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quinta-feira, 20 de julho de 2017

Ouvindo as ondas

‘... VOAM COM AS NOTÍCIAS’
Quem, sintonizado numa estação de rádio trafega pelo centro das grandes cidades como o Rio, por exemplo, sabe que diariamente ‘o trânsito está complicado na rua X, na avenida Y, ou no viaduto Z’. Nas manhãs ou tardes.

Isso que se denomina prestação de serviços é feito mais amiúde pelas emissoras dedicadas exclusivamente às notícias, Bandeirantes e CBN, no caso. As mais importantes emissoras fazem esse tipo de cobertura, entre elas, Tupi e a JB.

No horário vespertino Marcela Lemos, Gabriel Rocha, Edilaine Mattos e José Carlos Cardoso são, pela ordem, os repórteres que atuam nas rádios aqui referidas. Eles ‘voam com as notícias’, segundo o bordão de uma dessas.

CAIU NA REDE
A recente reforma na programação das emissoras da EBC, agora em rede, destinou para a Nacional do Rio somente as ‘tirinhas’ da grade. A de Brasília encabeça a maior parte dos horários. Às outras, ‘janelas’ nos informativos.

Programas de notícias do Rio mais abrangente, o ouvinte terá na MEC AM, com assinatura da Nacional, uma vez que a outra ‘deletou’ sua equipe. A EBC está utilizando os seus quadros de executivos para oferecerem resultados desse jaez.

Tirante o vitrolão na forma de ‘especial’ que preenche horários, a Nacional-Rio transmite, a partir da reforma, o “Musishow” nas noites sem futebol, e o “Adelzon Alves na Madrugada”. No gênero variedades, apenas o “Tarde Nacional”.

DIFERENCIADO
Os sábados, em linguagem pomposa, é um dia diferenciado. A Nacional os reserva para os profissionais da terceira idade. Escalados o Waldir Luiz, com “Alô Rio”, Daysi Lúcidi (“Alô Daysi”) e Gerdal dos Santos (“Onde Canta o Sabiá”).

Nesses dias (e aos domingos) a principal emissora da EBC na outrora Cidade Maravilhosa, leva para o seu público reprises de programas da chamada época de ouro, em que pontilhavam as novelas, atrações do auditório e os de broadcast.

E, a exemplo da tradicional estação da lendária Praça Mauá, a rádio dos Marinho também incursionou na mesma seara. Os fins de semana ficaram para os veteranos. David Rangel nos sábados e Roberto Canázio aos domingos.

OPÇÃO ALPHA
Frustradas as expectativas em torno do lançamento da Alpha no Rio. De rádio musical a cidade está bem abastecida, levando-se em conta que nela operam as FMs JB, Antena 1, SulAmérica Paradiso e Roquette, incluindo-se a MEC AM.

As correntes mais otimistas entre os apreciadores esperavam que a nova rádio contribuiria para o aproveitamento dos profissionais que, no ano passado, perderam seu emprego, sendo demitidos nas principais emissoras.

A Alpha -- pode-se observar -- é um fragmento resultante da fusão JB-Antena-SulAmérica, sintetizada no bordão ‘trilha sonora de sua vida’. Nem jornalismo próprio ela possui. As notas que se ouve ali são da parceria com a Bandnews.

HORAFINAL.COM
Nesta quinta (20) Jota Santiago volta a trabalhar na Tupi transmitindo, a partir das 8h da noite pelo Campeonato Brasileiro, o jogo do Botafogo com o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Fez parte do grupo que a emissora demitiu em julho de 2016, e passagem rápida pela Bradesco Esportes, fechada em fevereiro
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HORAFINAL DOIS
A Rádio MEC AM promove neste sábado (22), às 2lh, um especial com o sambista e compositor Elton Medeiros e convidados. No repertório dele obras como “Pressentimento”, “Bem que Mereci”, “Ame”, “Senador’, “Vestido Tubinho”, sendo parceiros Paulinho da Viola, Hermínio Bello de Carvalho e outros.



quinta-feira, 13 de julho de 2017

Rádiomania, o Livro/16

MÉDIAS E MODULADAS (B-2)
Paulo Tapajós, que dedicara a maior parte de sua vida ao rádio, onde começara na juventude, morreu no final de dezembro de 1990, aos 77 anos. Num depoimento à Jornal do Brasil na década de 80, ele dizia que o rádio era muito precário nos seus primórdios. Em seu conceito, o veículo surgira para valer em outubro de 1923, graças ao trabalho dos irmãos Moreira, do Recife. Locutor era chamado de speaker e, no fim dos programas, fazia relação nominal das firmas que contribuíam com a sociedade, sistema em que as emissoras operavam.

O rádio funcionava todos os dias da semana, com exceção dos domingos, contara certa vez Henrique Fóreis, o Almirante. A Rádio Sociedade e a Clube do Brasil se alternavam, uma transmitindo às segundas, quartas e sextas, a outra às terças, quintas e sábados. Alguns historiadores atribuem à Sociedade do Rio de Janeiro à primazia, outros entendem que a iniciativa coube à Rádio Clube de Recife. A segunda estação do país, no entanto, fora a Rádio Clube do Brasil, no Rio, sendo a Pelotense, no interior do Rio Grande do Sul, a terceira.

Em 1931 era inaugurada a Rádio Record de São Paulo, fundada por Paulo Machado de Carvalho. No ano seguinte, em 9 de julho, estourava a Revolução Constitucionalista. A Record se posicionava na vanguarda dos acontecimentos políticos. Nela, os locutores César Ladeira, Nicolau Tuma e Renato Macedo se destacavam. A rádio ganhava o slogan de “a voz de São Paulo”, enquanto Ladeira passava a ser chamado de “a voz da Revolução”.

No começo dos anos 30, quando o governo Getúlio Vargas legalizaria o processo de comercialização do veículo, o primeiro programa do gênero apareceria na Mayrink Veiga. O apresentador era Valdo de Abreu, e a atração que comandava se estendia de manhã à noite. Depois viria o “Programa Casé”, na Rádio Phillips, que estreara em 1932. Ademar Casé, idealizador daquelas audições, inspirara-se na BBC de Londres. (Tinha aversão a microfone e utilizava três locutores para as apresentações, um deles, o Alziro Zarur). Era vendedor da Phillips, empresa que mantinha uma gravadora e fabricava equipamentos elétricos.

Sem o saber, Casé já praticava naquele tempo, o que muitos anos mais tarde a mídia definiria como lobby. Foi no “Programa Casé” que Almirante, ‘a maior patente do rádio’ se revelou. Os reclames – nomes dados aos comerciais – eram em forma de versinhos. Participavam da equipe de redatores Henrique Pongetti, Luiz Peixoto e Antônio Nássara, cabendo a este a criação dos primeiros textos cantados, que seriam o embrião dos jingles. Apresentavam-se naquele programa, cantores do nível de um Noel Rosa e Marília Batista, e outros da época.

MEMÓRIA-2000
O jornalista e produtor Maurício Menezes era promovido em março, a apresentador nas manhãs de sábado, na Globo. Haroldo de Andrade deixava de se apresentar naqueles dias.

Antônio Carlos ampliava seu espaço. E, na segunda, 13, passava a comandar uma nova versão do “Você Decide – Verdade”, tentativa de ‘brigar’ com o “Patrulha da Cidade”, da concorrente.

A Manchete CCI também promovia estreia na mesma data. Lançava o “Rio 760, Tarde Total”, de 1 às 4h, substituindo o “Programa Cirilo Reis”, que dividira com o Alexandre Ferreira o horário.
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quinta-feira, 6 de julho de 2017

Radiomania, o Livro/15

MÉDIAS E MODULADAS (B-1)
Em setembro de 1990, atravessando uma das fases mais criticas de sua existência, a Rádio Nacional atingia 54 anos de fundação. Sem motivo para festa. Ainda naquele mês, outra aniversariante – a Tupi – alcançava 55 anos de atividades. Com alguma comemoração.

Da mesma idade, a Jornal do Brasil assinalava em agosto, uma nova etapa de sua vida. No melhor estilo. Para a passagem do evento, vários programas, entre eles, uma série realizada pelo Serviço Brasileiro da BBC, que completava 50 anos também em agosto.

As experiências iniciais foram através de duas unidades trazidas dos Estados Unidos, uma pela Westinghouse, instalada no Corcovado, outra pela Western Electric, montada na Praia Vermelha, para as solenidades do Centenário da República. O presidente Epitácio Pessoa lá estivera, sendo o primeiro a ocupar o microfone de uma estação de radiotelefonia.

Entre os presentes, estava o professor Edgard Roquette Pinto. Maravilhado com tudo que assistira, ele fundaria em 20 de abril de 1923 a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro – que passaria a se chamar Rádio Ministério de Educação e Cultura, MEC, a partir de 1936.

Homem de muita visão e, sobretudo um grande idealista, Roquette Pinto fora também o primeiro a colocar uma ópera no ar, o “Rigoleto”, de Verdi, no dia 4 de julho, alguns meses depois de inaugurar a estação. Fora responsável pela transmissão de pronunciamentos de sábios e intelectuais que visitavam o Brasil, entre os quais, Albert Einstein e Alfred Agache.

Antes das experiências do Centenário da República, que reunira uma multidão de curiosos num recinto acanhado, onde o som estridente era a tônica, pouca gente se interessaria. Em 1893, entretanto, o padre gaúcho Landel de Moura , um inventor nato, assustava os paroquianos com seus ensaios.

Estudara na Escola Politécnica do Rio de Janeiro e se formara em ciências físicas e químicas em Roma. Landel de Moura representou para o rádio o mesmo que Alberto Santos Dumont representou para a aviação brasileira.


MEMÓRIA-1999
A Tupi lançava, na última semana de março, o “Fala Governador”, com Anthony Garotinho, aos sábados, das 7 às 9h da manhã.

Naquele mês, a 94 FM (Roquette Pinto) popularizava sua programação e criava um núcleo de esportes com o Ricardo Mazella.

Ainda no período, a Nacional iniciava outra reformulação na sua grade. José Sobral, novo diretor, substituía José Carlos Cataldi.

Em 30 de junho, Haroldo de Andrade (1934-2008) fazia 50 anos de rádio. Luiz de Carvalho (1919-2008), antecessor, era lembrado.
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Ouvindo as ondas
NACIONAL VIRA REPETIDORA
É tempo de mudanças. Para fugir da mesmice reinante e garantir sua sobrevivência, as rádios se valem dos recursos da tecnologia, internet e redes sociais, meios de interagir com o público, independente de classes.

Depois da Tupi (que continua apostando no popular) e, da Globo – que radicalizou com a nova plástica --, chegou a vez da Nacional. Ela complementa a reformulação iniciada em abril, investe em jornalismo, dando prioridade a Brasília.

Com a medida, o Rio, sua sede histórica transforma-se em mera repetidora da matriz, no Planalto. O carro-chefe da programação é o “Repórter Nacional”, das 7 às 8h, que estreou na terça (4). Dentro de duas semanas terá quatro edições.

Conforme anunciou o locutor Dilson Santafé, o “Repórter Nacional”, em novo formato, lançará as demais nos dias 11 e 18. Num caso, das 11 às 12h, em outro, das 18 às 19h e das 23h30 às 24h. Haverá ‘janelas’ com as notícias regionais.

Na segunda (3), saíram da grade o “Repórter Rio” e o “Tema Livre”. Dila Araújo, seu apresentador, despediu-se no ar, o mesmo acontecendo com a Daysi Lúcidi , do “Alô Daysi”, há 41 anos. O programa vai para os sábados, ao meio-dia.

DE ORELHA & ORELHAS
Fala-se que a Nova Rádio Globo é uma proposta de reinvenção do veículo. E, tem gente que acredita. Na verdade, utilizar profissionais de TV da empresa parece reinvenção para os jovens – público alvo, ‘bom de orelha’, ou bola da vez.

Quem ultrapassou a faixa dos 50 de idade e se interessa pelo ramo, sabe muito bem que na década de 1960 a Jovem Pan, de Sampa, adotava igual modelo. Para tanto, servia-se da TV Record, dos Machado de Carvalho, os gestores.

Pertenciam ao cast, entre outros, Roberto e Erasmo Carlos, Vanderléa, Ronnie Von, Jô Soares, os saudosos Jair Rodrigues, Elis Regina e Celi Campelo. Viraram apresentadores da rádio. Época que não havia internet, muito menos similares.

CENTENÁRIO DO JOÃO
Dia 3 de julho há cem anos nascia em Alegrete-RS, João Alves Saldanha, que se tornaria carioca honorário, respeitado cronista esportivo, técnico do Botafogo e da Seleção Brasileira. Pelo centenário, foi homenageado por um grupo de jornalistas.

“O Comentarista que o Brasil Consagrou”, segundo Waldir Amaral (1926—1997), morreu após a Copa de 90, em Roma, Itália. Cobria pela Rádio Tupi ao lado do Luiz Penido, em atuação simultânea para a Rede Manchete de Televisão.

ESVAZIANDO A FESTA
Expert em samba, Rubem Confette, veteraníssimo do elenco da estação vinculada à EBC, costuma afirmar em seu programa, diário até o dia 10, que “A vida é uma festa, a festa é nossa”. Limitado a semanal, pode aposentar o bordão.

Pouca coisa nos dias comuns ficará sendo transmitida dos estúdios da Avenida Gomes Freire, na Lapa. O “Musishow”, do Cirilo Reis, as jornadas do futebol, os esportivos “Bate Bola”, “No Mundo da Bola” e... ‘vitrolão’, inevitáveis musicais.

HORAFINAL.COM
Se a Nacional do Rio dava meio traço no Ibope com alguns programas locais, centralizada nos acontecimentos de Brasília pula, com certeza, para um traço inteiro. Que morador da cidade e arredores sintonizará “a voz do Planalto?”





quinta-feira, 29 de junho de 2017

Rádiomania, o Livro/14

A DANÇA DAS CADEIRAS (A-9)
Durante dois anos consecutivos – 1989 e 1990 --, a FM 105 detinha a vice-liderança no segmento no Rio. Entre os comunicadores, Robson Castro era um dos preferidos pelo público. Apesar de ostentar boa posição no Ibope, a rádio perdia no último ano, segundo semestre, a maior parte de seus contratados.

Robson, que pertencera ao Sistema Globo de Rádio, retornaria à empresa, assumindo o “Good Times” na 98. Trocava novamente de emissora em 1994, voltando a 105, tornando-se titular do “Amor Sem Fim”,concorrente daquele.

Em junho de 1995, quando a 105 foi comprada pelo bispo Edir Macedo, Robson transferia-se para a Melodia. Depois ingressava na Tupi FM, lançando o “Yesterday”, no mesmo estilo do “Good Times”, criado na emissora dos Marinho.

Da Tupi, que dera uma virada no Ibope com o slogan “O Amor do Rio”, Robson se desligava ao fim de um ano, isto é, em junho de 1997. Seu próximo endereço seria a FM O Dia, com o “Yesterday”. Na indefinida emissora, demissões no final de 1977, a grade era modificada, o que determinava sua saída.

Trabalharia numa rádio comunitária, e em outubro de 1998 assinava com a MEC AM passando, nos anos posteriores, a prestar serviços à Melodia, evangélica de maior audiência no Grande Rio. Desta, iria para a internet, montando uma web. Fez em 2016 curta passagem pela SulAmérica Paradiso, com os flashbacks.

MEMÓRIA-1999
Contratado para o carnaval pela Rádio MEC, Hilton Abi-Rihan acertava sua permanência na emissora, produzindo um programa de samba. Íris Ágatha, requisitada na ocasião, era efetivada como apresentadora do “Café com Notícias”.

Em março a crise econômica obrigava a Manchete a reduzir sua programação diária. O horário de meia-noite às 6h da manhã era suprimido. O pessoal do turfe ia para a 1180 AM, prefixo em que depois surgiria a Mundial, antes no 860.

Também devido à crise a todo-poderosa da Rua do Russel, na Glória, retirava da grade naquele mês, as edições noturnas de “O Globo no Ar” e a de “O Seu Redator-Chefe”. Dispensava os jornalistas dos noticiários e os seus locutores.
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Ouvindo as ondas

NOVAS MUDANÇAS NA EBC
A Nacional e MEC AM, emissoras da EBC vão mudar, agora em julho, sua programação, fazendo lançamentos e trocando os horários de diversos cartazes. No domingo (2) estreia na MEC às 8h da noite um musical com Ruy Castro.

Ao jornalista e escritor caberá a apresentação de “A Onda que se Ergueu no Mar”. Trata-se de uma série de oito programas discorrendo sobre a bossa nova e seus intérpretes, sendo a base gravações raras, algumas pouco tocadas no rádio.

O diário “Ponto de Samba”, do Rubem Confette desde 2004 na grade da Nacional (ele era parceiro de Dorina) vai virar semanal. Também será aos domingos, às 11h das manhãs, quando não houver transmissões de jogos do brasileiro.

Em abril, ou seja, há dois meses, a Nacional passou por uma reformulação à meia-bomba. Tirou do ar o vespertino “Dito e Feito” da Gláucia Araújo (às 5h) colocando na vaga o tradicional “No Mundo da Bola”, ultimamente às 8h da noite.

O esportivo antecede ao noticiário político que entra às 6h e meia, “Corredores do Poder”, com Roseann Kennedy. Das melhores apresentadoras do rádio, Gláucia ficou ‘No Mundo...” cobrindo o trânsito pelas câmeras da CET-Rio. Desperdício.


TIRO PELA CULATRA
Um dos motivos para a Globo mudar, mais uma vez, sua programação foi sair da mesmice, reinante no veículo. Radicalizar, porém, segundo especialistas no assunto, tem o mesmo significado de alguém disparar um tiro no próprio pé.

Na busca de um público jovem e elitizado, a rádio perde a audiência dos ouvintes cativos, formada pela classe conservadora. Migram para outras, com isso, as domésticas, aposentados, profissionais do volante, dos salões de barbeiros, e etc.

COM A CORDA TODA
Há quarenta anos atuando em emissoras cariocas, três dos quais na Tupi, Gilson Ricardo está, no momento, na maior roda vida. Uma das principais peças nas jornadas esportivas, ele tem sido requisitado por diversos programas da rádio.

Mais antigo a fazer o trabalho de ‘ponta’ nas transmissões de futebol, Gilson vinha sendo utilizado nas ausências de Washington Rodrigues e Wagner Menezes. Em maio, passou a conduzir o “Bola em Jogo”, até então com o Luiz Ribeiro.

MARKETING PADRÃO
O Flamengo derrotou a Chapecoense por 5 a 1 na Ilha do Urubu, quinta (22). No final do jogo José Carlos Araújo (Tupi) convocava o Ricardo Moreira, afirmando: “O mais completo plantonista do rádio brasileiro”. Como a bola rola, a fila anda.

Até junho do ano passado tal qualificação se referia ao Vinício Gama que, no mês seguinte, fora incluído no pacote de demissões na emissora. Peculiaridade do meio enaltecer plantonistas. Ou acentuar que setoristas ‘cobrem melhor’ tal clube.

Vinício, Sérgio Américo, Carla Matera e outros profissionais que perderam seus empregos, foram atraídos pelo canto da sereia, som da Bradesco Esportes FM. Chegou-se a antecipar seu prazo de validade. Em fevereiro, o naufrágio.


HORAFINAL.COM
Um ano depois de ser demitido pela Tupi (integrara um grupo de dezoito), Jota Santiago volta àquela estação, onde deve reaparecer na primeira semana de julho. Repete-se o acontecido com Francisco Barbosa, reintegrado em março.



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Rádiomania, o Livro/13


A DANÇA DAS CADEIRAS (A-8)
Depois de muitos anos na Rádio Globo, Roberto Figueiredo mudava-se em 1987 para a Tupi. Em abril de 1989, ele trocava esta pela Manchete, onde permaneceria apenas um ano.

Voltava ao rádio pela CBN em outubro de 1991. Foi temporada curta. Afastaria para candidatar-se a uma cadeira na Câmara Municipal do Rio. (Em seus últimos anos na Globo ele se elegeria deputado estadual, não conseguindo renovar o mandato no pleito seguinte.)

A tentativa de retornar à política não fora bem-sucedida e, por quase quatro anos afastado do rádio, só aparecia em gravações de comerciais. Em fevereiro de 1996, no dia 5, retomava espaço no veículo, estreando um matinal programa na modesta Rio de Janeiro. Também não se fixaria ali, optando novamente pelas agências de publicidade.

Um ano depois, ei-lo na Rádio Tupi. Reiniciava sua vida profissional numa emissora compatível com a sua importância. Com o “Show do Rio”, de 8 às 10h da noite,de segunda a sexta, respondendo, ainda, pelas madrugadas aos domingos, de meia-noite às 3h.

Abril de 2001 tirou Figueiredo novamente do convívio com o seu público. Dispensado pela Tupi, voltaria a uma atividade que lhe era bem comum – as gravações de comerciais.

MEMÓRIA-1998
Na Rádio Nacional, em janeiro, José Messias (1928-2015) encurtava seu campo de ação. Transformava o diário “Show da Cidade” em edições de sábados de manhã e domingos de madrugada.

Dia 1° de abril, “Rio de Toda Gente”, com Arlênio Lívio (1942-2003) e Rubem Confette, na mesma rádio, festejava 19 anos. Regozijo em dose dupla. Para os titulares e a comunidade do samba.

Naquele mês outra emissora saía do controle de um empresário de comunicação, tombando ao poderio econômico das seitas evangélicas. A Tamoio era incorporada pela Igreja Pentecostal.
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Ouvindo as ondas

DO CAFÉ E DOS JORNAIS
Uma das atrações da Nova Rádio Globo, o “Café das 6” é um noticiário* de linguagem coloquial, escorado nos modernos recursos da tecnologia – a internet e redes sociais. Os apresentadores atuam em perfeita sincronia, elevado astral.

O ator (e humorista) Fernando Ceilão, a jornalista (e roteirista) Mariliz Pereira Jorge, até parece que já trabalhavam juntos há muito tempo, tal a segurança mostrada nas audições. Cumprem, com fidelidade, a proposta de reinvenção.

OS JOVENS, A META
Na semana em que estreava mais uma grade de programação, comprovado ficava que, a Globo parte em busca de outro público, de elite. Deixa – pode-se constatar – de concorrer com a Tupi, adversária de longa data. Jovens, o alvo.

Numa estreia, ou período experimental, nem tudo sai como o planejado. O Ceilão,por exemplo, em seu desempenho, andou exagerando no uso de um único bordão – “Vamos em frente, que o mundo ‘tá’ que ninguém acompanha”.

Repetia-o a cada intervalo das notícias. Por melhor que seja um programa, esse procedimento leva o apresentador (ou apresentadora) a um fatal e desnecessário desgaste. Ficou parecendo a locutores esportivos atrapalhados com as fichas.

“Café das 6” tem produção de Heloísa Paladino, participações dos repórteres André Henriques (geral) e Jota Alves (trânsito). Como destaque, o quadro “Redação Esportes”, com André Rizek, da SporTv, e o narrador Edson Mauro.

PRA QUÊ DISCUTIR
Conhecido comunicador do rádio, no qual raramente sintonizamos, costuma afirmar na apresentação de um quadro em seu programa que “Gosto é Gosto”. A assertiva tem validade quando na ‘outra’ aparece aos berros um Otaviano Costa.

A respeito. Quem é melhor no ramo – um profissional animado ou um espalhafatoso? O apresentador de “No Ar” na Nova Rádio foi escolhido, inegavelmente, por ser um detentor de numerosos seguidores nas redes sociais.

CORRIDA E BALCÃO
“Oração da Família”, “Lição de Vida”, “Nem te Conto”, “Geraldinos & Arquibaldos”. Estes quadros, intermediados por prestações de serviço, tornaram-se espremidos, resultando num atropelo na grade da Tupi, inaugurada em maio.

Integram o “Show do Clóvis Monteiro”, reduzido naquela oportunidade, de três horas de duração (de segunda a sexta), para uma hora e meia. Desde então, o titular vem adotando tática estranha. Cita os empresários,seus anunciantes.

O Cyro Neves e a Diana Rogers são os repórteres que mais aparecem durante o programa. Ela até ganhou status de ‘especial’. Mas acompanha, pelas câmeras da CET- Rio, o movimento do trânsito. Essa cobertura qualquer estagiário faz.

HISTÓRIA DELES
*(Os noticiários de 25 ou 50 minutos no rádio antigo chamavam-se ‘jornais falados’. Invariavelmente eram apresentados por uma dupla de locutores de vozes impostadas, com uma leitura formal. Não havia entradas de repórteres.

Contavam no máximo, com as participações de dois comentaristas – um encarregado dos acontecimentos da política, outro os do esporte. Em todos, espaços para a opinião da empresa, concentrando-se num dos principais tema.)

Dentre os que marcaram época, figuram: o “Grande Jornal...” e “Matutino Tupi”, na estação de igual nome, “O Seu Redator-Chefe”, na Globo, “Primeira Hora”, na Bandeirantes, e “Grande Jornal Fluminense”, de Niterói, em diversas emissoras.

HORAFINAL.COM
Depois de dezoito anos conduzindo o “Momento de Fé”, com o qual conquistou grande audiência nas manhãs, o Pe. Marcelo Rossi foi ‘jogado’ para a madrugada. Os seus fiéis apreciadores agora têm que ser notívagos para acompanhá-lo, ou transferir essa tarefa a familiares insones. A indiferença dos cardeais do SGR, ninguém merece. Seriam eles religiosos contrariados, ou os agnósticos do rádio carioca?





quinta-feira, 15 de junho de 2017

Ouvindo as ondas

O MEXE-REMEXE NO DIAL
A Globo está a partir desta semana com programação nova. É a mais radical de todas dentre as inúmeras mexidas na grade iniciadas ainda na gestão do Rubem Campos, que resultara na criação do ‘Projeto Brasil’, de transmissões em rede.

Objetivava com isso alcançar outros mercados e, evidentemente, melhorar a receita publicitária, o faturamento. Ao mirar no horizonte, entretanto, abrira uma brecha no Rio, e, perderia a liderança para sua principal concorrente, a Tupi.

Nesse período, estendendo-se até julho de 2016, a rival pouco mexeu – fez contratações para o esporte. No setor de variedades, uma única mudança. O Mário Belisário voltava em 2013, ocupando o lugar do Sílvio Samper, dispensado.

DE TRAÇOS À PARTE
Numa outra ponta, situa-se a Nacional, além da MEC AM que, por serem públicas, não têm os mesmos compromissos das comerciais – a audiência. Esta, sem dúvida, norteia os importantes meios de comunicação eletrônica.

Apesar disso, as emissoras da EBC, Nacional à frente, não escaparam do mexe-remexe na grade. A lendária rádio da Praça Mauá, hoje na Lapa, adota igual recurso desde a sua revitalização, que fora implantada em julho de 2004.

No sábado (10), por exemplo, relançava programas. O “Alô Rio”, das 8 às 10h, e “Painel Nacional”, das 10 às 13h. O primeiro com o Waldir Luiz (era do Hilton Abi-Rihan), o outro com a Luciana do Valle (antes conduzido por Gláucia Araújo).

AS REDES PRA SUBIR
Voltemos ao início. Gente de TV e das redes sociais, os apresentadores. Formam na grade “Café das Seis”, com Fernando Ceilão e Mariliz Pereira Jorge; “No Ar”, com Otaviano Costa, participações de Ana Paula e o Guilherme Grillo.

Às 11h, “Papo de Almoço”, um comunicador a cada dia, de 2ª a 6ª. Pela ordem: Léo Jaime, Mônica Martelli, Adriane Galisteu, Tiago Abravanel e Cláudio Manoel. “Tá’ Rolando Música” (já tem um ano) agora às 14h, com Rafa Ferraz.

Seguem “Redação da Globo” com Rosana Jatobá, às 17h e “Zona Mista”, às 18h com o Pop Bola. Às 20h, “Globo Esportivo” com Marcelo Barreto, “Radar do Esporte”com Carlos Eduardo Éboli, às 22h e “Em Cartaz”, às 23h, com diversos.

OS SOBREVIVENTES
Demissões ocorreram. Sobreviventes veteranos, minoria. O Roberto Canázio e o David Rangel tiveram espaço limitado. Àquele os domingos, com a “Revista da Rádio Globo”(8 às 11h). A este os sábados, com o “Sambadasso”(11 às 13h),

O “Momento de Fé”, do Pe. Marcelo Rossi, um reconhecido campeão de audiência, foi remanejado para a madrugada, de zero a 1h. Depois, chega o Roni Magrini, que atua em SP.Vai até às 6h com o “Bandeira 2”, seu novo programa.

No pacote das novidades, elogiáveis os títulos. Em nenhum deles as palavras ‘show’ e ‘programa’. Funcionou o espírito de criatividade, coisa rara no meio. “Convocadas”, “Esporte S/A” e “Trilha de Craques”, são os mais originais.
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HORAFINAL.COM
Em plena estreia da programação da Nova Rádio, ainda rodaram chamadas com um ‘em breve’-- não era anunciado o dia do lançamento. Equívoco do sonoplasta. ‘O mundo mudou, a rádio mudou’ – diz uma mensagem enaltecendo o projeto.

HORA DOIS
O slogan que marca a inovação, afirma: ‘Pra quem é bom de orelha’. Ao pé da letra (isto é, do ouvido) registramos. Em sua saída, o agenciador de popular rede de supermercados prometera manter a parceria. Mas deixou de anunciar.










quinta-feira, 8 de junho de 2017

Rádiomania, o Livro/12

A DANÇA DAS CADEIRAS (A-7)
Noticiarista da JB AM em tempos remotos, Oduvaldo Silva vivera anos de glória como apresentador do “Show dos Bairros”, na Mundial. Isso aconteceu nas décadas de 70/80. Durante um bom período ele acumulara essa atividade com a de coordenador de programação da Globo FM.

O desgaste da fórmula fez o “Show...” perder audiência e, o Oduvaldo, prestígio. Bem que o SGR tentou, primeiro com o Jorge Pallis, depois, com o Robson Alencar, reerguer o programa. Em vão, porém.

A exemplo de outros, Oduvaldo se integraria ao quadro de comunicadores da FM 105, o cult do segmento. Lá estava ele na melhor fase da emissora e, na debandada que se registraria em 1991, também recolheria os cacos. Foi para a Tropical FM e, mais tarde, em curtas atuações na Record e Tamoio.

As portas do SGR se reabririam para ele em dezembro de 1997. Contratado como noticiarista – sua função nos anos iniciais – Oduvaldo deixava a empresa dos Marinho no fim de seis meses. A vaga era preenchida por Jorge Luiz, que estivera desempregado aproximadamente um ano.

Quem pensou que o comunicador abandonara a profissão ou se aposentara, enganou-se. O “Show dos Bairros”, que um dia fora rejeitado, serviu para o seu renascer. Foi no primeiro semestre de 1999 que Oduvaldo (“Alô amizade!) voltava – firme e forte – pela Carioca, hoje Sucesso.

A emissora, encampada pela América de São Paulo de um grupo católico, tinha melhorado sua programação, crescendo no conceito público. Uma nova alteração na grade determinaria o afastamento dele. Posteriormente, Oduvaldo Silva decidia encerrar sua carreira no tradicional veículo.

MEMÓRIA-1997
O crítico e jornalista Artur da Távola (1936-2008) estreava na Tupi em novembro. Com uma “Revista Musical” aos sábados, das 19 às 20h, e uma crônica diária à meia-noite, no programa do Collid Filho (1926-2004).

A FM O Dia trocava de freqüência em dezembro, passando para os 100,5 da RPC, estação do Paulo César Ferreira. Ressurgia a Opus 90 (90,3), faixa em que operava a primeira, e nascia o Sistema Rio de Janeiro, unindo O Dia e JB.

Ainda em dezembro, na segunda (22), Nena Martinez, 80, comemorava 59 anos de rádio. A astróloga e apresentadora, então prestando serviços à Tupi, fazia parte dos mais antigos profissionais do ramo em plena atividade no país.
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Ouvindo as ondas

ONDE FICA A DIFERENÇA
Quem liga, sabe. Nos fins de semana a programação das rádios é diferente dos dias úteis. Com a nova grade, a Tupi mudou ainda, a dos sábados e domingos.

Naquele, Alexandre Ferreira e o Belisário têm uma hora a mais, Clóvis uma hora e meia , e Barbosa duas horas. Antônio Carlos e Anthony Garotinho tiram folgas.

No outro, é o dia de descanso para Belisário e o Clóvis. De trabalho para o Garcia Duarte, um dos que cumprem jornada dupla, único que atua na semana inteira.

Com isso, os títulos viraram um festival de shows e programas. As exceções: “Patrulha da Cidade”, “Baú da Tupi”, “Na Cia do Garcia” e, “Fala Garotinho”.

ESPELHO DA ‘JP’
Na concorrente direta, adiada mais uma vez a estreia da ‘Nova Rádio’. Ficou para o dia 12 próximo. As chamadas já anunciam que haverá modificações no esporte.

O modelo, no geral, é bem semelhante ao adotado pela Jovem Pan. Esta, nos anos 60, aproveitava a popularidade de artistas que atuavam na TV Record.

BAIXOU O NÍVEL
Para formatar sua grade provisória, a Globo tirou do arquivo o “Se liga, Brasil”, que marcou, há dez anos, o ingresso do Roberto Canázio. Só o nome é igual.

Enquanto o Canázio ‘hiberna’ – voltará na 'nova'? --, o André Henriques conduz o cartaz. O playlist musical sério competidor do que rodam as FMs O Dia e Mania.

UM SOM A MAIS
Alpha FM chegou ao Rio, na quinta (1°), finda uma semana de experiência. ‘Estilo em sintonia com você’ – diz o promocional. E outra: ‘A trilha sonora de sua vida’.

Muitas expectativas em torno dela, mas, na verdade, trata-se da mistura de JB com a Antena 1. Quem conhece pode perceber. Basta apenas compará-las.

ASTRO POR ACASO
O ator e apresentador Márcio Garcia, que por acaso, entrou para a TV, foi focalizado com um perfil generoso no programa do Clóvis Monteiro, sábado (3).

“Lição de Vida”, baseado no factual, teve edição especialíssima sobre a carreira dele. “Topicaliente” sua primeira novela, e “Celebridade”, a mais importante.

DALVA, A RAINHA
Comemorou-se na segunda (5), o centenário de Dalva de Oliveira (1917-1972), um dos grandes nomes da música. Em 1952, ela foi eleita a “Rainha do Rádio”.

Originária do “Trio de Ouro” com Herivelto Martins e Nilo Chagas (casara-se com o primeiro), ela transformava em sucessos, as divergências de sua vida familiar.

HORAFINAL.COM
Um dos problemas que mais desafiam as autoridades, é a população que vive nas ruas. O assunto foi abordado nesta segunda, de manhã, no “Repórter Rio”, da Nacional, resultando num belo trabalho de Raquel Júnia, e desenvolvido, ainda, no “Tema Livre”, programa de debates, às 10h, com Dilo Araújo.

HORA DOIS
Em matéria numa revista semanal sobre o rádio que tenta sobreviver com outras plataformas, a autora escreveu que o “Show do Antônio Carlos” acabou. Desinformada a moça nesse detalhe – o radialista trocou de emissora. Ela, certamente, é de uma geração que ‘não cola o ouvido no radinho’.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

Rádiomania, o Livro/11

A DANÇA DAS CADEIRAS (A6)
Foi na FM 105 que o comunicador Mário Belisário começou a se projetar no rádio. O “Desperta Rio”, de 4h às 7h, a sua melhor referência, entre 1989 e 1990. No finalzinho deste, ele estreava na Tupi AM, dando nome ao show que o acompanharia em outras emissoras.

Em setembro de 1995, Belisário se desligaria da Tupi. Trocava-a pela Manchete AM, onde ingressava em outubro. Seis meses depois, porém, mudava outra vez de prefixo. Era atraído por uma proposta aparentemente mais vantajosa, qual seja, um novo projeto no segmento – a FM O Dia, que contratava um time de profissionais de reconhecido apelo popular.

O ‘novo” modelo que a empresa tentava não vingaria e, o jeito foi providenciar modificações, alternativas. Os comunicadores requisitados receberam ‘bilhete azul’. Em pleno dezembro de 1996.

Último a deixar o projeto, retornaria à Manchete AM. Acumularia funções, atuando também na 94 FM (Roquette Pinto) em 2000. Um ano depois ficaria somente na estatal. A Manchete entreva em concordata.

Nos governos de Anthony e Rosinha Garotinho voltaria a trabalhar na Tupi em participações especiais. Era o mestre de cerimônias do “Bom dia”, programas semanais deles. Em 2007, a Manchete ressurgia. Belisário figurava entre os contratados. E demitia-se em agosto de 2008.

Na Sucesso (ex-Carioca), entre 2009 e 2011, manteve pela manhã o show a que empresta o nome. Está na Tupi desde agosto de 2013. Substituiu o Sílvio Samper, que emendara 18 anos no horário.
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MEMÓRIA-1997
Em fevereiro, o locutor Gontijo Teodoro tirava seu programa da Nacional, não completando um ano na emissora. Foi trabalhar na Bandeirantes.

Comunicador da Globo em 1982, com passagens por outros prefixos, Carlos Bianchini retornava em março. Estreava dia 8 como noticiarista das manhãs.

Dia 10 de junho, Valter Lima surgia na CBN em dois turnos, cobrindo as novidades do Planalto. Não se criaria ali, e voltava para a Nacional de Brasília.

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Ouvindo as ondas

HORA E VEZ DO Mr. BEAN
Marcus Vinícius, o Mr Bean, herdou na Tupi o “Show de Bola”, aos sábados, que era do Eugênio Leal, demitido em 2016. Boa opção, ampliada em janeiro*.

O programa, antes dedicado ao futebol, ganhou com o novo titular, contornos musicais, voltando-se principalmente para o samba, destacando os de carnaval.

COM DEBÉTIO
Na audição de 28 último, Mr. Bean mostrou toda sua verve ao entrevistar o produtor de discos e compositor Paulo Debétio, que transita por gêneros variados.

Autor de inúmeros sucessos de sambistas e intérpretes sertanejos, Debétio tem na bagagem músicas de festivais, aberturas e trilhas sonoras de novelas.

Parceiro de Paulinho Rezende e, entre outros, Boni (da TV), produziu e compôs para Alcione, Fafá de Belém, os saudosos Agepê, Emílio Santiago, e etc.

SEM RETOQUES
Dono de uma prosa fácil, o entrevistado proporcionou ao Mr. Bean bons momentos. Um programa sem retoques, no entender de profissionais.

*O “Show de Bola” cresceu depois da greve de dezembro, no lugar do “Cia do Riso”, do Luizinho Campos. “Sambas & Outras Coisas”, seria nome apropriado.

Colaborador do Apolinho há 18 anos, MV personifica o ‘RobETão – ET anão’. Foi roteirista do “Show da Madrugada”, com Apolo e Abi-Rihan em 1993/95, na ‘outra’.

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HORAFINAL.COM
“... Esses jovens que estão renovando o jornalismo do rádio”. Dito nesta manhã pelo Clóvis Monteiro, referindo-se à Diana Rogers e Cyro Neves. Menos Clóvis, menos. Há uns dez anos os dois deixaram a Tupi pela Manchete. Depois, ela foi para a Globo, ele para a Bradesco. Num espaço reduzido à metade, tudo tem que ser rapidinho. O programa ficou espremido. Daí, evidentemente, o ‘dinamismo’.


HORA DOIS
Após experiência de uma semana, a Alpha FM (94,9) começou nesta quinta (1º), às 11h25 da manhã, sua programação pra valer no Rio."Garota de Ipanema", com Tom Jobim e orquestra, dele e Vinícius de Moraes, a música inaugural.Com isso, Ricardo Boechat e Rodolfo Schneider, que esquentavam horário na nova rádio, saíram para tocarem o 'barquinho' na Bandnews, recém ocupante da 90,3.



segunda-feira, 29 de maio de 2017

Ouvindo as ondas

AC, DE VOLTA ÀS ORIGENS
O dia que marcou a volta do Antônio Carlos à Tupi, esta segunda (29), teve plateia assistindo. Fãs incondicionais e, naturalmente, madrugadores convictos.

Dos 40 anos completados há pouco, os dez iniciais foram na então líder dos Associados. A não ser a troca, nada de novo num indiscutível campeão.

Os quadros são os mesmos, os colaboradores idem, alguns demitidos pela ‘outra’, e aqueles que resolveram desligar-se, saindo por conta própria.

Acompanham AC na rádio de São Cristóvão, os ex-globais Ricardo Campelo*, Juçara Carioca*, Carla de Luca*, Zora Yonara e o sonoplasta Mário Aguiar.

Abrindo a nova grade da emissora, a zero hora, Alexandre Ferreira* também estreou nesse dia, dando nome ao programa. Foi mais um que ‘dançou’ na Glória.

A exemplo do Antônio Carlos, seus colegas (veja asteriscos), começaram na Tupi, que hoje, matreiramente, é anunciada como ‘rádio danada de boa’.

Campello trabalhou com o popularmente classificado “despertador do Brasil” quando a rádio instalava-se na Avenida Venezuela. Final do distante anos 80.

Juçara, repórter, atuou no decano “Patrulha da Cidade”. Carla com o Haroldo Jr., na gestão do Mário Luiz em 1995/97. Nela, há 30 anos, Alexandre foi estagiário.

A NOVA GRADE
A partir desse dia, de segunda a sexta, a nova grade da emissora fica assim: De meia-noite às 2h, Alexandre Ferreira; daí Garcia Duarte, até às 4h.

Depois, até às 6h, Mário Belisário, seguindo-se o Antônio Carlos, até às 8h. Na sequência, até às 9h30, a vez do Clóvis Monteiro, daí às 11h, Anthony Garotinho.

Por fim, Francisco Barbosa, das 11 às 12h. Numa rádio em crise histórica até bem recentemente, sete comunicadores em 12 horas. Nem Freud explica.

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HORAFINAL.COM
Aldenora Santos, 'A Pudica', produtora do AC desde o surgimento do programa, incorpora-se à equipe na quinta, 1° de junho. Também participam da atração, Gilson Ricardo, repórter esportivo, e Miguel Marques, imitador de celebridades.



sexta-feira, 26 de maio de 2017

Rádiomania, o Livro/10

A DANÇA DAS CADEIRAS (A5)
Em 1991, a exemplo de outros profissionais, Jorge Luiz se desligava da Tupi. Fora trabalhar na Manchete, mas em 1993 estava de volta à emissora do bairro da Saúde. No primeiro semestre de 1995, quando respondia pelo horário de 9h ao meio-dia era desbancado, indo para a Tamoio.

Não se firmara ali também. E viveria uma espécie de odisseia. Tempo curto na Roquette Pinto, ainda menor na FM O Dia. Recorde negativo de apenas um mês registrado na passagem por uma emissora.

O grande sonho dele seria alcançado em fevereiro de 1997 – o seu ingresso na Globo, prefixo em que, durante um ano desempenharia a função de noticiarista nas madrugadas. A de comunicador, voltaria a exercer em fevereiro seguinte, compondo a equipe do “Comando Geral do Carnaval”.

(Antes de sua primeira atuação na Tupi, em que permanecera por maior período, ele estivera na Rádio Nacional conduzindo um programa de samba nas madrugadas. Passara, ainda, por emissoras de Niterói -- Federal e Fluminense.) Com o afastamento de Antônio Luiz (1947-2001) em agosto de 1998, Jorge era escalado para apresentar o “Bom Dia Globo”, de 3 às 6h.

Cumpriria o horário enquanto o titular se recuperava de um problema de saúde, o que durou um ano. Nas temporadas posteriores até 2008, alternaria a titularidade num semanal e a função de coringa. E somaria no seu currículo, uma extemporânea estadia pela MEC AM.

Jorge Luiz foi um dos primeiros entre os nomes de destaque a serem dispensados no ‘pacote de abril’ em 2016 na rádio da rua do Russel. Em queda de audiência e num constante mexe-remexe, a direção começava, naquele mês, descartar-se dos profissionais melhor remunerados.
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MEMÓRIA-1995
A global Xuxa iniciava na FM O Dia, em 20 de junho, um programa das 3h às 5h da tarde. Ao contrário da TV, no rádio não decolava. Em setembro saía do ar.

Dois anos depois de vender sua AM, o “Jornal do Brasil” sofria outra baixa no patrimônio. Negociava a FM 105 com o bispo Edir Macedo por cinco milhões.

Em julho, o jornalista e locutor Guilherme de Souza ingressava na Tupi, ao fim de duas décadas na rádio da Glória. Depois de um ano transferia-se para a MEC FM.

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Ouvindo as ondas

PELO SIM, PELO NÃO
Ao opinar sobre algum problema do Rio no quadro “A Crônica da Cidade”, este o bordão do Clóvis Monteiro, na Tupi. Ele ressalva que, ‘não é o dono da verdade’.

A MISSÃO DIFÍCIL
Nas manhãs há um mês, grade provisória na 'todo-poderosa'. Missão difícil para Ana Paula. Opções no horário: Clóvis, Boechat, Marcus Aurélio e Milton Jung.

SÓ DEU O MORAIS
Fábio Morais narrou na Brasil AM esta semana, jogos do Flamengo (Copa do Brasil), e Botafogo (Libertadores). Do Maurício Moreira e Odair Jr., não se sabe.

MANSUR, DA MATTA
O “Couvert Artístico” da JB FM (99,9), agora com Fernando Mansur, tem novo dia e horário – domingo, 8h da noite. Vanessa da Matta é o cartaz no dia 28.







quinta-feira, 25 de maio de 2017

Ouvindo as ondas

MÁGICA NO CONDOMÍNIO
Uma grande investida da Tupi a contratação do Antônio Carlos, de que a Globo se desvencilhou em abril. Também de lá, o Alexandre Ferreira. Estreiam dia 29.

Funcionários da emissora fizeram greve em novembro do ano passado por atraso no pagamento de salários. Dois movimentos de paralisações, de 24 e 78 horas.

Em dezembro, sem acordo com os representantes do condomínio, a rádio ficou no piloto automático um mês. Operações normalizadas no início de 2017.

Alguns não retornaram. Um grupo recorreu à Justiça, outro enrolava um novo pacote de demissões. Fortes rumores de falência. A emissora seria vendida.

Maurício Dinep abandonara a direção, depois que os seus imediatos Alfredo Raimundo e Ricardo Henriques tinham saído. Josemar Gimenez assumia.

Como num passe de magia, a nave à beira do naufrágio, ressurge fagueira para o seu público, reunindo valores conhecidos, repórteres e comunicadores.

Wellington Campos, Sérgio Guimarães, Cyro Neves, o ex-governador Anthony Garotinho, e o Francisco Barbosa (dispensado em julho) integram os quadros.

Em tempos de crise econômica por todos os ramos, veículos de comunicação, principalmente, eis que aparece uma alma salvadora. Um mágico na rádio.

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MÚSICO MAIOR
Terça (23), véspera de show do Maurício Einhorn, 85, na Sala Baden Powell, em Copa. Entrevistado por Thiago Alves, no “Armazém Cultural”, na MEC AM.

Einhorn, que alcançou o estrelato no tempo da bossa nova, é um dos maiores em seu instrumento (gaita). Aprendeu a tocar com os pais, aos cinco anos -- disse.

O ‘MICRÓBIO’
A Nacional não para no mexe-remexe na sua programação. Parece ter pego o ‘micróbio’ de determinada emissora instalada na Rua do Russel, Glória.

Mudou pela terceira vez o horário do “Rádio Memória”, aos domingos, com o Gerdal dos Santos. Agora é às 10h da noite. Já foi de manhã (8h) e tarde (1h).

DO ARQUIVO
Na mesma (e tradicionalíssima estação), desencavaram programas da época de ouro. Um deles, às 23h, é o “Teatro de Mistério, de Hélio do Soveral (1918-2001.)

Ele foi o mais longevo produtor do então famoso César de Alencar (1917-1990) que Mister Eco, um cronista da ocasião, chamava-o de ‘êmulo dos microfones’.

OS BARRADOS
O Flamengo enfrentou o Atlético Goianiense pelas oitavas da Copa do Brasil no Serra Dourada, nesta quarta (24). Nem o Luiz Penido, tampouco o Edson Mauro.

Narrador escalado, Alex Escobar, da TV. Se algum distraído torcedor ainda não sabia, passou a perceber. Explica-se a razão do slogan “Futebol Globo no rádio”.

HORAFINAL.COM
A Alpha FM de São Paulo iniciou na segunda (22) suas atividades no Rio na freqüência de 94,9 que, por quase uma década esteve com a Bandnews. Promete ser 100% regional. Em princípio, terá músicas para o adulto contemporâneo.



quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ouvindo as ondas

A NOVA GRADE DA TUPI
Através do “Giro Esportivo”, o apresentador Wagner Menezes anunciou na terça-feira (16), com toques de suspense, a nova grade da Tupi, que estreia no dia 29.

As modificações têm por base a contratação do Antônio Carlos, que no fim de abril, foi dispensado pela ‘outra’, logo depois de completar 30 anos de atividades.

Wagner armou uma expectativa para o ouvinte do “Giro”, revelando detalhes na reta final do programa. Entusiasmado, declarou: “O que era bom, ficou melhor”(*).

Das 4 às 6h, Mário Belisário; daí às 8h, Antônio Carlos; das 8 às 9h30, Clóvis Monteiro; daí às 11h, Anthony Garotinho; e, das 11 às 12h, Francisco Barbosa.

A nova grade terá, ainda, o Alexandre Ferreira, à meia noite, e o Garcia Duarte, a partir das 2h – assegurava o Belisário na manhã seguinte, no programa do Clóvis.

(*)Melhor nada, moço, com todo respeito. Reduzir pela metade o espaço de um, e reservar a outro a migalha de uma hora, é distribuir muito mal esse latifúndio.

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MAIS TARDE
Adiada de 15 deste mês para 5 de junho, o lançamento da “Nova Globo”. Depois de Otaviano Costa, fecharam com a casa, Adriane Galisteu e o Tiago Abravanel.

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COM O BOSCO
O programa ”Roda de Samba”, da Nacional, focalizou no sábado (13), João Bosco, nascido em Ponte Nova-MG, que queria ser um engenheiro civil.

Estilo próprio de compor e cantar, ele consolidou a sua obra na música, tendo um repertório de aproximadamente 280.Fez 70 anos em 2016, e 45 de carreira.

“Roda de Samba”, com Fátima de Mello às 7h da noite, tem produção de Fábio Tortorelli – textos primorosos, diga-se – destinado a ouvintes de gosto apurado.

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ALPHA JÁ VEM
A Bandnews (desde fevereiro em 90,3 que era da MPB) deixa, na próxima semana, de operar em dupla freqüência. Alpha chegando ao Rio em 94,9.
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HORAFINAL.COM
Pioneiro dos ‘Amarelinhos’, Gelcio Cunha foi reprovado como apresentador. Analista de notícias, 36 anos de serviços, demitido pela ‘poderosa’, que em tempo remoto descartara-se do Áureo Ameno. Tinha 42 anos na casa, e se elegera vereador. Duas, dentre as vítimas do capitalismo selvagem.




quinta-feira, 11 de maio de 2017

Radiomania, o Livro/9

A DANÇA DAS CADEIRAS (A4)
Na década de 70 Fernando Sérgio era locutor do SGR, começando a se destacar na Mundial. Em 1980 deixava a casa e, durante dez anos, tal qual andarilho, passaria por vários prefixos. Esteve na Bandeirantes e, por duas vezes, alternadamente, na Tamoio e na Manchete.

Data desse período conflitante passagem pela Tupi -- gestão do Péricles Leal. Contratado para um programa no fim de tarde, atuaria apenas duas semanas. Em 1990, após cumprir outro ciclo na Tamoio, substituía Roberto Figueiredo (na Tupi), de manhã. Um ano depois, indicado para a vaga de Cidinha Campos, que saíra brigada com o Alfredo Raimundo.

A troca provocaria resultado muito abaixo das expectativas. Ao fim de nove meses, a rádio mergulhava em queda livre, e o Fernando Sérgio foi parar no interior do estado, numa emissora de Angra dos Reis. De volta ao Rio, reingressava no SGR, onde ficaria de junho de 1995 a fevereiro do ano seguinte, como coringa. Cederia o posto ao Francisco Carioca (1940-2009).

No apagar das luzes de 1997, os ventos sopravam a seu favor. De novo na Tupi, em situação diferente, a primeira atuação foi cobrir as mini-férias de Cidinha, seguindo a de outros. Na vez da do Francisco de Assis, então titular de “A Tarde é Nossa”, ganharia o horário. Era abril de 1998.

Em fevereiro de 1999 a Tupi tirava o programa do ar. Luiz de França de Washington Rodrigues, ex-globais, ocupavam o espaço. O emprego do Fernando Sérgio era preservado. Coringa outra vez. Como consolo, recebia a missão de fazer a madrugada de domingos, das 3h às 6h.

Titularidade pra valer, só teria a partir da morte do Collid Filho, em agosto de 2004. A rádio dera preferência ao David Rangel para o lugar daquele que anunciavam como o “Dono da Noite”. Entretanto, David aceitara uma proposta da Globo. A opção da casa foi efetivar o Fernando Sérgio.
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MEMÓRIA-1995
Robson Alencar (ex-Mundial), com passagens pelas FMs 105 e O Dia, estreava na Tupi AM em fevereiro. Encarregado de gravar as vinhetas e chamadas, também apresentava um programa nas madrugadas de domingo. Logo optaria pelo FM da empresa.

O mês de maio marcava uma pretensa revolução no Rio, em termos de AM. Assim o imaginavam os executivos da Tupi, que contratavam a peso de ouro, Mário Luiz Barbato, responsável pela estruturação do Sistema Globo de Rádio. Mário só resistiria um ano e meio no Condomínio.
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Ouvindo as ondas

RIBEIRO PEDE DEMISSÃO
O jornalista e comunicador Luiz Ribeiro desligou-se da Tupi na sexta-feira (5). Vai coordenar a implantação de um projeto de TV e rádio em Foz do Iguaçu, Paraná.

Escalados para responderem por seus horários, Cristiano Santos, com o “Boa Noite Rio”, e o Gilson Ricardo, promovido a novo titular do “Bola em Jogo”.

Luiz Ribeiro comandava programa próprio há 16 anos. Entrara no lugar do Roberto Figueiredo, que fazia, nas noites sem futebol, o “Show do Rio”, das 8 às 10h.

Antes, assumira o “Giro Esportivo” e “Bola na Mesa” (que com ele virou “Bola em Jogo”), quando Marcus Aurélio, o apresentador, transferiu-se para a Rádio CBN.

Ribeiro foi, por pouco tempo, comentarista na equipe do Luiz Penido, segundo na hierarquia. Era chamado nas jornadas do prefixo, como ‘o da opinião definitiva’.

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OUTRA DE CIMA
Aumentou, recentemente, o número de rádios na cobertura do trânsito via aérea. A Bandnews é a sexta no Rio, com Luiza Ramos e Marcela Lemos, ex-SGR.

GAMES DA MODA
“Cartola FC” é uma nova aposta a 1h da tarde dos sábados na Globo. Aborda as competições do denominado fantasy games. Tem apresentação do Hugo Lago.

PARA BOLEIROS
Lançado no mesmo dia (6), o “Playlist do Boleiro”, com Rafael Marques. Uma figura do esporte 'mostra' suas preferências musicais. Dé Aranha,o primeiro..

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HORAFINAL.COM
Embora não tenha assinado contrato ainda, Antônio Carlos já acertou com a Tupi. Sua volta, trinta anos depois, será a partir dos últimos dias deste mês, das 7 às 9h. Terá a participação de Washington Rodrigues, com quem trabalhou na ‘outra’.




quinta-feira, 4 de maio de 2017

Rádiomania, o Livro/8

A DANÇA DAS CADEIRAS (A3)
Um dos baluartes da revolucionária Cidade FM, Fernando Mansur deixaria, em letras douradas, seu nome gravado naquela modalidade de rádio. A Cidade, surgida no final dos anos 70 marcou uma época, muito influenciando as emissoras do segmento. Enquanto durou, era um sucesso retumbante, verdadeira coqueluche.

Como nem tudo é eterno, um dia a concorrência superou a linha adotada pelo novo prefixo. Quem brilhava na Cidade – e Mansur não foi exceção --, seguiu outros rumos. Na década de 80, ei-lo na FM 105, fixando-se posteriormente na Rádio JB AM.

Em 1991, depois de uma rápida passagem pela Tupi (AM), Fernando instalava-se na Rádio Nacional, aos sábados. Tinha tudo para dar certo, mas ficou somente um ano. Mansur tocaria sua carreira em outro endereço, desta vez a Roquette Pinto, onde também não esquentaria lugar.

O Grupo Bandeirantes comprara os 90,3 da MPB, até 2012 pertencente a Ariane de Carvalho, de “O Dia”. Fechou a rádio em 1° de janeiro último, utilizando a frequência na Bandnews que, provisoriamente, passou a operar em duas faixas. Da MPB, todos foram dispensados.
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MEMÓRIA-1994
Em dezembro, Sidney Rezende da CBN, trocava o Rio por Brasília. Estabelecia-se no Planalto, com o “Show de Notícias”, de 13h às 16h.

E, naquele mês, Clóvis Monteiro ganhava titularidade na Globo, cabendo a ele a apresentação do “Parada Popular”(diário) e “A Grande Parada” (semanal). Substituíra o Sílvio Samper, que recebera ‘bilhete azul’.
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Ouvindo as ondas

A GLÓRIA EM TRANSIÇÃO
Com a saída do Antônio Carlos, e o temporário afastamento do Roberto Canázio, a rádio dos Marinho colocou no ar em 1° de maio, programas transitórios.

“Se liga Brasil”, com Ana Paula -- titular de um vespertino a partir de abril de 2016 --, e um desfigurado “Manhã da...”, que foi entregue ao David Rangel.

No leque de despedidas, também o “Samba de Primeira”, do Jorge Perlingeiro (durou um ano meio) e o “Farofa...”, com o David desde março de 2013.

A nova grade da rádio, cercada de grande expectativa, será lançada na segunda-feira (15). Vem aí – anunciam – uma rádio leve, dinâmica e contemporânea.
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NO COMPACTO
Fernando Mansur está de volta à JB FM depois de 18 anos. Um compacto diário do “Couvert Artístico” e apresentação mensal – algumas de suas atribuições.

NAS ARTES
Nas modificações da grade da MEC AM, o “Arte Clube”, com Jansen Campos e Felipe Rangel, passou a ser levado ao meio-dia. Era às 6h das tardes.

ESCANINHOS
Adriana Ribeiro conduz nas quintas-feiras, às 11 da noite, o “Memória da MEC”. Reporta-se ao valioso arquivo sonoro da mais antiga emissora pública do país.






sexta-feira, 28 de abril de 2017

Ouvindo as ondas

DESPEDIDA DE ANTÔNIO CARLOS
Trinta anos depois de atuar na Globo (estreara em janeiro de 1987), o comunicador Antônio Carlos se despediu da emissora nesta sexta-feira (28). O show que leva o nome do locutor – 80 de idade --, existe há 40 anos, sendo os dez primeiros na Tupi, que o lançou na década de 70.

Antônio Carlos começou carreira nas rádios Metropolitana e Continental, da Organização Rubem Berardo. Fazia um musical de madrugada naquela, e foi repórter nos famosos “Comandos” do Carlos Pallut, que revelaria muitos profissionais, alguns, como ele, ainda em plena atividade.

Aldenora Santos, ‘A Pudica”, foi sua mais antiga colaboradora. Formava dupla com o Carlos Hamilton no surgimento do programa. Na ‘época de ouro’, Antônio Carlos passou rapidamente pela Nacional. E, paralelamente ao rádio, integrou a equipe de produção do Sílvio Santos na TV Tupi.

A decisão do SGR de renovar a plástica do veículo, tira do ar um dos maiores líderes de audiência em todos os tempos. No conceito dos cardeais, os quadros populares envelheceram. Coisas do tipo Zora Yonara, Juçara Carioca e etc., perderam o sentido. O mercado exige mudanças.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Radiomania, o Livro/7

A DANÇA DAS CADEIRAS (A2)
O fechamento da Mundial deixou um grupo profissionais ao desemprego. Um deles Elói de Carlo. Com trânsito pelas agências e publicidade, ele se dedicaria, durante certo tempo, somente às gravações de comerciais, até ser contratado pela Rede Manchete de Televisão. Voltaria ao rádio em 1996 no FM da empresa.

Em junho de 1977, mudava-se para a FM O Dia, onde teria passagem meteórica, ali ficando menos de seis meses . (Em dois anos no ar, a FM O Dia mexera na sua programação nada menos que cinco vezes.)

Tão logo assinava o distrato com a emergente estação, Elói se transferia para a JB. Também não ficaria muito tempo. No primeiro trimestre de 1999, ingressava de novo no Sistema Globo de Rádio. Sairia ao fim de dois anos, passando a ministrar aulas de locução para estudantes universitários e outros interessados.

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MEMÓRIA-1994
Em junho, Clóvis Monteiro (ex-Tupi) assinava com o SGR. Atuara como noticiarista da principal emissora, comunicador folguista daquela e da 98 FM.

A casa contrataria também no mesmo período, os locutores Márcio Seixas e Sérgio Junqueira, além do repórter Genilson Araújo, especialista em cobertura do trânsito via-helicóptero, todos desempregados com o fechamento da JB AM.

O quadro de comunicadores da Tupi sofria baixa. Marne Barcellos cedia o posto ao Jorge Luiz e, no deste, entrava Gilberto Lissieux, sem sair da Nacional.

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Ouvindo as ondas

OS CHOROS DO PIXINGA
Comemora-se neste domingo (23), o Dia Nacional do Choro. No Rio, por exemplo, uma série de atividades lembra um de seus maiores símbolos, Alfredo da Rocha Viana Filho, o Pixinguinha (1897-1973).

Instrumentista e arranjador, autor de vasto repertório, sendo “Carinhoso” sua obra mais conhecida, era enaltecido por companheiros de classe e críticos especializados.

Na data – revelava a repórter Lígia Souto esta manhã – celebra-se também o centenário de Severino Araújo, fundador da Orquestra Tabajara, outra figura importante do gênero.

QUADRO NOVO
“Temas da MPB” é o novo quadro no programa “Todas as vozes”, na MEC AM. Produção de Cacá Santiago, um dos novos coordenadores da casa.

Dele ainda, , na grade recentemente modificada , desfilam nas sextas-feiras, às 17h, “Clássicos com arte”. Reúne as mais expressivas canções do país.

PELAS TRILHAS
Naquele horário, aos sábados, Isabela Azevedo apresenta na MEC AM, “Trilhas da história”. É reprisado aos domingos, às 8h da manhã pela Nacional.

No lugar, anteriormente, estava “Onde canta o sabiá”, com o venerando Gerdal do Santos, que passou para às 2h da tarde.

ALTERAÇÕES
Uma das emissoras alternativas no esporte, a Transamérica alterou, há pouco mais de um mês os horários de suas atrações – matinal e vespertina.

“Galera show” de 7h para o meio-dia, “Arena Transamérica” de 17h para às 22h. Bruno Azevedo e Bruno Cantarelli, os respectivos apresentadores.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Radiomania, o Livro/6

A DANÇA DAS CADEIRAS (A1)
Revelado pelo Sistema Globo de Rádio na década de 70, Alberto Brizola se projetaria na Mundial, nela atuando por quase 20 anos. Com o prestígio conquistado na carreira, se elegeria deputado estadual , renovando essa condição por três legislaturas. Pode cumprir o primeiro mandato paralelamente às atividades no rádio.

Em novembro de 1992, com informações privilegiadas, ele trocava a Mundial pela FM 105. Dois meses depois , no início de 1993, o SGR desativava a rádio, que era a terceira no Ibope, atrás da Globo e Tupi. Não se criaria naquela, afastando-se em seis meses.

Durante dois anos ficaria ausente do meio, quando se dedicaria a um programa semanal na TV Corcovado, mas tarde CNT. Em outubro de 1995, reaparecia através da Manchete AM e, em breve optaria pela evangéica EL Shaddai, de Arolde de Oliveira.

Na rádio do sogro permaneceria até 2005.No ano seguinte, de mala e cuia, mudava-se para a Roquette Pinto, apresentando um programa vespertino. Sobrava em 2007, com a chegada de Artur da Távola (1936-2008) o novo diretor da emissora.

Tal qual peregrino, incluía outras rádios no seu currículo. Depois da Roquette, a Continental AM, em 2013 passaria uma temporada na Sucesso , após acumular as funções de comunicador e diretor da Família FM (104,5). Ultimamente estava em Cabo Frio, Região dos Lagos, atuando na Litoral FM ( 94,5.)
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MEMÓRIA-1993
Em abril, a Opus 90 FM, arrendada ao Sistema JB, trocava de mãos, surgindo a FM O Dia. De nada adiantariam os protestos da audiência qualificada.

O DJ Marlboro, impulsionado pelo modismo do funk, fazia estrondoso sucesso na FM 105, em horário vespertino. Em meados do ano transferia-se para a RPC. /o/ A comunicadora Adriano Riemer reiniciava sua atividades no Rio, depois de dois anos nos EUA. Em dezembro retomava seu espaço na Cidade FM.
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Ouvindo as ondas

NA VIRADA DO JOGO
Um dos penúltimos a sair da Bradesco Esporte no piscar das luzes, (o apagão ocorreu mês passado) Sérgio Guimarães, correspondente da Gaúcha, no Rio, acertou com a Tupi. Responde pelo plantão de jornalismo nas tardes, incluindo o “Show do Apolinho”, atividade que vinha sendo exercida pelo Ricardo Moreira.

Desfalcada depois de uma greve histórica por falta de pagamento, a Tupi contratou quatro profissionais no limiar deste ano – Wellington Campos, Anthony Garotinho, Cyro Neves e, agora, o Sérgio Guimarães. No intervalo, promoveu a volta do Francisco Barbosa, que integrava o lote dos dispensados em julho.




sexta-feira, 31 de março de 2017

Girando com as ondas (025)

FUGA DAS ÁGUAS TURVAS
Uma das melhores coisas que inegavelmente se ouve no rádio nos dias atuais é o matinal “Todas as vozes”, do Marcus Aurélio na MEC AM, de 7h às 10h. São destaques entre as sessões,“O rádio faz história” e “Essa letra, essa música”, produzido por Marcos Rangel, um dos três xarás da audição -- Leite é o outro.

.o. Este divide com o apresentador a produção geral do programa, onde se preconiza ‘a intolerância zero’, simbolizando numa emissora pública a fuga da mesmice predominante nas chamadas rádios particulares. Dentre as boas atuações no ramo, ressalte-se o Ricardo Boechat na Bandnews, entrave da CBN, transformado numa insuperável 'dor de cabeça' para os gestores.

A 'RAPOSA' É SÁBIA
o. Por isto e por aquilo, segundo velha raposa ao se referir a temas diversos, os cardeais da Glória estão propensos a mudar a plástica da emissora-matriz do SGR. Resolveram apostar num público jovem, e conquistar ouvintes mais esclarecidos, certos de que o ‘dinossauro eletrônico” carece de uma reinvenção.

o. No que teriam eles se inspirado em suas pesquisas? No esquema da Jovem Pan, em São Paulo, ou no da Itatiaia, de Belo Horizonte, em Minas? As donas de casa e os idosos inabilitados a lidarem com as novas plataformas – aplicativos de celulares, smartphones e tablets ficam de fora? Deixaram de somar os índices de audiência eternamente almejados pela autonomia dos executivos?

HAJA INSPIRAÇÃO
.o. Mudança de hábitos, entretanto, não se faz da noite para o dia. Não é necessário conhecimentos de filosofia e comportamento humano para se saber desta assertiva. Alguma coisa, todavia, tem que ser feita, experimentada no veículo. A permanecer o ramerrão da conformidade (e acomodaação de muitos) que se observa, a tendência será todos navegarem em águas turvas indefinidas.

.o. Com a iniciativa que se anuncia, só resta aos indefectíveis amantes desse nosso amor antigo, torcerem que a ‘revolução’ seja coroada de pleno êxito. Afinal – e a história se repete ao longo dos tempos -- é muito comum no meio, uns e outros imitarem (ou copiarem) tudo aquilo que surge caracterizado como novidade. Parece que na comunicação, criar representa intransponível barreira.
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INTERLIGADAS
.o. Prestação de serviços o rádio contemporâneo faz diariamente, baseado na situação do trânsito nas capitais e regiões próximas. Inclui as condições das estradas, túneis e viadutos, ferrovias, aeroportos, além da previsão do tempo.
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.o. Listas de aniversariantes, horóscopo e dedicatória musical, há muito perderam o sentido, tão ultrapassadas como o ato de andar pra frente. A ultima não tem espaço nos alto-falantes das cidades do interior e nem nos parques de diversão.
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Saudosismo, um caso especial. Sejamos realistas. "(...) Mas hoje em dia eu não tenho mais, a alegria de tempos atrás". (De Manassés, poeta e sambista). Cantada por alguns ouvintes de bom gosto sintonizando determinados programas.
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HORAFINAL.COM
Repórter e mais longevo coringa da Tupi, Cristiano Santos vai, a partir de segunda-feira agora, comandar o "Super madrugada", de meia-noite às 3h. Desde a saída do Fernando Sérgio, o horário estava sem titular, com o Garcia Duarte.




sexta-feira, 17 de março de 2017

Girando com as ondas (024)

AS NOTÍCIAS FORA DO AR
Matéria-prima na mídia eletrônica, existe um tipo de notícia que nunca vai para o ar – a menos que seja em casos extras, especialíssimos . No rádio, os mais atentos já observaram tratar-se do fechamento de alguma concorrente. É provável que isso se dê por mera questão corporativista. Nenhum mistério, pois.

.o. Encerraram suas atividades no Rio ultimamente, cinco FMs e uma AM. A Bradesco Esportes este mês e a MPB em janeiro. Ano passado em julho a Cidade. Em 2015, Nativa e Manchete, respectivamente em dezembro e novembro. A Beat98 em outubro de 2014. Redundante dizer que a crise é grave.

.o. A Bradesco Esportes foi ao ar pela primeira vez em maio de 2012. Sua equipe era liderda por José Carlos Araújo, o Garotinho, que aceitara o desafio de tocar um projeto aparentemente inovador. (Em São Paulo, a Gazeta já havia experimentado o esquema e, em pouco tempo, decidia deixá-lo à margem).

O BARQUINHO
.o. O ‘Fenômeno da narração esportiva’, como os áulicos o chamam, cercou-se de amigos e companheiros dissidentes da Globo para ‘pilotar o barquinho’. Um ano e meio depois, a ‘navegação’ começava a fazer água. Esperto tal qual um dileto seguidor, Garotinho foi para outro prefixo. Estacionou na Transamérica.

.o. Nela ficou por tempo limitado. Acredita-se que a Tupi estava em sua meta, embora não tenha respondido ao primeiro aceno. Acabou acertando ir para lá, na condição de pessoa jurídica. Com ele, Gérson (Canhotinha) e Gilson (Ricardo), novos componentes da autodenominada ‘seleção brasileira do rádio’.

.o. Houve, naquela ocasião, uma troca de endereços. Enquanto Garotinho ia para a Transamérica, Edilson Silva, que lá estava, ‘se mandava’ para a Bradesco, com Ronaldo Castro a tiracolo. Alguns profissionais da equipe anterior eram aproveitados, outros, nem pensar. Aos poucos, só os aliados ao novo chefe.

VIROU MANIA
.o. A Cidade, revolucionária do segmento nos anos 70 (foi fundada em 1977), teve seus momentos mágicos reunindo o que viria a se chamar comunicadores. A linguagem coloquial influenciava as concorrentes. Destacavam-se, entre eles, o Eládio Sandoval, Fernando Mansur, o Romílson Luís e Ivan Romero.

.o. Integrante do Sistema Rio de Janeiro, fusão do JB com O Dia, a JB AM tornou-se Brasil, da LBV, 105 FM, comprada pela Igreja Universal, rebatizada de Aleluia e Opus 90 (90, 3) nominada O Dia, depois Nova e, logo MPB. Aquela se transferia para os 100,5 (da RPC), do Paulo César Ferreira.

.o. Os sinais da crise sacudiam a estrutura do ‘elefante branco’ que o JB construíra na subida (ou descida) da Ponte Rio-Niterói. A Cidade foi arrendada pela OI e, posteriormente pela Jovem Pan 2. Devolvida em março de 2014, não seria mais a mesma. O Grupo Universo pegou, transformando-a em Mania.

(I)NATIVIDADE
.o. A Tupi FM (96,5) criada em 1974 adotava uma linha clássica de programação. Popularizou-se em 1996 lançando o slogan ‘O amor do Rio’, que deu origem a Nativa, a partir de agosto de 2000. Com a unificação do AM e FM dos Associados, essa passaria para os 103,7 da Antena 1, arrendada.

.o. Em seu quadro de comunicadores pontilhavam o Fernando Borges, Charles Uchoa, Maurício Berg e Zé Costa, sobressaindo-se como especiais, “As canções que você fez pra mim”, com Dudu Braga, o Segundinho, e “Tudo a Veras”, com Marcos Veras, o primeiro diário, o outro semanal. O contrato foi cancelado.

SEM MENTIRAS
o. Nascida da ‘costela’ da Federal de Niterói, a Manchete AM 760 foi incorporada por Adolpho Bloch, de Bloch Editores, e revista homônima. O grupo entrou em falência duas vezes, em 2000 e 2002. Pendências na Justiça deixaram-na fora do dial longo tempo. Em 2006, controlada por Miguel Nasseh.

.o. Passaram por ela em fases distintas, Roberto Canázio, Alexandre Ferreira e Cirilo Reis; Cidinha Campos, Wagner Montes e Mário Esteves; Luiz de França, David Rangel e Sílvio Samper. No esporte, João Guilherme, Daniel Pereira, Fábio Tubino, André Ribeiro e Antônio Jorge. “Rádio de verdade”, seu slogan.

GERÊNCIA PLUFT
.o. Terceira modificação da Eldorado FM, a Beat98 começou a funcionar em 2008. Seu título anterior (apenas 98, da freqüência) era utilizado desde 1978, quando substituíra a denominação Eldopop, que fora iniciada em 1973. Comunicadores mais prestigiados na Beat98: Tino Júnior e Van Damme.

.o. Pela antecessora (98 FM), assinalaram seu nome na história do segmento, o Robson Castro, com o “Good times”, e o Fernando Borges, que o sucedeu. Entre os menos conhecidos, trabalharam na emissora, Regina Célia, Luciano Reis, Carlos Augusto, Fernando Barros e Ivone Biotti. A rádio ‘era só sucesso’.
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I N T E R L I G A D A S
Oito meses depois de ser incluído num ‘pacote’ de demissões da Tupi, Francisco Barbosa foi recontratado. Sua restreia ocorreu nesta segunda-feira (13).
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Antecedendo ao Barbosa, das 9h às 10h, uma novidade para o ouvinte da estação do Condomínio. A volta do ex-governador Anthony Garotinho.
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A EBC está ‘inovando’ a grade de programação de suas emissoras. Alguns cartazes da Nacional e TV Brasil têm, agora, apresentações simultâneas.
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Uma – lançamento recente – é “Corredores do poder”, com Rosean Kennedy, às 18h30. Outra. “Samba da Gamboa”, com Diogo Nogueira, aos sábados.
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HORAFINAL.COM
Eram do Grupo Bandeirantes a Bradesco e a MPB FM, recém-fechadas. Edilson Silva comandava a primeira. Na gestão dele também quebrou, em setembro de 2006, a equipe esportiva da Bandeirantes AM 1360, após a Copa na Alemanha.



quinta-feira, 2 de março de 2017

Girando com as ondas (023)

DEU PORTELA. 33 COM 22
A Portela e sua comunidade ganharam, no aniversário do Rio, nesta quarta-feira (1°), um cobiçado presente – o título de campeã do Grupo Especial.

.o. Foi, 33 anos depois, o 22° conquistado, com o enredo “Quem nunca sentiu o corpo arrepiar ao ver esse Rio passar”, do carnavalesco Paulo Barros.

.o. Um décimo de diferença separou a campeã da Mocidade (2ª colocada), que se apresentou na avenida com “As mil e uma noites pra lá de Marrakesh”.

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DECISÃO
.o. O Flamengo vai decidir com o Fluminense, no domingo (5), a Taça Guanabara, depois de vencer o Vasco, no sábado (25) de carnaval , em Volta Redonda.

AUSÊNCIA
.o. As principais emissoras de rádio do Rio mandaram equipes ao Estádio da Cidadania – a Tupi, Globo-CBN e Nacional. A Bradesco Esportes FM, não.

APOLINHO
.o. Gilson Ricardo assumiu por uma semana, a partir de segunda-feira (27), o “Show do Apolinho”. O titular aproveitou os dias de carnaval para descansar.

NÃO ACABA
.o. No “Brasil que não acaba mais”, a Bandnews transmitiu domingo (26), um especial sobre marchinhas de carnaval, agora proibidas de serem tocadas.

NOVA FRENTE
.o. A exemplo do que tem ocorrido com o futebol, o SGR uniu a matriz e a CBN, na cobertura dos desfiles da Sapucaí. Condução por conta do Frederico Goulart.

PELA 1ª VEZ
.o. Craques do samba, Adelzon Alves e Miro Ribeiro atuaram juntos pela primeira vez na avenida. A Nacional e MEC AM formaram parceria com a Roquette FM.

COMANDO I
.o. David Rangel (Globo), Fernando Molica (CBN), Luiz Ribeiro (Tupi), Luciana Valle e Rubem Confette (Nacional) comandaram as apurações no Sambódromo.

COMANDO II
.o. Equipe da Roquette liderada por Miguel Ângelo também acompanhou a marcha da contagem. Em 2018 desfilarão 13 escolas. Nenhuma desce este ano.

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INTERLIGADAS
.o. O “Musishow” do Cirilo Reis na Rádio Nacional, passa a ser diário, de 10h à meia-noite, a partir de segunda-feira (6). Era nos sábados às 7h, sem o futebol.

.o. Desativada para abrigar a Bandnews, a MPB (90,3) poderá ressurgir em outro prefixo. Arianne Carvalho, detentora da marca, apenas vendeu a concessão.

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HORAFINAL.COM
.o. “Rádio não toca samba. (...) Não há mais discos”, lamentou-se Beth Carvalho numa entrevista à “Folha de S.Paulo”. Menos Beth, menos. A Nacional e MEC AM dão espaços generosos ao ritmo. A MPB FM há pouco extinta, divulgava-o.