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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Girando com as ondas (003)

AS CRISES,SUAS ORIGENS
.o. O rádio está em crise, como outros meios de comunicação – jornais e revistas, por exemplo – situação vivida por setores diversos. No primeiro caso, Ibope na baixa, ausência de comerciais em determinados horários. No segundo, exemplares mais finos a cada ‘reforma’, quadros de redação diminuídos, quedas nas vendas e números de assinantes.

.o. Evidentemente, não foi à toa que a Tupi passou a atrasar os salários e promover dispensas, a Globo demitir famosos valores e fundir sua equipe de esporte com a da CBN. Aquela, fechar a Nativa forçada a devolver a Antena 1, esta não levar adiante a versão on-line da Beat98, que seria uma nova plataforma projetada pelo influente e respeitado grupo.
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UMA PÁLIDA SOMBRA
.o. Maior emissora de radio da chamada fase áurea (ou época de ouro), a Nacional foi, durante as décadas de 40 e 60, imbatível no segmento, sempre na dianteira de suas concorrentes – as co-irmãs, como se apregoava na imprensa especializada. Depois dela, a Mayrink Veiga, Tupi e Clube do Brasil. Pode-se afirmar sem exagero nenhum, que o quarteto formava na linha de frente da radiofonia na proclamada Cidade Maravilhosa.

.o. A Revolução de Março de 1964 fechou a Mayrink, por liderar a Cadeia da Legalidade, um movimento de resistência contra a ditadura que fora implantada no país. A Nacional, que pertencia à União, ao ser controlada pelos militares teve seu patrimônio sucateado por gestores nada afeitos ao ramo. Desde então, é pálida sombra de um passado de glórias.

.o. Conhecido como Edifício A Noite (na verdade chama-se Joseph Gire), e inaugurado em 1929, o prédio onde funcionou a rádio foi tombado pelo Iphan-Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em abril de 2013. No mesmo endereço ( Praça Mauá 7), está localizado o Inpi-Instituto Nacional de Propriedade Industrial, que se utiliza de funcionários terceirizados. A Nacional se mudaria para a Avenida Gomes Freire, na Lapa.

.o. O local, instalações da TV Brasil, que pertencera à antecessora, TV Educativa, além de abrigar a popular estação que deixara o tradicional prédio de 22 andares do outrora maior arranha céu da América Latina, passou a acomodar, ainda, a MEC (Ministério da Educação e Cultura). Esta, sediava um imóvel de cinco andares na Praça da República. Seus estúdios, auditório e um riquíssimo acervo, foram fechados e abandonados.
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A ‘MORTE’ ANUNCIADA
.o. Diante do crescimento da televisão, que teoricamente decretaria a morte do rádio, este se viu na contingência de mudar sua estrutura. Em lugar do broadcast (programas montados, com as participações de cantores, orquestras, atores, locutores, narradores), os de prestação de serviços. Primeiro a Continental – ‘cem por cento esportiva e informativa’ – depois, a Jornal do Brasil, oficialmente a lançadora do serviço de utilidade pública.

.o. Outra marca do seu pioneirismo seria o esquema all news, importado das rádios norte-americanas, mesclado com músicas de boa qualidade. (Originalmente, o all news é noticiário em tempo integral, com o repórter revelando sua localização e hora da cobertura. Os primórdios do praticado em duas décadas por CBN, Bandnews e Jovem Pan). Integrava o conglomerado JB, um veículo impresso, uma AM e quatro FMs.

.o. Mergulhado em dívidas pela construção do ‘elefante branco’ na subida (ou descida) da Ponte Rio-Niterói, o grupo perdeu tudo, restando apenas a FM que lhe dá nome. A Cidade, que revolucionara o modelo nos períodos de 70 e 80, foi vendida para a empresa de telefonia Oi. A 105, comprada pela Igreja Universal do Reino de Deus, e a Opus 90, negociada com os donos do jornal “O Dia”¹, primeiro chamada de Nova, depois rebatizada MPB.
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OS JOVENS E BACHARÉIS
.o. No terreno estritamente musical ocorria a era dos disc-jockeys. Casos da Mundial, que nascera da ‘costela’ da Clube do Brasil, encabeçada por Big Boy, onde se destacavam um Robson Alencar, Oduvaldo Silva, Eloy De Carlo, Alberto Brizola, Samuel França, entre outros, e da Tamoio, com o vitorioso ‘musica, exclusivamente música’, onde pontificavam programadores (e apresentadores) auto-intitulados “Bacharéis do Disco”.

.o. Entre os beneficiários com os ‘canudos’, Airton e Jair Amorim, Dimas Joseph, Nei Hamilton, Paulo Gesta e Vitorino Vieira. A Tamoio, que chegou a ser a terceira mais ouvida durante uma temporada, começaria a balançar após o surgimento de uma nova proposta do Sistema Globo, anunciada como “Mundi-Jovem” pelo vozeirão do Carlos Bianchini. Um estranho contraste o dessa rádio, que relembramos nas linhas seguintes.

.o. Sucesso junto ao público era, no limiar dos anos 90, comercialmente deficitária, razão pela qual foi desativada. Quando isso aconteceu, situava-se no Ibope, atrás da Globo e Tupi. Seus 860 Khz passariam, a partir de outubro de 1991, para a CBN, que substituíra a Eldorado (1180)². Saía uma eminentemente musical, entrava outra inteiramente de informações, embutida nas iniciais, ou seja, a Central Brasileira de Notícias.

.o. Anos 80. Foi o crescimento da Mundial que resultou na derrubada da Tamoio. A direção desta optaria por uma linha em que predominavam os comunicadores, consistindo a estratégia, dar às atrações os nomes de seus respectivos titulares. Assim, a grade ficaria singularmente linear, desfilando pelos 900 Khz os Programas Nena Martinez, Fernando Sérgio, José Cunha, Aérton Perlingeiro, Kleber Sayão, Jorge Perlingeiro e etc.

.o. A rádio, dos Diários Associados, estava sob o domínio do Grupo Edson Queiroz, detentor de outras estações -- Verdes Mares a principal delas. A vaidade de alguns e a queda no faturamento provocaria o desmonte, culminando com o arrendamento por uma seita evangélica, recurso que seria disseminado com o decorrer dos tempos. A Tamoio seguia o que já haviam feito a Copacabana, Metropolitana, Capital , que abriram o filão.
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I N T E R V A L O
/o/ Em 19 de abril de 2006, Haroldo de Andrade entrevistava Roberto Carlos, aniversariante do dia. Foi na sua rádio própria, que tinha sido inaugurada em 7 de novembro do ano anterior. A conversa com o ‘Rei’, por telefone, durou uma hora, recorde alcançado pelo saudoso profissional. O cantor não dava entrevista para ninguém. A reprodução do áudio, em cinco edições (última nesta quarta-feira, 22), foi um trabalho de Paulo Francisco, radialista goiano, colaborador de “Todas as vozes”, do Marcus Aurélio na Rádio MEC AM.

/o/ Nas meias horas, no decorrer de sua programação, a Rádio Globo coloca no ar o quadro “Rio em um minuto – a notícia perto de você”. A apresentadora habitual do boletim (gravado) é Juliana Polo, de voz doce e macia. Nesta quinta-feira (23), o ouvinte atento deparou-se com uma segunda edição ‘colada’ na primeira, com (salvo engano) o Augusto Souza, pouco depois das 10h e meia. ‘Cochilo’ do operador no horário do Roberto Canázio.

/o/ ¹ Administrada pelo “O Dia” durante 14 anos, a MPB FM foi vendida em junho de 2015 para o Grupo Bandeirantes de Comunicação. O popular jornal carioca, que sobreviveu a uma crise financeira em mãos de empresários portugueses, que nele investiram desde 2010, é mais um impresso em dificuldades, depois do “Jornal do Commércio”, recentemente extinto.

/o/ ² Os 1180 Khz serviram para a Viva Rio, parceria da ONG do mesmo nome com o Sistema Globo de Rádio. Destinava-se a divulgar temas de interesses comunitários, operando por apenas duas temporadas, a partir de setembro de 2002. Mais tarde, como Mundial, funcionou em caráter provisório, formando a grade notas esparsas e musical corrido. O SGR se livrou dela. A concessão foi transferida para a igreja evangélica homônima.





quinta-feira, 9 de junho de 2016

Girando com as ondas (002)

O SLOGAN DO ODILON
Aleluia, aleluia. Cânticos dos cânticos. Odilon Júnior, um dos mais jovens narradores esportivos do Rio ganhou, com atraso abissal, um slogan adequado à sua categoria. Não é uma pérola, mas se enquadra no contexto do rádio popular.

.o. Batizaram-no de ‘o locutor vibração – que embala o seu coração’. Lançado ainda no tempo em que o Luiz Penido era o chefe do setor, chamavam-no há uns três anos de ‘revelação’. O filho (ou filha dele) já teria ingressado no maternal e, o Odilon se ‘eternizava’ com o tal chamamento. Vacilo inexplicável da emissora.

.o. Se iniciativa do coordenador Paulo Júnior, o Pepa, ou alguém de cargo superior, mero detalhe. Serve como homenagem ao Doalcei Camargo, que era ‘o mais vibrante do Brasil‘, incluindo o ‘decorridos’, na contagem dos minutos.
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DE POSITIVO A... ÚNICA
.o. Informes sobre astrologia e citações de aniversariantes, são temas de que o rádio dos comunicadores não conseguiu se libertar. Do primeiro, na Tupi (o “Horóscopo positivo”), cuida a Glória Britho, no programa do Clóvis Monteiro.

.o. Num vídeo na internet Glória declara ser a única astróloga formada em atividade no veículo. Diante da afirmativa, surfamos na prancha da imaginação, questionando. O que faz a Zora Yonara na ‘outra’. Seria uma palpiteira?
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TUDO PELA AUDIÊNCIA
.o. A propósito. O “Eu sempre quis fazer rádio” e o “Good times 98” (um revival), juntaram-se aos títulos recentemente derrubados na matriz do SGR. Duração curta, como o “Plantão de notícias”, “Alegria ao meio-dia” e o “David da tarde”.

.o. Antes, caíram “Futebol de verdade” e “Samba amigo”. A hora é agora. Do “Tá’ rolando música”, além de “Sabado-bado-bado-o” e “Se liga no sábado” que, somando-se ao “Sábado é do Canázio”, faz do dia uma dose tripla de mesmice.

.o. Tudo pela audiência, meta inferior às previsões. Isso, enquanto novas mudanças não se tornarem inevitáveis. Está feia a coisa. A “Seleção Rádio Globo-CBN” foi pautada na rival, que tinha criado a ‘Seleção brasileira do rádio’.
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INTERNET & REINVENÇÃO
.o. É aí que entra aquele negócio da reinvenção. Ninguém precisa ser catedrático para saber que, rádios, jornais e TV hoje, são cada vez mais dependentes da internet, (e redes sociais), utilizando o precioso auxílio dessas ferramentas.

.o. “Sempre ouvi que o rádio acabaria com os jornais, que o cinema acabaria com o teatro, que a televisão acabaria com o rádio e que a internet seria um míssil que destruiria tudo isso (...) A verdade é que nada morre. Tudo se transforma”.

.o. O autor dessas frases, discorrendo sobre o futuro das comunicações, é José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni), que se tornou o mais famoso executivo da TV, e fez seu embasamento no rádio, como produtor e redator de publicidade.
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I N T E R V A L O
/o/ Washington Rodrigues recusou proposta da Globo para reintegrar-se à sua equipe. Há 17 anos na Tupi, o Apolinho renovou contrato até 2018.
/o/ Mais longevo diretor da estação, um baluarte, Alfredo Raimundo foi dispensado pelo condomínio dos Associados. Aposentadoria compulsória.

/o/ O mexe-remexe no SGR devolveu ao “Manhã...” o quadro de debates, soando estranho programa com esse nome terminar a uma da tarde.
/o/ Houvesse tino de coerência do programador, o “Momento de fé”, com o padre Marcelo Rossi passaria, desta vez, das 9h para o meio-dia.

/o/ Depois de ser exonerado na troca do governo federal, o jornalista Ricardo Melo foi reconduzido, por ordem da Justiça, à presidência da EBC.
/o/ A Nacional do Rio, pertencente àquela empresa não melhorou, com as mudanças de comando, os seus índices de audiência em três décadas.

/o/ Comentarista de futebol falando que jogo tem que ser coletivo, entra no nível das pessoas que acham comum alguém dizer ‘subiu lá em cima’.
/o/ O Eugênio Leal, um dos melhores de sua geração, usou o termo no Fluminense e Chapecoense, assegurando que a partida foi bastante ruim.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Girando com as ondas (001)

A TARDE É DOS JOVENS
Retomamos o polo da derradeira conversa, à moda dos capixabas. Na marchinha do Chico, que Nara Leão popularizara, falando da moça 'que estava à toa na vida...' e foi chamada por seu amor, 'pra ver a banda passar...' É naquela faixa de idade pelo que se pode perceber, que a Globo agora investe suas apostas.

.o. Onde e como? Claro que você já sabe. No “Tá’ rolando música” – a principal ferramenta. Na sexta-feira (20), por exemplo, ficou mais do que demonstrado. Foram ‘roladas’ no espaço de uma hora, nada menos que oito gravações, das quais, somente duas nativas, com o Nando Reis e o Barão Vermelho.

.o. Celebridades e todos os tipos estavam presentes -- ou melhor dizendo -- citadas. Ana Paula lembrou que era o aniversário do Cauã (Reymond), e informou do incidente com o Gustavo Lins, atingido por um celular em pleno show. Foi provocado pelo alvoroço de uma fã mais atirada, admitiu a apresentadora.
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QUE É ISSO, DONA MOÇA?
.o. Outras informações ‘preciosas’ da Portuguesa, com certeza. Nos shows do Wando – ela recordava – jogavam calcinhas no palco. Agora, elas o fazem nos espetáculos em que se apresenta o Luan (Santana). Ele recebe muitas, frisou. Fechando, mandou um beijo para Valdete, ouvinte de Manhumirim, MG.

.o. É possível que, a nova atração vespertina da emissora seja uma tentativa de se ‘reinventar’ o modelo de se fazer programas de rádio... Observamos que, normalmente, são tocadas duas músicas em sequência, mas só a primeira anunciada. O público saberá de todas, se antenado, como apregoa a vinheta.

.o. Pródigo em notas de serviços e entretenimento o ‘Tá’ rolando...” é uma revista pra lá de Marrakesh*, embora pilotado por uma dupla jovem de reconhecido talento. Os quadros em destaques são o “Vida saudável”, com o professor de Educação Física José Rubem D!Elia e “Globo natureza”, com a Rosana Jatobá.

.o. Curioso. Em nenhum dos momentos que convocou a repórter que acompanhava o trânsito pelas câmeras da CET Rio, o Bruno Mattos declinou seu nome completo. Limitou a chamá-la de Laís... Como não a conhecíamos, chegamos imaginar se tratasse de uma que saiu da Tupi. Aquela é Vieira, esta Carpenter.

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“SE LIGA” COM GRILLO
.o. Muitíssimo boa a entrevista do Guilherme Grillo, dia 21, com a cantora Isabella Taviani, intérprete do repertório do vocal norte-americano Carpenters. Ela acaba de cumprir temporada em São Paulo, sucesso de público e crítica. Apresenta-se no Rio nesses próximos dias, depois Salvador e outras capitais.

.o. Grillo é o titular do “Se liga no sábado”, às 22h na Globo, quando o jogo de futebol não invade o horário. O tal “Sábado à noite”, com o Augusto Souza, que substituíra o “Plantão de notícias”, não passou de mera transição. Em termos mais corretos e verdadeiros, foi um programa que ‘morreu no nascedouro’.

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A FORMA DESCOLADA
.o. A troca de comando na EBC, em decorrência da mudança de governo, acabou resultando na dispensa do jornalista Sidney Rezende da Rádio Nacional. Contratado recentemente, estreara no início do mês (dia 4), para conduzir o "Nacional Brasil", no período de 7h às 10h das manhãs.

.o. Sidney se tornaria recordista¹ em permanência na história do veículo. Ficou na emissora menos de duas semanas, tempo para apresentar somente 13 edições de uma atração que prometia inovar no segmento. O slogan deixava esperança, assegurando 'o respeito à sua forma de pensar'.

.o. Diante do acontecido, voltaram a atuar no espaço, os ocupantes anteriores, Cirilo Reis e Dila Araújo com o "Repórter Rio", que começa às 6h e o Válter Lima, que ancora de Brasília uma equipe de repórteres.

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DE IDEIAS E BANDEIRAS
.o. O “Todas as vozes”, do Marcus Aurélio na MEC AM, completa dois anos nesta quinta-feira (26). É um dos poucos programas da era contemporânea a escapar da mesmice predominante no meio. Isso talvez aconteça por pertencer à uma emissora pública, sem os interesses das de empresas particulares.

.o. Estudiosos da matéria, defensores da reinvenção do veículo com a exploração de novas ideias, veem nesse caso uma rara exceção, baseados no estigma que as rádios estatais enfrentam junto ao ouvinte comum. A questão – acredita-se -- é uma espécie de anestesia injetada pelos profissionais engessados.

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MEMÓRIA VIVA
*Embora de outro estilo, a nova atração da rádio dos Marinho tem semelhanças com o “Amigas invisíveis”, da Marlene Matos, conduzida por Ana Flores, participações das atrizes Luciana Fregolente e Dedina Bernadelli.
Era de 1h às 3h da tarde, estreara em agosto de 2005, e abria um ciclo na casa, sendo produção independente. Apesar do ano distante, vã tentativa de reinvenção, detonada em dezembro do ano seguinte. Para o lugar, a
Globo arregimentara o Roberto Canázio, que se indispora com a Tupi.

¹ Jorge Luiz, que a Globo mandou embora em abril, fazia as manhãs na Tupi em 1995. No ano posterior, o amargo de verdadeira odisséia. Pela Tamoio, Roquette Pinto e, por último, apenas um mês na FM O Dia. /o/ Com o Fernando Sérgio, desde 2004 de madrugada na mesma Tupi, uma situação muito parecida anteriormente nesta emissora. Depois de percorrer diversos ´prefixos, era afastado de um programa vespertino, ao fim de duas semanas.


quarta-feira, 18 de maio de 2016

Esse nosso amor antigo (z)

O RITO DO MEXE, REMEXE
Líder há duas décadas, a Tupi está ruim de finanças. Não recebe do governo estadual, cliente desde a era do Brizola. Dívidas com o condomínio dos Associados, aumentaram. O mexe e remexe, porém, é da ‘outra’. Mudou mais uma vez. Agora, a estrutura do esporte.

.o. Na luta para reverter os índices de audiência no futebol, um novo recurso foi lançado pelo SGR no Rio. Trata-se da fusão da emissora matriz com a CBN, unindo o FM de uma com o AM de outra em jogos distintos. Estreou no sábado (14), abertura do Brasileirão.

.o. Pela FM da Globo (98,1) e o AM da CBN (860), transmissão do jogo do Flamengo 1, Sport 0, no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda. A partida entre o Vasco 4 e Sampaio Corrêa 0, no Castelão, em São Luís, descrita pelo FM da CBN (92,5) e o AM da Globo (1220).

.o. No embate do Flamengo, narração de Luiz Penido, comentários de Eraldo Leite e Álvaro Oliveira Filho, reportagens de Cláudio Perrout. O jogo do Vasco, narrado por Edson Mauro, comentaristas Dé Aranha e Carlos Eduardo Éboli, o repórter Marcos Vasconcellos.
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VOCÊ NUNCA VIU(...)
.o. O “Central da bola”, que informa o andamento dos jogos na batizada ‘Seleção da Rádio Globo-CBN’, também fecha as jornadas. Felippe Cardoso conduz os debates com os comentaristas em todas as faixas, enaltecendo que ‘Você nunca viu tanto craque junto’.

.o. Tal esquema com a mesma frase, no entanto, foi experimentado a partir de maio de 2009, quando a Globo só operava em AM. Era em três freqüências, e se desfez ao término do Mundial de 2010, sem seqüelas. Desta vez, o desemprego de oito profissionais.

.o. Juntamente com os sete que receberam bilhete azul em abril, dava para formar o quadro de outra rádio. Como se vive em tempos de crise, longe de isso ocorrer. A Globo e a Tupi, na atual conjuntura, estão parecendo lojas comerciais em liquidação.
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MEMÓRIA VIVA
.o. Em tempos remotos, a Guanabara reunia luminares do esporte. Do encontro participavam Oduvaldo Cozzi, Doalcei Camargo, Jorge Curi, Dolar Tanus, Sérgio Paiva e Paulo César Tenius e, ainda, Edson Leite e Fernando Solera, da Bandeirantes, de São Paulo. O embrião dos programas de debates do gênero.

.o. Cozzi havia deixado a Mayrink, Doalcei a Globo e Curi a Nacional (reintegrando-se a ela logo depois). Dolar, cria da Guanabara, foi ‘escada’ do Washington Rodrigues num programa de basquete – “Beque parado”. Sérgio também atuou na Tupi e Continental, Tenius, naquela e Nacional. (Quantos craques juntos, hein Felippe?)

.o. A CBN,que surgira em 1991 no lugar da Eldorado (1180 AM), logo funcionaria também no FM. Antes, a pioneira no all news era sintonizada em duas faixas, a original da Eldorado e os 860 da Mundial, que fora extinta. Esse tipo de operação data dos anos 80, com as dobradinhas Globo/Eldorado e Nacional/Ipanema, antiga Mauá.
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.o. Cauby Peixoto (1931-2016), um ídolo da fase de ouro do rádio, causava alvoroço nos programas de auditório da Nacional, não só por sua voz privilegiada, mas, pelas armações do empresário Di Veras, autor de algumas músicas que ele interpretava. “Blue gardênia”, do repertório de Nat King Cole, gravada em 1954, foi seu primeiro sucesso.

.o. “Conceição”, o maior na carreira do cantor niteroiense, veio a público em 1956 com lançamento em primeira mão na Tamoio (do slogan ‘música, exclusivamente música’). No “Disco na vitrine”, do Jair Amorim, letra dele, e melodia de Dunga. Parceiro de grandes compositores, Jair foi poeta, locutor e um dos ‘bacharéis’ da saudosa emissora.
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...O INTERVALO
.o. Nos domingos em que houver partidas do Brasileirão às 11h das manhãs, o “Farofa da Globo” não será apresentado. O ‘prato’ dos participantes do “Jogo das famílias” ficará vazio. Parece-nos, pelo andar do metrô (carruagem só em filmes), que mais um profissional está em processo de ‘fritura’.

.o. O David Rangel – quem sintoniza a rádio bem sabe --, perdeu recentemente o horário vespertino. No posto dele, abrangendo o espaço que o antecedia, foi escalada uma dupla de jovens, que pilota programa típico das FMs dos anos 70, priorizando números musicais. E, o que sobrou pro David -- seus tipos, e a divertida 'Lili Rodoviária'? Apenas os fins de semana.
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S I N T O N I A
.o. Até os caseiros dos sítios por aí não ignoram que o país precisa de reforma política, reforma da Previdência... O rádio, principalmente o esportivo, precisa de reinvenção. Isso fica patente quando se gira o dial na busca de novidades.
.o. Títulos do ramo: “No mundo da bola”, “Enquanto a bola não rola”, “Bola em jogo”, “Rolando a bola”, “Show de bola”, “Bate bola”, “Galera da bola”... Na hora do almoço, tinha o “Comendo a bola”. Deve ter acabado por indigestão.
.o. E, os programas com a palavra ‘show'? Existem desde ‘priscas eras’. Uma velha (e felpuda) raposa entende que ‘é assim que a banda toca’. Já se ouvia o som antes de o Chico Buarque compor a marcha ‘estava à toa na vida’...

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Esse nosso amor antigo (y)

‘A FORMA DE PENSAR’
.o. Por mais experimentado que seja o profissional, um programa de estreia nunca rende tudo o que é planejado. Pode até se aproximar dos objetivos pretendidos. O de Sidney Rezende na Rádio Nacional, não foi diferente. Ressalte-se, porém, que dinamismo, estilo a ele bem comum, não faltou na edição que marcava o seu retorno ao veículo.

.o. O “Nacional Brasil”, que tem como slogan ‘respeito a sua forma de pensar’, estreou na quarta-feira passada. Além das emissoras da EBC, Nacional AM e FM de Brasília, Nacional da Amazônia (AM e FM) e a representante de São Paulo, integraram-se à rede, a Atual FM, mesma cidade, rádios Joinville de Santa Catarina e Criativa de São Luiz.

.o. Válter Lima (DF) e Maria Cabañas (SP), os âncoras que estabelecem pontes com o Sidney, repercutindo os destaques do material noticiado pelos telejornais. No Rio, participantes efetivos o Cirilo Reis (veteraníssimo na emissora) e Dilo Araújo (da nova geração). Fátima Bonfim é a produtora, sendo Maria da Glória Ferreira, assistente.

.o. O propósito do Sidney, segundo ele anunciou no “Repórter Rio”, na véspera (antecede o seu) e também no “Sem censura”, da Leda Nagle, na TV – é dar prioridade aos acontecimentos do dia a dia. Restabelecer o hoje com maior intensidade, explicou, valendo-se de todas as plataformas – internet, redes sociais. Fazer um rádio mais plural, assegurou.
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EM DUPLICATA
.o. O “História hoje” (perfil de uma figura importante para a humanidade em todos os tempos), e “A caminho dos Jogos” (notícia e contagem regressiva para as Olimpíadas), são quadros apresentados em horários distintos, nas duas emissoras da EBC.

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CEM MELHORES
.o. Pelos 80 anos da Nacional a se completar em 12 de setembro, algumas atrações comemorativas vem compondo a programação da rádio. Adelzon Alves destaca, nesses dias, “Um século de samba”, em que discorre sobre os cem melhores, em sua ótica.

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FASE DE OURO
.o. A comunicadora Gláucia Araújo foi escalada para comandar o compacto que relembra os programas de auditório daquela rádio em sua fase de ouro. A série, iniciada no sábado (7), focalizando a cantora Marion Duarte, constará de três horários de reprises.

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NUMA E NOUTRA
.o. Tal qual a empresa do Sistema Globo há alguns anos, a EBC adotou recentemente o mesmo procedimento no que se refere a seus repórteres. Utiliza o que eles produzem nos diferentes prefixos. Numa, em sua matriz e CBN. Noutra, nas duas estatais.
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MEMÓRIA VIVA
Gerdal dos Santos, 87, animado idoso em atividade no segundo importante veículo da mídia eletrônica, faz nos domingos de manhã, o “Rádio memória”, também dedicado aos 80 anos da Nacional. Dia 1°, ele reverenciou Francisco Alves (1898-1952), “O Rei da Voz”, e Emilinha Borba (1923-2005),“A Favorita da Marinha”.

O primeiro estrelava “Quando os ponteiros se encontram”, domingos ao meio-dia. Ela fechava o “Programa César de Alencar”, nas tardes dos sábados. Só os pesquisadores e pessoas acima dos 50 de idade se lembram deles. A produção do programa é de Alberto Luiz, decano dos funcionários da tradicional emissora.
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...O INTERVALO
.o. Na quarta-feira última, em jogo da Copa do Brasil, o Fluminense empatou com a Ferroviária por 3 a 3. Jota Santiago transmitiu pela Tupi. Ancorando a jornada, Wagner Menezes disse no encerramento: “Ouvimos direto de Araraquara...” Força de expressão, naturalmente.

.o. Qual a rádio carioca manda, nesses tempos,equipe cobrir partida fora do Rio, se a televisão facilita as coisas? Antes, um repórter ia ao local. No Flamengo 1, Fortaleza 2, o André Ribeiro que pertenceu à Tupi, atuou como ‘frila’. Ele coordena o esporte da Verdes Mares, no Ceará.

terça-feira, 3 de maio de 2016

Esse nosso amor antigo (x)

SINTONIA – ESPECIAIS
.o. O jornalista Sidney Rezende, ex-Globonews, estreia nesta quarta (4) na Rádio Nacional. Sob seu comando o programa vai se chamar “Nacional Brasil”, com as colaborações de Cirilo Reis e Dilo Araújo, anteriores ocupantes de parte do horário, às 6h.

.o. “Nacional Brasil” será das 7h às 10h, tirando da grade, no Rio, o “Revista Brasil”, que era transmitido de Brasília, conduzido por Válter Lima. O novo contratado da EBC estava afastado do rádio desde 2010. Era titular do CBN Rio, entre as 9 e meia e meio-dia.
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OS DOIS ANOS DO ‘VOZES’
.o. Nas últimas cinco semanas, começadas em 28 de abril, o “Todas as vozes”, do Marcus Aurélio, na MEC AM, tem edições comemorativas pelos dois anos na casa. Quinta-feira (12), por exemplo, em parceria com o “Painel”, do Jorge Ramos, na Roquette Pinto FM.

.o. O programa naquele dia será feito por artistas deficientes, portadores de necessidades especiais. “Todas as vozes” tornou-se, no período, a maior audiência da rádio. Como é das 7 ás 10h, terá como seu concorrente a nova atração, da mesma empresa.

.o. (Entenda-se -- não é demais frisar --, o que se passa na cabeça de executivos de rádio, já comparada antes, com a de juízes). Geradora de rádios públicas, sem os compromissos das particulares, a EBC bem que poderia ousar, e fundir a Nacional com a MEC FM.

.o. Desde 1964, ‘a mais querida’ nunca foi a mesma. Nem com o processo de revitalização em 2004 conseguiu recuperar-se dos estragos. No Rio, CBN, Tupi e, depois a Globo unificaram suas freqüências. Por quê a EBC não faz igual? Na MEC AM, ficariam os clássicos.

.o. Se aquelas, tanto quanto a Bandeirantes e Jovem Pan de São Paulo partiram para a fusão devido o avanço do FM – o AM nas principais cidades vinham levando surras homéricas no Ibope – estava mais do que na hora de também a pública investir na tal medida.
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AS MÚSICAS E AS RECEITAS
.o. Não temos por hábito ouvir seguidamente os mesmos programas. O dial de nosso (s) rádio (s) estão girando permanentemente. Voltamos a sintonizar esta semana o ‘Tá’ rolando música”, com o Bruno Mattos e a Ana Paula (Portuguesa), na Rádio Globo.

.o. A conclusão a que chegamos é nada mais nada menos a que segue. O ‘Tá’ rolando...” (diário) e o “Sábado à noite”, retiram do baú de criatividade, a sistemática que o grupo utilizava na antiga Globo FM (92,5), freqüência repassada à CBN. De lá, a ‘fonte’ dos dois.

.o. Assim como fazem as domésticas em receitas culinárias, presenças constantes nos programas populares, uma pitada do ingrediente x, outra do y,e a refeição está pronta. Nos casos em questão, essência do AM com FM, espécie do ‘junto e misturado’.









sexta-feira, 29 de abril de 2016

Esse nosso amor antigo (w)

DAS MÚSICAS QUE ROLAM
.o. Estreia de programas no rádio é coisa que raramente perdemos. A Globo anda mexendo demais na sua grade. Dito isto – com licença do Luiz Ainbinder, colaborador do Haroldinho na Tupi – vamos ao ponto. Saber o motivo é “fácil, extremamente fácil’, tema do Jota Quest tocado na audição inaugural do ’Tá’ rolando música”.

.o. O Bruno Mattos estava tranquilão. A Ana Paula, nervosíssima. Nem parecia a participante diária do “Manhã da Globo” que antecede o novo ocupante das tardes, além ter sido durante tempo considerável a titular de um cartaz na extinta Beat98. ‘Um programa super antenado”, assegura a Juliana Polo, a voz das chamadas.

.o. Nenhum dos artistas de nossa ‘previsão’. Entre as ‘roladas’, canções de Ana Carolina & Seu Jorge, Vanessa da Matta, Cidade Negra, Kid Abelha e Cássia Keller. Notas de serviço e arte complementam a atração. Presenças em destaque, o professor José Rubem D’Elia, blogueira Carla Lemos e a ambientalista Rosana Jatobá.

.o. Futebol, TV e trânsito lá estão. O Dan Stulbach (“Fim de expediente, na CBN), comentou os jogos da rodada, Marcelo Penido relatou as últimas no “Tem bola na área”, e Evelyn Moraes entrevistou Dira Paes, reproduzindo quadro original do “Antônio Carlos”. Na CET-Rio, o Pedro Henrique com o movimento da cidade.
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EMBALOS AOS SÁBADOS
.o. Depois de entregar ao David Rangel o “Sabado-bado-bado-o” na manhã de 23 (das 5h às 9h), a Globo pós à disposição de seu público, o “Sábado à noite”, com Augusto Souza coadjuvado pelo Rui Taveira. Bem ao estilo da Beat98, cuja freqüência foi transferida ano passado à cabeça de chave do grupo, hoje restringido a ela e a CBN, mantenedoras de programações únicas, em AM e FM.

.o. Pelo apresentado na estreia, a rádio mira em outro horizonte, aquele dos sintonizadores da Cidade, da Mix, deixando entrever que foram perdidas as esperanças de ganhar a briga com sua eterna rival – a Tupi. (Pra quem não sabe – retardatários de sempre --, a Beat98 foi para a internet, virou Radiobeat, fez pluft...acabou). E, agora José?, como indagava Drummond, no famoso poema.

.o. A Globo libera o Luizinho Campos e o seu “Companhia do riso”? Ele tinha na performance do Maurício Menezes (auxiliares e parceiros) os maiores concorrentes. Com o musical da ‘outra’ revivendo a época das discotecas, o Luizinho, com certeza, está dando cambalhotas, apesar da crise que atinge os veículos. Administrar uma rádio – entendem alguns – não é a mesma coisa que dirigir gravadora.
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PASSAGEIROS DAS DEZ
.o. Há uma semana o “Plantão de notícias” caía na estação da Glória. Os títulos que seguem e respectivos comunicadores, passageiros das dez ao longo dos anos.

.o. “Sábado na Globo” (com Antônio Luiz, e depois Haroldinho); “Agito geral”¹ (com Maurício Menezes e Hélio Júnior); “Papo de botequim” (com Loureiro Neto, rebatizado como “Botequim da Globo, ainda com ele);“Agito geral”, outra vez (com David Rangel); e “Sábado na Globo”, novamente (com Jorge Luiz).

.o. Num arquivo particular consta derradeira versão do “Agito”. Apresentado por Thiago Matheus e, depois, Luiz Torquato pela Globo-SP, em rede coma a rádio do Rio.
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MEMÓRIA VIVA
¹ A primeira versão do “Agito geral” ocorreu no limiar de dezembro de 1998 às 9h das manhãs aos domingos, com Mário Esteves. No mês anterior, Luiz de França era dispensado e Edmo Zarife ficava sem o “Rio total -- show das cinco”, no qual atuara 16 anos.

Mário fazia o “Show da noite” às 21h, e passava para “O Rio na Globo”, antes horário do‘voz oficial’. O novo “Rio...” estreava em 30 de novembro, vésperas do 54º aniversário da rádio. Lançado também no dia, “Papo de botequim”, com Loureiro Neto, às 20h30.
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S I N T O N I A
/o/ O jornalista Sidnei Rezende assinou com a EBC. Vai comandar a partir de maio, de manhã, um programa na Rádio Nacional.
/o/ Um dos fundadores da Rádio CBN, passou pela JB, Panorama, e TV Globonews. Na Roquette Pinto, o seu início de carreira.
/o/ O repertório do cantor sertanejo Sérgio Reis foi analisado no “Estúdio F”, da Nacional, no penúltimo sábado deste mês.
/o/ “Estúdio...” é apresentado por Paulo César Soares, às 14h, a produção de Paulo Baiano, roteiro de Eduardo Maranhão.
/o/ Quarta última, 9h da noite. “Terminou neste momento em Avellaneda, Racing e Atlético Mineiro. Resultado ‘final’, 0 a 0.”
/o/ A informação desse jogo pela Libertadores foi divulgada no “Central da Bola”, por Felippe Cardoso, experiente profissional.
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E, VIVA O INTERVALO
.o. Com licença, agora, de um de nossos ídolos. (Confortadoras as palavras de incentivo pelo livrinho. Você se lembra? Já editamos mais dois. Publicá-los, é o problema. As independentes que conhecemos são fracas e exploradoras. Publishers sonegam direitos autorais.) Voltemos à estreia do ‘Tá’ rolando...” com o Bruno e Ana Paula.
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.o. Nele, duas seções para polemizar – “Intimidades do artista” e “Na telinha, no radinho”. Em conversa da Ana com a Maria Gadú no primeiro, perguntas ‘calientes’. Resumo da opereta:
Ana – Qual o lugar mais estranho em que você já fez sexo?
Gadú –O estúdio de uma emissora de rádio.
(Pano rápido, pelo ‘arrojo’ e descontração.)
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.o. Na década de 50, já aconteciam dessas coisas na Difusora Fluminense (Niteroi), a Fluminense AM, ainda de pé. Luiz Antônio Mello conta casos semelhantes no “A onda maldita”, livro sobre a Fluminense. FM. Moral da história. “Liberdade, liberdade” é muito mais que enredo de escola de samba e mote para a saga do Tiradentes.



sexta-feira, 22 de abril de 2016

Esse nosso amor antigo (v)

TONS DE CINZA EM ABRIL
.o. De cabeças de juízes, bumbuns de nenéns e decisões de diretores de rádio, só se podem esperar surpresas – conforme dizem a filosofia popular e vozes ferinas. Na segunda-feira (18), a Globo tirou do ar o “Alegria ao meio-dia”, que fazia parte da grade há menos de dois anos. Dispensou três de seus componentes.

.o. O desenlace foi anunciado pelo apresentador Mário Esteves, em sua conta no Facebook. ‘O impeachment também chegou aqui’, ironizou. Maurício Menezes, coordenador artístico e um dos participantes do programa, confirmava em nota o desfecho. Os cardeais aumentaram os tons de cinza no mês,com suas pinceladas.

.o. Disse o ex-coordenador que,a exemplo de outras empresas, estava deixando a rádio, onde fizera amigos. Despedira-se pessoalmente de cada um, torcendo por eles. Vai, frisou, para o lado mais importante, o do ouvinte. Sarcástico, disse ter proposta para assessorar a Diilma e a Odebrecht. Depois de alguns passeios, que pretende fazer.
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UM CICLO ENCERRADO
.o. O “Plantão de notícias” também encerra o ciclo na rádio. (No horário, possivelmente, reaparecerá o “Agito geral’, que o antecedera). Hélio Júnior tem, por enquanto, seu emprego preservado. Volta a ser repórter, aproveitado inclusive, no “Manhã da Globo”, do Canázio, que a partir da terça (19), ampliou seu espaço.

.o. Na sequência do “Manhã...” esta semana, o “David da tarde”, com David Rangel, é outro que sai da programação. Ele assume o “Sábado-bado-bado-o”, no lugar do Mário Esteves, continuando com o “Farofa...”, no domingo. Segundo se noticia nos bastidores, ainda atuará como standy by, nas férias (e impedimentos) de colegas.

.o. Tão logo o Mário Esteves tornou público o seu desabafo nas redes sociais, a Globo colocava no “Toda a noite”, a primeira chamada do novo programa. O nome é “Tá rolando música” (*), com variedades, e uma dupla jovem de apresentadores, Bruno Mattos e Ana Paula (Portuguesa). A estreia será nesta segunda-feira (25), de 1h às 4h.
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NÃO ‘TÁ’ NADA FÁCIL
.o. Em meados de 2014, ao trocar a Manchete pela Globo, Mário Esteves declarava que ‘a vida de radialista não é fácil’. Ainda mais em tempos de crise. Aterrisou novamente na casa, por ordem e graça do Maurição, que depois de sete anos na Tupi, voltara em 2013. É a terceira vez que recebe bilhete azul.

.o. Ninguém imaginaria que em tão pouco tempo, Maurição também acabaria rodando. Já no 1º de abril, eram demitidos o Jorge Luiz, quase 20 anos de serviços na madrugada -- substituto oficial do Antônio Carlos -- e a Karla de Luca, alguns anos repórter na empresa e, bem mais nova na produção do veterano comunicador.

.o. Profissionais considerados ‘peixes menores”, foram outras vítimas da crise, detonados pela rádio no decorrer do mês -- ‘abril negro’, para uns. Entre eles, Carlos Daniel Caruncho, que formava na equipe de produtores do “David da vida”, e Cláudio Vieira, colaborador de diversas atrações, um estudioso de coisas das escolas de samba.
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E, VIVA O INTERVALO
(*) Pelo andar do metrô (mostras nos últimos ‘DT’), não faltarão os hits de cantores habituês dos auditórios da TV aberta. Daniel, Leonardo, Thiaguinho; Anitta, Cláudia Leite, Joelma, Ludmilla; Miguel Teló, Pique Novo, Valesca Popozuda, Wesley Safadão, e outros da estirpe. Com esses recursos – quem sabe – a rádio consiga vencer um tal ‘romeiro’.
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S I N T O N I A
/o/ À moda Zózimo (Barroso do Amaral). E, a Carla Matera, hein? Não é que a Tupi demitiu uma excelente profissional.
/o/ O folclórico Alberto Brandão, mais autêntico no ramo, não fez por menos. ‘Pediu o boné’ no show do Velho Apolo.
/o/ Fábio Azevedo comanda o “Bradesco esportes clube”, na FM 91,1. Roberto Dinamite participa. É ‘o comentarista de griffe’.
/o/ Ex-craque, um dos maiores goleadores. Seu português, porém, tão capenga quanto o de outros 'oriundis'.
/o/ Jesse Campos apresenta, de segunda a sexta, na MEC AM, a partir das 18h, “Arte e cultura”. Josenir de Freitas produz. Para ouvintes de bom gosto.
/o/ E, a vinheta ‘Vamos juntos”, que o Maurição criou ao ganhar status de executivo, será que sobrevive, depois da ‘tsunami’ na Glória?



terça-feira, 19 de abril de 2016

Esse nosso amor antigo (u)

O RISCO DO BORDADO II
.o. Na postagem anterior deixamos de lado alguns detalhes preciosos. Valem conferí-los, se forem do seu interesse. Comunicadores ou apresentadores da Globo, em maioria, eram publicitários. Uns com agências montadas, outros contratados por diversas, para o conhecido testemunhal. Haroldo de Andrade (1934-2008) e Waldir Vieira (1944-1985), os principais agenciadores. Na linha dos mais bem-sucedidos, Paulo Giovanni(*), peça exemplar.

.o. Sucessor do Giovanni nas matinais da emissora, Francisco Barbosa ingressou no SGR através do FM, depois de uma passagem pela Del Rey¹. Ele dividia sua atividade naquela, com a de folguista no AM. Durante os dois anos em que Giovanni se despedira da casa, faziam revezamento na apresentação do programa, das 7h às 9h. Com o desligamento, o “Paulo Giovanni show” cedeu lugar ao “Show da manhã” – que mais tarde seria titulo aproveitado pelo Clóvis Monteiro, na Tupi. (Lembremos o Velho Chacrinha: ‘no rádio e na Tv...’)

UM IRMAO CAMARADA
.o. Barbosa não só herdara o espaço do amigo e irmão camarada, como também a carteira de anunciantes, generosamente transferida, após um tempo hábil. Essa condição, no entanto, não o seguraria na empresa quando um executivo decidira ‘rifá-lo’ da equipe. E, por quê? Numa das restaurações da grade, o mineiríssimo de Juiz de Fora foi transportado para o horário vespertino, com o programa começando às 13h. Ruim para o comunicador.

.o. Até então, ele estava se dando muito bem nas matinais. A mudança, porém, coincidia com o crescimento de audiência de um moço que se autodenominava ‘o romeiro de Aparecida’ (esse mesmo que você já percebeu -- Pedro Augusto). Ele despontara na Rádio América de São Paulo, alcançava sucesso com o popularesco estilo do Gil Gomes. (Gil, que também fizera televisão, afastou-se das atividades em 2005, por problemas de saúde.)

.o. Apesar das inúmeras modificações feitas, o programa do Francisco Barbosa não conseguira diminuir a diferença conquistada por seu concorrente. Uma das vantagens do adversário, era o impulso que lhe proporcionava o “Patrulha da cidade”. Barbosa perdia feio os valiosos pontos do Ibope. Em conseqüência, acabaria perdendo o emprego. Nem mesmo uma atração semelhante – “ A cidade contra o crime” – favorecia o programa seguinte.
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DE SONHO E REPETECO
.o. Com o Haroldo de Andrade, além dos fatores sobejamente divulgados, ocorreria situação parecida. Ele era um grande agenciador de publicidade para a emissora. Foi, inclusive, com os recursos provenientes disso, que montaria uma rádio própria, que só colocaria em funcionamento, três anos depois de ser demitido. O sonho, entretanto, terminaria cedo, com a morte dele. O passivo, os filhos negociaram com o grupo religioso da Canção Nova.

.o. Antes de o mandarem embora, sem direito a despedida de seus ouvintes, um executivo despacharia, paulatinamente, os profissionais ligados ao veterano apresentador. Assim aconteceu, por exemplo, com o Carlos Bianchini, Sílvio Samper, Mário Esteves, Maurício Menezes, Hélio Júnior, não escapando, sequer, alguns componentes do “Debates populares”, de que fora pioneiro, não na Globo, mas no rádio do Rio de Janeiro, cidade que adotara.

.o. Um adendo especial (e curioso). No ano precedente ao ‘desembarque’ – para usarmos expressão modernamente política --, a rádio dos Marinho tirou da grade o programa do Haroldão aos sábados. (Alô Antônio Carlos: nativos de Gêmeos, atentos!) O espaço do AC foi esticado até às 10h, e dali ao meio-dia, Maurício Menezes passou a responder, apoiado por produtores do companheiro. Era 2001, e o Maurição saía em outubro. ‘Subia ao telhado’, levando a tiracolo o Helinho, parceiro no “Agito geral” , aos sábados, das 20 a zero hora.
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MEMÓRIA VIVA
(*) Nascido em Petrópolis, onde fez de tudo na Difusora local, Paulo Giovanni viria para o Rio em 1968. Em plena véspera de Natal, estreava um programa noturno na Rádio Tupi. Logo depois, assumia um horário nas tardes, mas não esquentaria o lugar na casa, mudando-se para a Globo. Mergulhou fundo nos comerciais e, com a ajuda do sogro, industrial do ramo cafeeiro, criava sua agência de publicidade que, rapidamente se expandira, com representações em São Paulo e outras capitais. Anunciara sua despedida do rádio em 1987 e, só se desligara oficialmente dele em abril de 1989. Giovanni radicou-se na Paulicéia.

¹Nome firmado na sua terra de origem, Francisco Barbosa recebera, no limiar da década de 80, irrecusável proposta da Cidade FM, do Sistema de Rádio Jornal do Brasil. A Del Rey, seu segundo endereço no Rio, foi o primeiro batismo da hoje SulAmérica Paradiso, que chegou a se chamar Alvorada. Em 2014, as atuações do Barbosa foram reduzidas de diárias para semanais na Tupi, onde se encontra desde 2006. Ele retomou a função de agenciador publicitário, por alguns anos interrompida.
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S I N T O N I A
/o/ As duas principais emissoras de rádio do Rio fizeram programas especiais sobre a votação do impeachment da presidente Dilma Roussef.
/o/ De um lado, o Roberto Canázio, de outro, o Luiz Ribeiro. Com o auxílio de antropólogos, cientistas políticos e doutores em direito.
/o/ Destaque no “Todas as vozes”, da MEC AM, ‘Essa letra, essa música’ focalizou, na quarta (13), a composição “Vera gata”, de Caetano Veloso.
/o/ O produtor Marcos Rangel afirmou que era destinada a uma das doze musas inspiradoras do autor, com a qual tivera um rápido romance.
/o/ No texto narrativo, o estudioso Rangel referia-se a uma ‘menina nova’, de 18 anos. ‘Música, educação e cultura’, o slogan base da rádio.
/o/ O “Time das nove”, que integra o “Jornal da CBN”, ancorado por Milton Jung, ganhou na segunda-feira (11), novo participante naqueles dias.
/o/ É o Marcelo Tas, atualmente na GNT. São colaboradores habituais, os colunistas Artur Xexéo, Carlos Heitor Cony, João Borges e Viviane Mosé.
/o/ E, o América, hein? Segundo time de sete entre dez cariocas, foi rebaixado mais uma vez. Na Globo, em Macaé, Hugo Lago transmitiu a partida.
/o/ Analisando o desempenho de um integrante dos rubros, Rafael Marques disse: “Ele joga o jogo dele”. Simplório, ‘ o comentarista que pensa...’

terça-feira, 5 de abril de 2016

Esse nosso amor antigo (t)

UM SHOW DE CHAMADAS
.o. Velha cantiga inspirada num poema de reverenciado português diz que, “navegar é preciso, viver também é preciso”. Diríamos nós, na cadência da música, que “renovar é preciso, conviver muito mais que preciso”. Especialmente quando se trata das coisas do rádio, ofício de inúmeras pessoas, paixão de tantas outras.

.o. Na Tupi há 17 anos – pra lá se transferiu em fevereiro de 1999 – Washington Rodrigues figura, nos fins de tardes, como um absoluto líder de audiência nas emissoras do Rio. Evidentemente que seu programa, “Show do Apolinho”, não ostenta a dinâmica dos primeiros anos onde acabou se estabilizando.

.o. A pesquisa, fio condutor da atração, foi abandonada. Rarearam as entrevistas e os comentários sobre os assuntos em pauta, comuns ao congênere que ele co-estrelava em sua emissora anterior (*). Com as modificações, privilegiando repórteres, principalmente os de esportes, desvirtuou-se o papel do comunicador.
.o. O programa tornou-se, dessa forma, um embalado pacote de chamadas, anunciando os profissionais que cobrem pontes e viadutos, ruas e avenidas, portos e aeroportos, clubes de futebol. A manutenção dos índices no Ibope, todavia, deve-se a seu carisma. Ainda imbatível, o comentarista esportivo.
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O RISCO NO BORDADO
.o. Jorge Luiz, um dos melhores comunicadores do rádio, não está mais na Globo, onde chegara em 1997, há 19 anos, portanto. Não ‘dançou’ ao ritmo do samba de Jobim, que fala ‘nas águas de março fechando o verão’. Caiu em 1º de abril. Mesmo dia que Karla de Luca e Cláudio Vieira, produtores.

.o. Surpreso com isso, caro leitor? Uma norma da empresa, que costura com linhas iguais diferentes questões. Há quantos anos eram seus contratados o Robson Aldir e o Ricardo Campello, baixas recentes? Em 1999, com 15 anos de casa, a Globo mandou Francisco Barbosa embora. (Ele voltaria duas vezes). Maurício Menezes (25 anos) e Hélio Júnior (12), descartados em 2001.

.o. O saudoso Haroldo de Andrade (velho e doente), 40 de casa, em 2002. Porque se insurgira contra o projeto “Globo Brasil”, que consistia nas transmissões de programas em rede. Antes dele (também velho e doente) Hélio Thys, um dos mais cultos produtores do veículo. Episódio máximo, o Áureo Ameno, 42 anos de serviços. Seu ‘pecado’. Elegera-se, em 1997, vereador pelo Rio.
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CURIOSIDADES & PRESTIGIO
.o. Umas curiosidades em torno do Jorge Luiz. Foi o Antônio Carlos que o levou para a Globo – ele era da Tupi. Em todo esse tempo na emissora, JL era curinga oficial do decano dos comunicadores da rádio. AC (não sabemos se por cláusula contratual), tira férias parceladas, em três períodos. É responsável pelo maior faturamento da empresa, agenciador de popular grupo de supermercados.

.o. O prestígio dele estaria balançando por causa da idade, ou motivo outro? Recentemente (no início do ano, diga-se), sua semana foi encurtada. Arrumaram para o espaço, um negócio chamado “Sábado-bado-bado-o”, que lembra desenho de TV, e foi entregue ao Mário Esteves. No programa, além de alguns colaboradores do veterano apresentador, foram mantidas determinadas seções.

.o. Mário incluiu nesse seu novo trabalho na Globo, quadros que apresentava na Manchete, prefixo pelo qual passara pela segunda vez. São destaques “Dois tempos – um musical de boa feitura – e o “Guru Mário”, sua interatividade com o ouvinte. (A propósito dessas remexidas. Em duas ocasiões Esteves saíra lá do Russel. Uma delas -- acredite! -- por ser dono de reluzente motocicleta.)
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DE VOLTA AO FUTURO
.o. Ao desligar-se da rádio que mais o projetara, José Carlos Araújo deixou para trás, uma promoção que marcara as jornadas esportivas que comandava no veículo. Trata-se de “Torcedor do futuro”, qual seja, a presença de colegiais na cabine das transmissões, com direito a opinar sobre o desenvolvimento dos jogos.

.o. Escolhidos mediante inscrições, os participantes eram regiamente presenteados e seu transporte bancados pelos patrocinadores. A promoção -- suspensa nas experimentais passagens dele pela Bradesco e Transamérica – voltou dia 27, no Domingo de Páscoa, em São Januário. Vitória do Vasco (naquele momento último invicto), 1 a 0 sobre o Botafogo, resultando na quebra de invencibilidade do alvinegro.

.o. Da equipe em que o Garotinho é uma das principais estrelas, também brilha, hoje, o repórter André Marques, que fora seu companheiro na rádio da Glória. Enquanto este se juntou ao grupo, o xará dele, André Ribeiro, que se recuperava de uma cirurgia, desvinculou-se da emissora do bairro de São Cristóvão. Retornava ao Ceará, seu estado de origem, para ser coordenador do esporte na Verdes Mares, em Fortaleza.
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PASSEANDO POR OUTRA
.o. O historiador Milton Teixeira, que até o ano passado participava de programas da emissora dos Marinho, trocou de prefixo. Integra, há poucos meses, a Bandnews Fluminense, no “Jornal da Bandnews, 1ª edição”, do Ricardo Boechat. Teixeira faz, com o sintonizador, ‘Um passeio pela história do Rio’, jeito de incentivar o turismo.

.o. Ancorado por Boechat, o informativo (7h30 às 9h30 das manhãs), mexeu com os índices da CBN, ‘a rádio que toca a notícia’, que, por muito tempo predominava no segmento. (Com isso, o corporativismo de mercado. Antes presença freqüente nas colunas de notas do autodenominado ‘maior jornal do país’, MT perdeu espaço.)
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MEMÓRIA VIVA
(*) A parceria Washington Rodrigues-Hilton Abi-Rihan foi, na Globo, detentora de um dos maiores sucessos no rádio em todos os tempos, embora num período curto. O “Show da madrugada” permaneceu em cartaz entre agosto de 1993 e maio de 1995. A atração, cheia de novidades, tinha como produtor Marcus Vinícius e, participação do Alberto Brandão que, além de relatar fatos pitorescos, mostrava sua verve de trovador.

Antes do Apolinho e Abi de Deus (forma que o Velho Apolo tratava o companheiro), era Adelzon Alves que dominava o horário. Durante 24 anos, dos 26 que prestara serviços à emissora, ele reunia nos estúdios a nata do samba de raiz. Ao criticar um empresário amigo do Roberto Marinho, Adelzon ganhou solenemente ‘bilhete azul’. A alternativa foi recorrerem ao Kléber Sayão, noticiarista da noite,não aprovado no posto.

Com o fim do programa (Apolinho afastara-se para ser diretor do Flamengo), surgiria, o “Show da Globo”, só com o Abi, que não emplacara. Demitido, ingressava na MEC AM. Madrugada novamente, em 1997. “Washington Rodrigues show”, aos domingos. Um impasse na renovação de contrato provocou a saída. Dele e de outros. A direção da rádio propôs reduzir os salários dos profissionais. Os que recusaram, ‘dançaram’
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S I N T O N I A
/o/ Hilton Abi-Rihan, acima referido não parou com o rádio, como outros aposentados. Produz e apresenta “Samba & histórias”, aos domingos na Brasil AM, em cadeia com a Rede da Boa Vontade.
/o/ Emendando o assunto. O humorista e produtor Sérgio Ricardo, dos mais atuantes na Globo, chama o David Rangel por David de Deus. Repete o tratamento do Apolinho ao antigo parceiro.
/o/ Há seis meses na casa, “Pop bola” ampliou seu espaço. O grupo dos Alexandres Araújo e Tavares, Lopes Maravilha e Alex Calheiros, assumiu o “Panorama esportivo, no domingo (3).
/o/ Os cardeais daquela emissora decidiram dobrar o tempo de duração do “Samba de primeira”, do Jorge Perlingeiro. O programa, aos sábados, também recuou seu horário, de 1h às 3h das tardes.

terça-feira, 22 de março de 2016

Esse nosso amor antigo (s)

VERDADES DE CADA UM
.o. Em novembro último, exatamente no Dia de Finados, a Manchete AM 760 saía do dial. Ficava operando no piloto automático, ao mesmo tempo que virava rádio on-line -- ou seja, para internautas – segmento em que inúmeras atuam paralelamente ao sistema comum, usual. Desde 2006, a Manchete estava arrendada ao empresário Miguel Nasseh, depois de dois processos de falência.

.o. Lançado em maio de 2014, um mês antes da Copa do Mundo, “Futebol de verdade”, na Globo, às noites das segundas-feiras, era estrelado por Zico(*) e Juninho Pernambucano, mediado por Felipe Cardoso. Maior craque do Flamengo em sua história, ele decidiu, segundo voz corrente, afastar-se do projeto por causa de compromissos fora do país. Como a Manchete utilizava o slogan ‘rádio de verdade’, num curto espaço o veículo ficou seriamente desfalcado.
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UM ‘REI’ DE OURO
.o. Gravadoras de discos nunca viveram crise tão forte. Compradores do produto na atualidade, um fato raro. Aqueles que sabem baixam músicas na internet. Os programas do Mário Belisário e Heleno Rotay, na Tupi; do Antônio Carlos, Mário Esteves e Alexandre Ferreira, na Globo, mantêm quadros com o repertório do ‘Rei” Roberto Carlos.

.o. Antes de entrar novamente em regime precário, a Manchete dedicava, pelas madrugadas, um programa inteiro ao artista, com o Jorge Bacarin. Almoços grátis nas empresas não existem. Nem horários nas rádios. Entre tantos cantores no Brasil, o “Rei” desfruta do privilégio, nas principais, e nas de pequenos investimentos.
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VONTADE PASSA
.o. Claucirlei Juvêncio de Souza, o Buchecha, da dupla com Claudinho (Claudio Rodrigues, morto em 2002, aos 26 anos), foi o convidado de Bruno Mattos, no “Eu sempre quis fazer rádio”, na Globo, sábado (12), às 9h da noite. Buchecha, 40, segue carreira solo. Não seria aprovado no teste. Ao assumir, disse: ‘Como início, vamos começar...’
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A LUZ DO ESPECIAL
.o. Nessa mesma noite, um pouco mais cedo, a partir das 7h, a Nacional-Rio retransmitia uma edição especial do “Roda de samba”, com Moacyr Luz, que tem, entre outros parceiros, Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro, Moiseis Marques e Luiz Carlos da Vila. Maravilha. Produção da Nacional FM, de Brasília, conduzida por Fátima de Mello.
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MEMÓRIA VIVA
(*) O “Futebol de verdade” – parece até que antes era de mentirinha --, foi a segunda experiência de Zico no rádio. Em 2002, na combalida Manchete, ele recebeu uma atípica incumbência. Duas vezes por semana, ao anoitecer, entrevistar ídolos do Flamengo, no “A voz da Nação”, de que participava o repórter Marcus Vinícius.

Irradiar somente os jogos do time da Gávea, a ideia da direção da emissora. Na equipe, o Cezar Rizzo, Antônio Carlos Duarte e Francisco Aielo. Comunicadores requisitados: Cidinha Campos, Cirilo Reis, Francisco de Assis, Sérgio Ricardo (estreante na função), Wagner Montes e o ator Francisco Cuoco, que substituíra Maria Joana, primeira a desistir da empreitada. A “nova” Manchete acabaria em seis meses.
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S I N T O N I A
/o/ Carlos de Souza, o “Biro, biro”, que andou fazendo a madrugada na Bradesco Esportes, voltou à emissora. É, desta vez, o segundo narrador.
/o/ Ao contrário do que anunciara um site especializado, Sérgio Guimarães não deixou a rádio, que dispensou mais da metade dos seus profissionais.
/o/ O”Bate-bola Nacional”, com o Rui Fernando, destacou na terça-feira, 15, os ingressos de Cuca, no Palmeiras, e Léo Moura, no Santa Cruz.
/o/ Presentes no estúdio da Gomes Freire, Lapa, Jorge Ramos, Carlos Borges e outros. O repórter Rafael Monteiro ‘entrevistou’ os novos contratados.
/o/ Jogos do Carioca em Brasília, Espírito Santo, São Paulo -- alternativas em busca de público. Motivações para humoristas, independentes no rádio.





terça-feira, 8 de março de 2016

Esse nosso amor antigo (r)

REVELAÇÃO HÁ 5 ANOS
o. Dentro de dois meses, Luiz Penido, ‘o Garotão da galera’, vai fazer três anos na Globo. Na Tupi, sua casa anterior, lançara Odilon Júnior como grata novidade no ofício de narrar futebol.

.o. E, não é que, passado todo esse tempo, ainda estão chamando o Odilon de ‘revelação’. Num veículo em que o marketing é ferramenta indispensável, não há explicativas para o vacilo.
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EM NOME DA SANTA
.o. Parodiando o Gilson Ricardo, novo integrante dos debates do programa Haroldo de Andrade: ‘Ô Garotinho, Jotinha, Tigrão, parem com isso!

.o. Está mais do que na hora de se arranjar um slogan para o jovem e talentoso Odilon. (Pelo amor da santa, padroeira de nossa paciência.)

.o. Já imaginaram, titulares de outras equipes adotando igual procedimento com referência a um Freitas Neto e um Fábio Moraes, da mesmíssima geração do locutor da Tupi? ‘Dose elefantina’, -- afirmaria felpuda raposa do ramo.
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APLICATIVO SALVADOR
.o Programação dos fins de semana tem viés especial nas principais emissoras do Rio, ou seja, nas que brigam acirradamente pelos pontinhos do Ibope. Começa com ‘sabado-ba-doo’ e termina com ‘domingão’ e domingaço’. Cada vez, porém, mais dependentes do WhatsApp, aplicativo que impulsiona a interatividade.

.o. Uma prova de que o rádio, apesar da crise (e decadência), tal qual um samba de Nelson Sargento, ‘agoniza, mas não morre’. Os ‘ao vivo’, pra valer, são pouquíssimos, mesmo em se tratando de esporte. As transmissões – claro – uma indubitável exceção, com o predomínio do off-stúdio, quando a TV cobre.
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SAMBA APEQUENADO
.o. Depois do carnaval, como sempre acontece, o país volta à normalidade. A programação das rádios, idem. Na Globo, o “Samba de primeira” retomou seu espaço. Estranho que, o Jorge Perlingeiro aceite fazer semanal de uma hora. Nome, pelo jeito, não conta. O ‘...de primeira’ apequenou-se na condição de complemento a um similar da emissora, teoricamente valorizado na casa.

.o. Vamos e venhamos, senhores cardeais. Programa com essa duração tem justificativa plausível para quem atua diariamente, exemplo do padre Marcelo Rossi, que nem é radialista. É (com todo respeito) um religioso à serviço da comunidade, como os pastores das emissoras evangélicas.
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MEMÓRIA VIVA
.o. Jaime Álem, que se notabilizou dirigindo shows e escrevendo os arranjos para Maria Bethânia, comanda na Rádio MEC AM às 5h das tardes, nas sextas-feiras, “Maestro MPB”, reprisado no dia seguinte, às 3h.

.o. Dia 26 último, Álem focalizou Ed Lincoln (1932/2012), ‘Rei dos bailes'na decadas de 60 e 70. Orlan Divo, cantor e compositor componente da banda, lembrou que, entre outros, participavam do grupo, Durval Ferreira, Maurício Einhorn, Marcos Montarroyo e Wilson das Neves.
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S I N T O N I A
/o/ Aos sábados, a partir das 2h da tarde, “Stadium” é nova atração da Nacional, com Astrid Nick e Wagner Gomes. Até os finais do ano passado, formava na grade da MEC AM, no mesmo horário. Sérgio Du Bocage foi promovido a coordenador. Alberto Léo o antecedera naquela função.
/o/ “Dito e feito” -- originalmente de l7h às l9h, e o “Tema livre”, às 10h da manhã – aquele com a Gláucia Araújo, este com o Dila (também Araújo), passaram a ser reprisados pela Rádio Nacional. No espaço das 21 a zero hora, que era ocupado pelo Amauri Santos, nas noites sem jogos de futebol.





segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Esse nosso amor antigo (q)

OS 25 ANOS DA CBN
.o. Agora em 2016, a CBN está festejando 25 anos. A data do seu aniversário é 1° de outubro. Pelo evento, algumas promoções foram delineadas. Uma delas, a retrospectiva de programas e coberturas que marcaram os primórdios de sua existência.

.o. Criada nos moldes das rádios norte-americanas, all news – ou seja – notícias durante 24 horas, também incluiu em sua linha transmissões de futebol e corridas de Fórmula-1. Os centros principais de sua atuação, Rio, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília.

.o. Dentre os fundadores até hoje em seus quadros, listam-se, entre outros, Roberto Nonato, Milton Jung, Tânia Morales, Ceci Mello, Carlos Alberto Sardenberg, Fernando Andrade e João Carlos Santana, baseados em Sampa. No Rio, a Carolina Morand, o Carlos Eduardo Éboli e Álvaro Oliveira Filho – sendo estes da equipe esportiva.
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DE FIGURAS MARCANTES
.o. Foram também fundadores no Rio, Sidney Rezende (desligado em 2010), e Alves de Mello (Plácido Alves de Mello, no registro civil), que recebera bilhete azul ano passado, depois de licenciar-se devido a uma enfermidade. O mais notório de seus fundadores foi Heródoto Barbeiro, em São Paulo. Em 2011, mudava-se para a TV – a Recordnews.

.o. O cronista Juca Kfouri, é outro dos que fundaram a CBN. Estivera ausente por determinado período, voltando mais tarde. Participam do cast há alguns anos, Flávio Gikovate, Paulo Massini, Marcos Guiotti, Carlos Heitor Cony e Artur Xexéo. Com boa rodagem na equipe do Rio, o André Trigueiro, a Juliana Duarte, Bianca Santos e Lilian Ribeiro.
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MUDANÇAS, CONTINGÊNCIAS
.o. A CBN fez mudanças recentes, para reestruturar sua programação. Dispensou inúmeros profissionais. Contratou outros, por naturais contingências. Os salários? Menores, com toda certeza. Quer saber de quem a culpa? Não é preciso ser economista para encontrar a resposta, ou ironizar malcriada expressão de um marqueteiro americano.

.o. Em toda efeméride -- veículos de comunicação, por exemplo, – há sempre o lado negativo. Mariza Tavares, terceira a dirigir o jornalismo, está no posto há mais de 20 anos. O primeiro foi Agostinho Vieira, ambientalista, entre outras coisas. Na rádio, Evaldo José, Antônio Carlos Duarte, Leandro Lacerda e Francisco Aielo, ‘tocam o futebol na dose certa’.
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S I N T O N I A
/o/ ‘A luz da psicologia’, com Luiz Ainbinder é um dos destaques do “Programa Haroldo de Andrade”, na Tupi. Às 9h20, com reprise a 1h20, no “Super madrugada”, do Fernando Sérgio.
/o/ Outra boa opção nas manhãs do Rio é ‘O rádio faz história’, no programa “Todas as vozes”, com Marcus Aurélio, na MEC AM, às 8h20. Reprisado a 1h da tarde e às 9h45 da noite.
/o/ Mais comum do que se imagina esse recurso. Nas rádios da EBC , atualmente, uma verdadeira miscelânea. Programas de uma , reproduzidos em outra, uma ‘feira árabe’.
/o/ Nas de menor investimento, a coisa beira o patético. Um tal de “Papo maduro”, na Bandeirantes AM, roda mais que caminhão nas estradas. Procuram-se, técnicos do Dentel.
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MEMÓRIA VIVA
Nascido na Tupi em 1985, “Enquanto a bola não rola”, idealizado por Kleber Leite, trocaria de prefixo pouco tempo depois. O programa ultrapassou os 30 anos em cartaz. Kleber se revezava com o Áureo Ameno na apresentação e, dele participavam valores da categoria do Washington Rodrigues, além dos saudosos Luiz Mendes, Celso Garcia e Affonso Soares. Domingo retrasado, espantamos com o tratamento.

Interditados o Maracanã e o Engenhão, Vasco e Flamengo iam jogar em São Januário. Questão levantada pelo experimentado Eraldo Leite, tinha esse enfoque: “O estádio suporta um clássico desse porte?" De remexer na tumba um mestre de jornalismo com o qual tivemos convivência. Um texto assim, segundo o habitante do “País dos Esplendores”, só era admissível para uma poesia ou teases -- comerciais.



quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Esse nosso amor antigo (p)

OYÁ, MANGUEIRA 19
.o. Há 14 carnavais sem ganhar, a Mangueira foi a campeã de 2016 nos desfiles da Sapucaí. Homenageou a baiana Bethânia, de Santo Amaro da Purificação, mas carioca honorária, 50 anos de carreira. O enredo “Maria Bethânia, a menina dos olhos de Oyá”, é do novato Leandro Vieira.

.o. Temas biográficos dão sorte a escola – assinalava Rubem Confete. Ele ressaltou que a Mangueira já vencera carnavais falando de Braguinha (1984), Dorival Caymmi (1986) e Chico Buarque (1998).

.o. Embora por longo tempo sem alcançar uma vitória na competição, a Mangueira passou a ser segunda maior detentora de títulos. Completou 19 , situando-se atrás da Portela, que coleciona 21.
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SÓ NOS DESFILES
.o. O pool das emissoras públicas reunindo Nacional e MEC AM e Roquete Pinto FM, funcionou somente nos dias dos desfiles das escolas de samba. Na apuração, as duas primeiras operaram de um lado, a Roquete de outro. Faltou lógica aos que acertaram a formação da cadeia.
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OS ESTREANTES
.o. Alexandre Araújo, do “Pop bola”, comentou os desfiles das agremiações da Série A, na sexta e sábado. Foi, ao lado do estreante Guilherme Grilo, na Globo, mais uma das novidades na cobertura dos festejos.
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ESCALA MAIOR
.o. As repórteres Marcela Capobianco e Diana Ross foram os principais destaques na equipe da rádio da Glória. Cumpriram escala maior, aparecendo em todos os dias que se realizava o “Comando”.
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TRÊS POR CINCO
.o. Apesar de ser dia de carnaval, a Tupi colocou no ar, domingo, o “Bola em jogo”. O programa do Luiz Ribeiro, geralmente com uma bancada de quatro comentaristas, só reunia três, com o titular.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Esse nosso amor antigo (o)

A FOLIA E OS TEMPOS
.o. Está em poder da Globo, no rádio popular, o esquema de maior duração em termos de cobertura de carnaval. O seu “Comando geral”, criado por Mário Luiz, data da época em que as escolas de samba ainda desfilavam na Avenida Presidente Vargas. O “Comando” surgira para rivalizar-se com a Continental – de Carlos Pallut, Paulo Carinje, Ary Vizeu, Affonso Soares, Hélio Lopes e outros auto-intitulados rádiorepórteres.

.o. Numa linha paralela, mais concentrada nos programas desses dias dedicados a Momo , posicionava-se, glamourosa, a idolatrada Nacional, que um executivo batizara de ‘a escola do samba’. Profissionais formados naquela que estava ‘em todas’ e era ‘cem por cento esportiva e informativa’, migrariam para a estação da velha (e boêmia) Praça Mauá. Dentre eles, figuravam Hilton Abi-Rihan e o Antônio Carlos Conceição.

.o. Do grupo, participariam mais tarde, o Rubem Confete (que atuava na extinta Roquete Pinto AM), Mário Silva (do esporte na casa) e o José Carlos Cataldi (originário dos “Debates” do Haroldo de Andrade, depois CBN, que acumularia o “Manhã de notícias” com, transitoriamente, o cargo de diretor de programação). Cataldi trocaria a Nacional pela Rede Manchete de Televisão. Empregado hoje numa Tv religiosa em SP.
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PÚBLICAS, QUEM DIRIA?
.o. A grande novidade neste ano (quem diria?) foi o pool integrado pelas rádios públicas Nacional e MEC AM , com o apoio da Roquete Pinto FM. Jorge Ramos e Miro Ribeiro lideraram a equipe, num trabalho de bons desempenhos, em que se destacaram o Cirilo Reis, Marcus Aurélio, Thiago Alves, o Miguel Ângelo e Marcelo Pacífico.

.o. Ano passado, a Globo adicionou ao “Comando”, um elemento novo. Denominou-o ‘loucuras de carnaval’. Agora, em 2016, inventou um ‘carnaval medalha de ouro’, sem abrir mão dos primeiros. Como a linguagem do rádio não prescinde de vinhetas, o ouvinte teve sua audição ‘sobrecarregada’. Vinhetas demais. Espaço de menos.

.o. Um ponto positivo. Deixaram de lado, nos horários pré e pós-desfiles, o pessoal do esporte, que se revezava com os comunicadores habituais, sendo o Renan Moura a exceção. No Guilherme Grillo, novato que faz as madrugadas de sábados para os domingos, a emissora apostou suas fichas. Escalou-o para o relato dos desfiles da Série A.

.o. Boas, por exemplo, as atuações do Hélio Júnior e Ana Paula Portuguesa, na manhã de segunda-feira. Funcionou plenamente a química da dupla, o que não podemos dizer da de terça – mesmo horário. Gélcio Cunha, ao lado da Juju Carioca, não cola. Não por ela , que já mostrou qualidades como apresentadora, na Tupi e na Globo.Um dos pioneiros dos ‘amarelinhos” , Gélcio nada mais é que um veterano (e bom) repórter.
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UMA OPÇÃO NA DÉCADA
.o. Na concorrente direta, há uns dez anos, o contraponto é “Tupi, carnaval total”. Nela, nos últimos anos ao menos, tudo se concentra em Luiz Ribeiro e Eugênio Leal -- apresentador e comentarista. Antes, era só as transmissões do Grupo Especial. Depois, também na Série A. Este ano não foi diferente. Presenças infalíveis: os repórteres Marcos Frederico (especializado) e Marcus Vinícius (recrutado do esporte.)

.o. Participantes de anos recentes como comentaristas convidados, o Fábio Fabato e o Fred Soares. O decano Reginaldo Bessa (compositor e maestro, confundido com móveis e utensílios da rádio durante os carnavais), faz tempo que ficou de fora. Seu companheiro de jornadas, Luiz Fernando Reis resiste bravamente. Menor sorte, aparentemente, teve o Luiz Carlos Magalhães. Colaborador da MEC, nem nas públicas apareceu.
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MEMÓRIA VIVA
.o. Clementina de Jesus (1901-1987) e Cartola (1908-1980),foram descobertos para a música já idosos. Ela, por Hermínio Bello de Carvalho; ele, por Sérgio Porto. Cartola, intérprete de suas composições, lembra a Mangueira, forte candidata neste desfile. Qual fora a escola da cantora, ignoramos. No seu ramo, sambas, jongos e cateretês, e não marchinhas.

.o. Saiu nesta segunda-feira (8) num colunista de influente publicação, referência a um programa da Rádio Jornal do Brasil, que teria inspirado os seguintes versos: "Pergunte ao João, ele sabe a morada/ ele sabe a picada, para o meu barracão". Tipica batucada. O cartaz da RJB, informa a coluna, era uma espécie de Google dos anos 60/70.Os apresentadores, recordamos, Jorge da Silva, o Majestade, e Anita Taranto. Uma produção de João Evangelista.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Esse nosso amor antigo (n)

O TROFÉU ‘FOMINHA’
.o. Atrações nos primeiros meses do ano, os campeonatos estaduais abriram, ao apagar das luzes de janeiro, a temporada de 2016. No Rio, o Flamengo empatou com o Boavista, e o Vasco venceu o Madureira(*).

.o. Luiz Penido narrou os dois jogos, como também o fizeram Jota Santiago e o Edilson Silva, concorrentes, além de outros que retornavam das férias.

.o. É comum nos bastidores esportivos, dizerem que o Penido não dá chance a seus imediatos. Fatos antecedentes reforçam esta assertiva, que o classifica de ‘fominha’. Certo, porém, que cabem a ele os jogos principais, e ao Edson Mauro, os considerados de menor importância.
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.o. Na Tupi, que desde maio conta com cinco narradores, Odilon Júnior, o terceiro, é melhor aproveitado. Aos dois últimos na hierarquia, reservadas posições de standy by. São o Ricardo Moreira e Geraldo Sena – este, decano da casa -- a ela integrado ainda no tempo de Doalcei.

.o. A Bradesco, que virou núcleo no Rio, hoje dispõe de dois narradores auxiliares. Com isso, fatalmente, o troféu ‘fominha’ tende a mudar de prefixo. Quem acredita que ‘o dono da bola’ vá, irmamente, dividir espaço com o Cadu Macri e Mauro Santana, os seus atuais subordinados?
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(*) Nas oito partidas de abertura do campeonato, apenas 19 mil pessoas compareceram aos estádios. A revelação foi feita por Sérgio Du Bocage, no “Bate bola Nacional”, terça-feira (2). Profissionais de comunicação que ainda chamarem o estadual de ‘o mais charmoso’, estarão passando para o público, atestado de incoerência, e/ou sério comprometimento.
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PARA INTERNAUTAS
.o. Segunda-feira, 2 de novembro de 2015, Dia de Finados. A partir daquela data, a Rádio Manchete (AM 760), há mais de nove anos sob o controle do empresário Miguel Nasseh, suspendia suas atividades.

.o. Passava a operar no piloto automático. No início, com músicas do adulto contemporâneo, inclusive hits da bossa nova. Temas gospel substituíam aquele logo em seguida. Ao contrário do que habituais ouvintes poderiam imaginar, a 760 não entrou em concordata – já passara por três.

.o. Tornou-se uma rádio online, a exemplo da Beat98, cuja freqüência (98,1) a Globo pegou, obrigada a devolver a 89,5, de um grupo paulista. A Manchete não demitiu seus profissionais. Luiz de França e outros comunicadores, no entanto, decidiram deixar a empresa, com seu novo estilo.
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S I N T O N I A
/o/ Medalhões do esporte costumam tirar férias nos fins de ano. Edson Mauro, na Globo, saiu com o campeonato em andamento.
/o/ O quadro que ele faz no “Antônio Carlos”, está, nos próximos dias, com o Cláudio Perrout. Bom pro Hugo Lago e Renan Moura.
/o/ “Dito e feito”, da Nacional, com a Gláucia Araújo, reduzido em uma hora. Metade cedida ao Thiago Alves, falando de carnaval.
/o/ A propósito. Numa época em que a consideravam ‘escola do samba’, a rádio reunia no período, verdadeiros ‘feras’ do gênero.
/o/ Não custa lembrar que, do grupo, participavam um Hilton Abi-Rihan, o Rubem Confette, Mário Silva e Antônio Carlos Conceição.
/o/ A perda de terreno foi tamanha que, ‘este ano não vai ser igual aqueles que passaram’. Para compensar, a formação de um pool.
/o/ Farão parte, ao lado da ‘mais querida’, a MEC AM e a Roquete FM. O Jorge Ramos e o Miro Ribeiro comandam a comissão de frente.



sábado, 23 de janeiro de 2016

Esse nosso amor antigo (m)

DIRETAS, LIVRES E SOLTAS

> Roquete Pinto FM, Nacional e MEC AM vão transmitir, em parceria, os desfiles das escolas de samba na Sapucaí.
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> Thiago Alves, do “Armazém cultural”, na MEC, está produzindo, ao anoitecer, uma série sobre aquelas agremiações.
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> Dois meses depois de estrear na Globo, “Samba de primeira”, do Jorge Perlingeiro, foi ampliado em uma hora.
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> A Nacional tirou da grade, o “Sintonia Rio”, do Amauri Santos, que era apresentado às 9h, nas noites sem futebol.
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> Às vésperas de completar 80 anos, entrou no lugar, o “Musical especial”, com Cirilo Reis, tipicamente um ‘vitrolão’.
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> “Samba show”, até o final de 2015 às madrugadas de sábado para domingo, mudou de apresentador, dia e horário.
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> Antes era conduzido por Jair Lemos, e agora pelo Rubem Confete, nas manhãs dos sábados, entre as 6h e 8h.
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> Mauro Santana, um dos sobreviventes do naufrágio Bradesco Esportes-Rio, voltou há poucos dias, a transmitir jogos.
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> Sua última vez data de 2008, quando integrava a equipe do Luiz Carlos Silva, num engodo chamado Rádio Livre.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Esse nosso amor antigo (l)

CRISES E COINCIDÊNCIAS
.o. Tupi e Nacional têm duas coisas em comum – o mês de inauguração e o tempo de existência -- 80 anos. A primeira comemorou a data redonda num dia 25 de 2015. A outra o fará pouco antes da próxima primavera, num dia 12, quando setembro vier.

.o. Uma das líderes de audiência na última década, nesse imenso quintal que é o Rio, a Tupi limitou-se a celebração de missa na Catedral Metropolitana pelo evento. Nenhum programa de impacto lançou e, nos trâmites normais, zero em contratação.

.o. O ‘presente’ (talvez coisa de grego), chegaria antecipado -- novos estúdios em São Cristovão. Segundo sites especializados, a rádio atravessa sério problema de caixa, resíduos dos Diários Associados, condomínio sob o controle dos herdeiros de Assis Chateaubriand –, dono de um império de comunicação em épocas remotas.

DIFÍCIL LEVANTAR
.o. Quanto a Nacional, que só perdeu público após o governo militar, nunca mais se erguera, embora tenha realizado em 2004, uma revitalização no prédio da Praça Mauá, sucateado pelos gestores que nada entendiam do ramo. Radiobras transformou-se em EBC, única mudança num veículo que a política descaracterizou.

.o. O sempre espontâneo Gerdal dos Santos, 87 de idade, afirmava no “Onde canta o sabiá”, sábado (2), que os festejos dos 80 anos da Nacional já foram iniciados. Não detalhou o que a empresa reserva para os simpatizantes. Os executivos teriam, desta vez, algum ‘coelho nas cartolas’?...Venerandos sintonizadores até pagariam por isso.

UMA CANOA FURADA
.o. Três anos e três meses depois de lançada , no Rio, a Bradesco Esportes, literalmente naufragou. A rádio, idealizada pelo Grupo Bandeirantes, sediado em São Paulo, foi entregue ao narrador José Carlos Araújo, constituindo-se numa proposta nova no meio, algo parecido com a velha Continental, anos 60/70 – ‘cem por cento esportiva e informativa’ – de Clóvis Filho, Avelino Dias, Carlos Pallut, Paulo Carinje etc.

.o. Garotinho, em litígio com a Globo, aceitara o desafio, reunindo veteranos e jovens profissionais. Era 2012, setembro, por coincidência, semana final do mês. O ‘enlevo’, porém, durou pouco mais de um ano. Foi para a Transamérica, levando parte da equipe. Ele assumia naquela, Edilson Silva (e seguidores) na Bradesco. Também curta a permanência lá. No começo de 2015, através de sua agência, é contratado pela Tupi, com os amigos e aliados Gerson Canhotinha e Gilson Ricardo.

.o. A Bradesco Esportes, que chegou a contar com cerca de vinte componentes, virou núcleo no Rio. Preservaram os seus empregos, o Cadu Magri e o Mauro Santana, apoiados por esperançosos estagiários. Na bolsa de apostas de alguns observadores, a rádio resistiria até as Olimpíadas. Eles erraram de ‘verde e amarelo’.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Esse nosso amor antigo (k)

AS NOTÍCIAS VOAM
.o. Na velocidade da luz ou dos helicópteros em que trafegam o Genílson Araújo, Leonardo Salles e outros menos conhecidos, que cobrem os intermináveis problemas do trânsito na cidade, as notícias voam. De forma semelhante, também circulam na internet, seus aplicativos e redes sociais, que há muito superaram a rapidez dos satélites.

.o. Prestador de serviços por circunstância, ‘o primo pobre’ da mídia eletrônica, sobrevive escorado nesses modernos recursos da tecnologia. A utilização dos helicópteros, uma prática de poucas emissoras do Rio, começou com a extinta Jornal do Brasil AM, nos anos 80. O Genilson Araújo já estava lá e,alternava na função com o Nicolau Maranini.

.o. Em 1984, ele se transferia para a Globo, e chegou a realizar esse trabalho para três estações do SGR. Hoje, sua atividade se limita a CBN. Cobrir trânsito ‘lá do alto’, conforme famoso locutor anunciava o Genilson, não é pra qualquer um. Já o fizeram (ou fazem) Simone Lamin, Carlos Eduardo Cardoso, Emerson Rocha, Edilene Mattos e etc.
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TERRENO MENOR
.o. A cada dia que passa, a Nacional perde mais espaço no Rio. O que era reduzido em termos de jornalismo, sofreu um baque ainda maior. Brasília (alguém tem duvida?) continua predominando na grade. Desta vez, os ‘gênios’ da matriz defenestraram o “Redação Nacional”, seguramente há seis anos sob o comando de Neise Marçal.

.o. No horário de 8h às 10h, ficou o “Revista Brasil”, com Valter Lima, até então transmitido para os ouvintes do Planalto e da Amazônia. Antes da Neise, deixaram a rádio o Marco Antônio Monteiro e o Luiz Augusto Gollo.Dentre atribuições diversas, cabiam a eles conduzirem, respectivamente, “Repórter Rio, 1ª edição” e “Tema livre”.

.o. Lima, um dos mais categorizados valores da Nacional de Brasília, atualmente participa, nas sextas-feiras, do “Todas as vozes”, na MEC AM. Evidente que nesse dia, o “Revista Brasil”, geralmente apresentado ‘ao vivo’ -- no mesmo horário --, é feito em gravação.
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OS ONIPRESENTES
.o. “Momento alegria” é um dos quadros de “Domingo + família”, do Alexandre Ferreira. Com ele, a onipresença do Maurício Menezes e a ‘tropa de elite', isto é, 'do riso' (Hélio Jr. e Sérgio Ricardo). Se você, leitor/ouvinte, ignora uma ‘tropa’ com duas pessoas, ficou sabendo de sua existência a partir de “Alegria ao meio-dia”, há pouco mais de um ano. (Naturalmente que se trata de mais uma brincadeirinha de humorista. Tão inspirado, a ponto de deixar o Luizinho Campos no 'chinelo'...)

.o. Maurição, coordenador artístico da Globo na sua volta à casa, está descontando o tempo que permanecera ausente – sete anos – com rápida passagem pela Haroldo de Andrade e maior período na Tupi. Titular do “Plantão de notícias”, aos sábados, além dos acima relacionados, ele dá seus ‘pitacos’ também no “Globo esportivo”. No pique em que vai, acaba ultrapassando o Paulo Nobre, na Metropolitana.

.o. Na melhor fase da emissora dos Marinho -- com Giovanni, Roberto Figueiredo, Luciano e Adelzon Alves, Waldir Vieira e Áureo Ameno --, a figura onipresente era o Hélio Thys. Um dos produtores do Haroldão, das peças de “A vida é assim”, Thys se dedicava totalmente ao prefixo. Roteirizava, inclusive, programas para as madrugadas. Nos bastidores, comentava-se que a mulher dele queixava-se do saudoso profissional, afirmando que ele havia se ‘casado’ com a rádio. No fim da carreira, velho e doente, abandonado pelos cardeais, fato que se repetiria com o Haroldão. (Te cuida, Maurício!...)
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GOL DE PLACA
Elucidativa, esclarecedora, um trabalho de fôlego – a série de reportagens do Renato Cantarino sobre jovens viciados em craque. No “Manhã da Globo”, entre terça (1°) e sexta-feira (4).

ÚLTIMA DA PÊRA
Em outubro, no “Kinoscope”, do Fabiano Canosa, na MEC FM, a última entrevista de Marília Pêra, Diva que as artes perderam. Seu pai, Manoel Pêra, e o tio, Abel foram atores da Rádio Tupi.

UM CRIADOR
Cidade FM revolucionou o segmento nos anos 70 – muito se disse. Que o Carlos Lemos (1927-2015) era o seu criador, só nos bastidores sabiam. Ele dirigiu as rádios dos sistemas JB e Globo.

TUDO PELO IBOPE
Tupi e Globo, inegavelmente, são as mais populares emissoras de rádio do Rio. O que uma faz para conquistar o público, a outra também segue. Briga sem fim pela audiência. Uma ‘guerra fria’.

O INDEFINIDO
Na Glória, a gestão recentemente empossada aboliu a figura do curinga. Em toda rádio que se preza – modelo falado ou musical – tem um profissional fixo. A Globo descartou o tal esquema.

PRA TODA OBRA
Lá em São Cristóvão (bairro imperial, segundo os noticiaristas do prefixo), Cristiano Santos responde pelo posto. Repórter no programa do Clóvis, é titular de um cartaz na madrugada de domingo.

UNIÃO E CRISES
Na fusão do AM com o FM, nesta década, a Antena 1 deu lugar a Nativa, dos Diários Associados. Proposta: competir com a FM O Dia, que voava livre. Antena voltou. Nativa desintegrada. Desemprego.

FOI SUCESSO
‘Você liga, e é só sucesso’. Quem não se lembra do slogan? Era a 98 FM, que se tornou Beat, passada a boa fase. A freqüência ficou com a Globo. Na web, a original foi denominada como Radiobeat.

SOBREVIDA
Em novembro, a Manchete saiu do dial. Arrendada por Miguel Nasseh durante nove anos, sobrevive on-line. O piloto automático da 760 roda, no momento, temas evangélicos. Ruim para radialistas.

NAUFRÁGIO I
Pouco depois da Copa de 2006, a equipe esportiva da Bandeirantes AM era dissolvida. Liderava o grupo, Edilson Silva, com Ronaldo Castro, Denis Menezes, Sérgio Guimarães, Rui Fernando e outros.

NAUFRÁGIO II
O projeto Bradesco Esportes, iniciado por José Carlos Araújo, há dois anos com o ‘locutor energia’, está naufragando. Não foi à toa que o Garotinho pulou fora do barco. Já vislumbrava o impasse.
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T R I V I A I S
/o/ Transmissões de programas das ruas, estavam interrompidas algum tempo na Globo. Reativadas pelos 71 anos da rádio, no início do mês. /o/ MPB FM comemorando nesse período, 15 anos de fundação. Bom gosto a sua marca, no chamado adulto contemporâneo. /o/ Na SulAmérica Paradiso, Kelly Muniz apresenta, de 15h às 17h, a “Hora do blush”. Já fez um ano que ela substituiu a Selma Boiron.

sábado, 28 de novembro de 2015

Um caso raro nas públicas

‘VOZES’ QUE LEVANTAM
.o. As rádios públicas no país e, particularmente no Rio, não desfrutam de boa audiência. Em geral, sua programação destina-se a um ouvinte seletivo, no que tange à escolaridade. Há um ano e meio na MEC AM, o “Todas as vezes”, com Marcus Aurélio, está mudando tal preceito, que ainda funciona como um indefasável estigma.

.o. De segunda a sexta entre 7h e 10h das manhãs, esse cartaz tem conseguido aproximar-se das concorrentes do horário, caso da Tupi, com Clóvis Monteiro/Haroldo de Andrade, e Globo, Padre Marcelo Rossi/Roberto Canázio. Seus destaques: “O rádio faz história” e “Essa letra, essa música”, além de um quadro de debates, inevitável nas populares.

.o. Na segunda-feira (23/11), foram discutidas as concessões de canais a políticos, contra as quais o Ministério Público Federal decidiu se mobilizar. Os participantes, em maioria, argumentaram que, não tem o menor sentido, parlamentar ser dono de rádio ou TV. Entre senadores e deputados, 40 são proprietários dos veículos. A lei da Constituição que impede, é burlada pelo menos há quatro décadas.
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AOS AMIGOS, A GLÓRIA
.o. Lugar-tenente de Adolpho Bloch na extinta revista “Manchete”, redator do também extinto “Correio da Manhã, Carlos Heitor Cony, renomado escritor, mantém na “Folha de S. Paulo”, onde faz parte do colegiado editorial, apreciada coluna.

.o. Dele, na terça (24/11): “Podemos acrescentar a lista (...): a gaitinha do Ary Barroso, os conselhos do Júlio Louzada, a ‘ave-maria’ de Gounod ao meio-dia nas estações de rádio”. Referia-se a uma crônica do Artur Xexéo, “Nunca mais”, considerada genial.

.o. Ouvinte de rádio desde a época do ensino primário, ginasial e científico (ou clássico) não nos lembramos da oração religiosa no horário mencionado. A do Júlio Louzada e de outros que se dedicavam às preces nos microfones das emissoras, era na chamada hora do Angelus – às 6h da tarde, ou 18h, como muitos preferem.

.o. Há alguns anos, de manhã, Cony é parceiro do Xexéo num programete de rádio. Aos amigos -- citando Machado de Assis --, as batatas, ou seja, a glória. Não vimos na tal crônica, a genialidade proclamada. Xexéo (com todo respeito) já produziu coisas muitíssimo melhores. O texto em questão, é perfeita acoplagem de uns que o Joaquim Ferreira dos Santos publicou em sua última estadia no "maior jornal do país".
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ALIENADO, UMA SORTE
.o. Magistral, classificamos nós, foi a crônica do Antônio Prata, domingo (22/11), também na"Folha".

.o. Trechos que separamos: “Outro dia um amigo ligou para reclamar da vida. Estou trabalhando tanto, ele disse, que não fazia a menor ideia do que se passava no mundo: há meses não lia jornal, não via TV, não ouvia rádio. Queria um consolo, mas recebeu a minha inveja: Você não tem ideia da sua sorte (...)

.o. Vejo na TV a mãe do menino de dez anos assassinado com um tiro na cabeça, no Alemão, revoltada com o inquérito da polícia inocentando os PMs (...)

.o. Leio a carta do viúvo aos terroristas que mataram sua mulher em Paris, deixando-o com um filho de um ano e meio.

.o. “Cara, que sorte a sua não ler jornal”, digo ao meu amigo. “Eu ontem chorei ouvindo a CBN. Que tempos são esses em que a gente chora com a CBN?”

.o. A crônica do Prata, escritor e roteirista, discorria sobre as barragens de Mariana, em Minas.
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COPIAR, PRA QUÊ, JOTA?...
.o. O Vasco passou pelo Joinville a duras penas. Marcou 2 a 1. Durante a partida, Jota Santiago, na Tupi, solta um ‘lepo, lepo’, próprio de convencido moço que se acha a renovação do esporte no ‘primo pobre’ da mídia eletrônica.

.o. Qual é, Jotinha! Nessa altura da vida, num desgastado campeonato,com times do Rio mal na fita, você não precisa ‘inspirar-se’ em ninguém. Tem estilo próprio e, conta – creia --, com a admiração de inúmeros torcedores.
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L I N H A D I R E T A
/o/ Na reta final do Brasileirão, a Tupi ampliou sua cobertura. Utiliza a Nativa FM em alguns jogos, em cadeia com o AM. O confronto entre Fluminense e Avaí, com Ricardo Moreira e Eugênio Leal, foi um deles.
/o/ “Sa-ba-do-ba-doo”, que o Mário Esteves pilota na Globo, herdou a equipe do Antônio Carlos. Uma boa novidade no grupo, a inclusão do Flávio Kede, que era o produtor do Mário em seu programa na Manchete.