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terça-feira, 15 de abril de 2014

Garotinho 5.0 esporte.com

No rádio moderno não faltam emissoras dotadas de equipamentos de última geração. O mercado competitivo obrigram-nas a seguirem os parâmetros da tecnologia, cada qual dentro de suas condições econômicas. Sintonizá-las na internet, tablet, celular ou aplicativos diversos, tornou-se uma coisa muito natural nos dias de hoje.

.o. Transamérica, uma das centenas assim equipadas, é o novo endereço de José Carlos Araujo a partir de fevereiro. Neste abril, há dois meses de sua estreia, Garotinho está celebrando cinco décadas a serviço do esporte. No veículo sem o qual “brasileiro não vive” (definição dele), “escola de quem não tem escola”, segundo Roquette Pinto.

.o. A incursão de José Carlos Araújo no futebol seria como ponta. Foi num jogo de Fluminense e Bangu pelo Campeonato Carioca. Só um ano depois, ele faria uma transmissão – a partida entre o Canto do Rio e Madureira, no Torneio Início de 1965. Ingressou na Globo recomendado por Celso Garcia, do bordão “garoto do placar...”

.o. Conhecera-o nos bastidores das rádios Metropolitana e Continental, com estúdios na Rua do Riachuelo, na Lapa. Celso integrava “Os Comandos” do Carlos Pallut, Ele, um iniciante. Ali, conhecera também o Haroldo de Andrade, recém-saído da Mauá, de quem se fizera colaborador. Zé Carlos atuava como locutor de comerciais.

.o. Nas funções de plantonista e ponta, ele ficaria por quase um ano recebendo apenas cachês. A efetivação na equipe, viria acontecer em decorrência do desligamento do repórter Pedro Paradela, um dos profissionais que acompanharam o Waldir Amaral, quando esse trocara a Continental pela emissora dos Marinho.

.o. A convivência do Garotinho com a Globo teve duas fases. De abril de 1964 a janeiro de 1977; de dezembro 1984 a maio de 2012. No intervalo, por sete anos, trabalhara na Rádio Nacional, projetando-se como líder de equipe. Promovera Washington Rodrigues a comentarista, até então destacado repórter no grupo do Waldir.

MEMÓRIA
Foi o Apolinho (lembrar vale a pena), quem impulsionou o cognome Garotinho, embora a sugestão para que Zé Carlos adotasse a marca, partisse do Denis Menezes, parceiro nas reportagens. Para o jeito moderníssimo do narrador, estava embutida uma indireta a Waldir. Ou seja: “o Garotinho ligeiro, que transmite o jogo inteiro”.
Metropolitana e Continental integravam as Organizações Rubem Berardo. Zé Carlos esteve na empresa dos 15 aos 22 anos. Como grande parte dos contratados, ele passou muitas vezes sobrevivendo de vales. Somente o pessoal do esporte na casa recebia os vencimentos em dia. Foi locutor da Eldorado, antes de aterrissar na Globo.
Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o livro “Paixão pelo rádio”, depoimentos do Garotinho ao jornalista Rodrigo Taves.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Bordão que vira programa

“Boa, boa, boa!” Narrador esportivo do primeiro time do rádio, Edson Mauro é o condutor da mais nova atração da Globo – “Olha o gol!” – um de seus bordões que acaba de virar programa. A apresentação, às 8h da noite nos dias sem futebol, estreou em 1° de abril, terça-feira, parte de mais uma remexida que a emissora promoveu no seu esporte.

Nos estúdios, as participações de Luís Roberto, da Rede Globo e David Rangel. Este personificava o Negão da Chatuba e o portuga Manuel Joaquim. Com aquele, parodiando o “Domingo” da União da Ilha sobre a decisão do Campeonato Carioca em favor do Flamengo. Com o outro, ditando estranha receita culinária para os vascaínos.

Também nos estúdios, os trepidantes André Luiz, Camila Carelli e Marcos Vasconcelos, respectivamente setoristas do Botafogo, Fluminense e Vasco. Pelo telefone em trânsito para Guaiaquil (ia cobrir o Flamengo contra o Emelec na Libertadores), Cláudio Perrot, e o cantor Djavan, conterrâneo do Edson, seu afilhado musical no distante 1972.

Na rua, Gustavo Henrique movimentava o quadro “Fala torcedor”. Aproveitando o gancho do dia, ele quis saber de um peladeiro no Aterro do Flamengo qual jogador é a maior mentira do futebol. A resposta: “Serginho Chulapa”. Pediu um segundo nome, e veio a surpresa: “Zico”. Ironia de um botafoguense frustrado, naturalmente.
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UM NOVO BOTEQUIM
Em horário modificado, o “Botequim da Globo” com o Robson Aldir, ganhou um “sob nova direção” no título. Marcou ponto na estreia, com o grupo Fundo de Quintal. Transformado em extensão do “Samba amigo”, cartaz dos sábados, preenche uma lacuna, pois, não faz muito tempo, o gênero era raridade na programação da emissora. Agora, “Botequim” concorre com o “Vai dar samba” do Miro Ribeiro, na Manchete.

A HISTÓRIA REPETIDA
Caio Àlex, repórter da Tupi, revelava no “Francisco Barbosa”, segunda-feira, 7, que um ‘rapaz’ de 25 anos roubara um ônibus na Zona Oeste e pretendia vender o veículo para voltar à sua cidade natal, no Norte do país. No início dos anos 80 estávamos no jornal "O Dia" e testemunhamos caso parecido. O personagem,um menino de 12 anos. Depois de se apossar de um coletivo na Tijuca, terminou detido em São Cristóvão.
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T r i v i a i s
.o. Comentarista na Bradesco Esportes a partir de 2013, Wellington Campos voltou a narrar futebol.
.o. Áureo Ameno, 80 anos, reintegrado ao meio via-Transamérica, divide espaço com um BB... Monstro.

terça-feira, 1 de abril de 2014

O era uma vez charmoso

Perdeu o sentido locutores do rádio classificarem o Campeonato Carioca de “mais charmoso dos estaduais”. Quem ainda estiver insistindo na tese, esqueceu no banco de reservas o uniforme da seriedade. Não merece crédito. Analisemos os dados que seguem. Em quatro jogos em março e um em fevereiro, apenas 2.228 torcedores compareceram aos estádios.

O ‘maior’ público foi o de Flamengo x Bangu, em 16/3 – 608 pessoas, e o de menor – 308, de Botafogo x Nova Iguaçu, em 22/3. Nos demais, foram estes os registros: Audax x Botafogo (481); Botafogo x Bonsucesso (456); Bonsucesso x Flamengo (375). No Rio, como em outras metrópoles, os regionais estão parecendo futebol de várzea. Esgotamento do modelo.

“OLHA O GOL!”
Em mais uma alteração no seu esporte, a Globo entrega ao Edson Mauro o comando de novo programa --“Olha o gol”, baseado num de seus bordões. A apresentação será ao vivo, às 8 da noite, a partir desta terça-feira. O “Botequim...” com o Robson Aldir passa para às 10h, e o “Panorama esportivo” – que surgira em 1985 – limita-se a uma edição dominical.

“Olha o gol” terá como adversários em FM, o “Nossa área-2ª edição”, na Bradesco Esportes, com Wellington Campos, e em AM, o “Manchete esportiva”, na 760, com o Rodrigo Campos. Não será nenhuma surpresa (por motivos óbvios), se a Tupi vier a fazer troca semelhante, envolvendo o “Giro esportivo”, com o Wagner Menezes, e o programa do Luiz Ribeiro.
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TEATRO NOS ARES
Nacional e MEC retomaram, nesta segunda-feira, 31, a série “Contos do rádio”, lançada em abril de 2011, que tivera a duração de seis meses. O primeiro episódio, abordando o golpe militar, foi encenado às 9 da manhã. Os seguintes serão aos sábados, às 10h. A direção do radioteatro é de Lauro Góes, que substitui a atriz Marília Martins.

NÃO É O CARA
Um dos melhores programas de rádio nas tardes do Rio atualmente é o comandado por Mário Esteves, na Manchete. Ele ausentou-se nos últimos dias. Juninho Tititi responde pelo horário. Uma diferença abissal. Os apurados textos do Flávio Kede ficam sem brilho, esfumaçam. O programa despenca. Faz muita falta um bom folguista na casa.
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T r i v i a i s
.o. Promovida a diretora de jornalismo da Tupi, Ana Rodrigues não deixou a função de repórter.
.o. Ex-Manchete, ex-Tupi, Diana Rogers, agora na Globo, é a mais nova produtora da rádio.

terça-feira, 25 de março de 2014

Nossos comunicadores (4)

Nascido em Ponte Nova, Minas Gerais há 65 anos, Cirilo Reis queria ser um cantor popular. Jovem ainda, já estava consciente da voz que possuía. Mas, no quesito afinação, não ia lá muito bem. Despertou há tempo e, o rádio ganharia um dos melhores locutores em toda sua existência. Foi em Leopoldina, Minas, que Cirilo descobriu sua verdadeira vocação. Em 1971, começava na emissora local.

.o. No Rio, para onde se mudou em 1973, Carioca foi a sua primeira rádio. Ingressaria depois na Mundial e, dali, rumo a Nacional. Paralelamente à sua atuação nessa, integrou os quadros da Capital, Tupi e Manchete. No tempo em que os comerciais eram ao vivo, Cirilo formou uma das duplas de locutores do “Programa César de Alencar”. A figura do famoso animador de auditório teria influência decisiva na vida do Cirilo Reis. Foi ele quem sugeriu, em 1980, a criação de um programa para as noites dos sábados. (Era diretor artístico da emissora.)

.o. O programa em questão, “Musishow”, faria parte da grade da Nacional durante 31 anos. Em janeiro de 2005, passou a ser atração diária, nos fins de tarde – de segunda a quinta-feira, conservando as audições dos sábados, gravado. A partir de abril daquele ano, Cirilo virou personagem onipresente. Noticiarista na Tupi nas madrugadas nos dias comuns, apresentador do “Baú da Tupi”¹, de 22h a 24h, (horário do “Musishow”²), e do “Você é o show”, até às 2h.

.o. Voz oficial da Nacional, ele divide as funções com o Jair Lemos, de quem herdou o “Edifício A Noite”, em junho de 2011. Numa mexida recente, a emissora acrescentou ao programa a denominação “Cirilo Reis comunicando”. Ele ganhou, também, uma nova missão na casa -- âncora das jornadas esportivas. Uma outra atração sob o seu comando é o “Talento Nacional” , aos domingos, em horário alternativo. Fora da grade há dois anos, o “Musishow” foi reeditado no dia original, depois dos jogos de futebol, com apenas uma hora.

.o. Por duas vezes ele trabalhou na Manchete. Em 2000, com um programa de 13h às 16h, a que emprestava seu nome, posteriormente alterado para “Rio 760, tarde total”, em parceria com o Alexandre Ferreira. A segunda em 2006, pelas manhãs, nos primeiros meses da volta da emissora ao dial.

¹ Deixaria o programa (e a rádio) em julho de 2006.
² Folgava nas noites com transmissão de futebol.

M E M Ó R I A
Um marco na história do Cirilo na Rádio Nacional, “Musishow” era, também, o nome do programa com que o Paulo Giovanni começou carreira em Petrópolis, onde foi discotecário e chegou a fazer serviços gerais. Ao vir para o Rio, Giovanni estrearia na Tupi em dezembro de 1968, em plena véspera de Natal.
Atuaria dois anos na emissora do bairro da Saúde e, logo depois ingressava na Globo. O “Paulo Giovanni show” foi uma atração matinal de muito sucesso, ficando pouco mais de 20 anos em cartaz. Em abril de 1989 o comunicador se desligava do veículo, para se dedicar à sua agência de publicidade.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o Google

terça-feira, 18 de março de 2014

Paixões, segundo Momo

Como no futebol, Tupi e Globo foram novamente as principais emissoras de rádio na cobertura dos desfiles das escolas de samba no Rio, uma das paixões dos cariocas. Impulsionada pelo enredo sobre Ayrton Senna a Unidos da Tijuca ultrapassou por um décimo a Acadêmicos do Salgueiro, subiu ao pódio das campeãs do Grupo Especial, na conquista do quarto título de sua história.

.o. Luiz Ribeiro comandou a equipe da Tupi, cabendo os comentários ao Eugênio Leal, Luiz Carlos Magalhães e Luiz Fernando Reis. Pela Globo, a condução do Robson Aldir, sendo comentaristas Jorginho do Império e Cadu Joviano. Entre os repórteres, Marcos Marinho, Marcos Frederico e Isabella Fraga, de um lado; Elisângela Salarolli, Evelyn Moraes e Gustavo Henrique, do outro.

.o. A Globo também cobriu, desta vez, a Série A (Acesso), trabalho que a Tupi e a Manchete já faziam em anos anteriores. Escalou o David Rangel para as transmissões e o Jorge Luiz, há algum tempo seu comentarista oficial, limitando a participação dele este ano. Com as intervenções do Robson Aldir (prestigiado), a marcha da apuração dos votos teve o Alexandre Ferreira no acompanhamento.

.o. Outra novidade da emissora ocorreu nas horas antecedentes aos desfiles das escolas de samba. O “Comando geral”, cuja existência remonta aos anos da Presidente Vargas como passarela, foi reestruturado. Além das entrevistas com históricos dos personagens, foram reproduzidos depoimentos de casais que se conheceram durante as festas de Momo, com a grife “uma paixão de carnaval”.
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POR FUTEBOL
Num desses momentos de folia, sintonizados nos 1220 AM estranhamos a voz sonora de uma chamada proclamando um “...apaixonados por futebol”. Que é isso, a Manchete mudou de freqüência e ainda não sabíamos? Ou o samba do crioulo doido desmantelou a ordem dos números no dial?

Nem uma coisa, nem outra. Era a Globo, sim. A poderosa se pautando na ‘outra’, quem diria... O lema “apaixonados por futebol” a Manchete utiliza desde 2006, quando João Guilherme e Daniel Pereira lideravam o grupo. Rádio também é paixão. Eles optaram pela TV, muito mais rentável.
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BREGA & CHIC
Passado o carnaval, “Planeta Rei” do Beto Britto não recuperou integralmente o seu espaço na rádio. Perdeu os sábados para “O melhor da Globo”, que a partir dos meados de 2013, vinha ocupando a primeira hora das madrugadas. A direção avaliava, naturalmente, os índices do público notívago.

Dia 15, uma ouvinte reclamava da demora em ser atendida. “São 700 pedidos por noite, na fila de espera” -- explicava o David Rangel, o mais luxuoso curinga da praça na atualidade, mal aproveitado na emissora dos Marinho. Buena giente, ele fez tocar uma cantiga italiana, a paixão da senhora.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Loureiro e o corporativismo

Popularizado com suas atuações na Rádio Globo, Loureiro Neto, 61, que morreu nesta quarta 26, trabalhou também em outras importantes emissoras do Rio. Participou de equipes lideradas por Doalcei Camargo e Waldir Amaral, integrando uma geração de brilhantes repórteres esportivos que, com o tempo, a exemplo dele, cresceriam em suas novas atividades no veículo.

.o. Em 1995, com a transferência do Luiz Mendes para a Tupi, era promovido a comentarista – “o comentarista que dá pé”, segundo o slogan. “Portugal esportivo”, (nos anos 70), “Enquanto a bola não rola”, (a partir de 1991), e “Papo de botequim”, (lançado em 1998), foram programas que comandou. E, por ultimo, o “Botequim da Globo”, remodelação do “Papo...”

.o. Sua grande oportunidade surgiria em agosto de 2002. A direção da rádio designava-o para substituir Haroldo de Andrade, que se manifestara contrário ao “Projeto Brasil” e ganhava bilhete azul, depois de 42 anos de serviços prestados. Loureiro encarou o desafio. Emplacou. E permaneceria no tradicional horário das manhãs até o primeiro semestre de 2011.

.o. Quem leu os obituários de “O Globo” e do “Extra” – “O Dia”, inclusive – e passou recentemente a se interessar pelo tema, foi “informado” que o Loureiro somente trabalhou numa rádio. A Tupi, a Jornal do Brasil e a Nacional também fazem parte do seu histórico. Na primeira, sob o comando de Doalcei, ele acumulava funções, coordenando a produção dos repórteres.

.o. “Exigia muito dos subordinados, puxava pelo nosso crescimento” – lembrou o Rui Fernando. Recordando-se do seu início, Sérgio Guimarães afirmou: “Cobrindo a CBF, onde só tinha feras, sempre foi um amigo dos estagiários”. Foi reverenciado nas rádios, de modo especial por Jorge Eduardo,na Bradesco, Luiz de França, na Manchete, e Gilson Ricardo, na Transamérica.


M E M Ó R I A
Em sua passagem pela Tupi, Loureiro Neto foi apresentador de “Bola rolando”, concorrente de “Enquanto a bola não rola”, do qual viria a ser titular, sucedendo ao Kleber Leite. Com este, formaria uma das mais importantes duplas – ‘pontas’ – na equipe do Waldir Amaral.
Nem só de esporte vive o profissional do rádio. Loureiro também teve atuação (destacada) em outro setor – o político. Estava na “JB” (com o Waldir) em 1985, e acompanhou a agonia e morte do presidente Tancredo Neves, sepultado em 21 de abril em São João del-Rey, Minas.


Fontes: Emissoras e acervo pessoal.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Nossos comunicadores (3)

Mineiro de Além Paraíba, Jorge Luiz, 62, está no rádio há 44 anos. Começou na Cultura, em sua terra de origem ao vencer, muito jovem, um concurso de locutores. No Rio, para onde veio na década de 70, sua primeira emissora foi a Carioca, sendo curta a passagem. Logo depois, acontecia o seu ingresso na Rádio Nacional, convidado por um diretor que o ouvira na estação da Rua México.

.o. E, foi na velha emissora que a sua carreira ganharia impulso. Nos meses iniciais, participava de diversos programas, atuando como locutor de cabine, até que viria a oportunidade de ter um horário próprio. Para ele, foi destinado um programa de samba, com o nome de “Madrugada Nacional”. O objetivo da rádio era nada menos que concorrer com o similar do Adelzon Alves, na Globo.

.o. (Interessantes curiosidades nessas histórias do rádio: Jorge Luiz substituíra o Washington Rodrigues, que comandava o “Zero hora” e, acertara com a Tupi. Apolinho, por sua vez, entrara no lugar do Sérgio Bittencourt -- compositor e filho de Jacob do Bandolim -- que tinha ido para a Mundial.)

.o. Retomemos o fio da meada. Tarefa difícil para o novato radialista. Com “O amigo da madrugada”, Adelzon reunia nos estúdios da rádio a nata de sambistas e compositores das principais escolas do Rio. Atraía, também, os cantores do chamado “meio de ano”. Um grande sucesso de audiência. Em momento algum, o do Jorge Luiz conseguiu suplantar o do seu adversário na co-irmã.

.o. Não demorou muito, e ele se mudava para a Tupi. Dentre as emissoras em que trabalhou ao longo de sua carreira, foi o endereço em que permaneceu por mais tempo. Versátil, tanto se destacava na leitura de comerciais e noticiários como na apresentação de programas. Numa das coberturas de carnaval, passaria a comentar o desempenho das agremiações. Especializou-se no tema.

.o. Antes de fechar com a Globo, onde se encontra desde fevereiro de 1997 – começou como noticiarista na madrugada -- Jorge Luiz atuou na Manchete (saíra da Tupi em 1991, mas voltara em 1993). No primeiro semestre de 1995 dera uma passagem pela Tamoio e, logo depois, outra pela Roquette Pinto. Em 1996,por um mês apenas, ficaria na FM O Dia, que ainda buscava seu público. Só voltaria à função de comunicador no “Comando geral do carnaval”, em 1998.

M E M Ó R I A
Num certo período de sua passagem pela Tupi – fazia os fins de tarde --, Jorge Luiz foi um dos poucos apresentadores da“Oração da Ave-Maria”, tradicional programa na chamada hora do Ângelus, 18h. O cartaz tornou-se famoso na voz de Júlio Louzada, apresentador oficial durante a sua existência.
Com a morte do Louzada, em outubro de 1993 (aos 72 anos), a rádio transferiu a missão ao comunicador do horário, por dois anos e pouco. Em março de 1996, designava o Padre Lemos – notabilizado nos debates do Haroldo de Andrade, na Globo. Ele não se firmaria.Era logo substituído.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o Google.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Nossos comunicadores (2)

Tão mineiro quanto cinco entre os dez principais comunicadores do rádio na decantada Cidade Maravilhosa, Luiz de França tem seu público, fiel e cativo. Aos 68 anos, completados em 3 de fevereiro -- Dia de São Brás – o seu programa não desfruta na atualidade do mesmo prestígio de anos anteriores, quando, por quase três décadas, trabalhara na Globo.

.o. Na rádio da Glória ele foi, durante bom período, “um campeão de audiência” no horário vespertino. Na Manchete há oito anos, no mesmo horário (de 15h às 17h) ficou sendo classificado como “primeiro lugar no coração do povão”. Em vez do dinamismo, um ritmo lento, arrastado.O programa carece de interação, é desenvolvido num tom de palestra monocórdia.

.o. Utilizando-se das notícias do dia como fio condutor,ele enfileira uma série de “causos” para entreter a plateia atenta. Os “causos", no entanto, podem ser interessantes para uns, não da grande maioria, certamente. Deve-se ressaltar que, a categoria do profissional nada perde. Experiência vale muito na vida de quem se dedica a qualquer ramo de atividade.

.o. De “A Grande Chance”, do Flávio Cavalcanti na TV Tupi, início de sua história, quilômetros de estradas foram percorridos. De noticiarista na rádio do grupo no começo de carreira, uma longa e vitoriosa passagem pela Globo (28 anos), França voltaria à Tupi em 1999. O retorno ocorrera juntamente com o de outro dissidente – Washington Rodrigues.

.o. Dos fiéis e cativos, não há um ouvinte que desconheça a terra natal do comunicador Luiz de França. Cidade bucólica encravada na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, Barbacena é a mais badalada entre os profissionais do meio. Antes um refúgio nas férias, a partir de 2008, localização do estúdio para “o verdadeiro programa da família brasileira”.

.o. “Rádio-bingo”, “O repórter é o show” e “Meu pai salvador” são quadros que remontam à fase da emissora da Rua do Russel. Na Manchete, autodenominada “rádio de verdade”, comunicadores (com raríssimas exceções) não fazem entrevistas, repórteres, menos ainda. Não há o desmembramento da notícia – suíte, no jargão do jornalismo. E, quando isso acontece, é somente nos informativos, que não reproduzem uma “sonora” sequer.


M E M Ó R I A
Luiz de França foi apresentador do “Show da noite”, de 21h às 24h, antes de comandar as tardes. A convite do Alfredo Raimundo, com quem trabalhara na Tupi, passaria uma temporada na Globo paulista.
Na volta, em 1986, entrava do lugar do Eloi De Carlo, que respondia pelo horário, devido à morte do Waldir Vieira, em novembro do ano anterior. A indicação não dera o Ibope que os diretores esperavam.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o Google.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Nossos comunicadores (1)

Carioca da gema, um dos raros torcedores do América na cidade, Antônio Carlos, 76 anos, ingressou na profissão de radialista devido a muita persistência. Foram necessárias nove tentativas, para ser aprovado num concurso de locutores na Rádio Nacional, na década de 50. O começo, oficialmente, se daria na Continental – a do “Comandos”, do Carlos Pallut.

.o. “Cem por cento esportiva e informativa”, segundo o slogan, a Continental mantinha, além das reportagens (o seu forte), uma programação musical para complementar os horários. Antônio Carlos foi um dos locutores que a rádio utilizava no setor. Fã de Nat King Cole, Louis Armstrong e outros artistas do jazz, ele pretendia fazer um programa do gênero.

.o. O diretor da emissora na época, Dermival Costa Lima não permitiu. Argumentou que jazz não dava audiência. Propôs que se misturasse o ritmo dos ‘States’ com a bossa nova, modelo que emergia no Brasil. Estava, com os acertos, descortinado o cenário para a escalada do radialista, assegurando-se a partida para a sua trajetória no tradicional (e importante) veículo.

.o. Antônio Carlos teve passagem pela TV Tupi, e depois trabalhou na rádio do mesmo grupo, então líder dos Diários Associados, nela ficando não mais que cinco anos. Em 1987 se transferia para a Globo, acompanhado dos produtores Carlos Hamilton (que fim levou?) e Aldenora Santos, também atriz, que viria encarnar a ‘Pudica’, especialista em simpatias.

.o. Sempre atuando nas primeiras horas das manhãs, ele ganhou o cognome de “o despertador do Brasil”. Nos anos iniciais na emissora dos Marinho, seu programa era apresentado de 5h às 7h, intercalando, respectivamente, os do Luciano Alves e do Paulo Giovanni. De estilo conservador, ele mantém, nos 27 anos que se encontra na empresa, quadros lançados na sua chegada.

.o. São alguns exemplos, o “Vamos acordar”, “Receita do dia” , e “As previsões de Zora Yonara”. Dos incorporados mais tarde (lá se vão muitos anos), “As fofocas da Juju”, a respeito de televisão e “celebridades” e, “Para o trono ou buraco”, sobre futebolistas. No trimestre final do ano passado, mais uma mexida na grade. A seu programa, destinado ‘novo’ quadro, o “Historias de cada um”. Originalidade zerada. Têm coisas iguaizinhas nas outras.

M E M Ó R I A
Você decide -- verdade”, era o nome de um programa (o segundo), do Antônio Carlos, que a Globo lançava em 13 de março de 2000. Tinha por objetivo concorrer com a “Patrulha da cidade”.
Durou pouco tempo. A providência seguinte foi estender o “Programa Haroldo de Andrade” até às 13h, colocando o Barbosa no “Debate...” Em agosto de 2002, o “número um” era demitido.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o Google

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A nova casa do Garotinho

.o. José Carlos Araújo, o Garotinho, já está de casa nova – a Transamérica FM. A estreia ocorreu no domingo 2, com a transmissão de Botafogo e Vasco*, pela quinta rodada do Campeonato Carioca, vitória do time da Colina por 1 a 0, sobre os reservas do alvinegro. O primeiro clássico do certame levou ao Maracanã apenas 9 mil e 200 espectadores.

Garotinho, Gilson Ricardo e Gerson Canhotinha estrearam em seu novo endereço dois meses depois de se desligarem da Bradesco Esportes. Em maio de 2012, eles deixavam a Globo para tocarem um projeto inovador, que consistia numa emissora exclusivamente esportiva. Alguns valores nela revelados, integram a equipe agora formada.

O narrador Fernando Bonan, até o ano passado pertencente aos quadros da Globo, é um dos requisitados pelo Garotinho. Também estreou nesse domingo, irradiando a goleada do Flamengo (5 a 2) sobre o Macaé em Volta Redonda. Bonan, que trabalhava na Globo desde a Copa de 2010, na África do Sul, foi dispensado na volta das férias.
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.o. Em mais uma empreitada ao lado de profissionais de sua geração e valores que despontam para o estrelato, o Garotinho está promovendo o retorno do Áureo Ameno. Espécie de ‘faz-tudo’ no rádio, com larga folha de serviços prestados, Áureo, um vascaíno declarado – o “talento em preto-e-branco” – retira do arquivo a “Pensão da Cremilda”.

A fictícia instituição se constituía numa brincadeira entre os participantes do “Bola de fogo”, nos finais das jornadas esportivas da Globo, década de 70. Para a “...Cremilda” eram mandados os jogadores de baixo desempenho. O programa fazia contraponto ao “Enquanto a bola não rola”, criados pelo repórter e apresentador Kléber Leite.

Pouco depois da extinção da “Haroldo de Andrade”, em 2008, Áureo manteve um programa diário nos fins de tarde na Canção Nova. Estava afastado desde então. A partir das 17h desta segunda-feira ele oficializou seu reencontro com o rádio, dividindo com Gilson Ricardo, o “Arena Transamérica”. Um misto de esporte, prestação de serviços e músicas.
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*Jogo da TV paga (ppw), Garotinho teve como concorrentes no seu primeiro dia, entre outros, os narradores Jota Santiago, Luiz Penido, Evaldo José, Batista Júnior e Freitas Neto. Nas rádios Tupi, Globo, CBN, Manchete e Bradesco, respectivamente.


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

‘Você (...) a nossa meta!’*

Mais uma alteração nas tardes dos sábados na Globo. Estreou dia 25, o “Galera da bola”, com apresentação de Felipe Cardoso. O programa teve como participantes os colunistas Sérgio Rodrigues, da ‘Veja’, e Arthur Dapieve,de‘O Globo’.Cristóvão Bastos,que ano passado treinou o Bahia, foi um dos entrevistados.

A nova atração da emissora,a partir das 15h, substituiu “A liga dos trepidantes”, que fora lançado em setembro de 2012. Sintomática a saudação do Cláudio Perrot ao titular de “Galera...”, desejando que o programa tenha vida longa. O condutor repetiu que era ao vivo, afirmando: “Gelado aqui, só o ar-condicionado”.

Uma clara alfinetada na concorrente. Na Tupi, no mesmo horário, o “Show da galera” é apresentado há uns 13 anos. Curioso,entra no ar editado. Surgiu na segunda passagem do Luiz Penido pela rádio. Ele comandava o debate sobre coisas do futebol com seus colaboradores Apolinho, Rubem Leão e Eugênio Leal.
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.o. A Transamérica está anunciando para o dia 2, domingo próximo, a estreia de José Carlos Araújo, o Garotinho, com Gilson Ricardo e Gerson Canhotinha. Será, depois do dia 13 de maio de 2012, despedida dele da Globo (jogo do Fluminense e Botafogo, empate sem gol), nova mudança de pouso em tempo curto.Contingências do mercado. O “Mudei, mudei e gostei”, soa outra vez nas chamadas.

Durante o Campeonato Carioca, devido às recentes modificações nas duas emissoras consideradas alternativas, a equipe da Transamérica ficou reduzida a cinco profissionais. Destaques para o Alexandre Chalita, narrador, e Marco Rodrigues, comentarista. Desse, uma pérola no final de Flamengo 2, Duque de Caxias 2. Disse ele: “Na festa dos titulares, quem tocou a música foram os reservas”.
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.o. “Sábado é do Canázio”, atualmente um dos melhores programas do rádio, dedicou a última audição do mês ao principal ritmo do país – o samba. Dele participaram Rodrigo Alzuguir e Tia Surica. O primeiro, cantor e ator, reproduziu obras do musical “Amigo Cyro,muito te admiro”,em que se reveza com três intérpretes no CCBB--Centro Cultural Banco do Brasil, até o início de fevereiro.

A cantora, figura exponencial da Portela, foi recebida pelo Roberto Canázio, a propósito do lançamento de seu novo disco, um CD. Quem sintonizava a rádio e, não pode ouvir na integra, por ter demorado no atendimento de um telefonema, ou convocado para reunião com a síndica, não sabe o que perdeu. De primeiríssima qualidade. O desempenho do comunicador e dos seus convidados.
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.o. O trânsito e o futebol – já dissemos em postagens anteriores – são os temas que simbolizam o imediatismo do rádio contemporâneo. Essa tragédia na Linha Amarela, em Pilares, na manhã desta terça-feira, uma prova disso. Além da Tupi, Globo, CBN e Bandnews, com suas equipes bem estruturadas, algumas, de menor porte, também estiveram na cobertura, justificando aquela máxima.
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* “Você ouvinte, é a nossa meta! Foi pensando em você, que procuramos fazer o melhor”. Era um dos bordões do Waldir Amaral, que reinou no rádio esportivo nas décadas de 1960/70. José Carlos Araújo, que se tornaria seu discípulo fiel, ultrapassou-o na aceitação junto ao público.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

E, o troféu, vai para o...

Lembra você daquele chavão “a Suderj informa”, que uma voz popularizara no outrora Estádio do Maracanã? Os colunistas de notas também se utilizavam dele em seus jornais (não necessariamente)de edições populares...
.o. Tal anúncio nos veio à mente a propósito da mudança de comando na Bradesco Esportes FM. No caso, seria motivo para os colunistas (não amestrados) revelarem: “Sai o José Carlos Araújo; entra o Edilson Silva”

.o. O afastamento de um e a chegada do outro, significa nada mais, nada menos que um troca-troca de endereços. O ‘locutor-energia’ estreou no sábado, 18, abertura do Campeonato Carioca, com o jogo do Vasco e Boa Vista, em São Januário, empatado em 1 a 1. Garotinho deve estrear mês que vem.
.o. Estão com o Edilson componentes do grupo que, durante pouco mais de um ano atuava na Transamérica. E, é justamente para lá, de onde essa turma se desligou há um mês, que o Zé Carlos se transfere. Ícone do rádio esportivo nas últimas décadas, foi breve a sua passagem pelo projeto inovador.
.o. Wellington Campos (bastante rodado) e o Freitas Neto (bem menos), da equipe então liderada pelo ícone, trabalharam com o Edilson na Bandeirantes AM, período de 2008 a 2010. Naquela formação, também estavam o Ronaldo Castro e o Sérgio Guimarães. E, até quando ficarão desta vez?

.o. A resposta, evidentemente, só depende do futuro. Quanto ao Garotinho, ele personifica, no momento, o elefante de um poema de Drummond (Carlos Drummond de Andrade), pronto para um novo recomeço. Na vitalidade dos 73 anos (cuidadoso como ninguém com o material de voz) espera-se que ainda terá, ao lado dos amigos fiéis, fôlego para muitos “golões, golões”...
.o. Nesse episódio tem uma coisa instigante. Transamérica não era uma rádio destinada ao público jovem? Mudou o perfil, ou o Natal? Inquestionáveis, o talento e carisma do Garotinho, categoria do Gilson e experiência do Gerson. Eles terão, pelo que se sabe, o apoio do Áureo Ameno e Denis Menezes, escolados, mas,há longo tempo inativos. Um novo desafio para o Zé Carlos?
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LINHA DIRETA
-/- Mudou da água para o vinho, o “Comendo a bola” na Bradesco FM, de 12h às 14h. Sérgio Guimarães substituiu o Sandro Gama na apresentação.
-/- Gláucia Araújo, que faz programa vespertino na Rádio Nacional, ampliou suas atividades no veículo. Também está na SulAmérica Paradiso FM.
-/- Um dos pioneiros do esporte na Manchete, em 2006, Fábio Tubino acaba de retornar à emissora. Nas mesmas funções, âncora e comentarista.
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COMUNICADORES
Você, amante do rádio, já escolheu os melhores comunicadores – os cinco preferidos? E, aqueles (em igual número) que, em hipótese alguma, contrataria para a “sua” emissora tivesse, ou não, ganho os milhões da Mega-sena?

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Nas ondas, com a virada

Ainda ecoa. Beto Britto e David Rangel dividiram, na Globo, a apresentação do show da virada. Dos estúdios, Beto acionava repórteres que cobriam o réveillon na Praia de Copacabana, enquanto David, instalado no Parque de Madureira, mobilizava outros componentes da equipe. O show da rádio foi transmitido paralelamente ao da Rede Globo de televisão.
Em sua intervenção inicial, David saudou o colega, cumprimentando-o pela reintegração do “Planeta Rei”, que perdera em meados do ano uma hora para “O melhor da Globo”, em que eram anunciados os cartazes da emissora durante o dia. Como se pode perceber, “O melhor...” (com o David) foi bola mal colocada na grade. Esvaziou de forma inesperada.

DIFERENÇAS
A exemplo de seus co-irmãos da Glória, os da Saúde também apresentaram um especial alusivo à passagem de ano. Nas horas que antecederam a virada, o comando ficou por conta de André Ribeiro, do esporte. Embora bem rodado, que diferença entre o seu desempenho e o do Beto Britto, para muitos, apenas um especializado em Roberto Carlos e músicas bregas antigas.
André passou o bastão ao Fernando Sérgio, titular da madrugada, acentuando-se a distância em termos de comunicação. O esporte (futebol, em particular), marca o radialista, tornando viciada a sua linguagem.

SEM BRILHO
Na Manchete, as horas preliminares da virada restringiram-se ao “Vai dar samba”, de outro membro da dinastia Ribeiro no veículo, -- o Miro -- um profundo estudioso de blocos e escolas do gênero. A rádio apostou na temática de um de seus slogans – “carnaval o ano inteiro”. Sete anos depois de sua volta ao dial, a Manchete não é mais a mesma. O seu jornalismo não tem brilho, pela carência de repórteres, enorme desvantagem para as concorrentes.
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UMA DUREZA
Fazer programa de esporte nessa época, período da entressafra, é como tirar leite de pedra. Ricardo Mazella, um veterano, apresentava o “Bate bola Nacional” no dia 2, primeiro ‘ao vivo’ do ano, segundo repetiu diversas vezes, e outras tantas, “o seu melhor programa na hora do almoço”. Seus companheiros da edição, o comentarista Rodrigo Vieira e o repórter Rafael Monteiro. O “Bate bola...” dobrou sua duração há dois meses , indo ao ar de 12h30 às 13h30. Uma dureza preencher o tempo com o noticiário ralo dos dias atuais.
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LINHA DIRETA
/o/ Manhã de domingo, 5. Jorge Luiz, da Globo, cozinheiro nas horas de lazer, conversa com donas de casa, de 63 e 77 anos, “jovenzinhas”, segundo ele. Animadíssimo papo sobre...receitas culinárias.
/o/ No primeiro “Bom dia” do ano, Haroldo de Andrade (Júnior) retrata, na Tupi, curiosa história de uma noiva. Casara com vestido emprestado de uma amiga, de quem, mais tarde, acabaria roubando o marido.
/o/ Ao apagar das luzes de 2013, a Tupi lançou o repórter aéreo, aproveitando a volta do Leonardo Sales. Um monumental atraso. Na Globo, o Genilson Araújo faz esse serviço via-helicóptero há pelo menos 18 anos.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Os nossos comunicadores

Nos programas de entretenimento voltados para a música em anos remotos, eles eram animadores de estúdio, ou de auditório – os primeiros também denominados disc-jockeys. Em anos contemporâneos, sob as bênçãos do “Papa” Marshall Mc Luhan, batizados de comunicadores, bem de acordo com a filosofia do escritor canadense, cujo viés tinha “os meios de comunicação como extensões do homem”.
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A popularidade deles no país foi disseminada com o crescimento do FM, nas décadas de 1970/80. O modelo ditava as regras com a linguagem coloquial de seus locutores, ao contrário das vozes empostadas no tradicional AM. Passada a “coqueluche”, não se podia mais distinguir entre os que atuavam num e noutro segmento. Por certo, uma antevisão do “junto e misturado”, acentuando as diferenças.

No AM – mais falado -- o predomínio do jornalismo, prestação de serviços, debates. Já no FM (excetuando poucos casos), a concentração nas paradas de sucessos musicais, incluindo algumas inserções de notícias e serviços. Os mais conhecidos comunicadores do rádio contemporâneo formam quadros na Tupi e Globo (freqüências unificadas em 2009/10), Nacional e Manchete, emissoras populares.
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Para você, inveterado amante do rádio, quais os cinco melhores comunicadores das listas que seguem? Queira relacionar, também, os cinco que nunca fariam parte da emissora de que você (já teria imaginado) fosse o diretor. No dia a dia, estão no ar a partir de zero hora, esses profissionais:

Fernando Sérgio, Mário Belisário, Clóvis Monteiro, Francisco Barbosa, Coelho Lima, Pedro Augusto. Heleno Rotay, Washington Rodrigues e Luiz Ribeiro (Tupi); Beto Britto, Jorge Luiz, Antônio Carlos, Roberto Canázio, Alexandre Ferreira, Tino Júnior e Robson Aldir (Globo).
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Adelzon Alves, Geraldo do Norte, Marco Antônio Monteiro, Neise Marçal, Daysi Lúcidi, Luiz Augusto Gollo, Dorina, Glaucia Araújo e Cirilo Reis (Nacional); Kleber Sayão, Jorge Bacarin, Luiz Vieira, Anthony Garotinho,Rodrigo Machado, Ronaldo Gomlevsky, Mário Esteves, Luiz de França, Juninho Tititi e Miro Ribeiro. (Manchete).

Complementam a lista, os que fazem programas semanais, ou atuam como curingas: Na Tupi -- Haroldo de Andrade (Junior), Luizinho Campos, Jimmy Raw, Garcia Duarte e Cristiano Santos; na Globo -- David Rangel, Maurício Menezes, Soares Júnior; Nacional -- Gerdal dos Santos, Jair Lemos, Cristiano Menezes, Luciana Vale; Manchete -- Robson Alencar, Rafael de França, Cláudia Ferreira,Vilma Guimarães.

Do histórico FM em plena atividade, Fernando Mansur (MPB), Robson Castro (SulAmérica Paradiso) e Alexandre Tavares (JB). Esperamos suas indicações até o fim de janeiro. Feliz 2014.


sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

De produtores e balanços

Oito de dezembro,domingo, registrado há menos de duas semanas, é dia do produtor de rádio. Jimmy Raw, da Tupi, que apresentava o programa do Haroldo de Andrade (Júnior), nas férias do titular, rememorou a data, em que se reverenciam outras categorias -- o cronista esportivo e o colunista social. A edição era assinada por Jorge Pereira, pela qual o Nonato Viegas habitualmente responde.

Por trabalharem na retaguarda, os produtores são pouco conhecidos do grande público. Eles dão suporte aos comunicadores, preparando textos e roteiros, pautando os temas a serem focalizados, assim como fazem “pontes” para entrevistas por telefone e, a interação do apresentador com os ouvintes. De modo geral, o produtor é um repórter no anonimato, mesmo nas emissoras que creditam seus nomes.

Eis alguns, entre outros produtores nas emissoras populares do Rio: Ricardo Alexandre, Marcus Vinícius, Rita de Souza, Jacqueline Nascimento e Paula Ranieri (Tupi); Carla de Luca, Heloísa Paladino, Sheila Trindade, Cynthia Abrantes e Paulinho Coruja (Globo); Flávio Kede e Adriana de França (Manchete); Carlos Alberto Silva e Fátima Bonfim (Nacional). Aqui, o predomínio das mulheres.
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ELES VOLTARAM
O 2013 no fim. Em março, David Rangel voltava à Globo, depois de quatro anos na Manchete.Ganhava programa dominical, nas manhãs e um diário, de madrugada. Exerceria, ainda, a função de curinga.

Também voltavam à casa Maurício Menezes e Gilsse Campos, ele em agosto, ela um pouco antes. Maurício esteve afastado 12 anos, com atuações nas rádios Haroldo de Andrade e Tupi. Agora coordenador artístico, reeditou o “Plantão de notícias” (não emplacara na concorrente), o conhecido “Agito geral”.

Gilsse, a mais longeva das mulheres a participarem do “Debates populares”, reintegrou-se àquele quadro. Estava fora da Globo desde a saída do Haroldão, em 2002. Fazia, ultimamente, programa semanal na Manchete.

Na Tupi, Mário Belisário voltou em agosto. Ficou no lugar do Sílvio Samper, dispensado depois de 18 anos no prefixo. Belisário já trabalhara duas vezes na emissora. Passou por outras e, pela Sucesso, entre 2009 e 2011.
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SOLUÇÃO DIFÍCIL
Muito mais que no futebol, a cobertura do trânsito continuou sendo a perfeita tradução do imediatismo do rádio. No que se convencionou chamar prestação de serviços em tempos modernos,emissoras inteiramente dedicadas ao jornalismo levam vantagem sobre as de programação variada.

Mas, a informação é sempre a mesma, reportando-se às ruas e avenidas idem. O linguajar dos setoristas, uma toada só. Não muda. Como não mudam as condições nas principais vias, problema crônico sem solução à vista. Uma prática tipo ‘enxuga gelo’ sobre o dia a dia do Rio e cidades próximas.

“O trânsito está complicado na reta do cais da Ponte (...) Está complicado na Avenida Brasil, altura da (...);na Presidente Vargas, sentido da (...);na Epitácio Pessoa...” O rádio orienta os motoristas, cumpre o seu papel; as autoridades... escamoteiam. “O estreitamento das ruas deve-se à redução do IPI, que facilitou os de menor poder aquisitivo na compra do carro”.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

O horizonte com desafios

Artistas e funcionários da Globo assistiram no dia 2, a 1h da tarde, missa no Outeiro da Glória celebrando os 69 anos de fundação da rádio. Na ocasião, os comunicadores mais aplaudidos pelo público foram o Antônio Carlos -- 26 anos de casa -- e Roberto Canázio -- 7, completados na véspera.
No horizonte que se descortina, o maior desafio para os novos diretores será a reconquista da audiência no horário vespertino. Essa inferiorizada condição diante da Tupi, a principal concorrente, se verifica há uma década e meia, período em que, importantes valores migraram para o outro lado.
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Antenado com o cenário atual um observador acredita que não é difícil vencer a estação da Saúde naquele horário. Bastaria, segundo ele, que os cardeais reeditassem “A cidade contra o crime”(*) e remanejassem o padre Marcelo para às 13h, em que atuava no início. No primeiro caso, um confronto para a “Patrulha...”, no outro, como antídoto contra “o romeiro de Aparecida”.
No espaço subseqüente, de 2h às 5h -- argumenta – entraria o David Rangel, ou o Mário Esteves (que também voltaria). A grande sacada, fechando o pacote, seria a recontratação de Washington Rodrigues, o Apolinho. Ele formaria dupla com o Luiz Penido no programa do fim de tarde, que ganharia um formato novo, e passaria a se chamar “Globo variedades” – conclui o observador.
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POBREZA
Paixão de muitos -- profissionais, estudiosos, ouvintes -- o rádio é, nos dias atuais, “o primo pobre da mídia eletrônica”.
Em sintonia ao longo dos tempos, não temos lembrança de coisa mais cabotina do que esse concurso de marchinhas que o Antônio Carlos promove anualmente na Globo. Sofrível, a qualidade das músicas.
Apesar de tudo, “o despertador do Brasil” mantém boa posição no Ibope, prestigiado por uma audiência cativa, fiel.
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REJEIÇÃO
Não é o que acontece, por exemplo, com os programas da Nacional. Há uns três anos, também por lá, se faz concurso (qualificado) de marchinhas. A baixa repercussão obtida, um retrato do tradicional prefixo.
Sob o estigma da rejeição, vivem Nacional e MEC -- as chamadas rádios públicas. De quase nada adiantou, na primeira, a obra de revitalização em 2004 no prédio da Praça Mauá, ao custo de 2,5 milhões. Hoje, estranhamente, a emissora está instalada na Avenida Gomes Freire, Lapa.
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AMOR ANTIGO
(*) “A cidade contra o crime” foi um programa que Affonso Soares lançou na Globo na década de 80, similar ao que ele criara em 1950 na então líder dos Diários associados. Durante o tempo que ficou em cartaz, dividiu as atenções do público com o original. Seguiram o Affonso (1925/2007), em sua nova empreitada, o apresentador Samuel Corrêa e um grupo de rádio-atores.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Globo, a volta por cima

Três meses após a mudança de coordenação na Rádio Globo, já se percebem melhorias em alguns programas da grade. Em termos de dinamismo, por exemplo. Com isso, justificam-se os slogans “manhã pra cima” e “tarde mais feliz”, englobando no primeiro caso (sem trocadilho), atrações comandadas por Jorge Luiz, Antônio Carlos e Roberto Canázio. (O do padre, mera estratégia.)

A vinheta nova para o horário vespertino, talvez não tenha sido devidamente pensada. Quando entra no ar o programa do Alexandre Ferreira, verifica-se na montagem da abertura, o confronto desnecessário de uma só expressão. Ao tema antigo do “Tarde legal” e do “Boa tarde...”, junta-se o de “tarde mais feliz”. Overdose para recuperar índices? A coisa estava muito mais feia...

Depois de inúmeras providências visando reverter o quadro, porém, os objetivos da emissora estão sendo alcançados. O último boletim do Ibope revela essa modificação, embora os programas apresentados nas tardes continuem como o “calcanhar de Aquiles”. A vantagem somada pelas atrações da principal concorrente ainda é maior, constituindo-se um desafio a ser vencido. Evidente que isso será possível, com a eliminação dos pontos vulneráveis.
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HOMENAGEM
O poeta e sambista Luiz Carlos da Vila (1949/2008) está sendo homenageado pela cantora Dorina. Ela gravou um CD com músicas dele. O lançamento ocorreu no dia 21, quinta-feira, no Teatro Rival, na Cinelândia.
Dorina (também radialista), foi entrevistada no “Botequim da Globo”, terça, para a divulgação de seu novo trabalho. E, o Robson Aldir, com aquela espontaneidade peculiar, disse: “Já pude saborear (sic) o seu disco”.
Qualquer pessoa teria dito, em se tratando de música e, principalmente de novidade, que gostou, apreciou, encantou-se, -- palavras similares com o mesmo sentido, significado. Robson é uma figura singular.


AMOR ANTIGO
No horário em que hoje está o “Botequim...”, a Globo manteve durante boa temporada, o “Show da noite”. Gilberto Lima (1942/1983), foi o seu primeiro apresentador, em seguida o Antônio Luiz (1947/2001).
Outro titular: Luiz de França e, por último, o Mário Esteves. Ouvintes que os acompanhavam, ao sintonizarem o de agora,(e outros), têm a convicção de que não foi só o “Projeto Brasil” que derrubou a audiência no Rio.
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T R I V I A I S
/o/ Primeira etapa da implosão da Perimetral realizada com sucesso. Entre os repórteres de rádio na cobertura do fato histórico, Evelyn Moraes, pela Globo, e Mariana Moraes, pela Tupi.

/o/ Alexandre Chalita, da Transamérica, informa que foi ele quem criou o bordão “faz a festa da galera”. A frase adotada pelo Rodrigo Campos, esclarece, em comum acordo entre os dois.

/o/ Analisando a partida do Botafogo com o São Paulo (1 a 1), Rodolfo Motta, da Manchete, “o comentarista perfeito”, descobriu a pólvora. Afirmou que “gol é o mais importante de um jogo.”

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Quadrinhos, joias raras

Nos pequenos frascos, a essência do produto – alguém escreveu referindo-se a uma linha de perfumes. A definição pode servir para os quadrinhos nos programas de rádio, com duração semelhante aos noticiários de hora marcada, exemplos de “O Globo no ar”,“Sentinelas da Tupi” e “Nacional informa”.

O Clóvis Monteiro, que se autodenomina “motivador do Brasil”, apresenta no seu programa uma dessas joias do rádio moderno. É o quadrinho “Lição de vida”, cuja importância apenas o ouvinte distraído não percebe. Na mesma Tupi, desfilam no programa do Francisco Barbosa, o “Seu Manuel Tamancas”, personificado por Luizinho Campos, e “A luz da psicologia”, com Luiz Ainbinder.
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No mesmo estilo do “Lição de vida” e, no entanto, com mais quilometragem (é do tempo em que ele trabalhava na Manchete), tem o “Moral da história”, com o Roberto Canázio, no “Manhã da Globo”.Fruto do velho rádio e, originalmente conhecidos como interprogramas, hoje se renovam, elaborados. São bons momentos num veículo onde a mesmice virou substantivo comum.

Admiráveis também, o “Dois tempos”do Mário Esteves, na Manchete abordando trilhas sonoras de novelas e cantores de sucesso, e “Globo natureza” da Rosana Jatobá, com ideias e sugestões para a preservação do meio ambiente. A ressaltar, o desempenho do Ricardo Villa no “Disco do dia”, na MEC.
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AMOR ANTIGO
Dono do mais famoso programa de auditório na história do rádio, César de Alencar era muito mais que animador. Foi também cantor, compositor e, no inicio da carreira, ator. César (1917/1990) era, inclusive, uma figura criativa. As entrevistas por telefone, tão utilizadas no rádio de hoje, foi uma invenção dele.

Criava os quadros de seu programa e,intercalando aos de formato normal (25 minutos), idealizou os interprogramas, que o jornalista Borelli Filho, da “Revista do Rádio”, chamava de quadrinhos. Na fase do ostracismo, marcado pelo episódio da Revolução de 64, ele foi parar na Rádio Federal, de Niterói. Ali, apresentava um dos tais -- “As virgens do César” – isto é, lançamentos de gravações.
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LEMBRANÇAS
A cantora e atriz Vanja Orico aniversaria no dia da Proclamação da República. Fez 84 anos. Estrela do filme “O cangaceiro” e uma das intérpretes de “Muié rendeira”, entre outros sucessos, foi lembrada por alguns programas de rádio.

SEM QUEIXAS
Fãs do Agnaldo Timóteo (77 anos) não podem se queixar da falta de espaço, no rádio, para artistas de sua geração. Às sextas-feiras, invariavelmente – com direito a entrevista --, ele aparece no programa do Luiz Vieira, na Manchete.

O QUE É ISSO?
Em novembro de 1985 morria, no Rio, o comunicador da Globo Waldir Vieira. Algumas pessoas ainda hoje confundem o nome dele com o do autor de “Menino de Braçanã”. Caso de uma admiradora do Timóteo, residente em Itaboraí.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Um trivial mal passado

Cinco horas da tarde. Sábado, 9 de novembro. Na Tupi, ancorando a jornada esportiva, André Ribeiro anuncia: “Daqui a pouco, Flamengo e Goiás!”
O jogo estava programado para as 9 horas da noite... Seria um disparate se ele dissesse “daqui a pouquinho”, tão preferida por outros comunicadores.

E, bem feito para um distinto cidadão, ainda em sintonia. Morador num país tropical, que não é Flamengo, e não tem uma nega chamada Teresa...
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O BALÃOZINHO
Aquela partida terminaria em 1 a 1. Descrevendo o movimento de um jogador, Freitas Neto, da Bradesco afirmava: “Deu um balãozinho pro alto...”

No futebol, por acaso, haverá outra forma do apreciado lance?
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A RIMA FALSA
A Globo acertara em cheio na contratação de Dé Aranha para o seu quadro de comentaristas -- observamos aqui, numa postagem anterior.
Bem articulado, Dé sabe das coisas, fala a linguagem de determinada classe. Não precisava, porém, ser objeto de slogan rimado. Soa falso.
“O de papo legal”, cairia bem. Aranhas – nenhuma novidade – não vivem em palpos, que as pessoas de poucas letras pronunciam “papo?”...
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SOS SLOGAN
A propósito do tema. Um slogan urgente para o narrador Odilon Júnior, antes que bebês dos últimos anos sejam matriculados na maternal.

Essa história de revelação PJ, francamente, não dá mais.
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VIVA A MEC!
Num jornal em que raramente saem notícias sobre as emissoras de rádio da própria empresa, o Arthur Dapieve publicou um brilhante trabalho focalizando a situação das rádios MEC AM e FM. Mostrou uma coisa que outros não têm: independência. Veículo de maior credibilidade para alguns, o rádio nos dias atuais é “o primo pobre” da mídia eletrônica. Efusivos parabéns, professor.

A repórter do jornal “O Dia” que entrevistou o Xico Teixeira se confundiu ao informar como declaração do gerente regional da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), “que a rádio MEC AM hoje, toca música clássica”. Não confere. O forte da freqüência é música popular brasileira, ficando a clássica, por conta exclusiva da MEC FM, única no Rio a se dedicar ao gênero.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

A sinfonia dos bordões

Nunca como este ano esteve tão acirrada a briga pelo Ibope nas emissoras de rádio que transmitem futebol. Globo e Tupi já detinham nas duas últimas décadas as preferências, porém, com a troca de comando entre elas ano passado, e o ingresso da Bradesco no circuito (uma proposta nova), as chamadas alternativas despertaram. Mobilizaram-se no sentido de melhorar suas equipes, ou pelo menos, tentaram buscar um meio de reduzir perdas iminentes.
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“Carro parado não arruma frete” – já dizia um ditado popular. Nessa arena futebolística montada pelos prefixos “digladiam-se” atualmente, Luiz Penido na Globo, Jota Santiago na Tupi, e José Carlos Araújo na Bradesco. Correm por fora, para pegar as fatias do “bolo-audiência”, Edilson Silva pela Transamérica (também uma nova opção), Evaldo José (CBN), Maurício Moreira (Brasil), Rodrigo Campos (Manchete) e Carlos Borges (Nacional).
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Em termos de qualidade e recursos, Globo e Tupi se igualam, posicionando-se em preciosas vantagens. Bradesco e Transamérica, por sua vez, valem-se de alguns nomes de reconhecido prestígio para atrair público, formar plateia, No pouco tempo que operam, todavia, já vencem as situadas num plano inferior às principais. Observa-se, independente do calibre de cada uma, que os bordões (mais do que antes), funcionam como trunfo para “segurar” o ouvinte.
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Nos intervalos de bola rolando uma programada sinfonia de apelos modula o ambiente, no tom de “quem é mais”, “quem é a tal”. E, com isso, frenética toada de sinos, guinchos e apitos. De um lado, “futebol clube”; de outro, “futebol é muito mais emoção”. De lá, “futebol-show”; dacolá, “o melhor do futebol”. Na rádio y a jura: “fazendo você mais feliz com o futebol”. Promessa na x: “muito mais bola na rede” e, na z: “emoção no futebol tem três letras...”

BOLA MAIOR
Detentora de um dos mais baixos índices de audiência no esporte, nem por isso a Nacional desanima. Depois de dispensar alguns profissionais e, contratar outros, está ampliando o setor a partir desta segunda-feira, 4. O “Bate-bola” dobra seu tempo de duração, começando agora às 12h30.

UMA OUTRA
Quem pensava que a astrologia no rádio estava com os dias contados, enganou-se. Na Globo, os executivos não compartilham desse pensamento. O “Boa tarde...”, comandado pelo Alexandre Ferreira abre espaço para Leiloca Neves, que atua no mesmo ramo da Zora Yonara e Glória Britto. Ela foi integrante do grupo musical As Frenéticas, um sucesso nos anos 70.

OS NOVATOS
Universitários interessados em futebol têm nas rádios Bradesco, Manchete e Nacional oportunidades para estágios. Em certos casos, sequer o ENEM daria jeito. Como o auxiliar do Ricardo Mazella no Vasco e Goiás, ao perceber um jogador ferido. O moço disse que “a camisa sangrava”.