreava no Flamengo e Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, empate de 1 a 1 no Engenhão.



quarta-feira, 11 de abril de 2018

Ouvindo as ondas

ABCEDÁRIO DAS ÚLTIMAS
ANDRÉ Henriques, o substituto de Mariliz Pereira Jorge no “Café das 6” da Nova Globo no início de março, entrou de férias este mês. Renato Cantarino responde pelo posto, em parceria com Fernando Ceilão.

André RIZEK parou de trocar figurinhas com o locutor Edson Mauro no mesmo programa, depois das recentes modificações na grade. Teria optado por suas atividades na televisão, ou seria outro o motivo?

CACÁ Santiago, produtor e apresentador da MEC AM -- ‘a casa da música brasileira’ -- faz, no momento, um dos melhores programas da emissora. Trata-se de “Clássicos MPB”, aos sábados, 10h da noite.

CEZAR Faccioli, jornalista, é o novo titular de “Painel Nacional”, aos sábados, das 11h às 13h. Pelo programa, em quatro anos e em horários distintos, já passaram Gláucia Araújo, Luciana Valle e Waldir Luiz.

ELISÂNGELA Salaroli é mais uma ex-global a aterrissar na Tupi. Há três semanas -- como fofoqueira reserva -- exerce as funções da Juçara Carioca. Juju, dona do ramo, segundo Antônio Carlos,‘está no estaleiro’.

GAROTINHO2. Após a celeuma que resultou no seu afastamento, ganhou no retorno, o horário de 6h às 8h, rebaixado de diário a semanal. Teve, ainda, direito a participação nos debates do Francisco Barbosa.

ROBERTO Canázio foi ‘demitido’ da Globo por um colunista de jornal, pelo fato de no domingo de Páscoa (1°) não ter ‘aparecido’. Problemas de conexão na nova sede do Rio, colocou Helen Braun de SP no ar.

RUBEM Confete, um dos profissionais do rádio que mais entende de samba de raiz foi, com as renovações da Nacional, transferido para os fins de semana. Seu “Ponto do Samba” agora é aos sábados, entre 13h e 15h.

VALÉRIA Marques é detentora da maior audiência na Sul-América Paradiso, com o “Samba Social Clube”. A atração vai ao ar entre meio-dia e 2h, aos sábados e domingos. Carlinhos de Jesus e convidados participam.

ZECA Lima, apesar da voz estridente, foi um acerto, ao assumir o "Sambadasso", com a demissão do David Rangel. A seleção prima pela qualidade, deixando de ‘queijos caídos’, os programadores de samboleros.


terça-feira, 10 de abril de 2018

Rádiomania, o Livro/ 41

DO SURREAL INCRÍVEL
Popular programa da Super Rádio Tupi há uma eternidade em cartaz, “Patrulha da Cidade” serviu para impulsionar a carreira de profissionais diversos. Paulo Lopes foi um deles. O show a que emprestava o nome, destinado especificamente ao público feminino, sempre desfrutou de grande audiência no Rio. No começo, era de segunda a sábado, de 6h às 9h das manhãs, transferindo-se posteriormente, para o horário vespertino.

Lopes utilizava-se dos mais apelativos recursos. Numa quarta-feira de maio, finalzinho do mês em 1985, sintonizávamos o programa. Deparamos, então, com algumas ‘pérolas’ (ou abobrinhas), dignas dos alegres rapazes que atuavam em algumas FMs. Naquela conversa que os comunicadores travam com o público – as ouvintes, diga-se – o apresentador armava uma brincadeira que tinha por base o jogo do bicho.

Oferecia três opções a quem estivesse do outro lado da linha e, se um dos palpites coincidisse com aquele ‘jogado no ar’, a distinta senhora recebia 90 mil cruzeiros, vale para compras numa rede de supermercados, um dos patrocinadores da audição. (Qualquer semelhança com outro conhecido, é motivo suficiente para se lembrar um bordão do Chacrinha.)

Havia mais atrações dentro do contexto. Ele também sorteava entre as ouvintes que se dispusessem a telefonar – ou o produtor ligava para um número indeterminado -- bilhetes da Loterj, outro anunciante -- babies dolls e... calcinhas, ofertas de tradicional loja de peças íntimas. Nesse dia, uma das ‘sorteadas’ pediu seis. Temerosa de não ser entendida, explicava: meia dúzia. Alegação (patética) da fã. Ela “estava muito precisada”.

Segundo Lopes, o programa normalmente distribuía duas unidades para as felizardas (sic) ganhadoras, porém, diante do ‘choro’ da necessitada senhora, ele resolvera, generosamente, conceder-lhe quatro. Descendo a detalhes, falava das qualidades do tecido, formato e cores das calcinhas.

Um apresentador de outra rádio, na ocasião colunista de um jornal popular explorando o ‘mundo’ das celebridades, sorteava no sábado, 25 daquele mês, calcinhas da Rita Cadillac. Conforme dizia o moço, era ideia do empresário da cantora (???), para promover o novo disco da dançarina.

MEMÓRIA—2010
A Paradiso FM e a SulAmérica comemoravam, em junho, um ano de parceria. Com isso, o índice de audiência da rádio melhorara bastante, transformando-a numa das comercialmente bem-sucedidas.

Nesse mês, o comentarista esportivo Sérgio Noronha reintegrava-se à Globo, onze anos depois de sair do prefixo. Era requisitado para a bancada de analistas do “Debates Populares”, nas terças-feiras.

Em julho, logo que terminara a Copa do Mundo na África do Sul, Globo e CBN separavam suas linhas. Voltavam a formar equipes distintas no Campeonato Brasileiro, até cobrindo as mesmas partidas.

E, o Waldir Spinosa não se criava na Manchete. O novo ocupante da função passava a ser Marcos Marcondes, então segundo na hierarquia. No lugar deste, assumia Rodolfo Motta -- ‘o comentarista perfeito’.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Rádiomania, o Livro/40

O DISCÍPULO FIEL
Chico Buarque é, para alguns pesquisadores da MPB, o sucessor de Noel Rosa. Na outra ponta da corrente, segundo estudiosos, Mauro Duarte, de uma geração posterior, aparece como discípulo fiel de Ataulfo Alves. Ressalte-se apenas, que este não tenha alcançado o mesmo prestígio do criador de “Ai que Saudades da Amélia”, parceria com Mário Lago.

Mauro, um dos autores preferidos de Clara Nunes, cantora que morreu ainda jovem, produziu respeitável bagagem musical, a maioria de suas composições com Paulo César Pinheiro, e outras com João Nogueira ou Délcio Carvalho. Mineiro que nem seu patrono Ataulfo, o autor de “Menino Deus” , “Jogo de Angola” e tantas páginas de sucesso, assimilou o jeitão de carioca-sambista no tempo em que morava em Botafogo.

A sua escola foi a convivência com Élton Medeiros, Nélson Sargento, Anescarzinho e Paulinho da Viola (mais tarde substituído por Jair do Cavaco) que, com ele formavam o conjunto vocal-instrumental ‘Os Cinco Crioulos’. A fase mais importante de Mauro Duarte foi a década de 70, quando o grupo realizou a inesquecível temporada no Teatro Opinião. O cartaz era “Rosa de Ouro”, um show musical do poeta, radialista e animador cultural Hermínio Bello de Carvalho.

Em depoimento a Luiz Carlos Saroldi da Rádio Jornal do Brasil AM, Mauro contava num ano bem distante, passagens de sua vida profissional. Um dia, ao se defrontar com Ataulfo, propôs que ele gravasse uma de suas músicas, o que foi educadamente recusado. Ninguém iria acreditar ser a composição dele, Mauro, mas, sim, do próprio Ataulfo, frisava o mestre.

MEMÓRIA—2010
O comentarista Carlos Alberto Parizi (1952-2014) trocava, em maio, a Manchete pela Tamoio, e estreava no jogo entre Botafogo e Santos, abertura do Campeonato Brasileiro, terminado em 3 a 3. O técnico de futebol Waldir Spinosa, que assumira o posto na Manchete, também estreava na mesma partida.

“Emoções na Globo”, domingo às 11h da noite, com músicas de Roberto Carlos, passava a ser nova atração da emissora depois que ela operava em AM e FM simultaneamente. Com esse programa. Beto Britto retomava às suas origens, iniciada na Metropolitana. O “Planeta Rei” só divulgava o repertório do cantor.

Duraria pouco mais de um ano a permanência de Daniel Pennafirme no “Agito Geral”, noites dos sábados. A direção dispensava os seus serviços. O comando era entregue ao produtor do cartaz, Luiz Torquato, estabelecido em São Paulo.

terça-feira, 27 de março de 2018

Rádiomania, o Livro/39

‘NÃO TEM GRAÇA NENHUMA’
Eu já fumei maconha e não achei graça nenhuma – declarava Cauby Peixoto (1931-2016) ao ser entrevistado domingo, 12 de abril de 1987, no programa “Ídolos de Todos os tempos”, na Rádio Tupi. O apresentador era Antõnio Leal, um jovem goiano que se desligara da Globo, onde atuava como coringa.

Cauby fizera essa revelação depois de se referir a ausência de diálogo entre pais e filhos, lamentando a indiferença em nível familiar. Segundo ele, a falta de apoio levava muitos jovens ao vício, tornando-os dependentes da droga.

Dizia o cantor:
“O Brasil é o melhor país do mundo”, acrescentando: “Tanto isso é verdade, que ainda não fizemos uma revolução”.

Ele condenava o sistema, que impunha valores estrangeiros em detrimento do nacional, e citava alguns países que visitara, onde nada semelhante acontecia.

Enaltecia o Roberto Carlos:
“Um artista extraordinário, que muito se aprimorara nos últimos anos”. Arrematava Cauby: “Houve um tempo que eu não apreciava o ‘Rei’ nem um pouquinho”.

Para ele, o maior cantor do Brasil em todas as épocas, foi Vicente Celestino, imortalizado pela canção “O Ébrio”, tema de um dos seus filmes. Grande sucesso nos anos 50, fase de ouro da Rádio Nacional, de que o seresteiro era contratado.

“Só as pessoas de mais idade e os pesquisadores de música popular conheceram Vicente Celestino ou se lembram dele. A nova geração não sabe de sua importância”, ressaltava Cauby.

MEMÓRIA—2009
Em 6 de abril, uma segunda-feira, David Rangel estreava na Manchete AM. O "David dá Show", das 16h às 18h, com a presença de amigos e familiares, teve direito à participação do Fã Clube Beleza Pura. Destaques na estreia, os personagens Lili Rodoviária e Zé Clemente, na abertura da olaylist, Elba Ramalho interpretando "Banho de Cheiro". David passou pela Nativa, Tupi e Globo (por duas vezes), da qual seria demitido em meados de 2017.

terça-feira, 20 de março de 2018

Ouvindo as ondas

LIVRO QUE VIROU MUSICAL
A MEC AM encerrou no domingo (18) às 9h da noite a série de programas em que se transformou o livro “Carmen, Uma Biografia”, de Ruy Castro, Prêmio Jabuti de 2006. Músicas que a “Grande Pequena Notável” cantou ao longo da carreira (mais nos Estados Unidos que no Brasil), foram relembradas nas audições, com reprises nas quartas, às 18h.

o. “Quem foi que descobriu o Brasil/Foi ‘Sêo’ Cabral/Foi ‘Sêo’ Cabral/No dia vinte e um de abril/Um mês depois do Carnaval”.

o. A geração acima dos 60 anos certamente curtiu esse (e outros) sucessos de Carmen Miranda, artista do rádio que deixou o país para brilhar nos shows business da Broadway e nos filmes de Hollywood.

o. O tema, até os tempos atuais revivido durante os festejos de Momo nas programações das emissoras em todo o recanto do Brasil, poderia servir de paráfrase aos gestores de uma tradicional estação.

o. Ei-la: “Quem foi que ‘reinventou’ a Globo/‘Sêo’ Marcelette/‘Sêo’ Marcelette/ No dia quinze de junho/Ano de dois mil e dezessete”.

VOZES NORMAIS
o. Há duas semanas registramos as falhas gritantes ocorridas no “Todas as Vozes”, do Marcus Aurélio, que ficou sem entrevistas e reportagens. O programa, sem dúvida, é um dos melhores da atualidade.

o. O apresentador foi obrigado a improvisar. Valeu-se dos quadros “O Rádio Faz História” e “Essa Letra, Essa Música”, com edições repetidas, que ele chamou de ‘especial’. A atração desfigurou-se. Foi normalizada.

LADO DE LÁ E CÁ
o. A ‘bruxa’ também andou solta em outro lado do dial. Depois da ‘louca’ nos equipamentos da MEC, justamente no cartaz pilotado por Marcus Aurélio, com os xarás Leite e Rangel (seu produtor e colaborador).

o. A ‘vítima’, dessa vez, foi o Roberto Canázio, domingo (11) na “Revista da Rádio Globo”, resumo dos acontecimentos da semana. Erros incríveis diante dos recursos da tecnologia. De constranger profissionais.

DÁ PRA ENTENDER?
o. E, a (Super) Rádio Tupi, hein? Não é que readmitiu em seus quadros o Garotinho2, passada toda aquela celeuma de prende-solta-prende-solta. Política, religião e futebol, cidadãos sensatos não discutem.

Pilatos é que estava certo – reza a lenda. Pelo sim, pelo não, o Garotinho2 agora é apresentador de um programa aos sábados, das 6h às 8h. A direção da rádio reservou pra ele o dia de folga do Antônio Carlos.

COMUM ENTRE DOIS
Os jornalistas Paulo Vinícius Coelho (PVC) e Vanessa Riche, profissionais do rádio e da TV têm coisas em comum. Ele, comentarista da Nova Globo e da FoxSports. Ela, apresentadora, atua nas mesmas casas.

PVC colabora com duas edições de sua “Prancheta” na emissora dos Marinho e participa do “Jogo Rápido”, em “No Ar”. Vanessa, do “Segue o Jogo”, nos sábados, às 14h, e do “Convocadas, terças-feiras, às 22h.

NEM NO INTERIOR
o. Dados positivos na 'reinvenção' da emissora da Gória de outrora são -- já dissemos -- os títulos das atrações. Nenhuma tem as palavras 'programa' e 'show', bastante utilizadas pelas rádios e TVs populares.

o. Como perfeição é uma raridade, deslizes não faltam. Na Nova Globo, nos fins de semana, há um negócio chamado "Programação Musical", em duas edições. Nem nas rádios do interior, se ouve coisa igual hoje em dia.

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HORAFINAL.COM
Em 2005, já contratado pela Nacional, Cirilo Reis foi trabalhar na Tupi. Fazia um ‘variedades’ na madrugada. Um diretor sugeriu que ele produzisse, nos moldes do “Musishow”, um programa para o horário. Surgia o “Baú da Tupi”. Cirilo sairia da rádio no ano seguinte. A MEC – lembremos Chacrinha -- acaba de lançar um “Baú Musical”, finalzinho dos domingos...

HORAFINAL DOIS
Com a saída do Cirilo, pioneiro, o “Baú da Tupi” passou ao comando de Jimi Raw, que nele permaneceu entre 2006 e 2016. Os próximos apresentadores, transitoriamente, foram Luiz Bandeira e Garcia Duarte. Em meados de 2017, ou seja, em julho, Renata Henriques e Cyro Neves assumiram o programa. O “Baú” vai ao ar nos domingos, de zero às 4h.


terça-feira, 13 de março de 2018

Rádiomania, o Livro/38

DE CARMEN NO CINELÂNDIA
Em 5 de agosto de 1985, uma segunda-feira, Arlênio Lívio (1942-2003) reproduzia no “Rio de Toda Gente”, uma entrevista de Adolfo Cruz com Carmen Miranda em Nova York. Essa entrevista (histórica) fora realizada na véspera da morte da cantora, trinta anos antes – em 1955. Quem sintonizava a Rádio Nacional na ocasião, ficaria sabendo que Carmen Miranda, vivendo nos Estados Unidos, não esquecia dos seus amigos e conterrâneos.

Depois de Assis Valente, que morrera cedo e lhe dera sucessos como “Uva de Caminhão”, “O Mundo Vai Acabar” e “Voltei Americanizada”, os mais ilustres e por ela sempre exaltados eram Ary Barroso e Dorival Caymmi, que muito contribuíram com o seu repertório musical. Na conversa com Adolfo Cruz, jornalista especializado em cinema, Carmen também citava as irmãs Batista – Linda e Dircinha – vitoriosas cantoras da época.

Adolfo Cruz manteve na Rádio Nacional por muitos anos um programa que era a sua cara – “Cinelândia Matinal”. Foi ele que popularizou um slogan estranho: ‘Falem mal, mas falem do cinema nacional’. E, foi, também, o único brasileiro a se avistar com Carmen Miranda naquele ano. “O Rio de Toda Gente” contara com a presença de Adolfo, que relembrava, na oportunidade, fatos a respeito da “Pequena Notável” – internacional artista.

Discorria sobre suas atuações ao lado do Bando da Lua, liderado pelo músico e compositor Aloísio de Oliveira e, inclusive de sua excursão com o grupo ao Uruguai antes da viagem aos States, onde iniciaria uma série de apresentações nos shows business da Broadway, tornando-se,também, uma estrela do cinema.

Brasileira naturalizada (era portuguesa), Carmen obtivera grande sucesso no país nos anos 40, cantando em programas de rádio, Mayrink Veiga e Tupi, intercalando com aparições no Cassino da Urca. Elevara através da música o nome de sua terra nos Estados Unidos.

Dos filmes americanos em que apareceu, “Voando Para o Rio” e “Banana da Terra”, são os mais conhecidos. Quando a saudade começava a apertar, Carmen pensava seriamente em voltar ao Brasil, propósito sempre adiado. Ela morreria aos 46 anos, de um ataque cardíaco.

MEMÓRIA—2009
Dezessete anos depois de atuar na Globo, Paulo Giovanni trocou-a pela publicidade na década de 80. Ele foi entrevistado por Marcus Aurélio em 5 de abril, véspera do lançamento de uma nova programação da rádio. No “Quintal...” , lances de sua trajetória iniciada em Petrópolis.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Ouvindo as ondas

DEU A LOUCA NA MEC
Problemas técnicos prejudicaram, na quinta-feira (1°), a transmissão do “Todas as Vozes”, do Marcus Aurelio, na MEC AM, resultando na repetição de quadros principais(*). O programa homenageou, através do blogueiro Paulo Francisco, pesquisador goiano, o radialista Haroldo de Andrade, que falecera no aniversário do Rio de Janeiro em 2008. Reproduziu um editorial com Ênio Paes na emissora do comunicador poucas horas depois de sua morte.

o. “O Rádio Faz História”,habitualmente com duas edições, teve quatro,”Essa Letra, Essa Música, normalmente com uma, apresentou duas. O titular foi obrigado a se revezar com o produtor Marcos Leite.

o. Afetado, também, o “Visão de Jogo”, do Mário Silva, que chegou ao público cortado na parte inicial. Vazou, inclusive, piorando as coisas, a conversa de uma ouvinte da Tupi com o apresentador do horário.

MARILIZ JÁ ERA
o. Durou pouco – menos de dez meses – a participação de Mariliz Pereira Jorge na Nova Rádio Globo. Ela saiu do “Café das 6”, que apresentava com Fernando Ceilão. Substituída por André Henriques.

o. Mês passado, a grade sofria ajustes. “Papo de Almoço” era reduzido, e “No Ar”, do Otaviano Costa, ampliado, abrindo-se espaço para o “Jogo Rápido”, com Alex Escobar e PVC (Paulo Vinícius Coelho).

MANIA DE MUDAR...
o. A Rádio Mania que operava há um ano em 102,9 (da extinta Cidade) mudou de freqüência outra vez. Está agora em 91,1. Nesta, da Bradesco entre 2012 e 2017, vinha funcionando a novata Sertaneja.

o. A 102,9 já foi utilizada por diversas emissoras cariocas – em arrendamento pela Oi e Jovem Rio, por exemplos. O Sistema JB, proprietário do canal, acaba de criar uma nova estação, a Rio FM.

...SEM INOVAÇÕES
o. A mudança da Mania e a conseqüente alteração do nome para a freqüência, entretanto, não trouxeram novidades. O playlist – propositadamente, talvez --, continua o mesmíssimo então adotado.

o. Planejamento, pelo visto, passou longe da Rio. Ela entra no filão em que atuam a O Dia e a emissora da Universo. Enquanto o pagodinho romântico e similares derem audiência, inovações não contam.

.LIVRO EM MÚSICA
o. “Carmem, Uma Biografia”, um tijolaço do Ruy Castro, livro premiado com o Jabuti em 2006, virou programa de rádio. É uma série com o autor, aos domingos pela MEC AM, a partir das 9h da noite.

o. Na última semana (dia 25), Ruy fez tocar o repertorio da "Pequena Notável" (Carmem Miranda) para o carnaval. Sambas e marchinhas de Lamartine Babo, Ary Barroso, João de Barro e Assis Valente.
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HIRAFINAL.COM
(*) Todos os áudios apresentados eram repetecos -- até mesmo o que servia de ‘gancho’ para a homenagem ao Haroldão. Um deles estabelecia paralelo da carreira do saudoso radialista com Adelzon Alves, paranaenses bem-sucedidos no Rio. O terceiro ‘mostrado’ focalizava Hélio Ribeiro, de São Paulo, e seu modo peculiar de traduzir os hits norte-americanos, já que dominava o inglês, ao contrário dos locutores de FMs. O personagem “Roberval Taylor”, criado por Chico Anysio (também saudoso) foi inspirado nele.


terça-feira, 6 de março de 2018

Rádiomania, o Livro/37

A MULTIFACE DE RILDO HORA
Compositor, músico e produtor de discos, Rildo Hora vencera um concurso de gaita no “Programa Paulo Gracindo”, na Rádio Nacional. E ele, no entanto, começara a se interessar por outro instrumento – o violão – nos anos 60, impressionado com o desempenho de João Gilberto em “Chega de Saudade”, faixa do elepê “Canção do Amor Demais”, com Elizeth Cardoso, que assinalava o surgimento da bossa nova.

O convívio com artistas e músicos da Nacional lhe proporcionaria os melhores resultados na sua vida profissional. De bastante importância, sobretudo, sua aproximação com o maestro Guerra Peixe, considerada como uma figura de maior destaque nesse período. Foi Guerra que ensinou a Rildo os segredos da teoria musical, solfejo e harmonia. Sem nada lhe cobrar, pois apostava no talento de seu aluno.

Também tornado arranjador, Rildo produziria por muitos anos os discos de Martinho da Vila, que viria a ser um dos seus parceiros, atividade que desenvolveria com os principais astros do samba – Zeca Pagodinho, Jorge Aragão, Nei Lopes etc.

Cultor de Toot Steeleman, considerado o mais importante gaitista do mundo Rildo se dizia, porém, influenciado por Leo Diamond, outro ás, e igualmente aquele, americano de renome. A expressão máxima do Brasil no instrumento, para ele, foi Edu da Gaita/Eduardo Nadruz (1916-1982). Depois dele, no país, Maurício Einhorn.

Rildo, casado com uma cantora, tem dois filhos que trilharam os caminhos da música. Numa entrevista a Luiz Carlos Saroldi (1931-2010) na JB AM nos anos 80, afirmava: “A música brasileira perdeu suas verdadeiras características”. Ele teria mais motivo para tal definição alguns anos depois, quando as rádios preenchiam suas programações com o repertório de um Raça Negra, Só pra Contrariar e semelhantes.

MEMÓRIA—2009
Em junho, as rádios unificavam suas programações no AM e FM. A Nativa, que operava nos 96,5 (da Tupi) mudava-se no mês para os 103,7 (da Antena 1). Encerraria suas atividades em novembro de 2015. O dono da Antena retomava a frequência.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Rádiomania, o Livro/36

O BASQUETE E A MÚSICA
“Ídolos de Todos os Tempos” foi um programa que se consagrou na Rádio Tupi. Era apresentado aos domingos, de manhã. Odair Marsano, que atuou no rádio-teatro, e Antônio Carlos, destacaram-se entre os apresentadores. Numa das audições, em novembro de 1984, Odair entrevistava Simone, que decidira trocar o basquete e a educação física pela música. Na ocasião, a cantora comemorava onze anos de carreira.

A artista lembrava fatos de sua vida profissional e, discorria sobre sua origem pobre em Brotas, um lugarejo de Salvador, Bahia. Sétima filha de um grupo de nove irmãos foi a única que não aprendera a tocar um instrumento. Enquanto os demais estudaram música, ela ficara no ‘de ouvido’, não indo além dos acordes simples no violão. Sua mãe Letícia era pianista e volinista. Oto, o pai, cantava no coro da igreja.

Eloir Barantin, professora de música que conhecera Simone em São Caetano, São Paulo, para onde a família da artista havia se mudado, apresentou-a ao gerente da gravadora Odeon, Moacir Machado. Simone ingressou na carreira de forma meteórica, pois, aprovada num teste, teve imediata oportunidade de gravar seu primeiro elepê.

Após o lançamento do disco, empreendera uma viagem aos Estados Unidos e Europa. Participou de espetáculos no Madison Square Garden, em Nova York e no Oimpia, em Paris, integrando uma caravana de artistas brasileiros comandada por Hermínio Bello de Carvalho, homem de rádio, produtor de disco, de televisão, e poeta.

MEMÓRIA—2009
No período de abril a julho, em edições semanais, a Rádio Cultura do Brasil fazia desfilar depoimentos sobre as histórias de músicas contemporâneas do país. Com o nome “As Canções Nascem Assim”, recordava gravações dos principais intérpretes.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Ouvindo as ondas

‘PAPO’ COM A GOVERNANTA
D. Marinete, a governanta lá de casa parou de ouvir a Globo depois que as modificações feitas no ano recém-findo radicalizaram sua programação, desfigurando o perfil da emissora. Sintonizava a rádio desde o tempo que por ali passaram o Paulo Giovanni, Waldir Vieira (1944-1985), Roberto Figueiredo, Haroldo de Andrade (1934-2008), Carlos Bianchini e outros bambas. Eles ‘amavam o ofício’ -- queira desculpar a expressão, argumenta a veneranda.

... VERÃO LEVOU
o. Até o verão anterior não perdia pregação do padre Marcelo no “Momento de Fé”, as entrevistas e debates conduzidos pelo Canázio no “Manhã...” Eram o bastante -- nos confidenciou – para ‘arejar a mente’, ilustrar-se, informar-se.

TORCENDO NARIZ
o. A D. Marinete torce o nariz para esse batismo de “Nova Globo”. Nas vezes que se aproxima do rádio em que conferimos algum programa, deixa escapar um muxoxo: “Que coisa mais sem graça, isso...” Logo se afasta, resmungando.

MUDAR, O JEITO
o. Ela seguiu à multidão que migrou para a Tupi. Ouve o Clóvis e o Francisco Barbosa, troca para uma de musica, ao anunciarem a 'Isa' Benito. Acha incoerente a rádio dar espaço tão pequeno para o segundo nos dias comuns.

NEM NA SOMBRA
o. Saiu do sério outro dia, porque o programa do Barbosa não havia começado, e um internauta comparou a Benito com a Cidinha Campos. ‘Nem na sombra. Não se parece mesmo!’ Pena que Cidinha tenha resolvido optar pela política.

UMA BIG SELEÇÃO
o. “Nenhuma rádio do Rio tem seleção melhor que a MEC AM -- ‘a casa da música brasileira’. Se você ainda não constatou, pois, só se liga nas FMs, deve fazê-lo. Em nome do bom gosto, senso de amor próprio e, personalidade.

REPETECO ABC
o. “JB, Antena 1, e SulAmérica Paradiso, destinadas ao público classe A cometem ‘derrapagens’. Ao longo dos últimos anos (uns trinta) repetem diuturnamente temas que soam, aos ouvintes, como as preferências dos programadores.

DOCE MISTÉRIO
o. “Com a indústria do disco em crise, pressupõem-se que o ‘jabá’ acabou. Como faturam emissoras que não promovem shows de artistas, mas privilegiam os hits internacionais o tempo todo,mantendo, ainda, intervalos sem comerciais?

'VAMOS FUGIR?'
o. É a D. Marinete que nos ‘azucrina’ com esses comentários e indagações. Incomodada com as repetitivas FMs musicais, 'vê' uma saída nas exclusivas de notícias. Coisas do trânsito não lhe interessa. De Brasília e São Paulo, menos.

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HORAFINAL.COM
“Kizomba, Festa da Raça”, “Casa de Bamba”, “Menina Moça” e inúmeros sucessos de Martinho da Vila fazem parte de ampla coleção de discos de D. Marinete. São CDs, um modelo ultrapassado. Nossa governanta pouco se importa que a chamem de ‘coroa’. O que a impressionou foi Martinho declarar a um jornal paulista no dia que celebrava 80 anos, que não grava mais, porque não vende. Ela se decepcionou com o nono lugar da Vila Isabel no desfile da Sapucaí.





terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Ouvindo as ondas

INTOLERÂNCIA ZERO-ZERO
Pode-se afirmar sem o menor espírito de intolerância. Não foi à toa que, ao se tornar ‘Nova Rádio’, a Globo rolou a ladeira no Ibope no Rio. Nem todos os televisivos ‘pegam bem’ para os acostumados a sintonizarem vozes da ‘latinha’.

.o. Examinemos o caso da Fernando Gentil. Na TV, de sonhar. Fechando-se os olhos sem desligar o aparelho percebe-se: voz e imagem não combinam. “Papo de Almoço” poderia, com ela, se chamar de o “Show do Nhemnhemnhem”.

.o. Assemelha-se a certos cantores (e conjuntos) programados pelas TVs e rádios populares tipo O Dia, Fanática e de menores investimentos. Ótimas presenças de palco, mas o repertório... De 'zumbir' tímpanos dos ‘bons de orelha’ e que tais.

PJs, A ESTRATÉGIA
.o. Há 17 anos na CBN, Carlos Eduardo Éboli, conforme postagem anterior (referência o site ‘Show do Rádio’), tornou-se PJ no SGR. O “Esporte S/A”, seu programa na nova grade, é apresentado nas segundas-feiras, às 10h da noite.

.o. Segue o estilo de “Negócios do Esporte”, criação do Sérgio Carvalho na finada Bradesco FM. A propósito dos PJs – pessoas jurídicas. No rádio atual regidos por essa nomenclatura, há bem mais profissionais do que imagina a vã filosofia.

AINDA CABE MAIS?
.o. E, mais um ex-global acaba de aterrissar nos estúdios da emissora do imperial bairro de São Cristóvão. (O penúltimo foi Marco Antônio de Jesus.) Quem chegou agora foi Luiz Nascimento. Na Globo, esteve duas vezes. Na Tupi, é a terceira.

.o. O time de noticiaristas estava ‘na conta do chá’, desde que foram dispensados o Divaldo Silva, Jair Chevalier e Renato Affonso. Sobreviveu o Rafael Souza, revezando-se com ele, a Raquel Amorim. O Marcos Frederico ficava no stand by.

HORA FINAL.COM
.o Enquanto a Tupi se esmerava na cobertura dos desfiles da Sapucaí, e a Nacional em parceria com a Roquette não deixava por menos, a Globo dava uma de Pilatos. Adotava por lema uma ‘programação normal, nada de carnaval’.

HORAFINAL DOIS
.o. Na sexta e sábado, quando desfilavam as escolas da Série A, a ‘reinvenção’ dos cardeais rodava músicas pop num programa chamado “...Na Pista”, colocando por terra uma tradição que o público da terceira idade acompanhava.

HORAFINAL TRÊS
.o. E, no domingo e segunda -- vésperas do “Dia Mundial do Rádio” -- o “Em Cartaz” de músicas contemporâneas confrontava ‘a festa da carne” na avenida famosa. Furava o "Carnaval (da TV) Globo no Rádio", que fora especulado.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Ouvindo as ondas

RIBEIRO VOLTA PARA CARNAVAL*
Luiz Ribeiro, que chegou ao Rio em dezembro, veio comandar pela Tupi, a cobertura do carnaval. Depois de 24 anos na empresa, tinha ido para Foz do Iguaçu, no Paraná, a fim de trabalhar numa rádio e num projeto de televisão.

.o. Ninguém do ramo no país tira férias de dois meses, privilégio de juízes e membros do judiciário. Acredita-se que Ribeiro, afastado em maio, acabe reassumindo programas repassados ao Cristiano Santos e Gilson Ricardo.

ESPORTE POR UM FIO
.o. A equipe esportiva da Globo está com os dias contados – admite Paulo Francisco, um conhecedor das histórias das emissoras do Rio e, principalmente a dos Marinho. No site dele, Show do Rádio,veiculada essa possibilidade.

.o. Os rumores em tal sentido são fortes entre componentes do próprio grupo, segundo o pesquisador. A equipe tende a ser desfeita logo termine a participação do Brasil na Copa do Mundo na Rússia, provavelmente última do prefixo.

MUDARAM REGISTRO
.o. O apresentador e comentarista Carlos Eduardo Éboli, na rádio da Glória desde 2000, tornou-se PJ (pessoa jurídica), revelou, ainda, o site de Paulo Francisco. Também passou a mesma condição, André Luiz, o mais antigo plantonista.

.o. Éboli faz aos domingos, há mais de dez anos, o “CBN nos Esportes”, pelas manhãs, que teve Sérgio Maurício como primeiro titular. Responde na Nova Globo, pelo “Esporte S/A", padrões similares a um da falecida Bradesco FM.

O ‘PAPO’ COM VERAS
.o. Muito boa na sexta-feira (9), a estreia do ator e humorista Marcus Veras na condução do “Papo de Almoço”, um dos reajustes da semana feitos na Nova Globo. O tema foi o assédio sexual, baseado na campanha do “Não é Não”.

.o. Entre os participantes do cartaz, a superintendente da Secretaria Estadual de Direito Júlia Lopes, e o puxador de samba da Beija-Flor, cantor e compositor Neguinho. A comunicadora Vanessa Riche, promovida na casa,outra presença.

TEMPO DE GESTAÇÃO
.o. Nove meses depois (tempo de uma gestação), os cardeais decidiram remanejar o que chamaram ‘reinvenção da rádio’. Mexeram em atrações matinais, aumentando aqui, reduzindo ali, e trocaram ainda os horários dos padres.

.o. O Marcelo Rossi às 5h em vez de meia-noite, de nada adianta, no entender dos fiéis. Não melhora os índices de audiência, fragorosamente perdidos. Colocá-lo às 8h, por exemplo, entre o “Café das 6” e o “No Ar”, uma posição ideal.

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*HORAFINAL.COM
Ao reaparecer no comando dos desfiles das escolas da Série-A nesta sexta (9), Luiz Ribeiro exaltou a recepção dos comunicadores, citando Washington Rodrigues, Wagner Menezes, Heleno Rotai, Mário Belisário e Antônio Carlos.

HORAFINAL DOIS
Sua volta à Tupi, segundo afirmou, deveu-se aos diretores Josemar Gimenez (presidente), Marcos Di Giácomo (artístico) e Edson Perrota (comercial), aos quais agradeceu. Uma corrente, todavia, não ficou satisfeita com o retorno dele.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Rádiomania, o Livro/35

SHOW NA MEDIDA CERTA
A rotatividade de comunicadores na Rádio Globo nos fins de tarde fora uma constante no início dos anos 80. Em 1982 o titular do horário era Roberto Figueiredo, depois Gilberto Lima, falecido prematuramente, e, no lugar dele, Carlos Bianchini. A partir de 1983, chegava a vez do Edmo Zarife, com o “Show das Cinco – o Rio Total”. Logo adiante, a última expressão prevalecia como nome.

Zarife começara a trabalhar na Globo em plena ditadura militar, isto é, em 1967. Ele, que vinha de uma experiência no rádio de Nova Friburgo, sua terra natal, acabaria se firmando na função de comunicador com esse programa. Dono de uma voz privilegiada, passaria a gravar as vinhetas e chamadas da emissora, tarefa anteriormente desenvolvida pelo Mário Luiz, o então chefe dos locutores.

No conceito de quem curte rádio na sua plenitude (e há mais tempo), Zarife foi um legítimo sucessor do Fernando Garcia, cognominado numa época, o ‘homem voz’. Fernando deixou seu nome na história do rádio, especialmente nas gravações de jingles e, particularmente no “Big Broadcasting Matinal d’A Exposição” na Mayrink Veiga. O “Big...” ganharia versão na JB AM, com o Teófilo de Vasconcellos.

“Rio Total”, um show na medida certa, marcou uma boa fase na Globo. Foi através dele que a emissora deu uma sacudidela no seu jornalismo. O setor andava meio devagar, com o sistema do ‘gilete press’, no qual os redatores tinham como rotina refundir matérias do jornal da empresa. A Globo se renovava, inspirando-se na Continental. Fraca em recursos, ela explorava melhor o campo.

Com isso, os profissionais da notícia se valorizavam, sendo os repórteres os mais beneficiados. A melhoria ocorrera na administração do Paulo César Ferreira (‘uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa’). PCF, jornalista e ex-locutor da Rádio Metropolitana, se tornaria um bem-sucedido empresário de comunicação.

MEMÓRIA-2009
O rádio perdia em agosto – 28 e 29 – o locutor esportivo Doalcei Camargo e o comunicador Francisco Carioca. Eles trabalharam nas principais emissoras do Rio. Aquele mais de 20 anos na Tupi. O outro, por três vezes na equipe da Globo.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Ouvindo as ondas

‘NOVA’ REAJUSTA A GRADE
A menos de um ano (faltam três meses) a ‘Nova Globo’ atravessa problemas nas ondas de sua navegação. O primeiro furo no “casco” foi o desligamento da Mônica Martelli, o último, Cláudio Manoel, componentes do “Papo de Almoço”.

.o. O sétimo lugar no Ibope, de acordo com recente pesquisa, fez acender o sinal vermelho no painel dos cardeais. Já na segunda-feira (5) vão ocorrer mudanças na grade, anunciadas durante os intervalos da programação em fins de janeiro.

IDEIAS ERRADAS
.o. Ficou provado a partir de maio que um campeão em visualizações na internet e redes sociais não significa ser líder de audiência no rádio. Mas os executivos vão aumentar em 45 minutos o espaço do programa do Otaviano Costa.

.o. Enquanto aquele é ampliado, o “Papo” reduz seu tempo em uma hora. Na passagem entre eles, visando diminuir a diferença para a Mix (sexta colocada), criou-se um quadro esportivo, com Paulo Vinícius Coelho (PVC) e Alex Escobar.

TUDO A VERAS
.o. O ator e humorista Marcus Veras foi requisitado para o “Papo” das sextas-feiras. Embora novato como apresentador, tem experiência de rádio, pois, integrara o elenco da “Patrulha da Cidade”, na Tupi, e um programa da Nativa.

.o. Outra novidade do SGR para sua principal emissora é o músico e produtor de disco João Marcelo Bôscoli. Ele vai apresentar o “Em Cartaz”, aos domingos. (Nos dias comuns participa do “Estúdio CBN” com Tatiana Vasconcellos.)

NA BERLINDA
.o. E, o padre Marcelo Rossi, hem? Líder às 9h das manhãs antes da reinvenção da rádio foi ‘jogado’ na berlinda, a madrugada. Terá novo horário com as modificações, às 5h, ficando o colega Omar no atendimento dos notívagos.

.o. No jargão do esporte, isso é nada menos que verdadeiro ‘seis por meia dúzia’. Coerente seria, nesse caso, avançar o Fernando Ceilão e a Mariliz Pereira para às 7h, escalando o padre Rossi às 6h. Uma solução prática e... mais inteligente.

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HORAFINAL.COM
Sábado e domingo de carnaval (10 e 11), o "Samba Social Clube" na SulAmérica Paradiso terá duração duplicada. Habitualmente das 12h às 14h, se estenderá até às 16h. Com a comunicadora Valéria Marques, Carlinhos de Jesus e convidados.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Rádiomanaia, o Livro/34

A INVASÃO DAS SEITAS (E-2)
O que Júlio Louzada fazia às 6 horas da tarde no rádio (um tempo na Tamoio, outro na Tupi – e houve, ainda uma fase em que a transmissão da prece era em cadeia), representava então um modelo único. Outros radialistas seguiriam-no, conscientes da necessidade de se destinar alguns minutinhos para a reflexão. Lembrar, afinal, que um Ser todo-poderoso rege o universo de nossas vidas. Os disck-jockeys (ou animadores de estúdio), futuramente chamados de comunicadores aderiram, entre eles, Paulo Giovanni e Roberto Figueiredo.

Pelos anos 60 surgiria Alziro Zarur com ‘A Sopa do Pobre’, espécie de chamariz de sua Legião da Boa-Vontade, LBV. Zarur lançara o movimento ao assumir o controle acionário da Rádio Mundial, antes denominada Rádio Clube do Brasil, gerenciada pelo Vítor Costa. Por determinado tempo, a emissora estivera arrendada ao jornalista Samuel Wainer, fundador do “Última Hora”.

Utilizar-se de uma estação de rádio para a difusão religiosa e assistencial fora um pioneirismo do Alziro Zarur. A invasão das seitas , disseminada nos anos 80, seria um fato comum nas pequenas emissoras, sem condições de alçarem voos próprios. Década marcada pela crise político-econômica e social do país. Em decorrência disso, elas passariam a alugar horários para congregações, de um modo geral privilegiadas com mais recursos que alguns anunciantes.

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No Rio de Janeiro até meados dos anos 90, destinavam espaço de suas programações às seitas religiosas as rádios Guanabara, Tamoio, Relógio e Record (ex-Ipanema) privatizada pela Radiobrás no governo Sarney. Do mesmo segmento (AM) e inteiramente religiosas, a Copacabana, Metropolitana, Boas Novas e Brasil – ex-Jornal do Brasil comprada por um pastor com mandato de deputado, repassada a outro em forma de arrendamento e, posteriormente integrada ao grupo da LBV. Por último, a Capital, de uma rede de pentecostais.

A Melodia FM, de propriedade do mesmo controlador da JBAM foi, oficialmente, a pioneira no gênero. Seria seguida pela EL Shaddai, cujo dono também era um pastor-deputado, por muitos anos detentor da velha Metropolitana, que acabaria sendo transferida para o empresário Paulo Masset. A mais desprovida de recursos, Rio de Janeiro, contaria com as contribuições de fiéis para divulgar a doutrina espírita, tendo como gestora a federação estadual. Representando o catolicismo, Catedral FM, da Arquidiocese do Rio, a mais nova até então.

MEMÓRIA-2008
Fantasma depois que o SGR rompera com a Viva Rio, a Mundial ganhava corpo físico em junho. Liderada pelo jornalista Jorge Guilherme, inovava no estilo de apresentar músicas e notícias.'Boa enquanto durou’, segundo um poeta.

Em 1° de julho Haroldo Jr reintegrava-se ao elenco da Tupi, passados doze anos de ter trabalhado na emissora. Era convocado para cobrir as férias e folgas dos titulares da casa, e começaria a assinar o nome do pai, Haroldo de Andrade.

No dia 5 daquele mês, Beto Britto comemorava, com um especial, os dez anos do “Planeta Rei”, que entrara nas ondas da Globo a partir de março de 2007. Lançado em 1998 na Imprensa FM, ficaria pouco tempo na Metropolitana.

O mesmo grupo que arrendara a Manchete, assumia em 4 de novembro o controle da Rádio Livre, uma nova opção em AM. Eram requisitados profissionais em disponibilidade na praça, figurando Carlos Bianchini como o principal.