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terça-feira, 21 de outubro de 2014

Tupi, ascensão e queda

Três meses depois de comandar as manhãs da Tupi na ausência de Francisco Barbosa, que se candidatara a uma vaga na Câmara dos Deputados, Haroldo de Andrade Jr. foi efetivado no horário de 9 ao meio-dia, de 2ª a sábado. Dupla perda para o titular. Não se elegeu e ficou sem o espaço diário na emissora.
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A promoção do Haroldinho, até aquele momento um curinga de luxo, deveu-se aos bons índices conquistados como substituto do seu companheiro. Barbosa foi transferido para o domingo, lugar em que Haroldo Jr. tinha programa próprio. Reassumiu atividades no Dia da Criança e de Nossa Senhora Aparecida.

Originários da Globo, eles trabalham pela segunda vez na mesma emissora. A primeira passagem de Haroldinho ocorreu em 1995, levado por Mário Luiz, idealizador da vitoriosa programação da concorrente. Fora convocado para fazer o “Super manhã”, no mesmo horário do pai, de quem era assistente de produção.

Quinze anos depois de atuar na emissora dos Marinho, Barbosa foi parar na Tupi em 2001. Cumpriria curta temporada, desligando-se em setembro. Voltava em outubro de 2006 para o posto do Roberto Canázio, contratado pela emissora em que estivera. Haroldinho, que saíra em 1996, retornava em agosto de 2008.
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O dominical com Barbosa tem como novidades “Papos da manhã” e “Em família”, além de uma edição extra do “Super debates”, principal do programa diário. Na estreia, participação da atriz e bailarina Nina Rosa, esposa do comunicador. Novos componentes, o economista Fábio Guimarães e publicitária Suzana Leal.
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VOZES DAS NOTÍCIAS
Último das grandes vozes de noticiaristas da Globo, Luiz Nascimento deixava a emissora no final do mês passado. Na rádio da Glória ele já completara dez anos, sendo sua segunda convivência na casa, igual número da Tupi, proveniente do FM. Antes, trabalhara na antiga JB AM. Como locutor de notícias, iniciara-se cobrindo férias do Alberto Curi, de quem era admirador.

Do nível dele em épocas distintas, foram destaques na Globo, Guilherme de Souza, José Mangia, Isaac Zaltman e Carlos Bianchini. Da mesma linhagem em tempos remotos, Eliakim Araújo e Glauco Fassheber (também na JB), além do Kléber Moura (Nacional),entre outros. Grandes vozes a serviço das notícias na era contemporânea, são o Divaldo Silva e Jair Chevalier (Tupi), Paulo Vasconcellos (MEC FM), Ênio Paes (Manchete) e o Laerte Vieira (CBN).
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LINHA DIRETA
// ‘Boa, boa, boa’ – como diria o Edson Mauro, a atuação do Renan Moura, ex-Tupi, recém-contratado para o esporte da Globo.
// Antes dele, este ano, integrou-se à equipe do Luiz Penido, o Marcos Vasconcellos, de uma nova geração de valores.
// Em contraponto, as dispensas do Fábio Azevedo e André Marques. Qual será o próximo ‘da outra’ a incorporar-se ao grupo?

terça-feira, 7 de outubro de 2014

De triviais na Primavera

Manhã de domingo, 28 de setembro.
Sexto dia da Primavera, a decantada estação.
Rádio ligado no AM 1220, atento na prosa do Jorge Luiz.
Algumas saudações, e ele anuncia a edição das 8h de “O Globo no ar”.
O noticiarista Luiz Nascimento* informava, entre outras coisas, sobre o sistema de visitas ao Forte do Leme. No fecho da matéria:
“...o forte foi palco de importantes fatos históricos da história (sic) do país”.
Não fora,certamente, derrapagem do locutor. Um redator distraído (sonolento, talvez -- ou seria estagiário?), teria preparado o boletim.
E, o Nascimento, de indiscutível categoria, embarcou.
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REMINISCÊNCIAS
“Domingo na Globo” é um programa bastante rodado na emissora. Faz parte da grade há bem mais de 20 anos. O seu lançamento se deu ainda no tempo do pranteado Antônio Luiz (1947-2001), que também comandava um similar na véspera, à noite, ou seja, “Sábado na Globo”.
Diversos apresentadores, ao longo desses anos, passaram pelos dois. Alguns nomes em nossa lembrança: Haroldo Júnior, o saudoso Francisco Carioca, e o Alexandre Ferreira. Recentemente (dia 7), o Mário Esteves, há pouco reintegrado estava no “Domingo...” Folga do JL.
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AGENDA RENOVADA
A jornalista Gilsse Campos voltou a trabalhar na Manchete. Reedita sua agenda aos sábados, às 10h da manhã. Mais longeva das mulheres que participaram do “Debates populares” do inesquecível Haroldo de Andrade, tinha se desligado daquela emissora para atuar na antiga atração que a Globo vinha mantendo com o Roberto Canázio até meados desse ano.
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OS SANTOS DO DIA
Lançado em julho no pós-Copa, cresce em audiência na Manchete “A tarde é nossa”, com o Sílvio Samper, que estivera um ano afastado do veículo. Entre os componentes do novo programa, um perfil sobre os santos do dia. Não se trata de uma raridade nas rádios populares, que mantém coisas parecidas. A diferença está no enfoque, na elaboração do texto.
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LINHA DIRETA
// Caiu em 46% a audiência nas rádios durante o horário eleitoral. Revelado no último boletim do Ibope.
// Colaborador do David Rangel ‘na outra”, o filósofo Kanan Ananda tem vez em seu programa na Globo.
// Gláucia Araújo não saiu da Nacional – corrige um leitor. Trocou o “Tarde...” pelo novo “Dito e feito”.
*Nascimento se desligaria da emissora no último dia do mês, alegando motivos particulares. Era sua segunda passagem pela casa, onde já estava há dez anos.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Do amor antigo e moderno

Setembro, 25. Dia do Rádio. No calendário, o despontar da Primavera, tida por todos como “a estação das flores” e, melhor exaltada, num inspirado samba do Nelson Sargento. Nos primórdios, os rudimentos cristais da galena. Depois, a invenção dos transistores. Fases distintas. Suas transformações.
Por ordem e graça do antropólogo e professor Edgard Roquete Pinto, há 92 anos o rádio surgia no Brasil. Instrumento de uma escola franca e risonha, com o objetivo principal de ensinar e divertir aqueles que não sabiam ler e escrever. Do amadorismo ao profissionalismo, o percurso de uma longa estrada.
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AS RIVALIDADES
Em seus primeiros dez anos, o rádio tinha como rival o teatro de revista, que requisitava os produtores de programas musicais. Nas quatro décadas e meia de sua existência, superada a época de ouro, o confronto com a televisão, há quinze anos no país. O fascínio da telinha atraía os estrelados. Era contemporânea. Saem os programas de broadcast (grandes elencos), entram os prestadores de serviços. Viriam o tempo dos disc-jokeys, substituídos pelos comunicadores. Posteriormente, extensão da cobertura de futebol, e o dia a dia do trânsito.
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NOVOS CAMINHOS
A maior vantagem do rádio moderno sobre o antigo reside, inegavelmente, nos recursos da tecnologia -- internet, aplicativos de celulares -- que mais favorecem o FM. Registra-se com isso, a queda de forma crescente, da audiência no tradicional AM, ainda preferido pelo público da terceira idade. Embora disponha de profissionais talentosos, o veículo nos dias presentes situa-se numa posição inferior à desfrutada num período glorioso de sua história. Observadores que acompanharam as transformações podem sustentar essa afirmativa.
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LINHA DIRETA
// “Planeta Rei”, que a Globo tirou do ar era título criativo, um bom programa. Apesar da temática “manjada’ -- pedidos musicais.
// Seu substituto,“Madrugada & Cia”, que aproveitou as ‘deixas’ do antecessor, está entre os lampejos de que falamos da outra vez.
// Na MEC AM, “Todas as vozes – intolerância zero”, aula de bom gosto e inteligência, com Marcus Aurélio, na volta ao veículo.
// Ainda por lá, aos sábados, a partir das 23h, “Ecos de uma era”, com o veteraníssimo Pedro Paulo Gil, que também o produz.
// Aos simplesmente interessados nas informações de qualidade (do trânsito, em especial) a CBN (em AM e FM) e a Bandnews Fluminense FM, com destaque para o horário em que o Ricardo Boechat predomina.
// O humorismo do Maurício Menezes, no “Plantão de notícias”,na Globo, um ótimo atrativo. Melhor digerível que “Companhia do riso”, do Luizinho Campos, na Tupi, onde pontifica o irreverente ‘Manuel Tamancas’.
// Num outro plano, ponto para o “Musishow”, do Cirilo Reis. Medida mais do que acertada a Nacional recolocá-lo novamente no ar.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Nomes, uma questão singular

Motivador do otimismo, Clóvis Monteiro, ‘a grande voz do meu Rio de Janeiro’’, fechando quadro de seu programa na Tupi, diz: “Eu não sou dono da verdade, mas essa é a minha opinião”.
Em setembro de 2009, após três anos na casa, colega polêmico passava a ser anunciado assim: “Coragem! Opinião! Roberto Canázio é da Globo. E é do Rio”. Mera semelhança?...
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A VIDA NO SHOW
O nome “Show da manhã”, programa que o Clóvis apresenta há 18 anos, no período de 6h às 9h, era o título que a Globo empregava ao que substituíra o “Paulo Giovanni show”. (Seu condutor, outro integrante do elenco da Tupi – do grupo que migrara -- parece ter se cansado da profissão, pois, tem pretensões a seguir a carreira política...)
Esse mesmo título, também formava na época, a grade da 98 FM, fase anterior ao Beat que acrescentaram à sua estrutura. ‘A crônica da cidade’, o quadro novo do “Show da manhã”, remonta a um nome dos anos dourados da Nacional, a 1h da tarde. Seu intérprete era Cesar Ladeira, das mais famosas vozes do rádio, o redator Genolino Amado.
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GENERALIDADES
Em tempos idos, utilizava-se a palavra programa só nas principais atrações, até que acabou se generalizando. Após o término do “música, exclusivamente música” na Tamoio, de manhã à noite os apresentadores eram anunciados com a tal palavrinha: “Programa José Cunha”; “Programa Kléber Sayão”, “Programa Jorge Perlingeiro”, etc.
E, qual alternativa? SHOW! Inspirada na televisão, que a importou das emissoras norte-americanas. Dali, o chique era denominar seus cartazes com o novo modismo. (*) “Show do Fulano”, “Show do Beltrano”, Show do Sicrano”... Ou associar o nome da rádio a qualquer palavra. “Manchete manhã...”, “Tarde Nacional”, ou, ainda, um “Farofa da Globo”.
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RITMO DA BANDA
Rádio é um veículo eminentemente popular e, por isso, não precisa se valer de nomes bem elaborados -- algumas cabeças (pensantes?!) devem argumentar. O dinamismo que o norteia gera, certamente, a falta de criatividade, transformando-se nas verdadeiras causas do empobrecimento -- contrapõem os avessos à mesmice reinante.
Prestador de serviços na maioria das vezes, divertido em outras, o veículo evoluiu com os recursos da tecnologia. Ultrapassado ficou, porém, no batismo de suas atrações, havendo em pouquíssimas delas, lampejos de ideias brilhantes. Quem quiser descobrir nele obras primas – afirmam os irônicos – escolheu errado o ramo de arte para seu lazer.

(*) Em 19 deste mês comemora-se o centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues, autor de, entre outras músicas, “Se acaso você chegasse”, “Nervos de aço”, “Cadeira vazia”. Parodiemos uma delas, magistralmente gravada pelo Gilberto Gil: “Esses nomes/pobres nomes...”

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Nossos comunicadores (9)

Em maio de 1977, o Sistema de Rádio Jornal do Brasil, de uma sólida empresa, inaugurava a Cidade FM, que se tornaria a mais revolucionária no segmento. Trinta e sete anos depois, uma de suas principais estrelas, Fernando Mansur, era agraciado pela Alerj, com o título de Cidadão do Rio, comenda extensiva a dois radialistas conterrâneos dele, há muito tempo radicado na decantada metrópole.
.o. Batizado como Fernando Antônio Mansur Barbosa, e nascido há 62 anos em Ponte Nova-MG,o recém-homenageado pela matriz do parlamento fluminense iniciou carreira na Rádio Sociedade, em sua terra de origem, tendo passado pela Aurilândia, em Nova Lima, e Minas, em Belo Horizonte. Formado em Letras pela Universidade Católica de Minas Gerais (UCMG), é professor e também escritor.

.o. A Cidade FM, co-irmã da JB, 105 e Opus 90, inovaria no jeito de se fazer radio, quer seja na qualidade das músicas, e linguagem adotada -- no estilo coloquial. Da turma reunida naquele ano distante, os companheiros do Fernando Mansur, e titulares da programação eram Jaguar, Eládio Sandoval, Romilson Luiz e Ivan Romero. Na condição de curingas, atuavam o Sérgio Luiz e Paulo Roberto.
.o. Nos anos 80, Fernando Mansur trocava a Cidade pela FM 105, passando a comandar o interativo “Bom dia Alegria”. Sem deixar a empresa, a experiência de âncora no tradicional AM da JB, que implantava o jornalismo em tempo integral, com base no praticado pelo rádio norte-americano – o all news – onde, a partir de então, repórteres informavam lugares e hora em que transmitiam as notícias.
.o. Mansur cumpriria, na sequência, temporada na Tupi, como locutor noticiarista. Por pouco tempo. Em seguida, outra incursão no veículo -- animador de auditório na Rádio Nacional, com um programa bem produzido, que tinha tudo para dar certo, mas, de curta duração. A próxima parada seria a Roquette AM, fechada durante o governo Marcelo Alencar. Era programa vespertino. Foi um relâmpago.

.o. Logo depois, ele faria uma passagem pela Imprensa e, por último, o seu retorno à JB FM em 1994. Ao fim de cinco anos, isto é, em 1999, transferia-se para a Nova, batismo recebido pela Opus 90, voltada à música clássica, surgida de um consórcio entre as empresas O Dia e Jornal do Brasil. O nome não emplacara, de tão vazio que era, originando-se, sob a administração da primeira, a MPB FM.
.o. “Palco”, o mais bem-sucedido programa do Mansur, teve como embrião aquele que fora criado para o auditório da velha (e memorável) Nacional. Lançado no limiar da MPB e apresentado semanalmente, às segundas-feiras, às 20h, é um recordista em focalizar os grandes nomes da música contemporânea. Com a categoria (e marca) do comunicador, um baluarte dos melhores movimentos do rádio nesse país.

M E M Ó R I A
A Cidade em que brilharam Mansur, Sandoval, Romero e outros, foi muito boa enquanto durou – feita por jovens, para um público idem, apreciadores do pop rock brasileiro. Uma espécie de coqueluche, ‘contaminando’ geral, desde a estreia em 1977, até a extinção em 2006.
Sob signo da OI por uma fase e, ultimamente com a Jovem Pan, reassumiu este ano seu nome original. Válidos os esforços dos que tentam restaurar o período glorioso, levado pela poeira do tempo. Como na música do Milton Nascimento/Fernando Brandt, “nada será como antes”.
Fontes: Emissoras e acervo pessoal

terça-feira, 12 de agosto de 2014

AC, o ‘despertador’ do Rio

Os grandes nomes do rádio na era moderna renovam contratos de dois em dois, ou de três em três anos, de acordo com as diretrizes das empresas. Antônio Carlos, na Globo desde 1987, renovou por duas temporadas seu compromisso com a emissora da Gloria.
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Interessado no tema, um jovem repórter ligou para o comunicador questionando a possibilidade de uma eventual negativa da direção. Bem humorado e, de forma elegante, ele dissera que, no caso, saberia procurar ‘o caminho das pedras’. (Ora ora, pois pois.)
De cabeças de diretores de rádio (como de juízes), podem-se esperar, evidentemente, surpresas. Mas, quem iria prescindir de um campeão e bem-sucedido agenciador de publicidade, logo agora que a emissora se recupera de duas décadas de audiência em queda?
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A meta principal na retomada de posição é, acertadamente, o Rio reduzindo, sem dúvida, o alcance do ‘despertador’, um ajuste inevitável para minar o avanço do concorrente. Salvo imprevistos, estão garantidas até 2016, as habituais atrações ‘do maior elenco do rádio’.
O fato de o programa ter passado a regional não implica, necessariamente, numa alteração no tema de abertura: “Acorda Brasil para escutar/o ‘Show do Antônio Carlos’ está no ar...”
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OÁSIS NA MANHÃ
“Elas, vozes”, lançado em maio na MEC AM, com a jornalista Aglaia Peltier, agora é reprisado pela Nacional, sábados, às 10h da manhã, dedicado às cantoras de todos os tempos.
A audição do dia 2 fugiu um pouco à temática original, focalizando obras de instrumentistas históricas --as pianistas Chiquinha Gonzaga,Tia Amélia, Carolina Cardoso de Menezes e, Lina Pesce, violonista. Da atualidade, trabalhos de Luciana Rabelo, cavaquinista.
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O LUXO, E O LIXO
Mônica Salmaso tem razão ao declarar que “a MPB está pobre, nivelada por baixo”. No país onde cultura é produto de luxo, o grande público não sabe de sua existência, de sua classe.
Ignorada, inclusive, por programadores das emissoras populares, que apostam no quanto pior, melhor. Até na indústria do disco em crise, manipulam os que acham o ruim como coisa boa.
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L I N H A D I R E T A
// Cirilo Reis (Nacional) e Fernando Mansur (MPB FM), mineiros de Ponte Nova, homenageados pela Alerj como Cidadãos do Rio.
// Também contemplado com o mesmo título, o ex-locutor esportivo Luiz Carlos Silva, ultimamente publicitário, conterrâneo deles.
// “Meu negócio é cantar samba”, novo álbum de Paulinho Mocidade. Nesta terça, em “O Disco do dia”, com Ricardo Vila, na MEC AM.

terça-feira, 29 de julho de 2014

A tarde com Sílvio Samper

Perto de completar um ano afastado, Sílvio Samper reapareceu no rádio. Agora, virou Manchete. O recomeço das atividades aconteceu na semana pós-Copa, com “A tarde é nossa”, das 13h às 15h, provisoriamente conduzido por Kléber Sayão, após a saída do Mário Esteves, em maio último.
Sem ser nenhuma Brastemp, o contexto do programa* é de boa qualidade, nos padrões comuns do rádio popular na era contemporânea -- notícias, prestação de serviços e músicas. Consta, naturalmente, de uma pesquisa focalizando assunto em destaque no dia, a interatividade com os ouvintes.
Demitido da Tupi em agosto de 2013, onde trabalhou na madrugada durante 18 anos, ele participava dos quadros da Globo, entre 1991/95, depois de passar pela antiga Capital.Dono de estilo peculiar, Samper tem público que o acompanha com fidelidade. Forma no primeiro time de sua geração.
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*No segundo semestre de 1998, “A tarde é nossa” era um programa da Tupi. Foi lançado com o Francisco de Assis que, devido a um ajuste na grade, ficaria atuando em horário noturno. Fernando Sérgio, curinga naquela ocasião (ou stand by), assumiu o posto, permanecendo titular por apenas dois meses.
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MISTÉRIO EBC
Passados dez anos da revitalização, a Nacional está em novo processo de reformas, e saiu do prédio da Praça Mauá, em condições precárias até 2004. Pouca coisa vingou. “Dorina ponto samba”, das raras exceções. Antes da Copa, a EBC dispensou a radialista, substituída pelo Rubem Confeti.
Brilhante nas coberturas de carnaval, expert no gênero, o veterano Confeti não desfruta da recompensa do Ibope, com o qual Dorina se dava muito bem. Até parece que as emissoras públicas não precisam de audiência.
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RUA DE ARTISTA
São raros no país, logradouros públicos com nomes de artistas. Esse tipo de homenagem reserva-se, particularmente, às entidades culturais. O coordenador de um projeto geográfico da Uerj, está propondo que se dê à cantora Marlene, recentemente falecida, o nome de uma rua na Cidade Maravilhosa.
Tivessem outros a mesma ideia, o Rio estaria povoado e, haveria, por exemplo, uma Avenida César Ladeira ou Paulo Gracindo; Praça Ernesto Nazareth ou Radamés Gnatalli; a Rua Araci de Almeida ou Emilinha Borba.
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L I N H A D I R E T A
’ // “Sintonia Rio”, com Amauri Santos, desbancou o “Edifício à noite”, do Cirilo Reis, restrito ao “Musishow”, aos sábados. Voz oficial da Nacional, Cirilo deve ganhar outro horário. // Na “Gente boa”, da Cleo Guimarães, o produtor musical José Maurício Machline anunciou, a propósito de um DVD do Arlindo Cruz, a estreia (sic) de Zélia Duncan no samba. // Em 2004, num disco da cantora, com o título “Eu me transformo em outras”, metade do repertório era com esse ritmo, ‘o mais antigo representante do nosso cancioneiro.’

terça-feira, 22 de julho de 2014

Nossos comunicadores (8)

Titular das madrugadas na Tupi desde 2005, Fernando Sérgio celebrou em 2012 meio século de carreira. Nascido há 68 anos em Cruzeiro, São Paulo, criado em Juiz de Fora a partir dos três, iniciou na profissão na Rádio Industrial, naquela cidade mineira, atuando também, na Difusora e na Sociedade. No Rio, onde desembarcou em 1971, a sua primeira emissora foi a Continental. Tempos difíceis. A“100% esportiva e informativa” era irregular no pagamento aos funcionários.
.o. O chamado “pulo do gato” ocorrera em 1976, quando ingressou no Sistema Globo. Fernando formava dupla com (Antônio) Carlos Bianchini na apresentação de “O seu redator-chefe”, de meia-noite. Passava logo depois a trabalhar na 98 FM e na Mundial, ganhando naquela,em 1980, status de comunicador, no lugar do Eloi Decarlo que se transferira para uma rádio de São Paulo. Programa com o seu nome, ele teria na Manchete, em 1982, das 6h às 9h, com pequena duração.
.o. A Tamoio, também num período curto, seu endereço seguinte. Lá estavam, entre outros, José Cunha, Cristiano Menezes, Kléber Sayão, Jorge Perlingeiro, Luíza Biá e, Ronaldo Kelly – anos depois Francisco de Assis. Teoricamente, Fernando daria ‘um passo à frente’ na Bandeirantes. A rádio levaria para os seus quadros, com salários acima do mercado, nomes de reconhecida projeção. O Ibope subiu. Em pouco tempo, debandada geral. O faturamento não cobria as despesas.

.o. Fernando foi trabalhar na Tupi, das 16h às 18h. Ao fim de duas semanas, se afastara, embora o contrato fosse de dois anos. Divergências por acertos não cumpridos. Convidado a voltar à Tamoio (da mesma empresa) a proposta incluía como condição, a retirada de um processo que movera contra a outra. Mais uma vez, em horário matinal. Duração efêmera. No limiar dos anos 90, retornava à matriz. Fazia as férias de Cidinha Campos, e programa próprio depois, iniciado às 7h.
.o. Transcorrido um ano, Cidinha sai. Brigara com o diretor Alfredo Raimundo. Indicado para o horário das 9h ao meio-dia, Fernando não aprovara. Os pontos do Ibope provocariam a perda do lugar. Foi para Angra dos Reis como apresentador e diretor da rádio local, mas em 1993, de regresso ao Rio, fechava com a Manchete, uma rádio em crise. O programa, das 6h às 9h, resistiu por só uma temporada. Positivamente, não é fácil a vida de radialista, alguns, legítimos peregrinos.
.o. A velha historia do filho que retorna à casa teve um novo capítulo. A Globo dessa vez. Na função de curinga -- ou stand by para os sofisticados. Seria outra passagem transitória e, como destino imediato, um endereço mais do que conhecido: a Tupi. Com o título de “A tarde é nossa”, das 16h às 19h, o programa acabaria no alvorecer de 1999. Luiz de França e Washington Rodrigues, que a Globo dispensara, foram instalados no horário, em fevereiro daquele ano.

M E M Ó R I A
Como em seu início na rádio da Glória, a madrugada passaria a ser uma rotina para Fernando Sérgio. Primeiro, com um programa na virada do sábado para domingo, de meia-noite às 6h e, depois, na vaga deixada pelo Collid Filho.
A Tupi, no entanto, entregara o espaço ao David Rangel, espécie de “faz tudo” na casa. Escalado para diversos horários ele desfilava seus tipos num programa aos sábados à noite. A Globo cooptou o David. O Fernando cresceu.
Fontes: Emissoras, acervo pessoal e a autobiografia “50 anos de comunicação”



terça-feira, 24 de junho de 2014

Uma reviravolta em análise

Em poucas semanas após implantar uma nova modificação em sua grade, é ‘visível’ a melhoria de nível na audiência da Globo. A reação, superada uma década em desvantagem para a principal concorrente veio, pelo que se pode avaliar, no tempo certo, aproveitando que a ‘outra’, acomodada nos seus ganhos, qual gigante, “adormeceu em berço esplêndido”.
.o. E, enquanto na suposta floresta em que se trava uma briga animalesca aquela habitante não desperta, sua declarada rival segue fazendo uns ajustes aqui, outro acolá, munindo-se, notoriamente, das mesmas armas, recursos. O Rio, cidade-selva, território do embate, serve como instrumento propulsor nas recentes mexidas, e remexidas pela reversão do quadro.
.o. Não se mexe em time que está ganhando – é voz corrente no linguajar de desportistas. Valendo-se de tal preceito, devem pensar (e estarem convencidos), os executivos do lado de lá. Na que vinha perdendo há tanto tempo, a visão naturalmente difere, a partir de novos gestores assumirem os postos-chaves. Os resultados, já se anunciam favoráveis.

.o. Debates no rádio contemporâneo são coisas que não se esgotam. Toda emissora que se preza têm mais de um deles. Teria o Haroldo de Andrade (Júnior) reivindicado a patente do título criado pelo pai? Se isso aconteceu, acabou-se apenas a duplicidade. O reeditado “Frente à frente” poderia, com certeza, substituir o tradicional quadro, mantendo-se a duração do tempo.
.o. Encurtar o “Manhã da Globo” do circunspecto apresentador para dar lugar ao “Alegria ao meio-dia” foi uma medida equivocada. O correto seria recuá-lo para às 9h, e transferir o “Momento de fé” para às 12h. O de humorismo, teria melhor sentido batizado como “A turma da alegria”, às 13h. Nenhuma pretensão de ensinar missa a padre, ofício a profissionais escolados.
.o. Nessa reviravolta que se desenha, há elementos sem a menor necessidade. São, como popularmente se diz, “tiros no pé”. O (ou/a) “Michelle” no programa do Roberto Canázio um deles, se já existe uma Ana Paula Portuguesa explorando a chamada área das celebridades. Essa figura nos moldes do “Lá Matraca” do Clóvis Monteiro, só pode ser malfadada imposição.

LINHA DIRETA
// Washington Rodrigues, apresentador e comentarista esportivo, renovou contrato com a Tupi por dois anos. Trabalha na emissora pela segunda vez, onde se encontra desde fevereiro de 1999. Com 52 anos de carreira, participa agora em 2014, da 11ª Copa do Mundo.
// O programa que o Kléber Sayão ganhou na Manchete, das 13h às 15h, chama-se “A tarde é nossa”. A Tupi tinha um com esse nome nos anos 90, apresentado por Francisco de Assis, primeiro e, depois, pelo Fernando Sérgio, das 15h às 19h.Difícil inovar em título.
// A Rua Fonseca Teles, em São Cristóvão, é o novo endereço da Tupi. O prédio, ainda em obras, com estúdios moderníssimos, vai abrigar também a Nativa FM e o Jornal do Commércio. A radio estava instalada na Rua do Livramento, no bairro da Saúde, há mais de 30 anos.

terça-feira, 10 de junho de 2014

De chegadas e despedidas

Mário Esteves, que os amantes do rádio apreciam desde sua passagem pela 98 FM (hoje Beat98), desligou-se da Manchete na segunda-feira, 26 último. E, no dia seguinte, como nunca antes, já reestreava na Globo. Foi cooptado pelo Maurício Menezes para comandar o “Alegria ao meio-dia”, cujo lançamento ocorrera na semana anterior, com o Tino Júnior liderando o novo cartaz.
.o. Comparando a amizade a uma planta que se cultiva, Mário enalteceu o tratamento (e liberdade) dispensados pelos diretores Miguel e Cátia Nasseh. Eles permitiram, inclusive, sua despedida no ar, coisa raríssima de acontecer no rádio (*). O ouvinte atento percebera o clima no estúdio. Emocionado (“vida de radialista não é fácil”) Mário trocava impressões com o Kleber Sayão.
.o. Na Manchete, onde trabalhara duas vezes, sendo a primeira em 2002, tinha iniciado a mais nova temporada em setembro de 2008. Criador da ‘Secretária eletrônica’ no veículo, quadro copiado por alguns profissionais, seu programa era bastante diversificado, dentro das reconhecidas limitações da emissora. ‘Dois tempos’ e ‘Esse nome é bom lembrar’, eram os mais destacados.

.o. Em novembro de 1998 (fazia o “Show da noite”), passava a apresentar, à tarde, “O Rio na Globo”. Substituía o Luiz de França. Ganhava outro programa – o “Agito geral”, aos domingos, de manhã. Demitido em 2001 (Francisco Barbosa, de regresso, ocuparia a vaga), ele voltava em 2003 e, no ano imediato, destituído. O programa era “Tarde legal”. David Rangel, o substituto.
.o. Bem relacionado, Mário integra o primeiro time do rádio, com trânsito regular pelas agências de publicidade. Após sua derradeira saída da Globo (o item audiência não era a questão), seria convocado, em 2005, para a emissora montada pelo Haroldo de Andrade. Como o foram o Mauricio Menezes, Helio Júnior, Carlos Bianchini, e outros com os quais certo diretor implicava.
.o. Por e-mail ou telefone, alguns ouvintes saudaram a sua volta à rádio dos Marinho. Também colegas de outros prefixos, casos, por exemplo, do Marcus Vinícius (Mr. Bean), produtor e repórter da Tupi; Dário de Paula, conterrâneo de Volta Redonda, comunicador de FM na cidade (ex-locutor esportivo que passou pela Tupi e Nacional); e Heloísa Borghi, atualmente na Roquette Pinto.

(*) O Clóvis Monteiro mudara-se para a Globo em junho de 1994. Dois anos depois, decidira retornar à Tupi. Despedira-se durante a apresentação do “Parada popular”. Episódio semelhante aconteceu recentemente com José Carlos Araújo, o Garotinho. No transcorrer do “Segundo tempo”, seu espaço na Bandnews fluminense, anunciara a saída. Acertara seu ingresso na Transamérica.


LINHA DIRETA
/o/ Kleber Sayão, veteraníssimo profissional, assumiu, na Manchete, a vaga deixada pelo Mário Esteves. Com ele, a partir de então, “A tarde é nossa”.
/o/ Revelada na Tupi há poucos anos, a repórter Marina Heizer voltou à casa. Tinha ido para a Globo, destino de outras, algumas das quais... sumiram.
/o/ “Dito e feito”, com Luciana Valle, de segunda a sexta, das 2h30 às 4h da tarde, é programa recente na Rádio Nacional. O de funk foi desbancado.


terça-feira, 3 de junho de 2014

A volta do Marcus Aurélio

Afastado do rádio há dois anos, Marcus Aurélio estreou dia 26 último, segunda-feira, um programa na renovada MEC AM. “Todas as vozes” (com o sub-título ‘Intolerância zero’), sinaliza o seu reaparecimento no ramo, apresentado das 7h05 às 10h da manhã. É sua incursão numa rádio pública, que ele entende ser o confronto com as comerciais.
.o. Professor de radialismo e um dos mais estudiosos da matéria, Marcus é um incentivador da interatividade – a troca de ideias entre os pares. Ao contrário dos que assumem posição neutra adotando o sistema (importante na era contemporânea), ele não abre mão de suas convicções. Aceita dialogar com aqueles que discordam dos temas desenvolvidos.
.o. Do novo projeto do Marcus fazem parte nove quadros. São eles: “Você no ar” (assunto do dia) ,“Tempo de reportagem”, “É da sua conta”, Visão de jogo”, “Dicas culturais”, “Essa letra, essa música”, “O disco do dia”, “Atitude e inclusão” e “O rádio faz história”. Na audição de estreia, debatido o caso de um juiz que condenava a umbanda e o candomblé.

.o. Marcus reproduziu no quadro dedicado ao veículo, um áudio do “PRK-30”, com Lauro Borges e Castro Barbosa satirizando o “Hora da ginástica”, de Osvaldo Diniz de Magalhães na velha Nacional. E entrevistou Luiz Torquato, de São Paulo, que trabalha na Transamérica e na Globo (de manhã naquela, de tarde na outra) e, na Gazeta, fins de semana.
.o. Agora numa rádio da EBC--Empresa Brasil de Comunicação, ele reencontrou o Carlos Borges e Waldir Luiz (locutor e comentarista esportivo), seus companheiros na antiga Mauá, onde iniciou carreira depois de um estagio na Roquette Pinto. Em sua trajetória registram-se doze anos na Tupi, sete na CBN e nove na Globo, quatro deles na função de executivo.
.o. O “Todas as vozes” entrou no lugar do “Sintonia Rio”(*). Tem produção de Marcos Leite (e do próprio apresentador), assistência de Josiane Freitas. Entre repórteres e colaboradores, Dila Araújo, Cyntia Cruz, Raquel Júnia, Ícaro Matos, Patrícia Serrão; Jansen Campos, Marcos Rangel e Ricardo Villa. (Este produz “O Disco do dia” e as trilhas da rádio.)
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(*) Quarenta anos no veículo, dez na MEC AM, Amauri Santos despediu-se na sexta-feira, 23 de maio. Permanecerá na EBC, através da Nacional, com o “Sintonia Rio”, mas às 10h da noite. A estreia foi nesta segunda, dia 2. Um dos fundadores da Fluminense FM, ‘a Maldita’, Amauri teve passagens por outras emissoras, inclusive, as extintas AMs O Dia e Viva Rio.

LINHA DIRETA
/o/ O narrador esportivo da TV Record Mauricio Torres, que morreu neste fim de semana, em São Paulo, foi durante 12 anos plantonista da Rádio Globo.
/o/ Era anunciado por José Carlos Araújo, com o slogan “ele não dorme no ponto”. Nas folgas da TV, produzia boletins para a SulAmérica Paradiso FM.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Nossos comunicadores (7)

O comunicador Clóvis Monteiro, 55, gaúcho de Alegrete há 25 anos fazendo rádio no Rio – completados em 2013 --, atuou por dez temporadas em seu estado, onde começou aos 18 de idade. Antes de decidir pela carreira de radialista, Clóvis foi ilustrador e chargista em Santa Maria. Também naquela cidade, comandaria um programa na rádio local, exercendo, mais tarde, a gerência de programação na Atlântida FM.

.o. No intervalo de uma e outra, foi repórter da RBS TV. No Rio, para onde se transferia em 1986, passou pelas FMs Tropical e 105, e Capital AM. Nesses 25 anos em emissoras cariocas, 20 foram dedicados à Tupi, 17 dos quais à frente do “Show da manhã”. Em junho de 1994 era contratado pelo Sistema Globo. Durante seis meses teve dupla atividade – a de curinga na 98 FM, e noticiarista na principal. Passava a titular em dezembro.

.o. Caberia a ele, na Globo, a apresentação de dois programas, um diário e um semanal. O primeiro, “Parada popular”, de segunda a sexta, o outro, “A grande parada”, ambos de 3h às 6h da manhã. O ocupante do horário era o Sílvio Samper, que a emissora dispensara naquele mês. Dois anos depois, ele anunciava no ar, seu desligamento, uma coisa rara.

.o. Clóvis resolvera retomar o espaço na Tupi, onde, durante certo período, apresentava um programa de manhã, e outro à tarde. Tinha uma boa proposta e, por desafio, concorrer com o Antônio Carlos. O “Show da manhã”, criado para assinalar a sua volta, entrava na grade no mesmo horário daquele – de 6h às 9h. E, um fator favoreceria o Clóvis -- a subida da emissora no Ibope no Rio -- com a brecha deixada pela outra, o “Projeto Brasil.”

.o. Somando-se aos quadros em que Washington Rodrigues (o Apolinho), a astróloga Glória Britto e o humorista Maurício Manfrini, são atrações, o apresentador investiu na cobertura do trânsito. De forma diferente, dando vez (e voz) aos informantes – os repórteres voluntários. Esses colaboradores, que promovem uma audiência maciça, aparecem na primeira hora do programa. Utilizando-se de celulares, eles fazem uma prestação de serviços tão importante quanto à dos setoristas da CET-Rio, ou da PRF, na Ponte Rio-Niterói.


M E M Ó R I A
A mesa de debates do “Show da manhã”, que reúne analistas de notícias, sofreu diversas modificações ao longo dos anos -- o que aconteceria também no formato original do programa.
Participariam dela, em tempos distintos, o comunicador Andrea Gasparetti, a jornalista Mônica Bloch e a atriz Solange Couto. A fase de maior sucesso, no entanto, ocorreria com a dupla Maurício Menezes (hoje coordenador na Globo) e o Jorge Nunes (falecido em 31 de janeiro).

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o Google.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Pelos caminhos do retorno

Na luta incessante visando a diminuição dos pontos perdidos para sua maior concorrente, a Globo mexeu mais uma vez em sua grade. Os ouvintes que almoçam entre às 12h e 14h, agora podem fazê-lo com as tiradas de humor do Maurício Menezes, Hélio Júnior e Sérgio Ricardo. “Alegria ao meio-dia”, o novo programa, é apresentado por Tino Júnior.
.o. No lugar do “Vale tudo”, de que ele era o titular, ficou o “David da tarde”, com o David Rangel, uma hora mais cedo, rendendo o do quarteto. Basicamente o “Alegria” não traz inovação nenhuma. É a mistura de quadros que Maurício e Helinho* faziam há alguns anos no conduzido por Francisco Barbosa e, posteriormente, no “Agito Geral”.
.o. Ele e o Sérgio se juntam aos que retornaram à emissora a partir de 2012. O primeiro passou pela rádio do Haroldo de Andrade e, por último, pela Tupi, atuando na “Patrulha da cidade” – saíra da Globo em 2001. O outro participou da equipe do Antônio Carlos, lançando-se apresentador na Manchete em 2002. Já estava afastado do rádio há 13 anos.

.o. Quanto ao “David da tarde” – só repetindo uma expressão da época de nossos avós. Alvíssaras! Alvíssaras! David Rangel já deveria ter um programa diário desde sua volta em março do ano passado, depois de quatro anos ausente, prestando serviços à Manchete. Uma perda de tempo (e falta de habilidade) usarem-no em cartaz semanal e como folguista.
.o. Na remexida que a Globo fizera em setembro de 2011, foram poupados o “Show do Antônio Carlos” e o “Panorama esportivo". A mais importante novidade fora a transferência do Roberto Canázio para o “Manhã...” Reduzido desta vez, o tradicional horário perdeu o “Debates...”, pioneirismo do Haroldo. O “Frente a frente” (reeditado) assumiu o espaço.
.o. Complementando as modificações, o retorno do Alexandre Ferreira às origens. Antes do “Planeta Rei”, ele se revezara com o Jorge Luiz e o saudoso Francisco Carioca, no horário destinado aos insones, ou acordados por compromissos diversos. “Madrugada em companhia”, a exemplo do desintegrado “Planeta...” é, pelo menos, um título criativo.
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*Programa de duas horas tendo por batismo o momento que entra no ar, soa como coisa amadorística, num veículo em que trafegam profissionais talentosos. Não seria mais apropriado aos programetes, hoje em alta? Com todo o respeito – diria um certo colunista.
O Hélio Júnior – super-Helinho para alguns – deslustra sua carreira ao “ressuscitar” a personagem inspirada na vidente Mãe Dináh (Benedicta Finazza), falecida este mês em São Paulo. Profundo mau gosto fazer graça com 'os que se mudaram pro lado de lá'.
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LINHA DIRETA
/o/ “Armazém cultural” é novo programa do Thiago Alves na MEC AM, a partir das 15h. Ele comandava o “Almanaque carioca”, que saiu da grade.
/o/ Marcos Martins, repórter esportivo da penúltima safra, fechou com a Bradesco. É a sua terceira rádio,depois de desligar-se da Tupi em 2012.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Nossos comunicadores (6)

A potência da rádio – um canhão, no entendimento dos admiradores --, é a arma que ele usa diariamente a serviço do bem comum da cidade e, principalmente, pelos direitos dos aposentados e pensionistas. Seu nome: Roberto Canázio. Carioca, 65 anos, há sete trabalhando na Globo, intransigente com os maus administradores da coisa pública, um comunicador de muita personalidade.

.o. “Coragem, opinião. Roberto Canázio é do Rio, e é da Globo”. Desde setembro de 2011, quando trocou o apresentador da manhã, numa reformulação da grade, a emissora o anuncia desse modo.Tem fundamento. Com as modificações, a rádio começava a abandonar o projeto de programas em rede. Um desses, o “Se liga Brasil”, de 13 às 15h, que marcara o ingresso dele na casa.

.o. Com um histórico na Manchete, onde sedimentou sua carreira, Canázio se desligaria de lá, passados bem mais de vinte anos. A partir de outubro de 2001, com a transferência para a Tupi, ampliava sua popularidade. Em seu discurso na defesa dos desassistidos, as palavras-chaves eram família e solidariedade, que alavancariam os índices de sua audiência na emissora do bairro da Saúde.

.o. Na Globo, onde estreava em 1° de dezembro de 2006, por ocasião do 62° aniversário da emissora, teve que ajustar as fórmulas adotadas em seus programas nas anteriores. Aquelas palavras em que se baseava um quadro longo na Tupi, ficaram limitadas às citações no “Histórias da vida”, logo suprimido. Quanto aos debates, reapareceriam no “Se liga Rio” – foco na cidade, claro.

.o. Canázio já trabalhou na Rádio Nacional. Por pouco tempo. O início foi na Tupi FM (freqüência em certo período com a Nativa), por indicação de Austregésilo de Athayde, do condomínio dos Diários associados, a que pertenciam emissoras de diversas capitais. Formado em Direito, ele foi atuante funcionário da Academia Brasileira de Letras, de que Austregésilo era presidente.

.o. Nenhum pai (ou mãe) de família sonhava para seu filho a profissão de radialista. Na do Canázio não era diferente. O ‘micróbio’ da radiofonia, porém, cedo se manifestou. Acostumara-se a ouvir a Rádio Relógio, que dava a hora de minuto a minuto, e decorar os textos comerciais, lidos nos intervalos. Imitava a rapidez dos locutores, de não serem atropelados pelo sinal eletrônico.

M E M Ó R I A
A rádio em que Roberto Canázio se projetou foi incorporada ao Grupo Bloch Editores em 1973. Antes, chamava-se Federal, em Niterói. A concessão estava em poder do músico e compositor Antenógenes Silva, autor de, entre outras coisas, “Saudade do matão”, um clássico do cancioneiro.
A crise na empresa nos fins dos anos 90 que resultara no fechamento da TV e revistas, fez desmoronar o que parecia um império, integrado por nada menos que 16 emissoras de rádio. A Manchete, reerguida em 2006, faz parte da massa falida administrada por um dos proprietários do grupo.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o Google.

terça-feira, 6 de maio de 2014

‘Pátria’ salva. Até a Copa

Duas semanas depois de lançar um novo programa esportivo, a Globo promoveu a estreia de outro... no mesmo horário, de 8 às 10h da noite. “Olha o gol”, com Edson Mauro, surgido em 1° de abril, consagrado ao Dia da Mentira perdeu as segundas-feiras para o “Futebol de verdade”, estrelado por Zico e Juninho Pernambucano, com Felipe Cardoso na função de mediador.

.o. Com a medida, a emissora coloca no ar uma dúvida sobre o prestígio do proclamado “ bom de bola”. Afinal, ele está na casa há tantos anos e, só agora em 2014, ganhou a titularidade num espaço – normalmente curto devido aos jogos do meio de semana. Curioso. Dia, horário e formato do “... de verdade” são os mesmos de um programa do Edilson Silva na Bradesco FM.

.o. Partindo-se da filosofia defendida pelo título deste, a conclusão a que chegam os cabeças pensantes é desanimadora -- isto é --, tudo em torno do tema, anteriormente, era uma balela. E, os ex-jogadores, como na história de Pilatos na cruz, entram para salvar a Eucarestia, quer dizer, a ‘Pátria em chuteiras’, de que falava o Nelson Rodrigues. Enquanto os jogos da Copa não vem...

GRADE NOVA NA MEC
A MEC AM, velha rádio do Ministério da Educação e Cultura está de programação nova. Foi lançada no mês passado. Com a repaginada, alguns programas saíram da grade, exemplos do “Estação cultura” -- às 12h, com Alessandra Ekstine; “Almanaque carioca” -- às 14h, com Thiago Alves; e “Arte em revista” -- às 18h, com Jota Carlos, (este o mais antigo).

.o. Amauri Santos foi o maior beneficiado com as modificações. “Sintonia Rio”, cartaz que ele apresentava das 7 às 9h da manhã, agora vai até às 10h. “Rádio sociedade”, outro remetido ao arquivo, até então comandado por Denise Viola(*), cedeu lugar ao “Planeta lilás”, ainda com ela, de que também é co-produtora. Começa às 10h, uma hora a menos de duração.

.o. “Atualidades”, às 11h, com o Cadu de Freitas, de debates, teve modelo e nome alterados. Passou a se chamar “Bate-papo ponto com”, intensificando as participações dos ouvintes através das ferramentas modernas da tecnologia. Muito comum em algumas FMs e nas rádios sem grupos de criação, um musical corrido está preenchendo os espaços dos programas extintos.

(*) Meio ambiente e sustentabilidade são assuntos pouco explorados no rádio. Na seara em que a Denise acaba de ingressar, a primazia cabe ao André Trigueiro, com “Mundo sustentável”, na CBN, aos sábados e domingos, às 13h50, que completou dez anos em setembro último. Jornalista como os demais, Rosana Jatobá apareceu em maio de 2012 na Globo, Rio. “Tempo bom, mundo melhor”, de segunda a sexta, às 13h05, foi sua contribuição inicial. Depois, "Globo natureza", um pouco mais tarde. Ela disse reconhecer que os temas não dão Ibope.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Nossos comunicadores (5)

Na Tupi há pouco mais de sete anos – em sua segunda passagem --, Francisco Barbosa, 56, já era locutor experiente quando veio para o Rio no limiar da década de 80. Iniciara carreira na Difusora de Minas e estava na Sociedade de Juiz de Fora, em sua terra de origem ao receber proposta para trabalhar na Cidade FM,do Sistema de Rádio JB.

.o. Na revolucionária emissora em que brilhavam Eládio Sandoval, Fernando Mansur, Ivan Romero, Paulo Martins, Romilson Luiz e outros, Francisco Barbosa teve como missão, responder pelas madrugadas, de 2 às 6h.Depois, ele faria breve temporada na Del Rey, transitaria pela Estácio e Nacional, acabando por ingressar na Globo FM.

.o. Dali, sem demora, para a matriz -- ou seja --, o AM do grupo. Firmava-se na casa a partir de um convite do Haroldo de Andrade para substituí-lo num período de férias. Curinga em pouco tempo, ganharia projeção com o Paulo Giovanni que, em 1987, anunciava o propósito de desligar-se, deixando gravadas suas participações.

.o. Paulo Giovanni se despediu da rádio em abril de 1989. Barbosa assumiu horário de 7 às 9h, passando a atração a se chamar “Show da manhã”. Em 1994 é remanejado para do meio-dia às 3h, e o programa ganha seu nome. Lança um quadro de humorismo com Maurício Menezes e Hélio Júnior, que se constituiria no principal trunfo.

.o. Titular do “Show da Globo”, de meia-noite às 3h, Hilton Abi-Rihan recebia bilhete azul em agosto de 1998. Sem um nome definido para ocupar o horário, a direção escalava o programa do Francisco Barbosa. O que ia para o ar, com a chamada ‘o ouvinte pediu’, não era uma segunda edição.Uma simples reprise, com notícias atualizadas.

.o. O recurso seria utilizado durante pouco mais de um ano. Embora bem-sucedido junto ao público, Barbosa estava, desde que mudara de turno, perdendo para o concorrente -- Pedro Augusto, da Tupi, cujo crescimento coincidira com a sua transferência. Era demitido em dezembro de 1994, dando lugar a Ana Flores,com o “Tarde legal”.

M E M Ó R I A
Barbosa voltaria à Globo em outubro de 2001,depois de rápida passagem pela Tupi, mas sairia em julho de 2005. Cedera lugar ao “Amigas invisíveis”, da Marlene Mattos, pilotado por... Ana Flores.
Nos intervalos esteve na Carioca, com Américo Fernandes, Mauro Montalvão, Paulo Martins e Ricardo Campello. Antes de reintegrar-se à radio da Saúde, passou pela MEC AM e Tropical Solimões.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e Google.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Garotinho 5.0 esporte.com

No rádio moderno não faltam emissoras dotadas de equipamentos de última geração. O mercado competitivo obrigram-nas a seguirem os parâmetros da tecnologia, cada qual dentro de suas condições econômicas. Sintonizá-las na internet, tablet, celular ou aplicativos diversos, tornou-se uma coisa muito natural nos dias de hoje.

.o. Transamérica, uma das centenas assim equipadas, é o novo endereço de José Carlos Araujo a partir de fevereiro. Neste abril, há dois meses de sua estreia, Garotinho está celebrando cinco décadas a serviço do esporte. No veículo sem o qual “brasileiro não vive” (definição dele), “escola de quem não tem escola”, segundo Roquette Pinto.

.o. A incursão de José Carlos Araújo no futebol seria como ponta. Foi num jogo de Fluminense e Bangu pelo Campeonato Carioca. Só um ano depois, ele faria uma transmissão – a partida entre o Canto do Rio e Madureira, no Torneio Início de 1965. Ingressou na Globo recomendado por Celso Garcia, do bordão “garoto do placar...”

.o. Conhecera-o nos bastidores das rádios Metropolitana e Continental, com estúdios na Rua do Riachuelo, na Lapa. Celso integrava “Os Comandos” do Carlos Pallut, Ele, um iniciante. Ali, conhecera também o Haroldo de Andrade, recém-saído da Mauá, de quem se fizera colaborador. Zé Carlos atuava como locutor de comerciais.

.o. Nas funções de plantonista e ponta, ele ficaria por quase um ano recebendo apenas cachês. A efetivação na equipe, viria acontecer em decorrência do desligamento do repórter Pedro Paradela, um dos profissionais que acompanharam o Waldir Amaral, quando esse trocara a Continental pela emissora dos Marinho.

.o. A convivência do Garotinho com a Globo teve duas fases. De abril de 1964 a janeiro de 1977; de dezembro 1984 a maio de 2012. No intervalo, por sete anos, trabalhara na Rádio Nacional, projetando-se como líder de equipe. Promovera Washington Rodrigues a comentarista, até então destacado repórter no grupo do Waldir.

M E M Ó R I A
Foi o Apolinho (lembrar vale a pena), quem impulsionou o cognome Garotinho, embora a sugestão para que Zé Carlos adotasse a marca, partisse do Denis Menezes, parceiro nas reportagens. Para o jeito moderníssimo do narrador, estava embutida uma indireta a Waldir. Ou seja: “o Garotinho ligeiro, que transmite o jogo inteiro”.
Metropolitana e Continental integravam as Organizações Rubem Berardo. Zé Carlos esteve na empresa dos 15 aos 22 anos. Como grande parte dos contratados, ele passou muitas vezes sobrevivendo de vales. Somente o pessoal do esporte na casa recebia os vencimentos em dia. Foi locutor da Eldorado, antes de aterrissar na Globo.
Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o livro “Paixão pelo rádio”, depoimentos do Garotinho ao jornalista Rodrigo Taves.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Bordão que vira programa

“Boa, boa, boa!” Narrador esportivo do primeiro time do rádio, Edson Mauro é o condutor da mais nova atração da Globo – “Olha o gol!” – um de seus bordões que acaba de virar programa. A apresentação, às 8h da noite nos dias sem futebol, estreou em 1° de abril, terça-feira, parte de mais uma remexida que a emissora promoveu no seu esporte.

Nos estúdios, as participações de Luís Roberto, da Rede Globo e David Rangel. Este personificava o Negão da Chatuba e o portuga Manuel Joaquim. Com aquele, parodiando o “Domingo” da União da Ilha sobre a decisão do Campeonato Carioca em favor do Flamengo. Com o outro, ditando estranha receita culinária para os vascaínos.

Também nos estúdios, os trepidantes André Luiz, Camila Carelli e Marcos Vasconcelos, respectivamente setoristas do Botafogo, Fluminense e Vasco. Pelo telefone em trânsito para Guaiaquil (ia cobrir o Flamengo contra o Emelec na Libertadores), Cláudio Perrot, e o cantor Djavan, conterrâneo do Edson, seu afilhado musical no distante 1972.

Na rua, Gustavo Henrique movimentava o quadro “Fala torcedor”. Aproveitando o gancho do dia, ele quis saber de um peladeiro no Aterro do Flamengo qual jogador é a maior mentira do futebol. A resposta: “Serginho Chulapa”. Pediu um segundo nome, e veio a surpresa: “Zico”. Ironia de um botafoguense frustrado, naturalmente.
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UM NOVO BOTEQUIM
Em horário modificado, o “Botequim da Globo” com o Robson Aldir, ganhou um “sob nova direção” no título. Marcou ponto na estreia, com o grupo Fundo de Quintal. Transformado em extensão do “Samba amigo”, cartaz dos sábados, preenche uma lacuna, pois, não faz muito tempo, o gênero era raridade na programação da emissora. Agora, “Botequim” concorre com o “Vai dar samba” do Miro Ribeiro, na Manchete.

A HISTÓRIA REPETIDA
Caio Àlex, repórter da Tupi, revelava no “Francisco Barbosa”, segunda-feira, 7, que um ‘rapaz’ de 25 anos roubara um ônibus na Zona Oeste e pretendia vender o veículo para voltar à sua cidade natal, no Norte do país. No início dos anos 80 estávamos no jornal "O Dia" e testemunhamos caso parecido. O personagem,um menino de 12 anos. Depois de se apossar de um coletivo na Tijuca, terminou detido em São Cristóvão.
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T r i v i a i s
.o. Comentarista na Bradesco Esportes a partir de 2013, Wellington Campos voltou a narrar futebol.
.o. Áureo Ameno, 80 anos, reintegrado ao meio via-Transamérica, divide espaço com um BB... Monstro.

terça-feira, 1 de abril de 2014

O era uma vez charmoso

Perdeu o sentido locutores do rádio classificarem o Campeonato Carioca de “mais charmoso dos estaduais”. Quem ainda estiver insistindo na tese, esqueceu no banco de reservas o uniforme da seriedade. Não merece crédito. Analisemos os dados que seguem. Em quatro jogos em março e um em fevereiro, apenas 2.228 torcedores compareceram aos estádios.

O ‘maior’ público foi o de Flamengo x Bangu, em 16/3 – 608 pessoas, e o de menor – 308, de Botafogo x Nova Iguaçu, em 22/3. Nos demais, foram estes os registros: Audax x Botafogo (481); Botafogo x Bonsucesso (456); Bonsucesso x Flamengo (375). No Rio, como em outras metrópoles, os regionais estão parecendo futebol de várzea. Esgotamento do modelo.

“OLHA O GOL!”
Em mais uma alteração no seu esporte, a Globo entrega ao Edson Mauro o comando de novo programa --“Olha o gol”, baseado num de seus bordões. A apresentação será ao vivo, às 8 da noite, a partir desta terça-feira. O “Botequim...” com o Robson Aldir passa para às 10h, e o “Panorama esportivo” – que surgira em 1985 – limita-se a uma edição dominical.

“Olha o gol” terá como adversários em FM, o “Nossa área-2ª edição”, na Bradesco Esportes, com Wellington Campos, e em AM, o “Manchete esportiva”, na 760, com o Rodrigo Campos. Não será nenhuma surpresa (por motivos óbvios), se a Tupi vier a fazer troca semelhante, envolvendo o “Giro esportivo”, com o Wagner Menezes, e o programa do Luiz Ribeiro.
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TEATRO NOS ARES
Nacional e MEC retomaram, nesta segunda-feira, 31, a série “Contos do rádio”, lançada em abril de 2011, que tivera a duração de seis meses. O primeiro episódio, abordando o golpe militar, foi encenado às 9 da manhã. Os seguintes serão aos sábados, às 10h. A direção do radioteatro é de Lauro Góes, que substitui a atriz Marília Martins.

NÃO É O CARA
Um dos melhores programas de rádio nas tardes do Rio atualmente é o comandado por Mário Esteves, na Manchete. Ele ausentou-se nos últimos dias. Juninho Tititi responde pelo horário. Uma diferença abissal. Os apurados textos do Flávio Kede ficam sem brilho, esfumaçam. O programa despenca. Faz muita falta um bom folguista na casa.
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T r i v i a i s
.o. Promovida a diretora de jornalismo da Tupi, Ana Rodrigues não deixou a função de repórter.
.o. Ex-Manchete, ex-Tupi, Diana Rogers, agora na Globo, é a mais nova produtora da rádio.

terça-feira, 25 de março de 2014

Nossos comunicadores (4)

Nascido em Ponte Nova, Minas Gerais há 65 anos, Cirilo Reis queria ser um cantor popular. Jovem ainda, já estava consciente da voz que possuía. Mas, no quesito afinação, não ia lá muito bem. Despertou há tempo e, o rádio ganharia um dos melhores locutores em toda sua existência. Foi em Leopoldina, Minas, que Cirilo descobriu sua verdadeira vocação. Em 1971, começava na emissora local.

.o. No Rio, para onde se mudou em 1973, Carioca foi a sua primeira rádio. Ingressaria depois na Mundial e, dali, rumo a Nacional. Paralelamente à sua atuação nessa, integrou os quadros da Capital, Tupi e Manchete. No tempo em que os comerciais eram ao vivo, Cirilo formou uma das duplas de locutores do “Programa César de Alencar”. A figura do famoso animador de auditório teria influência decisiva na vida do Cirilo Reis. Foi ele quem sugeriu, em 1980, a criação de um programa para as noites dos sábados. (Era diretor artístico da emissora.)

.o. O programa em questão, “Musishow”, faria parte da grade da Nacional durante 31 anos. Em janeiro de 2005, passou a ser atração diária, nos fins de tarde – de segunda a quinta-feira, conservando as audições dos sábados, gravado. A partir de abril daquele ano, Cirilo virou personagem onipresente. Noticiarista na Tupi nas madrugadas nos dias comuns, apresentador do “Baú da Tupi”¹, de 22h a 24h, (horário do “Musishow”²), e do “Você é o show”, até às 2h.

.o. Voz oficial da Nacional, ele divide as funções com o Jair Lemos, de quem herdou o “Edifício A Noite”, em junho de 2011. Numa mexida recente, a emissora acrescentou ao programa a denominação “Cirilo Reis comunicando”. Ele ganhou, também, uma nova missão na casa -- âncora das jornadas esportivas. Uma outra atração sob o seu comando é o “Talento Nacional” , aos domingos, em horário alternativo. Fora da grade há dois anos, o “Musishow” foi reeditado no dia original, depois dos jogos de futebol, com apenas uma hora.

.o. Por duas vezes ele trabalhou na Manchete. Em 2000, com um programa de 13h às 16h, a que emprestava seu nome, posteriormente alterado para “Rio 760, tarde total”, em parceria com o Alexandre Ferreira. A segunda em 2006, pelas manhãs, nos primeiros meses da volta da emissora ao dial.

¹ Deixaria o programa (e a rádio) em julho de 2006.
² Folgava nas noites com transmissão de futebol.

M E M Ó R I A
Um marco na história do Cirilo na Rádio Nacional, “Musishow” era, também, o nome do programa com que o Paulo Giovanni começou carreira em Petrópolis, onde foi discotecário e chegou a fazer serviços gerais. Ao vir para o Rio, Giovanni estrearia na Tupi em dezembro de 1968, em plena véspera de Natal.
Atuaria dois anos na emissora do bairro da Saúde e, logo depois ingressava na Globo. O “Paulo Giovanni show” foi uma atração matinal de muito sucesso, ficando pouco mais de 20 anos em cartaz. Em abril de 1989 o comunicador se desligava do veículo, para se dedicar à sua agência de publicidade.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o Google