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segunda-feira, 16 de março de 2015

De ventania e temporais

NEM PRAÇA, NEM JARDIM
Os ventos andam soprando de um modo muito estranho no rumo das rádios Nacional (*) e MEC AM, há onze anos administradas pela EBC-Empresa Brasil de Comunicação. Entre quarta (11) e sexta (13), as duas tiveram sua programação alterada, tocando músicas direto, no estilo ‘vamos ouvir/você ouviu’.

A temperatura nos estúdios subiu em consequência de uma pane no sistema central do ar-condicionado, limitando as atividades nas rádios a um locutor e um operador. Na MEC, até os informativos foram cancelados, enquanto a Nacional manteve os seus, gerados da matriz, em Brasília, inserindo os do Rio.

De domingo de carnaval (15) a quinta (19) – há menos de um mês – elas ficaram fora do ar. A causa foi o temporal que caiu no estado e danificou a torre dos transmissores instalados em Itaoca, São Gonçalo. Só podiam ser sintonizadas na Internet, e aplicativos, pouco afeitos a seu público, da terceira idade.
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A MEMÓRIA VIVA
(*) Corria o ano de 2000, era setembro, mês em que a Nacional aniversaria. A Radiobrás, então sua gestora, e o Ministério das Comunicações chegaram a anunciar a venda da rádio – não concretizada. A justificativa: os prejuízos acumulados nos anos 80, que a colocava em 11º lugar entre as AMs.

Em maio de 2002, temendo que a rádio deixaria de existir, transformando-se em mera repetidora da Nacional do Planalto, funcionários foram às ruas em protesto. E abraçaram simbolicamente o tradicional prédio de Praça Mauá. Por liderar o movimento, Daysi Lúcidi foi punida. O seu programa suspenso.

A revitalização em 2004 tinha como finalidade eliminar as condições precárias em que a emissora se encontrava. O governo aplicou altos investimentos na construção de estúdios modernos. Pouco mudou o panorama. A rádio sairia do tradicional endereço, por questões ainda misteriosas. MEC também.
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VOLTA AO COMEÇO
O comunicador Beto Britto, que se tornara conhecido pelos ouvintes de rádio com o ‘Planeta Rei’, está de volta ao meio. Através da Metropolitana AM 1090, das mais antigas do Rio, um celeiro de valores (que parou no tempo), onde ele começou a carreira.

A reestréia ocorre nesta segunda (16), de 2h às 4h da tarde. Antes da Globo, (de 2005 a 2014) ele teve passagem pela Imprensa FM, rebatizada de Mix. Beto estava atuando on-line, pois montara uma rádio na web, desde que ‘puxaram o seu tapete’ na Glória.
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LINHA DIRETA
/o/ Após algumas reprises, ‘Palco MPB’, com Fernando Mansur, na MPB FM, retorna a seu ritmo normal. Nesta terça, às 22h, Mart’nália abre a série 2015.
/o/ Problemas nas cordas vocais afastaram Clóvis Monteiro semana passada, de seu programa na Tupi. Cristiano Santos, repórter (e folguista), assumiu.
/o/ João Carlos Carino é o novo condutor de ‘Epoca de ouro’, com o grupo homônimo, segundas, 5h da tarde pela Nacional. Reprise aos sábados, às 2h.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Na mudança do tempo

‘BOM DIA’ DE VOLTA
Quatro meses depois de ter seu espaço ampliado na Tupi, de semanal para diário, Haroldo de Andrade voltou a apresentar o “Bom dia”, uma atração que ele manteve a partir de 2008, e que herdara do pai, falecido há sete anos, na data em que se comemora o aniversário do Rio de Janeiro.
A crônica da volta – na segunda, 2 --, foi, a exemplo da de estreia (domingo, 3 de agosto), dedicada ao saudoso radialista, um paranaense de nascimento, porém, tão carioca quanto os valores originários de outras regiões, que adotaram a Cidade Maravilhosa como local de vida e trabalho.
No retorno à emissora (lá estivera entre junho de 1995 e dezembro de 1996), Haroldo de Andrade (Júnior) – assim a rádio o anunciava -- era requisitado para a função de folguista, ou curinga. Com a morte do pai, viera a missão de preservar a obra e nome dignificantes. Experiências, inúmeras.
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O DOMÍNIO
A briga pelo domínio do território em termos de preferência já descortina um novo panorama. Globo e Tupi são, naturalmente, as emissoras envolvidas, com a primeira apostando todas as suas fichas, na luta incessante pela reconquista do que fora perdido durante um malfadado projeto.
Nos festejos dos 450 anos de fundação do Rio, a emissora da Rua do Russel alcançou mais um ponto. Coube a ela, com exclusividade, a transmissão do show realizado na Quinta da Boa Vista, em que se apresentaram grandes nomes da música popular, assistidos por 40 mil pessoas.
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MISTÉRIOS I
Amauri Santos revelou um dia desses, no “Sintonia Rio”, que a Nacional voltará, em breve, para os estúdios da Praça Mauá. Revitalizada em 2004, funciona há dois anos no prédio da antiga TV-E, na Avenida Gomes Freire, para onde também se mudou a MEC. O acervo desta, na Praça da República, abandonado.
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MISTÉRIOS II
De comentarista ‘do momento’, Felipe Cardoso virou comentarista ‘da verdade’ na equipe liderada por Luiz Penido. A partir do Campeonato Estadual ele teve, estranhamente, uma espécie de promoção inversa. Foi efetivado no plantão das jornadas, rebatizado de “Central da Bola”, extensiva ao intervalo.
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LINHA DIRETA
/o/ Transamérica, do Garotinho, Gérson e Gilson, aumentou sua cobertura no esporte. Depois do “Galera gol”, com Bruno Azevedo, “Transnotícias”, às 7h das manhãs, com Rodrigo Gomes, é o novo lançamento.
/o/ Cirilo Reis, do “Musishow”, voz da Nacional, produz e comanda aos domingos, às 6h, “As músicas que marcaram”. No site da rádio (desatualizado), o crédito ainda é para Marco Antônio Monteiro, que se afastou.
/o/ Ao fim de dez anos atuando no Flamengo,o zagueiro Léo Moura se despede hoje.“Não é uma coisa que acontece todo dia” (sic), assegurava o repórter João Tenório, no programa “A tarde é nossa’, na Manchete.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Carnaval e patrocínio

O 13 DA BEIJA-FLOR
Campeã pela 13ª vez, oito das quais na era do Sambódromo, a Beija-Flor nunca teve um título tão contestado – pelo menos na chamada grande imprensa --, e, por tabela, classes bem informadas, leitores de jornais e revistas.
Os foliões comuns, dos milhares que apreciam a escola ou nela desfilam, pouco ligaram para esse negócio de patrocínio. Se originário dos cofres dos bicheiros e afins, se de um país estrangeiro democrático, ou ditatorial.
Política à parte. Como nos Fla-Flus para torcedores de futebol, Globo e Tupi foram, de novo, as rádios que mediram forças na cobertura, montando equipes bem estruturadas, em torno das evoluções na Marquês de Sapucaí.
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COMISSÃO DE FRENTE NO AR
Pela Tupi, entre outros, os apresentadores Luiz Ribeiro, Marcos Frederico e Ana Rodrigues, comentaristas Eugênio Leal, Luiz Fernando Reis, Luiz Carlos Magalhães e Fábio Fabato, os repórteres Marcus Vinícius e Rodrigo Coutinho.
No ‘bloco’ da Globo, David Rangel, Alexandre Ferreira e Robson Aldir (apresentadores), Cláudio Vieira e Cadu Viviani (comentaristas), Guilherme Alves, Evelyn Moraes, Gustavo Henrique, Elisângela Salarolli(*) e Zeca Marques (repórteres).
Terceira no ranking (fala de “carnaval o ano inteiro’), a Manchete. Além do apresentador Ciro Neves, destaques para os comentaristas Sérgio Professor e Juninho Tititi, atuações dos repórteres Marcelo Patrício e Bárbara Campelo.
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QUEM TE VIU, E AINDA OUVE
E, a Nacional, hein – indagaria saudoso colunista? Cobriu os desfiles do Grupo A, sexta e sábado, com apresentação do Jorge Ramos, comentários do Rubem Confetti (uma enciclopédia do samba) e do Thiago Alves, novato no campo.
A Nacional e MEC AM, da EBC-Empresa Brasil de Comunicação, ficaram fora do ar de domingo a quinta. Seu público (pessoas idosas), foi obrigado a procurar outros prefixos, pois, em geral, não têm acesso a Internet, único meio de ouvi-las.
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LINHA DIRETA
/o/ Diretores da Nacional e MEC explicavam que o temporal danificara a torre de transmissão instalada no município de São Gonçalo.
/o/ Que falta de sorte. ‘Tá’ feia a coisa por lá. A Manchete, que dispõe do mesmo equipamento naquela cidade, não sofreu baixas.
/o/ “Comando geral, uma loucura de carnaval”, foi interessante sacada na Globo. E Ana Paula Portuguesa se fez figura onipresente.
/o/ Sábado à tarde, por exemplo, participava do horário reservado ao Roberto Canázio, emendando no posterior, com o Rafael Marques.
/o/ No especial de domingo de manhã, Edson Mauro assumira o posto. Quem estava comentando carnaval e cositas de celebridades?
/o/ A Ana Paula Portuguesa, com certeza. Mais popular que a Juju (da novela), ou seja, rainha da bateria da ‘Unidos de Santa Teresa’...

(•) Estranhíssimo o registro de voz dessa moça. Não seria aprovada para locutora de supermercado, daqueles que, exaustivamente anunciam na televisão. Mas, ganha de dez a zero de uma certa senhora que faz comercial de energético, na emissora do Sílvio Santos.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

E tudo acaba em samba

‘A FESTA DA RAÇA’
Martinho da Vila faz aniversario nesta quinta (12), e comemora com um show no Teatro Bradesco, na Barra. Está completando sete-ponto-sete (77), segundo revelou ao Robson Aldir, no “Botequim da Globo”, segunda (9).

Animado com o samba enredo da Vila Isabel este ano, Martinho manifestou a esperança de, com a vitória – quem sabe, algo que lembre “Kizomba, a festa da raça”¹ --- esticar a comemoração até a Quarta-feira de Cinzas.

Robson, uma figuraça de comunicador na mais popular das emissoras de rádio do Rio, não economizou nos elogios ao sambista e compositor, como habitualmente ocorre ao se defrontar com outros de seus convidados.

Em dado momento no repertório de cortesia, disse ao Martinho: “Tenho certeza que tudo vai dar certo” (sic), depois de antecipar os seus parabéns pela data. Ele afirmava que, iria repetir isso pelos dias seguintes.
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VOZES DA FOLIA
Titular do “Armazém cultural”, na MEC AM, Thiago Alves participa do novo quadro de “Todas as vozes”, do Marcus Aurélio. Leva ao público, o que acontece nos bastidores das escolas de samba.

Thiago está, inclusive, escalado para a equipe das emissoras da EBC, na cobertura dos desfiles na Marquês Sapucaí. Novato, formará com o veterano Adelzon Alves, a dupla de comentaristas.
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DE ALTO NÍVEL
Uma boa novidade no “Show da manhã” nesse começo de ano, foi o lançamento de “Redação em ação”. A chefe de jornalismo e ainda repórter Ana Rodrigues, mobiliza a equipe, ali pelas 8h30. Um panorama de alto nível, do que acontece no Rio e adjacências.
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ESPECIALÍSSIMA
Embora seja um programa esportivo, “Arena Transamérica”, com Gilson Ricardo e Áureo Ameno tem a participação especialíssima da agente Marisa Três, da Polícia Rodoviária Federal. Ela fala de erros comuns nas estradas, e explica, em linguagem fácil, como evitá-los.
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LINHA DIRETA
/o/ Produtora da Nacional, Fátima Bonfim agora é também apresentadora, às 6h das manhãs, do “Repórter Rio”.
/o/ Miro Ribeiro pilota, e Miguel Ângelo produz, na Manchete, “Construindo o sucesso”, aos domingos, às 11h.
/o/ O “Super debates” da Tupi, que era ao vivo com Haroldo Jr., passou a ser editado com o Francisco Barbosa.
/o/ Na MPB FM, Valéria Marques comanda aos sábados e domingos, do meio-dia às 2h, o “Samba social clube”.
¹ O samba enredo de Luiz Carlos da Vila, Rodolpho e Jonas, deu o primeiro título a azul-e-branco em 1988.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O tempo passa... e voa

DE ‘PATRULHA’ E CIA.
Diz um velho provérbio, de era risonha e franca, que, ‘antiguidade também é posto’. Em se tratando de programas de rádio nas estações cariocas, um dos mais longevos é o (a) “Patrulha da cidade”, na Tupi. Completou, no começo deste mês, que já termina (como o tempo passa?...), 55 anos.

Criação do Affonso Soares (1925/2007), mas idealizado por Oduvaldo Cozzi (1915/1978), então diretor-artístico – um dos renomados locutores esportivos do país -- a “Patrulha...” é sucesso desde sua existência.
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TURMA AFINADA
Quando o programa surgiu, eram apresentadores o próprio Affonso (também produtor) e Samuel Corrêa. Ao longo das etapas, ocuparam o horário – meio-dia --, os locutores Oliveira Filho, Paulo Lopes, Cévio Cordeiro e Juarez Getirana. Há 14 anos na condução da “Patrulha...”, após a morte de Gegê, em 2000, Coelho Lima incorporou-se à equipe, em 1987, como ator e redator.

Nos primórdios, o programa concentrava o noticiário no trabalho dos repórteres. Pouco depois, numa de suas modificações, passou a utilizar atores, teatralizando as cenas do cotidiano. Dali em diante investia numa linguagem despojada, puxando para o humorismo. Do elenco de intérpretes, que o sustenta, Nelson Batinga foi o de maior projeção.
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O MUNDO, A BOLA
Sem nenhuma comparação com a “Patrulha...” em termos de audiência, é o “No mundo da bola”, nas ondas da Nacional. Uma vinheta ainda lembra que o programa existe “desde os tempos de Antônio Cordeiro”. Proclamado cronista-speaker, um inovador. No distante setembro de 1945, lançava o programa nos fins de tarde. A EBC deixando, vai para 70 anos.

Titular de esportes da velha emissora, Carlos Borges comanda a atração há pelo menos 20 anos, nos últimos dois, a partir das 8h da noite. “No mundo...” enfileirou entre muitos comandantes, Washington Rodrigues, o Apolinho e, precedendo o ‘voz cristalina’, nada menos que Luiz Penido.
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ORAÇÃO E OUTROS
Na série, um segundo cartaz da Tupi -- a “Oração da Ave-Maria”, que o Júlio Louzada apresentava até 1993. Mantém-se há pouco mais de seis décadas e meia, isto é, 66 anos. Em certa ocasião, era transmitido em cadeia com a Tamoio, do mesmo grupo. Com a morte de Louzada, assumiu o Padre Lemos, religioso de Niterói. Por fim, narrativa de auto-denominado romeiro...

A outrora gloriosa Nacional volta a ser listada ‘neste cenário de real valor’. As cores de sua bandeira, são defendidas por uma atriz de trajetória histórica. Em plena atividade no rádio (e na TV), a veneranda Daysi Lúcidi alcançou, com o seu “Alô Daysi, a significativa marca de 40 anos, em 2014.

E, bem abaixo no quesito longevidade, figura o Antônio Carlos, setentão no registro, jovial pelo privilégio da voz. O seu show (um tempão carente de reformas) está na Globo há 28 anos, ‘acordando o Brasil pra escutar’, mas transmitido apenas para o Rio. Meras contingências do mercado.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

No balanço das ondas...

A PRIMEIRA PÁGINA
Passadas as comemorações do réveillon, a vida de um país (do Brasil, particularmente), deveria se normalizar em janeiro – espécie de primeira página do calendário. Afinal, como se costuma dizer nessas ocasiões: Ano novo, vida nova. Mas, não é assim que a banda toca.

‘O importante é ser fevereiro/e ter carnaval...’ Com a folia a partir do dia 15, atividades regulares, naturalmente, só após a Quarta-feira de Cinzas. Quem, de poucas letras, poderia explicar o real significado dessas ‘cinzas’? Provenientes dos ‘fogosos’ dias de Momo?
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UM SHOW MAIOR
Não ouvi, porém fiquei sabendo que foi um show maior o réveillon da Globo em Copacabana, Baixada e outros pontos do Rio. No “Manhã...”, quinta (1°), Roberto Canázio contava os detalhes.

Corporativismo à parte, Canázio destacava o trabalho dos colegas. E, lembrava de uma cobertura pela Manchete, onde atuou vinte anos, tendo o Jorge Luiz por companheiro, e o Jota Abud.
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SANTOS DE FORA
As historinhas sobre a vida dos santos, que abriam a segunda hora de “A tarde é nossa”, do Sílvio Samper, na Manchete, foram suspensas. No lugar, desde o começo do ano, assuntos diversos, ilustrados com músicas. Piscinão de Ramos o primeiro, e samba do Dicró, morto em 2012.

A Manchete suspendeu, também, sua programação da madrugada. Vozes dos bastidores asseguram que se deveu a baixíssimos índices de audiência. (Não está longe de outras adotarem a medida.)
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FOGO NA BALSA
O incêndio numa balsa que carregava fogos de artifício, foi um ’prato cheio’ para “Seu Manuel Tamancas” no programa do Haroldo de Andrade.

Luizinho Campos, no irreverente 'portuga', teve, naquela manhã, outro motivo para suas ironias -- o ‘artista’ (preso), que pintou de rosa um tanque de guerra no Museu do Exército, no Patronato, em São Gonçalo.
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MUDAR PRA QUÊ?
Fã do Maurício Menezes e a ‘tropa do riso’, uma ouvinte (dessas que nunca mudam de rádio) sugeriu, dia 1°, a troca de nome do vesperal. “Hierarquia da alegria” – ela propôs, entusiasmada.

"Alegria 'do' meio-dia", seria o correto, em vez de 'ao'. (Muito difícil padre -- ou madre -- 'ensinar' missa a cardeais.)
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LINHA DIRETA
/o/ “Patrulha da cidade” completou 55 anos, na sexta-feira (2). Sem o Coelho Lima, sem ‘o escada’ Garcia Duarte. Do Mário Belisário, a apresentação.
/o/ Zeca Marques, do esporte, é novo curinga da Globo. Faz o “David da tarde”, nas férias do titular, que volta dia 26. O “Farofa...”, com o Mário Esteves.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Bons momentos, e maus II

A atriz Simone Molina, do longevo “Patrulha da cidade” passou, este ano, a integrar a mesa de comentaristas do “Show da manhã”. Um bom momento para o programa, embora numa função similar a de Juçara Carioca (a Juju) na concorrente. Miguel Marques, o “La Matraca”, piorada cópia do falecido Jorge Nunes.

De acordo com recente boletim do Ibope, o programa do Clóvis Monteiro ainda leva desvantagem para o “Show do Antônio Carlos”, que há vinte anos mantém os mesmos quadros. Os executivos que assumiram em 2012 falam muito em renovação na rádio. Mas, continuam ‘imexíveis’ as grandes atrações do comunicador.
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NO QUINTAL E NA PRAIA
O bordão ‘Vamos juntos’, que a Globo adotou a partir dos 70 anos, completados em dois de dezembro, substituiu o ‘Bota amizade, nisso’. Este, criado pela gestão anterior, teve pequena duração, comparando-se a outros na história da rádio. Como pretendem comemorar o aniversário com diversos eventos ao longo de 2015, acredita-se que a grade venha sofrer determinados ajustes.

Na proximidade do verão, começou circular a vinheta ‘O Rio é a nossa praia’, na cola de ‘O Rio é o nosso quintal’, que a ‘outra’ vinha rodando. Propício para citarmos o Velho Chacrinha, interpretado pelo ator Stepan Nercessian num musical no Teatro João Caetano. Parodiando um poeta e cantor: “Caminhando contra o vento/Sem lenço e sem documento/No sol de quase ‘janeiro’/’Nós vamos’...”
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DE GANHAR E MEXER
Em time que está ganhando, não se mexe – é recorrente nos meios esportivos. As naturais exceções apontam para o alto comando da Tupi, em sua cômoda posição. Em termos de mudança, no período, registrou-se apenas, a do Haroldo de Andrade Jr, para apresentação diária, em detrimento do Francisco Barbosa.

Uma boa para o Haroldinho, que há seis anos trabalhava como ‘um curinga de luxo’, além de fazer os domingos. Uma ruim para o Barbosão, restrito a um programa semanal e gravações de comerciais de conhecido supermercado. Ele é melhor que dois titulares absolutos da casa, ‘imexíveis’, no conceito dos cardeais.
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UM LARGA, OUTRO PEGA
Voltando a ‘vaca fria’, no dizer dos antigos. Em maio, na (re) mexida na grade, a Globo reduziu o espaço do Roberto Canázio, em benefício do “Alegria ao meio-dia’. Caíram o ‘Debates populares’ e a palavra ‘opinião’, inserida na abertura do “Manhã...”, que exaltava o destemor e a coragem do popular apresentador.

Pouco depois, a expressão era aproveitada do lado de lá. Como assinatura do Clóvis Monteiro em a “Crônica da cidade”, feita com base nas reclamações de ouvintes. Ele sentencia: “Eu não sou o dono da verdade. Mas, pelo sim, pelo não, essa é a minha opinião”. (Chacrinha, e suas máximas, estão redivivos.)
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LINHA DIRETA
Daysi Lúcidi, honra e glória da Rádio Nacional, comemorou 40 anos do “Alô Daysi”, pioneiro em prestação de serviços.
Adelzon Alves, ‘o amigo da madrugada’, convidado para comentar na Globo, os desfiles de carnaval em fevereiro próximo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Momentos bons, e maus I

A volta do Marcus Aurélio foi, sem dúvida, um dos bons momentos do rádio este ano. Aconteceu em maio. “Todas as vozes – a intolerância zero”, na MEC AM, de 7h às 10h, de 2ª a 6ª, uma demonstração de que, nas chamadas emissoras públicas se pode fazer um trabalho de interesse geral, independente da escolaridade do ouvinte.

O retorno dele, depois de dois anos ausente (foi comunicador e executivo na Globo), coincidiu com a reestreia, naquela, do Mário Esteves, que desde 2008 animava as tardes na Manchete. Se lhe dessem um horário solo, como no caso do David Rangel, efetivado após um ano do retorno, seria uma iniciativa com melhor aproveitamento.
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O RISO DESFOCADO
O “Alegria ao meio-dia”, em que o Maurício Menezes, Hélio Jr. e Sérgio Ricardo formam a ‘Tropa do riso’, deixa o Mário um tanto ou quanto deslocado. E, pensando bem, o título do programa nos faz lembrar um bordão do saudoso Chacrinha – “eu vim para confundir, não para explicar”. Qual o propósito? ‘Brigar’ com a “Patrulha...”

Sem chorumela (mais antigo que andar pra frente). O “Alegria...”, pelo que observamos, é uma versão diária do “Plantão de notícias”, apresentado nas noites dos sábados por Maurício Menezes, com seus ‘amigos fiéis, irmãos camaradas’. O “Botequim da Globo” e o “Samba amigo”, com Robson Aldir, outro equívoco. "Dois em um".

Muito bom, também, o ressurgimento do Sílvio Samper que, depois da Copa, acertou seu ingresso na Manchete. Samper, que brilhara por 18 anos na Tupi (de 3h às 6h) e ficou um ano fora do ar, é um belo reforço para a rádio do Miguel Nasseh, no comando de “A tarde é nossa”, justamente no horário vago com a saída do Esteves.
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RENOVAR É PRECISO
Antes e depois da missa dos 70 anos da Globo, executivos relacionaram as novidades no decorrer de 2014. Chamar “Acorda Rio” (com o Jorge Luiz) de renovação é uma grande piada, de fazer gargalhar o Jorge Bacarin. Ele tinha um igualzinho na Manchete, no espaço que fora cedido ao ‘menino passarinho’ Luiz Vieira, de 6h às 8h.

O “Madrugada e Cia” não tem nada especial, a não ser a embalagem, um título criativo. Seu lançamento foi para desintegrar o “Planeta Rei” -- uma troca de ‘seis por meia dúzia', como se diz no esporte. Sem mais realismo que o ‘Rei’, puxada no tapete do Beto Britto, experiência vivida pela maioria dos há pouco reintegrados à casa.
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A MEMÓRIA FALHA
Os telefones da Nacional mudaram e, ainda não os colocaram no site. No “Tarde Nacional”, de 3h às 5h, desta quarta-feira (17), depois de anunciar a hora, a Luciana Vale atrapalhou-se toda para declinar os números. Disse os dois iniciais e, depois, textualmente: “Ih, não é esse. Esqueci... a memória me traiu”.

Episódio parecidíssimo ocorreu com o Eládio Sandoval, na Cidade FM, em pleno auge. Num momento que ia ler uma notícia, consultara o relógio para logo informar a hora. Descuidara-se e, o papel rolou pelo tapete. Com aquela descontração conhecida, mandou: “Ih, o papel caiu no chão!” Risos gerais.

Quantos teriam percebido o ‘sufoco’ da comunicadora e jornalista da tradicional emissora? Quem se der ao trabalho de uma pesquisa no Ibope e outros organismos que medem a audiência do AM no Rio, vai descobrir que a Nacional, outrora um baluarte na radiofonia, soma muito mais traços que pontos.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Globo 70, a retomada II

Durou 1 hora e meia, na Catedral Metropolitana, a missa dos 70 anos de fundação da Rádio Globo. Pela 1ª vez na história da emissora, a solenidade teve transmissão direta, celebrada pelo arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta e co-celebrada pelo padre Marcelo Rossi.

Os cantores Agnaldo Timóteo, Jerri Adriani e Elymar Santos participaram efetivamente das comemorações, presenciadas por um grande público, funcionários da rádio, autoridades e convidados.
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MEIO E MENSAGEM
O texto de mensagem do grupo, ganhou leitura do Roberto Canázio. Assinalava que “a rádio foi o 1º veículo que Roberto Marinho criou, dois anos depois de assumir o jornal ‘O Globo’, devido a morte do pai”
Lembrava que diversos profissionais do jornal brilharam na rádio, dali surgindo “O Globo no ar”, até hoje em cartaz. “Quando a rádio foi fundada – destacou – a televisão não era sequer um sonho”.

A mensagem da empresa, transmitida pelo comunicador, dizia ainda: “Reverenciamos, neste momento de festa, a memória daqueles colaboradores e ouvintes que não estão mais entre nós”.
As comemorações pelo aniversário vão se estender com uma série de eventos no decorrer de 2015 – informam os executivos da emissora. Estão previstas, segundo eles, mais novidades na programação.
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FREQUÊNCIAS USADAS
Sob o prefixo PRE-3, a rádio operava em 1180 Mkz, que seria ocupada pela Eldorado. Ela passaria para os 1220, que pertencia à Mayrink Veiga, fechada pelo governo militar em meados de 1964.

Nos 40 anos de sucesso, desfilaram por seus microfones figuras estelares do meio. Mário Luiz, Raul Brunini, Luiz de Carvalho, Sagramor de Scuvero, Haroldo de Andrade, Paulo Moreno, Waldir Vieira, Luciano e Adelzon Alves, Roberto Figueiredo, Paulo Giovanni¹, Antônio Carlos² etc.

O setor esportivo, um dos pilares, reuniu ao longo dos anos valores da categoria do Waldir Amaral, Luiz Mendes, Jorge Curi, João Saldanha, Celso Garcia, Affonso Soares, Àureo Ameno³ e outros.
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OS XIS DA HISTÓRIA
¹ Após breve passagem pela Tupi, um dos destaques na rádio durante 20 anos. Desligou-se em abril de 1989, para se dedicar à sua agência de publicidade. Radicado em São Paulo, foi entrevistado por Canázio nesse dia.
² Na rádio desde janeiro de 1987, é o único remanescente daquele elenco. Também esteve na Tupi, e Aldenora Santos já era sua produtora. Quando se mudou, Luciano Alves e Roberto Figueiredo foram para a outra.
³ Repórter na equipe de Doalcei Camargo, que antecedeu o Waldir Amaral, produtor do Haroldão. Aos 81 de idade, depois de um tempo ausente, está com o Garotinho na Transamérica FM, "pedrinha na chuteira global”.


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Globo 70, a retomada I

Missa no Outeiro da Glória a cada 2 de dezembro, pelo aniversário de fundação da Rádio Globo, tornou-se tradicional para artistas, funcionários e técnicos da emissora. A dos 70 anos agora festejados, na Catedral Metropolitana, têm peso maior. A retomada dos índices de audiência, uma hegemonia que perdurou por quatro décadas, seu principal objetivo.

Com a adoção do projeto “Globo Brasil”, a partir de 2002, a rádio dos Marinho pretendia alcançar o mercado nacional, fazendo programação em rede. Se a empresa foi bem financeiramente, no campo da preferência do ouvinte, acabou perdendo terreno, proporcionando à sua concorrente direta a conquista do espaço. O Rio por meta, foi o começo da reação.

A mudança de executivos, acrescida do retorno de profissionais que haviam migrado para o lado de lá, ou para outra alternativa, parte dos planos. Não se precisa pensar muito para perceber a estratégia. Em maio de 2012, a Globo promovia a saída do grupo de José Carlos Araújo, e levava para o lugar, o Luiz Penido, privilegiado pelo Ibope na grande rival, a Tupi.

Voltaram para a casa, para desempenhar missões específicas, o Maurício Menezes, David Rangel, Sérgio Ricardo e, por último, o Mário Esteves. E, com eles (das inúmeras ao longo de dois anos), uma nova reformulação na grade, observada em dias comuns do horário vespertino. A troca do “Planeta Rei” pelo “Madrugada e Cia”, outra medida com a mesma finalidade.
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BOTEQUIM ESVAZIADO
Jogos da Copa do Brasil nas terças, do Campeonato Brasileiro nas quartas. Nas quintas, a 3ª temporada do “The Voice”. Com isso, o “Botequim...”, sob nova direção, tornou-se um programa descartável.
Por causa dele, a emissora não separa as freqüências, como faz nos jogos de horários coincidentes nos fins de semana. A novidade no The Voice”, quinta passada, foi a parceria do Alexandre Ferreira com o Paulo Beto (hoje integrando a Radiobeat), em substituição ao Zeca Marques.
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AINDA NÃO ESTOUROU
Ellen Oléria (você se lembra?) não estourou no Norte nem no Nordeste. Vencedora da 1ª edição daquele concurso, está com um novo disco na praça – o segundo. A propósito do lançamento, foi entrevistada por Thiago Alves, no “Armazém cultural”, na MEC AM, às 3h da tarde.
Na conversa, reproduzida no Dia da Consciência Negra (20), a cantora falou dos seus projetos e do tempo que vem buscando o estrelato. Citou Milton Nascimento e Djavan entre os seus ídolos e influências musicais, acrescentando que o repertório do recente trabalho é metade autoral.
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DERRAPAGEM 1
Abrindo seu programa dia 27 na Tupi, Fernando Sérgio reportava-se ao vidente Jucelino da Luz, caso do avião que cairia na Avenida Paulista. Ele fechava dizendo: “...previsto com antecipação” (sic).

DERRAPAGEM 2
A nova diretoria do Vasco não manterá Joel Santana. O próximo técnico vai ganhar muito menos – discutia-se à tarde no “Globo esportivo”. Dé Aranha explicava: “Os salários é (sic) cem mil reais”.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

O era uma vez da 98 FM

Assim como da costela de Adão nasceu Eva – reza uma lenda na história antiga --, da Eldorado, parte do Sistema Globo de Rádio, nasceria a 98 FM, durante nove anos consecutivos líder absoluta de audiência, “menina dos olhos” dos diretores. O slogan proclamava a sua condição: ‘Você liga... é só sucesso’.

Criada em 1978 no lugar da Eldo Pop, que funcionaria por poucos anos, a emissora teve entre seus primeiros comunicadores, Heleno Rotay e Mário Esteves, em início de carreira. Pioneiro dos disc-jockeys e legenda no rádio dedicado ao público jovem, Big Boy (Mundial), foi programador da 98 FM.
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REFERÊNCIA
Idealizado pelo apresentador Robson Castro, e lançado em 1981, o “Good times” se tornaria a maior referência de programas da rádio. Diariamente no ar das dez da noite às duas da madrugada, era especializado em flashbaks, abordando temas das décadas de 50 e 60. Acabaria no limiar de 2008.

Naquela ocasião, o Fernando Borges pilotava o horário, implementando ao cartaz um estilo próprio, bem mais coloquial. Como num poema de Vinícius de Moraes, “foi bom enquanto durou”. Sua extinção frustraria o público. O desligamento do Borges, por sua vez, se daria de forma traumática.
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A PERDA
Com a investida de outras emissoras na exploração do modelo, a posição da 98 começava a balançar. Uma que mais incomodaria a então líder, seria a 105, em cujo elenco, entre outros, estavam Fernando Mansur, Oduvaldo Silva, e o ‘oriundi’ Robson Castro com “Yesterday”, um similar do “Good times”.

Nos últimos dez anos, a 98 foi desbancada pela FM O Dia e, há seis, sofrera uma total reforma na programação, mudando inclusive, sua nomenclatura. Chamada Beat98, passava a priorizar os gêneros populares – funk, axé e o pagode ‘água com açúcar’ – ritmos do gosto de determinadas correntes.
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O IMPASSE
A partir zero hora deste dia (18) os 98,1 ficam sendo utilizados pela Globo devido a um impasse na negociação do empréstimo dos 89,5 com um grupo paulista. A Beat98 transfere-se para a Web com o nome de Radiobeat, e repete a situação ocorrida com os 92,5, (Globo FM original), hoje CBN.

Detentores de informação privilegiada sobre o fim da emissora no segmento, alguns de seus contratados migraram para outros prefixos, outras mídias. Entre eles, o Vam Damme (que acertou com a Cidade), a Gláucia Araújo (que incluiu a Mix na sua roda vida), o Tino Jr. (Rede Record) e o DJ Marlboro.

LINHA DIRETA
// Irrepreensíveis as atuações do Maurício Menezes, Hélio Jr. e Sérgio Ricardo, no “Plantão de notícias”, na Globo, dia de Todos os Santos.
// Tem sido muito boas as entrevistas do Sílvio Samper com autoridades em saúde, no “A tarde é nossa”, nova atração da Manchete.
// Debates de alto nível, uma tônica do “Programa Luiz Ribeiro”, garantem na Tupi, melhores índices de audiência nas noites sem futebol.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Nossos comunicadores (10)

HAROLDO DE ANDRADE JR.
No tradicional horário em que o pai brilhara pouco mais de quatro décadas na Rádio Globo – um ícone no segmento, conforme se diz modernamente --, Haroldo de Andrade Jr., carioca, 60 anos, passou recentemente a fazer o dia a dia da Tupi, para a qual tinha sido convocado em 2008, com a missão de cobrir férias de colegas, atuando como um real curinga de luxo.

.o. Em julho daquele ano, ele (re)começava na casa, onde estivera anteriormente. No mês seguinte e, durante seis anos, trilhava os passos do mestre com um programa dominical. O horário? De 9h ao meio-dia. Notícias, entrevistas, quadros novos (“Lua de mel, lua de fel”, “Bíblia de A a Z”) e, principalmente a crônica “Bom dia”, marca histórica registrada pelo patrono.
.o. Enganaram-se aqueles que, apressadamente, acreditaram ser o material aproveitado do programa antigo, normalmente produzido por Hélio Thys e, às vezes, pelo Áureo Ameno ou Wilson Silva, efetivos colaboradores do Haroldão. A série de crônicas, na mesma tessitura, deixava essa impressão no ar. Não apenas para os leigos, mas igualmente para os estudiosos.
.o. ‘Haroldo de Andrade Jr. – garante o jornalista Pedro do Couto, componente do “Debates populares” em fases distintas – é um escritor de raríssima sensibilidade (...) com capacidade de contar emocionantes histórias que narram uma vida inteira.’ Corroboramos as palavras do Pedro (também escritor). São essas histórias que formam o conteúdo do livro “Bom dia, pai”.
.o. Em 5 de junho de 1995, uma segunda-feira, Haroldo Jr. estreava na Tupi. Sua contratação, com direito à campanha promocional, seria a primeira do Mário Luiz (1925/2009), requisitado pelo condomínio associado para tirar a emissora de uma incômoda vice-liderança. O horário a ele reservado, pertencera a Cidinha Campos por nada menos que onze anos seguidos.
.o. A “Super manhã” ganhava em dinamismo e criatividade, embora conservasse a mesma estrutura do outro – do pai, “um companheiro, não um concorrente”, como ele declarava na audição de estreia, dedicada ao irmão Celso Roberto, (também radialista) falecido em 1991. Além dos debates, atrações bem elaboradas, destacando-se, “Direitos da mulher”, “Filosofia da vida” e “Na boca do povo”.
.o. De produtor do programa do mestre, onde começara como assistente, Haroldo Jr. dava um salto na carreira. Entre os anos de 1989 e 1991, ele era titular de “Um novo dia”, de 3h às 5h da manhã. A promoção foi iniciativa do diretor Paulo Cesar Ferreira, que se entusiasmara ao vê-lo em plena atividade redigindo textos. No intervalo, uma rádio de Macaé, que atraíra outros profissionais do Rio.
.o. Na volta ao SGR, reintegrava-se à equipe em que dera os primeiros passos, com eventuais participações na CBN, então uma coqueluche da empresa. Fazia ainda, os fins de semana na principal, que freqüentava desde menino. Em maio de 1991, com a chancela da agencia do patrono, alugara horário na Rádio Carioca. Era um programa pequeno, com o seu nome, apresentado de 4h às 5h da tarde.

M E M Ó R I A
Domingo, 3 de agosto de 2008. Cinco meses e dois dias após a morte do consagrado radialista, o que ele criara voltava a ser apresentado pelo filho. Na crônica de estreia, o tema focalizava a expressão “em nome do pai”.
Inaugurada em 7 de novembro de 2005, a Rádio Haroldo de Andrade ficaria no ar não mais que dois anos e meio, morrendo com o seu idealizador. Haroldinho e Wilson (seu irmão) transferiram o passivo para o grupo Canção Nova.

Fontes: Emissoras, acervo pessoal e o recém publicado livro do radialista.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Tupi, ascensão e queda

Três meses depois de comandar as manhãs da Tupi na ausência de Francisco Barbosa, que se candidatara a uma vaga na Câmara dos Deputados, Haroldo de Andrade Jr. foi efetivado no horário de 9 ao meio-dia, de 2ª a sábado. Dupla perda para o titular. Não se elegeu e ficou sem o espaço diário na emissora.
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A promoção do Haroldinho, até aquele momento um curinga de luxo, deveu-se aos bons índices conquistados como substituto do seu companheiro. Barbosa foi transferido para o domingo, lugar em que Haroldo Jr. tinha programa próprio. Reassumiu atividades no Dia da Criança e de Nossa Senhora Aparecida.

Originários da Globo, eles trabalham pela segunda vez na mesma emissora. A primeira passagem de Haroldinho ocorreu em 1995, levado por Mário Luiz, idealizador da vitoriosa programação da concorrente. Fora convocado para fazer o “Super manhã”, no mesmo horário do pai, de quem era assistente de produção.

Quinze anos depois de atuar na emissora dos Marinho, Barbosa foi parar na Tupi em 2001. Cumpriria curta temporada, desligando-se em setembro. Voltava em outubro de 2006 para o posto do Roberto Canázio, contratado pela emissora em que estivera. Haroldinho, que saíra em 1996, retornava em agosto de 2008.
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O dominical com Barbosa tem como novidades “Papos da manhã” e “Em família”, além de uma edição extra do “Super debates”, principal do programa diário. Na estreia, participação da atriz e bailarina Nina Rosa, esposa do comunicador. Novos componentes, o economista Fábio Guimarães e publicitária Suzana Leal.
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VOZES DAS NOTÍCIAS
Último das grandes vozes de noticiaristas da Globo, Luiz Nascimento deixava a emissora no final do mês passado. Na rádio da Glória ele já completara dez anos, sendo sua segunda convivência na casa, igual número da Tupi, proveniente do FM. Antes, trabalhara na antiga JB AM. Como locutor de notícias, iniciara-se cobrindo férias do Alberto Curi, de quem era admirador.

Do nível dele em épocas distintas, foram destaques na Globo, Guilherme de Souza, José Mangia, Isaac Zaltman e Carlos Bianchini. Da mesma linhagem em tempos remotos, Eliakim Araújo e Glauco Fassheber (também na JB), além do Kléber Moura (Nacional),entre outros. Grandes vozes a serviço das notícias na era contemporânea, são o Divaldo Silva e Jair Chevalier (Tupi), Paulo Vasconcellos (MEC FM), Ênio Paes (Manchete) e o Laerte Vieira (CBN).
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LINHA DIRETA
// ‘Boa, boa, boa’ – como diria o Edson Mauro, a atuação do Renan Moura, ex-Tupi, recém-contratado para o esporte da Globo.
// Antes dele, este ano, integrou-se à equipe do Luiz Penido, o Marcos Vasconcellos, de uma nova geração de valores.
// Em contraponto, as dispensas do Fábio Azevedo e André Marques. Qual será o próximo ‘da outra’ a incorporar-se ao grupo?

terça-feira, 7 de outubro de 2014

De triviais na Primavera

Manhã de domingo, 28 de setembro.
Sexto dia da Primavera, a decantada estação.
Rádio ligado no AM 1220, atento na prosa do Jorge Luiz.
Algumas saudações, e ele anuncia a edição das 8h de “O Globo no ar”.
O noticiarista Luiz Nascimento* informava, entre outras coisas, sobre o sistema de visitas ao Forte do Leme. No fecho da matéria:
“...o forte foi palco de importantes fatos históricos da história (sic) do país”.
Não fora,certamente, derrapagem do locutor. Um redator distraído (sonolento, talvez -- ou seria estagiário?), teria preparado o boletim.
E, o Nascimento, de indiscutível categoria, embarcou.
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REMINISCÊNCIAS
“Domingo na Globo” é um programa bastante rodado na emissora. Faz parte da grade há bem mais de 20 anos. O seu lançamento se deu ainda no tempo do pranteado Antônio Luiz (1947-2001), que também comandava um similar na véspera, à noite, ou seja, “Sábado na Globo”.
Diversos apresentadores, ao longo desses anos, passaram pelos dois. Alguns nomes em nossa lembrança: Haroldo Júnior, o saudoso Francisco Carioca, e o Alexandre Ferreira. Recentemente (dia 7), o Mário Esteves, há pouco reintegrado estava no “Domingo...” Folga do JL.
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AGENDA RENOVADA
A jornalista Gilsse Campos voltou a trabalhar na Manchete. Reedita sua agenda aos sábados, às 10h da manhã. Mais longeva das mulheres que participaram do “Debates populares” do inesquecível Haroldo de Andrade, tinha se desligado daquela emissora para atuar na antiga atração que a Globo vinha mantendo com o Roberto Canázio até meados desse ano.
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OS SANTOS DO DIA
Lançado em julho no pós-Copa, cresce em audiência na Manchete “A tarde é nossa”, com o Sílvio Samper, que estivera um ano afastado do veículo. Entre os componentes do novo programa, um perfil sobre os santos do dia. Não se trata de uma raridade nas rádios populares, que mantém coisas parecidas. A diferença está no enfoque, na elaboração do texto.
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LINHA DIRETA
// Caiu em 46% a audiência nas rádios durante o horário eleitoral. Revelado no último boletim do Ibope.
// Colaborador do David Rangel ‘na outra”, o filósofo Kanan Ananda tem vez em seu programa na Globo.
// Gláucia Araújo não saiu da Nacional – corrige um leitor. Trocou o “Tarde...” pelo novo “Dito e feito”.
*Nascimento se desligaria da emissora no último dia do mês, alegando motivos particulares. Era sua segunda passagem pela casa, onde já estava há dez anos.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Do amor antigo e moderno

Setembro, 25. Dia do Rádio. No calendário, o despontar da Primavera, tida por todos como “a estação das flores” e, melhor exaltada, num inspirado samba do Nelson Sargento. Nos primórdios, os rudimentos cristais da galena. Depois, a invenção dos transistores. Fases distintas. Suas transformações.
Por ordem e graça do antropólogo e professor Edgard Roquete Pinto, há 92 anos o rádio surgia no Brasil. Instrumento de uma escola franca e risonha, com o objetivo principal de ensinar e divertir aqueles que não sabiam ler e escrever. Do amadorismo ao profissionalismo, o percurso de uma longa estrada.
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AS RIVALIDADES
Em seus primeiros dez anos, o rádio tinha como rival o teatro de revista, que requisitava os produtores de programas musicais. Nas quatro décadas e meia de sua existência, superada a época de ouro, o confronto com a televisão, há quinze anos no país. O fascínio da telinha atraía os estrelados. Era contemporânea. Saem os programas de broadcast (grandes elencos), entram os prestadores de serviços. Viriam o tempo dos disc-jokeys, substituídos pelos comunicadores. Posteriormente, extensão da cobertura de futebol, e o dia a dia do trânsito.
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NOVOS CAMINHOS
A maior vantagem do rádio moderno sobre o antigo reside, inegavelmente, nos recursos da tecnologia -- internet, aplicativos de celulares -- que mais favorecem o FM. Registra-se com isso, a queda de forma crescente, da audiência no tradicional AM, ainda preferido pelo público da terceira idade. Embora disponha de profissionais talentosos, o veículo nos dias presentes situa-se numa posição inferior à desfrutada num período glorioso de sua história. Observadores que acompanharam as transformações podem sustentar essa afirmativa.
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LINHA DIRETA
// “Planeta Rei”, que a Globo tirou do ar era título criativo, um bom programa. Apesar da temática “manjada’ -- pedidos musicais.
// Seu substituto,“Madrugada & Cia”, que aproveitou as ‘deixas’ do antecessor, está entre os lampejos de que falamos da outra vez.
// Na MEC AM, “Todas as vozes – intolerância zero”, aula de bom gosto e inteligência, com Marcus Aurélio, na volta ao veículo.
// Ainda por lá, aos sábados, a partir das 23h, “Ecos de uma era”, com o veteraníssimo Pedro Paulo Gil, que também o produz.
// Aos simplesmente interessados nas informações de qualidade (do trânsito, em especial) a CBN (em AM e FM) e a Bandnews Fluminense FM, com destaque para o horário em que o Ricardo Boechat predomina.
// O humorismo do Maurício Menezes, no “Plantão de notícias”,na Globo, um ótimo atrativo. Melhor digerível que “Companhia do riso”, do Luizinho Campos, na Tupi, onde pontifica o irreverente ‘Manuel Tamancas’.
// Num outro plano, ponto para o “Musishow”, do Cirilo Reis. Medida mais do que acertada a Nacional recolocá-lo novamente no ar.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Nomes, uma questão singular

Motivador do otimismo, Clóvis Monteiro, ‘a grande voz do meu Rio de Janeiro’’, fechando quadro de seu programa na Tupi, diz: “Eu não sou dono da verdade, mas essa é a minha opinião”.
Em setembro de 2009, após três anos na casa, colega polêmico passava a ser anunciado assim: “Coragem! Opinião! Roberto Canázio é da Globo. E é do Rio”. Mera semelhança?...
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A VIDA NO SHOW
O nome “Show da manhã”, programa que o Clóvis apresenta há 18 anos, no período de 6h às 9h, era o título que a Globo empregava ao que substituíra o “Paulo Giovanni show”. (Seu condutor, outro integrante do elenco da Tupi – do grupo que migrara -- parece ter se cansado da profissão, pois, tem pretensões a seguir a carreira política...)
Esse mesmo título, também formava na época, a grade da 98 FM, fase anterior ao Beat que acrescentaram à sua estrutura. ‘A crônica da cidade’, o quadro novo do “Show da manhã”, remonta a um nome dos anos dourados da Nacional, a 1h da tarde. Seu intérprete era Cesar Ladeira, das mais famosas vozes do rádio, o redator Genolino Amado.
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GENERALIDADES
Em tempos idos, utilizava-se a palavra programa só nas principais atrações, até que acabou se generalizando. Após o término do “música, exclusivamente música” na Tamoio, de manhã à noite os apresentadores eram anunciados com a tal palavrinha: “Programa José Cunha”; “Programa Kléber Sayão”, “Programa Jorge Perlingeiro”, etc.
E, qual alternativa? SHOW! Inspirada na televisão, que a importou das emissoras norte-americanas. Dali, o chique era denominar seus cartazes com o novo modismo. (*) “Show do Fulano”, “Show do Beltrano”, Show do Sicrano”... Ou associar o nome da rádio a qualquer palavra. “Manchete manhã...”, “Tarde Nacional”, ou, ainda, um “Farofa da Globo”.
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RITMO DA BANDA
Rádio é um veículo eminentemente popular e, por isso, não precisa se valer de nomes bem elaborados -- algumas cabeças (pensantes?!) devem argumentar. O dinamismo que o norteia gera, certamente, a falta de criatividade, transformando-se nas verdadeiras causas do empobrecimento -- contrapõem os avessos à mesmice reinante.
Prestador de serviços na maioria das vezes, divertido em outras, o veículo evoluiu com os recursos da tecnologia. Ultrapassado ficou, porém, no batismo de suas atrações, havendo em pouquíssimas delas, lampejos de ideias brilhantes. Quem quiser descobrir nele obras primas – afirmam os irônicos – escolheu errado o ramo de arte para seu lazer.

(*) Em 19 deste mês comemora-se o centenário de nascimento de Lupicínio Rodrigues, autor de, entre outras músicas, “Se acaso você chegasse”, “Nervos de aço”, “Cadeira vazia”. Parodiemos uma delas, magistralmente gravada pelo Gilberto Gil: “Esses nomes/pobres nomes...”

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Nossos comunicadores (9)

FERNANDO MANSUR
Em maio de 1977, o Sistema de Rádio Jornal do Brasil, de uma sólida empresa, inaugurava a Cidade FM, que se tornaria a mais revolucionária no segmento. Trinta e sete anos depois, uma de suas principais estrelas, Fernando Mansur, era agraciado pela Alerj, com o título de Cidadão do Rio, comenda extensiva a dois radialistas conterrâneos dele, há muito tempo radicado na decantada metrópole.
.o. Batizado como Fernando Antônio Mansur Barbosa, e nascido há 62 anos em Ponte Nova-MG,o recém-homenageado pela matriz do parlamento fluminense iniciou carreira na Rádio Sociedade, em sua terra de origem, tendo passado pela Aurilândia, em Nova Lima, e Minas, em Belo Horizonte. Formado em Letras pela Universidade Católica de Minas Gerais (UCMG), é professor e também escritor.

.o. A Cidade FM, co-irmã da JB, 105 e Opus 90, inovaria no jeito de se fazer radio, quer seja na qualidade das músicas, e linguagem adotada -- no estilo coloquial. Da turma reunida naquele ano distante, os companheiros do Fernando Mansur, e titulares da programação eram Jaguar, Eládio Sandoval, Romilson Luiz e Ivan Romero. Na condição de curingas, atuavam o Sérgio Luiz e Paulo Roberto.
.o. Nos anos 80, Fernando Mansur trocava a Cidade pela FM 105, passando a comandar o interativo “Bom dia Alegria”. Sem deixar a empresa, a experiência de âncora no tradicional AM da JB, que implantava o jornalismo em tempo integral, com base no praticado pelo rádio norte-americano – o all news – onde, a partir de então, repórteres informavam lugares e hora em que transmitiam as notícias.
.o. Mansur cumpriria, na sequência, temporada na Tupi, como locutor noticiarista. Por pouco tempo. Em seguida, outra incursão no veículo -- animador de auditório na Rádio Nacional, com um programa bem produzido, que tinha tudo para dar certo, mas, de curta duração. A próxima parada seria a Roquette AM, fechada durante o governo Marcelo Alencar. Era programa vespertino. Foi um relâmpago.

.o. Logo depois, ele faria uma passagem pela Imprensa e, por último, o seu retorno à JB FM em 1994. Ao fim de cinco anos, isto é, em 1999, transferia-se para a Nova, batismo recebido pela Opus 90, voltada à música clássica, surgida de um consórcio entre as empresas O Dia e Jornal do Brasil. O nome não emplacara, de tão vazio que era, originando-se, sob a administração da primeira, a MPB FM.
.o. “Palco”, o mais bem-sucedido programa do Mansur, teve como embrião aquele que fora criado para o auditório da velha (e memorável) Nacional. Lançado no limiar da MPB e apresentado semanalmente, às segundas-feiras, às 20h, é um recordista em focalizar os grandes nomes da música contemporânea. Com a categoria (e marca) do comunicador, um baluarte dos melhores movimentos do rádio nesse país.

M E M Ó R I A
A Cidade em que brilharam Mansur, Sandoval, Romero e outros, foi muito boa enquanto durou – feita por jovens, para um público idem, apreciadores do pop rock brasileiro. Uma espécie de coqueluche, ‘contaminando’ geral, desde a estreia em 1977, até a extinção em 2006.
Sob signo da OI por uma fase e, ultimamente com a Jovem Pan, reassumiu este ano seu nome original. Válidos os esforços dos que tentam restaurar o período glorioso, levado pela poeira do tempo. Como na música do Milton Nascimento/Fernando Brandt, “nada será como antes”.
Fontes: Emissoras e acervo pessoal

terça-feira, 12 de agosto de 2014

AC, o ‘despertador’ do Rio

Os grandes nomes do rádio na era moderna renovam contratos de dois em dois, ou de três em três anos, de acordo com as diretrizes das empresas. Antônio Carlos, na Globo desde 1987, renovou por duas temporadas seu compromisso com a emissora da Gloria.
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Interessado no tema, um jovem repórter ligou para o comunicador questionando a possibilidade de uma eventual negativa da direção. Bem humorado e, de forma elegante, ele dissera que, no caso, saberia procurar ‘o caminho das pedras’. (Ora ora, pois pois.)
De cabeças de diretores de rádio (como de juízes), podem-se esperar, evidentemente, surpresas. Mas, quem iria prescindir de um campeão e bem-sucedido agenciador de publicidade, logo agora que a emissora se recupera de duas décadas de audiência em queda?
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A meta principal na retomada de posição é, acertadamente, o Rio reduzindo, sem dúvida, o alcance do ‘despertador’, um ajuste inevitável para minar o avanço do concorrente. Salvo imprevistos, estão garantidas até 2016, as habituais atrações ‘do maior elenco do rádio’.
O fato de o programa ter passado a regional não implica, necessariamente, numa alteração no tema de abertura: “Acorda Brasil para escutar/o ‘Show do Antônio Carlos’ está no ar...”
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OÁSIS NA MANHÃ
“Elas, vozes”, lançado em maio na MEC AM, com a jornalista Aglaia Peltier, agora é reprisado pela Nacional, sábados, às 10h da manhã, dedicado às cantoras de todos os tempos.
A audição do dia 2 fugiu um pouco à temática original, focalizando obras de instrumentistas históricas --as pianistas Chiquinha Gonzaga,Tia Amélia, Carolina Cardoso de Menezes e, Lina Pesce, violonista. Da atualidade, trabalhos de Luciana Rabelo, cavaquinista.
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O LUXO, E O LIXO
Mônica Salmaso tem razão ao declarar que “a MPB está pobre, nivelada por baixo”. No país onde cultura é produto de luxo, o grande público não sabe de sua existência, de sua classe.
Ignorada, inclusive, por programadores das emissoras populares, que apostam no quanto pior, melhor. Até na indústria do disco em crise, manipulam os que acham o ruim como coisa boa.
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L I N H A D I R E T A
// Cirilo Reis (Nacional) e Fernando Mansur (MPB FM), mineiros de Ponte Nova, homenageados pela Alerj como Cidadãos do Rio.
// Também contemplado com o mesmo título, o ex-locutor esportivo Luiz Carlos Silva, ultimamente publicitário, conterrâneo deles.
// “Meu negócio é cantar samba”, novo álbum de Paulinho Mocidade. Nesta terça, em “O Disco do dia”, com Ricardo Vila, na MEC AM.

terça-feira, 29 de julho de 2014

A tarde com Sílvio Samper

Perto de completar um ano afastado, Sílvio Samper reapareceu no rádio. Agora, virou Manchete. O recomeço das atividades aconteceu na semana pós-Copa, com “A tarde é nossa”, das 13h às 15h, provisoriamente conduzido por Kléber Sayão, após a saída do Mário Esteves, em maio último.
Sem ser nenhuma Brastemp, o contexto do programa* é de boa qualidade, nos padrões comuns do rádio popular na era contemporânea -- notícias, prestação de serviços e músicas. Consta, naturalmente, de uma pesquisa focalizando assunto em destaque no dia, a interatividade com os ouvintes.
Demitido da Tupi em agosto de 2013, onde trabalhou na madrugada durante 18 anos, ele participava dos quadros da Globo, entre 1991/95, depois de passar pela antiga Capital.Dono de estilo peculiar, Samper tem público que o acompanha com fidelidade. Forma no primeiro time de sua geração.
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*No segundo semestre de 1998, “A tarde é nossa” era um programa da Tupi. Foi lançado com o Francisco de Assis que, devido a um ajuste na grade, ficaria atuando em horário noturno. Fernando Sérgio, curinga naquela ocasião (ou stand by), assumiu o posto, permanecendo titular por apenas dois meses.
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MISTÉRIO EBC
Passados dez anos da revitalização, a Nacional está em novo processo de reformas, e saiu do prédio da Praça Mauá, em condições precárias até 2004. Pouca coisa vingou. “Dorina ponto samba”, das raras exceções. Antes da Copa, a EBC dispensou a radialista, substituída pelo Rubem Confeti.
Brilhante nas coberturas de carnaval, expert no gênero, o veterano Confeti não desfruta da recompensa do Ibope, com o qual Dorina se dava muito bem. Até parece que as emissoras públicas não precisam de audiência.
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RUA DE ARTISTA
São raros no país, logradouros públicos com nomes de artistas. Esse tipo de homenagem reserva-se, particularmente, às entidades culturais. O coordenador de um projeto geográfico da Uerj, está propondo que se dê à cantora Marlene, recentemente falecida, o nome de uma rua na Cidade Maravilhosa.
Tivessem outros a mesma ideia, o Rio estaria povoado e, haveria, por exemplo, uma Avenida César Ladeira ou Paulo Gracindo; Praça Ernesto Nazareth ou Radamés Gnatalli; a Rua Araci de Almeida ou Emilinha Borba.
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L I N H A D I R E T A
’ // “Sintonia Rio”, com Amauri Santos, desbancou o “Edifício à noite”, do Cirilo Reis, restrito ao “Musishow”, aos sábados. Voz oficial da Nacional, Cirilo deve ganhar outro horário. // Na “Gente boa”, da Cleo Guimarães, o produtor musical José Maurício Machline anunciou, a propósito de um DVD do Arlindo Cruz, a estreia (sic) de Zélia Duncan no samba. // Em 2004, num disco da cantora, com o título “Eu me transformo em outras”, metade do repertório era com esse ritmo, ‘o mais antigo representante do nosso cancioneiro.’

terça-feira, 22 de julho de 2014

Nossos comunicadores (8)

FERNANDO SÉRGIO
Titular das madrugadas na Tupi desde 2005, Fernando Sérgio celebrou em 2012 meio século de carreira. Nascido há 68 anos em Cruzeiro, São Paulo, criado em Juiz de Fora a partir dos três, iniciou na profissão na Rádio Industrial, naquela cidade mineira, atuando também, na Difusora e na Sociedade. No Rio, onde desembarcou em 1971, a sua primeira emissora foi a Continental. Tempos difíceis. A“100% esportiva e informativa” era irregular no pagamento aos funcionários.
.o. O chamado “pulo do gato” ocorrera em 1976, quando ingressou no Sistema Globo. Fernando formava dupla com (Antônio) Carlos Bianchini na apresentação de “O seu redator-chefe”, de meia-noite. Passava logo depois a trabalhar na 98 FM e na Mundial, ganhando naquela,em 1980, status de comunicador, no lugar do Eloi Decarlo que se transferira para uma rádio de São Paulo. Programa com o seu nome, ele teria na Manchete, em 1982, das 6h às 9h, com pequena duração.
.o. A Tamoio, também num período curto, seu endereço seguinte. Lá estavam, entre outros, José Cunha, Cristiano Menezes, Kléber Sayão, Jorge Perlingeiro, Luíza Biá e, Ronaldo Kelly – anos depois Francisco de Assis. Teoricamente, Fernando daria ‘um passo à frente’ na Bandeirantes. A rádio levaria para os seus quadros, com salários acima do mercado, nomes de reconhecida projeção. O Ibope subiu. Em pouco tempo, debandada geral. O faturamento não cobria as despesas.

.o. Fernando foi trabalhar na Tupi, das 16h às 18h. Ao fim de duas semanas, se afastara, embora o contrato fosse de dois anos. Divergências por acertos não cumpridos. Convidado a voltar à Tamoio (da mesma empresa) a proposta incluía como condição, a retirada de um processo que movera contra a outra. Mais uma vez, em horário matinal. Duração efêmera. No limiar dos anos 90, retornava à matriz. Fazia as férias de Cidinha Campos, e programa próprio depois, iniciado às 7h.
.o. Transcorrido um ano, Cidinha sai. Brigara com o diretor Alfredo Raimundo. Indicado para o horário das 9h ao meio-dia, Fernando não aprovara. Os pontos do Ibope provocariam a perda do lugar. Foi para Angra dos Reis como apresentador e diretor da rádio local, mas em 1993, de regresso ao Rio, fechava com a Manchete, uma rádio em crise. O programa, das 6h às 9h, resistiu por só uma temporada. Positivamente, não é fácil a vida de radialista, alguns, legítimos peregrinos.
.o. A velha historia do filho que retorna à casa teve um novo capítulo. A Globo dessa vez. Na função de curinga -- ou stand by para os sofisticados. Seria outra passagem transitória e, como destino imediato, um endereço mais do que conhecido: a Tupi. Com o título de “A tarde é nossa”, das 16h às 19h, o programa acabaria no alvorecer de 1999. Luiz de França e Washington Rodrigues, que a Globo dispensara, foram instalados no horário, em fevereiro daquele ano.

M E M Ó R I A
Como em seu início na rádio da Glória, a madrugada passaria a ser uma rotina para Fernando Sérgio. Primeiro, com um programa na virada do sábado para domingo, de meia-noite às 6h e, depois, na vaga deixada pelo Collid Filho.
A Tupi, no entanto, entregara o espaço ao David Rangel, espécie de “faz tudo” na casa. Escalado para diversos horários ele desfilava seus tipos num programa aos sábados à noite. A Globo cooptou o David. O Fernando cresceu.
Fontes: Emissoras, acervo pessoal e a autobiografia “50 anos de comunicação”