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sábado, 20 de junho de 2015

Esse nosso amor antigo (f)

ENTRE O CIRCO E A TV
o. Um dos radialistas que migraram para a TV, José Messias (86 anos), morreu na sexta-feira, 12, no Rio. Originário do circo, iniciou carreira na Mayrink Veiga, tendo atuado na Metropolitana, Guanabara e Nacional.
.o. Crítico de música e produtor de discos, foi um dos incentivadores do movimento da Jovem Guarda, que revelou Erasmo e Roberto Carlos, Vanderléa, Vanderlei Cardoso, Jerry Adriani, Leno & Lilian, e outros. Eram seus competidores, na ocasião, o Carlos Imperial, o Luiz de Carvalho e o Fausto Guimarães.
.o. Também compositor de marchinhas de carnaval e canções de ‘meio de ano’, José Messias teve páginas gravadas pelos principais cantores daquele movimento. Astros que se dedicavam a diversos gêneros gravaram suas obras, entre os quais Angela Maria, Cauby Peixoto e, inclusive Caetano Veloso.
.o. Há alguns anos jurado de um programa no SBT, Messias foi apresentador e produtor respectivamente das extintas TV Rio e Tupi. Empreendedor no veículo em que construiu seu nome, inaugurou vários prefixos, exemplos da Melodia (lançada em Petrópolis), e El Shaddai. Era dono de uma emissora em Saquarema, que pertencera ao César de Alencar, profissional a quem ele idolatrava.
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A ‘MÁGICA’ DOS CARDEAIS
.o. “Com uma só cajadada se mata dois coelhos”, assegurava um velho ditado. Foi isso que aconteceu na quinta-feira, 18, na Globo, ao lançar o “Toda noite”, tirando da grade, o “Olha o gol”, do Edson Mauro, e o “Botequim...”, que Robson Aldir herdara do Loureiro Neto, recebendo bilhete azul mês passado.
.o. Zeca Marques é o novo dono do espaço. “Toda noite”, no dias sem futebol, dá mais enfoque a variedades, o restante aos retornos do “Panorama esportivo”, antiga atração da casa (reduzida a dominical), e “Good times 98”, criado por Robson Castro na rádio homônima, e terminado com o Fernando Borges.
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O PALHAÇO REMEMORADO
.o. A partir do mês que vem, uma série de eventos comemora o centenário de Carequinha (George Savalla), que viveu no circo desde a infância, e se tornaria o palhaço mais famoso do país. Nascido em Rio Bonito, Carequinha radicou-se em São Gonçalo, onde, antes de ser projetado pela televisão, foi animador de auditório na Rádio Mapinguary, transformada em Copacabana, ao mudar-se para o Rio, Capital.
.o. “Fãzoca do Rádio”, marchinha de Miguel Gustavo (1922/1972) foi um grande sucesso dele, (1915/2009), que também gravou músicas infantis. Na Rádio Federal, de Niterói (Manchete de anos posteriores), o colunista Ayrton Guimarães, do jornal “Última Hora”, manteve durante os finais de semanas, o “Clube dos amiguinhos”, um cartaz que divulgava o repertório e os bordões do popular artista.
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LINHA DIRETA
/o/ Inaugurado por Marcelo Madureira, “Eu sempre quis fazer rádio”,na Globo contou, em sua segunda edição, dia 14, com a presença de Martinho da Vila.
/o/ Espécie de ‘comunicador por um dia’, de 9h às 10h das manhãs, depois do de Jorge Luiz, agora denominado como “Domingo das famílias”, com início às 7h.
/o/ Há uns dois anos, Ana Rodrigues criava na Tupi, um quadro sobre os melhores filmes na cidade. Karla de Luca, na Globo, foi na onda, também aos sábados.
/o/ Seria ou não, um preito àquela máxima do Velho Guerreiro Chacrinha? Morto em 1988, ultimamente personificado por Stepan Nercessian em brilhante musical.

sábado, 6 de junho de 2015

Esse nosso amor antigo (e)

DA FIFA AOS TRIVIAIS
.o. A primeira notícia sobre o escândalo da Fifa me chegou através da Transamérica ,‘a mais jovem equipe esportiva do Rio’, conforme o slogan. Sintonizava o “Arena...”, programa em apresentação do Bruno Cantarelli.
.o. Dos sete dirigentes presos na Suíça, a lista incluía José Maria Marin, ex-presidente da CBF. O senador Romário (RJ)revelava ter coletado assinaturas para nova CPI na entidade. Virou pizza, uma anterior.
.o. A ‘fumaça’ de matéria tão explosiva praticamente escondera a segunda de maior importância do dia. O técnico Cristóvão Borges,recém-desligado do Fluminense, fora escolhido pelo Flamengo, anunciava Lucas Machado.
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NO ARMAZÉM...
.o. Thiago Alves comemorou na MEC AM, em 29 último, o primeiro ano do “Armazém cultural”, apresentado de segunda a sexta, das 15h às 17h. Participações do compositor Zé Katimba, cantora Joyce Cândido e o conjunto Galocantô.
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NAS QUADRAS...
.o. O veteraníssimo Rubem Confetti foi outro que festejou o primeiro aniversário. Quarta-feira (3), na condução do “Ponto do Samba”, na Rádio Nacional, de 13h às 15h, onde era coadjuvante do horário em que a Dorina estrelara.
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...E NA GLOBO
.o. Em maio de 2014 (dia 19), a Globo repaginava (outra vez, em tempo curto) a sua grade. “Madrugada e Cia”, “Alegria ao meio-dia”, e “David da tarde”, as novidades. Dia 26, o Mário Esteves era mais um a reintegrar-se à casa.
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MODERNO VELHO
.o. Sistema comum em épocas passadas, o atendendo a pedidos nas rádios musicais perdeu espaço no correr dos anos. Ao contrário do que muitos pensam, não caiu totalmente de uso, independendo do nível das emissoras.
.o. Nos dias da chamada era contemporânea, o sistema reincorporou-se, aumentando o seu alcance, com os recursos do WhatsAp e SMS. Exemplo de modernização é o “Love memories”, na SulAmérica Paradiso, de segunda a sexta-feira, de dez à meia-noite. Mário Márcio comanda. Com classe e bom gosto.
.o. No horário, anteriormente – até às 2h da manhã --, estava desde março de 2013, o Robson Castro, com o “Yesterday”. Se me perguntarem agora para onde ele foi, não sei. Alguns radialistas são bem parecidos aos peregrinos...
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LINHA DIRETA
/o/ “Mundo corporativo”, aos sábados, pelas 8h da manhã, é um dos bons programas da atualidade. Na CBN, com o Milton Young.
/o/ Luciano Durso, um remanescente da extinta JB AM, é novo titular do “Repórter Rio” da Rádio Nacional. Faz a 2ª edição, às 12h20.
/o/ Belo trabalho, na MEC AM, a série sobre meio ambiente. Cadu de Freitas reuniu estudiosos no “Bate papo ponto com”, às 11h.
/o/ Na Tupi, Gerson e Gilson Ricardo ampliam atuações. Com o “Jogo da vida”, no programa do Clóvis,“De trivela”, no do Apolinho.









sexta-feira, 22 de maio de 2015

Esse nosso amor antigo (d)

DIREITO DE SONHAR
.o. Ser apresentador de programas é o sonho de nove entre dez locutores ou repórteres de rádio. Vocação e talento, os principais requisitos para se dar bem na carreira, em tempos idos. Em épocas posteriores, o aprendizado tinha papel preponderante no currículo daqueles desprovidos das qualidades básicas, exigidas por diretores que dominavam o ramo com seus conhecimentos.

.o. Há décadas, deixou de funcionar desse modo. E, partindo de tal fundamento, como em todos os setores de atividades, não se constitui surpresa nenhuma o fato de nos melhores postos não prevalecerem os mais qualificados. Não havia no rádio da fase de ouro, a menor chance para os locutores e repórteres de vozes roucas, fanhosas ou esganiçadas. Esse ‘legado’ veio na era contemporânea.

.o. As reflexões nos fazem lembrar da cantora Araci de Almeida, sucesso na Mayrink. “Não sou dona de nada” – retrucara ao tratamento de um radialista de Porto Alegre. Também nós. Apenasmente (como diria um personagem do Paulo Gracindo em memorável novela da TV), o rádio é uma curtição da qual não conseguimos fugir -- inclusive o AM, agonizante fantasma no dial do cotidiano.
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‘...NÃO TEM IDADE’
Anos 80, plantão na madrugada do jornal “O Dia”. Enquanto não vazava novidade na ‘piscina’,ouvíamos o Adelzon Alves e o Luciano (também Alves). Pela ordem, complementavam a programação da Globo, Paulo Giovanni, Haroldo de Andrade, Roberto Figueiredo, Waldir Vieira, Carlos Bianchini e Gilberto Lima. Comparando-se o conjunto dos quadros, o dos dias atuais fica num plano inferior.
(“Saudade não tem idade’, era título de um programa da Mundial.)
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RADICALISMO, FORA
Ah,sim. Não sejamos injustos, radicalistas. Antônio Carlos (o mais antigo, com 28 anos de casa), Jorge Luiz (18) e Roberto Canázio (próximo dos 9), igualam-se em categoria àqueles de outrora na rádio da Rua do Russel. No mais, são valores de inegáveis qualidades, David Rangel e o Mário Esteves – ambos reintegrados em 2014. O rádio avançou em tecnologia. Estacionou nos shows de mesmices.
(David trabalha na emissora pela segunda vez;o Mário,pela terceira.)
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OS TEMPOS DO HUMOR
Chico Anysio era uma genialidade no humorismo. Seus colegas da Mayrink, Haroldo Barbosa e Antônio Maria, no mesmo patamar e, na Tupi (depois Nacional), o Max Nunes. Não se arriscaram a fazer programas diários. Seriam o Maurício Menezes, Hélio Júnior e Sérgio Ricardo (“Alegria ao meio-dia”) mais inspirados que os referidos (e saudosos) homens de rádio dos tempos remotos?
(“Escolinha do Professor Raimundo” foi um quadro do Chico no rádio.)
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LINHA DE FRENTE
/o/ MEC FM mudou de freqüência, dos 98,9 para os 99,3 Mhz. A partir do dia 10 do mês corrente, quando comemorava 32 anos de fundação.
/o/ Dia desses, em seu programa na Manchete, Sílvio Samper advertia estudantes de comunicação sobre dificuldades no mercado de trabalho.
/o/ Fábio Moraes, locutor esportivo da nova geração, é um dos principais destaques na Rádio Brasil.'Não perde o ritmo', diz seu slogan.
/o/ O sonho do Robson Aldir durou somente quatro anos. Por duas décadas atuando na Globo, foi um dos melhores repórteres do rádio.


sexta-feira, 8 de maio de 2015

As coincidências triviais

TRÊS, PONTO, ZERO
.o. Selando domingo passado um campeonato de brilho raro, três foi número incisivo. Coincidências triviais. Na soma do placar (2 a 1), vitória do Vasco sobre o Botafogo, e no tempo de jejum de títulos do Gigante da Colina (12 anos).

o. As coincidências abrangiam, ainda, o retrospecto em torno de um destaque da festa – José Carlos Araújo. Em três anos, três mudanças.
.o. Bradesco-2012, Transamérica-2014, e Tupi-2015,não se contando o G, do marketing com os aliados. O predomínio deles e outros na faixa, deve-se, em parte, ao lento processo de renovação no rádio – entendem os observadores.
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‘AGORA É AQUI’
.o. Repórter na Globo a partir de 1956, José Carlos Araújo cobriu o Botafogo por nove anos consecutivos, acumulando atividades no jornal “O Dia”. Após ser plantonista, foi ‘ponta’ do Waldir Amaral, e começou a transmitir futebol na equipe deste, que assumira a chefia do esporte e gerência comercial no distante 1968.

o. “Haja coração pra tanta emoção”, “Vai mais, vai mais, vai mais garotinho” e “Valeeeu”, são, segundo o editor Roberto Sander, simples, geniais e eternos. “Agora é aqui” --na casa que abrigara,em tempos distintos, Doalcei Camargo e Ary Barroso. O “Mudei e gostei” (bordão do ingresso dele na Rádio Nacional, onde, líder, inovara o jeito de narrar), sai de cena, depois de usado em anteriores transferências.
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ALÉM DA CABINE
.o. Na estreia do Garotinho e companheiros, a Tupi mobilizou maior contingente de profissionais no Maracanã . Lá, estiveram em ação o Wagner Menezes, Cassiano Carvalho, Thiago Veras e Marcus Vinícius; o Ricardo Heizer (no camarote), a Carla Matera (interatividade nas redes sociais), além do Vinício Gama, plantonista.

o. Embora bem considerado pela classe e torcedores, Garotinho não se constitui uma unanimidade na era contemporânea. Esta assertiva só reforça uma tese defendida por Nelson Rodrigues, que afirmava em época remota: “Toda unanimidade é burra”. Por certo, boa parcela de ouvintes não muda os hábitos de sintonia.

o. Sejam apreciadores da Manchete, Nacional, Fluminense... Diante de tais preceitos, as concorrentes funcionam como alternativas, mesmo que, para elas, sobrem fatias menores do bolo-audiência. Um medalhão se transferindo de endereço, balança o mercado, mas, não desnuda o Ibope de um Penido, Edilson, ou do Evaldo.
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NA RUA, NO SÍTIO
.o. O trânsito estava interditado na Rua do Lavradio, próximo dos Arcos, na Lapa – informava nesta segunda-feira, 4, a setorista da CET-Rio, Ana Paula Martinez (uma das novatas na emissora da Glória). Ela dizia, atendendo ao chamamento do David Rangel, que a causa era uma passeata de funcionários demitidos da Unican.

o. Acionado pelo Sílvio Samper, o veterano (e versátil) Jorge Ferreira revelava, na ‘rádio de verdade’, tratar-se de um movimento de mata-mosquitos, e que a situação havia se normalizado naquele instante. Prestação de serviços, utilidade para os automobilistas, pouco interessa, porém, a uma enormidade de pessoas.

o. Nas chamadas rádios de pequenos investimentos (de musicais, variedades, horários alugados), o trânsito nunca tem vez. Quem sintoniza a Metropolitana, Bandeirantes, Tamoio, Sucesso e similares, sabe disso. A modernidade -- ‘mudernidade’, conforme os simplórios --, ainda não alcançou os executivos desses prefixos.



sexta-feira, 1 de maio de 2015

Esse nosso amor antigo (c)

O ‘GOLÃO’ DA TUPI
.o. Em seu vitorioso programa às tardes na Rádio Tupi, Washington Rodrigues surpreendeu, na segunda-feira, 27, a maioria dos seus ouvintes, com a notícia da contratação de José Carlos Araújo. Companheiro de inúmeras jornadas, amigo e compadre, Garotinho foi o convidado especial no cartaz do Velho Apolo.

A revelação, porém, já se prenunciava nos bastidores. Pode-se dizer, aproveitando um dos bordões do narrador: “Golão, golão da Tupi”. Um dos principais locutores esportivos do país nas últimas décadas, Garotinho chega à outrora líder dos Diários Associados nos 80 anos do prefixo, comemorados em 25 de setembro.

.o. A estreia foi anunciada para este domingo, dia 3, na partida entre Vasco e Botafogo, decisão do Campeonato Carioca-2015. Gerson Canhotinha de Ouro e Gilson Ricardo são os primeiros a integrar a equipe. Mas, dois profissionais com eles afinados, e atualmente fora do ar, também deverão se unir ao grupo.
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PESOS E VALORES
.o. No mercado da comunicação, quando uma empresa requisita ‘peixes graúdos’, os considerados como ‘raia miúda’ se retraem, certos de que não mais farão parte do ‘cardume’. Fatores diversos, de logístíca, inclusive, acabam influindo nessas mudanças, sendo coisas naturais, determinadas pelas regras do capitalismo.

.o. Desligados da rádio da Rua do Russel em maio de 2012, Garotinho, Gerson e Gílson foram os precursores da Bradesco Esportes, única no Rio a investir numa programação segmentada. A modalidade só dera certo, até então, no que tange às emissoras de TV por assinatura. O projeto se constituía num grande desafio.

.o. Em fevereiro de 2014, no entanto, o trio deixava a ideia de lado, preferindo embarcar numa tentadora proposta da Transamérica, interessada em ampliar sua cobertura esportiva na antiga capital. A transferência (trocadilho à parte), seria apenas uma transição. Garotinho e Apolinho restabelecem a parceria que nascera em 1977 na passagem pela Nacional e fora interrompida em 1998 na Globo.
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LINHA DE FRENTE
/o/ Foi na equipe da Nacional, liderada por Garotinho, que Jota Santiago, novamente segundo na Tupi, iniciou-se como narrador. Ele era da Mauá.
/o/ Seus colegas de emissora, Sérgio Américo e Marcus Vinicius (o Mr. Bean), também trabalharam com o “Fenômeno“. Na estação dos Marinho.
/o/ “Campeão no campo; craque na latinha”, Gerson virou comentarista depois de ser entrevistado por Doalcei Camargo, num programa da Tupi.
/o/ ‘Dodô’, um dos mais importantes na história do rádio em todos os tempos, lançara outros ex-jogadores na função – Telê Santana e Raul Plasman.
/o/ Sem os “coroas” (Fernando Bonan, o mais novo, outro que saiu), a Transamérica retoma seu real perfil. Uma rádio de jovens, para público idem.
/o/ Brunos (Cantarelli e Azevedo), Lucas Machado, Maurício Filardi e Rodrigo Gomes, os nomes principais. Primeiro e o último da lista, os narradores
/o/ Gilson e Áureo despediram-se da rádio, quinta-feira, 30, no “Arena...” Clima de muita emoção dos novatos aprovados pelo exigente Garotinho.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Triviais e ‘mudernidade’

EM PRIMEIRA PESSOA
.o. Acordo cedo, com o rádio despertador. Na quinta-feira (16), sintonizava a Tupi. Mário Belisário entrevistava, no “Consulta popular”, uma autoridade sobre um assunto de interesse geral. Depois, convocava os jornalistas na redação, Ana Rodrigues (editora-chefe), e Monique Pires (plantonista).

.o. Abria espaço para o Caio Álex, que cobre as ocorrências policiais, e chamava o Vinícius Gama (gravado, naturalmente), resenhando as últimas do futebol. Caio foi quem mais prendeu minha atenção. Anunciara a morte de outra vítima da violência urbana, com um “não resistiu aos ferimentos”.

.o. Pode isso, no auto-proclamado melhor radiojornalismo do Rio? ‘O óbvio ululante’ -- diria o cronista esportivo e dramaturgo Nelson Rodrigues (1912-1980). Se inaceitável para os estagiários com perspectivas de progredir na profissão, do Caio, um tarimbado repórter, muito menos ainda.
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JUSTIÇA NA SEXTA
Pelo Robson Alencar, (voz oficial da Manchete) fico sabendo de um novo programa na grade da emissora. É o “Encontro com a Justiça”, conduzido por Siro Darlan, figura de trânsito fácil no veículo.
A experiência dele remonta aos debates do Haroldo de Andrade e Cidinha Campos, na Globo e Tupi. Com a novidade às sextas-feiras, de 10h às 12h, o Jorge Bacarin perdeu uma fatia do seu espaço.
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O MAHR DE VOLTA
Andei ouvindo a “nova” Cidade FM, coordenada pelo Van Damme, (ex-Beat98, que mudou para a web). Não gostei. Muito diferente daquela do Sandoval, Mansur, Romílson Luís e outros ‘feras’.
Através de um colunista (de notas) sou informado que o DJ José Roberto Mahr, do Novas tendências”, (1972 a 1997) em diversas FMs, voltou. Quase vinte anos ausente, fechou com a Cidade.
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SÓ PARECE, MAS...
Na postagem anterior, atribuímos ao Zé Costa, da Nativa FM e chamadas da Tupi, a participação no “Farofa” do David Rangel, na Globo. Quem fala de curiosidades sobre pratos oferecidos em bares e botequins cariocas é o Becosa – Juarez Becosa. (Rs rs rs, segundo internautas...) Errare humanum est, como alertavam os professores de latim.
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LINHA DIRETA
/o/ Lançado às vésperas do Mundial de 2014, “Futebol de verdade”, às segundas-feiras na Globo, está completando um ano. Zico e Juninho (Pernambucano) as estrelas, Felipe Cardoso, mediador.
/o/ Na Bradesco, um concorrente -- “Futebol do Rio pontocom”. Edilson Silva e seu grupo discutem para quem passar a bola, dos craques mostrados num painel. Invenção antiga do Ronaldo Castro.
/o/ Marcos Veras, revelado em popular programa, faz sucesso em diferentes mídias, além do rádio. “Tudo a Veras”, nos 103,7 Mhz, Nativa FM, aos sábados, às 20h, a sua apresentação-solo.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Esse nosso amor antigo (b)

UM RESERVA GUARDIÃO
.o. Aos 81 anos, um dos representantes da velha guarda do rádio em atividades, Áureo Ameno trabalha atualmente na Transamérica FM. É o segundo comentarista na equipe do José Carlos Araújo. Estava afastado há cinco anos, sendo seu último pouso, a Canção Nova, onde comandava um programa no fim de tarde.

.o. Redator do “Repórter Esso” quando este se transferiu da Nacional para a Globo, Áureo foi um dos principais colaboradores do Haroldo de Andrade. Além de produtor (um quarteto era responsável pela atração matinal), participava também de um quadro pioneiro no veículo – os tradicionais “Debates populares”.

.o. Áureo ingressou na Globo em agosto de 1954, cobrindo a morte de Getúlio Vargas. Como repórter esportivo, atuou no grupo liderado por Doalcei Camargo, que antecedeu o Waldir Amaral, proveniente da Continental. Depois de 42 anos consecutivos na rádio, perdera o emprego. O motivo: elegera-se vereador.

.o. A empresa não permitia (ainda não permite), que seus contratados exerçam cargos políticos. Amigo do Alfredo Raimundo desde o tempo que ele também era repórter esportivo, encontrou abrigo na Tupi. Voltava a comentar jogos de futebol e ganhava um quadro em defesa do consumidor, na “Patrulha da cidade”.

.o. Da antiga líder dos Associados, Áureo se desligaria para outra vez trabalhar com Haroldão, que conseguira seu grande sonho – uma emissora própria. O projeto que reunira um time de profissionais ligados ao radialista, começara a naufragar com o agravamento da saúde dele, encerrando-se com a sua morte.
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A FUSÃO EM GELEIA
A EBC tirou do ar as edições do “MEC notícias”, colocando no lugar, boletins do “Nacional informa”, com a fusão de duas vinhetas. Programas e quadros trocaram uma pela outra, havendo, ainda, os apresentados nas duas, em horários alternativos. A geleia é de fazer ‘inveja’ ao mais organizado dos empresários.
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AMIGO DO ‘FAROFA’
Zé Costa, da Nativa FM e voz das chamadas da Tupi, participou, no domingo 5, do “Farofa da Globo”, conduzido por David Rangel. O programa estabelece um confronto de famílias, sobre conhecimentos gerais. Incomum, porém, a presença, de um profissional de emissora concorrente. David é originário de lá.
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LINHA DIRETA
/o/ Marcus Aurélio faz, nas manhãs de segunda a sexta (de 7h às 10h), o melhor programa de rádio do momento.
/o/ “Todas as vozes”, na freqüência dos 800 Khz é, inegavelmente, uma produção inteligente e irrepreensível.
/o/ Depois de uma semana ausente, Roberto Canázio reassumiu o “Manhã na Globo”. Que férias, que nada. Licença.
/o/ Com o Maurício Bastos respondendo, medida muito mais do que acertada pelos executivos para no horário.
/o/ Bastos, naquela, e o Eugênio Leal, na Tupi, são os maiores destaques entre os bons valores da nova geração.
/o/ Renan Moura (Globo), e Rodrigo Gomes (Transamérica), os mais novos narradores esportivos do rádio carioca.



segunda-feira, 30 de março de 2015

Esse nosso amor antigo (a)

CENTENÁRIO DE UM ÁS
Haroldo Barbosa, produtor, compositor, sonoplasta e discotecário, um dos ases na época de ouro do rádio, que migraria para televisão, mereceu destaque pelo seu centenário em matéria do João Máximo, na sexta (20). Fechando a cabeça do texto, o veterano (e excelente) jornalista escreveu: “Entre as criações de Barbosa (e ainda reprisadas) está a “Escolinha do professor Raimundo”.

Somos da geração do Máximo – e nenhum dono da verdade. A “Escolinha...”, ao que nos consta, foi criação do Chico Anysio, quadro do “Esse norte é de morte”, produzido pelo Roberto Silveira. Este integrava com o Haroldo, Antônio Maria e Sérgio Porto, a linha de frente do humorismo na Mayrink Veiga.
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COM VOLUME DUPLO
“Ponto do samba”, a 1h da tarde com Rubem Confete (ele ficou só, depois que a Nacional dispensou Dorina), está sendo reapresentado às 3h da madrugada. Isto significa, apenas, que a emissora tirou da grade o (muito bom) “Tabuleiro do Brasil”. Seu condutor era o Geraldo do Norte. Ele formava com Dorina as novas apostas da Nacional na revitalização em 2004, ambos originários da Viva Rio, da ONG homônima, uma experiência comunitária em parceria com o SGR, de duração efêmera.

Data também do período, o ingresso de Marco Antônio Monteiro, que despontara na saudosa JB AM, atuando depois na CBN em seus primórdios. O depoimento dele a um site especializado, mostra a triste situação das emissoras hoje subordinadas à EBC. Se os ‘genios’ que estão à frente do grupo estivessem interessados em preservar os estratos culturais do país -- nas chamadas emissoras públicas -- poderiam, minimamente, unificar a programação da Rádio Nacional com a MEC FM, na 'cola' do que fizeram na última década, a CBN (pioneira), Tupi e Globo.

Os clássicos, apreciados pela elite (ouvintes limitadíssimos), se restringiriam à MEC AM, investindo-se, naturalmente, na melhoria do som da rádio. O precioso acervo da casa reclama, há tempos imemoriais, por atenção e cuidados mais criteriosos. Um dos internautas que comentara o texto do Marco Antônio no mencionado site, lembrava que a derrocada da Nacional começara com o Collor. Ele nomeara como diretor (soubemos então) um jornalista de Niterói totalmente leigo no ramo.
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‘PLANETA' E OS ASTROS
A propósito da reestreia de Beto Britto na Metropolitana AM 1090, dissemos que a emissora foi um celeiro de valores, e parou no tempo. Por lá passaram, entre outros, Antônio Carlos e José Carlos Araújo (ainda em atividades – vivam eles). O José Messias, que trocara o rádio pela TV, foi comunicador de sucesso no prefixo.O falecido Haroldo de Andrade fez parte de sua equipe nos seus primeiros anos no Rio.

Metropolitana, tal qual a Bandeirantes (ex-Guanabara) sobrevive de horários alugados. Curioso: o Cirilo Reis, há mais de três décadas atuando na lendária estação, acertou em setembro do ano passado com a rádio em que tantos iniciaram carreira. Substituiu o Romílson Luiz (um dos bambas da revolucionária Cidade FM) com o “Clube da saudade”.

Antes -- deduz-se que o Romílson tenha se aposentado --, ia ao ar das 14h às 16h. Com o retorno do Beto Britto, houve um remanejamento. Cirilo passou a antecedê-lo a partir das 12h. No fundo, o “Clube” com os titulares novo e anterior, segue a estratégia do “Musishow” (ultimamente repetindo edições na antiga rádio da Praça Mauá) mesmo modelo do “Planeta Rei”, agora reintegrado ao espaço de que se originara.
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LINHA DIRETA
/o/ Jorge Luiz reassumindo suas atividades nesta terça-feira (31), na Globo.
/o/ Ainda verde na função, Gélcio Cunha, o substituto, não comprometeu.
/o/ Também de volta esta semana, Maurício Menezes, do “Alegria ao meio-dia” e “Plantão de notícias".
/o/ (As dores de jornalistas -- e radialistas -- não saem nas publicações.)
/o/ Sabe você pra onde foi a Giovanna Toledo? Até o início do ano cobria o CET-Rio para a Manchete.
/o/ Começou a rodar na Bradesco Esportes um filme parecido com o da Bandeirantes pós-Mundial de 2010.



segunda-feira, 16 de março de 2015

De ventania e temporais

NEM PRAÇA, NEM JARDIM
Os ventos andam soprando de um modo muito estranho no rumo das rádios Nacional (*) e MEC AM, há onze anos administradas pela EBC-Empresa Brasil de Comunicação. Entre quarta (11) e sexta (13), as duas tiveram sua programação alterada, tocando músicas direto, no estilo ‘vamos ouvir/você ouviu’.

A temperatura nos estúdios subiu em consequência de uma pane no sistema central do ar-condicionado, limitando as atividades nas rádios a um locutor e um operador. Na MEC, até os informativos foram cancelados, enquanto a Nacional manteve os seus, gerados da matriz, em Brasília, inserindo os do Rio.

De domingo de carnaval (15) a quinta (19) – há menos de um mês – elas ficaram fora do ar. A causa foi o temporal que caiu no estado e danificou a torre dos transmissores instalados em Itaoca, São Gonçalo. Só podiam ser sintonizadas na Internet, e aplicativos, pouco afeitos a seu público, da terceira idade.
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A MEMÓRIA VIVA
(*) Corria o ano de 2000, era setembro, mês em que a Nacional aniversaria. A Radiobrás, então sua gestora, e o Ministério das Comunicações chegaram a anunciar a venda da rádio – não concretizada. A justificativa: os prejuízos acumulados nos anos 80, que a colocava em 11º lugar entre as AMs.

Em maio de 2002, temendo que a rádio deixaria de existir, transformando-se em mera repetidora da Nacional do Planalto, funcionários foram às ruas em protesto. E abraçaram simbolicamente o tradicional prédio de Praça Mauá. Por liderar o movimento, Daysi Lúcidi foi punida. O seu programa suspenso.

A revitalização em 2004 tinha como finalidade eliminar as condições precárias em que a emissora se encontrava. O governo aplicou altos investimentos na construção de estúdios modernos. Pouco mudou o panorama. A rádio sairia do tradicional endereço, por questões ainda misteriosas. MEC também.
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VOLTA AO COMEÇO
O comunicador Beto Britto, que se tornara conhecido pelos ouvintes de rádio com o ‘Planeta Rei’, está de volta ao meio. Através da Metropolitana AM 1090, das mais antigas do Rio, um celeiro de valores (que parou no tempo), onde ele começou a carreira.

A reestréia ocorre nesta segunda (16), de 2h às 4h da tarde. Antes da Globo, (de 2005 a 2014) ele teve passagem pela Imprensa FM, rebatizada de Mix. Beto estava atuando on-line, pois montara uma rádio na web, desde que ‘puxaram o seu tapete’ na Glória.
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LINHA DIRETA
/o/ Após algumas reprises, ‘Palco MPB’, com Fernando Mansur, na MPB FM, retorna a seu ritmo normal. Nesta terça, às 22h, Mart’nália abre a série 2015.
/o/ Problemas nas cordas vocais afastaram Clóvis Monteiro semana passada, de seu programa na Tupi. Cristiano Santos, repórter (e folguista), assumiu.
/o/ João Carlos Carino é o novo condutor de ‘Epoca de ouro’, com o grupo homônimo, segundas, 5h da tarde pela Nacional. Reprise aos sábados, às 2h.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Na mudança do tempo

‘BOM DIA’ DE VOLTA
Quatro meses depois de ter seu espaço ampliado na Tupi, de semanal para diário, Haroldo de Andrade voltou a apresentar o “Bom dia”, uma atração que ele manteve a partir de 2008, e que herdara do pai, falecido há sete anos, na data em que se comemora o aniversário do Rio de Janeiro.
A crônica da volta – na segunda, 2 --, foi, a exemplo da de estreia (domingo, 3 de agosto), dedicada ao saudoso radialista, um paranaense de nascimento, porém, tão carioca quanto os valores originários de outras regiões, que adotaram a Cidade Maravilhosa como local de vida e trabalho.
No retorno à emissora (lá estivera entre junho de 1995 e dezembro de 1996), Haroldo de Andrade (Júnior) – assim a rádio o anunciava -- era requisitado para a função de folguista, ou curinga. Com a morte do pai, viera a missão de preservar a obra e nome dignificantes. Experiências, inúmeras.
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O DOMÍNIO
A briga pelo domínio do território em termos de preferência já descortina um novo panorama. Globo e Tupi são, naturalmente, as emissoras envolvidas, com a primeira apostando todas as suas fichas, na luta incessante pela reconquista do que fora perdido durante um malfadado projeto.
Nos festejos dos 450 anos de fundação do Rio, a emissora da Rua do Russel alcançou mais um ponto. Coube a ela, com exclusividade, a transmissão do show realizado na Quinta da Boa Vista, em que se apresentaram grandes nomes da música popular, assistidos por 40 mil pessoas.
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MISTÉRIOS I
Amauri Santos revelou um dia desses, no “Sintonia Rio”, que a Nacional voltará, em breve, para os estúdios da Praça Mauá. Revitalizada em 2004, funciona há dois anos no prédio da antiga TV-E, na Avenida Gomes Freire, para onde também se mudou a MEC. O acervo desta, na Praça da República, abandonado.
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MISTÉRIOS II
De comentarista ‘do momento’, Felipe Cardoso virou comentarista ‘da verdade’ na equipe liderada por Luiz Penido. A partir do Campeonato Estadual ele teve, estranhamente, uma espécie de promoção inversa. Foi efetivado no plantão das jornadas, rebatizado de “Central da Bola”, extensiva ao intervalo.
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LINHA DIRETA
/o/ Transamérica, do Garotinho, Gérson e Gilson, aumentou sua cobertura no esporte. Depois do “Galera show”, com Bruno Azevedo, “Transnotícias”, às 7h das manhãs, com Rodrigo Gomes, é o novo lançamento.
/o/ Cirilo Reis, do “Musishow”, voz da Nacional, produz e comanda aos domingos, às 6h, “As músicas que marcaram”. No site da rádio (desatualizado), o crédito ainda é para Marco Antônio Monteiro, que se afastou.
/o/ Ao fim de dez anos atuando no Flamengo,o zagueiro Léo Moura se despede hoje.“Não é uma coisa que acontece todo dia” (sic), assegurava o repórter João Tenório, no programa “A tarde é nossa’, na Manchete.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Carnaval e patrocínio

O 13 DA BEIJA-FLOR
Campeã pela 13ª vez, oito das quais na era do Sambódromo, a Beija-Flor nunca teve um título tão contestado – pelo menos na chamada grande imprensa --, e, por tabela, classes bem informadas, leitores de jornais e revistas.
Os foliões comuns, dos milhares que apreciam a escola ou nela desfilam, pouco ligaram para esse negócio de patrocínio. Se originário dos cofres dos bicheiros e afins, se de um país estrangeiro democrático, ou ditatorial.
Política à parte. Como nos Fla-Flus para torcedores de futebol, Globo e Tupi foram, de novo, as rádios que mediram forças na cobertura, montando equipes bem estruturadas, em torno das evoluções na Marquês de Sapucaí.
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COMISSÃO DE FRENTE NO AR
Pela Tupi, entre outros, os apresentadores Luiz Ribeiro, Marcos Frederico e Ana Rodrigues, comentaristas Eugênio Leal, Luiz Fernando Reis, Luiz Carlos Magalhães e Fábio Fabato, os repórteres Marcus Vinícius e Rodrigo Coutinho.
No ‘bloco’ da Globo, David Rangel, Alexandre Ferreira e Robson Aldir (apresentadores), Cláudio Vieira e Cadu Viviani (comentaristas), Guilherme Alves, Evelyn Moraes, Gustavo Henrique, Elisângela Salarolli(*) e Zeca Marques (repórteres).
Terceira no ranking (fala de “carnaval o ano inteiro’), a Manchete. Além do apresentador Ciro Neves, destaques para os comentaristas Sérgio Professor e Juninho Tititi, atuações dos repórteres Marcelo Patrício e Bárbara Campelo.
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QUEM TE VIU, E AINDA OUVE
E, a Nacional, hein – indagaria saudoso colunista? Cobriu os desfiles do Grupo A, sexta e sábado, com apresentação do Jorge Ramos, comentários do Rubem Confetti (uma enciclopédia do samba) e do Thiago Alves, novato no campo.
A Nacional e MEC AM, da EBC-Empresa Brasil de Comunicação, ficaram fora do ar de domingo a quinta. Seu público (pessoas idosas), foi obrigado a procurar outros prefixos, pois, em geral, não têm acesso a Internet, único meio de ouvi-las.
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LINHA DIRETA
/o/ Diretores da Nacional e MEC explicavam que o temporal danificara a torre de transmissão instalada no município de São Gonçalo.
/o/ Que falta de sorte. ‘Tá’ feia a coisa por lá. A Manchete, que dispõe do mesmo equipamento naquela cidade, não sofreu baixas.
/o/ “Comando geral, uma loucura de carnaval”, foi interessante sacada na Globo. E Ana Paula Portuguesa se fez figura onipresente.
/o/ Sábado à tarde, por exemplo, participava do horário reservado ao Roberto Canázio, emendando no posterior, com o Rafael Marques.
/o/ No especial de domingo de manhã, Edson Mauro assumira o posto. Quem estava comentando carnaval e cositas de celebridades?
/o/ A Ana Paula Portuguesa, com certeza. Mais popular que a Juju (da novela), ou seja, rainha da bateria da ‘Unidos de Santa Teresa’...

(•) Estranhíssimo o registro de voz dessa moça. Não seria aprovada para locutora de supermercado, daqueles que, exaustivamente anunciam na televisão. Mas, ganha de dez a zero de uma certa senhora que faz comercial de energético, na emissora do Sílvio Santos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

E tudo acaba em samba

‘A FESTA DA RAÇA’
Martinho da Vila faz aniversario nesta quinta (12), e comemora com um show no Teatro Bradesco, na Barra. Está completando sete-ponto-sete (77), segundo revelou ao Robson Aldir, no “Botequim da Globo”, segunda (9).

Animado com o samba enredo da Vila Isabel este ano, Martinho manifestou a esperança de, com a vitória – quem sabe, algo que lembre “Kizomba, a festa da raça”¹ --- esticar a comemoração até a Quarta-feira de Cinzas.

Robson, uma figuraça de comunicador na mais popular das emissoras de rádio do Rio, não economizou nos elogios ao sambista e compositor, como habitualmente ocorre ao se defrontar com outros de seus convidados.

Em dado momento no repertório de cortesia, disse ao Martinho: “Tenho certeza que tudo vai dar certo” (sic), depois de antecipar os seus parabéns pela data. Ele afirmava que, iria repetir isso pelos dias seguintes.
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VOZES DA FOLIA
Titular do “Armazém cultural”, na MEC AM, Thiago Alves participa do novo quadro de “Todas as vozes”, do Marcus Aurélio. Leva ao público, o que acontece nos bastidores das escolas de samba.

Thiago está, inclusive, escalado para a equipe das emissoras da EBC, na cobertura dos desfiles na Marquês Sapucaí. Novato, formará com o veterano Adelzon Alves, a dupla de comentaristas.
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DE ALTO NÍVEL
Uma boa novidade no “Show da manhã” nesse começo de ano, foi o lançamento de “Redação em ação”. A chefe de jornalismo e ainda repórter Ana Rodrigues, mobiliza a equipe, ali pelas 8h30. Um panorama de alto nível, do que acontece no Rio e adjacências.
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ESPECIALÍSSIMA
Embora seja um programa esportivo, “Arena Transamérica”, com Gilson Ricardo e Áureo Ameno tem a participação especialíssima da agente Marisa Três, da Polícia Rodoviária Federal. Ela fala de erros comuns nas estradas, e explica, em linguagem fácil, como evitá-los.
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LINHA DIRETA
/o/ Produtora da Nacional, Fátima Bonfim agora é também apresentadora, às 6h das manhãs, do “Repórter Rio”.
/o/ Miro Ribeiro pilota, e Miguel Ângelo produz, na Manchete, “Construindo o sucesso”, aos domingos, às 11h.
/o/ O “Super debates” da Tupi, que era ao vivo com Haroldo Jr., passou a ser editado com o Francisco Barbosa.
/o/ Na MPB FM, Valéria Marques comanda aos sábados e domingos, do meio-dia às 2h, o “Samba social clube”.
¹ O samba enredo de Luiz Carlos da Vila, Rodolpho e Jonas, deu o primeiro título a azul-e-branco em 1988.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O tempo passa... e voa

DE ‘PATRULHA’ E CIA.
Diz um velho provérbio, de era risonha e franca, que, ‘antiguidade também é posto’. Em se tratando de programas de rádio nas estações cariocas, um dos mais longevos é o (a) “Patrulha da cidade”, na Tupi. Completou, no começo deste mês, que já termina (como o tempo passa?...), 55 anos.

Criação do Affonso Soares (1925/2007), mas idealizado por Oduvaldo Cozzi (1915/1978), então diretor-artístico – um dos renomados locutores esportivos do país -- a “Patrulha...” é sucesso desde sua existência.
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TURMA AFINADA
Quando o programa surgiu, eram apresentadores o próprio Affonso (também produtor) e Samuel Corrêa. Ao longo das etapas, ocuparam o horário – meio-dia --, os locutores Oliveira Filho, Paulo Lopes, Cévio Cordeiro e Juarez Getirana. Há 14 anos na condução da “Patrulha...”, após a morte de Gegê, em 2000, Coelho Lima incorporou-se à equipe, em 1987, como ator e redator.

Nos primórdios, o programa concentrava o noticiário no trabalho dos repórteres. Pouco depois, numa de suas modificações, passou a utilizar atores, teatralizando as cenas do cotidiano. Dali em diante investia numa linguagem despojada, puxando para o humorismo. Do elenco de intérpretes, que o sustenta, Nelson Batinga foi o de maior projeção.
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O MUNDO, A BOLA
Sem nenhuma comparação com a “Patrulha...” em termos de audiência, é o “No mundo da bola”, nas ondas da Nacional. Uma vinheta ainda lembra que o programa existe “desde os tempos de Antônio Cordeiro”. Proclamado cronista-speaker, um inovador. No distante setembro de 1945, lançava o programa nos fins de tarde. A EBC deixando, vai para 70 anos.

Titular de esportes da velha emissora, Carlos Borges comanda a atração há pelo menos 20 anos, nos últimos dois, a partir das 8h da noite. “No mundo...” enfileirou entre muitos comandantes, Washington Rodrigues, o Apolinho e, precedendo o ‘voz cristalina’, nada menos que Luiz Penido.
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ORAÇÃO E OUTROS
Na série, um segundo cartaz da Tupi -- a “Oração da Ave-Maria”, que o Júlio Louzada apresentava até 1993. Mantém-se há pouco mais de seis décadas e meia, isto é, 66 anos. Em certa ocasião, era transmitido em cadeia com a Tamoio, do mesmo grupo. Com a morte de Louzada, assumiu o Padre Lemos, religioso de Niterói. Por fim, narrativa de auto-denominado romeiro...

A outrora gloriosa Nacional volta a ser listada ‘neste cenário de real valor’. As cores de sua bandeira, são defendidas por uma atriz de trajetória histórica. Em plena atividade no rádio (e na TV), a veneranda Daysi Lúcidi alcançou, com o seu “Alô Daysi, a significativa marca de 40 anos, em 2014.

E, bem abaixo no quesito longevidade, figura o Antônio Carlos, setentão no registro, jovial pelo privilégio da voz. O seu show (um tempão carente de reformas) está na Globo há 28 anos, ‘acordando o Brasil pra escutar’, mas transmitido apenas para o Rio. Meras contingências do mercado.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

No balanço das ondas...

A PRIMEIRA PÁGINA
Passadas as comemorações do réveillon, a vida de um país (do Brasil, particularmente), deveria se normalizar em janeiro – espécie de primeira página do calendário. Afinal, como se costuma dizer nessas ocasiões: Ano novo, vida nova. Mas, não é assim que a banda toca.

‘O importante é ser fevereiro/e ter carnaval...’ Com a folia a partir do dia 15, atividades regulares, naturalmente, só após a Quarta-feira de Cinzas. Quem, de poucas letras, poderia explicar o real significado dessas ‘cinzas’? Provenientes dos ‘fogosos’ dias de Momo?
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UM SHOW MAIOR
Não ouvi, porém fiquei sabendo que foi um show maior o réveillon da Globo em Copacabana, Baixada e outros pontos do Rio. No “Manhã...”, quinta (1°), Roberto Canázio contava os detalhes.

Corporativismo à parte, Canázio destacava o trabalho dos colegas. E, lembrava de uma cobertura pela Manchete, onde atuou vinte anos, tendo o Jorge Luiz por companheiro, e o Jota Abud.
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SANTOS DE FORA
As historinhas sobre a vida dos santos, que abriam a segunda hora de “A tarde é nossa”, do Sílvio Samper, na Manchete, foram suspensas. No lugar, desde o começo do ano, assuntos diversos, ilustrados com músicas. Piscinão de Ramos o primeiro, e samba do Dicró, morto em 2012.

A Manchete suspendeu, também, sua programação da madrugada. Vozes dos bastidores asseguram que se deveu a baixíssimos índices de audiência. (Não está longe de outras adotarem a medida.)
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FOGO NA BALSA
O incêndio numa balsa que carregava fogos de artifício, foi um ’prato cheio’ para “Seu Manuel Tamancas” no programa do Haroldo de Andrade.

Luizinho Campos, no irreverente 'portuga', teve, naquela manhã, outro motivo para suas ironias -- o ‘artista’ (preso), que pintou de rosa um tanque de guerra no Museu do Exército, no Patronato, em São Gonçalo.
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MUDAR PRA QUÊ?
Fã do Maurício Menezes e a ‘tropa do riso’, uma ouvinte (dessas que nunca mudam de rádio) sugeriu, dia 1°, a troca de nome do vesperal. “Hierarquia da alegria” – ela propôs, entusiasmada.

"Alegria 'do' meio-dia", seria o correto, em vez de 'ao'. (Muito difícil padre -- ou madre -- 'ensinar' missa a cardeais.)
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LINHA DIRETA
/o/ “Patrulha da cidade” completou 55 anos, na sexta-feira (2). Sem o Coelho Lima, sem ‘o escada’ Garcia Duarte. Do Mário Belisário, a apresentação.
/o/ Zeca Marques, do esporte, é novo curinga da Globo. Faz o “David da tarde”, nas férias do titular, que volta dia 26. O “Farofa...”, com o Mário Esteves.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Momentos bons, e maus II

A atriz Simone Molina, do longevo “Patrulha da cidade” passou, este ano, a integrar a mesa de comentaristas do “Show da manhã”. Um bom momento para o programa, embora numa função similar a de Juçara Carioca (a Juju) na concorrente. Miguel Marques, o “La Matraca”, piorada cópia do falecido Jorge Nunes.

De acordo com recente boletim do Ibope, o programa do Clóvis Monteiro ainda leva desvantagem para o “Show do Antônio Carlos”, que há vinte anos mantém os mesmos quadros. Os executivos que assumiram em 2012 falam muito em renovação na rádio. Mas, continuam ‘imexíveis’ as grandes atrações do comunicador.
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NO QUINTAL E NA PRAIA
O bordão ‘Vamos juntos’, que a Globo adotou a partir dos 70 anos, completados em dois de dezembro, substituiu o ‘Bota amizade, nisso’. Este, criado pela gestão anterior, teve pequena duração, comparando-se a outros na história da rádio. Como pretendem comemorar o aniversário com diversos eventos ao longo de 2015, acredita-se que a grade venha sofrer determinados ajustes.

Na proximidade do verão, começou circular a vinheta ‘O Rio é a nossa praia’, na cola de ‘O Rio é o nosso quintal’, que a ‘outra’ vinha rodando. Propício para citarmos o Velho Chacrinha, interpretado pelo ator Stepan Nercessian num musical no Teatro João Caetano. Parodiando um poeta e cantor: “Caminhando contra o vento/Sem lenço e sem documento/No sol de quase ‘janeiro’/’Nós vamos’...”
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DE GANHAR E MEXER
Em time que está ganhando, não se mexe – é recorrente nos meios esportivos. As naturais exceções apontam para o alto comando da Tupi, em sua cômoda posição. Em termos de mudança, no período, registrou-se apenas, a do Haroldo de Andrade Jr, para apresentação diária, em detrimento do Francisco Barbosa.

Uma boa para o Haroldinho, que há seis anos trabalhava como ‘um curinga de luxo’, além de fazer os domingos. Uma ruim para o Barbosão, restrito a um programa semanal e gravações de comerciais de conhecido supermercado. Ele é melhor que dois titulares absolutos da casa, ‘imexíveis’, no conceito dos cardeais.
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UM LARGA, OUTRO PEGA
Voltando a ‘vaca fria’, no dizer dos antigos. Em maio, na (re) mexida na grade, a Globo reduziu o espaço do Roberto Canázio, em benefício do “Alegria ao meio-dia’. Caíram o ‘Debates populares’ e a palavra ‘opinião’, inserida na abertura do “Manhã...”, que exaltava o destemor e a coragem do popular apresentador.

Pouco depois, a expressão era aproveitada do lado de lá. Como assinatura do Clóvis Monteiro em a “Crônica da cidade”, feita com base nas reclamações de ouvintes. Ele sentencia: “Eu não sou o dono da verdade. Mas, pelo sim, pelo não, essa é a minha opinião”. (Chacrinha, e suas máximas, estão redivivos.)
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LINHA DIRETA
Daysi Lúcidi, honra e glória da Rádio Nacional, comemorou 40 anos do “Alô Daysi”, pioneiro em prestação de serviços.
Adelzon Alves, ‘o amigo da madrugada’, convidado para comentar na Globo, os desfiles de carnaval em fevereiro próximo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Momentos bons, e maus I

A volta do Marcus Aurélio foi, sem dúvida, um dos bons momentos do rádio este ano. Aconteceu em maio. “Todas as vozes – a intolerância zero”, na MEC AM, de 7h às 10h, de 2ª a 6ª, uma demonstração de que, nas chamadas emissoras públicas se pode fazer um trabalho de interesse geral, independente da escolaridade do ouvinte.

O retorno dele, depois de dois anos ausente (foi comunicador e executivo na Globo), coincidiu com a reestreia, naquela, do Mário Esteves, que desde 2008 animava as tardes na Manchete. Se lhe dessem um horário solo, como no caso do David Rangel, efetivado após um ano do retorno, seria uma iniciativa com melhor aproveitamento.
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O RISO DESFOCADO
O “Alegria ao meio-dia”, em que o Maurício Menezes, Hélio Jr. e Sérgio Ricardo formam a ‘Tropa do riso’, deixa o Mário um tanto ou quanto deslocado. E, pensando bem, o título do programa nos faz lembrar um bordão do saudoso Chacrinha – “eu vim para confundir, não para explicar”. Qual o propósito? ‘Brigar’ com a “Patrulha...”

Sem chorumela (mais antigo que andar pra frente). O “Alegria...”, pelo que observamos, é uma versão diária do “Plantão de notícias”, apresentado nas noites dos sábados por Maurício Menezes, com seus ‘amigos fiéis, irmãos camaradas’. O “Botequim da Globo” e o “Samba amigo”, com Robson Aldir, outro equívoco. "Dois em um".

Muito bom, também, o ressurgimento do Sílvio Samper que, depois da Copa, acertou seu ingresso na Manchete. Samper, que brilhara por 18 anos na Tupi (de 3h às 6h) e ficou um ano fora do ar, é um belo reforço para a rádio do Miguel Nasseh, no comando de “A tarde é nossa”, justamente no horário vago com a saída do Esteves.
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RENOVAR É PRECISO
Antes e depois da missa dos 70 anos da Globo, executivos relacionaram as novidades no decorrer de 2014. Chamar “Acorda Rio” (com o Jorge Luiz) de renovação é uma grande piada, de fazer gargalhar o Jorge Bacarin. Ele tinha um igualzinho na Manchete, no espaço que fora cedido ao ‘menino passarinho’ Luiz Vieira, de 6h às 8h.

O “Madrugada e Cia” não tem nada especial, a não ser a embalagem, um título criativo. Seu lançamento foi para desintegrar o “Planeta Rei” -- uma troca de ‘seis por meia dúzia', como se diz no esporte. Sem mais realismo que o ‘Rei’, puxada no tapete do Beto Britto, experiência vivida pela maioria dos há pouco reintegrados à casa.
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A MEMÓRIA FALHA
Os telefones da Nacional mudaram e, ainda não os colocaram no site. No “Tarde Nacional”, de 3h às 5h, desta quarta-feira (17), depois de anunciar a hora, a Luciana Vale atrapalhou-se toda para declinar os números. Disse os dois iniciais e, depois, textualmente: “Ih, não é esse. Esqueci... a memória me traiu”.

Episódio parecidíssimo ocorreu com o Eládio Sandoval, na Cidade FM, em pleno auge. Num momento que ia ler uma notícia, consultara o relógio para logo informar a hora. Descuidara-se e, o papel rolou pelo tapete. Com aquela descontração conhecida, mandou: “Ih, o papel caiu no chão!” Risos gerais.

Quantos teriam percebido o ‘sufoco’ da comunicadora e jornalista da tradicional emissora? Quem se der ao trabalho de uma pesquisa no Ibope e outros organismos que medem a audiência do AM no Rio, vai descobrir que a Nacional, outrora um baluarte na radiofonia, soma muito mais traços que pontos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Globo 70, a retomada II

Durou 1 hora e meia, na Catedral Metropolitana, a missa dos 70 anos de fundação da Rádio Globo. Pela 1ª vez na história da emissora, a solenidade teve transmissão direta, celebrada pelo arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta e co-celebrada pelo padre Marcelo Rossi.

Os cantores Agnaldo Timóteo, Jerri Adriani e Elymar Santos participaram efetivamente das comemorações, presenciadas por um grande público, funcionários da rádio, autoridades e convidados.
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MEIO E MENSAGEM
O texto de mensagem do grupo, ganhou leitura do Roberto Canázio. Assinalava que “a rádio foi o 1º veículo que Roberto Marinho criou, dois anos depois de assumir o jornal ‘O Globo’, devido a morte do pai”
Lembrava que diversos profissionais do jornal brilharam na rádio, dali surgindo “O Globo no ar”, até hoje em cartaz. “Quando a rádio foi fundada – destacou – a televisão não era sequer um sonho”.

A mensagem da empresa, transmitida pelo comunicador, dizia ainda: “Reverenciamos, neste momento de festa, a memória daqueles colaboradores e ouvintes que não estão mais entre nós”.
As comemorações pelo aniversário vão se estender com uma série de eventos no decorrer de 2015 – informam os executivos da emissora. Estão previstas, segundo eles, mais novidades na programação.
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FREQUÊNCIAS USADAS
Sob o prefixo PRE-3, a rádio operava em 1180 Mkz, que seria ocupada pela Eldorado. Ela passaria para os 1220, que pertencia à Mayrink Veiga, fechada pelo governo militar em meados de 1964.

Nos 40 anos de sucesso, desfilaram por seus microfones figuras estelares do meio. Mário Luiz, Raul Brunini, Luiz de Carvalho, Sagramor de Scuvero, Haroldo de Andrade, Paulo Moreno, Waldir Vieira, Luciano e Adelzon Alves, Roberto Figueiredo, Paulo Giovanni¹, Antônio Carlos² etc.

O setor esportivo, um dos pilares, reuniu ao longo dos anos valores da categoria do Waldir Amaral, Luiz Mendes, Jorge Curi, João Saldanha, Celso Garcia, Affonso Soares, Àureo Ameno³ e outros.
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OS XIS DA HISTÓRIA
¹ Após breve passagem pela Tupi, um dos destaques na rádio durante 20 anos. Desligou-se em abril de 1989, para se dedicar à sua agência de publicidade. Radicado em São Paulo, foi entrevistado por Canázio nesse dia.
² Na rádio desde janeiro de 1987, é o único remanescente daquele elenco. Também esteve na Tupi, e Aldenora Santos já era sua produtora. Quando se mudou, Luciano Alves e Roberto Figueiredo foram para a outra.
³ Repórter na equipe de Doalcei Camargo, que antecedeu o Waldir Amaral, produtor do Haroldão. Aos 81 de idade, depois de um tempo ausente, está com o Garotinho na Transamérica FM, "pedrinha na chuteira global”.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Globo 70, a retomada I

Missa no Outeiro da Glória a cada 2 de dezembro, pelo aniversário de fundação da Rádio Globo, tornou-se tradicional para artistas, funcionários e técnicos da emissora. A dos 70 anos agora festejados, na Catedral Metropolitana, têm peso maior. A retomada dos índices de audiência, uma hegemonia que perdurou por quatro décadas, seu principal objetivo.

Com a adoção do projeto “Globo Brasil”, a partir de 2002, a rádio dos Marinho pretendia alcançar o mercado nacional, fazendo programação em rede. Se a empresa foi bem financeiramente, no campo da preferência do ouvinte, acabou perdendo terreno, proporcionando à sua concorrente direta a conquista do espaço. O Rio por meta, foi o começo da reação.

A mudança de executivos, acrescida do retorno de profissionais que haviam migrado para o lado de lá, ou para outra alternativa, parte dos planos. Não se precisa pensar muito para perceber a estratégia. Em maio de 2012, a Globo promovia a saída do grupo de José Carlos Araújo, e levava para o lugar, o Luiz Penido, privilegiado pelo Ibope na grande rival, a Tupi.

Voltaram para a casa, para desempenhar missões específicas, o Maurício Menezes, David Rangel, Sérgio Ricardo e, por último, o Mário Esteves. E, com eles (das inúmeras ao longo de dois anos), uma nova reformulação na grade, observada em dias comuns do horário vespertino. A troca do “Planeta Rei” pelo “Madrugada e Cia”, outra medida com a mesma finalidade.
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BOTEQUIM ESVAZIADO
Jogos da Copa do Brasil nas terças, do Campeonato Brasileiro nas quartas. Nas quintas, a 3ª temporada do “The Voice”. Com isso, o “Botequim...”, sob nova direção, tornou-se um programa descartável.
Por causa dele, a emissora não separa as freqüências, como faz nos jogos de horários coincidentes nos fins de semana. A novidade no The Voice”, quinta passada, foi a parceria do Alexandre Ferreira com o Paulo Beto (hoje integrando a Radiobeat), em substituição ao Zeca Marques.
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AINDA NÃO ESTOUROU
Ellen Oléria (você se lembra?) não estourou no Norte nem no Nordeste. Vencedora da 1ª edição daquele concurso, está com um novo disco na praça – o segundo. A propósito do lançamento, foi entrevistada por Thiago Alves, no “Armazém cultural”, na MEC AM, às 3h da tarde.
Na conversa, reproduzida no Dia da Consciência Negra (20), a cantora falou dos seus projetos e do tempo que vem buscando o estrelato. Citou Milton Nascimento e Djavan entre os seus ídolos e influências musicais, acrescentando que o repertório do recente trabalho é metade autoral.
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DERRAPAGEM 1
Abrindo seu programa dia 27 na Tupi, Fernando Sérgio reportava-se ao vidente Jucelino da Luz, caso do avião que cairia na Avenida Paulista. Ele fechava dizendo: “...previsto com antecipação” (sic).

DERRAPAGEM 2
A nova diretoria do Vasco não manterá Joel Santana. O próximo técnico vai ganhar muito menos – discutia-se à tarde no “Globo esportivo”. Dé Aranha explicava: “Os salários é (sic) cem mil reais”.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O era uma vez da 98 FM

Assim como da costela de Adão nasceu Eva – reza uma lenda na história antiga --, da Eldorado, parte do Sistema Globo de Rádio, nasceria a 98 FM, durante nove anos consecutivos líder absoluta de audiência, “menina dos olhos” dos diretores. O slogan proclamava a sua condição: ‘Você liga... é só sucesso’.

Criada em 1978 no lugar da Eldo Pop, que funcionaria por poucos anos, a emissora teve entre seus primeiros comunicadores, Heleno Rotay e Mário Esteves, em início de carreira. Pioneiro dos disc-jockeys e legenda no rádio dedicado ao público jovem, Big Boy (Mundial), foi programador da 98 FM.
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REFERÊNCIA
Idealizado pelo apresentador Robson Castro, e lançado em 1981, o “Good times” se tornaria a maior referência de programas da rádio. Diariamente no ar das dez da noite às duas da madrugada, era especializado em flashbaks, abordando temas das décadas de 50 e 60. Acabaria no limiar de 2008.

Naquela ocasião, o Fernando Borges pilotava o horário, implementando ao cartaz um estilo próprio, bem mais coloquial. Como num poema de Vinícius de Moraes, “foi bom enquanto durou”. Sua extinção frustraria o público. O desligamento do Borges, por sua vez, se daria de forma traumática.
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A PERDA
Com a investida de outras emissoras na exploração do modelo, a posição da 98 começava a balançar. Uma que mais incomodaria a então líder, seria a 105, em cujo elenco, entre outros, estavam Fernando Mansur, Oduvaldo Silva, e o ‘oriundi’ Robson Castro com “Yesterday”, um similar do “Good times”.

Nos últimos dez anos, a 98 foi desbancada pela FM O Dia e, há seis, sofrera uma total reforma na programação, mudando inclusive, sua nomenclatura. Chamada Beat98, passava a priorizar os gêneros populares – funk, axé e o pagode ‘água com açúcar’ – ritmos do gosto de determinadas correntes.
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O IMPASSE
A partir zero hora deste dia (18) os 98,1 ficam sendo utilizados pela Globo devido a um impasse na negociação do empréstimo dos 89,5 com um grupo paulista. A Beat98 transfere-se para a Web com o nome de Radiobeat, e repete a situação ocorrida com os 92,5, (Globo FM original), hoje CBN.

Detentores de informação privilegiada sobre o fim da emissora no segmento, alguns de seus contratados migraram para outros prefixos, outras mídias. Entre eles, o Vam Damme (que acertou com a Cidade), a Gláucia Araújo (que incluiu a Mix na sua roda vida), o Tino Jr. (Rede Record) e o DJ Marlboro.

LINHA DIRETA
// Irrepreensíveis as atuações do Maurício Menezes, Hélio Jr. e Sérgio Ricardo, no “Plantão de notícias”, na Globo, dia de Todos os Santos.
// Tem sido muito boas as entrevistas do Sílvio Samper com autoridades em saúde, no “A tarde é nossa”, nova atração da Manchete.
// Debates de alto nível, uma tônica do “Programa Luiz Ribeiro”, garantem na Tupi, melhores índices de audiência nas noites sem futebol.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Nossos comunicadores (10)

HAROLDO DE ANDRADE JR.
No tradicional horário em que o pai brilhara pouco mais de quatro décadas na Rádio Globo – um ícone no segmento, conforme se diz modernamente --, Haroldo de Andrade Jr., carioca, 60 anos, passou recentemente a fazer o dia a dia da Tupi, para a qual tinha sido convocado em 2008, com a missão de cobrir férias de colegas, atuando como um real curinga de luxo.

.o. Em julho daquele ano, ele (re)começava na casa, onde estivera anteriormente. No mês seguinte e, durante seis anos, trilhava os passos do mestre com um programa dominical. O horário? De 9h ao meio-dia. Notícias, entrevistas, quadros novos (“Lua de mel, lua de fel”, “Bíblia de A a Z”) e, principalmente a crônica “Bom dia”, marca histórica registrada pelo patrono.
.o. Enganaram-se aqueles que, apressadamente, acreditaram ser o material aproveitado do programa antigo, normalmente produzido por Hélio Thys e, às vezes, pelo Áureo Ameno ou Wilson Silva, efetivos colaboradores do Haroldão. A série de crônicas, na mesma tessitura, deixava essa impressão no ar. Não apenas para os leigos, mas igualmente para os estudiosos.
.o. ‘Haroldo de Andrade Jr. – garante o jornalista Pedro do Couto, componente do “Debates populares” em fases distintas – é um escritor de raríssima sensibilidade (...) com capacidade de contar emocionantes histórias que narram uma vida inteira.’ Corroboramos as palavras do Pedro (também escritor). São essas histórias que formam o conteúdo do livro “Bom dia, pai”.
.o. Em 5 de junho de 1995, uma segunda-feira, Haroldo Jr. estreava na Tupi. Sua contratação, com direito à campanha promocional, seria a primeira do Mário Luiz (1925/2009), requisitado pelo condomínio associado para tirar a emissora de uma incômoda vice-liderança. O horário a ele reservado, pertencera a Cidinha Campos por nada menos que onze anos seguidos.
.o. A “Super manhã” ganhava em dinamismo e criatividade, embora conservasse a mesma estrutura do outro – do pai, “um companheiro, não um concorrente”, como ele declarava na audição de estreia, dedicada ao irmão Celso Roberto, (também radialista) falecido em 1991. Além dos debates, atrações bem elaboradas, destacando-se, “Direitos da mulher”, “Filosofia da vida” e “Na boca do povo”.
.o. De produtor do programa do mestre, onde começara como assistente, Haroldo Jr. dava um salto na carreira. Entre os anos de 1989 e 1991, ele era titular de “Um novo dia”, de 3h às 5h da manhã. A promoção foi iniciativa do diretor Paulo Cesar Ferreira, que se entusiasmara ao vê-lo em plena atividade redigindo textos. No intervalo, uma rádio de Macaé, que atraíra outros profissionais do Rio.
.o. Na volta ao SGR, reintegrava-se à equipe em que dera os primeiros passos, com eventuais participações na CBN, então uma coqueluche da empresa. Fazia ainda, os fins de semana na principal, que freqüentava desde menino. Em maio de 1991, com a chancela da agencia do patrono, alugara horário na Rádio Carioca. Era um programa pequeno, com o seu nome, apresentado de 4h às 5h da tarde.

M E M Ó R I A
Domingo, 3 de agosto de 2008. Cinco meses e dois dias após a morte do consagrado radialista, o que ele criara voltava a ser apresentado pelo filho. Na crônica de estreia, o tema focalizava a expressão “em nome do pai”.
Inaugurada em 7 de novembro de 2005, a Rádio Haroldo de Andrade ficaria no ar não mais que dois anos e meio, morrendo com o seu idealizador. Haroldinho e Wilson (seu irmão) transferiram o passivo para o grupo Canção Nova.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o recém publicado livro do radialista.